• willk Will K.
    2019-10-10 08:05:12 -0300 Thumb picture
  • mscampos MSCampos
    2019-09-23 15:23:10 -0300 Thumb picture

    Fantasia Definitiva

    Medium 3746926 featured image

    'What if everything you see is more than what you see — the person next to you is a warrior and the space that appears empty is a secret door to another world? What if something appears that shouldn't? You either dismiss it, or you accept that there is much more to the world than you think. Perhaps it is really a doorway, and if you choose to go inside, you'll find many unexpected things'.

    'E se há algo mais em tudo que você vê - a pessoa ao seu lado é uma guerreira e um espaço aparentemente vazio é uma porta para outro mundo? E se você vê algo quando não deveria? Você pode ignorar isso, ou aceitar que que há muito mais coisas no mundo do que você imagina. Talvez essa porta realmente exista, e se você optar por adentrá-la, irá encontrar muitas coisas inesperadas' (Tradução livre)


    Essa citação, proferida originalmente pelo lendário Shigeru Miyamoto, serviu de epígrafe em meu trabalho de conclusão de curso. Não, a faculdade que fiz não têm relação alguma com jogos ou tecnologia; muito pelo contrário, visto que optei por estudar Letras. Ainda assim, frente alguns olhares de desaprovação (e, felizmente, outros de incentivo), homenageei, nesta última etapa do curso, a longínqua paixão que tenho por videogames.

    Hoje, quando retomo a ideia, acredito que não poderia ser diferente. Afinal, há mais de 20 anos, esta arte, mídia, hobby, máquina de criação de assassinos em massa ou o que quer que você, leitor, considere os videogames, faz parte do meu cotidiano. Segundo os princípios da grande mente por trás da Nintendo, já lutei ao lado de muitos guerreiros - alguns nobres e bravos, outros nem tanto; já adentrei muitas portas secretas e explorei mundos outrora inimagináveis; acima de tudo, eu aceitei. Aceitei que, combatendo a banalidade dos dias, algumas pessoas tentam nos apresentar o inesperado. É claro que tal feito não é exclusividade dos games - muito antes de sua existência, a literatura, o cinema e demais artes já transportavam milhões de curiosos a outros mundos. Porém, o tempo, abstrato ou não, segue impiedoso, e nos força a fazer algumas escolhas. Por isso, hoje escrevo sobre os games, não sobre cinema - que me encanta com igual intensidade. Mas, afinal, por que os videogames?

    Mil novecentos e noventa e nove. Esse é o ano em que Final Fantasy VIII foi lançado. Antes de 1999, o gênero RPG definitivamente não era o meu favorito; antes disso, o legal mesmo era fazer disputas em jogos de luta, futebol e corrida. Não era por falta de incentivo, afinal muitos me falavam o quanto esses jogos esquisitos e com um quê de sonífero eram interessantes. Mentira, eu dizia: nada acontece, como pode ser divertido?

    Os tempos eram outros, aprender inglês era algo que ainda não me despertava muito interesse. Assim, resolvi encarar o tal Final Fantasy VIII em japonês mesmo. Já que é pra não entender muita coisa, que diferença faz? E fui. Oitenta horas, quatro trocas de discos e algumas espiadas em um guia daquelas antigas revistas depois, missão cumprida: fechei meu primeiro RPG.

    O objetivo aqui não é descrever e avaliar mecânicas de jogo, desenvolvimento de personagens e da narrativa, e demais elementos que compõem FFVIII. A questão, de fato, é abordar a experiência como um todo. Assim, mesmo que soe genérico, digo apenas que a saga de Squall em sua luta contra o mal iminente foi algo que me proporcionou, em primeiro lugar, um sentimento de descoberta, fruto da imensa quantidade de informações, habilidades, personagens e inimigos que o jogo me apresentava; após a descoberta, veio a relação de imersão com tudo aquilo. Depois de um tempo, era como se eu fizesse parte do mundo - havia um pouco de mim nos heróis, e um tanto deles em mim. Nos entremeios disso, o fantástico se tornava palpável, e discutir com amigos o quanto era frustrante não conseguir derrotar um cacto gigante no deserto me empolgava de tal maneira que parecia natural. Qualquer um que não fosse adepto dos games e escutasse uma dessas conversas, certamente, me taxaria de esquisito, e vi alguns olhares caírem sobre mim com um misto de pena e desprezo. Se ainda hoje, nos tempos em que heróis, bruxos e outros seres fantásticos dominam parte da cultura mundial, há um certo preconceito contra os gamers, posso lhe garantir que, há 15 anos, era muito pior. Todavia, nada disso me importava; em Final Fantasy VIII, eu havia encontrado algo que nem sabia estar buscando, e um pouco de mim mesmo passava a fazer mais sentido.

    Antecipo: é inútil dizer que FFVII é muito melhor, pois não o joguei. Tentei, mas por algum motivo, não consegui seguir em frente. Há uma auto-decepção nisso, junto com as outras omissões em minha trajetória gamer; todavia, deixemos isso para outro momento. Por enquanto afirmo, sem medo, que FFVIII é o meu favorito da série.

    Algum tempo depois, terminei novamente a saga de Squall, desta vez aproveitando para tentar aprender e fixar o pouco que sabia de inglês. Nessa nova investida, que durou 120 horas, o objetivo era completar 100% do game, algo que não repeti em nenhum outro. 

    Nada contra os complecionistas mas, por minhas mãos, somente FFVIII teve tal honra.

    Hoje, depois de tantos anos, lembro nitidamente do teste da SeeD no início no jogo, das lutas contra Ifrit e Ultima Weapon, das animações dos GFs, da música sensacional tocada nas lutas contra os chefes. Uma memória particularmente agradável refere-se ao glorioso Triple Triad, também conhecido como o melhor minigame de todos os tempos. Aquilo me fascinava, e sair mundo afora procurando pessoas com cartas raras me traz uma sensação que até hoje não se repetiu em outro jogo.

    Recordo-me também do final, do embaralho de cenas, Rinoa convidando Squall para dançar; Laguna, a festa, e a música ao fundo. Confesso que não lembro praticamente nada da história, mas isso é um ponto positivo. Explico: mesmo sem lembrar do enredo, me emocionei ao rever tal cena conforme escrevia este texto. Mesmo sem saber direito o porquê, o encontro final dos protagonistas permanece até hoje em minha memória. Passei tanto tempo naquele mundo que, talvez, tenha criado uma lembrança fantasiosa de tudo aquilo, que hoje se manifesta de maneira quase inconsciente, em um misto de imagens e sensações.

    Depois de FFVIII, tudo mudou. Vieram então Xenogears, Valkyrie Profile, Star Ocean 2, Final Fantasy Tactics. Recuperei alguns clássicos perdidos, como Chrono Trigger e Final Fantasy VI. Com eles, uma crescente paixão pelo gênero, que por sua vez me levou a conhecer os RPGs de mesa. Hoje, Dungeons e Dragons, em sua imensa complexidade e completude, é o meu mundo fantástico favorito.

    Mais do que oferecer horas de diversão, todas essas experiências ajudaram a definir os rumos de minha vida. Muitos podem considerar isso um exagero, mas, caso o façam, desculpem-me: vocês estão equivocados. Já não falo de videogames, de RPGs, ou qualquer outra forma de entretenimento. Falo agora de como a fantasia contribuiu para a formação de meu caráter e personalidade, de como alguns amigos que fiz e as consequências intrínsecas a qualquer amizade foram pautadas nessa paixão. Outros optaram por perceber as portas secretas à sua volta, e eu resolvi me aliar a eles.

     As quase duzentas horas gastas em FFVIII me moldaram. Não ouso dizer que ele é o melhor jogo já feito, ou que conte uma história sem precedentes. Eu tenho certeza que não. Ainda assim, é o meu jogo. Faz parte da minha vida. Final Fantasy VIII me mostrou o caminho da fantasia - da necessária fantasia. E, a ele, serei sempre grato.

    Texto escrito originalmente em 2014. 

    27
    • Micro picture
      mastershadow · 22 days ago · 3 pontos

      FFVIII é meu segundo favorito da série, pra min ele só perde pra FFVI.FFVIII é um jogoe fantástico, vc se envolve com o mundo e os personagens de maneira muito legal,zerei esse ano ainda novamente, pois comprei a versão original do PS1 pra coleção, algo que eu queria a muitos anos.

      1 reply
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      andre_andricopoulos · 21 days ago · 2 pontos

      Adoro o FFVII.😍
      ...
      Bela intro (seu post) e bela representação acerca seu amor pelo VIII.💪🏻
      ...

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      artigos · 23 days ago · 1 ponto

      Parabéns! Seu artigo virou destaque!

  • 2019-09-17 00:13:15 -0300 Thumb picture

    Conseguem reconhecer os personagens apenas por suas silhuetas?

    Medium 660050 3309110367

    Voltando para o que importa. Nah! Não é Tekpix não!

    Havia postado no Instagram, mas vai por aqui também.

    Ando tão cheio de coisas pra fazer que os dioramas acabaram ficando em quinto plano. Como dizia Conde Drácula  Michel Temer: Tem que manter isso aí, viu?

    Sendo assim, *cof cof cof*, precisando da pastilha...

    Sendo assim, seguir com os 14 temas na fila, aguardando corte e montagem.

    19
  • thraphik Vitor Marques
    2019-08-12 15:12:58 -0300 Thumb picture

    Desafio: Uma semana de música - Dia 6: Músicas de encerramentos

    Sabe aquela trilha sonora que você ouve e fica feliz, triste, nostálgico... Se sente criança novamente, por alguns minutos.
    É isso aí, incontáveis vezes ouvi esse tema, e Nintendo, caramba... Obrigado mesmo!

    MARIO KART 64 - NINTENDO 64 S2

    Regras:

    1 - Postar uma musica por dia, durante uma semana, seguindo a seguinte lista:
    Dia 1: Música tema de uma franquia;
    Dia 2: Música tema de jogos específicos;
    Dia 3: Música tema de alguma área/momento aleatório de um jogo;
    Dia 4: Música tema para chefões;
    Dia 5: Música tema de final boss;
    Dia 6: Músicas de encerramentos; 
    Dia 7: RODADA BONUS: Música completamente a sua escolha, tema de personagem, tela inicial, save room, tela de pause: VOCÊ ESCOLHE!

    2 - Comente em cada um dos dias o por que de estar escolhendo essa música!
    3 - Marque uns três amiguinhos para eles fazerem também.

    Quem quiser pode participar também!

    @desafio

    Mario Kart 64

    Platform: N64
    10724 Players
    60 Check-ins

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      kleber7777 · 2 months ago · 2 pontos

      Vídeo de créditos do Mario Kart 64: uns 20 nomes.
      Vídeo de créditos de Red Dead Redemption 2: 3000 nomes!
      Eu sei que o foco do post é outro mas é bacana ver esse detalhe. Como os jogos ficaram tão mais complexos. rs

      1 reply
  • gus_sander Gabriel Macêdo
    2019-08-02 02:17:54 -0300 Thumb picture
    22
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      noblenexus · 3 months ago · 1 ponto

      Eu era assim quando era adolescente, vivia reclamando das paradas rsrsrsrs (cara como eu era babaca), enfim acho que a minha geração(90) ta sentindo pesado isso recentemente pelo vários remakes, mas eu particularmente adoro, pq se eu quiser a "melhor versão" vou ver o original. É foda pq o pessoal quer que o remake seja absurdamente fiel ao original, mas que traga inovação(contradição total). Bom eu tenho bem separado pra mim o que nostalgia e o que é de fato qualidade, por exemplo Zelda Ocarina of Time é o melhor zelda de todo.....nope é muito bom, mas se você olha de uma forma mais critica você pode perceber que a experiência mais "raiz" de Zelda seria o Breath of the wild, que o melhor plot quem sabe venha de Skyward Sword, mas é isso ai jogando e aprendendo rssrrs

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      lukenakama · 3 days ago · 1 ponto

      Entrei no seu perfil pra ver seus posts, vi esse, abri a barrinha pra ver quando você postou isso(mais pra saber a quanto tempo você não posta) cliquei no "Reportar off topic" sem querrr, sorry X(

  • lgd Leandro "Tommy"
    2019-06-11 00:19:47 -0300 Thumb picture

    NOSTALGIA, SAUDOSISMO E RETROGAMING

    Medium 3726809 featured image

    Nostalgia

    Podemos definir nostalgia como “a tristeza ou saudade que se sente por algo que se teve e que, atualmente, já não se tem”, alguns pensadores, segundo a fonte, defendem que “a nostalgia surge pelo desejo de o homem superar a finitude e a temporalidade para reviver as instâncias felizes da sua existência e eternizá-las”. Aqui podemos traçar um paralelo ao colecionador de videogames que procura ter os consoles e jogos que teve na infância ou adolescência, podemos relacionar nostalgia com aquele jogador que liga seu videogame procurando relembrar os momentos vividos ou que joga nos emuladores os jogos que fizeram parte de sua infância, visando reviver aqueles tempos “áureos”.

    Lembrando que isso não faz este sentimento diminuir. Uma percepção comum na nostalgia, após jogar algum jogo marcante em nossa infância, pode ser aquele sentimento de “como eu conseguia gostar deste jogo?” ou seja, quele jogo que tínhamos/temos carinho, não era necessariamente bom, mas nossa mente o “pintava” mais belo do realmente era, ou seja: idealizado.


    Temos então que o sentimento de nostalgia é geralmente a “idealização da saudade”.



    Saudosismo



    Refere-se a “viver o que não existe mais”, é a “fidelidade a ideias, usos ou costumes, que não são mais admitidos”, exemplo: roupas e músicas. Um fato curioso do saudosismo é que ele pode também ser a “vivência do não vivido”, desta forma uma pessoa pode “adotá-lo” e decidir reviver outra época, não é incomum nos depararmos com matérias de pessoas que se vestem tal qual nos anos 50 por exemplo e realizam encontros inclusive ou as festas Trash 80’s.



    Retrogaming


    O termo retrogaming está relacionado ao ato de colecionar ou jogar videogames de sistemas antigos, incluindo computadores ou máquinas arcade. Os mais listados (preferidos) são os jogos e consoles lançados na década de 80 e 90, não necessariamente são executados no hardware real, podendo ser emulados no computador, em consoles mais novos ou até em versões remake ou compilações para consoles modernos. Estes jogos também são encontrados pelos termos: Retro Games, Classic Games ou Old-School Games. Hoje em dia alguns desenvolvedores de jogos, principalmente jogos indies, tem utilizado esta abordagem com relativo sucesso.


    Bom, me parece que o retrogaming tem ligação com saudosismo e ambos nada tem a ver com nostalgia, e para você?

    Vídeo recomendado:



    REFERÊNCIAS

    A danada da nostalgia. <http://amigosdofreud.blogspot.com.br/2013/12/a-danada-da-nostalgia.html>

    A Saudade a Nostalgia e o Inefável. <http://filosofiacienciaevida.uol.com.br/ESFI/Edicoes/72/artigo265128-2.asp>

    Conceito de nostalgia. O que é, Definição e Significado. <http://conceito.de/nostalgia#ixzz40wDzjA6Z>

    Retrogaming. <https://pt.wikipedia.org/wiki/Retrogaming>

    Saudosismo e nostalgia. <http://vivalarevolucionn.blogspot.com.br/2012/05/saudosismo-e-nostalgia.html>

    Significado Saudosista. <http://www.dicio.com.br/saudosista/>

    8
  • bartd3 Hudson
    2019-05-05 16:20:36 -0300 Thumb picture
  • bartd3 Hudson
    2019-05-05 16:14:12 -0300 Thumb picture
    18
    • Micro picture
      leoaldrighi · 6 months ago · 3 pontos

      Nossa dorondondon no inicio do game já deixava cara louco e aquela cg Dr inicio carro sendo tunado botando som eu olhava sempre

      2 replies
  • christtc777 Cristiano Cabral Monteiro
    2019-04-05 08:47:58 -0300 Thumb picture
    christtc777 checked-in to:
    Post by christtc777: <p>#img#[628494]</p><p>DIA 05: Jogo pra jogar junto
    Metal Slug Anthology

    Platform: Playstation 2
    1698 Players
    22 Check-ins

    DIA 05: Jogo pra jogar junto

    Ai, ai... E pensar que faz tanto tempo que não jogo mais esses games da franquia!! Cerca de uns quase 20 e poucos anos atrás!!

    Me traz tanta nostalgia... Lembro que eu jogava esses games com meus irmãos pequenos e era aquela disputa!! Quem morria, passava a vez para o outro, e por aí vai... E olha que para morrer nesse game é tão mais fácil como é hoje em dia na famigerada saga SOULSBORNE!! E isso inclui o mais novo game, SEKIRO!!!

    Dias e noites de chuva não era problema!! Jogávamos esse game e nem sentíamos o tempo passar... Apesar de que quando trovejava, era aquela correria para passar de fase no game para não correr o risco da energia elétrica faltar e com isso perdermos a fase já completada!! KKKKKKKKKKKKKKKKKK

    Se esse game fosse lançado hoje em dia em uma coletânea para todas as plataformas (pode ser essa mesma coletânea aqui, mais com um acabamento remaster e suporte a conquistas e trofeus), eu jogaria com toda a certeza!!

    Pena que meus irmãos agora têm sua própria vida, família e filhos e não tem tempo mais para jogar uma partida... Já eu, tento convencer minha patroa a jogar, mais ela enjoa muito rápido e nem quer mais participar!!! KKKKKKKKKKKK >.< >.>

    12
  • thejosephkorso Helton Carvalho
    2019-02-26 01:42:15 -0300 Thumb picture

    Era das Revistas.

    Medium 619528 3309110367

    Acabei relembrando disso pois tive de escanear uma revista SGP para o site www.datassette.org, especializada em scan de revistas de games e outros temas retro. Aliás, se estão atrás de uma bela coleção de revistas em formato PDF, esse é o site. E estão precisando de ajuda, pois faltam números em algumas edições. Estão aceitando rescan também, pois algumas revistas foram meio mal escaneadas.

    Fiz o scan e retoque no Photoshop da edição n°85 de SGP. Deem uma conferida. A edição que meu desenho apareceu, se tiverem curiosidade de conferir, é a edição com o Jin Kazama de Tekken 3 na capa. Não me recordo o número da edição.

    E vocês? Já tiveram algo seu publicado em revistas de games ou afins num passado remoto?

    1

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