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  • 2021-04-13 08:43:11 -0300 Thumb picture

    Lembrete de Octopath Traveler no Xbox/Game Pass

    Medium 770328 3309110367

    Originalmente lançado ao Switch em 2018 o retrô Octopath Traveler recebeu consecutivamente um release via Steam no ano seguinte. Contudo a jornada dos 8 heróis agora também está disponível na família Xbox e, novamente, no PC, seja por compra avulsa via Microsoft Store ou então como aluguel via Xbox Game Pass

    Se você estava esperando uma oportunidade para conhecê-lo essa pode ser a hora já que, diferente dos lançamentos físicos ou digitais, jogá-lo pelo Game Pass sai muito mais em conta do que comprá-lo pelos salgados R$227 de lojas digitais. Lembrando também que quem não for assinante do serviço da Microsoft garante o primeiro mês por apenas 5 reais.

    O terminei recentemente e levei 64h para finalizar as 8 histórias, e embora tenha deixado pendências eu gostei bastante do tempo que passei com ele. É nostálgico ao ponto do seu próprio detrimento? Sim! Mas uma jornada cativante ainda assim — e com uma trilha sonora deliciosa, devo dizer.

    [@jvhazuki]

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      arthurdias25 · 5 months ago · 2 pontos

      Esse eu fiquei triste de ter entrado na Gamepass quando meu período de assinatura já tava acabando e não ia dar tempo de pegar 60h de jogo kkkk, mas provavelmente ele agora é o maior motivo que eu tenho pra renovar por pelo menos mais um mês em algum momento kkkk

  • mysteron Rafael Faria da Costa
    2021-03-26 10:44:55 -0300 Thumb picture
    mysteron checked-in:
    Post by mysteron: <p>Ontem foi dia de começar Octopath Traveler no Xo

    Ontem foi dia de começar Octopath Traveler no Xone, já que a fila com 8171711875173 jogos está curta e precisava de mais um para correr atrás. Começou meio lento, eu diria que até lento demais para um JRPG, mas PQP que jogo lindo!!!!!!!!! 

    O estilo gráfico do game é absolutamente fenomenal!!!! A mistura de gráficos pixelados antigos com efeitos gráficos modernos deu uma personalidade fortíssima para o jogo. Não sei com que ritmo eu vou encará-lo, mas gostei muito do que estou vendo até agora.

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      santz · 6 months ago · 1 ponto

      Fico sempre pensando se esse jogo é só gráfico bonito ou ele é bão mermo.

  • _gustavo Luis Gustavo Da Luz
    2021-03-16 12:52:01 -0300 Thumb picture

    Octopath Traveller a caminho do XBOX Game Pass

    PC e Consoles

    A Square anunciou o lançamento de Octopath Traveler para o XBOX One e Series

    O game chega esse mês, sendo incluído no GamePass  no dia do lançamento

    Outras adições que valem ser citadas são Star Wars Squadrons chegando via EA Play, Yakuza 6 que chega no fim do mes, além de Nier Automata e Torchilight III nos PCs

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      manoelnsn · 6 months ago · 2 pontos

      Aí sim!

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      gigahertz · 6 months ago · 2 pontos

      Tomara que isso faça cair o preço do Octopath em outras plataformas

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      topogigio999 · 6 months ago · 2 pontos

      Oloco, tem no mínimo 4 jogos que quero nessa leva...

  • wiegraf_folles_ Michael Oliveira
    2021-03-12 10:40:43 -0300 Thumb picture
    wiegraf_folles_ checked-in:
    Post by wiegraf_folles_: <p>Recomecei no PC novo, teve que ser do 0, não gue

    Recomecei no PC novo, teve que ser do 0, não guentei com os memes no Discord ensinando um exploit tão doido que eu tenho que tentar (a ideia é mais doida que tomar uma porrada pra se arremessar num lugar que te dá 50 Lvs no Xenoblade 1 por simplesmente ter pisado no lugar).

    O grande guia pra Octo de acordo com a galera é

    Btw que melhora na perfomance com essas specs melhorzinhas.

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  • jcelove José Carlos
    2021-02-22 15:51:19 -0300 Thumb picture
    Post by jcelove: <p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=TfoR-WI

    Me divirto pacas vendo os Piologo falando de gaems. Eles (o Rodrigo na vdd, Ricardo nem joga nada, ta la só pela grana XD) são "A" representação do gamer casual true, que curte videogames da forma mais simples e rasa possivel (não que isso seja diferente  de um fanboy "hardcore" hehe).

    Mas o motivo de postar o video aqui é o trecho em que ele fala sobre o rpg tático (mais ou menos aos 7:44) que explica o porque JRPG por turnos é uma opção complicada pra se fazer hoje e porque FF teve que virar um jogo de ação. A galere (a massa, que compra jogo) de hoje não tem paciência pra "rpgzinho japonês" a moda antiga

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      carlospenajr · 7 months ago · 3 pontos

      Olha, na real, quando eles apareceram, lá pra 2000, eu até achava razoavelmente engraçado eles (nada de como ficou a febre na época), mas já perdeu a graça faz tempo e eu vi uns 2 videos deles de jogo e mano, não dá, não rola, é imbecil demais...

      7 replies
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      kalini · 7 months ago · 3 pontos

      Se jogo de turno fosse fracasso, persona 5 e yakuza 7 (que antes era uma serie de ação, nem mesmo RPG) jamais fariam sucesso. Enquanto isso, Final Fantasy ninguem liga mais mesmo, so pro remake de um certo setimo lançado em 1997, que era de turno e ainda hoje segue sendo um dos jogos mais vendidos.

      1 reply
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      kalini · 7 months ago · 3 pontos

      Action rpg tambem é antigo. Ys existia desde 1987. tambem tem os actions da Enix nos anos 90, como EVO e Illusion of Gaia. Essa gente nem sabe o que diz.

      2 replies
  • 2021-01-03 02:09:00 -0200 Thumb picture
    jvhazuki checked-in:
    Post by jvhazuki: <p>Ah a história de <em><strong>Bravely Default</st

    Ah a história de Bravely Default, como não lembrá-la? Infelizmente isso estará sempre vinculado ao quão enfadonha a mesma se tornou nos momentos derradeiros, uma repetição realmente cansativa. De qualquer forma o pacote completo do RPG sobrepõe essa que é a minha maior reclamação do mesmo, ele que traz bons sistema de batalha, trilha sonora e protagonistas. As músicas desse jogo são realmente fenomenais. Toda a fantasia em torno desse "FINAL FANTASY QUE NÃO É FINAL FANTASY" é apreciável, e essa pegada mais princesas e dragões, ou medieval, me fascina há décadas.

    Dito isso eu me empolguei com a possibilidade de jogar outro RPG de perfil retrô produzido por muito do mesmo pessoal, embora trate-se de outra desenvolvedora. Assim que anunciado em 2017 Octopath Traveler automaticamente entrou no meu radar, e agora, finalmente, o comecei.

    Tô há quase 15 horas jogando e já fiz ao menos o primeiro capítulo de cada um dos oito principais. Essa mescla entre 2D e 3D é realmente muito bonita e dá uma cara de um jogo que poderia ter sido lançado, talvez, ao 32-bit da SONY, ao PS1. Quando se trata de RPGs de turnos eu fico todo serelepe pra comentar algo sobre, já que são minha preferência, e por mais que esteja curtindo e muito as batalhas, que visam a exploração estratégica das fraquezas inimigas, é uma lástima que a interação entre os protagonista praticamente inexista... pense em Dragon Quest III onde temos o Herói, cuja trama gira toda em torno, e na sua volta personagens genéricos; a questão é que cada herói aqui faz o papel de Hero e coadjuvante ao mesmo tempo, onde não há muitas trocas de diálogos ou desenvolvimento entre eles. 

    Quando vejo um título como esse mais aberto, onde por exemplo você pode escolher com quem começar e para onde ir, fico na expectativa de presenciar inúmeras possibilidades. Por mais que existam tramas e desfechos a serem alcançados com cada um, e eu tenha interesse em vê-los, seria muito prazeroso se houvesse um elo maior entre o grupo e decisões que modificassem a história completamente — dando ainda mais razões para jogá-lo de novo.

    Bem, não vou me estender muito pois creio que ainda há muito a ver e fazer e, salvo os pontos antes citados, tenho gostado da experiência, visuais e trilha sonora

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  • 2020-12-22 11:15:21 -0200 Thumb picture
  • 2020-12-16 15:11:44 -0200 Thumb picture
    Post by grindingcast: <p>Hoje falaremos de um título relativamente recent

    Hoje falaremos de um título relativamente recente da Square Enix que deixou muitas pessoas na expectativa na época de seu lançamento:  Octopath Traveler

    Octopath Traveler é um RPG de turno desenvolvido pela Square Enix em colaboração com o estúdio Acquire (Tenchu e Way of the Samurai) e publicado pela Square Enix. Lançado no ano de 2018 para Nintendo Switch, tendo um porte para PC em 2019 e Stadia em 2020.

    O jogo é situado na terra de Orsterra, no qual a Ordem da Chama Sagrada acreditava que seu mundo foi criado por 13 divindades.

      

    O jogador segue as histórias de 8 heróis em sua jornada por Orsterra:

    - Ophilia, uma clériga da Chama Sagrada em uma peregrinação religiosa

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    - Cyrus, um estudioso e professor da Royal Academy em busca de um livro roubado de artes das trevas

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    - Tressa, um comerciante que parte em uma jornada após adquirir um diário detalhando as viagens de um aventureiro anterior

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    - Olberic, um ex-cavaleiro do Reino de Hornburg em busca de um propósito depois que seu reino foi destruído.

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    - Primrose, uma dançarina e ex-nobre em busca de vingança contra os Obsidians, assassinos de seu pai.

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    -Alfyn, um boticário viajante que seguiu o ofício depois que um estranho o salvou de uma doença fatal.

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    -Therion, um ladrão encarregado por uma família nobre de recuperar um conjunto de pedras de dragão.

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    -H'aanit, uma caçadora rastreando seu mentor que sumiu após ir atrás de uma fera.

    Depois de progredir através das várias histórias dos personagens, as buscas dos heróis começam a se entrelaçar, principalmente quando Mattias, Lucia, os Obsidianos e Werner descobrem que foram empregados pela mesma pessoa.

    A gameplay é p/ turnos, nas quais o jogador pode tomar ações como atacar, defender, usar habilidades, itens. Personagens jogáveis recebem um Boost Point no final de cada turno, do qual podem armazenar até 5 de cada vez.

    Durante seu turno, um personagem pode usar até três Pontos de Impulso para impulsionar um comando, permitindo que ele ataque várias vezes, aumente sua defesa ou aumente a potência de uma habilidade(Ponto de impulso não é obtido no turno após usar os pontos de impulso).

    Os inimigos têm um contador de escudo que diminui sempre que são atacados com uma arma ou elemento contra o qual são fracos. Quando o contador se esgota, eles entram em um estado de choque, onde podem receber mais danos e perder a vez.

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  • 2020-12-03 10:05:51 -0200 Thumb picture
  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-11-29 04:13:39 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Octopath Traveler

    Zerado dia 28/11/20

    Quando a Square Enix anunciou Octopath Traveler para o Switch eu não soube exatamente o que pensar. De um lado o jogo tinha muitos de RPGs clássicos como Final Fantasy VI, que eu adoro, e do outro, um bocado de Bravely Default, que eu quase odeio.

    Na verdade eu lembro de ter visto o jogo numa E3 e nem ter prestado muita atenção, mas só ter me ligado mesmo quando o pessoal começou a comentar sobre ele no dia seguinte nos clássicos papos de "eu só me interessei por aquele jogo".

    Eras depois uns amigos resolveram fazer uma vaquinha e me convidaram para o plano: quem pagasse mais seria o mais próximo de ser o dono do jogo e a gente se emprestaria. Aceitei a ideia, mas acabei nunca pagando, esquecendo do plano e perdendo interesse na ideia. E eu nem queria o Octopath Traveler tanto assim pois tinha maiores prioridades, inclusive jogar Bravely Second antes (mesmo os jogos não sendo nem da mesma série).

    Acabou que até hoje não reuni a coragem para jogar Bravely Second, mas estava na casa de um amigo próximo e não resisti a oportunidade de pegar um jogo físico emprestado (ele havia me emprestado o Xenoblade Torna recentemente). Jogos de Switch são caros demais e tem aqueles que quero jogar, mas não pagar, então qualquer oportunidade é mais do que bem-vinda.

    Como eu não curto ficar com jogo emprestado por muito tempo, dei a máxima prioridade pro OT. Terminei umas coisinhas aí que estava jogando e parti para ele. E assim foram 3 semanas...

    A verdade é que OT começa meio sem explicação de nada. "Escolha um herói". Havia uma breve história de cada um dos oito personagens, mas fui no que estava mais próximo da retícula inicialmente, Cyrus.

    Meu deus, quanto blá blá blá. As vezes eu sinto que os jogos atualmente não sabem mais contar uma história. São minutos e mais minutos e mais minutos situando o jogador num enredo que nem é tão interessante. Não dava pra ir um pouco mais direto ao ponto e deixar que o jogador ligasse os pontos e imaginasse um pouco mais?

    A lerdeza inicial do jogo me fez cochilar várias vezes nas minhas jogatinas à noite.

    Pior que eu nem estava conseguindo me concentrar tanto na leitura pois há dublagem no jogo, mas só de algumas partes. Do tipo que o personagem fala, no balão: "Eu tenho que ir à tal cidade", enquanto do nada a dublagem manda um "Let's go!"

    Não dava para incluir a parte dublada na fala ou dublar algo que foi dito no balão? Outra alternativa seria que os personagens fizessem sons de interjeição ao invés de palavras. Eu fiquei com a contínua sensação de que eram dois personagens diferentes e meio que me perdia no contexto e saia da imersão. Felizmente havia a possibilidade de tirar a voz nos personagens nas opções, o que eu recomendaria.

    Mexendo nas opções ainda descobri que havia como remover parcialmente as bordas escurecidas da tela. Essa escolha artista eu nunca entendi nesse jogo.

    Quer dizer, o jogo é muito bonito, mas as bordas da tela são escurecidas, como se houvesse uma maldição constante no mundo. Para piorar, o centro da tela muitas vezes tem uma luz estourada muito estranha. Tentei imaginar que os criadores tentaram simular um ambiente teatral, mas não funciona. Lembra de como eram as fotos que a gente publicava no Instagram em 2012-2013, cheias de filtros e muitas vezes mega artificiais? É isso!

    Para ter ideia do que eu estou dizendo, imagine um jogo bonito e colorido como Breath of the Wild ou qualquer outro de sua preferência. Agora escureça as bordas da tela bem preto. Por fim, estoure as luzes no centro como se houvesse um problema na sua TV. Bom, respeito a escolha dos desenvolvedores, mas gostaria de desabilitar completamente esses efeitos e deixar o jogo mais bonito (porém o combo de estilo de OT funciona muito bem em cavernas, só não no overworld e na luz do dia).

    A maior prova disso é a tela de save, que os personagens aparecem sem esse "filtro" e são lindos!

    Desabilitei o efeito de bordas escuras, mas elas só ficaram mais claras. Tá valendo.

    Depois de um tempo, Cyrus finalmente sai em sua aventura. O jogo começa a ensinar suas mecânicas de batalha logo, quando reparei que o protagonista era um mago (black mage).

    Esse jogo tem um sistema de combate simples, interessante e muito funcional que lembra o de Bravely Default, mas que faz muito mais sentido ao meu ver).

    Em BD você usava uma ação de esperar/defender para guardar ações pro futuro. Eu terminei o jogo sem ver vantagem nisso. Eu deixava de agir para agir depois. Ao invés de atacar agora e de novo no próximo turno, eu atacava duas vezes no próximo turno.

    Em OT você pode atacar normalmente, usar habilidades (como as magias do Cyrus), usar itens, defender ou fugir. Bem simples e, mais uma vez, como FF VI.

    Todos os inimigos tem pelo menos uma fraqueza, representada por uma caixa de "?" abaixo do personagem. Ao usar a arma ou elemento correto contra aquele inimigo, ele revela que aquela era a sua fraqueza (e revela também de todos os outros idênticos a ele).

    Além de tomar mais dano por sofrer dano de quaisquer uma de suas fraquezas, o número indicado pelo seu ícone de escudo cai por 1 a cada hit e ao chegar a zero causa o efeito de "Break".

    Um inimigo sob o efeito "Break" fica atordoado, sai da fila de turnos (o que quer dizer que durante um tempo ele não fará nada, indicado na parte superior da tela de batalha) e ainda sofre mais dano até voltar ao normal.

    Você vai querer causar "Break" o máximo possível, para agilizar as batalhas, para vencer e evitar de ser atacado.

    O Cyrus se provou um excelente personagem para isso, pois ele chegou a aprender os três elementos comuns de magia: fogo, gelo e raio. Suas magias acertavam a todos os oponentes na tela, o que agilizava bastante o processo de achar fraquezas e causava diversos Breaks em um único golpe.

    Além disso, há um sistema de Battle Points que é a evolução daquele que citei de BD.

    A cada turno, depois que todos os personagens, aliados e inimigos agirem, todos do seu grupo ganham um BP (máximo de 5). Quando for escolher a ação de um personagem, você pode apertar o botão R uma vez para cada BP que ele tiver (ícone redondo dourado abaixo do nome do Olberic na imagem acima). A cada BP que você ativar, o personagem fará um golpe adicional daquele que você escolher fazer.

    Basicamente é assim: o Olberic normalmente ataca usando uma espada. Ele dá um corte e pronto. Se ele tiver 3 BP, você poderá apertar até três vezes e ganhar um golpe a mais naquele turno para cada BP. Se ele atacava uma vez normalmente e você apertou R três vezes, ele vai atacar 1 + 3 = 4 vezes! Ou seja, quatro cortes com a espada.

    Sabe o que isso quer dizer? Aquele inimigo que tem 4 escudos para receber "Break" e fraqueza a espada poderá ficar atordoado só com o turno do Olberic, por exemplo, se você assim quiser.

    Esse sistema de BP funciona diferente com outras ações. As magias causam mais dano a cada BP acionado, a cura restaura muito mais vida e tem até habilidades especiais que só podem ser usadas se você ativar exatamente 3 BP num turno! Por outro lado, acionar pelo menos um BP num turno significa que no próximo aquele personagem não ganhará nenhum, então use com sabedoria.

    Depois de finalizar o Boss do Cyrus, pude ver que haviam cidades próximas, com níveis recomendados para ir buscar os próximos personagens, o que é meio que o objetivo inicial visto que conforme você recruta novos membros dos oitos, os restantes requerem níveis maiores.

    Ao alcançar as suas cidades, você assiste uma cutscene e é obrigado a jogar seu primeiro capítulo antes de recrutá-lo. Lá vem mais enredo e conversas intermináveis (uma relação de amor e ódio com isso nesse jogo, mas no início é tranquilo).

    Os personagens em si não participam das histórias dos outros, apenas ajudam nas batalhas mesmo, o que as vezes é meio estranho. Bom, esse é o preço a se pagar para ter um jogo menos linear e com muita liberdade de jogabilidade. Você recruta quem quer, na ordem que quiser e joga os capítulos de cada um quando e como desejar, apesar que os níveis recomendados são cada vez maiores e o grinding nesse jogo é um dos fatores mais cruéis e demorados. Muitas vezes mesmo no nível recomendado os chefes ainda são bem difíceis e as batalhas mega demoradas.

    Resumindo: Octopath Traveler é um jogo bom e é isso. Já vi gente falando que ele seria o melhor RPG de Switch, mas não é para tanto. A minha experiência foi bem "montanha russa", as vezes gostava, as vezes odiava. No final das contas, depois de finalmente ter um grupo de confiança, o jogo fluiu bem e eu acabei gostando, mas isso definitivamente requereu muita paciência por muitas horas.

    De bom: curto os visuais, sobretudo dos cenários, que misturam o visual clássico da era 16bit com 3D e muitas vezes parecem maquetes (destaque para cenários de neve e praia, que tem brilhos no chão). Sistema de batalha simples, divertido e funcional. Designs de inimigos bonitos. Trilha sonora fantástica. Sistema de jobs clássico da Square, mas melhor do que nunca.

    De ruim: a escolha das bordas escuras e a paleta de cores de OT dão ao jogo um clima triste desnecessário, em troca de uma beleza de cores que ele poderia oferecer com verdes vivos (alguns cenários não são afetados pelo clima deprê visual). O jogo exige muito level up. MUITO. Lembro de estar desgostoso para com o jogo, upei os personagens para o nível recomendado, 24, e não passei do boss. Treinei até o 30 e mesmo assim estava morrendo. Cada nível leva um século para ser adquirido, o que esticou de forma artificial a duração de OT e, não fosse isso, provavelmente a experiência teria sido muito melhor. Achei o jogo muito dramático e muito voltado para a narrativa, com cutscene após cutscene. Inclusive encorajo você a jogar um capítulo de qualquer personagem pulando (segure B) todas as cenas, como quando tiver um grupo forte e tiver que terminar a campanha de algum personagem que ainda está no começo da aventura. Eu mesmo terminei minha primeira campanha com cerca de 40 horas. Peguei o grupo nível 65 e troquei um deles por um personagem nível 9 no capítulo 2 (todos tem 4 capítulos). Fizemos toda a campanha em 1 hora. O jogo é muito previsível e raso sendo sempre: chegue na cidade, cutscenes, ande até alguma caverna ou algo assim, ande 1 minuto nas minúsculas dungeons e chegue no boss, repita do início, mas agora o level recomendado é maior! Quase como um Boss Rush com muito grinding justificando os meios.

    No geral, em relação a Bravely Default, eu escolho Octopath Traveler qualquer dia. Quando você finalmente fica forte e confiante, o jogo fica mil vezes mais divertido, justo e estratégico. Fiquei com muita vontade de fazer o jogo 100%, incluindo sidequests, jobs avançados (que requerem lutas contra chefes para serem adquiridos) e um chefe que é meio que o último verdadeiro, mas agora estou devolvendo o jogo (fora que a recomendação é de dois grupos nível 75 e depois do 50 cada level é um parto, e o jogo sequer marcou onde ir atrás desse chefe). Valeu a pena a jogatina, mas tá longe de entrar na minha lista de grandes RPGs. Recomendo para jogares oldschool do gênero e fãs de títulos da Square da época!

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      kingsysiphos · 10 months ago · 2 pontos

      Seu post tá muito legal, estava curioso sobre esse jogo. Acho que como crítica tbm fica legal, se vc quiser

      1 reply

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