• anduzerandu Anderson Alves
    2017-10-11 15:55:59 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Paper Mario: Color Splash

    Zerado dia 11/10/17

    Quem lembra de quando saiu esse jogo? Bah, nem faz muito tempo. No dia do seu anúncio, eu lembro de não ter ficado nem um pouco surpreso e talvez até meio triste de ver mais um jogo da franquia Paper Mario. A verdade é que Sticker Star do 3DS meio que me traumatizou quando a minha jogatina de um jogo tão bonito e bem feito passou a ser algo nonsense e mal feito.

    Já na época do anúncio do Color Splash, o meu Wii U já estava com os dias contados e eu já planejava jogar Breath of the Wild no Switch que eu eventualmente compraria, mas cogitei segurar o console mais um pouco pra esse último exclusivo. Não rolou. Não curti a ideia de deixar o videogame parado mais um tempão só por causa desse jogo, além de que uns três amigos disseram que me emprestariam o console se fosse necessário. E foi isso mesmo que aconteceu e finalmente pude jogar o último jogo de Wii U da minha lista.

    A minha jogatina de Paper Mario: Color Splash  (PMCS) foi uma grande montanha-russa com uma duração média de 30 horas (e que pareceram muito mais).

    No início é impossível não amar  visual do jogo, coisa típica dessa série de RPG. Com os primeiros vídeos e imagens que vi há muito tempo atrás desse título, tinha uma estranha impressão de que a aventura era composta de cenários vazios e simplórios, não sei o porquê, mas em matéria de áudio-visual, PMCS não peca em nada e na verdade, chega a ser um dos jogos mais caprichados do bigodudo.

    Sticker Star também começou bem, então deixei as expectativas baixas, mas já prestando atenção em tudo e vendo como esse é sim um jogo mais interessante.

    O enredo começa com a chegada do Mario e amigos em uma cidade aparentemente abandonada, onde várias de suas partes estão sem qualquer cor e você deve pintá-las com o seu martelo. É aí que conhecemos Huey também, a lata de tinta que vai te acompanhar por todo o jogo e é exatamente ele que permite que você bata nas coisa e jogue tinta.

    Mario e Huey então saem por várias fases em busca das Paint Stars para devolver as cores a tudo. Aparentemente, a culpa foi mais uma vez do Bowser, que aqui aparece tudo pintado numa tinta preta e de uma forma bem diferente e interessante.

    Além de todo o problema causado pela falta de cores e afins, o vilão sequestrou a Peach mais uma vez. Não queiro spoilar o jogo, mas o plot é bem legal, na verdade.

    Assim como no jogo de 3DS, esse Paper Mario conta com um mapa do mundo e fases diferentes. Você explora um estágio até conseguir encontrar um estrela de tinta, geralmente depois de cumprir algum objetivo que vai abrir o seu caminho. Ao coletar o item, você é transportado para fora da fase e uma nova se abrirá.

    Ao manter o Mario em cima do estágio, podemos ver o nome do lugar e quantas estrelas ele contém (incluindo quais foram coletadas ou não). Essas estrelas vão de 1 a 3, mas dificilmente chega a esse máximo.

    Cada fase é bem única e divertida. A estória fica se prolongando um pouco de mais, mas é de um jeito até criativo, diferente do que a série Mario & Luigi faz, mesmo eu preferindo a ela do que a Paper Mario.

    Além de todo o conto e as mil piadas e referências a vários jogos, como:

    -"What in the Lost Levels?" - Um personagem diz, trocando "hell" pelo nome do jogo mais difícil do Mario.

    -Uma base similar a Shadow Moses Island, incluindo uma caixa com um personagem dentro.

    -Luigi de kart andando pela Rainbow Road e tocando o tema de Mario Kart 8.

    -Huey dizendo pro Luigi usar o seu "mean stare" caso alguém o ameace.

    O jogo conta com as clássicas batalhas da série, misturando um pouco de cada um dos jogos anteriores.

    Esses confrontos são iniciados quando tocamos num inimigo no mapa, ou simplesmente quando eles nos atacam. É sempre válido lembrar que atacar com o martelo ou pular em suas cabeças nos dá uma vantagem de início, mas saltar sobre inimigos espinhosos nunca é uma boa ideia!

    PMCS conta com uma grande variedade de cartas que podem ser encontradas pelos cenários, destruindo ou recolorindo, vencendo batalhas ou mesmo comprando. A grande variedade de cartas tem efeitos diferentes nas batalhas e até mesmo fora delas. 

    Bom, é aqui que o jogo mais se parece com Sticker Star.

    Uma das coisas que mais me desanimaram quando um amigo testou o jogo e comentou sobre seus problemas e mesmo quando eu joguei foram as mecânicas de batalha. Muito gimmick!

    Uma tela aparece no gamepad com as suas cartas. Daí são alguns passos:

    -Deslizar pra direita ou pra esquerda até achar a(s) carta(s) que você deseja;

    -Arrastar cada carta para os slots disponíveis a serem suados nesse turno (quanto mais você progride, mais cartas poderá usar num único turno);

    -Tocar em "Cards Ready";

    -Segurar o toque em cima de eventuais cartas preto e branco para colori-las, pois quanto mais tinta você por, mais forte ela é;

    -Tocar na opção de que terminou de pintar que eu nem mais lembro o nome;

    -Arrastar para cima como se tivesse mandando as cartas pra tela da TV.

    Esse último é tão tosco que eu sempre esquecia e já levantava a cabeça pra ver a TV e ficava esperando algo acontecer até perceber que esqueci desse movimento super tosco.

    Mas olha essa dica maravilhosa que descobri sem querer acessando as opções do jogo, que ficam relativamente escondidas e nada óbvias: primeiro que dá pra trocar essa questão de ser apenas touch para usar os botões! Isso agiliza tanto o jogo, a vontade de jogar só veio quando achei essa opção que já deveria ser default, pois possibilita ainda o uso do touchscreen. Segundo, é possível jogar PMCS no modo off-screen. Demorei pra ver o pequeno ícone na tela inicial, mas também pode ser feito pelo menu de opções de jogo. Pessoalmente, embora a imagem não fique tão bonita quanto na TV, jogar em apenas uma tela é muito mais fácil, além de que você pode jogar e deixar uns vídeos do Youtube passando na TV (uma pena que apenas apertar "-" no gamepad como no Wind Waker HD e outros não resolva esse problema instantaneamente.  Joguei várias horas acreditando que dependia da minha TV.

    Resumindo: Paper Mario: Color Splash é um jogo legal. Da série, estou devendo o de GC e o de Wii, e mesmo o de N64 sendo o meu favorito até agora, esse aqui chega a ser melhor em alguns quesitos, principalmente visual, quantidade de conteúdo, humor e grande variedade em todos os quesitos. Infelizmente o jogo chegou no finalzão da vida do Wii U, quando já tínhamos deixado o jogo de lado e algumas mecânicas e a certa lentidão pode afastar jogadores mais casuais, mas esse jogo merece sim ser jogado no final das contas.

    De bom: visual lindíssimo! Tudo de papel com texturas e tudo mais. Os efeitos de tinta no papel também são muito legais. AMO a estilização dos personagens, principalmente os Koopalings! Muita referência e elementos de jogos passados, como Mario World e até mesmo Sunshine! Muitas fases e muitos temas abortados em cada um dos 6+1 "capítulos". Apesar de ainda depender de uma certa exploração e de certas cartas em lugares específicos, há a possibilidade de apenas visitar um Toad na cidade principal e ele te dirá o que você precisará e basta comprar o item na lojinha. Dinheiro em abundância e várias formas de maximizar mesmo sem querer suas moedas e sair comprando cartas fortes. Dificuldade baixa e nem lembro de nada frustrante. Existem formas de conseguir cartas mesmos e você conseguir ficar sem no seu estoque. Achei legal como as cores vão se esvaindo conforme os inimigos tomam dano.

    De ruim: coisas típicas do Sticker Star, como ter que ter certa carta para passar de um chefe ou abrir um caminho num estágio, mas há várias formas de descobrir o que é. Muito backtracking, mas há um outro Toad que diz em que fase você deveria ir para prosseguir. Apesar de tudo, os defeitos são evitáveis e você não fica zanzando e não tem nada como a batalha do chefe do deserto do Sticker Star, que era no segundo mundo e eu deveria pular pro terceiro para pegar um item e matar o chefe, coisa que eu jamais faço. O fato de o jogo não ter "mundos" e as fases só serem liberadas com o progresso natural e, de certa forma, linear, impede que essas asneiras do passado voltem.

    No geral, a experiência foi muito legal e divertida, principalmente a partir do momento que não tive que usar mais touchscreen. Recomendo para fãs de RPG do Mario e que tenham algum tempo para jogar. Quando peguei as duas primeiras estrelas, já estava cansando do jogo, mas logo peguei o jeito e o resto foi voando! Bacana demais! E o mais importante: estou livre! Vem Switch, BotW e Mario Odyssey!

    Paper Mario: Color Splash

    Platform: Wii U
    106 Players
    30 Check-ins

    5
  • cadu Cadu
    2014-07-29 11:26:15 -0300 Thumb picture

    RetroNewgame: Paper Mario: Sticker Star (3DS)

    Novo post lá no @retroplayers, galera!

    Sobre o Paper Mario: Sticker Star para 3DS, primeiro jogo do portátil que é analisado no site.

    Quem quiser conferir, clique aqui !

    Ótima leitura para todos! \o/

    Paper Mario: Sticker Star

    Platform: Nintendo 3DS
    1139 Players
    125 Check-ins

    3

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