• anikabonny Anika Bonny
    2020-07-09 18:49:58 -0300 Thumb picture

    Elden: Path to the Forgotten (Nintendo Switch)

    Ao bater o olho de primeira, Elden parece um roguelike comum, mas após a primeira cambalhota, um gosto talvez amargo de Dark Souls aparece. No jogo, após uma pequena introdução, sem legendas ou diálogos, você é jogado em uma ruína infestada por monstros… E aí novamente o sabor de Dark Souls aparece de novo, ao enfrentar inimigos sem saber ao certo o caminho à seguir.

    Elden é um souls-like com visão isométrica e estilo pixelado “quase 3D”, totalmente sem diálogos e textos.

    Análise completa: https://nerdtrash.com.br/elden-path-of-the-forgotten-nswitch/

    15
  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-07-04 20:43:22 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Lydia

    Zerado dia 04/07/20

    Muito me surpreende que o Alvanista não tenha alguns jogos bem conhecidos (ou páginas voltadas para determinadas versões de certas plataformas dos mesmos) enquanto alguns jogos são mais trabalhosos de serem encontrados e me fazem ter que digitar seus nomes na URL, procurar no Google ou mesmo ir na página do console em questão, ir nas páginas de jogos esquecidos e sem interação e procurar os títulos desejados.

    Por outro lado, Lydia foi encontrado facilmente ali na barra de busca. Bem curioso isso, hehe.

    Esse é um daqueles jogos que você normalmente morre sem saber que existem. Aqueles indies bem baratos e simplórios e quase sem atrativo. É o tipo de jogo que eu simplesmente ignoro quando vejo nas lojas digitais das plataformas que jogo. Daqueles que eu nunca planejei jogar, mas aqui estamos nós.

    Bom, eu sempre fui meio que contra a avalanche de "shovelware" que vejo na Steam, por exemplo. Parece que a plataforma conta com centenas de milhares de jogos e que 90% disso são jogos feitos de qualquer jeito e simplesmente publicados por lá por preços baixíssimos e títulos sensacionalistas. E a grande quantidade de cópias chinesas tosquíssimas de jogos consagrados? Isso é bem coisa de mobile. O coitado do Homem-Aranha, por exemplo, tem mil versões, como Strange Rope Hero e Amazing Police Spider, geralmente nomes que servem como tag para misturas bizarras do herói com GTA, Road Rash etc.

    O Nintendo Switch, de alguma forma, tem me feito aturar certos jogos mais facilmente do que eu aguentaria num PC. Talvez o merchandising o faça parecer mais interessante e relevante. O preço também tem sido legal para indies assim. Fora aquelas promoções que te dão jogos ou o incentivo ao multiplayer de sofá.

    Foi mais ou menos assim com Lydia também.

    Vi uma galera postando na internet que esse título estaria de graça no Switch. Dá pra terminar, então não custa baixar (mesmo tendo passado muitas dificuldades com jogos baratos assim por serem quebrados e dificultarem o seu término). Esse mesmo pessoal, bem nintendista, no caso, afirmava que Lydia era uma boa experiência, carregada de emoções e que de graça era quase que um roubo. Ah tá.

    Ao acessar a página do jogo, percebi que havia meio que um DLC pago. Aparentemente Lydia foi desenvolvido com a intenção de arrecadar dinheiro para doação. Inclusive ele sempre mostra um site para mais informações sobre isso tanto na eshop quanto ao iniciar o jogo.

    A tal DLC seria uma opção pra quem gostou do jogo e quisesse ajudar e aparentemente há outros títulos (possivelmente da mesma desenvolvedora) com o mesmo objetivo. O preço também era bem baixo e fiquei bem tentado a doar, antes mesmo de jogar e espero fazer isso num futuro próximo.

    Já estava entendendo que a narrativa girava em torno de tristeza, depressão ou coisa do tipo.

    Iniciando Lydia, finalmente, o menu é bem sério e tem uma temática meio abstrata e triste. Fui nas opções e me surpreendi com a grande quantidade de idiomas disponíveis, incluindo Português do Brasil.

    O jogo em si parece um tanto com um desenho animado. Os cenários são estáticos mas com diferentes camadas que dão um efeito de profundidade bacana. Além disso, sempre há fontes de luz tanto no preto e branco (prominente em toda a campanha) quanto nas partes mais coloridas, como TVs e nos olhos de monstros.

    Os personagens são bem mais bonitos do que eu esperava e bem animados. Realmente a sensação é de ter achado um desenho sério no Youtube que tem alguma mensagem. Pra reforçar isso, o gameplay aqui é bem simples e consiste mais em andar e as vezes apertar um botão aqui e ali para interagir. O foco é no texto e na mensagem.

    Você normalmente controla a pequena Lydia num mundo em que ela não entende bem, e nem é entendida por ser tão pequena. Os adultos não lhe dão a atenção necessária e ela vê a todos como seres muito distantes, enquanto passa medo em seu quarto escuro em noites mal dormidas.

    A imaginação da protagonista a leva à diferentes lugares, que dividem o jogo em curtos episódios. Procurar o coelho de pelúcia embaixo da cama, abrir o guarda-roupas, ver os adultos bebendo numa festa em sua sala de estar.

    O jogo tem uma certa cara dos antigos adventure point & click, mas as semelhanças se limitam mesmo à parte visual, já que há sempre um cenário limitado e poucos agentes para interagirmos. Mesmo acompanhando o enredo, nada faz muito sentido e se alguém não te deixar passar por uma porta, ande um pouco e fale com outra pessoa que vai fazer algo bem aleatório para fazer você prosseguir. Dá até pra jogar sem ler nada e terminar o jogo.

    Há também diferentes formas de reagir às indagações dos personagens, como usando gentileza, evitando falar sobre aquilo, sendo direta, mentindo etc, mas não achei que essa mecânica funcione para quaisquer efeitos.

    Quando o jogo parece estar chegando em algum lugar, o capítulo termina e logo você estará de volta ao quarto da pequena Lydia, onde deve interagir com alguma coisa e começar o rápido próximo capítulo. Alguns deles você é até adolescente!

    Quanto mais eu jogava, menos eu entendia o que estava acontecendo. Qual era a mensagem? O que aconteceu na infância? O que eu deveria tirar disso? Sei lá, tem um clima até legal, mas parece que a aventura é apenas uma viagem gratuita.

    O final da campanha foca menos na vida melancólica da protagonista e mostra sua mãe a culpando pelas coisas ruins que aconteceram, enquanto a própria Lydia sabe que aquilo não é verdade e sua mãe é a responsável pela própria vida que escolheu. A protagonista sai de cena indiferente à toda a baboseira que sua mãe a disse e o jogo termina sem a menor conclusão.

    Mesmo sendo o meu tipo de narrativa e curtindo sua atmosfera, eu não entendi nada do que o jogo quis passar.

    Resumindo: Lydia é um jogo de atmosfera triste que lembra um pouco jogos point & click, mas muito mais simples e fácil. Deu pra ver que os desenvolvedores focaram na mensagem e mesmo a estória tendo conquistado a minha atenção, eu senti que não cheguei a lugar nenhum, quase como se a aventura tivesse sido cortada ao meio de sua narrativa. Ainda assim, pra um jogo de menos de 1 hora e de graça, não senti que perdi tempo. Aliás, o lado voltado pra doação em cima de um título gratuito me faz respeitá-lo.

    De bom: visual legal e cativante. Jogabilidade simples. Opção de jogar em português. O jogo geralmente é grátis ou bem barato.

    De ruim: enredo confuso e que não tenho certeza nem se tinha algo para entender ali. Pouco gameplay e quase zero necessidade de usar seu cérebro. Não senti que diferentes escolhas afetavam sequer o diálogo.

    No geral, se você tem alguma plataforma que tenha o jogo e ele esteja de graça, vale ao menos baixar para ajudar toda a cosia de doações ficar em destaque nos downloads da eshop. E se você baixou, eu recomendo sim dar uma jogada em Lydia, já que ele é super curto e tranquilo de ser terminado (ainda mais se o estilo te interessa). Jogo ok.

    Lydia

    Platform: Nintendo Switch
    2 Players

    13
    • Micro picture
      darlanfagundes · 7 days ago · 2 pontos

      Esse lance é um problema da barra de buscas...já foi bem eficiente...rsrs. Massa o joguinho.

  • 2020-06-29 08:40:45 -0300 Thumb picture

    Ranked Battle - (Rocky montage) #1 comeback

    No final das contas o Ninjara pelo menos saiu como Mii Fighter, hihi. Amanhã a Min Min estará disponível pra SSB Ultimate, e claro, to aquecendo aqui no ARMS online. O resultado foi que saí no soco numa melhor de 3 online, e pra um bom retorno, uma boa história.

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    Arms

    Platform: Nintendo Switch
    190 Players
    41 Check-ins

    2
  • tiagotrigger Tiago Prado Oliveira
    2020-06-26 19:50:37 -0300 Thumb picture
  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-06-25 21:45:02 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Moto Rush GT

    Zerado dia 25/06/20

    É engraçado como eu tenho uma lista de jogos para serem jogador de urgência e um backlog gigante mas sempre acabo me desviando para jogos aleatórios ou que ninguém liga.

    Dessa vez foi com Moto Rush GT, um daqueles jogos que aparecem de graça (ou quase isso) no Nintendo Switch com frequência. Se você checar semanalmente promoções em sites como eshop-prices, verá que tem muita coisa do tipo e a cada 50, algo bom, conhecido ou não pela comunidade.

    Num grupo voltado pro console do Facebook, vi umas postagens sobre esse jogo, que estava gratuito, apesar de alguns membros falarem que não estava mais. Algumas pessoas disseram que só estava em eshops de determinadas regiões e afins. Peguei meu Switch e fui correndo olhar. Nunca ouvi falar no jogo, mas poderia ser algum bug e talvez fosse uma ótima experiência. No final das contas, era uma daqueles promoções "tenha pelo menos um dos jogos dessa lista e ganhe este de graça". O que eu tinha era o Super Battle Cards.

    Estava tão curioso que cheguei a dar uma jogadinha antes mesmo de terminar o jogo anterior, The Elder Scrolls: Blades.

    "Baltoro Games". Venho vendo bastante esse nome na minha biblioteca do console.

    A tela inicial é animada, com um cara andando de moto, até legal. Me surpreendi que o jogo estava em português também. Não mexi muito em nada e comecei o modo carreira.

    Em seguida há um mapa de um país ou estado fictício e um bocado de fases. Se você passar de ícone em ícone de cidade, verá que a última é a 100! Bastante coisa!

    Fui na 1. Missão: pilotar por 4km. Ok.

    MRGT é um jogo de moto, o que é óbvio. A ação toda acontece em primeira pessoa enquanto você acelera e desvia de carros e eventuais obstáculos por aí. Isso você aprende logo de cara.

    Pilotei os 4km e achei legalzinho. Os visuais são metidos a realista naquele estilo meio Android (assustadoramente o jogo só saiu no Switch mesmo). Pelo estilo e ser tão casual, imaginei que o jogaria até o final e bem rapidinho (tanto que joguei por umas 2 horas seguidas nesse primeiro dia).

    Fui mexer nas opções e verifiquei que há outras formas de jogas. Primeiro que é possível usar qualquer controle e jogar como qualquer jogo de corrida: acelerando com o A e movendo a moto com o analógico. É possível ainda usar o X para empinar a moto, o R ou B para frear e o Y para buzinar (não há motivos para buzinar no jogo).

    As outras opções de jogo incluem controle por giroscópio, virando o controle de um lado e pro outro como um volante, ou o melhor de todos: Labo!

    É! Sabe aquele jogo que vinha com peças de papelão para destacar e montar totalmente "gimmicky" que pouca gente se importou (embora eu tenha testado alguns deles e é bem legal)? Você pode usar o Labo do guidão de moto originalmente para o jogo que vem na caixa e, mais recentemente, Mario Kart 8 Deluxe, para jogar aqui.

    Vantagens? Imersão! os joycons ficam na horizontal e você controla a moto como se fosse de verdade. E o botão de freio fica na peça de alavanca de papelão. O pedal agora serve para empinar a moto.

    Infelizmente eu não tinha um kit desses e nem tava com saco de procurar os moldes, medi-los e imprimi-los certinho e tudo mais. Mas a boa notícia é que dá pra jogar nesse modo mesmo sem a coisa toda montada.

    Ative o modo Labo e segure os joycons como guidão e pronto. Acelere rotacionando o guidão direito em sua direção e seja feliz. O papelão tem vantagem de dar suporte às mãos e até a possibilidade de soltar os guidões, mas funciona bem, apesar que fica bem ruim pra frear (mas nem precisa frear mesmo) e não tem como empinar a moto, o que infelizmente é obrigatório em certas missões.

    Pois é, o jogo funciona por missões. Existem várias deles: pilote por tantos quilômetros, empine a moto por tantos segundo, passe muito perto de um determinado número de veículos do cenário etc.

    Senti que a cada dezena de fases, até certo ponto no jogo, diferentes tipos de missões apareciam enquanto as anteriores se repetiam em diferentes fases ou de formas mais difícil. Todas elas tem tempo e, embora seja tranquilo quase sempre, no final da campanha eu passei uns bons perrengues.

    Falando em cenários, há também uma boa variedade e, mais uma vez, chegou a aparecerem novos ou diferentes versões de antigos até bem depois.

    MRGT conta com uma garagem com várias motos diferentes, sendo a maioria desbloqueável conforme você ganha experiência jogando e alcança certos níveis. Nessa garagem você pode ainda comprar peça e fazer upgrade em cada uma (todas tem limites de melhorias e depois de certo ponto você terá que adquirir uma moto melhor se quiser ir além).

    No começo são apenas 4 motos desbloqueadas, a que você deve usar e outras piores e mais lentas, pra quem achar que a normalzona é muito rápida para poder acompanhar.

    Conforme você passa os cenários, ganha dinheiro e a possibilidade de comprar motos novas, as fases começam a exigir determinados poderes de aceleração mínimos. Sua opções são: melhorar a que você já tem ou partir pra próxima. Geralmente será a primeira opção visto que as motos são bem caras e os upgrades bem baratos.

    Infelizmente alguns cenários exigem coisas como "velocidade 141", sendo que a moto atual só pode ser melhorada até 140.

    Minha recomendação é: só gaste dinheiro se for obrigado e em poder. Dessa forma eu cheguei a usar uma moto o máximo que deu e quando não pude mais, já haviam duas novas motos para serem compradas e pude comprar a mais forte.

    Outra dica é não gastar nos atributos "handling" e "brakes", que envolvem maior controle e freios, respectivamente. Controlar as motos é sempre ok e melhorar isso não aprece mudar nada e, como eu já disse, freios são desnecessários.

    Já com algumas horas de jogo distribuídas em quase uma semana, desisti do "modo Labo" de jogo para jogar de forma mais "harcore", pois as fases estavam exigindo muito controle e reflexo (fora que meus braços começam a doer).

    Nas últimas 20 ou 30 fases o prédio todo aqui podia me ouvir gritar "SERENITY NOW" de tão frustrante que os estágios se tornaram. Fases escuras, lotadas de veículos, velocidade absurdamente alta a ponto de eu não piscar pra não sofrer acidente e tempos que exigem quase que a perfeição para conseguir terminar os desafios. Prepare a sua paciência, pois você vai se irritar e refazer fases difíceis diversas vezes para conseguir passar no final do jogo.

    Resumindo: Moto Rush GT é um jogo casual com bastante cara de coisa barata da Steam ou Android, mas funciona até bem. Claro que se o seu lance for simuladores e afins, isso aqui não é nada disso, mas tá mais que bom pra um jogo gratuito. Depois de um tempo eu comecei a pensar se valia a pena jogar isso, e te digo: vale (de certa forma). Eu já joguei coisas muito piores. Além do mais, isso daqui é perfeito pra deixar aquele priminho jogando e adorando. Basta por num modo de corrida infinita e controles de Labo e mesmo se ele não acelerar, a moto vai pra frente, só que mais lento. Vale ainda baixar e mostrar pros amigos a jogabilidade.

    De bom: jogo simples, mas até bem cuidado. Jogabilidade por toycon muito legal. Diversos modos de jogo, inclusive mais casuais. Diversos tipos de motos para quem quiser mais ou menos velocidade.

    De ruim: sem modo multiplayer. Tradução terrível com coisas tipo "3 km left" virar "3 km esquerda" ou terem traduzido "horn" (buzina) para "chifre". O jogo exige motos mais velozes para prosseguir, mas isso é muito pior, pois o jogo começa a por mais obstáculos e velocidades absurdas. Muito frustrante nos estágios finais. Um momento, faltando 4 estágios pro final, fui obrigado a comprar outra moto para continuar, mas o dinheiro que faltava, mesmo economizando, era demais! E nas fases já terminadas dão pouquíssima grana. Resultado: eu "farmando" dinheiro por horas em uma fase menos chata/difícil que pagava melhorzinho. Durante essa repetição de fases atrás de dinheiro, o jogo deu um bug e mostrou um troféu e a frase "parabéns, você completou todas os estágios" e aqueles que faltavam já tinham até pontuação, embora eu não pudesse os acessar. Continuei e os fiz por honra. Não há vantagem nenhuma em terminar a campanha. Nem mesmo aquele troféu aparece em algum lugar. Fiquei devendo duas motos, uma do meio da lista, que pulei, e a última e juntas custam dinheiro demais pra um jogo tão repetitivo e que não oferece um meio de ganhar mais grana. Achei tosco que os joycons NÃO ficam constantemente vibrando no modo toycon e isso acaba com a sensação de estar pilotando. Hitbox suspeito. Várias partes em que você está em alta velocidade e do nada os veículos bloqueiam todas as suas rotas, causando acidente e te fazendo perder tempo.

    No geral, vale o download, só não vale a pena zerar mesmo. Sem modo multiplayer, Moto Rush GT só serve pra passar um tempo, pra quem curte motos, ou pra mostrar pros outros a jogabilidade toycon.

    Moto Rush GT

    Platform: Nintendo Switch
    2 Players

    9
  • molantpk Patrick Pinheiro
    2020-06-24 20:04:23 -0300 Thumb picture

    Monado, a poderosa arma de Shulk

    Medium 3808870 featured image

    Tradicional em jogos de aventura, a espada do herói é um elemento mais importante do que uma mera arma usada por um personagem. Até mesmo na literatura clássica, histórias como a do Rei Arthur e a Excalibur fazem referência a uma espada lendária que só pode ser empunhada pelo herói escolhido. Nos videogames, é comum lembrar da Master Sword de The Legend of Zelda ou a Falchion, de Fire Emblem.

    Em Xenoblade Chronicles, “a espada e o herói escolhido” vão muito além do arquétipo comumente usado em outros contos, porque a Monado é mais do que a arma que bane o mal da face da terra - a espada tem o poder de manipular até mesmo o Ether, o elemento fundamental da vida e o universo desta franquia da Nintendo.

    Vamos explorar tudo sobre a mítica espada usada por Shulk: a sua origem, poder e mistérios. E não se preocupe - não haverão spoilers sobre a história neste artigo.

    A Partícula da vida

    Para entender como a Monado funciona, primeiro é preciso entender como o universo de Xenoblade Chronicles é feito. Segundo a mitologia do jogo, tudo é feito de Ether - esta substância está presente na vida, no tempo e em todas coisas materiais e imateriais do mundo. Como se tudo fosse uma grande construção, os Ether seriam os blocos que compõem tudo o que existe.

    O próprio Bionis, Titã onde os humanos vivem, possui Ether dentro de si. Depois que os seres vivos de Bionis morrem, diz-se que seus corpos "retornam ao Ether", e o corpo de Bionis os usa para produzir novo Ether. Em outras palavras, é como se os fossem os átomos do nosso mundo.

    A Monado é capaz de manipular o Ether ao seu redor, resultando nas várias habilidades que concede ao seu usuário. É por esta razão que Shulk consegue prever o futuro, gerar escudos mágicos e salvar os seus amigos. A capacidade de manipular o universo vem da espada, e este poder só é concedido ao escolhido pela Monado.

     

    Monado Arts

    Shulk pode ativar as Monado Arts selecionando o ícone grande no centro da tela quando ele estiver totalmente carregado. O personagem então tem acesso às várias Arts que a Monado pode executar. Cada Art é desbloqueada durante a evolução da história, tendo no começo da aventura apenas Buster e Enchant disponíveis. Conheça as Arts que podem ser executadas por Shulk durante o jogo:

    Buster: poderoso ataque com uma lâmina maior. Causa dano duplo em Mechons e Machinas.

    Enchant: fortalece as armas dos aliados e permite que armas normais danifiquem os Mechon.

    Shield: gera uma barreira que protege o grupo das Arts dos inimigos de mesmo nível ou inferior.

    Speed: aumenta a evasão, fornecendo ao usuário uma chance maior de evitar ataques físicos.

    Purge: explosão de Ether à distância que inflige Aura Seal e anula os efeitos de Spike, que são debuffs ativados pelos inimigos sobre a sua equipe.

    Armour: reduz o dano físico e Ether recebido. A porcentagem da redução depende do nível desta Art.

    Cyclone: causa dano a todos os inimigos ao redor do usuário e derruba os inimigos que sofreram Break.Eater: retira os buffs dos inimigos e causa dano de sangramento quando usado em posição frontal.

    Poder e controle

    Em certo momento da história, é explicado que a Monado controla o seu usuário. Isso explica como logo no começo do jogo Dunban conseguiu aniquilar todos os Mechons no Vale da Espada, o que acabou sacrificando o braço do guerreiro. A capacidade de dominar a Monado depende da força de vontade de seu usuário e a maioria dos humanos que tentam usar a espada não pode controlá-la

    A espada concede a seu portador eleito o poder de prever o futuro. Isso é possível porque todo o Ether do mundo é calculável em suas mudanças. Isso permite que o usuário veja onde todas as partículas de Ether estão, estavam e estarão.

    Curiosidades

    A Monado não ataca humanos. Se a arma for usada para ferir uma pessoa nascida em Bionis, ela para de funcionar imediatamente.

    Apesar da trama do jogo dizer que a Monado não pode prejudicar nada nascido em Bionis, durante a aventura ela não tem dificuldade em atacar nenhum dos monstros que habitam no Titã.

    Durante o desenvolvimento, o jogo recebeu o nome de Monado: Beginning of the World. Em janeiro de 2010, o jogo foi renomeado para Xenoblade Chronicles.

    O nome Monado foi inspirado na filosofia grega. Os pitagóricoschamavam a primeira coisa que surgiu de "Mônada", que gerou os números, pontos, linhas, etc. Isso significava o primeiro ser ou a totalidade de todos os seres.Cada Monado Art mostra uma cor diferente na lâmina de luz quando usada.

    Buster: Azul

    Enchant: Violeta

    Shield: Amarelo

    Speed: Azul

    Purge: Verde

    Armour: Laranja

    Cyclone: Branca

    Eater: Preta

    Existem muitos segredos sobre a Monado que não apareceram aqui por duas razões: por serem spoilers sobre a história do jogo, e para incentivar você, caro leitor, a jogar Xenoblade Chronicles Definitive Edition até o final e descobrir muito mais sobre a mítica espada de Shulk.

    Referências: Xenoblade.Fandom

    Revisão: Icaro Sous

    Xenoblade Chronicles: Definitive Edition

    Platform: Nintendo Switch
    20 Players
    33 Check-ins

    0
  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-06-21 17:04:59 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: The Elder Scrolls: Blades

    Zerado dia 21/06/20

    Que dia de alegria pra minha lista de pendências!

    The Elder Scrolls: Blades foi anunciado numa E3 para celular e,mais tarde, para o Nintendo Switch. Eu não curto muito jogar no celular por diversos motivos, mas acabei baixando no meu Android para conhecer.

    Joguei o comecinho, que é basicamente um tutorial e me espantei em ver que o jogo me dava mais controle sobre o personagem do que eu imaginava de um título mobile gratuito. O feeling era similar ao de Skyrim em primeira pessoa: andando pelo mapa, movendo a câmera como quisesse, interagindo com algumas coisas. Bacana, mas realmente não me animei em voltar a jogar, até que finalmente o deletei umas semanas depois.

    Com a chegada de Blades pro Switch, resolvi dar uma segunda chance e voltar mais uma vez pro universo da Bethesda. Fui além do tutorial e de cara já gostei bem mais, principalmente por estar jogando confortavelmente da minha cadeira, com um excelente Pro Controller na mão e numa tela grande. Mas não me entenda mal pois eu amo jogos portáteis (provavelmente mais do que em consoles), mas touch screen realmente não é comigo.

    Blades segue meio que o que Skyrim começou, mas com fatores free-to-play/pay-to-win/loot boxes. Além disso, você não tem um mundo aberto para explorar, mas uma cidade que funciona como hub principal e que dá acesso às quests. As quests, por sua vez, são dungeons/cavernas como as da série principal.

    É comum pegar missões do tipo "Mate 5 goblins". Acessando o menu de missões coletadas, você escolhe a que quer fazer e a inicia, o que já transporta o jogador pro mapa em questão, sobrando a você andar, lutar, explorar, cumprir a missão ou mesmo abandoná-la.

    Os mapas em questão são relativamente lineares. Alguns são mais simples, outros com mais caminhos e rotas e inimigos opcionais. É interessante explorar bem para achar mais loot e conseguir mais experiência com mais lutas, fora que você dificilmente vai saber o caminho certo e acaba tendo que voltar e ir pelas outras rotas.

    Os mapas das missões costumam ainda ter potes para serem quebrados e itens de cura, como plantas na floresta e alimentos em cima das mesas do castelo que curam a sua vida. Há ainda segredos, como alavancas e botões a serem pressionados que revelam câmaras secretas nas paredes, com mais loot (o jogo avisa quando você achou um segredo). Cada missão tem de 1 a 3 salas escondidas e requerem que você olhe bem o cenário atrás de dispositivos ou chaves escondidas em potes ou que inimigos derrubam a serem derrotados.

    Reforço que essa exploração tem um feeling de Skyrim, mas enquanto anda por aí, os comandos são bem limitados a andar, olhar e interagir com as coisas (tipo abrir portas e quebrar vasos). Nada de pular ou bater fora de batalha!

    São poucos cenários também, o que acaba enjoando um pouco: floresta, castelo, caverna, ruínas dos anões, o coliseu e talvez outra coisa mais. As fases costumam reaproveitar assets de outras ou serem versões reversas ou ainda terem um caminho bloqueado por uma pedra ou cosia do tipo de um lado enquanto o outro está aberto e o inverso e outra missão ou versões com o mapa em chamas ou céu escuro.

    Uma das partes mais importantes do jogo são os inimigos. Há uma boa variedade deles e mesmo depois de trinta horas de jogo (perto de quando eu terminei a campanha), ainda apareceram novidades aqui e ali.

    Os inimigos vão de animais (ratos, lobos, ursos) a guerreiros (humanos, zumbis, esqueletos), magos, fantasmas, fadas, estátuas vivas, dragões, aranhas etc. Quem curte a série, ou ao menos jogou Skyrim, vai se familiarizar com todos eles (muita coisa eu nem lembrava que existia).

    Diferentes tipos de oponentes tem diferentes padrões de ataque e defesa, assim como fraquezas e resistências. Eu usei muito machados e espadas com poder de fogo, o que me ajudou bastante com eles, inclusive sendo as duas fraquezas do desafio final.

    Os monstros que mais me deram trabalho foram os magos e variações do final do jogo, pois era muito difícil prever seus golpes e, mesmo com resistências, eu aprecia tomar muito dano de magias.

    O combate é bem legal, pra ser sincero, e envolve estratégia e timing.

    Quando um inimigo percebe a sua presença no mapa, ele corre até você e, se te alcançar, inicia a batalha. Ele fica diretamente a sua frente e as suas opções incluem atacar, defender e usar habilidades/magias. O combate funciona em tempo real, mas sair batendo como louco em oponentes do seu nível ou maior é uma péssima ideia e parte da culpa disso é por conta do sistema de parry: se você atacar um oponente de nível considerável e ele estiver defendendo, você fica paralisado por um segundos, que podem ser o bastante pra garantir a sua derrota.

    A minha estratégia era fazer nada e quando o inimigo parecia que iria atacar, eu levantava o escudo, deixando-o paralisado e aberto para 2 ou 3 golpes meus. Mas não seja ganancioso, pois é comum eles defenderem assim que puderem agir novamente.

    As magias e habilidades também ajudam bastante. Você as desbloqueia conforme passa de nível e investe nas árvores de magias. As que eu mais usei foram as de esquiva, uma que ignorava os danos de um ataque, mesmo se eu estivesse paralisado (é comum que inimigos fortes te paralisem e usem uma habilidade forte em seguida), e outra que se o inimigo me atacasse durante uma certa janela de tempo, me curava.

    Inimigos derrotados derrubam itens, desde materiais a armas e ouro foram a experiência, super importante para te fortalecer e possibilitar o uso de equipamentos mais fortes (zerei no nível 28, sendo que o máximo é o 50).

    Terminada a missão, você estará de volta à sua cidade. Aqui você pode simplesmente abrir o menu de missões e já partir pra próxima, mas há muito mais a se fazer. Eu mesmo sempre ia ao ferreiro restaurar todo o meu equipamento. Há ainda NPCs que te darão mais missões e contarão o enredo do jogo conforme você cumpre o que foi pedido.

    Na estória de Blades, a cidade fora destruída no começo da aventura e seu objetivo é restaurá-la. Há vários lotes em todos os lugares e você deve pagar com ouro e materiais para a construção de casas e prédios comerciais (ferreiro, o mago que enfeitiça seus equipamentos com elementos, vendedor de poções e vendedor de decorações para a sua cidade).

    Esse sistema de reconstrução ficou até bem legal e conforme eu ia reparando a cidade, ela ia ficando bonita. A liberdade de eu construir o que quisesse e onde quisesse também é legal e ajuda a deixar cada uma delas única, fora que há upgrades pras estruturas, que começam de madeira e vão até pedra.

    É importante melhorar a sua cidade não só pela lado visual, mas também pra subir o seu nível de prestígio. Algumas missões só podem ser aceitar depois de determinados níveis de cidade. Além disso, as construções comerciais devem ser prioridade pois te ajudarão muito mais com melhorias de equipamentos, poções maiores e mais fortes, encantamentos mais fortes nas suas armas e até decorações lindas (caso você se importe com isso).

    Todas as construções, criações de itens e melhorias dos mesmos levam tempo. Tempo real! No final do jogo eu queria melhorar uma arma, mas o ferreiro precisava de mais um nível e pra isso, precisava melhorar a cidade. As casas estava caríssimas e exigiram que eu ficasse fazendo missões aleatórias e ao finalmente ter o dinheiro, tive que esperar quase 8 horas pro término da construção. Felizmente é possível sair do jogo e ir fazer outra coisa que continua contando, ou simplesmente pagar com gemas verdes e terminar qualquer um desses processos de tempo instantaneamente (ou usá-las para substituir materiais necessários em confecções) e o jogo dá uma boa quantidade delas sem você ter que pagar conforme vai fazendo quests.

    O fator F2P começa a aparecer mais quanto mais você avança no jogo, como de praxe. Meu primeiro dia mesmo foi ótimo, mas senti que o jogo foi ficando mais sem graça e repetitivo, até finalmente sentir que deveria ficar fazendo pausas e esperar para conseguir as coisas.

    Bom, se você tem paciência, como eu, dá pra levar Blades tranquilamente, só é meio frustrante mesmo estar se divertindo e não poder continuar algo que queria dentro do jogo por falta de dinheiro ou materiais ou ter que esperar algum tempo pra algo ser finalizado. Mas não vou  mentir, desde que você tenha equipamentos em boas condições, dá pra ficar jogando e ganhando dinheiro, níveis e materiais nas missões livres, apesar de ficar meio repetitivo.

    Apesar de tudo, não senti que o jogo te obriga a gastar dinheiro, de verdade. Cheguei a usar as gemas que ganhava jogando até pra fazer coisas caras, como ressuscitar (pois se você morrer tem que recomeçar a fase) e dificilmente senti falta delas. Acho que o negócio é não abusar. Com exceção de ontem pra hoje, que tive que parar de jogar por falta de dinheiro e esperar as lojas o terem pra eu vender um bocado de coisas e comprar um equipamento melhor, eu geralmente parava de jogar depois de longas sessões e por estar cansado, sabendo que no dia seguinte as coisas estariam mais interessantes.

    Resumindo: The Elder Scrolls: Blades é um jogo bem mais divertido do que eu esperava pra um F2P. Apesar de algumas limitações que o jogo tem e impõe, eu me diverti por mais de 30 horas, fazendo campanha, missões secundárias e reconstruindo/customizando a minha cidade. Muito provavelmente o melhor jogo F2P que já joguei, MAS... isso no Switch. Curte a série? O jogo soa legal pra você? Eu recomendo experimentá-lo, mas apenas no console da Nintendo, pois aparentemente muitas mecânicas foram melhoradas e o jogo ficou bem mais bacana que no celular, fora que jogar no controle é mil vezes melhor, mais confortável e imersivo.

    De bom: visuais ok. Imersão bacana. Desenvolvimento legal também, da sua cidade e personagem, e você vê que os equipamentos fazem a diferença. O fator F2P foi super de boa, o que eu não esperava, e só alongou a minha jornada. Fora a campanha, há missões secundárias frequentemente, missões diárias e semanas e muita coisa pra fazer na cidade. Muitas habilidades/magias e equipamentos que tornam seu personagem único. Há um modo "Abyss" que consiste em uma dungeon de 150 andares cheia de inimigos pra quem quiser jogar sem compromisso e ganhando mil coisas quanto mais descer. Há uma arena para batalhas online. Há a opções de jogar por controles de movimento, pra quem curte usar joycons. O level up é surpreendentemente rápido até onde joguei (mas vi usuários falando que lá pelos 30-40 fica bem tenso).

    De ruim: algumas coisas podem levar hora para serem terminadas, um fator negativo pra quem quer focar na campanha. Bugs aqui e ali, como um que fecha o jogo do nada (mas felizmente se você o abrir novamente, vai estar onde parou). A dificuldade é bem estranha, pois há um nível recomendado uma barra de caveiras de 1 a 5 indicando a dificuldade e uma vez fui fazer uma missão de 2 caveiras e foi super difícil a ponto de eu desistir, enquanto no final da aventura eu cheguei a fazer quests de 5 caveiras, 10+ níveis abaixo com facilidade ou pelo menos consegui terminar. Repetitivo em questão de missões e cenários. Alguns inimigos as vezes parecem ser forte demais em relação aos outros do estágio, te matando rápido e te obrigando a refazer tudo ou pagar gemas ou itens pra continuar (felizmente você mantém a experiência e itens ganhos). O final foi decepcionante, o que eu já imaginava, mas compensou ter matado um chefe final tão chato e ver minha cidade bem desenvolvida (só não construí uma casa). Apenas pessoas do seu clã podem acessar sua vila e ver o que você fez com ela, mas eu nem sequer entendo como entrar em um.

    No geral, vale a pena conferir, sobretudo se curtir Skyrim e tiver um pouco de paciência. O jogo não é a maior maravilha do mundo, mas é legal e me surpreendeu positivamente a ponto de me fazer jogar 1-2 horas por dia desde que comecei. Mais uma vez: apenas no Switch!

    The Elder Scrolls: Blades

    Platform: Nintendo Switch
    4 Players
    3 Check-ins

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  • 2020-06-19 15:23:59 -0300 Thumb picture
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      kalini · 22 days ago · 1 ponto

      Quem dera que os decotes fossem o problema. Na verdade, é a única coisa que presta nessa bomba, haha!

      3 replies
  • luchta Ewerton Ribeiro
    2020-06-14 18:32:32 -0300 Thumb picture
    Post by luchta: <p><a href="https://statici.behindthevoiceactors.co

    Tá na hora de Code of Princess receber uma sequencia, o original é de 2012, eu sei que a produtora desse jogo ama a franquia Umihara Kawase, tanto que tem jogo novo até desse ano, mas vamos dar atenção para Code of Princess também!

    Code of Princess

    Platform: PC
    15 Players
    10 Check-ins

    15
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      tassio · 27 days ago · 1 ponto

      Eu ia comprar esses jogos no steam, ams compensei tudo baixando pro 3DS, só que eu NUNCA USO O 3DS kkkk

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      _gustavo · 27 days ago · 1 ponto

      Acho que nunca pedi um refund tão rapido na steam quanto esse jogo, o visual fracão por ser port do 3DS é o de menos, o foda que ele é raso pra caralho de conteúdo e gameplay kkkkkkk

      1 reply
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      onai_onai · 27 days ago · 1 ponto

      Eu achei esse jogo bem ruim na verdade.

  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-06-06 19:11:46 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Minecraft Dungeons

    Zerado dia 06/06/20

    Não sou o maior fã de Minecraft, mas curti quando anunciaram Dungeons pois a série principal é conhecida pelo alto padrão de qualidade, popularidade e grandes números de venda. Legal expandirem o seu universo!

    De cara eu tinha achado que seria algo mais próximo de coisas como Minecraft Story Mode, com personagens bem definidos e aquele tipo de humor, mas Dungeons me ganhou a partir do momento que foi mostrado ser um RPG de ação-hack'n'slash-dungeon crawling ao estilo Diablo! Cara, um jogo que eu vou poder zerar e com os amigos!

    A última surpresa foi a sua chegada ao Switch, o que abrange muito mais os meus amigos. Melhor do que isso foi só o fato de Dungeons ter vindo por apenas R$23 na eshop Argentina, basicamente metade do preço da segunda mais barata, a brasileira, que custava cerca de R$45.

    Corri e comprei logo e descobri que outros conhecidos não já haviam o comprado como já estavam jogando via Discord e tudo mais (infelizmente o jogo não tem chat embutido).

    Ao abrir o jogo pela primeira vez e criar seu personagem, o jogo te obriga a criar ou logar uma conta da Microsoft. Usei a minha do Xbox 360/One (tive que fazer uns procedimentos pelo PC).

    Daí saí recomendando pra todo mundo, mas alguns  se negam a novas experiências e torcem o nariz só pelo fato do jogo ter "Minecraft" no nome...

    Do outro lado, os amigos caixistas prometerem pegar o jogo me breve e se juntar ao jogo do momento, pois ele está disponível no Gamepass. Um amigo do PC ficou interessado, mas foi graças a ele que descobrimos que não existe cross-play entre as plataformas ainda. Os desenvolvedores prometeram adicionar a funcionalidade em breve, mas até o momento nada (quase fiz uma criatura comprar o jogo sem motivo). Fiquei decepcionado com o fato de logar a minha conta MS e não poder jogar junto à outras por quaisquer plataformas.

    Com a galera do Switch, dei início à campanha. Criei meu personagem (escolhi o visual, no caso), fiz a primeira missão, que é um tutorial, e depois disso foi só abrir a aba social e convidar ou me juntar à qualquer um deles.

    Mas vou voltar pra falar um pouco mais desse tutorial e testes de controles. Primeiro que foi gratificante saber que havia a opção de jogar multiplayer na mesma tela, ou seja, com apenas um Switch. Tenho certeza que isso será muito útil em jogatinas pós-quarentena.

    Obviamente é muito mais vantajoso jogar cada um na sua própria plataforma visto que você tem a tela independente só pra você e pode se distanciar a vontade. O jogo inclusive tem a opção de se teletransportar pros amigos caso você esteja muito longe porque resolveu ir explorar, ficou se curando ou simplesmente não tem equipamentos que aumentem a sua velocidade como os seus amigos.

    É bem estranho jogar Minecraft com aquela câmera aérea e não poder quebrar o cenário ou construir coisas. Tudo no cenário é basicamente obstáculo.

    Aproveito pra dizer que Dungeons só se assemelha com o Minecraft original esteticamente e que fora isso, comer coisas pra regenerar vida, e alguns personagens (como Creepers), são jogo completamente diferentes, o que é uma pena, pois eu acho que ele tinha potencial maior com mais elementos Minecraft.

    Enfim, o jogo me ensinou a usar a espada, atirar com arco e flechas e usar habilidades secundárias. Essa é uma parte muito importante da aventura, pois ao abrir o seu inventário, você possui 6 slots:

    -Arma de curta distância, que é o seu ataque principal. Consiste em espadas, machados, lanças etc;

    -Armadura, que é o que determina a sua defesa;

    -Arma de longa distância, geralmente arco e flechas, bestas e afins.

    -3 slots para habilidades secundárias equipáveis, como gerar um círculo de cura, um escudo, transformar os seus próximos disparos de flechas em fogos de artifício, fazer com que você fique super rápido e muito mais. Cada slot é relativo à um dos seguintes botões: B, X e Y.

    Os demais comandos se resumem em A para atacar, ZR (gatilho direito) para lançar flechas e R ou analógico direito pra rolar (tem cooldown). Não há a possibilidade de pular ou girar a câmera (isso eu odiei pois muitas coisas ficam na frente da sua visão e os cenários isométricos me deixaram um pouco incomodado).

    Há um HUD na parte de baixo da tela mostrando cada habilidade e os designados botões, sua vida, experiência, dinheiro e os cooldowns. Nas opções do jogo eu pude aumentar um pouco esse HUD pois algumas informações eu achei um pouco pequenas na minha TV. É legal ver que lá tem opções de acessibilidade para todos os tipos de jogadores também.

    Já uma coisa que não é configurável é o idioma, pois aparentemente o jogo o põe na mesma linguagem do console em todas as plataformas. O Switch não tem opção de PT-Br, o que resultou num jogo em português PT-Pt e boas risadas com a galera, pois todos usavam essa mesma linguagem. O triste é saber que Dungeons tem a linguagem PT-Br, inclusive dublagem, mas por conta disso, provavelmente nunca o veremos no Switch.

    Já sobre as semelhanças com a série Diablo, bom, é por aí mesmo, mas de uma forma mais simplificada/infantil (se jogado na forma recomendada do jogo, sem alterar a dificuldade). Há um hub principal, que é meio que uma cidade e de lá você escolhe, numa mesa, a missão que deseja fazer. Depois disso um mapa se abre e você navega com um cursos pra onde desejar. Nesse hub, a cidade, ainda é possível usar o seu dinheiro para conseguir equipamentos ou habilidades aleatórios, mas não vi muito o porquê de fazer isso pois você troca toda hora de arma e armadura e eu só conseguia coisas fracas (talvez seja melhor guardar pra usar no futuro).

    Na primeira jogatina, Dungeons só permite o nível básico de dificuldade (abrem mais dois quando você terminar a campanha: Aventura e Apocalipse). Na minha primeira jogatina, sozinho pelo tutorial e primeira fase, eu achei o jogo ridiculamente fácil. Andava, dava um ataque nos inimigos e eles morriam e assim ia por toda a fase e por todos os muitos inimigos.

    Quando me juntei com o pessoal, só comecei a fase e eles estavam achando muito fácil (apesar de eu perceber que estava mais desafiador que sozinho), mas logo descobrimos que há a opção de aumentar a dificuldade das missões no mapa, quando estamos as escolhendo. O jogo avisa qual o nível recomendado de força e o quão forte ou fraco você está para o enfrentar, itens que poderão aparecer de acordo com a dificuldade e experiência. Jogamos no nível 9 ou 10 uma de nível 15 e foi suado, mas muito mais divertido para a nossa experiência. De qualquer forma, se você quiser só zerar e não ter nenhum desafio ou aproveitar o jogo, basta diminuir a barrinha e ir na boa.

    São apenas 10 estágios (com temáticas próprias), mas eles podem demorar um pouco, ainda mais jogando com amigos e com o nível um pouco maior. O interessante é que o time (independente de estar jogando sozinho ou não) tem um número limitado de vidas e perder a todas resulta em Game Over e ter que reiniciar a fase, independente do quão longe você alcançou (pelo menos o mapa é gerado aleatoriamente pra dar um ar de novidade sempre que você voltar em um cenário).

    Isso é muito importante pois se você jogar bem, mas estiver com pessoas que não manjem nada de video games e morram constantemente (cair em buracos, por exemplo, elimina uma vida instantaneamente) fará com que o jogo termine rapidamente.

    No caso da jogatina em grupo, é possível levantar amigos que tenham sido mortos por inimigos desde que feito dentro do período pra isso, evitando assim a perda de uma preciosa vida. Nossa maior dificuldade foram os chefes, que se tornaram verdadeiras esponjas de dano em níveis maiores que o recomendado (mais do que todos os monstros se tornam) e era comum morrer tentando levantar os amigos.

    Fora isso, a fórmula é a clássica: explore, derrote inimigos, abra baús, consiga loot melhor. Há, porém, uma inovação nesse jogo (ou simplificação). Quando você ganha um nível, você ganha um ponto de habilidade para poder equipar nas habilidades passivas de seus equipamentos, que tem habilidades próprias e com diferentes níveis. Gastou tudo em habilidade de um peitoral mas achou um melhor? Prepare-se para destruir suas coisas para conseguir os pontos de volta.

    Resumindo: Minecraft Dungeons leva o nome e a estética da famosa série da Mojang para um jogo estilo Diablo, mas muito mais casual. EU gostei do jogo e de ter jogado com os amigos 80% da campanha, que é curtinha, mas vejo que o jogo tem um valor replay ok pra quando a gente estiver juntos ou sem nada pra fazer. Diria que é uma boa porta de entrada para quem for mais casual e querer jogar algo do gênero, que geralmente é muito "dark" ou desafiador. Já pros veteranos, eu definitivamente recomendo aumentar o nível em cada missão pra ficar ao menos levemente acima do seu.

    De bom: gameplay fácil de jogar e entender. Visuais bacanas e com cutscenes. Não há classes/profissões, mas isso foi implementado de uma forma que tudo varia de acordo com o seu equipamento, podendo te fazer um bárbaro numa missão e curandeiro na outra apenas mudando sua arma ou armadura. Desafiador pra quem busca desafio (apesar de as vezes parecer meio artificial nesse quesito). Possibilidade de jogar online ou offline em até 4 pessoas.

    De ruim: a taxa de quadros cai em certas partes (quase sempre em cinemáticas). Idioma português brasileiro indisponível na versão do Switch. Duas semanas depois do lançamento, nada de cross-play entre as plataformas. O jogo tem uns bugs de textura, travar ou fechar do nada. Vi pessoas falando que tiveram problemas em conectar o jogo online também. É triste ver alguns problemas num jogo tão recente e ver a desenvolvedora anunciando DLC pago com mais duas fases em breve (poderia muito bem ter vindo na versão base). Achei a cidade/hub meio inútil e vazia. Gostaria de ver mais elementos Minecraft além do que parece ser apenas "skins" num jogo qualquer.

    No geral, é um jogo bacana, mas definitivamente foi feito com um público mais jovem em mente e apesar de haver a possibilidade de jogar de forma mais difícil, isso me parece meio artificial e duvido que, com outros jogos do gênero com mais conteúdo, você queira insistir tanto tempo em Dungeons. Ficar mais forte, rejogar as fases? Só se for casualmente. Joguinho divertido, ainda mais por R$23!

    Minecraft Dungeons

    Platform: Nintendo Switch
    2 Players

    24
    • Micro picture
      luansilva2000 · about 1 month ago · 2 pontos

      Parabéns, e ótima crítica!
      Eu só estou esperando o crossplay (PC-XONE) pra poder jogá-lo...

      1 reply
    • Micro picture
      zandryx · about 1 month ago · 2 pontos

      Fiquei chocado como esse jogo lançou baratinho, to doido pra pegar

      1 reply

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