• 2021-01-03 02:09:00 -0200 Thumb picture
    jvhazuki checked-in to:
    Post by jvhazuki: <p>Ah a história de <em><strong>Bravely Default</st
    Octopath Traveler

    Platform: Nintendo Switch
    190 Players
    60 Check-ins

    Ah a história de Bravely Default, como não lembrá-la? Infelizmente isso estará sempre vinculado ao quão enfadonha a mesma se tornou nos momentos derradeiros, uma repetição realmente cansativa. De qualquer forma o pacote completo do RPG sobrepõe essa que é a minha maior reclamação do mesmo, ele que traz bons sistema de batalha, trilha sonora e protagonistas. As músicas desse jogo são realmente fenomenais. Toda a fantasia em torno desse "FINAL FANTASY QUE NÃO É FINAL FANTASY" é apreciável, e essa pegada mais princesas e dragões, ou medieval, me fascina há décadas.

    Dito isso eu me empolguei com a possibilidade de jogar outro RPG de perfil retrô produzido por muito do mesmo pessoal, embora trate-se de outra desenvolvedora. Assim que anunciado em 2017 Octopath Traveler automaticamente entrou no meu radar, e agora, finalmente, o comecei.

    Tô há quase 15 horas jogando e já fiz ao menos o primeiro capítulo de cada um dos oito principais. Essa mescla entre 2D e 3D é realmente muito bonita e dá uma cara de um jogo que poderia ter sido lançado, talvez, ao 32-bit da SONY, ao PS1. Quando se trata de RPGs de turnos eu fico todo serelepe pra comentar algo sobre, já que são minha preferência, e por mais que esteja curtindo e muito as batalhas, que visam a exploração estratégica das fraquezas inimigas, é uma lástima que a interação entre os protagonista praticamente inexista... pense em Dragon Quest III onde temos o Herói, cuja trama gira toda em torno, e na sua volta personagens genéricos; a questão é que cada herói aqui faz o papel de Hero e coadjuvante ao mesmo tempo, onde não há muitas trocas de diálogos ou desenvolvimento entre eles. 

    Quando vejo um título como esse mais aberto, onde por exemplo você pode escolher com quem começar e para onde ir, fico na expectativa de presenciar inúmeras possibilidades. Por mais que existam tramas e desfechos a serem alcançados com cada um, e eu tenha interesse em vê-los, seria muito prazeroso se houvesse um elo maior entre o grupo e decisões que modificassem a história completamente — dando ainda mais razões para jogá-lo de novo.

    Bem, não vou me estender muito pois creio que ainda há muito a ver e fazer e, salvo os pontos antes citados, tenho gostado da experiência, visuais e trilha sonora

    11
  • 2021-01-03 01:32:09 -0200 Thumb picture
    jvhazuki checked-in to:
    Post by jvhazuki: <p>O último de 2020 terminado, um ano que sincerame
    Kingdom Hearts: Melody of Memory

    Platform: Nintendo Switch
    2 Players
    2 Check-ins

    O último de 2020 terminado, um ano que sinceramente eu não joguei quase nada (por N motivos...). Todavia, como disse no meu outro check-in, eu peguei de curioso no Switch e acabei decidindo zerá-lo. Acredito que quem gostou da paquera entre RPG e ritmo que a indieszero começou a produzir lá no 3DS com Theatrhythm Final Fantasy estranhará a falta de elementos e personalização dos personagens; Melody of Memory é mais simples e direto mesmo, ao mesmo tempo que incorpora uma camada de relevância narrativa que pouco se vê por aí dentre tantos títulos musicais. 

    Esse ponto também pode ser resumido por: tem dedo de Tetsuya Nomura.

    Outra coisa é que o negócio de transitar entre tantas plataformas diferentes pra acompanhar a história de KH sempre foi um saco, mas hoje em dia as coisas estão bem... melhores!? O final foi até legal de alcançar e como também já dissera a ideia de revisar a trama desde o primeiro jogo (de 2002) ao terceiro e sua DLC foi bem prática, algo que agradeço tendo em vista que não pretendo rejogar alguns títulos nem tão cedo — ou talvez nunca, uai. A Square Enix definitivamente não vai parar de criar Kingdom Hearts, porém resta saber quantos paralelos com pitadas narrativas receberemos a mais até que o quarto capítulo chegue em nossas mãos. 

    Terminar esse jogo também me fez ponderar o por qual cacetes não lançam ao menos as remasterizações pro Switch! Quem teve plataformas Nintendo ao longo desses anos sempre ficou fadado ao perfil paralelo da franquia, o que é uma pena mesmo diante de títulos incríveis como o Dream Drop Distance (3DS), e eles mereciam conhecer a maior obra prima de todas: Kingdom Hearts 2!

    9
  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-12-19 03:22:01 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Dragon Quest Heroes: Rocket Slime 3

    Zerado dia 19/12/20

    Eu amo Dragon Quest desde que dei uma chance para a série no DS, bem atrasado, lá em 2010 e começando pelo DQ IV. Desde então fui jogando periodicamente outros títulos tanto da série principal (só não joguei o X, o MMO) quanto spin-offs (como um tático de DSi e um de motion control do Wii).

    Lembro que na época eu buscava muito sobre jogos de DS pela internet atrás de jogos bons ou hidden gems da plataforma para por no meu cartão R4, e foi assim que descobri um jogo relativamente famoso: Dragon Quest Heroes: Rocket Slime.

    Cara, que jogo bom! Ao invés das clássicas batalhas de turno, esse spin-off focava em um Slime como protagonista, coletando itens por diversos mapas e batalhas de tanque de guerra. Eu não sabia na época, mas esse DQ era na verdade a continuação de uma série secundária que começou no GBA, mas que nunca veio pro ocidente.

    Quando pesquisei sobre primeiro jogo no GBA, descobri ainda que existia um terceiro título, lançado para o Nintendo 3DS e que há cerca de um ano atrás finalmente ganhou uma tradução feita por fãs. Que alegria os fãs sempre traduzindo jogos que tanto quero no DS e 3DS!

    Baixei e deixei no console um tempo até que chegou a hora de liberar um pouco de espaço no cartão de memória do portátil. Olhei tudo o que tenho disponível (e é muita coisa) mas apenas Dragon Quest Heroes: Rocket Slime 3 - Pirate & Platywag (nome dado por fãs à Slime Mori Mori Dragon Quest 3: Daikaizoku to Shippo Dan, mas que chamarei apenas de MoriMori3) se encaixava no combo tranquilo de jogar + não muito longo + ocupava um espaço considerável, regras que jogos como Codename S.T.E.A.M, Fire Emblem: Fates e Witch & Hero 3, por exemplo, não se adequavam, respectivamente.

    Ah, e convenhamos: eu amo DQ! Sei que já disse isso, mas com certeza daria para jogar isso casualmente e eu PRECISAVA reviver o mundo daquele spin-off. Até fui atrás do original de GBA mas realmente não existe tradução.

    MoriMori3 é sem dúvida um jogo simples e com um enredo simples em que esferas mágicas foram roubadas de seu reino por dois vilões e você deve os caçar e trazê-las de volta.

    O jogo conta, basicamente, com dois estilos de jogabilidade: na terra e nas água, por navio. O início é mais focado em andar por aí e essa parte terrestre, por sua vez se divide em andar pela cidade, conversar com NPCs, comprar equipamentos pro navio e explorar masmorras.

    As masmorras são parte importante da aventura pois é por lá que você encontra diversos monstros recorrentes na série e usa a sua habilidade de se esticar e se lançar para jogá-los para o ar e apanhá-los antes que caiam no chão. Tendo agarrado os inimigos (e itens), você pode jogá-los nos carrinhos que passam por diversos trilhos em cada fase para enviá-los ao seu inventário.

    No final de cada masmorra há ainda um chefe grandão e 3D (inclusive com grande apelo aos efeitos 3D do portátil) pronto para ser derrotado em ferozes batalhas!

    Já a outra parte, marítima se resume a controlar o navio pelo mapa 3D do mundo, indo de cidade a cidade, descobrindo novos biomas e coletando itens largados pelos mares. Mas além da exploração, é no navio que acontecem as batalhas marítimas, que usam os itens coletados pelas masmorras como munição e os monstros podem ser recrutados como aliados para ajudar nas guerras, além de que partes compradas depois de serem aprendidas ao terminar embates pelas águas podem ser equipadas para melhorar seu veículo.

    Essas batalhas acontecem frequentemente conforme você cruza pelos mares depois das primeiras horas iniciais apenas na terra. Elas são muito importantes para a aquisição de novas melhorias e dinheiro. Mas há também um bocado de batalhas navais obrigatórias da campanha e que irão por a teste a resistência e poder de fogo da sua equipe. No final mesmo tem uma que joga o nível de dificuldade nas alturas e que quase me fez gastar mais umas horas em busca de mais melhorias e sidequests.

    As batalhas navais são provavelmente o ponto alto do jogo e que reúne todo o resultado de seus esforços e os põe a teste. Funciona assim: ao navegar pelos mares, as vezes navios te avistam e vão com tudo em sua direção. Você pode também iniciar batalhas contra navios distraídos ou contra aqueles que só ficam velejando em um padrão (geralmente indo e voltando na entrada de algum lugar importante).

    Ao se tocarem, a batalha se inicia em uma nova tela com ambos lado a lado.

    A partir daí, seu navio disponibilizará aleatoriamente de tempos em tempos os itens que você equipou como arsenal. Seu dever é usar seu ataque para jogá-los ao ar e pegá-los na queda, coletando-os, e assim os jogando em um dos dois canhões disponíveis. Um deles é considerado como ataque de longa distância (atira o objeto para cima, que por sua vez cai em arco) e ataque de curta distância (atira em linha reta).

    Cada objeto tem status diferentes e isso deve ser levado em conta, fora que alguns tem efeitos específicos. 

    Imagine que eu atire um barril em arco e meu oponente o mesmo. Ambos se chocam no ar e quebram. Agora se eu lançasse, em vez no barril, um escudo, ele quebraria o barril inimigo e continuaria voando em direção ao navio inimigo.

    É importante equipar bem seu navio de acordo com a sua estratégia, sendo que é possível escolher que o jogo o faça automaticamente focando em ataque, defesa ou um misto dos dois com base nos seus melhores itens. Lembre-se: você só terá o número de cada item que for coletado pelo jogo, então se só pegar um barril, só poderá equipar um deles. Se tiver 30, poderá até preencher todos os slots com barris, caso queira.

    Verifique sempre os atributos de cada item de seu arsenal, como a velocidade para chegar ao inimigo e o dano causado. Quanto mais pra frente na campanha, mais HP os navios tem e mais defasados itens antigos ficam. Se atente a renovar seu arsenal sempre que terminar as masmorras e adquirir boas quantidade de itens. O mesmo vale para novas partes de navio.

    Ao baixar o HP do inimigo para zero, automaticamente uma corda será amarrada entre os dois e você poderá andar por ela até ele. Antes era possível chegar aos inimigos e atrapalhá-los com seus planos de ataque e lançamentos de itens, mas agora uma sala está aberta, onde o "coração" do inimigo se encontra. Basta acertá-lo com um hit e a batalha estará vencida! Mas a regra também vale para o seu navio. Defenda-o e tente equipar itens que curam a você também!

    Alguns navios inimigos ainda exigem que você passe por vários desafios para chegar ao seu coração, como pular espinhos, desviar de bolas de fogo, quebrar paredes de vidro e corredores sem saída (além de inimigos de atacando a pé).

    Resumindo: Dragon Quest Heroes: Rocket Slime 3 - Pirate & Playwag nunca foi oficialmente trazido para o ocidente e eu só pude jogar graças ao trabalho dos fãs (algumas partes requerem o entendimento da língua para não ficar perdidão pelo mundo), mas ao mesmo tempo não é um jogo que faça a diferença. Eu me diverti? Sim. Muito? Acho que não. Na verdade foi uma experiência bem linear e repetitiva (apesar de não ter sido cansativa). O jogo é ok, tem seus defeitos e fica muito atrás de seu antecessor no DS, que era muito mais criativo, bonito e interessante. Sinto que esse jogo é meio que para quem curtiu aquele e gostaria de mais, mas suas diferenças não caíram tão bem assim.

    De bom: mudaram a temática de tanques para navios, o que diferencia bem os jogos ao invés de apenas repetir o que o outro fez. As ilhas tem temáticas diferentes, incluindo monstros e itens exclusivos. Os chefes são legais. Efeito 3D bacana. Tem um bom fator replay graças ao extenso conteúdo opcional e com muitas sidequests e melhorias a serem desbloqueadas, além de modo multiplayer local e online, mas tudo isso em pleno 2020 (ou desde que a tradução saiu) meio que perdeu o timing. Gosto de como o jogo exige que você administre as batalhas nas duas telas em batalhas navais.

    De ruim: repetitivo. Muito fácil (apenas a batalha final que deu muito trabalho e gastou umas horas da minha vida, até porquê eram três fases longas e perder significava voltar ao início delas). Trilha sonora muito limitada a poucas faixas. Não senti que o jogo foi muito estratégico na campanha, bastava jogar tudo o que aparecia nos canhões, mas isso deve mudar um pouco num PvP (mas quem ainda jogaria isso com alguém?). Os visuais 3D quase todos são muito tediosos, mas vamos dar uma colher de chá por ser um jogo de 2011 (ano de lançamento do 3DS).

    No geral, valeu a pena experimentar a continuação de um jogo que tanto curto, mas me decepcionei um bocado com o que fizeram com a série. Ruim? Não! Mas fraco e bem desnecessário senão para os fãs mais assíduos da série Dragon Quest. Mais uma vez: recomendo o jogo de DS, daí então talvez dê uma olhada nesse e pense se vale as 12+ horas que gastei na campanha. Passável.

    Slime MoriMori Dragon Quest 3: Taikaizoku to Shippo Dan

    Platform: Nintendo 3DS
    18 Players

    20
  • 2020-12-18 21:13:46 -0200 Thumb picture

    33 Anos de Final Fantasy

    Medium 3843141 featured image

    18 de Dezembro de 1987

    Nesta data, nasceu o que seria uma das franquias de RPG mais conhecidas da história dos video games. O primeiro jogo da série Final Fantasy foi lançado em 1987 no Japão para Famicom. Desenvolvido e publicado pela Square Co., atual Square-Enix. O jogo foi criado por Hironobu Sakaguchi, que foi quem sugeriu o nome "Final Fantasy", que surgiu de uma promessa que ele fez na época do desenvolvimento do jogo: caso o título não fosse um sucesso, ele largaria o emprego e voltaria para a universidade. Ou seja, era o famoso "tudo ou nada".

    O jogo não só foi um sucesso comercial, como ajudou a Square Co. financeiramente, já que ela enfrentava o risco de entrar em falência. E assim, a série Final Fantasy se tornou uma das franquias mais conhecidas tanto dos video games, quanto da cultura pop.

    Em 2012, para comemorar os 25 anos da franquia, a Square-Enix lançou uma edição especial de aniversário, o Final Fantasy 25th Anniversary Ultimate Box, lançado há 8 anos atrás. 18 de Dezembro também marcou o lançamento de vários outros jogos spin-offs da série Final Fantasy, como Dissidia: Final Fantasy (2008), lançado no Japão para Playstation Portable, e Final Fantasy Explorers (2014), lançado no Japão para Nintendo 3DS.

    Final Fantasy

    Platform: NES
    1277 Players
    85 Check-ins

    5
  • rjmaster Ronald Junior
    2020-12-04 10:33:49 -0200 Thumb picture

    Sleeping Dogs: Perseguições, violência e muito Kung Fu

    Depois de muito tempo sem postar nada, finalmente tomei tenência de terminar a minha singela análise de Sleeping Dogs. 

    Sleeping Dogs foi um jogo que me surpreendeu. Eu esperava um jogo mediano, algo legal, mas nada que me empolga-se de verdade. Porém fui pego de surpresa com um jogo incrível cheio de conteúdo e com um dos melhores combates dos jogos do gênero. 

    Ele pode até ter suas falhas, mas ainda sim é um jogo que vale a pena dar uma chance.

    Aproveita que você leu até aqui e dê uma conferida na minha análise completa de Sleeping Dogs. Valeu!

    http://bit.ly/3luXsY

    Sleeping Dogs

    Platform: PC
    2376 Players
    70 Check-ins

    1
  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-11-29 04:13:39 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Octopath Traveler

    Zerado dia 28/11/20

    Quando a Square Enix anunciou Octopath Traveler para o Switch eu não soube exatamente o que pensar. De um lado o jogo tinha muitos de RPGs clássicos como Final Fantasy VI, que eu adoro, e do outro, um bocado de Bravely Default, que eu quase odeio.

    Na verdade eu lembro de ter visto o jogo numa E3 e nem ter prestado muita atenção, mas só ter me ligado mesmo quando o pessoal começou a comentar sobre ele no dia seguinte nos clássicos papos de "eu só me interessei por aquele jogo".

    Eras depois uns amigos resolveram fazer uma vaquinha e me convidaram para o plano: quem pagasse mais seria o mais próximo de ser o dono do jogo e a gente se emprestaria. Aceitei a ideia, mas acabei nunca pagando, esquecendo do plano e perdendo interesse na ideia. E eu nem queria o Octopath Traveler tanto assim pois tinha maiores prioridades, inclusive jogar Bravely Second antes (mesmo os jogos não sendo nem da mesma série).

    Acabou que até hoje não reuni a coragem para jogar Bravely Second, mas estava na casa de um amigo próximo e não resisti a oportunidade de pegar um jogo físico emprestado (ele havia me emprestado o Xenoblade Torna recentemente). Jogos de Switch são caros demais e tem aqueles que quero jogar, mas não pagar, então qualquer oportunidade é mais do que bem-vinda.

    Como eu não curto ficar com jogo emprestado por muito tempo, dei a máxima prioridade pro OT. Terminei umas coisinhas aí que estava jogando e parti para ele. E assim foram 3 semanas...

    A verdade é que OT começa meio sem explicação de nada. "Escolha um herói". Havia uma breve história de cada um dos oito personagens, mas fui no que estava mais próximo da retícula inicialmente, Cyrus.

    Meu deus, quanto blá blá blá. As vezes eu sinto que os jogos atualmente não sabem mais contar uma história. São minutos e mais minutos e mais minutos situando o jogador num enredo que nem é tão interessante. Não dava pra ir um pouco mais direto ao ponto e deixar que o jogador ligasse os pontos e imaginasse um pouco mais?

    A lerdeza inicial do jogo me fez cochilar várias vezes nas minhas jogatinas à noite.

    Pior que eu nem estava conseguindo me concentrar tanto na leitura pois há dublagem no jogo, mas só de algumas partes. Do tipo que o personagem fala, no balão: "Eu tenho que ir à tal cidade", enquanto do nada a dublagem manda um "Let's go!"

    Não dava para incluir a parte dublada na fala ou dublar algo que foi dito no balão? Outra alternativa seria que os personagens fizessem sons de interjeição ao invés de palavras. Eu fiquei com a contínua sensação de que eram dois personagens diferentes e meio que me perdia no contexto e saia da imersão. Felizmente havia a possibilidade de tirar a voz nos personagens nas opções, o que eu recomendaria.

    Mexendo nas opções ainda descobri que havia como remover parcialmente as bordas escurecidas da tela. Essa escolha artista eu nunca entendi nesse jogo.

    Quer dizer, o jogo é muito bonito, mas as bordas da tela são escurecidas, como se houvesse uma maldição constante no mundo. Para piorar, o centro da tela muitas vezes tem uma luz estourada muito estranha. Tentei imaginar que os criadores tentaram simular um ambiente teatral, mas não funciona. Lembra de como eram as fotos que a gente publicava no Instagram em 2012-2013, cheias de filtros e muitas vezes mega artificiais? É isso!

    Para ter ideia do que eu estou dizendo, imagine um jogo bonito e colorido como Breath of the Wild ou qualquer outro de sua preferência. Agora escureça as bordas da tela bem preto. Por fim, estoure as luzes no centro como se houvesse um problema na sua TV. Bom, respeito a escolha dos desenvolvedores, mas gostaria de desabilitar completamente esses efeitos e deixar o jogo mais bonito (porém o combo de estilo de OT funciona muito bem em cavernas, só não no overworld e na luz do dia).

    A maior prova disso é a tela de save, que os personagens aparecem sem esse "filtro" e são lindos!

    Desabilitei o efeito de bordas escuras, mas elas só ficaram mais claras. Tá valendo.

    Depois de um tempo, Cyrus finalmente sai em sua aventura. O jogo começa a ensinar suas mecânicas de batalha logo, quando reparei que o protagonista era um mago (black mage).

    Esse jogo tem um sistema de combate simples, interessante e muito funcional que lembra o de Bravely Default, mas que faz muito mais sentido ao meu ver).

    Em BD você usava uma ação de esperar/defender para guardar ações pro futuro. Eu terminei o jogo sem ver vantagem nisso. Eu deixava de agir para agir depois. Ao invés de atacar agora e de novo no próximo turno, eu atacava duas vezes no próximo turno.

    Em OT você pode atacar normalmente, usar habilidades (como as magias do Cyrus), usar itens, defender ou fugir. Bem simples e, mais uma vez, como FF VI.

    Todos os inimigos tem pelo menos uma fraqueza, representada por uma caixa de "?" abaixo do personagem. Ao usar a arma ou elemento correto contra aquele inimigo, ele revela que aquela era a sua fraqueza (e revela também de todos os outros idênticos a ele).

    Além de tomar mais dano por sofrer dano de quaisquer uma de suas fraquezas, o número indicado pelo seu ícone de escudo cai por 1 a cada hit e ao chegar a zero causa o efeito de "Break".

    Um inimigo sob o efeito "Break" fica atordoado, sai da fila de turnos (o que quer dizer que durante um tempo ele não fará nada, indicado na parte superior da tela de batalha) e ainda sofre mais dano até voltar ao normal.

    Você vai querer causar "Break" o máximo possível, para agilizar as batalhas, para vencer e evitar de ser atacado.

    O Cyrus se provou um excelente personagem para isso, pois ele chegou a aprender os três elementos comuns de magia: fogo, gelo e raio. Suas magias acertavam a todos os oponentes na tela, o que agilizava bastante o processo de achar fraquezas e causava diversos Breaks em um único golpe.

    Além disso, há um sistema de Battle Points que é a evolução daquele que citei de BD.

    A cada turno, depois que todos os personagens, aliados e inimigos agirem, todos do seu grupo ganham um BP (máximo de 5). Quando for escolher a ação de um personagem, você pode apertar o botão R uma vez para cada BP que ele tiver (ícone redondo dourado abaixo do nome do Olberic na imagem acima). A cada BP que você ativar, o personagem fará um golpe adicional daquele que você escolher fazer.

    Basicamente é assim: o Olberic normalmente ataca usando uma espada. Ele dá um corte e pronto. Se ele tiver 3 BP, você poderá apertar até três vezes e ganhar um golpe a mais naquele turno para cada BP. Se ele atacava uma vez normalmente e você apertou R três vezes, ele vai atacar 1 + 3 = 4 vezes! Ou seja, quatro cortes com a espada.

    Sabe o que isso quer dizer? Aquele inimigo que tem 4 escudos para receber "Break" e fraqueza a espada poderá ficar atordoado só com o turno do Olberic, por exemplo, se você assim quiser.

    Esse sistema de BP funciona diferente com outras ações. As magias causam mais dano a cada BP acionado, a cura restaura muito mais vida e tem até habilidades especiais que só podem ser usadas se você ativar exatamente 3 BP num turno! Por outro lado, acionar pelo menos um BP num turno significa que no próximo aquele personagem não ganhará nenhum, então use com sabedoria.

    Depois de finalizar o Boss do Cyrus, pude ver que haviam cidades próximas, com níveis recomendados para ir buscar os próximos personagens, o que é meio que o objetivo inicial visto que conforme você recruta novos membros dos oitos, os restantes requerem níveis maiores.

    Ao alcançar as suas cidades, você assiste uma cutscene e é obrigado a jogar seu primeiro capítulo antes de recrutá-lo. Lá vem mais enredo e conversas intermináveis (uma relação de amor e ódio com isso nesse jogo, mas no início é tranquilo).

    Os personagens em si não participam das histórias dos outros, apenas ajudam nas batalhas mesmo, o que as vezes é meio estranho. Bom, esse é o preço a se pagar para ter um jogo menos linear e com muita liberdade de jogabilidade. Você recruta quem quer, na ordem que quiser e joga os capítulos de cada um quando e como desejar, apesar que os níveis recomendados são cada vez maiores e o grinding nesse jogo é um dos fatores mais cruéis e demorados. Muitas vezes mesmo no nível recomendado os chefes ainda são bem difíceis e as batalhas mega demoradas.

    Resumindo: Octopath Traveler é um jogo bom e é isso. Já vi gente falando que ele seria o melhor RPG de Switch, mas não é para tanto. A minha experiência foi bem "montanha russa", as vezes gostava, as vezes odiava. No final das contas, depois de finalmente ter um grupo de confiança, o jogo fluiu bem e eu acabei gostando, mas isso definitivamente requereu muita paciência por muitas horas.

    De bom: curto os visuais, sobretudo dos cenários, que misturam o visual clássico da era 16bit com 3D e muitas vezes parecem maquetes (destaque para cenários de neve e praia, que tem brilhos no chão). Sistema de batalha simples, divertido e funcional. Designs de inimigos bonitos. Trilha sonora fantástica. Sistema de jobs clássico da Square, mas melhor do que nunca.

    De ruim: a escolha das bordas escuras e a paleta de cores de OT dão ao jogo um clima triste desnecessário, em troca de uma beleza de cores que ele poderia oferecer com verdes vivos (alguns cenários não são afetados pelo clima deprê visual). O jogo exige muito level up. MUITO. Lembro de estar desgostoso para com o jogo, upei os personagens para o nível recomendado, 24, e não passei do boss. Treinei até o 30 e mesmo assim estava morrendo. Cada nível leva um século para ser adquirido, o que esticou de forma artificial a duração de OT e, não fosse isso, provavelmente a experiência teria sido muito melhor. Achei o jogo muito dramático e muito voltado para a narrativa, com cutscene após cutscene. Inclusive encorajo você a jogar um capítulo de qualquer personagem pulando (segure B) todas as cenas, como quando tiver um grupo forte e tiver que terminar a campanha de algum personagem que ainda está no começo da aventura. Eu mesmo terminei minha primeira campanha com cerca de 40 horas. Peguei o grupo nível 65 e troquei um deles por um personagem nível 9 no capítulo 2 (todos tem 4 capítulos). Fizemos toda a campanha em 1 hora. O jogo é muito previsível e raso sendo sempre: chegue na cidade, cutscenes, ande até alguma caverna ou algo assim, ande 1 minuto nas minúsculas dungeons e chegue no boss, repita do início, mas agora o level recomendado é maior! Quase como um Boss Rush com muito grinding justificando os meios.

    No geral, em relação a Bravely Default, eu escolho Octopath Traveler qualquer dia. Quando você finalmente fica forte e confiante, o jogo fica mil vezes mais divertido, justo e estratégico. Fiquei com muita vontade de fazer o jogo 100%, incluindo sidequests, jobs avançados (que requerem lutas contra chefes para serem adquiridos) e um chefe que é meio que o último verdadeiro, mas agora estou devolvendo o jogo (fora que a recomendação é de dois grupos nível 75 e depois do 50 cada level é um parto, e o jogo sequer marcou onde ir atrás desse chefe). Valeu a pena a jogatina, mas tá longe de entrar na minha lista de grandes RPGs. Recomendo para jogares oldschool do gênero e fãs de títulos da Square da época!

    Octopath Traveler

    Platform: Nintendo Switch
    190 Players
    60 Check-ins

    19
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      kingsysiphos · 3 months ago · 2 pontos

      Seu post tá muito legal, estava curioso sobre esse jogo. Acho que como crítica tbm fica legal, se vc quiser

      1 reply
  • 2020-11-06 22:16:19 -0200 Thumb picture

    Efeméride Gamer #56

    Medium 745188 3309110367

    6 de Novembro de 2006

    Há 14 anos atrás, Final Fantasy V Advance era lançado na América do Norte para Game Boy Advance. Desenvolvido e publicado pela Square-Enix e pela Nintendo.

    Final Fantasy V Advance

    Platform: Gameboy Advance
    778 Players
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    5
  • cyberwoo Diogo Batista
    2020-11-02 10:43:38 -0200 Thumb picture
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      onai_onai · 4 months ago · 2 pontos

      Poxa, gosto muito desse RPG, principalmente da trilha sonora.

      1 reply
  • cyberwoo Diogo Batista
    2020-10-09 15:18:36 -0300 Thumb picture

    Chrono Trigger | Uma viagem no Tempo

    O que acham de relembrar um pouco esse clássico absoluto dos games de RPG, com esse artigo escrito pelo Rodolpho Galdini!

    Quem puder dar aquela força compartilhando, agradeço!

    https://arquivosdowoo.com.br/.../chrono-trigger-uma.../
    Chrono Trigger

    Platform: SNES
    13793 Players
    456 Check-ins

    6
  • 2020-10-02 22:21:13 -0300 Thumb picture

    Efeméride Gamer #7

    Medium 739139 3309110367

    2 de Outubro de 2014.

    Há 6 anos atrás, Kingdom Hearts HD 2.5 ReMIX era lançado no Japão para Playstation 3. Desenvolvido e publicado pela Square Enix, em parceria com a Disney.

    Kingdom Hearts HD 2.5 ReMIX (Kingdom Hearts: Birth by Sleep)

    Platform: Playstation 3
    204 Players
    119 Check-ins

    4

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