• arthurluna_95 Arthur Luna
    2020-09-28 18:48:24 -0300 Thumb picture
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      jcelove · 1 day ago · 3 pontos

      Melhor podcast de humor retrogamer.XD

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      thiagobrugnolo · 1 day ago · 3 pontos

      Esse podcast não conhecia, vou dar uma olhada, ou melhor ouvida.

      6 replies
  • pedro_passarin Pedro Passarin
    2020-09-25 11:32:38 -0300 Thumb picture

    Por que as empresas de games estão "forçando" as mídias digitais?

    Medium 3829068 featured image

    Ao decorrer do tempo. várias mudanças acontecem a todo momento!

    Estamos em constante fases de evolução! E algo que certamente muitos já se deram conta, é que tudo está partindo para o lado mais digital. 

    Quem nasceu nos anos 90 ou 2000, vai se lembrar das locadoras de video games, com as prateleiras bem coloridas com os mais variados temas e artes dos gêneros de jogos.

    No entanto, essa lembrança está se tornando cada vez mais distante com o avanço das vendas de jogos digitais.

    Para fato de comparação, nos anos 90 era comum vermos fita cassete tocando músicas nos carros. Posteriormente os CDs tomaram conta das pochetes dos usuários e atualmente o grande sucesso é curtir um som através do aplicativo "Spotify", devido a praticidade de uso.

    É exatamente o mesmo rumo que os games estão tomando. E embora haja uma grande parcela de jogadores que prefiram ter seus jogos guardados na prateleira da estante, infelizmente a qualidade desses materiais estão vindo cada vez mais baixas.

    Enquanto até o final dos anos 2000 os games físicos vinham com manual, uma capa mais reforçada e encarte com impressão de alta qualidade, atualmente estamos indo na contramão. Abaixo, há uma foto que tirei de dois itens de minha coleção:

    Se pegarmos um jogo de Playstation 4 e analisarmos com cuidado, a capa é bem fraca. O encarte é de qualidade média. Não acompanha manual, vindo geralmente apenas um panfleto de propaganda. E a impressão do disco é relativamente baixa. Sendo que o jogo de Mega Drive, além de vir com uma capa mais reforçada e com qualidades maiores de impressão tanto no encarte como no cartucho, também acompanha manual e um poster oficial.

    Uma das justificativas das empresas sobre os jogos atuais não virem mais com manual, é que estão colaborando com o meio ambiente. E caso algum usuário queira ler, basta entrar no site oficial e baixá-lo pelo navegador do celular ou computador. Alguns games vem com o manual digital incluso dentro do próprio menu principal. 

    Mas a questão é, se as empresas tiveram essa "economia" na redução da qualidade dos jogos físicos em geral, por que o valor do produto só aumenta com o tempo?

    Na realidade, a estratégia é fazer com que o usuário que realmente queira algo com qualidade maior, compre as versões "Special Edition" ou até mesmo a "Collector"s Edition",  para aqueles mais exigentes com conteúdo exclusivo. 

    Porém, como foi mencionado anteriormente, as empresas de games estão apostando cada vez mais em produtos digitais, justamente por causa do lucro envolvido, além de não terem que se preocupar tanto com a logística das mídias físicas no futuro. Por esse motivo, muitos jogos comprados nas lojas virtuais possuem conteúdos bônus para quem adquirí-los. Compreende isso? 

    Recentemente, a Sony revelou dois modelos de Playstation 5 e seus respectivos preços. Temos a versão com leitor para jogos físicos e a totalmente digital. A diferença de preço é de 100 dólares de um pro outro. 

    Para efeito de comparação, o Xbox One S, de geração anterior, também possui essas duas versões, sendo que a diferença de preço de um para o outro era de 50 dólares. Ou seja, por que a Sony está cobrando 100 dólares a menos para quem adquirir a versão digital do PS5? 

    A verdade é que, as vendas de jogos digitais no Playstation 4 atingiram todas as expectativas da Sony, e é nisso que ela quer focar nessa nova geração. A tendência é que muito provavelmente, o "PS6" nem tenha mais a edição com leitor. 

    É claro que, sempre existirá o público mais conservador e que prefere ter seus jogos físicos na prateleira, mas pelo rumo que as empresas estão tomando, o futuro desses games está cada vez mais incerto. 

    Devo ressaltar que jogos digitais possui várias vantagens comparados aos jogos físicos, e vice-versa, mas o ponto desse artigo não é mostrar os prós e contras, mas sim a ESTRATÉGIA que as empresas de video games estão usando para conseguir faturar cada vez mais com o atual mercado, que não pára de crescer.

    Sonic the Hedgehog 2

    Platform: Genesis
    7175 Players
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      natnitro · 5 days ago · 4 pontos

      Essa digitalização dos jogos ainda traz outro benefício extra que é sabotar a venda de midia física, já que uma das vantagens ai é poder trocar com outra pessoa, pegar emprestado, etc, e ai quem compra um jogo em disco, se não gostar, pode revender depois e recuperar o valor pra comprar outro, já quem compra o digital, acaba ficando com o jogo preso eternamente naquela conta...

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      thiagoreis · 4 days ago · 4 pontos

      E se um dia a Microsoft ou a Sony deixar de produzir consoles e "falir", fechar servidores. (coisa difícil de acontecer, mas é uma hipótese)! O que acontece com todo o dinheiro que vc investiu nos jogos digitais ?? ... por isso ainda prefiro as mídias físicas, apesar de já estar praticamente comprando jogos somente em digital nos últimos anos...

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      arthurluna_95 · 5 days ago · 3 pontos

      Eu pessoalmente prefiro a versão física, pq gosto da sensação de ter o jogo em mãos.

  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-09-23 23:32:20 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Space Channel 5: Part 2

    Zerado dia 23/09/20

    Eis aí um jogo que sempre tive curiosidade em jogar: Space Channel 5! A Sega fazia (ou ainda faz) questão de empurrar a personagem principal da série em diversos jogos, como Sonic & Sega All-Stars Racing e até Project X Zone. Graças a isso conheço a personagem a muitos anos e sabia seu nome, mas o seu jogo mesmo eu não fazia ideia do que se tratava.

    O primeiro Space Channel 5 ficou apenas no Dreamcast e PS2 mas, para a minha surpresa, sua sequência, Part 2, foi lançada em diversas plataformas, incluindo PC. Descobri isso ao acaso e nem lembro como (provavelmente vendo os jogos em promoção na Steam). Como o jogo estava super barato, resolvi comprar e testar no meu notebook fraco, mesmo odiando pular a ordem de lançamento dos jogos.

    Abrindo o jogo, logo tive várias surpresas bem agradáveis. Primeiro que o jogo estava rodando 100% bem no meu notebook. Sei que é um título antigo, mas quando o assunto é PC pra mim, tudo pode acontecer.

    Em segundo lugar foi a nostalgia FORTE que bateu. Aquele visual, o estilo das músicas e o humor japonês. Ah, que saudade do Dreamcast! São jogos assim que me fazem amar tanto a indústria de videogame japonês.

    Em terceiro lugar, Space Channel 5: Part 2 é um jogo rítmico! Eu nem sei o que eu esperava, mas fez todo o sentido. Amo jogos musicais!

    Bastou uma rápida jogatina pra eu ficar super interessado pelo jogo e seu jeitão engraçado de contar uma história tão viajada e com muita dança.

    A personagem principal, Ulala, é basicamente a Deee-Lite japonesa, uma repórter muito bonita, sexy e carismática que ajuda as pessoas de forças alienígenas e grupos criminosos por onde passa (ou foi o que eu entendi). Há outros personagens humanos no jogo que são apresentados como rivais mas logo se juntam ao grupo dela e participam das próximas fases, sendo a maioria de outras mulheres, mas com destaque para um em específico: Space Michael!

    O Space Micheal é obviamente um tributo ao Michael Jackson, com todos os seus movimentos de dança e até voz! Depois de terminar o jogo fui dar uma pesquisada e descobri que não só o artista dublou o personagem como foi ele mesmo quem pediu para fazer parte do jogo depois de tê-lo conhecido e amado Space Channel 5!

    É muito legal ver personagens diferentes juntos dançando, cantando e tocando bateria, guitarra e teclado!

    Eu já tinha gostado muito da primeira fase da aventura e voltei um dia pra mostrar para um amigo via Parsec. Achei estranho que meu save estava zerado! Tinha pensado que o jogo salvaria sozinho mas aparentemente não. Procurei um jeito de salvar manualmente e não achei. Por fim, procurei na internet e falava que era só começar a próxima fase que salvava. Ok, talvez não tenha feito isso. Ah, foi só a primeira fase, 10 minutos de jogatina.

    Fomos então jogar o modo co-op da campanha que consiste em um jogador fazer os movimentos do lado esquerdo do controle apenas (d-pad) enquanto o outro fica responsável pelo lado direito (apenas 2 botões, Y e B no controle Nintendo). Adivinha só? Não funcionou. Testei de tudo e nada, mesmo local só na minha máquina. Port bugado...

    Voltei hoje pra zerar e mais uma vez nada no save. Joguei a primeira fase e saí do jogo por algum motivo durante a segunda. Quando voltei não havia save mais uma vez. Eu devo ter jogado essa primeira fase umas 5 vezes ou até mais e num nível que demora 10 minutos de dança, é um pouco enjoativo.

    O jogo em si tem um visual meio Bust-a-Groove mas com a jogabilidade mais próxima de Rhythm Heaven ou Simon Says/Genius e o senso de humor de Elite Beat Agents. O oponente faz uma sequência de comandos e fala: Up, Up, Down, agora você deve repetir a mesma sequência no tempo certo. É fácil.

    É fácil até as sequências ficarem maiores e o tempo da música começa a variar. Os comandos usam Up, Down, Left, Right no d-pad e CHU com B e HEY com Y (um seria para tirar nos inimigos e outro pra dar um "tiro do bem" em aliados aprisionados e trazê-los pro seu lado). Há ainda a possibilidade de segurar qualquer um desses comandos por um determinado tempo, como: Left, Right, Dooooooown, CHU!

    Cheguei a fracassar a primeira fase ao perder todos os meus corações no boss bem no final, mas logo peguei o jeito e foi mais tranquilo. Felizmente há um checkpoint entre as partes de cada cenário. Já a segunda fase aumentou bastante a dificuldade, enquanto a terceira e quarta foram mais fáceis (já devia estar acostumado).

    A quinta fase foi meu grande nêmesis. Mesmo fazendo certo em partes mais complexas e testando diferentes comandos, sempre dava errado e eu perdia vida! Do tempo que joguei Space Channel 5: Part 2, metade ou mais foi apenas nessa fase! Acabei minimizando a indo ver no Youtube os comandos e tempo que a pessoa fazia pois estavam meio confusos no jogo. Voltando ao jogo, ele estava todo bugado e acabei fechando e abrindo-o de volta só para descobrir que meu save, mais uma vez, não existia mais. Lá fui eu jogar tudo de novo e terminar o jogo de vez (passe da fase 5 na sorte).

    A fase 6, a última, me surpreendeu por mostrar que o jogo era mais curto do que eu imaginava, mas bem desafiador ainda assim. O replay fica por conta de tentar fazer 100% de acerto em todas as músicas e segredos, desbloquear mais roupas para a protagonista e um modo mais difícil das mesmas fases.

    Resumindo: Space Channel 5: Part 2 é um jogo divertido, daquele jeito japonês que tanto curto e que traz de volta não só a nostalgia do Dreamcast como de toda a cultura do final dos anos 90/início dos anos 2000 e o estilo que parecia tentar reviver os anos 60. É uma infelicidade não ter conhecido a série pelo primeiro jogo, que infelizmente não foi disponibilizado para PC. O jogo é uma ótima pedida para quem curte jogos rítmicos, apesar de ser um pouco difícil demais aqui e ali (curta duração = dificuldade maior para gerar replay das mesmas fases várias vezes) e ter seus problemas no port.

    De bom: visuais muito agradáveis (nenhuma screenshot dessas faz jus ao jogo). Músicas muito divertidas e que misturam diferentes ritmos e instrumentos. Não dá pra ficar ouvindo no Youtube por as "letras" são muito "Left, Right, Up, CHU" mas vi gente comentando que chega a por as músicas pra tocar e ficar acompanhando não só o ritmo como os movimentos dos comandos, haha. Carismático demais! Muitos personagens bacanas, incluindo o incrível Space Michael. Joguei o tempo quase todo com um sorriso na cara, coisa rara!

    De ruim: port do PC com problemas, incluindo não salvar e até questões de sincronização do áudio e comandos (vi vários relatos por aí). Não é super difícil, mas algumas fases parecem querer fazer de tudo para pelo menos tirar seu 100% de sucesso com mudanças de tempo e comandos complicados de memorizar. Últimas fases um pouco tensas. Multiplayer não funcionou comigo.

    No geral, recomendo demais não só para quem curte o gênero, mas também para quem gostar dos jogos da época. Que saudade! Estou curioso pelo primeiro, de preferência numa plataforma que funcione 100% e eu não precise jogar tudo de uma só vez. Bacana!

    Space Channel 5: Part 2

    Platform: PC
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      andre_andricopoulos · 7 days ago · 2 pontos

      Sempre quis jogar esse game maluco e dançante, na época que eu tinha DREAMCAST, mas nunca consegui...

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      jcelove · 6 days ago · 2 pontos

      Adoro os jogos da Ulala mas nunca zerei. Ele é curto mas bem difícil. mal consigo passar das fases porque vira um simon gigantesco e no PC realmente tem algum ag nos comandos em certos momentos que torna ainda mais dificil. to empacado na fase 5 a anos.

      3 replies
  • bazanella Marlon Bazanella
    2020-09-23 17:39:33 -0300 Thumb picture
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      danilodlaker · 7 days ago · 2 pontos

      ainda bem que fizeram isso, assim evita da galera reclamar depois kk

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      andre_andricopoulos · 7 days ago · 2 pontos

      É normal... caixistas sem jogos mas muitos estúdios...😂😂😂

      É tipo VASCO perder...todo mundo já está acostumado...

      5 replies
  • bazanella Marlon Bazanella
    2020-09-23 16:01:16 -0300 Thumb picture

    ATUALIZAÇÃO SOBRE O RUMOR MICROSOFT/SEGA

    A Microsoft se apresenta na ToKyo Game Show (TGS) no dia 23/09, mas vai abrir a pré-venda do Xbox Series X|S no Japão no dia 25/09, dia da apresentação da Sega. Apenas coincidência?

    E mais, vasculhando pela internet encontrei vários resquícios desses rumores, com início em maio desse ano, e eles são bem mais descritivos. Eles falam sobre a Sega lançar um novo console, mas que não seria exatamente um consoles deles, mas sim uma parceria com a Microsoft, uma espécie de "Sega Series X". Mas como assim?

    Para nós, brasileiros, é fácil fazer um paralelo. Lembram de como a Tectoy trabalhava para Sega aqui no Brasil? Então, algo um pouco semelhante, com a Sega trabalhando para a Microsoft lá no Japão. O que mercadologicamente parece fazer muito sentido, visto a importância do Japão para o mercado de games e a pouca adesão da marca Xbox por lá.

    Não estou cravando nenhum desses rumores, jamais vou trabalhar dessa forma aqui na página, apenas estou os apresentando.

    A possibilidade que muitos estão falando, da Microsoft adquirir a Sega, acho difícil (não impossível), mas imagino que no mínimo alguma coisa vai se desenrolar, nem que seja algo pequeno. E claro, sempre existe a possibilidade de só serem várias coincidências e rumores infundados. O bom é que descobriremos em breve.

    A Octagame trará os principais anúncios da Tokyo Game Show 2020, então curta a página e ative as notificações.

    Informações anteriormente publicadas:

    https://www.facebook.com/octagame8/posts/107907591071149

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      tassio · 7 days ago · 2 pontos

      Não precisa rolar aquisição, mas só em ter uma parceria forte, garantindo os jogos da SEGA e de seus estúdios no PC/X-Box eu já fico feliz.

  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-09-23 10:50:36 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Yakuza 3

    Zerado dia 23/09/20

    2020 tem sido um ano bizarro. Um ano rápido e pouco produtivo. Recentemente tenho feito algo que faço volta e meia: olhar no Alvanista o que estava zerando há 1 ou 2 anos atrás (ou mais). Mal dá pra acreditar que já faz mais de 1 ano que terminei Dark Souls! Meu deus!

    Neste ano tenho me focado em terminar pendências, até as mais obscuras esquecidas da minha vida, jogos que cheguei a jogar por um tempo e simplesmente deixei de lado e esqueci sem motivos nenhum e isso tem sido um pouco cansativo as vezes. Alguns jogos não envelheceram muito bem, outros são indies mal feitos e quase impossíveis de serem terminados, como um roguelike aí. Diante dessa fase, me bateu uma vontade absurda de jogar Yakuza! Eu precisava dar porrada e andar pelas cidades japonesas enquanto curtia um roteiro cinematográfico!

    Foi aí que eu vim checar no Alvanista quando foi que terminei Yakuza 2, meu mais recente. Início de Setembro do ano passado. Cara, nem dá pra acreditar nisso! Não sei se esse foi um daqueles jogos que me marcaram, mas se não fossem esses registros, eu acharia que faziam alguns meses. Pensando aqui em coisas que aconteceram depois desse período, Yakuza 2 parece ter sido bem depois!

    Agora indo uns anos para trás, lá pra 2014 ou sei lá. Esse foi o ano que terminei o primeiro Yakuza da série, no PS2. Tinha um amigo que sempre me falava desse jogo, mas o gosto dele era meio duvidoso e só de ter a temática japonesa ele diria que era bom. Fora que eu não conhecia a série e achava o nome meio genérico.

    Quando terminei o primeiro, achei muito bom (deve ter mencionado aqui no site que o zerei na época que escrevia apenas um breve parágrafo - dá até medo de ler). Pois bem, dei uma pesquisada na série e me surpreendi com quantos títulos a série tem! Yakuza, Yakuza 2, 3, 4, 5, 6, 0, Dead Souls, uns dois spin-offs de PSP, Judgment, Like a Dragon etc. Ufa!

    Foi aí que descobri que o terceiro jogo da franquia já era no PS3. Eu esperava um bocado deles no PS2, então isso meio que me surpreendeu (na verdade aparentemente a grande maioria deles é no PS3). Já em 2015-2017 eu estava comprando bastante jogo de PS3 usado e indo atrás de coisas que eu já deveria conhecer, como Fallout, e foi aí que eu percebi uma coisa: Yakuza 3 era impossível de ser encontrado!

    De repente esse jogo virou o meu foco. Eu estava sempre buscando por ele em tudo quanto era site, inclusive os grupos de usados de PS3 aqui do DF no Facebook e Mercado Livre, onde seus preços eram absurdamente altos. Yakuza 3 tinha se tornado um jogo raro e havia sido removido da PS Store há bastante tempo.

    Eu fiquei meio desmotivado em jogar o 2 (por isso houve um intervalo grande até voltar à série) sabendo que não poderia dar continuidade nos jogos e já tinha me convencido que Yakuza 3 seria provavelmente um caso para quando eu desbloqueasse meu PS3 no futuro, um futuro que ainda me parece um pouco distante com tantos jogos dele que ainda tenho comprados.

    Foi aí que um cara postou num dia aleatório um bocado de jogos usados e baratos num desses grupos e entre eles, estava Yakuza 3! R$30! Trinta como qualquer outro título antigo do console (na verdade quase qualquer jogo de PS3 deve estar nessa faixa hoje em dia por aqui). Corri e disse que o queria, apenas ele. Enquanto esperava a resposta eu rezava para que ninguém aparecesse querendo disputar o jogo ou comprar o lote todo. No final das contas, só eu mesmo sabia do valor do jogo e o rapaz até entregou no meu trabalho, onde verifiquei a integridade do produto e pude por na minha estante até hoje.

    Começando o jogo, é bacana ver como a Sega se importa com a continuidade dessa série. Até as telas de loading seguem o mesmo padrão, assim como a cinemática bacana de abertura e até as fontes e sons dos menus. Muito legal e até nostálgico.

    No menu principal eles mantiveram a opção de relembrar o enredo da série até então. Há um vídeo do primeiro Yakuza e outro do 2, ambos com as cinemáticas mais importantes e o protagonista explicando o que havia acontecido. Mesmo longos (e com eventuais pausas que o jogo faz e pergunta se queria continuar assistindo), eu vi tudinho pra ficar pronto pra aventura e refrescar minha memória. Fora que o enredo as vezes é meio confuso para mim com tantos nomes asiáticos, organizações e terminologias, então um resumo cai muito bem.

    Agora, começando a aventura, as coisas são meio diferentes...

    Como eu havia dito, há uma preocupação com a continuidade da série, então esse jogo não deve ser o seu ponto de entrada no universo Yakuza. Esse ponto deve ser o Yakuza original (ou Kiwami) ou talvez o 0 (zero), julgo eu. Pra ser sincero, talvez você nem devesse mais continuar lendo esse texto se não tiver jogado ao menos os dois primeiros jogos.

    Pois bem, a história se inicia com o protagonista Kiryu Kazuma vivendo numa casa de praia, com roupas de verão, nadando e curtindo a vida ensolarada num lugar paradisíaco. O quê?

    Acontece que esse lugar serve como orfanato onde o nosso querido herói cuida de cerca de 10 crianças sem pais, que o tratam como tio. Depois lembrei que no final do 2 ele havia mesmo prometido deixar a vida "criminosa" e criar um lugar para ajudar órfãos como ele.

    Depois o jogo meio que dá um pulo pra frente e mostra pessoas que acreditava não conhecer (não dava pra ter certeza com modelos diferentes e personagens mais velhos da geração PS2 para a geração PS3). Um cara toma um tiro, depois o Kiryu aparece no hospital falando um nome que não conhecia com personagens que nunca tinha visto. O quê diabos estava acontecendo?

    Depois o jogo volta pro tempo real e só fui perceber isso depois que esses personagens foram sendo apresentados. Nem sei pra quê eles fizeram isso de ver o futuro e ainda mostrar dois personagens que foram atacados como se fossem um. Super confuso.

    O jogo então começa com você cuidando do orfanato e vai apresentando cada uma das crianças. Com o tempo cada um deles vai ter algum problema na vida, como sofrer bullying na escola, sumiço do dinheiro da carteira dentro de casa, primeira paixão etc. É aí que o sábio Kiryu entra em ação, aconselha e tenta resolver os problemas conforme eles surgem e se desenvolvem em coisas maiores. Até então é tudo bem linear e serve mesmo para você conhecer cada um dos personagens e seus nomes.

    Um terço do jogo gira em torno só de fazer isso. Andar pela casa e pela praia, procurar criança desaparecida, andar como barata tonta até chegar à um determinado lugar que inicie uma cena. O jogo até aqui é bem forte no quesito exploração dos cenários, bem Shenmue. E, apesar de eu curtir a ideia (e Shenmue), eu não sei se é bem isso que eu quero quando eu ponho um jogo da série Yakuza no meu videogame.

    Apesar do ritmo lento, você vai conhecendo novos personagens aqui e ali e até chegar na primeira reviravolta: querem acabar com o orfanato. Pois é, o jogo foi de "grandes grupos criminosos de diferentes lugares e porradaria" para um problema da vida adulta de um cara bem específico.

    Apesar dos apesares, o jogo ainda estava me prendendo. Eu sabia que as coisas iriam melhorar. Ainda estou surpreso em como Yakuza 3 ainda me faz sentir jogando Yakuza, mesmo fazendo coisas bem diferentes e mesmo com a transição para o Playstation 3, que foi 99% muito bem sucedida. Quer dizer, você olha para essas imagens, caso conheça os personagens, e sabe na hora de quem se tratam, mas se você for ver mesmo o Kiryu de PS2, são modelos bem diferentes.

    Depois dos vários primeiros capítulos na praia e na nova cidade próxima, você finalmente chega a voltar pro mapa clássico, Kamurocho. Quem já conhece a série vai se sentir em casa e ver como a cidade ficou linda! O recurso de rotacionar a câmera estilo GTA foi finalmente introduzido e você poderá curtir o distrito por vários horários do dia e perspectivas, inclusive perceber outros bairros do outro lado da rua, coisa que a câmera automática no PS2 não deixava. A sensação de grandiosidade dos lugares é bem bacana.

    E falando em bacana, os cenários são incrivelmente imersivos e bem detalhados. Muito bem detalhados! Você entra no beco e há tanto pra ver. Fora as muitas lojas e pessoas andando e fazendo alguma coisa. Acho que tenho muita facilidade em imersão em jogos assim e fico DOIDO pra conhecer lugares desse tipo!

    Esse segundo terço do jogo é bem mais Yakuza como conhecemos. Aqui você volta a usar a roupa clássica, dar muito mais porrada na rua e fazer tudo como antes. É aqui que o jogo também começa a ser mais pela parte da noite, com as luzes das placas dos comércios e afins, muito bacana. 

    Por outro lado toda a parte do orfanato começou a parecer inútil, como se fossem dois jogos completamente diferentes. Parecia até que eu não veria mais a criançada até o zeramento do jogo. Bom, eu curti a parte inicial da aventura, mas agora eu realmente estava viciado no jogo e devorando cada capítulo! Acho que cheguei a um ponto que posso dizer que essa série se tornou uma das minhas prediletas, o que jamais imaginei que aconteceria.

    Até então, Yakuza 3 vai ter tanta coisa a oferecer que...meu deus! Quer dizer, você pode focar nas 16-17 horas de campanha como eu ou fazer as muitas sidequests e minigames. Jogar golf, jogar baseball, dardos, sinuca, pegar mulheres nos clubes, caçar objetos para serem fotografados, caçar as muitas chaves de armários de dois mapas, karaokê, luta livre ou mesmo sair por aí fazendo o que quiser e tentar chegar ao nível máximo de todas as habilidades.

    Resumindo: Yakuza 3, apesar dos apesares, é um ótimo jogo. Feito com um público alvo mais adulto em mente, a série continua a balancear muito bem as partes mais sérias com um humor bacana, sem qualquer elemento hollywoodiano. Para quem segue a série, obviamente é um jogo para não deixar passar.

    De bom: visuais muito bacanas e cenas muito bem dirigidas. Dublagem nota 10. Combate muito divertido, como sempre. Imersivo a ponto de querer fazer você estar lá dentro! A transição para um console HD aconteceu muito bem, apesar de pouquíssimos personagens terem ficado meio esquisitos. As texturas no jogo, muitas vezes, são muito bonitas, como vidros, madeira e até os cabelos do personagem Rikiya. Muito conteúdo para ser explorado. Novos personagens muito bacanas.

    De ruim: as primeiras horas são lentas. A história em si eu achei meio fora da linha da série, quase um spin-off, já que é um problema meio pessoal e que se estende pelo jogo todo e se não fossem vários detalhes e novos personagens, a sensação é que daria pra pular o jogo e ir pro próximo. Achei as cinemáticas um pouco dramáticas demais, quase como uma novela mexicana muitas vezes. No início do jogo todo o drama com os problemas das crianças que o Kazuma tem que oferecer, ok, mas depois, no final, os personagens ficam gritando os nomes das pessoas quando apanham ou simplesmente aparecem em cena. É sério, ficou bem novela mesmo. A capa do jogo físico é feiosa (que nema  primeira imagem do post).

    No geral, curti o jogo pra caramba e seu lado diferente o deu mais identidade (estava com um pouco de medo da série ser sempre a mesma coisa). Fiquei louco pra ir logo pra 4 e quem sabe em breve eu não faça isso? Ainda mais depois que um dos personagens que mais curti não tenha dado a certeza de ter morrido! Um detalhe engraçado é que o jogo só era jogável em PS3 até sair esses remasters do 3, 4 e 5 agora e a galera que saiu dos Kiwami para o 3 tem o achado feio. Que gente fresca!

    Yakuza 3

    Platform: Playstation 3
    378 Players
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      hyuga · 7 days ago · 2 pontos

      joguei o 4 no começo do ano e gostei demais dele (já tinha jogado o 1 no ps2 depois pulei pro 4) o jogo é bem legal

      2 replies
  • pedro_passarin Pedro Passarin
    2020-09-17 12:05:02 -0300 Thumb picture

    Por que as empresas estão apostando na Nostalgia??

    Medium 3827400 featured image

    Não é de hoje que as empresas no ramo de games estão investindo pesado em marketing e produtos que reforçam as nossas lembranças.

    E isso não acontece somente nos games, mas também em quase tudo que envolvem lazer e entretenimento.

    Provavelmente, em meio a isso, muitos se questionam o motivo de tanto focarem nesse ponto, na atualidade.

    E uma resposta breve e direta para essa estratégia se chama "Nostalgia".

    Essa palavra está sendo tão utilizada atualmente, que estamos até acostumados de vê-la em vários sites e redes sociais pela internet.

    Porém, por que esse sentimento está sendo tão explorado?

    Segundo os especialistas na área de psicologia, a nostalgia é um dos sentimentos mais fortes do ser humano, pois ela resgata as mesmas sensações que tivemos há muitos anos atrás!

    Um exemplo disso é quando ouvimos uma música que fez parte de nosso passado. A música em si óbviamente não mudou, mas a melodia dela gravou algum momento bom da sua vida, dentro da mente.

    Com isso, lembrar de tempos melhores cria sensações positivas que ajudam a romper o aspecto negativo da solidão e tristeza. Mais do que isso, esse sentimento nos ajudam a aumentar a auto-estima e nos tornarmos mais vivos!

    Resumidamente, a indústria percebeu que, quando um produto mexe com os sentimentos do consumidor, automaticamente acaba sendo comprado, não se importando tanto com o valor!

    Para efeitos de comparação, nunca se viu tanto "remaster" e "remake" feitos de games, como são vistos nos dias atuais. 

    E aproveitando o assunto, a Nintendo lançou a coletânea "Super Mario 3D All Stars". Pra quem não sabe, este game bateu recordes de pré-vendas nas varejistas. Porém, muitos se questionam o motivo de uma coletânea de games antigos estar sendo comprada como água.

    A verdade é que, este game tem o público-alvo específico, que são as pessoas que já jogaram e querem reviver as emoções desses clássicos, assim como também os jogadores mais novos, que terão a oportunidade de apreciar pela primeira vez essas sensações! 

    E cá entre nós... Quem nunca jogou por várias e várias vezes um game, por ter gostado tanto dele? Pois é, agora imagina poder reviver tudo isso vários anos depois... 

    Nostalgia é isso. É o cantinho na sua mente que foi guardado com carinho, e que ao sentí-lo novamente, te faz voltar no tempo.

    E nada mais satisfatório que sentir essa coisa boa em meio de tantos problemas e dificuldades que vivemos ao decorrer do dia-a-dia.

    Super Mario 3D All-Stars

    Platform: Nintendo Switch
    12 Players
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      sophos · 13 days ago · 3 pontos

      acho q por causa da idade. os consumidores que jogaram snes tem hoje por volta de 30 a 40 anos. É uma idade de forte nostalgia. Isso não era tão importante nos anos 90 e 2000 qdo os nostalgicos eram ataristas

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      hyuga · 13 days ago · 3 pontos

      vou ler depois

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      artigos · 13 days ago · 2 pontos

      Parabéns! Seu artigo virou destaque!

      1 reply
  • arthurluna_95 Arthur Luna
    2020-09-15 14:56:31 -0300 Thumb picture
  • luchta Ewerton Ribeiro
    2020-09-13 14:32:43 -0300 Thumb picture

    Arcades antigos da SEGA - Parte 2: Lógica Discreta

    É bom um youtuber brasileiro falando da história da SEGA antes dela produzir seus jogos clássicos, quando ela fazia jogos com de fliperama com sistemas mecânicos ou circuitos lógicos, em um tempo em que nem sonhávamos em jogar vídeo games como são hoje em dia, que são produzidos através de programação. E obviamente sistemas assim não podem ser emulados, e é extremamente raro achar maquinas funcionais para se jogar, e até mesmo vídeos na internet de muitas delas. É um pedaço da história que deve ser preservado.

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      santz · 16 days ago · 1 ponto

      Opa, deveras interessante. Vou dar uma olhada hoje mesmo no canal. É raro demais ver canal brasileiro falando sobre história dos videogames pegando jogos tão velhos assim. Achei que eu fosse o único (olha a presunção XD).

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  • pedro_passarin Pedro Passarin
    2020-09-10 10:07:16 -0300 Thumb picture

    Você sabia!? Sonic Heroes foi desenvolvido em apenas 20 meses!

    Medium 734779 3309110367

    Se tem um game que fez parte da vida de muitos jogadores de vídeo games é o "Sonic Heroes" ! 

    Quem teve um Playstation 2, GameCube,  Xbox clássico e PC,  certamente já teve a experiência de provar o quão grandioso foi essa aventura sônica. 

    Mas o que poucos sabem, é que o então  diretor da época, Takashi Iizuka, emagreceu 10 quilos, sofreu de insônia e teve que desenvolver o game junto de 19 colaboradores da Sonic Team em 20 meses! 

    O chefe da Sonic Team, Yuji Naka, na época tinha que administrar os outros projetos, como Sonic Advance 3, Sonic Battle, Billy Hatcher and the Giant Egg, entre outros... Portanto, a maior responsabilidade ficou por parte do Iizuka. 

    A responsabilidade era tão  grande, que por ser o primeiro game multiplataforma da franquia, não poderia ser simplesmente uma continuação do Sonic Adventure 2, e sim, um jogo que conseguisse misturar elementos dos Jogos clássicos e também dos Adventure's.

    Devido a isso, a engine utilizada no Dreamcast não poderia ser utilizada, justamente pela diferença de hardware dos consoles da Sony, Nintendo e Microsoft. Nisso, a Sega fez um acordo com a Criterion Software, para poder utilizar a engine gráfica Renderware (mesma engine utilizada em games como Burnout Takedown, Black, etc...) 

    Com isso, poderiam produzir o jogo base e fazer ports para as demais plataformas sem muitas diferenças. 

    O jogo foi totalmente projetado para que não só os fãs pudessem se familiarizar com a jogabilidade, mas também os novatos. Por isso, temos a jogabilidade em equipes, valorizando o raciocínio rápido e usar a habilidade de cada personagem para os desafios que existem nas fases. 

    Outro ponto interessante, é que Iizuka e Naka decidiram não incluir conteúdo exclusivo para cada console,  para que todos os jogadores pudessem ter a mesma experiência,  independentemente da plataforma utilizada. 

    Há várias outras grandes curiosidades sobre o desenvolvimento do Sonic Heroes... Mas essa é uma história que deixarei para o próximo post! 

    E você? Já jogou este game? Tem alguma lembrança boa sobre ele? Deixe seu comentário! 

    Até a próxima! 

    Sonic Heroes

    Platform: Gamecube
    339 Players
    3 Check-ins

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      fonsaca · 20 days ago · 2 pontos

      E olha que eu gostei dele. Imagine se tivesse sido melhor acabado/feito com mais calma? Hahahhaa!

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      romline5 · 20 days ago · 2 pontos

      A Sega sempre foi uma empresa que cria games feito água.

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      thekassian · 14 days ago · 2 pontos

      da pra perceber q foi as pressas, mas ainda é razoavelmente bom(talvez seja nostalgia)

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