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  • 2022-06-18 20:08:02 -0300 Thumb picture
    augus checked-in to:
    Post by augus: <p>Mais um jogo que eu terminei faz tempo, mas aind
    Fire Emblem: Three Houses

    Platform: Nintendo Switch
    166 Players
    75 Check-ins

    Mais um jogo que eu terminei faz tempo, mas ainda não fiz check-in. Minha relação com Fire Emblem é curta. Eu joguei o Awakening que gostei, o Fates que não gostei e o Shadow of Valentia que é bem legal. Fui para o Three Houses com uma boa expectativa, cheguei a ver várias pessoas elogiando-o Internet a fora, principalmente sua história.

    Sétimo finalizado de 2022: 

    Comecei com a campanha de Dimitri, Azure Moon, por ele me chamar mais atenção dentre os três protagonistas. Eu estava ciente que eu não teria o ponto de vista da história completa apenas jogando uma das três campanhas, mas, nossa, o quão surpreendido negativamente fique com ela me tirou total a vontade de jogar as outras campanhas. Infelizmente, eu não consegui gostar de Three Houses, cada acerto que ele me apresentava vinha vinculado com um péssimo sistema de escola.

    Ok, vamos entender a estrutura de Three Houses. Logo no começo o protagonista, nomeado Byleth, é convidado para lecionar numa escola e ele deverá escolher uma das 3 casas presentes para ser o tutor. Pela primeira vez, Fire Emblem adota um sistema parecido com os novos Personas. Além das batalhas, Byleth deve aconselhar, ensinar e passar o tempo livre, por algum motivo, com seus alunos. O problema é que o jogo parece ignorar qualquer progresso de desenvolvimento que Persona teve durante o passar dos jogos e criar uma mecânica de escolinha extremamente chata e entediante.

    Cada campanha é dívida em dois blocos, uma 90% igual para todo mundo, White Clouds, e uma segunda parte que os caminhos se dividem. Devo dizer que a ideia é ótima no papel, o começo de Azure Moon, segunda parte da campanha do Dimitri, vira as expectativas completamente de cabeça para baixo, mas a história nunca é permitida brilhar por causa do maldito sistema de escolinha.

    Claro, o jogo possui bons acertos. Com a escolha de separar os personagens em 3 casas, o elenco fica mais contido e por consequência com mais focos. Three Houses tem boas temáticas e consegue desenvolver bem algumas delas nos seus suportes, a turma realmente cria vínculos entre si e entre outros personagens, e teve a positiva remoção dos casaizinhos que só tem sentido no Awakening.

    O combate é divertido e, no normal, particularmente bem fácil. Eu gostei da forma que as unidades ganham atributos. Durante as semanas, Byleth pode treinar seus alunos e o jogador possui a escolha de alterar completamente a aptidão dos personagens. Mas, novamente, o sistema de escolinha atrapalha tudo. Como dito, cada capítulo possui uma missão principal de história no final do mês. Nos 5 ou 6 primeiros capítulos, a quebra é até divertida, mas logo ter que ver as mesmas animações, fazer as mesmas atividades por tanto tempo se torna muito cansativo. Sem contar que após Azure Moon começar nem faz mais sentido essa estrutura está presente.

    Por fim, Three Houses tinha potencial de ser algo muito bom, mas foi completamente estragado por um sistema de escola enjoativo e chato. Dimitri é um personagem interessante e o elenco dos Leões Azuis é marcante, mas o jogo nunca os permite brilhar. O combate é divertido, mas o looping de gameplay é frustrante. O que me segurou até o final da campanha foi a o trabalho de voz em inglês do Dimitri, feito pelo Chris Hackney.

    @desafioanual

    13
  • 2022-06-07 17:27:56 -0300 Thumb picture
    augus checked-in to:
    Post by augus: <p>Eu tô com vários jogos já finalizados que deveri
    13 Sentinels: Aegis Rim

    Platform: Nintendo Switch
    6 Players
    4 Check-ins

    Eu tô com vários jogos já finalizados que deveria ter feito check-in para contar no desafio do backlog, mas eu simplesmente sou preguiçoso demais para isso. Entretanto, mês passado eu joguei 13 Sentinels: Aegis Rim e tive uma surpresa bastante positiva que me fez querer bastante escrever sobre ele por aqui.

    Sexto finalizado de 2022: 

    Eu gosto dos jogos da Vanillaware, muito por conta da direção de arte e da trilha sonora, e achei estranho um jogo desenvolvido por eles que o combate, além de turnado, utilizava um estilo gráfico minimalista muito diferente. Com a chegada dele no Switch, eu consegui e jogá-lo e depois de, mais ou menos, umas 36 horas fiquei bastante feliz com o que vi.

    A estrutura de 13 Sentinels é bastante curiosa. Por um lado, ele é uma Visual Novel, por outro, ele é um jogo de estratégia em tempo real. Na parte de Visual Novel, o jogador acompanha a história dos 13 pilotos de sentinelas. Cada piloto possui uma campanha própria que expande o universo e responde partes importantes da trama. Já a parte do RTS é bem simples e nem mesmo é o foco principal do jogo, nele o jogador acompanha a história do “presente”, já que os momentos Visual Novel sempre exploram momentos diferentes da linha do tempo dos personagens. Esses modos podem ser acessados a qualquer momento no menu do jogo e cada um deles possuem trancas que só podem ser desbloqueadas ao jogar o outro.

    Claramente, o modo RTS era apenas para quebrar o ritmo de Visual Novel do jogo, visto que em nenhum momento ele é o destaque da obra. Das minhas 36 horas, se eu tiver gastado umas 6~7 nele é muito e a maior parte do tempo estava descobrindo o desenrolar da vida dos pilotos.

    Sobre a parte VN, chamada de Remembrance, ela é ótima. Cheio de referências a filmes e séries, a história funciona como um grande quebra cabeça espalhada nas 13 narrativas. Cada piloto possui um tempo similar de campanha e possui uma história bastante única. É de celebrar o cuidado de fazer cada campanha ser bastante auto contida e todos os personagens bem aproveitados. Por falar em personagens, o elenco é tão bom quanto a história. Claro, que nem todas as 13 campanhas vão agrada a todos, eu não gostei muito das campanhas da Megumi ou da Iori, por exemplo, mas elas ainda são de boa qualidade.

    A parte técnica dispensa comentários. Vanillaware possui uma direção de arte lindíssima. Tudo isso ainda melhora com uma boa trilha sonora e uma trabalho de adaptação louvável. 13 Sentinels é totalmente dublado, o que deveria ser muito mais comum em jogos Visual Novel, e o cast em inglês é muito bom.

    Por fim, fiquei extremamente satisfeito com a jornada de Juro e os outros 12 pilotos. A história é extremamente bem contada, o que rendeu uma indicação no TGA, a parte de combate não atrapalha a experiência geral e os seus aspectos técnicos são muito bem feitos. 

    @desafioanual

    20
  • 2022-05-06 12:26:11 -0300 Thumb picture
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    Post by augus: <p>Infelizmente, meu pc deu problema e eu voltei a
    Pokémon Legends: Arceus

    Platform: Nintendo Switch
    98 Players
    58 Check-ins

    Infelizmente, meu pc deu problema e eu voltei a jogar bastante no Switch, por conta disso. Devo dizer que gosto bastante da franquia dos monstrinhos de bolso. Comecei a jogar Pokémon desde cedo e sempre gostei de acompanhar o rumo que a série tomava. Joguei todos, excluindo o remake da quarta geração, e fico bastante triste com a direção que a franquia está tomando, acho que muita gente não está.

    Quinto finalizado de 2022: 

    Pokémon X e Y talvez seja o último da franquia que eu só possuo elogios. A adição das megas, os novos bichos e a região como um todo construíram uma ótima experiência. Quando anunciaram Legends: Arceus, eu fiquei confuso. Por um lado, eu adorei a liberdade proposta por ele, mas os seus problemas técnicos de gráficos e frame rate, dos trailers, me deixavam com um pé atrás.

    A ideia de Legends é boa, explorar os múltiplos mapas atrás dos bichinhos e captura-los de uma forma dinâmica é divertido, o problema é como o looping é feito. O objetivo principal do jogo é completar a Pokédex, para isso o protagonista deve estudar e capturar os monstros, entretanto Arceus também possui uma campanha extremamente linear que tira muito da liberdade proposta pela aventura.

    A campanha possui boas ideias e bons personagem para uma franquia que quase nunca apostou em arriscar nesse quesito, mas nada é muito aprofundado e as ideias, já citadas, acabam sendo a única parte boa mesmo. O maior problema dela é que por muitas vezes o jogador necessita avança-la obrigatoriamente para adquirir uma montaria nova que dará acesso a um novo local em um mapa já explorado e quase sempre isso quebra o loop de gameplay proposto.

    Mas, que loop é esse? Em Legends: Arceus, como já dito, o seu principal objetivo é estudar as criaturas e completar a Pokédex, para isso o jogador deve utilizar de várias abordagens, seja captura-los, enfrenta-los, ver o pokémon usar certos movimentos ou até mesmo evolui-los. Entretanto, apesar de mudar de vez o núcleo principal da franquia, essa estrutura carece de profundidade. O jogo não possui complexidade alguma. Se você ver um Pokémon, jogue uma pokébola na cabeça dele. Se não der certo, lute com ele e depois capture-o e repita isso mais um zilhão de vezes até ter completado a sua Dex. Não existe nada para perfumar esse looping e deixar ele mais atrativo, ele é cru e claramente um beta sendo cobrado 60 doláres.

    Particularmente, ao terminar a campanha eu não tive paciência de ir atrás do final verdadeiro, o processo só é muito chato. Os pokémon não parecem viver naquele mundo, eles ficam a esmo andando por ai em círculo e possuem um comportamento extremamente artificial, ou o pokémon é passivo e corri ao tiver ou ele é agressivo e tem o Olho de Tandera para te achar e te bater. Sem contar que o jogo nunca te dá um motivo de desenvolver um time, as batalhas contra treinadores são quase inexistentes.

    Por fim, Legends: Arceus me decepcionou mais que Sword and Shield, que eu já não esperava ser grandes coisas e é até legalzinho. Eu estava com medo de ser um jogo bom com problemas técnicos, mas o frame rate é bom e nunca tive problemas com a performance dele. Uma ideia embrionária e muito limitada daquilo que podia ser um bom produto sendo vendida a preço cheio é revoltante. Gamefreak é um erro, os fãs de Pokémon têm que se valorizar mais, o tanto de gente dando nota alta para esse jogo porque “ao menos tentou” é hilário. Infelizmente, nem o novo design do Zoroark salva. 

    13
  • 2022-02-22 18:23:49 -0300 Thumb picture
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    Post by augus: <p>O ser humano que inventou as férias merece uma v
    Hellblade

    Platform: PC
    66 Players
    7 Check-ins

    O ser humano que inventou as férias merece uma vaguinha reservada em Valhala. Com um grande tempo livre, tô podendo jogar várias coisas e termina-las rapidamente. E, por sinal, o jogo do check-in de hoje tem tudo a ver com Valhala, já que usa da mitologia nórdica para criar uma história sobre como uma pessoa lida com a psicose e com o luto. Estou falando, claro, de Hellblade: Senua's Sacrifice.

    Quarto finalizado de 2022: 

    Falar de Hellblade é um pouco complicado porque ele é um jogo curto e muito narrativo. Emergir por quase 11 horas na cabeça de Senua foi uma tarefa bem complicada, é um jogo denso e muito atmosférico, tive que fazer algumas pausas para beber uma água e dar uma respirada simplesmente por estar muito imerso no mundinho opressivo dele.

    A história tem um argumento simples, Senua parti em uma viagem em busca de Hela, e seu mundo dos mortos, para reviver o seu amor. A diferença é que Senua sofre de Psicose e, além de possuir múltiplas vozes na sua cabeça, possui extrema dificuldade em diferenciar o mundo real do criado em sua mente. Falar muito além disso é um território muito perigoso de spoilers. O enredo é bem pessoal, ele desenvolve muito bem como a protagonista lida com seus demônios e seu passado e possui um desfecho magnífico.

    Todo o trabalho e cuidado que a Ninja Theory colocou na representação da Psicose é o que faz esse jogo ser tão bom. As vozes da cabeça de Senua não param nunca, algumas tentam desencorajar a protagonistas, outras a motivam, outras estão desesperadas. Nunca saber o que é real ou não coloca o jogador sempre em uma posição de desconforto dos desafios impostos para alcançar Hela. Jogar Hellblade, como dito antes, é extremamente desconfortante. A atmosfera é opressiva e muito pesada, os escritores sabiam que seria fácil desenvolver uma empatia por Senua pelas diversas dificuldades que ela percorreu no seu passado e usam isso para colocar a personagem em situações extremamente perigosas e sufocantes.

    Apesar de não ser obrigatório, joga-lo com bons fones é um deleite, seja pelo exímio trabalho de voz ou pela imersão proporcionada pela direção. Outra técnica impressionante é a utilização de elementos em live action, principalmente de atores, mesclada com elementos do jogo. Claramente, a Ninja Theory não tinha dinheiro infinito e optou para dar o foco total nas expressões e modelos de Senua e deixar o cast secundário para bons atores. Essa discrepância entre gráfico e real nunca incomoda, afinal estamos tendo a ótica de alguém que não possui a sensibilidade de distinguir a realidade do imaginário.

    Falando um pouco da jogabilidade. Ela é extremamente simples, mas isso está longe de ser ruim. Ela tem dois momentos principais, exploração e combate. Na exploração, o jogador deve resolver puzzles que estão todos relacionados com encontrar runas no ambiente que se assemelham com as runas que estão nas portas travadas, todos brincam com perspectiva e são bem legais. Já o combate, mesmo não sendo o foco da experiência, é bastante completo até. Senua tem três botões de ação, um de esquiva e outro de bloqueio. Existem poucas variações de inimigos, mas o suficiente para fazer o jogador se adaptar aos encontros e possui boas boss fights, uma em especial perto do fim do jogo que me deixou boquiaberto.

    Por isso, eu mais que recomendo Hellblade: Senua’s Sacrifice. O enredo é fantástico, a direção usa sua proposta de maneira exímia e Senua é uma ótima protagonista. A atmosfera é carregada e isso pode incomodar algumas pessoas mais sensíveis, mas recomendo até mesmo para essas pessoas. Sim, ele é um jogo extremamente linear e carregado de história, mas é um excelente showcase de como videogames podem criar obras tão únicas que não podem ser facilmente replicadas em outras mídias.

    @desafioanual

    17
    • Micro picture
      santz · 7 months ago · 1 ponto

      Férias é um negócio muito foda mesmo. Tínhamos que ter 2 por ano até.

  • 2022-02-18 15:05:25 -0200 Thumb picture
    augus checked-in to:
    Post by augus: <p>Jogo LoL desde 2014 e um dos itens que mais atra
    Ruined King: A League of Legends Story

    Platform: Nintendo Switch
    4 Players
    1 Check-in

    Jogo LoL desde 2014 e um dos itens que mais atraiam a atenção dos jogadores, devido sua Lore, era a Espada do Rei Destruído. Existia toda uma mística por trás desse item, campeões que o conheceram, acontecimentos que mudaram o universo do jogo e tudo mais. Entretanto, nada envolvendo o Rei em si tinha sido mostrado.

    Até que a Riot lança o Rei Destruído, Viego, em 2021. E, junto com seu lançamento, a Riot também prometeu um jogo feito pela Airship Syndicate, de Battle Chasers, para o começo de 2021. O problema é que esse jogo foi misteriosamente adiado e todo o evento que conta a chegada de Viego em Runeterra, e todo o seu hype, tinha sido contada em uma Visual Novel horrorosa lançada no client do MOBA.

    Ruination, nome do evento que compartilhou a temática com todos os jogos Runeterra, foi uma piada de extremo mal gosto. A história era extremamente ruim, os personagens eram mal desenvolvidos e Viego a grande estrela foi reduzido a um rei mimado unidimensional. O evento virou piada na comunidade e a Riot lançou um artigo quase pedindo desculpas e falando de seus erros com esse evento.

    Polêmica passada, o lançamento de Arcane chegou e, além da série ser de uma qualidade excelente, a Riot aproveitou para lançar o jogo do Rei Destruído para aproveitar o hype. Para ser sincero, acredito que o jogo não estaria pronto durante o evento da Ruina de julho. O jogo apesar de lançado muito tempo depois ainda apresenta bugs chatinhos, e alguns podem até mesmo quebrar o seu progresso.

    Terceiro finalizado de 2022: 

    Agora sobre o jogo em si. Como um fã do rico universo de Runeterra, eu adorei a proposta trazida pela Airship seja no seu gameplay quanto na sua história. Primeiramente, a história usa de diversas pontas soltas espalhadas pelos anos de storytelling da Riot. A história é bem complexa, envolve múltiplos pontos da Lore de Runeterra, mas é extremamente bem apresentada para jogadores que não tem a menor noção sobre o universo do jogo.

    Outro positivo, é o esmero do time de roteiristas com os acontecimentos da história. A narrativa começa com a derrota de Gangplank e a tomada de Água de Sentinas pela Miss Fortune, esse evento ocorreu em 2015 com o Remake estético e mecânico do Gangplank; Illaoi está investigando Pyke; Braum a procura de uma cura para Freljord e Ahri e Yasuo estão indo de barco para as Águas de Sentina, igual o final da animação de lançamento do irmão de Yasuo, Yone, no meio de 2020. Essa atenção ao que já foi preestabelecido pela própria narrativa do MOBA tempos atrás é muito bom e recompensa muito bem os fãs de longa data.

    Por falar nisso, os protagonistas são o que Ruined King tem de melhor. Os 6 formam um ótimo grupo, fico feliz com a escolha de personagens menos populares, mas que encaixam como uma luva para a narrativa, como a Illaoi e Pyke. Todos os personagens possuem bons arcos e o grupo é muito bem apresentado tanto nas conversas principais, quanto em diálogos opcionais espalhados pelo mundo e nas fogueiras.

    Artisticamente, Joe Madureira entrega um ótimo produto. Particularmente, gosto da mescla que o Madureira faz dos quadrinhos dos anos 90 com uma estética mais contemporânea, inclusive muitos dos heróis ficaram melhores no traço dele do que nas artes existentes no MOBA, como a Ahri e o, próprio, Viego. Tudo isso pode ser dito, também, para os cenários tanto de Água de Sentinas, quanto da Ilha das Sombras.

    Já na parte mecânica, ele é um RPG de turnos com leves partes de exploração. O combate é bom e traduz muito bem o kit dos campeões no MOBA para o RPG, Yasuo precisa combar suas skills, Braum é um super tank que é capaz segurar os golpes dos oponentes, Illaoi precisa stackar seus tentáculos para escalar suas habilidades. Enfim, Ruined King sabe traduzir muito bem essas mudanças e cria sistemas divertidos. Cada personagem, também, possui uma skill ativa durante a exploração, entretanto isso é muito pouco utilizado durante a campanha.

    Um ponto negativo, são as missões secundárias. Águas de Sentinas e a Ilha das Sombras são recheadas de personagens importantes e a história lida com bem poucos deles, para o bem do roteiro. Entretanto, as side-quests são apenas missões genéricas que não expandem muito bem esse universo, seria ótimo ver personagens como Twisted Fate, Graves, Yorick, Elise serem apresentados de forma indireta no jogo, afinal eles vivem nesse mundo e protagonizam cartas e documentos espalhados.

    E, infelizmente, por último, os inúmeros problemas técnicos presentes até o momento. Joguei a versão de Switch e não tive nenhum problema muuuuuuito grande, entretanto ao deixar o videogame em modo sleep, as horas ainda continuavam rodando e me forçava sempre a ter que desligar o jogo ao terminar uma sessão, caso eu quisesse manter o meu registro de horas certo. Outro problema é ser capaz de manualmente salvar por cima do save automático e ele simplesmente sumir da sua lista, isso sempre me deixou com medo de não ter tido minha progressão salva e sempre confirmava mais umas duas ou três vezes. Apesar disso, é fácil encontrar pessoas no reddit dizendo que a versão de alguns consoles é horrível, como no PS5 aparentemente rodar a 30 fps, ou bugs que quebram simplesmente sua progressão, dentre muitos outros.

    Por fim, Ruined King é um bom passo inicial para a Riot Forge, iniciativa da Riot Games de expandir seus universos, e me deixa muito curioso para os títulos do Ekko, Convergence da Double Stallion, e o do Nunu, Song of Nunu da Tequila Works. Sem contar que por ser da Riot, podemos esperar todos esses jogos com uma excelente localização para o Português Brasileiro, todo o trabalho de voz para nosso idioma em Ruined King é fantástico.

    @desafioanual

    12
  • 2022-02-04 19:53:35 -0200 Thumb picture
    augus checked-in to:
    Post by augus: <p>Breath of the Wild revitalizou o gênero de jogos
    Sable

    Platform: PC
    7 Players
    1 Check-in

    Breath of the Wild revitalizou o gênero de jogos mundo aberto. Não é de se esperar que com o sucesso dele, completamente merecido, alguns jogos decidiram copiar algumas de suas mecânicas e filosofias. Esse é o caso de Sable, um jogo mundo aberto com foco em exploração e liberdade.

    Segundo finalizado de 2022: 

    Sable tem um começo muito lento, mas define muito bem o cenário do jogo. A história é muito curiosa, Sable precisa completar o seu Avoo, tradição que todo jovem precisa completar para decidir qual máscara irá usar para seu futuro. Além de ser uma reinterpretação da passagem da adolescência para a vida adulta, o jogo desenvolve uma lore e um universo muito rico. O mundo desértico é povoado com uma cultura muito crível e os mistérios desenvolvidos neles são muito bons, seja de uma possível civilização antiga ou naves ultra tecnológicas.

    O mundo talvez seja o melhor ponto do jogo. Explorar ele é gratificante e loop é muito bom. Os cenários são lindos e o designers acertaram em usar a obra de Moebius como base, um acerto em tanto para um estúdio de primeira viagem.

    Com tudo, isso não pode ser dito da sua otimização. Sable é desleixado demais nesse aspecto e cheio de bugs. Seja bugs de física, como a capa da protagonista que toda hora buga, bugs de câmera, que simplesmente entra dentro da personagem, ou bugs de performance de locais que simplesmente se recusam a rodar decentemente. Não existe nenhum bug que tranque seu progresso, entretanto.

    Raw Fury acertou em cheio no seu jogo de estreia, rendeu até uma indicação no TGS de 2021, Sable usa muito bem da melhor de filosofia de Zelda, a liberdade. Com uma história boa, um visual deslumbrante, ele oferece um conteúdo de qualidade que pode ser facilmente expandido e melhor desenvolvido numa sequência. 

    @desafioanual

    20
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      thecriticgames · 8 months ago · 2 pontos

      Querendo muito pegar esse jogo uma hora pra zerar.

  • 2022-01-29 22:07:48 -0200 Thumb picture
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    Post by augus: <p>O primeiro finalizado do ano quase no finalzinho
    Outer Wilds

    Platform: PC
    39 Players
    4 Check-ins

    O primeiro finalizado do ano quase no finalzinho de janeiro. Estou jogando bastante coisa e decidi focar logo nesse para ter algo o que postar por aqui.

    Primeiro finalizado de 2022: 

    Outer Wilds é um jogo de exploração espacial bem diferente. Ele é um tipo de jogo que o quanto menos você sabe melhor, por isso irei me restringir a isso e é meio que um meme da comunidade que os jogadores de Outer Wilds costumam apenas falar em barras pretas de spoilers ou só evitam falar sobre coisas do jogo.

    A Lore é muito interessante e o senso de descoberta gratificante, o problema é que acabei descobrindo que esse jogo é um verdadeiro terror, ele ativou minha ansiedade várias vezes durante as explorações primarias que eu tive com os planetas, a Talassofobia e a Astrofobia foram para as alturas com esse jogo. O que é bastante contraditório visto que a atmosfera dele é bastante calma, isso se reflete até no tema principal dele:

    Portanto, Outer Wilds é um jogo muito bom e bastante único, que deve ser evitado caso você tenha medo instintivo de astros celestes, do desconhecido ou de água ou seja um cabeça dura que nem eu que continuou jogando mesmo assim durante suas, mais ou menos, 17 horas de campanha. Não esperava já começar o ano com um forte concorrente ao melhor jogo jogado no ano, mas eu gostei muito dele a esse ponto. 

    @desafioanual

    14
    • Micro picture
      sakuroikazuki · 8 months ago · 2 pontos

      Eu tenho curiosidade nesse jogo. Já até pensei em comprar mas o vídeo dele que tem na steam é daqueles que... não dá vontade de jogar... Então sei lá =/

      1 reply
  • 2022-01-21 13:35:57 -0200 Thumb picture
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    Post by augus: <p>Faz tempo que eu não falo de Genshin por aqui, a
    Genshin Impact

    Platform: PC
    64 Players
    170 Check-ins

    Faz tempo que eu não falo de Genshin por aqui, a última atualização que fiz foi a 2.0 e de lá para cá aconteceu um bocado de coisa, não só na minha conta, como no jogo também. O principal motivo da postagem é a chegada de Enkanomoiya, o novo mapa de Inazuma. Mas, antes do astro principal, um pouco do que aconteceu na minha conta nos últimos meses.

    Eu dei bastante sorte nos 50/50 da vez, o primeiro foi o Albedo para fechar minha comp do Xiao :

    Depois disso, eu fui no Itto. A escolha dele foi por pura estética, gameplay e, claro, o dublador dele em inglês, Max Mittleman, visto que já tenho duas comps fechadas e consigo passar o abismo, mas tá aí:

    Falando um pouco dos personagens. Albedo ficou extremamente forte com os buffs da 2.3, a arma dele é extremamente roubada e o set de artefatos faz o E dele dá muito dano. Eu não estou achando ruim, ele tem uma das lores mais legais do universo de Genshin e ver a relevância dele, também, na parte de gameplay é muito bom.

    As minhas impressões do Itto são boas. Ele é bem parecido com o Xiao, um DPS egocêntrico de um elemento feito para suporte que depende de seu Q para aplicar o verdadeiro dano. O time mono Geo é divertido de jogar, ele possui uma boa arma f2p, a do ferreiro, e um set que combina muito com ele (R.I.P Xiao). Acertar os ataques carregados é tão divertido quanto os imersivos do Yaksha.

    Por fim, eu consegui uma arma 5* pro Xiao e acabou minhas gemas que tava juntando desde o banner da Raiden.

    Atualizações da conta finalizadas, vamos para o que interessa: As atualizações do jogo. Estou bastante feliz com o direcionamento que Genshin vem tomando nos patchs. Diferente da 1.x, as 2.x estão recheadas de conteúdo, praticamente quase toda atualização veio um mapa novo, apenas a 2.3 sendo mais focadas em eventos.

    As ilhas estão riquíssimas tanto em qualidade visual como em level design e Enkanomiya é a cereja do bolo. Até o enredo e a lore do jogo voltou a ficar interessante, destaco o enredo da questline da Ilha Tsurumi que foi melhor que a quest de Arconte de Inazuma.

    Ok, chega de falar de algo que não é Enkanomiya. Acho que uma imagem vale que mil palavras por isso tirei uma print do local de boas-vindas.

    Enkanomiya é muito bem feita de todas as formas. O local é muito bonito, o level design é interessante e a trilha sonora é uma coisa que eu nem consigo descrever. Aqui vai o tema de batalha da área:

    A história é boa e avança bastante na lore do universo como um todo. Os habitantes de Enkanomiya falam muito de como Teyvat era no passado e revelam bastante detalhes do que possivelmente ocorreu antes do enredo principal. A ambientação é de tirar o fôlego, a ilha fica abaixo do solo e por conta disso a escuridão tomaria o lugar se não fosse um pilar de luz que fica localizado no meio do mapa, esse contraste é muito bonito.

    A equipe artística da Mihoyo está de parabéns, eles sempre conseguem inovar e melhorar a qualidade de seus mapas.

    Por fim, ainda não tive a oportunidade de jogar a nova missão de Arconte e estou esperando o evento do ano novo chinês que deve estar muito próximo.

    8
    • Micro picture
      jorgegt · 8 months ago · 2 pontos

      Rolei no banner dessa lança pq queria ela ou a Jade pro meu Xiao, mas acabei ganhando um Wolf's Gravestone. Sofro.

      1 reply
  • 2022-01-02 21:10:13 -0200 Thumb picture

    Melhores Jogos de 2021

    E lá se vai 2021. Um pouco tarde para falar a verdade. Mesmo jogando poucas coisas, foram 22 jogos, joguei bastante coisa boa esse ano. Nessa lista trago os 10 melhores, lembrando que não é obrigado o jogo ter sido lançado em 2021 para fazer parte dela. Um feliz ano de 2022 para todos vocês aqui do Alvanista e que esse ano seja muito melhor do que o que passou. o/

    10 – Astral Chain

    Um dos jogos que não deu tempo de fazer check-in no ano. Astral Chain tinha a promessa de ser o primeiro grande jogo da Platinum para Switch, além disso, ele possuía a difícil tarefa de atualizar a engine e mostrar um pouco do que a Platinum podia fazer no novo console da Nintendo. Com uma campanha longa, para um hack’n’slash da Platinum, o jogo acerta em diversos quesitos. Primeiramente, a mecânica principal, os legions, é uma nova forma de apresentar o subgênero de Character Action.

    O controle é, sim, bastante convoluto e alguns botões apresentam múltiplas funções que durante uma jogatina pode confundir um pouco, entretanto a sensação de ação é muito boa. As animações são limpas e o jogo roda muito bem no geral, apesar disso o maior defeito da jogabilidade é a hitbox. O problema é que existe uma mecânica de counter attack que é ativada ao esquivar no momento certo de um ataque inimigo. Até aí tudo bem, se não fosse o fato de que ao ativar o contra-ataque o jogador fica completamente vulnerável a ataques e não recebe os iFrames necessários. Essa mecânica frustra quando quase todos os inimigos possuem, em sua maioria, golpes em área que pode quebrar o seu contra-ataque e causar muito dano.

    Tirando isso, Astral Chain é uma ótima pedida para qualquer pessoa que goste de um hack’n’slash. Sua história é básica, sua ação é muito boa e a trilha sonora acompanha com perfeição as sets pieces do jogo.

    9 – Jedi: Fallen Order

    Não é uma das melhores épocas para ser fã de Star Wars e, sinceramente, depois do fracasso de ambos os Battlefront e do cancelamento do Star Wars da Visceral, que tinha a Amy Henning escrevendo, eu já não esperava mais nada da saga para os videogames. Fico feliz de ter queimado a língua nesse quesito, Jedi: Fallen Order é talvez um dos melhores produtos que carrega o nome dessa franquia tão amada nos últimos 10 anos.

    Claro, como videogame, Fallen Order não brilha tanto, ele joga no seguro em todos os seus aspectos de gameplay. O combate é divertido, mas não é complexo bastante, a exploração é boa, mas é muito Uncharted, e o Metroidvania não é tão profundo quanto o dos melhores do gênero. Entretanto, esse amalgama de coisas na sua versão mais básica ganha um encanto quando juntada com o universo de Star Wars. Fallen Order é belo, não só na sua estética, como também na sua direção de arte e no departamento de som. Tudo isso, aliado com uma boa história e ótimos personagens, faz com que Fallen Order ganhe esse espaço na minha lista de melhores do ano. Se você é fã de Star Wars, você precisa jogar Fallen Order e conhecer o grupo de Cal Kestis.

    8 – Wolfenstein II: The New Colossus

    Matar nazistas em videogame é sempre bom. Agora, matar nazista com uma história bem contada é ótimo. Wolfenstein II é uma expansão do primeiro no quesito história. Bj e sua trupe estão melhores do que nunca, destaque para o arco do protagonista e de Wyatt. Um ponto negativo é o design de nível, The New Order possuía ideias melhores e mais claras de seus níveis, sem contar que BJ passa quase 60% da campanha com status capados.

    7 – Luigi’s Mansion 3

    Luigi’s Mansion provavelmente é uma das minhas franquias favoritas da Nintendo. Joguei o 2 de 3DS e fiquei impressionado com o quanto de qualidades que ele tinha. Fiquei muito feliz quando vi que a Nintendo não abandonou a série e que a Next Level Games entendeu o que faz a série ser tão boa. No mais novo capítulo, Luigi necessita salvar Mario, Peach e alguns Toads de um hotel muito bem assombrado (perdão pela piada ruim).

    Toda a estrutura de Luigi’s Mansion é fantástica, o hotel é dividido em andares, que possuem temas diferentes. A jogabilidade é simples e bastante charmosa, Luigi é extremamente carismático e isso só expande com os fantasmas preparados para assombrar o pobre protagonista. Para resumir bem a experiência, Luigi’s Mansion é um survival horror leve, ele brinca com conveniências do gênero de forma boba e divertida. Mal posso esperar por um quarto título e o quanto de coisa maluca ainda pode sair da cabeça dos desenvolvedores da franquia.

    6 – Mario Odyssey

    O terceiro Nintendo da lista, o que um Switch destravado não faz. Logo de cara, quero dizer que Mario Odyssey reviveu muito bem a sensação que eu tive jogando Mario Galaxy pela primeira vez. Odyssey é criativo demais no seu design de nível. O cappy é uma adição excelente, as transformações de Mario são muito boas e cada mundo extrai de forma fenomenal as infinitas possibilidades que esse sistema pode trazer. E, claro, a trilha sonora de Odyssey é espetacular e me mantinha interessado para conhecer os mundos apenas pela sua qualidade.

    Claro, ainda existe espaço para expandir em uma possível futura sequência, que eu espero que exista. Mas, Odyssey é a prova de que a Nintendo sabe o que faz Mario ser tão bom (enquanto que o Sonic está a traças na mão do Sonic Team). Odyssey é daqueles jogos “mágicos” estilo filmes da Disney que provavelmente vão se tornar atemporais no futuro.

    5 – Yakuza : Like a Dragon

    Se tem um local que é sempre bom voltar em jogos é a cidade de Kamurocho. Yakuza se tornou aquela franquia que eu volto para jogar algum quase todo ano. E para a surpresa de muitos o sétimo capítulo reformulou completamente o gênero, que antigamente era um Beat ‘em up, para um RPG tradicional por turnos.

    Logo de cara devo dizer que gostei muito dessa mudança, claro que o Beat ‘em up era divertido, mas o sistema de combate novo é bom o suficiente. Outra mudança bem-vinda é a chegada de Kasuga Ichiban que é um protagonista bem mais carismático e energético que Kiryu, que é um ótimo protagonista por si só. A história é bem emotiva e uma das mais melodramáticas da franquia, que já é conhecida por ser bastante melodramática.

    Sobre o time, ele consiste em 6 membros além de Ichiban e dá para perceber que o curto período de desenvolvimento da mudança de gênero, que ocorreu com a piada de primeiro de abril, até o lançamento afetou o desenvolvimento de algum dos membros da equipe. Dos 6, 1 é opcional e 2 são descartados, praticamente, depois que entram na party. Com isso, apenas 3, e o Ichiban, possuem um desenvolvimento satisfatório. Apesar disso é um ótimo jogo e um ótimo começo para a nova saga.

    4 – Nier: Automata

    Yoko Taro é uma mente curiosa, e assim também é Nier: Automata. Automata é um belo exemplo de que apesar de Taro ter boas ideias, ele nunca teve o orçamento necessário. Contratar a Platinum para cuidar da parte de gameplay e deixar o Yoko Taro, e seu time, criar livremente as loucuras deles foi uma escolha bem acertada.

    A história é muito boa, Yoko Taro consegue discutir bastante temas importante nesse futuro distópico comandado por robôs, o elenco de personagem é bem desenvolvido, a trilha sonora é divina e o combate funciona perfeitamente bem. Falar muito de Nier: Automata é ruim já que pode estragar boa parte de suas surpresas, por isso irei me restringir a essa pequena descrição.

    3 – Control

    Desde a entrada de Jesse na Casa mais antiga até o final da campanha, Control é muito interessante. A ideia de encaixar fenômenos sobrenaturais com uma instituição do governo para controla-las funciona muito bem. Os fenômenos são muito criativos, Jesse interagi com diversos durante a jornada e a Remedy sabe quando adicionas esses eventos.

    O jogo funciona como um Metroidvania, A Casa mais antiga é muito instigante e deixa o jogador sempre querendo conhecer um novo cantinho dela. E como todo Metroidvania, Jesse desbloqueia poderes durante a jornada. A maioria desses poderes servem para o combate, entretanto eles são, no geral, ótimos de usar.

    Control possui uma proposta bem diferente, mesmo possuindo uma jogabilidade extremamente padrão. O enredo entrega set pieces muito boas, a estética New Weird é belíssima e o combate é rápido e funciona muito bem.

    2 – Death Stranding

    Eu não canso de jogar Death Stranding. Terminei sua campanha lá para julho, mas é inevitável a vontade que eu sinto de reabrir o jogo nem que seja apenas para jogar mais 40 minutos. Andar por esse mundo destruído e reconecta-lo é reconfortante. Kojima criou um universo cheio de boas ideias e, mesmo que, não consiga conta-las da melhor forma possível algumas vezes, com diálogos verborrágicos demais, ele é extremamente competente e sabe forma certa de como apresentar essa história. As cutscenes de Death Stranding são um show à parte e o final, ah o final.

    Tudo isso é conectado com um loop de gameplay viciante. A aventura de Sam e BB é bem diferente de jogos open-worlds tradicionais. Apesar de existir um combate tradicional, o verdadeiro inimigo de Sam é a travessia que precisa ser feita para entregar as encomendas. Para isso a Kojima Production criou alguns dos melhores cenários já apresentados em um jogo de mundo aberto. A transição de biomas, a diversidade de pontos de interesse, tudo isso é muito bem feito e deixa o jogador querendo sempre mais.

    Death Stranding é um jogo que eu entendo perfeitamente quem não conseguiu gostar. As suas primeiras 5 horas podem ser lentas e repetitivas demais, o combate é simples e aparenta estar lá apenas para quebrar o ritmo das caminhadas, a história tem diálogos demais e muita exposição. Contudo, a experiência de joga-lo é única, nenhum um outro jogo aborda as suas mecânicas da forma que Death Stranding aborda e por isso ele merece o segundo lugar na lista.

    1 – Psychonauts 2

    Psychonauts 2 foi minha maior surpresa do ano. Nunca havia jogado nada da Double Fine, mas os trailers do jogo sempre me chamaram bastante atenção. Para me preparar pro segundo jogo da série, eu decidi um pouco antes do seu lançamento jogar o primeiro, e que bom que o fiz. Psychonauts 1 aumentou meu hype para o segundo capítulo e mesmo achando que não poderia ser surpreendido com o segundo, eu fui de todas as maneiras possíveis.

    Talvez Psychonauts 2 seja um dos jogos com o melhor design de níveis que joguei. Simplesmente, porque diferente de outros jogos que apresentam seus personagens por meio de diálogos e desenvolvimento, ele desenvolve as principais figuras da trama por meio da sua narrativa e game design. Todos os mundos de Psychonauts 2 são feitos de forma que nós, como jogador, entendamos a psique dos personagens e com isso compreendamos suas histórias. É impressionante como Tim Schafer consegue trabalhar temas tão delicados, como depressão, vícios, culpa, de uma forma tão respeitosa e alegre. Sim, mesmo tratando desses temas, o jogo ainda possui momentos engraçadíssimos.

    Se eu afirmei que Mario Odyssey é um filme à lá Disney que se tornará atemporal. Psychonauts 2 seria um filme da Pixar, que consegue extrair uma diversão ímpar de pessoas de qualquer idade, entretanto o significado de seu roteiro só cresce com o quão mais maduro você fica.

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    • Micro picture
      andre_andricopoulos · 9 months ago · 2 pontos

      LUIGI e MARIO são diversões garantidas....
      ...
      DEATH STRANDING tá na lista e tô na dúvida se vou ou não curtir.... Por ser "mente aberta"... provável que sim
      ....

      1 reply
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      santz · 9 months ago · 2 pontos

      Control eu tenho muita vontade de jogar, mas acho que meu PC não dá conta.

    • Micro picture
      bobramber · 9 months ago · 2 pontos

      Foram tantos top 10 da galera que só agora estou conseguindo ler...
      RPG é meu gênero favorito, então quero conhecer esse novo yakuza. Assim como todos os Nier.
      Seus três primeiros tbm vou jogar um dia, mas algo me diz que irei dropá-los (seus gêneros), embora fique feliz por ao menos conhece-los.

      1 reply
  • 2021-12-11 00:45:26 -0200 Thumb picture
    augus checked-in to:
    Post by augus: <p>Ainda bem que o @desafioanual não é uma competiç
    Super Mario Odyssey

    Platform: Nintendo Switch
    983 Players
    254 Check-ins

    Ainda bem que o @desafioanual não é uma competição, porque é impressionante o quanto eu não consigo fazer muito check-ins em sequências. De volta à série de check-ins do que joguei no ano, que provavelmente não vai dar tempo de terminar por motivos que tem mais que joguei do que dia faltando.

    Décimo Quarto finalizado de 2021: 

    Depois do não tão bom Age of Calamity, o próximo jogo que peguei no Switch foi Mario Odyssey. Esperava um ótimo jogo, devo dizer, adoro os dois Galaxy e simplesmente adoro o que a nintendo fez com os plataformer 3D com a duologia de Wii.

    Sem enrolações, Mario Odyssey é realmente muito bom. Adorei a adição do Cap e sua habilidade de controlar as criaturas. Da para ver que essa mecânica ainda possui muito potencial de expansão para jogos futuros, então eu espero muito uma sequência de Odyssey.

    O level design é ótimo, os mundos são inventivos e um destaque para a trilha sonora que é excelente. O que mais me fazia querer chegar em outros mundos eram as trilhas e não a gameplay. Meu mundo favorito além do da cidade é o da praia, no qual possui minha boss fight favorita. Os últimos minutos de Odyssey são espetaculares, eu fiquei realmente surpreso com a decisão que eles tomaram da última sessão de plataforma do jogo.

    Além disso, o jogo oferece bastante conteúdo. As moons estão espalhadas por toda parte, existem algumas bem fáceis e outras um pouco mais escondidas. E é impressionante o quanto a Nintendo foi criativa com alguns puzzles, tudo isso por causa do Cap.

    @desafioanual

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    • Micro picture
      desafioanual · 10 months ago · 1 ponto

      É aquilo se quiser mandar a lista dos zerados sem explicação via privado por mim eu registro e depois vc posta o check-in

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