• speedhunter Renan Loiola
    2019-10-15 22:23:14 -0300 Thumb picture

    Inovação ou mais do mesmo? FFVII Remake pode ser ou não um "sucesso".

    Medium 3751344 featured image

    Depois do lançamento e sucesso absoluto de Final Fantasy VII em 1997, o ambicioso RPG da SquareSoft (hoje SquareEnix) deixou a indústria dos games em outros patamares. Goste você ou não, o sétimo capitulo é certamente o mais aclamado e lembrado entre os fãs da franquia, obviamente, isso não é nenhum mérito ou demérito para outros títulos da “Última Fantasia”, sejam eles anteriores ou posteriores ao popular JRPG, gênero esse, que não tinha tanta expressividade no ocidente antes desse marco.

    O sucesso de FFVII foi tão avassalador, que é considerado o jogo de maior sucesso do PlayStation (vendendo cerca de 10 milhões de cópias, número impressionante para época) , console esse que estreava o início do grande êxito da Sony no mercado de consoles, que era dominado anteriormente e majoritariamente pela a SEGA e Nintendo.

    (Revolução nas CGs e remodelagem de personagens, foi o que mais chamou atenção da indústria em seu lançamento).


    O CLAMOR PELO REMAKE:

    Quando o PlayStation 3 foi mostrado ao mundo em 2005, a SquareEnix lançou uma demonstração técnica de Final Fantasy VII para mostrar o potencial do hardware do PS3 e também sua nova engine para a criação dos próximos FFs que seriam lançados no futuro, causando impacto e também grande confusão aos jogadores. A principal dúvida era se realmente se tratava de uma possibilidade de remake do título ou se era apenas uma pequena amostra do poder de processamento gráfico da nova engine e do next gen console da Sony na época. Como um balde de água fria, a empresa confirmou que era apenas uma pequena amostra do que eles pretendiam fazer no que tange a qualidade gráfica para a próxima geração que sucederia o saudoso PlayStation 2, deixando fãs do sétimo episódio frustrados, porém, ainda esperançosos.

    Em 2016, mais de uma década depois da famigerada “tech demo” de FFVII para o PS3, Final Fantasy XV chegava ao mercado para PS4 com um hype consideravelmente alto e com 10 anos de produção gerados por muitos problemas com a equipe de desenvolvimento e com a Luminous Engine (engine essa, extremamente problemática para os consoles da atual geração). O jogo não agradou toda a base de fãs da franquia, mas conseguiu ser um sucesso de vendas e ter uma nota sólida no metacritic. Ainda sim, a comunidade não se contentou com o desempenho do FFXV. Um ano antes do lançamento de FFXV, o remake do VII havia sido anunciado na E3 de 2015, gerando ainda mais hype como também dúvidas a respeito de qual rumo a renomada série de RPGs eletrônicos iriam trilhar. Será que repetiriam a formula do décimo quinto capítulo? Manteriam o sistema clássico do FFVII original? Ou simplesmente seria algo realmente “novo”? A resposta vem no tópico a seguir...

    (Essa imagem causou muitas "teorias da conspiração" na época. A espera e ansiedade era algo bastante discutido nas comunidades. O PS3 ainda não tinha sido lançado oficialmente, o que deixavam os fãs ainda mais na loucura!)

    PRESERVAÇÃO DO QUE FUNCIONA E EXCLUSÃO DO QUE NÃO FUNCIONA:

    É bem provável que esse tópico pode causar certo desconforto em fãs mais apaixonados pela turminha do Cloud, entretanto a intenção não é essa e sim mostrar que uma analise sincera de quem viu e testou o jogo de perto. Independente se é ou não o seu jogo favorito, tenha ciência que não existe nenhum jogo perfeito, com exceção de Vagrant Story! (brincadeirinha).

    Gráficos: 

    Talvez seja um dos jogos mais deslumbrantes dessa geração. Em relação a esse quesito tenho pouquíssimas observações para salientar. As texturas são de altíssima qualidade, os designs de personagens são de cair o queixo! Como qualquer Final Fantasy com pegada mais fotorrealistica (algo que acontece desde FFVIII e se estende até os títulos mais modernos da franquia) a Square sempre referência em inovação nesse quesito. Fiquei impressionado com as cores vibrantes dos cenários e dos personagens.As partículas de faíscas são radiantes, o brilho da lâmina da Buster Sword quando o Cloud se movimenta é algo que me impressiona desde a primeira vez que o remake foi anunciado e quando saiu os primeiros trailers de protótipos de gameplay.A HUD é quase que a mesma de Final Fantasy XV. Ver essa evolução de perto foi muito satisfatório! O ponto negativo que vi foi a quantidade de serrilhado no cabelo do protagonista, não é algo que realmente incomoda, mas vejo que uma polida nessa parte cairia bem.

    (O padrão de qualidade da Square em gráficos para AAA, estão quase sempre a frente de seu tempo).


    Jogabilidade:

    Combate acelerado e definitivamente um RPG de ação. Chega a ser bem estranho para um veterano acostumado com o famoso sistema de ATB (Active Time Battle) do FFVII clássico. A fluidez é bem estável e eu particularmente não vi nenhuma queda de frames que prejudicasse a experiência. Até nos momentos com maior clímax da luta contra o chefe, o desempenho se comporta de forma bastante satisfatória. Não sei se a demo foi disponibilizada no PS4 base ou no PRO, visto que os aparelhos ficam em um compartimento fechado.

    A adição do botão de dash foi extremamente bem vinda! Não que no original não tivesse isso, mas com a câmera em 3D a sensação de velocidade precisa está em um bom parâmetro, caso o contrário, a sensação de lentidão e progressão pode ser comprometida negativamente.

    A troca de personagens nas batalhas foi uma sacada inteligente, trouxe dinamismo no combate e amplia as possibilidades do sistema tático do jogo. Ter a liberdade de alternar os personagens em tempo real trás também a quebra da “mesmice” na qual o FFXV foi tão criticado em seu lançamento.

    Em termos comparativos o combate se assemelha bastante com Final Fantasy XV, sim, não é nenhum tipo de brincadeira, pois se tratando do Tetsuya Nomura que é o diretor do remake, tudo fica bem parecido com o combate de Kingdom Hearts (que também foi implementado no FF Type-0 e FFXV). Mas para aqueles que torcem o nariz contra qualquer tipo de “aceleração” em JRPGs tradicionais, o botão de “slow-motion” também foi colocado, para que você possa tornar o combate mais tático e ter tempo suficiente para alternar os comandos.

    Todas as mecânicas de itens e limits breaks do jogo original estão presentes aqui, em relação às matérias, na demo disponibilizada não temos acesso. O menu principal da party não é mostrado na demo, bem provável que a Square ainda esteja trabalhando nisso.

    Definitivamente foi uma das mudanças mais radicais em relação ao original. Se você é bem tradicional e saudosista de sistema de combates por turnos, certamente não irá aprovar a mudança que foi feita aqui, mas fortemente aconselho a acompanhar de perto as novidades, pois demos nem sempre refletem o produto final com 100% de precisão.

    (Controlar o Barret também é divertido, assim como o Cloud).


    Trilha Sonora:

    Acredito que esse ponto é bem tradicional. As trilhas foram reoquestradas e se assemelham com as excelentes trilhas do original. Essa mudança é sempre bacana, considerando que você mantém a essência, porém, melhorando algo que já é de ótima qualidade. Se você tem curiosidade para escutar como ficou, aqui vai o link:

    Espero de coração que todas as trilhas recebam o mesmo tratamento da Square Enix. Um CTRL+C e CTRL+V em um remake nem sempre é bem vindo. Estou curioso para saber como vai ficar músicas marcantes como a One Winged Angel e o tema da Aerith que são os meus prediletos.

    (Cover art oficial, simples e ao mesmo tempo nostálgica).


    Considerações Finais:

    É notável que esse remake não está sendo feito apenas para agradar fãs saudosistas. Ele tenta agradar também aqueles que nunca jogaram um RPG na vida com uma boa história e personagens cativantes. É um risco e um investimento muito alto que a SquareEnix aposta com todas as fichas, eu considero pelo que vi, uma demo bem sólida, mas, falta ainda muito para acertar o público que nunca experimentou um jogo da série. Se eu fosse alguém que nunca jogou um RPG japonês, esperaria um pouco mais pela versão completa, já que a companhia quer vender em várias partes. Não preciso explicar que para um fã da série é quase que uma aquisição obrigatória, desde que você não seja extremamente entusiasta de combates por turnos, caso o contrário, poderá soar como um Final Fantasy XV com aspectos melhorados.

    (A esquerda meu grande irmão Paulo Ambrosio  e a direita eu. Ambos no sofrimento para poder jogar a demo).


    Demo disponibilizada e testada no estande da PlayStation na Brasil Game Show 2019. Era necessário um QR code e hora marcada para testar a demo. ESSE NÃO É UM REVIEW DEFINITIVO. Todos os pontos citados poderão ou não mudar no produto final. Todas as imagens foram encontradas na internet, não era permitido tirar fotos ou filmar.

    Final Fantasy VII chega ao mercado internacional e brasileiro em 03/03/2020 exclusivamente no PlayStation 4.

    Final Fantasy VII Remake

    Platform: Playstation 4
    321 Players
    1 Check-in

    31
    • Micro picture
      wiegraf_folles_ · 27 days ago · 4 pontos

      Sinceridade, não vejo esse jogo chegando perto do que foi FF7 PS1 só torço pelo melhor e que ele se pague, a SE quebrar é tão ruim quanto a Nintendo, é um caso de arriscar tacar fogo num monte de IP amada por muitos jogadores.

      Se alguém quer um Action com boa matemática na Frame Data e viabilidade de jogadas interessantes, risco e recompensa dependo da sua habilidade mecânica ou como você lida com o problema se sua execução não estar 100% com ou sem sistema de progressão não duvidaria por um segundo que já tem melhor ocidental ou oriental mesmo já que Action RPG JP é mais velho do que se imagina.

      E a SE tá com muitas ideias em cima do muro pra tentar agradar todo mundo e isso geralmente não agrada ninguém.

      E FF7 como muito com muito JRPG já ficou pra trás em storytelling em comparação a jogos ocidentais (Quer um teste simples? Tente vocalizar e imaginar os textos do jogo de PS1 com não só voice mas também acting das capturas de modelo, você vai ver como vai ficar estranho) e se não for por tecnicalidades é por público que ganhou jogos bons com sequências melhores ainda deixando o Hype pra qualquer coisa até mediana que eles façam.

      Como a SE vai competir com o filme tão queimado a ponto de ter gente fazendo um êxodo cada vez maior pra SMT por simplesmente não aguentar reciclagem de ideias divisivas ou que deveriam ser um negócio de uma só vez em vez de fast food de plot e character arc?

      E tem mais o jogo em si, Midgar... Caras é tipo 7 horas aproximadamente vão ser transformadas em um jogo completo. Vocês imaginam a quantidade de absurdos que vão puxar e de filler que vão adicionar?

      5 replies
    • Micro picture
      jcelove · 27 days ago · 3 pontos

      Vai ser dificil causar o mesmo impacto q o original, mas com certeza cai vebder horrores!
      Eu achei meio caido mudar o esquema de batalha mas depois de ver em açao ta bem maneiro. Acho q a sE ta caprichando . o chato é so a miljagem q vao fazer com os episodios. A square vai sugar ate nao poder mais.hehe

      3 replies
    • Micro picture
      matheusps92 · 27 days ago · 3 pontos

      Sejamos sinceros: o original só fez sucesso por ter sido o primeiro JRPG em 3D da história. Se fosse QUALQUER outro jogo o resultado seria o mesmo, não é necessariamente mérito do jogo em si. E pessoalmente to empolgado pra cacete pra esse remake, mesmo detestando o original.

      5 replies

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