2021-04-13 21:58:10 -0300 2021-04-13 21:58:10 -0300
anduzerandu Jefferson Da Silva Prado

Registro de finalizações: Evoland

Zerado dia 13/04/21

Uau, mais um jogo! Esses dias tenho compensado por, sei lá, um mês sem nada no Alvanista? O negócio é que com toda essa coisa de pandemia e preocupações com o futuro e contas a serem pagas, sozinho em casa os video games continuam sendo dos melhores e mais acessíveis entretenimentos pra mim. Porém, se eu sei que o jogo é longo, eu já arrasto demais ou nem animo de começar, então tenho procurado cosias que sei que terminarei rapidamente, de preferência em uma única jogatina.

Joguei um bocado de jogos de Switch (por ser rápido até de ligar e acessar a biblioteca) interessantes pra situação no hownlongtobeat.com e filtrei os mais curtos. Evoland, o primeiro de seu nome, foi a escolhe da vez, e uma das únicas que ficavam abaixo das três horas!

Esse jogo é relativamente conhecido pelos jogadores graças à sua premissa de começar a aventura nos tempos clássicos dos video jogos e ir evoluindo até chegar na era 3D. Por outro lado, aparentemente sua execução não era muito boa, pois o pessoal costuma torcer o nariz para a experiência.

Eu conheci Evoland faz um bom tempo e nem sabia que tinha no Switch (inclusive só marquei a versão de PC pois no console da Nintendo é uma coletânea), mas surgiu barato numa promoção (R$10) e eu achei uma boa conhecer e jogar em qualquer lugar, que ultimamente tem significado na cama, no sofá ou na sala de estar (as vezes na casa de um primo ou no consultório do dentista).

Então, a sua jornada começa na época 8bits ao maior estilo Game Boy preto e branco. Até a jogabilidade é bem limitada. No começo mesmo você só pode ir para a direita, desbloqueando assim que alcançar um baú a habilidade de ir para a esquerda, depois para cima e baixo.

Conforme você progride, coisas são adicionadas à experiência, desde o mais básico dos elementos como inimigos e a habilidade de usar uma espada e cortar obstáculos até completamente evoluir o motor gráfico do jogo e o transformar num RPG robusto e 3D.

Para se ter uma melhor noção, o jogo começa bem parecido com Final Fantasy Adventures (GB), vira algo como Zelda: Oracle of Ages (GBC), Final Fantasy VI (SNES), incluindo uma parte que você desbloqueia a visão do Mode7 no mapa, até no fim virar um mix de Final Fantasy IX e VII.

Eu passei uns mal bocados com a questão do HP, pois mesmo já com um jogo bem montado, eu ainda morri ao encostar num inimigo e era jogado de volta à tela inicial (felizmente já possui saves desbloqueados). Mas finalmente cheguei a ganhar corações como barra de vida.

Depois de um pouco de exploração linear, foi gerada a primeira cidade, depois os primeiros NPCs, a habilidade de falar com eles e a de abrir portas. Evolui o estilo gráfico umas vezes e foi ficando mais agradável olhar pra tela e agora podia até comprar coisas com o recém-desbloqueado vendedor. As vezes o jogo te obriga a fazer upgrades nos equipamentos para poder continuar.

Foi mais ou menos aí também que Evoland se transformou num RPG de turnos, como os clássicos Final Fantasys. Bacana, mas é tudo bem simples e superficial.

Consegui uma nova parceira na equipe (e única em toda a aventura) e fomos ajudar o povo que pedia. Reforço: é tudo bem simples e direto.

Fui percebendo que o jogo tem muita referência e humor nos textos, cenários, equipamentos, inimigos e ficou óbvio que os criadores amam Final Fantasy e Zelda, principalmente quando ele começa a usar a Buster Sword, que é exatamente igual a ela, apesar de ter outro nome.

O protagonista também tem como nome padrão Clink, o que pareceu uma óbvia combinação entre Cloud e Link, coisa que se percebe no jogo. Sua parceira se chama Kaeris. Aeris + alguma coisa?

Logo fui transportado à era tridimensional do Playstation.

Tenho que dizer que toda essa evolução e transição de uma época à outra mal tem contexto no jogo. É uma coisa voltada ao jogador mesmo.

Mas é até legal relembrar como os jogos foram evoluindo aos poucos e até uma forma interessante de "estudar" isso de forma prática, inclusive para jogadores mais jovens. Uma pena tudo ser tão bobinho.

Com meu modelo 3D, assim como o cenário e combate estilo FF VII, Evoland ficou um pouco mais sério, exigindo mais exploração do mapa e me dando amis liberdade. Puzzles também foram adicionados à aventura, inclusive um que tinha como base interagir com cristais que trocavam a era de passado pra futuro e vice-versa, indo dos 16bits para 3D e sendo o primeiro anos antes do segundo. 

Uma forma que eles usavam isso era que árvores na forma 16bits, passado, ainda eram pequenas enquanto no futuro 3D elas já haviam crescido e bloqueavam a passagem. Um dos momentos mais pensados de todo o jogo.

Após mais um tempinho de jogo e já próximo do final da campanha, cheguei numa cidade e desbloqueei os fundos pré-renderizados, técnica clássica de vários jogos de Playstation, incluindo os Final Fantasys. Desbloqueei logo em seguida os NPCs, lojas e afins e Evoland seguiu essa lógica daí pra frente, o que foi até meio decepcionante.

Decepcionante porque um jogo sobre tanta transformação se enraizou numa fórmula e se acomodou ali, como se não tivesse mais como evoluir. De repente o jogo era aquilo. Tudo o que eu fiz culminou naquele estilo e mecânicas e eu ficaria um tempo só com eles.

Para ser sincero, houve uma parte que Evoland se transformou num Diablo, inclusive com muitas referências ao mesmo. Legal! Mas logo voltou a ser FF com umas pitadas de Crystal Chronicles bem no finalzão.

Resumindo: Evoland é um jogo bobinho e simples, mas a ideia é muito legal e até me manteve entretido bem por um bom tempo. O jogo é uma óbvia homenagem à títulos clássicos do Game Boy, SNES e até Playstation e definitivamente vale a pena a jogatina casual para aqueles que curtem jogos antigos e as diferentes eras de video games ou para fazer um conhecido conhecer esses diferentes períodos rapidamente.

De bom: ideia de evoluir mecânicas e visuais históricos de video games com o progresso do jogo muito bacana. Jogo fácil e curto. Umas referências bacanas, como piranha plants no deserto com canos idênticos aos do Mario e as "conquistas" na tela.

De ruim: superficial e bobo. As evoluções de eras são muito pro jogador e dentro do contexto do jogo não afetam em nada. Alguns comandos são estranhos, como não poder acessar itens no inventário fora da batalha nem saber quais itens estão equipados. Achei que o jogo parou de mudar meio cedo e ficou preso à um estilo demais.

No geral, valeu a pena a curta experiência e pelo preço que paguei, não dá pra reclamar. Agora é jogar o segundo algum dia, mas 17 horas de jogo ainda não me animam assim para um jogo como esse, então fica para depois, mas aparentemente a execução é bem melhor. Jogo bem ok.

Evoland

Platform: PC
793 Players
88 Check-ins

17
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    denis_lisboadosreis · about 1 year ago · 3 pontos

    E lá se vai mais uma das minhas ideias de jogo.

    2 replies
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    bobramber · about 1 year ago · 2 pontos

    Putz! Que premissa interessante, pena que não usaram bem a premissa, se fosse envolvida no enredo ou pelo menos no contexto seria muito foda.
    A primeira companheira podia ser Zaeris, rs.
    O jogo teve umas 3h, isso?

    1 reply
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