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anduzerandu Anderson Alves

Registro de finalizações: Castlevania: The Adventure Rebirth

Zerado dia 27/12/21

Caraca, o que eu não zerei em semanas estou zerando nos últimos dias. Legal! Não vou mentir que é mais ou menos de propósito: por um lado tenho aproveitado folgas para me adiantar nos jogos, por outro tenho dado preferência por experiências mais breves justamente para não deixar nada esperando, além do fato de eu já estar jogando um AAA daqueles bem longos a conta-gotas.

Ontem quando liguei o Wii para fechar o Mega Man 10, vi Castlevania: The Adventure Rebirth na tela inicial do console. Tinha vontade de jogá-lo a bastante tempo, mas esse ano a cota dos Castlevanias já tinha dado. Terminei  dois do Game Boy, o de Mega Drive e daqui uns dias fará um ano que terminei o Harmony of Despair. Sem mencionar outros títulos semelhantes recentes.

Mas poxa, não custa jogar um curtinho e um dos últimos 2D da franquia. Infelizmente todos os "metroidvanias" da série também já se foram.

Abrindo o jogo, há um enredo sendo contado e tal. Em seguida fui mexer nas opções. Você pode aumentar ou diminuir o número de vidas e mudar o nível de dificuldade entre Easy, Normal e Hard.

Deixei no Normal mesmo e comecei o jogo que é supostamente um remake do primeiro Castlevania de Game Boy, jogo esse que joguei bastante na pré-adolescência no meu GB Color!

Eu já conhecia seus visuais, mas vale a pena mencionar que eles são muito bonitos, coloridos e animados. Infelizmente eu uso um cabo AV no meu Wii, o seu original, ao invés de um componente. Isso nunca me afetou muito na minha TV, que faz milagres, mas nesse jogo eu senti um pouco a necessidade de fazer o upgrade (complicado também pois o PS2 já ocupa essas entradas no meu televisor).

A sensação é levemente de estar jogando algo de PS1, como uma sequência do Symphony of the Night, mas principalmente de nostalgia. Que saudades dessa época do Wii! Tinha me esquecido da boa sensação que era conhecer o console anos atrás!

A jogabilidade é a mesma de muitos outros Castlevanias de fases: andar, pular, subir e descer escadas, destruir velas e monstros com seu chicote, coletar sub-armas como os clássicos machado, faca, cruz, água benta etc.

Por outro lado é bem mais gostos e menos frustrante que os antigões. Você pode controlar o personagem a vontade no ar ao invés de, por exemplo, pular e esperar ele aterrissar no chão para retomar o controle. Isso faz uma grande diferença!

Enquanto você anda pelas fases, diversos tipos de inimigos aparecem e geralmente te atacam conforme você se aproxima deles. Grande parte do desafio do jogo se resume a conhecer e aprender os padrões de movimento e ataque desses inimigos e saber como os vencer tomando o menor dano possível. Outro desafio é justamente conhecer as armadilhas das fases, como saber pular buracos, esperar o momento certo para passar por lanças que sobem e descem do chão etc.

Todos os estágios tem rotas alternativas. Muitas vezes várias delas. Talvez uma seja mais fácil para você do que outra, mas infelizmente só conhecendo The Adventure Rebirth a fundo para saber, já que avançar nas telas impossibilita voltar e conhecer esses outros caminhos.

O que aconteceu comigo foi de perder todas as vidas, ter que reiniciar a fase de seu início (há checkpoints para onde você volta quando perde uma vida) e acabar escolhendo outros caminhos só para ver. Também tentei sempre pegar os mais difíceis de serem alcançados sempre que podia, mas sem padrão de comparação, muitas vezes eu não via nada demais. As vezes encontrava vários itens também.

Independente do caminho, o jogo é desafiador! Você perde muito HP ao ser atacado pelos inimigos e achar um único item que cura 50% da sua vida é um verdadeiro parto. Ou seja, não dependa disso. Eu mesmo chuto que devo ter encontrado uns 4 ou 5 em toda a campanha, e isso porque procurava atacar paredes na esperança de encontrar segredos com bastante frequência.

No total são cinco fases mais uma do chefe final. Essas fases comuns seguem a mesma lógica: exploração, conhecer inimigos novos e mecânicas novas. No meio do estágio há sempre um miniboss e no final um chefe verdadeiro. As vezes um deles é difícil, as vezes ambos. As vezes ambos são fáceis. É bem aleatório.

Com checkpoints em vários pontos estratégicos, tudo depende mais de quantas vidas você ainda tem disponível quando alcançar as salas de chefes. Achei a grande maioria bem previsível para evitar dano, então o meu conselho seria não se afobar enquanto você os conhece e experimenta atacar. Muitos deles te dão muito espaço para desviar dos golpes e observar ao invés daqueles clássicos que ficam tentando colar o tempo todo no jogador.

Vale lembrar também que, assim como no Mega Man 10, depois que você dá Game Over, as próximas tentativas serão muito mais simples pois você se acostuma rápido com os cenários e inimigos, além de focar mais em avançar e coletar o que importa ao invés de ficar explorando e quebrando cada vela.

Lembre-se que as vidas não são infinitas, mas os Continues são. Ou seja, você vai avançar! Sei que vários jogos clássicos da franquia seguem essa lógica de apenas voltar do início da fase ao perder todas as vidas, mas The Adventure Rebirth não chega a ser tão irritante e frustrante como a maioria dos anteriores.

Por outro lado também não espere muita facilidade! Minha experiência com a série e jogos da época do SNES, por exemplo, definitivamente ajudam muito aqui, além da minha paciência em continuar tentando depois de alguns Game Overs. Mas volto a reiterar que não chega à dificuldade do primeiro Castlevania ou de um Rondo of Blood da vida.

Uma coisa que achei que não facilitou muito também foi jogar apenas com o wiimote (não testei se esse título funcionaria com o nunchuk acoplado). Em alguns estágios finais que demandavam ação e reflexos mais rápidos, eu senti que o d-pad do controle poderia ser um pouco melhor. Talvez só esteja acostumado com controles diferentes, mas gostaria de testar naquele Pro Controller do Wii, se eu o tivesse.

Resumindo: Castlevania: The Adventure Rebirth é muito legal e talvez a melhor experiência atual para quem quiser conhecer um jogo por fases da franquia, ao invés do consagrado "metroidvania", e isso vindo de alguém que também ama o IV. Porém, vale a pena lembrar que esse título continua sendo exclusivo de WiiWare. Vale também mencionar que senti estar jogando algo novo, não um remake e nem mesmo uma reimaginação. Inclusive me lembro de vários desafios do clássico que sequer ganharam versões aqui e até mesmo algumas mecânicas. Nada disso impede que a experiência seja divertida, embora não tenha muita novidade ou atrativos originais.

De bom: visuais bacanas e animações sensacionais. Jogabilidade simples. Aventura na medida certa, sem ser muito curta ou muito longa. Possibilidade de trocar níveis de dificuldade antes de iniciar a campanha e até o número de vidas para até 9. O jogo explora diversos cenários e inimigos da franquia.

De ruim: deve ser terminado numa única sentada e não há sequer um "quick save" ou Password. Achei que o personagem poderia tomar um pouco menos de dano, em muitas ocasiões, ou poderia ao menor ter um pouco mais de cura pelas fases. Odiei que o nível máximo do chicote (que solta bola de fogo) agora é por tempo e logo ele volta ao nível anterior.

No geral, um bom jogo e colírio para os olhos, mas depois de tantos Castlevanias, senti que foi mais do mesmo e tenho esperanças do 2 e 3 (NES) sejam um pouco diferentes dessas fórmulas. Só não dá pra esperar uma versão atualizada do jogo de Game Boy, caso você goste dele por algum motivo (eu até gosto) pois é algo bem diferente, ao meu ver. Se você estiver atrás de jogar Castlevania e já cansou do IV, Bloodlines e Rondo of Blood, The Adventure Rebirth é o ideal. Muito bacana!

Castlevania: The Adventure ReBirth

Platform: Nintendo Wii
172 Players
9 Check-ins

19
  • Micro picture
    santz · 5 months ago · 2 pontos

    Nem parece que é um jogo original de GameBoy.

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