anduzerandu

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  • anduzerandu Anderson Alves
    2022-08-13 01:17:10 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: The Revenge of Shinobi

    Zerado dia 13/08/22

    Mais um jogo da saga Shinobi terminado esse ano! Terminei o III há uns meses achando que seria mesmo o terceiro lançado, mas depois descobri que havia pulado alguns outros, incluindo uns de Game Gear (que não devo jogar) e The Revenge of Shinobi.

    Eu nunca coloquei esse jogo na minha lista de pendências urgentes, mas de fato eu tenho uma história de longa data com TRoS pois eu o joguei um bocado na infância na casa do meu primo (que morava ao meu lado). Ele tinha um NES apenas com Super Mario Bros. 3 que amávamos e uma vez na vida e outra na morte emprestava o console em troca de ficar um tempo pelo que aparentemente seria um Sega Mega Drive/Genesis. Não lembro de muita coisa pois isso deve ter sido lá para 1995 ou 96, quando eu era bem molequinho, mas lembro que jogamos esse daqui e California Games.

    Eu achava o jogo do ninja maneiro, mas definitivamente não era um jogo para a nossa faixa etária. A temática era mais séria e o desafio bem mais alto do que estávamos acostumados. E na verdade eu não gostava muito daquele console. Achava as cores meio feias, os gráficos nada carismáticos e tudo mal feito, zoado demais. Visão essa que demorei para mudar (mas ainda acho o SNES muito superior em diversos quesitos).

    Apesar de não progredirmos muito, sempre dávamos mais uma jogada no Shinobi até finalmente pegar o NES de volta e passar a tarde zerando Mario 3 pela bilionésima vez.

    Depois disso eu acho que me esqueci completamente desse jogo até dar uma pesquisada na franquia Shinobi querendo ir atrás de terminá-la. Basicamente podemos dizer que o jogo ficou uns 24 anos em standby, haha.

    Voltando a jogar agora, fiquei bem contente em saber que duas horinhas eram o bastante para o terminar. Ainda dei a sorte de ter que pegar ônibus duas vezes por longos trajetos hoje e deu para ir atrás da pendência calmamente.

    TRoS se abre com uma animação bacana do ninja da tela título se mexendo e refletindo shurikens com a sua espada. Muito bacana! Vou dar uma olhada nas opções e havia a opção de baixar o nível de dificuldade (o que não fiz) e aumentar o número de kunais suas (esse eu aumentei ao máximo, 90). Nesse jogo você derrota os inimigos atirando essas kunais de longe como você atiraria em jogos como Super Metroid ou Super Turrican, diferentemente de Ninja Gaiden que é mais focado em ataques mais próximos através de sua katana.

    O problema é que esse número de ataques é finito por algum motivo e embora tenham mais pelos cenários para reabastecer, no final da aventura eu tive muitos problemas por causa disso (sem kunais ele só ataca com uma faquinha de perto).

    Já na primeira fase, dei uma testada nos controles. E eu sempre esqueço como era o controle do Mega Drive, com apenas 3 botões frontais e nada mais. A, B e C. Um para pular, outro para atirar as kunais e o último para ativar uma habilidade especial. Nada de Select, L ou R.

    O botão Start, além de pausar o jogo, ainda permite trocar a habilidade especial para poder ser usada já que por padrão ele usa a do raio, ficando invencível, mas há outras como pulos maiores e ataques que acertam a toda a tela.

    É perceptível como o jogo é um ponto de transição entre os dois primeiros jogos da franquia Shinobi com o que seria a ser o 3. A movimentação ainda é lenta e meio dura e muitos inimigos são meio injustos, mas os visuais são muito legais e a série ficou muito mais estilosa e boa de se olhar. O 3 basicamente adicionou mais movimentação e dificuldade.

    Mas TRotS não é um jogo fácil. O primeiro estágio mostra isso bem com inimigos que mal aparecem na tela e já te atacam e demandam rápidos reflexos do jogador. Mas a temática tradicional japonesa e a nostalgia de volta àqueles lugares estava muito confortável. E depois que você pega o jeito nem é tão difícil assim, só requer um pouco de decoreba para atacar rápido os inimigos com base em suas posições, tipo um Contra, mas sem o respawn infinito.

    Nesse jogo há apenas 8 estágios, sendo que cada um deles segue a seguinte lógica: 2 fases + 1 chefe.

    A primeira fase costuma ser um pouco mais light e a segunda está lá para testar sua paciência. Muitos inimigos e mortes injustas, como ser jogado no buraco ao tomar um dano qualquer, prometem arrancar boas vidas suas. É daqueles jogos para se jogar mil e uma vezes.

    Percebi que nunca havia terminado essa primeira fase. Acho que chegava no chefão e morria por lá mesmo.

    Passei, mas com um pouco de dificuldade de me adaptar à dificuldade do jogo e a jogabilidade mais lenta depois do 3. Deu até uma preguicinha de terminar e pensei em fazer isso ao longo de uma semana, mas eu realmente peguei o jeito e fui destruindo na campanha. Também não minto que usei do auxílio do savestate, mas não faço isso a cada pulo que dou, mas sim depois de passar de grandes desafios, como um checkpoint merecido que poderia muito bem ser do próprio jogo.

    As fases seguintes me decepcionaram um pouco ao deixar a temática ninja dos cenários para trás e embarcar em lugares nada a ver, como prédio de Nova Iorque, bases militares e assim por diante.

    O 3 tem um pouco disso, mas sempre me senti em lugares tecnológicos japoneses. Esse daqui parece seguir uma premissa mais Hollywood 80's, como um filme da Sessão da Tarde da época, e isso realmente quebrou bastante o clima da experiência pra mim.

    O jogo foi indo e foi ficando mais irritante. Inimigos posicionados em lugares inesperados e que já atiram a aparecer na tela, te dando pouco tempo de reação e sua vida é consumida muito rápido. Tenso.

    Mas é aquilo, não é ruim e está indo rápido. Chegaram momentos que parecia que eu estava enfrentando um chefe depois do outro!

    Uma coisa super bizarra é que um chefe é nada mais nada menos que o próprio Homem-Aranha! What? Matei ele e veio um demônio para eu enfrentar. Que coisa mais viajada!

    Mais tarde descobri que aparentemente esse demônio era originalmente o Batman. Que loucura! Mais louco que isso é que esses dois são justamente meus heróis favoritos, e olha que nem curto muito toda essa coisa de Marvel e DC.

    Logo cheguei na última. Até que foi rápido e mil vezes mais tranquilo que a campanha do 3.

    Porém essa última fase deu um trabalhão da preula! Ela é um labirinto da mesma forma que o 3 seria também em seu final. É um labirinto bem cruel, longo e cheio de portas que te voltam muitas posições em seu progresso, difícil de fazer um mapa mental.

    Já o último chefe é um chato! Cheio de ataques difíceis de prever e que te matam rápido enquanto ele demora a cair. Há ainda uma menina prestes a ser esmagada pelo teto que desce e você pode tentar salvá-la enquanto luta para conseguir o melhor final. Esse final eu não fiz por preguiça da batalha, mas acabei vendo na internet. Ambos consistem em uma imagem apenas e são sem graça, mas com certeza o dever moral e a curiosidade + desafio acendem aquela chama de ir tentar fazer o final definitivo!

    Resumindo: The Revenge of Shinobi é disparado o melhor da série até então e embora ele não seja tão caprichado e estiloso quanto o 3, achei que ele é uma experiência mais justa e totalmente jogável com pouco tempo de replay e costume, diferentemente de seu "sucessor" que é bem tenso as vezes.

    De bom: bons visuais. Jogabilidade simples e funcional. Gosto dos chefes, fora que alguns são famosos do cinema!

    De ruim: alguns momentos frustrantes. Odeio a mecânica de pulo duplo que as vezes sai e as vezes não da franquia. Achei que a temática ferra demais levando o personagem à ambientes americanizados.

    No geral, gostei bastante e chegaria a recomendar ele ao invés do 3 a depender da pessoa a quem eu estaria o recomendando. Curiosidade: há um jogo com quase o mesmo nome totalmente sem ligação com ele no GBA! Bom jogo.

    The Revenge of Shinobi

    Platform: Genesis
    1922 Players
    25 Check-ins

    10
    • Micro picture
      jcelove · about 2 hours ago · 2 pontos

      Caramba, como assim recomendaria mais ele que o 3 homi? Shinobi 3 é facil top 3 de jogo de açao plataforma do mega. A evoluçao foi absurda e é muito mais legal de jogar mesmo sendo bem dificil no final.

      O pulo duplo frustra demais pq so aciona se apertar o botao no ponto exato. Eu sempre errava.

      Aqui na epoca ninuem jogava sem o cheat de shuriken infinita. Era bem simples de fazer e ficar sem elas era muito ruim.hehe

      O lance ee ninja americanizafo era moda nos anos 90.

      2 replies
    • Micro picture
      jcelove · about 2 hours ago · 1 ponto

      Caramba, como assim recomendaria mais ele que o 3 homi? Shinobi 3 é facil top 3 de jogo de açao plataforma do mega. A evoluçao foi absurda e é muito mais legal de jogar mesmo sendo bem dificil no final.

      O pulo duplo frustra demais pq so aciona se apertar o botao no ponto exato. Eu sempre errava.

      Aqui na epoca ninuem jogava sem o cheat de shuriken infinita. Era bem simples de fazer e ficar sem elas era muito ruim.hehe

      O lance ee ninja americanizafo era moda nos anos 90.

  • anduzerandu Anderson Alves
    2022-08-11 11:52:41 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: The Way - Remastered

    Zerado dia 11/08/22

    The Way Remastered é um daqueles jogos dos tempos iniciais do Switch, daqueles que eu via na eshop do console quando não tinham tantos jogos disponíveis ainda e me perguntava se valia a pena o ter.

    O problema para mim era o nome genérico e o fato do jogo estar sempre em promoção. E vendo as imagens na loja não ajudava muito: tinha tudo para ser ruim. Acabou que ele meio que se perdeu no meio da enchente de indies que foram sendo lançados por lá e é claro que é muito mais memorável lembrar de um título como "Furi" ou "Hyper Light Drifter" do que "The Way".

    Mais para frente o meu cérebro ainda mesclou minhas memórias desse jogo e associou à outro: Oxenfree. Falando agora que joguei ambos, eles são completamente diferentes, mas eu realmente acreditei por muito tempo que se tratavam do mesmo jogo, haha.

    Lembrei de sua existência há pouco tempo quando estava olhando os jogos mais baratos em promoção no eshop-prices.com e me dei conta que ainda não o havia jogado ou adquirido. Se The Way tivesse sido lançado agora, eu com certeza nunca nem saberia de sua existência. Enfim, paguei apenas 3 reais.

    Finalmente jogando, a aventura é bem diferente de qualquer coisa que eu pudesse ter imaginado e começa com o protagonista desenterrando sua esposa de um cemitério e levando para casa, numa cidade futurista. Apesar da temática meio pesada, os visuais em poucos bits mantém a experiência bem leve.

    E logo se inicia o primeiro estágio, que se passa nas instalações de um lugar que parece uma base militar. Aqui você vai precisar usar de um pouco de stealth para passar despercebido pelas câmeras e robôs, se arrastar por dutos, coletar itens para abrir portas e acionar mecanismos. Senti uma atmosfera similar à de Shadow Moses Island do primeiro Metal Gear Solid (só que de qualidade menor).

    Eu demorei um bocado nesse primeiro estágio. Indo e vindo, procurando pistas para acionar computadores, sem saber como prosseguir (inclusive com puzzles) e...Morrendo e falhando bastante pela impaciência de lidar com a IA duvidosa das coisas, esperar um drone vir e depois voar para longe do meu campo de visão para poder sair do esconderijo etc. O personagem inclusive morre ao cair de grandes alturas, então tem que jogar com cuidado.

    Logo o progresso veio e a dificuldade ficou cada vez menor inclusive graças à aquisição de uma arma a laser, que usei para destruir todos as armadilhas e inimigos. Conforme foi progredindo cheguei a acreditar que aquela era a única fase do jogo, por algum motivo. Acho que só estava meio ansioso mesmo, mas até que estava curtindo.

    Recentemente terminei outro título chamado de Tardis e a temática de ambos é muito parecida, mas o The Way é melhor até porque você controla o personagem diretamente ao andar, pular, atirar ao invés de mover um cursor e ordenar que ele faça as coisas.

    Em seguida The Way largou esse lado Metal Gear e aderiu à ambientes mais orgânicos, verdes e alienígenas/psicodélicos.

    A partir daqui tudo remetia mais ao estilo do Flashback, mas sempre de uma forma mais leve. 

    Você está explorando os lugares em busca de algo que promete trazer a sua esposa de volta à vida, ou coisa assim. Conforme conhecemos os lugares, mais pistas são desvendadas e mais pontos do passado são explicados por cenas de quando a sua companheira ainda era viva.

    Infelizmente perdi a minha arma por motivos de enredo e logo a aventura se baseou em uma mecânica diferente: as orbes.

    Você pode selecionar qual delas usar e cada uma tem uma mecânica própria: a vermelha que permite interagir com computadores alienígenas, a verde que permite controlar itens verdes com o poder da telecinesia, a azul que permite deixar um clone e teletransportar de volta à ele e uma amarela que cria uma barreira que reflete projéteis inimigos e até a luz.

    Sem a arma para detonar os monstrengos e robôs, The Way volta a ser o que era bem no começo: evitar contato com os inimigos ou encontrar formas alternativas de os vencer.

    É nesse ponto que senti um pouco da sensação de jogar o Another World. Mas como sempre, de forma muito mais "light".

    Chegou então um ponto em que eu deveria buscar um item de cada um dos três templos do planeta. O mapa não é muito grande e você navega bem rápido e cada um desses templos era baseado numa orbe e tinha alguns puzzles. Alguns fáceis, outros bem confusos.

    Cheguei a olhar a solução de partes bem específicas na internet porque realmente não tinham nenhuma lógica, mas foram, raras exceções.

    O que mais mata nessas áreas desse jogo são os momentos focados em plataforma pois o controle do seu personagem em relação ao pulo é estranho e depende um pouco da sua movimentação no momento. Felizmente a maioria dos checkpoints é justa. A maioria.

    Depois de desvendar o que os puzzles queriam e fazê-lo e, assim, conseguir os artefatos para continuar a história, o jogo segue para a sua próxima seção e deixa todo o resto para trás.

    Mais uma vez havia aquela sensação de que era o bastante, mesmo com pouquíssimas horas. Meio cansado dos puzzles, do platforming, cansado dos confrontos bizarros com os inimigos e os hitboxes zoados. Mas ao mesmo tempo o jogo estava caminhando e o enredo estava me deixando até curioso. Infelizmente você vai precisar saber inglês para o acompanhar.

    Houve então uma fase mais linear em que um caçador de recompensas estava no meu encalço controlando robôs mortais para me ferrar e eu tive que aprender a como lidar com eles. Alguns bastavam refletir os tiros, outros eu precisava usar meu amigo Tincan (uma espécie de tigre alienígena) para derrubar. Depois ainda houveram mais puzzles e daqueles chatos que além de você tentar entender o que eles querem, ainda demandam que você ande pelo mapa ativando botões e trocando posições para depois ver no que dá. ZZzZZzzz...

    The Way abraçou a temática de seu ícone no menu principal do Switch: desértico e alaranjado. Esperava que isso fosse me dar uma desanimada pela temática, mas não mudou muito. Na verdade essa foi uma das raras ocasiões que eu não ligava para a ambientação pois ela nunca me afetava.

    Tive que fazer mais três templos, mas estava bem. Sabia que o jogo estava próximo de acabar e as memórias das antigas experiências com sua esposa até como ele chegou a falecer foram ficando mais bacanas, apesar de nada incrível. Mas é fato que o jogo tinha me conquistado pelo enredo e carisma do casal e suas aventuras intergaláticas.

    Mas continuo achando aquele início desenterrando o cadáver bem bizarro.

    Desses novos três templo/grandes puzzles, eu fiz dois bem rápidos apesar dos apesares, mas o último foi TENSO pois era completamente focado em plataforma e cheio de espinhos que matavam instantaneamente. Junte isso ao fato de você morrer de alturas um pouco maiores e seus péssimos pulos e o problema estava causado. Os desenvolvedores sabiam que aquilo seria uma dor de cabeça das grandes.

    A parte final foi a melhorzinha, apesar de alguns momentos de combate zoado. Parecia que o personagem finalmente havia alcançado o lugar que almejava desde o início e que os puzzles haviam ficado para trás.

    Eu também já tinha quase todos os achievements ingame e o desfecho da história era iminente. Ainda achei bem legal como o passar do tempo é retratado na aventura sendo que inclusive o sue personagem envelhece por conta de alguns eventos da campanha e provam que o cara realmente dedicou a sua vida toda para ter sua esposa de volta (mas talvez fosse mais legal se ela estivesse doente ao invés de morta).

    No final das contas ele perde a tudo e todos que o ajudaram a chegar ali em seu objetivo, mas alcança seu objetivo (de certa forma). Há um chefe final e duas escolhas para o desfecho com finais diferentes, mas como são simples vale a pena voltar ao jogo depois, carregar seu save e ver o outro. Infelizmente fiquei devendo apenas uma conquista que demanda que você mate o último chefe sem tomar dano e para tentar novamente só começando uma aventura do zero, coisa que jamais faria.

    Resumindo: The Way Remastered é um jogo curioso e que remete à clássicos como Flashback e Another World, mas em uma versão mais moderna e fácil, apesar de muito do seu gameplay ser quebrado/bugado. O jogo é divertido as vezes, irritante em outros momentos e fica difícil dizer se ele é bom ou se vale a pena. Eu diria que é um jogo para quem curte esses antigos, mas que não dá para esperar a mesma qualidade ou polimento. Mas já joguei coisas muito piores no Switch, como o próprio Tardis.

    De bom: visuais bonitos em diversas partes, com destaque para as cinemáticas. Enredo relativamente interessante. Bastante variação no gameplay e cenário de seção para seção. Boa trilha sonora.

    De ruim: gameplay e hitboxes quebrados aqui e ali. Meio confuso. Jogabilidade meio travada gera momentos frustrantes. Talvez pudesse ser um pouco mais curto do que já é. Alguns checkpoints podem ser cruéis/mal programados. Sem Pt-BR.

    No geral, até gostei da experiência, mas não é nada que eu diria que super vale a pena conhecer. Por três reais, tá ótimo. Se você curte coisas do gênero, vale a pena conferir uns trailers e reviews antes de investir as 5+ horas. Jogo ok, porém passável.

    The Way Remastered

    Platform: Nintendo Switch
    18 Players
    2 Check-ins

    11
  • anduzerandu Anderson Alves
    2022-08-10 22:40:49 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Mario Kart Tour

    Terminado dia 10/08/22

    Cara, eu amo Mario Kart! O vício começou desde que ganhei o jogo no SNES, lá no final dos anos 90. Um jogo que eu sequer conhecia até então e só deus sabe como eu o ganhei, mas era demais! Quer dizer, era bem difícil algo me agradar como Super Mario Bros. 3 ou World, e mesmo outros jogos da própria Nintendo as vezes tinham dificuldade de me agradar (como a minha experiência com o estranho Yoshi's Island na época).

    E eu fiquei tão viciado na época que não conseguia largar o jogo. Tenho até umas memórias aleatórias da época, tipo eu jogando o circuito do Bowser e comendo o delicioso bolo de chocolate da minha mãe. Eu devia ter uns 6 anos!

    O meu amor pela série Mario Kart se manteve até os dias atuais e passou por quase todas as gerações. Amava o N64 que jogava nas locadoras até ter meu próprio console anos depois. Joguei muito o Super Circuit no meu GBA (atrasado e solitário). Joguei como um louco os de DS, Wii e principalmente o de 3DS e bastante o 8 no Wii U e Switch. Pulei o Double Dash pois o Gamecube parecia não existir por aqui (e foi uma geração que fiquei longe dos consoles), mas o joguei anos depois (o que costuma ser uma má ideia pois na minha opinião os jogos envelhecem um bocado a cada novo lançamento).

    Falando assim num texto fica difícil dar ênfase em quanto eu joguei MK. Sério! Jogando e re-jogando no GBA e SNES, fazendo 100% no de Wii e curtindo o multiplayer splitscreen com a galera, muitas disputas no DS com meu primo na época da faculdade, e as dezenas de disputas do MK 7 aqui em Brasília, que tinha uma cena muito forte de 3DS e seus jogos competitivos (valendo prêmios e tudo mais). Acho que jogamos tanto o maravilhoso 7 que o 8 chegou meio morno e enjoativo de cara.

    Eu me esforcei para gostar mais do 8. Era muito bonito, o primeiro em HD, e até me motivou a comprar o Wii U junto ao Donkey Kong Country: Tropical Freeze, mas não adiantou muito. A sensação era de burnout mesmo e o jogo tinha uma enorme defeito: não era portátil. A graça era justamente juntar dezenas de pessoas e fazer um campeonato, gritar, conversar e ver a reação daquele amigo tomando um casco vermelho no final da última volta e caindo várias posições! Jogar em casa sozinho ou online sem chat de voz sequer era bem chatinho.

    Mario Kart 8 Deluxe no Switch resolveu isso, mas foram anos depois e já tínhamos cansado até de dar chances ao jogo já no Wii U (comprei na esperança de que fosse animar, mas o Switch trouxe jogo demais também). Esse é um daqueles jogos que me fizeram arrepender de tê-lo comprado digitalmente, sem poder revender, pois nem mesmo no splitscreen ele é divertido para mim pois tenho muito mais habilidade que a maioria dos amigos que não jogam a franquia desde o SNES.

    Será que eu cansei de vez de MK? O que a Nintendo faria para deixar uma sequência com cara de novidade? Difícil...

    Mas eis que os caras inventam de trazer a franquia pros smartphones com Mario Kart Tour. Na verdade a Nintendo tem trazido um bocado de títulos pro mobile faz um tempo e como é de se esperar, é tudo bem...coisa de celular mesmo. Experiências superficiais, repetitivas, com microtransações por trás e para serem jogados por longos períodos em doses homeopáticas.

    Quer dizer, se você for do tipo que curte jogos como Candy Crash, despreocupados com o lance de progresso e mais focados no momento em questão, pode dar certo.

    Joguei Super Mario Run, achei legal, comprei a versão completa, terminei rapidinho e nunca mais voltei. Bom, ao menos foi uma experiência diferentes das demais da série ao invés de só portar algo com controles zoados touchscreen ou fazer um daqueles corredores infinitos como Sonic, Crash e até Katamari ganharam.

    Tinha me decepcionado mais com os outros: Animal Crossing Pocket Camp não tem nada a ver com a série principal e é simplesmente um jogo de mal gosto. Fire Emblem Heroes era besta e tem muita lootbox. Dragalia Lost eu nem animei de baixar.

    Mas e o Mario Kart Tour (MKT)? Poxa, mais um Mario Kart. Aquela canseira do 8 ainda era forte, mas no celular poderia ser bem legal! E depois da febre do Pokémon GO eu fiquei imaginando as mil e uma possibilidades para essa série na palma da minha mão. Se gratuito também era uma faca de dois gumes: o jogo era possivelmente mais um genéricão, mas ao menos eu poderia o testar sem gastar!

    Demorou mas veio e MKT um dia foi lançado. Baixei, depois baixei mais coisas dentro do app, depois aceitei uns termos e fiz uns tutoriais e vamos pro jogo. Puts, joguei 4 pistas e desinstalei.

    Que jogo bizarro! Você segurava o celular na vertical com uma mão apenas e ao deslizar o dedo, o carro faz as curvas/derrapa e ao tocar na tela ele usa o item coletado. A aceleração é automática.

    Apesar da simplicidade, parece dar certo, né? Mas não deu. Os menus são todos cheios de ícones de acesso diário, passe de batalha, bônus disso e daquilo, compra de moedas especiais, aquisição de lootbox e minigames de azar para conseguir desbloquear personagens e carros. Típica bagunça infernal e feia de Free-to-Play.

    A jogabilidade e pistas são simples demais! Demais! É tudo vazio e sem graça. Sabe a sensação que eu tinha? De estar jogando um jogo pirata chinês em que roubaram os assets do MK 7 e criaram uma aberração. Sabe, tipo esses jogos que literalmente usam Pokémons e criam uma coisa nova muito louca com outro nome? Zero desafio, zero graça. Os visuais estavam ali, mas não a essência da franquia.

    O tempo passou e eu até me esqueci da existência de MKT, mas ele foi retornando lentamente. Primeiro que alguns amigos, que simplesmente preferiram não continuar e aprender a jogar a série principal, o jogavam com alguma frequência. Eu realmente não entendo isso. É como se o cara deixasse de jogar, sei lá, Pokémon Alpha Sapphire para jogar Pokétibia ou coisa pior. Tipo, eu não entendo nem como alguém consegue jogar o jogo, independente de ter comprado o título da série principal.

    Mas a curiosidade foi subindo conforme MKT foi ganhando atualizações e posts promocionais por parte da Nintendo, inclusive a então nova possibilidade de jogar multiplayer com os amigos e com a tela na horizontal (pra mim isso fez muita diferença).

    Mas o que realmente me fez voltar foram as novas DLCs do 8 Deluxe, que incluem várias pistas do jogo mobile. Algumas achei bem interessante e gostaria de as conhecer a fundo nem que fosse para criticar depois. Além disso, talvez eu tivesse sido injusto com MKT.

    Voltei pro jogo depois de bastante tempo. Usei uns cristais que tinha, desbloqueei personagem, carro e uns trecos do jogo. Percebi que haviam várias copas disponíveis. Fui na primeira, escolhi o corredor com mais pontos, depois o kart, a asa delta e fui correr. As pistas só tem 2 voltas, o que é excelente pois fica bem mais rápido e menos cansativo (não sei se aguentaria 3 voltas nesse jogo e sua jogabilidade fraca).

    Vencendo a corrida o personagem e partes do carro ganham experiência e ficam um pouco melhores.

    Cada copa tem 4 corridas e nem sempre é realmente uma corrida. As vezes é só para você ficar tirando fotos ou matar Goombas ou minigames assim. Até curti a ideia, mas preferiria que isso fosse algo por fora do jogo principal.

    Avançando as copas reparei que as pistas vão se repetindo e outras não aparecem. Isso se dá porque há uma rotatividade de pistas disponíveis, como se houvessem 10 por temporada apenas e elas são trocadas no fim dessas temporadas, a cada 2 semanas. Novas temporadas também resetam todo o seu progresso com as copas e é importante que você faça tudo enquanto pode!

    Resumindo: Mario Kart Tour é bem diferente dos demais jogos da franquia e tem alguns méritos que poderiam ser implementados nos próximos jogos para valorizar seus replays e experiência contínua ao invés de depender apenas do online como eles costumam se tornar, mas fora algumas ideias do tipo, é um jogo muito raso e besta, como se o público alvo fosse exclusivamente bebês. Eu não sou muito fã da ideia de voltar para os jogos 2D da série (SNES e GBA) e achava até então que seriam os únicos jogos que era melhor deixar no passado, mas vendo MKT, eu nunca mais quero saber desse jogo e espero que a Nintendo só lembre dele nessas DLCs de pistas extras do 8 Deluxe mesmo.

    De bom: visuais ok. Boa trilha sonora. Possibilidade de jogar com amigos, o que infelizmente não testei. Muitas pistas clássicas estão e volta. Gosto da coisa de trocar roupas dos personagens. Algumas ideias renovam a experiência a cada temporada, como a temática, personagens novos e desbloqueáveis.

    De ruim: muito superficial. Cheio de menus bagunçados e compras de moedas, cristais e o escambau. Pistas originais bem toscas. Impossibilidade de acessar todos os circuitos por temporada. Zero desafio, zero diversão.

    No geral, eu realmente achei esse jogo muito fraco. Se for pra jogar MK assim no celular, melhor emular outro console nele. Passe longe! 

    Mario Kart Tour

    Platform: Android
    67 Players
    49 Check-ins

    10
    • Micro picture
      anduzerandu · 2 days ago · 2 pontos

      Curiosidade: esse é o meu primeiro post do Alva usando Linux!

  • anduzerandu Anderson Alves
    2022-08-09 00:15:16 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Return of the Obra Dinn

    Zerado dia 08/08/22

    Uma coisa curiosa de assistir aos Nintendo Directs atualmente é que eles não me animam mais como antigamente. Quer dizer, antes eu ficava num hype louco para saber o que viria pro Wii U e, principalmente, para o 3DS. Sempre tinha algo para me matar de felicidade! Hoje em dia nem tanto. Acho que a Nintendo deu um tempo gigante entre eles na época do COVID-19 que nem parecia que os teríamos novamente. Fora isso, agora quando vem uma apresentação dessas nada parece novo o bastante ou é sequência de jogos que amo. 

    Sei lá, parece que antigamente a gente veria algo como um novo F-Zero ou Pikmin 4 enquanto agora só vem coisas como Kirby's Dream Buffet, mas e mais Pokémons, indies meio genéricos, musous e Fire Emblems.

    Fica difícil animar com o Switch e foi assim que me senti quando enfiaram esse tal de Return of the Obra Dinn aleatoriamente numa dessas Directs.

    Pois é, sempre rola uns jogos assim que eu desconheço no meio dos anúncios e eu fico meio que..."Ok". Se der sorte eu não puxo o celular para responder as mensagens até o próximo trailer de jogo.

    Só que muitas vezes muitos desses jogos já são bem conhecidos e o pessoal fica muito animado. E foi assim também com esse anúncio do Obra Dinn no Switch. Eu tinha na verdade achado o trailer bem curioso, mas depois do hype da internet eu sabia que o jogaria um dia.

    E esse dia nem demorou tanto. Poucos meses depois, há uns dois anos, Obra Dinn apareceu numa dessas promoções/bugs de troca de região do console por apenas R$8! Corri antes que consertassem e o comprei. Lembro até que um amigo veio me avisar do preço mais tarde naquele dia e eu disse que já sabia e tinha comprado e ele ficou com raiva de mim por não tê-lo avisado, haha.

    Bom, chegou a hora de jogar Obra Dinn, um título de duração de apenas 7 horas, salvo engano. De início é bem óbvio o estilo visual da aventura, preto e branco, tridimensional e meio que simulando o visual gráficos de PCs antigos, dos anos 80. A imagem acima é um ótimo ponto de início para imaginar seus visuais, visto que tudo costuma ser completamente estático no jogo (quase sempre), então se você parar nessa posição e olhar para esse personagem, é exatamente o que verá: visuais 3D que parecem 2D. Mas a magia acontece quando você se mexe e vira a câmera e testemunha o quão bonito esse artstyle é. Me lembra um bocado a tela daquele portátil "Game.Com".

    Você ainda pode mexer nas configurações e trocar o estilo visual para outros levemente diferentes sendo que o original é uma mistura de preto e branco em tons de sépia e outros estilos trocam essas cores por outros mais puras e absolutas ou mesmo tons de esverdeados.

    A outra coisa importante que notei logo de cara é que Obra Dinn está em Pt-BR! Isso é muito importante pois se trata de uma aventura que demanda muita investigação e leitura de informações num livro.

    Pois é, é um jogo de investigação e eu já tinha entendido isso pelo trailer (e narração dele). Eu curto  muito esse tipo de coisa de investigar, ligar os fatos, puzzles e um bom enredo. 

    Mas já vou dar um spoiler da minha experiência de cara: eu me decepcionei com esse jogo. Acho que posso até dizer com folga que não gostei mesmo. É um jogo aclamado e eu reconheço muitos pontos positivos, mas eu realmente não achei a execução da ideia boa e a jogatina uma verdadeira bagunça anti-diversão. Acho importante mencionar isso pois se você quer ler algo positivo sobre o jogo por já o conhecer, talvez seja melhor não prosseguir. E caso não o tenha jogado, saiba que espero que a minha opinião não te faça desanimar com esse justamente pela sua fama. 

    Talvez eu só tenha jogado numa época ruim ou não o tenha entendido mesmo.

    Pois bem, a aventura meio que te põe a bordo de um navio (o próprio Obra Dinn) e você pode andar por lá, visitar as cabines, olhar seus muitos detalhes. É definitivamente muito imersivo e bonito.

    Logo você vai reparar que há corpos pelo lugar e ao se aproximar dele o seu personagem irá sacar um relógio de bolso que, ao ativá-lo, faz com que sua consciência "volte no tempo" e veja o que aconteceu para aquela pessoa ter morrido.

    Esse início é estranho. Não há muito indicativo do que fazer ou qual o objetivo da campanha, mas houveram sim alguns mini tutoriais de algumas mecânicas e deu para deduzir que eu aprenderia jogando (acho que levou umas três horas para isso, haha).

    Ao voltar no tempo, é normal que a tela fique preta e apareçam apenas as legendas das falas no meio da tela, estilo cinema mudo. Preste atenção à elas! E preste atenção à tudo!

    Em seguida, a cena do crime. Parada no tempo.

    Você pode andar, olhar os detalhes inclusive do que estiver acontecendo pelo resto do navio até onde não estiver limitado. Tive a impressão de que o jogo poderia ter algo como uma investigação mais moderna de Ace Attorney e isso me pareceu demais! Só que não é assim.

    As cenas geralmente envolvem tipo...Um cara dando um tiro na cara do outro. Ou um cara esfaqueando o outro.

    Depois de um tempinho o jogo fecha essa cena e abre o livro que você carrega e marca o acontecimento numa página. As páginas do seu livro estão em ordem de quando os fatos acontecem e separa esses fatos por capítulos. É importante ainda dizer que cada página que você vira continua o acontecimento do anterior e mostra um novo, e sempre são mortes!

    Ou seja, na página 18 alguém morreu. Virando a página, na 20 outra pessoa morreu logo em seguida. E assim por diante.

    Quando você termina a "investigação" e o jogo abre o livro, você poderá identificar aquela vítima assimilando-a um dos 60 nomes que você tem no livro e a causa mortis que vai de cosias como "morreu de doença" até outras que necessitam de mais detalhes como "tomou um tiro" + "nome de outra pessoa".

    A grande dificuldade do jogo é que são 60 pessoas a bordo. Você acha um cadáver, usa o relógio, vê a cena, escolhe o motivo da morte, anda mais um pouco, usa o relógio etc etc etc. 60 pessoas, meu amigo!

    Acha que não dá para piorar? Descobrir os nomes dessas pessoas é algo que demanda muita atenção aos detalhes e muitos chutes. As vezes numa cena alguém grita o nome do assassino ou da vítima ou você vê esse nome em algum detalhe do navio. Mas ainda assim é muito raro!

    O nomes disponíveis ainda contam com mais informações, como o cargo da pessoa no navio (capitão, artista, cozinheiro etc) e sua nacionalidade (inglês, russo, chinês etc).

    Muitas vezes é muito vago porque tipo. Você descobre que o cara é chinês, ok. Vai na lista de nomes e tem uns 5 chineses. Mas pelos nomes não dá nem para saber quem é homem ou mulher e diminuir as possibilidades! Bom, então vamos ver a foto que tem de todos no navio e pela roupas deduzir seu cargo, mas são todos do mesmo cargo...

    Eu fiquei zanzando como barata tonta e até navegar no livro e depois voltar e rever as cenas no navio eu achava chato. E me perguntava se valia mesmo a pena me deslocar até o lugar já que dificilmente eu veria algo novo. 

    Também estava confuso por conta dos visuais. Algumas mortes eu mal entendi o que estava vendo na bagunça da grande quantidade de detalhes em preto e branco. As vezes nem sabia se estava no presente, no passado ou se quando o relógio me guiava com um feixe de luz representava um desses dois tempos. Eu queria mais dicas visuais por simples qualidade de vida e menos pessoas para lidar e em casos mais bem bolados! Acabou que recorri a internet para descobrir alguns nomes porque realmente a paciência acabou depois de 10 horas procurando raras pistas e ainda errando.

    Resumindo: Return o the Obra Dinn é uma ideia muito legal e, na minha opinião, que poderia ser muito melhor executada. Acaba que no final das contas sua missão é identificar dezenas e mais dezenas de pessoas (alguns demorarão para darem as dicas) e suas mortes mas é tudo muito mal explicado ou confuso e você anda e anda, revira e procura o navio que nem é tão grande assim e muitas vezes não acha nada de novo. O livro indica que você já tem o que é necessário para identificar tal personagem, mas eu detestava usar o livro e não conseguir achar informação nenhuma para descobrir aquela identidade.

    De bom: amo os visuais, principalmente quando tem partículas no ar, tipo a chuva parada no tempo, mas esses mesmos visuais as vezes me dificultaram entender algumas cenas. A temática é simplesmente incrível, misturando os visuais de computadores antigos com as gravuras de séculos atrás. Gosto muito da premissa do jogo. Muito bonito e funcional no Switch. Inclui diversas linguagens. Ótima atmosfera.

    De ruim: Achei que Obra Dinn sofre do mesmo mal do Super Mario Odyssey: muito conteúdo genérico. Quer dizer, não precisava ser tanta gente para identificar e ao invés disso poderia ser metade dessa quantidade com mais background, mais bem trabalhadas. Tive que deduzir alguns casos pois eu realmente não entendi como algumas informações poderiam ajudar (algumas eu assumo que vacilei mesmo). Achei tudo muito confuso, desde a navegação no livro, voltar às cenas, entender os acontecimentos, saber quais palavras escolher para dar o destino das pessoas (até troquei pro inglês mas ainda assim as vezes mais de uma opção parece encaixar). Final nada compensador.

    No geral, é um jogo ok. Li uma matéria bacana sobre como o desenvolvedor, sozinho, fez os gráficos e é bem interessante. Infelizmente achei um banho de água fria e que tinha muito mais potencial. Passável.

    Return of the Obra Dinn

    Platform: Nintendo Switch
    8 Players

    16
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      bobramber · 4 days ago · 2 pontos

      Pena que não curtiu. Eu adoro histórias não lineares, e esse jogo faz isso, já que a conta de traz para a frente. Mas confesso que também fiquei frustrado nas primeiras horas e só consegui curtir o jogo após ler algumas dicas na internet, coisas como "preste atenção às roupas", "não se preocupe tanto em desvendar da primeira vez, primeiro apenas entenda o que aconteceu", e outras coisinhas assim.

      1 reply
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      msvalle · 4 days ago · 2 pontos

      Puxa, sua experiência foi completamente oposta à minha. Adorei o jogo, as deduções necessárias para identificar as pessoas e descobrir a história do que acontece nessa viagem.
      Achei uma definição massa para ele: "É como se fosse um quebra-cabeça Sudoku massivo multidimensional, resolvido por uma combinação de Sherlock Holmes, Adrian Monk e Denzel Washington em Déjà Vu"

      2 replies
  • anduzerandu Anderson Alves
    2022-08-06 18:12:58 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: DOOM 3

    Zerado dia 06/08/22

    Dando uma olhada aqui nos jogos do Switch para decidir o que jogar em que ordem dos poucos que faltam para completamente esvaziar o console e o desbloquear e DOOM 3 estava entre os mais longos, mas bateu uma baita vontade de jogá-lo, felizmente. Isso levando em conta que sempre tive curiosidade em conhecer esse título que tem a fama de ser "diferentão" dos demais, só que ao mesmo tempo que eu tinha essa curiosidade, eu tinha um pouco de medo de iniciá-lo pois a opinião dos jogadores não soa tão favorável além de que aparentemente seria algo mais voltado pro gênero de Horror, o que poderia indicar que ele seria mais lento.

    O próprio howlongtobeat.com indicava 11 horas. Puts, os anteriores duravam 7 e eu sempre os achei um pouco longos demais (acabou durando apenas 8 horas para mim)!

    Para ser sincero eu já tinha dado uma olhadinha no começo da aventura umas duas vezes para ver como eram os visuais totalmente 3D, se rodava bem no Switch e para ver se seus diferenciais me conquistariam a ponto de me deixarem mais animados para o jogar de verdade no futuro. Os resultados foram positivos, mas eu devo ter jogado realmente uns 3 minutos cada vez. Até pouco tempo a ideia também era jogar um jogo da franquia Doom por ano pois eles me cansam, não vou mentir e mesmo tendo o adorado, eu joguei o 64 em 2022 e bem recentemente.

    Só que não tive escapatória: eu realmente quero desbloquear o Switch logo! Me esperam Metroid Dread, Xenoblade 3, Link's Awakening, Legends: Arceus, Kirby and the Forgotten Land e mais um monte de outros, incluindo multiplataformas e indies. Enquanto isso eu estou jogando os Knights and Bikes e Warlocks 2 da vida.

    Iniciando o D3, reparei em algumas coisas. Primeiro que o jogo é bonito, bem bonito. Quer dizer, eu tenho a consciência de que é um jogo originalmente de 2004/2005, para PC e o primeiro Xbox e isso é importante para se preparar para seus controles, mecânicas e como a cultura dos video games eram na época, mas os visuais são muito bons e combinam muito bem com a tela portátil do Switch, que recebeu uma versão modernizada da BFG Edition (2012, geração Xbox 360).

    A segunda coisa que reparei é que o jogo não tem opção de ligar legendas. Super bizarro! O legal disso é que a experiência fica mais imersiva, mas muitos jogadores definitivamente dependem delas, mesmo em inglês, para acompanhar os acontecimentos do enredo. Fora isso, há momentos em que você tem que abrir o inventário, ouvir arquivos de áudio e os entender para, por exemplo, descobrir o código de abertura de portas.

    Por último, os menus, displays, HUD do jogo são bem pequenos e menos apelativos como um jogo mais "pop" seria. Enfim, a sensação é que D3 é bem adulto e sério e fez me sentir como se tivesse assistindo arquivos militares nesse início.

    Esse início trata do seu personagem chegando à base de Marte, conversando com as pessoas, indo de lugar X à Y. Ele te põe realmente na pele do Doom Slayer, que aqui por algum motivo não usa capacete. Isso me fez pensar se esse jogo teve um papel grande em tudo quanto é FPS desde então, tipo esses Halo que tem cutscenes interativas com pessoas olhando para a câmera e conversando direto com o jogador e a história se desenvolvendo assim, de forma mais cinemática e, mais uma vez, imersiva. Quer dizer, a ideia principal deve ter vindo de algum Half-Life da vida, mas mesmo assim.

    Uma curiosidade é que quase todo mundo é careca.

    A primeira fase é um saco, ao meu ver. Você vai se sala em sala, corredor em corredor, passa por scanners, para para ouvir alguém falar com você. Abre porta automática atrás de porta automática e, cara, o lugar parece gigantesco! Quando você chega ao final, pedem para você voltar tudo.

    Mas é aqui que começa a problemática que gera o enredo de D3: quando a base de repente é atacada por monstros. Você volta já usando as suas primeiras armas, a pistola e a shotgun (a pior arma do jogo disparado).

    Os primeiros inimigos são zumbis dos trabalhadores do local. De início achei estranho mas lembrei que nos jogos originalmente tinham esses humanos que atiravam em você e tudo. Logo começam a aparecer também aqueles que jogam bolas de fogo, Imps.

    Foi aí que eu percebi que eu estava levando D3 como um jogo diferente demais do que ele realmente é. E mais tarde eu teria a certeza de que o jogo é uma modernização da série clássica e que foi na verdade muito bem traduzida para os até então estilos modernos.

    Você anda, explora, coleta armas. munição, cartões que abrem portas, mete a bala nos monstros e por aí vai.

    Algumas diferenças incluem:

    -D3 é um título mais escuro e inclusive há um botão para ligar a lanterna. Não que você fique no completo breu sem usá-la mas há sim momentos que você pode ficar desnorteado e o meu maior medo era mesmo não ver um inimigo ou um item necessário para progredir nas fases;

    -É um jogo muito mais linear que os anteriores. Raros foram os momentos que fiquei perdido ou andando como barata tonta (e isso é ótimo).

    -É também o jogo mais fácil da série até então. Você toma pouco dano no nível Normal, há muita cura e munição e dificilmente os inimigos realmente representam perigo;

    -O lance de ser um jogo de terror não é bem verdade. Eu achei o foco do jogo bem mais pro lado da ação mesmo e me senti jogando um Doom "half-lifeado". Para ser sincero, a atmosfera do primeiro HL costuma me deixar mais apreensivo do que a de D3. Isso mudou um pouco quando joguei com o fone conectado e pude ficar mais imerso e ouvir uns sons mais medonhos. Dá para ver que muito foi reutilizado no jogo de 2016 adicionado à ação desenfreada dos clássicos.

    Outra coisa que foi substituída foi a trilha sonora, que agora ao invés do Heavy Metal temos uma trilha mais atmosférica, silenciosa senão pelos gritos infernais e barulhos de metal aqui e ali. Mas na verdade a OST dos antigos nunca me convenceu (e olho que adoro Heavy Metal).

    Além da volta de quase tudo quanto é monstro, eles mantiveram também a jogabilidade das armas. Digo isso pois os jogos clássicos só demandavam que você mantivesse os inimigos à sua frente para os acertar e, embora aqui tenha mira, as armas não tem quase nenhum recuo a cada tiro. Você pode manter o gatilho ativado e esperar que o inimigo seja destruído. Isso é um pouco estranho depois de você se acostumar com FPS mais modernos e a necessidade de manter o dedo da mira constantemente a reposicionando em cima do alvo.

    Morrer é algo bem incomum, mas chegou a acontecer comigo algumas vezes por vacilo ou confiança demais aliada a preguiça de voltar para um terminal de vida de algumas salas atrás. Nesse jogo se você morre, você volta para o último save sendo que por vezes o jogo faz isso automaticamente porém recomendo fazer os seus próprios mais frequentemente conforme você avança. Houveram momentos que morri por conta de um barril que explodiu ao meu lado ou pedaço do chão que desabou e lá se foram muitos minutos perdidos. Eu odeio jogo que você tem que ficar salvando toda hora e não me acostumo mais a fazer isso!

    Algo bacana de D3 é a continuidade entre os estágios. Eu sempre achei que os clássicos pecavam muito nisso e parecia que as fases eram super independentes e simplesmente criadas uma após a outra. Mas aqui o enredo segue o seu progresso e você sente aquela sensação de progresso ao contrário de ir de 0 a 100 a cada estágio.

    E falando em estágios, eles são em sua maioria relativamente pequenos aqui, mas podem demorar mais do que parecem por um motivo: a enorme quantidade de inimigos! Não tem como se sentir sozinho nesse jogo visto que muitas vezes você entra numa sala e surgem muitos deles, você os mata e logo aparecem mais (e mais). O jogo ainda gosta de fazer com que alguns deles apareçam propositalmente atrás de você.

    Você passa tempo tempo atirando em monstros que chega a cansar. Cansar mesmo! E depois que você elimina a todos, desce uma escada, pega uma chave e sobe a escada, mais criaturas são sumonadas. Fica até bem previsível para ser sincero.

    Resumindo: DOOM 3 é um jogo melhor do que eu imaginava! A adaptação da clássica série para a cena 3D e mais cinematográfica de 2004 é muito boa e mantem muito mais da essência do que as pessoas o dão crédito. Todos os inimigos estão de volta, assim como o grande arsenal de armas, a ação, exploração por cura, munição e chaves, chefes, embora tudo seja de teor mais linear e fácil, mas sem perder a graça. E graças a deus que D3 não foi mais um bocado de mapas e alguns novos inimigos como o 2 foi em relação ao 1.

    De bom: belos visuais. Boa atmosfera. Adorei os efeitos de sombra causados pelas luzes. Me senti mais em Marte do que nunca na série! Final poderia ser melhor, mas foi legal. Grande variação de inimigos e armas. Envelheceu bem.

    De ruim: odeio que a lanterna fique se apagando. Odeio a necessidade de fazer saves manuais volta e meia. Achei que o jogo poderia ter menos inimigos e que exagera um pouco nisso. Faltaram ao menos as legendas e porque não o idioma Pt-BR?

    No geral eu curti bastante. Acho que fora o 2016, esse seria o único Doom que jogaria novamente. Não é uma experiência perfeita, mas acho que ele merece mais crédito pelo que é e como adaptou a franquia para uma diferente geração. Agora falta só o Eternal para fechar a série! Sobre D3, jogo maneiro!

    DOOM 3

    Platform: Nintendo Switch
    7 Players
    1 Check-in

    11
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      mastershadow · 7 days ago · 3 pontos

      Esse jogo tinha graficos tao a frente do seu tempo...que até parece atual hoje em dia, é um jogão que me deu alto sustos, ele segue a Linha do DOOM 64, é mais terror do que ação.

      1 reply
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      lgd · 7 days ago · 2 pontos

      Parabéns. Este aí acabei abandonando depois de ficar preso em uma batalha contra 2 demônios que saem de um portal...

      7 replies
  • anduzerandu Anderson Alves
    2022-07-29 23:17:24 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: UnderMine

    Zerado dia 29/07/22

    Tinha dito na minha postagem de término da campanha do Blasphemous que junto a ele comprei UnderMine pelo valor de R$0 graças a um Gift Card que o PayPal me deu há um tempo atrás junto às promoções da eshop do Nintendo Switch. Cara, que compra feliz! Quando adquiri esses jogos que tanto me interessavam, até senti que o console estava mais vivo pois passei muito tempo adquirindo jogos minúsculos e questionáveis. Me deu até vontade de jogar de verdade!

    Eu conheci UnderMine há um tempo num streaming que um youtuber que sigo fez. Ele costuma jogar títulos grandes como Kirby and the Forgotten Land ou Elden Ring assim que saem, mas também enfia uns indies interessantes assim pela semana. Geralmente não ligo muito para jogos que nunca ouvi falar e mal presto atenção à TV, mas muitos deles acabam se popularizando muito depois ou ao menos despertam muito da minha curiosidade! E a felicidade de vê-lo sendo lançado no Switch?

    Bem, UM me interessou por diversos motivos, incluindo seus visuais e jogabilidade, embora nada seja exatamente original. Gosto bastante de roguelikes mas esse daqui parecia um dos casos raros não só do gênero como dos video games atuais em que a experiência era muito cativante e bem feita. Quase como algo criado pela própria Nintendo ou ao menos um daqueles indies que você sabe que precisa jogar.

    E para quem saiu de experiências recentes com jogos como Blazing Beaks e Genetic Disaster, qualquer coisa que se aproxime de Enter the Gungeon ou Binding of Isaac merece a minha atenção. Nem mesmo Wizard of Legend ou Mana Spark, ambos que gostei, preencheram esse vazio deixado pelos grandes.

    Também estava esperando em UM uma experiência mais fácil e casual, e foi esse mesmo o gosto que senti quando joguei um pouco.

    Nessa promoção eu recomendei o desconhecido jogo para todos os amigos que achei que gostariam dele no Switch e vi que alguns compraram mesmo. Poxa, vinte reais é barato demais, ainda mais para quem paga 300 em qualquer Age of Calamity por aí.

    Deixei UM  para depois pois queria terminar os duvidosos do mesmo gênero antes enquanto estava animado. Essa é uma lógica que acaba seguindo subconscientemente: se um jogo é bom, ele pode esperar o tempo que for que eu não perderei o interesse. Se eu deixo passar a vontade de jogar esses menores, só deus sabe quando voltarei...

    Enfim, voltei há uns dois ou três dias para o jogo sem lembrar quase nada. Há um hub principal com lojas e preparo para a sua run, como os roguelikes costumam ter. O jogo é mesmo uma delicinha visualmente, jogabilidade e em seus sons. Dá gosto de jogar!

    Eu sinto que ele tem bastante de Zelda: A Link to the Past e seria uma ótima escolha para quem quiser misturar essas fórmulas. A temática puxa mais pro lado do Terraria e isso também é um ponto positivo.

    UM tem várias peculiaridades, entretanto, como as formas de atacar: aqui você usa uma picareta para bater de perto com o botão Y da mesma forma que o Link usa a Master Sword no grande clássico de SNES e também é possível jogar essa picareta como um bumerangue usando o botão R. Ou seja, temos um ataque de curta distância e outro de longa.

    Também é comum ter um comando de rolagem em jogos desse tipo, mas aqui nós temos um de pulo que podemos suar para evitar buracos, armadilhas e os próprios ataques inimigos. Bem curioso.

    Para quem tinha achado que seria moleza terminar o jogo, eu penei um bocado. A aventura conta com 5 áreas distintas sendo que cada uma tem 4 andares criados aleatoriamente mais um chefe no final desse último, totalizando 20 níveis.

    Durante a sua missão você passa por salas com diversos tipos de inimigos, sendo que a maioria é exclusiva daquela área, fora alguns tipos de desafios que podem ou não ser recorrentes da aventura inteira. Como é de se esperar, é importante conhecer e aprender a lidar com os mais diversos tipos de monstros: morcegos, magos, grandalhões, aranhas etc. A maioria das salas requer que você derrote a todas para poder abrir a porta e continuar explorando o andar.

    Os andares ainda podem conter outros elementos, em sua maioria benéficos, que compensam a exploração completa mesmo quando você dá a sorte de achar cedo a escada para o próximo nível da mina.

    A sala que eu considerava obrigatória era a do mercador pois ele vende, entre umas coisas legais, as não tão frequentas fontes de cura, como poções e carnes. Tudo isso pode ser comprado com o ouro que você consegue batendo em pontos dourados da mina e os recolhendo.

    Há também salas com upgrades, maldições que também concedem um benefício, salas com NPCs desbloqueáveis para o hub, salas de baús e/ou puzzle etc.

    Você vai perceber que o acesso à esses lugares podem estar bloqueados por cadeados ou mesmo por detrás de paredes falsas (brilhantes) e isso quer dizer que você precisará usar bombas ou chaves para ganhar acesso àquelas localidades. Sempre vale a pena questionar se vale a pena gastar um desses recursos com determinada sala pois eles não são tão comuns (tive runs que carregava 10 chaves, por sorte, e tive runs que não achei uma sequer).

    Bombas fazem papel importante na campanha e podem ser usadas em combate também, além de terem variações com habilidades.

    Esse jogo tem um sistema de progressão muito bacana que agiliza muito as coisas. Por exemplo. a primeira área é a mina comum e seus quatro andares. Você chega no final da área (qualquer uma delas) e terá a opção de enfrentar o chefe em sua sala ou simplesmente o ignorar e continuar descendo.

    Continuar descendo soa como sendo algo mais fácil, até porque os chefes são meio tensos enquanto você não os conhecer ou não tiver bons equipamentos e ainda focar em fazer mais loot nas próximas áreas. Outra vantagem gigante é que o jogo passa a permitir que você inicie as runs no início das áreas alcançadas e com habilidades aleatórias. Lá você ainda vai ganhar mais dinheiro.

    Porém saiba que o acesso ao último chefe só se dá quando você derrotar e obtiver os medalhões dos 5 chefes do jogo (não precisa ser numa única run). O mais bacana é que você pode focar numa área até derrotar o chefe. Derrotou? mesmos e você morrer em seguida, na próxima runa poderá iniciar daquele lugar e nunca mais nem voltar ao que você já terminou. Bacana demais!

    Outra parte super importante é juntar dinheiro e evitar gastar com muita cura, itens e habilidades. Isso porque você perde uma grande quantia ao morrer e poderá usar o que sobrar para adquirir habilidades passivas permanentes como:

    -Maior ataque a curta distância;

    -Maior ataque a longa distância;

    -Maior alcance do seu "bumerangue";

    -Perder menos ouro ao morrer etc etc etc.

    Todas as habilidades tem muitos níveis e não consegui maximizar nenhuma (nem sei qual o nível máximo). 

    Lá no hub há muitas coisas para se desbloquear, incluindo a disponibilidade de novas habilidades nas runs, pets, itens de cura que curam mais e melhorias nas lojas. É MUITA coisa.

    No final das contas, como os 5 medalhões, o último boss fica disponível para ser acessado a qualquer momento no hub, sem precisar entrar na mina. E que batalha bacana!

    Resumindo: UnderMine pode não ter se tornado meu roguelike favorito, mas com certeza está entre os melhores. Cada run é única e muito divertida e o jogo é muito inteligente na forma como trata o progresso, podendo te mandar direto à última área alcançada ao invés de refazer tudo do zero brigando contra fracotes. Apesar de algumas facilidades assim, o desafio continua lá e de forma muito justa. Diria ainda que não recomendaria para jogadores casuais e apenas para quem curte um bom desafio.

    De bom: lindos visuais, animações, sons. Jogabilidade certinha. Nível de dificuldade muito bom. Muito conteúdo e mesmo terminando ainda tenho muita coisa para desbloquear e conhecer. Habilidades divertidas e que fazem a diferença. Possibilidade de pular áreas já terminadas e que você provavelmente já cansou de explorar. Último boss muito legal. Upgrades permanentes ajudam bem. Gosto como os chefes ficam fáceis depois que você os entende.

    De ruim: nesse jogo aparecem criaturinhas para roubar seu ouro quando você quebra as paredes e ele cai no chão e se você não for rápido, pode ficar sem boa parte. Eu achei isso chato e meio inútil. Achei o design dos protagonistas masculinos meio estranhos. Várias coisas não são bem explicadas para que servem. Problemas na tradução Pt-BR, mas ao menos tem a linguagem e todos podem curtir o jogo.

    No geral, me diverti demais nas minhas 12 horas e meia. Tanto que terminei a aventura e iniciei outra run, mas não posso ficar enrolando o glorioso dia de desbloquear o Switch (ainda vai demorar um pouco), fora que já tenho outros jogos sendo jogados simultaneamente. Jogão! 

    UnderMine

    Platform: Nintendo Switch
    2 Players

    10
  • anduzerandu Anderson Alves
    2022-07-26 17:08:19 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Into the Breach

    Zerado dia 26/07/22

    E lá se vai mais um jogo de Switch! Parece que o desbloqueio vem mais rápido do que eu imaginava (ainda faltam uns 20+ jogos) e o terminado da vez foi Into the Breach, um jogo tático que fez muito alarde quando foi lançado na plataforma da Nintendo. Eu nunca havia ouvido falar nele até então, mas fiquei curioso.

    O difícil do ItB é que ele era meio carinho para um jogo indie (ainda é) e para algo que nem sabia se ia gostar, fica difícil sair investindo assim. Vale lembrar que o gênero tactics é possivelmente o que menos gosto (embora tenha esperança que foram experiências ruins no passado distante e espero mudar isso um dia). Passei parte da minha adolescência experimentando Final Fantasy Tactics e afins e mais tarde alguns outros do gênero no DS mas nunca ia longe pois ou eram muito punitivos ou simplesmente sem estratégia nenhuma (ainda sinto muito disso com Fire Emblem). Alguns dos títulos mais modernos que me fizeram gostar bem mais foram Mario & Rabbids: Kingdom Battle e um certo interesse nos Shadowrun e XCOM.

    Demorou mas finalmente adquiri a minha cópia digital de Into the Breach. Nem foi tão barato como a maioria dos jogos que costumo comprar no Switch, mas acho que ficou na média de 15 ou 20 reais. Pronto, agora era só esperar a vontade de o jogar, de me envolver com um tactics. Eu sabia que as partidas eram mais dinâmicas e acreditava que fosse algo mais fácil, mas mesmo assim não arrisquei tão cedo.

    Como os jogos do console estão acabando e não vou ter para onde fugir com alguns jogos mesmo, ItB pareceu ser uma boa ideia no momento pois ele estava na pasta "5+ horas" que organizei graças às informações do howlongtobeat.com. Poxa, 5 horas dá para terminar em 1 ou 2 dias e levando em conta que o site costuma levar a média de jogadores comuns, como eu, e não tempos de speedrun ou viciados, dava para saber que nesse tempo você sai da completa ignorância e vai até o final.

    Começando a campanha, eu estava um pouco perdido com alguns menus que parecem ser de customização e montagem do seu time, mas tentei não ligar muito para isso e focar nos simples tutoriais.

    De cara o que mais me agradou foram os visuais, muito parecidos com algo vindo do GBA, tanto no pixel art quanto as cores e animações. Esse jogo é um colírio para os olhos, seja você um jogador mais jovem ou que viveu aquela época bacana do início dos anos 2000 e toda a sua cultura.

    O próximo passo é escolher um "continente". Você vai perceber que são 4, mas apenas um está desbloqueado então vai lá no da temática clássica de natureza e verde.

    Dentro desse continente inicial você deve seleciona ruma área para jogar sendo que as verdes são aquelas já pacificadas e as vermelhas são aquelas infectadas pelas criaturas alienígenas.

    Já nas batalhas, bom, elas são uma delíííícia, cara! Primeiro que o campo de batalha é minúsculo: 8x8 quadradinhos. Segundo que você só tem 3 tropas! Os inimigos também são bem poucos e costumam ir se multiplicando, coisa que você deve fazer de tudo para evitar tanto bloqueando as suas entradas no campo quanto matando os já presentes para manter os números sempre baixos.

    Apesar da pouca quantidade de tropas, Into the Breach é MEGA estratégico e cada posicionamento, ataque e habilidade faz toda a diferença. Um exemplo disso é que nesse time inicial há um robô que dá um soco no oponente e o lança para uma casa atrás e fazendo isso você pode evitar que um golpe chegue a você no próximo time ou lançá-lo direto na água/lava ou ainda o colocar na rota de ataque de um outro monstro, fazendo com que eles se batam!

    Uma das mecânicas mais bacanas desse jogo é saber as intenções do inimigo e tentar minimizar ao máximo que eles consigam fazer aquilo, de acordo com as suas estratégias.

    Isso é muito importante pois há diversas formas de perder o jogo, além de que há bônus para terminar as curtas fases dentro de algumas condições. Para mim o mais difícil era defender os prédios dos cenários e cada um deles destruído subtrai um espaço de uma barra que causa Game Over ao se esvaziar.

    Mas como eu disse, os inimigos deixam uma mira na tela demonstrando as suas intenções de ataque e você deve tomar uma ação sobre isso, como empurrá-lo para uma posição que este golpe não acerte pontos importantes, ataque os próprios aliados dele ou até ficar no meio da reta para tomar o dano ao invés de deixar que construções sejam derrubadas.

    Claro que dependendo das circunstâncias é possível que a situação fique fora de controle e você não consiga evitar que todo o mal aconteça e por isso é possível manter sempre o controle dos monstros ao invés de deixá-los por todo o mapa fazendo o que quiserem e sempre pensar afrente. Alguns monstros também são complicados de derrotar visto que, assim como as suas unidades, existem tipos e especialidades para diferentes personagens.

    Um dos que eu mais odiava era um inseto que lançava uma bomba que explodia nas quatro posições adjacentes (podendo inclusive ferrar com diversos prédios) se você não a atacasse uma vez. Muitas vezes eu tinha que escolher entre a bomba e o inseto, escolhia a bomba e no próximo turno ele lançava outra.

    É importante saber que todas as fases são bem curtas sendo poucos rounds, todos com pouco HP e muitas limitações de movimentação, embora a estratégia envolvida seja muito bem pensada sempre.

    Até pegar o jeito do jogo eu fracassei umas boas vezes. Eu boiei na jogabilidade, embora deveras simples, boiei nas terminologias, objetivos e até esqueci coisas importantes que o tutorial ensinou, mas como é tudo muito breve e viciante, eu insisti e insisti até conseguir terminar o primeiro continente: termine 4 estágios a sua escolha e você jogará uma fase de chefe.

    Com o continente terminado é possível gastar as estrelas adquiridas de acordo com o seu desempenho e comprar melhorias que, juntas à outros upgrades adquiridos, dão maiores vantagens às unidades, como maior HP, movimentação, dano, habilidades ativas ou passivas.

    No segundo continente eu joguei bem. Haviam mecânicas de cenário bacanas e eu estava acostumado. Cheguei na fase do chefe com facilidade e perdi por vacilo no último ataque do último turno do último monstro. Ô tristeza!

    Ao dar Game Over você perde praticamente tudo. Perde os níveis conquistados pelas unidades, as habilidades conquistas e equipadas, as melhorias e até meio que o seu progresso pois agora, ao iniciar uma nova campanha, ambos os continentes estarão disponíveis, mas você ainda precisará fazer ambos em qualquer ordem.

    Mas alguns feitos do time geram moedas que são suadas para desbloquear novos times com máquinas bem diferentes e estratégias bem diferentes. Você vai perceber que há muita influência de todo tipo de cultura pop nesses sprites e inclusive uma das minhas unidades quando terminei o jogo era praticamente o próprio Metal gear REX!

    Fiz diversas runs desde então e desbloqueei vários times e só venci quando misturei unidades de diferentes trios, coisa que só descobri bem depois, na pura sorte. Juntei três bacanas lá e foi tiro e queda e ItB ainda permite ir direto ao estágio final depois de terminar dois continentes dos quatro, coisa que acabei por fazer depois de tanto perder no terceiro (quanto mais você se fortalece e termina fases, mais difícil o final fica).

    Resumindo: Into the Breach é mesmo o que todo mundo fala e um jogo excelente de estratégia. Diferente desses Fire Emblems aí que você fica andando com os personagens por cenários gigantes e batendo de qualquer jeito, aqui a simplicidade deixa escancarado que cada ação é importante e combar as suas habilidades e ataques com elementos das fases e os próprios inimigos é muito satisfatório. Um jogo direto ao ponto e que perder não significa nada pois mesmo recomeçando do zero, é incrivelmente divertido e rápido. Inclusive, terminar a aventura em si não é lá muito recompensador mas sim aproveitá-la a cada fase.

    De bom: lindos visuais de pixel e animação. Boa trilha sonora. Muita variedade com o fato dos estágios serem sempre diferentes, a grande quantidade de unidades, fases, missões opcionais, desbloqueáveis. Vários níveis de dificuldade (inclusive o Easy é bem interessante). Jogo direto ao ponto e estratégico de verdade, sem enrolação. Boa curva de dificuldade e faz até com que o pior jogador do gênero, eu, compreenda e se divirta bastante! Jogar isso no modo portátil é definitivamente a melhor experiência!

    De ruim: fica um pouco cansativo depois de tanto perder fazer alguns tipos de missões. Achei alguns menus, como o de upgrade, meio bagunçados. Nem toda habilidade parece fazer diferença e eu até esquecia de usar as ativas inclusive pelo fato de passarmos tanto tempo sem elas. Achei que a dificuldade sobe demais para quem quiser ver todas as fases numa única campanha. Sem modo multiplayer, sério?

    No geral, mesmo sem sem o meu tipo de jogo, eu tenho que dizer que ItB é sensacional! Já recomendei para vários amigos que curtem o gênero e jogaria novamente casualmente, inclusive indo ou voltando do trabalho. Jogão!

    Into the Breach

    Platform: Nintendo Switch
    18 Players
    2 Check-ins

    12
    • Micro picture
      lgd · 18 days ago · 2 pontos

      Este é bacana, peguei ele free na Epic e levei um bom tempo para finalizar ele.

    • Micro picture
      santz · 18 days ago · 2 pontos

      Joguinho de xadrez. Eu só consegui zerar depois que diminui a dificuldade.

  • anduzerandu Anderson Alves
    2022-07-24 14:50:53 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Super Mario Party

    Zerado dia 23/07/22

    Quando a Nintendo anunciou Super Mario Party, lá nos primórdios do Nintendo Switch, qualquer pessoal que curtisse a série ou jogos multiplayer simplesmente perdeu a cabeça! Quer dizer, acho que todos ainda tínhamos aquele direito a dúvida após jogos de qualidade inferior/duvidosa há vários gerações em tudo que envolvesse as festas do bigodudo, mais notavelmente nos anteriores de 3DS e Wii U, mas parecia demais que eles tinham finalmente nos ouvido e acertado o dedo.

    Será que tudo estaria retornando às origens? Eu, e muita gente, ainda adoro os originais de N64 mas a Nintendo parece evitar a fórmula antiga pelas partidas super longas e de espírito competitivo ao ponto de te fazer querer dar um soco na cara dos amigos. Bem, comprei o jogo físico no Switch pouco depois do que foi lançado.

    O problema é que sem funções online até então e pelo fato de todo mundo tê-lo comprado, o meu jogo ficou inútil. Ia jogar com os amigos em suas casas, mas todos já o tinham! Enfim, acabei passando Super Mario Party para frente quando precisei de dinheiro ou o troquei em algum outro jogo.

    A coisa louca é cheguei a sentir falta dele, sobretudo com grupos de jogo mais casuais ou que não possuíam o console em seu meio e, para a minha sorte, uma página de um vendedor que sigo no Facebook um dia simplesmente postou o código de resgate dele na Eshop para o primeiro que ativasse! Corri para pegar o Switch e tentei sem esperança e consegui! Inclusive em outra ocasião ele fez parecido com o jogo Carrion na mesma plataforma, mas faltando um caractere de letra e eu, me achando o esperto, resolvi tentar todo o alfabeto de trás para frente, o que levou muito tempo falhando e alguém o conseguiu digitando a letra "D"! Noooo!

    As minhas experiências com SMP já são muitas. Alguns anos o jogando casualmente aqui e ali, mas como nem tem tanto conteúdo assim, deu pra ver de tudo algumas vezes.

    As primeiras jogatinas com os amigos eram as mais entusiasmadas. Todo mundo querendo jogar a fundo e descobrindo novos tabuleiros e minigames com aqueles lindos visuais. A Nintendo ainda acertava muito nos primeiros tempos do Switch e parecia uma volta triunfal de tantas séries. O console estava "on fire" e até difícil de acompanhar pois tudo parecia um tiro certo!

    Como eu demorei pagar adquirir minha primeira cópia (aquela física), só o experimentei de verdade alguns dias depois de seu lançamento. Enquanto isso os amigos tinha o comprado e degustado pelo que parecia ter sido 24 horas por dia, todos os dias.

    Eu sempre menciono coisas desse tipo por aqui e esse é um bom exemplo de porque odeio não conhecer um jogo pela primeira vez em conjunto quando ele se trata de um multiplayer. Os caras não só jogavam bastante nesse período de lançamento como ainda acompanhavam cada post de portais relacionados ao Switch e seus lançamentos que incluíam primeiras impressões, reviews, spoilers, gameplays. Os caras estavam praticamente se tornando entusiastas em Super Mario Party.

    O resultado é que eu era humilhado nas partidas enquanto aprendia a jogá-lo. O pessoal sabia exatamente como jogar todos os minigames, onde se posicionar, tinham estratégias bem determinadas e eu não tinha nada! Frustrante, mas ainda vi o potencial do jogo e como seria o jogar com outras pessoas, fora que eu poderia insistir nele até ficar à altura dos viciados.

    Apesar dos apesares, SMP era mesmo no estilo dos antigos com seu tabuleiro, rolando dados, caindo em espaços que somam ou subtraem do personagem ou causam algum evento no mapa, personagens independentes ao invés de juntos num carrinho (que época horrível aquela), uso de itens e corrida para alcançar a estrela antes dos outros afinal quem obter mais delas, vence.

    Mas há outros fatores que estragam demais a experiência e tudo pode ser resolvido em uma reformulação mais simples e casual da franquia, como se fosse algo mais pensado para uma geração com menos tempos disponível e que se importa menos em vencer ou perder.

    Em primeira lugar, tudo é muito barato e não há a opção de editar configurações desse tipo (apenas o número de turnos). Um exemplo disso é que estrelas custam apenas 10 moedas e dificilmente você não terá essa quantia até chegar nelas. Você ainda vai sair comprando itens, pagando por eventos e nunca se preocupando com esses valores.

    Outro grande problema é o tamanho dos poucos tabuleiros (apenas 4): são minúsculos! É muito fácil visualizar tudo na tela e enjoar do jogo assim pois numa única jogatina com o menor número de turnos possíveis (10) você já vai ter visto de tudo por lá, e não há muito.

    Esse lance dos pequenos tabuleiros piora ainda mais conforme o jogo anda e os jogadores ficam mais dispersos pois assim que alguém comprar uma estrela, a seguinte vai aparecer bem perto de outro alguém (ou da pessoa que acabou de comprar mesmo). Isso sempre foi uma possibilidade na série clássica que ao menos parecia tentar evitar que isso acontecesse, mas agora parece ser algo inevitável! Muito frustrante!

    Agora imagine que uma estrela nova apareceu o mais distante possível de um jogador. A tela mostra o número de casas para chegar até lá (tipo "14 até a estrela"). Você pode usar um item que aumenta seu número na rolada do dado e ainda pode ganhar mais bônus se tiver um companheiro, adquirido ao cair em certas espaços. O personagem que você escolhe ainda tem a opção de rolar um dado comum (1-6) ou um especial dele e se juntar essas coisas, você mal dependerá de qualquer sorte para andar aquelas 14 casas...

    Ao meu ver, SMP ainda brilha em seus minigames, que costumam ser muito divertidos e bem bolados (com poucas exceções no grande montante). Assim que você cansar dos 4 tabuleiros, eu acredito que a graça do jogo possa se manter no modo de apenas minigames.

    Nesse jogo esses minigames são jogados com um único joycon e esse é o único tipo de controle que pode ser usado em Super Mario Party. Obviamente o console já vem com dois deles mas para jogar com o máximo de jogadores você vai precisar ou adquiri um novo par ou depender de alguém que também tenha um Switch.

    Acho que pode ser normal que muitas pessoas tenham apenas o par que vem na caixa e um Pro Controller para jogar sozinho e infelizmente esse controle ficará de lado na jogatina. Mas faz um pouco de sentido também o foco no uso de um singular joycon visto que o foco é sempre na simplicidade do gameplay e minigames que usam controles de movimento enquanto tentam simular o sentimento de segurar o cabo de uma frigideira, uma raquete ou mirar armas.

    Outros modos ajudam a agregar interesse e replay nesse jogo, como um cooperativo que devemos descer um rio remando o mais rápido possível, coletando relógios para ganhar tempo e jogando minigames em que devemos agir em conjunto. Gostei um bocado desse também.

    Há outro que é focado em dançar e mistura um pouco Just Dance com um pouquinho do que jogamos em WarioWare: Smooth Moves e minigames no estilo Mario Party. Esse modo vai demandar de espaço e que joguemos em pé e rendeu boas experiências apesar de também ser algo breve, pois além das gargalhadas ainda foi o único que as crianças da família (de cerca de 5 anos de idade) conseguiram meio que jogar.

    Os motivos para insistir no jogo até existem e exigirão que você experimente tudo o que ele tem a oferecer ao máximo, incluindo todos os seus modos. Não chega a ser nada muito complicado nem cansativo e duvido que alguém volte ao jogo depois dos 100%. Diria que é uma ideia melhor para jogar se você realmente ama o jogo. Fora isso, a Nintendo lançou um modo online bem limitado alguns anos depois.  

    Resumindo: Super Mario Party é melhor do que muitos de seus antecessores e um bom jogo com potencial maior desperdiçado. Se pudéssemos editar algumas preferências paras as partidas e o deixar mais próximo dos nossos gostos ou da trilogia de N64, seria facilmente um dos meus prediletos do Switch! Dá para se divertir um bocado mas acho que o título tenha sido esquecido não apenas pelos criadores quanto também pelos fãs, sobretudo depois da sequência Superstars que deve ser muito superior.

    De bom: belos visuais. Ótimo uso do HD Rumble. Jogabilidade simples, embora não muito indicado para crianças muito pequenas. Ótimos minigames originais e que usam bem das funções do Switch. Diversos modos, incluindo online e usando múltiplos consoles.

    De ruim: apenas 4 tabuleiros e todos são minúsculos. Você pode jogar super bem e humilhar nos minigames mas o fator sorte aqui é muito zoado e pode beneficiar apenas um jogador, assim como há prêmios de estrelas gratuitas no fim das partidas que podem simplesmente fazer aquela pessoa que nem sequer prestou atenção no jogo vencer. Sério, o fator "injustiça" aqui é sem precedentes. Jogável exclusivamente com joycons. 

    No geral, esse jogo é uma experiência bem agridoce e, como eu disse, há um potencial muito maior que um update poderia corrigir, mas a própria Nintendo pareceu esquecer dele e mesmo quando resolveu do nada o atualizar apenas adicionou coisas meio sem sal e nem sequer os desejados tabuleiros adicionais vieram, complicado. Recomendo mesmo ficar de olho no Mario Party Superstars atualmente. Sobre SMP, passável.

    Super Mario Party

    Platform: Nintendo Switch
    172 Players
    7 Check-ins

    9
  • anduzerandu Anderson Alves
    2022-07-22 14:01:12 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Knights and Bikes

    Zerado dia 22/07/22

    Sempre de olho nos jogos bons/relevantes que saem pro Switch por um ótimo preço ou bug em alguma região da loja virtual da Nintendo, vi algumas pessoas recomendando esse daqui, Knights and Bikes, pela bagatela de 4 reais. Vi uns vídeos rapidamente e achei interessante o bastante para o adquirir (apesar do nome esquisito, haha).

    Mais tarde, antes de o conhecer, descobri que se trata de um jogo relacionado à Double Fine e Tim Schafer, nomes de peso para quem conhece títulos como Grim Fandango e muitos outros clássicos indie. Conseguiram a minha curiosidade na hora! Eu ainda quero jogar tudo relacionado à esses nomes!

    Mais tarde ainda descobri que o estúdio por trás de KaB é oriundo de outro que fez jogos pra Sony no passado, desde Little Big Planet a Tearaway (por isso o visual das meninas eram tão parecidos com os do jogo do PS Vita).

    Mais pra frente alguém me disse que esse jogo era para dois jogadores e e até fazia sentido por ter duas protagonistas jogáveis. Cheguei ainda a abri-lo algumas vezes por não acreditar que seria EXCLUSIVAMENTE para dois mas as opções eram (até onde eu li):

    -"Local: and a local friend..."

    -"Online: Team up with a friend online."

    Cara, que decepção isso! E o howlongtobeat dizia que a aventura duraria umas 7 ou 8 horas. Fiz até minhas campanhas para ver se alguém animava de pagar o preço (uns 12 reais na última promoção recente) e terminar comigo, mas eu também não me via obrigando ninguém a jogar por tanto tempo e ainda mais algo que eu mesmo nem conhecia.

    Local também era complicado. Não parecia ser o tipo de jogo de ninguém. Cheguei a jogar a introdução à campanha na frente de um ou outro (até porque é bem legal e toca uma música bacana) mas ninguém pareceu ligar. Ouch!

    Eu mesmo desanimei com todos os casos. Para algo que parecia meio louco e conceitual, jogar 8 horas de uma vez não parecia divertido nem para mim e depender de muitas sessões com certeza ia desanimar a gente (inclusive porque as jogatinas locais diminuíram bastante pós-COVID). Que situação!

    Cogitei deletar KaB mas dei uma última chance. Abri o jogo, escolho local sem a menor esperança, depois a tela de seleção de personagem e aquela mensagem GIGANTE falando pro Player 2 apertar A e entrar na sessão. Mas percebi uma coisa pequena no canto inferior da tela" aperte + para iniciar". Opa, dava para jogar sozinho!

    Finalmente iniciei Knights and Bikes! De cara os visuais são bem bonitos e o jogo faz questão de dar um zoom volta e meia nos personagens, mostrando ainda mais o quão legais são os gráficos e as cores deles. Os cenários em si parecem uma mistura de papelão com giz de cera ou sei lá. É legal!

    Já o gameplay se assemelha um pouco com aquele dos Paper Mario quando estamos andando pelo mundo e isso porque os personagens, objetos e construções são 2D mas a liberdade de movimentação é 3D. Apesar disso, as batalhas são todas feitas no "overworld" mesmo, sem necessitar de uma transição para elas como no próprio Paper Mario ou RPGs em geral. Nesse quesito KaB é mais como um beat'em up.

    Logo de início você percebe que a aventura é carregada de histórias. Na verdade esse é o foco de KaB: seu enredo, assim como toda sua atmosfera levemente melancólica, levemente viajada e quase uma mistura de um desenho desses bem "lombrados" atuais com pitadas de Tim Burton. Sei lá, eu não estranharia que o jogo fosse baseado num desenho que passa na TV Cultura logo após Castelo Rá-Tim-Bum.

    E esse enredo é bem o tipo de coisa que sai da cabeça de crianças que parecem tentar sair de uma realidade infeliz buscando brincar com a imaginação diante de situações complicadas. Knights and Bikes mistura muito isso mesmo, acontecimentos corriqueiros de uma infância pobre e até perdas familiares com a infância e suas "ignorâncias".

    A forma como a campanha é continuada parece sempre meio... Aleatório? Apesar do mundo contar com diversas áreas, que inclusive podem demorar a serem alcançadas pela distância, o certo é mesmo seguir a rota que o jogo traça. As vezes é marcado um trajeto no mapa como um GPS, as vezes você tem que seguir seu amigo Honkers, um ganso, as vezes fica meio vago e você tem que explorar e experimentar.

    Durante as idas e vindas nessas áreas você completa puzzles simples, muitas vezes dependente de trabalho em dupla (e felizmente a IA da minha parceira é inteligente ao ponto de até resolver os enigmas antes mesmo de eu parar para analisar).

    Além disso há todo tipo de NPC estranho, cenários com temáticas diferentes, coletáveis opcionais/segredos e várias partes com minigames de duelo entre as duas protagonistas que simplesmente não tem a menor graça jogando contra a CPU. Na verdade, esse jogo deve ser mais bacana em duas pessoas mesmo.

    Com pouco tempo de jogo eu desbloqueei a primeira habilidade de uma das personagens, lançar frisbees com a Nessa (a morena). Esse item serve para atacar a qualquer coisa, como alvos nos cenários a inimigos. Houve ainda a aquisição da habilidade da Demelza (a ruiva) de chutar, podendo inclusive chutas poças d'água para molhar as coisas. Ambas as habilidades podem ser carregadas para um golpes mais fortes (e as vezes necessários).

    Ao passar da campanha você desbloqueia algumas outras habilidades para usar em combate e nos mapas e é sempre algo inesperado e bacana. Nessa parte me lembrou o clássico Mario & Luigi: Superstar Saga.

    Apesar disso tudo, KaB simplesmente não clicou comigo. O enredo é muito viajado, cheio de monstros e coisas que parecem ter saído da Nickelodeon, o gameplay é muito tedioso, lento e sem graça pela simplicidade e parece que você nunca está evoluindo. As partes que deveriam quebrar essa progressão tão devagar e silenciosa (senão pelos barulhos da protagonista fazendo barulho de motor com a boca e o ganso e seus "honks" constantes) acabam sendo muito breves.

    Dentro da primeira hora eu comecei a perder o interesse no jogo, que até então era apenas pelos seus visuais. Mas pensando bem, até sua paleta de cores é meio desinteressante. Parece que o foco é sempre no presente como algo que acontece e elas reagem, ficam com raiva ou com medo ou fazem umas caras ou piadas, mas para onde o jogo estava caminhando? Eu continuava indo de uma parte do mapa para outra, fazendo puzzles e batalhas sem sal por bastante tempo e logo sem seguida aparecia de volta no início de tudo, onde no dia seguinte seguiríamos para outro mapa e repetiria tudo.

    Não tem graça explorar e nada para fazer senão seguir a história. Tentar se apegar às personagens e seus sentimentos enquanto faz ações superficiais no meio dos acontecimentos. Habilidades novas? Ajudam a dar continuidade nos próximos puzzles da aventura, mas não parecem somar em nada na experiência.

    Eu comecei a arrastar o jogo pra caramba e tinha dia que não jogava nem 10 minutos. Mas ontem encontrei forças e joguei quase metade da campanha já com o intuito de me livrar e cumprir com a missão de limpar completamente o backlog do Switch.

    Resumindo: Knights and Bikes é um jogo um pouco diferente do habitual. Seu foco aqui são os personagens e seu enredo que trata até de problemas humanos que não costumamos falar tão abertamente, o que é legal. Mas não consegui parar de me perguntar quem seria o público ideal para a campanha. Além disso, o gameplay deixa muito a desejar pela simplicidade e lentidão e fica um pouco difícil se envolver numa aventura assim.

    De bom: gosto dos visuais (mas não exatamente da direção artística). Jogo simples que qualquer um consegue jogar. Dá para terminar rápido. Para até dois jogadores local ou online. FInal curioso.

    De ruim: sem idioma Pt-BR. Jogabilidade muito sem graça. Não há nenhuma recompensa em continuar jogando senão o desenrolar da história. Apesar do final ser interessante, tudo o que vem antes é muito viajado e só faz sentido quando a aventura termina. Encontrei alguns bugs sobretudo em relação a câmera sem saber o que fazer com as personagens separadas. Há partes confusas e esquisitas de navegar e tudo piora quando elementos do "foreground" surgem na frente da sua visão. Achei a aventura meio arrastada, mas pode ser porque eu a arrastei. Dinheiro só serve para customizar a bicicleta e é só estética, basicamente. Jogo super silencioso e apenas com sons irritantes e repetitivos dos seus companheiros.

    No geral, o Switch marcou "pelo menos 5 horas" de jogo mas me pareceu bem mais. Não curti mesmo o jogo, infelizmente. Me perguntei se teria gostado mais com um amigo localmente e a resposta foi um "talvez" pessimista. Eu realmente acho que para gostar de KaB você precisa da seguinte fórmula: espírito jogo indie + um amigo casual (se você também for, melhor ainda) + gostar de saborear títulos pela temática e conceito lentamente. No mais, uma baita decepção.

    Knights and Bikes

    Platform: Nintendo Switch
    5 Players

    7
  • anduzerandu Anderson Alves
    2022-07-18 13:01:00 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Sonic Generations

    Zerado dia 18/07/22

    Quase terminando a minha lista de prioridades mas sigo insistindo em começar e zerar jogos por fora dela. Ao menos estou jogando o que quero ou gosto!

    Sonic Generations é um daqueles jogos que tinha vontade de jogar desde muito tempo mas com tantas outras coisas surgindo, acabo deixando para depois aqueles títulos que tenho certeza que vou gostar, não importa quando eu jogue (alguns jogos só começo mesmo quando bate a vontade). Cheguei a jogar a versão de 3DS de SG há quase 7 anos atrás e mal me lembrava da experiência! Fui até reler meu post da época e vi umas coisas na internet por não me lembrar MESMO (foi um jogo bem curto e rápido, como o Sonic gosta).

    Com o Xbox 360 agora na sala de estar pro filho do meu padrasto, que tem morado conosco, poder jogar, achei que passaria um bom tempo sem nem encostar nele. Mas fui ver o tanto de mídia pirata que comprei e não joguei, algumas são até muito bem produzidas, e me fez foi dar uma mega vontade de maratonar o console. Asura's Wrath, The Evil Within, Dead Rising, Lollipop Chainsaw etc etc etc. Mas poxa, eu também posso jogar a maioria dessas coisas no futuramente desbloqueado PS3 sem nem esquentar com os problemas que volta e meio tenho tido com jogos que a mídia não funciona e tals. Talvez eu devesse aproveitar e focar nos exclusivos e deixar o console pra lá em seguida. Mas também tem a questão de fazer o outro desbloqueio e poder jogar os títulos do primeiro Xbox! Muitas dúvidas!

    O Sonic Generations parecia brilha na minha frente. Tinha certeza que seria muito legal e até estava na caixa todo bonito, da época que as falsificações do 360 eram caprichadas e bem mais próximo do visual original (agora é uma mídia vagabunda toda branca dentro do encarte da pior qualidade dentro de um plástico estilo DVD de filme piratão mesmo).

    Fui iniciar essa lindeza que dá até vontade de deixar na estante e depois de jogar umas fases, o jogo fechou sozinho. Tentei novamente e novamente e até consegui ir além uma hora, mas fechava uma hora ou outra. Tive meus problemas com jogos físicos piratas no console recentemente e não sei se é o leitor (alguns parecem funcionar de boa), mas tô apostando mesmo em mídias antigas que ficaram esquecidas no armário e gravações ruins desses jogos. Ao invés de fazer como o Watch Dogs e comprar logo a mídia digital pirata, comprei duas mídias para gravar e, se desse certo na primeira tentativa, poderia ainda baixar um outro jogo qualquer. Bem, não funcionou em nenhuma das vezes, mas a segunda tentativa ao menos permitiu fazer algo que nenhuma outra fez e algo que eu esqueci que o Xbox fazia: instalar o jogo no HD.

    Pareceu dar certo, mas deu ruim bem mais pra frente e um erro diferente. Pesquisei na internet e bizarramente achei um vídeo de um cara resolvendo o erro tão específico e a solução consistia em por um CD de música no console, copiar uma faixa qualquer, por essa música para tocar (e deixá-la no mudo para não ficar ouvindo durante a jogatina) e finalmente iniciar o jogo. E como todos os demais relatos nos comentários do vídeo, funcionou!

    Bem, a aventura em SG é muito interessante desde o início, em que tudo quanto é personagem do bem da franquia (quase todos) estão fazendo um piquenique de aniversário do Sonic. Aqui você vai ver desde a galera clássica dos primeiros títulos da franquia, passando por aqueles dos Adventures, Heroes, Advance, Rush... Fan service do bom!

    Então o enredo se desenrola com a aparição de uma criatura que sequestra todos os personagens, fora o Sonic, por uma fenda de tempo-espaço e meio que une os "universos" do ouriço antigão barrigudinho com os do edgy protagonista do Dreamcast em diante.

    Em seguida você estará no primeiro mundo e com a opção de navegar pelo hub de seleção de estágios sidescroller e jogar o primeiro estágio, Green Hill Zone.

    Neste jogo você tem dois Atos para cada estágio sendo um com a jogabilidade sidescroller clássica e exclusiva do barrigudinho e outro que mistura todos os elementos que conhecemos dos Sonics 3D.

    Eu não me dei conta imediatamente mas esse primeiro mundo e suas 3 fases são todos baseados nos primeiros Sonics de Mega Drive. Acho que isso se deu por dois motivos: primeiro que eu confundo demais os Sonics daquela época, sobretudo o 2 e 3, e segundo porque os Atos 3D, do Sonic moderno, combinam bem com tudo.

    Mas é aquilo, os do barrigudo são um pouco mais lentos, as vezes demandam cuidados, muito platforming, paciência para que o cenários se movimente e te permita prosseguir, essas coisas. Já o moderno é uma loucura sem fim, correndo a mil por hora, homing attack, muitas habilidades, muitas vezes o jogo se joga sozinho. Mais pra frente tive um pouco de problema com algumas fases 3D, coisa típica da série, mas não chegou a estressar (até hoje estou traumatizado com os estágios finais do Heroes).

    Depois de terminar os dois Atos dos 3 estágios, aparecerão portas extras no hub com desafios.

    Essa parte é meio estranha. Cada estágio tem uns 4 desafios relativos a ele e você precisa fazer ao menos um de cada para desbloquear uma chave. Juntar 3 chaves é obrigatório para prosseguir no jogo, o que é esquisito pois depois de terminar as fases a aventura não continua mais.

    Existem vários tipos de desafios e são todos rápidos, mas nesse primeiro mundo eu fiz apenas os de corrida, que envolvem correr contra o outro Sonic até a linha de chegada. Outros desafios incluem: terminar a fase sem coletar anéis, coletar os chao mais rápido que a Cream e terminar a fase, usar um poder da Blaze para abrir paredes de fogo. Na prática são até legais e o melhor é que costumam ser versões menores dos estágios normais, então você não ter que fazer nada com aquela sensação de repetição.

    Para ser sincero, a maior parte das fases comuns são bem curtas e o jogo em si flui até rápido.

    Além dos desafios se abre um estágio opcional de Rival que é como um boss. O rival do primeiro mundo é o Metal Sonic e o estágio é bem ao estilo de que era na época: uma corrida com porradaria. Muito legal e vale a pena fazer por diversos motivos!

    Com as três chaves é possível abrir o estágio do chefe do mundo. Eu estava achando não ter nenhum chefe ao terminar ambos os Atos de cada estágio.

    Esse chefe é mesmo ao estilo antigo, batendo com o Sonic quando o oponente te dá a chance etc. Todos os chefes são remakes de jogos anteriores. Bem, eu já mencionei que SG é fan service, mas é muito mesmo e de uma forma incrivelmente bem feita!

    Se abriu assim o segundo mundo, com mais 3 estágios, agora com foco nos jogos da geração Dreamcast. Cara, como eu amei a versão de City Escape (mesmo com a OST sendo meio que cover)!! E eu tinha me esquecido de como a trilha sonora dessa franquia é sensacional (te amo, Seaside Hill e Open Your Heart).

    Por serem estágios da época 3D do Sonic a vontade era de jogar só com o Sonic moderno! Mas as versões sidescroller desses mapas ficaram bem bacanas também.

    E lá se foram mais 3 estágios e seus dois atos, cada. Depois 3 desafios quaisquer, uma batalha de rival e um chefe até finalmente abrir o terceiro e último mundo, baseado na fase mais moderninha (pelo menos até então) do Sonic 3D. Aqui o jogo me perdeu um pouco, mesmo sendo ainda bem bacana, pois o desafio aumentou, assim como a duração dos atos e eu não joguei nenhum dos jogos originais: '06, Unleashed e Colors!

    Mas gostei como a dificuldade foi aumentando pois o primeiro mundo chegou a ser bem besta enquanto aqui eu estava perdendo muitas vidas e algumas fases demoraram 10 minutos (antes mal chegavam a 3).

    Terminado o terceiro mundo é possível abrir o chefe final caso você tenha todas as Chaos Emeralds (que aqui são bem fáceis de conseguir). Esse chefe final é confuso e irritante, parecendo algo tirado do Heroes de tão zoado. A pior parte de SG, sem dúvidas, se não for a única ruim.

    Resumindo: Sonic Generations é uma baita de uma experiência e sua qualidade dobra se você for familiarizado com a franquia e, sobretudo, os jogos aqui abordados. O jogo é obviamente puro fan service, mas feito de uma forma muito bem pensada e saudável. É quase como uma recompensa por ter aturado o ouriço em tantos jogos frustrantes anteriormente e ainda estou me questionando se gosto mais dele ou do Mania como melhor da série.

    De bom: lindos visuais. Jogabilidade certinha com ambos os Sonics. Bom nível de desafio. Fan service de primeira e, para mim, as fases da geração Dreamcast já valeram toda a experiência. Sem muito diálogo. Bastante conteúdo. Jogo muito caprichado.

    De ruim: senti um pouco da irritação em algumas fases 3D, típico da franquia. Alguns chefes/desafios são confusos e o desafio final é bizarro demais.

    No geral eu gostei demais e tá ficando complicado decidir quem vai ou não para o meu Top 10 no final do ano. Eu tinha mencionado no post da versão de 3DS que havia conteúdo para um Generations 2, mas a verdade é que nessa versão principal de Generations já tem tudo o que eu precisava! Senti ainda que o Forces tentou reutilizar bastante dessa ideia, mas aqui é tudo melhor. Ótimo jogo! 

    Sonic Generations

    Platform: XBOX 360
    1535 Players
    59 Check-ins

    12
    • Micro picture
      xch_choram · 25 days ago · 2 pontos

      Gosto muito desse tbm, reuni muita coisa boa da serie em um jogo só, pena que eles insistem em ir pra um outro lado com o Forces e o Frontiers.

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