• anduzerandu Anderson Alves
    2020-07-02 18:32:48 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Kirby: Planet Robobot

    Zerado dia 02/07/20

    Há uns dias atrás estava com vontade de jogar alguma coisa mais tranquila e que não exigisse quebrar a cuca ou sentar na mesa do notebook, então peguei o Nintendo 3DS e, diante de tantas coisas que tenho por lá ainda a serem jogadas (mesmo já tendo zerado tanta coisa nele de 2012 pra cá), o escolhido foi Kirby: Planet Robobot.

    Mal dá pra acreditar que esse jogo é de 2016! Na minha mente ele parece tão recente! Lembro que desde deu lançamento até hoje o pessoal fala muito bem desse título, o que sempre me deixou curioso (muito mais do que com o Star Allies).

    A escolha foi feita com base nesse hype e na vontade de jogar algo de plataforma. Sobre a minha experiência com a série, ela começou no Dream Land 2 no meu Game Boy Color lá na pré-adolescência. Eu amava aquele jogo!

    Desde então fui jogando o restante dos kirbys com o passar dos anos, sem pressa. Adorei a franquia no GBA, no GBC e no NES. Nunca fui tão fã daqueles de SNES nem o do N64. Spin-offs, como aquele de corrida do Gamecube nunca me agradaram muito apesar de eu curtir Canva's Curse e Rainbow Curse. No DS, os jogos sempre me pareceram meio genéricos e no Wii, muito voltado apenas à um público infantil de tão fáceis e bobos.

    Essa fase de jogos meio bobões da bolota rosa afastou muita gente da série, principalmente agora, com o Star Allies, que cheguei a jogar a demo e achar fraco e mais tarde algumas fases do jogo completo com amigos, e cheguei a conclusão que a experiência é quase deprimente de tão sem graça e fácil.

    Mas e o tal do Planet Robobot? Esperava algo mais completo que o Triple Deluxe, da mesma plataforma, e não me decepcionei! Que jogo ótimo!

    Abrindo o jogo, me deparei com diversos modos alternativos na tela e fiz o que não costumo fazer: fui direto pra eles. Sei lá, imaginei que eu pudesse os esquecer depois ou mesmo desanimar de dar uma chance pra joguinhos que pudessem ser bem curtos, e de fato eles são mesmo.

    Um desses minigames dura uns 10 minutos do início ao fim e é quase como uma demo do que mais tarde seria transformado em um jogo completo e standalone: Kirby's Blowout Blast (que pretendo jogar mais pra frente).

    Já o outro minigame eu nem abri, pois imaginei que seria a mesma coisa, mas com o que se tornaria mais tarde Team Kirby Clash Deluxe, jogo que já terminei no 3DS e até a versão do Switch.

    No layout bacana da tela inicial ainda dava pra ver que havia espaço para mais ícones aparecerem depois (foi o que aconteceu assim que terminei a campanha).

    Começando o jogo real, a aventura se abre com uma cinemática em CG, meio que como em todos os jogos da série principal desde Return to Dream Land (Wii) pelo menos. Eu sempre fico dividido com esses filmes. São bonitinhos, mas tem um tom um pouco diferente dos jogos que os seguem. Nesse caso só toca uma música e não nenhum outro efeito sonoro.

    Essa CG dá o ponto de partida do enredo, com a invasão de seres robóticos na terra onde o Kirby e amigos vivem.

    O jogo é bem no mesmo estilo do Triple Deluxe mesmo, tudo em 3D e tal. Não há muita novidade fora que as fases são cheias coisas robotizadas. Menos verdes e felizes, mais prateadas ou em tons de bronze e ouro e levemente futuristas. Ao menos não é aquela Dream Land de sempre e até a música é diferente!

    Pequenas mecânicas novas vão se apresentando aqui e ali, assim como uma grande gama de poderes pro Kirby sugar dos inimigos e usar para si. Muito bacana! Dá pra sentir que o jogo foi feito com um cuidado maior e com o gameplay em mente.

    Tinha até me esquecido disso até acontecer, mas a mecânica nova e super legal do jogo é o ROBÔ! Sabe aqueles mechas do Mega Man X que a gente usava pra dar dash e sair distribuindo socão? É exatamente isso! A série definitivamente precisava de uma boa novidade assim!

    Além da jogabilidade mais rápida e forte do robô, ele também pode analisar os inimigos (com o mesmo botão de sugar do Kirby) e aprender suas habilidades, que ainda mudam sua aparência e gameplay.

    A primeira habilidade que usei no jogo com o robô foi a do fogo, que o transforma em um grande lança-chamas pros ataques. Depois achei a espada, que o deixa verde e com braços de lâminas. Tem o poder de eletricidade que o faz jogar bolas quicantes de choque e o bumerangue que o faz ter braços de serra, entre muitos outros.

    Com novos poderes surgem novas responsabilidades já que apesar de o robô ser bem forte de qualquer forma e poder interagir com certos objetos de modos que o Kirby sozinho não pode, há mecânicas exclusivas para determinadas habilidades.

    Algumas dessas mecânicas são quase sempre obrigatórias, como nas fases que você joga com o robô na forma de carro ou de avião (estilo shmup), mas algumas vezes essas habilidades estarão  dispostas de formas opcionais pelo cenário e só permitirá que você acesse certos lugares mais pra frente se tiver as pego anteriormente.

    Algumas outras ocasiões até podem ser ativadas apenas com o Kirby e o poder certo, mas o puzzle vai requerer que você tenha o robô para levantar blocos pesados do caminho ou que use seus grandes braços para girar parafusos. Um bom exemplo disso são partes que você ativa usando eletricidade em fios elétricos e que você deverá mover algum bloco que conduza a eletricidade no meio do caminho ou que gire parafusos para que o cenário se mova e continue com a corrente elétrica.

    Kirby: Planet Robobot ainda se destaca em relação aos muitos últimos jogos que joguei da série por seus diferentes estágios, que contam com level design de primeira e cenários memoráveis, além do uso de camadas em conjunto (ou não) com o efeito 3D do portátil, que dão uma profundidade muito bacana e ajudam na percepção de objetos que vem em direção à tela. Por conta disso, mesmo não suando muito o efeito no meu New 3DS XL nos demais jogos, acabei usando um bocado aqui, sobretudo em momentos que pareciam ter maior apelo pra isso, como a batalha final (só desativava mesmo porque os jogos ficam mais serrilhados).

    Muitos dos níveis desse jogo são únicos, como em uma fase que você anda pela cidade e carros vem em direção a tela. Preste atenção na sinalização de trânsito e espere o semáforo fechar! O time foi muito criativo com o jogo e suas muitas mecânicas bacanas e enorme variação em relação a poderes, seja com o Kirby ou com o robô, e toda a interação com objetos.

    O jogo tem poucos mundos: 6. Apesar de haver mais coisas a serem feitas. Cada um desses mundos tem cerca de 5 fases + chefe + cenário extra. Há mais chefes em fases comuns.

    Cada estágio tem 3 cubos a serem encontrados. Alguns bem fáceis, outros mais escondidos. No começo da aventura você deve achar todos com certa facilidade e se importar, como eu, vai acabar  explorando melhor os cenários para terminar com todos eles em fases mais avançadas.

    Coletar cubos tem o seu lado "complecionista", mas eles tem lá as suas importâncias. Cada mundo requer um número mínimo deles encontrados para desbloquear o chefe. Felizmente o número geralmente é baixo e não deve ser problema (cada mundo tem 15 e no final me pediram uns 7 para o desafio final). Coletar todos os cubos de cada mundo é ainda o requisito para abrir sua fase "secreta", chamada de Ex.

    Essas fases Ex são bem opcionais (e tem também seus cubos) e vale a pena só pra ver coisas novas e aumentar a vida do jogo, que jogando casualmente 1 mundo por dia, me pareceu tão rápido (mas também porque curti demais)! 

    Acredito que esses cubos também sejam parte importante para fazer 100% no seu save (terminei com 77%, mesmo pegando tudo na campanha principal).

    Resumindo: Kirby: Planet Robobot é o jogo que eu precisava na série: cheio de melhorias e novidades. O jogo é divertido do começo ao fim, passando por suas ótimas fases, muitas mecânicas bacanas, muita variedade, modos de jogo alternativo e o robô, como eu amo o robô!

    A experiência foi uma das mais memoráveis da bolota rosa e quase fui até os 100% fazendo o modo do Meta Knight que desbloqueou depois, mas fica pra uma data futura.

    De bom: visual lindo (impossível de reproduzir imagens boas do 3DS da internet). Jogabilidade ótima. Muitas novidades e mecânicas. Trilha sonora legal. Muito divertido de explorar e ir atrás de todos os cubos (a maioria eu fiz na primeira jogatina das fases). Inclui modos alternativos, sendo um deles multiplayer (provavelmente com Download-Play). chefes bacanas. O robô sempre surpreende. Efeito 3D legal.

    De ruim: achei que os desenvolvedores repetiram algumas ideias com frequência, sobretudo no final e em relação a cenários, como a mesa de sinuca que sempre reaparecia e a minha adorada fase das faixas de pedestre, que apareceu algumas vezes em versões alternativas. Algumas partes você tem que agir rápido para acessar algum lugar, como em uma que o vento te empurrava e você deveria cortar uma corda para cair na plataforma abaixo e acessar a porta e se você errava o timing em certas partes desse tipo, tinha que recomeçar o estágio pra ter outra chance.

    No geral, amei e me surpreendi com o jogo. É bom como dizem? Sem dúvidas! É o melhor jogo do Kirby? Eu não sei, mas se não for, está entre os melhores. Se alguém me pedisse recomendação da série, essa seria a minha escolha. Jogaço!

    Kirby: Planet Robobot

    Platform: Nintendo 3DS
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      manoelnsn · 9 days ago · 2 pontos

      Gostei bastante quando joguei também, o problema foi o final boss verymotherfucker easy, aquela borboleta do triple deluxe era bem melhor

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      andre_andricopoulos · 9 days ago · 2 pontos

      Mas é fofinho esse KIRBY...😁

  • renanlima1118 Renan Lima
    2020-06-26 10:24:25 -0300 Thumb picture
    Post by renanlima1118: <p>Desafio: Top 20 Músicas de Games</p><p><strong>D

    Desafio: Top 20 Músicas de Games

    DIA 16 - Trilha de The Legend of Zelda: Majora's Mask 3D (2015 - Nintendo 3DS)

    Por ter sido um projeto de importância menor na sua época,  dentro da Nintendo, esse jogo acabou utilizando vários personagens, objetos e trilhas do seu antecessor o Ocarina of Time.

    Ainda assim Majora's Mask tem trilhas novas que são das mais únicas, não só dá franquia, mas dos jogos em geral. É único, um pouco assustador e triste.

    Majora's Mask como um todo é assim, é bem longe de algo épico que vários jogos da franquia tem.  Isso sempre colocou Majora's Mask como o mais diferente e especial dentre todos.

    A trilha sonora junto de toda a atmosfera do jogo são uma experiência incrível e muito tocante.

    The legend of Zelda: Majora's Mask 3D

    The Legend of Zelda: Majora's Mask 3D Soundtrack

    As regras são as seguintes:

    1 - Poste uma música de um jogo por dia por 20 dias (total de 20 jogos);

    2 - Não pode repetir o jogo;

    3 - A música precisa estar no jogo;

    4 - Vale versão remix ou música licenciada no jogo;

    Finalizo agradecendo quem me desafiou @andre_andricopoulos. Desafio qualquer outro lendo e interessado em participar.

    The Legend Of Zelda Majora's Mask 3D

    Platform: Nintendo 3DS
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  • renanlima1118 Renan Lima
    2020-06-24 11:31:20 -0300 Thumb picture
    Post by renanlima1118: <p>Desafio: Top 20 Músicas de Games</p><p><strong>D

    Desafio: Top 20 Músicas de Games

    DIA 15 - Trilha de The Legend of Zelda: Ocarina Of Time 3D (2011 - Nintendo 3DS)

    Eu tenho a impressão que vez ou outra qualquer jogador de videogames já teve sua fase ouvindo e relembrando a trilha sonora desse jogo!

    Ocarina of Time é um clássico, e continua até hoje.  Não joguei ele na sua época, seria impossível aliás pois foi o ano em que nasci!

    Minha primeira experiência com esse Zelda foi em 2014, no 3DS. E me apaixonei, ouvi incansáveis vezes essa trilha. E ela me trás lembranças até hoje.

    Ocarina é um jogo até hoje sem igual, uma obra prima.

    The legend of Zelda: Ocarina of Time 3D

    The Legend of Zelda: Ocarina of Time 3D Soundtrack

    As regras são as seguintes:

    1 - Poste uma música de um jogo por dia por 20 dias (total de 20 jogos);

    2 - Não pode repetir o jogo;

    3 - A música precisa estar no jogo;

    4 - Vale versão remix ou música licenciada no jogo;

    Finalizo agradecendo quem me desafiou @andre_andricopoulos. Desafio qualquer outro lendo e interessado em participar.

    The Legend of Zelda: Ocarina of Time 3D

    Platform: Nintendo 3DS
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  • luchta Ewerton Ribeiro
    2020-06-14 18:32:32 -0300 Thumb picture
    Post by luchta: <p><a href="https://statici.behindthevoiceactors.co

    Tá na hora de Code of Princess receber uma sequencia, o original é de 2012, eu sei que a produtora desse jogo ama a franquia Umihara Kawase, tanto que tem jogo novo até desse ano, mas vamos dar atenção para Code of Princess também!

    Code of Princess

    Platform: PC
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      tassio · 27 days ago · 1 ponto

      Eu ia comprar esses jogos no steam, ams compensei tudo baixando pro 3DS, só que eu NUNCA USO O 3DS kkkk

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      _gustavo · 27 days ago · 1 ponto

      Acho que nunca pedi um refund tão rapido na steam quanto esse jogo, o visual fracão por ser port do 3DS é o de menos, o foda que ele é raso pra caralho de conteúdo e gameplay kkkkkkk

      1 reply
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      onai_onai · 27 days ago · 1 ponto

      Eu achei esse jogo bem ruim na verdade.

  • 2020-05-26 11:58:47 -0300 Thumb picture

    Emulação de 3DS já é possivel e bem estável.

    Muita gente não sabe, mas o 3DS tem um emulador muito estável e com uma excelente compatibilidade com várias roms, eu mesmo só descobri a maravilhosa emulação de 3DS depois de ter comprado um. A vantagem é que você consegue deixar a resolução dele muito maior que a original, podendo assim aproveitar melhor a beleza dos gráficos e ainda jogar com um controle USB, bem mais anatômico do que o console.

    https://citra-emu.org/

    aqui uma comparação gráfica do emulador vs o console original

    Um dos truques com esse emulador é na hora de baixar as roms. Normalmente vários sites disponibilizam as roms encrypted, o que da pra fazer rodar em um 3DS, mas não no Citra, pra ele as roms tem que vir Decrypted, por sorte o acervo que estava na portal roms estava inteiro já nesse formato e pronto pra ser jogado.

    Link para a postagem de como baixar os jogos da portal roms:

    http://alvanista.com/emulala/posts/3796831-portal-...

    Quanto a performace os Devs recomendam que o processador tenha um bom desempenho por núcleo, o mais baixo que eu rodei o citra foi em um computador com um i5 3330, um processador relativamente antigo, mas deu conta do recado.

    Quer ver se o seu game favorito roda no Citra? aqui uma lista de compatibilidade

    https://citra-emu.org/game/

    lembrando que o 'Okay' deles já é de excelente qualidade e totalmente jogável, por exemplo Zelda Ooc está como Okay lá, mas roda muito bem

    Download do emulador aqui

    https://citra-emu.org/download/

    Bom então é isso, tem alguma recomendação sobre o citra? dúvidas? deixa ai nos comentários que eu incorporo na postagem.

    36
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      kalini · about 2 months ago · 3 pontos

      Já tentei rodar o Pokemon Sun com ele, mas desisti, ficava travado.

      5 replies
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      tassio · about 2 months ago · 2 pontos

      Engraçado que o Yuzu, o emulador de Switch, compartilha da mesma interface e acho que até de algumas mesmas linhas de código também desse Citra. E a poucos dias atrás saiu a versão de celular desse emulador né? Achei meio inútil, mas deve ter algum motivo pra isso.

      2 replies
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      thiagoreis · about 2 months ago · 1 ponto

      Será que um Core2quad de 2.8 e com 6 gb ddr2 roda ? Ou melhor nem perder tempo em baixar ? Obs: Pcsx2 1.6 mais novo, conseguimrodar muitos jogos bem, até com 2 ou 3 x resolução dinâmica.... minha gpu é uma ati 5770..

      3 replies
  • 2020-05-19 16:13:44 -0300 Thumb picture
  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-04-15 17:02:19 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Yo-kai Watch

    Zerado dia 15/04/20

    Olha aí o jogo que eu venho jogando há umas duas semanas: Yo-kai Watch! Tenho outros jogos em progresso e outros na lista de urgências, mas acabei começando esse daqui pois tenho falado muito com uma amiga da adolescência e ela tem amado a série, tendo começado no 2. Daí ela resolveu voltar e jogar desde o primeiro e tivemos a ideia de jogar juntos e tal. Curti!

    Sabendo dos outros títulos mais obrigatórios, pesquisei no howlongtobeat.com e descobri que sua campanha durava menos de 20 horas! Perfeito!

    Por conta disso joguei com um certo cuidado pois queria contar a ela os detalhes da minha experiência, entender o que ela me dissesse e me preparar pros jogos seguintes da série. No final foram apenas 16 horas de jogo, mas eu acabei estendendo por tantos dias por conta de algumas dificuldades que tive com o jogo.

    Eu estava bem empolgado com YW por conta da fama que ele teve na época, chegando a desbancar Pokémon e virar uma febre, sobretudo no Japão. Eu queria muito saber o que ele tinha de novo, conhecer os personagens e conhecer o sistema de batalha, que já vi uns conhecidos reclamarem de ser esquisito.

    Começando o jogo, ele tem mesmo um ar de Pokémon, cidadezinha japonesa e tudo mais. É bem o tipo de coisa que eu curto nesses RPGs e um conceito que a gigante da Game Freak abandonou com o tempo (pra mim, a partir da quinta geração). Eu amo a ambientação mais bucólica e as trilhas sonoras simples, mas chiclete e nostálgicas, diferente da onda cibernética/espacial/multiverso que jogos similares tem seguido.

    Você anda pela cidade e ela é viva! Há pessoas andando, pessoas sentadas, carros passando e mais mil coisas acontecendo. 

    O cuidado com detalhes de ambiente é muito legal, ao invés de ser tudo quadrado e repetindo as mesmas casas e tal, há muitos prédios diferentes e ruas verticais, horizontais e diagonais, com árvores, estacionamentos, mercados, cercas, ar condicionados, portões e até ruas mais altas que passam por penhascos e que você pode ver a cidade lá em baixo!

    Infelizmente, imagens de 3DS nunca fazem jus aos jogos e sempre são meio difíceis de achar, mas o jogo é bonito pra caramba!

    Ele tem uma visão mais aérea como os Pokémons mais antigos e um feeling bem Inazuma Eleven (DS), o que é bem bacana. Enfim, amo mapas japoneses assim e ele faz um trabalho muito legal em apresentar uma cidade viva.

    Depois de navegar pelas ruas, falar com o povo, caçar uns insetos em minigames e achar baús, finalmente o jogo chegou onde eu queria: a apresentação do primeiro yo-kai. Eu tava muito com o conceito de monstrinhos colecionáveis na cabeça, e tá certo, mas tem uma coisa que você tem que lembrar sobre eles: eles são espíritos/monstros, e não animais! Sendo assim, você vai ver uns bem bizarros, muitos humanóides e que se assemelham a criaturas conhecidas, como Kappas e Oni. Ah, eles falam!

    O conceito dos yo-kais vai além e é bem legal: enquanto alguns deles são de bem com tudo, outros gostam de ver o caos e são justamente esses malignos que causam problemas comuns na nossa rotina.

    Um exemplo disso é mostrado logo no início, quando um casal está brigando e logo descobrimos que o conflito é causado por uma yo-kai que está deprimida por estar sem seu marido.  Tem espíritos que deixam as pessoas doentes, sempre com fome, muito esquecidas e assim por diante. Eu realmente amei esse conceito de como cada um deles afeta o mundo e dá até pra lembrar deles na vida real sempre que determinada coisa acontece. Maneiro demais!

    Além disso, essas criaturas são invisíveis às pessoas, mas não há todas. Você mesmo consegue enxergar os principais deles, mas sempre que há algo novo, tem que recorrer ao seu relógio yo-kai (yo-kai watch), que tem uma lente que revela os fantasmas onde você mirar.

    O yo-kai watch serve também como um radar pra quando você estiver andando por aí. Ele tem uma agulha tipo de bússola que fica mais forte conforme você se aproxima de uma criatura. Se o pulso for vermelho, interaja com alguma objeto para começar um minigame em que você move o cursor (lente do relógio) por algum cenário buscando um yo-kai. Tendo o encontrado, basta manter o cursor em cima dele enquanto ele foge e tenta se esconder até que finalmente o revele e comece uma batalha. Vencendo aquele yo-kai, há uma chance de ele pedir pra se juntar a você.

    Já se o pulso for roxo, quer dizer que o yo-kai está no cenário e você só precisa abrir sua lente e escanear a área (geralmente são criaturas de quests).

    Mais pra frente você vai subindo de rank e encontrando melhores fantasmas. O relógio, além de mostrar o pulso e a distância entre você e o monstro, mostra também o rank daquele yo-kai pra você não ficar entrando em confronto com fracotes que não interessem.

    As batalhas são um pouco diferentes do convencional mesmo. Estranhas no início, mas logo você pega o jeito e ficam bem legais.

    Você pode ter até 6 yo-kai com você e quanto começa a batalha, três iniciarão na linha de frente. Se você quiser colocar outro deles na luta, tem que girar uma roleta na tela de toque de modo que sua imagem fique entre as três superiores. Obviamente, ao girar para a esquerda, por exemplo, o espírito que estiver mais a esquerda sairá de cena e o primeiro abaixo do da direita irá entrar em jogo.

    Essa roleta é muito importante, inclusive na hora de equipar seus yo-kais. Se um deles for focado em cura, ele só cura aqueles que estiverem com ele em ação e como só podem 3 em batalha por vez, ou ele vai ter um adjacente de cada lado, ou dois adjacentes na direita ou dois adjacentes na esquerda. Basicamente, se ele for o yo-kai "3", ou você terá a sequência 2-3-4 ou 1-2-3 ou 3-4-5. Isso significa que o 6 nunca vai estar com ele em campo, pois estão em lados opostos da medalha.

    Pra completar, yo-kais de tipos diferentes que estejam agindo adjacentes ganham bônus, então é bom saber encaixar a galera.

    Fora isso, os yo-kai atacam sozinhos, mas há muita coisa pra você fazer, sobretudo em batalhas mais árduas.

    A primeira coisa é cuidar dessa roleta. Tirar quem está perto de morrer, colocar quem tem vantagem etc.

    A segunda é baseada nos quatro botões na tela de toque: Soultimate, Target, Purify e Item.

    -Soultimate é um ataque especial que cada yo-kai vai recarregando dentro da batalha. Alguns mais rápidos, outros mais lento. Tendo carregado, toque nele para começar um pequeno minigame na tela de baixo, enquanto a ação continua na tela superior. Seja rápido! Ao fazer o que é pedido quantas vezes forem necessárias (como tocar em alvos, desenhar padrões e fazer círculos rapidamente), aquele yo-kai usa um ataque especial, que pode incluir muito dano ou cura.

    -Target serve para concentrar todos os ataques de seu grupo em um determinado alvo. Como as batalhas são geralmente 3x3, você pode optar por eliminar o mais forte primeiro. Em batalhas de chefe, muitas vezes você tem que mirar em pontos fracos antes de finalmente desbloquear a área que o monstro toma dano.

    -Purify serve para curar seus monstros de status negativos, como confusão, causados pelos oponentes. Também são minigames que envolvem bater várias vezes na tela pra quebrar um vidro, estourar bolhas e esfregar pra tirar a fumaça.

    -Item é o óbvio. Onde você usa cura, ressuscitar e outros que ajudam a aumentar força ou defesa temporariamente. Mas cuidado, pois há um intervalo entre poder usar um item e outro.

    Resumindo: Yo-kai Watch é um RPG de monstrinhos colecionáveis voltado para um público mais infantil ou simples e que ousa em mudar um pouco a fórmula original quando o assunto é combate. É um jogo quase sempre bem fácil e tranquilo, mas há um enorme gosto em explorar as diferentes partes da cidade ouvir sua música e curtir seus visuais, que foram muito bem cuidado em seus detalhes. A experiência foi curta, mas muito mais divertida que os últimos jogos da franquia Pokémon me proporcionaram. Tô com bastante vontade de já pular pro 2!

    De bom: a mistura de simplicidade e nostalgia. As pequenas cidades e rotinas japonesas me levam direto pra infância. Combate diferente e muito estratégico em tempo real que me fez fazer "multitasking" no final. Cada capítulo do jogo é voltado pra uma situação com começo, meio e fim, seguido de um "To Be Continued", o que é muito legal, pois há sempre focos de narrativa diferentes e permitem que você jogue de pouco em pouco. Curti muito os yo-kais principais, principalmente o Jibanyan e Komasan (que já vou pedir miniaturas pro quarto). O jogo te permite jogar apenas com botões, apenas no touchscreen ou meio a meio (como eu joguei) e nem precisa configurar, só jogar como preferir. Muitas missões secundárias e extras post-game que vão te fazer jogar muuuuito. É possível usar moedas encontradas no jogo ou aquelas por andar com o 3DS para desbloquear monstros aleatórios pro seu time todos os dias. Efeito 3D bacana. Cinemáticas legais e que me fizeram querer assistir o anime.

    De ruim: sei que as limitações do 3DS dificultam, mas a câmera é um pouco próxima demais do personagem e isso dificulta um pouco na visualização do cenário e imersão. O jogo faz todas as marcações no mapa da touchscreen e nada na de cima e o resultado é que eu jogava mais pelo mapa que pelo jogo em si. Algumas missões te fazem ir atrás de yo-kais específicos e derrotá-los, mas é quase sempre muito difícil encontrar as localizações, pois muitas delas não estão indicadas no mapa, apenas quando você está nelas, e isso me fez procurar soluções online.

    No geral, curti pacas a experiência mais casual do jogo, que teve um nível de dificuldade bacana, sobretudo nas última missões (uma vez ou outra parei pra upar, mas cada nível faz bastante diferença). Recomendo pra quem curto jogos do estio e quer algo pra se explorar e fazer mil sidequests e curte uma atmosfera que em parte é muito tranquila ao mesmo tempo que mistura um pouco a temático um tanto Halloween. No geral é óbvio que seu público alvo seja crianças, assim como muitos jogos excelentes são. Vendo a versão de Switch, parece bem superior também (do primeiro jogo mesmo). Muito bacana!

    Yo-kai Watch

    Platform: Nintendo 3DS
    120 Players
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      lukenakama · 3 months ago · 2 pontos

      Acho Yokai Watch bem divertido, pena que só joguei o primeiro kkkkkkkkkkkk

      1 reply
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      supernova · 3 months ago · 2 pontos

      Fiquei surpreso que existam tantos , so conhecia ate o segundo.

      4 replies
  • marcelokiss487 Marcelo Kiss
    2020-03-06 16:28:05 -0300 Thumb picture
  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-01-28 22:38:25 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Team Kirby Clash Deluxe

    Zerado dia 28/01/20

    Eeeeita que assim eu termino mais uma super pendência da minha listinha de urgências! Esse aqui é especial porque foi lançado lá em 2017 e eu cheguei a jogar um bocado, principalmente com um amigo e sua namorada.

    Eles viciaram em Team Kirby Clash Deluxe (não manjavam nada de Kirby) e continuaram a jogar juntos em casa com frequência, enquanto eu fui ficando pra trás e quando eles cansaram de jogar, a gente foi deixando de lado e até esquecendo.

    No final de 2018 eu peguei meu New 3DS XL desbloqueado e fui baixar tudo o que tinha pra jogar e foi aí que lembrei desse jogo. Mas eu só fui voltar a jogar, do zero, depois de jogar sua contraparte do Nintendo Switch, que eu realmente gostei pra caramba.

    Lembro que no dia que voltei pra versão do 3DS, já comecei achando as coisas meio esquisitas. Acho que isso se deu por conta que no Switch você joga o tempo quase todo com pessoas online e isso é muito legal, pois além de eles serem espertos, tem equipamentos bons e até melhores que os meus nas missões que preciso cumprir.

    Aqui na versão do 3DS eu estava dependendo dos bots e tinha que comprar equipamentos pra mim e pra eles. Pela burrice deles, eu acabei investindo apenas em mim e deixando-os com equipamentos iniciais.

    Na luta contra o primeiro boss, Whispy Woods, eu nem consegui passar! Foi aí que pedi pra aqueles velhos amigos jogadores de Team Kirby Clash Deluxe me ajudarem na próxima vez que nos víssemos.

    Pra quem não sabe, TKCD é um F2P lá dos últimos tempos do 3DS que veio pra tentar dar uma revigorada no portátil e viciada na galera. É o milésimo jogo da bolota rosa nessa plataforma.

    O jogo é meio que um Monster Hunter/Boss Rush: você tem um hub onde se acessam as missões, compram-se armas e armaduras e mais umas coisinhas. Você acessa as missões, escolhe uma para fazer ou refazer, escolhe uma das 4 profissões disponíveis e logo estará com mais outros 3 Kirbys batendo num grandalhão até ele morrer.

    Ao terminar uma fase, você ganha recompensas, como cristais, maçãs e pontos de experiência e ainda desbloqueia o próximo estágio. Retornar a essas fases pode ser uma boa ideia, principalmente se a próxima estiver muito difícil, pois você pode juntar uns coletáveis e adquirir melhores equipamentos.

    Mas porquê eu demorei tanto e precisei de ajuda pra terminar o jogo? Bom, tudo tem um custo, como é de se esperar de jogos gratuitos como esse. Um bom exemplo disso é a sua barra de Vigor. Iniciar uma fase custa uma determinada quantidade de Vigor (quanto mais avançada a fase, maior o custo), então as vezes você consegue jogar 4 fases, as vezes 3, 2... Se você não possuir a quantidade necessária, não poderá acessar aquela fase, a menos que:

    1) Aguarde. A cada 5 minutos ou algo assim, 1 de Vigor é restaurado, então se você precisar de 10, em 50 minutos poderá jogar novamente.

    2) Pague umas maçãs e restaure completamente toda a sua barra de Vigor.

    3) Passe de nível, o que restaura a barra completamente.

    Vigor não chega a ser um problema, mas maçãs... Ah, as malditas maçãs!

    Olha, você ganha maçãs quando termina as fases, quando completa desafios opcionais (cada missão tem uns 4) e quando as coleta a cada 12 horas na pracinha do hub. Ainda assim, a carência deles é GRANDE! Então a minha primeira dica é: não gaste nem o mínimo para restaurar Vigor!

    Para comprar armas e roupas de níveis maiores, você precisa de cristais de cores específicas e maçãs.

    Para desbloquear algumas missões, você tem que pagar com maçãs.

    Se o time todo morrer, você pode gastar 3 maçãs para reviver a todos. 9 se morrer novamente. 18 se morrer novamente e assim por diante.

    Se o tempo acabar durante uma missão, mesma coisa: 3 por 15 segundos. 9 por mais 15 etc.

    Eu comecei a voltar nas fases e fazer as missões secundárias, mas ainda tava tenso. Comecei a entrar todo dia religiosamente as 10 da manhã e 10 da noite e ainda assim foi TENSO no final. Um exemplo disso é que há missões de pagar 150, 180, 200 maçãs no final para serem abertas. Basicamente isso pode resultar em 20 dias entrando sempre para abrir UMA ÚNICA MISSÃO.

    Falando sobre isso com meu amigo, ele recomendou fazer mais missões secundárias, mas tava impossível. Eu estava poupando cada maçã e não me via gastando nenhum para equipar os bots, que também poderiam, talvez, fazer a diferença.

    Como o meu video game é desbloqueado, acho que nem dá mais pra acessar a eshop, mas o que eu mais queria era ser honesto aqui e investir numa árvore que desse, sei lá, umas 20 ou 30 maçãs por colheita, mas não arrisquei.

    Anteriormente, quando eles voltaram a me ajudar nessa nova jornada do jogo no 3DS, a gente achou um final de semana e em uma horinha eu fiz metade do jogo, e não fui além por falta de maçãs. Bom, o cara é nível máximo (50), então provável que terminaria o jogo na próxima jogatina. Quem dera!

    Quando estava no Rio, investi mais no jogo. Felizmente se você desbloquear determinado equipamento, os bots também poderão usá-lo. O problema é que eu realmente só estava investindo na classe de espadachim, assim como fiz no Switch e isso que dizer que meu time ficou de 4 espadachins e as outras profissões fazem falta. São elas:

    1) Espadachim. Voltado pro ataque, ágil e que cria um escudo que protege a todos que estiverem próximos quando seguramos o botão de defesa/esquiva;

    2) Guerreiro. Mais forte que o espadachim graças ao seu grande martelo, mas mais lento e sem o lance do escudo;

    3) Cientista. Ataca meio lento e esquisito, mas é mais voltado para curar o time, criando poças de recuperação no chão que duram um tempo. Enquanto os outros dão ataques mais fortes conforme você segura o ataque, ele entra no modo de cura;

    4) Mago. Pra mim, o melhor (coisa que só percebi depois. Além de atacar de longe, quanto mais forte for seu golpe, mais rápido os ponteiros de um ícone de relógio sobre o inimigo anda e ao chegar no final, o deixa paralisado por um bom tempo e suscetível à muito dano!

    Resumindo: Team Kirby Clash Royale é legal, apesar de ser bem defasado agora quando comparado com sua contraparte de Switch. O jogo é um pouco cruel em relação a necessidade das maçãs e tal e se você não for gastar nem uns 15 reaizinhos, pode ser complicado, sobretudo para quem for jogar só. Aliás, acho que o tempo dele já passou justamente pela necessidade de algum gasto para deixar a jogatina com certa continuidade e de ter outras pessoas pra jogar localmente.

    De bom: bonito e carismático. Os equipamentos são bem diferentes e imponentes (além de estilosos). Grande variedade de inimigos clássicos da série Kirby inteira. Modo multiplayer local bem divertido. Tem bom valor replay com missões secundárias e muitos equipamentos a serem comprados. Possibilidade de usar amiibos para ganhar cristais e contratar amigos de streetpass ou que jogaram local como bora mais fortes.

    De ruim: difícil juntar maçãs e fazer tudo o que é necessário e que exige elas. Dificuldade meio alta e requer mais equipamento do que habilidade, o que vai te fazer sair em busca de itens para comprar cosias melhores e rejogar certas missões várias vezes. Sem modo online, algo que foi consertado no Switch e que demonstra o como esse jogo pode ser bacana se feito da maneira certa.

    No geral, eu curti essa leva de jogos multi/boss rush do Kirby, mas a versão do 3DS já ficou no passado. Se você tem uma turma animada com o console, eu até recomendo, pois ele é viciante e sempre te faz voltar pra gastar Vigor e coletar maçãs. Caso contrário, o negócio é mesmo a versão do Switch, que inclusive permite jogar multiplayer com apenas um console, ou online com seus amigos ou desconhecidos.

    Team Kirby Clash Deluxe

    Platform: Nintendo 3DS
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      jcelove · 6 months ago · 1 ponto

      A versão do 3ds começa legal mas no final é um pay 2 win dos inferno, não aguentei naum.

      1 reply
  • onai_onai Cristiano Santos
    2020-01-16 23:25:12 -0200 Thumb picture

    Conflict's Chime

    Não fosse a loucura de ficar fazendo new game+ várias vezes nesse jogo ele teria se tornado um dos meus favoritos. Pior que deixei ele parado um tempão e acabei perdendo o save, quem sabe eu tome coragem para um dia tentar novamente. De qualquer forma esse tema de batalha é muito doideira!

    Bravely Default

    Platform: Nintendo 3DS
    1090 Players
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      wiegraf_folles_ · 6 months ago · 1 ponto

      É ruim mas não tanto especialmente no loop 3 quando coisas bem interessantes começam a acontecer.

      1 reply

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