• alexandrebastoscr Alexandre Bastos - Colecionador Retrôgamer
    2018-07-24 08:17:46 -0300 Thumb picture
  • demolidorjt Felipe Costa
    2017-11-30 12:12:42 -0200 Thumb picture

    Minha paixão por musica antiga vem de games

    Medium 3570313 featured image

    Fala galera, beleza?

    Essa semana me perguntaram porque a maioria das musicas que escuto foram feitas antes de eu nascer, e ai percebi que é por causa dos games, principalmente GTA San Andreas e Guittar Hero


    Pensando nisso, eu decidi trazer aqui algumas músicas que conheci nos games e que escuto até hoje.

    A minha rádio favorita em San Andreas era a KDST, que tocava classic rock e aqui vem algumas músicas que escutava:

    (as musicas possuem loucução do radialista do game para trazer nostalgia)

    Creedence Clearwater Revival - Green River

    America - A Horse With No Name

    Heart - Barracuda

    Além de GTA essa musica também aparace em Guittar Hero 3

    Curiosidade: A voz do locutor da rádio é de Axl Rose, vocalista da bando Guns n' roses 


    Shout At The Devil (GHII Version)

    Mother (GH II Version)

    Eai, quais musicas você aprendeu a gostar com games?

    Gostou? As vezes eu escrevo no @joystickterrivel


    Grand Theft Auto: San Andreas

    Platform: PC
    20263 Players
    172 Check-ins

    35
    • Micro picture
      slashgoodboy · over 1 year ago · 3 pontos
      1 reply
    • Micro picture
      _gustavo · over 1 year ago · 3 pontos

      O Punk e HC que eu ouço até hoje foi basicamente por causa do Tony Hawk's Pro Skater e dos jogos da época como dave mirra, trasher, gring session e etc, e do meu contato com o esporte, depois de conhecer por lá q eu fui atrás de outras bandas. Também gosto muito de Classic Rock é basicamente o som que eu mais escuto depois do Punk/HC, adoro Boston, Kansas, Rush, Lynyrd Skynyrd e etc

    • Micro picture
      pauloaquino · over 1 year ago · 2 pontos

      Eu tenho no celular essa "A Horse with no Name". O doido dela é que você ouve, pensa é um tom qualquer, e é outro.

      Uma outra questão: as letras. Não sei, mas músicas mais antigas parece que tinham letras melhores. As músicas de agora? É só ver as letras das músicas que "bombam" na FM e nas malditas paradas de sucesso. O máximo que elas dizem é "eu sou um milhão de vezes melhor que você é todos os outros".

      3 replies
  • realgex Gilmar Dorigon
    2017-07-13 22:46:26 -0300 Thumb picture

    Dia do Rock, mas a trilha desse jogo...

    Se alguém viveu nessa época, olha, dá até um aperto no coração de escutar essas músicas hoje em dia...

    As duas primeiras músicas refletem bem o que é jogar videogame.

    E boa noite pra todos !

    Ah, quer um remix, tome então:

    Top Gear

    Platform: SNES
    13792 Players
    72 Check-ins

    18
  • gabizerah Gabriela Parisi Ramos
    2017-07-13 16:32:09 -0300 Thumb picture

    Dia Mundial do Rock - Trilhas Sonoras dos Games

    Acredito que nunca tenha conhecido alguém que literalmente não gostasse de música. Sei que até existem, mas, particularmente, nunca conheci. E hoje, dia 13 de julho, comemora-se o Dia Mundial do Rock, pois há exatamente 31 anos houve o Live Aid, evento filantrópico que se deu simultaneamente em Londres, no Reino Unido, e Filadélfia, nos EUA, além de Austrália, Rússia e Japão (li em algum lugar que, na verdade, a data só é comemorada neste dia aqui no Brasil, mas não vou entrar nisso).

    Pensando nisso, resolvi escrever um texto especial com o melhor (ou o pior, vai do seu gosto haha) do rock presente nos games. Lembrando que são apenas algumas opções que mais gosto, pois dentro destes mesmos games citados tem muuuuita opção boa. E diga suas músicas favoritas nos comentários! Ah, e aumente o som \,,/.

    Rise Against - Like The Angel (Tony Hawk's Underground)

    Bad Religion - Anxiety (Forza Horizon 3)

    Iron Maiden - 2 Minutes to Midnight (GTA Vice City)

    Rage Against the Machine - Guerilla Radio (Tony Hawk's Pro Skater 2)

    Queen - Radio Ga Ga (GTA V)

    Deep Purple - Highway Star (Rock & Roll Racing)

    Survivor - Eye Of The Tiger (Rayman Legends - versão especial)

    Dragonforce - Through The Fire and The Flames (Guitar Hero 3)

    The Beatles - Something (The Beatles: Rock Band)

    Foo Fighters - My Hero (Gran Turismo 2)

    Que músicas você acrescentaria? Quais tiraria da lista e por qual trocaria?

    10
    • Micro picture
      darlanfagundes · about 2 years ago · 2 pontos

      Isso tem que começar em algum lugar!
      Isso tem que começar uma hora!
      Que lugar melhor do que aqui!
      Que tempo melhor que agora!

      Todo inferno não pode nos parar!
      Todo inferno não pode nos parar!
      Todo inferno não pode nos parar!
      Todo inferno não pode nos parar!
      Todo inferno não pode nos parar!
      Todo inferno não pode nos parar!

      All hell, can't stop us now!

      1 reply
  • caramatur Rodrigo Campos
    2017-07-13 10:01:46 -0300 Thumb picture

    Hoje é dia de ROCK, bebê, mas também é...

    O dia do meu ANIVERSÁRIO! XD

    Uma excelente combinação, principalmente para um cara que curte rock como eu curto! =D

    Melhor que isso, só se fosse feriado nacional, huahuahua.

    Aproveito e mando uma homenagem a um monstro do grunge que nos deixou esse ano:

    Lembrem-se, tudo o que podemos fazer é sermos nós mesmos, sempre... 

    Party Hard

    Platform: PC
    67 Players
    12 Check-ins

    36
  • hard_frolics David Waters
    2017-05-16 12:37:23 -0300 Thumb picture

    Esse cara é foda!

    Na moral, um cara me indicou no grupo do Fenix Down no facebook e foi uma das paradas mais massa que conheci esse ano!
    Esse malandro, o Krzysztof Słowikowski refaz em versões com uma guitarra mais forte todas as faixas dos MegaMan conforme vai jogando! Isso é foda!

    Saem uns rockzão pesado, uns metalzão muito loko! Pra quem curte, vale a pena dar um confere!

    Mega Man X2

    Platform: SNES
    5095 Players
    95 Check-ins

    13
  • 2017-04-22 14:02:40 -0300 Thumb picture
    Post by headshotgamer: <p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=L2XaMqa

    Relembrando

    Rock 'n Roll Racing

    Platform: SNES
    4749 Players
    50 Check-ins

    0
  • 2017-02-14 16:04:22 -0200 Thumb picture

    [Biografia Musical] #3 - Cream

    Antes de começar, você que acompanhou os posts que eu fazia no meu perfil pessoal sabe que eu já falei dessa banda, mas como muito tempo passou desde então, achei justo fazer um post mais completo aqui na persona. Enjoy!

                                            --------------------//----------------

    Então a biografia musical de hoje é dessa banda considerada a pioneira nos formatos de supergrupo  e power trio, formada pela "nata" (crème de la crème) dos músicos da época: Cream.

    Para analisar a origem dessa banda, primeiramente vamos ver um pouco de cada um de seus membros: Jack Bruce, Ginger Baker e Eric Clapton.

    A começar pelo mais famoso deles, a primeira grande banda do guitarrista Clapton foi os Yardbirds, a qual acabou saindo antes da banda começar a fazer sucesso (essa inclusive teve nomes como Jeff Beck e Jimmy Page em formações posteriores). Após os Yardbirds, foi tocar com John Mayall’s and the Bluesbreakers, ficando bem famoso na cena inglesa e sendo até chamado de "deus da guitarra".

    Enquanto isso, Baker e Bruce tocavam juntos no Graham Bond Organization, uma banda mais importante na cena local, mas que já mostrava o alto nível técnico de ambos músicos. Principalmente de Baker, que tinha uma grande influência de jazz, e era considerado um dos melhores bateristas da época.

    Jack Bruce conhece Clapton ao tocar por um curto período com os Bluesbreakers. Entretanto, foi Ginger Baker quem teve a ideia inicial de fazer uma banda com Clapton, que decidiu convidar seu amigo Bruce para ser baixista e vocalista principal. Mas logo de início os problemas começam, pois Ginger, apesar de já ter tocado com Bruce, tinha sérios problemas com o cara. Os dois viviam brigando e quase não aceitaram o fato de estarem juntos novamente em uma nova banda.

    No começo, Clapton tinha a ideia de fazer um quarteto ao invés de um trio, com Steve Winwood nos teclados, fator que daria mais espaço e segurança para ele solar com a guitarra, e também poderia ajudar a equilibrar o clima de tensão entre os outros dois membros. Entretanto essa parceria não deu certo, e Clapton só foi conseguir tocar com Steve anos depois em outro projeto, o Blind Faith.

    Voltando ao Cream, como os três eram membros de outras bandas naquele momento, começaram a ensaiar em segredo. Isso até Baker contar sobre o projeto em uma entrevista e a banda acabar tendo que começar a fazer shows em julho de 1966, antes mesmo do lançamento do primeiro álbum. 

    (A banda mal havia começado, e Bruce já tinha chamado Baker para a briga por causa desse deslize. E quando eu digo que eles brigavam, era na porrada mesmo. Enfim, voltando.)

    Logo de cara, já se destacam pelo som diferente que faziam, uma mistura de influências do rock blues, com uma pitada de jazz e psicodelia. Com um curto repertório em mãos, a banda é obrigada a fazer longas versões das músicas para prolongar o show, popularizando as hoje conhecidas como 'jam sessions'. Esses podem ser considerados os dois principais fatores musicais que a banda deixou como influência para o mundo.

    Em dezembro de 1966, eles finalmente lançam seu primeiro álbum: Fresh Cream.

    O álbum, apesar de não ter nenhuma composição de Clapton e vários covers de blues, consegue chegar ao Top 10 das paradas britânicas. Algumas músicas interessantes para se citar são: a balada 'Dreaming', 'I'm So Glad' que é uma ótima música apesar da letra simples, e 'Toad' que foi uma das primeiras músicas de estúdio a ter um solo de bateria.

    Mas o destaque mesmo fica com 'I Feel Free', composta por Jack Bruce, pode ser considerada a principal faixa do disco. Com suas harmonias vocais e uma sonoridade única, encaixou e foi abraçada pelo movimento hippie que estava em seu auge.

    Com isso, a banda que no primeiro álbum era mais voltada ao blues, começa a cair para o psicodélico, fato que fica bem expressivo no próximo álbum. Aliás, o lançamento deste segundo disco chegou a ser adiado para que a capa fosse refeita, inserindo uma nova arte multicolorida que desse uma imagem para a banda que a conectasse ainda mais ao som psicodélico.

    Assim, em 2 de novembro de 1967, é lançado Disraeli Gears, um álbum que eu particularmente considero perfeito do início ao fim. (E que eu até faria um faixa a faixa aqui, mas vamos deixar isso para a "sessão álbuns")

    Gravado nos EUA, o disco atinge o Top 5 das paradas, e a banda faz uma turnê no país para sua divulgação, onde toca em estádios com longas jams para que o show alcançasse duas horas de duração.

    Nesse álbum tem simplesmente o maior hit da banda, e um dos maiores riffs de guitarra da história, 'Sunshine of your Love'. (Saudades Guitar Hero)

    Outros destaques desse álbum, na minha opinião, são: Strange Brew, World of Pain, Dance The Night Away, Tales Of Brave Ulysses, SWLABR e Take It Back, que era uma clara crítica à Guerra do Vietnã, mostrando mais uma vez a ligação da banda com a contracultura e com os EUA.

    No ano seguinte, em 1968, eles já eram comparados às grandes bandas da época, como The Who e Beatles. Lançam então, em agosto daquele ano, seu terceiro álbum Wheels of Fire, um disco duplo que foi gravado metade em estúdio e metade ao vivo.

    Sendo um álbum ainda mais experimental, acabou passando mais baixo no radar da crítica comparado aos anteriores, e possui várias músicas menos lembradas como 'Sitting On Top Of The World' 'Deserted Cities of the Heart'.

    Mas isso não significa que ele não tenha feito sucesso, já que tem duas músicas que se tornaram grandes: White Room, uma das minhas favoritas, e um cover do lendário Robert Johnson, em 'Crossroads'.

    Para divulgar o álbum, a banda faz uma turnê de 5 meses, e os problemas começam a se agravar. Um dos principais e mais curiosos fatores era a competição entre Baker e Bruce no estilo "quem toca mais alto", com Bruce adquirindo uma enorme parede de amplificadores, só com a intenção de irritar o baterista.

    Todo esse clima de brigas e "infantilidade", acaba sendo um dos fatores que fazem Clapton começar a perder interesse pela banda. Outro ponto foi o surgimento da The Band e do estilo 'Americana', que começou uma nova onda musical para além do blues. Sem falar do fato que, em 1968, Clapton é convidado para tocar com os Beatles no White Album, e lá se torna um amigo próximo de George Harrison que futuramente o convidaria para outras parcerias.

    Com dois membros que não se suportam, e um terceiro membro sem ânimo para intermediar, a banda decide lançar fazer uma última turnê e encerrar as atividades.

    Os últimos dois shows, feitos no Royal Albert Hall, foram gravados e mostram uma banda cansada, desgastada e sem ânimo para tocar. (É só olhar a cara do Jack no começo do vídeo para ter uma ideia)

    Os shows dessa turnê, inclusive, têm entre as bandas de abertura o Deep Purple, Taste e Yes, todas no início de carreira, e que receberam influências do Cream mesmo seguindo vertentes diferentes.

    Em 1969, já após o término da banda, é lançado o último álbum com nome e capa bem irônicos: Goodbye.

    Com apenas 30 minutos de duração, três versões ao vivo de músicas previamente lançadas e três inéditas, o álbum foi mais feito por pressão da gravadora do que por vontade da banda.

    A partir daí, cada um segue o seu caminho, com Eric e Ginger ainda chegando a tocar juntos no Blind Faith, mas que logo após sua curta duração, separou os três músicos definitivamente...

                                           --------------------//------------------

    Isso até 2005, quando eles fizeram quatro shows de reunião na casa em que haviam se despedido, Royal Albert Hall, lançando um disco ao vivo e um dvd compilando as quatro noites.

    Poderia ser um sinal de uma volta, mas foi só uma semana para ficar para história. Atualmente, com o falecimento de Jack Bruce em 2014 e Ginger com a saúde bem debilitada, pode se considerar a história do Cream encerrada.

                                                --------------------//----------------

    Então é isso.

    Apesar da curta duração de pouco mais de dois anos, o Cream foi uma banda muito importante como um power trio e jam band. Influenciou e foi influenciada pelo jazz, blues, psicodélico e até progressivo.

    Após ela, o guitarrista Eric Clapton se aventurou em diversos outros projetos como o já citado Blind Faith, o Derek and the Dominoes, além de sua extensa carreira solo. Assim, entre todas essas, qual fase do Clapton é a sua favorita?

    Abraços.

    20
    • Micro picture
      igor_park · over 2 years ago · 2 pontos

      O riff de sunshine of love não sai da cabeça e foi criado no baixo essa música

      5 replies
    • Micro picture
      onai_onai · over 2 years ago · 2 pontos

      Não sei bem qual fase do Eric Clapton foi a melhor pois nunca escutei a discografia dele. Mas tem uma música dele que acho muito foda, e é uma das melhores que ouvi na vida: Layla. Escutei ela pela primeira vez no filme Os Bons Companheiros, outro filme doideira. Eis a música, mas na certa você deve conhecer: https://www.youtube.com/watch?v=3n92zksrhbc

      1 reply
  • 2017-02-09 19:39:04 -0200 Thumb picture

    [Álbuns] #4 - Houses Of The Holy (Led Zeppelin)

    E o disco de hoje é o meu favorito da maior banda de rock n' roll de todos os tempos, Led Zeppelin com seu 5º álbum de estúdio, Houses of the Holy (o primeiro sem numeração rsrs).

    Desde seu lançamento o álbum foi certificado pela RIAA, nos Estados Unidos, como 11 Discos de Platina, por ter vendido uma quantidade superior a 11 milhões de cópias. Também foi classificado em 148° lugar na lista dos 500 melhores álbuns da revista Rolling Stone.

                                                     ----------------------//------------------

    Ficha Técnica

    Lançamento: 28 de março de 1973

    Gravação: Janeiro a Agosto de 1972

    Gênero: Hard Rock, Blues Rock, Folk Rock e Rock Progressivo

    Duração: 40:58

    Gravadora: Atlantic Records

    Produtor: Jimmy Page

                                             ------------------------//------------------

    História

    O álbum foi gravado em vários lugares diferentes, sendo boa parte dele em uma antiga propriedade rural de Mick Jagger em Berkshre, utilizando o estúdio móvel dos Rolling Stones.

    Este foi o último álbum do Led Zeppelin lançado pela gravadora Atlantic Records antes de formarem sua própria gravadora, Swan Song Records, em 1974. Foi também o único álbum da banda a conter todas as letras completas impressas no encarte.

    Musicalmente falando, ele representa um ponto de virada para o Led Zeppelin, onde começaram a usar mais camadas e técnicas de produção para gravar suas canções, além de mais experimentações em diferentes estilos.

    Foi também durante a turnê desse disco que o Led gravou seu famoso álbum ao vivo e filme, The Song Remains The Same.

                                               ------------------------//-----------------

    Capa

    A capa do álbum foi inspirada no final do livro "Childhood's End" de Arthur C. Clarke, e combina várias fotos tiradas na "Calçada dos Gigantes" na Irlanda do Norte.

    A capa foi criada pelo grupo de designers Hipgnosis, famoso por criar várias capas de rock excêntricas como boa parte das do Pink Floyd, várias do Genesis, UFO, ELO e do próprio Zeppelin.

                                                ---------------------//---------------------

    Músicas

    E se tratando de provavelmente o álbum mais variado da banda, cada faixa merece uma atenção especial.

    1. The Song Remains The Same (5:29)

    "Any little song that you know / Everything that's small has to grow"

    E já começando com o "épico" do disco, uma porrada hard rock com elementos de progressivo, com um ritmo acelerado que diminui nas partes cantadas e depois volta. Com destaque para o solo do Jimmy Page próximo dos três minutos que é sensacional.

    A versão que coloquei primeiro é do famoso filme/show, de 1976, que recebeu o mesmo nome da música. Mas recomendo muito escutarem a versão de estúdio depois, que tem bem mais camadas instrumentais, incluindo duas linhas de guitarra e uma linha baixo sensacional.

    2. The Rain Song (7:39)

    "This is the springtime of my loving / The second season I am to know / You are the sunlight in my growing / So little warmth I've felt before"

    E depois dessa porrada, o disco vai para simplesmente UMA DAS COISAS MAIS LINDAS QUE EU JÁ OUVI EM TODA MINHA VIDA. Desde a introdução calma no violão, os vocais suaves do Robert Plant, ao solo onde a música explode com vários instrumentos de corda, todo o arranjo, essa música é simplesmente perfeita

    Uma outra versão excelente dessa música foi feita, acústica, em 1994 por Page e Plant.

    Toda vez que escuto me pergunto: Como esses caras, que na época estavam no auge do "sexo, drogas e rock n' roll", conseguiram fazer algo tão lindo?

    Enfim, continuando.

    3. Over The Hills And Far Away (4:51)

    "Many is a word that only leaves you guessing / Guessing about a thing / You really ought to know"

    Mais uma música com mais de um "momento", começando acústica com uma pegada bem folk e antes da metade partindo para aquele hard rock bem estilo Zeppelin.

    4. The Crunge (3:18)

    "Tell me baby what you want me to do! / You want me to love you, love some other man too? / Ain't gonna call me Mr. pitiful, no!"

    Quase que uma peça de disco music, uma música bem atípica com um compasso esquisito, uma guitarra 'funkeada', um baixo comandando a música, e outros instrumentos, que não consegui identificar na verdade, mas que criam um efeito curioso. Se não fosse a voz do Plant talvez nem daria para dizer que é uma música do Led Zeppelin.

    Parece uma música totalmente fora de contexto mas que, na minha opinião, funciona bem nesse álbum. Se estivesse em qualquer um dos anteriores provavelmente não daria certo.

    5. Dancing Days (3:43)

    "I said it's alright, you know it's alright/ I guess it's all in my heart"

    Apesar do nome, e diferentemente da anterior, essa música não tem nada de 'dance' e que, não, não tem nada a ver com aquela novela brasileira dos anos 80 hahaha

    Pode-se dizer que é até uma música meio repetitiva, principalmente comparada com as demais mais experimentais, mas não deixa de ser muito boa e cativante.

    6. D'Yer Mak'er (4:23)

    "But I still love you so, I can't let you go / I love you, oh baby, I love you"

    E quando eu disse que esse disco é cheio de experimentações com diferentes estilos musicais, eu não estava brincando, principalmente nessa e na próxima música. D'Yer Mak'er é, praticamente, um reggae, talvez um pouco mais pesado, principalmente devido à batida forte do Bonham, mas com vários elementos desse estilo claramente presentes.

    Uma curiosidade é que a expressão 'D'Yer Mak'er' vem de uma antiga piada que faz trocadilho sobre sua pronúncia no inglês britânico, que soa similar a "Jamaica", mas também pode ser confundido com "did you make her". 

    A primeira vez que eu ouvi essa música eu tive a forte impressão dela me ser bem familiar... Eu tenho quase certeza que alguém a regravou e foi essa versão que eu ouvi em algum momento da minha vida... Mas até hoje (felizmente) eu não descobri quem foi.

    7. No Quarter (7:03)

    "They choose the path where no one goes / They hold no quarter"

    Essa foi difícil de procurar uma definição. Pode-se dizer que o principal nela são os teclados, com um som que eu penso como "aquático", é difícil definir. Junto com a guitarra e os vocais meio sintetizados, meio cavernosos, criam um clima que eu definiria como uma "neblina", algo meio nebuloso. 

    Uma mistura de hard rock, com progressivo e psicodelia, que inclusive me fez dar uma definição um tanto quanto psicodélica para o som haha Mais uma figura meio atípica, que se estivesse em um dos álbuns anteriores talvez não funcionasse.

    8. The Ocean (4:31)

    "Singing about the good things and the sun that lights the day / I used to sing on the mountains, has the ocean lost it's way?"

    E o álbum termina com a música mais "tradicional" dele. Com uma base bem hard rock, um riff cativante, forte influência de blues e aquele vocal rasgado do Plant, a música poderia soar até normal demais para estar nesse disco, mas a sessão acapella na metade, e a virada de ritmo mais no final, demonstram que ela também possui leves toques experimentais. Um excelente encerramento.

                                             ----------------------//---------------------

    Então é isso.

    Eu sei que esse texto ficou gigantesco e que eu quase escrevi um livro para cada música, mas é que não teve jeito. Cada faixa desse disco é tão única, tão bem gravada, tão diferente, que não tem como não dar atenção para elas.

    Além disso, esse é um álbum extremamente especial para mim, tanto que eu até tenho a capa dele pendurado na parede do meu quarto. (Confira na foto que eu postei do desafio cara limpa, aqui)

    Se você leu até aqui, comenta aí qual é para você o melhor disco do Led Zeppelin. Eu particularmente fico bem dividida entre esse, o II e o IV.

    Abraços.

    31
    • Micro picture
      onai_onai · over 2 years ago · 2 pontos

      Foda! Foda! Foda demais! Esse aí foi o primeiro álbum do Led Zeppelim que escutei e também é meu preferido. Dancing Day's é também a música que mais gosto da banda, curiosamente Led Zeppelim é também a banda de rock que mais aprecio também, seguida de Legião Urbana. Quem regravou a D'yer Mak'er foi a Cláudia Leite, ainda quando ela era da banda Babado Novo, eu nem gostava e nem gosto mas tocava tanto por aí que era obrigado a escutar. Sorte sua não ter ouvido. Lembro que eu ficava puto quando estava ouvindo a versão original e vinha um maluco e falava: - Olha, a música do Babado Novo!

      1 reply
    • Micro picture
      diegomatias · over 2 years ago · 2 pontos

      Acho que The Song Remains The Same é a faixa de abertura mais poderosa de todos os discos do Zeppelin. Esse álbum é sensacional e tem um fato curioso, infelizmente não sei onde eu li (deve ter sido na wikipedia): George Harrison chegou pro Page e falou "caras, a banda de vocês é sensacional mas vocês não tem nenhuma balada!" - não sei se ele ouviu o Led II, mas enfim.

      Em retribuição à sugestão do Harrison, Page compôs The Rain Song e a introdução dela usa os dois primeiros acordes de "Something" dos Beatles, composta por Harrison, um acorde maior, seguido do mesmo acorde com 7ª aumentada.

      Depois que eu soube dessa história, as duas faixas, do Zeppelin e dos Beatles ganharam uma ligação foda.

      1 reply
    • Micro picture
      lgd · over 2 years ago · 2 pontos

      Pra mim, não o melhor, mas meu preferido é o IV junto ao Physical Graffiti. Ótimo texto.

      2 replies
  • 2017-01-29 18:28:20 -0200 Thumb picture

    [Álbuns] #3 - In Rock (Deep Purple)

    E para combinar com um domingo tranquilo, o disco de hoje é uma porrada, Deep Purple com In Rock.

    Deep Purple In Rock é o quarto álbum de estúdio lançado por essa banda britânica de hard rock, sendo o disco que marcou a estreia da segunda e mais bem sucedida formação da banda, conhecida como "Mark II".

                                                       ----------------\\---------------

    Ficha Técnica

    Lançamento: Junho de 1970

    Gravação: Agosto de 1969 - Maio de 1970

    Gênero: Hard Rock

    Duração: 41:46

    Gravadora: Harvest (UK), Warner Bros. Records (US)

    Produção: Deep Purple, Roger Glover

                                                      ----------------\\---------------

    História

    A banda foi formada em 1968 pelo guitarrista Ritchie Blackmore e pelo tecladista Jon Lord, que chamaram o baterista Ian Paice, o baixista Nick Simper e o vocalista Rod Evans, e que tinha uma sonoridade mais próxima ao R&B dos anos 60.

    Entretanto tudo muda quando eles conhecem o Led Zeppelin, onde Blackmore se identifica com a sonoridade mais pesada e decide fazer algo parecido. Mas para isso, ele iria precisar de um vocalista com uma maior potência vocal, despedindo assim o vocalista e também o baixista, e chamando Ian fucking Gillan para os vocais e Roger Glover para o baixo.

    Antes do In Rock, eles ainda gravam um disco com a Royal Philharmonic Orchestra chamado Concerto for Group & Orchestra, feito inédito na época. 

    Mas só no ano seguinte, com o lançamento desse álbum, que os cinco músicos mostraram todo o estrondoso potencial em seus instrumentos, criando um som novo, único e influente.

                                                       ----------------\\---------------

    Capa

    A capa é uma releitura da famosa escultura do Monte Rushmore, localizada próxima a Keystone, Dakota do Sul, nos Estados Unidos. Ao invés dos quatro antigos presidentes americanos George Washington, Thomas Jefferson, Theodore Roosevelt e Abraham Lincoln, há os cinco membros da banda.

                                                             --------------\\---------------

    Músicas

    O disco já começa com um soco no ouvido, Speed King, uma das minhas favoritas, já emendando com outra música excelente, Bloodsucker. O lado A ainda termina com um grande clássico da banda, Child In Time, onde Gillan mostra seu alto alcance vocal e Jon Lord mostra sua influência por música clássica, arrasando nos teclados.

    1. Speed King (5:53)

    2. Bloodsucker (4:13)

    3. Child In Time (10:13) (Que coisa linda)

    "Sweet child in time you'll see the line / The line that's drawn between the good and the bad"

    Apesar de um pouco mais fraco (na minha opinião) que o lado A, o lado B tem outras quatro músicas ótimas: Flight of the Rat; Into the Fire, que é  minha favorita; Living Wreck com vocais mais melódicos; e terminando com Hard Lovin' Man.

    4. Flight Of The Rat (7:55)

    5. Into The Fire (3:29) (Tenho a impressão que todo mundo nesse vídeo está meio chapado kkkk)

    6. Living Wreck (4:32)

    7. Hard Lovin' Man (7:11)

    O disco foi relançado em 1995 e, além de versões alternativas e outtakes, têm um famoso single que foi lançado na mesma época do lançamento original, Black Night.

                                                    ----------------\\---------------

    Então é isso.

    Fiquem com esse clássico do hard rock, meu disco favorito de uma das três principais bandas que influenciaram o surgimento do heavy metal.

    Uma obra prima feita por cinco caras lembrados como mestres no que faziam (alguns ainda fazem). Extremamente recomendado!! Essencial.

    Rest In Peace mestre Jon Lord, um dos caras que mais me influenciaram a tocar teclado.

    Abraços.

    21
    • Micro picture
      igor_park · over 2 years ago · 2 pontos

      Tá aí uma banda que merecia minha atenção, mas nunca parei para ouvir sério, eu até ouvi algumas músicas com David Coverdale e Gleen Hughes e viajei no som, eu amo melodias vocais, e curto demais bandas com mais de um vocalista e com melodias vocais fodas tipo Alice in Chains, essa fase do cantor original nunca ouvi nada ,só smoke on the water que você escuta até sem querer kkkk.

      3 replies
    • Micro picture
      onai_onai · over 2 years ago · 2 pontos

      Uma das minhas bandas favoritas, mas ainda não cheguei a ouvir a discografia completa.

      3 replies

Load more updates

Keep reading &rarr; Collapse &larr;
Loading...