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pauloaquino Paulo Aquino

Eu viajo pelos games. Eu vivo aventuras. E eu jogo pra bater nos outros.


over 6 years ago 2016-02-27

Sonic Battle

Sejamos sinceros, Sonic the Fighters deixou um gosto não muito bom nos fãs de jogos de luta, ou mesmo nos players em geral.

Só que em 2003 a Sega surpreende o público com um curioso game de Sonic: dessa vez, se trata de um fighting game. E para Game Boy Advance.

Sei o que todos vocês dirão: do Adventure pra frente pintaram umas coisas que, às vezes, nem mesmo são dignas de serem mencionadas (Unleashed por exemplo…).

E o GBA deu sorte com alguns gêneros de jogo, mas deu azar com outros.

Mas calma aí, que o que vem por aí é algo bom.

Sonic, o ouriço azul supersônico, e seus amigos, vão sair na porrada! E diferente do que se viu na tentativa anterior, é algo que agrada.

http://www.youtube.com/watch?v=ilpiYHKbSAw

APRESENTANDO OS COMPETIDORES

Sonic Battle tem um total de dez personagens selecionáveis. Aqui vai uma breve descrição do estilo de luta de cada um deles.

SONIC (“Terry Bogard”)

O azulão é bem balanceado, tem bons coeficientes de ataque, defesa, agilidade, velocidade e resistência física, todos praticamente no mesmo nível, sem ficar um muito alto e outro muito baixo. A má é que ele demora pra se reenergizar. Mas suas seqüências são boas.

TAILS (“Sie Kensou”)

Há os que acham que o amiguinho CDF do Sonic não leva tanto jeito pra lutar. Mas nas mãos certas, Tails faz cada estrago…

Sua especialidade são os ataques à distância. Só é necessário alguma prática. Seus disparos são uma boa opção de ataque.

KNUCKLES (“Paul Phoenix”)

Forte porém lento, é como se pode definir Knuckles em poucas palavras. Seu “Falcon Punch” é potente, mas você deve se certificar de que conectará.

Knuckles possui um dos melhores ataques especiais do tipo Trap e Aim.

Ruim pra encaixar seqüências mesmo assim.

AMY (“Rainbow Mika”)

Amy é muito boa pra se fazer seqüências, seus recursos de ataque vão desde bundadas até golpes com sua inseparável marreta. Possui o melhor Heavy Attack e Aim Attack do game.

O problema é na hora de saltar...

CREAM (“Ibuki”)

Com um moderado potencial de luta, Cream quase sempre deixa que Cheese faça o “serviço sujo”.

Ótima saltadora e voadora, Cream possui aquela que é disparado a melhor cura de todo o jogo. Seu Air Trap é potente.

Por outro lado ela é lenta e com ataques básicos lentos.

SHADOW (“Scorpion”)

O cover do Yami Yugi consegue ser mais ágil que Sonic. Se você treinar um pouco, pode apelar legal usando Shadow. Ele possui uma boa combinação de força e velocidade.

Em compensação sua resistência física deixa a desejar. E Shadow ainda tem a PIOR cura do game.

ROUGE (“Anna Williams”)

Principalmente porque enquanto os outros pulam normal, Rouge paira no ar, você vai ter alguma dificuldade pra controlá-la. Mas dá pra se tirar algum proveito.

Bom Dash Attack e especiais do tipo Power, já os ataques básicos não são grande coisa. Sua seqüência é lenta.

E-102 (“Sektor”)

Um robô capaz de aplicar ataques potentes. E-102 é lento mas compensa com um bom dash.

Quando é nocauteado, E-102 se auto-destrói, podendo atingir (e até nocautear) o oponente.

CHAOS (“Nightmare”)

A boa: Chaos é mais forte que Knuckles.

A má: Chaos é mais lento que Knuckles.

Pelo menos possui ataques básicos ágeis. Mas alem de muito lento, não salta quase nada. Chaos tem um especial do tipo Trap que causa muitos danos.

EMERL

Pelas capacidades características de Emerl, se pode moldar seu potencial de luta como você bem quiser, só dependendo das skills que você equipar nele.

Quanto mais Emerl luta, mais skills são aprendidas e equipadas.

ROTEIRO

Tá lá Sonic correndo nos anos 90 na praia, quando ele encontra um robô meio detonado. Sonic já quer levar pro Tails pra ele analisar, o problema é que Shadow, Rouge e outros ficam interessados no robô, que tem umas curiosas propriedades.

Desconfia-se que o “Renato Laranjeira cover” “PINGAS Man” Eggman (que nós conhecemos como dr. Robotnik) esteja envolvido nisso tudo, e não sem uma de suas famosas tramóias.

Tá, eu mesmo tenho certa dificuldade pra reconhecer um roteiro digno de Oscar, mas este é um roteiro melhor que aquela coisa batida de ir lá resgatar uma princesa.

E mil vezes melhor que o roteiro de Dead or Alive Xtreme Beach Volleyball

E há reviravoltas presentes na trama.

Por uma certa razão, o final lembra Metalder.

JOGABILIDADE

No começo de cada luta (ou após o respawn) você escolhe um especial de solo, um aéreo e um do tipo Trap.

Com A você salta, com B você ataca. R é o especial, com L você bloqueia, segurando L você cura seu personagem.

Aliás, apesar desse jogo ser muito comparado com Powerstone (Dreamcast), lá não dava pra bloquear os ataques.

Se pode fazer lutas um contra um, dois contra dois ou até três contra um.

Há diversos modos de jogo presentes, dá pra fazer batalhas até entre quatro jogadores.

Quanto mais skills Emerl obtem, mais poderoso ele se torna. Mas é necessário jogar episódio por episódio. E isso às vezes cai no “mardito” grinding.

GRÁFICOS

Bem funcionais pra GBA. O jogo só se mete a 3D na hora da luta, mesmo assim os personagens aparecem na forma de sprites, aparentemente reciclados do Sonic Advance. Claro que alem de ficarem bem feitos, mesmo os sprites dos carinhas que nunca pintaram em nenhum Sonic Advance são bons.

Fora das lutas, parece que se está jogando um visual novel. O que, junto com o esquema de “episódios”, faz com que o jogo fique parecendo uma série jogável.

SOM

As músicas e os efeitos sonoros de Sonic Battle são muito bem feitas. É praticamente uma música pra cada ambiente, uma pra cada personagem, sem contar tambem que há músicas que tocam nas mais diferentes situações. Os efeitos sonoros, bem característicos, cumprem bem seu papel.

E o que dizer das vozes? Mesmo no pouco que elas pintam, são boas.

DIVERSÃO

O jogo dispõe de vários modos. Mesmo que você não tenha como fazer uma partida multiplayer, dá pra fazer cada rachão! Há minigames que podem ser destravados (mas só o do Knuckles, um que parece Campo Minado, é só pra um jogador).

POR QUE EU CURTO ESTE GAME

O que pode ser melhor que usar Sonic e os outros pra sair na porrada, em uma experiência que alem de ser mais bem-sucedida do que Sonic the Fighters, mostra que o Game Boy Advance se dá bem sim com jogos de luta?

Esse jogo se mostra tão bom quanto alguns dos melhores fighting games que existem.

Imaginem então quando se consegue criar um Emerl superpoderoso! Uma verdadeira máquina de destruição!

E ainda dá pra jogar cada episódio dele como se você estivesse jogando um tipo de anime. Destaque pra uma ocasião na qual Robotnik paga um belo de um gorila...

O QUE ME DESAGRADA NESTE GAME

Pra mim, como mesmo neste jogo nem tudo são flores, eu noto algumas coisas desagradáveis, sobretudo na personalidade de alguns caras. Enquanto só Shadow, Tails e Robotnik entendem melhor o Emerl e como ele pode expandir seu potencial, a Amy (em um dos seus piores casos de desenvolvimento de personagem) cismou que o Sonic quer mesmo casar com ela, e Emerl seria o “filho” dela (depois falam da Chichi do Dragon Ball Z…), e nessas você perde a conta das vezes que alguem manda Amy voltar pro mundo real.

Pior ainda é Rouge… ...aquele jeitão dela de “não me odeie porque eu sou bonita” ainda vai fazer alguem despertar seu lado “machão-sauro” e soltar impropérios característicos (claro, nenhum na linha “ah, isso daí lá em casa…”).

Digo, Rouge é a que menos se preocupa se Emerl vai destruir o planeta.

NOCAUTE!!!...

Enquanto Sonic Battle sai de sua “zona de conforto”, aqui ele mostra que pode ser bem-sucedido como game de luta. E ainda com uma mecânica apropriada pro GBA.

Talvez não esteja à altura de casos como King of Fighters, Street Fighter ou Tekken, nem por isso faz feio.

Classificação: A

Sonic: “Fala sério, só um minuto e você já perdeu? E foi só o meu cartão de visita!”

9.0 9.0 10
Overall
9.5 Gameplay
8.5 Story
9.5 Music
9.0 Graphics
Boa variedade de personagens e de modos
Músicas bem feitas
Mecânica de jogo que combina com o GBA
Pode ser encarado como um tipo de RPG no qual Emerl evolui e se desenvolve aos poucos
Rouge mais "piriguete" do que de costume, e Amy beirando o insuportável
O jogo se torna vítima do grinding

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