• anduzerandu Anderson Alves
    2020-12-28 03:12:04 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Pocky & Rocky

    Zerado dia 26/12/20

    Aaah, esse jogo! Eu não tenho nenhuma história pessoal com ele, mas já o vi pela internet aqui e ali, sendo citado em alguns textos ou sendo jogado por youtubers. Sempre que eu o via, curtia seu visual e temática, mas acabava esquecendo de sua existência logo depois.

    A vontade de verdade veio quando em um episódio de James and Mike Monday (série do canal do AVGN) a escolha da vez foi Pocky & Rocky. Eu fiquei louco de vontade de jogar aquilo!

    O problema é que eu queria jogar multiplayer e por ser um jogo de SNES, eu teria que emulá-lo, que basicamente significa que eu teria que convencer alguém e levar meu notebook pra lá e pra cá, ou chamar alguém para jogar aqui em casa, mas ainda assim isso envolveria retirar meu PC do lugar ou ainda fazer que alguém baixasse o emular e jogo, mas não gosto de fazer as pessoas baixarem coisas por mim. Fora que a maioria deles simplesmente prefere a comodidade de ligar um dos consoles atuais, já ligados a TV e cheios de jogos.

    A oportunidade veio com a visita de amigos que tenho visto com certa frequência (que me ajudaram recentemente a fechar jogos como Trine 3 e Battletoads 2020.

    Como a agente não tinha muito o que fazer, tirei meu notebook do lugar, tirei a fonte de detrás da minha mesa, tirei o HDMI do Switch e apanhei meia hora para conseguir configurar os controles no Windows, coisa que antigamente era mega fácil. Uma hora deu certo!

    Abrindo o jogo, é notável a sua beleza e carisma. Vimos a logo da Natsume e citei Harvest Moon. Depois, na tela título, as opções de jogar sozinho, de dois jogadores e configurações, onde vi que existia a possibilidade de escolher o nível de dificuldade.

    Iniciando a campanha, podemos escolher entre dois personagens: uma menina e um guaxinim. Apesar das animações levemente diferentes, a diferença entre eles é puramente estética.

    Já o jogo em si é bem diferente do comum e até meio difícil de explicar, mas lembra um pouco Zelda: A Link to the Past. Ao menos quando usamos o ataque de curta distância.

    Mas no geral a jogabilidade lembra muito mais a de shmups verticais, sendo que o ataque de longa distância é o mais comum e age como tiros na tela. A menina joga papéis de selamento de demônios e o guaximim atira folhas de árvores.

    O bacana é que você tem a liberdade de se mover e explorar os cenários ao seu ritmo ao invés do constante auto-scrolling de shmups. Entretanto, demorar demais não compensa já que alguns inimigos voltam a aparecer continuamente na tela e ficar parado os matando não rende nada de bom a mais (mas muito provavelmente vai fazer você perder HP).

    Acho que é justo comparar a experiência com jogos antigos de NES, como Ikari Warriors, Gun Smoke ou aquelas partes top-down de Blaster Master ou Super C.

    Durante a sua jogatina você destrói inúmeros monstros, coleta itens de cura e até power-ups, como o que transforma seus ataques numa espécie de "Spread Gun" de Contra ou outro que deixa seus ataques de fogo, mais fortes. Você pode ainda amontoar até 3 de cada para deixar seus tiros maiores, mais rápidos e fortes.

    Uma coisa curiosa é que você ganha um "downgrade" de armas quando toma dano. Pelo o que eu entendi, sempre que perder dois corações. Passamos um bom tempo achando que os tiros eram temporários.

    Além de andar com d-pad e atirar apenas de segurar o botão Y, você pode usar o B para usar seu ataque de curta distância, que basicamente só tem um uso de verdade: cancelar projéteis inimigos. É difícil se acostumar com esse comando pois muitos inimigos atacam encostando em você ou com raios, fora que você se acostuma a segurar o Y para atacar, então é normal tomar dano que você poderia ter evitado.

    Há ainda um comando de esquiva, mas não curti muito seu uso. Primeiro que o personagem não fica intangível durante a ação e segundo que há um grande delay até poder voltar ao controle e, mesmo tendo sucesso o usando para evitar um dano, é provável que  você sofra outro durante o processo.

    Por último, há um golpe especial ao apertar L ou R, que causa bastante dano. Para poder usar esse golpe basta coletar esferas verdes e as usar enquanto as tiver. Recomendo nos chefes no final de cada fase, pois além de terem muito mais HP, o ataque dissipa suas balas.

    A Temática de P&R é muito legal e traz bastante da cultura japonesa para o jogo, principalmente de mitos famosos de lá. Quem tem algum interesse, assistiu animes antigos ou mesmo jogou Yo-Kai Watch, por exemplo, vai se sentir familiarizado com muitos dos inimigos e a temática como um geral. Que coisa mais legal!

    Outra coisa interessante é que esse não é um jogo muito fácil, como na época eles raramente eram. Cada fase é um desafio maior que a anterior e a exigência e de paciência para se acostumar com a jogabilidade e com os padrões dos inimigos. Sabe aqueles jogos que você tinha jogar e jogar e jogar até conseguir terminar? Esse é um deles. Daqueles que você jogava até eventualmente aprender cada pixel ou de alugar muitas vezes.

    Não que a coisa seja mega difícil, mas na segunda fase, de 6, estávamos morrendo bastante e perder todas as vidas significa reiniciar o estágio todos. Bem, melhor que reiniciar o jogo inteiro.

    Acabamos recomeçando a aventura no Easy pois não era algo casual e andou bem melhor. As vezes até fácil demais, mas nas últimas fases foi bem desafiador e tivemos que refazê-las algumas vezes. No entanto, para jogar mais casualmente ou simplesmente ver o jogo por completo, eu diria que Easy é a melhor escolha e mais justa.

    Resumindo: Pocky & Rocky é um jogo muito divertido, mas apesar de seu lindo visual, é um jogo de SNES e segue com a dificuldade um pouco acima da normal de hoje em dia. Se o seu lance não for morrer e repetir até ficar bom, pode não ser bem um jogo para você, mas vale a pena conhecer e ir até onde der, mesmo no Easy (acho que savestates são bem desnecessários). O jogo é gosto de jogar e tem visuais muito bacanas, mesmo em pleno 2020, o que pode chamar a atenção de muita gente.

    De bom: jogo muito bonito. Temática de folclore japonês muito legal. Jogabilidade funcional. Vários níveis de dificuldade. Multiplayer bacana. Continues infinitos. Cenários com temas diferentes.

    De ruim: um pouco mais difícil do que eu esperava. Hitbox meio zoado em relação a certos golpes inimigos. Odeio tudo que tenha respawn infinitos, incluindo muitos inimigos desse jogo. Gostaria que os power-ups de cores diferentes coletados se unissem em algo diferente ao invés de um substituir o outro (tipo estar com fogo 3 e pegar um "spread" infelizmente te deixa mais fraco).

    No geral eu recomendo o jogo, principalmente para os entusiastas da época do SNES, mas sem excluir novos jogadores que curtam seu estilo e jogabilidade. Um bom desafio e um jogo muito fofo, que inclusive ganhou sequências e vai ganhar mais outra agora no Switch. Muito legal!

    Pocky & Rocky

    Platform: SNES
    326 Players
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      onai_onai · 30 days ago · 2 pontos

      Poxa gosto muito desse mas nunca consegui derrotar o último desafio! Hehe...

      1 reply
    • Micro picture
      manoelnsn · about 1 month ago · 1 ponto

      Eu acho esse jogo show! Mas não consigo passar da segunda fase sozinho nem fodendo, huahua

      Aliás, pretende jogar o 2? Ele tem mais personagens até

      2 replies
  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-12-20 12:31:01 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Joe & Mac 2: Lost in the Tropics

    Zerado dia 19/12/20

    Não sou muito fã da série Joe & Mac, mesmo tendo jogado um bom bocado do primeiro jogo na infância/pré-adolescência. Acho que o conceito simplesmente não funciona comigo e a experiência não traz nada de muito diferente, fora que a gente vai ficando mais velho e crítico e acaba demandando cada vez mais dos padrões de qualidade de jogos de cada gênero com base em outras experiências.

    Já no Switch, a Nintendo adicionou o segundo jogo da franquia ao sistema de velharias do console. Como não sei muito sobre esses jogos, acho curioso o porquê de terem adicionado justamente Joe & Mac 2 e não o primeiro. Fez mais sucesso? Problemas de licenciamento?

    O fato é que eu terminei (com muito sofrimento) o seu antecessor há poucos anos e acabei colocando os seguintes na lista de prováveis zeramentos futuros, e assim o jogo ficou aguardando um momento oportuno.

    Visitando amigos e sem ter muita opção de algo bacana para jogar enquanto um deles terminava de preparar o almoço (não queríamos jogar coisas como Smash Bros. Ultimate e deixá-lo de fora), fui explorar os jogos do Nintendo Switch Online e resolvi abrir o J&M2 para ver no que daria. Acabou que fomos jogando e logo estávamos tão avançados em pouco tempo que seguimos até o final. Que jogo curto!

    Abrindo o jogo pela primeira vez, o menu inicial tem a opção de jogar sozinho, dois jogadores e "Super Co-op". A diferença entre o multiplayer normal e a versão "super" eu não sei dizer, então fomos na regular mesmo (o jogo infelizmente não descreve os menus, como de praxe na época).

    Havia ainda a opção "Password" para garantir que o jogo fosse mais tranquilo ainda e sem a necessidade de terminar em uma única sentada e "Options", que até onde lembro servia apenas para configurar os controles.

    Já na aventura, o jogo se abre contando sua história e segue com um aldeão nos mandando em busca do grande vilão. Agora na vila, nós podíamos ir e vir a vontade e entrar nas casas.

    Por algum motivo eu já imaginava que o jogo tinha ganhado um aspecto de maior exploração das fases e ir e vir pelo mundo ao invés de fases posicionadas uma atrás da outra de forma linear, e é bem por aí mesmo.

    Saindo da vila, por exemplo, a gente se encontrou num estágio cheio de plataformas e níveis, quase que como num jogo do Sonic de Mega Drive. Eu não sabia para onde estávamos indo, mas seguimos jogando e procurando por itens que volta e meia eram obrigatórios, como chaves para abrir portas que pareciam bloquear nosso progresso.

    Sobre a jogabilidade, você pode pular e atacar com o seu tacape, coletar itens de cura do chão e escalar cordas. Nada muito inovador, mas a simplicidade tem seu charme.

    Apesar da simplicidade, não é um jogo fácil. Muitos inimigos ganham muitos frames de invencibilidade ao serem atacados e enganam terem morrido, baixando a sua guarda. Outros entram na tela de forma brusca e arrancam um pouco do seu HP. Além disso, itens e cura as vezes são abundantes, mas outras vezes são bem raros. O pior disso é que eu não descobri nenhuma forma de ganhar vidas e elas são limitadas. Perca todas e lá se vai um dos seus Continues, que também são limitados. Felizmente não chegamos a descobrir o que aconteceria se perdêssemos todos, mas não vou mentir que chegamos a usar a função de rewind/rebobinar do Nintendo Switch Online para agilizar um pouco sobretudo em partes que pareciam mais injustas.

    A experiência foi quase que completamente tranquila por toda a sua duração, mas os problemas vieram no final, onde tínhamos que enfrentar todos os chefes do jogo novamente, seguido da batalha final com duas formas. A primeira forma do último chefe foi disparado o maior desafio de toda a campanha e perder um continue significava ter que fazer o "Boss Rush" novamente e rezar para chegar lá com bom HP (acabamos refazendo uma vez pois chegamos lá muito fracos na primeira tentativa.

    Depois de tantas idas e vindas e não ter a menor noção se estávamos progredindo ainda no primeiro cenário, finalmente conseguimos sair da fase e chegamos no "overworld", que lembra muito a forma como andamos em RPGs clássicos, como nos Final Fantasy ou Chrono Trigger.

    Essa é a melhor parte desse jogo: poder ir onde quiser e acessar as fases na ordem que desejar. Talvez em no sentido que a dificuldade vai aumentando como nós fizemos. Ou seria melhor começar pela mais difícil enquanto ainda temos tantas chances de passar? Ah, eu estou afim de jogar essa fase em específico ou talvez até re-jogá-la. Muito bacana!

    Além das fases no mapa, há ainda uma cidade em que você pode comprar cura para os personagens, conversar e usar de mecânicas estranhas disponíveis por lá e até fazer umas coisas que não entendi bem.

    O importante é que cada estágio tem um chefe no final e ao derrotá-lo você ganha um dos cristais necessários para acessar o chefe final!

    Resumindo: Joe & Mac 2: Lost in the Tropics é um bom jogo. Apesar de nada sensacional, sobretudo jogando hoje em dia, é uma experiência funcional e uma boa opção multiplayer para dois jogadores. Gosto das formas como o jogo inova a série em relação ao seu antecessor, te dando liberdade, fases com montarias e sprites mais bonitos. Não é o jogo mais fácil do mundo, mas definitivamente muito menos frustrante que o primeiro jogo.

    De bom: visuais legais. Sistema de upgrade de armas ao coletá-los nas fases. Chefes ok. Sistema de Password para facilitar a nossa vida. Jogo tranquilo de terminar, sem ser muito punitivo nem muito fácil. Gosto de todo o lance metido a RPG e exploração.

    De ruim: hit detection é um problema, principalmente quando o assunto é dos ataques dos inimigos (o último chefe mesmo te dá uns socos que acertam de muito longe). Não achamos uma forma de ganhar vidas. Inimigos se repetem em todos os estágios.

    No geral, curti o que joguei no pouco tempo de sua duração. Sinto que J&M2 poderia ter sido uma boa escolha com qualquer amigo num momento de ócio. Vale a pena dar uma conferida!

    Joe & Mac 2: Lost in the Tropics

    Platform: SNES
    720 Players
    4 Check-ins

    14
  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-10-09 12:40:11 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Doom (1993)

    Zerado dia 09/10/20

    Olha aí uma grande pendência saindo da lista: DOOM! Pois é, mais um dos jogos que apareceram na minha lista da vergonha assim que terminei meus primeiros mil jogos e que é um dos últimos das minhas pendências urgentes que fica aqui numa nota adesiva na área de trabalho do PC e que foi reduzida a apenas 5 jogos! Até que 2020 serviu para alguma coisa!

    A verdade é que eu, assim como a maioria, já conhecia bem Doom. A internet constantemente menciona o clássico em tudo quanto é matéria e vídeo. O fato é que você deve conhecer pelo menos algum dos jogos da franquia, e se não pelo menos já ouviu o nome ou viu a logo e sabe do que se trata.

    Eu mesmo não faço ideia de quando conheci a franquia, mas lembro de ver meus amigos jogando muito Doom 64 na infância e ter um bocado de medo, além de muito motion sickness!

    O único Doom que eu havia zerado até hoje era o 2014 e foi mais porque tinha a mídia física no Switch e queria vender. Curti bastante!

    Já o original eu havia jogado um pouco em diversas plataformas, como PC, emulando SNES e emulando PS1 no PSP. Sempre achei o jogo bem simples e nunca me prendeu muito, mas estava aguardando a chance de ser jogado de verdade pra ver de qual é. Inclusive estava aqui no próprio PSP, onde joguei algumas fases e que fez com que o jogo fosse para a lista de pendências de jogos já iniciados.

    Felizmente eu não dei continuidade na plataforma, pois a franquia foi lançada para a geração atual com diversas melhorias. Esperei uma promoção e peguei todos eles bem baratinhos, mal dá pra acreditar.

    Além do mais, pensa numa experiência incrível no Switch! Acredito que as outras versões dos demais consoles também estejam sensacionais, mas a adição da portabilidade aqui faz a diferença.

    Doom é, como eu já mencionei, um jogo bem simples, inclusive de controlar. Você anda, mata demônios e alcança o botão que termina o estágio. Com a simplicidade de um jogo 3D de 1993, não há nem a opção de mover a mira livremente pelo cenário e, ao invés disso, você só pode rotacionar o personagem horizontalmente (e andar para qualquer direção). Ponha o inimigo na frente da arma e o personagem ajuda um pouco com a mira.

    Já no caso de monstros acima ou abaixo do seu nível, basta alinhá-los verticalmente a sua mira que os projéteis "sobem" ou "descem" em direção a eles. Meus amigos estranharam isso e provavelmente muita gente que o jogar hoje em dia, mas até que é legal não se preocupar em por monstros dentro da mira o tempo inteiro e agiliza bastante as coisas.

    Esse é um daqueles jogos rápidos na movimentação e difíceis na dificuldade.

    As primeiras fases são mais simples e lineares para você se acostumar com a jogabilidade. Mesmo numa primeira experiência com poucos minutos você já vai estar bem encaminhado, acostumado com os controles e a caminho do próximo estágio.

    Conforme você avança, a aventura se complica mais com mais tipos de monstros e mapas maiores com muito mais necessidade de explorar e encontrar cartões coloridos para abrir portas. Se prepare para usar sua memória em níveis mais confusos que exigem muita ida e vinda para saber onde usar aquela chave que você finalmente encontrou.

    Ainda assim a dificuldade do jogo é bem esporádica. As vezes você passa de fase rapidinho, as vezes você fica mais de 20 minutos sem encontrar nada. Isso para uma pessoa não familiarizada com Doom, pois tenho certeza que quem jogou bastante praticamente só corre direto para a saída.

    Grande parte da graça está na temática e jogabilidade brutal. É um jogo com um certo "gore" e nada pensado num público jovem que teria pesadelos ao terminar uma sessão de Doom depois de toda a imersão e ambientação que o jogo provém muito bem até hoje!

    Há ainda algo muito legal em sair matando de tantas formas diferentes e rápidas com músicas que fazem sua adrenalina subir em bases futuristas em Marte ou no inferno ou sei lá. Não captei tanto do enredo do jogo, mas quem se importa?

    Agora compare com jogos mais modernos, como Call of Duty que exigem ficar se escorando atrás de obstáculos para recarregar ou regenerar a vida e você verá o quanto Doom é ótimo! O negócio aqui é ação desenfreada usando as muitas diferentes armas que você tem, como shotguns, lança-mísseis, lasers e coisas bem brutais e bacanas que levam até os demônios mais fortes rapidamente! Põe Metal pra tocar e vamos nos banhar de sangue!

    Além das melhorias visuais desse relançamento de Doom, há adições que acredito que fossem inexistentes antes, como o modo multiplayer splitscreen!

    Se você tem amigos e mais uns controles, é possível juntar até 4 pessoas numa única partida local (não há online) que pode ser em um dos dois modos:

    -Campanha. Sim, é possível jogar a campanha inteira com até mais 3 pessoas! O jogo roda muito bem assim com a tela dividida ainda (joguei metade da campanha assim). O legal é que normalmente, se você morrer, volta pro início do estágio, mas no multiplayer você só volta pra lá enquanto todo o progresso do time é mantido. Ou seja, fica ainda mais fácil terminar a aventura. Mas tenha os seguintes cuidados: seus tiros acertam os amigos e se todos morrerem antes de alguém dar respawn, o progresso da fase é perdido.

    -Versus/Arena. Esse é o modo competitivo em arena, cada um por si. Há diversos mapas com todas as armas do jogo e a opção de personalizar a partida e afins. Muito legal, sobretudo para quem já curtiu jogos de tiro splitscreen de sofá com a galera no passado e uma grande adição para o fator replay casual.

    Fora isso, há a possibilidade de escolher a fase e nível de dificuldade que desejar na campanha, usar cheats pelo menu Options e até baixar Add-Ons (fases adicionais disponibilizadas), como a famosa Sigil.

    A minha jogatina de Doom começou a muito tempo atrás, provavelmente mais de um ano. O problema é que começamos do zero uma galera e eu aqui em casa e com o COVID-19 e afins, a jogatina foi sendo esquecida e adiada, mas chegou a um ponto que eu não sei se a galera animaria mais. Da última vez ficamos cansados do jogo e os estágios estavam massivos, cheios de informação e objetivos. Chegamos a matar o segundo chefe (final do Episódio 2).

    Acabei desistindo de esperar e deixar pro ano que vem e terminar logo (até porque ainda tem Doom 2 se alguém pedir por mais) e fui fazer os dois últimos episódios sozinho (são 4 episódios, cada um com cerca de 9 fases).

    Estava meio desanimado com o fato de que jogaria sozinho, as fases estavam cruéis (provavelmente faria uma ou duas por dia) e com o lance de que se morrer, volta pro início (teria que ficar fazendo savestates aqui e ali), mas para a minha surpresa, o jogo fica muito melhor a partir daí!

    A exploração foi dando lugar para a ação e ao invés de ficar procurando chaves em cenários gigantes e vazios (pois já teria matado todos), eu estava usando todas as armas, coletando as chaves naturalmente, os estágios faziam mais sentido e o jogo tinha finalmente se tornando o que eu esperava: muito divertido!

    Resumindo: Doom (1993) é sem dúvida um dos maiores clássicos da história dos video games. Um daqueles jogos que hoje em dia a galera faz rodar em geladeira, microondas e até teste de gravidez. Tomei vergonha na cara e fui jogar a série de verdade, passei por uma fase de medo da experiência ter sido importante mas ter envelhecido mal e finalmente cheguei ao ponto da minha expectativa de muito me divertir com o título. Jogue Doom, nem que você use cheats, ponha no nível mais fácil, sei lá. Os dois primeiros episódios foram chatinhos mas logo ele se tornou sensacional a ponto de me fazer arrepender de não ter feito a galera continuar jogando ou mesmo começado pela segunda metade da campanha!

    De bom: visuais e jogabilidade bacanas e que envelheceram muito bem nessa nova versão. Muitas opções de personalização do jogo. Bastante conteúdo, incluindo fases extras. Essa versão contém modos multiplayer, com a possibilidade de zerar o jogo em grupo ou jogar contra no maior estilo Quake ou Unreal Tournament. Possibilidade de baixar conteúdo adicional. Possível jogar com diversos controles, incluindo apenas joycon.

    De ruim: primeira metade do jogo acaba sendo mais longa graças à estágios maçantes, cheio de coisas para achar e mapas grandes demais e temática meio tediosa (tudo muito cinza). Motion sickness pode ser um problema para algumas pessoas (paramos de jogar uma vez porque um amigo estava enjoado) e eu mesmo comecei a sentir depois de uma longa sessão de jogo. Senti falta de um modo online. Esperava mais do final, inclusive do chefe final.

    No geral, curti demais a experiência e recomendo demais. Se você tem amigos que curtem a época ou Doom em específico, vale a pena a jogatina multiplayer! Para jogar sozinho a experiência é a mesma de sempre, sangrenta e veloz, além de rodar lindamente nessa versão. Recomendo! Agora é eventualmente jogar os outros e esperar o 64 entrar em promoção pra fechar minha lista (imagem da internet).

    Doom (1993)

    Platform: Nintendo Switch
    11 Players

    23
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      denis_lisboadosreis · 4 months ago · 2 pontos

      Doom é um primor em level design. Evite o Ulta-Violence, ele é injusto e pode estragar um pouco a diversão em algumas fases.

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      santz · 4 months ago · 2 pontos

      Doom também é um clássico que só fui zerar recentemente. Mano, que massa esse port trazer modo coop com tela dividida para até 4 pessoas, deve insano demais.

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      anduzerandu · 4 months ago · 1 ponto

      Curiosidade: um conhecido se convenceu a ter um Switch só por ter Super Mario Kart (inclusive online) + Doom (inclusive splitscreen) mais a portabilidade desses jogos hehe

  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-09-24 00:40:10 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Sky Racket

    Zerado dia 23/09/20

    Sempre menciono um grupo de Nintendo Switch do Facebook que faço parte aqui. É por lá que fico sabendo de umas notícias aleatórias e até de umas promoções bem interessantes nas eshops de diversos países do console. O preço a pagar é ter que ler postagens bestas que instigam guerra de consoles e pessoas aleatórias com perguntas do tipo "galera, vi esse jogo horrível de 10 anos atrás por 200 reais em promoção. Vale a pena?" e ainda ter gente apoiando a compra e ports mal feitos aqui e ali, mas mesmo assim eu curto ficar por lá, mesmo tendo que ignorar muita coisa negativa. Existe alguma comunidade voltada à um console sem esse tipo de coisa? Difícil.

    Foi por conta dese grupo que vi um bocado de gente promovendo o jogo brasileiro Sky Racket quando o mesmo foi lançado no Switch há poucos meses atrás. O pessoal falou tanto que me deixou instigado e depois de ver umas imagens e entender do que se tratava, acabei o adicionando à minha lista de desejos.

    Sky Racket tinha um preço interessante, mas a aquisição só foi feita mesmo quando surgiu uma promoção bem bacana recentemente. Apesar de eu querer o jogo, eu não estava tão animado assim e o fato de eu querer jogá-lo multiplayer e estarmos nessa quarentena quase impossibilitar isso, não tinha porque não esperar.

    Depois de tempos, um amigo resolveu vir aqui em casa como faz de vez em quando e resolvi que jogaríamos umas coisas (ele também curte muito videogame). Falei pra ele que tinha uns dois ou três jogos que a gente poderia testar e fechar rapidamente, incluindo Sky Racket.

    Terminei o Space Channel 5: Part 2 esperando sua chegada e ele ainda ficou trabalhando um pouco aqui em casa até finalmente ficar livre. Pelo menos esse jogo eu tinha que terminar, sabendo que era uma curta aventura!

    Abrindo o jogo, fui direto nas opções. Nada de interessante. 

    Procurei o modo multiplayer e também não encontrei. Estranho.

    Foi aí que descobrimos que deveríamos começar o jogo e na tela de seleção de fases tinha escrito ai no cantinho da tela par ao Player 2 apertar +. Pronto!

    Já na primeira fase deu pra sacar do que o jogo se trata. Cada um controla um personagem, garoto ou garota, que voam pelo cenário como se fossem naves de jogos do gênero shoot'em up. A jogabilidade é exatamente essa.

    Porém, os personagens não atiram, mas rebatem projéteis em formato de bola, como se estivessem jogando tênis. Os projéteis rebatidos quicam pelo cenário, destruindo inimigos e blocos que tocar. Há uma grande quê de Arkanoid.

    Mais importante do que saber exatamente onde essas "bolas" estão indo é evitar que elas quiquem e passem por você até o lado esquerdo da tela pois se assim fizerem, elas saem do jogo e muitas vezes te deixam sem ter como atacar.

    Mas vou dizer uma coisa: é muito fácil perder essas bolas o tempo todo. Mesmo de dois jogadores os seus próprios projéteis são muitas vezes rápidos demais e junto a muita ação acontecendo na tela em fases mais avançadas ou os gráficos muitos coloridos (até meio poluídos), é difícil focar numa coisa só e conseguir acompanhar ou prever seus movimentos!

    Em diversos momentos ficávamos esperando que o inimigos jogassem mais projéteis para rebater, mas muitas vezes eles simplesmente ficam te encarando e depois foge da tela. Chegamos à conclusão que o objetivo do jogo é simplesmente sobreviver e que os inimigos só servem pra te dar mais pontos (fora que há conquistas nas fases como não tomar dano ou fazer uma sequência de dano em determinados oponentes).

    Os inimigos tem três tipos de ataques: esferas que quicam por aí quando rebatemos e como esperava que o jogo inteiro fosse, esferas que se dissipam quando batem nos inimigos e não incrivelmente sem graça e nem sei porque existem e ataques "compridos" que você só pode desviar.

    Já as fases são incrivelmente pouco inspiradas e envolvem os mesmos temas com frequência, como voando pelas nuvens de manhã, voando pelas nuvens à tarde, voando pelas nuvens no final da tarde, voando por um lugar escuro. Uma das poucas diferentes e mais marcantes é uma da cidade a noite com prédios que me remete um bocado à jogos da Sega do Mega Drive. Também não há nada que diferencie um estágio de outro e os inimigos se repetem com frequência.

    É comum maar uns monstros, virem mais outros e mais outros e do anda a fase acaba. A aventura conta com cerca de 6 mundos, sendo que cada um tem dois estágios normais e mais um de chefe.

    Ao chegar no final da aventura, e depois de muitos perrengues com fases mais longas e cansativas e chefes mais complicados, o jogo abriu um estágio extra para ser aberto com orbes. Essas orbes são conseguidas ao fazer as conquistas das fases, sendo que cada uma tem 4. Os objetivos vão de simplesmente terminar a fase até terminar sem tomar dano, com um número máximo de raquetadas ou fazer um mínimo de combo. Algumas julgamos quase impossíveis durante a jogatina, então ânimo zero de abrir esse estágio extra.

    Eu mesmo já estava bem cansado. Sky Racket estava mais frustrante e injusto do que divertido e sua mecânica básica, de rebater os projéteis, simplesmente me desapontou. O jogo tinha me jogado um balde de água fria. No final estávamos jogando por jogar e pela vontade de terminar logo com aquilo.

    Uma coisa meio chata, ainda mais pra frente, é que as fases vão da facilidade total para totalmente frustrantes com tantas coisas para se preocupar na tela, incluindo muitos inimigos e balas que não podem ser rebatidas. As vezes ficávamos um bom tempo em uma seção para logo perdermos rapidamente os pouquíssimos 3 corações que tínhamos e quase nunca há itens de regeneração de vida. Morrendo, tínhamos que reiniciar a fase toda e isso ficou frustante num dos últimos estágios que, além do cenário longo, ainda tinha um miniboss e um boss bem chato no final. O último do jogo não era páreo pro safado!

    Foi aí que descobrimos ainda que ao pausar o jogo é possível ativar um modo de auxílio, inclusive podendo simplesmente virar invencível ou adicionar power-ups ao personagem. Não sei como isso afeta o jogo ou as conquistas, mas é legal ver que qualquer um poderia terminar a aventura.

    Resumindo: Sky Racket é um jogo bem "ok". Eu definitivamente esperava muito mais não só da aventura e como ela poderia se reinventar, mas principalmente da mecânica de rebater certos tiros e continuar o fazendo quicar pelo cenário. Acaba que o jogo na verdade se resume a ficar desviando de tiros e batendo em qualquer projétil redondo e rezar que batam em lugares de interesse e, em caso negativo, que você consiga bater mais uma vez nas bolas que estão voltando numa velocidade absurda, se lembrar, enquanto desvia dos demais elementos mortais do jogo.

    De bom: jogo em português. Diferentes pets com diferentes poderes te auxiliam conforme você os desbloqueia na campanha. Possibilidade de jogar no modo de auxílio. Jogo para até duas pessoas (embora eu não tenha visto vantagem em jogar assim). Pixel art bacana em diversos momentos. Referências legais ao Arcade e Pong.

    De ruim: fases vazias e muito parecidas umas com as outras. Mecânica principal simplesmente não é divertida, é só mais um comando aleatório do jogo. O jogo é a mesma coisa do início ao fim e não se reinventa ou experimenta diferentes modos ou minigames em momento algum. Se curar ou conseguir auxílio dos pets só acontece uma vez a cada mil horas e mesmo quando você os consegue, é tão pouco e fácil de os perder que nem compensa. O jogo confio demais que as pessoas gostariam dele e inclui desafios difíceis demais que duvido que alguém em sã consciência se daria o trabalho de fazer.

    No geral, não gostei do jogo e posso dizer que foi uma grande decepção para o que eu esperava, sem dúvidas. Claro que pelo preço minúsculo que paguei nem dá pra se arrepender, mas se soubesse que a experiência seria tão rasa e fraca, teria preferido jogar outro dos multiplayers que tenho aqui para essas ocasiões de visitas. Sobre o grupo do Facebook, não sei se a galera ficou cega pelo fator jogo brasileiro + Nintendo Switch ou se as pessoas realmente tem padrões baixos de qualidade para jogos hoje em dia. Recomendo ignorar esse jogo. Desinstalado com sucesso.

    Sky Racket

    Platform: Nintendo Switch
    2 Players

    16
  • andre_andricopoulos André Zanetti Andricopoulos
    2020-09-07 01:23:25 -0300 Thumb picture
    33
  • 2020-08-27 02:03:17 -0300 Thumb picture

    Gravação da Live de Fall Guys

    Gravação da Live de Fall Guys que rolou hoje no twitch. Em breve a de God Eater também estará disponível no canal!

    Fall Guys: Ultimate Knockout

    Platform: Playstation 4
    87 Players
    27 Check-ins

    5
  • ps5
    2020-08-17 14:02:10 -0300 Thumb picture

    Trailer de Anúncio: Lendas

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    O texto abaixo foi publicado no PlayStation.Blog brasileiro.

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    Novo modo multiplayer co-op é inspirado pela mitologia japonesa.

    Hoje estou muito animado em revelar Ghost of Tsushima: Lendas, um novo modo co-op multiplayer online*, que será um download gratuito para quem já possui Ghost of Tsushima para PS4 ainda este ano.

    Lendas é uma experiência inteiramente nova – é um modo separado que não acompanha Jin ou seus companheiros de jornada, em vez disso focando em quatro guerreiros que são tidos como lenda nas histórias contadas pelo povo de Tsushima. A campanha para um jogador de Ghost of Tsushima se concentra no mundo aberto e na exploração da beleza natural da ilha, mas Lendas é misterioso e cheio de fantasia, com locais e inimigos inspirados pelo folclore e mitologia japonesa, com ênfase em combate cooperativo e ação.

    Criamos Lendas pra ser exclusivamente uma experiência cooperativa. Você poderá se juntar com amigos ou desconhecidos online e jogar Lendas em grupos de 2-4 jogadores. Cada jogador pode escolher uma entre quatro classes diferentes: Samurai, Caçador, Ronin ou Assassino. Cada classe possui vantagens e habilidades únicas, que revelaremos no futuro.

    Jogando Ghost of Tsushima: Lendas em duas pessoas, você poderá jogar várias missões co-op de história que escalam em dificuldade, usando como fundação o combate da campanha para um jogador, mas com novos toques mágicos que requerem sincronização com seu parceiro.

    Com 4 pessoas, você poderá enfrentar missões de sobrevivência contra levas de inimigos, lutando contra grupos dos inimigos mais poderosos que Tsushima tem a oferecer, incluindo novos inimigos Oni, com habilidades sobrenaturais.

    Se conseguir vencer as missões de História e Sobrevivência, talvez esteja confiante o bastante para enfrentar a Raid para quatro jogadores que chegará logo após o lançamento de Ghost of Tsushima: Lendas, que enviará você e seus companheiros a um novo reino para desafiar um inimigo terrível e brutal.

    Tem sido incrível ver as reações positivas de todos vocês conforme jogam Ghost of Tsushima. Estamos assistindo vários dos streams de vocês, e mal podemos esperar até que chegue esta nova maneira de jogarmos juntos! Estamos felizes em poder oferecer este modo completamente gratuito para quem já possui Ghost of Tsushima, como forma de agradecer aos nossos jogadores, e queremos saber o que vão achar!

    Teremos muito mais para compartilhar sobre Lendas conforme chegamos mais perto do lançamento, incluindo detalhes sobre as classes de personagens, customização e mais! Obrigado a todos pelo seu suporte Ghost of Tsushima até agora!

    *O multiplayer online requer uma conexão com a internet e uma assinatura ativa PS Plus.

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    https://blog.br.playstation.com/2020/08/17/ghost-o...

    Ghost of Tsushima

    Platform: Playstation 4
    281 Players
    197 Check-ins

    12
  • douggycandido 'Douggy' Candido
    2020-07-30 09:28:51 -0300 Thumb picture
    Post by douggycandido: <p>Preciso de uma alma boa que tenha esse jogo e qu

    Preciso de uma alma boa que tenha esse jogo e que me ajude em 3 troféus online (Até 20 corridas). Acredito que será rápido.

    Obs.: Não achei aqui no Alvanista, o Ride 3 para o PS4

    @multiplayers

    Desde já agradeço !

    Ride 2

    Platform: Xbox One
    1 Players

    15
  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-06-26 03:13:51 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: ToeJam & Earl

    Zerado dia 26/06/20

    Mais um daqueles jogos que sempre ouvia meus amigos comentarem nos encontros de 3DS da época aqui em Brasília e me faziam me sentir ignorante em relação ao Sega Genesis/Mega Drive. Era fato que eu não manjava quase nada do console e só tinha olhos pro SNES quando era moleque. 

    Conhecendo o console, mesmo que pouco, logo você vai saber que ToeJam & Earl é um jogo de peso da plataforma. Um daqueles metidos a "cool" e americanizados, com músicas, visuais e cores bem "funky". Infelizmente a fórmula estética nunca deu muito certo comigo. Odiava produtos da época mesmo no Super Nintendo (um lado dos anos 90 que sempre achei melhor esquecer).

    Bom, T&E entrou pra minha lista de desejos e finalmente o emulei com um amigo há uns aninhos atrás, mas depois de uma jogatina só, deixamos de lado (ele curtiu menos que eu) e ficou na minha recente lista de pendências urgentes!

    Recentemente convidei esse mesmo amigo a emular via Parsec (olha eu falando desse programa de novo) jogos de Mega Drive, e o lembrei do T&E, que não queria jogar sozinho no meu PSP. O Parsec não funcionou com o emulador e fomos de Hamachi.

    Para a minha surpresa, ela topou jogar, mas acabei "preparando terreno" antes com o Gunstar Heroes, que jogamos a tarde toda, zeramos e publiquei aqui no Alvanista recentemente. Perguntei se animava ir pro jogo que deu ideia da jogatina, mas ele preferiu deixar pra depois.

    Semanas depois e mais jogos jogados e/ou zerados, insisti no T&E até que finalmente ele se convenceu e deu a ideia. Eu já tinha comprado uma versão na Steam e até feito campanha no Instagram pra alguém jogar comigo, mas jogos antigos e desconhecidos assim são mais complicados.

    Para quem não conhece, essa aventura é bem diferente de qualquer outra coisa que consigo imaginar. Você pode jogar sozinho ou em dupla, com dois personagens na mesma tela, que se divide caso eles se separem. Mas vou focar em falar sobre ele no multiplayer.

    Nesse jogo psicodélico, os jogadores devem explorar cenários atrás das peças de suas naves para que possam voltar ao seu planeta, porém isso é mais trabalhoso do que se imagina.

    O jogo se divide em andares. 25 deles. Todos os andares são recheados de inimigos e presentes embrulhados, além de diversas rotas secretas que só se criam quando você se aproxima.

    Quando você alcança um novo andar, o jogo avisa ou não se há uma peça da nave por lá. Se sim, sua missão é encontrá-la e depois encontrar e usar a saída. Se não, basta encontrar a saída e se mandar de lá.

    Porém, grande parte da diversão é justamente a exploração!

    Existe todo tipo de personagem por aí. Inimigos com ataques e padrões diferentes (grupos de nerds que correm e são imprevisíveis, enxames de abelhas, cupidos que atiram flechas que deixam os seus comandos trocados, a dançarina havaiana que te deixa vulnerável dançando por uns segundos e muito mais). Cada um deles ainda com HPs diferentes.

    Existem ainda NPCs que te ajudam, coisa que eu só fui perceber depois, pois achava que todos eram do mal. Tem um Papai Noel que você deve se esgueirar e se aproximar para ganhar presentes, um telefone que revela partes aleatórias do mapa e por aí vai.

    A parte mais legal é a dos presentes!

    Existem diversos sprites de presentes e, até você usá-los, você não sabe o que cada um faz (depois disso, todos os presentes que forem idênticos ficam com o nome pra você saber do que se trata).

    Existem muitos presentes bons, uns mais ou menos e uns ruins. Você nunca sabe o que vai tirar!

    De bom nós temos coisas como asas, que voam sobre buracos e inimigos, tênis que te fazem correm dos inimigos, boias que permitem que você nade sem se preocupar com se afogar e até um presente que te leva instantaneamente pra onde o seu amigo estiver. Isso é muito útil pois é possível cair nos buracos e voltar pra andares anteriores, o que vai te fazer ir até a porta novamente para voltar a subir enquanto lida com mil inimigos, além de que pode demorar.

    Dos mais ou menos nós tempos coisas como comida, que pode encher bastante seu HP ou nem muito. Ou mesmo o tomate, que usamos para jogar nos inimigos e os destruir.

    De ruim nós temos coisas que nos matam, tiram nosso HP ou te fazem um alvo fácil de inimigos (ou facilitam que você caia em buracos). Um dos que eu mais odeio é o que embaralha todos os presentes e seus ícones e você tem que os usar novamente para saber do que se trata.

    Além de procurar a porta ou as partes da nave, fica sempre o questionamento se vale a pena simplesmente ir logo pro próximo andar ou explorar mais por presentes e comida para encher nosso HP.

    É comum também só querer ir pro próximo andar logo e não achar a saída com facilidade. Eu odeio os caminhos que só aparecem quando você se aproxima! O jogo ficaria bem melhor se essas coisas simplesmente já estivessem lá!

    Explorar e usar presentes (talvez derrotar inimigos) também dá experiência aos heróis, o que com o tempo garante mais vidas e barras de HP maiores, e isso faz toda a diferença.

    Mais pra frente o jogo começa a jogar muitos inimigos chatos próximos uns dos outros, como um cão que derruba uns dois presentes seus (e desaparecem), um furacão que te arrasta por aí e geralmente te joga num buraco ou mesmo uma ambulância maluca e super rápida atrás de te atropelar.

    Meu amigo ficou frustrado rapidamente com o azar dessas coisas acontecendo com frequência e ele morrendo muito fácil pra alguns inimigos ou tendo que subir vários andares novamente. Nos últimos andares eu fiquei só, mas ele ficou bem feliz de ter se livrado do jogo.

    Resumindo: Não tive a oportunidade de jogar ToeJam & Earl na infância, mas acho que não teria gostado do jogo. Talvez menos do que gostei jogando hoje. A ideia, mais uma vez, é bem legal, mas a execução, eu não sei. Não é lá muito divertido e muita cosia não envelheceu bem, mas acho que é por isso que temos o Back in the Groove aí, para modernizar a série como ela merece. Dá pra ver que o jogo tenta ser bom, mas falha com frequência e isso é meio triste e frustrante.

    De bom: tem um estilo legal. Gostei do tipo do jogo, baseado em exploração. Opção de jogar sozinho ou multiplayer. Opção de jogar um mundo fixo, que sempre será igual ou um criado aleatoriamente. O jogo tem um fator replay bom, pra quem o curtir, por conta da possibilidade de jogar mapas criados aleatoriamente.

    De ruim: o jogo é repetitivo do início ao fim em relação aos seus visuais, mecânicas e a jogatina como um todo. O último andar e o primeiro poderiam trocar de lugar que você nem perceberia. Alguns inimigos são irritantes e parecem até meio injustos. Caminhos que aparecem apenas quando você chega na ponta dos buracos. Final nada recompensador. Jogabilidade travada e lenta. Protagonistas pouco carismáticos. Comprei esse Toejam & Earl e veio uma coletânea da Sega, mas apenas com ele dentro. Essa coletânea tem uma sala 3D onde você põe o jogo e tal no console e é mais lento para abrir e navegar. Só queria a opção de abrir direto o jogo sem essa lentidão!

    No geral, eu não sei se me diverti com esse jogo. Já tinha o jogado umas vezes e achado ok, mas agora, tendo o terminado, eu sinto que é um título fraco e que não chega a lugar nenhum. Minhas esperanças de melhorar o jogo se foram, sendo que a única que acontece com o progresso é que ele fica mais irritante. Vou colocá-lo na mesma categoria de decepções que o Kid Chameleon. Totalmente passável.

    ToeJam & Earl

    Platform: PC
    30 Players
    1 Check-in

    24
    • Micro picture
      santz · 7 months ago · 2 pontos

      Esse aí eu estou reservando para jogar de 2, pois jogando de 1, não teve a mínima graça.

    • Micro picture
      andre_andricopoulos · 7 months ago · 2 pontos

      Esse jogo é simplesmente espetacular e tú está enganado@santz, sozinho a diversão é garantida...👍🏻

      2 replies
  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-05-31 20:44:48 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Magicka

    Zerado dia 31/05/20

    Há um tempo atrás terminei Magicka 2 no PS4 com amigos e até postei aqui no Alvanista. Achei legal a experiência multiplayer, mas o jogo? Acho que foi ok. O problema é que eu fico maluco em saber que pulei um jogo e adicionei o primeirão à minha wishlist da Steam. O meu amigo, que ama a série, sempre diz que o 1 é melhor que o 2, então logo ele ficou praticamente dado e foi uma boa desculpa pra ter o que jogar online.

    Há uns poucos meses atrás, chegamos a começar a aventura, mas eu desisti logo no início. Achei os comandos super confusos e a jogabilidade bizarra com mil botões de magias mais várias possibilidade de uso delas e combinações. Desinstalei o jogo e tudo, mas aquela lembrança sempre me assombrava e resolvemos tentar novamente.

    Esse meu amigo vinha comentando que deveríamos usar de alguns artifícios para driblar os problemas de execução do jogo. Mas que problemas? Eu não lembrava de ter tido problemas...

    Voltando a jogar pra valer ontem. Chamei ele e fui dando uma jogada sozinho, continuando de onde tínhamos parados (capítulo 2). 

    A jogabilidade pareceu mais simples do que eu lembrava e como podemos ver na imagem acima, há 8 botões destinados à magias. Você aperta Q, a magia de água é "equipada". Você pode apertar um botão para jogar água nos inimigos, por exemplo. e se você amontoar mais, mais forte será o seu poder.

    Há ainda diferentes formas de usar a sua magia, cada uma associada a um botão diferentes. Então basicamente você pode jogar água nos outros, jogar em si mesmo, jogar na área em volta de você, simplesmente usar no ar ou encantar a sua espada com água.

    Jogar água nos outros pode ser útil para os molhar e depois os eletrocutar com a magia elétrica, Jogar água em si mesmo é útil pro caso de você estar em chamas. Usar ao seu redor pode apagar chamar próximas, molhar os outros e até transformar uma grande área de lava em rocha, por exemplo. Usar na espada faz com que seu próximo ataque físico tenha aquele elemento, mas o dano ainda depende muito da arma que você achou e está usando, e não vi muito motivo pra fazer isso.

    As outras magias incluem: cura, escudo, gelo, eletricidade, trevas, pedra e fogo.

    O lance é que há combinações específicas de magias para conseguir resultados específicos, como a magia de agilidade, que você deve ativar eletricidade + trevas + fogo, nessa ordem, e não se esqueça de apertar o botão de conjurar em si mesmo! Já a magia de ressuscitar os amigos consiste apenas cura + eletricidade e usar. Se você ativar essa combinação em si mesmo, você vai se curar e tomar dano elétrico. Se usar nos inimigos, a mesma coisa.

    Mais pra frente você acha mais magias, fortes e mais complicadas, apesar de já existir umas de início que o jogo aparentemente não te fala, basta saber e usar. No final da campanha achamos uma de invisibilidade que permitiu passar por porções do jogo sem ter que enfrentar ninguém, até porque você não ganha nada matando monstros e alguns deles estavam impossíveis! A combinação da invisibilidade consistia em usar o número máximo de elementos em uma combinação, cinco: trevas + escudo + fogo + água + trevas e usar em si mesmo. Imagine você apertar S, E, F, Q, S! Pra mim isso é bem tenso, pois não sou muito bom com comandos do teclado tão específicos em alta velocidade. Você está o tempo inteiro conjurando magias e as usando e parar pra olhar o teclado pode custar a sua vida!

    Fico feliz de ter jogado multiplayer, que é basicamente o foco do jogo, mesmo que apenas de 2 pessoas pois passei boa parte do jogo focando em poucos elementos/botões e ignorando as dicas do meu amigo: "usa raio, escudo, fogo, fogo e pedra". Até quando eu resolvia testar uma dessas, eu tinha que parar e pensar em qual botão usar e, seguindo o mais óbvio, ainda era o errado e obtinha um resultado indesejado.

    Enquanto jogávamos, ele estava sempre aberto a decorar combinações, experimentar, ver a lista de magias e dar dicas do que fazer com mais mil combinações e elementos e fazendo tudo fazer sentido enquanto eu estava apenas usando fogo pra me descongelar, água pra apagar o fogo e fogo pra me secar. Bom, estava dando certo.

    Em determinados pontos da campanha você é obrigado a usar certas magias, como o teleporte pra pular um buraco, ataques que tenham vantagens contra determinados tipos de inimigos e afins. Outras vezes não é obrigatório, mas passa perto pois certos oponentes demoram demais pra morrer e causam muito dano, então você deve atacar com o elemento certo ou fazer uma barreira de choque ou de pedra ou criar um escudo contra fogo etc etc etc.

    Além do mais, algumas combinações óbvias tem que ser mantidas em mente. Por exemplo: você passa por uma poça d'água e agora está molhado (coisa fácil de nem perceber pois visualmente é muito pouco notório as gotas saindo de você, além de parecer só coisa de cenário). Agora, se você tentar ressuscitar seu amigo, cura + eletricidade, a cura entra, mas a eletricidade só te causa dano. Você tem que perceber que está apertando a tecla certa, mas está tomando dano não por causa dos inimigos, mas por conta própria, então cancela o combo, joga fogo em si mesmo e tenta novamente!

    Foram cerca de 4 horas de campanha até zerar e até comecei a ficar rápido com os botões e lembrar de combinações, mas quando olhava pros elementos no canto da tela, percebia que alguns deles vinham sendo completamente ignorados, como escudo e gelo.

    Sobre os botões, mesmo em limitando a poucos deles, eu ainda apertava errado aqui e ali quando tirava e voltava com a mão ao teclado do notebook e, frustrado, acabava ainda usando a combinação da forma errada, como usando cura como ataque e curando inimigos.

    Agora, de volta ao início, tivemos sim muitos problemas com esse jogo (talvez por conta do Windows 10). Pesquisamos muito online mas aparentemente é algo antigo e que todos sofrem e que gerou piadas dentro do próprio jogo, como uma magia chamada "crash to desktop".

    O jogo travar do nada e voltar direto pra área de trabalho é tão comum que é normal ver pelos fóruns da internet as pessoas falando que jogam com o jogo fechando sempre que terminam uma fase, mas logo voltando de volta à ação e fazendo assim pelos 12 níveis até terminar o jogo.

    Esse problema foi o mais comum pra gente e as vezes nem acontecia em certas fases, enquanto em outras rolava a cada checkpoint. Além disso, é impossível achar as salas públicas dos amigos na lista e só dava pra se juntar convidando pela Steam. Depois de um tempo, essas coisas, lags e outros problemas faziam a gente mais rir do que tudo.

    A solução (que inclusive me fez descobrir essa ferramente incrível) foi usar o Parsec para jogarmos como se estivéssemos num multiplayer local. Melhorou bastante e ainda me permitiu jogar com meu controle, que consegue ser mais difícil que no teclado (fácil de escolher os elementos certos, mas bem mais lento).

    O mais chocante foi ver que o jogo é de 2011! Eu tinha certeza que com tudo isso e seus visuais, era algo de bem antes!

    Resumindo: Magicka é um jogo interessante e uma ideia sensacional com esse uso de combinações de magias pra obter diferentes resultados de ataque, defesa e interação com os cenários, mas infelizmente a sua jogabilidade não é lá das melhores por demandar combos tão específicos com o uso de tantas teclas. Por outro lado, eu me diverti e agradeço por sua campanha não ter durado mais do que durou e só fico triste de não ter jogado com mais gente e localmente, como acredito que seja como o jogo brilha. Em relação ao 2, ele é um jogo mais positivamente complexo, mas menos acessível e que envelheceu um pouco pior, como Diablo 2 pra Diablo 3.

    De bom: gosto da ideia do jogo e sua originalidade. Humor muito bom e cheio de referências à filmes e jogos. Possibilidade de jogar sozinho ou com amigos. Modos adicionais incluem um Versus e um Challenge, que é basicamente enfrentar hordas de inimigos enquanto coleta novas armas e magias para o uso.

    De ruim: jogabilidade nada familiar. Os constantes bugs e crashs do jogo. Meio chato ficar fazendo tantas combinações repetitivamente (coisa que ficou um pouco melhor no 2 com uns atalhos). Eu preferiria que cada combinação tivesse um efeito específico do que várias possibilidade de uso dependendo do botão usado.

    No geral, a experiência foi ok, mas não sei se teria aguentado sozinho. Em relação a Magicka, recomendo a casualidade do 2 e controles na mão com amigos localmente. Sobre o 1. definitivamente é um pouco complexo demais para resultados muito parecidos ou desnecessários. Passável.

    Magicka

    Platform: PC
    3791 Players
    124 Check-ins

    11
    • Micro picture
      santz · 8 months ago · 1 ponto

      Você conseguiu jogar online? Eu tentei com meu irmão e o bagulho não vai.

      4 replies
    • Micro picture
      xch_choram · 8 months ago · 1 ponto

      O 2 não tem mais esse esquema de magias?

      1 reply

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