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A vida e morte de um console de videogame

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Salve, salve Talkers de plantão…

Enfim ano de 2018 (e eu escrevendo isso no dia 27/12/2012 às 21:56 em meu trabalho de suporte técnico com a cliente reclamando que seu smartphone não liga ¬¬), e esperamos muitos, mas muitos lançamentos de jogos, redescobrir novos games para podermos desbravar novos mundos e continuar com a nossa diversão diária.

Um assunto que me ocorreu ao conversar com alguns old gamers, relembrar aqueles jogos que marcaram nossa infância, adolescência até mesmo a fase adulta de alguns que estão na nova geração.

Lembramos de grandes jogos e suas franquias, Mega-Man, Street of Rage, Final Fight, Street Fighter, Mortal Kombat, Donkey Kong Country, Resident Evil e outros.

E quando criança, o que comentamos? Se jogo tivesse isso para fazer, se personagem tivesse esse golpe, o que poderia fazer em um jogo se desse para caminhar livremente, isso na era de 8 e 16 bits.

Algo totalmente surreal ao que temos hoje em dia nas novas gerações, PC, PS4, XBox One, Switch.

Um ponto foi o auge de cada jogo por suas limitações tecnológicas, até então, foi um novo conceito em desenvolver um console de videogame, programar jogos e ele passar em uma tela monocromática. Dou graças a Deus que houve uma mente brilhante em desenvolver isso, grande parte do pessoal fica sem palavras, que da era Atari a atual de hoje em dia.

Mas devemos comentar algo que sempre ocorreu, e muitos deixaram isso de lado, a vida e morte dos consoles de videogames.

Isso sempre ocorreu, e irá ocorrer sempre por conta da evolução que a tecnologia avança rápido. O que antes tinha uma simples placa com alguns capacitores, resistores e memória ROM para entender a instrução passada pelo cartucho desenvolvido.

Algo que era uma diversão, novos jogos sendo lançados, desafios novos, comentários que pode ser falado durante a aula ou no intervalo da escola. Poder combinar com os amigos de ir na sua casa para poder jogar aquele game novo que comprou no final de semana, ou até mesmo jogar um jogo já lançado anteriormente, mas poder se divertir com os amigos.

Os anos vão passando, e eis que vem um amigo da escola e diz pra você: “Ganhei um Super Nintendo de aniversário.”, “Ganhei um Mega-Drive no Natal.”, e você sem entender nada do que é, vai na casa de seu amigo e vê que seu formato é diferente daquele que ele tinha ou você tem.

Inicia um jogo que é só para ele, porque até seu formato é diferente do que o cartucho que está acostumado.

Uma grande parte de sua vida ali sossegada em seu NES, Master System, e compra revistas sobre o assunto videogame (Ação Games, Game Power), vê as matérias de jogos de ambos os consoles e você vê propagandas e um jogo da geração atual, SNES: Mega-Man X, Mega-Drive Shinobi, e você ficava se perguntando o porque não rodava estes jogos em seu console.

Passa mais um tempinho e você consegue um dos consoles: SNES ou Mega-Drive, e pode comentar com os amigos, pois você se atualizou, pode trocar jogo, pegar emprestado, alugar na locadora na sexta-feira e entregar na segunda.

O antigo console o que acaba acontecendo, ele é encostado, você quase não o jogará mais, e ele estará pegando poeira. É amigo, aquele que foi seu primeiro companheiro de diversão e horas e horas de jogatina não é mais um atrativo seu. Depois de um tempo se for uma alma caridosa, você dará seu antigo console para um primo seu e fará a diversão dele, ou, venderá ele a preço de banana, e comprará mais alguns jogos para seu novo parceiro de jogatinas.

Cada época de lançamento dos consoles, quando a fabricante anuncia um novo sucessor, para muitos e grande euforia, porque são novos gráficos, nova jogabilidade, novos jogos, novas franquias. Também novas brigas entre os árduos fãs de cada empresa.

Atari x Daktar

NES x Master System

SNES x Mega Drive

PlayStation X Saturn X Nintendo 64

Dreamcast X PlayStation 2 X Game Cube X XBox

PlayStation 3 X XBox 360 X Wii X WiiU

PlayStation 4 X XBox One X Switch

Em toda época de lançamento, começa uma grande guerra, e novos consoles lançados, nova jogabilidade, jogos, franquias e etc…

Seu antigo console não é mais destaque nas revistas de games ou páginas relacionadas a games, e você percebe que até mesmo as produtoras não demonstram mais interesse no antigo console, e passa a fever em seu caldeirão novos lançamentos para a atual geração.

Responda as seguintes questões abaixo:

Quando isso ocorre?

Quando você se dá conta que seu console é ultrapassado?

O quão importante é para você se atualizar?

O porque você precisa passar para a nova geração? Só porque vai sair um The Last of US Parte 2 para PlayStation 4???

Mas afinal, quem determina que seu console realmente morreu?

E você por necessidade de atualizar nas novas franquias e jogos recém fresquinhos lançados

Ou

É a fabricante que determina que seu o console que eles fabricaram está ultrapassado e é hora de inovar para pegar nova fatia do bolo que o mercado de games tem…

Acompanho a evolução dos videogames desde que joguei na casa de um amigo o Top Game e o jogo Fórmula 1 Sensational, amei este jogo e queria ter um. Por condições da época e meus pais não puderem me proporcionar isso.

Para poder me divertir era alugando fitas e indo na casa de amigos, ou, me aventurando nos fliperamas com o que juntava de troco do pão.

No meu aniversário de 15 anos (em 1995) ganhei meu SNES, e foi um excelente companheiro de jogatinas até ele parar de funcionar.

Fiquei sem um console de videogame até começar a trabalhar, e quando fui desligado em 2003, com a rescisão de contrato fui disposto a comprar um PSOne, mas na Santa Ifigênia comprei meu PlayStation 2. Tenho o console até hoje, pena que seu leitor ótico não leia mais nenhuma mídia, mas está lá meu companheiro. Meu amigo me vendeu em 2010 um PS3, no qual joguei ele até 2016 quando iniciou problemas de superaquecimento e não resolver ligar para novas jogatinas. Decidi comprar um novo console, mas não parti para um PlayStation 4, e comprei parcelado nas Casas Bahia (grande carnê das Casas Bahia xD), e comprei o PlayStation 3 novamente, em minhas férias do ano passado, adquiri meu PlayStation 4, mas meu velho companheiro PlayStation 3 está junto comigo me proporcionando muitas horas de jogatina.

Porque decidi comprar um 3 e não o 4, pelo tanto de mídia física de jogos que ainda não terminei, jogos que adquiri com a venda de amigos meus que partiram para o PS4, preço de banana os jogos a 30 reais cada um. Uma coleção de 73 jogos em mídia física, 25 mídia digital, fora alguns free que a PSN Store me dá.

Para minha pessoa, meu PS3 vai me proporcionar mais de 1 ano ainda de jogatinas com amigos, novos amigos que vou conhecer, e alguns jogos que estou descobrindo e comprando a preço de banana.

Mas, é o PS4? Ele também está me proporcionando horas de diversão, comprar jogos novos, lançamentos, pré-lançamentos com preços exorbitantes de 250, 299, 200 reais não é para meu bolso.

Até lá, vou garimpando antigos jogos que antes estavam a este preço, estará em preços de banana, 30, 40 até 50 reais. Vou me divertir da mesma forma, pois será novidade.

Comprei meu SNES onde meu padrasto e minha mãe jogam todos os dias Puzzle Bubble. Tenho algumas fitas dele, Rock’n’Roll Racing, Donkey Kong Country 2, Dragon Ball Z3.

Tenho um PSP Go, PS Vita que me divertem durante a ida e vinda do trabalho.

E uma materia para completar:

No Brasil, PlayStation 2 se recusa a morrer.

Então amigos, não decrete a morte de seu console, por mais que seu hardware hoje possa ser ultrapassado, obsoleto. Te garanto que ao abrir aquele jogo que tanto amou, vai divertí-lo novamente.

@armkng

International Superstar Soccer Deluxe

Plataforma: SNES
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    hizaki · 1 ano atrás · 2 pontos

    Cara seu texto foi sensacional, algo que me trouxe a infância e adolêscencia. Hoje só não tenho mais meu PS2, pois meu irmão emprestou a um amigo e deu problema na placa. Como já estava com PS3, dixei essa pendencia pra ela, penso em pegar um PS4, mas não irei me desfaser do 3, pois esse companheiro além de proporcionar horas de jogatina, foi e ainda é minha central multimidia.

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    kess · 11 meses atrás · 2 pontos

    Para as mortes dos consoles, pelo menos dos mais famosos, temos uma ressureição através dos emuladores... Os que ainda estão vivos, ainda precisamos de bolsos cheios... ou paciência, para juntar a grana e comprar os jogos um pouco mais datados e/ou esperar por promoções...

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    artigos · 1 ano atrás · 1 ponto

    Parabéns! Seu artigo virou destaque!

  • Micro picture
    takezo · 1 ano atrás · 1 ponto

    Li esse artigo e voltei no tempo. As perguntas que você fez acima, principalmente a "quem decide se seu console morreu" são perguntas que me fiz à uns 2 anos atrás. Hoje eu tenho Xbox one, compro alguns jogos de interesse, mas me lembro com carinho da década de noventa nas locadoras.

    Hoje com o avanço da tecnologia, advento da internet e outras coisas a comunidade mudou bastante, o valor dado à certas coisas como consoles antigos foi ficando cada vez mais escasso e isso porque às vezes muita gente não foca na diversão em si que é proporcionada por um determinado jogo, mas sim pela corrida de ter o que é novo e ponto final.

    Parabéns pelo artigo que mais é uma boa reflexão.

    2 respostas
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