• anduzerandu Anderson Alves
    2019-10-22 00:27:22 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: SpeedRunners

    Zerado dia 21/10/19

    *Versão de Playstation 4 não está cadastrada*

    Mais um jogo que conheci graças a Youtuber, SpeedRunners é um party game para até quatro jogadores que eu acreditava ser exclusivo de PC. Cheguei a comentar com amigos que a gente tinha que jogar um dia (e ninguém conhecia o jogo) e fiquei um pouco a mercê da sorte, pois jogatinas de PC são um pouco incomuns entre a gente.

    Um tempos atrás, vendo promoções da PS Store, vi o jogo por lá bem barato e fiquei super feliz. Íamos finalmente jogar SpeedRunners!

    O jogo foi um sucesso na primeira jogatina e até acordou a galera de madrugada, durando até o outro dia de manhã, coisa que pouco jogos multiplayer assim faz!

    Pra quem não conhece, a ideia desse título é ser um jogo de corrida (a pé) mais ou menos como Runbow.

    Os personagens correm pelo cenário ao estilo jogo de plataforma, evitando obstáculos e coletando itens para usar contra os outros, como uma corda que puxa uma pessoa à sua frente de volta para perto de você, caixas que devem ser puladas ou te derrubam no chão (te fazendo perder velocidade), um raio congelante que , se acertar, deixa os oponentes imóveis por um tempo, um míssil que segue um oponente etc. Seu objetivo mesmo é apenas um: correr a ponto de deixar os inimigos fora do campos e visão, o que os destrói.

    Cada jogador tem vários comandos para lembrar de usar, desde pular mil coisas, escolher caminhos melhores, saber administrar seus pulos duplos, saber agachar para evitar obstáculos baixos, usar os itens na hora certa, momentum e ainda saber usar uma barrinha de turbo que carrega conforme você encosta em banheiras no cenário e que te deixam bem mais rápido conforme você segura o botão designado.

    Há dois outros fatores que deixam a jogatina mais interessante o original, e ainda deixam a experiência mais complexa e muito variável em cenário competitivo. Basicamente é um jogo fácil de jogar e impossível de masterizar. Estes fatores são: a corda e a diminuição do cenário.

    A corda é uma das mecânicas mais importantes (e mais um botão pra você lembrar) e serve para ser jogada em tetos de coloração branca. Fazendo isso o seu personagem irá balançar ao estilo Tarzan, o que pode ser muito útil pra evitar perigo e alcançar áreas altas ou mesmo ser jogado pra cima com o objetivo de ganhar uma vantagem ao subir escadas, por exemplo, enquanto outros jogadores que não acertarem a corda ou não perceberem o teto branco teriam que subir desde a sua base.

    Já o fator da diminuição do cenário é natural de todas as fases. Conforme os personagens correm, se dois ou mais continuarem a correr e ninguém morrer por um tempo, dando uma volta ou outra no circuito, as bordas avermelhadas da tela começarão a se aproximar do centro, mais e mais.

    Quanto menor o campo de visão, mais difícil ver o que vem à frente e mais fácil de morrer pois em situações extremas, um errinho como escorregar numa caixa, ser congelado ou um pulo errado que te deixou colado com a parede provavelmente causará a sua morte!

    SpeedRunners tem um foco maior no multiplayer, local ou online e essa é definitivamente a graça, pois logo seus amigos pegam o jeito e apesar da competitividade séria e acirrada, ele também acaba sendo muito engraçado quase sempre e vencer ou mesmo perder dá uma sensação muito bacana!

    Depois de séculos jogando multiplayer, acabei encarando o modo História, que serve mais como um tutorial (e começa justamente assim). Há um pequeno enredo e até um desafio bacana no final, além de te ajudar a ganhar pontos na sua conta, o que libera novas fases e mais personagens e skins pros mesmos (inclusive existem skins de Youtubers, como PewDiePie, Markiplier e vários outros (acredito que exclusivos de pacotes de DLC pagos).

    Enfim, o modo campanha dura cerca de 30 minutos e é legalzinho pra quem quiser aprender ou não tiver amigos.

    Resumindo: SpeedRunners é um party game com fator competitivo bem bacana, tanto pra jogar casual quanto sério. É um jogo fácil de pegar e jogar com qualquer pessoa que curta um vídeo game carismático e divertido. Aparentemente ele ainda vai ser lançado no Switch, o que o deixa mais interessante ainda pra mim!

    De bom: visual colorido e carismático. Trilha sonora bem animadora. Vários personagens e skins, que não tem atributos próprios, mas é bom ter opções de escolha e que facilitem sua visão da tela. Contém campanha, e multiplayer local e online. Comandos simples, mas que podem resultar numa jogatina complexa. Viciante! Em português!

    De ruim: queria uma campanha maior e com desafios diferentes além de apenas correr como já faço no multiplayer. Alguns conteúdos aparentemente são apenas pagos (skins e personagens), mesmo sendo apenas cosméticos.

    No geral, se você precisa de um party game de plataforma do mais alto calão. Recomendo demais dar uma chance pra esse aqui. Um dos jogos competitivos mais bacanas que jogamos há muito tempo e sem cansar! 

    SpeedRunners

    Platform: PC
    276 Players
    26 Check-ins

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      rax · about 2 months ago · 3 pontos

      Só falta fazer Speedrun agora-q

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  • anduzerandu Anderson Alves
    2019-10-21 14:02:40 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: What Remains of Edith Finch

    Zerado dia 21/10/19

    Cara, eu devo ter comprado esse jogo em alguma promoção ou algo do tipo, mas o fato é que todo o tempo que ele estava no meu PS4 (mais de um ano, acredito), eu acreditava que ele era The Vanishing of Ethan Carter! Este último, eu vi um youtuber jogando um pouco e fiquei interessado.

    Agora como e porque eu comprei What Remains of Edith Finch, eu realmente não lembro.

    O fato é que o HD do meu PS4 tá cheio e eu precisava liberar um pouco de espaço urgente, até pra atualizar o Fortnite, então, mesmo com minhas pendências, resolvi jogar algo curto e que liberasse os gigas necessários. Olhando no howlongtobeat.com os jogos que eu animava jogar, essa foi a escolha perfeita por durar apenas 2 horas, segundo o site.

    Ao abrir o jogo, eu não sabia o que esperar, mas me surpreendi que o jogo já havia começado na tela título! Tipo, eu estava jogando e nem sabia! Haha!

    Pois é, o visual é bem bacana.

    Você olha em volta até ativar o que é necessário para realmente começar a controlar a personagem, que agora se encontra em uma floresta. Olhando as folhas das árvores eu já estava achando o jogo meio feio. Você anda, palavras narram o enredo pela tela, você interage com portões e outras coisinhas assim. O jogo mal havia começado eu eu estava sem expectativa nenhuma e o achando meio genérico.

    Há um clima meio dramático sobre estar sozinho e visitar lugares do passado que também não estava ajudando. Será que o jogo não tem nada de original e interessante?

    A aventura, que é em primeira pessoa, se passa numa mansão abandonada no meio do nada, onde você e sua família moravam anos atrás.

    Você acaba voltando pra lá para explorar e descobrir mais sobre o passado dos seus familiares, os Finch, que morreram de formas diferentes dos anos 60 até 2000 e pouco. Nessa sua jornada você aprende sobre a história de cada um deles, como chegaram àquele lugar, quem construiu a casa, quem fez o quê décadas depois e assim por diante. 

    WRoEF fica muito nesses personagens e sempre os trás a tona, para que você se familiarize com cada um deles. Eu fui de "esse cara deveria ter respeitado o legado do velho" para "a Bárbara morreu de forma triste, ainda mais se pensar no Walter".

    Você acaba se apegando demais!

    A magia do jogo começa a partir do momento que você visita lugares notórios de cada uma dessas pessoas e interage com algum item ou altar de homenagem ao falecido. Nesse momento a aventura se foca no momento em que a pessoa morreu ou antes disso e conta a estória por trás da morte da pessoa, com você no controle!

    Algumas das estórias dos indivíduos é rápida e até sem graça, enquanto outras podem ser longas e cheias de variedade.

    O mais legal é que cada morte é diferente e acontece em lugares diferentes, sobre circunstâncias diferentes. Algumas mais sérias, outras até com um pouco de humor, mas rodas com uma certa melancolia ou de forma poética.

    Um dos falecidos é um bebê e durante essa "fase" você controla seus brinquedos, que se movem na imaginação da criança. Funciona como um minigame meio quebra-cabeça e basicamente você deve derrubar outras coisas na banheira. Porém, os brinquedos param de se mover quando a sua mãe vem pra te tirar do banho, te dando a oportunidade de voltar a controlá-los quando ela se distância para atender a porra ou telefone.

    A criança morre afogada mais tarde, mas o jogo não deixa 100% óbvio, ainda mais porque depois tem uma seção em que você nada abaixo d'água com os brinquedos, mas a triste estória é que sua mãe ficou se preocupando com outras coisas e deixou o bebê morrer.

    Existem cerca de 15 membros da família pra você descobrir como morreram e essa é a melhor parte do jogo, comia e casa uns eles fosse uma experiência diferente!

    Resumindo: What Remains of Edith Finch é uma experiência bem bacana e bem original, diferente da minha primeira impressão. Eu esperava outro jogo (confundi os nomes) quando comecei, mas acredito até que tenha curtido mais esse aqui.

    De bom: visual legal, trilha sonora excepcionalmente boa. Jogabilidade simples. Cada morte é diferente e há um sentimento muitas vezes de tristeza em ver aquilo acontecendo. Bastante variação de gameplay. Aventura de 2 horas que passa toda a experiência sem ficar se arrastando.

    De ruim: achei o início e o fim do jogo meio sem graça, sem motivação, já que é legal ver o que aconteceu no passado, mas por que eu estou ali ou o que eu farei depois? O jogo pareceu me dar mais liberdade no começo, o que daria maior liberdade, mas acabou sendo bem linear. Algumas das mortes são sem graça, como um relato em texto e pronto.

    No geral, curti demais o jogo e super recomendo! Fiquei até animado pra jogar mais títulos do gênero. Amei a ideia e a experiência foi satisfatória. Muito bom!

    What Remains of Edith Finch

    Platform: Playstation 4
    98 Players
    23 Check-ins

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      andre_andricopoulos · about 2 months ago · 2 pontos

      Narrativa bem interessante.
      Uma curta experiência mas gostei bastante.

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      gregalexander00 · about 2 months ago · 2 pontos

      Provavelmente deve ter pego na plus não? Ele foi dado no mês de maio se não me engano

      1 reply
  • anduzerandu Anderson Alves
    2019-09-09 12:13:06 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Lara Croft and the Temple of Osiris

    Zerado dia 08/09/19

    Após ter rapidamente finalizado DuckTales 2 na casa de amigos, resolvemos partir para uma aventura multiplayer baixada há séculos no PS4 deles: Lara Croft and the Temple of Osiris. Eu estava bem animado com a ideia de ser meio que Diablo com amigos enquanto eles estavam com receio por ser um jogo nada conhecido e por parecer genérico. Mas dessa vez finalmente resolvemos jogar, principalmente sabendo que a duração média da campanha era de apenas 5 horinhas!

    O começo mesmo eu fiz sozinho enquanto eles estavam ocupados. Aprendi como rolar, pular, mirar e atirar, usar um cajado para ativar mecânicas, como usar um gancho para alcançar lugares determinados e o funcionamento do jogo em si. Eu tava curtindo bastante!

    Depois de um tempo sozinho, o primeiro se juntou a mim e foi aí que eu percebi umas coisas bem curiosas: primeiro que o jogo não disponibilizou as armas que eu tinha encontrado para ele, como uma shotgun e uma metralhadora, que são armas secundárias da Lara. Em segundo lugar, eu perdi a habilidade de usar algumas mecânicas, como o cajado de ativar mecânicas  e seu raio que deve ser usado contra esferas e espelhos (não vou entrar em detalhes).

    Agora o mais curioso é que eu estava num puzzle quando meu amigo se juntou ao jogo e tivemos que esperar um loading para percebermos que o puzzle se adequou ao número de jogadores! Quem dizer, seria super fácil fazer o que eu estava quebrando a cabeça com dois jogadores, mas aqui eles realmente fizeram diversas versões da mesma coisa para manter a dificuldade, o que é bem interessante!

    Depois, com mais amigos e todo mundo familiarizado com os comandos, foi hora de analisar o jogo que envolve Lara e um amigo despertando seres do Egito antigo (e novos aliados com eles) e agora tendo que ir atrás de partes de uma estátua para poder trazer uma entidade de volta a vida para os ajudar a impedir que a criatura do mal saia acabando com tudo.

    Temple of Osiris se resume à um hub principal bem grandinho com diversas dungeons nas proximidades. E embora várias delas sejam opcionais, aquelas da campanha são bem lineares e só abrem assim que você terminar a anterior.

    Não sabe pra onde ir? Levante o cajado perto de uma das estátuas do cenário e ele apontará a direção da próxima fase. Super simples.

    Ao adentrar uma dessas tumbas, o grupo deve alcançar seu fim, onde estará a próxima parte da estátua da entidade. Mas a coisa, obviamente, é mais complexa do que parece pois há bastante platforming, inimigos para você derrotar e puzzles. É bem o que você esperaria de um jogo no universo Tomb Raider, todo aquele feeling Indiana Jones.

    Jogando de 4 pessoas, a gente mal travava em qualquer parte pois os puzzles são bem tranquilos (diferentemente dos das tumbas opcionais que tentamos). Além disso, morrer estando num grupo só quer dizer que você tem que esperar uns 3 segundos para estar de volta à ação (jogando só ou se o time todo morrer a gente tem que esperar um loading e estar de volta ao último checkpoint).

    Basicamente, esse jogo é bem fácil.

    Pra quem gosta de ir além, existem motivos para explorar tudo certinho: primeiro que há vários coletáveis como upgrades passivos diversos e outros opcionais, depois que o jogo contabiliza o quão bom você foi em relação a tempo, coletáveis e muito mais quando você entra ou sai de uma dungeon. Há ainda armas em quase todas as fases. Pra completar, você encontra dinheiro em todo lugar, como matando inimigos, quebrando jarros ou mesmo acendendo tochas. Dinheiro nesse jogo é usado para abrir baús especiais que contém equipamentos.

    O sistema de equipamento consiste em usar uma arma básica infinita e até mais 3 equipadas que você muda com o d-pad. Essas armas secundárias consumem mana para serem usadas.

    Há ainda anéis e amuletos que dão bônus passivos. Os primeiros melhoram alguma coisa e abaixam outros atributos em compensação, mas conforme você avança e abre baús caros, consegue equipamentos bem mais interessantes.

    Com o tempo, fomos ficando mais fortes, conseguindo um bom arsenal de armas e entendendo melhor o jogo, que meio que repete a mesma lógica durante toda a aventura e até os puzzles acabam ficando previsíveis e as vezes desnecessariamente longos, mas nada mal.

    A gente tava VOANDO por cada tumba. Era um questão de tempo até o jogo acabar.

    Embora a temática mude um pouco de tempos em tempos, como um dungeon mais aquático, outro mais congelado, a gente começou a sentir a sensação de que era tudo igual e que a gente só estava repetindo as mesmas coisas sem parar. Nem os poucos chefes estavam ajudando, nem as novas armas.

    Foi aí, num momento de fadiga, que a batalha final finalmente chegou. Eu achei que a galera estava de saco cheio, mas nos créditos eles falaram coisas como "ah, legal o jogo". Bizarramente eu sai com a impressão de que fui eu quem menos curtiu e que esperava mais da experiência.

    Resumindo: Lara Croft and the Temple of Osiris é um jogo bom, apesar de uns bugzinhos, estória genérica e ser repetitivo. Achei que o jogo funciona bem sozinho ou me grupo mas se você tiver amigos interessados pra jogar no sofá, esse seria o caminho adequado.

    De bom: simples de controlar, sobretudo com mais jogadores, onde cada um fica encarregado de uma tarefa. Visualmente interessante e de ambientação maneira. Muitos equipamentos deixam cada personagem bem diferente. Trabalhar em grupo é legal e funciona bem. Aventura nem muito curta nem muito longa.

    De ruim: enredo meh. Tudo muito parecido e repetitivo, incluindo a lógica dos puzzles. Apanhamos com algumas mecânicas e tivemos que contornar pois parecia que nem tudo era explicado ou era falado em uma janelinha por 3 segundos e desaparecia (como as pessoas poderem caminhar em cima da corda que eu laçava em objetos distantes). Achei o jogo pouco recompensador e tudo não passava de dungeon após dungeon o tempo inteiro.

    No geral, a experiência com os amigos foi legal (apesar da câmera e framerate parecerem mais bacanas jogando sozinho) e eu recomendaria sim o jogo pra quem curte coisas parecidas, mas aqui menos descompromissada. Realmente, só não espere o GOTY com Temple of Osiris. Minha maior tristeza foi descobrir que existe outro jogo da série, que saiu antes desse e que eu nunca tinha ouvido falar: Guardian of Light!

    Lara Croft and the Temple of Osiris

    Platform: Playstation 4
    431 Players
    43 Check-ins

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      spider · 3 months ago · 3 pontos

      Eu gosto desse jogo, principalmente porque joguei com a galera, mas fica, como você mesm falou, repetitivo, mas é bem válida a experiência.

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      johnny_bress · 3 months ago · 3 pontos

      esse jogo coop é muito bom

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      hyuga · 3 months ago · 2 pontos

      joguei primeiro o guardian of light e curti, este eu também gostei.
      Uma coisa que concordo (que até falei na critica dele) os puzzles da campanha são simples, mas das dungeons opcionais são desafiadores.
      o que gostei no ToO é que os chefes tem uma forma diferente de matar, não é só dar tiro

      2 replies
  • anduzerandu Anderson Alves
    2019-09-09 11:03:08 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: DuckTales 2

    Zerado dia 08/09/19

    Manhã seguinte de uma jogatina na casa de amigos, eu acordei cedo e fiquei sem fazer nada. Resolvi ligar o PS4 e ver se tinha alguma coisa pra jogar e até, quem sabe, zerar. Olhando a biblioteca da minha conta, resolvi baixar The Disney Afternoon Collection pois sabia que os jogos eram simples e fáceis de pegar e largar. Enquanto os 700mb baixavam rapidamente, lembrei que um dos jogos inclusos na coleção era DuckTales 2, que eu nunca havia jogado!

    Abri o jogo e fui direto pra ele!

    DuckTales 2 (DT2)  é um jogo originalmente de NES, então eu já abri as opções de cara e aumentei o tamanho da tela (enquanto mantinha o 4:3), dei uma olhada ainda nos filtros (que são bem legais) e nas diversas opções que o "emulador" proporciona.

    Começando o jogo eu estava tentando me familiarizar com os comandos, que felizmente são bem simples pois o NES basicamente só tinha 2 botões: A e B. Então você basicamente pula com um e com o outro, se segurado, você quica usando a sua bengala (estilo pogo stick). Há ainda a possibilidade de destruir blocos se você segurar esse botão no chão e o soltar e esse comando também é usado para bater em determinados blocos para os empurrar (estilo golf) e até se prender a algumas coisas e as puxar.

    Ainda na primeira fase que eu escolhi dentre as cinco, um dos amigos acordou e sentou-se ao meu lado pra assistir e tomar café. Eu sabia que não poderia morrer ou prolongar a minha jogatina de DT2 por muito tempo.

    O problema é que eu não parava de morrer em uma das primeiras telas! Eu ainda estava pegando o tempo e tentando pegar umas jóias mais difíceis de se alcançar e encostando no mesmo inimigo a todo momento. Além disso, é fato que o Tio Patinhas é muito fraco no começo, com apenas 3 bolinhas de vida.

    Graças a minha sequência de fracassos que eu lembrei da função adicionada a essa versão do jogo: rebobinar/voltar no tempo. Basicamente, se você cometer um erro e quiser voltar a algum ponto anterior, basta segurar o L1 que o tempo volta e soltá-lo no ponto que desejar. Geralmente não sou muito fã de usar essas coisas, mas acabei usando aqui e ali (depois o jogo ficou bem fácil também e acabei até esquecendo da função).

    DT2 mantém a mesma lógica de seu antecessor: você escolhe qual fase jogar dentre algumas opções em diversos pontos do planeta com o objetivo de encontrar tesouros raros para a coleção do Tio Patinhas (ele só pensa em riquezas).

    Cada estágio tem uma temática e algumas mecânicas e inimigos exclusivos, mas tudo bem simples. Senti que nessa sequência as partes de plataforma não são muito desafiadoras e as fases parecem mais se basear em exploração para achar o caminho certo (mais do que no 1). Então você está constantemente andando e subindo ou descendo cordas de uma tela pra outra.

    Então encontre o chefe, que geralmente é bizarramente fácil e morre super rápido e é isso.

    Ao fechar um cenário, nos é apresentado um menu de loja onde você pode comprar itens, que não são muito bem explicados. Um exemplo disso é que um item  dizia que aumentava a minha energia. Comprei um e nada. Daí tem outro que diz "aumenta um pouco da sua energia" que basicamente era o mesmo preço ou mais caro e ai sim eu ganhei mais uma bolinha de vida.

    Outros itens aparentemente dão mais um continue ou vida e ajudam a encontrar tesouros escondidos e que abrem a final verdadeiro do jogo ou algo assim (eu não fui atrás deles).

    Felizmente é possível retornar às fases e explorar mais ou muitos ligares e segredos escondidos, preferencialmente depois de você já ter adquirido novas habilidades e ficado mais forte!

    Resumindo: DuckTales 2 é um jogo bom e uma sequência ok, mas a aventura me pareceu pouco inspirada e original. Como jogo, eu achei ele simplório e mediano, como sequência, um pouco decepcionante.

    De bom: pixel art muito bonita. Trilha sonora e diálogos caprichados. Bons motivos para explorar e mesmo voltar às fases. Possibilidade de fazer upgrades no personagem. Jogabilidade simples.

    De ruim: ideias recicladas que parecem querer copiar o primeiro jogo. Chefes muito sem graça. O jogo não me cativou o bastante para ir atrás do 100%. Cenários vazios e partes que as vezes levam à um cristalzinho. Nada muito memorável.

    No geral, vale a pena jogar pela simplicidade e por ser bem curto e se você ama o primeiro DuckTales, eu definitivamente recomendo dar uma chance à este. Por outro lado, pra que jogar DT2? Ele não pareceu adicionar em nada às minhas experiências com jogos. O primeiro é insuperável!

    DuckTales 2

    Platform: NES
    401 Players
    7 Check-ins

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      lukenakama · 3 months ago · 3 pontos

      Eu sempre esqueço que existe Ducktales 2 kkkkk

      4 replies
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      spider · 3 months ago · 3 pontos

      Esse é bom, mas no 1 é melhor, o que deixa uma certa frustração no ar....

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      rshadowss · 3 months ago · 1 ponto

      Na boa...a DIsney deveria remasterizar (e deixar nas lojas) todos esse jogos.

      1 reply
  • anduzerandu Anderson Alves
    2019-09-01 23:11:29 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Sonic Mania

    Zerado dia 31/08/19

    Ontem eu fui visitar um amigo pra testar um jogo que não está funcionando bem no meu PS2 e depois do procedimento todo, e com o maior tédio, resolvemos ligar o PS4. Experimentamos umas coisas single player e no final ele deu a ideia de jogar Sonic Mania, que ele ganhou na PS Plus.

    Pus pra baixar e, Green Hill Zone, lá vamos nós de novo!

    E assim foi-se parte da tarde e da noite em um jogo bem mais longo do que eu esperava. Percebi que a coisa toda foi feita para se jogar com cuidado e em diversas sentadas no sofá, ao invés de zerar rapidamente toda vez que você ligar o videogame, como antigamente.

    Já de cara é perceptível como o jogo é bonito e fluído desde a tela título. A animação é incrível! O visual é colorido e lindo!

    Arrisquei ligar outro controle e rolou 2 jogadores! Quer dizer, acho que em jogos anteriores do Sonic isso era possível, mas as minhas jogatinas geralmente só envolvem eu sozinho, então nunca fiz muita questão até então.

    A gente tá acostumado a jogar passando o controle, zoando e conversando, então rolaria de qualquer forma, mas assim  ambos manteriam as mãos ocupadas (e o celular afastado).

    Além dos visuais estilosos, a primeira coisa que me chamou a atenção foram os controles: basicamente todos os botões pulam e como eu sou acostumado a segurar um botão de "impulso", eu acabava pulando a todo momento até me acostumar.

    Foi bem rápido de perceber também que o Tails NÃO consegue acompanhar o Sonic de forma alguma e acaba que controlar ele só tem um uso: chefes e inimigos em geral, pois você pode bater neles a vontade sem medo de sofrer qualquer penalidade pois Tails não perde anéis e nem morre.

    Em outras palavras, jogar com dos dois personagens deixa o jogo mais fácil e sua única fraqueza realmente é ser deixado pra trás pelo Sonic constantemente.

    Eu não sei exatamente, mas parece que Sonic Mania foi feito por fãs da franquia (ou começou assim) e vemos muitas homenagens a jogos passados do "ouriço".

    Zonas, mecânicas e temáticas reaparecem em versões similares ou reimaginadas de clássicas do Sonic 2, 3, CD etc. São cerca de 13 zonas com 2 fases cada e algumas delas são completamente originais de Mania, o que é essencial para eliminar a sensação de estar rejogando títulos do passado ou uma versão remasterizada.

    Enfim, fomos jogando e trocando os controles para revezar entre Sonic e Tails a cada zona terminada. E assim foi a tarde inteira.

    O interessante de SM é que os vilões são novos e isso revitaliza bastante a vontade de jogar Sonic, franquia que pra mim nem fede nem cheira muito. No final de cada fase há um chefe e a impressão que tem muitos deles, e isso é bem legal, na verdade.

    Já os estágios reciclam constantemente quebra-cabeças e elementos do level design das versões originais. Isso somado a algumas armadilhas e surpresas nas fases, o fato de você querer abaixar e carregador o rolamento e ele começar a pular abaixado, fases de lógica esquisita ou que você tem que ir e voltar como louco, fases que você fica por grandes períodos segurando pra frente ou não entendendo nada do que tá acontecendo e o bom e velho gameplay meio frustrante só somam ao fator ódio, clássico dos jogos do Sonic, que alguns ainda amam.

    Ou seja, é mais um Sonic.

    Apesar de não ser a experiência perfeita, vale muito a pena jogar SM. O jogo é mais fluído que todos os outros na série, da forma como é pedido à décadas! E isso inclui tanto seus visuais e framerate a 60 dos como a jogatina em si.

    A trilha sonora é excelente. Combina o estilo antigo com um som moderno e as cores das fases. É muito estiloso e bacana, algo que eu escutaria no Spotify, sem dúvidas. 

    A parte estética desse jogo é única e definitivamente um de seus pontos altos. O que me deixou com vontade de fechar a campanha com todos os personagens, incluindo Knuckles e os do DLC. Além do mais, o prazer de experienciar essa aventura fará com que você corra atrás dos segredos e assim, consiga as Chaos Emeralds para abrir o último ato e o último chefe de verdade (são opcionais).

    Resumindo: Sonic Mania é um jogo muito legal, divertido, bonito e carismático, mas ainda é o Sonic 2D como conhecemos. Eu acredito que esse seja o melhor jogo da série, mas não é um jogo perfeito.

    De bom: visuais e trilha sonora muito legais. Tudo muito fluído, animações e jogabilidade. Não me senti perdido em relação pra onde ir em seguida em 90% do jogo. Cinemáticas de abertura e zeramento muito legais. Muitos chefes bacanas. Bom uso de novas e velhas mecânicas. Possibilidade de continuar a aventura tranquilo quando se perde as vidas e salvar o progresso quando quiser parar. Há ainda a possibilidade de escolher fases depois que terminamos o jogo. Vários motivos pra fazer os bônus e desbloquear várias coisas bacanas. Bastante conteúdo pra quem curtir se manter no mesmo jogo por muito tempo. Tem uma boa variedade nas fases graças a diferentes mecânicas (em uma você tem que jogar Mean Bean Machine/Puyo Puyo, por exemplo).

    De ruim: esperava mais originalidade, de verdade (talvez ter jogado outros Sonics me estragou). Ainda há o fator frustração da série, embora em escala menor. Algumas fases mais longas são confusas ou só envolvem segurar pra frente. Jogar de Tails é só uma desculpa pra multiplayer.

    No geral, esse é o Sonic definitivo, na minha opinião. Tem tudo de bom da série e inclui mais ainda, fora que é incrível nas TVs atuais. Se tem um Sonic que vale a pena jogar é esse. E, na minha opinião, se você nunca jogou nada relacionado, esse daqui tem tudo!

    Sonic Mania

    Platform: Playstation 4
    228 Players
    47 Check-ins

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      filipessoa · 3 months ago · 2 pontos

      Parabéns!!

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      yabuki · 3 months ago · 2 pontos

      Boa cara, ainda preciso terminar esse

  • anduzerandu Anderson Alves
    2019-08-25 20:49:50 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Unravel Two

    Zerado dia 24/08/19

    Joguei o primeiro Unravel há um tempo no Xbox One porque tinha muita curiosidade e por estar baratão. O resultado foi um jogo de plataforma bem chatão e metido a cult que tentou ser um Limbo, mas que acabou sendo só mais um jogo esquecível. 

    Há uns dois anos tivemos o anúncio de sua sequência: Two, com um trailer focado na ação das duas figurinhas de lã trabalhando em equipe e deixando bem claro que agora a aventura seria voltada para dois jogadores. Como eu tinha jogado o 1, pus na lista, mas a verdade é que ninguém ligou pro jogo. Logo ele caiu no esquecimento, e isso não me surpreendeu.

    Há um tempo teve uma promoção e eu peguei Unravel Two (UT) baratíssimo, e achei justo adquirir e jogar pelo preço, mas isso só foi acontecer recentemente quando um amigo veio me visitar e a gente não tinha muito o que fazer (eu estava jogando Dragon Quest XI e ele assistindo). Como ele é um jogador de Nintendo Switch e de Nintendo Switch apenas e UT saiu na plataforma também, recomendei que a gente desse uma olhada.

    Jogamos umas duas fases e ele teve que ir, mas na saída falou: "Não zera sem mim! A gente vai terminar juntos!" - até assustei pois a experiência tinha sido simplória e até meio sem graça, mas concordei (além de que adoro jogar com amigos que estão interessados no jogo).

    Ontem um bando de amigo veio e como ele foi o primeiro a chegar, fomos mandando ver no UT. Com mais tempo e mais jogo pela frente, passamos boa parte da tarde nele até zerar e posso finalmente dar a minha opinião sobre a experiência.

    Unravel Two definitivamente é um jogo bonito, simples e baseado na cooperação entre dois jogadores (embora seja possível jogar sozinho, o que eu não recomendaria). Não é um jogo com um conceito muito forte, nem mecânicas criativas ou que se reinventa. Você que é um jogador hardcore ou que aprecia um bom level design provavelmente vai achar o jogo tedioso pois é o básico do platformer com um quebra-cabeça rápido aqui e ali.

    Na real, eu diria que é um jogo de namorados que jogam descompromissados e que passariam a noite toda numa fase tentando entender um puzzle simples ou tentando dar pulos na hora certa. É quase como se fosse um jogo pra quem não é "gamer".

    Nesse título os personagens são unidos por uma corda, mas isso não chega a atrapalhar a jogatina, mas é uma forma de limitar a distância entre eles (o que também não é algo que você lembre) e até usar de forma a içar um ao outro a alcançar lugares mais altos ou balancear de alturas e lançar um ao outro para plataformas mais distantes.

    Os comandos são os mais básicos possíveis: direcionais andam, L2 segura a corda (pro caso da pessoa querer escalá-la ou balançá-la) e o R2 joga um laço que se agarra em partes que que há um bocado de lã vermelha e azul. Existe ainda a opção de amarrar um nó com quadrado e desamarrar com bola. Cordas amarradas criam trampolins e rampas para empurrar objetos.

    O jogo te ajuda constantemente com dicas na tela (o que acabamos desativando pois as mesmas dicas se repetem em situações similares), personagens apontando pra direção a ser seguida e há a opção deles se fundirem em um só jogador, o que pode ser útil para carregar um jogador menos habilidoso por partes mais difíceis.

    A primeira decepção é em relação a jogabilidade e sua repetitividade. Obstáculos são sempre muito parecidos, assim como a forma de passar é sempre igual. De vez em nunca há um desafio mais criativo/diferente ou até um puzzle mais difícil, mas a forma como você tem que constantemente balançar seu parceiro e jogá-lo para longe a todo momento chega a ser cômico.

    Outra coisa que se repete com constância são os cenários, já que a impressão que dá é que você sempre está num bosque ou floresta e lugares verdes afins. Estágios com cidade e fábrica chegam a ser um colírio.

    Talvez a gente tenha perdido a lógica disso durante a jogatina e ficamos nos perguntando o que são as crianças-fantasma no background. Eu estava acreditando que era o passado sendo contado pelos lugares que passamos, mas isso não faz muito sentido visto que interagimos com o cenário de formas que afetam as ações delas e até nos escondemos as vezes para não sermos vistos.

    Resultado: provavelmente foi uma escolha de design fazer esses personagens assim para não tirar o foco dos pequenos bonecos de lã ou só não quiseram modelar personagens realistas que teriam que bater com os cenários incrivelmente realistas.

    A frustração começa a vir quando o jogo começa a não funcionar. Você pula e tenta laçar mas a corda por algum motivo não chega, um pulo simples que te mata ou um inimigo que age de forma completamente fora do natural e te mata como se tivesse um olho nas costas.

    No último dia da nossa jogatina, os longos estágios, a repetição e a frustração foi nos consumindo e a gente só seguiu jogando, mesmo com mais amigos já tendo chegado porque só são 7 fases e a gente tava cada vez mais perto e rápido acabando.

    Na real, o jogo não é necessariamente ruim, mas é muito superficial e sem graça e não vi muito motivo pra jogar nem me surpreender ou muito menos fazer os estágios bônus ou conquistar as medalhas que as fases dão de acordo com o tempo terminado ou coletáveis encontrados.

    Olhando a seção das conquistas no PS4, alguns incluem passar de fases sem morrer e muitas outras coisas chatas. Enfim, tudo relacionado a UT dá a impressão de ser forçado, desde o desafio até a beleza, a estória e o que a experiência tenta passar.

    Resumindo: Unravel Two é um jogo de plataforma desses que tenta ser uma bela experiência, mas acaba sendo um jogo mega casual, pra quem normalmente não jogaria algo mais sério e só quer algo simples e bonito pra passar o tempo com alguém que goste, o que eu acho válido.

    De bom: visualmente deslumbrante. Comandos simples que qualquer um consegue jogar. Razoavelmente curto (devo ter gasto umas 3 horas). Checkpoints constantes.

    De ruim: jogabilidade as vezes frustrante ou confusa, coisa da engine. Muito repetitivo. Pouco criativo no level design e puzzles. Metido a cult, mas é mongolão. Pouco inspirado como um todo.

    No geral, pelos R$15 e a experiência de ter jogado de dois jogadores, até que valeu a pena, mas no geral eu não recomendaria esse jogo senão pra curtir com a namorada ou o sobrinho. Passável.

    Unravel Two

    Platform: Playstation 4
    41 Players
    9 Check-ins

    15
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      spider · 4 months ago · 2 pontos

      Parabéns pelo ótimo texto! A melhor frase e que define tudo é essa: " Metido a cult, mas é mongolão" Excelente!!!

      1 reply
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      filipessoa · 3 months ago · 2 pontos

      Parabéns!

  • anduzerandu Anderson Alves
    2019-08-25 18:04:35 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Dragon Quest XI: Echoes of an Elusive Age

    Zerado dia 22/08/19

    Meus amigos, vocês não fazem ideia de há quanto tempo eu comecei esse jogo. Mais de um mês! Meu amigo e eu estávamos conversando sobre quais jogos nos emprestar e ele tá de olho no meu Dark Souls de Switch, então resolvi pegar algo dele. Ele me deu umas opções muito boas, mas o que mais saltou aos olhos foi definitivamente Dragon Quest XI: Echoes of an Elusive Age do PS4. Eu amo essa série e já estava de olho nesse jogo há eras, mas nem sabia quando o jogaria ou compraria, visto que estava dando um tempo desde a minha experiência com DQ VII, do 3DS.

    Acabei pegando apenas esse jogo emprestado mesmo pois tenho umas pendências e sei que esse título é longo, e RPGs sempre acabam necessitando de uma preparação especial de minha parte.

    Comecei a experiência e, apesar de achar o jogo bonito, achei meio chatinho e pouco inovador. Tinha achado o DQ VIII, do PS2, mais intrigante e tal. Todo mundo falando que o jogo é fácil demais mesmo pros padrões da série. Enfim, dei uma desanimada e tava arrastando.

    O começo da aventura mostra um jogo bizarramente linear. Os monstros agora aparecem no mapa ao invés de encontros aleatórios como em jogos anteriores da série e isso é muito legal, mas eu ficava na dúvida se deveria parar e ficar me jogando nos inimigos pra upar um pouco ou se já estava bem e iria diretamente pros meus objetivos, o que eu acabei (quase) sempre fazendo.

    A estória é normalzona e até as batalhas são lineares. Há cutscenes constantes nas primeiras horas e eu estava achando DQ XI muito diferente e pouco interessante e imersivo. Parecia um jogo americano.

    Logo a aventura te leva de cidade a cidade, uma depois da outra, sempre muito fácil de explorar, limitando meus movimentos. Você chega no lugar, resolve os problemas sempre bem rápido e passa pra próxima, compra novos equipamentos, resolve os problemas, mata o chefe, próxima.

    O jogo tava muito chato, meu deus. Bonito, mas chato. Talvez a culpa fosse da impressão que o 7 deixou, não sei.

    Logo mais membros foram adicionados ao grupo, o enredo foi ficando mais sério e chegou uma hora que eu PERDI uma luta pra um chefe. Nessa parte eu fiquei dividido entre feliz e frustrado. Eu acho que cheguei muito longe sem upar e o chefe tava humilhando a minha party, diferentemente dos monstros do lugar.

    Foi aí que eu comecei a bolar estratégias, usar buffs e quando venci, fiquei até feliz, até porque não aguentava mais a cidade e toda a estória relacionada.

    Logo depois, cheguei numa parte de uma sereia e o jogo começou a expandir seus horizontes. Eu tava me sentindo livre pra explorar, ganhando confiança no grupo, a estória tava melhorando. Foi nessa parte que meu amigo desistiu de continuar a jogar, e foi logo depois que jogo ficou bem mais legal.

    Quando você upa, faz toda a diferença. Cada nível melhora bastante cada personagem em seus atributos e as vezes garante novas magias e habilidades. O combate fica cada vez mais legal e com inimigos mais fortes, as batalhas ficam bem mais interessantes, sem ser necessariamente difíceis ou frustrantes. Além disso, ao upar você ganha pontos a serem alocados em habilidades ativas e passivas que deixam seus personagens mais diferentes e especializados em diferentes áreas, como espadas ou bumerangues ou facas etc.

    Após abrir bastante o mundo, DQ XI ficou super legal. Eu queria visitar todos os lugares que agora poderia ir, comprar tudo, abrir magias quando tivesse os pontos necessários, derrotar todo tipo de monstro. Pois é, demorou um pouco mas a sensação de liberdade chegou e eu estava ganhando confiança, como se o mundo fosse meu.

    Os cenários começaram a variar, a estória de cada cidade nova estava ficando mais e mais interessante e original e tudo estava se resolvendo rápido graças ao fato de eu ter deixado a party da forma default que o jogo inicia: lutando automaticamente na configuração "fight wisely", ou seja, lute sabiamente.

    A IA de DQ XI é bem bacana e te pouca muito tempo pois eles atacam, curam e sabem usar as habilidades certas em combate, inclusive magias que os inimigos tem fraqueza, buffs, usar ataques apenas fortes o bastante para finalizar oponentes e se dão muito bem inclusive contra chefes.

    Eu definitivamente recomendo ativar esse modo pra quando você quiser usar o celular e manter o jogo rodando e pra quando quiser ganhar uns níveis ou dinheiro dos monstros.

    Com uma party mais completa e interessante e um jogo mais fluído e se mostrando cada vez mais bacana com novas mecânicas e cenários, eu comecei a me viciar. O sentimento de experiência genérica deu lugar ao épico que um Dragon Quest pode se tornar. Eu estava explorando como louco, coletando itens, criando armas e vestes nos acampamentos, indo atrás das clássicas Mini Medals e até mudando a aparência dos personagens.

    Os inimigos requeriam cada vez mais uma estratégia sólida e o uso das MUITAS habilidades diferentes que você rapidamente desbloqueia e que muitas eu acreditei que nunca seriam usadas ou úteis.

    A parte estratégica se estendeu mesmo até a árvore de habilidade pois ao invés de apenas abrir qualquer coisa que estivesse disponível, acabei tendo que gerenciar e esperar uns níveis para abrir skills que fizessem a diferença ou liberasse novas habilidades em grupo (Pep Powers). Ficou óbvio que eu nunca iria abrir todos os painéis.

    Felizmente as igrejas agora te dão a opção de pagar para resetar todos os pontos usados, então se você cometer um erro ou desejar mudar a sua "build", é bem simples (e isso fez a diferença pra um personagem no final do jogo pra mim).

    Sobre os Pep Powers, quem jogou títulos mais recentes da franquia devem imaginar que são habilidades que se despertam conforme você luta e que trazem ótimos resultados, como alto dano, buffs no grupo todo ou curas.

    No caso desse jogo, os personagens tem uma porcentagem de despertarem esse poder em seus turnos, como se virassem Super Saiyajins e as consequências dependem muito do personagem. O protagonista, por exemplo, ganha um "boost" no ataque. Veronica, que ataca com magia, ganha um bônus nesse tipo de ataque. Já Serena, que é especializada em curar, passa a curar muito mais e tem mais chances de sucesso em magias como a de trazer um aliado de volta a vida.

    Após alguns turnos, esse Pep Power é perdido, então o certo é usufruir de seus bônus por um tempo e depois ativá-los, que é como um ataque especial devastador. Conforme você desbloqueia habilidades-chave na skill tree, você abre Pep Powers novos, que podem depender de 2, 3 ou os 4 personagens do grupo estarem em estado de Pep.

    Esses golpes especiais são muito legais de assistir e trazem ótimos resultados pra luta. Um exemplo disso é que no último chefe, meus personagens causavam cerca de 89 de dano com um golpe comum e 269 com uma habilidade simples, mas a ativação de um Pep Power do Hero com o personagem Sylvando causou incríveis 1750 no último chefe!! Esses número pra série são muito altos, ainda mais visto que ele deveria ter uns 3000 de HP.

    Conforme você joga, vai percebendo a necessidade de experimentar e usar a lógica ao invés de apenas sair atacando como louco e se curando. Acabei usando membros do time que estavam na "segunda" party e fazendo combinações diferentes de personagens, usando mais buffs e tentando coisas diferentes, incluindo debuffs em chefes.

    Houve um chefe perto do final que estava causando um dano devastador e na segunda tentativa bastou aumentar a defesa dos personagens duas vezes e abaixar o ataque dele uma vez e logo ficou ridiculamente fácil. E eu realmente que esse jogo, depois de um tempo, passa a requerer que você conheça os chefes e comece a perceber que, se você ganhar a luta de primeira, é porque teve um pouco de sorte.

     Sobre o enredo do jogo, ele é surpreendente. Começa meio sem novidades pra quem já conhece esses jogos, mas depois de umas horinhas, fica bem legal e chega a ficar sensacional mais pra frente. Na verdade, a estória de DQ XI me impressionou um bocado, principalmente em relação a aliados que você conquista ou perde.

    Toda a estória que você já conhecia é mais importante do que o jogo vinha dando a entender e lugares que você já passou ficam cada vez mais importantes. Eu tive uma grande impressão de a aventura começar de forma simples e depois falar "se você chegou até aqui, prepare-se para ISSO!"

    Após terminar o jogo e ver um pouco do post-game, iniciei um novo save pra ver a abertura (que é uma CG que mal lembrava) e ver como aqueles eventos eram importantes!

    Eles construíram um mundo muito rico, vivo e te fazem amar cada personagem e suas várias motivações para existirem naquele jogo.

    É definitivamente a perfeita junção de um ótimo time com uma ótima ideia, de orçamento alto e execução de primeira.

    Resumindo: Dragon Quest XI - Echoes of an Elusive Age é um baita jogão que eu arrastei um bocado em seu primeiro terço. Simples de início mas complexo mais adiante, o jogo foi feito para ser aproveitado, desde a imersão de suas lindas cidades até seus personagens e histórias. É um daqueles que você acaba valorizando tudo, cada detalhezinho com o tempo. Quantos mais tempo de jogo, mais liberdade e mais vontade de conquistar o mundo, e é lá que você vai chegar.

    De bom: visuais lindos. Simplicidade de entender, complexidade para batalhas mais árduas. Personagens muito carismáticos. Jogo super justo, principalmente em relação a combate e estratégias. Diversidade de inimigos e suas especialidades de combate, assim como de aliados, suas skills e seus equipamentos. Builds diferentes para cada um do grupo. Enredo excelente. Trilha sonora bacana. Variedade de cenários. Muito conteúdo (inclusive opcional, como sidequests). Incríveis CGs. Quando você morre, membros secundários assumem a luta e se ainda assim você perder, o jogo te dá a opção de voltar pro último save, voltar pra última cidade com metade do ouro (como era antigamente) ou voltar do último auto-save. Combate automático muito útil.

    De ruim: o jogo original japonês não tinha voz, apenas barulhinhos com as palavras e infelizmente aqui não há essa opção, já que eu passei grande parte do jogo não curtindo muito a dublagem (a versão do Switch tem a opção de escolher vozes japonesas). A linearidade e facilidade do início me deixou meio entediado com o jogo de início. Algumas mecânicas eu achei meio mal aproveitadas, como montarias. A música tema se repete DEMAAAAIS pelo jogo ao invés de haver mais músicas específicas de áreas (eu passei a detestar esse tema, que inclusive é a principal do mapa no Super Smash Bros. Ultimate).

    No geral, amei as 51 horas de jogo (que pareceram muito mais) e embora de início eu estava achando meio chato, no final se tornou um dos melhores da geração pra mim, ainda mais por não haver muitos RPG "raíz" assim mais. Me arrependo um pouco de não ter esperado a versão do Switch pois acredito que RPGs ficam melhores podendo jogar portátil e a qualquer momento e em qualquer lugar e sinto que isso em afetou um bocado no PS4. Ao menos os visuais estavam perfeitos. Recomendo demais, ainda mais se você gostar de RPG e mesmo que esse seja seu primeiro Dragon Quest!

    Série principal DQ terminada!

    Dragon Quest XI: Echoes of an Elusive Age

    Platform: Playstation 4
    40 Players
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      gregalexander00 · 4 months ago · 2 pontos

      Platinei ele no PS4, um bom jogo, pena que a diversão real eles não colocaram em troféus, os Trial Bosses são a parte mais divertida do jogo de longe, ainda mais o último. Depois de enfrentar eles o "chefe secreto" parece brincadeira de criança.

      1 reply
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      manoelnsn · 4 months ago · 1 ponto

      Você enfrentou o true final boss? 51 horas é bem pouco pra terminar todo o jogo...

      2 replies
  • anduzerandu Anderson Alves
    2019-06-06 11:23:23 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Nier: Automata

    Zerado dia 05/06/19

    Eu comprei o primeiro Nier de PS3 há um século atrás e deixei na estante. Já o Automata faz uns 3 anos pegando poeira na minha estante. O fato é que o primeiro eu comprei aleatoriamente por ter gostado da capa e ter achado que era exclusivo da plataforma por algum motivo. Já o segundo eu adquiri porque eu via muita gente procurando pelo jogo na época de seu lançamento (e depois) mas ele raramente aparecia, e com um preço salgado.

    Um dia, porém, Automata surgiu por apenas R$100 num grupo do Facebook e sabendo que eu iria querer jogá-lo e pelo medo de ele sumir ou ficar muito caro, acabei pegando. Na pior das hipóteses, eu conseguiria ao menos vendê-lo e provavelmente por mais do que paguei.

    Joguei o primeiro Nier há uns tempos (e publiquei aqui no Alvanista), mas nem curti muito e isso meio que tirou minha vontade de jogar sua sequência por um tempo. Na moral, eu só comecei Automata porque ele tava parado e eu tô querendo uns jogos específicos. Bora passar pra frente!

    Antes disso, meu primo comprou um PS4 recentemente e para ajudar, emprestei uns jogos. Ele amou God of War, mas disse que não conseguiu jogar Automata por ser muito "lombrado". Mas não é um hack 'n' slash? O cara ama Devil May Cry e outros do gênero!

    Com o jogo de volta a minha casa, era hora de começar. Logo você vê a logo da Platinum Games. Eu nem lembrava que esse jogo era da Platinum! Animei bem mais. Sabia que eu adoraria!

    O jogo começa com você controlando um robô atirando em inimigos bem ao estilo shmup. What? Felizmente logo essa seção acaba e você está a pé usando uma espada para cortar robôs. Aaaah, o sentimento de jogar Bayonetta! Até a movimentação é bem parecida, mas com menos cores, personagens e músicas mais sérios.

    Você tem um botão pra ataque "fraco", outro pra ataque "forte", um pra travar a mira no oponente, outro pra atirar com seu drone (que fica sempre atirando em linha reta se você segurar o botão dele, mas se estiver com a mira travada, ele atira onde estiver marcado) e mais um  botão da esquiva, que se executado na hora certa, evita quaisquer danos e ainda dá a possibilidade de um contra-ataque bacana. É bem Bayonetta.

    Logo você percebe que a aventura não é linear. Você está numa cidade, tem marcações no mapa, quest principal, sidequests, inimigos andando por aí, sistema de level up, coleta de espólios, equipamentos etc. Legal! Um Bayonetta com elementos de RPG, menos linear.

    Seguindo a missão principal, você é mandado de um lado pro outro na cidade, procurando rotas e tal. Nesse meio tempo, robôs e animais te atacam quando bem entendem, mas nada é um problema.

    Ao chegar na segunda parte, que é um deserto, o jogo fica mais "otaku", com personagens mais edgy e AQUELE tipo de plot.

    Nada é muito empolgante, quase tudo é contado por texto e se você não prestar atenção, fica ainda mais monótono. Ao menos de tempos em tempos você abre partes diferentes no mapa, com temas diferentes: cidade em ruínas, deserto, parque de diversões, cidade alagada etc.

    Eu realmente não conseguia animar com o jogo pela falta de inovação e muita repetitividade. Mas perto do fim foi que as coisas pioraram: um chefe ao lado do savepoint que era muito apelão e talvez eu não tenha melhorado as minhas armas o bastante. Uma batalha longa e difícil e eu com poucas poções. Usei tudo na primeira tentativa e quando voltei pro checkpoint, não tinha nenhuma! Nem mesmo a possibilidade de sair pra outro lugar e comprar! Foi tendo demais!

    Depois mais e mais chefes. Cara, que experiência horrível! Inclusive o jogo gosta muito disso: partes chatas e que você não tem escolha (há a opção de trocar de dificuldade nas opções, mas nem lembrei, além de que a dificuldade normal deveria ser mais balanceada!).

    Depois de bolar umas artimanhas e terminar o jogo com 10 horas, você pode considerá-lo terminado ou continuar jogando, sendo que ao carregar seu save, você já começa a aventura pela "rota B", que é meio que o lado da estória pelos olhos do outro protagonista. Em resumo, é como rejogar tudo de novo, mas você vê o que ele fez em partes em que se separaram e tal. Além disso, ele tem mais partes de shmup com o robô e vai mais forte numa mecânica que antes era mais pra defesa: hacking. Em diversas partes, você usa dessa habilidade para abrir portas, baús e até entrar na mente dos inimigos.

    Ao fazer isso, se inicia um "minigame de navinha" que é meio que 8bits mas 3D em que seu objetivo é sobreviver e destruir a todos os alvos.

    Chegando aí eu percebi que Nier: Automata era uma grande bagunça: shmup, navinha, hack 'n' slash, partes mal feitas de dificuldade, ficar indo e vindo de um ponto a outro com umas desculpa esfarrapada de "enregue isso, algora volte". O que diabos é esse jogo?

    A segunda campanha, que é a do segundo protagonista começa com um robô tentando ressuscitar o outro. Ele resolve pegar um balde com óleo e trazer de volta pro amigo. Isso demora um bom tempo pois o robô é lento e com o balde você não pode pular nem pisar em nada senão ele escorrega e derruba tudo. Essa parte é bem diferente do resto do jogo, mas é bem lenta. Acho que isso adiciona à imersão, certo? Depois o personagem voa, destrói um monte de robôs, faz isso, faz aquilo, destrói mais robôs, hackeia um chefe e tal. Isso tudo demora uns 30 minutos e aí tem uma parte que você controla só seu drone e tem que defender o protagonista de ser atacado por ondas de inimigos. É tenso, ainda mais se você tiver perdido vida em todo esse tempo antes de chegar nessa parte.

    Sabe o que acontece se ele morrer, o que é bizarramente fácil? Zeramento! "A humanidade de perdeu pra sempre". E sabe o que é pior? Você tem que recomeçar tudo desde o robôzinho carregando óleo. É UMA MERDA. Cheguei a fazer isso tudo umas 5 vezes ou até mais e por pouco não desisti. Frustrante é pouco.

    Após ver basicamente a mesma coisa duas vezes (agora estava com 15 horas de jogo graças aos equipamentos e níveis que se mantiveram da primeira campanha), é hora de seguir para a próxima parte.

    Agora finalmente a estória voltou a se desenvolver e o inimigo é outro: um vírus que está tomando conta de robôs e androides, além de outras coisinhas. Aqui o jogo começa a ficar ainda mais esquisito, dramático e filosófico. Todo o Bayonetta que havia em Automata agora se torna Kingdom Hearts. Viagem atrás de viagem. A ação dá lugar a partes em que os personagens estão afetados pela "doença" e mal conseguem andar em meio à inimigos e partes que você tem que chegar em um destino dentro de um tempo limite.

    A estória, que já era séria, fica ainda mais sem graça, agora que os personagens definitivamente são personagens de anime, dando berros e jurando matar a todos quando um ente querido morre. Um deles dá um berro tão alto que surgem construções brancas no meio do mapa.

    De repente todo mundo é inimigo, as cidades são destruídas e os inimigos...aaaah os inimigos. Seus ataques parecem não tirar nada do robô mais tosco. Os robôs estão sendo atacados mas dane-se, vou atacar de volta. Ninguém respeita seus golpes! Você agora enfrenta ondas gigantes de máquinas e sofre dano constantemente. Prepare-se sempre comprando 99 de todos os tipos de cura! Além de tudo, cada golpe tira 50% do seu HP.

    Me questionei constantemente se eu estava abaixo do nível do jogo, mas aparentemente não! E se estivesse, o que eu deveria fazer? Bater em robôs aleatórios pelo mapa por 2 horinhas? Fiz um bocado de siquests e sempre enfrentava quem estava no meu caminho, mas não foi o bastante! Não haver um sistema de equipamento de armadura também é super estranho pois a todo momento parece que a minha defesa só piorava!

    Mas de volta ao jogo, jogo você estará jogando com personagens novos e a estória cada vez menos faz sentido. Sem contar que parece que estão só a arrastando mais e mais.

    Já perto do fim, surgem mais um bocado de coisas pra fazer e revisitar os mesmos mapas pela milésima vez. Eu só queria que acabasse logo!

    Você zera só pra dar load no jogo e continuar a estória. Qual o sentido disso? Fora isso, Automata tem uns 20 e poucos zeramentos e muitos deles podem acontecer a qualquer momento com uma escolha ou ação errada. Eu fiquei as últimas horas inteiras com muito medo de ferrar meu jogo e ter que recomeçar do último zeramento e ter que fazer muitas coisas de novo.

    Jogue com esse personagem. Agora jogue com esse. Agora com esse de novo. Agora com esse de novo. Vira uma palhaçada sem sentido. E o drama forçado? Pelamor!

    Na reta final, o jogo se torna definitivamente Kingdom Hearts e um jogo bem diferente do que era na primeira playthrough e de certa forma, até mais interessante. Mas eu realmente não aguentava mais! 22 horas repetindo a mesma coisa, morrendo de formas aleatórias e tendo que refazer grandes e demoradas partes. É uma piada de mal gosto.

    O sentimento é de estar jogando algo do PS3 ou mesmo do PS2.

    Resumindo: Nier: Automata tenta ser um jogo diferente (e até consegue) e profundo, mas aca se resumindo a algo repetitivo e muito confuso e injusto. As primeiras horas foram tediosas, mas com muito potencial para ser algo muito maior, mas depois da metade da jogatina, virou algo frustrante, otaku e bizarro. Uma grande decepção.

    De bom: as vezes os visuais são bem bonitos. A trilha sonora é ótima. Gostei dos personagens. Muitos zeramentos.

    De ruim: problemas de framerate. Estória forçada e sem graça (apesar de ter umas partes bem bacanas, mas não compensam). Eu nunca sei se estou fraco ou se o jogo que ficou tenso do nada. Mesmo os inimigos mais toscos ignoram seus ataques e começam a te bater do nada, e ainda tiram muito HP. A parte de defender o personagem que me fez refazer tudo novamente umas várias vezes. A dificuldade de alcançar lojas para se reabastecer em situações críticas, como nos momentos finais do jogo (tive que matar o último chefe sem poção nenhuma). Quando você toma um dano, você fica um tempo susceptível a mais golpes e, possivelmente, a morte. Checkpoints esporádicos, sendo que as vezes você perde um progresso bizarramente grande. Tudo é muito sintético, mesmo tentando ser realista (daí o sentimento de gerações anteriores). Tedioso e repetitivo. A direção de arte não faz o menor sentido as vezes: você está voando por um túnel, quais as opções de câmera? Atrás como Star Fox ou por cima? Vamos fazer um diagonal de cima pra baixo e sem mostrar o destino de onde você está indo e ainda deixar o jogador confuso com a percepção dimensional (sério, só vendo pra saber o quanto isso é bizarro e como os controles ficam esquisitos).

    No geral, não recomendo Nier nem Nier: Automata a menos que você seja: 1) bem otaku que curte um Naruto. 2) Preparado para um jogo desequilibrado. Foi uma grande decepção para o que ele poderia ser. Olha esses personagens e robôs! Bom, ao menos vou trocá-lo em breve!

    NieR: Automata

    Platform: Playstation 4
    553 Players
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      jcelove · 6 months ago · 2 pontos

      Hehe bem vindo ao mundo de Yoko Taro. Esse esquema de varios finais q continuam apos terminar ficando cada vez mais loko é padrao dele desde o primeiro Drakengard. XD

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      thiagoreis · 6 months ago · 2 pontos

      Quero jogar esse game um dia !! O problema é que ele continua caro kkk.. não abaixa o preço nem a pau.. tanto na Psn ou mídia física...

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      robertosouza09 · 6 months ago · 1 ponto

      Cara, eu gosto de otakices do tipo Devil May Cry, Dragon Ball e entre outros. Bayonetta parece ser muito bom, mas nunca joguei, to querendo jogar Judgment e Bloodstained que vão lançar nesse mês, mas falando nesse Nier Automata eu joguei a demo e minhas primeiras impressões sobre enredo eram boas, porém depois fui pesquisar a fundo a estoria em um canal do Youtube e confesso que fiquei decepcionado. O enredo é bom sim e algumas vezes até bem desenvolvido, porém conforme o tempo passava e a trama chegava ao final, tudo só ficava pior. Sem contar em Nier Automata que não tem nenhum ser vivo na porra da estória, sem humanos, alienígenas, nada do tipo como protagonista ou coadjuvante, somente andróides vs máquinas, pode ser uma coisa boba, mas me incomodou e acrescentando ao que voce relatou nesse texto isso me desanimou mais ainda de comprar, mas existe um lado bom nessa história que foi de não ter comprado esse jogo, já pensou ter que pagar caro em um jogo e ainda se arrepender no final? Que bom que eu pensei bem antes de comprar.

      2 replies
  • anduzerandu Anderson Alves
    2019-05-05 02:26:09 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Street Fighter

    Zerado dia 04/05/19

    Jogatina na casa de uns amigos hoje e enquanto o resto do povo não chega, lembrei que ele é super fã dá série Street Fighter e resolvi pegar a coleção de 30 anos da série pro PS4 e investir em zerar esse jogo que, se não for assim, eu nunca vou jogar.

    Os dois que já estavam aqui no sofá, inclusive o dono do jogo, torceram o nariz. "Esse jogo é um lixo, eu só joguei uma vez pra dizer que já joguei mesmo".

    Falei pro povo que seria rápido e já fui abrindo o jogo pra fechar a campanha rapidão.

    Começando a jogatina, você vê uma tela título que é um muro com umas pichações. Apertando Start o jogo já inicia a primeira luta, sem sequer deixar você escolher personagem. É o Ryu ou nada.

    Engraçado que existem 10 outros personagens contra os quais você luta na campanha e o Ken, que o segundo jogador usa caso vocês joguem Versus, mas enfim.

    A campanha sempre segue a mesma ordem de lutadores também, incluindo oponentes conhecidos e outros que só ficaram nesse jogo. Dos conhecidos, temos o Birdie, o Eagle e Sagat, entre outros.

    O gameplay é simples, já que além dos direcionais, usamos apenas dois botões: um pra ataque e outro pra defesa. Daí basta usar as combinações bizarras para fazer ataques especiais.

    Teoricamente os comandos são os mesmos dos jogos seguintes, como o Hadouken, shoryuken e tatsumaki, o que o próprio jogo mostra na lista de comandos quando você aperta Start e abre um menu do emulador da coletânea.

    Já na prática as coisas são diferentes. O Hadouken, que deveria ser o mais fácil, dificilmente sai! Tive mais facilidade com os outros dois, mas são golpes difíceis demais de acertar aqui senão na sorte mesmo.

    Os inimigos são bizarros e nunca dá pra prever seus movimentos. As vezes eles simplesmente ficam parados aceitando seus golpes, e outras eles vão com tudo pra cima.

    Conforme você avança na campanha, mas difíceis eles ficam também. O primeiro combate é mais justo, logo a IA sobe de forma significante  a cada avanço e dá menos brechas. Alguns inimigos podem levar muitos golpes pra morrer mas te matar com 3 socos! 3 sequinhos ridículos!

    É um jogo bem injusto e mal feito.

    O mais bizarro de tudo, no entanto, é a animação dos personagens. É tudo feio e preguiçoso e rola MUITO frameskip. Muuuuuito.

    É uma mistura de combate lento com lutadores teletransportando a todo momento pois muitas animações estão faltando! Isso ficou muito evidente na luta contra o Adobe, a que eu recomendaria assistir no YouTube.

    Street Fighter é bem quebrado, mas ao menos tem continues infinitos. Ainda assim, cada round é um sacrifício e eu usei savestate do emulador sempre que vencia. Nas primeiras batalhas eu já tava muito irritado.

    Resumindo: Street Fighter é o jogo que começou uma geração, mas de uma forma ruim. O fato de as pessoas ignorarem sua existência e seguirem do 2 pra frente faz todo sentido, pois é como um título inacabado.

    De bom: a ideia geral é boa, como os personagens e tal. Continues infinitos. Fases bônus variam a jogabilidade.

    De ruim: parece um protótipo. Cheio de frameskip ou animações não terminadas. Hitboxes zoadas. Lutas injustas que você perde com 3 golpes. Sem escolha de personagem ou estória.

    No geral não há o menor motivo pra jogar ou tentar emular esse jogo. Melhor só ver no YouTube mesmo, mesmo se você for super fã, como meu amigo é.

    Street Fighter

    Platform: Arcade
    296 Players
    7 Check-ins

    13
  • anduzerandu Anderson Alves
    2019-05-02 00:18:48 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Crash Bandicoot N. Sane Trilogy

    Zerado dia 01/05/19

    Quinta-feira passada foi o meu aniversário e quando um dos meus alunos de uns 11 anos soube, ele me desejou felicidades e disse "teacher, próxima aula eu vou trazer o Crash pra te emprestar".

    A gente provavelmente conversou há uns meses sobre eu não ter o jogo e querer jogá-lo ou algo assim, mas realmente não me lembro, mas fiquei agradecido e disse que aceitava o empréstimo sim, ainda mais porquê o amigo que geralmente me empresta os jogos e tem o Crash resolveu emprestar para outra pessoa e o cara nunca devolve!

    Ontem, terça-feira, o garoto chegou com o jogo pra mim. Eu disse que tentaria devolver na próxima aula, amanhã, quinta-feira, mas já avisei que provavelmente só retornaria o jogo semana que vem, até porquê são 3 títulos em 1! Ele mesmo não esperava ver o jogo d enovo em algum tempo, pois ele mesmo não foi muito longe em suas experiências e quem diabos devolve um jogo em dois dias?

    Cheguei em casa, pus o jogo pra instalar e por mais que eu já tivesse jogado o primeiro mundo do Warped completo no passado, eu não lembrava de muita coisa e a curiosidade não me deixou ignorar N. Sane Trilogy. Assim que pude já fui jogar pra devolver o mais rápido possível.

    Começando em ordem (e já que os outros dois jogos apareciam como "instalando" na tela de seleção, fui reviver o 1. Como eu já terminei todos esses Crashs na versão original de PS1 (e até publiquei sobre eles aqui no Alvanista), resolvi tratá-lo como um jogo só. Além disso, não vou entrar em muitos detalhes sobre o funcionamento deles aqui, pois o trabalho desenvolvido nesse remake é MUITO fiel.

    Crash 1, o que sempre achei sem graça e tal, além de traumatizante em certos estágios. Um amigo empacou na segunda fase na ponte, lá no finalzão e pediu que eu tentasse há uns meses atrás, mas sem paciência, nem fui longe. Estava na hora de enfrentá-la novamente!

    Eu me assustei com o rápido progresso no jogo. Em duas horas eu tinha zerado, mesmo me estressando bastante em determinadas fases. O primeiro jogo é bem "o Donkey Kong 3D que as pessoas queriam" e dá mesmo pra sentir uma influência do jogo do macacão.

    O level design é simples, assim como as mecânicas e os cenários são sempre selva ou ruínas antigas. Legal, mas cansa um pouco. Nada parece muito intuitivo e muitas vezes o desafio parece um pouco injusto ou que demanda tentativa e erro demais. Definitivamente não é um jogo pra crianças.

    Terminei o jogo e me senti muito confiante em terminar logo os outros dois! No dia seguinte comecei o 2 no fim da manhã.

    Crash 2 é um meio termo em questão de dificuldade e criatividade. Agora ao invés de um mapa com fases ligadas de forma linear, o jogo tem um Hub com fases disponíveis para serem jogadas em qualquer ordem. Lembro que na infância quando a gente não conseguia prosseguir em um certo cenário mas gostava muito do jogo, saía e ia jogar outro, deixando esse chatão pra depois.

    São 5 mundos, cada um com 5 fases. Ao terminar todas as 5, se abre a sala do chefe e ao derrotá-lo, abre a possibilidade de ir pro próximo mundo. Nada mais simples.

    É demais como o jogo já explora novas mecânicas ou se aprofunda em outras que o jogo anterior mal utilizou, como fases com montaria. Além do mais, novos temas são usados, como fases na neve ou futuristas e o próprio Crash tem comandos diferentes, como a rasteira que se seguida de um pulo o lança mais alto e mais distante.

    Esse segundo jogo, de subtítulo Cortex Strikes Back, faz o primeiro jogo parecer amador de tão repetitivo, mas ainda sim tem seus defeitos. A variedade de gameplay e cenários poderia ser maior, algumas mecânicas só são exploradas muito perto do final e entre as fases os personagens ficam te parando pra fazer uns diálogos um pouco desinteressantes.

    Uma coisa que eu gostei muito é da grande quantidade de coletáveis. Há um cristal roxo em cada estágio para ser encontrado e coletado, mas há ainda outras gemas para serem colecionadas, sendo que algumas envolvem destruir todas as caixas da fase e outras eu nem sei exatamente como abrir. O fator replay vai nas alturas!

    Ao terminar a esse, fui direto pro 3, que é pra mim o melhor jogo do personagem, além de ser o mais fácil e, consequentemente, o mais rápido.

    Crash 3, Warped, é sensacional. A trilha sonora, o level design, a variedade de personagens, temas, jogabilidade. Até o enredo pra justificar tudo é bacana e envolve o vilão agindo em diversos períodos de tempo específico.

    Então você tem fases baseadas na China, na Inglaterra, Egito etc.

    E não para por aí: a dificuldade é muito boa pra qualquer um! Os cenários não são confusos e há uma boa variedade de checkpoints e frutas e vidas para serem coletadas. Eu morri um bocado, ainda assim, mas bem menos que nos outros. E com certeza não me estresse jogando. Crash Bandicoot: Warped é uma gema do platformer 3D!

    Os muitos coletáveis e segredos estão de volta, melhores do que nunca. As fases tem mais exploração e ao derrotar chefes você ganha uma nova habilidade, como pulo duplo ou correr mais rápido. Essas habilidades são ótimas pra voltar e fases aquelas fases 100%.

    Resumindo: Crash Bandicoot N. Sane Trilogy é um jogão, feito com amor pra quem não conhece a série e com todo o respeito aos jogos originais. Embora esses jogos não sejam perfeitos pelo que são, é super incrível ver que eles ainda existirão nessas gerações mais modernas de video game, ao invés de viver eternamente nas mentes nostálgicas de quem jogou na época.

    De bom: produto 100% fiel ao original, desde as animações, comando e o feeling. Visual muito bonito, mais as expressões faciais e texturas de tudo, que dão um ar dos filmes de animação de hoje em dia, mas sem parecer coisa de retardado. 3 jogos em 1 e muita coisa pra fazer tanto pra jogar casualmente quanto para alcançar os 100% em todos esses títulos. Achievements. Defeitos das antigas consertados, como a dificuldade de salvar no primeiro jogo. Continues infinitos e auto-save. Disponível em todas as plataformas atuais.

    De ruim: dificuldade as vezes um pouco alta demais pode afastar alguns jogadores, sobretudo a galera mais jovem que não é acostumada a vencer ou continuar insistindo em um joguinho. Alguns hitboxes são meio suspeitos e deixam a impressão de "como eu morri se eu estava longe disso?". Noção de perspectiva quase sempre zoada: parece que você vai alcançar aquela plataforma mas não dá ou parece que "tenho que aperta o botão de rolar daqui há um segundo para passar por baixo do obstáculo" mas você morre antes. Transformaram o hitbox do Crash em um ovo, ao contrário do retângulo de antigamente (meio que todo mundo viu essa notícia na época) e isso fez muita diferença nesse tipo de jogo. Enquanto em outros jogos similares você sobreviveria por estar com boa parte do pé numa plataforma, aqui você escorrega pra fora se não estiver completamente seguro. Haja paciência as vezes.

    No geral, foi uma ótima experiência e definitivamente esse Crash é um must pra quem conhece o personagem ou curte o gênero. Por outro lado, senti como só estivesse rejogando os originais do PS1, então fora o visual, não dá pra esperar uma experiência nova, e isso faz sentido, seja bom ou ruim. Recomendo!

    Crash Bandicoot N. Sane Trilogy

    Platform: Playstation 4
    522 Players
    114 Check-ins

    12

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