• anduzerandu Anderson Alves
    2019-08-25 18:04:35 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Dragon Quest XI: Echoes of an Elusive Age

    Zerado dia 22/08/19

    Meus amigos, vocês não fazem ideia de há quanto tempo eu comecei esse jogo. Mais de um mês! Meu amigo e eu estávamos conversando sobre quais jogos nos emprestar e ele tá de olho no meu Dark Souls de Switch, então resolvi pegar algo dele. Ele me deu umas opções muito boas, mas o que mais saltou aos olhos foi definitivamente Dragon Quest XI: Echoes of an Elusive Age do PS4. Eu amo essa série e já estava de olho nesse jogo há eras, mas nem sabia quando o jogaria ou compraria, visto que estava dando um tempo desde a minha experiência com DQ VII, do 3DS.

    Acabei pegando apenas esse jogo emprestado mesmo pois tenho umas pendências e sei que esse título é longo, e RPGs sempre acabam necessitando de uma preparação especial de minha parte.

    Comecei a experiência e, apesar de achar o jogo bonito, achei meio chatinho e pouco inovador. Tinha achado o DQ VIII, do PS2, mais intrigante e tal. Todo mundo falando que o jogo é fácil demais mesmo pros padrões da série. Enfim, dei uma desanimada e tava arrastando.

    O começo da aventura mostra um jogo bizarramente linear. Os monstros agora aparecem no mapa ao invés de encontros aleatórios como em jogos anteriores da série e isso é muito legal, mas eu ficava na dúvida se deveria parar e ficar me jogando nos inimigos pra upar um pouco ou se já estava bem e iria diretamente pros meus objetivos, o que eu acabei (quase) sempre fazendo.

    A estória é normalzona e até as batalhas são lineares. Há cutscenes constantes nas primeiras horas e eu estava achando DQ XI muito diferente e pouco interessante e imersivo. Parecia um jogo americano.

    Logo a aventura te leva de cidade a cidade, uma depois da outra, sempre muito fácil de explorar, limitando meus movimentos. Você chega no lugar, resolve os problemas sempre bem rápido e passa pra próxima, compra novos equipamentos, resolve os problemas, mata o chefe, próxima.

    O jogo tava muito chato, meu deus. Bonito, mas chato. Talvez a culpa fosse da impressão que o 7 deixou, não sei.

    Logo mais membros foram adicionados ao grupo, o enredo foi ficando mais sério e chegou uma hora que eu PERDI uma luta pra um chefe. Nessa parte eu fiquei dividido entre feliz e frustrado. Eu acho que cheguei muito longe sem upar e o chefe tava humilhando a minha party, diferentemente dos monstros do lugar.

    Foi aí que eu comecei a bolar estratégias, usar buffs e quando venci, fiquei até feliz, até porque não aguentava mais a cidade e toda a estória relacionada.

    Logo depois, cheguei numa parte de uma sereia e o jogo começou a expandir seus horizontes. Eu tava me sentindo livre pra explorar, ganhando confiança no grupo, a estória tava melhorando. Foi nessa parte que meu amigo desistiu de continuar a jogar, e foi logo depois que jogo ficou bem mais legal.

    Quando você upa, faz toda a diferença. Cada nível melhora bastante cada personagem em seus atributos e as vezes garante novas magias e habilidades. O combate fica cada vez mais legal e com inimigos mais fortes, as batalhas ficam bem mais interessantes, sem ser necessariamente difíceis ou frustrantes. Além disso, ao upar você ganha pontos a serem alocados em habilidades ativas e passivas que deixam seus personagens mais diferentes e especializados em diferentes áreas, como espadas ou bumerangues ou facas etc.

    Após abrir bastante o mundo, DQ XI ficou super legal. Eu queria visitar todos os lugares que agora poderia ir, comprar tudo, abrir magias quando tivesse os pontos necessários, derrotar todo tipo de monstro. Pois é, demorou um pouco mas a sensação de liberdade chegou e eu estava ganhando confiança, como se o mundo fosse meu.

    Os cenários começaram a variar, a estória de cada cidade nova estava ficando mais e mais interessante e original e tudo estava se resolvendo rápido graças ao fato de eu ter deixado a party da forma default que o jogo inicia: lutando automaticamente na configuração "fight wisely", ou seja, lute sabiamente.

    A IA de DQ XI é bem bacana e te pouca muito tempo pois eles atacam, curam e sabem usar as habilidades certas em combate, inclusive magias que os inimigos tem fraqueza, buffs, usar ataques apenas fortes o bastante para finalizar oponentes e se dão muito bem inclusive contra chefes.

    Eu definitivamente recomendo ativar esse modo pra quando você quiser usar o celular e manter o jogo rodando e pra quando quiser ganhar uns níveis ou dinheiro dos monstros.

    Com uma party mais completa e interessante e um jogo mais fluído e se mostrando cada vez mais bacana com novas mecânicas e cenários, eu comecei a me viciar. O sentimento de experiência genérica deu lugar ao épico que um Dragon Quest pode se tornar. Eu estava explorando como louco, coletando itens, criando armas e vestes nos acampamentos, indo atrás das clássicas Mini Medals e até mudando a aparência dos personagens.

    Os inimigos requeriam cada vez mais uma estratégia sólida e o uso das MUITAS habilidades diferentes que você rapidamente desbloqueia e que muitas eu acreditei que nunca seriam usadas ou úteis.

    A parte estratégica se estendeu mesmo até a árvore de habilidade pois ao invés de apenas abrir qualquer coisa que estivesse disponível, acabei tendo que gerenciar e esperar uns níveis para abrir skills que fizessem a diferença ou liberasse novas habilidades em grupo (Pep Powers). Ficou óbvio que eu nunca iria abrir todos os painéis.

    Felizmente as igrejas agora te dão a opção de pagar para resetar todos os pontos usados, então se você cometer um erro ou desejar mudar a sua "build", é bem simples (e isso fez a diferença pra um personagem no final do jogo pra mim).

    Sobre os Pep Powers, quem jogou títulos mais recentes da franquia devem imaginar que são habilidades que se despertam conforme você luta e que trazem ótimos resultados, como alto dano, buffs no grupo todo ou curas.

    No caso desse jogo, os personagens tem uma porcentagem de despertarem esse poder em seus turnos, como se virassem Super Saiyajins e as consequências dependem muito do personagem. O protagonista, por exemplo, ganha um "boost" no ataque. Veronica, que ataca com magia, ganha um bônus nesse tipo de ataque. Já Serena, que é especializada em curar, passa a curar muito mais e tem mais chances de sucesso em magias como a de trazer um aliado de volta a vida.

    Após alguns turnos, esse Pep Power é perdido, então o certo é usufruir de seus bônus por um tempo e depois ativá-los, que é como um ataque especial devastador. Conforme você desbloqueia habilidades-chave na skill tree, você abre Pep Powers novos, que podem depender de 2, 3 ou os 4 personagens do grupo estarem em estado de Pep.

    Esses golpes especiais são muito legais de assistir e trazem ótimos resultados pra luta. Um exemplo disso é que no último chefe, meus personagens causavam cerca de 89 de dano com um golpe comum e 269 com uma habilidade simples, mas a ativação de um Pep Power do Hero com o personagem Sylvando causou incríveis 1750 no último chefe!! Esses número pra série são muito altos, ainda mais visto que ele deveria ter uns 3000 de HP.

    Conforme você joga, vai percebendo a necessidade de experimentar e usar a lógica ao invés de apenas sair atacando como louco e se curando. Acabei usando membros do time que estavam na "segunda" party e fazendo combinações diferentes de personagens, usando mais buffs e tentando coisas diferentes, incluindo debuffs em chefes.

    Houve um chefe perto do final que estava causando um dano devastador e na segunda tentativa bastou aumentar a defesa dos personagens duas vezes e abaixar o ataque dele uma vez e logo ficou ridiculamente fácil. E eu realmente que esse jogo, depois de um tempo, passa a requerer que você conheça os chefes e comece a perceber que, se você ganhar a luta de primeira, é porque teve um pouco de sorte.

     Sobre o enredo do jogo, ele é surpreendente. Começa meio sem novidades pra quem já conhece esses jogos, mas depois de umas horinhas, fica bem legal e chega a ficar sensacional mais pra frente. Na verdade, a estória de DQ XI me impressionou um bocado, principalmente em relação a aliados que você conquista ou perde.

    Toda a estória que você já conhecia é mais importante do que o jogo vinha dando a entender e lugares que você já passou ficam cada vez mais importantes. Eu tive uma grande impressão de a aventura começar de forma simples e depois falar "se você chegou até aqui, prepare-se para ISSO!"

    Após terminar o jogo e ver um pouco do post-game, iniciei um novo save pra ver a abertura (que é uma CG que mal lembrava) e ver como aqueles eventos eram importantes!

    Eles construíram um mundo muito rico, vivo e te fazem amar cada personagem e suas várias motivações para existirem naquele jogo.

    É definitivamente a perfeita junção de um ótimo time com uma ótima ideia, de orçamento alto e execução de primeira.

    Resumindo: Dragon Quest XI - Echoes of an Elusive Age é um baita jogão que eu arrastei um bocado em seu primeiro terço. Simples de início mas complexo mais adiante, o jogo foi feito para ser aproveitado, desde a imersão de suas lindas cidades até seus personagens e histórias. É um daqueles que você acaba valorizando tudo, cada detalhezinho com o tempo. Quantos mais tempo de jogo, mais liberdade e mais vontade de conquistar o mundo, e é lá que você vai chegar.

    De bom: visuais lindos. Simplicidade de entender, complexidade para batalhas mais árduas. Personagens muito carismáticos. Jogo super justo, principalmente em relação a combate e estratégias. Diversidade de inimigos e suas especialidades de combate, assim como de aliados, suas skills e seus equipamentos. Builds diferentes para cada um do grupo. Enredo excelente. Trilha sonora bacana. Variedade de cenários. Muito conteúdo (inclusive opcional, como sidequests). Incríveis CGs. Quando você morre, membros secundários assumem a luta e se ainda assim você perder, o jogo te dá a opção de voltar pro último save, voltar pra última cidade com metade do ouro (como era antigamente) ou voltar do último auto-save. Combate automático muito útil.

    De ruim: o jogo original japonês não tinha voz, apenas barulhinhos com as palavras e infelizmente aqui não há essa opção, já que eu passei grande parte do jogo não curtindo muito a dublagem (a versão do Switch tem a opção de escolher vozes japonesas). A linearidade e facilidade do início me deixou meio entediado com o jogo de início. Algumas mecânicas eu achei meio mal aproveitadas, como montarias. A música tema se repete DEMAAAAIS pelo jogo ao invés de haver mais músicas específicas de áreas (eu passei a detestar esse tema, que inclusive é a principal do mapa no Super Smash Bros. Ultimate).

    No geral, amei as 51 horas de jogo (que pareceram muito mais) e embora de início eu estava achando meio chato, no final se tornou um dos melhores da geração pra mim, ainda mais por não haver muitos RPG "raíz" assim mais. Me arrependo um pouco de não ter esperado a versão do Switch pois acredito que RPGs ficam melhores podendo jogar portátil e a qualquer momento e em qualquer lugar e sinto que isso em afetou um bocado no PS4. Ao menos os visuais estavam perfeitos. Recomendo demais, ainda mais se você gostar de RPG e mesmo que esse seja seu primeiro Dragon Quest!

    Série principal DQ terminada!

    Dragon Quest XI: Echoes of an Elusive Age

    Platform: Playstation 4
    40 Players
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    25
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      gregalexander00 · 3 months ago · 2 pontos

      Platinei ele no PS4, um bom jogo, pena que a diversão real eles não colocaram em troféus, os Trial Bosses são a parte mais divertida do jogo de longe, ainda mais o último. Depois de enfrentar eles o "chefe secreto" parece brincadeira de criança.

      1 reply
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      manoelnsn · 3 months ago · 1 ponto

      Você enfrentou o true final boss? 51 horas é bem pouco pra terminar todo o jogo...

      2 replies
  • 2018-12-07 08:24:45 -0200 Thumb picture

    Agora eu quero Smash Bros. Ultimate ainda mais!

    Infelizmente dado ao horário eu não pude ver o The Game Awards ao vivo, mas assim que acordei fui correndo conferir os anúncios e entrar em euforia com esse aqui: o Joker, protagonista de Persona 5, será um dos personagens jogáveis em Smash Bros. Ultimate! Me pegou totalmente de calça arriada com essa aí Sakurai-san, well played!!

    Lembrando que ano passado o próprio Persona 5 foi celebrado no evento como "RPG do ano", mas outra possibilidade contagiante dessa chegada é de que -- independente de Joker já existir em Persona Q2, que é do 3DS -- Persona 5 pode chegar futuramente no Nintendo Switch. A relação da Nintendo x Atlus x SEGA é muito boa, fora que algo "similar" aconteceu uma vez que Cloud Strife também chegou em Smash Bros. no Wii U/3DS para então ter seu Final Fantasy VII (o original, não o remake) confirmado ao Switch. 

    Quem quiser assistir ao anúncio japonês, clica aqui.

    Stole my heart.

    [@jvhazuki]

    Persona 5

    Platform: Playstation 4
    712 Players
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      bakujirou · 12 months ago · 2 pontos

      puxa muito foda mesmo

  • 2018-11-12 05:25:29 -0200 Thumb picture

    "Don't Stop Smashing!"

    Quando Don't Stop Me Now do Queen cai como uma luva pro último trailer de Super Smash Bros. Ultimate. Como eu queria um Switch pra jogar isso!

    Super Smash Bros

    Platform: Nintendo Switch
    287 Players
    94 Check-ins

    8
  • vinicios_santana Vinicios Santana
    2018-08-08 20:20:43 -0300 Thumb picture

    Richter no Smash Bros, não estou sabendo lidar.

    Quem me conhece aqui do Alvanista, sabe do apreço que tenho por Castlevania, hoje fui pego de surpresa ao abrir o youtube e ver personagens do Castlevania junto à Logo do Smash Bros.

    Fui ver o Smash Direct e fiquei pasmo por 3 minutos.

    Richter é meu personagem de Castlevania favorito, que inspirou Arthur, personagem de meu quadrinho Hunter ( quem não conhece, dá uma olhada que ficou muito bacana.)

    Enfim, queria muito comprar um switch, mas na minha atual situação, com bebê e pagando carro, não teria como manter um video game.

    Sinto um misto de emoções que só pode ser explicado por um meme.

    Acredito que Amiibos serão lançados e como não existem actions figures do Richter, ficaria feliz em ter um amiibo do personagem.

    Houveram mais anúncios, mas este foi o mais impactante para mim.

    E vocês, o que estão achando de Super Smash Bros Ultimate?

    Super Smash Bros

    Platform: Nintendo Switch
    287 Players
    94 Check-ins

    38
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      thecriticgames · over 1 year ago · 2 pontos

      Eu não to jogando, vai demorar um século pra mim jogar, mais eu to muito feliz

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      manoelnsn · over 1 year ago · 2 pontos

      Basicamente tá cada vez mais sendo instabuy pra mim, hehe

      Eu surtei horrores com o Richter e o Simon, ainda mais eles com esse design clássicão dos 16 bits. Pois é, quando o desbloqueio do Switch ficar mais acessível vai valer mais a pena comprar um, ams por hora... Quando tiver passando aqui por Boa Esperança dá uma passadinha aqui em casa que a gente joga umas partidas, hehe

      1 reply
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      waterstill · over 1 year ago · 2 pontos

      Vai ter amiibo sim! :) Smash Bros. Ultimate parece estar sensacional! Vai ser o primeiro que irei comprar. Pra mim só poderia melhorar se dessem um jeito de incluir o Sora de Kingdom Hearts hehe

      1 reply
  • 2018-08-05 22:37:40 -0300 Thumb picture

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