• farusantos Farley Santos
    2021-01-21 22:33:46 -0200 Thumb picture

    Impressões: ENDER LILIES: Quietus of the Knights

    No geral, ENDER LILIES: Quietus of the Knights se revela um metroidvania sólido. O jogo combina conceitos consagrados em uma aventura interessante e focada em algumas poucas características, o que traz agilidade à experiência. O combate se destaca com foco em precisão e observação, sendo bastante divertido montar diferentes times de Cavaleiros Espectrais para superar os desafios. Além disso, a ambientação é excepcional com ótima direção de arte, trilha sonora e engenharia de som. Na versão de lançamento de Acesso Antecipado alguns detalhes técnicos incomodam, assim como a ausência de aspectos mais únicos, entretanto isso pode mudar no decorrer do desenvolvimento. Mesmo assim, no fim, ENDER LILIES é uma aventura imersiva e com muito potencial.

    Impressões completas

    Ender Lilies: Quietus of the Knights

    Platform: PC
    1 Players

    2
  • 2021-01-13 09:31:05 -0200 Thumb picture

    Gravação da live de Ontem!

    Continuando com o jogo The Messenger no XBOX Game Pass Ultimate!

    O vídeo recomendado da vez é de um canal que infelizmente acabou, mas tinha um conteúdo legalzinho:

    Estou tentando não repetir muito canais, só que não conheço tantos canais que são pequenos e eu prefiro ter assistido alguma coisa antes de recomendar, para quem perdeu eu desafiei a mim mesmo e a todos que acompanham meu conteúdo a pelo menos durante janeiro, compartilhar um conteúdo de outro criador em toda a postagem.

    Se alguém conhece algum criador pequeno que tem um conteúdo legal e quiser recomendar para eu dar uma conferida pode mandar.

    Lembrem de participar também da nossa comunidade no discord, lá temos anúncios antes da hora, salas para conversar sobre games, mangás, séries e outros,, aparece lá pra trocar uma ideia o/

    https://discord.gg/KA65B8ZymM

    The Messenger

    Platform: Xbox One
    13 Players
    3 Check-ins

    8
  • anduzerandu Anderson Alves
    2021-01-12 02:56:18 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Knightin'+

    Zerado dia 12/01/21

    Volta e meia eu dou umas voltas na eshop do Nintendo Switch na seção de lançamentos. Por lá é possível ver absolutamente todos os jogos disponíveis na plataforma em ordem decrescente de lançamento, do mais recente até os primeiros. Vejo tudo o que foi lançado das últimas semanas e adiciono jogos que possivelmente comprarei na plataforma um dia assim como títulos que tenho interesse de jogar, nem que seja em outro console. Faço isso até chegar nos jogos que já adicionei como favoritos anteriormente, assim sei que na minha lista tem tudo o que tenho que lembrar.

    Foi numa dessas que vi esse jogo, Knightin'+. Acho até que já tinha ouvido falar nele na época de seu lançamento, mas não dá pra ter certeza visto que toda a sua arte promocional e o visual do jogo passam longe do original e minha mente vem confundindo inúmeros jogos indie recentemente.

    Me lembro de ter visto um vídeo do jogo dentro da própria loja da Nintendo e achado que valia a pena dar uma chance. Essa chance veio antes do esperado, quando o usuário @topogigio999 aqui da rede postou ainda ontem sobre Knightin'+, citando algumas de suas qualidades, inclusive a curta duração e o melhor: disponível no PS Vita!

    Eu tenho que me atentar a pesquisar sobre os jogos antes de comprá-los pois tenho notado que mais jogos do que eu imaginaria estão disponíveis no último portátil da Sony (e até outros consoles que tenho). De graça sempre é melhor, ainda mais quando a qualidade do jogo é completamente duvidável!

    Baixei logo os 37mb no Vita e parti pro abraço, até porque estava querendo algo mais "casual" visto que tenho jogado um RPG.

    Então, Knightin'+ é exatamente o que eu já imaginava e sabia pelo trailer: uma aventura completamente voltada à clássica experiência do primeiro The Legend of Zelda, lá do NES. Por outro lado, é um jogo milhares de vezes mais fácil, até porque toda a jogatina se passa nas masmorras e não há um overworld para se perder explorando. Além disso, os inimigos são tranquilos, os puzzles são bem limitados às mesmas fórmulas e não há segredos.

    Ao começar o jogo, fui direto nas opções e pus no idioma Português-Brasil, uma das muitas opções disponíveis. Em seguida o jogo tem uma leve (e até cômica) apresentação e fui levado à uma tela-mapa de seleção de estágio. São apenas 4 deles, mas apenas o primeiro era acessível.

    O início é um tutorial, ensinando os comandos básicos e te pondo para agir na prática, bem legal. Daí é isso, você anda pelas salas, destrói os inimigos, abrindo assim as portas, escolhe uma delas para prosseguir e vai abrindo mais rotas ou voltando para outras já visitadas quando chegar à algum lugar sem saída ou que você não pode continuar ainda por falta de algum item ou chave.

    Seus comandos iniciais se resumem a andar com o d-pad ou analógico, atacar usando a sua curta espada com quadrado, e defender com o escudo apertando L.

    Monstros derrotados podem derrubar ouro ou cura, com um pouco de sorte. O seu personagem suga automaticamente todo o dinheiro, mesmo trocando de sala, mas as orbes de HP (e futuramente MP) devem ser coletadas ao andar sobre elas.

    O ouro é de suma importância no jogo, pois com ele é possível comprar regeneração de vida, chaves para usar em portas trancadas (não consegui definir se eram extras ou obrigatórias, mas só é vendida uma por masmorra) e itens de melhoria, como aumento definitivo de vida.

    Logo os primeiros puzzles começam a aparecer, mas eles podem ser resumidos em dois:

    -Puzzles de empurrar caixas, como os clássicos do Zelda. Esses quebra-cabeças normalmente envolvem posicionar caixas em cima de pontos brilhosos movendo-as por espaços limitados;

    -Puzzles de acender painéis específicos. Esses geralmente demandam da atenção do jogados pelas masmorras para entender as dicas e saber quais painéis devem ser acesos numa determinada sala. No início as dicas costumam estar em uma única sala e são bem tranquilas, mas no final do jogo você vai ter que prestar atenção em mais lugares e até raciocinar um pouco. Pessoalmente eu odiei esses puzzles.

    Esses desafios geralmente resultam em portas abertas ou trechos liberados com baús previamente bloqueados com upgrades de vida e até armas e acessórios!

    Em cada uma das masmorras você acha diversas melhorias par ao personagem, desde aumento de vida até equipamentos, que são praticamente obrigatórios de serem coletados visto que são facilmente encontrados e alguns são mandatórios para prosseguir na campanha.

    O escudo mesmo é um deles, assim como um melhor que reflete projéteis mais pra frente. Você ainda ganhará uma espada melhor e mais forte e uma armadura vermelha de maior defesa próxima ao final do jogo.

    Outros itens coletados podem ser visos na parte superior direita da tela, como o anel que permite correr (como o Link em A Link to the Past), o cajado que solta magia e age como seu ataque de longa distância e a habilidade de mover pedras pesadas.

    Ao terminar um estágio, o próximo é desbloqueado e é possível revisitar fases anteriores, agora mais forte e mais rico, e talvez ir atrás de itens que não foram encontrados, mas dificilmente isso será o caso. Rejogar essas fases por puro prazer também é complicado, visto que todas elas são bem parecidas (apesar da temática diferente) e cansativas o bastante para você não querer as ver tão cedo.

    Depois que o jogo cai um pouco na mesmice, sobra no final de cada dungeon o chefe. Infelizmente eu acho que o jogo pecou um pouco nesse quesito e mal posso dizer que me diverti com essas batalhas.

    No Zelda mesmo, é possível bater indefinidamente nesses guardiões das masmorras a menos que eles protejam seus pontos fracos de alguma forma que você deverá desfazer. Em Knightin'+ esses inimigos simplesmente ficam piscando e você deve esperar para dar um próximo golpe e as vezes as lutas acabam por parecer que demoram demais. Fora que quando você entende o chefe, fica só no mesma coisa robótica até acabar. E quando acaba, é do nada! Nenhum indicativo de fúria ou cansaço deles, nem uma troquinha de cor? Enfim, não que os chefes sejam ruins, mas foram um pouco decepcionantes pra mim e, pra ser sincero, eu não os achei nada divertidos de enfrentar.

    Uma curiosidade é que eu platinei o jogo sem querer! Provavelmente a platina mais fácil da minha vida já que a maioria dos troféus exigia apenas fazer cosias simples do jogo e que todos fariam. Inclusive, todas são voltadas aos dois primeiros estágios. Eu comecei a fazer tudo que podia e cheguei a voltar na primeira fase pra comprar um upgrade de HP que fiquei devendo, mas ao ir na lista de troféus, tudo já estava feito, haha.

    Resumindo: Knightin'+ é um jogo legal, mas bem simples e que fico muito feliz de não ter dado o dinheiro pedido no Switch. O visual é pixelado, mas nada nostálgico, como os jogos indies atualmente e a sua jogabilidade é legal para quem curte explorar masmorras no estilo dos Zeldas top-down, principalmente o estilo do primeiro, de NES.

    De bom: simplicidade cativante. Gosto muito dos upgrades, que inclusive mudam a aparência. O jogo é bem piedoso e disponibiliza checkpoints em diversas partes. Visuais e animações ok, bem confortável no de se ver no Vita. Inclui o idioma Pt-Br.

    De ruim: as fórmulas do jogo se repetem com frequência, inclusive os puzzles e funcionamento das dungeons. Batalhas contra os chefes ficaram devendo mais. O jogo requer que você preste atenção em coisas do cenário e faça lógica para resolver quebra-cabeças e ter que ficar indo e vindo de sala em sala olhando isso as vezes é meio chato. Respawn de inimigos me incomoda um pouco, mas felizmente só acontece quando você muda de andar (preferiria que não acontecesse nunca). Não vi nenhum motivo para volta a jogar isso um dia. Algumas masmorras são bem confusas (a terceira mesmo é grandona, cheia de teletransportes e escadarias confusas).

    No geral, como um casual de umas 3 horinhas, valeu a pena, ainda mais por ser fã de Zelda, mas não dava pra cobrar muito desse indie. É um joguinho simples e é isso, não uma superprodução. Apesar de que acho que poderia ter sido melhor e não ter nenhum motivo pra voltar, eu curti enquanto durou. Legal!

    Knightin'+

    Platform: Playstation Vita
    3 Players
    2 Check-ins

    14
    • Micro picture
      topogigio999 · 10 days ago · 2 pontos

      Quanto a biblioteca do Vita, estes dias eu fiz uma varredura da minha wishlist da steam para ver o que tinha no Vita, e assim poder jogar FREE, fiquei embasbacado como boa parte da wishlist estava disponível no Vita, agora é só alegria...

  • anikabonny Anika Bonny
    2021-01-11 02:45:18 -0200 Thumb picture

    Astrovity (PC)

    Viaje com Astra pelo espaço para ajudá-lo a encontrar seus pais.

    Astrovity é um jogo de puzzle e plataforma, que utiliza a gravidade como sua principal mecânica e possui mais de 200 fases.

    Análise completa: https://nerdtrash.com.br/astrovity-pc/

    9
  • farusantos Farley Santos
    2020-12-30 11:35:16 -0200 Thumb picture

    Análise: Ori and the Will of the Wisps

    Ori and the Will of the Wisps combina ambientação intrincada e ritmo ágil para criar uma aventura ímpar. É ótimo controlar Ori, pois seus movimentos são fluidos e variados, e sempre há muitas opções na hora de superar os obstáculos — é recompensador entender quando usar cada técnica, principalmente para alcançar locais de difícil acesso. As habilidades do espírito são colocadas à prova em um mundo extenso com diversos puzzles de navegação, trechos de plataforma e muitas áreas opcionais repletas de segredos. Além disso, a floresta de Niwen conta com locais belíssimos e ricamente construídos, explorados em uma fábula emocionante e suave de fantasia e amizade. No mais, Ori and the Will of the Wisps é uma experiência mágica e excepcional.

    Análise completa

    Ori and the Will of the Wisps

    Platform: PC
    77 Players
    18 Check-ins

    6
  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-12-29 13:45:49 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Donut County

    Zerado dia 29/12/20

    Donut County, um jogo que eu nunca tinha ouvido falar, entrou em promoção na eshop do Nintendo Switch há uns tempos atrás. Achei o nome e o visual interessante e fui ver o vídeo da loja. Que legal!

    Fiquei na dúvida se comprava ou não, provavelmente por já ter gastado demais com o cartão de crédito, e acabei perdendo a chance, mas o adicionei à lista de desejos do console.

    Volta e meia eu me pegava olhando o eshop-prices.com para ver se o jogo tinha tido o preço cortado mais uma vez, mas nunca voltava! Eu não conseguia me esquecer de DC!

    Há pouco mais de uma semana o dito cujo finalmente voltou a custar R$10 e eu não pensei duas vezes (e ainda ganhei moedas o bastante para adquirir outro jogo que estava interessado de graça). Donut County ficou tanto na minha mente, e a necessidade de jogar algo mais tranquilo, que ele saiu furando fila e já o terminei!

    A experiência em questão é bem diferente de quase tudo que conhecemos: controlamos um buraco que deve engolir tudo na tela. Quanto mais coisas caem dentro do buraco, maior ele fica e maiores objetos podem ser inseridos dentro do mesmo, como se você começasse um estágio devorando pedras e flores e terminasse engolindo carros e casas.

    Acho que o mais próximo de comparação com DC é a série Katamari, que andamos por cenários rolando uma esfera que adere a tudo o que for de seu tamanho ou menor, ficando maior conforme você junta mais e mais coisas. A ideia de DC é bem parecida, inclusive com um humor bem diferenciado, mas o jogo peca em outros aspectos.

    Um de seus defeitos é que as fases são muito limitadas. Você controla o buraco, mas fica limitado a movimentá-lo apenas na tela, já que a câmera é fixa. Colete tudo o que ver e a câmera ou se afasta para visualizarmos mais objetos ou simplesmente muda para outra posição, como uma sala ao lado, diferente do Katamari que dava completa liberdade 3D de andar por um grande cenário dividido em muitas seções.

    Essa limitação de área deixa DC muito linear, pois é quase como se todos os objetos fossem de tamanhos diferentes e você quase sempre tem que os pegar na mesma ordem. Nem tem muito o que pensar: veja algo que caiba dentro dele e o engula e agora, maior, colete a próxima coisa que couber.

    A interação com objetos e usá-los para alcançar novos coletáveis demora um pouco para chegar e ainda assim é quase sempre muito simples ou óbvia.

    Acaba que DC é mais um jogo de "limpar a tela de tudo" do que um quebra-cabeças. Ótimo para quem quer relaxar, mas meio fraco para quem esperava algo mais inteligente e criativo.

    São pouco mais que 20 fases, e todas são curtíssimas! De cerca de 1 minuto cada, podendo variar para menos ou mais. A ultima fase, por exemplo, deve ter durado uns 5 minutos.

    Ao terminar um estágio, uma tela se abre mostrando tudo o que você coletou, e você ainda pode checar num menu na tela inicial essas coisas. Eu não sei se ele mostra tudo o que cada estágio tem e o que falta ser coletado, pois entrei lá depois de terminar o jogo e não vi nenhum indicativo disso.

    Por outro lado, eu realmente nem sei se tem como terminar o jogo sem pegar tudo, pois é tudo muito limitado. No final houveram cenários com seções que pareceram levemente opcionais, mas ainda assim acho que você é quase que obrigado a pegar tudo.

    Mas DC ainda é legal de jogar e curtir.

    Há um enredo bem viajado contado entre cada estágio e que contextualiza cada um deles, incluindo muitos dos agentes que engolimos com o buraco e os colocando para dialogar a 999 pés abaixo da terra.

    Essa história toda atinge o clímax numa batalha contra o vilão do jogo no final, algo que DC não tinha feito até então. Foi bem legal sair de sua rotina um pouco.

    Lá pela metade da curta aventura você também usará de mecânicas diferentes ou de um pouco mais de lógica e da física do jogo. Posicione o buraco sob as pernas dianteiras de uma cadeira para ela perder o equilíbrio e cair para a frente, ou para trás se posicionando abaixo das pernas dianteiras. Faça objetos grandes que não cabem no buraco tombarem e derrubarem objetos menos que estiverem acima deles.

    Houveram momentos que eu tive que encher o buraco d'água e conduzir eletricidade ou arremessar certos objetos (que o jogo escolhe em certas fases) para interagir com outros acima que eu não poderia alcançar.

    Resumindo: Donut County é um jogo legal e divertido, mas um pouco simples e curto demais. Há um humor diferente e um prazer em limpar os cenários e um quê de Katamari, mas no final das contas é apenas um passatempo bestinha, infelizmente. Sinto que houve um grande potencial desperdiçado aqui, apesar de não ter me arrependido da compra. Descobri que o jogo foi lançado para outras plataformas, incluindo celulares e, se soubesse disso antes, teria ido de mobile (testei jogar na tela do Switch e se duvidar curti mais o touchscreen do que jogar pelos joycons).

    De bom: visual 3D que simula 2D bonito, lembra um pouco Pan-Pan. Jogabilidade simples e de fácil entendimento que qualquer criança conseguiria jogar. Humor legal. Jogo em português. Gostei do fato do jogo não simplesmente terminar com uma fase igual as outras.

    De ruim: cenários limitados, curtos e rápidos demais. Esperava algo que me fizesse pensar, mas acaba sendo quase sempre um jogo de sair andando com o buraco e sugando as coisas até acabar. Zero desafio. Super linear. Diálogos demais.

    No geral, até os 10 reais que paguei, eu recomendo o jogo e provavelmente mais no mobile. Fora isso, é mais um indie simples. Não odiei, não amei, mas esperava mais pelos trailers. Jogo bem ok, passatempo ótimo!

    Donut County

    Platform: Nintendo Switch
    11 Players

    9
  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-12-28 04:02:31 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Inside

    Zerado dia 27/12/20

    Depois de jogar um Pocky & Rocky com meus amigos, fomos à festa de aniversário com meu sobrinho e de lá fomos para a casa deles. Como chegamos tarde, os dois logo caíram de sono e eu fiquei a procura do que fazer sozinho na sala. Estava com o PS4 ligado e testando uns jogos, então entrei na minha conta e baixei esse tal de Inside que comprei faz tempo bem baratinho na PSN.

    "Dos criadores de Limbo". Interessante, mesmo não sendo o maior fã de Limbo ou jogos do tipo, como Unravel e Little Nightmares.

    Joguei o nome no howlongtobeat.com antes para ver se rolava mesmo de terminar, pois não queria jogar "pingado" na casa dele. 3 horas e meia? Hummmm, vamos lá!

    Uma hora depois estava dormindo no sofá.

    Começando Inside, bem, ele é exatamente com todos esses jogos já mencionados: silencioso, imersivo e até um pouco cruel. Escuro! Ah, isso ele é! Tem aquele lado meio poético, meio que crítico, interpretativo, mas nem tanto.

    Uma coisa que achei legal é que o jogo começa do nada assim que você aperta para iniciar a aventura. Não há contexto, texto nem tutoriais. Você que se vire e tente entender o que está acontecendo!

    O estilo visual também me chamou atenção, sendo mais 3D do que eu esperava (acho que estava o ligando demais a Limbo) e tem um quê mais realista, ao invés do visual fantasioso de Unravel, por exemplo.

    A aventura se inicia com você se esgueirando por vários lugares, como pelo mato e fugindo de soldados que te procuram. O meu sentimento era de estar controlando uma criança fugindo de um campo de concentração ou de uma base russa.

    Outra coisa que achei interessante citar é que não senti o ar melancólico que jogos similares costumam ter, nem a sensação de terror, mas a ambientação pareceu ser de apena sum lugar normal enquanto a jogabilidade transmitia as emoções.

    O que quero dizer é que se você ficar parado e admirar os cenários, vai ver o por do sol por entre os prédios e plantações se movendo, enquanto sensações como desespero são em lugares assim, mas em partes que você está fugindo de cães, por exemplo.

    E por falar em cães, eles são das criaturas mais mortais do jogo. Pra ser sincero, Inside é quase sempre um jogo até bem cruel, sobretudo com mortes. Se os cães te pegam, eles te mordem horrivelmente. Já os soldados te baleiam sem dó e até ventiladores te cortam ao meio e fazem suas vísceras voarem.

    Não é um joguinho bestinha para qualquer membro da família!

    Outra coisa é que a jogabilidade simples de Inside acaba que deixou a experiência meio fácil e limitada, mas ao menos tudo funciona. Você sabe o que pode ou não fazer e conhece os limites de seus movimentos, coisa que nenhum dos outros similares me proporcionou.

    É um jogo um tanto quanto linear? Sim. Os puzzles dificilmente demoram 2 minutos até serem finalmente entendidos e concluídos? Sim! Mas o progresso é contínuo e eu cheguei a um ponto que só queria saber até onde o enredo em levaria. 

    Será que haviam explicações sobre o que estava acontecendo? Será que o garoto me surpreenderia? Eu tinha que saber!

    Enquanto isso eu andava e andava e andava por cenários vazios aqui e ali, vazia um puzzle simples, admirava a paisagem, corria de cães e nadava de monstros marinhos. Tava legal!

    Inside nunca deixa muito claro nada. Nem mesmo onde é checkpoint. Eu estava perto de terminar? Bem, talvez.

    No dia seguinte, que foi quando eu mais joguei, mais acordado pela manhã, meus amigos estavam me assistindo jogar. Um deles já tinha chegado bem perto do final e nem sabia.

    O jogo então trouxe um personagem bem diferente à tona e jogabilidade inesperada. Eu estava surpreso com o que o jogo fazia de novo. Nunca tinha visto algo tão estranho.

    Depois de mais umas seções curiosas, a aventura simplesmente chegou à um fim. Que estranho! Eu tentei interpretar o final de várias formas, mas não consegui imaginar nada, como se eu não tivesse saído do início do enredo, o que foi bem decepcionante.

    O final de Inside me preveniu de o classificar como "Favorito" aqui no Alvanista, mesmo tendo gostado da experiência até então.

    Resumindo: Inside é um bom jogo, e provavelmente o meu predileto desse gênero e em comparação com outros parecidos. Achei que fizeram um trabalho muito bacana, mas o final é estranho e inconclusivo, quase como se não houvessem terminado o jogo. Por outro lado, valeu a pena ter jogado até lá!

    De bom: visuais bonitos e estilosos. Temática mais adulta. Não é um jogo bugado ou que te deixa cheio de incertezas sobre como interagir com o cenário e objetos. Jogabilidade funcional. Cenários bonitos.

    De ruim: um tanto linear. Final sem graça. O jogo meio que não chega a lugar algum.

    No geral, eu recomendo o jogo, sem dúvidas e espero que alguém curta o final mais do que eu. Por outro lado, apesar de momento apreensivos, não acho que Inside tenha alguma mensagem ou adicione algo a nossa vida além do video game. Bacana!

    Inside

    Platform: Playstation 4
    181 Players
    15 Check-ins

    14
    • Micro picture
      santz · 25 days ago · 2 pontos

      Esse jogo é excelente. Foi outro ue zerei também esse ano e foi uma das melhores experiências que já tive, foda demais. O cenário é super realista, o uso de luz e sombra nesse jogo é fenomenal. Os puzzles, os efeitos sonoros, a animação do personagem, tudo é muito bem amarrado. A história também é cheia de mistérios, sem diálogos nem nada, foda demais. Para entender melhor a trama do jogo, sugiro ouvir o podcast do Jogabilidade que fala desse jogo. Além da história, eles falam mais coisas técnicas que é top demais de ouvir.

  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-12-10 21:23:53 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Unruly Heroes

    Zerado dia 10/12/20

    Conheci esse jogo graças à recomendação de um amigo em sua época de lançamento e tinha curtido pelo pouco que vi.

    Tempos depois, o jogo foi lançado para diversas plataformas, incluindo o Nintendo Switch, onde meus amigos e eu sempre mantemos os lançamentos no radar.

    Durante as nossas jogatinas multiplayer, mais especificamente no final de Trine 3, lembrei que Unruly Heroes poderia ser uma das nossas próximas opções (inclusive porque eu podia jurar que era um jogo de três jogadores, mas na verdade é de até quatro). Eles concordaram e até já tinha algum interesse na experiência também, que felizmente estava disponível no Gamepass.

    Não deu outra e UH foi a escolha daquele final de semana!

    Abrindo o título pela primeira vez, fomos direto na campanha sem saber muito o que esperar. Foi aí que constatei que UH tem um visual que lembra um pouco jogos como Rayman Legends. Legal! Quer dizer, eu nunca soube exatamente o que pensar desse tipo de arte e animação, mas pelo menos há um ar de felicidade e diversão!

    A temática aí é bem chinesa, inclusive os 4 personagens tem características bem asiáticas, assim como muito do folclore da aventura. É muito legal ver esse tipo de cultura sendo mais explorada e há muito a ser usado em jogos! Por outro lado, você pode jogar a aventura inteira sem perceber esse lado de UH e pensar que são apenas personagens coloridos e felizes.

    Definitivamente algo agradável de se olhar e jogar, seja qual for a idade do jogador.

    Depois de um tutorial com bastante prática na primeira fase, incluindo os simples ataques, rolamento, pulo (incluindo pulo duplo de dois personagens e alto + planar dos outros dois), e enfrentar alguns tipos de diferentes inimigos, somos apresentados às habilidades exclusivas de cada um deles ao interagirem com suas estátuas. Como eu não consegui aprender nenhum dos nomes, chineses, vou pelas características físicas:

    -O macaco pode fazer seu bastão ficar gigante, transformando-o numa ponte;

    -O monge pode atirar um projétil de luz que quica pelas paredes e ativa determinados botões;

    -O porco pode se transformar num balão, voar e assim alcançar lugares altos;

    -O...fortão? Bem, ele pode quebrar umas paredes específicas.

    Jogando multiplayer você tem que fazer a sua parte e usar suas habilidades quando aparecerem as estátuas para poder progredir. Jogando de 1 a 3 pessoas há a necessidade de trocar de personagem com frequência para estas interações.

    Perder no jogo é uma tarefa difícil pois ao morrer, um ícone que se assemelha ao espírito do seu personagem voará pela tela e basta alguém bater nele para você voltar à vida, bem ao estilo de New Super Mario Bros. Wii/U. Em menos de 4 jogadores, como jogamos a maior parte do tempo em três, você ainda pode optar por selecionar qualquer um que não esteja sendo usado ou morto e voltar instantaneamente à ação.

    Todos perderam? Há uma boa quantidade de checkpoints pelas fases. Mas quando você não encontrar nenhum por algum tempo pode ser bem frustrante também.

    A pior parte de UH é que os estágios são longos demais, variando entre 10 e 15 minutos cada, mesmo focando menos na exploração, já sabendo o que fazer nos puzzles e não ligando para coletar moedas. Imagine você: jogar 3 fases entre 30 e 45 minutos!

    É daí que morrer depois de um checkpoint distante pode ser cansativo e mesmo passar de fase e pensar que em seguida virá uma tão grande quanto é muito desmotivador.

    Por outro lado, o jogo tem seu método de recompensar quem gosta de coletar 100% das coisas em cada estágio, incluindo uma seção de artes desbloqueáveis e a possibilidade de comprar skins (color swaps) para os protagonistas. Sinceramente, bem inútil.

    Meus amigos e eu planejávamos fechar o jogo numa só sentada, mas já nas primeiras fases a experiência estava bem cansativa e muito repetitiva. A gente pula plataformas, fica apertando mil vezes o mesmo botão para vencer a porradaria contra os monstros e faz puzzles sem graça o tempo inteiro. Fora a chatice de morrer porque seu segundo pulo não registrou ou o hitbox dos espinhos eram completamente injustos.

    Aliás, esse é um daqueles jogos que os personagens morrem fácil demais e dão pouquíssimo dano nos inimigos. Você vê alguns morceguinhos e acha que vai os matar com facilidade, mas eles ficam voando para longe do seu combo, tomam 200 hits para morrer cada e mesmo jogando bem, você sai das batalhas com metade do HP, no máximo.

    Para falar a verdade, é comum você morrer "do nada" depois de um hit ou outro e por ser difícil acompanhar a ação e seu HP ao mesmo tempo. Chegamos a comprar skins caras achando que poderiam aumentar nossa vida e dano, mas isso nunca mudou durante toda a aventura. Não houve o que fazer...

    Depois de suas jogatinas, uma de noite e outra por boa parte do dia, deixamos para continuar depois, completamente decepcionados com a experiência. Jogamos 2 mundos, metade da campanha.

    O que acontece é que na tal "próxima vez" ao abrir o jogo, tivemos algum problema com a conexão de um controle ou algo assim. Jogamos uma fase e saímos para configurar, mas quando voltamos, o save havia desaparecido completamente! Tentamos de tudo, vasculhamos de tudo e chegamos a deletar o programa e baixar novamente, rezando pro save ser baixado da nuvem, mas infelizmente perdemos mesmo o nosso progresso.

    A galera desanimou geral e eu mesmo não me via jogando tudo de novo com eles. Mudamos pra outra coisa (Battletoads) e reclamamos de UH o dia todo, mas eu prometi baixar o jogo no meu PC, rezar para funcionar e "rushar" tudo por mim mesmo.

    Foi o que fiz. O jogo funcionou bem no meu PC "batata", mas tentar adiantar a velocidade dele é quase impossível. Eu fui mais rápido, mas ainda demorei e arrastei UH por uns 4 dias até chegar na parte que tínhamos parado.

    Jogando sozinho, a minha experiência foi exatamente o contrário do esperado: eu estava curtindo o jogo! Quer dizer, não estava amando a coisa toda, mas estava prestando mais atenção nos acontecimentos, mecânicas e como progredir pelos estágios ao invés de sair feito um doido.

    Ironicamente, ainda, os dois últimos mundos, justamente os que a gente não jogou, foram os mais legais, com mecânicas novas e desafios diferentes, bem ao contrário da monotonia dominante na primeira metade da aventura. Uma pena que meus amigos talvez nunca vejam esses estágios!

    Eu estava curtindo o bastante para continuar jogando sem parar e fiz essa segunda metade quase que toda apenas hoje! Tive dificuldades em certos momentos e odiei muito do gameplay quando o jogo exige maior precisão, mas foi só nesses últimos desafios que tive vontade de continuar jogando, e não de fechar o programa

    Resumindo: Unruly Heroes é um jogo mediano (talvez um pouco abaixo disso). Ele não traz nada de novo para a minha experiência e dá até a impressão que a fórmula já enjoou, mesmo eu não sabendo exatamente com o que comparar senão Rayman (esse estúdio chegou a desenvolver partes do Legends). Eu tive momentos bacanas aqui e ali durante a campanha, mas acho que passei por situações frustrantes, cansativas e repetitivas demais para aconselhar continuar jogando isso até o final.

    De bom: algumas fases são diferentes e divertidas. Curti as batalhas de chefes no final de cada um dos 4 mundos. O jogo é misericordioso o bastante para crianças jogarem continuamente sem largar o controle (mas o progresso é irritantemente chato ou até difícil as vezes). Sistema de respawn ajuda bastante. Inclui idioma Pt-BR. Possibilidade de jogar de 1 a 4 jogadores.

    De ruim: não vi anda de novo senão a temática. Inimigos demoram muito para morrer e você morre muito fácil. Estágios demasiadamente longos e cansativos chegando frequentemente aos 15 minutos. Hitboxes zoados. Mortes injustas que intensificam demais o clássico "Tentativa e Erro", então guarde um pouco de paciência. Skins simplórias que só mudam as cores e são caríssimas. Fases muito parecidas e pouco diversificadas entre si. No multiplayer a câmera é horrível e não sabe em quem focar.

    No geral, o jogo foi mais fácil de engolir quando joguei sozinho, por algum motivo, e me animou mais do que eu esperava, pois estava sem saco nenhum para voltar, mas ainda assim não o recomendo a ninguém, nem mesmo de graça. Acho que o único motivo de jogar UH seria uma completa falta de melhores opções mesmo. Não que ele seja horrível, mas não faz diferença alguma e peca em diversos pontos. Jogo fraco!

    Unruly Heroes

    Platform: PC
    8 Players
    1 Check-in

    11
  • farusantos Farley Santos
    2020-12-05 12:13:20 -0200 Thumb picture
    farusantos checked-in to:
    Post by farusantos: <p>Depois de um pouco mais de 80h, peguei todas as
    Hades

    Platform: PC
    47 Players
    34 Check-ins

    Depois de um pouco mais de 80h, peguei todas as conquistas de Hades \o/

    Mas ainda vou continuar jogando, pois ainda tem coisa que eu não fiz ou não vi :)

    14
    • Micro picture
      kleber7777 · about 2 months ago · 2 pontos

      Eu já ouvi alguns comentários desse tipo. É muito bom quando um jogo te prende assim. :)
      É seu favorito no The Game Awards?

      1 reply
  • farusantos Farley Santos
    2020-12-05 12:09:00 -0200 Thumb picture

    Análise: Haven

    Haven cativa com uma aventura que mescla elementos leves de RPG e sobrevivência. É empolgante deslizar por um planeta exótico, principalmente por causa dos cenários que convidam à exploração. O combate surpreende com sua profundidade e variedade em embates táticos que exigem ritmo, coordenação e muita atenção. No centro disso temos um carismático casal de protagonistas cujo relacionamento é explorado em inúmeras cenas divertidas e repletas de cumplicidade. Alguns elementos na exploração são um pouco obtusos e quebram a fluidez, mas são detalhes perfeitamente contornáveis. No fim, Haven se revela uma jornada notável e memorável.

    Análise completa

    Haven

    Platform: PC
    9 Players
    1 Check-in

    8

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