• anduzerandu Anderson Alves
    2020-09-24 00:40:10 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Sky Racket

    Zerado dia 23/09/20

    Sempre menciono um grupo de Nintendo Switch do Facebook que faço parte aqui. É por lá que fico sabendo de umas notícias aleatórias e até de umas promoções bem interessantes nas eshops de diversos países do console. O preço a pagar é ter que ler postagens bestas que instigam guerra de consoles e pessoas aleatórias com perguntas do tipo "galera, vi esse jogo horrível de 10 anos atrás por 200 reais em promoção. Vale a pena?" e ainda ter gente apoiando a compra e ports mal feitos aqui e ali, mas mesmo assim eu curto ficar por lá, mesmo tendo que ignorar muita coisa negativa. Existe alguma comunidade voltada à um console sem esse tipo de coisa? Difícil.

    Foi por conta dese grupo que vi um bocado de gente promovendo o jogo brasileiro Sky Racket quando o mesmo foi lançado no Switch há poucos meses atrás. O pessoal falou tanto que me deixou instigado e depois de ver umas imagens e entender do que se tratava, acabei o adicionando à minha lista de desejos.

    Sky Racket tinha um preço interessante, mas a aquisição só foi feita mesmo quando surgiu uma promoção bem bacana recentemente. Apesar de eu querer o jogo, eu não estava tão animado assim e o fato de eu querer jogá-lo multiplayer e estarmos nessa quarentena quase impossibilitar isso, não tinha porque não esperar.

    Depois de tempos, um amigo resolveu vir aqui em casa como faz de vez em quando e resolvi que jogaríamos umas coisas (ele também curte muito videogame). Falei pra ele que tinha uns dois ou três jogos que a gente poderia testar e fechar rapidamente, incluindo Sky Racket.

    Terminei o Space Channel 5: Part 2 esperando sua chegada e ele ainda ficou trabalhando um pouco aqui em casa até finalmente ficar livre. Pelo menos esse jogo eu tinha que terminar, sabendo que era uma curta aventura!

    Abrindo o jogo, fui direto nas opções. Nada de interessante. 

    Procurei o modo multiplayer e também não encontrei. Estranho.

    Foi aí que descobrimos que deveríamos começar o jogo e na tela de seleção de fases tinha escrito ai no cantinho da tela par ao Player 2 apertar +. Pronto!

    Já na primeira fase deu pra sacar do que o jogo se trata. Cada um controla um personagem, garoto ou garota, que voam pelo cenário como se fossem naves de jogos do gênero shoot'em up. A jogabilidade é exatamente essa.

    Porém, os personagens não atiram, mas rebatem projéteis em formato de bola, como se estivessem jogando tênis. Os projéteis rebatidos quicam pelo cenário, destruindo inimigos e blocos que tocar. Há uma grande quê de Arkanoid.

    Mais importante do que saber exatamente onde essas "bolas" estão indo é evitar que elas quiquem e passem por você até o lado esquerdo da tela pois se assim fizerem, elas saem do jogo e muitas vezes te deixam sem ter como atacar.

    Mas vou dizer uma coisa: é muito fácil perder essas bolas o tempo todo. Mesmo de dois jogadores os seus próprios projéteis são muitas vezes rápidos demais e junto a muita ação acontecendo na tela em fases mais avançadas ou os gráficos muitos coloridos (até meio poluídos), é difícil focar numa coisa só e conseguir acompanhar ou prever seus movimentos!

    Em diversos momentos ficávamos esperando que o inimigos jogassem mais projéteis para rebater, mas muitas vezes eles simplesmente ficam te encarando e depois foge da tela. Chegamos à conclusão que o objetivo do jogo é simplesmente sobreviver e que os inimigos só servem pra te dar mais pontos (fora que há conquistas nas fases como não tomar dano ou fazer uma sequência de dano em determinados oponentes).

    Os inimigos tem três tipos de ataques: esferas que quicam por aí quando rebatemos e como esperava que o jogo inteiro fosse, esferas que se dissipam quando batem nos inimigos e não incrivelmente sem graça e nem sei porque existem e ataques "compridos" que você só pode desviar.

    Já as fases são incrivelmente pouco inspiradas e envolvem os mesmos temas com frequência, como voando pelas nuvens de manhã, voando pelas nuvens à tarde, voando pelas nuvens no final da tarde, voando por um lugar escuro. Uma das poucas diferentes e mais marcantes é uma da cidade a noite com prédios que me remete um bocado à jogos da Sega do Mega Drive. Também não há nada que diferencie um estágio de outro e os inimigos se repetem com frequência.

    É comum maar uns monstros, virem mais outros e mais outros e do anda a fase acaba. A aventura conta com cerca de 6 mundos, sendo que cada um tem dois estágios normais e mais um de chefe.

    Ao chegar no final da aventura, e depois de muitos perrengues com fases mais longas e cansativas e chefes mais complicados, o jogo abriu um estágio extra para ser aberto com orbes. Essas orbes são conseguidas ao fazer as conquistas das fases, sendo que cada uma tem 4. Os objetivos vão de simplesmente terminar a fase até terminar sem tomar dano, com um número máximo de raquetadas ou fazer um mínimo de combo. Algumas julgamos quase impossíveis durante a jogatina, então ânimo zero de abrir esse estágio extra.

    Eu mesmo já estava bem cansado. Sky Racket estava mais frustrante e injusto do que divertido e sua mecânica básica, de rebater os projéteis, simplesmente me desapontou. O jogo tinha me jogado um balde de água fria. No final estávamos jogando por jogar e pela vontade de terminar logo com aquilo.

    Uma coisa meio chata, ainda mais pra frente, é que as fases vão da facilidade total para totalmente frustrantes com tantas coisas para se preocupar na tela, incluindo muitos inimigos e balas que não podem ser rebatidas. As vezes ficávamos um bom tempo em uma seção para logo perdermos rapidamente os pouquíssimos 3 corações que tínhamos e quase nunca há itens de regeneração de vida. Morrendo, tínhamos que reiniciar a fase toda e isso ficou frustante num dos últimos estágios que, além do cenário longo, ainda tinha um miniboss e um boss bem chato no final. O último do jogo não era páreo pro safado!

    Foi aí que descobrimos ainda que ao pausar o jogo é possível ativar um modo de auxílio, inclusive podendo simplesmente virar invencível ou adicionar power-ups ao personagem. Não sei como isso afeta o jogo ou as conquistas, mas é legal ver que qualquer um poderia terminar a aventura.

    Resumindo: Sky Racket é um jogo bem "ok". Eu definitivamente esperava muito mais não só da aventura e como ela poderia se reinventar, mas principalmente da mecânica de rebater certos tiros e continuar o fazendo quicar pelo cenário. Acaba que o jogo na verdade se resume a ficar desviando de tiros e batendo em qualquer projétil redondo e rezar que batam em lugares de interesse e, em caso negativo, que você consiga bater mais uma vez nas bolas que estão voltando numa velocidade absurda, se lembrar, enquanto desvia dos demais elementos mortais do jogo.

    De bom: jogo em português. Diferentes pets com diferentes poderes te auxiliam conforme você os desbloqueia na campanha. Possibilidade de jogar no modo de auxílio. Jogo para até duas pessoas (embora eu não tenha visto vantagem em jogar assim). Pixel art bacana em diversos momentos. Referências legais ao Arcade e Pong.

    De ruim: fases vazias e muito parecidas umas com as outras. Mecânica principal simplesmente não é divertida, é só mais um comando aleatório do jogo. O jogo é a mesma coisa do início ao fim e não se reinventa ou experimenta diferentes modos ou minigames em momento algum. Se curar ou conseguir auxílio dos pets só acontece uma vez a cada mil horas e mesmo quando você os consegue, é tão pouco e fácil de os perder que nem compensa. O jogo confio demais que as pessoas gostariam dele e inclui desafios difíceis demais que duvido que alguém em sã consciência se daria o trabalho de fazer.

    No geral, não gostei do jogo e posso dizer que foi uma grande decepção para o que eu esperava, sem dúvidas. Claro que pelo preço minúsculo que paguei nem dá pra se arrepender, mas se soubesse que a experiência seria tão rasa e fraca, teria preferido jogar outro dos multiplayers que tenho aqui para essas ocasiões de visitas. Sobre o grupo do Facebook, não sei se a galera ficou cega pelo fator jogo brasileiro + Nintendo Switch ou se as pessoas realmente tem padrões baixos de qualidade para jogos hoje em dia. Recomendo ignorar esse jogo. Desinstalado com sucesso.

    Sky Racket

    Platform: Nintendo Switch
    1 Players

    16
  • luchta Ewerton Ribeiro
    2020-09-15 18:32:58 -0300 Thumb picture

    Os jogos do Super Mario 3D All-Stars estão sendo emulados no Switch!

    Além de já ter vazado o polêmico Super Mario 3D All-Stars na internet e ter gente já jogando ele no Nintendo Switch desbloqueado e no emulador, o pessoal fuçou no jogo e descobriu que é um emulador por trás que roda os jogos e não um port nativo, e não só isso, o Super Mario Sunshine dessa versão pode ser jogado no emulador Dolphin sem problemas, conforme este artigo.

    Parece que faltam certas coisas, é emulado em partes, mas a ROM está lá. Se as texturas forem em maior resolução mesmo, da para importar para jogar no Dolphin, e falando em emulador, esse da Nintendo é algo que eu não esperava, nem para fazer um port do jogo os caras prestam... Trabalho preguiçoso é pouco, e pior que vende muito.

    Super Mario Sunshine

    Platform: Gamecube
    2299 Players
    90 Check-ins

    17
  • luchta Ewerton Ribeiro
    2020-09-05 08:46:02 -0300 Thumb picture
    luchta checked-in to:
    Post by luchta: <p><strong>Check-Out</strong></p><p><a href="https:
    The Ninja Warriors Once Again

    Platform: Nintendo Switch
    6 Players
    2 Check-ins

    Check-Out

    Primeiro jogo de emulador finalizado nesse ano, e o primeiro de Nintendo Switch, pelo emulador Yuzu 367 (que só roda isso no meu PC, já que ele come uma memória altíssima). Ele ainda tem BUGs visuais, alguns foram corrigidos nessa nova versão, mas o quarto chefe é está com BUG visual sério, e tem uns outros mais aleatórios que as vezes aparecem outras não.

    Eu terminei duas vezes, a primeira trocando entre os personagens, a segunda com a nova personagem a Yaksha (que é liberada ao terminar o jogo pela primeira vez), a ninja robô peituda (serio as tetas dela balançam a beça ao andar). Eu senti mais dificuldade com ela, já que trocando de personagem na primeira jogatina, eu percebi que alguns eram melhores para passar de certas áreas que outros.

    A habilidade especial dela de agarrar os inimigos ajuda muito em combate, principalmente nos mais chatos, o ruim é que apesar dela se a personagem que pesa menos (segundo a descrição) o salto dela é uma bosta. Só no meio do jogo que aprendi a habilidade de esquivar defendendo o que ajudou demais.

    O chefe final foi um saco, já que eu tive que usar o especial para arremessar ela, e se erra ela agarra no chão em vez de pegar um inimigo, e com isso eu voava nos lasers. Talvez eu não tenha peado toda a mecânica do jogo, apesar dele usar praticamente dois botões (o terceiro é apenas para o especial), sendo um para pular, ele tem muitos movimentos. O que é um ponto positivo para esse jogo, os caras souberam trabalhar com poucos botões.

    Ao terminar o jogo uma segunda vez eu desbloqueei o ultimo personagem e também estreante, o Raiden (nome original...). E cara ele é enorme, não daria para colocar um personagem assim no SNES, e nem no arcade creio eu. É como jogar com um chefe, ele é forte e a barra de especial não desce ao tomar golpes, mas o ponto negativo é que ele não vira para trás, ele da ré, mas não vira. Mas parte do torço sim, ai da para bater nos inimigos. Além do hit box dele ser enorme.

    Raiden tem a segunda forma dele, que vira uma maquina de combate, mas gasta seu especial ao realizar ataques, mas é bem legal. Tem que treinar muito para jogar com ele, personagens pesados já não são meu forte, e esse ai nem se fala, o maior personagem que já vi em um briga de rua. Não vou testar outros jogos no Yuzu, mas vou atualizando ele para ver se as falhas visuais desse jogo somem. Em todo caso, não entendo por que a Taito, não trouxe esse jogo para o PC, eu compraria, ai... ai... essas produtoras japonesas.

    16
    • Micro picture
      tassio · 21 days ago · 1 ponto

      Tenta pelo ryujinx depois. O ryujinx é um emulador que já nasceu usando melhor os vários cores do processador, isso faz ele rodar os jogos com mais fps que o yuzu, apesar do yuzu ter mais funções, ele começou a tratar desse assunto só depois.

      1 reply
  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-08-31 11:50:46 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Baba is You

    Zerado dia 31/08/20

    Há um bom tempo atrás, vi que esse jogo, Baba is You, foi lançado na eshop do Nintendo Switch. Que diabos de nome era aquele? Baba is You? "Semana de lançamentos fracos pro console", pensei.

    Lembro que vi esse nome mais umas vezes em diferentes notícias e pensei que eles não tinham nada melhor pra noticiar. Isso até que um Youtuber que sigo, o Vinesauce, começar uma série jogando ele. Fiquei curioso.

    Meus amigos, quando eu assisti ao primeiro vídeo dele jogando e com a audiência o ajudando a completar os puzzles, eu fiquei apaixonado! Que jogo incrivelmente criativo e inteligente! Adicionei Baba is You (BiY) automaticamente à minha lista de desejos e aguardei eternamente por uma boa promoção, que um dia finalmente veio.

    Numa visita de um amigo, ele ficou bem feliz em saber que eu tinha o jogo e começou a jogar, e assim fizemos por vários encontros, casualmente até que veio a pandemia e eu cansei de esperar e o terminei logo sozinho mesmo.

    Nesse jogo de quebra-cabeças seu objetivo é mover a Baba (geralmente é ela) e empurrar as palavras no mapa para que se façam sentenças (geralmente de 3 palavras). Essas sentenças serão regras do jogo.

    Veja na imagem acima. Não há condições de vencer na fase, então eu tenho que fazer algo ser "Is Win". Eu posso andar reto e empurrar a pedra já que há a condição "Rock is Push" e logo em seguida empurrar as palavras Crab e Flag pra direita (palavras sempre podem ser movidas), porém, se assim eu fizer, embora eu tenha criado a condição de vitória "Flag is Win" e só basta eu tocar na bandeira para vencer, eu também criei "Crab is Defeat" e a Baba morre apenas de encostar nos caranguejos.

    Já aqui do meu lado há as condições "Wall is Stop", que faz com que as paredes hajam como paredes e impeçam minha movimentação, mas são há o que fazer sobre isso já que as palavras estão encostadas nos limites do mapa, impedindo que eu as empurre para fora da frase. Há ainda a clássica "Baba is You" e se eu tirar qualquer palavra dessa frase, eu não controlo nada e perco automaticamente (eu tenho sempre que ser alguma coisa). É possível mover a palavra Rock até lá, formar "Rock is You" e tomar controle da pedra!

    Agora, se tem um jogo que não para se surpreender é esse. Uau! Nas primeiras fases, que servem como um fácil tutorial, logo você vai perceber como as possibilidades em BiY vão muito além do esperado. Quer dizer, há fases mais simples e que envolvem apenas um bom posicionamento das palavras e pensar à frente, mas também há cenários que vão te fazer pensar (muito) fora da caixa.

    Eu nunca vou esquecer de um cenário que passei ao criar a frase "Wall is You" e movendo todas as paredes da tela ao mesmo tempo até encostar na bandeira! E muitas outras situações do tipo que continuaram a me surpreender por tantas vezes em mais de 30 horas de jogo!

    Até ontem eu ainda me pegava rindo ao passar de algumas fases pois a solução era tão inusitada e lógica, até com leves pitadas de humor que mal dava para acreditar! Uma mistura de felicidade em ver uma ideia tão bem explorada com o fato de algo que você testou dar certo!

    Nas jogatinas com meu(s) amigo(s), a gente sempre acaba jogando uma horinha ou outra e fazendo várias fases. Isso até o jogo ir subindo em dificuldade. Logo, ao invés de fazer diversos estágios em meia hora, a gente completava apenas um!

    A dificuldade as vezes era tão cruel que logo a gente cansava  e ia pro próximo jogo. Em alguns encontros eles me convidavam pra jogar BiY mas eu simplesmente não conseguia me animar. Eu não queria passar tanto tempo olhando para uma tela e chegar a lugar nenhum. Tudo isso por conta de puzzles mais complicados, fases maiores e muito mais variações de palavras e regras. As possibilidades estavam cada vez mais bizarras!

    Por outro lado eu me lembro que um dia abri o jogo e fiquei mais de uma hora numa fase, pensando muito a frente e explorando todas as possibilidade e olha só, mesmo depois de fazer tanta coisa, eu não cheguei a lugar nenhum. Daí veio meu amigo e passou rapidinho! Eu não havia explorado o óbvio!

    O mais engraçado e frustrante do jogo é justamente isso. Você se mata numa fase pra ver que a solução era bem mais óbvia e simples do que imaginava. Eu comecei a ter certeza disso quando travava em um estágio por muito tempo e ao menos via uma dica no Youtube.

    Eu estava dificultando o jogo mais do que ele já é difícil. Inclusive ele é famoso por ser o "Dark Souls dos jogos de puzzle". E vou dizer, amo o gênero de quebra-cabeças mas BiY pode realmente ser cruel.

    Depois de meses de jogo (e grandes pausas na esperança de jogar com os amigos), eu estava no mundo 4. Meus deus, que mundo tenso! Até me desmotivou com o jogo, mas finalmente passei e olha só, do mundo 5 em diante o jogo voltou a ser uma belezura, com puzzles bacanas e com mais sentido e justamente o que eu esperava da experiência. Quem diabos pôs o mundo 4 ali?

    Mas nem tudo é como eu esperava.

    Depois de pouco tempo de jogo, se abriu uma fase no mapa com diversas soluções. Quer dizer, o jogo permite que muitas fases sejam terminadas de formas diferentes (embora muitas vezes você nem perceba isso), mas há alguns estágios que vão além disso, como essa fase aí.

    Nela, bastava chegar na bandeira e você a concluía, mas também era possível criar algo como "Flag is End", o que meio que terminava o jogo!

    O mais estranho é que ainda haviam diversos mundos (mais um monte opcional que eu nem imaginava), mas vi que a comunidade speedrun jogava até ali.

    Mais tarde as coisas ficam ainda mais tensas e as possibilidades vão muito além. Um dos mundos mesmo, secreto, só pode ser aberto se você fizer "Level is Baba" em uma das fases, que te tira dela e transforma a fase na Baba no mapa. Na outra fase faça "Level is Flag" e no mapa mova a Baba até a bandeira para chegar à nova área.

    A partir daí eu tive que olhar várias soluções na internet até porque os próprios mundos agora eram estágios e as possibilidades são muitas. Tem coisas que eu nunca sonharia em fazer de tão incrivelmente complexas as coisas podem ser nesse jogo. A minha dica é ficar atento a toda e qualquer fase que tiver a palavra "Level", pois tem uma grande chance dessa fase ser útil no mapa a se tornar outro elemento.

    Fiquei um pouco decepcionado ao ir seguindo a ordem dos mundos, fazendo tudo, liberando novos e finalmente abrir o décimo deles e ao finalizá-lo, nada acontecer. Nada!

    Foi aí que tive que ir atrás de mundos secretos, mundos dentro de mundos e fazer mais um zilhão de estágios. Alguns eu fiz e nem entendi a lógica por trás. Cheguei a mandar um vídeo para um amigo pra ver se ele conseguia me explicar como eu tinha passado de um cenário.

    A lógica das fases havia se tornado uma coisa quase zoada com tantas regras. Eu basicamente tinha que achar uma "falha" nelas e tentar usar o que eu tinha com tanta limitação para criar algo que eu não imaginava que poderia ser útil, como quando você começa a desatar um nó super complexo. Eu estava cada vez menos interessado em me dedicar ao jogo e cada vez mais usando ajuda da internet enquanto odiava o fato de que o jogo poderia ter acabado ao invés de me fazer tantas fases que poderiam ser extras/opcionais. Um grande vacilo da parte dos desenvolvedores.

    Resumindo: Baba is You é um jogo sensacional. Não há nada igual! Se você gosta de jogos de puzzle ou mesmo deseja conhecer algo totalmente criativo e carismático, eu não vou cansar de recomendar essa experiência. Mesmo tendo tanta dificuldade em fase mais avançadas e sabendo que existe uma chance de você largar antes de chegar onde eu cheguei, jogue isso! Se passar dos 10 mundos comuns, tá ótimo! Embora tenham havido más decisões de design do jogo, isso aqui é um baita título!

    De bom: visual clean muito simpático. Jogabilidade simples (dá até pra jogar só com uma mão. Mecânica original muito bem pensada. A maioria das fases é bem recompensadora de passar.

    De ruim: algumas fases são difíceis ou longas demais e poderiam ser tratadas como opcionais/extras. O jogo poderia sinalizar o fim ao passar dos 10 mundos principais ao invés de dar uma fase que o acaba tão cedo ou ter obrigar a ir até os mundos mais profundos e escondidos pra terminar.

    No geral, eu acho que já deixei claro o meu ponto. Se não fossem os perrengues no final e dificuldade meio zoada, Baba is You não só seria um dos melhores jogos que joguei esse ano, mas um dos melhores da minha vida. Ainda assim, recomendo demais!

    Baba is You

    Platform: Nintendo Switch
    7 Players
    1 Check-in

    20
    • Micro picture
      xch_choram · 26 days ago · 2 pontos

      Baba is You dos que eu joguei é o que melhor representa a frustação e a alegria da programação, ta tudo ali é só passa algumas horas tentando, pesquisando, pensando...
      Parei no 3° mundo um dia eu termino kkk

  • 2020-08-27 22:09:17 -0300 Thumb picture

    Guerra dos Consoles #2: Não Faz Sentido! ENTENDA

    Na primeira parte dessa Matéria, vimos como tudo começou nas disputas entre as grandes companhias. No vídeo de hoje, entraremos nos motivos da chamada "Guerra dos Consoles" continuar existindo em pleno 2020, dividindo a Comunidade Gamer cada vez mais. Lembrando: se não assistiu a primeira parte, passa lá primeiro. Paz Gamers... Paz!

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    Horizon Zero Dawn

    Platform: PC
    19 Players
    21 Check-ins

    5
    • Micro picture
      andre_andricopoulos · 29 days ago · 2 pontos

      Guerra de consoles faz todo o sentido...

      Competição de mercado...

      Cada lado quer mostrar seu joguinho espetacular...novas ip's...novos personagens...

      Quem sai ganhando somos nós, os gamers 💪🏻😉

      5 replies
  • 2020-08-24 14:23:30 -0300 Thumb picture
  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-08-23 13:47:13 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Thimbleweed Park

    Zerado dia 23/08/20

    Mais um dos jogos que me levam de volta lá pros princípios do Nintendo Switch e que talvez tivesse demorado um bocado mais para conhecer (ou talvez nem tivesse conhecido) se não fosse por ele: Thimbleweed Park! Como eu sempre digo, na época todo e qualquer lançamento no console era coisa de interesse pra mim e uns amigos. A gente vivia acessando sites relacionados à plataforma e nada passava batido, mesmo que a gente muitas vezes nem comprasse os jogos (ou no máximo um ou outro de nós o fizesse).

    No caso desse título, ele parecia ser algo bem feito e dos jogos que eu teria no console, mas o preço nunca baixou. Era sempre um pouco alto para arriscar num indie assim, ainda mais sendo point 'n click/adventure, gênero que nem sempre me anima muito e que acredito ser melhor de jogar no PC mesmo (fato que comprovei depois de jogar Day of the Tentacle Remastered no Vita, mesmo tendo sido tranquilo).

    Fui aguardando uma promoção bem boa (até porque já faz tanto tempo), mas nada! Eu duvido que esse tipo de jogo venda bem, mas esse parece ser mais um caso em que os desenvolvedores simplesmente deixam o jogo na loja e dão pequenos descontos ocasionalmente, como se fosse orgulho!

    Bem, recentemente eu peguei a conta de uma amiga emprestada no Switch e graças a ela pude jogar alguns exclusivos caros de graça, como Kirby Star Allies, Luigi's Mansion 3 e Paper Mario: The Origami King. A ideia original era só jogar o Paper Mario mas acabei estendendo o uso de sua conta para os outros dois anteriormente e, secretamente, Thimbleweed Park agora.

    Eu não vou mentir, eu não estava muito no clima do jogo, mas pesquisei sua duração e pareceu que poderia o terminar razoavelmente rápido. E não canso de repetir que é uma boa oportunidade de jogar de graça. Poderia ter pirateado no PC e jogado melhor com o mouse, mas eu realmente não tenho saco pra jogar nada longo no computador e preguiça até de procurar jogos assim na internet. Quero é jogar deitado na cama!

    Começando a aventura, eu não sabia muito o que esperar. Tudo parece meio sério, apesar do visual cartum. A capa do jogo tem um ar meio "Arquivo X" e o gênero hoje em dia já soa um pouco mais adulto do que nunca.

    Bom, tudo começa com um assassinato e um mistério e dois agentes são enviados para o resolver: Ray e Reyes. Logo se percebe que o jogo é realmente o que eu imaginava, de teor meio sério e meio humorístico e solto, o que é bem legal e emula muito bem jogos do tipo dos anos 80/90. Eu que joguei Broken Age há poucos meses me senti familiarizado com a atmosfera comum do gênero.

    Já a jogabilidade é exatamente no estilo do clássico Maniac Mansion (por ser do mesmo criador) com você movendo um cursor pela tela para controlar o personagem para interagir com o que quiser, comandos (verbos) na parte inferior esquerda da tela e o seu inventário com itens na parte inferior direita).

    Sobre a jogabilidade, você move o cursos com o analógico e tem dois botões principais: A e B, que são muito similares. O A é o botão que você deveria mais usar, pois o personagem se move até onde você apertar o botão e executa as ações escolhidas com esse botão: aperte A em "Pick Up" e depois A num item no chão e a pessoa vai pegá-lo.

    Já o B é meio que a ação mais genérica. Se você aperta B numa porta o personagem a abre/fecha, enquanto com o A você teria que especificar a ação "Open" e depois clicar na porta.

    Sendo assim, você acaba meio que se viciando em usar B pra tudo, mas nem sempre dá certo. Você normalmente acharia que apertar B num item o pegaria, por ser óbvio, mas acaba que muitas vezes o personagem apenas se aproxima e o descreve. Muitas vezes deixei de pegar coisas importantes por achar que não tinha como, mas realmente tinha que selecionar "Pick Up" com A e mandar o personagem ir coletá-lo. Em casos de portas, mais uma vez, há uma porta aberta e você aperta B para entrar mas ele só a fecha e abre e fecha e abre conforme você aperta B. Mas se apertar A, mesmo sem selecionar ações (não há nada como "Go"), ele entra.

    Para quem já teve experiências com jogos do tipo, não há nada de novo: você deve interagir com tudo e todos, conseguir informações sobre os acontecimentos, itens, abrir mais rotas e possibilidades, ir e vir com frequência, experimentar usar ou combinar itens com o que fizer sentido (felizmente esse jogo faz bastante sentido com seus puzzles quase sempre). É um jogo que exige imersão, raciocínio e paciência.

    Pra quebrar as pernas de muitos jogadores, não diversas línguas nas opções, mas nenhuma delas é o Português (pelo menos não no Switch). Isso é complicado pra um jogo desses que exige bastante leitura para entender o que se passa e que poderia te travar facilmente só por não ter entendido algo simples que alguém pediu.

    Já pra quem não tiver problemas com a linguagem, o jogo tem vários "facilitadores" para quem quiser curtir a aventura com mais tranquilidade, mesmo ainda sendo um bom desafio, sem dúvidas. Uma dessas ajudas é apresentada logo quando você começa o jogo, podendo escolher entre o estilo oldschool ou casual (minha escolha). O estilo casual tem certas facilidades a mais, mas o jogo, mais uma vez, continua sendo bem desafiador (mais do que eu imaginava muitas vezes). Outra dessas ajudas envolve vários telefones disponíveis pelos mapas que através de uma ligação para o número 4468 te dá dicas sobre o que fazer e quanto mais você insistir em mais informações, mais óbvio fica o que fazer (ótimo pra quem quiser só uma dica não muito mastigada).

    A jornada começa relativamente limitada mas vai se abrindo. Antes você tinha acesso a meia dúzia de prédios comerciais e duas ou três ruas e conforme avança no jogo, novos lugares serão abertos e muito mais personagens e possibilidades!

    Houveram ainda momentos que o jogo simplesmente cortou para personagens jogáveis diferentes em contos do passado. Muitas vezes eu nem sabia o porquê daquilo estar acontecendo.

    Mais tarde muitos outros lugares estavam disponíveis no mapa e eu tinha 5 personagens jogáveis para ficar trocando e resolvendo não só seus problemas e objetivos pessoais e funções exclusivas mas os usando para ajudar uns aos outros.

    Isso é bem legal, ou pelo menos a ideia é, mas é meio sem sentido muitas vezes, então se prepare para pensar sem seguir muita lógica. Um exemplo disso é que um dos personagens é um fantasma e houve um momento que os outros 4 ficaram presos num lugar e havia um número de celular. Quebrei muito a cabeça em como achar um telefone, mas o que eu tinha que fazer era trocar pro fantasma e ligar para aquele número. Porque não faz sentido? Porque o fantasma nem estava com eles (na verdade eles nem são amigos) e nem tinha como ele saber aquele número ou motivos pra ligar! Então, faz sentido usá-los para ajudar o jogador, mas dentro do contexto do jogo é bizarro (se bem que o final meio que explica isso melhor).

    Eu estava arrastando o jogo depois de um tempo. Na verdade, estava meio que uma montanha-russa de emoções pra mim. Eu não chegava em casa doido pra continuar nesse Adventure. Eu estava jogando por jogar e me fazendo prolongar as minhas sessões pra "devolver" logo a conta do Switch. As vezes eu começa a curtir bastante, as vezes eu jogava 10 minutos e já estava cochilando.

    Devo ter jogado uns 4 dias e lá pela metade das minhas 9 horas de jogo eu tinha pegado o jeito. Quer dizer, o jogo até que sempre foi interessante mas eu ainda estava meio que boiando com algumas mecânicas e jogabilidade, mas fui pegando o jeito e finalmente me viciando! Enquanto as primeiras horas foram meio tediosas, meio legais, as últimas me convenceram a dizer que me divertir. Também não minto que se eu travasse em algum momento e não soubesse o que fazer com tanta informação, eu já ligava no número da dica pra ter ao menos uma pista, e as vezes pra saber exatamente o que fazer ou onde ir, mas acho que isso não afetou meu prazer em jogar, até porquê não o usava a todo momento (se não era só abrir um detonado na internet), mas só pra deixar o jogo nos trilhos o máximo que desse. Além disso, quase sempre é bem tranquilo saber o que fazer. Isso também ajudou em momentos que eu tinha que fazer 3 coisas, mas 1 delas tinha que esperar acontecimentos futuros para dar seguimento mas eu continuava insistindo no impossível.

    Resumindo: Thimbleweed Park é um point 'n click muito bacana, tendo aquele ar dos jogos da época (pois a mente por trás dele esteve por trás até de Monkey Island) ao invés de tentar emular o que faziam. É um jogo muito bom pra quem curte o gênero, apesar de ser um pouco mais simplificado (talvez por conta do modo Casual que joguei). Por outro lado, se você quiser conhecer o gênero, é uma ótima pedida também já que inclui diversos elementos mais modernos e formas de ajudar a prosseguir com a história.

    De bom: visuais muito legais. Jogabilidade boa (melhor no PC). Trilha sonora bem imersiva. Humor inteligente, incluindo umas referências que eu duvido que muita gente pegue. Se você quiser continuar o jogo e não tiver paciência, pode pedir uma ajuda pro próprio jogo.

    De ruim: os personagens meio que nem se falam, mas trabalham em conjunto as vezes. O desfecho do jogo é bem fraco depois de tudo que ele entregou. Algumas partes são tediosas e te obrigam a andar longas partes sem motivo nenhum.

    No geral, curti o jogo, Acho que foi exatamente o que eu esperava depois de tudo. Os telefonemas de ajuda, mesmo quando eu não os usava, me davam as forças de continuar algo que eu poderia ter arrastado por muito mais tempo. É bom saber que você vai continuar progredindo. Muito legal!

    Thimbleweed Park

    Platform: Nintendo Switch
    9 Players

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      topogigio999 · about 1 month ago · 2 pontos

      A pixel art desse jogo é muito bonita, queria ter paciência para este tipo de jogo!

  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-08-21 11:50:43 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: A Short Hike

    Zerado dia 21/08/20

    A Epic Games deu A Short Hike um tempo atrás e eu, na minha ignorância infinita, ignorei o jogo. Nunca tinha ouvido falar e olha essa arte da imagem acima! Meh.

    Recentemente houve uma mobilização de desenvolvedoras indies que ofereceram seus jogos à preço de banana num pacote de mais de 700 títulos! Fui dar uma olhada na lista e eles colocaram os mais importantes na parte de cima, incluindo Celeste, Night in the Woods e... A Short Hike. Cheguei a dar uma pesquisada sobre o bundle e vi muita gente citando o jogo como um dos destaques. Legal.

    Nessa semana a Nintendo fez uma transmissão ao vivo focada em jogos indies que virão ao Switch e entre eles estava esse jogo. A diferença aqui é que teve um vídeo, o primeiro que vi de A Short Hike, que me conquistou instantaneamente!

    O visual é incrivelmente parecido com jogos de Nintendo DS, como os Zeldas exclusivos dele. Como faz tempo que joguei DS, na minha cabeça era apenas o primeiro portátil 3D da Nintendo, mas sem nada a mais que me fizesse sentir saudades do mesmo (e olha que foi o sistema que mais zerei jogos, cerca de 200). Acho que meus últimos tempos com o portátil e jogos menos importantes me fizeram esquecer de sua essência.

    Quando eu vi o gameplay de A Short Hike eu (re)descobri uma época muito gostosa da minha vida, uma nostalgia que eu não sabia que jamais sentiria ou até precisava. Cara, que saudades dessa época! 2010 e por aí foram os anos de DS pra mim, um mundo tão bacana que veio depois do GBA e num tempo que eu basicamente só vivia emulando o mesmo, SNES e N64.

    Já esse indie aqui conseguiu replicar muito bem os gráficos daquele tempo, o cel shading, as animações, os elementos! Fiquei muito excitado em jogar isso e mais feliz ainda sabendo que chegaria no mesmo dia!

    Chegando em casa do serviço, já com as lojas do Switch certamente atualizadas, e pra minha tristeza o preço não estava muito próximo do que eu gostaria. Mas eu precisava jogar esse jogo!

    Esperei mais um tempo e como está rolando uma grande promoção de indies por lá, eu estava acessando a loja com alguma frequência em busca de super preços e sempre vendo A Short Hike quase que sem querer, me fazendo ter mais vontade ainda de jogar! Eu não estava me aguentando!

    "E se rodar no meu PC?" - eu sempre me esqueço dele.

    Poderia ter comprado o jogo, mas computadores pra mim são uma grande incógnita. As coisas as vezes funcionam, as vezes não, as vezes rodam bem ruim. Eu nunca sei o que esperar. 

    Procurei um torrent e achei um que nem precisava instalar, bem levinho e funcionou! Tive que sair pro trabalho ontem e a noite foquei num jogo meio arrastado que estou jogando no Switch, mas hoje de manhã lembrei desse aqui, famoso por ser curtinho (1 hora e meia).

    Abri o jogo e dei uma olhada nas opções. Há a possibilidade de remover a "pixelação" dos gráficos e deixá-lo com cara de bem mais moderno, mas o jogo não foi pensado pra ser jogado assim (inclusive isso é avisado nessas opções). Dei uma olhada e voltei pro visual original.

    A aventura em si lembra um bocado os Zeldas de DS, como já imaginava, só que sem a parte de controles touchscreen. Também não há combate (embora você possa atacar com os gravetos que encontra) e o foco é na exploração, coleta de colecionáveis, interação com personagens e mini quests (a maioria opcionais) de procurar itens e trazê-los para determinados NPCs.

    A história se baseia na sua personagem querendo ir ao topo da montanha da ilha. Explorar e interagir com as coisas é bem divertido e dá vontade de fazer 100% na aventura, mas há a opção de sair correndo pro final, embora talvez seja bem mais difícil se você não tiver adquirido certos upgrades.

    Os primeiros NPCs te guiam bem para usar comandos básicos, como planar, escalar e afins. Alguns deles já te darão quests opcionais de cara, como a de coletar 20 conchas, que comecei buscando mas fui percebendo que eles estão por toda a ilha do início ao fim da aventura.

    De importante mesmo são as penas douradas. Algumas são conseguidas simplesmente as encontrando, outras são compradas ou prêmios de quests. Essas penas especiais te dão a habilidade de pulos adicionais para cada uma que tiver e servem como medidor de stamina em escaladas. No final do jogo, por exemplo, havia um "atalho" para subir uma boa parte da montanha mas que dependia de mais penas do que eu tinha, então tive que procurar outras alternativas para seguir subindo.

    Conforme você fica mais poderoso e cumpre tarefas, abre novas rotas e percebe cada vez mais como a ilha é pequena. Quer dizer, você pode cair ou voar diretamente pro início da aventura facilmente, mas logo consegue voltar pra onde estava anteriormente sem se frustrar.

    Eu consigo imaginar que devem existir speedruns de A Short Hike super curtos pela internet, mas a graça vai além de chegar ao final.

    Como eu já havia dito, a exploração é muito bacana e o senso de liberdade de poder voar por aí com a personagem dão até um certos feeling de Super Mario 64.

    Os demais personagens são diferentes e tem falas interessantes, te dando informações e mais motivos pra continuar jogando.

    As quests mesmo sempre envolvem diferentes tarefas ou itens/elementos ao jogo que não deixam que ele caia na repetitividade. Muito bacana!

    Eu fui jogando na boa sabendo que a aventura terminaria em breve, mas me surpreendi quando cheguei no cume da montanha. 1 hora e meia? Só se foi nessa primeira jogatina mesmo, pois tudo aconteceu mais rápido do que eu esperava!

    Resumindo: A Short Hike é um jogo breve mas muito divertido. Uma experiência muito bacana pra qualquer tupo de jogar e com um "tcham" a mais pra quem viveu bem a época do DS! Aproveitei bem o jogo, mas acho que teria ficado meio triste se tivesse pagado o valor pedido no Switch. Ainda assim, pretendo o comprar na plataforma em alguma promoção futura para fazer os 100%!

    De bom: lindo, carismático e muito bem feito. Jogabilidade simples. Músicas legais. Imersivo. Uma mensagem bacana e sem forçar a barra.

    De ruim: um pouco curto demais, talvez. Algumas partes irritantes fazem você escorregar das alturas e ter que subir pedaços novamente (culpa minha também de ter jogado no teclado).

    No geral, eu recomendo o jogo para todo mundo. Todo mundo! Tire aí uma hora e pouco do seu dia e jogue essa belezura! Alguém pode por favor fazer um port pro DS? Obrigado! Haha!

    A Short Hike

    Platform: PC
    49 Players
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      lgd · about 1 month ago · 2 pontos

      Depois de ler, deu vontade d jogar rsrsrs

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      kleber7777 · about 1 month ago · 2 pontos

      Recomendo também. Bem curtinho.

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      topogigio999 · about 1 month ago · 2 pontos

      Tem speedrun desse jogo com menos de 3 minutos oO

  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-08-20 13:53:40 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Pikuniku

    Zerado dia 19/08/20

    Lembro de ver matérias sobre esse jogo em um monte de sites na sua época de lançamento. Eram tantos textos em todo lugar que logo me convenci que queria o jogo, mesmo não fazendo ideia do que se tratava.

    Bem, eu gostava também da arte e do nome! Imaginava que fosse um multiplayer bacana (o que não é bem verdade, no final das contas).

    Um tempo depois, vi a esposa do Pewdiepie, a Marzia, jogando com ele num stories do Instagram e a minha curiosidade ficou cada vez maior! Sabe essa onda atual do Fall Guys que você o vê em todos os lugares e o hype te consome? Era mais ou menos isso.

    Há uns meses atrás, Pikuniku apareceu numa promoção da eshop do Nintendo Switch por cerca de 4 reais! Eu nem acreditei e comprei na hora!

    Comprado e baixado, Pikuniku ficou na fila de espera do console por mais um tempo. Em parte porque eu estava jogando ouras coisas, em parte por eu ainda estar com aquele pensamento "multiplayer" dele.

    A espera meio que acabou só quando um amigo de internet que o comprou (depois de eu recomendar o baixo preço) o jogou e o terminou. Depois ele me avisou que a campanha durava cerca de 3 horinhas só e que o foco de Pikuniku era mesmo o Single Player. Acabei abrindo o jogo de curiosidade e vendo o comecinho. Isso há uns meses atrás.

    Agora estou jogando um jogo meio lento (e que espero que seja curto) e resolvi jogar algo mais casual e rápido. Adivinha o que pareceu se encaixar perfeitamente nessa descrição?

    A minha jogatina de Pikuniku durou apenas duas sessões, divididas em dois dias e até pareceu mais longa do que eu imaginava. Mas definitivamente é uma experiência bem passageira.

    Começando a minha jornada, dei uma olhada nas opções, como sempre. Vi que havia a opção de jogar em português! Legal! E diga-se de passagem que a sua tradução é sensacional! 

    Já no jogo em si, os visuais e o estilo parecem vir de algum desenvolvedor muito maior, como algo vindo do meio de Wattam ou outras coisas mega japonesas assim, e eu adoro!

    Já no controle no personagem, que aparentemente se chama Piku (Niku seria o outro, amarelo, que aparece no modo exclusivo co-op), nota-se que o título tem aquele humor diferente asiático. A movimentação é meio desengonçada, os textos tem umas viagens sutilmente engraçadas, todas as coisas tem poucos "gráficos" e cores, a música é bacana e o seu primeiro objetivo é simplesmente sair de uma caverna enquanto é guiado por um fantasma.

    Saindo de lá, comecei a perceber que havia um enredo bem montadinho. Ainda assim eu estava sorrindo a todo momento com os acontecimentos logo no início.

    Fui percebendo também que Pikuniku é basicamente um metroidvania simplificado. Os personagens ou cenário as vezes impedem seu progresso e exploração até que você tenha um determinado item. Mas o gênero aqui é definitivamente mais uma de suas sutilezas, pois você acaba quase sempre sabendo exatamente onde ir e mesmo quando não, as possibilidades não são muitas e os cenários são bem abertos.

    Depois de alguns vai e vens interessantes (teve uma missão que eu tive que desenhar um rosto pra um espantalho bem legal), eis que vem o que eu não imaginava ver no jogo: o primeiro boss!

    Pois é, há alguns chefes no jogo e acaba que cada vez mais Pikuniku tem os pés no chão bem mais do que eu imaginava!

    Mas eu estava amando a experiência. A mistura de mundo real com alienígena, acontecimentos bizarros e um bom humor totalmente me ganharam.

    O jogo até então estava usando bastante das minhas duas ações principais: pular e chutar, inclusive nesse primeiro boss.

    O sentimento é de estar jogando um desenho animado! Um bem japonês (não confundir com Animes).

    Fui desbloqueando também diferentes chapéus para equipar no personagem que tem diferentes interações com o cenário, como os óculos escuros que te deixam "estiloso" e permitem que você entre na boate ou o chapéu de regador que permite crescer flores e usá-las para alcançar áreas mais altas.

    Curti bastante essas coisa toda do chapéu, mas são poucos e terminei o jogo com cerca de metade deles apenas, sendo que alguns mal usei ainda.

    Sutil, mais uma vez, é como o jogo progride e explora seus vilões: basicamente "pessoas" de bem que prometem dinheiro de graça pros cidadãos em troca de explorar recursos naturais.

    As pessoas estão sempre de bem com isso (apesar de começarem a apresentar infelicidade em ter muito dinheiro e nada para com quê gastar). A companhia do mal rouba plantações, corta árvores, seca lagos e quer apenas cidadãos perfeitos pelo mundo. Achei bem legal isso e como uma criança encararia a experiência.

    Esse tipo de coisa acaba nos levando para diferentes mapas e cidades, novos povos, habilidades e desafios. É normal ficar em um local por algum tempo, explorá-lo (até fazer sidequests), coletar dinheiro e seguir para a próxima quando o jogo mandar (geralmente depois do boss). As vezes você tem que andar de volta para cidades anteriores!

    Uma coisa que eu fui gostando cada vez mais é como Pikuniku trás diferentes tipos de gameplay aqui e ali. Desenhar o rosto do espantalho foi apenas o início e se seguiu com coisas como um duelo de dança, perseguições de lancha e várias outras coisas, inclusive puzzles e chefes que demandam diferentes estratégias, por mais que tudo isso seja bem simples, é interessante e funcional!

    Por outro lado eu fiquei levemente decepcionado em como o jogo as vezes é muito "normal" ou sério, diferente da viagem psicodélica que eu imaginava.

    Pra quem o curtir de verdade ou gostar de fazer 100%, após fechar a campanha ainda é possível andar pelo mapa atrás de todos os coletáveis, como chapéus, itens que dão acesso a lugares opcionais, minigames e até umas criaturas microscópicas que ao as encontrar, elas fazem alguma cena e depois somem (não entendi pra quê).

    Há ainda o modo co-op para duas pessoas que inclui desafios exclusivos para fazer com um amigo.

    Resumindo: Pikuniku é um jogo super gosto de jogar. Bem japonês, colorido, simples e que não vai te deixar estressado ou cansado. É um daqueles jogos que qualquer coisa pode acontecer na próxima fase e você só quer saber o quê! As vezes você é surpreendido, as vezes é só mais um jogo. Se você curte experiências bem orientais viajadas, vale a pena dar uma chance para ele e suas 3 horas de duração. Pagando 4 reais foi quase um roubo (mas também não valeria muito dinheiro não).

    De bom: visual bacana, animações sensacionais. Músicas boas e as vezes excelentes! Humor leve de primeira! Modo co-op e vários colecionáveis para dar uma sobrevida ao jogo. Inclui português como opção de língua e eu super recomendo!

    De ruim: o jogo as vezes é "normal demais". Queria mais chapéus e funções obrigatórios.

    No geral, curti demais a experiência, mas é um daqueles jogos que você basicamente vê tudo o que ele tem a oferecer em apenas uma zerada. Vou manter no Switch pra ver o modo co-op no futuro e totalmente jogaria um segundo Pikuniku! Recomendo, e da forma mais barata que você encontrar (R$5-R$10).

    Pikuniku

    Platform: Nintendo Switch
    6 Players
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      jcelove · about 1 month ago · 3 pontos

      Pikuniku é muito bom. Foi uma otima surpresa e coisa mais proxima de um sucessor espiritual de locoroco, ate nas musiquinhas bacanas

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      andre_andricopoulos · about 1 month ago · 2 pontos

      Joguinho bizarro...mas só ouço elogios.😁

  • realgex Gilmar Dorigon
    2020-08-05 22:37:14 -0300 Thumb picture

    Mais um pra coleção - Nintendo Switch !!!

    Comprei esse mês, vi um anúncio aqui na minha cidade, achei bem legal o preço que a pessoa estava pedindo, com o que vinha no videogame, e já estava com a intenção de dar ele pro meu filho (e óbvio, pra mim também kkk), não resisti. 

    Não veio com a caixa, mas quem se importa não é mesmo. Veio desbloqueado já, via chip (TeamXecuter), com um cartão de 128gb, Civilization VI completo, um par de Joycon, um controle Pro (não é o da Nintendo), os cabos de ligação (claro), dock, enfim, completo.

    Seguem fotinhas:

    Meu filho testando e jogando kkk:

    Os jogos que vieram nele são os que tão nas fotos. Nem tirei nada ainda, porque estou testando todos kkk. Vou comprar uma hd, talvez de 1tb ou quem sabe uma SSD de menor tamanho, vamos ver.

    Tenho umas dúvidas rápidas, pra galera que tem Switch, desbloqueado, claro kkk:

    1 - posso usar o app do Youtube que tem nele ?

    2 - como faço pra excluir os "utilizadores", os perfis que vieram nele ? Tentei outro dia, demorou, demorou... depois disse que não conseguia se conectar. Eles são somente excluídos via Internet ?

    3 - o perfil da pessoa que veio nele, caso dê pra excluir, apaga alguma coisa do desbloqueio, ou nada à ver ?

    4 - os joycons e o controle Pro, como eu sei que estão acabando a "pilha"/energia deles ? E como faz pra carregá-los ?

    Excelente videogame, ainda mais com essa "loja" pra baixar os jogos. E tem hein...  

    Super Mario Odyssey

    Platform: Nintendo Switch
    805 Players
    209 Check-ins

    54
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      lukenakama · about 2 months ago · 3 pontos

      sei responder a quatro...
      No menu um dos ícones é um joycon, tu clica nele e dá pra ver a bateria restante do joycon/pro controller. Pra carregar o Joycon é colocando eles no switch e carregando o videogame com o carregador, pode ser no modo portátil ou na dock
      parabéns pela aquisição

      2 replies
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      mateusfv · about 2 months ago · 3 pontos

      Caramba bem completinho e já desbloqueado, ai sim é bacana, tá ai um console que queria ter bastante, mas entre economizar pra compra ele e economizar pra comprar um PS4, sou mais pendente a segunda opção (até pq vai sair mais barato kk).

      O @manoelnsn tem o dele desbloqueado, talvez sabe de alguma coisa :v

      5 replies
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      gan0nd0rf · about 2 months ago · 2 pontos

      Entrar online com jogo pirata é pedir pra tomar Ban, não que mude alguma coisa, eu fui banido, não deixa nem mandar screenshots pro Twitter, app de youtube só patcheado.

      Os joycon se recarregam quando estão conectado ao console, o pro deve ter um cabo USB e carregar via USB do dock.

      Sobre os usuários recomendo deixar, tem jogo que só roda se tiver usuário ativo, com nnid, pra isso tinha que ter online antes do Ban, se deletar pode ser que, em casos raros, o jogo não funcione. Cria outro usuário e esquece desses daí.

      HD não fica legal não, só rodaria jogos xci, no sxos, e é muito lento, já tentei por pendrive, além da demora em carregar, quando tem vários jogos demora muito pra ler e exibir o que tem, além de só funcionar no modo dock.

      4 replies

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