anduzerandu

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  • anduzerandu Anderson Alves
    2021-07-26 18:37:51 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Silent Hill

    Zerado dia 26/07/21

    Outra pendência gigantesca terminada: Silent Hill! Quando lembrei de adicioná-lo à lista umas duas semanas atrás, eu resolvi jogar logo, até porque estava até com saudades de jogar algo do gênero, que se duvidar a última vez que joguei foi Resident Evil - Code: Veronica há vários anos atrás. Atualmente a minha lista está assim: apago um jogo do arquivo e adiciono outro. Raramente porque resolvo começar algo novo, mas mais porque tenho lembrado de jogos não terminados da infância ou de algum outro momento da vida.

    Bom, eu nunca tive um PS1, mas meu primo tinha e eu ia para a casa dele todo santo dia. Embora eu não achasse que nenhum jogo chegasse ao nível de Mario 3 ou Mario World, eu me divertia. Lembro de jogar muito Mega Man X4, Tony Hawk's Pro Skater 4, de odiar jogos de luta (porque eu sempre perdia), etc.

    Volta e meia arriscávamos jogos de terror, e foi assim que terminamos Resident Evil 2 e 3 com o passar de anos. Eu tinha muito medo daqueles jogos! Uma vez jogamos esse tal de Silent Hill, mas não conseguimos terminar e deixamos de lado. Mas eu nunca esqueci de algumas coisas dele: o jogo era medonho, a parte da escola a noite e o maldito puzzle do piano, que nos travou e impossibilitou de ir além.

    E puts, eu que jogo tantos jogos por ano, chegava a me envergonhar de nunca ter terminado um Silent Hill sequer. Até procurei na internet e vi que ele teria umas 7 horinhas de duração. "Ótimo, vou terminar tranquilo", eu pensei!

    Iniciando a aventura, eu imaginava que  provavelmente estava perto do final da campanha quando travamos no famoso puzzle do piano. Ah, tá!

    Enfim, depois de ver a abertura bem cinematográfica em CG, dei início à campanha. Achei curioso como haviam diferentes níveis de dificuldade, mas, como sempre, mantive no médio. Vi que nas opções era possível configurar umas coisas úteis também.

    Já no jogo, controlamos Harry Mason, que acorda sozinho na cidade de Silent Hill após um acidente de carro, agora em busca de sua pequena filha Cheryl. A cidade em si é bem esquisita, vazia e coberta em neblina.

    Os visuais de SH envelheceram bem, na minha opinião. Tudo bem que havia toda uma limitação na época pros gráficos, mas é tudo bem feitinho e o estilo do visual acrescenta muito à experiência, sendo que o restante fica muito por conta de sua imaginação.

    O início também é útil para ir se acostumando aos "controles de tanque". Curiosamente eu estava jogando naturalmente por um bom tempo até perceber isso. Considerando que o jogo muda muito os ângulos de visão, não teria outro jeito de dar certo.

    Ao chegar na primeira área do jogo, uma lanchonete, conhecemos o primeiro humano, a Cybill, que também diz não ter visto ninguém a muito tempo. Assim conseguimos os primeiros itens de ataque, cura, uma lanterna pros lugares escuros do futuro e um rádio, que soa um monte  de interferência sempre que houver um inimigo próximo. Como muitas vezes a câmera fica virada para você quando abre uma porta, isso é muito útil.

    Com as primeiras pistas, começa a exploração por Silent Hill, vazia e cheia de neve. As primeiras localidades requerem chaves e mais exploração por toda a cidade através das pistas para saber onde ir e o que fazer. A trilha sonora é silenciosa e a solidão é de matar.

    Além disso há inimigos aqui e ali: cães e morcegos-humanos aparecem para fazer barulho, fazer o seu rádio soar e tirar do seu HP. Esses monstros não são necessariamente assustadores perto de toda a ambientação, mas há sempre o medo de morrer e perder progresso (apesar que nesse jogo há a opção de continuar de "checkpoints" quando falhamos ao invés de apenas ter que carregar um save).

    Após avançar e me achar o inteligente, o jogo estava fluído e muito gostoso. Definitivamente eu tinha envelhecido para poder encarar jogos do tipo. "Jogos de terror não me afetam mais", eu pensei.

    Isso até finalmente conseguir abrir caminho à primeira "dungeon" do jogo, a escola. Lembra quando falei que achava que essa parte da escola e o seu puzzle do piano poderiam ser próximos do final da campanha? Hahaha, mal sabia eu! Menos de duas horas foi o tempo que levei para chegar nessa parte.

    Mas enfim, quando você consegue acesso à escola é que o jogo fica mais bizarro do que nunca. O céu esbranquiçado dá lugar à noite, visão ainda mais limitada, mais monstros e ambientes esquisitos. Para fechar, o ambiente da escola a noite é muuuuuito bizarro e claustrofóbico! Eu estava jogando nervoso, meus amigos! E juntando uns problemas pessoais na família e que meu outro jogo era Doom 2, tudo estava muito deprê ou maligno.

    Há ainda um vai e volta gigante. O jogo te obriga a fazer os caminhos mais longos pela escola até chegar do outro lado e conseguir destrancar uma porta, que agora serve de atalho, para assim poder acessar o próximo andar grandão.

    O jogo é cruel no lance do terror com essa fórmula de ter que explorar muitas e muitas salas em corredores escuros e muito parecidos, progressão lenta e puzzles que dependem de itens e dicas que podem estar em qualquer lugar. Tem salas que você só vai voltar no final da dungeon! Bacana não ter aquela sensação de linearidade, mas durante o jogo você só quer terminar aquilo o quanto antes e sair dali!

    Logo me foram apresentados novos inimigos, cosia comum conforme você avança no jogo, inclusive uma coisa que meus amigos e eu nunca esquecemos: fantasmas de bebês aqui e ali. O gritinho sempre dá uma agonia, assim como vários outros sons de SH. Engraçado que quase não há jump scares durante a aventura, e isso não impediu o jogo de ser mil vezes mais medonho que qualquer coisa.

    Depois de um tempo, a exploração foi ficando mais tranquila. Matei os inimigos todos, que felizmente não dão respawn, e as peças foram se encaixando. Há uns puzzles bizarros, como esse do piano ou um de colocar uma bolinha de brinquedo num espaço de uma calha quase imperceptível, mas o jogo estava andando.

    Quando eu achava que o jogo não poderia ficar mais medonho, eu abri uma porta que me levou para uma escola quase idêntica, mas meio que de um mundo paralelo ainda pior.

    O ambiente escuro de uma escola antiga deu lugar à um mapa igual, mas todo trabalhado nas plaquetas de metal, cercas e afins sujos de vermelho, algo como um grande abatedouro ou um local das piores torturas imagináveis. Escuro e fechado,  a claustrofobia bateu mais forte do que nunca, e toda a coisa ensanguentada estava me dando, mais uma vez, uma baita agonia.

    Cara, eles conseguiram fazer o verdadeiro jogo de terror psicológico, uma sensação que não tinha desde que jogava Resident Evil na infância, mas esse mesmo Resident Evil hoje é dia é quase uma piada pra mim, super hollywoodiano e com zumbis bestas, enquanto SH parece mais adulto do que nunca, quase que como um jogo proibido e altamente não recomendável para pessoas de psicológico fraco.

    Conforme o enredo avançava, mas eu ficava curioso. O que diabos estava acontecendo? O interessante também é que não há algo estilo sci-fi acontecendo, mas sim algo dos nossos piores pesadelos, algo mental, algo que nem o protagonista entende quando ele começa a ir e vir, sem intenção, de uma realidade para outra, inclusive conhecendo pessoas que estão presas do outro lado. Bizarro? Medonho? Sinistro? Diabólico?

    Depois da primeira "dungeon" o jogo aliviou um pouco de volta à realidade, claridade nas ruas, apresentação de novos personagens e avanço geral. Eu mesmo comecei a fica bem menos abalado com o jogo. Estava pegando o jeito, cheio de curas e armas e super confiante.

    Logo o terror deu lugar à um jogo mais de ação (pra mim), inclusive graças aos próximos cenários, mais claros e fáceis (apesar de dungeons sem mapa que são super confusas). No final das contas eu devorei quase metade do jogo só hoje. O jogo continuou bizarro, mas mais tranquilo e mais e mais interessante. Minha aventura durou 6 horas e meia e 45 saves, mas pareceu muito mais pois muita coisa acontece num curto período de tempo.

    Resumindo: Silent Hill é sensacional e passou completamente no teste do tempo, a ponto de eu duvidar que exista um jogo de terror mais sinistro em sua temática, complementada pelos visuais que acredito que, no caso de um remake, poderiam arruinar a experiência. Diferentemente de outros jogos do gênero da época e depois que parecem bestas e artificiais, isso daqui é muito convincente!

    De bom: ambientação nota mil. Visuais complementam a experiência de uma forma medonha, principalmente no escuro com a sua lanterna (joguei no PSP, que geralmente dá uma melhoradinha no serrilhado etc). Dificuldade justa. Enredo muito interessante, embora no final eu tenha mantido várias dúvidas, que talvez sejam sanadas nos próximos jogos. Sonoplastia fenomenal. A opção de Continue faz com que você fique menos doido de salvar a todo momento (salvar é importante se você for desligar o console). Cidade bem detalhada. Terror que o visual dos jogos atuais não consegue replicar.

    De ruim: a câmera as vezes não mostra a sua frente ou dificulta demais isso. Alguns elementos são usados com frequência, inclusive a volta a certos lugares por motivo de reciclagem num jogo já relativamente curto. Controles de tanque podem não agradar aos jogadores mais modernos.

    No geral, curti demais apesar de que nas primeiras horas eu arrastei por pura agonia graças aos efeitos psicológicos de SH, mas acabei engrenando depois. Esse é O VERDADEIRO jogo de terror, e eu recomendo para quem quer ter uma experiência verdadeira com o gênero. Feliz por ter jogado algo da franquia até o final e já ansioso pelos próximos no futuro. Jogão!

    Silent Hill

    Platform: Playstation
    6687 Players
    177 Check-ins

    32
    • Micro picture
      jcelove · 7 days ago · 3 pontos

      Boa! Nunca é tarde pra classicos assim. RE é brincadeira de criança em termos de ambientação se comparado a SH, a história é realmente sinistra, adulta e assustadora e a escola é de longe a pior parte do jogo tento o unico chefe que realmente é perigoso tbm ja que mata com 1 hit e no hard demora pacas pra morrer.

      N ps1 não tinha franquia que chegasse perto em termos de terror, só no PS2 com Siren e Fatal Frame que rolaram coisas parecidas.

      Tbm acho que ele resiste demais ao teste do tempo, continua um jogão.

      A camera é ruim mas se apertar os L e R no menu d eopções aparece um menu secreto que permite mudar algumas coisas inclusive ter a opção de camera no ombro com triângulo, que ajuda muito a se localizar.

      4 replies
    • Micro picture
      darleysantos676 · 6 days ago · 3 pontos

      Ei, já pensou em transforma esse check-in em crítica? (...) Tô brincando!!! Cara, senti até um quentinho no coração ao ler esse texto, quantas lembranças não me vêm à mente!!! É simplesmente um dos jogos da minha vida! Pra mim, a melhor saga de jogos do gênero de terror/horror! Joguei em 2001 ainda, e quanta coisa também lembro associada a esse jogo. É um universo único! Esse jogo e a trilogia clássica de Resident Evil me envolveram bastante naquela época. Sou fã incondicional dessa franquia, que hoje está abandonada, infelizmente... Quase sempre salvo os textos seus usando a função de republicar, são muito bons, conseguem quase sempre traduzir muito bem o feeling dos jogos.

      5 replies
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      santz · 6 days ago · 3 pontos

      Esse é um também que zerei recentemente. Consultava direto um detonado assim que topava com um puzzle.

      2 replies
  • anduzerandu Anderson Alves
    2021-07-24 20:12:47 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Apex Legends

    Terminado dia 24/07/21

    Hoje eu "terminei" dois jogos um pouco diferentes do habitual. O primeiro foi aquele joguinho de navegador da Google que celebra as olimpíadas. Legalzinho e tal, mas sequer tem nome! 

    O segundo foi Apex Legends, um Battle Royale que sequer tem um modo solo ou campanha. Nesse caso eu nem postaria sobre um jogo que não há um final, como muitos outros que jogo volta e meia, incluindo outros do gênero, como Fortnite, Rogue Company ou Spellbreak. Mas no caso do AL, o jogo tem troféus. Troféus esses que eu dei duro para conseguir jogando uma vez ou outra por semana com amigos.

    O motivo de eu ter ido atrás dessas conquistas foi justamente o fato de eu ter curtido muito o jogo e postar aqui depois, além de ser uma ótima motivação para continuar jogando e experimentando enquanto os amigos se acostumavam com o nosso novo "jogo do momento".

    Eu conheci Apex há bastante tempo, na época que era ainda uma novidade e que meu grupo principal online jogava fortemente Fortnite, inclusive eu mesmo. Como a onda era jogar no Nintendo Switch, eu nem me animei tanto com AL, mas cheguei a dar uma chance uma vez com meu primo, já que ambos tínhamos Playstation 4 e os demais amigos não, e também dificilmente se animariam.

    Jogamos um dia e largamos. AL era bem Call of Duty e eu não conseguia nem ver os inimigos direito naqueles visuais realistas e cheios de detalhes.

    O ânimo só voltou quando resolveram portar o jogo para o Switch e agora poderia experimentá-lo com pessoas que se animavam de verdade a entender esse tipo de experiência. Meus amigos então já compraram um Series X e graças à magia do crossplay, eu posso me juntar a eles com meu PS4.

    Para quem não conhece Apex, ele é facilmente um dos melhores e mais populares battle royales já criados. Algo como um Overwatch battle royale, mas extraindo o melhor de cada.

    Há vários personagens com habilidades únicas para se escolher e usar em combate. Alguns focados em habilidades ofensivas, outros defensivas, médicos, assistência etc.

    Alguns dos meus favoritos incluem:

    -Bloodhound e sua habilidade de escâner que encontra oponentes próximos e permite os ver através das paredes;

    -Lifeline, que larga um robô que cura a vida de todos que estiverem próximos ou ainda levanta animados caídos sem que você tenha que perder tempo com a animação do personagem fazendo isso; 

    -Octane e seus poderes de corrida que o fazem chegar a qualquer lugar ou escapar de batalhas num piscar de olhos;

    -Mirage, que pode criar clones que obedecem às suas ordens e confundem os inimigos;

    -Revenant, que tem um ataque especial (também chamado de ULT na maioria dos jogos) que permite que você tenha uma "segunda vida".

    No lobby do jogo é possível fazer as mesmas coisas que todo jogo do tipo: acessar a loja, comprar skins (roupas) para suas lendas e armas, desbloquear outros personagens (apenas uns 6 são desbloqueados por padrão, mas eu gosto de quase todos eles, enquanto me desapontei com vários dos que comprei) e até ler umas histórias em quadrinho que contam o enredo por trás de cada lenda e do jogo no geral.

    É possível ainda editar o banner do seu personagem, algo como uma bandeira que é mostrada em determinadas ocasiões, inclusive quando você é o que mais matou na partida ou foi destaque na partida anterior. Tudo isso aparece em telões pelos cenários.

    Além do lance de escolher personagens à la Overwatch, as diferenças vão além, começando pelo início da partida quando um dos três membros do time é escolhido aleatoriamente para definir o local de pouso.

    Além disso, são apenas 20 times de 3 pessoas, deixando a coisa mais dinâmica, menos bagunçada e rápida de encontrar partidas.

    Em campo o jogo se comporta de uma forma que mistura loot de raridades diferentes, grande diversidade de armas, granadas ao estilo do Fortnite/Borderlands com apetrechos diversos para cada arma, como diferentes miras, aumento de cartucho de balas, itens que melhoram a estabilidade dos tiros das armas e recuo afins estilo PUBG.

    Para o seu personagem há diferentes capacetes que reduzem dano na cabeça e peitorais que reduzem o dano recebido em geral. No caso do peitoral, ele ainda sobe naturalmente de raridade (cinza > azul > roxo > dourado/vermelho) conforme você causa dano nos outros. Isso é bem legal pois dá a oportunidade de todos chegarem no final da partida com escudos bons e ainda incentiva o combate ao invés de o evitar.

    O jogo ainda conta com veículos, torres que te fazem voar, lojas no mapa que vendem melhorias e munição, marcação de oponentes e equipamentos na tela para seu time poder pegar e locais que podemos suar para renascer aliados mortos e que você tenha coletado seus cartões. Muitos desses foram copiados por outros jogos do gênero, assim como uma bomba que protege uma área da tempestade.

    Por falar em velocidade, AL é um jogo RÁPIDO! As partidas se iniciam rapidamente, logo você estará no chão correndo como um louco, abrindo mil e um baús e coletando armas, equipamentos e demais tipos de loot. Muitas vezes antes de pousar em qualquer um dos pequenos mapas disponíveis, alguns jogadores já terão morrido.

    A movimentação, como um FPS, é também muito veloz, coisa que demorou um pouco pro meu time do Fortnite se acostumar. Também é possível correr, usar habilidades de movimentação, pular de grandes alturas sem tomar dano, descer ladeiras escorregando com o botão de agachar e alguns personagens chegam a voar e afins. 

    Quando você tá terminando de se equipar a tempestade já começa a fechar e você deve correr para a área a salvo, também conhecida como safe. Preste muito atenção nisso em Apex pois a tempestade desse jogo é CRUEL.

    É muito comum morrer no primeiro embate, ou no segundo, ou no próximo, ou no último. É um battle royale e todos querem ser os melhores. As vezes você joga bem, as vezes dá sorte, as vezes se dá mal. Tudo depende do seu empenho em continuar tentando e aprendendo a jogar. Felizmente tenho um time de amigos para me ajudar e para aprendermos juntos e assim fomos de completos inúteis para bons jogadores.

    Agora tenho orgulho do meu time! Para se ter uma noção, no início jogávamos pouco porque éramos péssimos e ficávamos frustrados e logo a galera queria voltar pro Fortnite. AL então lançou um modo de arena em que você compra equipamentos ao invés de procurar e é apenas um time contra o outro, estilo Counter-Strike. Curtimos demais esse modo (e inclusive estou recomendando a todos os amigos, inclusive àqueles que não curtem battle royale) e ficamos apenas nele, tentando uma vez ou outra o modo normal apenas para ficarmos frustrados e voltarmos pro Arenas. Mas com o tempo fomos migrando de vez pro jogo principal, ganhando uma na semana, as vezes duas. 

    Só ontem ganhamos 5 partidas de battle royale!

    As conquistas do jogo, que não tem platina, são até fáceis, mas muito antes de você as completar, já terá entendido completamente o jogo.

    Algumas conquistas envolvem:

    -Se tornar o Kill Master uma vez, ou seja, o jogador que mais matou na partida a qualquer momento (coisa que fiz na sorte);

    -Vencer a partida com determinada classe de lenda, como médico ou defensor, independente de seu uma lenda em específico. Nesse caso o modo Arenas ajudou muito pois as partidas eram rapidíssimas;

    -Equipar um peitoral e capacete dourados ao mesmo tempo;

    -Preencher todos os espaços de melhorias de uma arma.

    As que eu mais demorei para fazer foram duas em específico:

    -Vencer com 8 lendas diferentes, já que vencer por si só já é um desafio, mas também sou péssimo com alguns personagens, como Gibraltar e Pathfinder, e as vitórias só contavam no battle royale. Isso ainda demandará que você jogue até conseguir mais lendas, pois você não terá 8 no início;

    -Causar pelo menos 5000 de dano com 8 lendas diferentes no battle royale. Coisa que demanda mais tempo do que esforço.

    Resumindo: Apex Legends é sensacional e meu jogo favorito do gênero. Ele simplesmente combina tudo o que há de melhor em outros jogos semelhantes e adiciona muitas melhorias de "quality of life", além de somar um grande carisma, batalhas justas, bom nível de desafio, mecânicas bacanas e sem parecer infantil ou idiota.

    De bom: jogo muito bonito, embora eu só recomende a versão de Switch em último caso. Personagens únicos e carismáticos. Sistema de loot muito intuitivo. Junta o melhor dos battle royales com o melhor do Overwatch. Comunidade muito bacana. Partidas rápidas não vão consumir meia hora da sua vida para morrer no final ou seu dia inteiro jogando online.

    De ruim: os personagens adiantam muita informação útil automaticamente (como distância da safe ou itens marcados), mas o jogo não é dublado em português, apenas em várias outras linguagens. Recentemente o jogo estava com problemas horríveis, como derrubar os jogadores do nada das partidas e estava impossível jogar, além de que outras cosias do tipo já assolaram AL. 

    No geral, curti demais tudo o que joguei até o momento e é o único jogo online que tem me animado, além do Knockout City, que infelizmente se tornou pago. Super recomendo se você tiver pelo menos um amigo pra jogar online e se você quer conhecer o mundo do battle royale, inclusive sem o lance chato de construções do Fortnite. Eu mesmo vou jogar por um bom tempo apesar de estar querendo experimentar o Call of Duty: Warzone, já que ainda tenho lendas a desbloquear, inclusive uma nova que sai em breve com a nova temporada. Jogão!

    Apex Legends

    Platform: Playstation 4
    63 Players
    32 Check-ins

    10
  • anduzerandu Anderson Alves
    2021-07-23 09:31:23 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Doom II

    Zerado dia 22/07/21

    Caraca, demorei mais nesse Doom II do que gostaria de admitir, mas parte dessa culpa é do outro jogo que tenho jogado outro título paralelamente muito aos poucos (e dado prioridade a ele), além dos problemas da vida adulta.

    Eu comprei esse Doom junto com o seu antecessor e o 3 numa promoção bem boa no Nintendo Switch há bastante tempo, bem antes de lançarem Doom 64 na plataforma, mas todos ficaram parados até bater a vontade. Tempos depois comecei o primeirão com amigos e joguei por muitos meses, até cansei! Já o II eu cheguei a abrir e experimentar um pouco, mas adiei um tanto justamente por se parecer demais com o jogo anterior, e eu realmente estava cansado.

    Abrindo Doom II você se depara com menus com as mesmas opções de seu antecessor. Há a possibilidade de jogar sozinho, multiplayer, algumas opções e conectar sua conta, o que aparentemente desbloqueia um bocado de cosméticos para jogar online os títulos mais recentes (acredito que o Doom 2016). Há também a opção de baixar "Add-Ons", meio que estágios adicionais que eles disponibilizam.

    Acessando o single player, modo que joguei exclusivamente Doom II já que receber visitas atualmente não é lá uma ideia muito boa, pude escolher iniciar a campanha, escolher um nível e carregar um save. Nos dois primeiros casos você ainda determina o nível de dificuldade.

    Dei uma olhada no menu de seleção de estágios e, nossa, haviam 32 estágios! O jogo original devia ter uns 10 a menos e foi gigante! Descobri depois que 30 estágios são da campanha e mais 2 são secretos, um baseado em Wolfenstein e um com uns easter eggs de Commander Keen. Mas para completar haviam mais outros 21 níveis numa seção chamada de "Master Levels", que são fases que aparentemente foram adicionadas como numa espécie de DLC na época e que estão inclusas em todas as versões completas do jogo.

    Iniciando a campanha eu fiquei muito contente em saber que as fases são assim como os capítulos mais avançados do Doom original, mais focados na ação e menos na exploração que era praticamente um metroidvania. Digo isso porque no jogo anterior eu gastava até horas em uma única fase as vezes tentando descobrir onde estava uma chave ou uma porta e alguns níveis chegavam a ser maçantes, mesmo jogando com 4 players, um explorando para cada lado e quando um pegava uma chave, todos já podiam a usar imediatamente.

    Aqui o lance é sair atirando, fica muito claro saber onde você foi pois as fases não são labirínticas e muitas vezes agem mais como uma arena do que instalações alienígenas nazistas bizarras. Além disso, aquela sensação claustrofóbica aqui é muito reduzida e há maior sensação de liberdade, meter o louco e explodir uns demônios ao som de "metal"!

    Eu percebi que as fases estavam indo embora até rapidamente. Dificilmente eu gastava muito tempo ou empacava em alguma. No final de cada uma é mostrado quantos demônios faltaram ser mortos, segredos a serem achados e o tempo que você deveria bater, estilo Time Attack, mas eu nunca liguei pra nada disso.

    Mas apesar de Doom II ser legal, ele tem um grande defeito pra mim: ele não é memorável. Eu saio de uma fase e começo outra e nem percebo. E aquela fase que achei uma parede com um item legal escondido? Foi nessa? Na anterior? Três fases atrás? Sei lá!

    Para dizer a verdade, 90% das fases parecem muito amadoras, sem graça, como se fossem fases de teste ou descartes do jogo original que não entraram nele. A engine parece ser a mesma, os visuais são e tudo foi reciclado! Quer dizer, há uns inimigos novos aqui e ali, mas no geral a sensação é de estar jogando a mesma coisa. E o pior é que ainda lembro de muitas coisas do jogo original, incluindo cenários.

    O objetivo continua sendo o mesmo: chegar à saída, que costuma estar numa posição distante ou exigir que você abra alguma porta com uma chave de cor específica. Chave essa que depende de outra chave para ser adquirida e assim por diante.

    É normal perder bastante tempo com exploração, encontrar salas e segredos com itens inúteis e ficar tentando se familiarizar com o cenário. É o tipo de jogo que eu gasto 17 minutos para passar de uma fase na primeira tentativa e 2 minutos depois que já sei onde tudo fica.

    Uma coisa importante é salvar o seu progresso sempre que achar algo de interesse, estilo o primeiro Half Life, pois sempre acontece algo quando você coleta uma chave ou similar, como um monstro que aparece, e muitas vezes você não está preparado.

    Outra coisa que vale a pena mencionar é que ainda há história a ser contada por meio de um texto a cada tantos estágios. É sempre bem superficial, mas ajuda na ambientação para quem curte esse tipo de ação sangrenta e heavy metal, e tenho certeza que na época era ainda mais legal.

    Me aproximando lentamente da metade do jogo e já meio cansado depois de tantos dias, percebi que no menu de opções há um sub-menu de Cheats, onde é possível acionar um bocado de coisas curiosas:

    -Ficar invisível;

    -Conseguir todas as coisas (itens, chaves, armas, munição);

    -Entrar no modo Berserk;

    -Entrar no God Mode etc.

    Testei algumas dessas trapaças aqui e ali, bem legal. Lembro que eu fazia muito isso na época do Duke Nukem no meu N64 assim que comprei uma revista cheia de códigos.

    Acabei ainda ativando uma trapaça ou outra dessas na minha jogatina real chegando ao final de Doom II. Eu não queria ativar coisas como conseguir todos os itens, que tornam a jogatina sem sentido se você não tiver que explorar pelas chaves, mas em alguns momentos ativei o modo Berserk simplesmente porque recupera todo o seu HP, pois não tenho o costume de jogar salvando nenhum jogo e as vezes passava muito tempo num cenário e ficava perto de morrer perto do final. Aí sim eu salvava!

    Isso foi importante algumas vezes pois no final na aventura as fazes começaram a ficar mais longas e exigir maior exploração e fazem você andar como barata tonta como no Hexen: Beyond Heretic, mas terminei!

    Resumindo: Doom II é um jogo bacana, principalmente se você curte o primeiro jogo e quer mais, mas é sério que você ainda quer mais? Também acho interessante a ideia de ir direto para esse, ignorando seu antecessor, sendo que é um jogo mais leve, focado na ação e que vai lentamente dependendo da exploração, justamente o contrário do original, que nesse quesito eu considerei até mal feito. Mas o fato é que fiquei com a sensação de que experimentar ambos é meio redundante. Se você conhece um, você praticamente conhece os dois! Fora isso, foi divertido até e a minha experiência recente com a série me fez jogar um pouco mais rápido, apesar que a falta de originalidade me fez o arrastar um bocado.

    De bom: possibilidade de jogar multiplayer em um único console de até 4 pessoas. Conteúdo online disponível a ser baixado. Possibilidade de escolha de nível de dificuldade, fase e trapaças disponíveis em menus. Apesar de que poderia ser maior, há uma certa variedade de novidades.

    De ruim: mal parece um jogo diferente, é quase como uma expansão apenas. Fases pouco memoráveis e level design pouco criativo. As músicas em midi são meio decepcionantes e as vezes bem toscas, as vezes nonsense, haha.

    No geral, ainda bem que não durou mais, mas fiquei meio receoso com o próximo da série: Doom 64, que só deus sabe quando jogarei. Opiniões? Jogo bacana se você quer conhecer mais a série ou mesmo se quiser conhecer a série. Já jogou o anterior e acha que foi o bastante? Na minha opinião, pode até ignorar Doom II...

    Doom II

    Platform: Nintendo Switch
    9 Players
    1 Check-in

    17
    • Micro picture
      rafaelssn · 10 days ago · 2 pontos

      To jogando o novo e tem essas fases antigas nele escondidas, tá bem legal de explorar :-)

      1 reply
  • anduzerandu Anderson Alves
    2021-07-15 22:44:38 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Journey of the Broken Circle

    Zerado dia 15/07/21

    Eu, cheio de jogos pra jogar e algumas pendências mais urgentes, resolvo jogar algo que ninguém nunca ouviu falar: Journey of the Broken Circle. Na verdade esse jogo me foi dado gratuitamente por eu já ter um outro título no Switch, coisa que volta e meia acontece, principalmente com essa tal de nakana.io, um site/publisher de jogos indies com alguma mensagem por trás deles e que aparentemente destina seus lucros para a caridade, o que é muito nobre e legal da parte deles. Tenho mais um ou outro jogo deles no Switch e há pouco tempo atrás terminei outro, chamado Lydia (até publiquei aqui).

    No caso desse JotBC eu o baixei e resolvi abrir para ver do que se tratava e se poderia o jogar multiplayer com um sobrinho. Apesar de ser apenas single player, acabei jogando algumas das primeiras fases e mesmo não tendo o adicionado à minha lista de prioridades como normalmente faria, resolvi o terminar logo por ser algo casual.

    Nesse estranho jogo você controla Círculo (sim, esse é o nome dele em português) e não tem segredo nenhum na jogabilidade: use o direcional para guiá-lo para o que geralmente é a direita da tela e aperte B para pular sobre obstáculos e plataformas.

    A jogabilidade é meio tediosa a maior parte do tempo e envolve você rolando e rolando e rolando, as vezes pulando uma pedra ou coisa do tipo, enquanto lê os diálogos ou a narrativa na tela, que são o foco da aventura, sendo a jogabilidade quase que uma desculpa para fazer a mensagem chegar ao jogador.

    O Círculo se parece muito com um Pac-Man branco já que ele tem uma "fatia" faltando em seu corpo que acaba se assemelhando à uma boca.  Ser incompleto é justamente o que o faz sair na jornada em busca de preenchimento.

    As vezes o cenário exige que você passe por caminhos com mais obstáculos ou espera a hora certa de dar um pulo, como ao descer rapidamente de um morro de areia, mas é tudo tranquilo e mesmo morrendo os checkpoints são constantes. Moleza!

    Em lugares menos óbvios você encontrará cogumelos colecionáveis que desbloqueiam fases extras no menu principal. Cheguei a desbloquear a primeira coletando 10 deles, mas não joguei a fase.

    No caminho você ainda fará amizades temporárias, como o Grudento (Sticky) que é meio que uma pinha que fica na sua "boca" e sempre bate um papo com você. O grudento possibilita que você grude nas paredes e as suba. Infelizmente o jogo é mega linear e ele sairá ao alcançar determinado ponto da aventura, o que também acontecerá com outros amigos futuros, como um que te deixa bem rápido e outro que o permite voar!

    Enquanto isso você está rolando e rolando.

    O lado filosófico da cosia toda é até interessante e me prendeu o bastante, inclusive me fez acreditar que a mensagem no desfecho do jogo poderia ser bem útil, em como o Círculo se completaria ou não e como terminaria todas as amizades que fiz e que me largaram com o tempo (ou os que larguei ou ignorei na história).

    São poucas fases, apesar de elas durarem alguns minutos cada. No final o Switch mostrou cerca de 2 horas de jogo e são no máximo uns 20 cenários. O legal é que muitos deles tem estéticas diferentes e usam mecânicas próprias, justamente por conta do seu parceiro atual.

    Nas últimas missões o jogo deixou de ser um simulador de rolagem e exigiu mais cuidado com plataformas e obstáculos que matavam instantaneamente. Finalmente um pouco de desafio!

    O protagonista começa a se perguntar bastante se vale a pena continuar ou desistir de tudo, como se sente abandonado pelas amizades que ficaram pelo caminho e tal, tem até umas fases de fuga de uma sombra que meio que representa a depressão. Na parte ideológica lembra a experiência do Celeste.

    Resumindo: Journey of the Broken Circle é um jogo bem simples, o que não me surpreende por eu tê-lo ganhado de graça na eshop do Switch. Em questão de jogabilidade, ele é bem tranquilo e qualquer um conseguiria jogá-lo mas não é divertido quase nunca justamente por ser muitas vezes apenas segurar para a direita. É bem óbvio o foco na mensagem, o que pode ser bem legal para alguém que goste de jogos mais artísticos ou precise de um pouco de conversa sobre depressão, existencialismo e afins (todos nós).

    De bom: mensagem legal. Mecânicas novas a cada fase, assim como temáticas de cenários. Jogabilidade simples. Possibilidade de jogá-lo em Pt-BR. Trilha sonora psicodélica é o ponto alto do jogo.

    De ruim: meio simples e repetitivo demais. Por grande parte da aventura pouca coisa acontece e fica meio tedioso. Achei o final meio inconclusivo.

    No geral, valeu a pena por ser bem curto e ter sido de graça. Para quem não precisa da parte psicológica e filosófica, eu não vejo motivos para adquirir o jogo, de verdade. Jogo ok!

    Journey of the Broken Circle

    Platform: Nintendo Switch
    2 Players

    12
  • anduzerandu Anderson Alves
    2021-07-15 12:56:45 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Advance Wars

    Zerado dia 15/07/21

    Até que enfiiiiiiiim! Eu tô jogando esse jogo desde que foi anunciado seu remake pro Switch na E3 2021 (um pouco depois). Grandes hiatos sem postar nenhum zeramento porque eu estava focando nisso aqui.

    Para ser sincero, eu já havia jogado Advance Wars há muito tempo atrás quanto estagiava no Banco Central em Brasília lá para 2006, durante o ensino médio. Nessa época eu emulava GBA até dizer chega pela falta do que fazer no lugar. Acabei conhecendo muitos jogos assim, mas eram poucos que eu realmente terminava pois era bem mais casual nessa época.

    No caso do AW eu provavelmente só fiz algumas fases. A verdade é que eu não curto muito jogos tactics nesse estilo (acredito que vá curtir muito mais os XCOM e Valkyria Chronicles da vida, mas conheço quase nada desse gênero justamente pelos meus "traumas" do passado).

    Começando a campanha, há um tutorial explicando do básico ao avançado durante diversas missões (inclusive eram tantas que acreditei que aquilo poderia ser a campanha, mas não era).

    Você aprende a mover os mais variados tipos de unidades, seus alcances de movimento e ataque, fraquezas e resistências contra outras e como o cenário faz parte de toda a estratégia, sendo que veículos terrestres não passar por montanhas, tropas ficam mais lentas em florestas, soldados podem capturar cidades inimigas ou neutras para gerar mais dinheiro a cada rodada e como esses terrenos fortalecem suas defesas.

    Logo também conheci o combate: movi um personagem adjacente à outro e mandei atacar. De 10 pontos de vida, o inimigo ficou com uns 2 e eu com 8, pois houve um contra-ataque cara-a-cara assim. Já dependendo do posicionamento ou da unidade e sua vida, poderia ser que nem desse chance para receber tiro de volta ou mesmo dar mais ou menos dano, como como varia atacar um soldado com um soldado igual, um soldado com lança misseis, um dos tanques, aviões ou mesmo unidades que atacam de longe.

    Na imagem acima temos um tipo de unidade atacando outra igual, do oponente. Nesse caso eu causo mais dano por ter escolhido atacar, recebendo dano em seguida de acordo com a quantidade de soldados restantes (o que também representa o HP daquela unidade). Já as estrelas ao lado do HP representam a defesa daquela unidade, sendo mais forte caso você ataque de uma floresta, mais forte ainda de cima de uma montanha e ainda mais forte de dentro de uma cidade, o que faz sentido.

    Uma coisa que percebi de cara é como esse jogo pode ser complexo, como uma partida de xadrez do mal, muito diferente da sensação de quando joguei Fire Emblem: Awakening, que mesmo tendo o sistema de fraqueza e vantagem em triângulo, eu não sentia a necessidade de usar estratégia nenhuma e simplesmente movia qualquer unidade para o inimigo mais próximo, atacava, ganhava um nível para o personagem e assim por diante até terminar e avançar o enredo.

    Aqui não! Caraca, são MUITAS coisas para levar em consideração, desde o posicionamento, a quantidade gigante de tropas, suas vantagens e desvantagens, captura de cidades e como usar os fundos ganhados a cada rodada para criar mais unidades.

    Pois é, eu não mencionei isso, mas há a possibilidade de invocar mais unidades as comprando em suas fábricas, portos ou aeroportos (algumas fases chegam a ter os três). Você ganha uma quantidade de dinheiro no início de cada turno seu de acordo com as cidades conquistadas e pode acessar o meu de cada uma dessas construções para aumentar o seu exército, desde que não haja nenhuma unidade em cima desses lugares.

    Os preços são altos, o que quer dizer que não dá pra ficar criando aliados aleatoriamente. As vezes você leva rodadas para invocar um único avião de bombardeio (e ele é destruído num único ataque de um tanque anti-aéreo que você não percebeu). Além disso, uma unidade criada fica em cima do ponto de criação, impedindo que você crie mais naquele lugar no mesmo turno, além de ela não poder ser movida até a próxima rodada. 

    Nada de sair da fábrica andando e atirando! Mas tomar tiro dos inimigos já é possível!

     Agora com tanta informação para absorver, a campanha foi desbloqueadas e logo eu estava conhecendo o enredo do jogo, que é até divertido, mas nada profundo ou sério.

    As vezes você enfrenta um personagem e seu exército por diversos estágios seguidos até aparecer o próximo na história, de cores e estratégias diferentes. O primeiro mesmo é o Olaf, um velho meio burro do exército azul. Depois tem o Grit e seu exército amarelo com estratégias diferentes, o Eagle e seu exército verde focado em unidades aéreas e por aí vai.

    Dependendo de como você termina certas missões (eles meio que deixam claro que algo bom pode acontecer), você desbloqueia esses comandantes para usar e mais pra frente dependendo de quem você suar em certas missões, a história toma diferentes caminhos e até aparecem fases a mais na campanha. Bem legal!

    Eu sou ruim e meus aliados foram os três da capa do jogo: Andy, Max e Sami. Eles são meio básicos, mas fazer o quê? O jogo não deixa você voltar às missões já concluídas a não ser que reinicie todo o modo história. Poxa, uma missão as vezes dura 1 hora! O resultado disso foi que no final eu sofri um bocado já que cada comandante tem especialidades diferentes, inicia as fases com tropas diferentes e tem poderes diferentes (você pode os ativar depois de causar um dano mínimo nos inimigos, como aumentar a defesa do seu exército no próximo turno).

    Apesar de não ser bem meu estilo de jogo, as coisas estavam andando. Alguns dias eu jogava uma fase e só de pensar que a próxima poderia demorar e no final eu ainda perder, eu desanimava. Outros dias eu jogava duas, três, ZERO

    O maior problema de AW pra mim é que são muitas coisas para levar em consideração o tempo todo, como já disse. Cada unidade é bem diferente, sendo que as vezes o inimigo te ataca de muito longe ou anda muitos espaços, enquanto o meu time parecia sempre tão limitado. Já o problema dos jogos da Intelligent Systems pra mim é que é tudo muito repetitivo. 1 hora olhando para cenários parecidos, com as mesmas cores, vendo as mesmas animações. A falta de variedade senão na estratégia me cansa demais, e perder uma partida me destrói completamente. Mas ao mesmo tempo, se não houver desafio, qual o sentido?

    Por isso gosto de Mario + Rabbids: Kingdom Battle! Cada movimento é importante, há muitas habilidades diferentes que podem desencadear outras e efeitos aleatórios e as partidas são rápidas, fora que mesmo perdendo você dificilmente terá uma partida igual.

    Eu definitivamente prefiro o visual original a esse do remake.

    As fases foram passando e as coisas foram ficando tensas, mas bizarramente eu comecei a curtir mais o jogo, acho que subconscientemente eu fui me atentando ao uso de cada tipo de unidade e os estágios, por mais que fossem agora mais longos, pareciam fazer sentido inclusive em sua duração. Olhei um walkthrough no gamefaqs.com como quase sempre faço só para ver o índice e o quanto ainda faltava. Pouco!

    Nossos personagens continuavam sendo apresentados, como um carinha que era expert em batalha naval, mas felizmente em AW você pode vencer uma partida ou destruindo todas as tropas inimigas ou conquistando seu quartel general, o que me ajudou em diversas fases.

    Todas as construções tem 20 de "HP" então um soldado deve usar uma ação de conquista em uma delas duas vezes já que essa unidade tem 10 de HP. Porém, se ele sair de cima do lugar ou morrer, a contagem reinicia. Agora, a parte tensa é que se um soldado tomar dano, ele demora mais para conquistar uma área. Por exemplo, com 5 de HP ele demoraria 4 turnos para conquistar aquele prédio. Com 1 de HP ele levaria 20 turnos.

    Chegando nas últimas fases o bicho pegou e o jogo começou e requerer bom uso de todas as tropas, dinheiro e estratégia de verdade, nada muito complexo, mas todo o plano casual ou de força bruta não funcionava.

    A última fase foi diabólica e demorou MUITO tempo! Cheguei a perder nela várias vezes, de vez em quando depois de muito tempo, depois de parecer que eu venceria e o inimigo lentamente virar o jogo e as vezes rapidamente. Eu fiquei desesperado em como o nível subiu bizarramente. Até cheguei a pensar em desistir ou procurar um save online (com um time melhor desbloqueado) e tentar novamente, mas deixei de lado. Hoje eu peguei para jogar e, puts, foi moleza! Do nada eu humilhei o chefe final! Foi muito gratificante ter conseguido e não ter roubado.

    Nessas minhas buscas eu vi muitos relatos de pessoas que nunca passaram da tal fase em toda a internet e ainda descobri que AW foi bastante censurado de diversas formas mundo afora, desde pequenos detalhes em certos países (China, na imagem acima), até trocas de roupas e cores em outros lugares.

    Resumindo: Advance Wars cresceu no meu conceito e é um jogo nada casual. Por outro lado eu me cansei um pouco de ver sempre as mesmas tropas e animações de ataque, além dos cenários parecidos. Com isso e um gosto quase inexistente por tactics (que tento mudar), eu realmente não sei se vou encarar os jogos seguintes no GBA e DS, especificamente. Fora isso, se você curte o gênero, isso aqui definitivamente é um jogão, complexo em suas possibilidades e muito caprichado nos visuais e mecânicas.

    De bom: aqueles gráficos bonitos de GBA que parecem envelhecer cada vez melhor! Animações muito fluídas. O jogo parece simples, assim como xadrez parece simples. Há a opção de jogar multiplayer passando o GBA, com até quatro GBA e um único cartucho ou vários cartuchos, o que eu tenho que respeitar demais, fora que jogar contra amigos deve ser sensacional, algo como os primórdios do que seria a rapaziada jogando Warcraft 3 na Lan House!

    De ruim: meio repetitivo em jogabilidade, músicas e estética. Partidas mais longas do que eu gostaria. Final tenso. A campanha não permite voltar nas missões já concluídas e tentar refazer objetivos opcionais. Muita coisa para aprender e para usar e AW meio que joga tudo muito rápido na sua cara, mesmo com o tutorial gigante.

    No geral, jogo legal e definitivamente tem aquela qualidade que a gente só via nos consoles da Nintendo na época. Já o Remake deve facilitar a campanha, melhorar umas coisinhas e o deixar mais casual, pois não imagino que a geração atual consiga jogar isso. Jogão, mesmo pra mim que não curte o gênero!

    Advance Wars

    Platform: Gameboy Advance
    963 Players
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    • Micro picture
      bobramber · 18 days ago · 2 pontos

      Haha, também achei que o tutorial era a campanha.
      Emulei no celular e mesmo com UM save state, perdia direto, pois era pego de surpresa um ou dois turnos depois, exatamente como descreveu.
      Não tive paciência para ir longe, justamente pela duração de cada fase, pois jogava casualmente enquanto esperava algo e quando precisava interromper não me animava a continuar.
      Parabéns pela zerada na raça!

      1 reply
  • anduzerandu Anderson Alves
    2021-07-06 21:57:14 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Mega Man Xtreme 2

    Zerado dia 06/07/21

    Recentemente tenho postado menos no Alvanista por um único motivo: inventei de começar um jogo e o mesmo tem me dado muito trabalho. Para mudar um pouco os ares e não desistir dos video games, resolvi dá um tempo nele e jogar algo mais casual. O problema é que eu tenho uma lista de umas 15 prioridades na área de trabalho do meu PC e eu deveria alternar para um deles, mas resolvi ir de algo que poderia jogar num portátil.

    Foi aí que, olhando os meus emuladores no PSP, eu resolvi jogar Mega Man Xtreme 2! Cara, eu gosto bastante de Mega Man e faz um tempo que joguei um deles. Aliás, qual terá sido? Parece que estou esquecendo de algum jogo...

    Talvez tenha sido o próprio Mega Man Xtreme, deixa eu ver aq...2016? MAS O QUÊ? Lembro de ter iniciado esse jogo como se fosse há um ano atrás! Que coisa bizarra!

    Bom, Xtreme 2 segue muito a ideia do que foi o seu antecessor, também no Game Boy Color. Os visuais são mais limitados, mas há bastante liberdade envolvida na concepção desses jogos, que meio que misturam muitos elementos de toda a série X até onde havia sido lançada.

    No caso do Xtreme 2, há estágios, inimigos e chefes desde o Mega Man X original ate o X4! Curiosamente já existia o X5 na época de seu lançamento e, na verdade, estava bem próximo do lançamento do X6 no Playstation.

    Devo dizer que, embora eu tenha terminado a série inteira até o X7, o meu conhecimento dos jogos do Mega Man se confundem muito na minha cabeça. Não importa o quanto eu jogue o X2 e X3, eles não entram na minha mente e eu nunca sei o que é de onde. Eu esqueço mesmo esses jogos!

    Começando a aventura, há a opção de jogar a campanha do X ou do Zero, protagonistas clássicos da série. Eu sempre preferi o estilo de jogo do azulão, então fui com ele mesmo (fora que é ele que vem a mente quando falamos num jogo de Mega Man).

    Há bastante cutscene estática nesse início (e mais um pouco durante todo o resto do jogo) e elas são bem legais e bonitas. Adoraria vê-las no hardware original e me lembram como eu adorava ver esse tipo de visual na época. Que saudades! Nunca escondo o quanto eu amava esse portátil. Emulando não é a mesma coisa, mas quebra um baita de um galho.

    Logo pude escolher fases. Diferentemente dos clássicos jogos da série, só haviam 4 chefes para serem escolhidos. Imaginei que poderiam aparecer mais 4 depois ou que o hardware pudesse limitar isso, então nem e importei muito.

    Apesar de aparecem 8 aí em cima, são apenas 4. Depois descobri que metade são da campanha do X e a outra do Zero.

    Fui em qualquer fase mesmo e elas são, como mencionado, uma mistura de vários estágios dos jogos principais, mas geralmente são meio que adaptações das originais, em versões menores. Como joguei muito o primeiro Mega Man X, me senti relativamente familiarizado com as fases do Launch Octopus e Flame Mammoth, inclusive em relação aos segredos como aumento de vida permanente. Alguns desses locais ainda continham uma das partes da armadura branca especial, que foi bem fácil de completar, mesmo nas fases que praticamente desconhecia.

    Se houveram mini-chefes eu mal lembro pois rapidamente chegava ao final dos curtos estágios, onde os chefes aguardavam. Derrote-os e ganhe seu poder, que tem vantagem contra algum dos outros.

    Uma coisa que me incomodava um bocado era o posicionamento dos botões, um para pulo e outro para atirar, problema clássico do portátil que felizmente consegui contornar no emulador: B pula e A atira, mas o B fica na esquerda e o A na direita. As limitações vão além, se você lembrar do SNES ou PSX e para dar o dash você deve pressionar duas vezes seguidas em uma direção. Há ainda a opção de trocar de armadura sem abrir o menu apertando select, mas caso você passe pela desejada, o jeito é apertar o botão mais umas vezes até chegar ao ponto desejado. AH, é mais fácil apertar start e selecionar direto.

    Durante as fases você ainda coleta uns trecos que eu achava que serviam apenas para recuperar vida, mas na verdade também agem como dinheiro e podem ser trocados por upgrades na tela de seleção de fases em um dos menus que meio que ignorei (Part). Esses upgrades incluem diversas melhorias de ataque e defesa para um, para o outro ou para ambos. Pena que só descobri isso no final!

    Termine um estágio, mais um, mais outro e logo você vai abrir a fase final, tipo aquelas do Sigma. A história se aprofunda, desafios conhecidos voltam e logo você vai fechar o jogo. O último chefe é super fácil, inclusive mais fácil que outros chefes das fases anteriores. Mesmo morrendo bastante, percebi que o contador não marcava nem uma horinha ainda já bem no final.

    Fica óbvio que há um outro lado da história pelos olhos do outro protagonista, e é aí que você pode reiniciar o jogo com o seu save mesmo, mas com o personagem oposto, que no meu caso foi o Zero. Para a minha surpresa as fases e chefes foram diferentes e a minha experiência com a campanha anterior acabou não servindo tanto assim, mas foi BEM legal isso. Terminei rapidinho mesmo odiando jogar com o Vermelhão, matei o último chefe oposto e acabou. Ué, nada de Sigma?

    Percebi que abriu um modo Xtreme e cheguei a iniciá-lo, mas era a mesma coisa. Julguei que fosse um modo mais difícil e desinstalei o jogo. Agora descobri que nesse modo extreme você joga contra os oito chefes ao invés de metade deles e tem o Sigma no final. Isso não deveria ser o jogo básico? Enfim, fiquei meio bolado de não ter jogado esse chefe final verdadeiro, mas puts, que coisa esquisita isso de me fazer jogar mil e uma vezes. Vi no Youtube e fiquei satisfeito.

    Resumindo: Mega Man Xtreme 2 é um jogo muito legal e super aconselhável para quem curte a série X. Apesar de não ser um jogo completamente original, mas uma junção de vários clássicos, eu acredito que seja uma versão muito interessante, ainda mais se considerarmos que é um jogo de GBC, que eu definitivamente adoraria ter tido na época! Garanto que teriam sido muitos playthroughs e um Andu muito viciado.

    De bom: visuais muito bacanas. Muito fanservice. Comandos bem adaptados. Bastante conteúdo. Com certeza uma experiência Mega Man e até uma forma curiosa de imaginar como seria a série X no NES. Gosto como te faz jogar duas campanhas diferentes com personagens e habilidades diferentes.

    De ruim: limitação de comandos do GBC. Comandos nem sempre responsivos e hitboxes complicados deixam alguns desafios meio frustrantes, sobretudo num jogo com vidas tão limitadas. Achei alguns desafios injustos, como coisas que vem sem anúncio e te matam instantaneamente. A necessidade de jogar múltiplas campanhas pra ver o final verdadeiro é muito chata.

    No geral, me diverti muito pelo pouco que durou e me ajudou muito a passar o tempo hoje em espera no hospital. Eu prefiro muito mais a série nesse estilo em portáteis do que a famosa Mega Man Zero do GBA. Ainda gostei mais dele do que do Maverick Hunter e Powered Up. Muito legal!

    Mega Man Xtreme 2

    Platform: Gameboy Color
    371 Players
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    15
  • anduzerandu Anderson Alves
    2021-07-04 21:28:30 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Fuser

    Zerado dia 04/07/21

    Fuser é um daqueles jogos que você vê nessas conferências de video games e meio que ignora pois parece que já existem vários outros do tipo por aí. Eu lembro de ter visto seu vídeo de anúncio e não ter entendido bem do que se tratava, inclusive.

    Esse não é o tipo de jogo que eu compraria, para ser sincero: que simula instrumentos musicais e tal, provavelmente cansado até hoje dos anos e mais anos de Guitar Hero e Rock Band, mas o liberaram de graça por uma semana para assinantes do Nintendo Switch Online e eu tive que aproveitar o Trial. IT'S FREE!

    Vou mencionar também que eu não cheguei a jogar DJ Hero, então não posso fazer comparações. Além disso, me sinto na oportunidade de dizer que gosto de música eletrônica, mas não de todos os seus sub-gêneros. Digo isso porque a galera meio que vira a cara quando toco no assunto, mas achar que todo Electro é igual é ser igual aquele povo que acha que todo rock é Thrash Metal. Sem noção!

    Quando eu instalei Fuser eu já tinha noção que se tratava de um jogo de DJ, mas como era isso? Vi no howlongtobeat.com que ele levaria em torno de 8 horas para ser terminado. Ótimo!

    Ao abrir o jogo pela primeira vez, eu tive que criar um personagem. Criei meio que de qualquer forma pois não me importava muito (os modelos parecem um bocado aqueles avatares do Xbox 360). Escolhi gênero, altura, gordura, cor, coloquei barba, depois parti para a parte do vestuário e equipei um boné, uma jaqueta, uns acessórios etc.

    Já na campanha um personagem fala com você e você só assiste em primeira pessoa. O jogo é dublado e os personagens falam com você como se estivessem meio drogados e pagando de descolados com gírias traduzidas ao pé da letra e vozes bestas. Essa parte é meio irritante, mas tem como pular. Eu mesmo assisti todas pois acreditei que o enredo pudesse ficar interessante.

    Vale mencionar também que, embora esses vídeos pareçam pré-renderizados, aparentemente não é o caso! O jogo trava bastante nessas cenas entre as fases e as vezes sequer executa, ficando congelado apenas com as legendas trocando.

    Apenas no final da campanha que pude ter a certeza de que toda aquela aventura servia como um grande tutorial, quase que como um mini curso para você poder arrasar nas festas com seus amigos ou mesmo curtir um pouco de música e cores no seu quarto. Achei até justo.

    Ao selecionar a primeira fase, você tem meia dúzia de músicas obrigatórias no seu set e deve preencher o restante dos espaços vazios. Essa parte é bem curiosa, pois há uma boa variedade de músicas disponíveis e diferentes gêneros, além de mais um bocado para desbloquear com dinheiro do jogo (difícil de ser conseguido para fazer você gastar seu dinheiro de verdade).

    As músicas passam pelo Pop, R&B, Country, Rock, Rap/Hip Hop, Dance etc. Há muitas músicas contemporâneas daquelas que tocam nas rádios e redes sociais (The Weeknd, Dua Lipa, Coldplay)e até algumas meio inusitadas, como Don't Fear the Reaper do Blue Oyster Cult, Killing in the Name of do Rage Against the Machine ou Any Man of Mine da Shania Twain.

    Imagine mixar essas músicas juntas!

    Pois bem, o jogo funciona assim de início: você controla uma retícula na tela e ao passar por cima de uma das capas de músicas do seu set, você pode apertar um dos ABXY para colocá-la para tocar.

    -Y equipa a música no espaço de bateria, deixando apenas essa parte daquela música audível.

    -B inclui o baixo (base) daquela música ao mix.

    -Y inclui instrumentos de melodia como a guitarra e seus riffs.

    -A adiciona a voz daquela música à mixagem.

    O grande lance do jogo é ficar trocando os discos e fazendo diferentes mixagens e, seguindo o tutorial de QUANDO trocar as músicas, fica bem fácil e os resultados são muito bons 95% das vezes. Faz você até querer ser DJ!

    Com o passar das fases você vai aprender muito mais coisas com os demais botões tanto do controle quantos os disponíveis digitalmente na sua mesa de mixagem: há a possibilidade de silenciar um dos quatro discos, de tocar apenas aquele disco até quando você desejar trazer os demais de volta, de tirar um disco, de fade-in e fade-out com os controladores de volume, há a possibilidade de alterar o tom, mudar a velocidade de reprodução, fazer várias músicas serem tocadas ao mesmo tempo substituindo o mix atual, efeitos de som, instrumentos que você mesmo toca e assim por diante.

    O interessante é que essas novidades aparecem até o final da campanha, o que me ajudou bastante a suportar o jogo pois depois de um tempo ouvindo a minha limitada coleção de músicas, você começar a ouvir algumas delas um pouco demais. Outra coisa legal é que mesmo no final do jogo e com tantas possibilidades, nunca pareceu coisa demais pra lembrar!

    Na verdade o maior desafio mesmo é tentar ser criativo. Dá para jogar ou mesmo animar uma festinha de amigos com conhecimentos basicamente nulos? Tranquilamente! Mas acredito que alguém que entenda melhor do assunto ou já tenha experiência com o jogo consiga fazer algo ainda mais legal.

    Mas afinal, há algum desafio? Claro!

    O grande desafio é cumprir as missões que aparecem na tela. Em parte as fases tem missões fixas que sempre aparecerão quando você as jogar. Essas missões são do tipo: adicione uma música específica, retire um disco, adicione tal cor de disco, adicione tantas discos da mesma cor específica, adicione um efeito qualquer ou específico em uma música qualquer ou específica e muito mais.

    Já da outra parte, a plateia pede músicas. Geralmente são faixas específicas ou pedem por um gênero, uma década ou um instrumento musical.

    Sendo assim durante uma partida você fica o tempo todo olhando as missões na tela, tentando as cumprir antes do tempo acabar, tentando encaixar as novas adições no tempo certo para não perder "HP" e ainda correndo contra o curto tempo de pedidos da plateia. Imagine uma missão que pede que você deixe tocando duas músicas do gênero Dance ao mesmo tempo por um tempo enquanto outra dessas missões exige que uma música vermelha tenha efeito. Já a plateia está pedindo a adição de uma nova faixa de voz e uma música da década de 1980. E você trocando músicas no tempo certo, esperando o marcador chegar na posição correta e fazendo coisas extras para ganhar seu "HP" que fica constantemente acabando.

    Cuidado para não substituir uma música de outra missão antes que ela seja cumprida, cuidado para não perder o timing, cuidado para não ficar sem HP nem confundir os botões e comandos!

    E assim que você terminar essas missões, logo entram novas. Pode ser estressante! 

    Ao terminar uma fase (set), você ganha experiência (ao passar de nível você ganha 300 de dinheiro e cada música custa 200) e prêmios cosméticos de acordo com a sua pontuação, que basicamente exige fazer muita coisa no seu set e cumprir as missões todas. Os cosméticos exigem 3 e 5 estrelas para cada parte em cada fase.

    Depois disso há mais história e uma nova fase é aberta.

    A campanha é dividida em 6 capítulos, sendo a maioria deles com 6 sets cada. Cada capítulo ainda apresenta um novo personagem que fica enchendo seu saco e uma nova fase, mas todas são bem psicodélicas bem ao estilo Tomorrowland e não há quase nenhuma sensação de progresso.

    Cada set demora uns bons minutos e fazer uma fase as vezes é meio chato, não dá pra mentir.

    Resumindo: Fuser é um jogo legal  que funciona muito bem. Dá pra jogar casualmente e fazer grandes sons e dá pra levar a sério e criar um mega mix maneiro. Dá pra imaginar algum tipo de coisa profissional envolvendo o jogo. Dá também pra se divertir um bocado em festas com amigos por conta do fator "freestyle" de mixar como quiser, e as possibilidades são muuuuitas, mesmo querendo que tivesse ainda mais músicas. A campanha é um grande tutorial e os personagens são genéricos e horríveis, mas o foco aqui deve ser definitivamente o gameplay.

    De bom: eu fiz muitos mixes bem bacanas e entendi bem melhor a lógica por trás de ser um DJ e como pode ser legal! O jogo conseguiu incorporar muito bem os comandos de uma mesa de remix dessas. Músicas dos mais variados gêneros! Possibilidade de jogar free play, multiplayer e até tocar online! Jogo totalmente em PT-Br.

    De ruim: personagens e enredo terríveis. O jogo tem problemas de desempenho demais no Switch, mas felizmente fora da área de gameplay. Fuser chegou a travar e fechar várias vezes durante a campanha e muitas vezes do meio pro final de uma fase, o que me fez concluir que, apesar de ter me divertido, no Switch seria uma péssima escolha. Imagine jogar para os outros e o jogo fechar do nada! Achei que poderia ter mais músicas e grande parte das que tem demoram demais para conseguir desbloquear (faltou um monte pra mim, fora as de DLC). Odeio a estética Tomorrowland.

    No geral o jogo funciona muito bem e definitivamente os desenvolvedores fizeram um belo trabalho, e ainda vou além dizendo que a comunidade no PC provavelmente vai fazer esse jogo bem mais completo no futuro com mods e afins. Se você é do público de DJs e música eletrônica, é um jogo bem legal e eu recomendo. Se você não curte, a ideia ainda é boa e tal, mas as músicas vão cansar rapidamente.

    FUSER

    Platform: Nintendo Switch
    5 Players

    8
  • anduzerandu Anderson Alves
    2021-07-02 16:55:03 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Sky: Children of the Light

    Zerado dia 01/07/21

    Caraca, vocês conheciam esse jogo? Sky: Children of the Light é um jogo dos criadores do famoso indie Journey, muito conhecido na época de exclusividade do PS3, mas originalmente disponível apenas em plataformas mobile (iOS e Android), o que provavelmente explica o porquê de eu nunca ter ouvido falar nele, e me faz questionar quantos jogos assim existem e eu não conheço.

    Bom, eu tenho que iniciar dizendo que não sou muito fã de Journey. Meus amigos falavam bastante dele e eu joguei bem atrasado, lá pra 2014, mas a minha experiência foi bem "tanto faz". Talvez funcionasse melhor quando jogos indie mais "cabeça" não fossem tão comuns. Também não achei graça em flOw, Flower nem no mais recentemente terminado Abzû.

    Eu não conhecia esse Sky, mas ele foi lançado pro Nintendo Switch há uns 3-4 dias e... de graça! Como assim?

    Baixei, iniciei e, puts, que joguinho bonito! Mesmo no modo portátil do console ele é incrivelmente chamativo pelos visuais. De cara também é perceptível as semelhanças artísticas com Journey, incluindo o personagem que você controla e sua capa esvoaçante. O jogo ainda está em português brasileiro!

    A premissa é a mesma do jogo do PS3: uma jornada com interações pelos mapas e, principalmente, seu lado social. Ao andar por aí você vai ver outras pessoas, só não vai saber seus nomes. A comunicação fica por conta de sons aleatórios que você faz ao apertar um botão e algumas poses e gestos que você desbloqueia jogando.

    Há diversas mecânicas que só podem ser feitas em duplas ou grupos ou que ao menos são mais fáceis assim. Em uma das primeiras áreas você já encontrará uma porta com dois "botões" que só podem ser ativados por duas pessoas. Você pode ficar por lá e esperar alguém passar para te ajudar, inclusive alguém que também precise entrar lá. 

    Como o jogo é recente, é bem fácil ter muitas pessoas na grande maioria das áreas (tive alguma dificuldade apenas em umas áreas finais, em que esperei e ninguém apareceu), mas é bem legal saber que o jogo é vivo, inclusive enquanto você não está jogando.

    Abrindo o menu com o botão + haviam várias opções, incluindo adicionar amigos. Pois é, é meio que possível jogar multiplayer com seu pessoal, mas ao mesmo tempo não consegui convidar quem me adicionou no jogo, incluindo um amigo de longa data do Switch, para se juntar a mim. Como o console também não tem chat no sistema, eu fiquei com amigos na lista de Sky mas sem poder fazer nada com eles. Qual o sentido? Talvez se combinássemos de nos encontrar numa área, mas isso demandaria comunicação por fora...

    Sky tem esse lado social, de jogar em grupo e se ajudar que é muito legal, mas qual o objetivo do jogo?

    Bom, seu objetivo é seguir em frente na campanha linear (mais uma vez, como Journey). Dá para terminar rapidinho! Mas a cada nova área alcançada você pode explorar o mapa, usar do seu voo e ir onde quiser. A sensação de liberdade é sensacional! Já nos mapas há alguns elementos de interesse bem bacanas:

    -Espíritos que ao serem tocados com seu fogo meio que contam uma história por "momentos". Eles aparecem num lugar e você deve ir até lá, onde um personagem ou mais estarão numa pose. Toque-os e você terá que seguir outro rastro até o próximo ponto da história e assim até o final em poucos passos. Fica muito por conta da imaginação mas é sempre algo triste ou bonito e no final você ganha um itenzinho.

    Esse item é somado aos que você já tem e ao alcançar a próxima meta em quantidade, você ganha um upgrade de asas. Quanto mais upgrades, mais você pode voar por aí. Além do mais, quanto mais você tiver de asa, mais você pode pode usar uma interação que ateia fogo, acende tochas e outros relacionados. Lembra daquelas portas que mencionei que só abriam com duas pessoas? Ambos devem acender uma tocha de um lado para acionar o dispositivo. E caso você tenha voado demais ou se molhado, drenando todo o seu poder de asas, você deve procurar outra fonte de calor para se regenerar, o que geralmente quer dizer pontos acesos por outras pessoas ou mesmo as próprias outras pessoas que acendem uma vela e você pode se curar. Em partes difíceis eu cheguei a ficar parado com uma tocha até curar a todos aqueles que estavam próximos e tinham fica sem energia (o personagem fica cinza e sem brilho).

    -Estátuas e afins que desbloqueiam novas constelações. Essa parte é curiosa: algumas estátuas, espíritos etc desbloqueiam uma nova constelação que garante um novo gesto para você. Você ainda pode gastar pontos adquiridos jogando, eliminando plantas negras do mapa e afins para fazer upgrades e desbloquear estrelas das constelações, que agem como árvores de habilidades. 

    As estrelas desbloqueiam gestos novos e diversos itens cosméticos, como roupas, penteados, máscaras e muito mais. Isso é legal pois todo mundo é bem parecido no início, mas mais pra frente vi uma galera que chamava bem a atenção, com máscaras e chapéus bacanas, e que ainda se encaixavam dentro da proposta de Sky. E era bem perceptível, o que é curioso num jogo em que todo mundo é meio bege/marrom/cinza.

    Aí entra uma parte que até eu entender, me dava medo: a parte paga. Para quem não é bom com exploração, não encontra tudo (eu não encontrei) ou quer cosméticos específicos, é possível gastar dinheiro de verdade para conseguir essas coisas e provavelmente ficar bem mais forte/resistente, ter maior liberdade de voo etc. Bom, ao menos terminar o jogo de graça foi tranquilo.

    Agora a parte mais importante que eu não mencionei, o ponto mais alto de Sky: toda a parte audiovisual. Sua arte, sua sonoplastia.

    Esse jogo definitivamente se beneficia demais de ser jogado numa tela grande ao invés de um dispositivo mobile, e de preferência como eu fiz, usando um headphone.

    Nenhuma e eu repito, NENHUMA imagem desse post ou disponível na internet faz jus ao que SKY é. Esse jogo é LINDO, meus amigos, LINDO! Quer dizer, no início tem umas partes bem bonitas e tal, mas quanto mais você joga, mais incrível ele fica, além de sempre explorar diferentes formas de cenários e diferentes formas de ser bonito.

    Há algumas seções que você voa sobre as nuvens com cenários que farão a sua imaginação... voar? É algo celestial, algo divino e uma experiência que mistura a chance de viver no melhor do psicodélico Disney (e eu sou ênfase a VIVER, não assistir) com uma forma de arte digna dos anos 70, 80 e como eram representadas as coisas. Que legal que alguém conseguiu representar essas coisas de uma forma tão singular! Eu acho que precisava massagear minha mente assim.

    E eu nem cheguei a citar a trilha sonora de arrepiar, que me fazia sentir num cinema, sem ser óbvia que mistura instrumentos clássicos e trilha sonora de clássicos cults com um ar moderno muito bem encaixado. Que experiência! Dá uma jogada nisso aqui, Vangelis!

    Resumindo: Sky: Children of the Light é surpreendentemente sensacional, algo que nunca esperava depois da minha experiência com jogos como Journey, muito menos de um título gratuito (e tão completo).  Esse jogo merece reconhecimento, merece uns prêmios bem grandes por sua arte e sua trilha sonora sem igual. Volto a dizer que é uma baita de uma experiência!

    De bom: visuais lindos, ainda mais depois das primeiras partes. Os cenários fazem você viajar, seja voando pelas nuvens, seja olhando para o céu. Cara, isso estava mesmo rodando no meu Switch? A parte social do jogo é muito bacana e funcional, além de não tirar aquela particularidade de que a jornada é SUA. Uma beleza de explorar e muitas áreas para você voltar no futuro e poder abrir. Enredo sensacional e o final me deixou sem ar! No Switch há um modo de gráfico e um de desempenho, como em outros jogos, mas aqui não vi muita diferença na beleza no modo desempenho, então recomendo sim jogar em 60 fps. Jogo em português brasileiro. Poucos comandos. Super imersivo. Possibilidade de jogar com amigos, embora eu não tenha entendido essa parte. Cenários originais. Fator replay grande e interessante.

    De ruim: no final eu tive problemas com bugs onde haviam muitos inimigos. Alguns desses desafios do final são meio injustos, como pedras que ficam caindo sem parar e inimigos que sempre te acham e te ferram. Algumas coisas você tem que aprender por si só e eu ficava perdido em relação a como funcionavam, como o lance de constelações e melhorias.

    No geral, apenas jogue esse jogo. Eu que não tenho curtido muitos jogos ultimamente, amei isso aqui, e isso vindo de alguém que não é fã desse tipo de experiência. Aproveite que é de graça, jogue na TV e tente jogar com fones. No final das contas, umas 4 horas devem ser o bastante, mas a vontade de continuar no looping e ir atrás dos 100% é grande. Preciso de mais jogos sociais e vivos assim!

    Sky: Children of the Light

    Platform: Nintendo Switch
    2 Players

    16
    • Micro picture
      marviiu · about 1 month ago · 2 pontos

      Foi lançado primeiramente exclusivo para iOs, demorou uma eternidade para chegar no Android, mas eu não curto jogar no celular. Tava esperando sair nos consoles/PC, Acho que finalmente agora poderei experimentar Sky. Tinha feito uma postagem no dia do lançamento, e você nunca ter ouvido falar dele, não é coincidência. Lançamento de celular passa desapercebido por quem joga videogame nas outras plataformas. algo só causa mais impacto quando é da nintendo.

      http://alvanista.com/marviiu/posts/3734450-lancou-hoje

  • anduzerandu Anderson Alves
    2021-06-20 21:07:51 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Mafia II: Definitive Edition

    Zerado dia 20/06/21

    Algum bug ou coisa do tipo ofereceu Mafia II: Definitive Edition aos jogadores do Playstation 4 há alguns meses atrás. Lembro que na ocasião eu tive que criar um novo usuário de um outro país para poder aproveitar o jogo gratuito, um preço pequeno para se ter um jogo assim.

    Nessa época eu não tinha jogado nem o primeiro Mafia, que zerei e postei aqui no final de 2020, mas o Mafia III foi um jogo muito falado na época de seu lançamento e eu já sabia que deveria jogar a franquia (infelizmente não peguei o jogo quando deram na PS Plus). Muita gente inclusive falou que foi decepcionante, o que quer dizer que o segundo jogo da série provavelmente tinha subido bastante o nível.

    Achei o primeiro bem mais ou menos, mas acabei adiantando o segundo pelo mesmo motivo que tenho terminado vários jogos ultimamente: liberar espaço de armazenamento nos consoles, além de que eu queria esquecer que tinha essa conta de um país bizarro e não ter mais que acessá-la.

    Lá vou eu para mais um "GTA", né?

    O começo da aventura é bem diferente do que eu esperava. Você controla um personagem no meio de uma espécie de batalha ou guerra enquanto aprende os botões, que são bem diferentes dos convencionais e o maior exemplo disso se dá pelos comandos usando os botões de "ombro":

    O L1 é usado para correr se mantido pressionado, coisa que geralmente seria feita com o X. O botão X aqui serve para se proteger contra paredes, colunas etc. Mas vai além: esse botão também é usado para subir em obstáculos, como muros e janelas. Já o R1 é o botão que recarrega as armas.

    O resto é meio diferente mas mais fácil de se habituar. Claro que quando me acostumei, até que esses comandos fizeram sentido, inclusive porque é possível fazer diferentes ações ao mesmo tempo ao invés de ter que ficar movendo o mesmo dedo para tudo. Interessante.

    Já na cidade e no jogo em si, logo fui apresentado aos primeiros personagens (e eles são bem legais) e aos primeiros problemas do protagonista e sua missão de arrecadar dinheiro para pagar uma dívida de família. Com ajuda de um amigo você começa a praticar missões simples para aprender a atirar e dirigir.

    E falando em dirigir, uma das primeiras cosias que fiz ao entrar num carro foi procurar o comando de acionar o limitador de velocidade, já que no original eu sofri muito com minha alta velocidade enquanto a polícia me perseguia sempre que me via. Aqui isso ainda acontece caso você passe muito rápido perto de uma viatura dos canas, mas é um pouco mais tranquilo (principalmente em relação a furar sinais vermelhos nas ruas).

    Eu entrei no clima do jogo bem rápido pois a história é boa e aquele cenário Nova Iorquino dos anos 40, muita neve e visuais legais me pegaram. É quase como um GTA 3 com L.A. Noire!

    Inclusive, várias missões dentro e fora do carro tocam músicas da época nas rádios, e eu acho isso muito legal, um ponto alto que costumo mencionar nos Fallouts.

    Com a entrada na máfia, tudo estava acontecendo mais ou menos como no primeiro jogo: fazer missões que eles mandam e decorar muitos nomes (que acabei me confundindo até o final da aventura do mesmo jeito).

    Nessas empreitadas você acaba adquirindo diversas armas, dirigindo muitos carros que a campanha dá ou que você toma dos outros mesmo e ainda conhece pontos de interesse na cidade: casa de amigos, seu próprio apartamento, garagens para guardar seus carros, oficinas que restauram ou modificam esses carros, lojas de roupa e de armas etc.

    As missões são bem diferentes umas das outras e o jogo não costuma cair na mesmice, até porque além de tentar se reinventar com frequência e ter um enredo sempre surpreendendo, sua duração é muito curta!

    São apenas 15 capítulos, alguns deles contam com apenas uma única missão. Alguns outros são basicamente isso também, mas tendo que visitar alguém em algum lugar antes ou depois. De ontem para hoje eu fiz a segunda metade do jogo com poucas horas e mesmo o finalzão tendo se alongado um pouco mais.

    Acho que podemos dizer que a mecânica de jogo mais comum é a de confronto armado. Você e talvez uma ajuda ou outra de NPCs atirando contra muitos inimigos.

    Se proteja contra um obstáculo, atire, se proteja, recarregue a arma, atire, tome bastante tiro, se proteja e espere seu HP regenerar. É um verdadeiro Uncharted.

    Muitas missões tem esses confrontos divididos em seções seguidas, permitindo que você respire um pouco e colete as armas no chão antes do próximo confronto na sala seguinte. Mas cuidado em Mafia II! É muito fácil morrer baleado e é comum que inimigos apareçam em áreas mais difíceis de enxergar ou mesmo simplesmente pulem na sua frente e te matem. Vá com cuidado, olhe as coisas, espere que saiam de suas proteções antes de prosseguir e olhe pra cima!

    Vale a pena mencionar que no caso de morte o jogo ou é 8 ou é 80. As vezes você morre e volta pro início da "sala" que você estava quando morreu. As vezes você morre e volta pro início da missão, tendo que dirigir e tudo mais, bem frustrante!

    Um detalhe bizarro de Mafia II: Definitive Edition, e dou ênfase à esse subtítulo, é a grande quantidade de problemas de performance e bugs. Quer dizer, em relação à performance dá pra ignorar, como quando um veículo alcança uma velocidade alta e parece ter um pouco de problema em carregar os cenários, mas é geralmente uma travada de um instante e logo volta ao normal.

    Já no caso dos bugs, há um bocadinho deles, principalmente nas primeiras horas. Você verá as cores do jogo piscarem para algo totalmente bizarro por um instante, você verá inimigos presos no cenário, Inteligência Artificial zoada e muito mais. No final, em uma das últimas cutscenes, um personagem falava comigo mas mantinha os olhos pro lado, super bizarro. Além de tudo, Mafia II deu crash no PS4 algumas vezes e eu tive que fechar o software e abrir de novo, sempre com aquele medo de ter perdido muito progresso (os saves são automáticos) ou mesmo ter corrompido a coisa toda. Mas isso parou de acontecer depois e pelo menos não tive que reiniciar o console.

    Depois de cerca 1/3 da aventura, as coisas mudaram um pouco em relação ao roteiro. O cenário que até então era coberto de gelo deu lugar à uma cidade ensolarada e bonita. A década mudou dos anos 40 para os anos 50 e isso é sensacional!

    A moda mudou, veículos, as músicas na rádio. Uau! Eu nunca tinha visto um jogo do tipo fazer algo assim, algo bem ousado e que envolve muita preocupação com os inúmeros detalhes que eles tinham que mudar.

    Por uma boa parte da minha experiência eu estava acreditando que o jogo era originalmente de PS2, mas na verdade ele vem da geração do PS3, mas é daqueles jogos que ainda tinham umas coisas ao estilo da geração passada. O lado interessante é que quanto mais eu jogava, mais bonito eu o achava. As texturas são bonitas, efeitos de luz e sombra, não há serrilhados e há um cuidado assustadoramente alto com os detalhes em TUDO. Você pode ir ao banheiro de uma das suas moradias e você acha muita coisa em cada canto. O mesmo vale para a cidade e os veículos. A única coisa que entrega a data de Mafia II são os modelos dos personagens, sobretudo o do próprio protagonista, inferior aos outros.

    Uma coisa que me incomodou um pouco com o jogo foi a trajetória que a história tomou. Depois de um tempo eu nem aprecia mais envolvido com a máfia, eu só estava por aí fazendo missões aleatórias que eram história.

    Toda a coisa interessante pareceu dar uma pausa para fazer coisas como ajudar seu amigo que bebeu demais no bar ou ensinar o marido babaca da sua irmã a valorizá-la e afins. Poxa, eu não quero esse tipo de coisa pessoal, eu quero fazer parte da coisa mais "geral" do enredo. Também achei estranho que eu estava chegando no final do jogo e a história não estava caminhando para isso e eu fiquei com medo de fazerem um último capítulo corrido ou muito longo. No final das contas foi um final meio esquisito e até parecido com o final do primeiro Mafia e eu fiquei com a sensação de que deveria haver uma continuação (que acredito que o terceiro jogo não seja, mas posso estar errado).

    Houve um momento também que minha irmão pediu para eu me afastar dela, que foi super estranho. Minha mãe adoeceu e tudo mais. Mas e aí? Cadê esses personagens depois?

    Resumindo: Mafia II: Definitive Edition foi uma aventura muito legal, curta e sempre original dentro de si mesma, sem cair na repetitividade, o que é muito legal. Eu nem lembro a última vez que joguei um "GTA-like" tão legal e tranquilo. Eu diria que esse jogo deixou o primeiro Mafia completamente obsoleto, mas no final houve uma missão, uma única missão, que conectou ambos os jogos e, puts, valeu muito a pena reconhecer a cena!

    De bom: visuais legais e bem animados. Realidade divertida e não travada como em jogos como GTA IV. Missões sempre originais. Enredo muito bem pensado e com muitas mortes surpreendentes. Nãos ei quanto tempo durou, mas pareceu mega curto (tô correndo de jogos assim de 30 horas ultimamente). Ótimos personagens, como também já era esperado depois do primeiro Mafia. Muito bem detalhado em seus visuais e cuidado com toda a cultura das décadas em que ele se passa. Há coletáveis para serem achados (inclusive revistas Playboy de verdade) e mais 3 DLCs nessa versão. Jogo totalmente legendado em PT-Br.

    De ruim: alguns comandos são meio esquisitos de início. Há alguns bugs de vez em quando, ok, mas o de travar o jogo é chato. Algumas missões tão tem um checkpoint esperado como todas as outras normalmente tem, e isso quer dizer repetir seções de tiros ou dirigir um bocado (muitas vezes para morrer novamente na mesma parte). Achei que o final não explicou uma série de coisas. Textos e legendas muito pequenos.

    No geral, me diverti um bocado com esse jogo, suas missões e seu enredo. AMEI a parte que conecta Mafia II com o primeiro Mafia. Recomendo bastante a série!

    Mafia II: Definitive Edition

    Platform: Playstation 4
    20 Players
    3 Check-ins

    13
  • anduzerandu Anderson Alves
    2021-06-17 00:30:28 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Oddworld: Abe's Oddysee - New 'n' Tasty

    Zerado dia 16/06/21

    Caraca, que pendência mítica!

    Eu conheci o original Oddworld: Abe's Oddysee quando eu era moleque, pré-adolescente na casa de um primo mais velho que tinha um PC, algo bem avançado pra época. Era engraçado pensar que aquela pessoa, um policial militar, jogava algumas coisas no seu desktop. Lembro que ele era completamente viciado em Age of Empires e que conheci o jogo através dele, assim como foi com o Abe's Oddysee.

    Esses jogos eram bem diferentes das minhas experiências com videogame, que se limitavam ao NES e SNES. Eram jogos sérios, escuros e difíceis de avançar. Algo como jogos de adulto. Mas ao mesmo tempo tinha algo que me deixava bem curioso e até imersivo sobre assistir ele jogar aquilo. Sem igual!

    Aquele dia a noite me marcou bastante. Eu nunca esqueci daqueles jogos nem da cara do Abe, o protagonista do Oddworld

    Mais tarde o veria com alguma frequência em revistas de jogos e mídias relacionadas. Com os anos descobri que era um personagem conhecido daquela época (na verdade antes daquela época, pois foi bastante tempo já depois do lançamento do jogo). Hoje em dia percebo que houve uma época muito interessante de jogos de PC, que infelizmente não fiz tanta parte quanto gostaria pois mesmo jogando quando ia dormir na casa de primos que tinham um computador, focávamos em poucos jogos, mas tenho lembranças incríveis dos então já antigos Win95 e Win98 (a maioria dessas experiências devem ser lá dos anos 2000, 2000 e pouco, quando eu tinha 10 anos e mesmo o NES, primeiro console que joguei, já era bem antigo quando experimentei pela primeira vez).

    Os anos passaram e há mais de 10 anos atrás eu lembrei de Abe's Oddysee. Descobri sem nome de alguma forma, instalei no meu primeiro computador e resolvi jogar, mas infelizmente não fui tão longe. O jogo era confuso e tinha uma lógica bem estranha. Talvez tivesse envelhecido mal e eu não fosse seu público. Acabei deixando de lado.

    Agora com essas minhas loucuras de terminar jogos que considero relevantes (e mais uns que achei interessantes/baratos), é incrível como esse Oddworld passou batido por tanto tempo! Quer dizer, eu só lembrei dessa pendência ancestral há pouco, mesmo acompanhando os relançamentos da franquia e seus remakes por meio de notícias. Priorizei Abe's Oddysee graças a sua versão New 'n' Tasty, lançada para diversas plataformas, incluindo o PS Vita.

    Já tinha visto alguém falar mal dele, mas eu quis arriscar pois não queria jogar no PC e nem ter a mesma experiência zoada. Liberei um espaço fechando os últimos jogos que postei e corri para baixá-lo.

    A primeira coisa que tenho que dizer é que o remake é muito fiel ao original, ao meu ver, só um pouco mais modernizado. Quer dizer, de alguma forma tudo era como eu de alguma forma ainda lembrava. Até assisti no Youtube as partes que já tinha jogado mas no original para fazer a comparação e achei que fizeram um belo de um trabalho!

    Em segundo lugar, os visuais limitados do Vita deixaram o jogo ainda mais próximos do original. Vim uns vídeos do jogo rodando em plataformas HD e não curti os gráficos cheio de light bloom e outros efeitos. Sabe aqueles jogos ou vídeos cheios de efeitos de neon? É por aí. Nada a ver com a proposta do jogo e bem exagerado! Mas o Vita obviamente fica devendo em outros departamentos por conta de suas limitações e as minhas reclamações ficam por conta dos controles um pouco desconfortáveis e problemas de performance, como lags e afins que não só quebram a imersão como dificultam o timing de algumas ações em partes que demandam maior velocidade entre mil e uma coisas acontecendo na tela.

    Abrindo Oddworld pela primeira vez, olhei as opções mas não vi nada muito interessante de mexer. Algo interessante é a disponibilidade do idioma Pt-BR que traduz todos os textos, incluindo legendas, comandos e até painéis e afins nos cenários. Muito legal!

    Apesar de me lembrar muito das salas e desafios, tem algo que não havia entendido em nenhuma das vezes anteriores que o joguei: o jogo é linear! Quer dizer, eu estava esperando um adventure complexo, escuro e de quebrar a cabeça, mas acaba que são puzzles simples e bacanas em salas seguidas de mais salas.

    Outra coisa legal é o tom da aventura, algo bem típico da época mesmo. Há um clima de planeta alienígena mas de uma forma super bem-humorada. Algo como a cultura Star Wars da época do Episódio I. Quem viveu essa época vai se sentir em casa de uma forma ou outra!

    A parte que eu estava travado era ainda no primeiro capítulo, reconheci na hora! Meio que escapando de uma "prisão" cheia de guardas, minas terrestres e lasers. O esquema é que o jogo meio que não ensina muito bem suas mecânicas e você que tem que aprender, mas os comandos são poucos.

    Os comandos desse sidescroller contam com coisas desde os básicos andar, correr e pular, rolar, se pendurar em plataformas para subir ou descer e interagir com objetos como botões e computadores até algumas ações mais complexas de interação.

    Essas ações incluem vozes de comando com cada direção do d-pad e mais quatro segurando triângulo e apertando esses mesmos botões do d-pad. Você pode chamar NPCs do cenário e dar-lhes ordens simples com o intuito de levá-los à uma saída (inclusive o zeramento do jogo depende de quantos dos 299 você salvar). Há também como lançar objetos como pedras para distrair inimigos, bombas para explodir minas ou os próprios monstrengos ou quebrar certos obstáculos.

    A ação mais bacana do Abe é a de controlar os outros com os seus "poderes Jedi". Alguns inimigos são controláveis e tudo o que você precisa é de um tempo se concentrando ao segurar L e R e nenhum bloqueador de pensamentos na tela. Com um soldado em controle você pode movê-lo, atirar nos outros, se jogar em minas ou simplesmente se explodir. Muito útil e legal.

    Depois de avançar por umas salas, salvar um bocado de colegas e até fazer algumas conquistas da Playstation, eu alcancei um lugar que dá a impressão que o jogo te dá mesmo a liberdade de ir onde quiser, mas não é bem assim. Essa sala está lá só pra encher o saco e você não vai usá-la até o final da aventura. E o jogo até dá alguma liberdade de ir e vir em cada capítulo, mas geralmente não há motivo para isso senão salvar companheiros que tenham ficado para trás.

    Se não ficou ninguém ou você não tiver interesse, basta seguir para a próxima tela.

    Uma coisa que você deve saber é que em Abe's Oddysee você morre bastante, geralmente experimentando como lidar com algumas situações, as vezes fazendo tudo na correria sem paciência, mas nada chega a ser complexo e, pra ser sincero, os puzzles do jogo se repetem de formas similares com bastante frequência, então você acaba fazendo muita coisa da mesma forma. Os controles são surpreendentemente funcionais também, o que deixa toda a questão de testes com cada tela bem mais interessante.

    Quando o jogo está ficando cansativo, ele troca de mapa, muda os objetivos e adiciona bastante história, geralmente contada por cinemáticas muito legais.

    Se o jogo estava bom no mapa inicial, os seguintes, de floresta e desértico, acabaram me surpreendendo e me deixado super viciados no jogo. Foram 7 horas muito rápidas em dois dias.

    Eu estava amando a ambientação, os personagens, a jogabilidade, o humor e a saudade de jogos assim, mais originais. Sério, eu jurava que ia arrastar esse jogo, mas eu o adorei e entendo perfeitamente o porquê de ele ter ficado tão popular! Devorei mesmo!

    No final o enredo se fecha bem (fiz o final ruim e vi o bom no Youtube, pois nem sabia que teria isso). Inclusive os momentos finais da jogatina são bem legais. Tudo isso foi mais do que o bastante para me deixar mega curioso em jogar outros da mesma franquia!

    Resumindo: Oddworld: Abe's Oddysee - New 'n' Tasty é um jogão, sobretudo para quem conhece e gosta da cultura daquela época, mesmo falando dessa versão que é um remake. Os reajustes feitos nessa versão ficaram bons e o jogo envelheceu muito bem em seu conceito e jogabilidade. Eu estava esperando algo do tipo "Another World/Out of this World" mas encontrei um jogo carismático, bem feitinho, amigável e divertido. 7 horas muito bem gastas!

    De bom: todo o carisma dos personagens. Boa jogabilidade, imersivo, um remake fiel. Controles responsivos e mecânicas divertidas. Muitos coletáveis, segredos etc. Contém diferentes níveis de dificuldade, opção de jogar co-op e a linguagem Pt-BR. Mais casual do que eu esperava. Muitos checkpoints e a facilidade de salvar ou carregar a sua posição com o apertar de um botão!

    De ruim: algumas instabilidades com frames nessa versão portátil. As vezes meio repetitivo.

    No geral, foi legal demais! Infelizmente não é o tipo de jogo pra todo mundo, mas eu recomendaria uma jogatina pra quem ao menos já viu essas caras estampadas em alguma revista! Massa demais!

    Oddworld: New 'n' Tasty!

    Platform: Playstation Vita
    24 Players
    3 Check-ins

    18
    • Micro picture
      gennosuke6 · about 2 months ago · 2 pontos

      Abe's é sempre uma boa escolha. Curto bastante!

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