• anduzerandu Anderson Alves
    2020-02-07 21:22:51 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: The Binding of Isaac Afterbirth+

    Zerado dia 07/02/20

    Cara, eu conheci esse jogo há uns anos na casa de um amigo e cheguei a zerar uma outra versão (talvez intitulada apenas Afterbirth) no PS4 dele depois de tanto ele falar disso. Achei legal e tal, mas foi só isso.

    Anos depois, um cara aqui da cidade apareceu num grupo do Facebook a mídia física do Switch, Afterbirth+, por 100 reais e eu, já sabendo de toda a fama que The Binding of Isaac tem, resolvi arriscar. Não faço a menor ideia de quanto o jogo vale hoje em dia, mas na época, achar qualquer coisa do console nesse preço chegava a ser absurdo.

    O jogo ficou pegando poeira, sendo que eu só testei ele por uns 10 minutos e deixei pra depois, mas um dia eu precisei vender o jogo (sei lá o porquê) e rapidamente ele foi embora. Eu odiei ter passado o jogo pra frente pois ele ficou na minha estante e eu poderia tê-lo terminado, mas mal o joguei em todo aquele tempo.

    Já agora no presente, uma amiga me empresta uns jogos de Switch aqui e ali e eu resolvi pegar TBoI Afterbirth+ emprestado. Nem tinha colocado ele na lista por algum motivo, mas fui atrás da vingança (e antes do próximo encontro de Switch semana que vem para já poder devolver).

    TBoI é um roguelike similar à muitos outros (e possivelmente mais antigo que os exemplos que darei aqui). O jogo tem um Quê dos Zeldas top-down com seus mapas cheio de portas, paredes falsas, diferentes tipos de inimigos e bombas pra destruir um bocado de coisas. Por outro lado ele me lembra Enter the Gungeon (acabo sempre citando ele) justamente pelo gênero e um pouco da jogabilidade.

    Como funciona o jogo? Você está numa espécie de dungeon gerado aleatoriamente e pode explorá-la como desejar. Ao adentrar uma sala pela primeira vez, você provavelmente terá que lidar com inimigos e ao eliminar a todos, há um chance de conseguir itens, desde cura e dinheiro até novas habilidades loucas!

    A campanha inteira tem uns 7 andares e cada um é bem curto, mas, dependendo da sua sorte, cada sala pode ser moleza ou um grande desafio, pendendo mais pra esse último conforme você avança em direção ao final.

    O grande problema está em morrer. Se isso acontecer, você volta ao início da aventura. Em TBoI, isso é bem mais tranquilo do que em qualquer outro jogo similar que já joguei. A dificuldade é tranquila e justa e raramente você vai se sentir injustiçado ou de mãos atadas. Além disso, a campanha é tão curta que você sente que se recomeçar, logo logo estará na altura de onde morreu.

    A minha primeira jogatina de hoje, aprendendo o jogo e tal, me levou até a penúltima fase. A segunda me levou até o último chefe. Já na terceira, eu perdi no chefe do primeiro andar...

    Mas definitivamente o fator frustrante não existe no modo normal do jogo e a cada aventura, você ganha habilidades mais e mais bizarras (e o mais legal é que todos esses poderes afetam o visual do protagonista, Isaac).

    Posso ter dado sorte nessas runs, pois a maior parte do tempo eu me sentia bem forte e chegava a matar os chefes bem rapidamente. Mas não vou mentir que eu tentava explorar todas as salas possíveis de cada andar, ao invés de simplesmente ir descendo para o próximo estágio conforme achasse a sala do boss.

    A aventura requer que você saiba administrar certos itens durante a jornada, como bombas e chaves. Existem salas de borda dourada que te darão habilidades, mas vão querer uma chave ou duas. Em outros casos, pedras circulam baús dourados e em certas situações, você vai precisar dos dois para alcançar certos coletáveis ou lugares opcionais.

    Há ainda outros tipos de sala, como uma que você perde vida ao entrar/sair mas que tem algum item, salas que você pode sacrificar tantos pontos de HP em troca de algum poder e até salas com pontos de interrogação, geralmente secretas, que nem sempre eu sabia o que fazer.

    Um dos maiores desafios do jogo, como em outros do gênero, é descobrir o que suas habilidades fazem, o que basicamente exige muita experimentação. Um chifre, um olho, um rabo de demônio? Você vai ter que pegar ao menos uma vez e lembrar!

    Muitas vezes esses poderes só adicionam de forma positiva ao personagem e é bem óbvio o que fazem pela rápida descrição que aparece quando você os coleta ou depois de andar e atacar um pouco. Mas em alguns casos eu não fazia ideia no que aquilo poderia ajudar e até cheguei a recorrer à wikia do jogo pra saber o que escolher em situações que me limitavam carregar um ou outro.

    Vale lembrar que aparentemente há coletáveis negativos também, como um que me deixou mais lento.

    Resumindo: The Binding of Isaac Afterbirth+ é melhor do que eu imaginava de várias formas, mas também não me agradou muito de outras. Acredito que o jogo seja um ótimo roguelike, ainda mais pra conhecer o gênero, pois ele é mais tranquilo e não exige muitos botões pra jogar. Esse é um daqueles jogos feitos pra jogar mesmo quando você não tem nada pra fazer ou pouco tempo disponível, pois a jogatina é rápida e sempre diferente. Vale a pena zerar de novo e de novo e de novo ou mesmo ir atrás dos desafios, que limitam a jogatina e o personagem em modos especiais.

    De bom: jogabilidade simples, sendo que você apenas usa os dois direcionais (analógicos ou d-pad e ABXY) 90% do tempo. Campanha curta e bem justa. Fator replay enorme graças as mil variáveis e modos extras.

    De ruim: sempre vou reclamar de jogos que não explicam como seus itens funcionam, sendo que alguns são para casos bem específicos. Não curto a estética do jogo: tem aquela super cara indie com um monte de coisa de carne, cocô, moscas e uns abrulhos meio nojentos. Tem o seu charme e é original, mas dá uma sensação de falta de carisma e até mal gosto as vezes, haha. Queria que a tela mostrasse quais botões usam quais habilidades, pois elas ficam lá nos cantos da tela, mas eu sempre usava a cosia errada e alguns eu nem sei se tinham como usar ou se eram passivas.

    No geral, curti o joguinho pela simplicidade e por sempre se reinventar. É o tipo de jogo que eu recomendaria pra quase qualquer tipo de pessoa, pois dá pra jogar numa boa, diferentemente da frustração e longevidade de Enter the Gungeon, por exemplo, que ainda exige domínio de diversos botões e comandos, além de que as jogatinas raramente são casuais, mesmo de dois jogadores. Muitos divertido e cada nova tentativa são minutos muito bem gastos!

    The Binding of Isaac: Afterbirth+

    Platform: Nintendo Switch
    37 Players
    18 Check-ins

    21
  • anduzerandu Anderson Alves
    2019-12-03 18:26:58 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Save Me Mr Tako

    Zerado dia 03/12/19

    Como é frustrante terminar um jogo bem depois do que você pretendia! Depois de zerar a experiência anterior, resolvi começar Save me Mr Tako no Switch. A verdade é que eu meio que já havia o começado e estava na lista de pendências (que ainda deve ter outros 20 pra serem finalizados). A ideia era fechá-lo no mesmo dia ou no dia seguinte ao jogo anterior, mas eu só consegui isso 5 dias depois! 5 dias jogando Mr Tako! Parece besteira e muitos outros títulos levam muito mais do que isso, mas as mais de 18 horas aqui foram algumas das mais longas e frustrantes que tive em bastante tempo.

    Quando eu adquiri SMMT numa promoção, eu esperava algo bem mais casual e simples, como os jogos que ele homenageia, e isso depois de namorá-lo um bom tempo na eshop com um amigo. Mal sabíamos da bomba!

    Eu me lembro que esse mesmo amigo foi que me apresentou SMMT talvez lá pelo final de 2017. Eu via o nome aqui em sites especializados na plataforma da Nintendo, mas o interesse mesmo só veio ao ver seu visual estilo Game Boy. Eu AMO Game Boy (e não canso de repetir isso).

    Eras depois, finalmente experimentando de curiosidade (maldita curiosidade), joguei o começo e ele era meio que o que eu esperava mesmo nos primeiros minutos: um jogo de plataforma 8bits bem similar à Kirby. Aliás, as referências comem solto não só à bolota rosada, mas também à Metroid e outros (tem até um easter egg do Owlboy).

    Agora, jogando de verdade, eu pode conhecer suas mecânicas, que são bem simples: andar com os direcionais, pular com B e atirar bolas de tinta com Y. A tinta é uma das mecânicas mais básicas e importantes do jogo, pois inimigos acertados por ela ficam imóveis e servem de plataforma por um breve tempo até voltarem ao normal.

    Com o passar do jogo, você vai desbloqueando chapéus, que dão habilidades diferentes à Tako, como lançar flechas (voam reto ao invés da tinta que vai caindo com a distância), cuspir fogo (que também serve para acender tochas), boma (que destrói também certas paredes) e espada (que mata os inimigos de verdade, coisa que poucas habilidades fazem).

    No total são 50 chapéus para serem encontrados, coletados ou mesmo premiados em sidequests. Eu terminei a campanha com uns 30.

    O problema desses chapéus é que ele são coletados em pontos específicos das fases ou visitando uma loja de chapéus em cada mundo, fora dos estágios, mas tomar um dano faz com que você perca o poder e nem tem nada como aquela chance do Kirby sugar de volta. Você simplesmente perdeu. Sendo assim, é comum jogar fases sem poder nenhum, mas o personagem morre com apenas um golpe, o que é u dos maiores vacilos desse jogo.

    Seus golpes, com ou sem chapéu, gastam da sua tinta e você tem que saber atacar apenas quando necessário para economizar "munição". Destruindo barris e coisas do tipo do cenário as vezes geram gotas de tinta que a regeneram, mas é bem comum ficar sem poder atacar. No caso da barra se esgotar, ela começa a se regenerar até chegar em cerca de 1/3 ou 1/4 e então você pode voltar a usar seus poderes.

    Essa mecânica não adiciona em nada ao jogo, que já é impiedoso e só contribui ainda mais pro fator frustração.

    Além do mais, SMMT logo expande seu mapa com mais mundo e HUB dentro de HUB e logo abandona o lance de ir pra fase atrás de fase para te obrigar a explorar seu mundo com missões obrigatórias ridículas: "eu posso te mostrar o caminho, mas só se você me trouxer a Fulana aqui". Cara, quem diabos é essa? Procure o jogo todo e não há nenhuma dica ou ajuda. Procure na internet e não há NADA! 

    O que me salvou foi um vídeo de speedrun do Youtube mostrando umas coisas assim aqui e ali pois o jogo é MUITO TOSCO.

    Logo a continuidade de fases foi se quebrando cada vez mais pois a estória ia pra outro lado e você tem dungeons dentro de lugares não-enumerados, te obrigam a voltar em lugares e tal. O enredo vai se enrolando mais e mais e dando mais desculpas pra colocar fases extras e te dando missões sem explicação como "me encontre na floresta" ou "me traga tal chapéu". Eu estava ficando perdido com frequência e mesmo quando achava finalmente meu caminho e abria uma nova fase, passava dela em um minuto graças ao level design super sem graça e logo estava mais uma vez me perguntando o que fazer ou o porquê de uma nova porta não ter aparecido.

    Mas SMMT ficou realmente insuportável nas últimas 5 horas ou por aí. O defeitos do jogo começam a ser jogados contra você sem dó. O problema é que parece que abusaram dos problemas de programação e mecânicas e os usaram como se fossem features.

    A coisa mais tensa é você dar um simples pulo e um inimigo aparecer do nada voando, encostar em você e lá se foi uma vida. Você está andando e do anda inimigos entram correndo e te matam. O bicho que você acabou de matar resolveu dar respawn e você acabou se jogando nele pois você não esperava por isso.

    O jogo é tão safado que as vezes tem inimigos te perseguindo e você entra numa porta, faz o que quiser lá e quando volta, os monstros estavam na porta e te matam. Isso acontece até com projéteis inimigos! Em outros casos, eu apertava um botão, a câmera ia pra longe focar em algo que abriu e nesse tempo algum monstro me atacava e me matava sem eu ver (o jogo não "congela" nessas situações).

    Não vou mentir que o jogo foi bacana em as vezes disponibilizar portais que me levavam direto pro chefe quando morria neles, mas de resto, você pode fazer mil puzzles e gastar muito tempo em um lugar chato mas se morrer, de volta à etapa ZERO. No final mesmo, uma torre de vários andares longos e que põe suas habilidades ao extremo chegou a salvar depois que morri no começo do terceiro andar e me fez recomeçar dele, mas depois de muito tempo que consegui passar do danado e cheguei no fim do quarto até que morri. O checkpoint me fez fazer o terceiro todo novamente. WTF?

    Algumas coisas parecem mudar as regras também, como o próprio respawn de inimigos, que acontece esporadicamente: habilidades suas como jogar bombas as vezes te causam dano, as vezes não.

    Lá no final, perder todas as vidas me obrigava a reassistir todas as cinemáticas sem pular e nem tem como deixar o Switch lá e ir fazer outra coisa pois há diálogo aqui e ali e você precisa apertar A. Resultado: eu morrendo no chefe, ficando com muita raiva ou por ter sido burro ou por ter sido injustiçado em situações que você só pode aceitar e depois segurando o Switch e apertando A sem parar por bastante tempo até finalmente ter outra chance.

    Não se deixe enganar, esse é um dos raros casos que as imagens são mais legais que o jogo em si (geralmente é o contrário). Esse é um jogo mal-feito, frustrante, com exploração bizarra e muito diálogo desnecessário. Fico muito feliz de finalmente ter me livrado dessa aberração.

    Resumindo: Save Me Mr Tako é uma grande decepção pra quem curte o gênero, o visual e esperava muito mais. Em matéria de nostalgia o jogo até cumpre bem a sua proposta, mas a sensação é que você está jogando um jogo ruim de Game Boy. Essa é aprova que visual não é tudo e parece até que os caras não testaram a experiência. É uma verdadeira aula de como NÃO se fazer um jogo.

    De bom: visual excelente. Músicas bacanas. Curto os chapéus, apesar que muitos pareceram não trazer nada de útil ao jogo ou pareciam ser cópias de outros. O conceito é bom, mas muito mal executado.

    De ruim: jogabilidade ruim, sendo que as vezes o personagem pula normal, as vezes pula baixo, as vezes demora mais pra cair. Inclusive, se você apertar o botão de pulo enquanto estiver caindo, ele vai dar outro pulo assim que tocar o chão (e isso me matou demais). Mecânica da barra de tinta e morte com um toque em inimigos ou ataques + checkpoints incomuns são bem ruins e resultam em voltar do zero as vezes com frequência e muita frustração. Você raramente mata inimigos e eles parecem se aproveitar das situações pra te encurralar e te ferrar a todo tempo. Chapéus aparecem mais quando a fase obrigar pra continuar (as vezes nem isso e você tem que pegar fora, o que é bizarríssimo) e você usa alguns bem pouco a menos que fique a todo tempo indo na loja pegar. As vezes você morre mesmo com chapéu, as vezes você só o perde e as vezes você para o inimigo com uma bolinha de tinta, as vezes tem que segurar o jato até que aconteça, o que só reforça a ideia de que o jogo faz o que quiser com regras. A aventura se estende um pouco demais e fica super cansativa e repetitiva. Alguns personagens, sobretudo os humanos, são super feios. Missões obrigatórias que não dão a menor dica de onde ir ou que são tão difíceis que parecem sidequests extremas de conseguir itens secretos. L e R trocam a paleta de cores, mas acho que o jogo deveria fazer isso automaticamente de área pra área. Alguns lugares, como as cidades que são acessadas por portas, tem coisas inúteis demais e são muito grandes e em partes de buscar coisas só ficam desperdiçando seu tempo em troca de nada conforme você entra em ml portas e fala com milhões de NPCs.

    No geral, eu não recomendo o jogo. Perda de tempo e dinheiro. 18 horas jogadas no lixo e que até me desmotivaram a jogar. Passe longe dessa bomba aí.

    Save me Mr Tako: Tasukete Tako-San

    Platform: Nintendo Switch
    1 Players

    21
    • Micro picture
      kleber7777 · about 1 year ago · 2 pontos

      Eu estava lendo o seu review e copiando algumas partes pra comentar aqui. Mas é tanta coisa ruim que desisti. Hahaha
      Meu Deus, como conseguiram implementar tanta feature ruim pra atrapalhar a experiência do usuário. :S
      Obrigado por tomar esse tiro por nós. :P

      2 replies
    • Micro picture
      avmnetto · about 1 year ago · 2 pontos

      Bellsprout, é você?

  • anduzerandu Anderson Alves
    2018-03-17 13:24:09 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: 1001 Spikes

    Zerado dia 16/03/18

    Quer dizer que o Alvanista finalmente voltou ao ar? Hora de postar sobre um jogo que eu faço (fazia) a maior confusão com Spelunky e La-Mulana: 1001 Spikes!

    Esse é um daqueles jogos que eu vejo pra toda plataforma e que sempre esteve na fila pra jogar e dando uma olhada no "freeshop" do PS Vita com meus 8GB de memória no meu cartão de memória humildão, preencheu um espaço vazio que tinha na tela de início.

    Recentemente saiu uma atualização nos hacks do portátil e eu achei que seria uma boa zerar tudo o que tinha nele antes de tentar qualquer coisa e possivelmente perder tudo (o que foi um pensamento meio idiota já que não é necessário perder nada, como descobri depois).

    1001 Spikes é um jogo de plataforma sidescroller com visual 8-bits, muito similar a jogos de NES e GBC, ou seja, uma lindeza só! A Nicalis definitivamente nunca decepciona em relação a visuais.

    Seu objetivo em cada fase é simples: coletar uma chave e chegar a porta de saída. É tudo muito simples, mas a grande sacada é a dificuldade. Meu deus, QUE JOGO DIFÍCIL!

    Ele começa com estágios mais tranquilos e voltados a ensinar como a jogatina funciona. Você tem dois tipos de pulo: um mais rápido e horizontal com X e outro mais altos e vertical com o triângulo. Além disso, pode jogar facas com quadrado ou bola.

    Essas fases iniciais mostram como esses comandos serão usados, com plataformas em locais fechados ou altas, partes do cenários quebráveis com as facas, estátuas que atiram projéteis que você pode pular ou anular com um ataque e o que provavelmente será o seu maior assassino e que dá nome ao jogo: os espinhos!

    Enquanto você tenta avançar as quase sempre curtas fases, armadilhas ao estilo Indiano Jones farão de tudo pra te matar a quase todo momento. Um espinho que sai do chão, uma estátua mesclada as cores do cenário que te ataca de perto, uma plataforma que vai cair e muitas outras coisas.

    Você definitivamente vai morrer muito nesse jogo!

    Esse é um daqueles bem baseados em tentativa e erro e que nas primeiras tentativas algumas fases parecerão bem difíceis ou quase impossíveis, mas logo você pega o jeito e faz tudo na maior tranquilidade.

    É comum ficar preso em alguma parte tentando e morrendo sem parar, até você entender como funciona e progredir mais um pouco, para então morrer porque parou pra descansar depois do susto de finalmente passar de alguma coisa!

    O jogo é bem difícil pelo fato de que qualquer coisa de mata só com um hit, desde pedras, encostar num inimigo ou mesmo do lado de um espinho e que quando você perde, volta diretamente ao começo do estágio. Frustrante!

    Mas para compensar, você começa a aventura com 1001 vidas e ganha mais conforme termine cada um dos mundos. Todas as fases principais tem uma caveira de ouro escondida ou difícil de pegar e que caso você a pegue, ganhará uma vida extra e mesmo se morrer em seguida, poderá continuar ganhando vidas se continuar a pegando.

    Se uma fase estiver muito difícil, você pode escolher qualquer outra numa boa (e de qualquer mundo, já que o mapa de níveis é tipo o de Super Ghouls 'n Ghosts: uma linha  de fases passando por diversos cenários diferentes). Eu não cheguei a fazer isso por ser paciente. E porque normalmente quanto mais além, mais difícil.

    Continua complicado? Você pode sair da fase e trocar de nível tranquilamente. No Easy você ganha um checkpoint quando pegar a chave da fase (cheguei a usar o recurso em umas fases extras).

    O replay de 1001 Spikes se dá ainda pelo fato de que você tem mais uns 16 personagens pra abrir, cada um com mecânicas diferentes como flutuar, pulo duplo, grudar na parede, metralhadora etc. Alguns desses personagens são bem conhecidos, como a Curly de Cave Story e o Commander Video da série Bit Trip.

    Infelizmente cada personagem tem sua campanha independente, mesmo sendo as mesmas fases, aparentemente. Isso significa que você não pode trocar de personagem para passar de uma fase que você está tendo dificuldades.

     O jogo fica ainda mais completo com modos extras de jogo, uma loja pra comprar extras com o dinheiro ganho na campanha dos personagens secundários e, claro, as conquistas!

    Resumindo: 1001 Spikes é mais um dos poucos jogos da Nicalis que joguei, junto a Cave Story, Ikachan e um pouco de Binding of Isaac e na minha opinião, o melhor deles. É um jogo desafiador mas nada desonesto como um I Wanna Be The Guy da vida. A quantidade de conteúdo e o capricho com os visuais e música fizeram eu me questionar o porquê do jogo não ser mais famoso, mas isso é possivelmente por conta da dificuldade.

    De bom: trilha sonora nota 10. Visuais muito bacanas e lindíssimos na tela do Vita. O trabalho de pixel art aqui é excelente! Bastante conteúdo. Dificuldade mais alta que o habitual, mas com poucas "cheap deaths", sendo que quando você morre, a culpa é sua mesmo. Comandos muito bem responsivos, fator obrigatório para esse tipo de jogo. Enredo legal contado por belíssimas cutscenes.

    De ruim: difícil falar disso, mas se você detesta qualquer coisa além de casual, o jogo pode não te propiciar muita diversão. Essa mesma dificuldade implica que 1001 Spikes não é pra qualquer um (uma criança odiaria). Odiei como se você tentar atirar em uma faca de uma estátua de muito perto, ela ainda te mata, pois o projétil sai um pouco mais da frente da boca.

    No geral, a experiência foi excelente e muito compensadora. É um tipo de dificuldade não tão apelativa que me deixa muito interessado, e junto ao visual 8-bits, parece coisa da época mesmo. Recomendadíssimo!

    1001 Spikes

    Platform: Playstation Vita
    2 Players

    9
  • 2018-03-13 23:32:01 -0300 Thumb picture

    Code of Princess também vai voltar

    Medium 533869 3309110367

    O sucessor espiritual de Guardian Heroes retornará aprimorado no Switch --  e dessa vez sem a lentidão do 3DS ou o port preguiçoso do PC.

    RANDOM ENCOUNTER no DaiBokém!

    [@jvhazuki]

    Code of Princess

    Platform: Nintendo 3DS
    506 Players
    41 Check-ins

    10
    • Micro picture
      fellypecalavera · almost 3 years ago · 1 ponto

      Oq que tem de errado com o port do PC?
      Eu desconhecia o jogo, fui olhar no steam, achei interessante até, vi que a reviews realmente estão neutras, procurei quem estava criticando, mas so achei review ruim de japoneses/chineses, ai não da pra entender.

      2 replies
  • angelkenede Angel Kenede
    2014-06-28 23:56:55 -0300 Thumb picture
    angelkenede checked-in to:
    Post by angelkenede: <p>Jogo isso e imagino aquele asiático do fim do mu
    VVVVVV

    Platform: PC
    978 Players
    34 Check-ins

    Jogo isso e imagino aquele asiático do fim do mundo que se dedicou insanamente para finalizar esse game sem morrer nenhuma vez e penso... "Jamais devo ver o vídeo dele, se não... me sentirei um bosta!"

    Fim! -q

    6
  • angelkenede Angel Kenede
    2014-06-20 19:44:38 -0300 Thumb picture
    angelkenede checked-in to:
    Post by angelkenede: <p>Jogando essa belezinha mais uma vez, esse jogo n
    Cave Story+ (Plus)

    Platform: PC
    944 Players
    92 Check-ins

    Jogando essa belezinha mais uma vez, esse jogo nunca sairá dos meus favoritos! S2

    16
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      vitorgamer · over 6 years ago · 0 pontos

      Esse game é lindo! ^^

    • Micro picture
      angelkenede · over 6 years ago · 0 pontos

      É sim, gosto tanto que tenho a versão free, do steam e a do 3DS também. xD

    • Micro picture
      vitorgamer · over 6 years ago · 0 pontos

      Fiquei tão impressionado pela primeira vez que joguei ele que achava ele o melhor jogo do mundo.. XD

  • comboinfinito Combo Infinito
    2013-09-04 11:33:59 -0300 Thumb picture
    10

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