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    De frente com o Chiuaua: Horizon Zero Dawn – Vale a pena?

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    Em fevereiro de 2017 o novo exclusivo de PS4 finalmente chegou, estávamos ansiosos, não só pelo fato de ser um exclusivo mas também por ser uma nova IP, algo difícil hoje enquanto as empresas buscam por alimentar suas franquias consagradas.

    Lembro-me que quando vi o jogo ser anunciado na E3, a primeira coisa que pensei era que o jogo seria atrasado ao infinito e além por ter muitos elementos novos e um mundo incrível. Eu não imaginava, mas Horizon Zero Dawn causou uma revolução na indústria de games, aonde já vimos declarações do tipo: “Microsoft já prepara o seu Horizon Zero Dawn”.

    A verdade é que, desde Tomb Raider (2013), um jogo novo não tem tamanha qualidade em contar a história de sua personagem. Horizon Zero Dawn se faz valer de uma nova engine, incrivelmente otimizada para o PS4, capaz de criar gráficos incríveis com toque cartoon, o que vai fazer o jogo envelhecer muito bem.

    Na vídeo análise anexa a este post, comento que para mim a Guerrilha Games chegou ao nível da Naughty Dog com o Horizon. A qualidade do acabamento, o carinho que eles tiveram com cada detalhe do jogo faz dele o melhor jogo do ano, sem até o momento, nenhum concorrente à altura.

    Digamos que você decida explorar um pico de uma montanha e chegando lá, pule de um lugar mais alto do que o ideal porém sem levar dano, isso não vai te deixar isento de ouvir uma reclamação ou comentário da Aloy. O mais legal nesse caso, é que eu pude ouvir o eco da fala da Aloy pela montanha. Isso é um exemplo dos pequenos detalhes que eles tiveram o cuidado de implementar no jogo. Este esforço da Guerrilha em cuidar dos detalhes sonoros e animações dos personagens reforçou muito a personalidade da Aloy, criando uma heroína forte, delicada e com muitas dúvidas à serem tiradas a limpo.

    Neste ponto, tenho que dar os parabéns a produtora, pois foi uma das melhores evoluções de personagem que já tive o prazer de jogar e porque não, construir junto com a Aloy. Tudo que a Aloy entende por mundo é apresentado a ela e ao jogador ao mesmo tempo, colocando os dois na mesma página. Quando saímos do prologo, estamos totalmente cheios de dúvidas e com um mundo vasto e hostil pela frente, repare que falo nós (eu o jogador e ela, Aloy).

    A condução da história e a estratégia adotada pelo diretor foi tão bem executada, que a Aloy tem uma personalidade tão forte e clara para quem joga com ela, que é muito fácil tomar as decisões em momentos críticos baseado no que ela faria.

    Por hora, vamos parar de falar da Aloy e falar em mecânicas de jogo: caçar máquinas é divertido para caral**! Dane-se que estamos usando uma lança e um arco com flechas, pois isso é videogame, certo? A mistura de elementos RPG com um game de ação ficou perfeita em Horizon Zero Dawn, claro que o combate contra humanos não é tão bom quanto o combate com máquinas, mas isso não se torna muito significante quando você consegue mais armas. O design de armas e armaduras ficou demais, existem armas para cada tipo de jogador, do mais stealth até ao melhor estilho bárbaro!

    Os robôs, inimigos difíceis de lidar, são diversos e um mais maneiro que o seu anterior. A inspiração para criação de cada tipo de robô também é explicado no desenvolver da história, o que deixa ainda melhor e mais interessante o formato escolhido das maquinas.

    E o que seria de Horizon Zero Dawn sem o seu belíssimo trabalho de áudio? Ótimas trilhas sonoras, dublagem no nível da Microsoft (huehuheu) já que a dona Sony tem dificuldades para fazer uma boa dublagem em seus jogos né. Fora a zueira, a dublagem está ótima, poucos os títulos da Sony tem um trabalho tão bom, que somado a trilha sonora escolhida e aos sons ambientes criam uma atmosfera única. O último jogo que teve um mundo com essas combinações para mim foi o Tomb Raider de 2013, essas características normalmente são difíceis de serem acertadas com tamanha precisão, mas quando acontece o jogo acaba por registrar seu espaço na história da geração com total certeza.

    O game aborda assuntos de preconceito, superação, amor, valores de vida, sobre o que é certo e o que é errado, sobre o quão longe devemos ir por algo. O único item que achei um erro foi colocar questões de tom sexual à Aloy, claro que são observações que talvez uma criança não notaria, já um adulto pode se sentir desconfortável ou de mesma forma que eu, achar que isso foi uma adição completamente desnecessária a uma personagem tão incrível como a Aloy. Essa abordagem que me refiro, é que alguns personagens no decorrer da trama irão fazer “cantas” para a Aloy, personagens de ambos os sexos. A produtora não deixou clara qual a opção da Aloy, mas honestamente: porque isso importa? Lembram que eu disse que o personagem e o jogador estão na mesma página desde o começo? Tanto para a personagem quanto para o jogador, a opção sexual dela ou o crush no jogo são completamente irrelevantes. A história e a Aloy são tão maiores e mais importantes do que isso, que no momento em que houve a primeira cantada a minha reação foi: “é sério isso? Maior treta pegando e o NPC aqui tá paquerando a Aloy?”. Claro que se você simplesmente ignorar isso não vai manchar o jogo, mas registro isso aqui como um protesto, pois foi algo complemente desnecessário em um jogo tão impecável.

    Voltando a falar da história, temos a história da Aloy e de seu novo mundo digamos assim, e a história do nosso mundo. Tudo é explicado no decorrer do jogo, mas se você fizer as side-quests ficará melhor ainda. Ao final do jogo, a história será fechada, mas acho que poderemos ter um novo jogo, para nossa alegria!

    Há muitos textos no melhor estilo códice, muito semelhante ao que achamos em Dragon Age: Inquisition. Textos sobre o passado e sobre o mundo atual, crenças e lendas. Acho que muitos destes textos poderiam ser quests alternativas, pois adicionariam muito mais ao jogo do que um simples texto que pode ser facilmente ignorado.

    Horizon Zero Dawn tem uma platina com nível normal, nada muito difícil, e com mais ou menos 80 horas de jogo é possível de alcançar. A mecânica de exploração, combate e história não vai punir nenhum tipo de player, porém os exploradores se darão melhor nesse jogo!

    Horizon Zero Dawn é um exclusivo de PS4, e já pode ser encontrado por preços bem bacanas em grandes lojas. Temos um DLC anunciado, The Frozen Wilds já para 2017.

    Vale a pena? Essa é uma pergunta que não precisa de resposta ;)
    Ah, e não se esquece de ver o vídeo da analise!

    Horizon Zero Dawn

    Platform: Playstation 4
    1420 Players
    779 Check-ins

    19

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