anduzerandu

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  • anduzerandu Anderson Alves
    2022-01-21 18:19:14 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Golden Force

    Zerado dia 20/01/22

    Deveria estar terminando os jogos que já comecei e algumas pendências do passado restantes, mas aqui estou eu: jogando indies mega desconhecidos.

    Uma publisher chamada de No Gravity Games fez uma distribuição de jogos diários no Nintendo Switch aos mesmos moldes que a QubicGames fez no final de 2019: bastava ter um jogo qualquer deles para poder participar e você deveria resgatar o jogo do dia para continuar para o dia seguinte. Moleza! Esqueceu ou não pode usar o console por qualquer motivo? Bom, você pode comprar o jogo do dia com desconto para poder continuar o combo.

    Esse "Giveaway" durou 4 semanas, com exceção aos sábados e domingos.

    Vendo a página da publisher na eshop do Switch, era de chorar. Quer dizer, não dava para criticar os jogos, até porque eu não conhecia quase que nenhum deles. E são muitos! Mas vai que tinha coisa boa e desconhecida por mim no meio.

    Um dos jogos que mais me chamou a atenção e que até estava na minha lista de desejos era o tal do Wallachia, então porque não entrar diante da possibilidade de o consegui de graça? Mais tarde acessei a página desse jogo na loja e ele é bem mais tosco do que eu lembrava. Eu jurava que era um clone maneiro de Castlevania, massss...

    Enfim, fui pegando os jogos, testando um pouco e apagando a maioria por ou ser shovelware estilo os milhares que tem na Steam ou ser até legal, mas daqueles arcades infinitos focados em sobrevivência e pontuação.

    No final das contas, dos 20 jogos eu devo ter mantido uns 4 no máximo. Já até terminei um deles, bem tosco: o tal do Creepy Tales.

    Começando esse tal de Golden Force só por parecer ser mais casual e fácil de largar para dormir a qualquer momento (o que tenho feito muito com jogos a noite), no início ele se parece um pouco com Shantae. Inclusive a personagem tem o cabelo roxo, usa espadas de pirata, tem uma ambientação similar etc. Esse início ainda serve como tutorial te ensinando os vários comandos: atacar, segurar o ataque, dash que causa dano, uma deslizada estilo Mega Man. Há ainda um botão que abre o inventário e outro para usar itens. Há um botão de usar um ataque especial quando a barra estiver cheia.

    Achei um pouco demais para tantas ações meia boca. O golpe só acerta de perto, o dash é curto, deslizar não parece servir para nada. Há uma sensação grande de falta de mobilidade e fraqueza.

    Depois desse primeiro estágio, que é um chefe meio longo e até difícil, abriu-se a tela de seleção de fases. Deu para notar o óbvio nesse início: são 4 mundos. Você só pode selecionar e visualizar o estágio atual e os previamente terminados. Ou seja, de começo só há uma fase. Depois percebe-se que todos os mundos seguem a mesma lógica: 3 fases, 1 estágio de chefe e um estágio bônus (provavelmente desbloqueado ao terminar o mundo ou coletar todos os opcionais nele, mas não me dei ao trabalho de me interessar).

    Ao selecionar a fase, você ainda poderá selecionar com qual personagem jogar. A jogabilidade dos 4 é muito parecida e não sei se havia alguma diferença de dano, resistência ou mobilidade, mas após jogar com todos algumas vezes acredito que as diferenças fiquem apenas na estética mesmo. No final das contas acabei alternando entre o personagem que parece um pouco com o Link e a que parece a Shantae.

    Nessa tela também é possível alternar entre um e dois jogadores. Não testei, mas acredito que o jogo deve ser bem mais bacana com um amigo.

    As fases normais são chatas. O level design é um tédio, o pixel art raramente é agradável ou nostálgico e o jogo tem uma baita cara de indie barato quase sempre.

    Há uma boa variedade de inimigos, mas mesmo os mais fracos levam muitos golpes para morrer, quase que como um hack 'n' slash de plataforma. Depois de um certo momento comecei a me questionar o motivo de ficar parando para lutar com cada um deles. Não vale a pena!

    A dica é mesmo sair correndo pelos cenários para deixar a experiência mais tragável, principalmente porque você tem apenas 5 pontos de vida e ao perdê-los, volta pro último checkpoint. O problema mesmo é que muitas vezes você sequer chega nesses pontos de salvamento pois parece que certas fases chegam a ter apenas um ou nenhum deles. É bem frustrante!

    Infelizmente há pontos em que a tela se fecha e você deve derrotar todos os inimigos para poder continuar e eles costumam por muitos monstros resistentes nessas partes para aumentar o desafio. Só que esses monstros são completos idiotas e só tem vida DEMAIS! O resultado: você bate um pouco, não tira muito do HP dele, tem que desviar de um golpe, se aproximar novamente, dar uma espadada ou duas, se distanciar para não perder vida.

    A vantagem maior de derrotar inimigos é conseguir umas moedas que eles derrubam. Mas cuidado com isso: a sensação é de coletar muitas pela fase, mas no final você junto umas 250-300. O uso dessas moedas? Comprar itens na loja na tela de seleção de fases. Maaaas, os itens são caríssimos e bem toscos, como poções que curam sua vida ou te deixam invencível por uns momentos. Imagine passar de várias fases para juntar 4500 moedas e comprar um treco desses!

    Felizmente há compra também de melhorias definitivas para serem adquiridas também, mas não através de moedas, mas dos coletáveis das fases. Todas elas tem 3 moedas grandes e uma concha para quem quiser explorar bem ou arriscar bem a vida com a possibilidade de voltar lá pro início do cenário.

    Essas melhorias definitivas incluem mais um ponto de vida (no início por 8 moedas grandes) e mais um ataque no seu combo (4 conchas).

    Golden Force ficou bem mais jogável a partir do momento que comecei a me preocupar menos em matar todos e a perder muito menos tempo em fases tão sem graça. Isso me custou pegar menos coletáveis, mas quem se importa? Juntei muito dinheiro e nem usei de tão nojenta que é aquela loja.

    Para falar que a experiência não foi um tédio e total perda de tempo, há um fator bacana na aventura: os chefes. Geralmente criaturas grandes e mais bem feitas e animadas, que demandam estratégia para atacar e evitar dano e ainda se fortalecem ou tem ouras formas.

    Morri várias vezes em todos eles mas sempre pareciam um desafio justo e quase sempre bem pensado, mesmo quando eu morria e tinha que tirar toda aquela barra grande de vida, o que não era tão demorado e dependia mais das minhas habilidades.

    O último chefe é uma referência a Ghouls 'n' Ghosts e a Castlevania. Inclusive tem umas referências bacanas a clássicos assim aqui e ali.

    Resumindo: Golden Force é um jogo hack 'n' slash 2D com plataforma onde seu objetivo é simplesmente alcançar o final dos estágios e matar os chefes em seus estágios. O jogo não traz nada de novo ao universo dos jogos e chega a ser frustrante com o que tenta fazer, mas esbanja amadorismo, apesar de passar longe de ser o pior jogo do tipo das últimas gerações. Infelizmente a coisa toda é meio arrastada e os inimigos tem vida demais, mas pode ser uma boa experiência despreocupada para jogadores despretensiosos sobretudo quando o assunto for jogar de dois.

    De bom: os visuais são legais em determinados mundos. 4 personagens diferentes é melhor do que ter dois color swaps preguiçosos. Possibilidade de jogar de 2 pessoas. Coletáveis e extras para quem gostar e quiser mais. Possibilidade de se fortalecer com a loja. Chefes desafiadores e legais.

    De ruim: genérico que só. Inimigos muito resistentes e dar tantas espadas neles se torna muito cansativo e repetitivo. Muitos pontos que o jogo te segura ainda mais contra inimigos durões e deixam o progresso num único estágio muito chato. Coletar moedas é quase inútil e a loja demanda coleta de itens escondidos pelos cenário para alcançar algo de bom. Checkpoints quase inexistentes te obrigam a refazer todo o lega-lenga das fases.

    No geral, eu joguei esse título como passatempo, mas foi mais perda de tempo mesmo já que o jogo não chegou a lugar nenhum com seu repeteco. Ao menos os chefes foram divertidos. De graça e ainda não o recomendo a ninguém visto que existem tantos jogos nesse estilo que são mais divertidos e baratos hoje em dia. Jogo muito fraco mesmo!

    Golden Force

    Platform: Nintendo Switch
    2 Players

    11
  • anduzerandu Anderson Alves
    2022-01-14 18:10:02 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Aggelos

    Zerado dia 14/01/22

    Conheci esse tal de Aggelos em anúncios no Facebook. Que bizarros! Outros casos similares foram o Panzer Paladin e Dusky Diver (não joguei nenhum ainda). Na verdade, o trailer ou imagem ou sei lá o que vi, muito me agradou e a vontade de o experimentar sempre voltava assim que a propaganda passava.

    Um dia descobri que o danado estava disponível no Nintendo Switch, para a minha comodidade. Adoro jogos pixelados em portáteis!  Apenas o adicionei à lista de desejos pois o preço estava salgado. Estava, já que surgiu uma promoção recentemente e o danado estava custando uns 7 reais! Nem acreditei!

    Comprei, baixou e tive que experimentar logo!

    À primeira vista, já que não tinha visto muito sobre ele, é que o jogo estilo Zelda II: sidescroller, ganhando níveis, metendo a espadada nos monstros, visitando cidades e melhorando meu equipamento. Não estava errado, mas não associei ao óbvio: Aggelos é um clone de Wonder Boy! Fui bem lerdo nessa, haha.

    A minha experiência com Wonder Boy e afins se limita aos 3 primeiros jogos da franquia, o remake e a demo do Monster Boy. Até então tudo é muito legal, mas e esse Aggelos? Mais um daqueles jogos super mega ultra inspirados em outros clássicos e que acabam sendo bem mais ou menos?

    O início do jogo nos situa bem no enredo e nos guia para onde ir. É legal coletar dinheiro, comprar espada, armadura, explorar os cenários, vencer chefes. Além disso, o visual de Aggelos é sensacional! Muito fiel aos consoles da época não só em gráficos como também em som. Os caras fizeram um trabalho muito competente mesmo em cada detalhe, coisa que geralmente me perde em jogos como Battle Princess Madelyn e similares.

    Logo o jogo foi se encaixando em seus trilhos e mostrando mais o seu lado "metroidvania light".  Digo light porque você não fica indo e vindo como barata tonta e é até simples saber para onde ir em seguida, mas a exploração é compensadora com itens e tesouros muito úteis por aí, e tentar gravar pontos para voltar no futuro, com novas habilidade, é importante para agilizar a sua vida.

    Ainda assim, se você não conseguir juntar os pauzinhos para saber para onde ir, basta visitar um NPC no castelo principal da aventura e se informar sobre o sue próximo passo. Inclusive o jogo pode ser jogado em Pt-BR (mas sério, vale muito a pena explorar).

    Eu deveria estar jogando outras coisas, mas o Aggelos me segurou FORTE. A aventura é muito fluída e prazerosa. Eu queria ficar mais forte, ganhar novas habilidade e explorar ainda mais os cenários. E aquele item que alguém na cidade pediu, caso eu o encontrasse? Pode estar em qualquer lugar.

    O negócio se reforça conforme você abre mais e mais do jogo. Mais cidades, mais lojas, mais habilidades. É muita coisa! Com a exploração eu fiquei mais rico, aumentei os meus corações e até ganhei habilidades opcionais de melhora de qualidade de vida, como uma que permite teletransportar de um ponto de save para outro (eu perdia muito tempo andando o mapa).

    Um grande prazer também foi jogar a primeira dungeon do jogo. Esses desafios exigem exploração, coleta de itens, como chaves, desbloqueiam novas habilidades e contam com um chefão no final. A trilha sonora parece algo saído dos Zelda Oracles. Que jogo gostoso!

    Fui me tornando mais e mais forte, novas mecânicas apareceram, mais do jogo se revelou e a coisa foi se desenvolvendo. Quando você acha que já entendeu toda a lógica do funcionamento da aventura, ela te surpreende missões que quebram a rotina, inimigos diferentes e habilidades que você não sonhava conseguir.

    Fora a sensação contínua de missões secundárias ou segredos só esperando você os decifrar por aí. Seja aquela porta que agora você pode atravessar, mas não lembra onde exatamente, seja aquele lugar que agora faz sentido como vencer. E aquele item que entreguei pro cara e ele me deu outro? O que eu faço com isso? E aquelas portas meio escondidas com símbolos estranhos. De repente aquele inimigo chato ficou fácil! Opa, hora de ir para a próxima dungeon!

    Eu queria fazer 100%! E queria que o jogo não acabasse e que tivesse mais e mais para explorar. Infelizmente isso não é possível, mas ainda assim ele me entregou muito conteúdo nas quase 6 horas de jogo!

    Se você gosta desse tipo de jogo, definitivamente é uma grande recomendação! Mas não pense que ele é perfeito! Quer dizer, isso é difícil de falar.

    Em alguns momentos a dificuldade é meio irritante e o hitbox parece meio injusto, inclusive contra obstáculos dos cenários. Por outro lado, grande parte da graça talvez esteja ligada à essa dificuldade um pouco acima do normal, ao contrário da moleza dos jogos atuais. Não chega a ser irritante e no final da campanha eu morri menos de 30 vezes. Os checkpoints são muito bondosos, inclusive.

    Outra coisa que não curti muito é que mesmo com armaduras fortalecidas e tal, as vezes eu parecia morrer um pouco mais fácil do que deveria. Enquanto isso alguns inimigos demoravam demais para morrer e isso é ainda mais recorrente nos cenários finais da campanha.

    Uma coisa que fiz, e não escondo, foi dar uma olhada na internet sobre alguns coletáveis, sobretudo habilidades opcionais conseguidas por pergaminhos. Basta achar o "professor" e pegar com ele. No final do jogo me faltavam dois e eu procurei onde estavam. Não era muito escondido, mas fiquei com um pouco de preguiça de sair por aí sem rumo.

    Uma coisa que percebi é que ainda ficaram faltando coisas, inclusive um inimigo ou outro ser derrotado, já que ficaram apenas como silhuetas nos créditos finais. Ainda assim consegui alcançar 90% dos itens. Já o meu Rank foi um desastre: D. Não sei se isso está relacionado também ao tempo que levei para terminar o jogo, mas sei que o número de mortes fez a diferença na conta.

    Resumindo: Aggelos é um ótimo jogo "Wonder Boy-like" e uma exceção em tempos de clones e homenagens tão fracas. Completo, fluído e muito caprichado. Um lembrete de como video games podem ser divertidos e como o estilo oldschool ainda funciona muito bem. Tenho certeza que o jogo deve entrar no meu top 10 no final de 2022, e olha que o ano apenas começou!

    De bom: visuais muito bonitos e fiéis aos de décadas atrás. Gameplay funcional. Desafiador na medida certa, sem ser besta como a maioria dos jogos contemporâneos e sem parecer forçado para te matar ou mal feito. Muito para se explorar, coletar e melhorar, mas você pode se limitar apenas ao caminho principal (mas deve ficar super difícil). Trilha sonora fenomenal. Muita variedade de inimigos, biomas, poderes, chefes e temas. Gosto dos segredos e missões secundárias. Sensação nostálgica. Não dá para acreditar que seja um jogo de 2018!

    De ruim: alguns momentos de dificuldade alta demais. Chato como você só pode carregar uma poção por vez, e olha que elas são caras! Bom enquanto durar. Sei que muitos curtem rejogar os jogos várias vezes, mas eu gostaria de um motivo para me manter jogando Aggelos depois das 6 horas. Odeio a arte do ícone, que não faz jus ao jogo (a mesma daí de baixo).

    No geral, um baita indie que eu só não zerei antes porque arrastei o Golf Story por uma semana. É bom jogar algo tão legal assim no meio de tanta coisa dispensável. Recomendo!

    Aggelos

    Platform: Nintendo Switch
    4 Players

    14
    • Micro picture
      seufi · 14 days ago · 2 pontos

      Boa recomendação. Vou ficar de olho!

    • Micro picture
      bobramber · 14 days ago · 2 pontos

      Rapaz, ou tá ganhando um por fora pelo merchan ou gostou mesmo do jogo!!! Rs
      Mas se já tá achando que vai estar no top 10 deve ser muito bão mesmo.

  • anduzerandu Anderson Alves
    2022-01-14 16:37:33 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Golf Story

    Zerado dia 14/01/22

    Olha eu aqui com meu primeiro jogo terminado do ano! Pois é, amigos. Duas semanas já se passaram desde o Reveião e só agora eu tenho o primeiro de 2022. A explicação é simples: continuo muito ocupado, tenho dividido meu tempo com outras atividades além do video game e... eu joguei Golf Story sem planejar.

    A verdade é que tenho jogado umas coisas mais tranquilas, mas a Nintendo resolveu liberar Golf Story por uma semana de graça para os assinantes de seu serviço online (no Japão) e esse jogo está na minha lista de desejos desde os primórdios do Switch. Coincidentemente estava assistido um vídeo aleatório de um youtuber famosinho em que outros youtubers famosos participavam e falavam sobre sue jogo favorito do Switch e um deles mencionou ser GS!

    Eu mesmo sempre fui muito curioso com esse jogo. Seu visual pixelado é tão bonito e o trailer vende muito bem o produto, que parece ser super divertido e engraçado. Para ferrar mais as coisas, os criadores anunciaram há pouco tempo sua sequência! Como eu estava atrasado!

    O mais bizarro é saber que GS continua sendo exclusivo da plataforma. Isso é muito chato pois ele manteve seu preço cheio por muito tempo e quando tinha promoção, eu não o comprava. Mas que ótima oportunidade eu tive aqui! Procurei na internet e sua duração era de aproximadamente 15 horas. 15 horas para um RPG tá ótimo e julgado que ele devia ser super divertido, eu com certeza passaria fácil da média de 2 horas por dia em uma semana, tempo em que ele estaria disponível gratuitamente. Certo? Ceeeerto?

    Abri o jogo e o maior medo foi não ter o idioma inglês. Tinha comentado com um amigo e ele pesquisou sobre antes do título ser disponibilizado e me disse que havia sim inglês. Mas o quando abri foi meio tenso: as opções eram bem limitadas e eu não entendia nada do que estava escrito, mas os ícones eram desenhos de coisas nada relacionadas com idioma. Usei a câmera da Google para traduzir e realmente não tinha nada. Segui esperançoso e mudei o idioma do console para inglês mas nada mudou. Eita, tristeza!

    Insisti de alguma forma e descobri que a mudança de idiomas se dava com o apertar de um botão nas opções e por algum motivo eles só deixaram uma linha de texto com essa instrução, não um ícone grande, colorido e chamativo. Ok.

    Começando aa campanha, aquele monte de texto digno de RPGs. Nada demais senão pura apresentação. Tava valendo.

    O próximo passo foi passar por tutoriais me ensinando o básico do esporte. Eu não sou muito fã de golf. Sempre me frustro um pouco com os jogos desse esporte, incluindo uns Mario Golfs que tentei desde o Game Boy Color e a última vez que os levei a sério foi nos minigames do NES Remix.

    Aqui você vai aprender que há diversos tacos com diversas especialidades, a mirar em direção ao buraco, levar em conta o vento, tomar cuidado com as armadilhas do cenário e principalmente a bater na bola, o que demanda apertar o botão no momento certo para medir força e a posição que acertamos e a direcionamos. 

    Fiz algumas missões simples, acertei umas bolas dentro de uns espaços demarcados e ganhei meu dinheirinho. Uma coisa que me incomodou um pouco é que não é possível controlar o personagem com o d-pad, apenas com o analógico. 

    Foi aí, logo na primeira ou segunda hora que o jogo começou a desandar para mim e ficar incrivelmente monótono.

    Você está num clube de golfe, verde e extenso, cheio de pessoas que te dão missões quando você fala com elas. Logo eu me senti sobrecarregado de missões, ao mesmo tempo que sem ter o que fazer e isso porque todas as missões são muito parecidas e não há a menor sensação de progresso. Estaria eu perdendo tempo ou eu precisava mesmo fazer tudo aquilo?

    Para ser bem sincero, 90% do jogo ou mais é você fazendo missão: acerte 5 bolas dentro dos campos demarcados, acerte uma bola naquele buraco, acerte fulano com uma bolada. A vida das pessoas gira em torno do golf.

    O jogo te põe automaticamente mirando para os buracos então basicamente você só troca de taco (se necessário, já que normalmente ele põe o recomendado na sua mão a cada tacada), calcula o vento e a posição do terreno e tenta acertar a força e posição de acordo com o que você acredita que resultará em missão completa. Mas repito, você faz isso o tempo todo. Seja tentando mil vezes um objetivo, seja passando para o próximo e fazendo algo muito parecido. Tacadas, tacadas, tacadas.

    Você pode achar que isso é óbvio pois é um jogo de golf, mas eu esperava mais variedade no gameplay. Fazer mais coisas diferentes com as bolas ou tacadas, mas é quase sempre o mais puro golf. Há momentos mais criativos e tal, da forma como eu esperava, mas são bem mais incomuns (houve um mapa de Halloween que foi sensacional).

    Bom, de volta ao primeiro mapa, eu já estava cansado do verde, da música, dos diálogos e a falta de carisma da galera, mas finalmente avancei (depois de dias). Após fazer as missões consideradas principais, há sempre um desafiante ou até um campeonato.

    Essas disputas geralmente envolvem 9 buracos seguidos. Seu objetivo é "encaçapar" a bola com o menor número de tacadas que conseguir e seguir para o próximo. Vença e poderá ir para o próximo mapa, com mais pessoas e missões parecidas.

    Quando avancei para o próximo mapa, comecei a sentir uma sensação meio de montanha russa: hora gostando da experiência, hora voltando à mesmice. Eu não conseguia parar de pensar como esse jogo tinha me decepcionado. Eu esperava muito mais! Nem o raro humor dele me convencia.

    Por outro lado, um novo mapa trás novas mecânicas e temas. Ganhei níveis também, que me permitiram ficar melhor com minhas habilidades e comprei tacos caros, mas por ser tão leigo, essas coisas mal parecem fazer diferença.

    Enquanto fazia as missões do terceiro ou quarto mapa por mais de uma hora e repetia o mesmo tipo de gameplay de acertar bolas em áreas demarcadas ou buracos próximos, eu resolvi pesquisar na internet o quão longe eu estava de terminar. Nem na metade da aventura eu estava. Que jogo chato! Tinham mais vários mapas para gastar horas em cada dando tacadas atrás de tacadas. Aff!

    Sério, eu esperava que o lado RPG fosse mais atuante, mas é mesmo um jogo para quem curte golf.

    Mais ou menos na metade da aventura, o jogo me trouxe o primeiro campeonato. Essas campeonatos são contra inúmeras outras pessoas e seu objetivo é terminar os 9 buracos com o menos número de tacadas possíveis, como sempre. Porém, no final da competição os vencedores chegam a terminar com zero, 1 ou 2 pontos. Isso basicamente quer dizer que eles terminaram cada buraco na média de 4 tacadas: saindo do ponto inicial, passando por todo o longo cenário e chegando ao buracos. Se você vacilar em um deles, pode acreditar que é tempo perdido continuar.

    A dificuldade foi lá em cima com esses campeonatos e cada um me custou muito tempo. O lado casual foi completamente jogado de lado para enfrentar bots difíceis. Quase desisti algumas vezes, principalmente sabendo que meu tempo era curto.

    Ontem resolvi tirar o início da noite em diante para jogar a segunda metade de GS. Passei do campeonato, dos próximos mapas, dos próximos campeonatos e o jogo até ficou melhor na segunda parte, apesar de ainda se arrastar um pouco demais em diversos momentos. Terminei a campanha hoje as 05:00 e pouco da manhã, faltando uns 40 minutos pro fim do teste gratuito do jogo.

    Resumindo: Golf Story tem pontos positivos e negativos e no final das contas acho que o mais conta é o quanto você gosta do esporte golf e jogos do tipo ou como se adaptaria a esse tipo de desafio. Para mim, ficou muito aquém da expectativa e mesmo tendo momentos bons, que me ajudaram a continuar, ainda ficou meio que na mesmice o tempo quase todo, além de apelar um pouco na dificuldade em momentos obrigatórios aleatórios.

    De bom: visuais bonitos e coloridos. Bastante conteúdo, inclusive a possibilidade de jogar um Free Play quando quiser. Algumas missões são diferentes e divertidas. Tem personagens bacanas. Humor que me fez rir aqui e ali.

    De ruim: bugs, muitos bugs da engine Unity. Dificuldade esporádica. Difícil saber o que é obrigatório ou não e isso é importante num jogo que você repete tanto a jogabilidade. Alguns mapas se estendem demais e muita cosia poderia ser opcional. É um jogo muito mais golf que RPG.

    No geral, valeu a pena ter conferido essa aventura que, mesmo decepcionante para mim, não chegou a ser odiosa. Só lamento que um indie renomado seja tão fraco assim depois de tanto o recomendarem. Uma pena ser exclusivo também. Vou ficar de olho no Sports Story no futuro. Sobre esse, jogo fraco. O famoso "eye candy for the blind".

    Golf Story

    Platform: Nintendo Switch
    51 Players
    3 Check-ins

    11
    • Micro picture
      bobramber · 14 days ago · 2 pontos

      Ainda "sobrou" 40min...
      Isso que é ser na medida.

  • anduzerandu Anderson Alves
    2022-01-01 01:14:00 -0200 Thumb picture

    Feliz Ano Novo!! Meu Top 10 de 2021!

    Feliz Ano Novo para a galera do Alvanista! 2021 foi um ano bizarro. O lance do Covid está finalmente saindo de cena e as coisas voltando ao normal, principalmente a nossa liberdade. Fora isso, é sempre bom lembrar que as coisas só melhoram mesmo conforme as nossas ações e que a vida não era um paraíso antes do vírus, assim como a troca de ano não quer dizer muita coisa, mas se te ajudar psicologicamente, use isso para crescer!

    Em relação aos jogos, esse foi um ano muito curioso para mim pois vendo o que joguei 12 meses atrás, parece que foi ontem! Que loucura! Na verdade eu ainda lembro claramente de títulos que terminei em Dezembro de 2020. Se não fossem meus registros, eu mal acreditaria como um ano pode passar tão rápido, meus amigos!

    Mesmo muito ocupado e com problemas da vida, consegui a façanha de terminar 87 jogos em 2021. Tá ótimo! Mas infelizmente falhei em terminar a minha lista de pendências, que acabei não priorizando como deveria. Também não mantive a minha ideia de terminar um jogo por ano de algumas séries, como os jogos da From Software.  Em compensação se foram muitas pendências super antigas e complicadas e cheguei a terminar a franquia Final Fantasy com 3 jogos num único ano!

    -Segue abaixo uma montagem de tudo que zerei e o meu Top 10 desse ano (sem ordem específica). Não sei até quando o link irá funcionar!

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    https://www.facebook.com/photo/?fbid=1022560932320...

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    10 - Warioware Gold

    A mistura de jogos engraçados e bem elaborados em alta velocidade nunca foi tão divertida quanto em Warioware Gold! O jogo junta tudo o que há de melhor na série e adiciona mais, com visuais melhores do que sua versão do DS e diversa jogabilidade da experiência do GBA e até Wii, além da inclusão de um modo História. Definitivamente um jogo para se manter no 3DS para voltar casualmente e mostrar para os amigos. Diversão garantida!

    9 - F-Zero GP Legend

    Curto muito  jogos de naves em alta velocidade, mas ironicamente F-Zero sempre teve um gosto bem agridoce para mim. Nunca vi muita graça na sua versão original no SNES e meu primeiro título da franquia foi um dos piores: Maximum Velocity no Game Boy Advance. A chama se reacendeu ao jogar as versões de N64 e Gamecube com amigos, mas só GP Legend trouxe o que queria, mas não sabia: lindos visuais 2D que não envelheceram, modo campanha, o clássico por copas e níveis e um nível de desafio perfeito para todos. Muito divertido e caprichado!

    8 - Dragon Quest Builders

    Amo a série Dragon Quest mas demorei para conhecer a mistura com Minecraft. Que jogo sensacional! O melhor dos dois mundos em um ótimo action RPG com campanha e muita coisa para fazer e muitos cenários para explorar e fazer as coisas como quiser. Realmente uma baita experiência que deve ser ainda melhor na tela grande. Diria que estaria no meu top 3 do ano se não fosse a falta de um modo multiplayer local e limitações do jogo e do hardware que joguei (PS Vita). Curiosíssimo pelo 2!

    7 - Castlevania Bloodlines

    Amo Castlevania, sobretudo os que são "metroidvania", mas tenho um espaço para aquele que são por fases no meu coração. Porém até jogar Bloodlines, nada chegava perto do IV nesse quesito. Cara, Bloodlines é fenomenal e trouxe uma ótima experiência de jogos 16-bit que achei que não teria mais. Adulto, desafiador, 2 personagem com jogabilidade diferente e caminhos exclusivos. Jogo obrigatório para quem curte matar demônios, a franquia Castlevania e ainda não conheceu um dos melhores exclusivos do Mega Drive (atualmente acessível nas plataformas do momento).

    6 - Detroit: Become Human

    As definições de jogo-filme foram atualizadas de uma forma sensacional. Apesar de curtir outros no mesmo estilo, eu não podia negar que sempre foi um lance mais voltado pros visuais e enredo, mas Detroit trouxe muita coisa nova, inclusive escolhas que realmente faziam a diferença e abrir novas possibilidades explorando os cenários, interagindo com os outros e experimentando. Há várias formas de jogar e sempre aquela curiosidade do que teria acontecido se eu tivesse agido de outra forma. Amo que mostram as estatísticas e escolhas dos jogadores e a quantidade de caminhos que você deixou de ver pois você sabe que tem muito conteúdo. Curti demais!

    5 - Uncharted 3: Drake's Deception

    Eu nem acredito que estou falando tão bem de um Uncharted. Achei que isso nunca fosse acontecer, sobretudo depois de jogar o famosíssimo 2 e o achar bem sem graça. Drake's Deception soube dosar muito bem a jogatina e balancear a dificuldade. A diversão está lá nos seus lindos cenários, cenas de ação e no alto framerate nessa versão do PS4 e o melhor: não há a sensação de ser algo casual e idiota focado em explosões como  nos filmes hollywoodianos. Esse jogo exige que você jogue!

    A forma como tudo se construiu foi muito agradável e o enredo muito convincente. Muito imersivo e interessante para mim a ponto de acender um grande interesse pelos seguintes títulos da franquia!

    4 - Silent Hill

    Silent Hill é um jogo de infância que não cheguei a ir muito longe (embora eu achasse que sim). Revisitando para o finalmente terminar, vi que é mesmo um jogo do mal! Que jogo diabólico! Tudo se passa meio que em duas realidades alternativas e você vai dar graças a deus sempre que voltar para aquela que tem a luz do dia ao invés da noite cheia de monstros, sangue e barulhos perturbadores. Terminar isso aqui foi um alívio pois mexeu com o meu psicológico!

    Finalmente entendi o amor que a franquia recebe e quero muito jogar os seguintes, muito embora duvide que os visuais melhores me passem a mesma sensação. Dizem que a imaginação preenche os espaços que o hardware fica devendo.


    3 - Chasm

    Lembro que esse foi um dos últimos jogos chamativos que o PS Vita recebeu, e isso bem depois da galera já tê-lo deixado de lado. Eu esperava algo bom depois dos relatos da internet e amigos mas acabei recebendo algo sensacional! Um metroidvania muito bonito e de gameplay incrível. É uma delícia acompanhar seu personagem evoluir, ganhar habilidades, adquirir itens melhores, expandir a cidade com mais NPC e a navegação pelos mapa é muito bem feita.

    Nem lembro a última vez que um jogo preencheu tão bem o espaço que os Castlevania de DS deixaram, e olha que eu joguei Samus Returns e muitos outros menores.

    2 - Final Fantasy IX

    Os jogos até tentam, mas há tantos elementos numa fórmula de um RPG tão grande como esse que fica difícil replicar uma experiência tão completa e divertida. Quando você acha que o sistema de batalha não pode melhorar, ele não só te surpreende como ainda mistura um enredo fenomenal, jogabilidade ótima, trilha sonora perfeita e personagens sem igual. 

    A Square soube ainda trazer um pouco do lado medieval dos FF antigos com um lado meio Disney e sem aquela coisa "edgy" dos anteriores mais recentes. Antes de começar minha maratona FF há muitos anos, pesquisei sobre a franquia e em muitos fóruns o IX reinava absoluto, para a minha surpresa já que o conhecia por artes das revistas etc. Coincidentemente foi o último que joguei e agora entendo. Não é o FF definitivo pois os melhores acabam se complementando, mas é um dos melhores títulos deles!

    1 - Yakuza 4

    Desde que comecei essa série, todos os anos que jogo algum deles, ele entra para o meu top 10 (com exceção do Yakuza 3 ano passado, salvo engano). Meus amigos, essa série é fenomenal se você gosta de jogos japoneses, porradaria e até um pouco do drama de filmes e seriados orientais. Para quem tem acompanhado o enredo, as coisas ficam bem interessantes no 4 e adicionam mais pessoas importantes para a linha de frente, o que foi surpreendente pois já estava achando que a franquia morreria após o 2. Recomendo demais esses jogos em ordem e tenho jogado aos poucos para não os confundir e digerir melhor a grande história. Louco pelo 5!

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    -Menções honrosas: Katana Zero, Mafia II, Sky: Children of Light, Apex Legends, Fullthrottle Remastered, Severed, Superhot.

    -Piores jogos do ano: J-Stars Victory VS+, Travis Strikes Again: No More Heroes, Dininho Adventures, Valentina, The Fall.

    -Maiores decepções: Yoku's Island Express, Final Fantasy XV, Advance Wars, Far Cry 5, Iconoclasts, Mario & Luigi: Paper Jam, Daemon X Machina, Zero Escape: Zero Time Dilemma, Fable 2, Marvel Ultimate Alliance.

    -Jogos mais superestimados: Hollow Knight, Panzer Dragoon, Gris, Final Fantasy VII Remake, It Takes Two, Little Inferno.

    -Jogos mais difíceis de terminar: Crash Team Racing: Nitro-Fueled, Battletoads in Battlemaniacs, One More Dungeon, Advance Wars, Mickey's Wild Adventure, The Fall, A Robot Named Fight.

    -Jogos desistidos: nenhum.

    -Possível Spoiler/Jogos que pretendo jogar ano que vem (mas nada é certo): Dark Souls 2, ambos os Resident Evil Chronicles, Moving Out, Heavy Rain, Until Dawn, Blasphemous, e muito mais!

    A quem leu até aqui, meu muito obrigado e muita boa sorte ano que vem! Tenho muito apego pelo Alvanista, muito embora eu não interaja muito. É estranho, mas tô sempre por aqui vendo as coisas todo dia, mas meio que esqueço de dar like e comentar, haha. Isso vale para todas as minhas redes sociais! Até mais!

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    • Micro picture
      caramatur · 28 days ago · 2 pontos

      Feliz ano novo! o/

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      herics · 28 days ago · 2 pontos

      Feliz 2022 ^.^

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      msvalle · 27 days ago · 2 pontos

      Feliz Ano Novo!

  • anduzerandu Anderson Alves
    2021-12-31 14:38:51 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Jett Rocket II: The Wrath of Taikai

    Zerado dia 31/12/21

    Quando estava pesquisando sobre a duração do primeiro Jett Rocket, acabei sem querer descobrindo que a sua sequência também era curtinha: uma hora a menos. Assim que terminei o jogo do Wii já tinha carregado a bateria do meu Nintendo 3DS para jogar Jett Rocket II: The Wrath of Taikai, um jogo exclusivo da eshop do portátil que sempre me chamou atenção, inclusive por ter uma demo (que joguei e curti, mas não queria jogar antes do primeiro). Desde então o título estava mofando no meu 3DS há anos!

    Bom, tenho que dizer que fiz o certo de esperar e jogar na ordem, até porque nada me impedia senão a inspiração de conhecer as aventuras desse carinha. Um bom motivo para isso é que Wrath of Taikai é uma sequência direta, embora o enredo seja bem superficial e os jogos sejam bem diferentes.

    Bom, se o primeiro JR era um mini Mario Galaxy, JR II puxa mais pro lado do Super Mario 3D Land, também do 3DS.

    Na verdade esse é mais um daqueles muitos jogos de plataforma do 3DS com visuais 3D e level design e jogabilidade genéricos. Ele é até bonitinho, mas as texturas são bem simples e tudo é sempre meio que esse monte de maquinário no meio de cenários com água ou floresta.

    A primeira fase me decepcionou um pouco já que o jogo anterior contava com diversos estágios com exploração livre como os Marios 3D enquanto aqui era mais um jogo linear de pular plataformas, evitar espinhos. O negócio aqui lembra bastante Chibi-Robo: Zip Lash, um jogo fraquíssimo do mesmo sistema.

    Logo nas próximas fases são mostrados cenários 3D de livre exploração, para o meu alívio. Quer dizer, mais ou menos. Como eu disse, lembra mais Super Mario 3D Land: você tem apenas que chegar no final do estágio e a exploração no máximo resulta em achar vidas e moedas. Não chega a ser ruim e na verdade é a parte mais divertida do jogo a parte de plataforma 3D.

    Uma coisa curiosa também nesse início é a forma que selecionamos os estágios: você circula uma torre onde há uma porta de uma fase. Termine essa fase e um cano ao lado começa a puxar ar. Fique em baixo dele para ser sugado para o nível acima da torre, onde haverá mais uma porta. Passe dessa fase e você poderá subir mais uma vez (ou descer, claro).

    Sério, porque não colocar tudo num único nível da torre ou até me deixar escolher o cenário que quiser jogar na ordem que eu quiser? Bizarro. Termine 5 fases e você poderá acessar o chefe. Mate o chefe e você irá para uma nova torre.

    Wrath of Taikai mantém o espírito de seu antecessor na então nova geração com visuais e algumas mecânicas atualizadas (e até algumas adicionadas). O protagonista Jett agora não usa mais capacete e mostra seu topetão. Deixou de parecer uma formiguinha espacial para ser algo mais próximo de um Ben 10. Não dá para culpar o time por tentar deixar o personagem mais interessante.

    O jetpack continua meio incomum como era no jogo anterior: você o encontra em partes específicas já para o usar logo em seguida. Uma diferença é que agora não há um nível de combustível para você usar com cautela, mas há um número de usos: 5 por vez. Além disso, o item que antes servia para planar pelo ar agora serve para te jogar para o alto e alcançar plataformas mais altas.

    Uma nova adição é o pulo duplo. Você pode pular normalmente e dar mais um pulo com o botão de ataque logo em seguida, em que Jett se transforma numa bola estilo Sonic. Esse segundo pulo também destrói inimigos e o botão de ataque continua sendo usado para rolar momentaneamente e mandar seus adversários para o espaço! Uma coisa que achei ruim é que o pulo é feito com o botão A e o ataque com B (O e X se fosse no Playstation). É muito confuso já ter que usar dois botões para dar dois pulos e as vezes até para dar um simples eu acabava apertando o de ataque.

    Fiquei surpreso em ver uma nova habilidade que cria até três plataformas no ar. Pule, aperte o botão e agora você estará mais alto. Muito bacana e lembra um pouco aquela de nuvem do Mario Galaxy 2.

    Uma grande decepção é que o jogo não adicionou outros power-ups pela aventura e fiquei 90% do tempo que achava alguma com o jetpack e 10% com as plataformas.

    Para evitar um pouco a mesmice, JR II tem alguma variedade em certos estágios, mas trouxe de volta o jet ski e paraquedas do jogo anterior em fases especiais entre os mundos. São bem simples e servem mais como bônus, mas tá valendo. Inclusive só nessas fases que o efeito 3D do portátil foi devidamente usado pelos desenvolvedores. Normalmente esse efeito é bem sem graça no jogo.

    Outra variedade vem de minigames opcionais que você pode acessar pagando uma quantia das moedas coletadas. Aqui elas são genéricas e infinitas, diferentemente do jogo anterior em que eram colecionáveis e numeradas.

    Esses minigames são coisas estilo cassino como roletas ou pachinko es ervem para ganhar mais moedas, mais pontos de HP ou mais vidas, se for necessário.

    Eu cheguei a jogar para conhecer mesmo pois achei o jogo bem tranquilo, mesmo tendo dado uns Game Overs aqui e ali. Os cenários tem checkpoints (finalmente) e são curtos mesmo se você quiser procurar pelos segredos e colecionáveis. Perdeu todas as vidas? Volta pro início do estágio. Moleza!

    Resumindo: Jett Rocket II: The Wrath of Taikai tentou dar uma atualizada a uma série que começou até bem no Wii e enquanto melhorou bastante em diversos aspectos, piorou bastante em outros e nos apresenta uma experiência muitas vezes simples demais e genérica e até infantil. No final das contas nenhum dos dois jogos da Shin'en é um must play, mas são mais ou menos o que eu já esperava.

    De bom: visuais simples, mas bacaninhas. Alguma variedade nas fases (em algumas especificamente) e mecânicas. Nível de desafio até bom. Efeito 3D legal em certos estágios. Checkpoints e outras melhorias em relação ao jogo anterior. Modo adicional e jogo ao terminar a campanha.

    De ruim: fácil e meio repetitivo. Alguns desafios nas fases exigem timing e precisão estranho e tem cara de mal pensados mesmo. Pouco uso das habilidades e falta de mais delas! Jogabilidade meio confusa e, mais uma vez, não tem como a editar. Experiência meio boba e superficial. Controlar a câmera é um saco (botões L e R invertidos) e o jogo não permite o uso do segundo analógico do portátil.

    No geral, fico feliz de ter sido um jogo curtinho e não frustrante. Jogo passável.

    Jett Rocket II: The Wrath of Taikai

    Platform: Nintendo 3DS
    7 Players

    9
  • anduzerandu Anderson Alves
    2021-12-30 23:07:13 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Jett Rocket

    Zerado dia 30/12/21

    Caraca, esse jogo já é nostálgico pra mim! Na época do final do ensino médio para a faculdade eu dei uma afastada do mundo dos jogos. Estava cansado dos meus jogos de GBA, tinha um PC fraco e também não tinha nenhum jogo em mente para jogar nele. Foi uma época de transição muito importante para a vida adulta, namoros, dias cheios de compromissos com escola, estágio e cursos que, juntos, consumiam os meus dias inteiros. Uma época muito social e muito bacana.

    Quando eu pensava na nova geração de consoles, sobretudo PS3 e Wii, parecia um sonho distante. Uma época de video games caros e cheios de tecnologia. Controle de movimento? Uaau! Mesmo a geração anterior aprecia fora de cogitação. Ficar comprando jogos e tal. Também não tinha muito interesse no PS2, que muitos amigos tinham. Sentia falta da magia Nintendo dos consoles. Daquela sensação que era jogar os Zeldas 64, Pokémon no GBC, os Marios. Sentia falta da cultura japonesa em jogos, que agora pareciam tomados pelos Call of Duty, Need for Speed, Def Jam, aaaarrrgh.

    Porém duas coisas salvaram o mundo dos jogos pra mim: a aquisição de um Nintendo DS com flashcard e um amigo. Ele tinha um Wii! O famoso console cheio de movimentos blá blá blá.

    Outros amigos me apresentaram esse cara e nos aproximamos bastante, de irmos uns nas casas dos outros e jogar Wii volta e meia. Que video game divertido! Graças a esse amigo eu redescobri muito da magia dos jogos. Me divertia jogando os single players e mais ainda nos multiplayers. E os jogos que sempre sonhei em jogar na infância e tinha me esquecido? Twilight Princess! Aaaah, como eu queria ter um video game daquele! Um sonho distante e eu nunca imaginaria que hoje em dia um Wii seja quase dado nas Olx da vida (até o PS3 que vi um essa semana novinho com dois controles por 350 reais e quase comprei só pelos dualshocks, haha).

    Um dos jogos mais antigos que tenho como lembrança, principalmente quando o assunto é WiiWare é esse Jett Rocket. Só de vê-lo lá na tela inicial de seu console eu queria jogar.

    A curiosidade aumentou conforme eu conheci e acompanhei a série FAST, da mesma produtora no próprio Wii, Wii U e Switch. Baixei JR no meu Wii há um século e por lá ele ficou.

    Acho até que cheguei a jogar a demo de sua sequência no 3DS e ficar de cara que aquele joguinho tinha realmente ganhado uma continuação.

    Anos se passaram e nada mudou. Isso até dois dias atrás quando descobri graças ao howlongtobeat.com que a aventura duraria apenas 3 horinhas e meia. Sensacional!

    Fiquei surpreso ao descobrir que JR é na verdade meio que um Mario Galaxy da vida. A jogabilidade, animações, texturas, cores. Tudo parece, mas vi isso como algo interessante. Não é como se fosse uma cópia, mas sim mais um jogo do gênero para quem precisasse de mais jogos do gênero.

    Inclusive, assim como no primeiro Mario Galaxy, você tem uma espécie de hub principal de onde escolhe os estágios e, adivinha só, é uma nave também!

    Entretanto, JR tem bastantes características próprias para sentir como um jogo original, inclusive sendo tudo em menor escala, principalmente as próprias fases.

    Como uma experiência de 3 horas e meia, saiba que são apenas 3 mundos, praia, neve e selva, + um chefe final. Cada mundo tem 4 fases e, diferente dos jogos do Mario, você não fica voltando nos mesmos estágios, explorando novas possibilidades e diferentes objetivos. Aqui a ordem é simples: chegar ao final.

    Porém, não dá para sair correndo. As fases geralmente exigem que você explore, colete itens ou pressione botões para abrir portas e poder prosseguir. Sempre tem cosias te atrasando e te fazendo demorar mais e se você for como eu, acaba perdendo ainda mais tempo coletando todas as "moedas" e afins.

    O movimentos do protagonista, o próprio Jett, se resumem a pular, atacar e usar o jetpack.

    Atacar nesse jogo é no clássico estilo Wii: fazendo um movimento rápido com o controle. Nesse caso o personagem rola e destrói os robôs. Nem pense em pular em cima deles! Faça esse movimento no ar e o personagem desce ao chão atacando rapidamente, obrigatório para ativar botões.

    O jetpack é bem menos comum do que eu esperava e você só pode ativá-lo por um breve momento ao apertar o botão de pulo no ar, mas para isso você deve ter combustível, que é sempre bem limitado, fora que os pontos de recarga são bem raros. Acaba que você só o usa onde o jogo quer: atravessar um rio, ir de uma plataforma para outra.

    As fases contam com uma boa diversidade de inimigos por toda a campanha. A maioria basta você atacar quanto estiver ao alcance, mas alguns requerem fazer isso na hora certa ou mesmo nem atacar.

    Já as fases costumam focar em alguma mecânica simples cada e incluem cerca de 100 "moedas" coletáveis, raríssimos corações que recuperam seu HP e até uns segredos de vez em nunca.

    Hoje em dia daria até pra dizer que JR tem bastante cara de jogo de smartphone. Simples, divertidinho, mas nada marcante.

    Resumindo: Jett Rocket é um bom título mesmo hoje em dia para quem curte plataforma 3D. Há um quê de Mario Galaxy com um nível de desafio nem sempre tão justo de Rayman 2. A experiência é curta e tem lá sua diversidade de mecânicas, cenários e inimigos, mas acaba se estendendo artificialmente com dano aleatório, pouca cura e jogando o jogador para o início da fase ao morrer sem nem contar tudo o que você fez ou coletou, como se tivesse dado Game Over. Isso me fez arrastar a curta aventura por dias por simples preguiça e frustração.

    De bom: visuais bacanas e framerate alto são um colírio para os olhos. Comandos funcionais e bem responsivos. Chefes ok. Boas variações nas fases, com algumas mecânicas exclusivas aqui e ali. Várias coisinhas coletáveis são o motivo para voltar a jogar (mas saiba que ao entrar numa fase você não mantém o progresso prévio e terá que fazer tudo de uma única vez em cada uma delas). Embora o jogo requeira o uso do motion aqui e ali, ele felizmente não necessita do uso do pointer senão no menu.

    De ruim: se você perder uma vida, volta a estaca zero do estágio, inclusive com as "moedas" coletadas zeradas e isso é muito cansativo e frustrante. Você acaba tomando dano explorando e conhecendo novos inimigos e quase não há cura e ela faz muita falta! O jogo teria um nível de desafio bom mesmo se melhorasse nesse quesito. Sair do jogo volta as vidas para "3".

    No geral, gostei do jogo e por pouco eu não super recomendo ele a todos e lamento por ter ficado preso num console do passado. Se você tem um Wii e gosta desse gênero, eu recomendo a curta experiência. Só não espere algo grandioso! Esse foi na trave! Agora é jogar o 2 quando der na telha. Bacaninha!

    Jett Rocket

    Platform: Nintendo Wii
    21 Players

    11
  • anduzerandu Anderson Alves
    2021-12-27 23:49:14 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Castlevania: The Adventure Rebirth

    Zerado dia 27/12/21

    Caraca, o que eu não zerei em semanas estou zerando nos últimos dias. Legal! Não vou mentir que é mais ou menos de propósito: por um lado tenho aproveitado folgas para me adiantar nos jogos, por outro tenho dado preferência por experiências mais breves justamente para não deixar nada esperando, além do fato de eu já estar jogando um AAA daqueles bem longos a conta-gotas.

    Ontem quando liguei o Wii para fechar o Mega Man 10, vi Castlevania: The Adventure Rebirth na tela inicial do console. Tinha vontade de jogá-lo a bastante tempo, mas esse ano a cota dos Castlevanias já tinha dado. Terminei  dois do Game Boy, o de Mega Drive e daqui uns dias fará um ano que terminei o Harmony of Despair. Sem mencionar outros títulos semelhantes recentes.

    Mas poxa, não custa jogar um curtinho e um dos últimos 2D da franquia. Infelizmente todos os "metroidvanias" da série também já se foram.

    Abrindo o jogo, há um enredo sendo contado e tal. Em seguida fui mexer nas opções. Você pode aumentar ou diminuir o número de vidas e mudar o nível de dificuldade entre Easy, Normal e Hard.

    Deixei no Normal mesmo e comecei o jogo que é supostamente um remake do primeiro Castlevania de Game Boy, jogo esse que joguei bastante na pré-adolescência no meu GB Color!

    Eu já conhecia seus visuais, mas vale a pena mencionar que eles são muito bonitos, coloridos e animados. Infelizmente eu uso um cabo AV no meu Wii, o seu original, ao invés de um componente. Isso nunca me afetou muito na minha TV, que faz milagres, mas nesse jogo eu senti um pouco a necessidade de fazer o upgrade (complicado também pois o PS2 já ocupa essas entradas no meu televisor).

    A sensação é levemente de estar jogando algo de PS1, como uma sequência do Symphony of the Night, mas principalmente de nostalgia. Que saudades dessa época do Wii! Tinha me esquecido da boa sensação que era conhecer o console anos atrás!

    A jogabilidade é a mesma de muitos outros Castlevanias de fases: andar, pular, subir e descer escadas, destruir velas e monstros com seu chicote, coletar sub-armas como os clássicos machado, faca, cruz, água benta etc.

    Por outro lado é bem mais gostos e menos frustrante que os antigões. Você pode controlar o personagem a vontade no ar ao invés de, por exemplo, pular e esperar ele aterrissar no chão para retomar o controle. Isso faz uma grande diferença!

    Enquanto você anda pelas fases, diversos tipos de inimigos aparecem e geralmente te atacam conforme você se aproxima deles. Grande parte do desafio do jogo se resume a conhecer e aprender os padrões de movimento e ataque desses inimigos e saber como os vencer tomando o menor dano possível. Outro desafio é justamente conhecer as armadilhas das fases, como saber pular buracos, esperar o momento certo para passar por lanças que sobem e descem do chão etc.

    Todos os estágios tem rotas alternativas. Muitas vezes várias delas. Talvez uma seja mais fácil para você do que outra, mas infelizmente só conhecendo The Adventure Rebirth a fundo para saber, já que avançar nas telas impossibilita voltar e conhecer esses outros caminhos.

    O que aconteceu comigo foi de perder todas as vidas, ter que reiniciar a fase de seu início (há checkpoints para onde você volta quando perde uma vida) e acabar escolhendo outros caminhos só para ver. Também tentei sempre pegar os mais difíceis de serem alcançados sempre que podia, mas sem padrão de comparação, muitas vezes eu não via nada demais. As vezes encontrava vários itens também.

    Independente do caminho, o jogo é desafiador! Você perde muito HP ao ser atacado pelos inimigos e achar um único item que cura 50% da sua vida é um verdadeiro parto. Ou seja, não dependa disso. Eu mesmo chuto que devo ter encontrado uns 4 ou 5 em toda a campanha, e isso porque procurava atacar paredes na esperança de encontrar segredos com bastante frequência.

    No total são cinco fases mais uma do chefe final. Essas fases comuns seguem a mesma lógica: exploração, conhecer inimigos novos e mecânicas novas. No meio do estágio há sempre um miniboss e no final um chefe verdadeiro. As vezes um deles é difícil, as vezes ambos. As vezes ambos são fáceis. É bem aleatório.

    Com checkpoints em vários pontos estratégicos, tudo depende mais de quantas vidas você ainda tem disponível quando alcançar as salas de chefes. Achei a grande maioria bem previsível para evitar dano, então o meu conselho seria não se afobar enquanto você os conhece e experimenta atacar. Muitos deles te dão muito espaço para desviar dos golpes e observar ao invés daqueles clássicos que ficam tentando colar o tempo todo no jogador.

    Vale lembrar também que, assim como no Mega Man 10, depois que você dá Game Over, as próximas tentativas serão muito mais simples pois você se acostuma rápido com os cenários e inimigos, além de focar mais em avançar e coletar o que importa ao invés de ficar explorando e quebrando cada vela.

    Lembre-se que as vidas não são infinitas, mas os Continues são. Ou seja, você vai avançar! Sei que vários jogos clássicos da franquia seguem essa lógica de apenas voltar do início da fase ao perder todas as vidas, mas The Adventure Rebirth não chega a ser tão irritante e frustrante como a maioria dos anteriores.

    Por outro lado também não espere muita facilidade! Minha experiência com a série e jogos da época do SNES, por exemplo, definitivamente ajudam muito aqui, além da minha paciência em continuar tentando depois de alguns Game Overs. Mas volto a reiterar que não chega à dificuldade do primeiro Castlevania ou de um Rondo of Blood da vida.

    Uma coisa que achei que não facilitou muito também foi jogar apenas com o wiimote (não testei se esse título funcionaria com o nunchuk acoplado). Em alguns estágios finais que demandavam ação e reflexos mais rápidos, eu senti que o d-pad do controle poderia ser um pouco melhor. Talvez só esteja acostumado com controles diferentes, mas gostaria de testar naquele Pro Controller do Wii, se eu o tivesse.

    Resumindo: Castlevania: The Adventure Rebirth é muito legal e talvez a melhor experiência atual para quem quiser conhecer um jogo por fases da franquia, ao invés do consagrado "metroidvania", e isso vindo de alguém que também ama o IV. Porém, vale a pena lembrar que esse título continua sendo exclusivo de WiiWare. Vale também mencionar que senti estar jogando algo novo, não um remake e nem mesmo uma reimaginação. Inclusive me lembro de vários desafios do clássico que sequer ganharam versões aqui e até mesmo algumas mecânicas. Nada disso impede que a experiência seja divertida, embora não tenha muita novidade ou atrativos originais.

    De bom: visuais bacanas e animações sensacionais. Jogabilidade simples. Aventura na medida certa, sem ser muito curta ou muito longa. Possibilidade de trocar níveis de dificuldade antes de iniciar a campanha e até o número de vidas para até 9. O jogo explora diversos cenários e inimigos da franquia.

    De ruim: deve ser terminado numa única sentada e não há sequer um "quick save" ou Password. Achei que o personagem poderia tomar um pouco menos de dano, em muitas ocasiões, ou poderia ao menor ter um pouco mais de cura pelas fases. Odiei que o nível máximo do chicote (que solta bola de fogo) agora é por tempo e logo ele volta ao nível anterior.

    No geral, um bom jogo e colírio para os olhos, mas depois de tantos Castlevanias, senti que foi mais do mesmo e tenho esperanças do 2 e 3 (NES) sejam um pouco diferentes dessas fórmulas. Só não dá pra esperar uma versão atualizada do jogo de Game Boy, caso você goste dele por algum motivo (eu até gosto) pois é algo bem diferente, ao meu ver. Se você estiver atrás de jogar Castlevania e já cansou do IV, Bloodlines e Rondo of Blood, The Adventure Rebirth é o ideal. Muito bacana!

    Castlevania: The Adventure ReBirth

    Platform: Nintendo Wii
    169 Players
    9 Check-ins

    19
    • Micro picture
      santz · about 1 month ago · 2 pontos

      Nem parece que é um jogo original de GameBoy.

  • anduzerandu Anderson Alves
    2021-12-27 02:32:22 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Mega Man 10

    Zerado dia 26/12/21

    Feliz por ter terminado mais um jogo ainda em 2021 e ter aumentado um pouco mais a conta. Será que ainda consigo mais um ou dois nos 4 dias que restam? E que zerada mais aleatória! Tenho um jogo grandão a minha espera (que inclusive estou jogando a conta-gotas), mas do anda resolvi ligar o Wii depois de séculos e terminar o último Mega Man clássico (ignorando o 11 pois ele é mais moderninho e ainda não o tenho).

    Não dá para acreditar que esse jogo é de 2010! Onze anos atrás! Nessa época estava na metade da faculdade e morrendo de jogar Nintendo DS. E você?

    Carreguei as pilhas pro wiimote, abri o jogo e só fui. Rapidamente dei uma olhada no howlongtobeat.com para ver quanto duraria a jogatina até o finalizar: 2 horas. Só isso?

    Em seguida pesquisei o Mega Man 9, que terminei lá em 2016 (precisei pesquisar aqui no Alva). Segundo o site, o 10 seria bem mais curto. Até lembrei mesmo que o povo costuma dizer que a dificuldade do 9 é bem mais alta. Que ótimo, terminaria o jogo com alguma tranquilidade e rapidez.

    Iniciando a aventura, vejo aquela logo da Inti Creates. Sempre esqueço que eles estavam por trás desses jogos.

    Há uma cutscene bacana contando a trama de MM10, em que um vírus assola o mundo, consome os robôs e os torna maus. A própria Roll é afetada e sobra para o nosso herói ir atrás da cura. Gosto muito das cenas desse jogo que alternam entre os personagens interagindo ingame com texto e animações e "slideshows" muito bem feitos que mostram os personagens grandes e bem detalhados. Um outro título da série que faz isso é o Mega Man Xtreme 2, do GBC, que terminei recentemente.

    Fora isso, é a mesma coisa de sempre. Você escolhe entre 8 fases/chefes  para jogar e pode usar os poderes adquiridos dos chefes de cada estágio tanto para acessar partes opcionais em outros lugares, derrotar os chefes que tenham fraqueza com mais facilidade ou mesmo passar de obstáculos ou inimigos comuns mais tranquilamente.

    Eu iniciei o jogo, como sempre, sem saber quem escolher. Sendo assim, fui no chefe que parecia ser mais fofinho e simples: Sheep Man. A temática desse chefe e sua fase é basicamente a eletricidade, chips de computador etc.

    Cara, eu morri demais nessa fase! Não sabia se estava enferrujado com Mega Man, se o jogo era tenso ou o que eu mais acreditava: eu tinha escolhido uma fase chatíssima.

    Quando finalmente passei, o jogo me trouxe um menu com a possibilidade de selecionar o próximo estágio, acessar a loja ou salvar. Tinha me esquecido que a partir de certo ponto, os MM começaram a salvar seu progresso. Bem legal para quem cansar de sua dificuldade e quiser dar uma pausa ou voltar outro dia.

    A existência de uma loja é algo que também não me recordava na série. Dei uma olhada lá depois de tanto morrer na fase do Sheep Man e coletar muito dinheiro. Você pode comprar vidas, itens que te auxiliam a não morrer instantaneamente em espinhos e buracos, mais umas coisinhas e os meus prediletos: os tanksE, W e M.

    Bizarramente as mecânicas do Mega Man X continuam marcadas no meu cérebro, mas aqui as coisas são diferentes com esses tanks. Você pode coletar pelas fases ou comprar um bocado deles e muitas vezes acaba os usando com alguma frequência. Lembro que cheguei a usar 5 deles (cada um regenera a vida completamente) num estágio aí só para não morrer, perder minha última vida e ter que recomeçar a fase do zero.

    Agora com a arma elétrica em mãos, escolhi a fase de quem parecia ter fraqueza contra ela: o chefe d'água. Não sei se já estava no espírito e acostumado com a jogabilidade ou se a fase é mesmo mais fácil, mas passei com certa facilidade. Inclusive, ele tinha mesmo fraqueza contra eletricidade.

    Uma coisa curiosa sobre os Mega Man é que os estágios são curtos, mas perdemos muito tempo explorando, tentando entender os padrões de ataque e movimento dos inimigos ou mesmo como passar das armadilhas. Fato é que cheguei várias vezes sem ou quase sem vidas no chefe, dava Game Over e tinha que refazer toda a fase. Mas já estava tão bom nela que fazia tudo bem rápido.

    Vale lembrar que esse Mega Man é cruel em dois quesitos: poucas vidas (a menos que você colete ou compre mais) e checkpoints as vezes bem distantes, o que se mostrou verdade principalmente nas últimas fases, onde eu chegava a passar de várias telas, matar minibosses, passar de desafios chatos e, ao morrer, voltava tudo isso, para um checkpoint distante. Super bizarro.

    Conforme eu fui jogando, fui juntando mais itens, que raramente usava e a jogatina também foi ficando mais rápida, com fases sendo terminadas com maior tranquilidade. Essa é a vantagem de jogar tudo num mesmo dia e, de alguma forma, continuar motivado.

    O enredo também foi sendo contado conforme eu avançava com mais cutscenes. Legalzinho e convincente.

    Dei uma cansada e larguei o jogo ligado, como costumo fazer. Fui comer, o wiimote logo desligou e fiquei no celular um tempo com a música do jogo tocando bem baixinho. Ops, me esqueci do jogo!

    Sabendo que os chefes estavam terminando, o final do jogo se aproximava. Isso sempre me motiva bastante (com alguns amigos é o contrário).

    Logo estava na fortaleza do Willy. Beleza!

    Como sempre eu jogo bem essas partes finais. Além da já mencionada motivação, gosto do fato de elas não se apegarem muito à um tipo de tema ou mecânica como os cenários dos chefes. Muitas vezes acho até os desafios bem tranquilos e muitos deles ainda são apenas versões diferentes de outros já conhecidos anteriormente.

    O primeiro estágio do Willy foi chato pelos vários chefes que enfrentei, inclusive de outros jogos da série. Foi bem legal rever o Slash Man do MM7 em 8bits!

    Os estágios seguintes foram mais chatos e eu morri um bocado em cada. Como eu disse, os checkpoints ficam super distantes e morrer por besteira te joga muitas telas para trás. Que preguiça! Porque eu tenho que refazer esses desafios chatos e matar minibosses assim?

    Morri bastante e dei vários Game Overs (mas felizmente volta pro início daquela fase e não pro início da fortaleza do Willy). Por outro lado eu fiquei mestre bem rápido nesses estágios. Cheguei na parte final!

    Essa última parte é aquela clássica de enfrentar todos os robôs do jogo novamente. Chatisse, mas agora com todos os poderes, é moleza.

    Mas o pior que nem foi. Alguns chefes morrem rapidamente e mal conseguem reagir às armas a que tem fraqueza enquanto outros mal parecem sentir o dano. Em alguns caso as armaduras acabam rápido demais e me deixam na mão com o chefe com metade da vida restante.

    Pior que eu cheguei a esse ponto utilizando tanksW para recarregar determinadas armas e tanks E para recarregar meu HP. Talvez tenha abusado um pouco a ponto de chegar no chefe final e não ter muitos deles para usar.

    Depois de dar Game Over, resolvi voltar à fase do Sheep Man e coletar dinheiro. Joguei várias vezes e comprei o máximo que deu das coisas da loja: 9 vidas, 9 tanks E, 9 tanks W, 1 tank M e demais auxílios menores.

    Agora imagina a minha cara ao perceber que deixar a fortaleza do Willy significa ter que refazê-la completamente! Puts, lá fui eu rejogar as 3 primeiras fases. Que sacooooo!

    No final das contas, prolonguei bastante a jogatina, que ficou registrada como 3 horas e 40 minutos. 2 horas de jogo, 1 hora coletando dinheiro e refazendo a última fase e 40 minutos que deixei o jogo parado, haha.

    O último chefe foi bem mais fácil do que de costume. Levei coisa demais e nem precisei, mesmo refazendo toda a fortaleza.

    Resumindo: Mega Man 10 é meio que mais do mesmo. Não sei se repetir a mesma fórmula por tantas vezes é tão interessante assim, fora a volta ao estilo visual do NES como foi com o 9. Felizmente o 11 deu uma revolucionada nisso e em mais, até onde sei. MM 10 é quase como uma expansão para a fórmula criada há tantas décadas atrás e apenas adiciona novos estágios e desafios enquanto mantém a mesma jogabilidade, só que sem poder carregar o ataque de sua arma principal e sem poder deslizar.

    De bom: o espírito Mega Man está aqui. Jogo muito menos estressante que seu antecessor. Muitos desafios prometem prolongar a re-jogabilidade e aumentam o seu fator replay. Possibilidade de jogar também com o Proto Man. Felizmente o jogo é mais acessível agora por meio dessas coletâneas atuais. O uso dos tanks e a própria loja facilitam bem a campanha, que já não é muito tensa.

    De ruim: mesmice de sempre, mas com certos comandos retirados. Aparentemente não há segredos pelos estágios. Conteúdo trancado atrás de DLC. Alguns estágios tem checkpoints estranhamente distantes, mesmo após vencer desafios complicados e minibosses. Cadê o Buster carregado e deslizar por baixo das coisas?

    No geral, gostei do jogo e agradeço por ele ser curto (embora o Wii tenha registrado mais de 6 horas de jogatina dele hoje). Acho bizarro como a série perdeu tanto do que construiu em MM7. Talvez fosse trabalhoso demais continuar de onde o 8 chegou. Fico feliz em ter terminado todos os MM clássicos em bits da série principal e fico de cara como as pessoas ainda possam querer mais. Essa franquia tem um zilhão de jogos! Sobre o 10, bom para quem é fã e quer mais, mas não espere nada novo. Como mais um Mega Man, totalmente passável.

    Mega Man 10

    Platform: Nintendo Wii
    243 Players
    10 Check-ins

    11
  • anduzerandu Anderson Alves
    2021-12-26 01:53:20 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: A Robot Named Fight

    Zerado dia 25/12/21

    Feliz Natal a todos da rede Alvanista! Eu não pensei que terminaria um jogo hoje ou mesmo que teria tempo de postar sobre isso aqui por agora, mas cá estou eu nos meus raros momentos de folga do trabalho e comemorações de fim de ano.

    Bom, eu comprei esse jogo A Robot Named Fight faz um bom tempo no meu Nintendo Switch bem barato (uns 4 reais) depois de um pessoal recomendar. Depois disso até me esqueci dele e meu cérebro até ignorava seu ícone na tela inicial do console.

    Quando eu percebia a existência do jogo, eu odiava seu nome. Sabia que era um clone de Metroid, ok, mas esse nome...Jesus. Um Youtuber que acompanho chegou a jogar ARNF há alguns meses, o que despertou a minha curiosidade e confirmou que esse não era apenas um título aleatório comprado sem motivo. Era um jogo relativamente relevante e eu o adquiri por um propósito, apesar de não me recordar que propósito era esse.

    Visitando amigos, um deles foi dar uma conferida nos meus jogos e uma das escolhas foi esse pois ele estava entre os primeiros jogos do console, já que eu cheguei a o abrir recentemente para dar uma rápida olhada. Não fui muito longe e o fechei.

    Esse amigo mencionou algo interessante sobre ARNF que eu havia esquecido: ele é um jogo que cria mapas novos a cada partida ao invés de ter um fixo. Além disso, o fator roguelike está fortemente presente: morreu, recomeça.

    Que ideia genial! Imagine jogar Super Metroid em mapas não lineares e ter que explorar a cada vez que jogar como se fosse a primeira vez! Fora que em uma aventura você terá certas habilidades e em outra coisas bem diferentes ou até similares.

    Pois é, o jogo chupa muito de Super Metroid. A arte é parecida, as animações e a jogabilidade são quase idênticas. É quase como se o projeto tivesse se iniciado como um "Metroid Randomizer" e tivesse migrado para algo mais original.

    Se foi esse o caso ou não, a ideia é muito boa e uma boa pedida para quem curte as aventuras da Samus no SNES.

    Uma coisa que não curti de início é que os inimigos são meio que umas coisas de carne nojentos, como se partes humanas que voam ou se arrastam. Parece coisa que sairia de Berserk ou de alguma obra do Junji Ito. Nojento e feio, e aqui sem o menor carisma.

    Infelizmente os inimigos pouco variam de cores e mesmo em relação aos seus princípios, que são meio que sempre os mesmos, variando tamanhos e afins, no máximo.

    Quando voltei pro jogo depois da experiência na casa do meu amigo, foi muito divertido conseguir poderes completamente diferentes, assim como o layout dos cenários.

    Uma curiosidade é que em relação a outros jogos do tipo, ARNF não é lá muito difícil. É como jogar Super Metroid com uma barra de vida pequena. Os inimigos derrubam cura com alguma frequência e você não fica a beira da morte tão fácil, mesmo tomando bastante dano.

    Fora que você consegue habilidade, tanto ativas quanto passivas, que o deixam mais forte e resistente, inclusive aumentando a sua barra de HP, caso dê sorte.

    Imaginei que terminaria o jogo com facilidade, mas me enganei. Nessa tentativa confiante, um inimigo comum de cor diferente me matou com facilidade depois de encostar em mim umas duas ou três vezes. A dificuldade foi de 8 a 80 do nada!

    Isso foi bizarro pois eu já havia encontrado até uns chefes e os matado com alguma facilidade. Mas há mesmo umas variações de inimigos comuns que te dão bastante dano. Cuidado!

    Pegando o jeito, mesmo isso deixou de se rum problema depois de eu morrer umas vezes meio que "do nada" de tão rápido.

    Na minha run vitoriosa, tudo estava dando certo: achei uma armadura bem bacana e depois mais outra que aumentavam minha defesa, consegui tiros diferentes e mais forte, robôs que voavam junto a mim me ajudando, aumentei minha velocidade, cadência e poder dos tiros e assim por diante.

    Juntei muitas das partes que conseguimos derrotando inimigos e comprei mais upgrades dos caras que ficam pelos mapas e me senti todo todo!

    Você vai encontrar nesse meio tempo vários inimigos, habilidades ativas e passivas, diferentes chefes e runs bem diferentes. Muito legal, apesar dos inimigos serem mesmo um tédio.

    Eu mesmo cheguei a um ponto que parecia impossível morrer. Eu fiquei muito forte!

    Percebi que o mapa já estava a mais de 90% com menos de 2 horas. Pequeno.

    Logo comprei tudo dos vendedores, consegui poderes ativas muito bacanas, como um de cura e consegui acessar a sala do último chefe. Perdi.

    Felizmente havia encontrado um "Save Point" e mantive meu progresso, apesar da sala ficar inutilizada em seguida. Mais uma vez perdi na metade da batalha. E mais uma vez dei a sorte de que tinha achado mais uma sala anteriormente! Com medo de voltar ao início da campanha, embora cada jogatina desbloqueie muitas coisas para se encontrar nas próximas runs, voltei aos vendedores, comprei mais habilidades e explorei mais o mapa atrás de mais habilidades. Consegui e matei o safado!

    Resumindo: A Robot Named Fight é um bom jogo que mistura as fórmulas de Super Metroid com aquelas de Roguelike. No início estava com o pé atrás, mas conforme você se fortalece e se adianta, fica impossível largar!

    De bom: familiaridade na jogabilidade. Runs bem diferentes com suas habilidades e armas diferentes. É possível ficar muito forte caso você queira ir até o fim da campanha. Modo para até 4 pessoas versus. Fator multiplayer alto por ser gerado aleatoriamente, desbloquear novos power-ups conforme jogamos e muitos achievements para concluir.

    De ruim: visual com muita cara de indie. Alguns inimigos podem te matar de forma muito desonesta. Último chefe bem mais difícil que o resto do jogo. Muitas informações vagas. Muitas vezes monótono.

    No geral, curti o jogo e recomendo para quem o achar barato (como ainda está) e queira um indie desse gênero. Muito bacana!

    A Robot Named Fight

    Platform: Nintendo Switch
    2 Players

    10
  • anduzerandu Anderson Alves
    2021-12-20 01:04:15 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Sin & Punishment: Successor to the Earth

    Zerado dia 19/12/21

    Sin & Punishment, eu tinha me esquecido desse jogo! Quando falamos de jogos de N64, não tenho muita coisa para jogar já que curto muito a plataforma e durante anos da minha vida fui ocasionalmente terminando muitos títulos de sua limitada biblioteca. Muitos dos que faltaram foi inclusive graças ao Rare Replay lá em 2017: os dois Banjos, Conker, Perfect Dark etc. O que sobra? Mischief Makers, Space Station Silicon Valley, Body Harvest, talvez uns Blast Corps e outras coisinhas. Ah, como eu queria um emulador de 64 100% funcional no meus video games portáteis!

    No caso do S&P eu até tinha me esquecido que a série existia, até porque esse jogo não veio para o ocidente originalmente e a sequência no Wii não me agradou muito. Poxa, poderia ter jogado isso há bastante tempo no Virtual Console do meu antigo Wii U!

    O que me salvou dessa vez foi o emulador oficial do Nintendo Switch Online e um amigo que assinou o Expansion Pack só pela DLC do Animal Crossing. Sou contra a assinatura de valor abismal desse serviço e do nível que a própria Nintendo chegou , mas acho curioso que esses amigos tenham esse serviço e praticamente ignorem a chance que tem de jogar grandiosos clássicos como Ocarina of Time enquanto adquirem e jogam  contemporâneos como Hob ou Jenny LeClue.

    Estava mexendo no serviço na casa desse amigo e vendo o que tinha disponível no Mega Drive e N64 e vi esse Sin & Punishment. Vi que sua duração era de apenas 2 horas e resolvi aproveitar!

    No menu principal tem vários menus de modos extras e opções. Vi que a dificuldade por padrão é Easy. Que estranho! A única outra era Normal. Não costumo mexer nisso e mudar o padrão, mas deixei Normal.

    S&P é uma espécie de shmup on-rails. Meio que como um Star Fox, mas ao invés de controlar uma nave, você controla um garoto correndo, atirando, indo para esquerda e direita, rolando e pulando!

    Amigos, a primeira dica que dou é: joguem isso no sistema original e seu controle ou emulem, mas não joguem essa versão do Nintendo Switch Online! Os comandos são horríveis e não há opção de customizar no emulador. Que bizarro!

    Para quem não sabe, o controle de N64 tinha dois botões principais no lado direito, A e B, mais 4 botões secundários, os C. Esses C (cima, baixo, direita e esquerda) variavam de uso de jogo para jogo. Em alguns você usava para comandos menos urgentes, como abrir um mapa ou circular entre itens enquanto em outros eles funcionavam como um segundo direcional/d-pad.

    Em emuladores é normal assimilar esses botões para o analógico direito e é muito fácil de se acostumar que cada direção corresponde a um dos C.

    Já aqui no Nintendo Switch Online parece que a disposição dos botões varia de jogo para jogo. Os botões do Pro Controller Y e B correspondem aos botões B e A do N64, respectivamente. Faz sentido pois seguem o posicionamento desses botões no antigo console. Mas e os botões X e A do Pro Controller? Aí é que está. Esses botões correspondem a dois dos quatro C: o X sendo o C< e o A sendo Cv, pois no 64 são os dois botões mais próximos do A e B e talvez os mais comumente usados por conta disso. Mas e os outros dois C?

    Para usar os outros C (e também aqueles já assimilados), você deve deve segurar o gatilho direito, ZR. Enquanto fizer isso, os quatro botões ABXY se transformam momentaneamente no quatro Cs. Pensa no nó que dá na cabeça! Você pode se acostumar a rapidamente usar dois dos C apertando X e A ou ficar doido alternando sempre ou só as vezes segurando ZR.

    Nesse jogo você controla a mira com o analógico esquerdo enquanto o direito não faz nada. Os botões Y e A do Pro Controller movem o personagem para direita ou esquerda e o botão R pula e o ZR atira! Sério, olhe pro seu controle e tente imaginar a bagunça que é focar em tantos comandos com botões de cima do controle. Pior que isso só jogando mesmo.

    Bom, a primeira experiência foi terrível. Chegou um momento que não conseguia prosseguir pois fazer várias ações ao mesmo tempo com esse comandos é um inferno. Meu cérebro não consegui assimilar nada e tinha hora que eu não andava pros lado ou não atirava ou apertava o botão errado de pulo.

    Nesse jogo você move a mira constantemente enquanto atira para fazer pontos e ganhar vidas. Os inimigos atiram ou atacam por baixo e você tem que sair do meio ou pular. Em alguns casos pular para os lados. Em outros casos largar o botão de tiro e o apertar para atacar com sua espada em inimigos corpo-a-corpo. Não é muito simples.

    Mesmo dominando de certa forma, acabei com todos os Continues e ganhei meu Game Over, que me joga diretamente de volta à tela título. Cruel. Há um menu de escolha de fases, mas só serve de treinamento pois se você morrer, você volta tudo sem segunda chance.

    Pior que o jogo é legalzinho. Bem anime anos 80. Meio Evangelion. Em japonês, mas dublado em inglês. Bem Arcade também, com fases curtas, mortes rápidas e pontuações.

    Pensei em emular aqui em casa, mas meio que me esqueci do jogo e, como venho dizendo, estou muito ocupado e focado em outras coisas. E instalar um emulador só pra jogar um único jogo? Deixei para a próxima quando lembrei do lance do nível padrão ser Easy.

    Voltei lá ontem e hoje de manhã joguei pela falta do que fazer. Não mexi em nada! Só dei o Start.

    O jogo fica beeem mais tranquilo. Os inimigos não são tão esponjas de dano e há mais Continues. Levei as primeiras fases numa boa, mesmo com mortes aqui e ali. Me pareceu justo.

    Tenho que dizer que gosto bastante da estética e da trilha sonora, apesar do jogo ser meio limitado e viajado.

    Gosto também como há diferentes abordagens a inimigos em cada fase. Alguns chefes requerem que você faça isso enquanto outros requerem outra coisa e outro tipo de gameplay. É até surpreendente como um jogo tão simples de gameplay consiga bolar diferentes estratégias de combate e defesa. Bacana.

    Além disso, houveram fases com temáticas diferentes, embora sempre tenham robôs e artigos militares no meio, mas de uma forma legal que mistura o que já mencionei com algo meio Mega Man Legends (visualmente). Joguei com outros personagens também, embora a jogabilidade seja praticamente igual. Toda essa velocidade e variedade limitada me lembrou um jogo meio desconhecido: Cannon Spike.

    De repente a minha jornada acabou. Que rápido! Ainda perdi vários Continues e tive minha dificuldade ao ponto de fazer pontos de save aqui e ali com medo de perder meu progresso, mas não foi necessário pois ganhei muito dele. O final é meio curioso e, mais uma vez, bem coisa de anime do estilo. Tá valendo.

    Resumindo: Sin & Punishment: Successor to the Earth é divertido e bem curtinho. Um passatempo curioso se jogado no modo padrão, Easy. No Normal eu não fui muito longe, principalmente porque jogar nos controles do Nintendo Switch seja uma bizarrice só. Curti bem mais toda a cultura por trás dele do que da sua sequência do Wii.

    De bom: jogabilidade de poucos botões mas que exigem alguma estratégia do jogador. Sensação de jogos de fliperama bem legal. Estética bacana que muitos jogos daquela época tinham. Trilha sonora muito boa. Dublagem em inglês salvou parte da minha experiência, visto que o jogo ficou só no Japão na época.

    De ruim: os controles ficaram horrivelmente adaptados para o Switch e não há opção de customizar (até essa data, pelo menos, não tem). Textos apenas em japonês. Modo Normal super difícil em comparação ao Easy (talvez por conta da jogabilidade, que não testei no console original).

    No geral, curti demais a coisa toda e os exageros que jogos da época tinham. Para quem curte shooters on-rails é bem bacana, mesmo ainda preferindo, e muito, Star Fox. Gostaria de ver mais motivos para um replay. Fiquei feliz em tirar mais um jogo da lista do N64, e um daqueles que deveria ter jogado a muito tempo. Bacaninha!

    Sin and Punishment: Successor to the Earth

    Platform: N64
    159 Players
    5 Check-ins

    7
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