anduzerandu

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  • anduzerandu Anderson Alves
    2022-12-04 22:15:11 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Picross S: Genesis & Master System Edition

    Zerado dia 04/12/22

    Opa, lembram de mim? Na verdade só fazem cerca de uma semana que não termino nenhum jogo e posto aqui, mas pareceu muito mais para mim! Na verdade esse lance de terminar jogos e registrar é bem curioso já que as vezes o tempo entre um jogo terminado e outro é de apenas 1 dia mas nem parece! E as vezes é de uma semana mas também não parece. Acho que é o lance da imersão que me faz perder a noção do tempo real.

    Bom, a minha "demora" foi pelo fato de eu, coincidentemente, estar jogando alguns títulos de puzzle simultaneamente e serem experiências longas visto que são mais focadas no lance de jogar casualmente e sempre ter algo novo disponível, e não um enredo para curtir.

    Um desses jogos foi esse Picross S: Genesis & Master System Edition. Eu nem sei se sabia que esse existia, mas vi na loja e me interessei visto que gosto bastante da franquia Picross.

    Acho inclusive que posso me considerar um veterano na franquia que conheci através de tantas recomendações no DS com... Picross DS. Que jogo legal! Parecia algo que você compraria na banca de jornal para passar o tempo, mas no videogame deu mais certo (existe a  versão impressa nas bancas) pois há a facilidade de escrever e apagar quando quiser e já que as imagens a serem reveladas ao finalizar cada puzzle são pixeladas, nada mais justo!

    Mais tarde joguei o também incrível Picross 3D na mesma plataforma e também amei!

    Com o passar do tempo descobri que essa série na verdade já existia no SNES em inúmeros títulos que parecem nunca terem vindo para o ocidente (apenas Mario's Picross mais recentemente no Nintendo Switch Online). Também dei continuidade no 3DS com Picross E, mas desanimei pelo fato de eles terem lançado uns 8+ jogos e cada um ser bem extenso. Fiquei feliz terminando apenas o primeiro.

    Já no Switch eu comprei Picross S e ainda viciei outros amigos que não o conheciam e tinham voltado ao mundo dos jogos graças ao BOOM do Switch. mais uma vez, era um jogo bem extenso e já imaginei que sairiam mais versões e assim acabou sendo feito. Acho que o último lançado foi o S7! Jesus!

    E como sempre eu canso bastante desses jogos e preciso de longos intervalos entre um e outro. Atualmente esse intervalo está sendo de uma plataforma e a próxima, haha.

    No caso da versão do Switch eu já estava cansado da franquia. A qualidade dos cuidados com os jogos caiu um bocado, como os desenhos nãos erem animados ao terminar como no DS ou a opção que retiraram de colocar uma "transparência" por cima da tela e pode experimentar sem arruinar todo o seu progresso. Para fechar, jogar Picross no DS e 3DS com a styllus é demais e no Switch ou você joga nos botões ou usa o dedão.

    Um tempo desses bateu a saudade e procurei por um clone no celular. Na verdade ter um jogo assim sem compromisso no mobile soa como uma ideia sensacional para quando você estiver entediado fora de casa. Porém... Não funciona muito bem. A falta de botões faz com que você tenha que alternar entre riscar e marcar os espaços vazios tendo que tocar num botão virtual na tela e essa ação acontece frequentemente e esse vai e vem do seu dedo e olhos é chatinho. Parece que o DS realmente leva o prêmio na competição.

    Para quem não conhece ou entende esses jogos, como muitos conhecidos quando me vêm jogando, bem, há número na parte superior e lateral de um quadro indicando quantos quadradinhos devem ser marcados e você deve calcular onde estarão aquelas marcações.

    Imagine que você está jogando um puzzle de 10x10 quadrados/pixels. Se há um número 10 em algum lugar você deve marcar toda a coluna ou linha. Já se houver um 9 não tem bem como saber pois um quadrado de uma extremidade ou outra ficará de fora, mas você pode marcar todos os outros 8 e esperar até que o puzzle se desenvolva e eventualmente mostre qual é o certo.

    A imagem acima é um bom exemplo de puzzle inicial, 5x5. Perceba que a linha do meio tem o número 5, então todos os quadrados foram marcados. Agora preste atenção na linha abaixo com os números 2 2. Isso que dizer que dois quadrados adjacentes devem ser marcados e depois novamente. Quando há mais de um número eles devem ter ao menos um espaço entre eles, sendo assim nós temos 2 quadrados, 1 espaço, 2 quadrados. Ou seja, já sabemos toda essa linha.

    Já se você começasse pela última linha seria impossível pelo fato de haverem muitas possibilidades de marcação sendo que apenas uma delas estaria correta. Pelo menos se você errar o jogo avisa com uma exclamação que salta próximo da marcação e um X é marcado automaticamente.

    Os "X" são também muito importante e você os marca apertando B. Eles indicam que ali nada deve ser marcado e é uma boa ideia marcar, por exemplo, entre aqueles 2 2. Esse tipo de marcação ajuda a diminuir a área de trabalho e as possibilidades e mais tarde te ajudará de alguma forma, sem dúvidas.

    Naturalmente a aventura começa muito simples com esses puzzles 5x5 até você pegar o jeito mas logo os níveis vão ficando maiores. Enquanto tudo está assim ou nos 10x10 é tudo super viciante e eu sabia que levaria o jogo até o fim logo ao invés das doses homeopáticas que eram a ideia original.

    Porém quando eles chegam aos 15x15 a brincadeira começa a ficar séria! E lá se vão muitos minutos pensando onde encaixar de forma correta as marcações e se perguntando se tem alguma coisa que não estou vendo (geralmente tem). Raciocínio e paciência são as chaves!

    Com mais pixels os desenhos ficam mais detalhados e saem de algo como uma 

     para, sei lá, um cenário ou um personagem. Mas também fica maçante! Horas em alguns puzzles e saber que ainda faltam taaaaanto não anima muito. mas saiba mesmo que a graça aqui é a aventura e não o destino. Não dá para apressar Picross. 

    Esse Genesis & Master System Edition ainda é bem bondoso, na verdade. Puzzles maiores que 15x15 apenas na última página das 10 da campanha e são de 20x15. Na época do DS eu me lembro de eles chegarem a 25x20 ou mais. Quantas vezes eu não perdi uma partida por estourar o limite de tempo de 1 hora?

    Aqui não tem nada disso! Se gastei 10 minutos no último estágio foi muito e a dificuldade sempre pende para facilitar. Apenas nesse último puzzle mesmo eu tive que rachar a cuca.

    Além de tudo isso, não há penalizações pelo erro senão uma marcação na tela mostrando que você terminou aquele puzzle e errou. Antigamente você perdia minutos.

    E se não fosse o bastante, há coisinhas opcionais que te ajudam, como marcar uma coluna e linha aleatórios ao iniciar um estágio ou o jogo indicar que em uma delas há algo que pode ser marcado. Mais uma vez, essas ajudinhas também são indicadas no menu de seleção de cada fase.

    Essa versão do Picross, porém, tem algo que é muito interessante: o fato de não estarmos desenhando animais, objetos rotineiros e profissões mas sim elementos de franquias clássicas da SEGA! Cara, que demais isso! Quer dizer, tem muita coisa que nunca joguei (Ristar, Beyond Oasis, Phantasy Star II e III etc) e tem muita coisa que sequer ouvi falar (Arrow Flash, Light Crusader, Rent a Hero, The Ooze, ESWAT, Alien Storm etc). Mas deu para curtir com os meus conhecimentos em Sonic, Streets of Rage, Golden Axe etc.

    Também senti falta de alguns jogos muito conhecidos como Ecco the Dolphin e Toejam & Earl.

    Outra coisa bacana é que além dos 150 puzzles originais, há outros modos para jogar como um chamado Clip Picross que você vai desbloqueando na campanha pequenos puzzles que depois se juntam e fazem uma imagem grandona. Há também o Color Picross em que a jogabilidade é meio diferente e seu objeto é pintar as imagens, que ganham animação aos erem completadas! Poxa, todos os puzzles tinham que ter essa animação! 

    Resumindo: Picross S: Genesis & Master System Edition é um jogo legal e uma boa ideia para quem quiser começar a franquia no Switch pois sua temática é muito atrativa, mesmo não conhecendo a SEGA a fundo. O quão legal é fazer o Alex Kidd ou um vilão maneiro de algum Shinobi? E se você for fã desses clássicos, acho uma boa ideia juntar ambos os mundos! Porém, se você já tem experiência com Picross e já deu uma enjoada, não espere ver muita novidade aqui. É legal o desafio, é legal avançar as fases, mas a recompensa é sempre... Simples, como uma imagem estática focada no rosto de algum personagem que couber dentro do frame de 10x10 ou 15x15 pixels. Você acaba, o jogo colore, mostra o nome e é isso, vamos pro próximo estágio.

    De bom: juntar a mecânica do jogo para fazer personagens que já eram pixelados é muito bom e uma ótima fonte de ideias de jogos para conhecer (essa ideia já havia sido explorada de forma similar na versão do Pokémon e do Twilight Princess). Jogo tranquilo e mais casual em comparação à outros mais antigos. Legal ver os personagens, sobretudo aqueles que você conhece. Vários modos de jogo. Inclui multiplayer. Ferramentas de auxílio para qualquer um conseguir jogar numa boa.

    De ruim: dos 4 modos de jogo, o modo Mega Picross usa as mesma imagens do modo normal, mas de forma mais difícil. Resolvi ignorar. Senti falta de algumas franquias grandes. Senti mais uma vez falta das animações após término dos puzzles, problema criado na época do 3DS.

    No geral, foi uma experiência ok pelo menos 20 horas.Não sei se aguentaria mais um Picross com figuras genéricas. Na verdade agora só volto à franquia se trouxerem novidades ou temáticas desse tipo. Bom jogo.

    Picross S: Genesis & Master System Edition

    Platform: Nintendo Switch
    3 Players

    7
  • anduzerandu Anderson Alves
    2022-11-28 11:23:07 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Vitamin Connection

    Zerado dia 27/11/22

    Domingo foi dia de jogatina com os amigos e eu levei o Switch carregado de multiplayers para a gente experimentar. Rolou algumas versões o Jackbox Party (7 e 8), Bravery and Greed, Let's Play! Oink Games (esse estranhamente eu não achei aqui na rede), 1-2 Switch, Treadnauts, Rocket Fist, Boomerang Fu e alguns outros de vezes anteriores que ainda não voltamos. Foi bem divertido e as horas voaram!

    É bem comum que o pessoal marque cedo para a jogatina durar mais, e domingo é complicado visto que bate aquela preguiça e o metrô daqui só funciona até as 19h nesse dia, porém você sabe como são as pessoas: marcado para às 9h, chegam as 11h ou meio-dia.

    Já com isso em mente fiz questão de chegar cedo para tentar continuar algo que tínhamos iniciado há umas semanas atrás e possivelmente terminar logo, o dono do apartamento e eu: Vitamin Connection!

    Esse exclusivo de Switch da WayForward deixou todo mundo curioso na época que foi lançado mas meio que caiu no esquecimento depois. A plataforma tem um trilhão de jogos indies e deve ser bem difícil manter um título assim relevante, mas tenho certeza que quem não o comprou ao menos o deixou na lista de desejos pois parecia bem legal.

    Vitamin Connection (VC) se trata de um jogo em que dois jogadores jogam como uma pílula e devem trabalhar em cooperação por dentro dos corpo que a ingeriu para destruir vírus, bactérias e a fonte dos problemas que tem causado à pessoa. É possível jogar sozinho, mas é como jogar Overcooked sozinho: não faz sentido. 

    Na hora não percebi muito, mas é como se fosse um shmup bem diferenciado.

    Na tela vemos a pílula, que muito aprece um joycon, navegando por dentro do corpo. Um jogador fica responsável pelo personagem azul e o outro pela personagem rosa.

    O grande desafio está na jogabilidade e como duas pessoas devem trabalhar como uma só. E isso se dá porque o jogador do personagem azul move a nave com o analógico (sempre segura o controle na vertical) e o rosa gira a nave (usando motion controls e sempre com o joycon na horizontal).

    Além disso o azul deixa o laser preparado segurando o gatilho do controle enquanto o rosa atira e mira ao mesmo tempo com o analógico.

    Para completar, o azul pode ativar uma corda com garra segurando qualquer botão dos ABXY e a movendo com motion controls enquanto o rosa faz a garra fechar ao mexer o analógico para qualquer direção.

    Em teoria é simples, e o jogo mesmo é bem tranquilo, mas na execução e conforme os estágios dificultam a coisa pode se tornar um caos, mas um caos bacana e divertido!

    Sabe a movimentação? As vezes você está preocupado com um inimigo ou outra coisa e não percebe um ataque vindo em sua direção, ou você bate nos obstáculos. As vezes nós temos que passar por um trecho estreito na diagonal, o rosa gira o controle mas o azul não prevê esse giro e bate com a ponta em alguma coisa.

    O tiro também é por aí. Eu quero atirar em algo e preparo o laser mas o rosa não atira (como nas bolinhas rosas no cenário da imagem acima que derrubam um pouco de vida). As vezes eu quero destruir um inimigo próximo e o rosa não percebe ou atira em outra coisa nada a ver. O laser ainda é limitado e as vezes vocês tem que esperar recarregar, então não dá pra sair atirando sem parar.

    Já a garra é o mais tenso. Mirar com motion controls é sempre chatinho, sobretudo no Switch que depende do giroscópio (contra a barra de sensor do Wii) e a mira é rápida e sensível. O rosa tem que agarrar mas caso ele erre o alvo terá que largar o botão e pressionar novamente e as vezes a mira do azul já saiu da posição ou ele agiu rápido acreditando que o rosa acertaria e moveu como se tivesse agarrado.

    O jogo em si é simples, mas essa ação em dupla que realmente dificulta a vida e, claro, dá vida à VC!

    Na minha opinião ainda achei que o jogador rosa sofre mais sempre tendo que girar o controle e usar as duas mãos enquanto o azul só joga com uma delas e muitas vezes só fica movendo a pílula com o analógico e ocasionalmente segurando o gatilho para preparar o laser. Há muitas coisinhas nos cenários que parecem necessitar de mais ações e mais precisão do rosa.

    Em contrapartida, mirar a garra com o azul deve ser a ação mais complexa do jogo e acaba que talvez não seja uma boa experiência para uma criança muito nova, não sei. Diria que o jogo tem uma cara bem mais de namorados que qualquer coisa.

    Durante a jogatina você tem que se preocupar com diversos obstáculos: monstros que demoram a serem derrotados, paredes que só podem ser quebradas com a cor certa da pílula encostando, paredes que podem te travar contra o cenário e causar a morte, bifurcações no caminho que podem fazer com que você naveguem até um lugar sem saída e tenha que retornar e assim por diante (o jogo é autoscrolling e te dará opções de caminhos a serem seguidos, consulte o mapa regularmente).

    Os inimigos em si não são muito diferentes uns dos outros quando o assunto e estratégia de abordagem, mas vale dizer que alguns deles não invencíveis e você só pode esquivar ou ainda bloquear usando a garra para mover objetos e deixá-los em seus caminhos. Chefe mesmo eu acho que só no final da aventura, no sexto estágio com cerca de 4 horas de jogo, porém vale mencionar que haviam estágios paralelos opcionais que não chegamos a jogar.

    VC tem muitos lados positivos e charmes e chega a ser meio triste que ele seja exclusivo pelo uso dos joycons e tal, mas é uma experiência bacana, colorida, carismática e dublada (em inglês).

    Primeiramente cada estágio tem uma temática e se passa num corpo diferente onde a pílula fará efeito. Temos casos como o cachorrinho que comeu chocolate e passou mal ou o bebê que ingeriu uma pimenta enquanto os pais irresponsáveis não estava vendo!

    Já nas fases você talvez perceba que os visuais são bem ao estilo Hi Hi Puff AmiYumi ou coisa do tipo, e os estilos combinam muito bem!

    As situações são sempre relacionadas ao caso daquela história e a pílula viaja pelo corpo para os lugares onde estão as fontes do problema, como garganta e depois estômago, cabeça e muito mais. No caminho ainda fazemos amizades (e inimizades) com personagens com alguma relação com o caso (só não entendi porque no caso do bebê com a pimenta a gente conhecia uma adolescente emo e a temática era meio triste).

    Há também minigames pela aventura que também dependem da interação da dupla. Tem um rítmico em que o azul aperta certos botões enquanto o rosa gira o joycon e o posiciona na maneira correta (se alguém erra muito acaba que a pílulas encosta nas outras coisas e perde vida). Há outro que é como o clássico "Nervos de Aço" do Passa & Repassa do SBT em que um jogador move uma estrutura por uma linha de aço e as extremidades não podem tocá-la. Nesse caso o rosa também rotaciona a peça de acordo com os ângulos.

    Porém, na minha opinião, o maior ponto de VC é a trilha sonora. E que trilha sonora, meus amigos! Misture aí Jet Set Radio com Katamari Damacy e você tem essa OST fantástica! Por vezes senti que o jogo é inteiramente baseado nessas músicas e o jogo é só uma desculpa para a ouvir e, puts, por mim tudo bem. Quer dizer, o gameplay é bacana pra caramba, mas o áudio me fazia pensar "tenho que lembrar de procurar depois no Spotify", coisa que raramente faço, haha.

    Resumindo: Vitamin Connection é um jogo muito legal dado que você tenha uma pessoa para curtir com você e tenha esse espírito de party game com enredo e continuidade para jogar pelo menos 4 horas, nem que seja uma única fase por jogatina. O jogo exige um pouco de habilidade e paciência com os obstáculos, mas passa longe de ser difícil (só o chefe final deu algum trabalho), tanto que muitas vezes acelerávamos a pílula com uma espécie de "Fast-Foward", saíamos batendo em tudo e todos e ainda assim passávamos longe de morrer. Lembrando ainda que você precisa de um Nintendo Switch para poder curtir essa experiência e apenas um par de joycon.

    De bom: visual bonito e agradável. Jogabilidade diferente e divertida. Casos diferentes com situações diferentes a cada capítulo. Duração boa e inclui talvez o dobro de estágios caso você queira mais. Trilha sonora fantástica! Minigames legais. Jogo legendado em Pt-Br.

    De ruim: alguns controles são meio estranhos, sobretudo o que envolver motion controls e calibragens. Gostaria de enfrentar mais chefes.

    No geral, joguinho muito bacana para dois, mas sempre com aquele cuidado com o preço e vale a pena ver um trailer ou até reviews antes da aquisição. Porém se você gostou da premissa, acredito que na prática vai gostar mais ainda! Legal!

    Vitamin Connection

    Platform: Nintendo Switch
    1 Players

    10
  • anduzerandu Anderson Alves
    2022-11-27 11:23:12 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Tembo the Badass Elephant

    Zerado dia 27/11/22

    Tembo the Badass Elephant, um jogo de uns bons anos atrás e que despertou minha curiosidade sobretudo por ser da Game Freak, desenvolvedores da franquia Pokémon e comumente associados à jogos de boa qualidade. Ou pelo menos era assim, né? A própria franquia Pokémon agora é de qualidade questionável.

    Mas a Game Freak também já desenvolveu outras coisas paralelamente à sua franquia mais conhecida, muito embora nada realmente pareça chamar a atenção da crítica ou jogadores.

    Cheguei a jogar diversos desses outros títulos: o "mais-ou-menos" Pulseman do Mega Drive, o "ok" Drill Dozer do GBA (que muitos gostam bastante) e HarmoKnight no 3DS (esse eu realmente desgostei).

    O foco tem mesmo sido Pokémon para eles e para mim, mas ainda tenho que conferir esse tal de Giga Wrecker, que nem conhecia até um dia desses, e aqueles Pokémons de Gamecube, fora outros mais recentes ainda no Switch.

    Lembro que uma vez uns amigos e eu fomos à casa de outro amigo e quando chegamos ele estava jogando Tembo. Achei interessantes os poucos segundos que testemunhei a aventura ali na tela do PC mas ele me disse que o então recém-lançado título era bem fraco e decepcionante. Para ser sincero não parecia não e ele sempre foi bem mais crítico do que eu em relação à jogos, então não dei muita bola.

    Enfim, guardei o meu interesse para quando pudesse o jogar, mas bizarramente Tembo nunca foi lançado numa plataforma Nintendo! Nem naquelas da época, 3DS e Wii U, nem agora no famoso Switch. WTF?

    Talvez a recepção de outros títulos, como o próprio HarmoKnight surtiu efeito na decisão de deixar o jogo longe dos Pokémon e comparações ou simplesmente quiseram abrir novos horizontes, mas o fato é que para jogar isso daqui você vai precisar de um PC, PS4 ou Xbox One.

    Agora numa pequena onda de piratear jogos de PC (já que no PS4 ele nunca fica num preço bom), fui atrás do Tembo, mas tive muitas dificuldades em o fazer funcionar. Primeiramente o jogo se tornou tão obscuro que não há muitas fontes para o download ou tópicos recentes sobre ele. Nem sequer discussões! Tudo ficou esquecido lá em 2015!

    Depois de muitas tentativas e jogos que travavam no final do primeiro estágio, finalmente consegui uma build funcional desse título esquecido. Estava muito ansioso não só por conhecê-lo, mas também por terminá-lo e voltar pro Linux. Nem sei se rola pirataria no Ubuntu e sou bem noob por lá mas sempre que pego essas pirateadas eu tenho que dar boot no Windows e é uma lentidãããão.

    Queria muito nunca mais precisa voltar a usar Windows...

    Abrindo o jogo é perceptível o estilo da Game Freak nas ilustrações 2D. E é ainda mais no estilo que eles faziam naquela mesma época do HarmoKnight e também lembra desenhos como Apenas um Show ou Gravity Falls. Não sou muito fã desse estilo, mas é apenas estética então tanto faz.

    Já os objetos 3D dos cenários têm toda a estilização dos objetos de Pokémon. Muitos assets até aprecem coisa de lá mesmo (mas saiba que o jogo tem mistura muito 2D com 3D, sendo que os personagens costumam ser 2D em cenários meio tridimensionais).

    E apesar de finalmente estar funcionando e pronto para jogar a primeira fase pela enésima vez, eu não consegui resolver um problema: os controles. Tentei usar um USB e um Dual Shock 4 e ao tentar assimilar um botão à um comando ele automaticamente preenchia com "Botão 10" e não tinha como alternar. Então tive que usar o padrão imposto e super zoado (pulando com quadrado e atacando com bola).

    O jogo Tembo the Badass Elephant tem a temática militar já esperada, sendo que o protagonista é meio que um "Rambo obeso" com aliados de uniforme verde (e todos os demais estereótipos) contra forças militares inimigas e seus robôs e maquinários. O primeiro mundo é composto de cidades em ruínas, como um pós-guerra.

    A trilha sonora é uma mistureba do que você ouviria em qualquer jogo de temática militar, com marchas de tambores e afins, mais um lado feliz que combinam bem. E grande parte da combinação se dá pelos visuais que sempre incluem um bocado de explosões e onomatopeias na tela que deixam a coisa sempre cheia de ação e adrenalina.

    Dependendo de como você jogar também é possível fazer muita destruição no cenário, algo como um touro na loja de porcelana, e é satisfatório!

    A jogabilidade é parecida com a de Donkey Kong Country, mas quando você joga com o rinoceronte Rambi. Sabe quando você joga com ele e só que sair correndo e destruindo as coisas à sua frente com seu chifre? É por aí.

    Porém há também um Quê de Sonic pois o Tembo pode ficar bem veloz e destrutivo e não há muito tempo para pensar e muito menor a menor vontade de PARAR. Você quer correr na adrenalina, pular e destruir tudo!

    O jogo vai te ensinar a fazer isso no início: andar, correr/atacar e pular. Você ainda pode dar uma bundada no chão ou planar no ar estilo Yoshi. É possível ainda atacar para cima, ação que transforma a sua tromba em mareta momentaneamente e atacar diagonalmente para baixo quando se está no ar, ação que lembra um pouco aqueles ataques do Sonic que se transforma em bola e quica nos inimigos.

    Seu objetivo é sempre chegar ao final do estágio, mas há várias dificuldades para impedir que isso aconteça de forma simples.

    Primeiramente o jogo não sabe se quer ser rápido ou devagar. Quando tudo está acontecendo de forma, ok. Mas é aquela velha sensação de alguns Sonics: é só correr até acabar? É até divertido até vir inimigos em grupos que exigem diferentes abordagens, como os caras com escudo espinhosos que devem ser atacados por trás mais os drones que atiram do ar mais algum robô que exige mais de um hit para ser destruído. Se você só sair correndo e se chocar neles, é bem provável que irá tomar dano pelo menos uma vez ou ainda ficará bloqueado pelos seus corpos.

    É aqui que entra a parte lenta do jogo, quando você não "acelera" com o seu dash destrutivo. No "modo lento" o Tembo realmente se comporta como um elefante pesado, com movimentos mais lentos e tal. Tudo bem se você não estivesse jogando com tota a velocidade anteriormente.

    Sei lá, os comandos dele são lentos e estranhos e você tem um hitbox enorme. Além disso ele tem pulos leves, quase que como um Kirby, o que dificulta bastante em partes que você necessita fazer plataformas com rapidez e precisão. É tipo sair de uma parte comum de Metroid e ir para uma subaquática depois.

    Os primeiros estágios eu ia na louca e dane-se, na expectativa de um checkpoint para me ajudar e até que há um número justo deles, mas o jogo tem uma sacanagem: bloqueios. Originalmente são 3 mundos com 3 fases cada (depois tem um último), mas ao acabar a terceira há um bloqueio no mapa entre ela e a quarta e você só pode abri-lo... Advinha com o quê?

    Faria sentido demais ser com um número mínimo de reféns encontrados pelas fases, muitas vezes em partes secretas ou escondidas, mas Tembo quis ser diferente e você necessita de um número mínimo de inimigos derrotados. Ao iniciar um estágio ele mostra um número deles e você acaba tendo que voltar a eles para aumentar o seu score. Às vezes você destruiu 270 de 340. Às vezes 218 de 220.

    A sacanagem é que as vezes falta muito para abrir o bloqueio mesmo com grandes números de baixas e o jogo não conta se você voltar nas fases e destruir os mesmos que matou anteriormente. Ou seja, se você quiser aumentar o score de 260 para 300 você terá que matar os 40 que faltam, seja lá que forem. Eu imaginei que se matasse novamente os mesmos 260 esse número seria somado ao meu score, mas ele realmente apenas soma aqueles que foram mortos pela primeira vez. Bizarro

    Resumindo: Tembo the Badass Elephant tem uma proposta bacana de um jogo, como se fosse um jogo completo com o Rambi do Donkey Kong Country, mas acaba sendo uma experiência rasa, repetitiva e até frustrante, sobretudo se você jogar com controles confusos como eu fiz no PC. A experiência é relativamente curta dentro de sua proposta, mas os estágios são longos e com a necessidade de voltara a eles você acaba perdendo ainda mais tempo não só re-jogando essas fases como também procurando inimigos e segredos para aumentar seu contador e poder abrir um bloqueio que há nos três mundos principais.

    De bom: visuais ok. Trilha sonora muito boa, estilo Game Freak mesmo. Gosto dos efeitos visuais. Chefes bacanas e 3D. Jogabilidade ok.

    De ruim: necessidade de matar muitos inimigos das fases para somar ao contador e abrir caminho nos mundos, o que pode te obrigar a voltar em diversos estágios de score menor. Alguns inimigos são bem chatos e com o dever de matá-los você acaba tendo que jogar com o Tembo de forma lenta e com controles pesados e frustrantes, muitas vezes. Detesto alguns comandos, como o ataque rápido na diagonal para baixo ao atacar no ar, sendo que muitas vezes apertava o botão para poder começar a correr o quanto antes, ele fazia isso e se jogava em buracos. Odeio também a pairada no ar ao pular pois o deixa ainda mais lento e dificulta partes de plataforma mais rápidas. Level design fraco. Algumas fases ou chefes são cruéis e zoados e é comum perder todo o progresso por besteira e voltar de seus inícios.

    No geral, eu achei esse jogo bem "meh". Entendo agora o que aquele amigo disse e entendo por que ele foi esquecido e por que não viu a luz do dia no Switch. Sinceramente, não recomendo. Outro fail da Game Freak. Jogo fraco.

    Tembo: The Badass Elephant

    Platform: PC
    49 Players
    13 Check-ins

    16
    • Micro picture
      jcelove · 9 days ago · 2 pontos

      Eu achei ele legalzinho na época mas esse lance de coletar coisas pra desbloquear fase me mata. Acabei largando.

  • anduzerandu Anderson Alves
    2022-11-25 20:33:12 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Double Dragon Neon

    Zerado dia 25/11/22

    Caraca, um mês para o Natal!

    Eu conheci esse Double Dragon Neon navegando pela loja virtual do PS3 há alguns anos e na época achei curioso como eu nunca tinha ouvido falar nele. Imaginei que fosse algo ruim, mas fui olhar as imagens e julguei que seria isso mesmo. Com tantos beat'em ups bacanas e bonitos, esse daqui seguiu a moda dos modelos 3D e simplesmente aprecia genérico.

    Pois bem, os anos se passaram e eu resolvi que jogaria ocasionalmente toda a franquia Double Dragon e olhando nas Wikipedias da vida, relembrei a existência desse daqui e já num clima de vários "briga de rua" recentemente, não pude evitar de o baixar quando o vi na loja do Nintendo Switch. Também desconhecia que ele tinha vindo para a geração atual e isso me fez pensar que talvez se tratasse sim de um jogo bom, talvez até no nível do Streets of Rage 4?

    Também não o planejava joga tão cedo, mas o baixei pois imaginei que pudesse ser uma boa ideia para jogar eventualmente com a galera, já que tivemos boas experiências com o gênero nas últimas madrugadas de jogatina, porém, adivinha só? Precisei de espaço com alguma urgência para baixar mais um título para a jogatina que deve acontecer em breve. Tudo bem que já devo ter preparado uns 8 jogos para o dia, mas lembrei de um famoso indie e quis o colocar logo em prática enquanto ainda lembrava.

    As minhas experiências com DD são meio aleatórias. Na infância conhecíamos muito bem o nome e que se tratava de uma dupla super maneira de lutadores que mistura artes marciais asiáticas com a cultura americana. Acredito que o conhecimento tenha vindo do filme que de '94.

    Já nos jogos a gente jogava um de luta estilo The King of Fighters no Arcade e possivelmente alguma coisa no SNES. A certeza que tenho que que joguei um crossover com Battletoads na mesma plataforma com um amigo lá para 2008. Depois disso só voltei no início agora de 2022, quando terminei o 1, 2 (ambos disponíveis no sistema online do Switch) e 4, que tinha pagado baratinho. O 3 ficou aguardando a chance de ser comprado.

    Agora precisando de apenas 2GB, olhei o armazenamento do Switch e entre as muitas escolhas esse daqui pareceu uma boa por durar em média 3 horinhas enquanto outros duravam o dobro ou mais. E como a jogatina estava marcada originalmente para amanhã, eu precisava mesmo de um jogo breve.

    E iniciando DD Neon, bem, ele é mesmo bem mais moderno, mas com aquela cara de jogo de PS3/XBox 360. Que bom que muita coisa evoluiu desde então! Como eu queria que pelo menos os personagens fossem sprites 2D...

    Mexi nas opções, mas não tinha nada de mais, então vamos lá!

    Nesse início ele vai te ensinar uns básicos já durante a fase. Você tem um botão de ataque fraco e outro forte, X e Y. O botão B pula e você pode combinar com os ataques, como sempre. Apertando A você pega objetos do chão, como armas, ou agarra os oponentes. Porém vale dizer que aqui você só pode agarrar um oponente depois que ele estiver tonto após tomar uns sopapos.

    Na verdade, muitos desses comandos são meio estranhos. É difícil de dizer o porquê, mas algumas ações não parecem tão naturais. Eu mesmo demorei para conseguir pegar o primeiro item que encontrei porque pressionava os botões de ataque e nada acontecia.

    E falando em estranheza, há ainda mais 3 comandos bem fora do comum: correr segurando ZR, sendo que ele demora a efetivamente iniciar a corrida, ataque especial com R, que aqui necessita acumular quantias mínimas de uma barra que se preenche ao quebrar os capangas na porrada e o mais estranho de todos: se abaixar/esquivar com ZL.

    É estranho porque essa ação só acontece no momento que você pressiona o botão e, com o timing certo, você verá um efeito na tela e seu personagem causará mais dano! O estranho é essa necessidade de apertar o gatilho esquerdo a cada golpe que for tomar e essa ação não cancela um ataque já iniciando por você nem ativa no ar. Para completar, para rolar você deve apertar esse botão e para um lado em seguida e cada rolagem, que nos movimenta apenas um pequeno espaço, necessitará que você aperte novamente. O que eu fazia era segurar o botão e esperar o momento certo só apertando para o lado, mas o jogo não registra!

    O combate do jogo é mais bagunçado do que nunca. Ou pelo menos até onde conheço a série.

    Se você não se alinhar muito bem com os caras seus ataques não registram dano. Já os inimigos têm ataque com hitboxes completamente zoados e sempre te acertam, mesmo quando parece que não acertaria.

    Outra coisa chata é que os inimigos não ficam "tontos" entre um ataque que você os deu e um ataque que eles dão em seguida. Sabe quando você está entre dois deles, golpeia o da direita, depois o da esquerda, depois volta para o da direita e assim por diante? Aqui assim que você aperta para o lado oposto o cara já te ataca. Super bizarro!

    Para completar os carinhas do mal, mesmo os mais toscos têm "super armor" enquanto atacam com armas, então mesmo quando você resolve dar uma voadora estilo Tartarugas Ninjas num cara vindo na sua direção, caso ele acione um golpe com arma você simplesmente não consegue quebrar o combo que ele usará e você é quem se dá mal. Já você pode estar usando a maior e mais forte arma do mundo que um soquinho cancela o seu golpe.

    A jogatina é bem familiar: você anda, os caras vêm, vocês trocam porradas, pega armas deles, com sorte acha um refrigerante para se curar ou até uma vida.

    A maioria dos inimigos são tranquilos de lidar, mas alguns piores vão aparecendo conforme você avança. O mais chato na minha opinião são os bombados grandalhões que demoram um século para morrer, causam muito dano, não podemos cancelar seus golpes com os nossos e é bem raro de conseguir o famoso stagger. Basicamente o jogo te obriga a aprender o lance da esquiva + power up, mas nem todo golpe é evitável assim e muitas vezes é melhor só tentar rolar.

    Há também um pouco de plataforma, como a série parece sempre ter, mas é bem fácil e onde tem buraco é sempre legal jogar os capangas direto para a morte. Aliás, esses tipos de armadilha que inclusive exercem efeito sobre a galera do mal é um dos pontos altos da franquia.

    O jogo tem apenas 10 fases, mas algumas são mais longas e tem diversas seções enquanto outras parecem ser bem curtinhas. O fato é que quando eu descobri isso eu já estava na metade do jogo com 1 hora de gameplay. Duvidei muito que durariam aquelas 3 horas.

    A maioria das fases ainda tem lojas, muitas vezes em caminhos alternativos e não tão óbvios onde você pode comprar melhorias para o personagem, como itens que melhoram certos atributos enquanto piora outros e até investir em diversas outras habilidades daquele que usamos com R.

    Na verdade, a maioria das habilidades você desbloqueia graças às fitas K7 que os inimigos derrubam e você só as melhora na loja com os seus pontos. 

    A loja também vende uns itens bacanas, como cura de HP ou da "mana" para os especiais e até mesmo vidas!

    É sempre bom se preparar pois no final de cada estágio há um boss chato e na maior parte das vezes eu os matei quando estava no final da minha última vida (não investi em comprar mais vidas).

    Logo cheguei ao final do jogo e a coisa começou a dificultar. A penúltima fase era cruel, com armadilhas e inimigos te jogando nos muitos buracos e você perdendo muito HP. Perdeu a última vida? Achou que ia voltar par ao início da última seção alcançada? Que nada! Volte ao início da fase!

    Podia ser pior, né? Mas ainda assim é frustrante visto que algumas fases são bem longas! E a última fase é o melhor exemplo disso: longa para caramba, muitos desafios e inimigos e um chefe super apelão. Foi aqui que tive que gastar meus pontos em vidas para aguentar a batalha. E foi aqui também que o jogo tomou as previstas 3 horas e meia. Inacreditável o tempo que fiquei nessas duas últimas e frustrantes fases!

    Resumindo: Double Dragon Neon é um jogo bacaninha e pode ser divertido para dois jogadores passarem um tempo, mas realmente acho que o jogo deu uma certa envelhecida. Quer dizer, está longe de ser um jogo necessariamente ruim e tem muitos piores no gênero, mas o ponto é que há beat'em ups muito melhores disponíveis atualmente.

    De bom: tem um estilo anos 80/futurista legal. Tem umas músicas boas (inclusive cantadas). Vidas e HP costumam se regenerar em determinados momentos das fases ou ao menos entre elas. Continues infinitos.

    De ruim: inimigos demoram demais para morre, bloqueiam seus ataques enquanto estão atacando (mesmos e você chegar por detrás) e cancelam os seus combos. Alguns comandos são estranhos ou ruins mesmo, como a corrida com delay e a esquiva que você tem que ficar pressionando o botão a cada golpe a ser esquivado. Achei que o jogo exagera um pouco no contexto e acaba sendo uma paródia de si mesmo com chefes e lutas absurdas de longas e personagens estúpidos e americanizados. Dublagem meio bobona. Tem momentos super escuros que não dá pra ver quase nada!

    No geral, é, foi um jogo ok. Poderia estar jogando Street of Rage 4, mas tudo bem. Vale a pena dar uma conferida, apesar de ser meio irritante. Jogo beeeeeeeem mais ou menos, só que mais para menos.

    Double Dragon: Neon

    Platform: Nintendo Switch
    2 Players
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      fonsaca · 10 days ago · 2 pontos

      Se jogar em dois a dificuldade fica de boas.
      Esse daí não é as mil maravilhas, mas foi um bom jogo para época. Ainda mais que ele custava vinte reais no PS3 por ser um jogo simplesinho e não 200 como esses joguinhos costumam custar hj em dia... hahahhahaa!

  • anduzerandu Anderson Alves
    2022-11-25 00:44:11 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Kirby and the Forgotten Land

    Zerado dia 24/11/22

     Tenho percebido que os jogos no Nintendo Switch ou são bem leves ou bem pesados e esses maiores basicamente ocupam o espaço que caberiam muitos outros menores. O único problema dos pequenos é que caso eu queria baixar algo que pesa, sei lá, 5GB, eu teria que terminar vários deles para conseguir espaço.

    Os amigos já estão planejando a próxima jogatina presencial e eu me sinto no dever de levar alguns jogos para conhecer, como 2 dos Jackbox Party mais recentes, porém realmente tá complicado isso de espaço.

    Sendo assim resolvi focar nesses maiores por enquanto, ou pelo menos tentar fazer isso. A escolha da vez foi Kirby and the Forgotten Land, um jogo famoso por ser bom e que eu tava louco para jogar desde o seu lançamento! 

    Tudo o que eu sabia sobre ele eram as informações do primeiro trailer e mesmo assim já até tinha me esquecido. A única coisa que ficou na mente é que se tratava de um Kirby de mundo aberto ou sei lá. Seria esse mais um jogo estilo Breath of the Wild?

    Também tenho que dizer que essa franquia da bolota rosa é difícil de acompanhar, mas meio que tenho tentado fazer isso há anos! O que acontece é que eu termino o último jogo e quando me dou conta já lançaram mais três.

    Eu AMO Dream Land 2 do Game Boy e foi meu primeiro jogo no portátil enquanto eu não arranjava um Pokémon Crystal. Anos depois adorei os jogos do GBA mas também tiver experiências ruins dentro dessa série que tem tantos jogos, incluindo spin-offs (que acredito que sejam aqueles com jogabilidade diferente).

    Como eu já mencionei em algum post, essa franquia ficou meio bagunçada com tanta experimentação. O Kirby 64 já é um jogo que meio que divide águas. No Gamecube temos aquele Air Ride que só deve funcionar no multiplayer. No Wii a franquia voltou com uma cara diferente e mais infantil do que nunca com jogos como Return to Dreamland e Epic Yarn. E assim por diante.

    Mais recentemente eu joguei dois mais modernos: Planet Robobot, muito melhor do que o genérico Triple Deluxe (na verdade, o PR é facilmente um dos melhores) e o terrível Star Allies. Enfim, eu meio que já tinha perdido a fé na franquia há tempos, mas vez ou outra surgiam jogos bons que davam algum twist na fórmula de sempre.

    Forgotten Land parecia muito interessante. Bonito, com jogabilidade diferente, liberdade e muita gente falando super bem. Mas como eu também sempre digo, essa geração tá sendo uma das mais complicadas de conseguir opiniões imparciais de jogos da Nintendo da fanbase, que tem incluído muitos jogadores que voltaram ao mundo dos games agora e fazem de tudo para endeusar o console e fazer seu dinheiro contar.

    Iniciando a campanha, inicialmente não tem muita novidade. Sempre tem aquela CG meio esquisitona sem efeitos sonoros desde o Wii e os menos são meio que mais do mesmo.

    A história agora se inicia com o Kirby sendo levado para um planeta ou realidade diferente. Esse novo lugar se parece muito com o nosso planeta e inicialmente tem até um certo feeling pós-apocalíptico, quase que como um The Last of Us, porém não chega a ser mórbido ou sequer triste. Para ser sincero, é tudo muito bonito! Cara, que jogo lindo!

    E os desenvolvedores da Hal Laboratories tiveram muito cuidado em criar os detalhes desses lugares e como os apresentar. É uma experiência bem diferente dos jogos anteriores, mas ao mesmo tempo é muito familiar a jogabilidade, mesmo agora com toda a liberdade 3D.

    O jogo também não tem o caráter "Super Mario Odyssey" que eu imaginei, mas é bem mais puxado para o Super Mario 3D World, o que é sensacional!

    Depois de uma área inicial e uma apresentação super bacana, quase como se estivéssemos iniciando um filme do Kirby, finalmente podemos começar de verdade.

    Aqui as coisas funcionam da seguinte maneira: há uma cidade inicial pequena que é quase como um hub central que depois entro em maiores detalhes. Daqui é possível pular numa estrela e ser levado ao mapa do mundo de Forgotten Land onde sobrevoamos com essa estrela e escolhemos os estágios.

    Mais uma vez, há um sentimento muito bacana de 3D World, como se esse fosse o 3D World dessa geração (embora o multiplayer só suporte 2 jogadores). Só que as fases são muito mais modernas e caprichadas. Quer dizer, você pega u Mario e ele é muito bonito, mas tem muitas texturas simples, como os blocos que quebramos. No Kirby um bloco similar tem mais efeitos de luz, detalhes e texturas mais realistas.

    As fases têm esse caráter que mistura o real com animação, como um filme da Pixar ou Dreamworks, e isso é animal!

    Sem contar que cada uma dessas fases é única e tem desafios e mecânicas próprias, duração perfeita e muitos segredos. Há ainda muito fator replay pois existem Waddle Dees para serem encontrados ou resgatados ao fazer missões opcionais, como passar de uma seção sem tomar dano ou encontrar uma sala secreta.

    Essas missões são ficam a mostra para você (apenas a de terminar o estágio, que rende 3 Waddle Dees e a quantidade deles que você acha em gaiolas, como as moedas grandes da série New Super Mario que marcam na cartela quais foram encontradas e se você pulou alguma).

    As demais missões são reveladas assim que você as completa ao terminar o estágio (uma será revelada a cada vez que você o fizer), sendo possível voltar na fase e tentar afazer aquilo que não conseguiu anteriormente.

    Eu achei que não fosse ligar para isso, mas o level design é fenomenal a ponto de eu não querer que as fases acabassem. Eu queria explorar tudo e achar tudo! E como o restante do jogo manteria o nível depois do que eu já tinha jogado? E o pior que eu era sempre surpreendido. Que jogo gostoso!

    Dentro das fases também temos o lance das habilidades de cópia do Kirby. Há os clássicos poderes de cuspir fogo, espada, jogar bombas etc, usados não só para diferentes estilos de jogo conforme o jogador preferir ou conseguir achar no momento e há habilidades momentâneas, que não substituem essas de cópia, como quando sugamos um carro e o dirigimos por aí ou um arco que dentro da boca do Kirby o deixa numa forma de asa delta, perfeito para voar em seções específicas.

    Atente-se que fato de que o Kirby não engole essas coisas e aprende uma habilidade, mas sim as abocanha e por serem grandes e geralmente objetos feitos de metal, acabam transformando a sua forma.

    De volta à cidadezinha do Kirby é possível fazer um bocado de coisas e mais ainda conforme você avança na campanha.

    Primeiro que os Waddle Dees que você resgata (em média 11 fazendo todas as missões por fase) são mandados para esse lugar e quanto maior o número acumulado, mais construções e áreas serão adicionadas. Você terá lojas de itens, um cinema para rever as cinemáticas do jogo, minigames para jogar e até um coliseu para testar suas habilidades! Muita coisa aqui prolonga muito bem a vida da aventura.

    Pelo mapa de escolha de fases há também desafios focados no uso de uma habilidade, cada um, que nos recompensam com um cristal estranho. Use esse cristal mais dinheiro acumulado das fases regulares e você poderá evoluir suas habilidades na cidade, mudando suas aparências e as deixando muito mais legais e fortes!

    Resumindo: Kirby and the Forgotten Land é um jogo sensacional e um exclusivo de peso do Switch. Eu esperava um jogo bom, mas não esperava algo que define o porquê eu gosto tanto de video games. Vinha criticando o Switch e como muitas séries vinham decaindo, mas tenho percebido também que algumas tem evoluído e aqui está o perfeito exemplo disso. Na verdade, esse pode muito bem ser o melhor Kirby já feito ou se alguém o disser, eu não teria como discutir. Bem, pelo menos o melhor Kirby 3D ou o melhor moderno ele é. Seja criança, seja marmanjo, casualmente, no modo fácil, no modo normal, seja para coletar e fazer tudo, esse jogo vai te entregar uma ótima experiência de qualquer forma!

    De bom: lindo de mais! Jogabilidade certinha. Ótima trilha sonora. Level design de primeira! Quase nenhum diálogo ou mil textos como todo jogo atualmente. Estágios originais, assim como os usos das habilidades que é como se fosse o princípio do Mario Odyssey, mas muito mais bem implementado! Chefes maneiros. Muita coisa para fazer para quem for atrás dos 100%. Sistema de melhoria de armas que as deixa bem interessantes. Inclui um modo de jogo mais difícil extra dentro da campanha assim que você a termina. Para até 2 jogadores.

    De ruim: tive alguns problemas com perspectiva. Alguns desafios, embora opcionais, exigem que você seja um mestre no jogo para fazer as coisas a tempo. Não tem a linguagem Pt-Br (muito embora não faça quase nenhuma diferença).

    No geral, esse é o tipo de coisa que chega a reacender a chama por jogar video games. É uma pena que 1 a cada 30 ou mais seja assim. Estou muito surpreso, mas acho que esse é o espírito de jogo que me faz ter respeito pela Nintendo. Sinto ainda que esse jogo tem a cara de todas as gerações, como se fosse algo atemporal e é difícil de explicar. Esqueça suas experiências passadas com Kirby e faça a si mesmo esse favor de relaxar e jogar Forgotten Land. Jogaço!

    Kirby and the Forgotten Land

    Platform: Nintendo Switch
    69 Players
    30 Check-ins

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      topogigio999 · 11 days ago · 2 pontos

      Esse jogo é sensacional... Junto do mario odyssey foram minhas melhores experiências com o switch.

  • anduzerandu Anderson Alves
    2022-11-23 16:57:23 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Alex Kidd in Miracle World DX

    Zerado dia 23/11/22

    Ainda querendo espaço no Switch para baixar o Bravery & Greed, resolvi jogar alguma coisa mais rápida, que eu terminasse ainda hoje, e liberasse espaço o bastante. E isso que já estou jogando outras cosias por fora no momento.

    A escolha da vez foi Alex Kidd in Miracle World DX, um remake do clássico do Master System e o primeiro jogo da franquia que termino!

    Para falar a verdade eu conhecia o título e já até tinha me aventurado por ele algumas vezes no passado, mas nunca tinha ido muito longe pois se tratava de um jogo bem difícil e punitivo, bem diferente da experiência similar aos Marios que eu esperava.

    E o pior é que Miracle World é um jogo muito conhecido, mas como jogá-lo hoje em dia com tanta coisa disponível e zero saco para jogar e re-jogar mil e uma vezes até ficar bom, avançando de pouco a pouco a campanha?

    O pior que os amigos sempre o mencionam e até o jogam nas nossas jogatinas e tem muitas lembranças enquanto eu ficava completamente por fora.

    O jogo tem problemas de balanceamento típicos de sua época e a primeira fase é um bom exemplo de te fazer desistir de o terminar. Primeiro que o Alex não pode tocar em nada que a morte é instantânea e seu único ataque é um soco de curta distância. Algumas vezes o inimigo voa alto o bastante para seu soco no chão não o acertar, mas baixo o bastante para te tocar e te matar e você tem que dar um pulo e calcular o tempo do golpe certinho.

    Essa primeira fase ainda se inicia verticalmente e é muito fácil você cair para uma plataforma abaixo sem saber o que tem lá e cair no colo de um monstro...

    Há muitos elementos estranhos desde o começo do jogo, como blocos com desenhos diferentes, sendo que alguns são como tijolos comuns do Mario, sem nada, e alguns com estrelas que tem dinheiro e afins. Alguns blocos especiais podem gerar basicamente qualquer coisa e logo de cara se você o quebrar ele cria um inimigo similar à Morte que é imortal e te persegue. Super chato!

    Quebrando seu caminho para a liberdade ainda é comum abrir mais espaço para movimento de inimigos ou mesmo não conseguir escapar deles achando que o Alex passaria entre dois blocos, mas ele sempre precisa de um espaço de no mínimo 2 deles para andar, mesmo sendo pequeno. Essa mecânica é explorada por toda a aventura.

    Basicamente você morre, avança um tiquinho, morre, avança mais, morre, avança menos porque calculou errado o tempo dos eu soquinho. E assim por diante. O jogo é tão safado que você ainda tem vidas limitadíssimas e o Game Over vem muito fácil, te levando de volta ao começo da campanha. Nooo!

    Eu sempre me questionei como jogaria essa franquia. Os amigos deram umas dicas e pensei em juntar com o bom e velho savestate, mas felizmente inventaram essa versão DX!

    Eu imaginei que fosse algo como a versão nova do Wonder Boy III, The Dragon's Trap, com aqueles sprites refeitos grandes, coloridos e em alta definição. Aqui, na verdade, eles fizeram diferente e Alex Kidd DX é pixelado de uma forma incrivelmente bonita!

    Quer dizer, é um remake total e há a aquela mesma possibilidade de alternar entre esse visual novo e o clássico, só que ficou tão incrivelmente bonito e fluído! Eu não esperava isso pela artes promocionais. Diria que ficou similar aos títulos de plataforma do estilo da época do DS. Lindo mesmo!

    Porém a jogabilidade ainda é cruel e punitiva. Complicado.

    Só que mexendo nas configurações, encontrei três opções interessantes que você pode ativar, deixando o jogo mais tranquilo e junto em sua jogabilidade apesar de se distanciar um pouco da experiência original,c aso você seja purista o bastante de se preocupar com isso. Vou dizer ainda que essas opções deveriam estar ativadas por padrão:

    -Vidas infinitas. Normalmente isso soa como trapaça em jogos do tipo, mas aqui faz todo o sentido e o jogo continua sendo desafiador, inclusive com seus checkpoints naturais. Eu diria que tentar fechar a aventura com as 3 vidas padrões (mais aquelas que você compra pela campanha) é besteira e ser um tanto masoquista. E mais uma vez, o jogo é difícil mesmo assim, sobretudo em uma época em que os jogos são fáceis demais;

    -Maior controle do personagem. Essa opção remove a deslizada que o Alex dá para frente quando paramos de pressionar uma direção do d-pad. Basicamente muda o controle do Luigi para Mario em Super Mario Bros. 2. O jogo avisa que sem a derrapada será impossível alcançar algumas áreas opcionais, mas vale a pena.

    -A terceira opção eu não sei exatamente o que faz, então deixei desativada. Mais tarde tive alguns problemas com hitbox por morrer injustamente então a ativei acreditando que se tratava disso, mas não sei se mudou alguma coisa não.

    O maior desafio do jogo é mesmo chegar ao final de suas curtas fases. E elas se tornam ainda mais curtas a partir do momento que você domina a jogabilidade e passa a focar menos em coletar tudo no cenário ou destruir todos os inimigos.

    No meu caso, com o lance das vidas infinitas, eu ignorava a maior parte dos blocos, sobretudo aqueles que poderiam ter 1ups. Também ignorei 1ups dispostos nos estágios. Mas ainda peguei muitos dos sacos de dinheiro, que basicamente são como as moedas no Mario.

    Eu não sei porque eu realmente gostava de pegar tudo e ver os valores subindo e inclusive só percebi que não fazia muito sentido próximo ao final da campanha. mas bem, é que são tantos e por toda parte e nem precisa quebrar nada para os coletar...

    O dinheiro, entretanto, é importante na aventura. Com ele você pode comprar itens nas lojas. Isso quando elas aparecem.

    Os itens encontrados nas lojas variam, mas sempre são apenas 3 disponíveis e muitos você até encontra pelos cenários.

    Você pode encontrar anéis que te fazem lançar ataques à distância (muito úteis já que os ataques do Alex são de curtíssimo alcance), escudos de proteção, 1ups e até mesmo os veículos que são encontrados normalmente em algumas fases.

    O veículo que eu mais gostei foi o helicóptero da imagem acima. Com ele você pode voar tranquilamente pelos cenários e ainda atirar a vontade nos monstrengos. Porém vale a pena mencionar que todos os veículos se perdem bem fácil, normalmente ao colidir contra algum obstáculo, e como eles são velozes a coisa complica mas vale a pena gastar na loja e pelo menos adiantar boa parte dos estágios, quando possível. Eles também são perdidos com o fim das fases.

    Já os itens comuns eu mal sabia o que faziam pois o jogo não explica e você tem que usar para descobrir. Acabei juntando um de cada dos 5 ou 6 que tem (não tem como ter mais de 1 de cada no inventário) e fui testando no final e guardando os mais úteis para momentos mais urgentes que nunca chegaram.

    Já as fases são bem legais e simples. Geralmente há uma temática diferente para cada uma delas e conforme o Alex Kidd avança no mapa para salvar seus amigos.

    Mesmo a maioria sendo bem "chegue ao final enquanto destrói blocos e evita inimigos", sem fazer muita questão de level design, essas fases são bem convincentes e acabam sendo distintas, ao menos da versão DX.

    No total a campanha conta com 22 delas. Umas mais longas, outras mais curtas e algumas com diferenciais, como um castelo que é um mini-metroidvania e outra focada no uso do helicóptero.

    Durante o jogo ainda cheguei a alternar bastante o estilo visual entre o moderno e o clássico para comparar cenários, personagens, monstros, chefes etc. A versão antiga ainda mantém um charme e é super jogável para quem gosta de jogos pixelados antigos, como eu, já que o que complica esse jogo é mesmo a dificuldade zoada caso você não ative aquelas opções. Mas ainda assim, diria que esse remake realmente levou a aventura à um novo patamar!

    Resumindo: Alex Kidd in Miracle World DX é um jogo muito divertido caso você o configure para deixá-lo mais moderno. Chega a ser estranho que essas opções não estejam ativadas por padrão, como a de vida infinita, pois nota-se a necessidade de conquistar jogadores novos. Eu gostei muito do que joguei e do nível de desafio, apesar de alguns apesares, e rezo para que mais jogos da franquia sofram o mesmo tratamento!

    De bom: lindão! Inclui modernidades para ajudar no gameplay e poder curtir o jogo sem ter medo de ser jogado à tela título a qualquer erro. Colorido, bem animado e carismático, ótimo para todas as idades. Tem bons checkpoints. Depois do final da campanha abrem-se mais modos de jogo, incluindo um Boss Rush e o modo clássico. O jogo está em Pt-BR e isso faz toda a diferença pois há diálogos, explicações e cinemáticas. Boa variedade de temáticas de cenários e gameplay com veículos.

    De ruim: a dificuldade do jogo é estranha e você perde muitas vidas por besteira, como o controle do Alex que dificulta sua vida as vezes. Os chefes são, basicamente, batalhas de pedra-papel-tesoura. Itens não são explicados. Odeio quando quebro um bloco e vem a Morte imortal me seguir e ceifar a minha alma. O mapa do jogo que é mostrado entre as fases, que deveria mostrar meu progresso na campanha, só mostra onde estou no momento e não deixa sequer o rastro dos lugares por onde passei e você nem sabe para quê tem aquela tela ainda.

    No geral, gostei demais desse joguinho! Se você, assim como eu, deseja conhecer essa franquia, eu super recomendo o DX que é uma verdadeira delícia, carismático e bonito. Com as modernidades ativadas, não espere super dificuldades, mas também não espere algo casual. Recomendo demais, muito bom! 

    Alex Kidd in Miracle World DX

    Platform: Nintendo Switch
    13 Players
    3 Check-ins

    10
  • anduzerandu Anderson Alves
    2022-11-21 19:21:16 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Angry Video Game Nerd II: ASSimilation

    Zerado dia 21/11/22

    Acho que posso dizer que sou um grande fã do Angry Video Game Nerd, um dos personagens mais conhecidos do mundo geek desde o início do Youtube (e até antes dele) até hoje. Eu devo ter começado a assistir seus episódios graças aos amigos que me apresentaram lá para 2007 ou 2008. Bons tempos que a gente se rasgava de rir! Cara, o AVGN das antigas era bom demais!

    Cheguei a jogar o primeiro jogo dele que ganhou um ótimo port para o Nintendo 3DS há poucos anos e achei bem legal e lotado de referências e piadas para que as conhecia junto a dificuldade alta e mais algumas zoações oriundas justamente dos jogos malfeitos que ele sempre criticou. Porém fiquei bem chateado quando anunciaram uma sequência e essa não saiu para o portátil e nem sequer para o Wii U ou lugar nenhum. Na verdade, se você o quisesse, teria que adquirir para PC. Ouch.

    Até que finalmente anunciaram a coletânea Angry Video Game Nerd? I & II Deluxe para o Switch! Legal, mas ia ficar na lista de desejos por um tempo até baratear. Fora que eu preferiria se lançassem os jogos separadamente até porque eu (e a maioria dos fãs) já tínhamos jogado o original.

    Demorou tanto que só o desbloqueio mesmo para me fazer adquirir o jogo. E ainda assim ele ficou parado um tempo desde que o baixei e nem tinha planos de o jogar por agora. Não tinha até lançarem Bravery & Greed no console. O que tem a ver? Bom, eu quero muito jogar isso com a galera e meu Switch só tinha 300mb disponíveis e o jogo pesa 1GB. Resultado: peguei um jogo curto, de 2 horas, para liberar espaço e deixar o B&G preparadinho.

    Spoiler: o AVGN só liberou 400mb. Ouch de novo!

    Começando a aventura, é tudo bem parecido com o primeiro jogo. Gameplay e visuais. Mas levei na boa pois tive uma boa experiência com o jogo anterior e sabia que o foco aqui era mais o humor e desafio.

    Para a minha surpresa, ASSimilation está em Pt-BR. Que louco! Super acessível, mas não sei como está a situação dos videos do canal do AVGN. Quer dizer, se não tiverem colocado legendas certinhas em português por lá, o pessoal do Brasil não entenderia bem seu conteúdo nem pegaria todas as referências no jogo. Mas vou acreditar que tem alguém traduzindo o canal dele.

    Mais tarde eu lamentei que o jogo não tenha opção de escolha de idioma e apenas segue a linguagem do console. Gosto do Switch em português, mas sinto que muita coisa se perdeu na tradução ao pé da letra.

    Vou aproveitar a deixa e aconselhar a todos que aprendam inglês pois muito se perde nessas traduções. Mesmo piadas na linguagem original perdem todo o sentido quando TENTAM traduzir, e isso para qualquer tipo de mídia.

    Depois de um tutorial (que inclusive ensina a novidade de agarrar na parede estilo Mega Man X) bem-humorado e estranhamente contendo palavrões brasileiros o jogo vai para um mapa para escolha de estágios estilo Super Mario World. É bem legal e carismático os visuais dessa forma.

    O interessante também é que há 5 mundos iniciais e se você estiver cansado de uma temática ou frustrado com um desafio pode ir para outro e voltar depois. Cada mundo se baseia em temas de episódios e contém 3 estágios comuns mais um estágio de chefe no final.

    Os chefes dos 5 mundos derrubam um item que, junto aos outros, abre a porta para o desafio final.

    Para ser bem sincero, ASSimilation traz pouca novidade e, a meu ver, acabou sendo mais fraco do que seu antecessor, muito embora isso não quer dizer que ele seja um jogo ruim.

    O primeiro ponto é que essencialmente é a mesma coisa, mas agora sem o fator "novidade". As piadas, os visuais, o gameplay, os desafios. Tudo parece bastante como se eu estivesse simplesmente revisitando o primeiro jogo ou uma DLC dele.

    O segundo ponto é que a dificuldade foi baixada. O povo chorou bastante com a grande quantidade de blocos de morte instantânea e, embora eles ainda existam em quantidade muito menor, os desafios que antes os incluiriam agora incluem espinhos que apenas removem um ponto de seu HP.

    Em terceiro lugar, o festival de referências deu lugar à um jogo que depende menos de conhecimento prévio do AVGN e agora é mais uma coisa nova. Muitos personagens do canal não retornaram com exceção do Fred Fucks, que agora volta em todos os mundos como um chefe secundário e tem o design baseado no Gilbert Gottfried.

    As fases agora parecem mais curtas e menos frustrantes. Houve momentos em que eu morri bastante e fiquei com raiva mesmo, geralmente por vacilo meu pois aqui basicamente não tem mais sacanagens ou surpresinhas. E no final das contas eu tinha morrido 11 vezes e terminado o estágio em 4 minutos e 39 segundos.

    Acho que o estágio que mais morri foi o final, com 17 mortes.

    A internet mencionou mais de 2 horas da campanha, mas a minha durou pouco mais de 1 hora e meia.

    Os motivos para continuar na jogatina incluem terminar as fases sem morrer e coletar a letras N, E, R e D, no maior estilo Donkey Kong Country. Além disso o jogo tem partes da armadura especial do AVGN (como ele está na capa do jogo), sendo que cada uma delas garante poderes especiais, como planar ou maior dano por tiro. Mais uma vez, remetendo ao original Mega Man X.

    E falando em referências a jogo, há um bocado delas pela campanha.

    Há um estágio com portais como os de... Portal, moda em todo jogo hoje em dia. Outro estágio, chamado de PQPPQPPQP, se baseia em VVVVV e sua mecânica de trocar o sentido da gravidade com o botão de pular.

    ASSimilation também trouxe de volta seções de shmup e muito sangue como as do jogo anterior, mas agora voando ao invés de surfando em um tubarão.

    Percebi ainda que o sangue e "gore" foram reduzidos, mas até o canal do AVGN diminuiu essa parte mais "violenta", então tá ok.

    E para quem conhece bem o canal dele, Cinemassacre, há estágios baseados em outros tipos de vídeos dele, com destaque para Monster Madness e Board James!

    Resumindo: Angry Video Game Nerd II: ASSimilation é um jogo bacana e inclui pouco mais de 20 níveis para quem curtiu o primeiro jogo e queria mais. A essência de seu antecessor está aqui, mas agora sem o fator "novidade" e com mais facilidades que farão a experiência ser breve e mais esquecível. Eu diria que é um título para quem é realmente fã tanto do AVGN quanto daquele jogo ou no máximo para quem se sentir intimidado pela dificuldade do original e quiser algo mais casual, porém ainda com algum desafio.

    De bom: jogo em Pt-BR. Comandos funcionais. Segredos bacanas. Motivos para continuar jogando mesmo depois de zerar. Piadas e referências em menor teor que anteriormente, mas ainda bem bacanas. Gosteis dos upgrades.

    De ruim: poucas fases realmente me fizeram morrer mais de 10 vezes e essa facilidade me fez acabar os mundos muito rapidamente. Quer dizer, eu ainda me lembro bem do primeiro jogo enquanto desse eu estou tendo dificuldade mesmo em lembrar dos momentos mais chamativos, como os chefes, minutos depois de o terminar. Achei meio chato como algumas caixas de texto com as piadas surgem na tela e atrapalham a sua visão em momentos que você provavelmente morrerá. Achei que o jogo tem pouca identidade e é mais do mesmo, mas ainda de forma mais light.

    No geral, fico feliz de finalmente ter jogado esse segundo jogo, mas realmente sinto que acabou não fazendo diferença alguma. Fica a recomendação para quem quiser um jogo menos difícil do AVGN. Mas se você jogou o primeiro e não sente vontade de jogar mais do mesmo, ignorável (para a minha decepção).

    Angry Video Game Nerd 1 & 2 Deluxe

    Platform: Nintendo Switch
    1 Players

    9
  • anduzerandu Anderson Alves
    2022-11-21 18:15:22 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Magic Sword

    Zerado dia 21/11/22

    Você já terminou um jogo meio que "sem querer"? Foi o que aconteceu comigo hoje quando terminei Magic Sword, um jogo que até a manhã eu nunca nem tinha ouvido falar!

    A história é a seguinte: eu tive que dar boot no Windows mais uma vez depois de séculos de Linux (tinha voltado recentemente para jogar o The Simpsons: Hit & Run) com o objetivo de piratear um jogo que bizarramente não saiu no Switch e que no PS4 está sempre caro. Consegui instalar e tudo, como esperado, porem jogar qualquer coisa no teclado é cansativo para mim e eu resolvi plugar um controle USB barato que comprei há uns anos (o bichinho é simples e nem tem analógicos), Não queria perder a sincronização dos demais controles com os consoles, além de que parecia uma boa ideia dar uma ressuscitada nesse controle esquecido.

    Não parecia ter erro o uso do tal controle, mas em uma das primeiras telas de ação eu simplesmente não conseguia mais pular o diálogo. Resolvi ir nas opções configurar os botões mas não tinha como! Basicamente eu pedia para trocar o primeiro e ele já configurava como "botão 8". Ao tentar configurar o botão de baixo ele automaticamente já colocava "botão 8" também, como se alguma das teclas estivesse dando mal contato e apertando infinitamente.

    Achei estranho pois o controle está bem conservado e já cheguei a o usar algumas vezes no passado. Mas por ser barato, talvez tivesse estragado com o tempo, sei lá.

    Resolvi então testá-lo em algum outro lugar onde eu pudesse trocar os botões e a escolha foi simples: sites de emuladores online! Procurei emulador de SNES online e fui no primeiro link que apareceu. Não tinha nenhum jogo em mente e os jogos da primeira página eram bizarrices. Cliquei na letra "M". Mais bizarrices desinteressantes, então fui descendo e vi esse tal de Magic Sword. A imagem prometia um jogo decente o bastante para os testes.

    Configurei as teclas e comecei a jogar. E não é que estava até legal? Quando fui ver tinha jogado umas fases e já que estava sem nada para fazer e parecia ser bem fácil, fui dando continuidade.

    Inicialmente o meu cérebro ignorou a logo da CAPCOM na abertura, mas depois caiu a ficha que talvez fosse o tipo de coisa que valia a pena dar alguma atenção, apesar do nome super genérico.

    Não que o gameplay seja muito diferente. Na verdade se trata de um desses beat'em up/hack 'n' slash em duas dimensões, estilo os Tartarugas Ninjas de Game Boy que joguei recentemente: você anda, vem um inimigo, você mata, anda e assim por diante.

    A temática em si é uma mistureba de jogos tipo Actraiser ou até aquele Link: Faces of Evil com um pouco de Castlevania (inclusive na trilha sonora) mais outras fórmulas da própria CAPCOM, como Knights of the Round (inclusive você ganha uma arma melhor ao derrotar os chefes).

    Dito isso, ande, mate o inimigo que vier, tente não encostar neles ou em seus golpes, quebre baús, colete itens que só Deus sabe o que fazem e, com bastante sorte, consiga algo que cura um tiquinho do seu HP.

    Uma mecânica curiosa são os parceiros que você encontra pelas fases. São muitos diferentes e muitas oportunidades de os encontrar em cada estágio. Dificilmente você estará sozinho!

    Esses parceiros você liberta ao abrir portas trancadas no plano de fundo ao acioná-las apertando para cima no d-pad tendo a chave indicada em seu inventário, o que nunca é problema visto que só existem uns 3 tipos de chaves e você acha muitas de cada uma delas.

    Abrir essas grades geralmente ainda concede itens (geralmente os itens tem poderes passivos, como aumento de ataque, pelo o que eu entendi) e alguns ainda podem libertar inimigos comuns para encher o saco e dar aquela sensação de chave desperdiçada.

    Mas a pior ameaça em abrir uma cela a meu ver é vir um parceiro ruim e substituir um bom e que já ganhou níveis com você. E trocar de parceiro é muito fácil: basta encostar no outro que fica parado e se a troca for feita, não há como desfazer senão torcer para encontrar outro daquele que você prefere.

    A maior diferença entre cada tipo de companheiro é a forma como atacam. Eles geralmente atacam assim que você ativa o seu golpe, mas alguns tem um cooldown entre golpes, outros tem padrões de ataque melhores ou piores. Os meus prediletos eram aqueles que atacavam com velocidade de longe e em linha reta ou em três direções simultaneamente pois você pode destruir a galera de longe numa boa.

    Outro diferencial desse jogo é que ele se passa numa espécie de Torre de Babel e cada estágio é um andar dessa torre, que na verdade tem 50 deles!

    Inicialmente pareceu muito, mas cada fase é ridiculamente pequena, sendo que algumas levam literalmente poucos segundos. Algumas são longas e você pode explorar ou já entrar na porta desde o início. Algumas valem a pena ir a fundo atrás de itens de cura e parceiros, outras apenas dão itens que concedem... Pontos.

    Alguns poucos casos são mais longos e desafiantes, incluindo partes de plataforma e inimigos bem chatos.

    Porém os maiores desafios ficam por conta dos andares de chefes. A maioria é até fácil, mas tem barras de vida bem grande e demoram muito para cair e eu ficava ansioso e me lascava todo querendo dar mil e um hits numa abertura entre os golpes.

    As vezes tudo parece bem fácil também e você acaba não ligando para a possibilidade de tomar dano e se dar mal. E lá se foi uma vida. E outra vida. E a última vida. Continue?

    Há apenas 2 Continues e eu realmente não sabia o que aconteceria quando eles acabassem. A verdade é que perder a última vida e usar um Continue te faz continuar exatamente de onde morreu e como o jogo é amigável e há uma tela mostrando seu desempenho a cada 5 andares ou algo assim, imaginei que ou eu voltaria para o início do andar ou para o primeiro andar depois da última tela de desempenho, mas quando dei Game Over o jogo me jogou de volta à tela inicial!

    Quando isso aconteceu eu fiquei bem decepcionado. Estava jogando por jogar, apesar de estar curtindo, e não queria ter que fazer tudo novamente. Acho que morri no andar 17.

    Resolvi então pesquisar e ver de qual era a desse tal de Magic Sword. Descobri então que ele era originalmente um jogo de Arcade (inclusive muitas imagens aqui são as daquela versão) A La Ghosts 'n' Goblins e ganhou esse port pro SNES e saiu em coletâneas da CAPCOM desde o PS2 até nas plataformas mais modernas. Ele ainda ganhou meio que uma sequência espiritual chamada Black Tiger.

    Fui então nas opções para ver o que eu poderia fazer e a única solução era jogar no Easy. Mas poxa, eu teria que jogar tudo novamente e não havia a menor garantia que eu conseguiria terminar mesmo assim. Tenha em mente que, jogando em navegador, eu nem me dou ao trabalho de ver como funciona a questão de savestate, fora que em jogos assim de tanto dano pequeno aqui e ali eu teria que salvar o tempo todo ou chegar no final com poucos recursos. Complicado.

    Foi aí que eu achei um código de trapaça que me permitiu não apenas continuar da fase que morri como aumentar o número mínimo de vidas por Continue de 3 para 9!

    Eu imagino que alguns dos leitores tenham se interessado pelo jogo, sua premissa e visuais, mas eu tenho que dizer: não vale a pena. Pelo menos não a versão de SNES, mas chuto que a de Arcade também não seja muito diferente e faça sentido esse jogo ser esquecido pela humanidade.

    O motivo para não valer a pena é que o jogo é super-superficial. Muito besta! Repetitivo para caramba!

    Eu estava achando legal, mas antes da metade da aventura já estava cansado daquelas fases curtas, batendo nos mesmos inimigos que só iam trocando de cor, pegando itens que eu nem sabia o que fazia, nenhuma recompensa pelo progresso. E saber que o andar final era o 50 parecia coisa de louco quando eu cheguei lá pela fase 32.

    Mais e mais e mais do mesmo. Poxa, até os chefes se repetem para caramba. O jogo parece não chegar à lugar nenhum! Acaba que suas 2 horas de duração, que anteriormente pareciam não ser nada, são bem chatinhas.

    Resumindo: Magic Sword é a maior definição de jogo genérico que existe, desde o seu nome até seu gameplay que não traz nada de muito relevante e se resume a andar a bater em inimigos à sua frente sem parar por 50 andares. Começa interessante, mas realmente fica chato demais! Para quem quiser o jogar, recomendo acionar o macete das 9 vidas por Continue desde o início. Você não precisará de mais nada, nem mesmo de por no Easy.

    De bom: visuais ok. Algumas músicas são boas. Sistema de companheiros com ataques diferentes é legal. Felizmente tem códigos para salvar aqueles que não gostarem dele o bastante para aguentar os 50 andares sem savestate nem nada.

    De ruim: muito repetitivo e simplório. Inimigos sendo reciclados com color swap o tempo todo, incluindo chefes. As músicas são bem 8 ou 80 e as que são ruins são na verdade péssimas. Perder a sua arma sempre tomar um hit e te fazer ir buscar até dentro da lava é um saco. Achei um pouco longo demais para o que ele oferece.

    No geral, não dá para odiar o jogo nem para dizer que é uma ótima experiência. Eu diria que é o tipo de jogo que é melhor deixar sendo esquecido pela humanidade mesmo. Fraco!

    Magic Sword

    Platform: SNES
    199 Players
    10 Check-ins

    15
    • Micro picture
      lgd · 14 days ago · 2 pontos

      Parabéns! Acho que zerei o de arcade, mas este do Super Nintendo é difícil pelos continues limitados

      1 reply
  • anduzerandu Anderson Alves
    2022-11-21 11:55:39 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Pokémon Legends: Arceus

    Zerado dia 20/11/22

    Não imaginei que voltaria a jogar Pokémon tão cedo já que joguei Brilliant Diamond há cerca de um mês, mas não resisti ao hype de jogar Legends: Arceus por diversos fatores, como ter amigos o jogando ou que o terminaram recentemente, ele ter sido criado pelo time principal da Game Freak enquanto terceirizaram os remakes da quarta geração, Scarlet e Violet estarem sendo lançados e, principalmente, porque todo mundo dizia ser um bom jogo (e parecia mesmo).

    Eu lembro que quando esse jogo foi anunciado eu não entendi bem do que se tratava. Parecia ser a tão esperada evolução da franquia, com mundo aberto e liberdade, mas não tinha nome de jogo da série principal. Os trailers ainda mostravam um gameplay que eu realmente não entendi como funcionava e vi muitos reclamando que estava feio, bugado, esquisito. Hummmm.

    Depois de tantas gerações de Pokémon e ainda terem tantos apenas no Switch, eu tenho que dizer que estou um pouco cansado.

    Bom, era um jogo de 20 e poucas horas e ainda deveria liberar um bom espaço no SD do Switch, então pareceu uma boa ideia.

    Começando a campanha... Bem, eu achei um pouco estranho. A história começa com você chegando misteriosamente em uma ilha e sendo abordado pelo clássico Professor que todos esses jogos tem.

    Aqui tudo estava parecendo incrivelmente amador, sei lá. O cenário é uma planície sem nada de interessante e o chão tem texturas feinhas. Os diálogos não me convenceram durante as cinemáticas e os personagens era tão robóticos...

    Na verdade a sensação que eu tinha era de estar jogando no PC algo criado por fãs em alguma engine como a Unity.

    Logo fomos para a cidade principal, que age como um hub que futuramente dará acesso às diversas áreas da campanha. Imagine algo como em Monster Hunter: você acessa as lojas, organiza as coisas e se prepara até aceitar uma missão e deixar o lugar. Essa cidade lembra o pouco que conheço das campanhas dos jogos do Naruto no PS2 sendo que você anda para todo lado, vê a vida acontecendo, aceita sidequests e, claro, tem toda a temática oriental (que o jogo todo tem).

    Com os primeiros personagens principais devidamente apresentados e maior contexto, finalmente se iniciaram as primeiras missões na primeira área, que basicamente são campos verdes com algumas colinas e diversas árvores como na imagem acima.

    Aqui dá para perceber a influência de Zelda: Breath of the Wild em Legends: Arceus, assim como todos queriam. Porém a Game Freak realmente ainda está tendo alguma dificuldade não apenas em criar cenários memoráveis e bonitos como em como encaixar as mecânicas de Pokémon nesse mundo aberto.

    Além de BotW eu tenho que dizer que muitas vezes a impressão é de ter muito também de Xenoblade pois os cenários são mais limitados (como os de Chronicles 2) e há inimigos andando por todas as partes, sendo que alguns são bem fortes. Já na cidade a trilha sonora lembra demais a de Animal Crossing (sobretudo do New Leaf).

    Enfim, esse mix de elementos de jogos bons parece ser uma boa ideia, porém é um pouco estranho também. Acho que fico tentando puxar muita da experiência dos Pokémons antigos, e aqui não é isso.

    O gameplay é que realmente separa esse jogo dos demais da franquia. Eu inclusive reclamei de como é maçante a quantidade de batalhas em Brilliant Diamond e como eu cansei da fórmula clássica. Poxa, 80% do tempo de jogo é dentro de batalhas e chegou uma hora que ficou chato até tentar ir de uma cidade à outra.

    Porém a fórmula clássica se focava bastante em fortalecer um time de monstrinhos para avançar na campanha e até possivelmente jogar contra outros jogadores.

    A jogatina de Legends: Arceus se concentra muito em capturar pokémons. Você anda, segura o gatilho, mira de acordo com a sua distância e joga as bolas, torcendo para que ele fiquem dentro delas. E se houverem mais pokémons proximamente é possível sair jogando em todos sem esperar que o primeiro termine de ser capturado.

    Se ele fugir, é possível insistir jogando outra bola. Pokémon capturado, o time inteiro ganha uma boa experiência e possivelmente ganha níveis com isso.

    Mas também há batalhas. Na verdade quando você vê um pokémon, como um Bidoof, você pode lutar contra ele ou diretamente capturá-lo, o que te economiza um bom tempo.

    Alguns pokémons ficam enfurecidos depois que você falha em os capturar ou mesmo apenas em te ver e é aqui que a batalha se torna praticamente obrigatória, sobretudo se você quiser os capturar visto que será impossível o fazer enquanto estiverem em estado de alerta.

    Legends: Arceus inclusive tem um sistema de missões não obrigatórias para cada espécie de pokémon que vai te fazer capturar e lutar bastante. Basicamente quando você captura um Bidoof é mostrado um 1/1, mostrando que você fez o nível 1 da primeira missão. Em seguida você tem que ter capturado um total de 3, depois 5, 10, 15, 25 e é isso. Mas também missões de derrotar um número deles, de os pegar desprevenidos, de usar golpes de um certo tipo contra eles, de evoluir uma quantidade deles...

    Essas missões são bem similares para todos os pokémons do jogo, o que te rende MUITA coisa para fazer. Já a motivação principal de as fazer é que você gera pontos para o seu clã da história, o que pode gerar mais níveis para ele e a campanha as vezes te obriga a ter um nível mínimo para continuar o jogo. Ou seja, volte às áreas, explore, capture e lute!

    Você também tem que saber que na vida selvagem desse jogo, todos os pokémons selvagens querem te matar, o que é bem mais real do que anteriormente na franquia. E embora você não tenha uma barra de HP, você possui vida sim, que se esvai conforme a tela escure suas bordas ao estilo Call of Duty (inclusive se regenera com o tempo).

    Pode ser bem fácil de morrer sobretudo contra pokémons especiais, que aqui basicamente são dois tipos (em tradução livre): os Alfas e os Nobres.

    Os pokémons Alfas são versões poderosas e enormes que podem ser encontrados por todo o mapa e geralmente são evoluções intermediárias ou finais em áreas onde há muitos pokémons iniciais. Um exemplo disso é que no primeiro mapa há um lugar cheio de Paras e um único e chamativo Parasect grandão no meio de tudo, com olhos brilhando vermelho e doido para te pegar.

    Iniciando uma batalha contra um pokémon desse você vai perceber que seus níveis são altos e que são difíceis de capturar, mas vale a pena fazer isso em algum momento (eu mesmo tinha 5 Alfas no meu time no fim da campanha pois eram monstrinhos que eu realmente queria mesmo que fossem normais: Empoleon, Gengar, Heracross, Garchomp e Luxray, o Typhlosion inicial era o único pequeno/normal).

    Já os Nobres são apenas 5 na campanha e são como chefes que você enfrenta no final de cada área. Na verdade eles são o motivo de você estar naqueles lugares: tem esse pokémon problemático nesse lugar, vá até lá e o acalme. Agora há esse pokémon problemático nessa nova área, vá lá e repita.

    Os Nobres são bem diferentes e agem mesmo como chefes. É você, humano, contra eles. As batalhas exigem que você lance um bocado de bálsamo em saquinhos neles, assim como você já joga tantas pokébolas na campanha enquanto escapa de seus golpes ao estilo Dark Souls (só que tranquilo). Em alguns momentos, como após golpes fortes deles, eles ficam tontos e é possível jogar um pokémon seu para batalhar e se você os derrotar, ele ficam vulneráveis a tomar muito mais dano do bálsamo por alguns segundos em seguida.

    Infelizmente não é possível capturar os Nobres (mas é possível capturar lendários que moldam o tempo e espaço, vai entender), mas são batalhas bem legais e diferentes, além de focadas em criaturas bem diferentes, exclusivas dessa Sinnoh de vários séculos antes de Pearl e Diamond.

    E falando em pokémons diferentões, aqui há um bom bocado mesmo entre a já conhecida Pokédex conhecida da quarta geração.

    Para começar, todos os iniciais de Legends: Arceus tem formas diferentes no final da cadeia evolutiva, inclusive ganhando mais um tipo (como o Typhlosion que infelizmente agora é fantasma, além de fogo.

    Você ainda vai ganhar pokémons de auxílio na exploração que ou são originais ou são forma exclusivas. Essas criaturas não são usadas em batalha e não ocupam espaço no seu time, como a evolução do Stantler que serve como um cavalo, a evolução do Ursaring que cava, a evolução do Baskulin que te leva pelos mares e assim por diante. Em resumo, são os veículos que agilizam bastante o seu jogo.

    Resumindo: Pokémon Legends: Arceus começou estranho para mim mas, quando comecei a investir meu tempo nele, ele mostrou seu verdadeiro potencial e se tornou muito mais próximo do Pokémon de mundo aberto que sempre sonhamos. Muito da fórmula original foi deixado de lado, mas acho que por um bom motivo. Diria que Breath of the Wild também deixou muito da experiência de Zelda para trás e deu super certo mesmo assim. Então se você tem a mente aberta e quer um jogo focado no Single Player, eu diria que esse jogo se tornou a melhor experiência Pokémon desde a quarta geração no DS para mim, mas se parar para pensar, mesmo com seus defeitos, é o jogo mais interessante desde a segunda geração.

    De bom: enredo que não é idiota. Bom nível de desafio. Bom nível de liberdade. Bastante replay mesmo após terminar a campanha. Sistema de dia e noite e diversos climas com pokémons exclusivos. Sidequests muito bacanas, coisa que raramente eu gosto em qualquer jogo.

    De ruim: poderia ter mais capricho nos visuais (algumas texturas e pop-ins) e alguns detalhes até das cinemáticas são meio fake e quebram a imersão. O sistema de capturar, sobretudo pokémons que ficam bravos por qualquer motivo, deixam o jogo meio frustrante as vezes. Tive dificuldade de entender como algumas cosias funcionavam (como trocar pokémons do time na cidade, por exemplo). Inicialmente odiei ter que upar o clã para avançar a história, mas faz sentido sim. Algumas coisas não fazem sentido, como rochas quebráveis que qualquer pokémon pode quebrar. Achei que alguns pokémons ou ataques são mais fortes do que deveriam, mas devem ter mesmo deixado o jogo mais difícil que o normal. Gostaria que o jogo todo fosse um único mapa. Senti falta de pontos importantes, como formações rochosas, construções e coisas únicas para te ajudar a se localizar e se familiarizar com os lugares.

    No geral, gostei demais do jogo, mesmo ele sendo imperfeito. Não só foi a melhor experiência com a série no Switch como poderia ignorar tudo relacionado do 3DS até antes dele. Fiquei bem tentado a ir além e fechar esse jogo 100% em muito mais horas e valeu a pena insistir depois das primeiras horas esquisitas. Duvido muito que a nova geração consiga melhorar o que fizeram aqui, mas vamos ver. Surpreendentemente, um jogão!

    Pokémon Legends: Arceus

    Platform: Nintendo Switch
    108 Players
    59 Check-ins

    18
    • Micro picture
      bobramber · 14 days ago · 2 pontos

      Legal! Principalmente pra mim, que já não aguento mais a fórmula da série principal, e olha que só finalizei o red e Firered, joguei mais uns 2 ou 3 depois desses, mas abandonava pela metade.

  • anduzerandu Anderson Alves
    2022-11-17 19:34:56 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: The Warriors

    Zerado dia 17/11/22

    Embora eu não seja o fã número 1 de GTA V, gosto muito do jogo e sempre vejo o filho do meu padrasto o jogando ali na sala. Zerando e re-zerando o mesmo jogo sem parar. Até cheguei a recomendar platinar o jogo, mas não adianta. Ele prefere mesmo recomeçar a mesma campanha e jogar as missões de qualquer jeito. O ruim também é que o jogo é tão fácil que você vai do começo ao fim e mal fica bom o bastante para ir atrás de desafios opcionais mais difíceis.

    Também recomendei que ele fosse para o online, dar uma experimentada e variada no gameplay, mas felizmente descobri a tempo que os servidores no Xbox 360 foram desligados. Aff!

    Não vou menti que é enjoativo e até meio frustrante passar na sala e ver as mesmas missões pela enésima vez, mas não sou eu quem está jogando. A última recomendação foi que ele comprasse GTA IV e Red Dead Redemption, mas acho difícil o primeiro agradar quem já está acostumado com um título tão mais moderno como o V e o segundo não pareceu interessante para ele com toda a coisa de cowboy e andar a cavalo. Mas ele deve os comprar sim.

    Detalhe: tem uma sacola cheia de jogos do console mas ele realmente prefere insistir no GTA V.

    Embora eu esteja enjoado de ver Los Santos, de certa forma eu comecei a gostar ainda mais do jogo. Bem controverso, mas acho que ficar tão familiarizado com o mapa e lembrar de tanta coisa desde que o joguei, lá em 2013, por algum motivo ativa alguma coisa na minha mente.

    As vezes estou no meu quarto sofrendo com um Killer7, Astral Chain ou mesmo Eternal Darkness e quando eu olho para a TV da sala, me bate uma vontade louca de ir lá jogar também. A liberdade que o jogo entrega, um bom gameplay, os cenários grandes e as cores do dia refletidas nos vidros dos carros, no asfalto, na água. Essa vontade recentemente me fez ir jogar The Simpsons: Hit & Run.

    Mas não parou por aí! Eu queria mesmo era jogar algo da Rockstar e já estou até no clima de tentar aquela trilogia remasterizada, mas e os jogos que me faltam deles? Faz um tempo desde que me aventurei em títulos dos caras e terminei todos os GTA, os Red Dead Redemptions e Revolver, Bully, Manhunt, L.A Noire, os Max Payne. Basicamente só faltavam The Warriors, Manhunt 2 e alguns "relacionados" e sem urgência, como Oni e Body Harvest (não planejo jogar os Midnight Clubs, Beaterator, State of Emergency, Smuggler's Run etc).

    A vontade era tanta que fui de PSP em tempos que só tenho jogado PS4 e Switch, mas eu realmente queria algo portátil e que pudesse juntar tudo o que faltava, The Warriors e Manhunt 2.

    Ainda tirei outros jogos do cartão de memória para caber os dois. Oloco!

    E assim comecei The Warriors. Nunca tinha visto o filme e tudo o que eu sabia é que eles eram uma gangue de Nova Iorque dos anos 70 que se vestiam como membros do Earth, Wind and Fire ou coisa assim e o famoso meme "Warrioooors, come out and playy-aaay"!

    O começo da aventura é bem Rockstar. Tem uma apresentação bacana, personagens bem no estilo GTA e aquela engine que muito me lembra quando joguei Liberty City e Vice City Stories. Porém o jogo tem um Quê mais sério e escuro, mais parecido com a ambientação do Manhunt.

    O começo do jogo é um tutorial te ensinando a lutar. Esse tutorial é importante pois há muitos comandos na porradaria, usando X, O, quadrado e combinações deles ou em situações bem específicas. Lembra um bocado Yakuza até e esse é um bom momento para mencionar que TW é um beat'em up mesmo, diferente dos mais comuns jogos da Rockstar que focam mais no uso de armas de fogo e se enquadram no gênero TPS (Third Person Shooter).

    Durante esse tutorial eu estava quase me sentindo como se estivesse aprendendo a fazer combos complexos de Tekken, com timings e diversos botões.

    Tá, não chega a ser tão complexo assim, mas eu não estava curtindo todo esse foco em aprender a lutar e fiquei com medo de que se não aprendesse, me daria mal na aventura (o que felizmente não aconteceu já que fiquei só nos movimentos básicos e simples como ataque fraco, fraco e forte).

    O jogo ainda se difere por ser em capítulos mais lineares e curtos. É como se cada fase fosse uma missão de tempo médio do GTA.

    Tudo acontece nas ruas de NY à noite, mas a sua liberdade de navegação é estrita ao cenário de cada missão. As vezes você tem corredores que levam a áreas mais abertas seguidas de mais corredores, as vezes há até um pedaço bacana da cidade, como um bloco com algumas casas, duas ruas e tal. Há algumas lojas que você pode entrar, cercas para pular e é até possível subir na maioria dos telhados das construções, seja por caixas que te permite escalar até lá, seja por meio de escadas.

    Ao meu ver o jogo é feio quando o assunto é o seu estilo. Eu sempre menciono isso em jogos que são assim, mas eu odeio ambientes escuros, cheios de ferro velho, sujos e que parecem abandonados, quase como uma cidade pós-apocalíptica. Aqui ele tentaram retratar o gueto com tudo isso, cercas, barris e tudo é muito marrom e cinza, além de que sempre é noite. Meio cansativo para mim que ama a paleta de cores do Vice City, por exemplo.

    Os capítulos contam com alguns objetivos dentro da missão do enredo e esses objetivo são relativamente limitados a bater num grupo de caras, quebrar vitrines de lojas e roubar uma quantidade mínima de itens, grafitar muros.

    Há sempre empecilhos para fazer tudo durar mais, como amigos seus sendo derrotados ou presos pela polícia e você tendo que os ajudar, você ficando sem vida ou tinta para pichar e tendo que comprar itens de um vendedor até descobrir que está sem dinheiro e ter que bater em cidadãos para extorquir grana e assim por diante. TW se baseia muito nesse conceito de causar o caos par se dar bem e poder continuar a campanha, assim como também se baseia bastante em minigames até mesmo para levantar um companheiro caído, roubar o som de um carro ou fugir de um carro em movimento estilo Crash Bandicoot fugindo da pedra rolante.

    Mesmo com as missões rápidas, de no máximo 20 minutos, eu não estava muito empolgado com o gameplay nem com os visuais. Estava jogando uma fase por dia na cama antes de dormir.

    Foi aí que eu resolvi assistir ao filme. Poxa, como é que eu nunca vi o filme? Assisti e... É. Até gostei e a cultura ao redor dele é bem interessante. Meio que todo pai ou tio com aquele espírito mais "rebelde" tomou muita inspiração do fenômeno que foi esse filme. Isso é bem legal. Mas para mim a estética do filme é mais legal do que o filme em si, que deixou muitas dúvidas e pontas não amarradas no final das contas. Sério, qual o objetivo daquele filme? Há alguma mensagem ou moral? Filosofia? Ou era um "Velozes e Furiosos" da época?

    Enfim, agora mais familiarizado descobri que tudo o que eu tinha visto e passado no jogo na verdade NÃO acontece no filme. Porém o filme em si é baseado em um livro, então nãos ei até onde a Rockstar tomou liberdades.

    Mas até que faz sentido pois o jogo começa antes dos acontecimentos do filme e retrata bem a rotina da gangue The Warriors. O filme mesmo não conta nada, não se aprofunda em nada e acaba tão rápido que você mal pega o nome de algum personagem.

    Eu estava meio decepcionado que o jogo acontecia antes do filme, mas também nunca entendi a lógica por trás desse jogo existir. Sei lá, não seria melhor só ver o filme logo? Fora isso, toda a temática e fanbase é mais velha e/ou cult e difícil ver essa galera jogando The Warriors num video game.

    Só que lá no capítulo 14 (de 18), o jogo finalmente chega ao ponto que o filme começa! E eles adaptaram muito bem, mas é aqui que as coisas ficam meio diferentes, como se tivessem amarrado duas obras diferentes juntas.

    Quando ainda era um jogo original, TW era mais focado no gameplay, fazer missões e explorar os personagens e desafios. A partir do momento que ele começa a seguir o filme, ele fica super linear, fácil e lotado de cutscenes. As partes que jogamos parecem meras desculpas para ligar uma cena à outra.

    Foi legal rever essas cenas que ainda estavam frescas na minha mente e como eles adaptaram fielmente à obra ao jogo. Ser apenas os capítulos finais ainda prova como o filme é bizarramente curto e simples.

    Resumindo: The Warriors é uma expansão + adaptação muito bem feito para os video games. A versão do PSP ainda fez muito bem em relação às demais, sobretudo à original de PS2. Ainda não consigo entender bem o porquê desse jogo existir ou seu público alvo, mas se você curte o filme e tem curiosidade e ainda curte fazer as missões dos GTA clássicos (sem a exploração), vale a pena conferir sim.

    De bom: bom enredo. Gameplay simples. Tem uns chefes até legais. Adaptação bem feita. Tem conteúdo adicional para quem gostar e há a possibilidade de jogar multiplayer com mais um amigo. Tem as músicas do filme (sobretudo a minha adorada In The City - Joe Walsh).

    De ruim: não curto muito a ambientação sem cores do jogo. O combate, grande foco de TW, é um caos e seu personagem bate e trava a mira nos amigos. É bem chato viver sem dinheiro e ter que ficar comprando lata de pichar ou cura. Os inimigos demoram um pouco demais para morrer (mesmo experimentando com diferentes combos). O gameplay na parte anterior ao filme é meio repetitivo e cansativo enquanto a parte do filme é mais focada em cinemáticas. Achei o jogo pouco carismático.

    No geral, achei TW uma experiência ok. Porém dos jogos da Rockstar a partir do Grand Theft Auto III, ele só fica a frente do Red Dead Revolver e do Manhunt para mim. Meu conselho é: apenas assista o filme (e se gostar e quiser mais, volte ao jogo). Passável.

    The Warriors

    Platform: PSP
    123 Players
    15 Check-ins

    24
    • Micro picture
      jcelove · 18 days ago · 3 pontos

      Putz nunca tinha visto o filme man? É um classico nerd.hehe

      Bao tem nenhuma msg especial ou profunda no filme, é uma historia de traiçao e fuga bem maneira pra epoca e ainda bem legal hj apesar de bem datado.

      O jogo eu nao curti tanto mas achava legal ele contar o que acomtecia antes e depois dele.

      2 replies
    • Micro picture
      le · 18 days ago · 2 pontos

      Nem lembro como eu fiquei sabendo da existência desse filme, provavelmente, por ler coisas sobre o Offspring e acabar vendo algo sobre de onde veio a ideia de "Come Out And Play" (apesar de o Luther dizer "Come out TO play").

      Mas, quando assisti, achei muito bom. O jogo mesmo eu só joguei o iniciozinho e não gostei muito, por ser ainda aquele estilo bem toscão de jogabilidade da Rockstar (que ganhava a gente pelo mundo aberto e pelo controle dos veículos, mas não pela jogabilidade de combate e tiro).

      Engraçado que essa semana mesmo eu tava ouvindo o episódio de Retronauts sobre The Warriors.

      1 reply
    • Micro picture
      bazinh0 · 18 days ago · 2 pontos

      Tanto o jogo quanto o filme são duas obras-primas!

      1 reply
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