• anduzerandu Anderson Alves
    2019-05-13 23:43:51 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Castlevania

    Zerado dia 13/05/19

    Eis aí um jogo que dá vergonha de só estar terminando agora: Castlevania, de NES! Eu sou relativamente familiarizado com essa série da Konami no console de 8-bits e inclusive já cheguei a jogar um pouco na infância, mas a dificuldade mais elevada e o movimento super limitado do personagem meio que me afastaram de me interessar em continuar. "Jogo tosco."

    Já na época do GBA e suas emulações, Aria of Sorrow era um hit pela internet afora. Joguei e amei a experiência bem antes de conhecer Symphony of the Night. Além disso, tive o prazer de pegar um Circle of the Moon emprestado mais tarde e jogar até dizer chega no meu próprio GBA SP!

    Bom, continuei jogando a série no Game Boy, DS, 3DS e outros mais recentes, mas meio que ignorando os primeiros, que eu nem sabia exatamente quantos eram. Joguei até uma das versões do Kid Dracula e postei aqui no Alvanista.

    Já aqueles que começaram tudo, ficaram no meu PSP já fazem uns 3 anos, só esperando a hora certa. Acho que eu posso dizer que o meu amor pela série + ter quase tudo que importa fechado no NES + a vergonha de não ter zerado um dos jogos mais importantes de todos os tempos + dois protagonistas serem agora personagens jogáveis no Super Smash Bros. Ultimate meio que me animaram a jogar. Liguei o portátil só pra dar uma olhada e fiz duas fases ontem. Ocupado, só pude voltar hoje,as pelo menos fui até o fim.

    Castlevania é definitivamente um jogo difícil. Eles mistura muita plataforma com um bocado de inimigos chatos com padrões piores ainda. Quase como uma versão da Konami de Mega Man.

    O jogo é linear e conta com o protagonista Simon Belmont (traduzido como Belmondo nos créditos) adentrando o castelo do Dracula e subindo até a torre mais alta para enfrentá-lo. No meio do caminho você visita as mais diversas partes do lugar, desde o salão de entrada, passando pelos esgotos, catacumbas etc.

    Os estágios iniciais são tranquilos e servem mais para conhecer os comandos básicos, usar bastante o seu ataque contra monstros fracos, subir escadas, atacar abaixado, inimigos velozes e tal. Eu já estava achando que eu fecharia o jogo numa boa e esperava uma experiência bem mais frustrante.

    Nas fases seguintes, Castlevania mostra o porquê de sua fama: muitos buracos no chão, plataformas que se movimentam e novos monstros, que atacam e pulam de um lado para outro ou demoram demais pra morrer. Sua vida sempre cai muito rápido mas a maior dificuldade de todas as dá por conta do fato de que quando você é atacado, o personagem é jogado para trás. Isso resulta em muitas mortes injustas por fatores muito difíceis de evitar, como a famosa Medusa Head, que voa na sua direção subindo e descendo constantemente.

    Agora imagine você numa plataforma pequena em movimento, com um inimigo difícil de prever como esse e no final encostar nele e ser jogado pra trás, direto para a sua morte...

    São cerca de 6 fases, apenas. Cada uma culmina num chefe, que nada mais é do que o já esperado: um monstrão com barra de vida e que causa muito dano, como um morcegão ou o próprio Frankenstein!

    Para facilitar na sua jornada, você encontra as mais variadas armas e upgrades derrota do inimigos ou destruindo velas pelo cenário. Tem a cruz-bumerangue que vemos em todos os Castlevanias seguintes, a água benta, machado, faca, relógio e umas coisas que nem tenho certeza, mas parece que aumentam seu dano. Há ainda os corações, que servem como Mana, e a possibilidade de ganhar mais vidas ao alcançar determinadas pontuações.

    Castlevania ainda ajuda em ter continues infinitos, te dando a possibilidade de tentar a vontade, mas sempre voltando para a área inicial antes do chefe, nesse caso. Ou seja, um estágio é formado por cerca de 3 fases e perder uma vida te retorna para o começo da ultra alcançada, mas dar Game Over te volta para a inicial, logo depois do último chefe derrotado.

    Resumindo: Castlevania é um jogo de plataforma acima da média de dificuldade, que requer bastante tentativa e erro e com certeza necessitava de muitas jogatinas para pegar o jeito e conseguir terminá-lo na época. É um jogo bem feito, mas um pouco frustrante em diversos aspectos e por isso, talvez não tenha envelhecido muito bem. 

    De bom: trilha sonora clássica, cheia de músicas boas. Grande variedade de inimigos e power-ups. Continues infinitos deixam a jogatina bem mais interessante. Curto demais a ambientação!

    De ruim: jogabilidade travada e alguns inimigos chatos fazem a combinação perfeita para diversas vidas perdidas de graça e muita frustração. O Simon toma muito dano por qualquer besteirinha. Ser jogado pra trás quando recebe dano em um jogo de tanta plataforma. Alguns inimigos aparecem em lugares que não deveriam ou dão respawn infinito, como as medusa heads (nesse jogo isso faz muita diferença). Sem muito enredo e até o zeramento é muito seco. Dos dois últimos chefes são demasiadamente difíceis/injustos.

    No geral, quando comparado com outros jogos da série posteriores, melhor ficar com o IV ou Rondo of Blood ou ainda aqueles do gênero "metroidvania", mas a rápida experiência foi bem legal, principalmente pra ver como uma excelente série se iniciou. Recomendo demais pra quem curtia essa época ou gosta da série e espero jogar o II e III em breve!

    Castlevania

    Platform: NES
    1970 Players
    105 Check-ins

    23
    • Micro picture
      vinicios_santana_3 · about 1 month ago · 4 pontos

      Dos clássicos de Nes, o 3 é o melhor, recomendo demais.

      6 replies
    • Micro picture
      spider · about 1 month ago · 2 pontos

      Parabéns por ter voltado às origens para terminar esse belo e difícil jogo! Eu estou indo no sentido normal, falta um do DS pra terminar e depois é ir para os próximos.

      5 replies

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