• italochianca Italo Chianca
    2016-03-03 07:25:23 -0300 Thumb picture

    Revista GameBlast Nº 16 traz Tom Clancy’s The Division e muito mais

    Deixe a adrenalina fluir, pois este mês a Revista GameBlast chega entre tiros, pancadaria e muita ação. Nesta edição nº 16, trazemos para você as análises de Tom Clancy's Rainbow Six e XCOM 2, as nossas expectativas sobre HitmanThe Division, a conclusão da saga do ninja menos ninja do mundo e a trajetória de Street Fighter nos videogames. Respire fundo, prepare a munição e aperte a faixa, pois estamos só começando.

    Link para download: http://goo.gl/fs0cVv

    Tom Clancy's The Division

    Platform: Playstation 4
    725 Players
    398 Check-ins

    1
  • italochianca Italo Chianca
    2015-09-29 09:51:10 -0300 Thumb picture

    Livro - Os videogames e eu: crônicas de um jogador

    Medium 182480 3309110367

    Olá, galera.

    É com muita alegria que venho compartilhar com vocês o meu segundo livro. Chamado Os videogames e eu, este trabalho reúne as minhas 17 melhores crônicas publicadas no site GameBlast

    Vejam só os títulos das crônicas do livro:

    Meu primeiro start
    Mega Man, um amigo e eu
    As loucas aventuras de Ray
    Mundial de futebol virtual das locadoras
    Dividindo o controle: viagens, aventuras e muita jogatina
    Mais que player 2, um companheiro de histórias
    Street Fighter: a lenda do jogador invencível
    Os shake brothers: jogando videogame com emoção
    007: todos contra o Goldenboy
    Pais, amigos e professores: os donos das locadoras
    Uma relação de amizade em 64-bits
    Os escritos amaldiçoados de Majora’s Mask
    Férias, amigos e videogames: uma mistura de boas histórias
    Nunca é tarde para ser um mestre Pokémon
    A história de um jogador por gerações de videogames
    Livro videogame locadora: a jornada do escritor
    Trabalhando com videogames: as primeiras fases de um sonho

    Espero que gostem da proposta e apoiem este trabalho independente.

    Caso tenham interesse, o livro está a venda no Mercado Livre, neste link, custando apenas R$ 25,00. 

    Obrigado e boa leitura.

    76
  • italochianca Italo Chianca
    2015-07-28 12:51:13 -0300 Thumb picture

    Seleção GameBlast

    Medium 3124415 featured image

    O GameBlast está abrindo a seleção 2015 de novas vagas em sua equipe. Se você tem interesse em participar desta comunidade, deseja trabalhar com jornalismo de games, ou quer aprender muito e conhecer gente incrível, é agora!

    Venha fazer parte do time,

    Inscrições aqui.

    8
  • lpslucasps Lucas Pinheiro Silva
    2015-05-21 17:02:18 -0300 Thumb picture

    Corujão Blast: assista e concorra à The Witcher 3

    Amanhã, 22/05/2015 (sexta-feira), apresentarei o quadro noturno do GameBlast no Hitbox. Estarei transmitindo The Witcher 3 — e vai rolar sorteio de uma key para PC!

    Começa às 22:00, no canal do GameBlast no Hitbox. Vejo vocês lá!

    The Witcher 3: Wild Hunt

    Platform: PC
    1061 Players
    673 Check-ins

    1
  • italochianca Italo Chianca
    2015-05-12 07:23:37 -0300 Thumb picture

    Revista GameBlast Nº 06

    Revista GameBlast #06 disponível, galera. E essa é ainda mais especial. Além dos sucessos do momento, Bloodborne e The Witcher 3: Wild Hunt, trazemos análise de Sunset Overdrive, e especiais sobre os 15 anos doPlayStation 2; o gênero Metroidvania; trajetória de Metal Gear Solid e os jogos dos Cavaleiros Do Zodíaco. E o melhor disso tudo é que é de graça. É só baixar e conferir.

    Link para download

    The Witcher 3: Wild Hunt

    Platform: Playstation 4
    2439 Players
    970 Check-ins

    0
  • italochianca Italo Chianca
    2015-04-09 15:34:49 -0300 Thumb picture

    Revista GameBlast Nº 05 chega com a brutalidade de Mortal Kombat X, Bl

    Brutalidade, lutadores excêntricos e inovações estão na mistura que resultou emMortal Kombat X, o mais novo título da série de luta mais violenta já feita e que recebe uma matéria especial nessa edição. E nós não só matamos brutalmente a saudade da franquia com um resumo de toda a sua trajetória, como também nos aventuramos pelos últimos grandes lançamentos do mundo dos games, como Bloodborne e The Order: 1886. Venha conosco nesse misto de nostalgia e novidades!

    Disponível em: http://www.gameblast.com.br/2015/04/revista-gamebl...

    Bloodborne

    Platform: Playstation 4
    2507 Players
    1024 Check-ins

    2
  • lpslucasps Lucas Pinheiro Silva
    2015-03-30 10:36:37 -0300 Thumb picture

    Como a história dos jogos de PC é preservada

    Medium 3036006 featured image

    Artigo publicado originalmente no site GameBlast

    Há uma certa preocupação no modo como indústria e jogadores têm tratado a história dos games. Por um lado, o interesse em comercializar e comprar clássicos é presente, como pode ser bem visto na existência do Virtual Console nas plataformas da Nintendo e os vários lançamentos de PS e PS2 na PSN. Por outro lado, há um enorme receio com o modo como gamers novos (principalmente por parte dos jogadores de “velha guarda”) encaram títulos antigos, frequentemente se recusando a jogar algo por causa dos gráficos rudimentares ou perspectiva 2D.

    Nunca estive tão próximo de cometer um assassinato como no dia em que meu irmão caçula disse que The Secret of Monkey Island era "feio".

    Mas, sendo eu um jogador de PC de longa data, o cenário me parece bem menos catastrófico do que aquele que vejo nos consoles. Claro, também há jogadores de PC com comportamento infantil e que julgam o valor de um game exclusivamente pela idade ou avanço gráfico. Mas, paralelamente, há bastantes casos de valorização e celebração de clássicos do passado — tanto pelo mercado quanto pelos fãs. Inclusive, graças às peculiaridades da plataforma, nos computadores é possível ver jogadores agindo de forma independente e ativa para preservar sua história.

    COM GRANDE RETROCOMPATIBILIDADE VÊM GRANDES OPORTUNIDADES

    Retrocompatibilidade é uma característica desejada e elogiada num novo console. Contraditoriamente, também é uma das qualidades mais incomuns. Vários videogames antigos não possuíam qualquer forma de compatibilidade com jogos da geração anterior — NES, Super Nintendo, Nintendo 64 e GameCube simplesmente não se comunicavam entre si — e, dos aparelhos modernos, apenas o Wii U roda jogos de seu antecessor.

    Tal fato é compreensível de um ponto de vista técnico. Uma nova geração de consoles, na maioria dos casos, implica numa nova arquitetura. Tornar as novas máquinas retrocompatíveis seria um desafio de engenharia e acarretaria em preços maiores. Sacrifícios precisam ser feitos.

    As consequências desse sacrifício, entretanto, são problemáticas. Retrogamers são obrigados a ter uma gigantesca coleção de aparelhos e emaranhado de cabos caso queiram preservar seu acesso a jogos antigos. Já jogadores novos que estejam tentando conhecer algumas pérolas do passado possuem apenas duas opções: depender da boa vontade das empresas em relançá-las para os consoles atuais ou gastar uma pequena fortuna no eBay e sites similares.

    Mas pensando bem, existe maneira melhor de chegar à falência?

    Nos PCs, tais problemas são menos prevalentes. Por volta dos anos 1990, a arquitetura dos computadores foi unificada no padrão IBM PC. Um jogo lançado nos últimos 10 ou 15 anos possui grandes chances de rodar em máquinas modernas sem grandes problemas — enquanto nos consoles, na maioria das vezes, máquinas de nova geração são simplesmente incapazes de rodar títulos da geração anterior. Em certos casos é necessário aplicar alguns patches ou mexer em configurações de compatibilidade do sistema, mas ainda assim é um cenário infinitamente melhor.

    A disponibilidade comercial de jogos antigos também é significativamente maior e abrangente nos computadores. Enquanto a Nintendo parecer ser alérgica a dinheiro, com um Virtual Console tímido e pequeno (a situação nos outros consoles não é particularmente melhor), um PC gamer novo tem a sua disposição alguns milhares de clássicos que podem ser comprados digitalmente nas principais lojas online. Há até mesmo lojas especializadas em games do tipo, como a GOG.com, que tem uma extensa biblioteca de relíquias e as vende com correções e patches de compatibilidade pré-aplicados.

    E que tal alguns clássicos de forma gratuita e legal? Várias desenvolvedoras disponibilizam seus primeiros jogos sem preço algum, como é o caso de The Elder Scrolls: Arena e The Elder Scrolls II: Daggerfall, da Bethesda, ou The Lost Vikings e Rock N' Roll Racing, da Blizzard. Já projetos como o Internet Archive permitem que qualquer computador com acesso à internet e um navegador moderno rode clássicos do MS-DOS sem pagar nada por isso. Enquanto isso, o último clássico oferecido gratuitamente pela Nintendo foi… Hum… Bem… Deixa pra lá.

    FÃS CURADORES

    Infelizmente, mesmo havendo uma enorme seleção de clássicos à disposição dos jogadores de PC, algumas gemas acabam sendo perdidas. As empresas parecem não ter interesse em revender digitalmente algumas de suas obras antigas, ou há brigas legais em torno da marca de um game, o que impossibilita sua comercialização.

    Devido a complicações legais, No One Lives Forever é um dos grandes clássicos de PC indisponíveis para compra.

    Esses games podem até ter sido esquecidos e jogados no limbo legal pela indústria, mas não pelos fãs. Vários sites e organizações se empenham em colecionar essas relíquias abandonadas: são os chamados abandonware.

    Entramos aqui numa área “cinzenta”. A legalidade desses sites é controversa, para dizer o mínimo. Mas a maioria dos projetos do tipo age na boa-fé. O interesse de seus organizadores é puramente preservar os jogos antigos, com muitos deles retirando os títulos que voltaram a ser comercializados de alguma forma ou sob o pedido dos desenvolvedores.

    Na mesma veia, existe uma série de projetos voltados à reconstrução de arquiteturas de PC obsoletas. Antes do IBM PC virar padrão, havia uma infinidade de arquiteturas rivais: Amiga, ZX Spectrum e MSX, dentre outras. Esses computadores já foram bem populares e tiveram uma miríade de jogos desenvolvidos para eles, acessíveis hoje em dia apenas graças aos esforços de programadores dedicados e obstinados. Até mesmo mainframes anciãs, como a PLATO, na qual se desenvolveu uma peculiar cultura hacker, foram reconstruídas, preservando assim os primeiros RPGs e shooters da história, como dnd e Empire.

    Atenção! O artigo não está abordando a emulação como ferramenta de pirataria! Estou falando aqui do uso de programas para rodar software de arquiteturas antigas ou obsoletas em máquinas modernas. Tais programas são, inclusive, usados de forma completamente legal e comercial em alguns casos, como ocorre com vários jogos antigos distribuídos pelo GOG.com.

    FÃS CURANDEIROS

    Alguns fãs fazem mais do que apenas preservar os jogos, tomando para si a missão de dar assistência técnica e suporte a games antigos, criando patches e disponibilizando updates. Em casos extremos, chegam a reconstruir o jogo do zero. Civilization, X-COM: UFO Defense, Doom e Quake são apenas alguns dos vários games em que programadores independentes mergulharam no código fonte e fizeram engenharia reversa até reproduzirem os jogos de forma idêntica, mas sem problemas de compatibilidade e bugs que os assombravam.

    De modo similar, o multiplayer de muitos títulos é suportado quase que inteiramente pelos fãs, que criam servidores privados para manter os jogos ativos anos depois de as empresas encerrarem o suporte oficial. Quando vários games perderam suas funcionalidades online devido ao fechando do serviço GameSpy, gamers se uniram para consertar o problema, permitindo que clássicos antigos adorados por seu multiplayer online, como Balttefield 1942, continuassem acessíveis para jogadores novos e antigos.

    "Now powered by gamers."

    É também graças ao empenho de fãs que alguns MMOs ganharam sobrevida mesmo após o fechamento dos servidores oficiais — uma série de servidores privados de Star Wars Galaxies surgiram após o seu fechamento em 2011. Como um exemplo extremo, temos o caso dos MUDs (Multi-user dungeons): os avôs dos MMOs criados em 1980, antes mesmo da web existir, continuam a ser jogados até hoje.

    MUITO MAIS DO QUE MUSEUS INTERATIVOS

    Mais do que preservar ou reconstruir, muitos fãs usam jogos antigos como ferramentas para se expressar criativamente — e até mesmo criarem novos jogos. Vários jogos de PC lançados anos atrás ainda têm força ativa no presente graças a uma particularidade da plataforma: os mods.

    Mods!

    Mods mais “simples”, que se limitam a fazer atualizações gráficas, estéticas e de interface, conseguem tornar grandes clássicos bem mais agradáveis aos olhos de jogadores novos e antigos. Já outros, mais ousados, são basicamente expansões do jogo original e criam novas formas de se interagir com eles — algumas conversões totais chegaram até a virar jogos completos.

    Um caso emblemático é o do jogo Eamon. Lançado em 1980, ele vem recebendo novas aventuras e histórias há 35 anos graças a sua comunidade fiel e dedicada. Uma prova de que jogos antigos não precisam ser apenas peças de museu que você pode brincar de vez em quando. Só porque são antigos, não quer dizer que estão mortos ou fossilizados.

    PC EXCLUSIVE?

    Nem todos os casos descritos aqui se aplicam exclusivamente aos PCs. Principalmente na cena hacker, há um grande esforço por parte de fãs para preservar jogos antigos de console, com grupos de tradução e correções de bugs espalhados pela internet. Mas os consoles são uma plataforma fechada e controlada, fazendo com que as ações de tais grupos constantemente recaiam na ilegalidade.

    Computadores, devido a sua natureza aberta e flexível, permitem que tanto a indústria quanto os fãs tenham voz mais ativa na preservação de sua história lúdica. Todos ganham com isso.

    Revisão: Luigi Santana
    Capa: Felipe Araújo

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    • Micro picture
      xualexandre · over 4 years ago · 2 pontos

      Lindo Artigo cara, diria que não é só a preservação de jogos de PC, mas a preservação de todo e qualquer jogo. As tecnologias vem e vão, e o PC tá alí, sempre acolhendo os jogo de consoles abandonados numa espécie de Museu.

      e compartilhei na @pc pra espalhar esse Ode à Causa.

      1 reply
  • lpslucasps Lucas Pinheiro Silva
    2015-03-23 11:30:20 -0300 Thumb picture

    Videogames, violência e o preconceito com as novas mídias

    Medium 3030269 featured image

    Artigo publicado originalmente no site GameBlast

    Imagine, por um segundo, uma obra de entretenimento cujo herói seja um criminoso violento e mulherengo que comete vários crimes para cumprir seus objetivos. A obra em questão é popular principalmente entre jovens e crianças e, talvez justamente por isso, acaba sendo acusada de corromper as gerações mais novas, torná-las violentas e influenciá-las a cometer crimes na vida real.

    De que jogo estou falando? Doom (PC)? Postal (PC)? GTA V (Multi)? Call of Duty (Multi)?

    Falem o que quiser, mas ainda acho que Mario Party causa bem mais violência que todos esses jogos juntos.

    A resposta certa é: nenhum. Estava me referindo à “Ópera dos Vagabundos” (The Beggar’s Opera), peça de teatro lançada originalmente em 1724. Uma das primeiras óperas de balada da história, a obra revolucionou o teatro do inglês com seu estilo popular e linguagem acessível. Sua popularidade foi proporcional à sua polêmica. Muitos criticarem a vulgaridade da trama e, principalmente, a presença de Macheath, o vilão protagonista da história, que seria uma glorificação do crime e hedonismo. Alguns críticos chegaram a identificar a composição teatral como responsável direta pelo aumento de crimes e violência na Europa.

    “Os efeitos da Ópera dos Vagabundos na mente das pessoas cumpriu os prognósticos de muitos de que que se provariam danosos para a sociedade. Roubos e violência têm aumentado gradualmente desde sua primeira representação. Jovens e aprendizes sentem-se cativados pelos charmes da ociosidade e prazer criminal. Homens de discernimento que têm trabalhado duro em achar a fonte desses males descobriram que muitos dos criminosos condenados nos últimos cinquenta anos estiveram em seus caminhos tentando imitar as ações e caráter de Macheath.” —Sir John Hawkins, em A general history of the science and practice of music, 1789

    Maldito teatro, tornando as crianças violentas!

    Qualquer semelhança com as declarações de Jack Thompson sobre GTA e outros jogos violentos não é mera coincidência.

    O novo Rock & Roll

    Jogos violentos como Doom e GTA são apenas o último exemplo de uma longa cadeia de preconceitos que já incluiu cinema, televisão, música, quadrinhos e, como o caso acima bem demonstra, até teatro. Historicamente, novas formas de entretenimento sempre enfrentam alguma espécie de resistência dos setores mais conservadores da sociedade à medida que ganham popularidade — principalmente entre jovens e crianças. Em última instância, as novas mídias acabam sendo responsabilizadas, direta ou indiretamente, pelos mais variados tipos de mazelas sociais.

    Mas os videogames são claramente os responsáveis pela violência!

    Uma das maiores influências nesse processo é o medo do novo e desconhecido. Em grande parte, novas mídias sofrem preconceito simplesmente por serem novas. O ódio irracional, afinal, não passa de uma ignorância destilada pelo medo.

    Infelizmente, em muitos casos a religião acaba agindo como catalisador deste evento, com discursos alarmistas que são bem apelativos para algumas pessoas. Foi desta forma que, por exemplo, várias bandas de Hard Rock quase foram censuradas nos anos 1980 nos Estados Unidos devido a ação de um grupo, até ser criado um selo que marcasse discos com “conteúdo explícito”.

    Histeria ainda maior afetou o mercado de quadrinhos nos anos 1950 após o lançamento do livro Seduction of the Innocent (“Sedução dos Inocentes”, em tradução livre), do psiquiatra Frederic Wertham. Segundo o médico, delinquência juvenil, violência e até mesmo homossexualidade (!) seriam alguns dos efeitos dos quadrinhos nos jovens. A polêmica gerada na época foi suficiente para chamar a atenção do congresso americano e criar uma agência reguladora (e censora) para a indústria, a Comics Code Authority.

    E é por isso que não existem mais homossexuais hoje em dia!

    Mas a ignorância não é o único elemento a influenciar o preconceito com as novas mídias. Fatores econômicos também têm seu papel. Quando a televisão foi reintroduzida nos Estados Unidos após a Segunda Guerra Mundial, logo formou-se um lobby contra a nova indústria que tentava desacreditá-la e denunciar seus efeitos negativos na sociedade. Sem muitas surpresas, esse lobby era fomentado pelos barões da imprensa e cinema, apavorados com a possibilidade de perder parte de se mercado com a adoção em massa da TV.

    No decorrer da história, há muitos outros casos de novas formas de mídia e entretenimento sofrendo alguma forma de resistência. Nem mesmo a literatura escapa impune: Sócrates, na Grécia Antiga, via a linguagem escrita com hostilidade, advertindo seus discípulos quanto aos efeitos negativos trazidos por ela, engessando ideias, tornando homens preguiçosos e privando as mentes do pensar.

    “Essa descoberta, na verdade, provocará nas almas o esquecimento de quanto se aprende, devido à falta de exercício da memória, porque, confiados na escrita, recordar-se-ão de fora, graças a sinais estranhos, e não de dentro, espontaneamente, pelos seus próprios sinais.” —Sócrates, no diálogo de Platão Fedro

    Em pensar que hoje em dia ler muito é sinal de inteligência…

    O que era novo, um dia fica velho

    Em todos estes os casos, entretanto, é notável que o preconceito com as novas mídias desapareceu tão logo elas deixaram de ser… novas! Hoje em dia, dificilmente alguém é criticado por gostar de TV ou cinema. Os quadrinhos, antes considerados infantis, tornaram-se parte da cultura popular e são consumidos principalmente por adultos. Já o Rock & Roll deixou de ser considerado apenas “barulho cheio de indecências” há muito tempo — tal alcunha agora recai sobre novos gêneros musicais, como funk, hip-hop e pop modernos. Que dizer, então, do teatro e literatura? Tais formas de entretenimento chegam até mesmo a serem idealizadas hoje em dia e as pessoas que as consomem vistas como intelectuais e cultas.

    Sócrates teria um ataque.

    Videogames e outras formas de comunicação e entretenimento modernas (como a internet e redes sociais) já estão no meio deste processo. Pouco a pouco, as gerações que cresceram com um joystick na mão e não tem preconceitos com os jogos começam a ganhar mais espaço no mercado e mídias. Talvez no futuro jogar um clássico como The Legend of Zelda (NES) e Super Metroid (SNES) seja considerado tão "cult" quanto ir ao teatro assistir à Opera do Vagabundos?

    “Toda mídia ou indústria nova que cresce rapidamente é criticada. Isso é porque a mídia mais velha e estabelecida estava aí há mais tempo e muitos adultos podem ser bem conservadores. Eles podem não ter uma mente aberta para novas coisas que não existiam quando eles estavam crescendo, e que agora estão substituindo as coisas que eles usavam na infância…” —Shigeru Miyamoto

    Só espero que eu não acabe inconscientemente entrando nesse ciclo e hostilizando mídias do futuro, falando aos meus filhos e netos como “videogames da minha época sim eram bons, não essas porcarias de realidade virtual”.

    Na minha época, jogos tinham botões!

    Revisão: Leonardo Nazereth
    Capa: Felipe Araújo

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  • gameblast GameBlast
    2015-01-14 19:19:04 -0200 Thumb picture

    Revista GameBlast #02 e Revista Nintendo Blast #63

    Medium 51795 3309110367

    Não deixe de conferir a edição nº 02 da Revista GameBlast que premia os melhores jogos do ano e a edição nº 63 da Revista Nintendo Blast que traz na capa a análise de Captain Toad: Treasure Tracker (Wii U)!

    @jrobsonjr

    3
  • gameblast GameBlast
    2015-01-05 14:01:46 -0200 Thumb picture

    Ralph Baer, o pai dos consoles

    Medium 45758 3309110367

    Em 7 de outubro de 2014, perdemos uma grande personalidade. Ralph Baer foi pioneiro para a indústria gamer, criador do Brown Box e Magnavox Odyssey. Que tal relembrar um pouco da história deste homem que deu início ao universo que atualmente tanto admiramos? Confira nossa matéria!

    @jrobsonjr

    17

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