• anduzerandu Anderson Alves
    2020-07-23 23:02:04 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Little Nightmares: Complete Edition

    Zerado dia 23/07/20

    Conheci esse jogo há um tempo atrás. Nem sabia do que se tratava exatamente mas um dia eu daria uma olhada, e esse dia foi por acaso quando começou um vídeo super antigo de um youtuber aqui na TV do quarto. Achei interessante o pouquíssimo que vi.

    Mais tarde, vi que Little Nightmares foi lançado no Switch, e eu fiquei com mais vontade ainda. Depois vi um amigo que respeito à beça o jogando e vendendo sua versão física do jogo. Foi a partir daí que eu comecei a ter um sentimento de que eu estaria perdendo um jogão que todos conheciam, mas eu era o único fora do clube. Adicionei o jogo à minha lista de desejos e verificava de vez em quando seu preço, sempre alto até uma promoção que me fez o comprar por menos de R$20!

    Demorei um pouco para abrir o jogo, mas fui quando a vontade realmente bateu!

    Como eu disse, eu não sabia o que esperar de LN. Imaginava que fosse um jogo de plataforma e terror que mexia com o psicológico do jogador usando de medos e fobias comuns às pessoas. Sei lá de onde tirei isso (acho que só do título).

    A verdade é que esse jogo é mais um daqueles jogos tipo Limbo, Inside, Unravel. A parte sobre ter plataforma na mistura eu acertei, terror...maaaais ou menos (já eu falo sobre isso) e há uma boa porção de puzzle aqui e ali, assim como nesses outros jogos que acabei de citar.

    Eu já vou adiantar uma coisa: eu não curti o jogo. Infelizmente.

    Mas não me entenda mal! LN não é péssimo nem ruim, apenas fraco (ao meu ver). O jogo tem uma atmosfera muito legal e é lindo mesmo no Switch, mas a parte VIDEO GAME dele é um saco e pouco inspirada, além de linear e frustrante em diversos momentos.

    Quando abri o jogo pela primeira vez, descobri que se tratava da "Complete Version". Comprei e nem percebi (é a única disponível no console da Nintendo). Ao selecionar a opção de iniciar, o jogo me apresentou duas opções diferentes, sendo uma a campanha da personagem Six e a outra do "Garoto".

    Six é a personagem de roupa de chuva amarela, aquela da capa etc. É a campanha principal. São 5 capítulos que totalizam cerca de 3 horas.

    Já a campanha do Garoto consiste em 3 capítulos adicionais que acontecem paralelamente à história de Six e que praticamente dobram a jogatina de Little Nightmares. Mais tarde descobri que cada um desses capítulos do Garoto são uma DLC.

    No menu principal você ainda tem as opções de vestir máscaras, ver artes conceituais (que você desbloqueia coletando itens pelo jogo, pelo o que eu entendi) e a opção de escolher o capítulo por onde começar, muito útil pra quem quiser fazer 100% no jogo.

    Começando a aventura, você está num lugar fechado e escuro (como a campanha quase toda) e aprende os controles básicos, que envolvem correr, agarrar e jogar coisas pequenas da fase (como latas, por exemplo), agachar, acender a lanterna e afins.

    A partir daí, LN se repete sem limites até o final, no máximo sendo mais irritante aqui e ali. Imagine você andando do lado esquerdo para o direito de uma sala, onde achará uma saída, que pode ser uma fresta, uma porta ou um duto de ar. Muitas vezes você fará isso diversas vezes seguidas e mais nada. Quer dizer, a ambientação é legal, mas muitas vezes não tem nada acontecendo no fundo. NADA.

    Logo vem os primeiros quebra-cabeças. Agora, ao invés de só correr em linha reta, você deve agarrar e puxar uma cadeira, subir nela e então entrar no duto. Uau! Depois você terá que pegar algum item e jogá-lo para acertar um botão e abrir a porta. Uaaaaau,

    Depois de umas partes bem bestas e a sensação de que video game NÃO é apenas visual, começam a vir os primeiros inimigos.

    Os primeiros monstros do jogo são meio que sanguessugas. Elas estão no chão e é tudo escuro. Acenda a lanterna e não encoste nelas! Aqui já dá pra passar as primeiras "raivas" do jogo, que é o fator aleatório de comportamento dos personagens do mal. Pode ser que você passe por todas sem problema nenhum e pode ser que elas pulem na sua frente ou rastejem loucamente em sua direção e é isso, encostou, matou.

    Você não vai querer falhar nesse jogo. Morrer resulta numa punição das piores: um loading de cerca de 30 segundos até o checkpoint mais recente. Daí carrega, você volta a jogar e morre novamente porque um inimigo se comportou de maneira inesperada ou simplesmente porque você vacilou e se matou depois de perder o ritmo da jogatina ao esperar um loading tão grande.

    Para piorar, os checkpoints são bem aleatórios. A maioria das vezes eles acontecem em um ugar óbvio, mas algumas vezes acontece de você fazer algumas salas, morrer e ter que refazer certos desafios novamente.

    Conforme eu fui jogando, menos sentido o jogo parecia fazer. Os cenários eram parecidos, os desafios simplórios e os lance do terror bem bobo. 

    Em um determinado momento, havia um inimigo de costas pra mim e sem saber o que fazer, apenas passei correndo. Ele virou, me pegou e eu perdi (não vou dizer que morri porque eles só te seguram e a tela fica preta). O certo era passar andando bem lentamente pra ele não me ouvir já que ele é cego! Como eu sou burro! Ele até usa vendas!

    Em encontros futuros, mesmo parado o cara conseguia me achar. É muito bizarro!

    Em um puzzle bem perto do final, eu tive que olhar na internet porque nada fazia efeito. Era uma sala com 3 armários que eu tentei abrir e interagir e tal mas nada dava certo. O que eu deveria fazer? Puxar as portas dos armários e as abrir! Mas qualquer outra porta do jogo eu conseguia abrir, porque não dos armários? O fato é que eu estava me posicionando na frente da porta, mas deveria puxar bem do cantinho! Desde quando isso? Até tornei a tentar pelo meio e não dava. Poxa, até portas de geladeiras eu abrir normalmente mas esses armários eram especiais?

    Fechando a campanha principal tão rapidamente, fui atrás das aventuras do Garoto. Aliás, quem são esses personagens? Nada é explicado.

    Jogar com o segundo personagem é basicamente a mesma coisa, mas eu senti que por grande parte da aventura eu apenas corria de uma sala pra outra, ao invés de fazer pausas em algumas delas e pensar nos puzzles. Parecia algo bem mais superficial ainda.

    Depois de um tempo começaram a vir uns puzzles, inclusive uns bem longos mais perto do final. No final das contas, é mais do mesmo, e uma ótima pedida pra quem queria mais depois da Six.

    Essa segunda campanha tem uma das partes mais legais do jogo e provavelmente a minha predileta: o zeramento do Garoto. É tão legal que até me fez pensar que valeu a pena jogar tudo o que veio antes dele. Então já fica a minha recomendação: se for jogar, jogue tudo.

    Resumindo: Little Nightmares: Complete Edition é um jogo ok, mas bem menos do que eu imaginava. Eu esperava algo que me prendesse e que fosse divertido, mas acabei ganhando algo bem monótono e pouco original, muito parecido com jogos como Limbo e Unravel e uma narrativa infanto-juvenil de tão besta. Só me resta agradecer de não ter investido os mais de 100 reais na mídia física do meu amigo.

    De bom: atmosfera muito bacana mais aquele medo de ser encontrado por inimigos junto ao controle pulsando de uma forma incrivelmente viva graças ao HD Rumble do controle do Switch. Essa versão do jogo inclui extras para quem quiser mais umas horinhas de jogo ou conferir a produção do jogo mais a fundo.

    De ruim: repetitivo. Contém todos os problemas de plataformas 3D, como a dificuldade de se manter andando em linha reta onde você é obrigado ou pular fora das plataformas por falta de noção espacial. Os controles não parecem responde bem sempre, como quando você quer pular da ponta de um lugar mas o personagem só continua andando e cai no buraco. Alguns pulos exigem impulso e o personagem nem sempre quer te ajudar nisso. A inteligência artificial dos inimigos é bizarra e muitas vezes injustas. Loadings muito longos. Não saquei o enredo nem consegui tirar qualquer lição do jogo e tudo parece sem sentido. Muitas partes baseadas em apenas andar. O jogo se prende muito à estética e pouco ao que importa.

    No geral, fico feliz do jogo ser curto, mas desses indies desse gênero, esse foi o que menos gostei. Um jogo de visual profissional mas gameplay amador. Não recomendo o jogo a não ser que você curta muito os similares, mas vou ficar de olho no 2, só que zero hype! 

    Little Nightmares: Complete Edition

    Platform: Nintendo Switch
    24 Players

    14
  • farusantos Farley Santos
    2020-07-23 14:06:02 -0300 Thumb picture

    Análise: Panzer Paladin

    Panzer Paladin é um título que se concentra em executar bem alguns poucos conceitos ao mesmo tempo em que apresenta toques de modernidade. Controlar um robô gigante e um pouco desajeitado é interessante, principalmente por causa da presença constante de desafios de plataforma e combate. O sistema de armas é o destaque: é divertido testar diferentes armamentos, e vários detalhes trazem aspectos estratégicos às partidas. A ambientação retrô tem seu charme com o visual em pixel art, mas o passado também atrapalha o ritmo com escolhas duvidosas de design que trazem repetição e irritação. Por fim, Panzer Paladin se revela um bom jogo de ação, principalmente para aqueles que buscam um desafio mais clássico e simplificado.

    Análise completa

    Panzer Paladin

    Platform: PC
    1 Players

    9
  • denis_lisboadosreis Denis Lisboa Dos Reis
    2020-07-22 19:48:35 -0300 Thumb picture
    denis_lisboadosreis checked-in to:
    Post by denis_lisboadosreis: <p><strong>8ª Platina!</strong></p><p>#img#[724747]
    99Vidas - O Jogo

    Platform: Playstation 3
    24 Players
    8 Check-ins

    8ª Platina!

    Um jogo brasileiro de Beat 'em up com 6 fases e duas fases bônus cheias de referências engraçadas ao mundo dos videogames e ao Brasil, e provavelmente muitas referências ao podcast 99Vidas, que nunca ouvi.

    A jogabilidade é simples, visual é bonito e colorido, mas com algumas animações feias, e apesar de ter uma boa quantidade de diferentes personagens jogáveis, peca pela falta de variedade na jogabilidade entre eles, principalmente aos personagens femininos.

    Vi uma galera reclamando da dificuldade, joguei sozinho e com meu sobrinho de 10 anos, e depois de me adaptar ao jogo não achei tão difícil.

    Acho que uma falta de cuidado com termos usados em alguns oponentes tenha envelhecido rápido e muito mal com os esteriótipos, como Sujinho e Cheiroso pra um que lembra moradores de rua, e Tetudo e Chupeta pra gordos, e o Tigrada pra um que apesar de lembrar o King de Tekken (um lutador com máscara de Leopardo), carrega um termo com alusão um tipo bem trágico de escravizados no Brasil Imperio, e a piada escondida na fase da Black Friday com a "Tigrada" correndo como manada atropelando tudo não melhora isso. Pra quem não se lembra, recentemente o ministro anterior da educação no desgoverno Bolsonaro, Weintraub, que fugiu do país, utilizou muito esse termo racista propositalmente pra tentar desqualificar estudantes de universidade públicas. 

    Apesar da falta de capricho em algumas animações, e de pouca variedade na jogabilidade, isso era o comum aos jogos de 16 bits de briga de rua em que esse jogo foi inspirado.

    É sempre bom encontrar jogos brasileiros divertidos com esse alcance nos consoles.

    @platinadores

    22
    • Micro picture
      santz · 12 days ago · 2 pontos

      Esse jogo é tão foda que nem precisa conhecer o podcast.

  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-07-17 13:48:57 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Blossom Tales: The Sleeping King

    Zerado dia 17/07/20

    Lá nos primeiros tempo do Nintendo Switch, em 2017, uns colegas de trabalho e eu acompanhávamos a fio cada notícia e jogo lançado. Quase toda semana tinha pelo menos um indiezinho bacana pra nos deixar ao menos na vontade. Eu sou bem mais chato com escolha e compra de jogos e filtro muito bem o que eu quero adicionar à minha já gigante lista de jogos para serem jogados, enquanto um dos meus amigos simplesmente saía comprando tudo o que era no mínimo interessante.

    Eu sempre o aconselhei que esse era um erro de principiante (já que ele não jogava video game desde o SNES, basicamente), mas ele continuava numa onda consumista sem fim. Sem fim mesmo, já que os consoles do momento sempre ficam recebendo jogos constantemente. Não deu outra: ele comprava os jogos, baixava, jogava um tempo e ia pro próximo lançamento assim que era lançado. Nunca vou entender isso.

    Dos jogos interessantes da época, Blossom Tales: The Sleeping King foi um dos que mais chamavam a atenção, pois se tratava basicamente de um "clone" de The Legend of Zelda: A Link to the Past.

    Blossom Tales (BT) parecia interessante e até hoje é um jogo que as pessoas recomendam quando o assunto é indie no Switch. Eu sabia que o jogo valia a pena e logo adicionei à minha lista de desejos na loja digital da Nintendo. Aguentei bastante tempo vários posts sobre o jogo na internet até que ele ficasse num preço bacana (não tinha pressa pois já tinha bastante coisa pra jogar no console). 

    O dia chegou quando BT entrou em uma promoção bem bacana há algum tempo atrás e saiu por algo entre 12 e 15 reais. Lembro até que o comprei junto a outros títulos na mesma hora, e todos ficaram na espera até antes de ontem, quando eu resolvi que queria jogar algo diferente e essa jogatina prometeu ser bem divertida e fluída (diante de tantos jogos quebrados ou frustrantes que tenho jogado).

    Abri o jogo e...que saudade de A Link to the Past! Joguei ele tanto no meu GBA lá pra 2007 que meu deus! Fiz até questão de jogar Blossom Tales no modo portátil.

    Começando a aventura, é inegável a influência do Zelda de SNES nesse jogo. Tudo é muito parecido, inclusive a maneira como a campanha se inicia e vários outros detalhes. Isso inclusive chegou a me incomodar um pouco, pois o jogo começa a parecer cada vez menos um tributo e cada vez mais um plágio.

    O visual é muito bacana, pixelado e bem do jeito que a nostalgia mais gosta. Há um quê de SNES, de GBA e até de DS (me remeteu um pouco a série Mario & Luigi do portátil). Os personagens são bonitos, os cenários também e tudo é bem animado, Promete!

    Uma coisa que eu não curti tanto foi a protagonista, mas especificamente o sprite dela. Quer dizer, vendo a capa/ícone de BT, você vê uma garota cheia de determinação e muito legal, mas no jogo mesmo ela é super sem sal, vestindo uma capa de botijão de gás, cabelo meio meh e com um lacinho. Sei lá, não me pareceu se encaixar no contexto medieval de BT tão bem, além de ter uma postura meio anti-heroica. Mas tanto faz.

    Outra coisa que logo se percebe é como BT é fácil. Sabe todo o lance de explorar, procurar o seu destino e descobrir novos lugares? Até existe, mas de uma forma muito mais simples. Talvez seja o ideal pra quem se frustra com jogos da série Zelda.

    Há um marcador no mapa mostrando o seu destino. Basta chegar lá e ir seguindo caso ele mude de lugar. Obviamente, há a opção de nunca abrir o mapa e explorar por si só, mas pra quê? Senti que os cenários são um tanto quanto vazios. Cada tela só serve como passagem para a próxima muitas vezes e costumam incluir apenas mato (pra você cortar e conseguir vida ou dinheiro) e inimigos, que as vezes derrubam alguma coisa. Com sorte, você acha uma caverna ou um buraco para entrar e encontrar um "piece of heart" ou coisa do tipo.

    Bom, pelo menos a trilha sonora é legal e muitas vezes chega até perto de (mais uma vez) plagiar Zelda.

    Conforme você segue seu rumo, irá conhecer diferentes partes do mapa e alguns vilarejos com casas, pessoas e lojas.

    Falar com as pessoas, sobretudo de algumas casas, é importante, pois é comum que algumas te deem sidequests, como levar uma carta para alguém em específico ou 20 unidades de algum item que algum mostro derruba (é sempre 20). Ta aí uma coisa importante de colecionar itens dos monstros: alguém vai os pedir e em troca sempre te dão um pedaço de coração para ajudar a aumentar sua vida ou um pedaço de mana.

    As lojas são o maior incentivo para juntar dinheiro. Algumas delas vendem itens de sidequests, melhorias pros seus itens e até alguns que ajudam a facilitar a sua aventura (se já não estiver fácil o bastante).

    Durante boa parte da minha jogatina eu sofri um pouco para conseguir comprar uma coisa ou outra, mesmo sem gastar nada, mas logo consegui o que precisava (mesmo me deixando bem pobre) e no final eu já tinha tanto ouro que não sabia com o quê gastar.

    Uma grande decepção foi ir ao ferreiro, procurar pelo jogo os itens que ele queria em troca de um upgrade e no final das contas ele só dar uma melhorada no meu arco.

    A quest principal se resume a sair em busca de três artefatos para acordar o rei e assim cada ponto será marcado, em ordem, no mapa.

    Ao alcançar o ponto desejado, você encontrará a próxima dungeon, cada uma com sua temática própria. A primeira, por exemplo, é a da floresta.

    No jogo todo são apenas 4 delas (apesar que não explorei o mapa todo, mas duvido que tenha algo do tipo em mais lugares), mas cada uma equivale àquelas de Majora's Mask, sendo bem longas.

    Apesar da demora para terminar cada uma delas, todas são bem lineares e raramente fazem você voltar à salas já visitadas. É bem tranquilo, como se o jogo te levasse pela mão o tempo todo. Mas há também uma certa dificuldade, principalmente com desafios bem chatos, como percorrer um longo caminho que desmorona e faz mil curvas enquanto inimigos te atacam e normalmente te derrubam, te pondo no início da sala. Lembro de ter sofrido também em salas que eu dependia de plataformas que se moviam por cima da lava e com vários inimigos e quando eu percebia, meu HP tinha acabado.

    O fato é que você só precisa de tempo mesmo pra terminar essas dungeons. Nada de quebrar a cabeça (e nada recompensador, nem mesmo o sentimento). Alguns puzzles são bem parecidos com os dos Oracles of Ages e Seasons, mas sempre de uma forma simplificada e que você provavelmente irá conseguir  na primeira tentativa.

    Os pontos altos dessas masmorras são o meio e fim de cada uma delas, partes que contém um subchefe e um chefão. O subchefe do meio das dungeons (que as vezes chega a ser mais difícil que o chefe de verdade) guardam um item, que é entregue assim que o derrotamos. É assim que você consegue o arco-e-flechas, por exemplo.

    Já o chefe do final, que geralmente deve ser combatido com o item adquirido na dungeon, entrega o artefato da sua quest ao ser derrotado.

    Terminou? Você vai reaparecer no castelo da cidade, onde te dirão qual seu próximo destino (e marcarão no mapa). Chegue lá e partiu outra dungeon.

    Resumindo: Blossom Tales: The Sleeping King é um clone muito bacana de A Link to the Past. Divertido, mas não espere um mega clássico de primeira qualidade. Enquanto o jogo é visualmente bem interessante, ele é bem superficial em qualquer outro quesito. Deu pra terminá-lo em 3 jogatinas casuais de manhã e apesar de ter durado cerca de 6 horas, a sensação foi de bem menos.

    De bom: visual legal e bem animado. Bastante coisa pra explorar e fazer pra quem quiser ir atrás dos 100%. Imagino que isso aumente no máximo umas 2 ou 3 horas de jogatina. Grande quantidade de itens a serem coletados. Chefes legais. Trilha sonora ok, apesar de pouco original.

    De ruim: um pouco fácil demais. Nada recompensador (o jogo acaba como começa, nem parece que evoluí nada). Hitbox estranho. A protagonista desliza um pouco quando anda, quase como se estivesse andando no gelo (tenso em partes que exigem maior precisão). Achei o mapa um pouco vazio e sem partes memoráveis. Último chefe ridiculamente fácil (até agora tô esperando uma segunda forma).

    No geral, se você curte muito A Link to the Past (e até outros Zeldas similares), eu super recomendo Blossom Tales. Também indicaria para quem quer conhecer o gênero ou para quem curte mas acha Zelda um pouco difícil. Só esperar uma promoção, como eu fiz, e pegar no Switch ou Steam. Ao meu ver, o jogo até correspondeu as expectativas, mas com um gostinho de que esperava mais.

    Blossom Tales: The Sleeping King

    Platform: Nintendo Switch
    12 Players

    19
    • Micro picture
      rax · 18 days ago · 2 pontos

      Realmente lembra muito A Link to the past pelas imagens

  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-07-12 22:45:44 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: The Escapists: Complete Edition

    Zerado dia 12/07/20

    A Epic Games anunciou que daria The Escapists 2 (e isso está acontecendo nesse momento na loja dela) e eu achei legal, apesar de nunca ter jogado nada da série antes. Um dos meus amigos que mais jogam online comigo pra terminar uns jogos de vez em quando chegou a me mandar um link da notícia recentemente e sugerir que esse seria o próximo. Curti! Amigos animados me animam mais ainda a jogar!

    Até que o jogo fosse disponibilizado gratuitamente eu resolvi jogar seu antecessor. O primeiro motivo pra isso é que eu tenho a neura de jogar as séries na ordem sem pular (ou pelo menos tento fazer isso ao máximo). Em segundo lugar, eu já tinha o primeiro comprado no meu Nintendo Switch há poucos meses numa promoção de uns 12 reais.

    Chegou a hora de fugir de prisões!

    Pra quem não tem muita noção do que The Escapists (TE) é, é basicamente o que eu acabei de dizer: fugir de prisões.

    São 6 delas na campanha principal, sendo as primeiras mais simples e as últimas mais complicadas.

    Dentro do presídio, você e os demais presidiários tem uma rotina a seguir com coisas como: ir ao pátio para a contagem pela manhã, tomar café, trabalhar, fazer exercícios físicos, jantar, voltar ao pátio para mais uma contagem de presidiários e dormir. Durante a sua rotina, o seu objetivo é encontrar pontos fracos na segurança da cadeia, juntar e combinar itens e usar de quaisquer artifícios válidos para fugir.

    Não importa como. Apenas fuja!

    TE possibilita diversas abordagens para ganhar a sua liberdade e se livrar não só das barras de ferro, mas também da opressão dos seguranças e dos demais presos.

    Começando a aventura, fui apresentado a um tutorial com os comandos e mecânicas. Nessa parte TE me perdeu pela grande quantidade de botões e coisas que poderia fazer. É muita informação!

    Bom, eu acabei captando a mensagem e parti pra primeira penitenciária.

    Como eu já mencionei, você tem uma rotina a ser seguida e o jogo faz questão não só de mostrar ao quê aquele horário é voltado na parte superior da tela, como também põe uma seta para você seguir até o seu "objetivo". O bom comportamento garante uma rotina pacífica e até um pouco de dinheiro caso você faça o seu trabalho direito.

    Por outro lado, você deve tentar quebrar um pouco a rotina e até encaixar atividades mais pessoas nos tempos disponíveis. Cumpriu o seu trabalho ao máximo e sobrou tempo? Porque não dar uma corridinha até o dormitório de outra pessoa e roubar uns itens de seu baú?

    Claro que ficar de fora das atividades comuns e ser visto aumenta o nível de desconfiança dos guardar e quanto maior, mais eles vão atrás de você pra uma bela surra!

    Itens são provavelmente a pare mais importante do jogo. Você tem que saber para o quê eles servem, incluindo o sistema de crafting do jogo, que mal explica qualquer coisa e as opções acabam sendo: sair tentando combinar 2 ou 3 itens aleatórios nas mil possibilidades do jogo ou simplesmente sair vendo na internet.

    Eu fiquei uns dois dias tentando fugir da primeira prisão e fui ver na internet o que eu estava errando. O método do tutorial não funcionava. Umas ideias que tive também não. A coisa mais frustrante e decepcionante que joguei em muito tempo!

    Vendo nos fóruns da Steam afora, muita gente tem dificuldade com o jogo. Pra que servem os itens? Como criar qualquer coisa? E mesmo criando, como e onde uso isso e aquilo? É bem bizarro.

    Depois de algum tempo e pesquisa, além de conversas com um primo que viu um youtuber jogar TE, chegamos a conclusão: esse é um jogo pra ser jogado com a wikia aberta do lado, infelizmente.

     Seguindo a ideia do tutorial, eu precisava de uma chave de fenda para abrir as instalações dos dutos de ar. Não achava de jeito nenhum. Daí uns dos presidiários apareceu o vendendo num dia aleatório, juntei um bocado de dinheiro e o comprei.

    A noite, movi uma mesa, subi e desparafusei a tampa, entrei no duto e achei que sairia numa boa, mas lá encontrei mais obstáculos e fui os abrindo com a chave, que depois acabou se quebrando. Fiquei chateado, mas saí de lá e resolvi que procuraria por outra chave para continuar o serviço. Voltei pro quarto e dormi.

    No dia seguinte apareceu uma mensagem na tela de que perceberam que eu andei pelos dutos, removeram vários dos meus itens e me mandaram pra solitária (que faz você perder uns dias de jogo).

    Falando nisso, existem dois tipos de itens: aqueles considerados inofensivos, como pasta de dente, pente, talheres de plástico, pilhas e muitos outros, e existem aqueles considerados nocivos, como fita isolante, folhas de metal, a maioria dos itens combinados e muitos outros. Se os guardas te pegarem com um desses, eles são confiscados e você vai ter que refazer todo o trabalho para os conseguir de volta!

    Se tiver com azar, suas coisas ainda podem ser inspecionadas em uma das verificações diárias e tudo o que for item de contrabando é perdido...

    Ainda na primeira fase, sem saber o que fazer e constantemente perdendo meu progresso com itens difíceis adquiridos, eu estava mais do que frustrado com o jogo. Quer dizer, o visual é bem bonito e a trilha sonora é bem legal, mas obviamente a ideia não estava funcionando na prática. Se ao menos as receitas já estivesse disponíveis ou fossem facilitadas como em Terraria!

    Apelei então pra dicas da internet de como passar da prisão. Odeio fazer esse tipo de coisa, mas vou dizer uma coisa: TE ficou MUITO melhor desde então. Quer dizer, o jogo é bem "ok", mas pelo menos agora ele parece um jogo.

    Vendo as soluções das pessoas, pude experimentar muito mais, me dar metas e tentar por os planos em prática, mesmo quando eu só tentava copiar, já que o jogo tem diversos fatores aleatórios desde quando você começa um mapa até cada dia, de pessoas com personalidades diferentes (mais calmos ou agressivos) até as coisas que aparecem todos os dias no baú de todas as outras pessoas. Isso tudo ainda me fez jogar bastante cada fase, sobretudo a última, que passei o dia inteiro para conseguir terminar.

    Acabou que a primeira fase eu passei da seguinte forma: malhei até ficar com a força no máximo e derrotei todos os guardas, o que fez com que o presídio entrasse em modo de emergência e chamasse ajuda. Até a tal ajuda chegar, ficou tudo aberto e eu só andei pra fora.

    Logo a estratégia ficou inútil e eu tive que bolar outras melhores. Os mapas estavam maiores e me davam pouco tempo pra agir em meus objetivos próprios. Fui experimentando algumas coisas simples, como ficar escondido no mapa até anoitecer, mas se você não aparecer no pátio durante a checagem, inicia-se uma contagem e ao terminar, não importa onde você estiver, você simplesmente ganha uma mensagem negativa e vai direto pra solitária. Se você for pego em algum momento a noite quando estiver fora do cronograma, você é espancado até desmaiar e isso é ruim, já que você acorda só na chamada do dia seguinte e ir dormir por conta própria salva o jogo e serve como um checkpoint.

    Esses saves ficam cada vez mais importantes conforme você avança na campanha. Você vai conseguindo todos os itens que deseja (incluindo os que só aparecem com bastante sorte) e perdê-los é horrível. Guarde-os e passe pelo dia todo até finalmente poder salvar seu progresso a noite. Inclusive, eis uma dica: se você conseguiu tudo o que precisava hoje, não tente fugir! Espere até amanhã pra poder salvar e, se der ruim, poder continuar dali sem ter que ir atrás das coisas que conseguiu recentemente!

    Resumindo: The Escapists é mais um daqueles jogos que tem uma ideia sensacional, mas uma execução fraquíssima. Jogando por si mesmo, nunca se sabe exatamente o que fazer com nada, nem mesmo com o próprio jogo. Sabendo o que fazer, as coisas melhoram por um lado, mas a experiência continua sendo frustrante e nada recompensadora. Eu passava das fases pelo questão dos orgulho, mas não conseguia parar de me perguntar porque estava jogando aquilo ou porque aquele jogo existia.

    De bom: visual bacana. Trilha sonora legal (apesar de se repetir em todas as fases). Essa versão do Switch tem uma build muito bonita e superior às mais antigas que vi. Inclusive, o jogo funciona muito bem no console, tanto na TV quanto no modo portátil, sendo bonito na tela menor e funcional mesmo nos joycons. Curti o fato de haverem DLCs nessa Complete Version (mais uns 6 mapas).

    De ruim: jogo confuso e nada intuitivo. Dependente da internet/guias para jogar direito. Super injusto quase sempre, com guardar indo ao meu encontro em lugares escondidos, alarmes que me encontram, sempre me culpam por tudo sem terem provas, bandidos que me batem e fazem com que os policiais me batam também como se a culpa fosse minha etc. Perda de progresso é algo muito frustrante, te obrigando a esperar o dia seguinte para fazer alguma coisa novamente ou muitos outros dias para conseguir forjar algo com itens menos comuns. Achei que os DLCs fossem mais bacanas. Por exemplo, tem um inspirado no 007 e eu imaginei que fosse eu numa base militar usando de vários artifícios para escapar, mas eram vários James Bond, até mesmo num pátio ouvindo ordens de guardas. O jogo tem essa coisa de liberdade de escapar, mas muitas fases basicamente só tem um jeito e você vai ficar um século nelas se for tentar outras coisas, conseguir itens e não dar em nada já que muitas vezes é algo bem bizarro para conseguir passar.

    No geral, eu fico muito feliz de ter terminado essa bomba. Houveram momentos bons, mas não valem a pena e acredito que o 2 (e seu modo multiplayer) seja muito superior. Estou animado com ele e o Survivalists! Sobre o 1, não recomendo, mas se for jogar, comece a ler bastante sobre tudo do jogo e ver dicas e estratégias para se divertir o mínimo.

    The Escapists: Complete Edition

    Platform: Nintendo Switch
    3 Players

    18
    • Micro picture
      volstag · 22 days ago · 2 pontos

      É de postagens assim que o Alva precisa!!
      Excelente demais! eu sempre tive curiosidade sobre esse jogo, mas nunca fui atrás pra saber direito como era, agora tô bem por dentro, o jogo parece muito legal.

    • Micro picture
      santz · 22 days ago · 2 pontos

      Eu também não gosto de jogar continuações sem antes jogar os anteriores. Esse The Escapist é um caso de jogo que pretendo jogo em breve, mas tenho que jogar o primeiro antes.

    • Micro picture
      lcfreezer · 19 days ago · 1 ponto

      Os seus comentários sobre determinado jogo vc vai anotando conforme joga ou faz tudo numa tacada só?

      3 replies
  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-07-04 20:43:22 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Lydia

    Zerado dia 04/07/20

    Muito me surpreende que o Alvanista não tenha alguns jogos bem conhecidos (ou páginas voltadas para determinadas versões de certas plataformas dos mesmos) enquanto alguns jogos são mais trabalhosos de serem encontrados e me fazem ter que digitar seus nomes na URL, procurar no Google ou mesmo ir na página do console em questão, ir nas páginas de jogos esquecidos e sem interação e procurar os títulos desejados.

    Por outro lado, Lydia foi encontrado facilmente ali na barra de busca. Bem curioso isso, hehe.

    Esse é um daqueles jogos que você normalmente morre sem saber que existem. Aqueles indies bem baratos e simplórios e quase sem atrativo. É o tipo de jogo que eu simplesmente ignoro quando vejo nas lojas digitais das plataformas que jogo. Daqueles que eu nunca planejei jogar, mas aqui estamos nós.

    Bom, eu sempre fui meio que contra a avalanche de "shovelware" que vejo na Steam, por exemplo. Parece que a plataforma conta com centenas de milhares de jogos e que 90% disso são jogos feitos de qualquer jeito e simplesmente publicados por lá por preços baixíssimos e títulos sensacionalistas. E a grande quantidade de cópias chinesas tosquíssimas de jogos consagrados? Isso é bem coisa de mobile. O coitado do Homem-Aranha, por exemplo, tem mil versões, como Strange Rope Hero e Amazing Police Spider, geralmente nomes que servem como tag para misturas bizarras do herói com GTA, Road Rash etc.

    O Nintendo Switch, de alguma forma, tem me feito aturar certos jogos mais facilmente do que eu aguentaria num PC. Talvez o merchandising o faça parecer mais interessante e relevante. O preço também tem sido legal para indies assim. Fora aquelas promoções que te dão jogos ou o incentivo ao multiplayer de sofá.

    Foi mais ou menos assim com Lydia também.

    Vi uma galera postando na internet que esse título estaria de graça no Switch. Dá pra terminar, então não custa baixar (mesmo tendo passado muitas dificuldades com jogos baratos assim por serem quebrados e dificultarem o seu término). Esse mesmo pessoal, bem nintendista, no caso, afirmava que Lydia era uma boa experiência, carregada de emoções e que de graça era quase que um roubo. Ah tá.

    Ao acessar a página do jogo, percebi que havia meio que um DLC pago. Aparentemente Lydia foi desenvolvido com a intenção de arrecadar dinheiro para doação. Inclusive ele sempre mostra um site para mais informações sobre isso tanto na eshop quanto ao iniciar o jogo.

    A tal DLC seria uma opção pra quem gostou do jogo e quisesse ajudar e aparentemente há outros títulos (possivelmente da mesma desenvolvedora) com o mesmo objetivo. O preço também era bem baixo e fiquei bem tentado a doar, antes mesmo de jogar e espero fazer isso num futuro próximo.

    Já estava entendendo que a narrativa girava em torno de tristeza, depressão ou coisa do tipo.

    Iniciando Lydia, finalmente, o menu é bem sério e tem uma temática meio abstrata e triste. Fui nas opções e me surpreendi com a grande quantidade de idiomas disponíveis, incluindo Português do Brasil.

    O jogo em si parece um tanto com um desenho animado. Os cenários são estáticos mas com diferentes camadas que dão um efeito de profundidade bacana. Além disso, sempre há fontes de luz tanto no preto e branco (prominente em toda a campanha) quanto nas partes mais coloridas, como TVs e nos olhos de monstros.

    Os personagens são bem mais bonitos do que eu esperava e bem animados. Realmente a sensação é de ter achado um desenho sério no Youtube que tem alguma mensagem. Pra reforçar isso, o gameplay aqui é bem simples e consiste mais em andar e as vezes apertar um botão aqui e ali para interagir. O foco é no texto e na mensagem.

    Você normalmente controla a pequena Lydia num mundo em que ela não entende bem, e nem é entendida por ser tão pequena. Os adultos não lhe dão a atenção necessária e ela vê a todos como seres muito distantes, enquanto passa medo em seu quarto escuro em noites mal dormidas.

    A imaginação da protagonista a leva à diferentes lugares, que dividem o jogo em curtos episódios. Procurar o coelho de pelúcia embaixo da cama, abrir o guarda-roupas, ver os adultos bebendo numa festa em sua sala de estar.

    O jogo tem uma certa cara dos antigos adventure point & click, mas as semelhanças se limitam mesmo à parte visual, já que há sempre um cenário limitado e poucos agentes para interagirmos. Mesmo acompanhando o enredo, nada faz muito sentido e se alguém não te deixar passar por uma porta, ande um pouco e fale com outra pessoa que vai fazer algo bem aleatório para fazer você prosseguir. Dá até pra jogar sem ler nada e terminar o jogo.

    Há também diferentes formas de reagir às indagações dos personagens, como usando gentileza, evitando falar sobre aquilo, sendo direta, mentindo etc, mas não achei que essa mecânica funcione para quaisquer efeitos.

    Quando o jogo parece estar chegando em algum lugar, o capítulo termina e logo você estará de volta ao quarto da pequena Lydia, onde deve interagir com alguma coisa e começar o rápido próximo capítulo. Alguns deles você é até adolescente!

    Quanto mais eu jogava, menos eu entendia o que estava acontecendo. Qual era a mensagem? O que aconteceu na infância? O que eu deveria tirar disso? Sei lá, tem um clima até legal, mas parece que a aventura é apenas uma viagem gratuita.

    O final da campanha foca menos na vida melancólica da protagonista e mostra sua mãe a culpando pelas coisas ruins que aconteceram, enquanto a própria Lydia sabe que aquilo não é verdade e sua mãe é a responsável pela própria vida que escolheu. A protagonista sai de cena indiferente à toda a baboseira que sua mãe a disse e o jogo termina sem a menor conclusão.

    Mesmo sendo o meu tipo de narrativa e curtindo sua atmosfera, eu não entendi nada do que o jogo quis passar.

    Resumindo: Lydia é um jogo de atmosfera triste que lembra um pouco jogos point & click, mas muito mais simples e fácil. Deu pra ver que os desenvolvedores focaram na mensagem e mesmo a estória tendo conquistado a minha atenção, eu senti que não cheguei a lugar nenhum, quase como se a aventura tivesse sido cortada ao meio de sua narrativa. Ainda assim, pra um jogo de menos de 1 hora e de graça, não senti que perdi tempo. Aliás, o lado voltado pra doação em cima de um título gratuito me faz respeitá-lo.

    De bom: visual legal e cativante. Jogabilidade simples. Opção de jogar em português. O jogo geralmente é grátis ou bem barato.

    De ruim: enredo confuso e que não tenho certeza nem se tinha algo para entender ali. Pouco gameplay e quase zero necessidade de usar seu cérebro. Não senti que diferentes escolhas afetavam sequer o diálogo.

    No geral, se você tem alguma plataforma que tenha o jogo e ele esteja de graça, vale ao menos baixar para ajudar toda a cosia de doações ficar em destaque nos downloads da eshop. E se você baixou, eu recomendo sim dar uma jogada em Lydia, já que ele é super curto e tranquilo de ser terminado (ainda mais se o estilo te interessa). Jogo ok.

    Lydia

    Platform: Nintendo Switch
    2 Players

    14
    • Micro picture
      darlanfagundes · about 1 month ago · 2 pontos

      Esse lance é um problema da barra de buscas...já foi bem eficiente...rsrs. Massa o joguinho.

  • farusantos Farley Santos
    2020-06-30 13:23:55 -0300 Thumb picture

    Análise: Ruiner

    Ruiner é uma aventura futurista com algumas características interessantes, mas que falha em se destacar. A atmosfera cyberpunk é impecável com seu mundo elaborado, ótima direção de arte e trilha sonora eletrônica. Como jogo, ele apresenta mecânicas de tiro básicas e competentes que foram combinadas com algumas habilidades que oferecem boas possibilidades e confrontos ágeis. No entanto, a experiência se revela bastante repetitiva por causa da estrutura limitada de estágios, da pequena variedade de inimigos e situações e de problemas na dificuldade. No fim, Ruiner é uma diversão breve, mas nada memorável.

    Análise completa

    Ruiner

    Platform: Nintendo Switch
    1 Players
    1 Check-in

    9
  • andre_luiz André Luiz Alvares
    2020-06-27 16:17:35 -0300 Thumb picture
  • farusantos Farley Santos
    2020-06-26 15:43:21 -0300 Thumb picture
    farusantos checked-in to:
    Post by farusantos: <p>Fazia um tempo que tinha curiosidade em testar R
    Ruiner

    Platform: Nintendo Switch
    1 Players
    1 Check-in

    Fazia um tempo que tinha curiosidade em testar Ruiner e agora tive a oportunidade de jogá-lo no Switch. Gostei bastante da ambientação e temática cyberpunk, mas como jogo achei só ok: é muito repetitivo e limitado. O combate é bem básico; tem só três tipos de inimigos que se repetem a campanha toda; os cenários são interessantes, mas extremamente lineares; o mundo do jogo é subdesenvolvido.

    Joguei no normal e foram poucos os momentos de muita dificuldade ou com necessidade de trocar a minha seleção de habilidades — no lançamento, pelo que eu sei, a dificuldade era brutal. Inclusive algumas habilidades (como controle mental e granadas) eu nem perdi o meu tempo. Basicamente só usei a barreira de energia com várias melhorias, pois ela paralisava e dava dano nos inimigos e refletia projéteis. Talvez jogando no Difícil essa necessidade de mexer mais nas habilidades aparecesse, mas não tive paciência de testar

    A versão para Switch funciona muito bem. O visual tá bem próximo das outras versões e a taxa de quadros só caiu na batalha final.

    No fim, achei Ruiner legalzinho, me divertiu por algumas poucas horas, mas não é nada memorável.

    9
  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-06-25 21:45:02 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Moto Rush GT

    Zerado dia 25/06/20

    É engraçado como eu tenho uma lista de jogos para serem jogador de urgência e um backlog gigante mas sempre acabo me desviando para jogos aleatórios ou que ninguém liga.

    Dessa vez foi com Moto Rush GT, um daqueles jogos que aparecem de graça (ou quase isso) no Nintendo Switch com frequência. Se você checar semanalmente promoções em sites como eshop-prices, verá que tem muita coisa do tipo e a cada 50, algo bom, conhecido ou não pela comunidade.

    Num grupo voltado pro console do Facebook, vi umas postagens sobre esse jogo, que estava gratuito, apesar de alguns membros falarem que não estava mais. Algumas pessoas disseram que só estava em eshops de determinadas regiões e afins. Peguei meu Switch e fui correndo olhar. Nunca ouvi falar no jogo, mas poderia ser algum bug e talvez fosse uma ótima experiência. No final das contas, era uma daqueles promoções "tenha pelo menos um dos jogos dessa lista e ganhe este de graça". O que eu tinha era o Super Battle Cards.

    Estava tão curioso que cheguei a dar uma jogadinha antes mesmo de terminar o jogo anterior, The Elder Scrolls: Blades.

    "Baltoro Games". Venho vendo bastante esse nome na minha biblioteca do console.

    A tela inicial é animada, com um cara andando de moto, até legal. Me surpreendi que o jogo estava em português também. Não mexi muito em nada e comecei o modo carreira.

    Em seguida há um mapa de um país ou estado fictício e um bocado de fases. Se você passar de ícone em ícone de cidade, verá que a última é a 100! Bastante coisa!

    Fui na 1. Missão: pilotar por 4km. Ok.

    MRGT é um jogo de moto, o que é óbvio. A ação toda acontece em primeira pessoa enquanto você acelera e desvia de carros e eventuais obstáculos por aí. Isso você aprende logo de cara.

    Pilotei os 4km e achei legalzinho. Os visuais são metidos a realista naquele estilo meio Android (assustadoramente o jogo só saiu no Switch mesmo). Pelo estilo e ser tão casual, imaginei que o jogaria até o final e bem rapidinho (tanto que joguei por umas 2 horas seguidas nesse primeiro dia).

    Fui mexer nas opções e verifiquei que há outras formas de jogas. Primeiro que é possível usar qualquer controle e jogar como qualquer jogo de corrida: acelerando com o A e movendo a moto com o analógico. É possível ainda usar o X para empinar a moto, o R ou B para frear e o Y para buzinar (não há motivos para buzinar no jogo).

    As outras opções de jogo incluem controle por giroscópio, virando o controle de um lado e pro outro como um volante, ou o melhor de todos: Labo!

    É! Sabe aquele jogo que vinha com peças de papelão para destacar e montar totalmente "gimmicky" que pouca gente se importou (embora eu tenha testado alguns deles e é bem legal)? Você pode usar o Labo do guidão de moto originalmente para o jogo que vem na caixa e, mais recentemente, Mario Kart 8 Deluxe, para jogar aqui.

    Vantagens? Imersão! os joycons ficam na horizontal e você controla a moto como se fosse de verdade. E o botão de freio fica na peça de alavanca de papelão. O pedal agora serve para empinar a moto.

    Infelizmente eu não tinha um kit desses e nem tava com saco de procurar os moldes, medi-los e imprimi-los certinho e tudo mais. Mas a boa notícia é que dá pra jogar nesse modo mesmo sem a coisa toda montada.

    Ative o modo Labo e segure os joycons como guidão e pronto. Acelere rotacionando o guidão direito em sua direção e seja feliz. O papelão tem vantagem de dar suporte às mãos e até a possibilidade de soltar os guidões, mas funciona bem, apesar que fica bem ruim pra frear (mas nem precisa frear mesmo) e não tem como empinar a moto, o que infelizmente é obrigatório em certas missões.

    Pois é, o jogo funciona por missões. Existem várias deles: pilote por tantos quilômetros, empine a moto por tantos segundo, passe muito perto de um determinado número de veículos do cenário etc.

    Senti que a cada dezena de fases, até certo ponto no jogo, diferentes tipos de missões apareciam enquanto as anteriores se repetiam em diferentes fases ou de formas mais difícil. Todas elas tem tempo e, embora seja tranquilo quase sempre, no final da campanha eu passei uns bons perrengues.

    Falando em cenários, há também uma boa variedade e, mais uma vez, chegou a aparecerem novos ou diferentes versões de antigos até bem depois.

    MRGT conta com uma garagem com várias motos diferentes, sendo a maioria desbloqueável conforme você ganha experiência jogando e alcança certos níveis. Nessa garagem você pode ainda comprar peça e fazer upgrade em cada uma (todas tem limites de melhorias e depois de certo ponto você terá que adquirir uma moto melhor se quiser ir além).

    No começo são apenas 4 motos desbloqueadas, a que você deve usar e outras piores e mais lentas, pra quem achar que a normalzona é muito rápida para poder acompanhar.

    Conforme você passa os cenários, ganha dinheiro e a possibilidade de comprar motos novas, as fases começam a exigir determinados poderes de aceleração mínimos. Sua opções são: melhorar a que você já tem ou partir pra próxima. Geralmente será a primeira opção visto que as motos são bem caras e os upgrades bem baratos.

    Infelizmente alguns cenários exigem coisas como "velocidade 141", sendo que a moto atual só pode ser melhorada até 140.

    Minha recomendação é: só gaste dinheiro se for obrigado e em poder. Dessa forma eu cheguei a usar uma moto o máximo que deu e quando não pude mais, já haviam duas novas motos para serem compradas e pude comprar a mais forte.

    Outra dica é não gastar nos atributos "handling" e "brakes", que envolvem maior controle e freios, respectivamente. Controlar as motos é sempre ok e melhorar isso não aprece mudar nada e, como eu já disse, freios são desnecessários.

    Já com algumas horas de jogo distribuídas em quase uma semana, desisti do "modo Labo" de jogo para jogar de forma mais "harcore", pois as fases estavam exigindo muito controle e reflexo (fora que meus braços começam a doer).

    Nas últimas 20 ou 30 fases o prédio todo aqui podia me ouvir gritar "SERENITY NOW" de tão frustrante que os estágios se tornaram. Fases escuras, lotadas de veículos, velocidade absurdamente alta a ponto de eu não piscar pra não sofrer acidente e tempos que exigem quase que a perfeição para conseguir terminar os desafios. Prepare a sua paciência, pois você vai se irritar e refazer fases difíceis diversas vezes para conseguir passar no final do jogo.

    Resumindo: Moto Rush GT é um jogo casual com bastante cara de coisa barata da Steam ou Android, mas funciona até bem. Claro que se o seu lance for simuladores e afins, isso aqui não é nada disso, mas tá mais que bom pra um jogo gratuito. Depois de um tempo eu comecei a pensar se valia a pena jogar isso, e te digo: vale (de certa forma). Eu já joguei coisas muito piores. Além do mais, isso daqui é perfeito pra deixar aquele priminho jogando e adorando. Basta por num modo de corrida infinita e controles de Labo e mesmo se ele não acelerar, a moto vai pra frente, só que mais lento. Vale ainda baixar e mostrar pros amigos a jogabilidade.

    De bom: jogo simples, mas até bem cuidado. Jogabilidade por toycon muito legal. Diversos modos de jogo, inclusive mais casuais. Diversos tipos de motos para quem quiser mais ou menos velocidade.

    De ruim: sem modo multiplayer. Tradução terrível com coisas tipo "3 km left" virar "3 km esquerda" ou terem traduzido "horn" (buzina) para "chifre". O jogo exige motos mais velozes para prosseguir, mas isso é muito pior, pois o jogo começa a por mais obstáculos e velocidades absurdas. Muito frustrante nos estágios finais. Um momento, faltando 4 estágios pro final, fui obrigado a comprar outra moto para continuar, mas o dinheiro que faltava, mesmo economizando, era demais! E nas fases já terminadas dão pouquíssima grana. Resultado: eu "farmando" dinheiro por horas em uma fase menos chata/difícil que pagava melhorzinho. Durante essa repetição de fases atrás de dinheiro, o jogo deu um bug e mostrou um troféu e a frase "parabéns, você completou todas os estágios" e aqueles que faltavam já tinham até pontuação, embora eu não pudesse os acessar. Continuei e os fiz por honra. Não há vantagem nenhuma em terminar a campanha. Nem mesmo aquele troféu aparece em algum lugar. Fiquei devendo duas motos, uma do meio da lista, que pulei, e a última e juntas custam dinheiro demais pra um jogo tão repetitivo e que não oferece um meio de ganhar mais grana. Achei tosco que os joycons NÃO ficam constantemente vibrando no modo toycon e isso acaba com a sensação de estar pilotando. Hitbox suspeito. Várias partes em que você está em alta velocidade e do nada os veículos bloqueiam todas as suas rotas, causando acidente e te fazendo perder tempo.

    No geral, vale o download, só não vale a pena zerar mesmo. Sem modo multiplayer, Moto Rush GT só serve pra passar um tempo, pra quem curte motos, ou pra mostrar pros outros a jogabilidade toycon.

    Moto Rush GT

    Platform: Nintendo Switch
    2 Players

    10

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