• anduzerandu Anderson Alves
    2019-05-05 02:26:09 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Street Fighter

    Zerado dia 04/05/19

    Jogatina na casa de uns amigos hoje e enquanto o resto do povo não chega, lembrei que ele é super fã dá série Street Fighter e resolvi pegar a coleção de 30 anos da série pro PS4 e investir em zerar esse jogo que, se não for assim, eu nunca vou jogar.

    Os dois que já estavam aqui no sofá, inclusive o dono do jogo, torceram o nariz. "Esse jogo é um lixo, eu só joguei uma vez pra dizer que já joguei mesmo".

    Falei pro povo que seria rápido e já fui abrindo o jogo pra fechar a campanha rapidão.

    Começando a jogatina, você vê uma tela título que é um muro com umas pichações. Apertando Start o jogo já inicia a primeira luta, sem sequer deixar você escolher personagem. É o Ryu ou nada.

    Engraçado que existem 10 outros personagens contra os quais você luta na campanha e o Ken, que o segundo jogador usa caso vocês joguem Versus, mas enfim.

    A campanha sempre segue a mesma ordem de lutadores também, incluindo oponentes conhecidos e outros que só ficaram nesse jogo. Dos conhecidos, temos o Birdie, o Eagle e Sagat, entre outros.

    O gameplay é simples, já que além dos direcionais, usamos apenas dois botões: um pra ataque e outro pra defesa. Daí basta usar as combinações bizarras para fazer ataques especiais.

    Teoricamente os comandos são os mesmos dos jogos seguintes, como o Hadouken, shoryuken e tatsumaki, o que o próprio jogo mostra na lista de comandos quando você aperta Start e abre um menu do emulador da coletânea.

    Já na prática as coisas são diferentes. O Hadouken, que deveria ser o mais fácil, dificilmente sai! Tive mais facilidade com os outros dois, mas são golpes difíceis demais de acertar aqui senão na sorte mesmo.

    Os inimigos são bizarros e nunca dá pra prever seus movimentos. As vezes eles simplesmente ficam parados aceitando seus golpes, e outras eles vão com tudo pra cima.

    Conforme você avança na campanha, mas difíceis eles ficam também. O primeiro combate é mais justo, logo a IA sobe de forma significante  a cada avanço e dá menos brechas. Alguns inimigos podem levar muitos golpes pra morrer mas te matar com 3 socos! 3 sequinhos ridículos!

    É um jogo bem injusto e mal feito.

    O mais bizarro de tudo, no entanto, é a animação dos personagens. É tudo feio e preguiçoso e rola MUITO frameskip. Muuuuuito.

    É uma mistura de combate lento com lutadores teletransportando a todo momento pois muitas animações estão faltando! Isso ficou muito evidente na luta contra o Adobe, a que eu recomendaria assistir no YouTube.

    Street Fighter é bem quebrado, mas ao menos tem continues infinitos. Ainda assim, cada round é um sacrifício e eu usei savestate do emulador sempre que vencia. Nas primeiras batalhas eu já tava muito irritado.

    Resumindo: Street Fighter é o jogo que começou uma geração, mas de uma forma ruim. O fato de as pessoas ignorarem sua existência e seguirem do 2 pra frente faz todo sentido, pois é como um título inacabado.

    De bom: a ideia geral é boa, como os personagens e tal. Continues infinitos. Fases bônus variam a jogabilidade.

    De ruim: parece um protótipo. Cheio de frameskip ou animações não terminadas. Hitboxes zoadas. Lutas injustas que você perde com 3 golpes. Sem escolha de personagem ou estória.

    No geral não há o menor motivo pra jogar ou tentar emular esse jogo. Melhor só ver no YouTube mesmo, mesmo se você for super fã, como meu amigo é.

    Street Fighter

    Platform: Arcade
    286 Players
    7 Check-ins

    13
  • anduzerandu Anderson Alves
    2019-05-02 00:18:48 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Crash Bandicoot N. Sane Trilogy

    Zerado dia 01/05/19

    Quinta-feira passada foi o meu aniversário e quando um dos meus alunos de uns 11 anos soube, ele me desejou felicidades e disse "teacher, próxima aula eu vou trazer o Crash pra te emprestar".

    A gente provavelmente conversou há uns meses sobre eu não ter o jogo e querer jogá-lo ou algo assim, mas realmente não me lembro, mas fiquei agradecido e disse que aceitava o empréstimo sim, ainda mais porquê o amigo que geralmente me empresta os jogos e tem o Crash resolveu emprestar para outra pessoa e o cara nunca devolve!

    Ontem, terça-feira, o garoto chegou com o jogo pra mim. Eu disse que tentaria devolver na próxima aula, amanhã, quinta-feira, mas já avisei que provavelmente só retornaria o jogo semana que vem, até porquê são 3 títulos em 1! Ele mesmo não esperava ver o jogo d enovo em algum tempo, pois ele mesmo não foi muito longe em suas experiências e quem diabos devolve um jogo em dois dias?

    Cheguei em casa, pus o jogo pra instalar e por mais que eu já tivesse jogado o primeiro mundo do Warped completo no passado, eu não lembrava de muita coisa e a curiosidade não me deixou ignorar N. Sane Trilogy. Assim que pude já fui jogar pra devolver o mais rápido possível.

    Começando em ordem (e já que os outros dois jogos apareciam como "instalando" na tela de seleção, fui reviver o 1. Como eu já terminei todos esses Crashs na versão original de PS1 (e até publiquei sobre eles aqui no Alvanista), resolvi tratá-lo como um jogo só. Além disso, não vou entrar em muitos detalhes sobre o funcionamento deles aqui, pois o trabalho desenvolvido nesse remake é MUITO fiel.

    Crash 1, o que sempre achei sem graça e tal, além de traumatizante em certos estágios. Um amigo empacou na segunda fase na ponte, lá no finalzão e pediu que eu tentasse há uns meses atrás, mas sem paciência, nem fui longe. Estava na hora de enfrentá-la novamente!

    Eu me assustei com o rápido progresso no jogo. Em duas horas eu tinha zerado, mesmo me estressando bastante em determinadas fases. O primeiro jogo é bem "o Donkey Kong 3D que as pessoas queriam" e dá mesmo pra sentir uma influência do jogo do macacão.

    O level design é simples, assim como as mecânicas e os cenários são sempre selva ou ruínas antigas. Legal, mas cansa um pouco. Nada parece muito intuitivo e muitas vezes o desafio parece um pouco injusto ou que demanda tentativa e erro demais. Definitivamente não é um jogo pra crianças.

    Terminei o jogo e me senti muito confiante em terminar logo os outros dois! No dia seguinte comecei o 2 no fim da manhã.

    Crash 2 é um meio termo em questão de dificuldade e criatividade. Agora ao invés de um mapa com fases ligadas de forma linear, o jogo tem um Hub com fases disponíveis para serem jogadas em qualquer ordem. Lembro que na infância quando a gente não conseguia prosseguir em um certo cenário mas gostava muito do jogo, saía e ia jogar outro, deixando esse chatão pra depois.

    São 5 mundos, cada um com 5 fases. Ao terminar todas as 5, se abre a sala do chefe e ao derrotá-lo, abre a possibilidade de ir pro próximo mundo. Nada mais simples.

    É demais como o jogo já explora novas mecânicas ou se aprofunda em outras que o jogo anterior mal utilizou, como fases com montaria. Além do mais, novos temas são usados, como fases na neve ou futuristas e o próprio Crash tem comandos diferentes, como a rasteira que se seguida de um pulo o lança mais alto e mais distante.

    Esse segundo jogo, de subtítulo Cortex Strikes Back, faz o primeiro jogo parecer amador de tão repetitivo, mas ainda sim tem seus defeitos. A variedade de gameplay e cenários poderia ser maior, algumas mecânicas só são exploradas muito perto do final e entre as fases os personagens ficam te parando pra fazer uns diálogos um pouco desinteressantes.

    Uma coisa que eu gostei muito é da grande quantidade de coletáveis. Há um cristal roxo em cada estágio para ser encontrado e coletado, mas há ainda outras gemas para serem colecionadas, sendo que algumas envolvem destruir todas as caixas da fase e outras eu nem sei exatamente como abrir. O fator replay vai nas alturas!

    Ao terminar a esse, fui direto pro 3, que é pra mim o melhor jogo do personagem, além de ser o mais fácil e, consequentemente, o mais rápido.

    Crash 3, Warped, é sensacional. A trilha sonora, o level design, a variedade de personagens, temas, jogabilidade. Até o enredo pra justificar tudo é bacana e envolve o vilão agindo em diversos períodos de tempo específico.

    Então você tem fases baseadas na China, na Inglaterra, Egito etc.

    E não para por aí: a dificuldade é muito boa pra qualquer um! Os cenários não são confusos e há uma boa variedade de checkpoints e frutas e vidas para serem coletadas. Eu morri um bocado, ainda assim, mas bem menos que nos outros. E com certeza não me estresse jogando. Crash Bandicoot: Warped é uma gema do platformer 3D!

    Os muitos coletáveis e segredos estão de volta, melhores do que nunca. As fases tem mais exploração e ao derrotar chefes você ganha uma nova habilidade, como pulo duplo ou correr mais rápido. Essas habilidades são ótimas pra voltar e fases aquelas fases 100%.

    Resumindo: Crash Bandicoot N. Sane Trilogy é um jogão, feito com amor pra quem não conhece a série e com todo o respeito aos jogos originais. Embora esses jogos não sejam perfeitos pelo que são, é super incrível ver que eles ainda existirão nessas gerações mais modernas de video game, ao invés de viver eternamente nas mentes nostálgicas de quem jogou na época.

    De bom: produto 100% fiel ao original, desde as animações, comando e o feeling. Visual muito bonito, mais as expressões faciais e texturas de tudo, que dão um ar dos filmes de animação de hoje em dia, mas sem parecer coisa de retardado. 3 jogos em 1 e muita coisa pra fazer tanto pra jogar casualmente quanto para alcançar os 100% em todos esses títulos. Achievements. Defeitos das antigas consertados, como a dificuldade de salvar no primeiro jogo. Continues infinitos e auto-save. Disponível em todas as plataformas atuais.

    De ruim: dificuldade as vezes um pouco alta demais pode afastar alguns jogadores, sobretudo a galera mais jovem que não é acostumada a vencer ou continuar insistindo em um joguinho. Alguns hitboxes são meio suspeitos e deixam a impressão de "como eu morri se eu estava longe disso?". Noção de perspectiva quase sempre zoada: parece que você vai alcançar aquela plataforma mas não dá ou parece que "tenho que aperta o botão de rolar daqui há um segundo para passar por baixo do obstáculo" mas você morre antes. Transformaram o hitbox do Crash em um ovo, ao contrário do retângulo de antigamente (meio que todo mundo viu essa notícia na época) e isso fez muita diferença nesse tipo de jogo. Enquanto em outros jogos similares você sobreviveria por estar com boa parte do pé numa plataforma, aqui você escorrega pra fora se não estiver completamente seguro. Haja paciência as vezes.

    No geral, foi uma ótima experiência e definitivamente esse Crash é um must pra quem conhece o personagem ou curte o gênero. Por outro lado, senti como só estivesse rejogando os originais do PS1, então fora o visual, não dá pra esperar uma experiência nova, e isso faz sentido, seja bom ou ruim. Recomendo!

    Crash Bandicoot N. Sane Trilogy

    Platform: Playstation 4
    474 Players
    111 Check-ins

    12
  • anduzerandu Anderson Alves
    2019-04-24 13:35:01 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Tricky Towers

    Zerado dia 24/04/19

    Depois de terminar com os jogos emprestados, fui atrás das pendências, sobretudo jogos que eu comecei e por algum motivo não terminei pra deixar tudo organizadinho novamente. Acredito que eu tenha começado tais jogos enquanto jogava outros mais longos e lentos, pra sair um pouco da mesmice. A surpresa é que eu tenho um bocado de jogo pra fechar nesse quesito!

    A escolha da vez foi Tricky Towers, um título que comprei há um bom tempo depois de ouvir todo mundo falando nele e como seu multiplayer era divertido. Uma espécie de Tetris com um "twist" que ajuda muito na variedade de gameplay. Com o amor dos meus amigos e eu por Puyo Puyo Tetris e a falta de jogos para vários jogadores no meu PS4, não deu outra: peguei na primeira promoção que o vi.

    TT usa das mesmas peças que Tetris, mas o seu foco, ao invés de ser fechar linhas e fazer combos, aqui é equilibrá-las, mais ou menos como em um castelo de cartas.

    Você começa a fase com um pedaço de terra cercada pelo mar e deve usar das formas aleatórias da forma desejada para durar mais que os seus oponentes. Você pode, por exemplo, tentar por as peças de forma que expandam a sua área de jogo ao aumentar a base ou mesmo fazer o essencial para subir mais e mais alto.

    Fazer uma construção mais "larga" te dá mais possibilidades de encaixe, mas há algumas metas  de altura demarcadas na fase que quando alcançadas, te dão uma habilidade.

    Essas habilidades variam entre aquelas que te ajudam a manter a construção em pé, como cipós que quando ativados aparecem na próxima peça e a agarram a todas àquelas que estiverem adjacentes, como uma corda e aquelas que prejudicam seus adversários, como fazer as formas descerem mais rápido ou ficarem impossibilitadas de serem rotacionadas.

    O maior desafio do jogo é saber posicionar as peças e construir uma base que aguente o peso e mantenha o equilíbrio do que virá por cima (e que esteja abaixo). Com toda a experiência em Tetris, você acaba sempre tentando deixar tudo quadradinho, sem espaços entre as formas, mas nem sempre isso é inteligente e pode limitar muito o seu espaço quando você estiver nas alturas.

    Lembre-se de balancear tudo! É comum que uma pecinha mal posicionada faça com que toda a sua estrutura comece a "dançar" e desabe!

    Em alguns modos de jogo você perde por deixar uma peça cair, em outros, você perde uma vida de três. Basicamente, deixar as coisas caírem na água é o equivalente do Tetris de alcançar o teto do cenário.

    O modos de jogo são três, tanto no single player quanto no multiplayer:

    -Um de corrida, em que os jogadores disputam pra ver quem constrói mais rápido até alcançar a linha de chegada. Peças que caírem fora no cenário não te penalizam, só te atrasam;

    -Um de vidas, em que você pode construir infinitamente, mas cada peça na água tira uma de seus três corações;

    -Um de puzzle, em que você deve por um número limitado de peças dentro de um espaço limitado. Perder uma peça no buraco ou fazer uma delas encostar no limite acima do cenário faz com que você perda instantaneamente.

    Se a sua galera se sentir confiante, é possível configurar o jogo pra mudar aleatoriamente entre as partidas pra dar uma maior variada no gameplay. Além disso, é possível criar torneios pra dar mais sentido e importância a cada jogo.

    Além de toda a física que o jogo se baseia, TT tem um diferencial MALDITO: o posicionamento das formas. No tetris, toda a ação funciona em um "grid", como um monte de quadradinhos lado a lado e tudo bem certinho. Basicamente, se você tiver a forma | no limite do lado esquerdo do estágio, que iremos chamar de coluna 1, e apertar pra direita, ele vai pra coluna 2. Já nesse jogo aqui, se a peça estiver na coluna 1 e você apertar pra direita, ela vai pra coluna 1,5, depois pra 2, depois pra 2,5 etc.

    Parece besta mas isso não só atrasa a sua movimentação quanto faz com que você ponha as peças completamente tortas e impossibilite o encaixe ou ainda acabe com o equilíbrio que as peças teriam se estivesse certinhas.

    Até o final do jogo, eu sofri muito com isso, ainda mais quando a ação era mais rápida e requeria precisão. Motivo para perder MUITAS partidas e perder muitas formas de forma ridícula.

    Acho que a melhor forma de resumir esse jogo é a imagem acima. Note como a peça azul do jogador 1 está desalinhada justamente pelo o que eu acabei de citar. Agora perceba como as peças dos jogadores 2 e 3 ficaram por conta da falta de equilíbrio, dificultando a continuação da construção.

    O modo multijogador de Tricky Towers é sensacional, e só isso vale todo o investimento, mas há o modo ""campanha", que é meio que um extra. São 50 desafios baseados nos três modos de jogo que falei, começando bem simples e terminando bizarramente difícil. Mas difícil de um jeito injusto e frustrante. 

    Sinceramente, nem diria que vale a pena jogar o modo para um jogador.

    As fases de chegar há uma certa altura tem tempo, e pouquíssimo tempo, que cheguei a duvidar se era possível no final.

    As fases de puzzle são as mais justas, mas é tão sem graça as vezes ficar tentando por todas as peças que eu acabei vendo as últimas no YouTube.

    Agora as fases de vida são INSANAS. Em algumas delas o jogo te joga os poderes que você conhece no multiplayer, as vezes mais de um e as vezes seguindo uma regra. Em uma delas, você ganhava uma peça norma e a próxima gigante. Isso a fase toda até encaixar 50 delas. A última misturou tudo: peças gigantes, pequenas, neblina que impossibilita vem onde você está encaixando, peças que não giram, formas excepcionalmente bizarras, peças caindo rápido, mas agora pra você por 99 formas.

    Eu passei dias pra cada uma das três últimas fases e nem sei quando joguei algo tão difícil quanto isso.

    Resumindo: Tricky Towers é um jogaço pra que curte experiências como Tetris, mas com bem mais variação. Um ótimo jogo casual pra jogar com quase todo tipo de pessoa e se divertir um bocado.

    De bom: um jogo bem mais original do que eu imaginava e que convive muito bem com Tetris, que tem uma proposta bem diferente. Jogabilidade simples e comandos novos, como L1 e R1 que que empurram a peça super rápido pra esquerda ou direita (ótimo pra encaixar nas laterais das construções. Visual colorido e cheio de sonzinhos. Modos diferentes de jogos, assim como habilidades de ataque e defesa que deixam as jogatinas e as torres bem diferentes e bizarras. Modos online ou offline (jogatina de sofá). Possibilidade de escolher diferentes estilos de peças.

    De ruim: níveis exageradamente impiedosos na campanha single player. Achei um pouco fácil de enjoar (mas acabo achando isso de muitos jogos multiplayer hoje em dia). Me matei pra fechar a campanha em troca apenas de uma conquista, enquanto esperava pelo menos uns cosméticos. Muita coisa (cosméticos) que só é desbloqueada se comprada na loja do console (com dinheiro de verdade).

    No geral, super recomendo o jogo pelo multiplayer, que é mesmo o foco dele, como um party game. Não tem erro! Já pro single player, não vi muita graça, apenas frustração. Ótima experiência!

    Tricky Towers

    Platform: Playstation 4
    90 Players
    9 Check-ins

    12
  • anduzerandu Anderson Alves
    2019-04-16 12:58:12 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Middle-Earth: Shadow of War

    Zerado dia 16/04/19

    Yay, fazem anos que terminei Shadow of Mordor, um jogo ambientado no mesmo universo d'O Senhor dos Anéis. Acho que meio que todo mundo conhece aquele jogo, uma mistura meio que de Assassin's Creed com Batman Arkham super repetitiva e cansativa. Lembro que o joguei por uns 2 ou 3 dias sem parar, até porque não era uma experiência muito longa.

    Pois bem, apesar dos muitos pontos negativos dele, eu fiquei curioso sobre sua sequência: Shadow of Mordor, mas claro, sem muito hype. A primeira promoção que praticamente dessem o jogo, eu o jogaria. 

    No final das contas, acabei pegando emprestado (junto com o Red Dead Redemption 2) de um amigo e não precisei gastar um centavo! Graças!

    Shadow of War (SoW) é um nome bem ruim pra uma sequência de um jogo chamado Shadow of Mordor. E com o fato de o gameplay ser parecido e até as capas, eu nunca sei qual é qual. Sério, existe um nome mais genérico que Shadow of War?

    O jogo começa dando sequência à estória de Talion, uma espécie de Aragorn super sem graça e com menos expressões que a Kristen Stewart, e seu amiguinho fastaminha camarada, Celebrimbor, que agora mantém uma forma mais feia e bizarra.

    Você vai perceber que os visuais não são muito chamativos e tudo se parece demais no jogo, inclusive cada mapa de cada província que você abre (felizmente algumas se diferenciam com neve ou lava, por exemplo). Esse definitivamente poderia ser um jogo da geração passada.

    As primeiras missões são lineares e ensinam comandos básicos do jogo. Basta seguir pra próxima marcação no mapa e continuar a estória, conhecer novos personagens e ver o desenrolar que nos levará o mais rápido possível ao fim de um jogo tão desinteressante. Tranquilo!

    Mais tarde você aprenderá a habilidade de controlar inimigos. Basta estar perto deles, segurar O e não ser atacado até que uma barrinha se encha. Esse poder será um dos mais importantes no jogo, principalmente para capturar capitães pelo mapa, mais ou menos como no jogo anterior. Orcs dominados lutarão ao seu lado.

    Pra quem não sabe, existem Orcs únicos pelos mapas, mais ou menos como os monstros campeões/lendários de jogos como Diablo ou Xenoblade. Cada nemesis desse tem características próprias, incluindo  resistências e fraquezas a determinados tipos de ataque e armadilhas do cenário.

    Enfraqueça-os numa batalha e terá a opção de tentar recrutá-lo para servir ao Senhor da Luz. Caso não tenha esse interesse, poderá lutar até a morte  e conseguir algum equipamento bacana. por outo lado, perca a batalha e veja esses caras se fortalecendo.

    Cada região conta com um enorme número de capitães num sistema hierárquico. Você pode ir atrás dos mais fracos para aumentar seu "time", enviá-los atrás de outros capitães para te ajudar ou mesmo deixá-los infiltrados  em castelos inimigos para quando você os atacar, eles traiam seus aliados quando eles menos esperarem (facilitando que você mate seus inimigos ou os recrute).

    O jogo, mais tarde, se mostra muito focado num sistema de Cerco, em que você e seus aliados atacam uma base daquela província para tentar tomá-la. Quanto mais aliados, mais fácil e quanto mais defensores do castelo você matar, menos resistência por parte do inimigo você terá.

    SoW sem dúvidas foca muito nesse sistema de nemesis, de ir atrás dos caras, conhecer suas particularidades e usar do que você puder para derrotá-los, junto aos seus exércitos em suas bases, e isso até que é bem legal.

    Por outro lado, o jogo é basicamente só isso: interrogar Orcs para revelar as sombras dos Orcs e poder os localizar, correr, escalar, correr, escalar, correr, correr de um lado pro outro, enfrentar o capitão junto de mais um bocado de Orc e ficar frustrado em ter que usar o contra-ataque a todo momento e não poder focar num só inimigo, ganhar e começar tudo de novo em busca do próximo ou perder, voltar pra uma torre mais próxima, ir atrás do cara de novo e ainda ter que ouvir o diálogo dele todinho novamente sem poder pular.

    Em diversas ocasiões eu me senti jogando um musou, de tanto corre-corre e espadas em grandes hordas que eu dava. O sistema de nemesis começa a encher o saco bem rápido e a preparação para atacar a base do inimigo pode levar muito tempo. Cheguei a gastar manhãs inteiras preparando times e faze ruma única missão dessas (já que a cada província você tem que refazer tudo do zero, pois os personagens são outros).

    O jogo depois ainda fica confuso com o que é missão principal ou não pois a maior parte do tempo eram apenas os pontos de exclamação dentro de losangos. Depois eles meio que somem e há outros objetivos em losangos (que se destacam também no mapa), mas a verdade é que eles são apenas um outro tipo de sidequest.

    Algumas missões são marcadas em outras províncias e você deve verificar de vez em quando saindo mapa dali e abrindo o do mundo, o que é um processo mais lento e estranho do que você imagina. Na verdade, dá até pra esquecer que existe esse mapa ou que há motivos de voltar a olhar outros lugares fora de onde você está.

    Mai pra frente, algumas missões em losangos se tornarão principais (sendo que antes eram meio que opcionais). É estranho, mas volte ao mapa-mundi, verifique onde tem uma missão piscando e vá pra lá.

    Resumindo: eu não sou muito fã de nada relacionado a Senhor dos Anéis, incluindo os jogos, mas Shadow of Mordor tem suas partes interessantes e que até o tornam superior ao primeiro (sendo que eu esperava a mesmíssima coisa), sobretudo o sistema de Cerco aos castelos e como fazer isso com Orcs que você já começou a curtir ou os resultados tidos durante a batalha com base em ações anteriores. O jogo perdeu a chance de acabar muito bem ao adicionar um epílogo horrível. Definitivamente saiu de "gostei bastante da experiência" para "jogo genérico e uma perda de tempo".

    De bom: sistema de nemesis muito legal, em que você batalha e controla seus inimigos, os envia em missões ou para preparar terreno para futuros ataques ou até mesmo aparecendo do nada um momento difícil para te salvar. Os inimigos são bem dublados, com várias falas e particularidades que os tornam incrivelmente vivos, inclusive citando a forma como você os abordou ou como foi da última vez que vocês se enfrentaram. CGs bacanas.

    De ruim: enredo fraco. Personagens desinteressantes. O fato de a narrativa ser escrotamente hollywoodiana, parece um Velozes & Furiosos medieval, incluindo piadinhas e efeitos sonoros "pop". Incrivelmente repetitivo, seja na jogabilidade, seja nos cenários que sempre são ruínas, barris pegando fogo, jaulas etc. Gameplay bizarro em diversas partes, sendo que as vezes você está segurando pra cima só pra chegar logo no teto de um prédio mas o personagem resolve pular pros lado ou mesmo numa subir. Epílogo que transforma o jogo numa experiência desnecessariamente maçante, parecendo um jogo F2P (recomendo ver o final verdadeiro no Youtube).

    No geral, o jogo começou bem, ficou bom mas depois...aah depois. Depois ele ficou uma verdadeira porcaria. Se for pra seguir a mesma lógica e erros pela terceira vez, eu espero que não continuem mais essa série.

    Middle-earth: Shadow of War

    Platform: Playstation 4
    159 Players
    46 Check-ins

    23
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      msvalle · about 1 month ago · 2 pontos

      Já imaginava que que seria nessa linha, por isso tirei de minha lista. Esse nem em promoção. É olha que você nem é fã do material original. Imagine para os fãs (como eu) =P

      1 reply
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      jorgegt · about 1 month ago · 2 pontos

      Comprei esse sem nem ter jogado o anterior (que já havia comprado há muito tempo antes). Depois de ler seu post fiquei até com medo. Se for tão repetitivo como Mad Max já sei que vou sofrer.

      1 reply
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      shucrute · about 1 month ago · 1 ponto

      Concordo com muita coisa que você disse, mas eu não considero esse um jogo ruim, apenas medíocre e preguiçoso, diria até desnecessário. Eu fiz o final verdadeiro e achei uma cerejinha de cocô no sorvete de merda que estava a história.
      Apesar de Senhor dos Anéis provavelmente ser minha franquia favorita (até mais que Star Wars), esse jogo está bem aquém do esperado e espero que se tiver um próximo Middle Earth, foquem em outra coisa completamente diferente de Mordor.

      1 reply
  • anduzerandu Anderson Alves
    2019-03-24 17:47:26 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Spider-Man

    Zerado dia 24/03/19

    Lembra quando anunciaram esse jogo? Foi interesse instantâneo. Spider-Man parecia uma versão diurna da série Arkham do Batman da Rocksteady (e é bem isso mesmo) e ninguém parava de falar do jogo.

    Eras depois, o jogo finalmente foi lançado e como eu dificilmente pago o preço cheio em um jogo de PS4, acabei meio que me esquecendo dele com o tempo e perdendo um pouco do hype. Por outro lado, todo mundo jogando e amando a experiência e dizendo ser o melhor jogo do ano passado.

    É sério que um jogo da Insomniac (Ratchet & Clank, Sunset Overdrive) poderia ser tão grandioso assim ou o povo caiu na boa propaganda e o fato de os filmes da Marvel estarem aí enchendo o saco o tempo todo?

    Sem nenhum amigo para me emprestar o jogo, a oportunidade só veio recentemente com a compra do PS4 do meu primo, que veio com o jogo.

    Cheguei a testar na casa dele anteriormente e ele tinha me ensinado como funcionavam umas coisinhas. Apanhei um pouco na movimentação e tinha achado o jogo bem "ok". Talvez Spider-Man fosse só mais um jogo na biblioteca do console. Uma coisa era certa: que jogo bonito!

    Meses depois, com a cópia em minha residência e mais de 60GB instalados no Playstation, pude entender melhor como funcionava o jogo, conhecer o início da estória e saber que eu não estaria vagando por Nova Iorque sem um bom motivo.

    Você começa a campanha aprendendo sobre movimentação e combate com diferentes tipos de inimigos: desde os mais simples, até os com escudos ou os gordões e como contra-atacá-los. 

    Além disso, o começo é bem cinematográfico, mostrando que o jogo é coisa séria e um trabalho muito caprichado. Logo eu me interessei muito pelos personagens clássicos do cabeça de teia e pelo enredo.

    Já com acesso ao mapa, UAU! Quando o assunto é realismo, não existe nada mais incrível! A cidade de Nova Iorque é VIVA. Há carros em movimento, muuuuitas pessoas por todas as ruas, árvores balançando, fumaça saindo dos lugares, pássaros voando, buzinas, falas e até os reflexos nos prédios ou mesmo olhar as salas por fora deles. É tudo muito legal. Inclusive, me peguei andando a pé muitas vezes para viver a experiência ainda mais imersiva com toda aquela naturalidade.

    Há algumas interações com diferentes tipos de coisas mas em sua grande maioria é tudo voltado à movimentação do herói, e isso é muito bom! Se balançar, se impulsionar, agarrar às coisas. Com um pouco de prática você vai estar voando alto e rápido e com uma incrível sensação de liberdade vendo a maravilhosa cidade, seja do chão, rente aos prédios ou mesmo bem acima da maioria.

    Empoleire-se no topo de um prédio alto, como o Empire State Building ou mesmo a torre dos Vingadores e olhe o cenário. Você pode ir para qualquer lugar que você vê em Manhattan. E seja perto ou longe, tudo está lá, bem sólido. Já acostumado você consegue até reconhecer diferentes localizações desse mapa só olhando de longe!

    Spider-Man começa bem focado em um vilão e crimes rotineiros e problemas pessoais de Peter Parker, mas logo o foco da estória se vira à outro vilão, que é, de certa forma, o de maior destaque desse jogo.

    Para continuar a campanha, basta seguir o marcador na tela, que indica a próxima missão, mas conforme você avança, missões secundários e coletáveis se abrem e são adicionado ao mapa. Pressione R3 e olhe aos arredores para ver várias marcações dessas missões.

    É aí que Spider-Man ficou super viciante pra mim. Uma dessas missões envolve coletar 50 mochilas no mapa (tudo está marcado, basta ir até lá e interagir) e cada uma delas contém um item diferente, relacionado ao universo do Homem-Aranha.

    Eu tava adorando fazer isso e limpar o mapa e ainda ganhar experiência e um troféu para cada set de missões secundárias terminadas. Não deu outra: fui limpando cada distrito até deixar o mapa limpo para então continuar a campanha e mais tarde, liberar mais missões secundárias/de coleta (diferentes) pelo jogo.

    A parte mais legal é que todas as missões tem uma estória por trás ou mesmo culminam em um objetivo opcional super divertido, como foram as de desarmar bombas pela cidade e no fim lutar contra o Taskmaster.

    Além disso, tudo no jogo é rápido. Então ao invés de você ter 20 missões principais grandes, você tem 50, mas rápidas. Ir de um lugar para o outro também é sempre tranquilo e nunca há a sensação de dar uma "esfriada" no seu ritmo, nem de parecer muito rápido ou superficial, no caso das missões. Logo, em meia horinha você já fez tanta missão secundária, conheceu tanta coisa massa que não tem na campanha e ganhou tanta experiência, que você vai se divertir tanto quanto focando da estória principal. Inclusive, esse é um dos motivos para eu ter jogado tanto e por tanto tempo: eu realmente me foquei e amei as missões opcionais.

    No fim das contas, a recompensa está no troféu, experiência e fichas conquistadas.

    Com experiência, você adquire níveis, que por sua vez permitem o desbloqueio de habilidades ativas e passivas (como aumentar a sua força em 10% e poder tirar armas e escudos das mãos dos capangas).

    Já as fichas são classificadas em diferentes tipos, como fichas de crime, de desafio, de pesquisa etc. Há uma grande gama de trajes, golpes especiais e dispositivos (como eletrocutar inimigos ou prendê-los em teias) para serem desbloqueados ou melhorados com essas fichas.

    Basicamente, para desbloquear um bocado de coisas, você vai precisar desses colecionáveis e para obtê-los, terá que fazer missões opcionais.  Eu já tava curtindo as missões, mas agora que eu iria abrir de tudo, principalmente as roupas de diversos Spideys diferentes, não consegui me segurar.

    Com exceção das fichas de crime, obtidas ao obter crimes que acontecem aleatoriamente enquanto você anda por aí, a maioria das missões é bem pensada e original, chegando a dar uma grande variada no gameplay, como em algumas que você controla um robô-aranha pequenininho andando pelo parque.

    O jogo ainda sai da mesmice com missões obrigatoriamente stealth (embora quase sempre exista a possibilidade de jogar assim) e possibilitando controlar outros personagens em determinadas partes, tirar fotos e puzzles! É, há um bocado deles.

    E falando em personagens, há vários deles, Desde pessoas de bem à vilões e são todos tão incrivelmente bonitos! As cenas de conversa e afins são bem dirigidas, divertidas e dramáticas de uma forma muito nova. É o verdadeiro poder da nova geração. O jogo é lindo, como uma cinemática, mas sem parecer robótico, travado ou linear.

    Tudo é super carismático e realista. A Mary Jane, por exemplo, é uma pessoa normal, sem as proporções super sexistas que muito nerdão tetudo esperaria. Ela é bonita e simples, com a cara redonda e tal. Como eu amo esses personagens!

    O carisma do jogo vai além das pessoas, cidade e missões graças à dublagem. Não vou mentir que houveram partes em que personagens falaram de boca fechada ou não falaram de boca aberta, mas as vozes em si são muito bacanas e não há nenhuma irritante.

    O trabalho de tradução, principalmente por parte das vozes, é muito bom também e deu até pra esquecer que o jogo era dublado!

    Eu vou dizer uma coisa: Spider-Man trouxe de volta a visão, a nostalgia, o gosto que eu tinha pelo herói na infância e adolescência. Aquele Spider-Man do desenho da globo, naquele mundo, com aqueles inimigos que provavelmente foram "estragados" pelo cinema. ISSO É HOMEM-ARANHA. Geralmente eu não curto filmes de heróis, mas agora posso dizer com orgulho que esse herói aqui é sensacional! Aliás, esse é o tiipo de jogo que vem pra te lembrar porque video game é tão bom!

    Resumindo: com um pé atrás e já esperando um Batman Arkham diurno, eu achei que Spider-Man seria uma experiência genérica, mas os rumores estavam certos. Esse é um título mega completo, bonito e caprichado em cada detalhe. O jogo definitivamente subiu pro meu Top 3 PS4, junto com God of War e Monster Hunter World. Uma super agradável surpresa que por conta de uma conquista mongolóide ou outra eu não platinei, coisa que nunca faço.

    De bom: lindo, com personagens muito bem construídos. Modelos incríveis, com texturas de primeira (o Dr Octopus e o Scorpion, quando a câmera chega perto, mostram suas imperfeições de pele, poros abertos e até aqueles pontinhos de barba feita com gilete e suor). Liberdade de jogar e abordar muitas situações como quiser. Sidequests divertidas e originais (com exceções dos crimes de NY). Muitas roupas, habilidades e coisas pra abrir ou melhorar. Dublagem carismática. Enredo muito viciante e um início perfeito para o que pode se torna ruma saga com outros vilões ou mesmo outros heróis. Bastante coisa pra fazer. Nível de dificuldade perfeito no Normal. Dentro de sua proposta, achei o jogo praticamente perfeito e mereceu um 10 no Alvanista.

    De ruim: não curto a trilha sonora estilo Avengers. Alguns bugs de vez em nunca, como passar por dentro de objetos durante um combo ou uma vez que um inimigo ficou preso detrás de uma parede. Acho estranho a Marvel fazer todos os nomes agora serem em inglês, tipo chamar Spider-Man, Mister Negative etc.

    No geral, mais do que recomendo o jogo, que é super completo, mesmo sem DLCs. Provavelmente terá uma sequência um dia desses, e isso é legal pra estória. Por outro lado, não faria de novo tantos coletáveis e pra dizer a verdade, esse daqui poderia ser muito bem um jogo único, sem sequências. Esse é um dos jogos que existem pra dizer que se você preferiu comprar um Xbox à um PS4, você fez uma escolha errada! JOGAÇO!

    Spider-Man

    Platform: Playstation 4
    561 Players
    288 Check-ins

    12
  • anduzerandu Anderson Alves
    2018-10-22 19:46:55 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Mighty Morphin Power Rangers: Mega Battle

    Zerado dia 13/10/18

    Nunca demorei tanto pra postar sobre um jogo que terminei, mas isso aconteceu pelo fato de ele ser tão desinteressante que eu não tive a menor inspiração pra escrever.

    Pois é, eu estou falando do (Saban's) Mighty Morphin Power Rangers: Mega Battle. Lembram dele? Da época que lançaram o filme/reboot dos Mighty Morphin no cinema.

    Não vou mentir que cai na ilusão da propaganda do jogo: beat'em up dos Rangers que me lembrava coisa da época do SNES de jogar no sofá com os amigos + o fato de todo mundo estar falando do jogo. Não seria a melhor experiência do mundo, mas com certeza parecia muito interessante!

    Eis que surge uma promoção na PSN e peguei MMPR:MB por R$18. Na primeira reunião de amigos, partimos pra jogar.

    Logo de início o visual do jogo já o joga lá pra baixo, pois a impressão é de estar jogando um jogo em flash do fliperama.com. Nome genérico, visual genérico e logo, gameplay genérico.

    Escolha um dos 5 personagens disponíveis (com atributos diferentes) e parta para a aventura, que começa na Alameda dos Anjos e conta a estória da série desde o início. Essa parte foi a mais interessante do jogo, inclusive, pois muita coisa eu não sabia ou não lembrava e já até penso em reassistir a série que não vejo desde a infância (gosto muito de sentai e tokusatsu).

    Logo esbarramos com clássicos inimigos se apresentando, os trapalhões Bulk e Skull e bonecos de massa! Maneiro demais rever esses capangas bizarros enquanto aprendemos a socar, pular, rolar etc.

    Depois de uma fase completa e muitos bonecos de massa derrotados, eu me perguntei: "caraca, eles tinham outros inimigos genéricos? Será que iremos matar esses bichos o jogo todo?" Dito e feito. Meus amigos já estavam achando um jogo uma bela bosta desde o primeiro minuto, mas na falta do que fazer...

    Se você jogou Power Rangers: The Movie no SNES vai sentir falta de muita coisa nesse aqui:

    -as fases são super parecidas, longas e feitas sem a menor criatividade;

    -o level design é tosco e 99% sem a parte plataforma e acaba que seus movimentos servem quase que exclusivamente para bater em bonecos de massa, andar e bater em mais bonecos de massa;

    -variedade minúscula de inimigos e sempre a mesma estratégia de ficar apertando um botão.

    Pois é, o jogo inteiro se baseia em fases longas e sem graça que você anda, dá umas porradas, espera os inimigos que ficam caindo toda hora se levantar só pra dar mais umas porradinhas e eles caírem de novo, anda um pouco, quebra uma caixa, coleta um pouco de HP e vai bater nos caras de novo.

    Pra não dizer que nada mudou, existe um sistema de level up que te concede pontos, assim como derrotando inimigos, que podem ser usados para adquiris habilidade numa skill tree. Essas habilidades vão desde passivas como vida maior a combos mais completos, ao maior estilo Devil May Cry/Bayonetta, só que não.

    Golpeando inimigos o bastante, é possível morfar para ficar mais rápido e forte, com os combos e tudo. Geralmente fazemos isso bem rápido, mesmo em 4 pessoas.

    No final de todo estágio a mesma coisa: um chefe com uns capangas. O derrotamos e ele cresce e vamos brigar no Megazord. E claro que não poderia ser diferente: a luta é ridícula. 

    Primeiro, o jogo fica em primeira pessoa, como se estivéssemos olhando de dentro do robô. Nessa parte controlamos miras com o objetivo de destruir os alvos e projéteis inimigos que vierem em nossa direção. Depois há todo um setup de um jogo de luta mas a batalha é automática e o que fazemos? QTE (Quick Time Events)!

    Quadrado, quadrado, triângulo. Inimigo perdeu HP. Quadrado, triângulo, bola. Mais um pouco. Quadrado, Triân... ops, errei e perdi um pouquinho de vida. No caso do multiplayer, todos devem fazer todos os QTE que aparecerem. Monstro morto, lá vamos nós d enovo para outra longa e repetitiva fase.

    Resumindo: Mighty Morphin Power Rangers: Mega Battle foi uma das piores experiências do ano e fez os R$18 parecerem uma fortuna. É uma fonte de trabalho tosco e amador, que felizmente tive amigos pra rir e conversar durante toda a aventura. Só não perde pro 99Vidas - O Jogo.

    De bom: possibilidade de evoluir o personagem. Jogatinas de até 4 pessoas. Fácil, deve dar certo para deixar as crianças jogando naquele churrasco da família.

    De ruim: repetitivo, muito fácil. Pouca variedade de tudo. Cadê o platforming? Visual Uol Jogos. Trilha sonora horrível. Tudo muito feio e tosco. Diálogos quebrando a continuidade do jogo com frequência. Luta do Megazord muito tosca. Monótono e as vezes demasiadamente longo. Zeramos com umas 2 horas e pouco, mas pareceu bem mais.

    No geral, não recomendo nem de graça. Power Rangers não é isso. Passe longe.

    Mighty Morphin Power Rangers : Mega Battle

    Platform: Playstation 4
    16 Players
    1 Check-in

    14
    • Micro picture
      lcfreezer · 7 months ago · 4 pontos

      Perdi a vontade de conhecer o jogo, tinha esperança que saísse pra PC. Quando vi a parte artística do jogo foi bem broxante mesmo, cara desses jogos em flash. Essa foto aí do Dino Megazord? Minha nossa senhora, pra um trabalho PROFISSIONAL tá patético ...

      3 replies

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