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Antigamente era mais díficil

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Saudações e mais saudações para os Talkers de plantão.

Ano de 2017 finalizando, chegando na reta final para o Natal e festividades para virada para 2018.

E venho trazer a última leitura obrigatória para vocês amados leitores.

Uma coisa que vejo em muitas comunidades, fóruns de games, até mesmo aqui no Alvanista, discussões e mais discussões.

Eu sou jogador raíz, joguei na era do Atari, NES, Master System, e hoje em dia os games estão mais fáceis de finalizar. Jogador Nutella, nasceu na era de PlayStation 2 não sabe o que é jogo díficil, não sabe o que terminar Battletoads.

Ai outros jogadores ficam falando, “Não, que jogo díficil mesmo é Dark Souls, quero ver você terminar ele sozinho sem ajuda, tem um boss que você não consegue matar ele.”

Ai vem outros falando: “Ah, mas você viu videos no youtube, e assim fica fácil matar, quero ver passar na raça, no meu tempo não tinha isso.”

Galera, vamos parar com isso, cada um se diverte da forma que gosta, da forma que quer.

Não é porque a pessoa não vivenciou como foi a era dos anos 70, 80 e 90, que iremos crucificar eles. Cada um nasceu em uma época diferente, em anos diferentes, não posso dizer que amei jogar Atari nos anos 90 (quando tinha 10 anos), sendo que eu nasci nos anos 80. Os consoles de videogames na época era Atari que ali já estava quase morta, só pedindo um tiro de misericórdia na cabeça para acabar com o seu sofrimento, e tinha os milhões de derivados do NES, conheci o Master System e Mega-Drive, e eu ganhei o Super Nintendo e Game Boy Classic aos meus 15 anos. Tive o privilégio e tenho até hoje em ver a grande mudança que ocorre nos mercados de videogames. Sony PlayStation, SEGA Saturn, Dreamcast, 3DO, Atari Jaguar, Neo Geo e Neo Geo CD, Nomad, Game Gear, PlayStation 2, Nintendo 64, Game Cube, Virtual Boy, N-Gage, Neo Geo Pocket, Microsoft XBox, XBox 360, PlayStation 3, Wii, Wii U, Nintendo DS/3DS/2DS, e a atual geração PlayStation 4, XBox One e Nintendo Switch.

Posso também ver que os PC’s também evoluíram muito (só não o sistema ruindows, pq ruindows continua sendo ruindows), até entrar a Steam, Origin, UPlay, Blizzard com seus programas para baixar seus jogos.

O que posso comentar o porque antigamente era mais díficil, era mais fácil?

Vamos falar da tecnologia da época, logicamente para ter um cartucho lançado para o console, tinha suas limitações, coisa que hoje em dia isso sobra até demais.

Agora pense no programador de games, as produtoras de jogos, como colocar seu produto final nas prateleiras e serem agraciados por várias pessoas e ter um feedback positivo. Hoje em dia é muito fácil ter um erro e bug nos consoles, como estão conectados a internet, é só lançar uma correção e melhorias, pronto, problema solucionado.

E para os consoles, NES, Master System, SNES, Mega-Drive, PlayStation, Saturn, 3DO, Neo Geo? Não existiu.

Pois era interagir com o que os seus clientes queriam para diversão, e lançar desafios.

Mega-Man do NES, não existem Save Points como um jogo atual existe, assim que ao término da fase aparecerá a tela de Password, anotar ela certinho, conferir antes de confirmar e pronto.

Outro fator que é interessante, e que os games daquela época, foram espelhados igual aos games de arcades.

Você chegando em um fliperama, primeira coisa, tenho que desembolsar uma grana, para comprar fichas. Vou escolher um jogo no qual me interesso, vamos começar a diversão.

Você tem uma barra de vida, pontuação, números de vidas. Conforme você vai progredindo no jogo, sua pontuação aumenta, e como bonificação, ao chegar X pontuação você ganha uma vida. Alguns arcades você ganhava 1 crédito para um novo jogo.

E quando sua barra de life chega no final? Você morre e perde 1 vida.

E quando suas vidas acabavam? Ai apareciam as duas palavras conhecidas por players: GAME OVER

Mas como faço para não ocorrer isso?

Temos duas opções amigo: 1ª - ou você compra mais fichas e continua de onde parou para seguir no jogo (o que irá consumir mais grana sua); 2ª - melhore no jogo para que você possa chegar no final do jogo ou prosseguir por mais tempo.

Os jogos em Arcades foram grandes precursores em minha vida de jogador. Até mesmo alguns jogos no Super Nintendo e Game Boy Classic, sempre procurei preservar a vida que eu tinha durante o jogo, até mesmo buscando atingir pontuação X ou caçando na fase uma vida extra para me ajudar durante as minhas jogatinas.

O conceito de preservar vida em games atuais ficou praticamente obsoleto, pois cada jogo tem seu check-point, save-point, áreas seguras, e ao passar dela, você pode até morrer durante a jogatina, que você sabe que irá voltar para aquele ponto onde você salvou.

A Fromsoftware desenvolveu a série Souls, onde o jogo o pune por cada morte que você tem durante sua jornada. Ela evoluiu muito seus games desde Demon’s Souls, Dark Souls, Dark Souls II, Dark Souls III, fugindo da temática Souls, um jogo exclusivo para PS4, Bloodborne, tem esta punição por cada morte que você tem no game.

Por mais que você jogue a fase, você terá a Fogueira, que é como um ponto de partida da fase ou área, e quando você explora a área onde está, você terá seus inimigos. O jogo evolui seu nível assim como seu jogador evolui o nível, ele é balanceado. E quando você morre, você perde sua humanidade, e reinicia a fase da fogueira que você acendeu e todos os inimigos retornam dos mortos também. Qual a diferença, você terá que passar por todos, para buscar suas almas e humanidade. Jogo que quer trazer o que os antigos jogos trouxeram.

Um outro fator que posso colocar nas dificuldades de jogos.

A jogabilidade, isso é pelo fator da limitação tecnológica que o console possuía em sua época de lançamento. As produtoras de jogos trabalharam muito para nos trazer uma jogabilidade excelente. Nos dias atuais, você controlar um time do Real Madrid no PES 2018 ou FIFA 18 no XBox One ou PS4 e muito mais fácil, do que você pegar no PlayStation 2, XBox.

Experimente jogar o Resident Evil 3, com os atuais Resident Evil 5, 6 e o 7, você sentirá uma diferença horrenda.

Experimente você que jogava na época do NES e tente jogar Contra, ou pegue Shinobi do Mega-Drive.E gritante a grande diferença, pois vem a grande pergunta, como eu consegui jogar este jogo? Pelo simples fator de novidade, desafio, você leva por diversão.

A galera que nasceu em meados de 2000 (PS2/XBox/Game Cube/Dreamcast), 2003 (PS3/XBox360/Wii/Wii U), 2014 (PS4/XBox One/Switch), vão ter a sua experiência nos jogos que é a geração deles. Temos nossos jogos nostálgicos como Top Gear, Rock’n’Roll Racing, International Super Star Soccer, a geração deles vão comentar sobre Shadow of the Colossus, Gears of War, The Last of Us, Pokémon Moon and Sun, Super Mario Galaxy entre outros.

Em minha opinião, todos os jogos tem sua dificuldade, ou você que jogou God of War ou Devil May Cry não ficou frustado quando o próprio jogo lhe sugeriu baixar a dificuldade só para passar aquela fase?

Dificuldade sempre haverá nos games, basta não relevar ou tentar falar que sua época foi a promissora.

Segue um vídeo para darem risadas:

@armkng

Mega Man

Plataforma: NES
2046 Jogadores
107 Check-ins

56
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    pauloaquino · 1 ano atrás · 3 pontos

    Maldito conflito de gerações.

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    lordsearj · 1 ano atrás · 3 pontos

    Excelente post. Jogo desde a época do Atari, mas o jogo que "me fez ser um gamer" foi Castlevania. A partir dali, meu interesse foi outro, mudou de forma. Principalmente para os enredos. É apesar de tb ter terminado Castlevania III, Batman like e Ninja Gaiden II que eram bem difíceis, nunca terminei Battletoads ou Gouls and Ghosts, nem nenhum Mega Man. Nunca me adaptei. É não é vergonha nenhuma. O maior barato era a diversão. Hoje, jogo 0arw terminar, os jogos te dão todos os subsídios para isso. O último que quase desisti foi o MGS Rising Revenegance. Penei para passar do senador. Mas tb não fico nessa de platinar. Respeito, mas não faço. Por. Fim, vamos jogar gente. O negócio é se divertir.

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    avmunico · 1 ano atrás · 2 pontos

    Texto massa...

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    santz · 1 ano atrás · 2 pontos

    Texto excelente. O que gosto nos jogos são dificuldades dosadas, nem muito fácil e nem muito difícil. Eu não me lembro de estar me divertindo na fase da motinha no Battletoads in Battlemaniacs e depois passar um sufoco do caralho na fase da cobra e perder os restos da minha vida na fase da "moto com moto-serra" pois não sabia como controlar aquela desgrama. Mas também não me diverti o suficiente no Kirby Epic Yarn por passar daquelas fases lentas e fáceis demais. Mas confesso que jogos com dificuldade maior chamam mais a minha atenção, pois a sensação de superação é muito maior.

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    kess · 11 meses atrás · 2 pontos

    Não adianta, o ser humano é competitivo, e até em seus gostos será assim. Vai puxar brasa pro seu assaso, seja ele futebol, bebida, ou até a geração de games.

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    bakujirou · 1 ano atrás · 1 ponto

    amei o post e o video de react eh mt legal

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    pauloaquino · 1 ano atrás · 1 ponto

    Por que (perdão se estou me desviando do tópico) eu nunca vejo um falar um "a" que seja das músicas "Nutella" de hoje em dia?

    EU NÃO SOU "GERAÇÃO 'QUALQUER COISA DEIXA PRA MORRER POR AÍ'". Que eu tenha sido claro.
    Mas as músicas de antigamente eram mais elaboradas, e sobretudo as letras de antigamente tinham o que dizer.
    As músicas de hoje? Qualquer batucada barata pra pedreiro que não estudou chacoalhar o baixo ventre. E os trouxas ainda chamam de "nosso", "da nossa terra"... Me poupe.

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    hizaki · 1 ano atrás · 1 ponto

    Parabéns pelo texto, ficou muito bom.

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    muser · 1 ano atrás · 1 ponto

    Nasci em 1996 e esse padrão de jogos difíceis me pegou ainda na época do SNES, PS1 e N64, pois eu nunca entendia esse sistema de password que tinha pra salvar os jogos, na verdade, quase nunca fiz questão também :-/
    A jogabilidade de Resident Evil é estranha hoje em dia, eu não via problema algum jogando a trilogia do PS1 na época, mas depois de testar o RE0 HD Remaster..... Quase joguei fora o jogo.

    Muito bom o texto pra ser o último do ano! Realmente jogos sempre vão ter suas dificuldades, principalmente RPGs que eu sempre apanho x-x

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    artigos · 1 ano atrás · 1 ponto

    Parabéns! Seu artigo virou destaque!

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