• cyberwoo Diogo Batista
    2019-03-12 12:38:21 -0300 Thumb picture

    LIVE DE BANJO-KAZOOIE

    Galera, estou entrando em live agora pra jogar Banjo-Kazooie, então deixo o convite a quem estiver interessado em participar ou dar apenas uma passadinha pra deixar um "Oi".


    Vocês podem conferir a live atráves da nossa página no Facebook ou em nosso canal do Mixer:

    Mixer: https://www.mixer.com/cyberwoo
    Facebook: https://www.facebook.com/ArquivosdoWoo

    Banjo-Kazooie

    Platform: XBOX 360
    204 Players
    25 Check-ins

    5
  • anduzerandu Anderson Alves
    2017-09-09 21:48:25 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Killer Instinct Gold

    Zerado dia 08/09/17

    E assim eu finalmente termino o último jogo de interesse do Rare Replay (na verdade eu me pergunto se deveria jogar Blast Corps. Será?) e consequentemente, o último jogo no meu XONE, que ficou comigo um ano.

    Acabei gostando mais desse console do que jamais imaginei e se não fossem os exclusivos do PS4 e o fato de que absolutamente todos os meus amigos e conhecidos migraram pro console da Sony, eu definitivamente ficaria com ele. Apesar disso, não descarto a opção de adquirir outro mais pra frente.

    Sobre Killer Instinct Gold, aparentemente esse jogo é um port de KI2 de Arcade pro N64, coisa que eu não sabia.

    O que eu sei é que sempre amei KI de SNES e depois de alugá-lo uma vez na infância, fiquei fissurado pelo jogo e seu estilo, cosia da Rare.

    É engraçado como sempre odiei Mortal Kombat na época dos 16-bits, provavelmente por nunca conseguir fazer nenhum combo naquele jogo, mas nesse aqui tudo sempre foi mais interessante, como um mix entre o jogo do Sub-Zero com Street Fighter ou sei lá.

    Pra falar a verdade, tudo o que essa empresa fazia naquela época era incrivelmente viciante e interessante e grande parte disso se dava pela publicidade que víamos em revistas e pôsteres onde os personagens tinham um estilo mais realista e 3D, como cores bem próprias, além das experiências com os Donkey Kong Country e Goldeneye 007, que fizeram a empresa ter uma grande moral.

    O cartucho do KI no SNES era preto e com Fulgore, o personagem clássico e talvez mais simbólico da série na capa. Era lindo!

    Anos depois eu comecei a jogar o jogo de verdade emulando em casa e cheguei a ficar muito bom, fazendo os Ultras e afins, zerando com todos os personagens etc. O próximo passo foi experimentar outro título que não tive a chance de experimentar na infância: KI Gold, de N64.

    A minha experiência foi o que eu temia: odiosa! Essa babação por gráficos 3D estragou o jogo, deixando-o mais lento e tosco. Parecia um jogo de criança tentando ser "do mal".

    Pra piorar, vários personagens foram retirados do roster do jogo, como Riptor e o meu predileto, Cinder.

    Acabei voltando pro jogo agora, deixando-o pra ser um dos últimos na lista do XONE, por saber que seria algo mais rápido. Até foi, mas nem tanto.

    Jogando novamente o jogo depois de uns anos e com outros olhos, nada mudou de verdade sobre a minha opinião, mas até vi umas coisas mais positivas.

    O jogo é similar ao que era, com cenários 3D que simplesmente não dá pra levar a sério, como se fossem reciclados de Jet Force Gemini ou Conker's Bad Fur Day. Já os personagens fazem um grande contraste por serem sprites e mais "sérios".

    Cada lutador é bem grande na tela e o visual estoura ainda mais os pixels deles quando a luta acaba e alguém achou que seria uma boa ideia dar um zoom durante a comemoração do vencedor.

    Não sei se é o longo tempo sem jogar os títulos antigos da série, pois tive uma incrível experiência com o KI mais recente, mas esse jogo me pareceu bem mais técnico e diferente. Tentei combar, soltar poderes e tudo mais e quase nunca saia nada. Me senti jogando Mortal Kombat 4.

    A frustração aumenta quando parece que todos os inimigos prevem os seus movimentos. Se pular você recebe um gancho, se andar, toma um combo e por aí vai. Não baixei a dificuldade porque não curto fazer isso e queria ver até onde o jogo ia.

    Perdi um zilhão de lutas pra conseguir terminar o jogo e cada vez trocava de lutador até ver se achava um que eu gostaria mais, mas nada fluiu muito natural e eu acabei tentando me acostumar apenas com Jago.

    Outra coisa que odiei foi o chefe final, que para ser finalizado, precisa tomar um combo que termine em um ataque aéreo, que o jogue pra cima.

    Pois é, além do cara ser difícil, regenerar o HP e o escambau, você tem que dar um golpe de um tipo específico. Não vou mentir que cheguei no final com bastante dificuldade e com pouca habilidade, então praticar combos assim no último vilão foi tenso e eu consegui com muita sorte.

    Existem outros modos de jogo, incluindo multiplayer, claro. Existe ainda uma boa quantia de personagens pra você tentar masterizar, ver seus finais e um modo mais difícil, que aparentemente vai mais além nas estórias de cada um, mas vou te contar que quando fechei o jogo com Jago, seu zeramento foi seu sprite de luta parado olhando pro nada com uns textos, depois ele pula desse lugar alto e acabou.

    Desperdício de tempo.

    Resumindo: Killer Instinct Gold é... ok, mas comparado com o jogo no SNES ou o mais recente de XONE, uma experiência bem sem graça. Não é atoa que ninguém lembra desse jogo quando falamos na série.

    De bom: sprites legais parecidos com ou uma boa evolução dos próprios personagens. Tem uns combos, ultras e afins bem legais de se ver. Gostei de ver o Gargos, que achei que fosse original do novo jogo e, inclusive, gostei mais de como ele é aqui. Uma alternativa "ok" pro N64, que não tinha lá muitos jogos de luta.

    De ruim: cenários toscos. Combos difíceis de executar, talvez por conta do d-pad bizarro da Microsoft. Inimigos que as vezes parecem prever seus movimentos e repetir as ações a todo momento. As caras de alguns personagens, sobretudo dos introduzidos aqui pela primeira vez, são bem toscos, com faces mal feitas e nada realistas. Odiei a retirada de personagens que eu jogava, algo como acontece com Guilty Gears recentes. Achei o jogo mega sem carisma. Tomei até uns fatalities mas nem sei como se chamam porque nada aparece escrito na tela. KI Gold parece ter abandonado um lado mais "dark" e adotado algo mais "moderno", coisa que a Rare fez com seus jogos naquela época.

    No geral, é jogável, mas no XONE mesmo existem mil outros jogos melhores de luta. Em matéria de Killer Instinct, melhor emular SNES mesmo.

    Killer Instinct Gold

    Platform: N64
    1310 Players
    9 Check-ins

    10
    • Micro picture
      mardones · almost 2 years ago · 2 pontos

      É engraçado mas eu amo o KIG. Prefiro ele ao de SNES que também tenho s gosto muito. Mas reconheço que envelheceu um pouco mal.

  • anduzerandu Anderson Alves
    2017-09-07 21:01:44 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Battletoads

    Zerado dia 07/09/17

    Eu não ia jogar esse jogo agora no Rare Replay e ficava me perguntando se conseguiria finalizá-lo com savestate. O plano era jogar emulando no NES e com muita paciência em algum momento na minha vida, mas Battletoads Arcade e suas vidas infinitas me fizeram iniciar esse aqui e dar uma olhada na possibilidade. Não, eles só emulam a versão de NES mesmo, como já imaginava. Sai do jogo e fui nas opções extras do "emulador" da coletânea e adivinha só:

    Bordas de Jogo: OFF

    Vidas infinitas: OFF

    Cara, muito melhor que qualquer emulador e, depois de muitas mortes e frustrações, esse jogo é definitivamente uma das coisas mais impossíveis de se terminar sem dar uma roubada, infelizmente.

    Engraçado como BT começa simples e divertido e logo em seguida dá um pulo bizarro de dificuldade. Pra exemplificar isso, a imagem acima: Turbo Tunnel, um dos níveis mais famosos e clássicos de dificuldade da época, conhecido até hoje. Bizarramente, acho que já o joguei tanto que ficou fácil e a versão de Battletoads in Battlemaniacs é muito pior!

    Para um beat'em up, socar os outros não é algo tão comum assim nesse jogo, que acaba focando em vários gêneros por fase e apenas os chefes próximos ao fim dão algum trabalho no quesito bater e desviar.

    O primeiro estágio é o que todos imaginamos e conhecemos, enquanto o segundo é meio que uma descida vertical com gameplay diferente baseado no rapel (a versão de SNES mais uma vez elevou tudo isso a um nível muito maior). A terceira já é a famosa fase da navinha desviando de mil obstáculos e por aí vai. Alguns níveis são diferentes por conter partes na água, espinhos que matam com um toque, corrida contra elementos da fase e tempo e por aí vai. Gosto muito da diversificação, mas alguns desafios são os mesmos anteriormente vistos, mas com uma nova maquiagem e maior dificuldade.

    O jogo não valha em se renovar e apresentar novas dificuldades quando você se acostuma com alguma mecânica.

    Algumas fases são difíceis, mas passáveis e só servem pra fazer você perder suas vidas. Outras são bem difíceis e necessitam de muita prática e tentativa e erro, ou seja, são praticamente impossíveis de serem passadas numa primeira tentativa.

    Outros níveis são praticamente impossíveis e muito frustrantes ou confusos. Por exemplo: uma das fases você tem que descer a pé uma fase cheia de plataformas verticais e em certo ponto aparecerá um inimigo diferente. Esse inimigo começa a descer a fase correndo e você deve correr contra ele, chega no final e socar uma bomba, mas ele é ultra rápido (fora que você faz isso um total de três vezes na fase, e sempre mais difícil).

    Essa parte é tão difícil que qualquer erro pode custar sua vitória e mesmo podendo dar um soco pra atrasar seu oponente um pouco, não é muita coisa e se o soco não entrar na posição certa, você é que se atrasará. Imagina jogar isso com poucas vidas! Não tem nem como praticar.

    Além disso, um estágio que era uma corrida contra uma bola que você deve ficar pressionando as direções que ela vai na hora certa foi a coisa mais difícil que eu já fiz num Battletoads.

    Resumindo: Battletoads é um clássico conhecido pelo alto nível de dificuldade. O jogo em si é bem frustrante e infelizmente, pra mim, alguns estágios estragam um pouco a experiência do que seria um excelente jogo difícil. O motivo pra isso são as "armadilhas" que surgem do nada ou as corridas contra o tempo que beiram o limite.

    De bom: o jogo é funcional, apesar de tudo e poucos comandos não funcionam bem, como o soco no cara que corre para alcançar a bomba, que deve ser feito virado pra ele e se ele estiver no mesmo espaço que você ou na sua frente, o jogo parece não reconhecer. Muita diversidade de fase pra fase. Possibilidade de jogar multiplayer, apesar que isso só deve atrapalhar, como em Contra.

    De ruim: jogo difícil em demasiado, o que meio que arruína o que seria um dos melhores jogos de NES fácil. Nada interessante para novos jogadores e mesmo pra mim, que gosta de jogos da época e de dificuldade, só consegui frustração, mesmo com vidas infinitas. Desafios injustos e que te farão morrer e morrer até pegar o jeito, como na fase da nave que deve passar por espaços entre barreiras elétricas, quase sem sinalização. Jogo pouco compensador. Seus prêmios aqui são vidas de vez em nunca e um bastão pra bater nos outros. Acho que poderia ao menos ter mais formas de auxílio.

    No geral, é legal, mas existem muitos outros jogos do gênero mais interessantes. Vale lembrar que na época as coisas eram diferentes e nem tudo envelheceu bem. Vale a jogatina, mas roubar com cheats e afins é pela primeira vez algo que vale a pena.

    Battletoads

    Platform: NES
    2839 Players
    30 Check-ins

    9
  • anduzerandu Anderson Alves
    2017-09-07 20:09:03 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Battletoads Arcade

    Zerado dia 07/09/17

    Esse é um dos dois últimos jogos que eu queria jogar da Rare Replay e que eu tinha certeza que seria tranquilo. Menos de uma horinha de jogo!

    Battletoads é um dos muitos jogos que joguei bastante na infância no meu SNES. O jogo (ou a série) sempre foram reconhecidos por ser um beat'em up bem difícil onde os sapos humanóides Zits, Rash e Pimple saem porrando porcos e aliens e afins por vários planetas em busca de acabar com os planos de Dark Queen uma vilã a la Elvira. Bom, digamos que o forte do jogo nunca foi a estória, mas o universo desse jogo segue mais ou menos a mesma ideia da Tartaruga Ninjas,

    Battletoads in Battlemaniacs foi uma experiência frustrante da minha infância, mas anos depois eu acabei descobrindo que não era eu que era ruim, mas o jogo que era impossível mesmo. E com o tempo, aprendi sobre a existência do crossover com Double Dragon e que a séria já vinha desde o NES e que o primeiro jogo é provavelmente o mais lembrado pelos fãs.

    Enquanto isso, Battletoads (Arcade) só veio a existir pra mim quando iniciei a coletânea da Rare no meu XONE.

    Eu dei uma testada no jogo há uns meses e logo o inclui na lista. O visual é muito bacana, algo como o próprio SNES ou talvez um pouco melhor e mais fluído. Mais importante: BTA não me pareceu muito punitivo e um jogo mais parecido como qualquer outro do mesmo gênero e de fato até que é mesmo. Os inimigos não demoram muito pra morrer e o cenário não fica se abrindo em buracos e abismos. Yay!

    Me perguntei como seria o jogo na Rare Replay, se eu teria que "inserir fichas" como em vários outros jogos emulados no Switch ou 3DS, mas nem isso rola.

    Você começa o jogo e se perder todas as vidas durante todo a campanha, é perguntado se deseja continuar, e dali mesmo a aventura continua, sem voltar para o início do nível ou checkpoint. Continues infinitos! E o melhor: continuando de onde você morreu. Fácil demais!

    Logo o jogo subiu de dificuldade. Poucos golpes já acabam com várias barrinhas do seu HP, mesmo de inimigos bobos e iniciais. O jogo não tem nenhum menu de opções ou afins , então é isso mesmo.

    Nem me assustei com as mortes fáceis, afinal, é um jogo de Arcade que só quer devorar as suas moedas. Por outro lado, raramente o jogo sai da repetição ou mesmo representa algum desafio. Você bate, bate, anda, bate, bate.

    O que ainda me matava aqui e ali eram partes em que eu ficava cercado e vacilava, pois os capangas nem atacam com tanta frequência. Além disso, inimigos que usam armas de fogo ou maiores e com mais vida e contra-ataques conseguiram me arrancar algumas vidas, mas pelo lance de vidas infinitas, eu nem ligava tanto, mesmo tentando o meu melhor para terminar o jogo sem tomar dano.

    As fases não são muito longas e os chefes são muito divertidos. Quando se fala no gênero, até que não tem muita coisa negativa nesse título quando comparado com muitos outros.

    Pra melhorar a experiência, algumas fases tem gameplay diferente, como em uma que você fica atirando de cima de uma nave e o jogo vira quase um shmup.

    É interessante ainda que é possível jogar a aventura de até 3 jogadores e que cada sapo tem características próprias além da própria aparência, incluindo a forma que atacam. No meu caso, eu usei o Rash por gostar muito dele no último Killer Instinct, e ele basicamente só usa as pernas em combate.

    Resumindo: Battletoads Arcade é um beat'em up sem muita novidade, mas é uma diversão casual muito boa! Com a possibilidade de jogar com mais dois amigos e vidas infinitas, não só é algo interessante pra passar o tempo esperando alguma coisa quanto é interessante para pessoas que querem conhecer ou entrar no gênero.

    De bom: visual bacana de Arcade e tudo bem fluído. Sem armadilhas e chatiações de outros jogos da série. Controles responsivos. Cada fase tem uma apresentação falando do chefe. Curto e com um bom replay. Algumas fases diferentes mudam um pouco a rotina do jogo. A fase e chefe finais são demais! Opção de voltar o tempo em alguns segundos caso você precise facilitar ainda mais as coisas.

    De ruim: a parte de plataforma praticamente não existe mais. Você basicamente só anda, bate, anda e bate. Muita "morte grátis" pra fazer você colocar mais fichas, originalmente, mesmo com inimigos meio burros. Achei a aventura pouco memorável e original.

    No geral, valeu a pena jogar assim, sem me preocupar com fichas e é uma boa distração rápida. Obviamente não vale a pena comprar Rare Replay só por isso, mas é uma boa adição a coletânea. Ignorável, como eu venho achando que toda a série Battletoads é.

    Battletoads

    Platform: Arcade
    119 Players
    1 Check-in

    7
    • Micro picture
      seufi · almost 2 years ago · 1 ponto

      Não me lembro se no SNES tinha continue infinito, mas se tinha, az vezes as vidas eram poucas pra passar fases como a da moto

      4 replies
  • anduzerandu Anderson Alves
    2017-09-06 16:52:28 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Banjo-Kazooie: Nuts & Bolts

    Zerado dia 06/09/17

    Eis que com muito medo eu começo a última aventura longa e "complexa" do Rare Replay: o famoso Banjo-Kazzoie: Nuts & Bolts. Medo porquê estou há anos ouvindo pessoas falando mal desse título e como a série foi destruída pela Microsoft e se tornou um jogo de corrida. Além disso, o howlongtobeat.com me assustou quando curiosamente procurei pelo jogo lá e me foi mostrado terríveis 40 horas de jogo! Bom, tenho que lembrar que eles mostram 20 horas para B-Tooie e eu levei mais do que isso, além de não ter sido uma experiência tão divertida como em B-Kazooie.

    Imagine 40 horas de um jogo odiado pelas pessoas. Bom, tive que encarar pra fechar a série (ainda estou devendo um de GBA), terminar com o Rare Replay e claro, poder criticá-lo.

    Abrindo o jogo, é perceptível como ele é LINDO! Poucos jogos da geração passada são tão coloridos e detalhados como esse. Visualmente, eu praticamente não vi nenhum defeito durante toda a jogatina e acho que posso dizer que N&B nunca irá envelhecer. Para efeitos de comparação, Nintendo Land, de Wii U, é o que primeiro vem a cabeça. Mas, o jogo da Nintendo é bem raso e simplório, enquanto esse aqui é quase um GTA com Banjo-Kazooie.

    Nos primeiros minutos, a estória já é contada quando LOG (Lord of Games), um robô que cria jogos, chega fazendo mil piadinhas e propondo que o urso e pássaro esquecidos e gordos encarem uma nova aventura. Lembra que eu falei de Nintendo Land? Olha como a Monita parece o LOG:

    O jogo em si se baseia bem menos em plataforma, motivo pelo qual muita gente torceu o nariz. A maior parte do gameplay está relacionada a veículos, seja fazendo as missões, seja construindo.

    N&B tem um hub central, uma cidade como aquela do Mario Sunshine, onde você dirige ou anda, escolhe uma porta aberta e entra em um dos mundos. Cada porta relacionada a um mundo tem objetivos diferentes pelo mapa. Basta olhar onde está e ir até lá e falar com a pessoa.

    Ao aceitar a missão, ela descreverá o seu objetivo e que tipo de veículo você deveria usar, como: "Uma corrida rápida ao redor de algum lugar. Recomenda-se o uso de um veículo terrestre rápido e bom de curvas" ou "Fulano quer cocos da praia. Recomenda-se o uso de um veículo com caçamba ou um que empurre as coisas".

    De primeira, essas missões são simples e requerem veículos básicos, mas com o passar do jogo, você vai encarar ambientes diferentes e desafios mais difíceis. Além de carros, você vai estar construindo muitos barcos, aviões, helicópteros e de formas e tamanhos bizarros.

    ESSE JOGO É MUITO VICIANTE!!!!!!!

    Eu mesmo odiei a ideia de construir coisas e evitei ao máximo, até que tive que fazer um veículo mais rápido e vencer uma corrida. Troca motor, tenta voar, põe armas, tentar ganhar de qualquer jeito que você quiser e logo a diversão começa. Tudo vale! E essa é a parte mais legal.

    Em outra missão, a única coisa que eu podia fazer era virar o volante e todo o resto estava bloqueado. Ganhei depois de muitas tentativas quando fiz uma bola pra rolar morro abaixo sem rodas. Sabe aqueles desafios da Red Bull que as pessoas constroem seus próprios veículos e pulam na água, foi tipo isso!

    Você já jogou aquele jogo de corrida da LEGO? Parece um pouco, mas vai bem além. Gosto também do fator aleatoriedade do jogo, similar a série GTA, onde tudo pode acontecer, como um carro adversário ficar preso numa árvore ou capotar depois de bater em algo que surgiu do nada.

    Cada fase tem entre 1 a 6 desafios em média e ficam todos marcados quando feitos ou não, te deixando sempre a par do que fazer ou onde ir. Você não é obrigado a cumprir todos eles e pode os fazer na ordem que quiser, o que é legal.

    Passar de um desafio resulta num prêmio: uma peça de  quebra-cabeças. Para coleta-los, basta sair do estágio e pegar numa máquina perto da porta. Coloque cada peça no seu carro e leve para o centro do mapa, onde outra máquina irá sugá-los e novas portas serão abertas e novas peças serão liberadas para compra no jogo, aumentando ainda mais as possibilidades.

    Resumindo: Banjo-Kazooie: Nuts & Bolts é inesperadamente uma das melhores experiências que tive com o Rare Replay e uma grata surpresa depois de comentários tão negativos relacionados a ele. Não é exatamente como os seus antecessores e por isso talvez seja um BK fraco, mas como jogo, ele é demais! Talvez se fossem outros personagens o jogo seria adorado!

    De bom: muito bonito! Trilha sonora de primeira, incluindo muitas faixas antigas. Não mudaram as vozes de ninguém. Teor de comédia no ponto certo, incluindo coisas mais maduras como no Conker's Bad Fur Day. Desafios bem originais, coisa que eu não esperava no início. Montar veículos, se preocupar com espaço, peso, munição, combustível ou simplesmente juntar tudo nunca foi tãããão legal, apesar de não parecer isso enquanto temos poucas coisas disponíveis para uso. Esse sistema de construção daria muito certo em Minecraft, meu deus! O jogo é bem pensado de todas as formas, bem mais caprichado que outros jogos da empresa. Grande liberdade no jogo todo. Você coleta toneladas de jiggies com facilidade e rapidez, diferentemente dos jogos anteriores, mas cada desafio é bem divertido.

    De ruim: parece que os carros tem imãs e ficam grudando uns nos outros em batidas e em árvores e demais obstáculos. Não sei se curti muito os novos modelos do Banjo e Kazooie, mas nada demais também. Acho que poderia ter mais plataforma. Você usa uma varinha mágica para levantar qualquer coisa, por um raio, o que é tosco. As vezes você quer pegar uma peça pra por no carro e o ícone de seleção não fica nele de jeito nenhum ou você acaba pegando um que já está dentro e tirando. O jogo deveria avisar quando você faz um carro sem combustível ou sem munição para as armas, mas deve ser por isso que existe o modo de teste (não cheguei a usa-lo).

    No geral, o jogo é bem bacana. Fiquei muito viciado e amei as cinemáticas e apresentação dele como um todo. A forma como eles deixam você suar a sua criatividade é sensacional. Me diverti mais nele do que com B-Tooie! Vale a pena ignorar as pessoas e jogar esse jogo, ainda mais que você só precisa de cerca de metade dos jiggies para acessar o final!

    Banjo-Kazooie: Nuts & Bolts

    Platform: XBOX 360
    859 Players
    7 Check-ins

    9
    • Micro picture
      waterstill · almost 2 years ago · 1 ponto

      O problema talvez seja o fato de ser um Banjo-Kazooie mesmo, né? Imagina, uma série que tu curte volta depois de anos sem jogo, mas com um gameplay nada a ver com o original.
      No meu caso por exemplo eu não gosto de jogo de carro mas amo platformer, então com certeza ficaria decepcionado se fosse fã da série XD

      1 reply
  • anduzerandu Anderson Alves
    2017-08-29 16:25:16 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Kameo: Elements of Power

    Zerado dia 28/08/17

    Vendo a imagem acima, o que você imagina? Eu sempre me interessei bastante por Kameo: Elements of Power sobretudo por sua logo e capa, em destaque para a garota, e o fato de ser da Rare, claro. Os monstros em sua volta sempre me pareceram toscos e genéricos. Coisa da Microsoft da época mesmo.

    Bom, eu tinha certeza que esse jogo era do primeiro Xbox, mas uma olhada no gamefqs.com me revelou que na verdade ele é do 360, lá dos seus primórdios em 2005.

    Já o jogo em si me revelou que os amiguinhos na capa do jogo são na verdade transformações da protagonista, a própria Kameo, que é meio que uma Ben 10!

    O jogo já começa num clima pesado e com a estória de que a irmã de Kameo sequestrou um pessoal e você foi atrás em um castelo, que é onde você aprende como o jogo funciona, incluindo combate e transformações e conhece o vilão do jogo.

    Então, de início, você tem três transformações: uma planta, um tatu-bola de pedra e um yeti de gelo, pra ser mais genérico. Cada forma tem habilidades diferentes e interagem diferente com o cenário, te obrigando a trocar aqui e acolá.

    A planta dá socos e é boa na porradaria. Cada gatilho do controle soca com uma mão. Sua habilidade principal é entrar debaixo da terra e passar por portas baixas ou socar de baixo pra cima os inimigos que se escondem debaixo de proteções de ferro. O de pedra se transforma em uma esfera que pode dar um dash e pular por rampas. O yeti escala paredes de gelo e atira gelo onde você mirar. 

    Alguns inimigos só podem ser derrotados usando habilidades de monstros diferentes em situações específicas.

    O estranho é que as ações são sempre feitas apertando um gatilho ou ambos, enquanto os botões da frente são usados para se transformar no que você tiver mapeado ali. A transformação mais inútil é voltar a ser a Kameo, que só anda ou voa baixo, basicamente.

    É impossível não comparar K:EoP com outros jogos, pois ele tem um quê de Zelda. Inclusive as transformações, que lembram muito Majora's Mask: uma planta, um bicho de pedra que sai rodando e um bicho azul. O mapa do jogo lembra também os Zeldas de N64, com uma área central não muito grande (e quase inútil aqui) que se liga a outras áreas com vilas e dungeons.

    Uma coisa diferente é a sua duração, que foi bem curta (cerca de 8 horas no máximo, e pareceu ainda menos). O jogo até tem seus desafios e puzzles, mas é tudo bem simples.

    O jogo é bem linear também, basta seguir o ponto verde no mapa. EM algumas partes que eu não sabia exatamente o que fazer ou pra onde ir, bastou abrir o livro mágico o Start e o mago falava o que eu precisava fazer. Isso acabou sendo uma parte importante do jogo, pois sempre que abria uma nova forma, eu nunca sabia como ela podia ser usada para sair da situação em que se encontrava.

    Visualmente falando, K:EoP é bacana. Na cidade onde começamos tudo tem uma baita cara de World of Warcraft ou sei lá, algo meio diferente com muita vegetação bem verde, construções psicodélicas, magia e personagens diferentes do que eu estou habituado em jogos de aventura ou RPG. Foi aí que eu notei que esse é um jogo legitimamente europeu, coisa que a Rare, na minha opinião, nunca tinha demonstrado. Pra dizer a verdade, foi bom sair um pouco do padrão japonês e americano um pouco.

    Esse é um daqueles jogos que você tem que parar a sua missão pra salvar/defender coisas em outros lugares. Felizmente, não é algo frequente e sempre acontece em partes específicas da aventura, como depois de terminar uma dungeon grande.

    Nesse caso, o seu objetivo é defender localidades assim que é chamado. Pegue seu cavalo e ande até lá o mais rápido possível, pois tem tempo!

    Nessas missões você tem que destruir tanques gigantes jogando bombas neles, ou carregar catapultas com pedras, defender cavaleiros enquanto eles miram canhões gigantes etc. Tudo isso sempre leva um tempinho, mas até que é fácil e fora que por ser algo sempre diferente, acaba sendo até bacana sair da sua quest principal um pouco. 

    Coisa repetitiva de verdade são as partes que você deve derrotar um demônio para abrir uma nova forma de se transformar, e elas acontecem com frequência: você chuta um monstro, mira no grandão e o joga. Faça isso três vezes e acabou. Vale lembrar que você tem um total de 10 formas no final do jogo, mesmo ganhando umas 3 de graça de amigos.

    Resumindo: Kameo: Elements of Power é uma mistura de vários jogos de aventura da época do PS2 com um pouco de Zelda e até outras coisas. O jogo tem um pouco de tudo e sua pouca duração o fizeram uma excelente experiência. Cenários diferentes, muitos personagens, chefes, transformações e tal renovaram a graça a todo o momento e poucas partes foram frustrantes ou chatas. Esperava um jogo com mais profundidade e menos "corrido", mas é melhor assim do que forçar a sua duração, sem dúvidas.

    De bom: visual bacana e bem vivo. Cenários bem diferentes e bem típicos de jogos de PC e afins da época, saindo um pouco daquilo que vemos na maioria dos jogos. Muitas transformações diferentes. Muitos locais pra se visitar. Segredos aqui e ali. Modo multiplayer. Explorar os cenários a fundo pode ser legal pra achar frutas e fortalecer seus ataques. Possibilidade de trocar skins dos monstros com facilidade, e elas são muito legais! Final relativamente desafiador e como conjunto, a experiência foi muito divertida! O jogo não dá Game Over, mesmo morrendo ou deixando um edifício ser destruído, é só dar retry. Animações, CGs e tudo mais muito bem feitas e dubladas. Protagonista legal.

    De ruim: do início ao fim eu tava tendo trabalho de me acostumar com os controles, já que os personagens não pulam e suas ações são feitas com os gatilhos. Ou seja, ficava me transformando quando queria atacar ou pular e ficava atacando quando queria virar a câmera, que o Grabbed by the Ghoulies me acostumou a mudar com os botões de trás. Achei que os monstros são liberados com muita rapidez e alguns foram muito mal explorados no jogo. Você tem 10 monstros só por ter mesmo, pois alguns foram usados aqui e ali e num chefe e nunca mais. O jogo exige precisão e rapidez em certas partes, sobretudo nas de ficar pulando rampas. Achei a música meio bobona de vez em quando, parecendo coisa de Banjo Kazooie, coisa que nem sempre combinava com  esse jogo. Puzzles estranhos e confusos também.

    No geral, gostei pra caramba e adoraria jogar uma sequência mais robusta. Por ser curto e fácil, você não perde nada o jogando. Vale a pena! Joguinho muito interessante da Rare e um dos últimos do meu Rare Replay, faltando apenas mais 4, sendo que dois são ridiculamente curtos!

    Kameo: Elements of Power

    Platform: XBOX 360
    336 Players
    20 Check-ins

    6
  • anduzerandu Anderson Alves
    2017-08-24 16:34:56 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Grabbed by the Ghoulies

    Zerado dia 24/08/17

    Continuando a jogatina (quase) sem parar de XONE em seus últimos jogos exclusivos, vou olhando o que tem pra ser jogado do Rare Replay. Eu mesmo ignorei vários dos jogos antigos, incluindo os que são mais pra brincar no estilo Arcade, sozinho ou multiplayer, como Jetpac, Sabre Wulf, Cobra Triangle, R,C. PRO-AM, Snake Rattle 'n' Roll, Viva Piñata, Blast Corps, o primeiro Battletoads e alguns outros jogos irrelevantes.

    Fiquei bem curioso com Grabbed by the Ghoulies, título original do primeiro Xbox que ganhou uma repaginada para essa coleção. Achei que fosse ser algum jogo genérico e decepcionante da Rare, mas resolvi experimentar por parecer curto.

    Aqui estou eu agora pra dizer que essa foi uma super grata surpresa!

    GbtG conta a estória de dois adolescentes que, no meio de uma tempestade a noite, resolvem se abrigar em um casarão no meio da estrada. A coisa começa a se desenrolar quando a garota Amber some e Cooper, o garoto, deve procurá-la pela grande mansão.

    De cara, o visual é mais ou menos o cell-shading de Wind Waker com ambientação de Luigi's Mansion, como um jogo de terror pra todas as idades, mas que relativamente desafiador.

    Os controles são simples: além de se mover como de costume, você ataca com o analógico direito, movendo-o ou segurando-o para a direção que deseja bater. Sem itens, Cooper dá socos e chutes na direção desejada.

    Ao apertar A junto a objetos que tenham um ícone de mão, ele pega aquele item para usar como arma. Isso inclui cadeiras, tampas, vassouras, garrafas e mais um zilhão de coisas.

    Além de poder pegar muitas das coisas do cenário, você pode quebrar muitas outras também, como caixas, baús, armários e tudo mais. Muitas vezes, armas e coletáveis e até mesmo inimigos e itens obrigatórios, como chaves, podem sair desses locais. Explore a vontade!

    O curioso sobre esse jogo é que você não tem liberdade de andar como quiser pela mansão. Você tem um cômodo e um objetivo, que pode ser matar todos os inimigos, não quebrar nada do cenário, não tomar dano, achar a chave e muitas outros, incluindo alguns que juntam mais de uma missão. Muitas vezes esses objetivos contam com um timer.

    Entretanto, ficar sem tempo ou quebrar regras da missão, não quer dizer que você falhou. Ao invés disso, a Morte aparece e vai atrás de você com sua mão brilhosa. É interessante que enquanto você conseguir fugir, tem algum tempo pra cumprir sua missão e quando for de matar inimigos, pode tentar deixar seu alvo entre você e a Morte que a mão dela vai o destruir com um toque!

    De forma reduzida, o jogo funciona assim: você está num cômodo específico e aparecem ícones relacionados a sua missão no canto da tela, como matar certa quantidade de inimigos ou não matar nenhum daquele tipo, por exemplo. Ao cumpri-lo, basta entrar na porta e ir para a próxima parte da casa. No caso de quebrar alguma regra ou ficar sem tempo, a Morte aparece e as coisas vão ficar bem mais difíceis.

    Ao entrar numa nova área, o jogo te dá uma quantidade específica de HP para fazer aquela parte, e isso pode variar de vida cheia a 1 de vida.

    Entretanto, o jogo não chega a ser muito difícil e nem frustrante, mas sim muito viciante! Muito mesmo! Coisas boas também existem, como a possibilidade de achar coletáveis que te ajudam naquela missão dentro de armários ou pelo cenário, incluindo um que te deixa invisível, munição infinita/itens que não quebram, fazer os monstros se atacaram, deixar a morte tonta, te deixar veloz ou invencível e muitas outras coisas. Todos esses poderem funcionam por tempo bem limitado a partir do momento que você encosta neles, e podem funcionar todos ao mesmo tempo (mas cada um tem seu tempo independente, claro).

    Apesar de parecer meio Arcade, o jogo tem um enredo e vários NPCs que você encontra e reencontra pela casa, geralmente te pedindo para ir até tal lugar e pegar alguma coisa para você poder prosseguir seu jogo. Tudo isso faz parte da campanha principal, pois não existem sidequests e ir de um lugar pra outro sempre será de forma linear, pois o jogo sempre abre determinada porta quando você termina um cômodo, chamados aqui de Acts. São cerca de 100 acts no jogo, divididos em 5 capítulos. Você acaba voltando em muitos cômodos de um jeito ou outro, mesmo a casa sendo BEM GRANDE, mas é como eu disse, o jogo te leva naturalmente pra onde você deve ir, sem ter que se preocupar com mapas ou ficar perdido.

    Além de todos os personagens e cada lugar sem diferente e único, tem bastante cutscenes, contadas aqui em forma de gibi animado. O enredo sempre se enrola um pouco, mas é bem legal. Inclusive, a Rare põe bastante humor (inclusive adulto) pela aventura.

    Resumindo: Grabbed by the Ghoulies é mais um exemplo de jogo que dá até pena de ser exclusivo e ser originalmente de uma plataforma não muito popular, pois é um jogo muito divertido mesmo! Seu gameplay é simples, mas pode ser complexo de acordo com a situação e limitação. Foram 4 horas e 15 minutos de jogo muito bem aproveitados pra mim e como eu disse no início da postagem, uma ótima surpresa.

    De bom: visual bacana e simples. Trilha sonora que bate com o tema, mas que é divertida e animada. O jogo tem enredo e muitas cenas pra contá-la pela campanha. Muitas possibilidades de armas e muitos tipos diferentes de inimigos. Combine isso com missões e limitações diferentes e você terá um título que está sempre se renovando. Modos extras na tela inicial, fora do jogo principal, legal pra estender sua duração e replay. Apesar de curto, achei que eu voltaria casualmente pra jogar e fechar mais vezes, pois é muito viciante! Sempre legal matar monstros com fraquezas e características diferentes com o auxílio de itens e armas diferentes.

    De ruim: super linear, embora eu ache que assim tenha ficado mais legal que ficar andando pelo castelo. Armas quebram muito rápido. Cadeiras, por exemplo, duram apenas 3 hits. Não vi modo multiplayer. Os dois últimos capítulos são apenas uma batalha e uma rápida volta pela mansão. Difícil de se acostumar com usar o analógico pra bater.

    No geral, eu amei de verdade esse jogo, que até termina com uma pequena esperança (pra época) que teria uma continuação. Melhor que outros jogos mais famosos da Rare! E vamos lá, sobram mais uns 4 ou cinco  agora!

    Grabbed by the Ghoulies

    Platform: XBOX
    20 Players
    1 Check-in

    13
    • Micro picture
      rodolfo6493 · almost 2 years ago · 2 pontos

      Então não é tão ruim como pintam por aí.
      Até a própria Rare não perde a chance de zoar esse jogo (tipo no Viva Piñata e no Banjo-Kazooie: N&B), mas deve ser mais pelo fracasso comercial do que pela qualidade do jogo.

      3 replies
    • Micro picture
      waterstill · almost 2 years ago · 2 pontos

      Pra ser sincero pelas suas screenshots achei que tem cara de coisa super barata haha

      1 reply
  • anduzerandu Anderson Alves
    2017-08-21 09:52:35 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Perfect Dark

    Zerado dia 18/08/17

    Sem tempo pra postar aqui no Alvanista, estou atrasando meus registros em dias! Esse mesmo eu fechei na sexta, mas por conta da rotina e tempo que leva pra fazer esse tipo de postagem (e que eu poderia estar usando em casa pra continuar algum jogo) a postagem só saiu hoje, na segunda-feira.

    Bom, Rare Replay no XONE mais uma vez me permitindo jogar coisas antigas que eu tenho vergonha de dizer que nunca experimentei ou terminei e dessa vez foi a chance de Perfect Dark, um jogo de N64.

    A verdade é que qualquer um pode emular esse jogo hoje em dia no computador, mas tem algo que não me apetece em jogar FPSs antigos e eu tinha a impressão que esse jogo, por algum motivo, tinha envelhecido bem mal. 

    Acho que tenho mesmo algum problema com esse gênero quando falamos em jogos da época.

    Eu definitivamente estava sendo bem ignorante em relação a PD e não sabia o que estava perdendo. Primeiro que ele saiu 3 anos depois do jogo do James Bond, segundo que a versão de Xbox 360 é um remaster bem bonito, incluindo o uso bem bacana dos dois analógicos do controle e terceiro, que é um jogo super interessante e que merece muito ser jogado.

    Acho que finalmente entendi o fascínio de um amigo com esse jogo.

    No início, PD já grita ser um título da Rare com toda aquela movimentação e engine, designe das fases, armas, TUDO! E isso inclui aquelas faces realistas dos personagens que são super legais e todo mundo ter mãos fechadas o tempo inteiro.

    Assim como no 007, você escolhe uma fase, um dos três níveis de dificuldade e segue cumprindo objetivos e explorando os locais e matando um bocado de gente.

    No caso do Goldeneye, eu lembro que jogava com uns 12 anos de idade e não manjava muito de inglês, o que sempre dificultava um pouco entender meus objetivos, que as vezes envolvem coletar alguma coisa ou ativa rum botão, ou se encontrar com alguém ou fazer algo dentro de algum tempo, como chegar a algum lugar ou escapar da fase voltando ao seu início. Inclusive, ainda lembro de um em específico: "Rendezvous with the scientists". Isso não estava incluído no dicionário barato que eu tinha haha.

    Hoje eu sou professor de inglês, mas as dificuldades de entender os objetivos continuam e não por conta da linguagem em si, mas por muitos deles serem bem vagos: "ative tal dispositivo". O jeito é andar pela fase até achar alguma coisa.

    O problema pra mim é que várias mecânicas não são muito comuns e o jogo sai bastante do que o gênero FPS se tornou, sendo bem focado em exploração, falhar missão por destruir algo ou ser visto e porque as vezes você tem que acessar um menu para selecionar itens que não são armas para poder equipá-los e usá-los.

    Em uma das fases mesmo, eu deveria destruir uma antena pequena, tipo de TV por assinatura. Tinha um botão para abaixá-la e eu não entendia o porquê, sendo que eu poderia atirar de longe numa boa. Gastei bastante munição, inclusive bombas e lança-granadas e nada, procurei botões e fiquei andando pelo cenário e nada.

    Quando eu finalmente achei a solução: apertar RB, selecionar uma bomba que gruda e colar em um painel de controle. Bem bizarro.

    Outras vezes parece que você já viu tudo na missão, mas eras depois acha um botão que abre uma zona nova e o final da dela.

    As missões estão todas conectadas por um enredo bem bacana, mesmo sendo meio corrido as vezes e envolve um futuro em que a espiã Joanna Dark se infiltra em bases e prédios e descobre conspirações e alienígenas.

    Um desses aliens é Elvis, um ET bem clichê e metido a engraçado que quebra um pouco o clima sério e realista do jogo, que logo se torna algo meio diferente do que eu imaginava também com as primeiras missões, mas você se acostuma quando entende como tudo funciona.

    O enredo te prende bastante e os personagens são interessantes, importantes e claro, dublados! É muito amor.

    As fases parecem grande a primeira vista, tomando cuidado pra não morrer e explorando pelos objetivos, mas logo tudo se mostra bem rápido, ainda mais quando você tem que refazer a missão por qualquer motivo. Cada fase pode ser dividida em partes, e cada com 3 objetivos. Geralmente isso acontece quando a missão em si vai mais além, como na Area 51, que você explora o lado de fora pra tentar entrar e finalmente consegue. A fase seguinte, é dentro da base (conta como a mesma missão) e depois tem outra saindo do local. Ainda assim, muitas delas são apenas os três objetivos e já se inicia a próxima missão.

    No total são 9 delas, e a maioria é de apenas uma fase e seus três objetivos.

    Resumindo: Perfect Dark é um FPS interessante, coisa difícil de se ver ultimamente. Uma ótima experiência pra voltar de vez em quando e um jogo quase que obrigatório pra quem nunca jogou. Vale lembrar que é um título baseado em exploração e no próprio enredo. A aventura toda não é muito grande e nem difícil (mas pode ser se você quiser). Eu mesmo deixei o Auto Aim (que já vem habilitado por default) ligado, só pra dar um feeling mais N64. 007 Goldeneye é bom pra caramba, mas PD é incrivelmente único!

    De bom: jogo bonito e bem fluído. Grande arsenal de armas. Objetivos diferentes, assim como cada missão. Não há aquele sentimento de claustrofobia como imaginei que teria. Jogo bem balanceado em relação a fases abertas e fechadas e uma boa sensação de liberdade, inclusive ao pilotar umas motos voadoras. Enredo muito legal e "mind-blowing". Fases pequenas e tranquilas assim que você as aprende. Fases extras depois de zerar. Modo multiplayer. Tem uma fase que é pela cidade ao estilo Blade Runner que é muito massa!

    De ruim: objetivos nem sempre muito claros e que você vai ter que jogar e rejogar as vezes pra saber. Achei algumas partes meio corridas e sem muita lógica, como em uma fase que você está disfarçado de aeromoça e o avião cai. Na fase seguinte você acorda no gelo e com roupa de frio.

    No geral, amei o jogo de verdade. Possivelmente o melhor do gênero daquela geração. Rare Replay está me propiciando muitos bons momentos e até nostálgicos, mesmo com jogos que joguei só agora pela primeira vez. Espero que Perfect Dark 2 seja tão incrível como esse foi! Jogão!

    Perfect Dark

    Platform: XBOX 360
    146 Players
    7 Check-ins

    8
    • Micro picture
      leopoldino · almost 2 years ago · 2 pontos

      Tenho acompanhado as suas postagens e tô achando que você não vai se desfazer do XONE.

      3 replies
    • Micro picture
      mardones · almost 2 years ago · 2 pontos

      Se tem um jogo que me faria comprar um Xbox one, esse é o Rare replay

      4 replies
  • anduzerandu Anderson Alves
    2017-08-14 22:24:43 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Conker's Bad Fur Day

    Zerado dia 13/08/17

    Caraca! Vocês não tem noção de como eu estou feliz por dizer que zerei Conker's Bad Fur Day! Geralmente eu fico assim depois de finalmente me livrar de algum jogo chato e demorado, como foi mais ou menos com o Jet Force Gemini, mas no caso de CBFD é justamente o contrário. Que jogo INCRÍVEL!!!

    Eu sempre tive um medo de como seria a minha experiência com ambos os Banjos de N64 e com o Conker, pois o gênero collect-a-ton é meio tenso, ainda mais em jogos antigos que demandam mais tempo e paciência com controles que podem ser frustrantes, mais ou menos como em Super Mario 64. Graças ao Rare Replay, estou jogando várias pérolas da época com gráficos bacanas, deitado na minha cama, numa TV grande e com um ótimo controle nas mãos, foram as correções de bugs e comandos!

    O meu medo com CBFD era pura ignorância, pois o jogo está muito mais para um simples platformer 3D do que qualquer outra coisa. O howlongtobeat.com mostra que a jogatina dura cerca de 8 horas (2 horas a menos que Banjo-Kazooie) e isso muito me interessou.

    Com pouco tempo na aventura, eu já tinha visto muita coisa e aprendido como o título é simples e, sobretudo, engraçadíssimo! Eu já curtia o humor do Kazooie, mas definitivamente o Conker e todo o seu jogo vão muito além.

    Parece que pegaram toda a parte massiva e/ou frustrante de jogos anteriores e finalmente aprenderam como se faz um jogo mais tranquilo e divertido.

    Não me entenda mal. Eu gostei muito dos jogos do Banjo até aqui, mas o Tooie me deixou com um pouco de medo do que a Rare faria depois e Conker foi por um lado bem diferente e moderno. Eu acabei de zerar o jogo mas sinto que o jogaria novamente agora sem o menor problema.

    Mapas gigantes e decorar onde você tem que voltar horas depois? Esqueça! Mil e um comandos? Nem meia dúzia! Ficar fazendo favores e explorando fases atrás de segredos? Jamais!

    CBFD é bem simples na maior parte das vezes. Cheio de cutscenes, você sabe quase sempre pra onde ir e mesmo se não souber, uma rápida exploração do mapa já é o bastante pra ativar a próxima cinemática que continua a estória e te guia ao seu próximo destino.

    A área inicial é pequena e de simples entendimento. Você sabe de cara onde ir ou não. Parece até óbvio de mais, inclusive. Do hub inicial, você chega as outras partes do jogo, com cenários e temáticas diferentes, mais ou menos como numa versão diminuída do Hyrule Field de Ocarina of Time. Ao alcançar uma nova área, você fica nela até a terminar (apesar de existir a possibilidade de sair).

    Os objetivos são sempre simples e mesmo quando tem algum desafio, não chegam a ser frustrantes: eliminar todos os inimigos, guiar um cara até certo ponto enquanto se esquiva de minas terrestres ou simplesmente carregar uma colmeia de abelhas até certo ponto. Tudo é sempre rápido e fluído e dificilmente você fica em algum lugar preso ou sem progredir na estória, que sempre te recompensa com mais dinheiro ou outras coisinhas.

    Uma de suas características mais famosas é o conteúdo adulto, coisa que o jogo já avisa desde que abrimos o jogo: "For Mature Audiences Only". Isso se dá porque os personagens xingam bastante (tipo na vida real mesmo). Algumas palavras como "asshole" ficam a vista, enquanto "fucking" e outras são trocadas por caracteres engraçados, como caveiras, raios e arrobas, além do som de "piiii" quando falam.

    Aliás, é legal que o jogo é 100% dublado (em inglês) e cada personagem tem voz muito distinta, como sotaque russo ou caipira.

    Algumas falas são tão geniais e bem construídas, que a moral de CBFD só subiu comigo. Por outro lado, várias partes eu me perguntava o que um pré-adolescente pensaria lendo e vendo coisas como mulheres sacudindo peitos e fazendo piadinhas mais... quentes. 

    Além disso, o próprio Conker está sempre ficando embriagado  e vomitando. Os personagens morrem com frequência também, incluindo o protagonista, e sempre explodem em ossos, sangue e cabeça voando, tipo Fatality do Mortal Kombat. Pra dizer a verdade, é bem inesperado e engraçado, mas não jogue mesmo perto de crianças!

    Uma das coisas que eu mais amei, além de tudo isso aí, é que o jogo contém ainda várias referências a filmes, se iniciando com Laranja Mecânica, passando por Star Wars, Alien e uma parte super divertida de Matrix!

    O objetivo é meio bizarro: chegar em casa após ter enchido a cara no bar, mas logo as coisas mudam tanto, que você vai de uma coisa a outra, de uma temática a outra, chegando a partes até mais assustadoras, como em uma mansão com zumbis, super parodiando Resident Evil a outras mais sérias e bizarras e cheias de morte, como numa parte que estamos no meio da guerra dos esquilos contra ursos de pelúcia. Música tensa, noites chuvosas, personagens se explodindo em muito sangue e logo o jogo ficou medonho!

    Durante a campanha é comum ver o jogo adicionar mecânicas e desafios bem diferentes, como controlar um tanque de guerra, nadar contra o tempo, atirar com armas de fogo, corrida num hoverboard, voar como morcego, urinar ou cagar nos outros e muitas outras coisas. Parece que cada segundo nesse jogo é muito bem aproveitado!

    Resumindo: Conker's Bad Fur Day já entrou na minha lista de cinco melhores de N64 e virou facilmente um dos meus jogos favoritos, e bem a frente de seu tempo. Incrível! É como se juntassem vários fatores positivos que fizeram a Rare ser a Rare em Donkey Kong e Banjo + humor ácido e conteúdo adulto e fizeram um jogo, que é simples e funcional, e que ainda rende boas horas de diversão sem ser massivo, repetitivo e nem fácil demais.

    De bom: gráficos lindos, cores e animações bem feitas. Personagens bacanas típicos da empresa na época. Trilha sonora e ambientação que sempre batem perfeitamente. Humor de primeira, coisa típica de jogos do Tim Schafer (Grim Fandango). Jogo muito fluído e que não te prende para fazer desafios. Gosto muito do fato que você está na sua própria quest resolvendo os seus próprios problemas, e não os dos outros. Jogabilidade incrível e texturas bem consistentes. Desafios e mecânicas que sempre se reinventam. Amo as referências aos filmes. Modo multiplayer para até quatro jogadores contra. A violência gratuita e os personagens morrendo subitamente chega a ser engraçado.

    De ruim: a câmera as vezes fica por detrás do cenário e você não vê nada até girá-la certinho (mesmo que isso dê algum trabalho as vezes). Algumas partes as mecânicas não ficam muito claras e não há instruções, como na parte da boate, que você deve urinar nos caras e a urina acaba depois de um tempo e enquanto você está bêbado, fica super lento e ainda fica parando para vomitar a toda hora. O que você deve fazer é subir numa plataforma e tomar um efervescente, que ficam meio escondidos. Aliás, várias partes do jogo requerem que você fique indo e voltando para tentar novamente. Odeio o fato que qualquer quedinha minúscula tira um pouco do seu HP.

    No geral, repito que o jogo é excelente. Fico um pouco curioso com o remake que ele ganhou pro primeiro Xbox, mas estou muito contente com esse remaster do Rare Replay. Jogaço!

    Conker's Bad Fur Day

    Platform: N64
    2148 Players
    45 Check-ins

    6
    • Micro picture
      juninhowii360 · almost 2 years ago · 2 pontos

      O remake é surpreendentemente lindo, um dos jogos mais bonitos que eu joguei na geração 128bits. Essa paródia de Matrix na imagem ficou foda kkkk.

      1 reply
  • anduzerandu Anderson Alves
    2017-08-08 16:37:19 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Jet Force Gemini

    Zerado dia 06/08/17

    Apesar da referência ao jogo original numa plataforma Nintendo, originalmente do N64, a versão que eu joguei foi a do Rare Replay e meu deus, que trabalho! Passei praticamente duas semanas jogando Jet Force Gemini como jogo principal e numa lentidão estilo a do Banjo-Tooie.

    De qualquer forma, estou muito contente de finalmente terminar um dos últimos jogos da Rare que eu tenho interesse e finalmente me mover mais um pouco em direção a me livrar do XONE (sentirei saudades, ainda assim).

    JFG é um dos jogos que baixei pra emular no PC anos atrás, mas acabei nunca animando de jogá-lo assim, pois como eu sempre digo: é muito difícil eu me sentir confortável jogando algo tão longo em frente a tela do computador. A coletânea da Rare, exclusiva do XONE, me deixou muito feliz em saber que eu iria atrás de todos os jogos que tenho zerado recentemente.

    O jogo em si é um third-person shooter (TPS) em que você pode escolher entre três personagens e sair matando formigas e outros similares em fases relativamente lineares e com temáticas bem próprias.

    A aventura começa com uma cutscene já explicando um pouco da estória que ali se inicia e com a separação dos três protagonistas.

    Pelo gênero, eu imaginei que seria bem tranquilo de jogar, mas sabia que a Rare acharia um jeito de complicar as coisas. Por isso, fui ver no howlongtobeat.com a sua duração e lá consta 20 horas! Achei bem estranho visto que as primeiras fases foram bem rápidas e tranquilas, mas as coisas foram ficando tensas.

    O problema é o seguinte: você só tem um personagem de início: Juno. As duas primeiras fases são meio longas e divididas em seções, que mostram e salvam seu melhor resultado ao deixá-las. Esses resultados são referentes ao tempo levado para terminar aquela seção  e um fator importante: quantos Tribals você salvou.

    Esses Tribals, criaturas semelhantes a coalas, são criaturas indefesas que ficam espalhadas pelos cenários e muitas vezes em pontos perigosos ou escondidos ou ainda em lugares que você não pode alcançar ainda. O fato é que você nunca sabe até onde pode ir num estágio. Nunca sabia se eu já tinha feito tudo o que era possível ou se tinha algo que eu não vi ou alguma mecânica do jogo desconhecida pra mim. Mas fica pior que isso!

    Assim que você avança no jogo, os dois outros personagens serão liberados e você os poderá escolher para seguir suas partes e planetas na estória também. O objetivo inicial é fazer cada um dele passar por cerca de três planetas e seus desafios e chefes e chegar num ponto de encontro entre todos eles. Juro que a jogatina até aí foi tensa e longa, com MUITOS inimigos pra matar pelos cenários, muitos segredinhos desonestos e obrigatórios, muitas áreas que só achei depois, armas para coletar e descobertas que o jogo poderia simplesmente ensinar com uma caixinha de texto. Faltou falar que a mira é péssima, visto que o jogo era originalmente de N64 e seus controles de apenas um analógico. Felizmente, eles pensaram um pouco e adicionaram a opção de usar "controles modernos" nessa versão, o que já ajudou um pouco, apesar da mira continuar sendo muito sensível.

    Achando que era o final, nesse ponto eu estava no máximo na metade de JFG. O jogo permite agora que você use qualquer personagem em qualquer planeta, e você vai usá-los para explorar cada centímetro deles,  como rotas que só um deles pode seguir ou caminhos trancados que você agora pode abrir graças a um item ou chave que pegou em um lugar totalmente diferente. Não demora muito para o leque de possibilidades de JFG ficar bizarramente gigante.

    A troca de personagem em si já complica, pois você tem que pausar e acessar o menu próprio e trocar para o que desejar. Feito isso, o jogo vai trocar para o local onde aquele personagem está! Pois é, é meio que GTA V, mas cada um deles fica onde você os deixou.

    Cada um dos três tem habilidades diferentes, como Juno podendo andar na lava, Vela, a menina, nadar, e Lupus, o cão, flutuar e alcançar alguns lugares. Some isso a o fato de que cada um tem armas e chaves próprias e logo você vai ter uma dor de cabeça.

    Se tem uma coisa que você tem que ter aqui é memória. Saber pra onde voltar quando tiver tal chave e muitas vezes apenas com um personagem específico, que encontra itens em lugares bem diferentes.

    Ah, lembra dos Tribals? Logo o jogo diz que você é obrigado a achar TODOS para zerar. O maior backtracking de todos os tempos! Que tédio.

    A partir de certo ponto, tive que apelar pra algo que nunca uso: walkthrough. Não que eu tenha seguido um detonado de cabo a rabo, mas segui a ordem de onde eu deveria ir, qual personagem seria capaz de salvar todos os Tribals em cada parte (você tem que salvar todos de uma vez, se sair da área, ela salva seu score e você terá que pegar todos de novo. Mesma coisa caso algum deles morra por causa de inimigos ou sua mesmo). Fiquei de cara como alguns deles estavam bizarramente escondidos, como em plataformas em lugares completamente escuros. Se eu achei o jogo em 16 horas longuíssimo, teria duplicado isso aí procurando personagem e tentando descobrir com qual personagem e habilidades eu deveria ter em certas partes.

    Depois de umas 7 horas de jogo, a aventura começou a ficar mais interessante. Você vai aumentando seu arsenal, tem mais liberdade de exploração, abrindo todas as portas ou voando com seu jetpack. Aprendi a mirar bem também, aumentei a vida deles e a capacidade de munição das armas e comecei a ver que o lance de explorar e ir de lugar pra lugar era até uma ideia bacana, pena que não muito bem executada. O fato dos inimigos só darem respawn se você sair de uma seção ou planeta também ajuda bastante.

    Resumindo: Jet Force Gemini é um jogo complicado de descrever. Ele tem pontos positivos bem legais, mas vários dos negativos estragam tudo e o que poderia ser um dos melhores jogos de N64, de verdade. Após fechar a campanha, deu pra entender o porquê de Star Fox Adventures existir, ou mesmo o SF Assault.

    De bom: trilha sonora e.x.c.e.l.e.n.t.e! É boa demais para um jogo que é bem mediano e lembra um pouco um mix de Star Wars com Star Fox. Enredo legal e muitas ideias boas mas mal executadas e que dariam um baita de um jogo se o refizessem do zero para consoles modernos. Cutscenes e ambientação de primeira. Percebe-se que alguns departamentos do jogo trabalharam muito bem. Arsenal grande e com as possibilidades de expansão. Segredos aqui e ali que abrem inclusive coisas para o multiplayer. Chefes legais e até criativos, embora poucos. Menu de pausa ao menos conta quantos Tribals tem em cada área. Respawn de inimigos só ao deixar as seções. Partes diferentes, como corrida de naves ou controlar um drone por tubulações.

    De ruim: bem repetitivo. Você vai e volta em cada planeta várias vezes e sempre que o faz, tem que matar um bocado de formigas para as portas se abrirem e você continuar. Os inimigos tem padrões bizarros! As formigas ficam se movendo como loucas de um lado pra outro e muitas vezes se jogando em você. Os grandões ficam atirando misseis e granadas rápido demais. Tribals são mortos por conta de várias aleatoriedades como essas. Inimigos com escudo são um saco e gastam muita da sua munição e seu arsenal, apesar de grande, conta com armas muitas vezes inúteis e depende muito da Machine Gun. Alguns coletáveis estão muito escondidos ou só podem ser alcançados com certo personagem ou tendo algum item específico ou tudo junto e as vezes só muita exploração pra perceber isso. Você nunca sabe até onde suas habilidades vão nem se já pode fazer tudo naquela seção ou se deverá voltar mais tarde. Pegar todos os Tribals pra zerar o jogo é uma das coisas mais patéticas que já vi num jogo, é tipo um replay exagerado obrigatório do jogo inteiro ou uma platina obrigatória. Controles péssimos por default e ruins na versão "moderna". Fases grandes sem opção de "viagem rápida" entre seções, apenas entre planetas. Personagens muito feios e duros, e isso porque são protagonistas.

    No geral, se não fosse pela coisa de pegar 100% dos Tribals, o que praticamente te obriga a fazer tudo no jogo para ser alcançado, eu recomendaria o jogo, mas acredito que ele ficou mais de nicho. Pra jogadores mais hardcore ou que gostam de coisas da época, eu até aconselho, mas lembre-se que tomar gosto pela coisa toda e entendê-la leva algum tempo. Espero não tem mais nenhum problema assim no Rare Replay. E, sinceramente, se houvesse um remake melhorado, eu o jogaria.

    Jet Force Gemini

    Platform: N64
    632 Players
    24 Check-ins

    4

Load more updates

Keep reading → Collapse ←
Loading...