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thecriticgames Matheus Pontes

Autor do livro Canções de Bruxas e Rapsódias de Fadas Negras disponível na Amazon em ebook.


over 1 year ago 2021-05-16

Final Fantasy I & II: Dawn of Souls

Final Fantasy é uma das franquias mais famosas do mundo dos games, praticamente conhecida mesmo por quem não conhece muito ou não gosta de jRPGs, a fama e o sucesso não são a toas, a franquia trouxe ao longo de seus anos histórias, mundos, personagens e temáticas capazes de conquistar o coração do publico, e embora hoje não esteja tão em alta quanto já esteve não conseguindo acertar a mão de forma unanime ou semi unanime como se fazia a franquia tem toda uma história de trajeto rica, que se iniciou lá atrás com seus dois primeiros games (cujas criticas podem ser lidas aqui aqui). Ambos títulos que envelheceram muito mal mas que receberam diversos remakes para os mais diversos sistemas e o remake Dawn of Souls de GBA é uma das suas melhores chances de conhecer as raízes da saga, uma vez que compila os dois primeiros games em um único pacote com um toque mais moderno e novidades.

Eis sua chance de conhecer os games mais antigos da saga.

O primeiro game nos apresentava um mundo onde os 4 elementos da natureza se encontravam em desarmonia e onde controlávamos um grupo de guerreiros conhecidos como "Os Guerreiros da Luz" cujas classes podiam ser decididas por nós que tinham o dever profético de restaurar a ordem de tais elementos viajando até 4 cristais localizados em cavernas do mundo. Já no segundo game assumíamos o controle de Firion ou Firionell um órfão que perdia a família em um ataque do temido Imperador Mateus que soltou sobre o mundo criaturas infernais no intuito de conquista-lo por inteiro fazendo com que o herói e seus amigos se unissem a uma rebelião no intuito de combate-lo. Cada jogo trazia seu próprio mundo e tramas além de sistema de gameplay tendo apenas alguns elementos bases do worldbuilding e do gameplay em comum tornando isso um elemento comum da saga até os dias de hoje. O primeiro jogo fez um enorme e merecido sucesso já o segundo não foi tão bem devido a seu sistema enfadonho de evolução e é tido até hoje como um dos piores FFs e o pior episódio principal da série, ainda que tenha seus méritos.

O remake do primeiro jogo é simplesmente incrível se comparado ao original, e é muito mais fácil e ágil de se jogar e finalizar, mesmo que os inimigos e chefes contem com mais vida.

O remake de GBA de ambos os jogos traz uma série de novidades comparado a versão original e a seus remakes predecessores (de WonderSwan e PS1) com gráficos totalmente refeitos nos moldes dos remakes anteriores trazendo cenários completos nas lutas e sprites melhores animados, trilha sonora nova com remixes das musicas antigas e algumas musicas novas muito boas como o novo tema de batalha do primeiro FF e dificuldade rebalanceada não sendo a monstruosa dificuldade dos jogos originais tanto no avanço quanto para se evoluir (ainda que o primeiro FF aqui esteja fácil até demais). Dentre as mudanças mais notáveis estão a mudança do sistema de slots mágicos para o sistema de MP agora em ambos os jogos (uma das positivas mudanças que FF II original já trazia), maior influencia da inteligência no dano das magias, sistema de ataques oriundos dos remakes anteriores onde ao matar um inimigo na luta os ataques restantes direcionados a estes são redirecionados a outros inimigos (nas versões de NES se você ordenasse 4 ataques para um inimigo e o primeiro dos ataques o matasse você perderia os demais ataques sem que eles atingissem outros inimigos), empoderamento das classes monge e ladrão (que eram mais fracas do que deveriam), bestiário para que o jogador possa ler sobre os diferentes inimigos já encontrados, sistema de save em qualquer lugar (no original podia salvar apenas nos Inns) além da facilidade e agilidade dos menus mais modernos do jogo em relação as mecânicas arcaicas e irritantes dos menus 8-bits (sério, equipar itens era um sofrimento na versão original).

O remake do II ficou muito menos sofrível, mas removeu o bug que permitia evoluir rapidamente os personagens.

Além de toda a série de melhorias cada remake trouxe sua própria novidade extra. O remake de FF I trouxe 4 dungeons novas elementais, liberadas cada uma após a derrota de um dos 4 demônios elementais da trama e localizadas pelos mapa. As dungeons traziam novos inimigos, armas e 4 chefes cada oriundos de episódios posteriores (uma trazia 4 chefes de FF III outra mais 4 de FF IV e outras duas com 4 de FFV e FF VI). Já FF II traz uma campanha inteiramente nova, Soul of Rebirth onde assumíamos o controle de 4 personagens falecidos na campanha do jogo original em uma nova jornada misteriosa na pós-vida, incluindo Scott, irmão de Gordon do jogo original e outrora um personagem não controlável já que você topava com este já falecendo de seus ferimentos de guerra na campanha principal. Tal dungeon faz algo parecido com o que o climax do primeiro fazia com ele, trazendo um conceito um tanto fora do padrão para o jogo de fantasia medieval, enquanto Chaos no primeiro FF trazia o conceito de anomalia do tempo para o jogo, Soul of Rebirth vai lidar com conceitos como a vida após a morte e dualismo cósmico abraâmico.

O remake trouxe 4 dungeons novas para o primeiro jogo (com chefes de outros FFs) e uma campanha nova complementar para o segundo jogo, ambas novidades estão também disponíveis nas versões para PSP.

FF Dawn of Souls é de longe um dos melhores remakes de jogos clássicos sendo a chance definitiva de muitos de conhecerem a raiz desta franquia clássica em sua melhor forma.

9.1 9.1 10
Overall
8.5 Gameplay
9.0 Story
10 Music
9.0 Graphics
Atualizações providas pela geração e por remakes anteriores envolvendo gráficos, trilha sonora, agilidade do gameplay e do sistema de menus.
Dungeons bonus do remake do primeiro jogo e campanha Soul of Rebirth do segundo jogo.
Ausencia do bug de elevar niveis no FFII.

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