• anduzerandu Anderson Alves
    2019-09-26 11:59:18 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Ori and the Blind Forest

    Zerado dia 25/09/19

    Daqueles jogos que eu tô atrasado pra jogar haha, mas que coincidiu com o lançamento do mesmo pro Switch (infelizmente já tinha umas horinhas no PC e não queria reiniciar, além de que na plataforma Nintendo está bem caro.

    Eu comecei Ori and the Blind Forest aleatoriamente depois dele ter ficado no meu computador por um século. Iniciei a aventura há umas três semanas mas não consegui achar os comandos no teclado e mouse confortáveis, então passei um século tentando fazer meu Pro Controller de Switch funcionar no jogo, sendo que as ações de andar pra esquerda e direita estava configuradas como cima e baixo no controle e o jogo não permite configurar controles. Busquei muito na internet e achei umas soluções mas nada funcionou. Eu fiquei bem desmotivado com o jogo. Conversando com um amigo depois, ele recomendou abrir o jogo pela Steam com o controle conectado à mesma e deu certo. O problema agora era o framerate, mas acabei levando o jogo pra frente.

    Eu não sabia praticamente nada sobre Ori atBF a não ser que o jogo era um metroidvania e que era supostamente muito bonito. O lado metroidvania foi ficando cada vez mais óbvio, mas sobre a beleza...eu não estava tão certo. Isso porque o jogo não estava rodando da forma como deveria no meu PC. Na maior parte do tempo eu joguei em cerca de 30 fps e, com sorte, até mais. Mas muitas vezes caia pra beeeem menos, e sem motivo aparente nenhum também. Bom, meu notebook não é muito bom pra jogos, então nem esquentei a cabeça. Jogando a demo que saiu no Switch, a diferença é gigante, sobretudo na animação dos cenários, que é realmente muito bonita e natural.

    Outras coisas que eu não tinha curtido muito nas primeiras partes da aventura é que o seu visual me remetia muito a Rayman Legends, e não que eu ache feio, é bem bonito, mas parecia muito desenho animado ou muito vetorizado pra proposta do jogo. Além disso, eu estava achando o lance de tudo ser muito floresta e verde meio chato.

    Após aprender os básicos de locomoção e tal, outra coisa me tirou completamente a paciência com o jogo: o combate.

    Tudo é muito bonito e tal, mas você e os inimigos brilham um bocado, então quando você está perto de um inimigo, fica bem difícil saber quando ele vai atacar ou não porque é difícil distinguir suas animações e eu ainda ficava me jogando nas melecas no chão porque tudo parece coisa do cenário. Pra completar, você ataca com uma bola de luz que paira próximo a você e que lança raios nos inimigos. Para acertá-los, você deve estar perto e ficar apertando o botão de ataque enquanto ele mira automaticamente. As vezes você acha que vai acertar, mas não. As vezes você acerta mesmo com o inimigo nas suas costas, as vezes não.

    Enfim, é tudo uma questão de costume, mas quando as coisas são incertas assim, é motivo de agonia pra mim, e vou te dizer, esse jogo é muito bom, mas se tem uma palavra que o resume, é INCERTEZA.

    Ori atBF se assemelha um pouco com Metroid Fusion no quesito navegação. Há um personagem te guiando e marcando seu próximo destino no mapa e você deve achar uma rota até lá. As vezes você deve andar, as vezes voltar à uma área já visitada depois de adquirir uma nova habilidade. Ainda assim, dificilmente você fica perdido ou sem saber pra onde ir, como nos Castlevanias, por exemplo.

    É aí que mais incertezas aparecem. Em determinada parte eu deveria chegar num certo local e haviam três partes inexploradas que poderiam chegar lá, mas indo e voltando nas três eu não conseguia avançar e eu nunca sabia até onde o Ori iria. A impressão que dava é que um pulo melhor chegaria ali, ou se eu fizesse algo mais rápido eu chegaria acolá. No final das contas eu tive que olhar essa parte na internet pra descobrir que uma pedra que eu afastei anteriormente deveria ser afastada de volta para que eu pudesse pular e agarrar na parede pra ir pulando e subindo no maior estilo Megaman X. Fiz isso e meu pulo não chegava lá! Sabe quando falta um tiquinho e você fica tentando e tentando? Geralmente faço isso em jogos para tentar alcançar um lugar que não deveria, mas aqui era o caminho obrigatório! Tive que zoar a pedra de um jeito que ela acabou ficando com uma ponta mais pra cima pra conseguir continuar o jogo...

    O fator frustração pra mim aumentou quando descobri que você morre mais nesse jogo do que em Dark Souls. E como isso acontece constantemente, você deve usar um poder, segurando o botão A para criar um ponto de salvamento. Fez algo difícil? SALVE!

    Eu não tenho o costume de salvar constantemente em jogos, então foram tensas as muitas vezes que algo me matava instantaneamente e  eu era enviado de volta um longo caminho, perdendo qualquer progresso com mapa, experiência e itens que coletei no meio do caminho. Já jogou Half-Life e teve que salvar a todo momento? Essa foi a sensação pra mim. Curti o lance de Ori ser desafiador, mas não curti essa necessidade de criar seus checkpoints e ainda administrar as pedras que permitem que você faça isso.

    Uma das partes mais legais do jogo é se fortalecer, seja pelas habilidades que você aprende naturalmente alcançando pontos específicos da estória, como pulo duplo, escalada, dash e tal, sejam aquelas da árvore de habilidades que você compra numa com pontos ao exterminar inimigos ou coletar experiência pelo mapa, como aumento de vida, maior dano e dash aéreo.

    Como em qualquer jogo do gênero, novas habilidades significam novas portas abertas pelos mapas e se você tiver explorado o bastante/achado mapas, pontos de interesse, como portas até então trancadas e mesmo coletáveis ficam visíveis, então basta ir lá  e resolver o que desejar.

    Cada mapa mostra ainda uma porcentagem que você rapidamente completa, então acredito que fazer 100% num jogo como esse seja definitivamente uma delícia.

    Você vai perceber ainda que ter total controle do personagem e suas habilidade é imprescindível, visto que são muitos comandos e que as vezes você é testado com todos em curtos períodos de tempo. Você vai se sentir um speedrunner!

    Depois de um tempo, mais determinado a jogar Ori atBF de verdade, entendendo suas mecânicas, acostumado a salvar constantemente e tal, o jogo foi ficando mais interessante conforme se abria. Até o PC deixou a taxa de quadros mais amena. Eu fui aprendendo a gostar de seu visual e de seu simples enredo. 

    Fui gostando cada vez mais do mapa também, sendo que cada parte desse mundo tem uma temática diferente, inimigos diferentes, maior uso de certas mecânicas e tal. Acho que podemos dizer que o jogo é dividido em três partes, que culminam em uma espécie de dungeon para libertar um espírito para ajudar a salvar a floresta e no final, com tudo desmoronando, você deve escapar do lugar na maior adrenalina. Tenho que dizer que eles souberam manter o ritmo do jogo muito bem, sem cair na monotonia e sempre surpreendendo com bons quebra-cabeças.

    Algumas considerações sobre o jogo:

    -É tudo muito rápido. Você não fica numa parte por muito tempo, você resolve tudo rapidamente e você zera rapidamente (levei menos de 8 horas). Vale lembrar ainda que você morre rápido e também volta à vida rapidamente. Como eu disse: nada é chato.

    -Não há chefes no jogo, o que pra mim é meio decepcionante. No máximo você foge e tal em sequências especialmente criadas pra isso. Na verdade o "grande mal" é um só e os demais inimigos são só inimigos (mas há uma ótima variação).

    Resumindo: em relação a Ori and the Blind Forest, eu fui de "Meh, é ok" para "Pode comprar! É muito bom!" quando um amigo questionou se eu já havia o jogado. É definitivamente uma experiência bem original e criativa tanto pro gênero quanto pra video games em geral. Apenas não cometa o mesmo erro que eu de jogar numa plataforma problemática.

    De bom: visual lindo (sobretudo em 60fps). Simples de jogar. Carismático, sobretudo em partes mais cinemáticas, como a abertura e o encerramento. Fácil de controlar seu progresso e saber onde ir para pegar o que falta. Árvore de habilidade te dá muitos motivos pra continuar jogando e ganhando níveis e se fortalecendo. Há diferentes níveis de dificuldade. Contém a língua portuguesa (Brasil) como opção.

    De ruim: mortes recorrentes e a necessidade de salvar a todo momento já que as mortes te levam pro último checkpoint que você criou, então se acostume! Não é possível salvar a qualquer momento, como em "partes perigosas", o que deixa partes mais difíceis, como fugas longas e cheias de armadilhas bem frustrantes (não é possível salvar em momento nenhum). Meio confuso de saber até onde eu posso fazer algumas coisas no mapa ou se devo voltar depois com outras habilidades. Confuso de entender alguns inimigos e seus padrões pois algumas animações não são muito lógicas ou há muito brilho em todo mundo. Sem chefes.

    No geral, apesar de achar que a galera exagera um pouco endeusando a experiência, super recomendo o jogo por toda a sua importância e por ser curto e tranquilo, embora tenha me dado várias dores de cabeça pra conseguir jogar nas primeiras horinhas. Já estou na expectativa no Will o' Wisps, sua continuação, embora eu não tenha certeza que seja necessário existir, mas com certeza jogarei na melhor plataforma possível!

    Ori and the Blind Forest: Definitive Edition

    Platform: PC
    157 Players
    44 Check-ins

    30
    • Micro picture
      andre_andricopoulos · 3 months ago · 2 pontos

      Morre mais do que em DARK SOULS,?.
      Eita! 😳
      ...
      Ainda nunca joguei...

      2 replies
    • Micro picture
      xch_choram · 3 months ago · 2 pontos

      vc não pensa em colocar esses textos como criticas?

      1 reply
    • Micro picture
      sweet_lorelei · 3 months ago · 2 pontos

      parece bem legal o jogo....
      jogo no pc e não curto teclado e mouse...tem um programa na steam chamado controller companion(não tenho certeza quais controles ele aceita o meu no caso eh de xbox)ele funciona como mouse pra vc mecher no pc normalmente e qd entra em jogo se você apertar select e start ele funciona como controle,alguns jogos tem suporte e outros vc configura na mão mas eh bem simples,o bom é que você pode ter varios perfis assim que entra no jogo ele reconhece o perfil e roda as configuraçoes que vc fez pra aquele jogo....deu muito certo pra mim pra the witcher 1 por exemplo....
      O fato de morrer muito me desanima um pouco,dificuldade nesse sentido não é minha praia,mas o visual parece muito lindo.

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