• ntampinha Natalia
    2017-09-15 15:02:23 -0300 Thumb picture

    "Videogame é coisa de criança"

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    "Videogame é coisa de criança", dizem alguns adultos (ou pseudo-adultos), tentando nos julgar menos capazes e menos maduros só porque curtimos uma jogatina de vez em sempre.

    Hahaha, ouvi isso essa semana e tive vontade rir. Quem usa esse argumento deveria conhecer minha família melhor para entender que videogames são para todas as idades e isso não nos torna adultos menos sérios.

    Quando ganhei meu primeiro videogame, um Super Nintendo, ninguém manuseava o console a não ser eu e minhas irmãs, porque "videogame é coisa de criança" e meus pais o enxergavam como algo fora da realidade adulta. Mas tudo mudou quando adquirimos a fita do Dr. Mario. 

    Eu e minhas irmãs vivíamos em duelo nesse game-puzzle, sempre dando aquele "show" quando ganhava ou perdia. Nossa reação chamou a atenção da minha mãe que rapidamente pediu por uma partida, e aí POFT!, um mundo novo se abriu para ela, pois o que antes era um brinquedo para as crianças, se tornou uma boa opção de entretenimento, relaxamento e trabalho mental.

    Não preciso nem dizer que ela acabou conosco, preciso? 

    Hahaha, foi aí que o meu pai entrou na jogatina. Por sempre ganhar das filhas, meu pai a provocou dizendo que "ganhar de criança é fácil, quero ver ganhar de mim", e POFT!, começou a jogar também.

    Por mais bobo que o game Dr. Mario possa parecer, ele foi um divisor de águas dentro da minha casa. Chegou ao ponto deles nos mandarem dormir mais cedo só para fazerem uma melhor de três no Dr. Mario sem interrupções, porque descobriram o quanto jogar videogame era apaixonante (agora eu acho isso engraçado, mas na época eu ficava brava, kkkk).

    Dr. Mario foi apenas o começo por aqui. A partir dele, minha mãe se apaixonou por games-puzzle, fechou Kirby's Avalanche e um outro game que não me recordo o nome. Hoje ela joga os mais elevados níveis de Sudoku (sério gente, eu até me assusto com os níveis de Sudoku que ela consegue fazer), e o Android está cheeeeio de jogos estilo raciocínio e quebra-cabeça.

    Já o meu pai foi para o lado estratégico da força, indo de Dr. Mario para Desert Strike (que ele fechou), The Hunt for Red October (fechou também), e depois, por não ter se adaptado ao PS1, migrou para os games de PC, e fechou Outlive, WarCraft (não sei qual deles), e atualmente é um grande viciado em Travian.

    O que eu quero dizer com tudo isso é que meus pais não se tornaram menos sérios ou menos maduros, só porque curtiam videogames. E mais, ambos são professores da rede pública (um já se aposentou e o outro está quase), são educadores e formadores de opinião e o trabalho com as crianças nunca se tornou menos eficiente só porque eles curtem videogames.

    E nem vou comentar sobre minhas irmãs, cunhado, sobrinhas, alguns tios e muitos primos, para que o texto não fique muito extenso. Muita gente por aqui curte videogames e 90% é adulto.

    O grande problema de quem reclama dos videogames é o preconceito, pois, ou ela nunca experimentou jogar um game na vida, ou ela tem preconceito com os consoles e não se deu conta que PCs e celulares também podem se tornar videogames.

    De acordo com o dicionário (ESSEESSE), videogame é um jogo eletrônico cujas imagens são exibidas numa tela. Não se resume apenas a consoles, as plataformas são muitas. Se rodamos um game no celular, ele se torna nosso videogame; se rodamos no PC, ele se torna nosso videogame também; e em muitos casos, as pessoas que dizem que "videogame é coisa de criança" está com o computador ou o celular repleto de jogos.

    Videogame é videogame, independente da plataforma, desde o mais simples puzzle até a mais alta definição de um MMORPG. Alguns games são lançados especificamente para crianças, outros para todas as idades e há os que são especificamente para adultos. O mercado gamer é muito extenso, mas ainda assim existem chatolinos  que insistem em taxar videogames como coisa de criança.

    Sério, gente assim me faz rir, porque se elas conhecessem direito a minha família, ficariam escandalizados com a quantidade de jogadores que tem dentro dela, hahahaha.

    Nem canso a minha beleza com isso, não vale a pena, deixo a pessoa falando com a minha mão e vou curtir um joguinho básico B)

    Tetris & Dr. Mario

    Platform: SNES
    311 Players
    4 Check-ins

    91
    • Micro picture
      raiden · almost 2 years ago · 7 pontos

      "Brinquedo" caro esse de videogame hein!! Fatura bilhões por ano (mais do que cinema) mas é pra criança. ^^

      2 replies
    • Micro picture
      pauloaquino · almost 2 years ago · 5 pontos

      Caralho raça humana!!
      EM QUAL SÉCULO VOCÊS VIVEM????

      Qual é o público alvo do Rapelay?? Hã?? Bebezinho???
      Qual é o público alvo dos Mortal Kombat mais recentes??? Hã????
      Qual é o público alvo de QUALQUER GAME DE SOUTH PARK????
      Qual é o público alvo de game de neonazista???? Me fala!!!

      Sério, em 2017, quase em 2018, tem gente que ainda tá no tempo do "videogame estraga a televisão"!! Vá se fuder...

      Aliás, eu queria saber onde eu arrumo essa foto do molequinho chato. Já tô com algumas idéias na cabeça.

      4 replies
    • Micro picture
      santz · almost 2 years ago · 5 pontos

      Talvez se meu pai morasse comigo, ele jogaria junto, pois chegou a frequentar os fliperamas na época dele, mas lá em casa só os irmão que jogam. Ninguém vê aquilo como coisa de criança e nem de adulto, é só entretenimento, tipo TV ou música.

      3 replies

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