• anduzerandu Anderson Alves
    2019-07-25 17:24:33 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Super Mario Maker 2

    Zerado dia 24/07/19

    Ah, como foram bons os tempos de Super Mario Maker no Wii U. Definitivamente um dos jogos que mais joguei na plataforma, sozinho ou passando o controle. Apesar disso, eu tinha tanta coisa pra jogar (e ainda tenho) que acabei deixando-o um pouco de lado e jogando apenas casualmente.

    Eras depois, SMM ganhou versão pro 3DS e foram anos questionando se haveria uma continuação ou port, até que a Nintendo oficialmente trouxe SMM2 à existência. Que felicidade!

    Fiquei muito interessado nas possibilidades que isso traria com a portabilidade do Switch, mas com o tempo meu hype foi caindo um pouco, acho que pelo fato de que muitos jogos da própria Nintendo vem tendo essa cara de "Deluxe" ou port, mesmo enumerado como 2. Agora, não me entenda mal, não tem como reclamar desses jogos, mas pra quem já viveu a experiência na geração passada, não tem lá muita novidade.

    Mas SMM2 vale a pena? Fiquei com o pé atrás e aproveitei a poeira baixar enquanto não tinha dinheiro para comprá-lo pra ver até onde eu ainda o queria.

    Um amigo estava no mega hype e comprou digital na pré-venda e marcamos de jogar no primeiro fim de semana com a galera. Foi aí que eu fiquei dividido mesmo. Tudo é muito bonito e bem feito, mas a jogatina multiplayer de sofá, novo atrativo para Mario Maker 2 para mim, é bem chata. Beeem chata.

    Pra quem já jogou outros jogos da série, como New Super Mario Bros. Wii ou U, sabe que os jogadores mais que se atrapalham do que se divertem e a tela limita muito a movimentação se os jogadores se separarem. Ainda assim, esse jogos foram PENSADOS no multiplayer e chega até a ser meio esquisito jogando sozinho, enquanto aqui parecia que a gente tava jogando fases clássicas da série modificadas para rodar 4 jogadores.

    Depois de um tempo jogando essas fases, dei a minha opinião (acho que meus amigos me acham meio chato por dizer essas verdades nas jogatinas) e recomendei jogar as fases single player online e passando o controle. Daí não sei se foi mais bizarro todo mundo concordar ou o fato de que nos divertimos muito mais assim!

    Bom, saí de lá tirando um multiplayer de potencial da minha lista e desanimado com o que as novidades poderiam trazer mas não trouxeram.

    Com o passar dos dias, alguns youtubers que sigo começaram a jogar SMM2, como o canal Vinesauce, e isso me me trouxe tanto entretenimento e diversão, de uma forma que nem a propaganda da Nintendo nem a primeira jogatina dele me trouxeram, que eu fiquei louco para ter o jogo! Sério, eu fiquei viciado em Mario Maker 2.

    Quando finalmente pude, até comprei físico só pra garantir.

    Mesmo com o jogo em mãos, tive que priorizar outras coisas, como o Yoshi's Crafted World, mas agora jogando de verdade, meu foco foi primeiro na campanha. Pois é, SMM2 tem um modo campanha, com uma historinha boba e 120 fases criadas pela Nintendo!

    O enredo envolve o castelo da Peach sendo destruído e você tendo que fazer trabalhos para levantar uma grana e reconstruí-lo. Esses trabalhos são fases em uma lista e cada uma delas tem uma certa narrativa em sua descrição e basicamente foca em diferentes mecânicas do jogo, quase como um tutorial, mas que não dá a sensação de ser isso. Mas, na real, são fases bem legais, e algumas bem difíceis.

    E como você precisa de dinheiro para reconstruir o castelo, você vai ter o prazer de pegar cada moeda que achar e ir atrás das mais difíceis, como era na infância pra mim (cada fase tem também um pagamento fixo se você a terminar).

    Não vou mentir que o mapa dos jogos do Mario e a sensação de progressão faz um pouco de falta, mas também é bem legal ver o castelo e outras cosias no hub serem construídas e ver a sua porcentagem subindo. Logo, o cenário vazio e sem graça vai dar lugar à muitas coisas, como estátuas, personagens, background e muitos detalhes.

    Tendo completado o castelo 100% (não precisa ter feito mais nada, nem mesmo todas as fases, já que com cerca de metade dos estágios você já o completou), o jogo abre uma missão que age como a final. Termine-a e você verá um zeramento e créditos.

    Pessoalmente eu fui atrás de tudo pois estava legal, e isso inclui o castelo 100%, terminas as 120 fases (que também trará todos os NPCs pro hub) e investir no monumento do Mario, o que vai exigir cerca de 10.000 moedas. No final vai estar tudo bonitinho e você também terá desbloqueado umas coisas por todo o trabalho, como roupas especiais pro seu Mii (que é o seu perfil no jogo).

    Num grupo popular do Facebook, já vi muita gente com o pé atrás com jogo também e pelos preços da Nintendo fica complicado sair sugerindo as coisas.

    SMM2 é sensacional. A campanha é legal, criar fases tem dá mil opções (basta jogar uma horinha online pra você ver como a galera é super criativa), há a possibilidade de jogar multi local ou competitivamente online e por aí vai. Mas pra mim o jogo brilha mesmo jogando sozinho as fases que as pessoas disponibilizam, seja aleatoriamente pelas tags de mais populares ou pelos temos favoritos (Mario World ou 3 ou 1 etc), seja no modo Endless, onde você tem um determinado número de vidas e deve ir o mais longe possível no nível de dificuldade escolhido.

    Esse último pra mim é a cereja no bolo. Quanto mais estágios você concluir, mas você sobe num rank e se pá, você pode se tornar o número 1 do mundo! Há também rank no multi versus online e muitas medalhas, que servem meio que como conquistas do jogo, além de várias coisinhas para desbloquear.

    Em resumo, o jogo super compensa, seja hardcore ou casual, maaaaaas, se você vive em um lugar sem internet ou se conecta uma vez em nunca online, acho que a essência do jogo se perde muito e definitivamente a campanha não basta. O que você pode fazer é sair baixando um monte de fases (o que é rápido) quando tiver acesso a internet e apesar das coisas não serem 100%, talvez valha o preço. Já pros donos do console desbloqueado, eu nem perderia meu tempo.

    Resumindo: Super Mario Maker 2 é um jogo bacana, apesar de não ser lá muito inovador. O novos modos e possibilidades multiplicaram o fator replay de uma forma muito bacana, e sempre há um motivo para continuar jogando, mesmo o Endless Mode que você teoricamente pode jogar por muitas horas numa única run, é possível salvar e continuar depois.

    De bom: o jogo é lindo, em todos os seus estilos. Mecânicas excelentes do jogo anterior agora são muito mais legais com as novas (e são muitas). Modo campanha pra quem gosta, assim como eu, de ver um jogo sendo zerado. A comunidade vez fazendo um trabalho exímio de level design e é muito legal ver as interações por comentários, likes e tentar conseguir o "world record" nos estágios. Muitos desbloqueáveis para a sua conta. Fator replay notal mil e eu diria que nesse quesito, ele é a versão single player de Super Smash Bros. Ultimate ou outros multiplayers. Como a experiência é muito recente, vejo as pessoas muito animadas em criar grupos, compartilhar e compartilhar suas experiências.

    De ruim: modo multiplayer local chatinho, pois não vi um filtro para achar fases focadas em multi co-op e as competitivas definitivamente não dão certo em um único console. Esse modo ainda tem uma coisa que muito me incomoda: o movimento da câmera dá prioridade pro último jogador. Então se alguém ficar pra trás, todos devem esperar e se todos estiverem em uma plataforma subindo em uma fase vertical e alguém cair, a câmera vai seguir a pessoa que está voltando a fase e quem estiver em cima, na frente, morrerá. Já o multi online, competitivo, dá bastante lag, o que é uma pena visto que não só seria esse um modo muito bacana como eu pago pelo sistema online da Nintendo. SMM é uma experiência levemente diferente dos outros Marios convencionais e não ver um mapa com progressão ou um objetivo a ser alcançado pode parecer meio estranho para alguns. Faltou filtro pra multi local. Jogar multi local exige que você baixe as fases, ao invés de apenas jogar direto do server como normalmente é.

    No geral, curti demais, mas agora que a minha jogatina começa mesmo. Começarei a fazer níveis, jogar os dos amigos e de criadores famosos de outros jogos (como o de Celeste, por exemplo). Ótimo pra jogar no metrô, na fila ou de forma hardcore, o que eu mais do que recomendo!

    Super Mario Maker 2

    Platform: Nintendo Switch
    37 Players
    4 Check-ins

    28
  • anduzerandu Anderson Alves
    2019-07-11 16:44:15 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Yoshi's Crafted World

    Zerado dia 11/07/19

    Opa, quem lembra de mim? Estou há mais de 2 semanas sem fechar nenhum jogo, mas não parei de jogar. O fato é que recentemente eu fiquei meio ocupado com final de semestre na escola e jogando jogos emprestados (como o próprio Yoshi's Crafted World) e um deles é bem longo e não sei exatamente quando terminarei (mas o foco é só nele agora).

    Tenho que começar essa análise dizendo que não sou muito fã dos jogos do Yoshi. Quem dizer, eu até acho legal, mas nunca achei muita graça em Yoshi's Island com a maioria acha. Também não fiquei idolatrando seu jogo no Switch como muitos amigos e conhecidos fizeram, apesar de ter achado a demo legal.

    Maaaaaaas, YCW é um título exclusivo do Switch e daqueles que eu não compraria, então uma amiga me emprestou e eu aproveitei pra zerar o mais rápido possível pra devolver logo (estou com ele a quase 3 semanas agora). Ainda assim, aproveitei MUITO esse jogo, que além de viciante, me surpreendeu bastante.

    Começando a aventura, não tem nada de muito diferente senão o visual, que é meio que uma evolução daquele de Woolly World, mas de lã mesmo só o Yoshi, já que as outras coisas são basicamente feitas de qualquer coisa que você faria com materiais reciclados ou em uma sala de aula com crianças.

    A aventura segue sendo plataforma. O Yoshi ainda tem aqueles pulos que planam no ar, ele ainda atira seus ovos (mas agora você controla a mira livremente). O básico continua sendo chegar ao final do estágio, mas há vários coletáveis por toda parte, incluindo os Smiley Flowers, as margaridas sorridentes clássicas da série que agora também servem como "pagamento" para abrir os próximos mundos (mas você acaba pegando a quantidade necessária para avançar sem se preocupar muito).

    É inegável que esses fatores, ligados à beleza da aventura são mais do que o necessário para um ótimo fatore replay e exploração.

    Cada estágio contém cerca de 10 florzinhas, sendo 7 pelo cenário, que as vezes demandam ações específicas, alcançar lugares mais escondidos ou minigames de tempo. As outras 3 são comuns em todas as fases:

    -Coletar as 20 moedas vermelhas (sempre camufladas de amarelo);

    -Alcançar a linha de chegada com a vida cheia (20 corações);

    -Terminar a fase com no mínimo 100 moedas (sempre muito fácil).

    Mesmo explorando bem, é comum chegar ao final com algo a menos e ter que voltar só pra achar o que faltou (felizmente não precisa reiniciar do zero). Algumas eu fiz de primeira, outras de segunda, terceira, quarta, aaaaah deixa eu ver na internet logo. Pois é, eu acabei vendo a localização de umas 4 coisas no Google depois de muita exploração, mas o que são 4 em meio a quase 1000 coisas que você acumula?

    Fora que após completar uma fase é liberada uma versão da mesma mas com a câmera por trás dos cenários em que você deve encontrar 3 poochies em um determinado tempo.

    De todos os coletáveis, os mais difíceis são os Souvenir Hunts. Esse modo se abre assim que você completa todas os estágios de um mundo e consiste em revisitar as fases e suas versões "flip side" em busca de elementos escondidos pelo cenário. Felizmente o jogo avisa em que estágio exatamente encontrar um por um, mas achar é com você. Se você jogou prestando atenção em tudo, facilita bastante quando chegar a esse ponto, mas o fato é que você só sabe o que vai procurar quando o robozinho te pede (tem coisas que eu prestei atenção nas fases e que nunca tive que ir atrás depois).

    Enfim, achou, tacou um ovo e se tiver completado a meta, o jogo pergunta se você quer continuar no estágio ou sair de volta pro mapa. 

    Como YCW deu a impressão de ser bem curtinho, acabei focando em fazer tudo e isso rendeu jogar as mesmas fases muitas e muitas vezes. Você tem que pegar todas as margaridas e as vezes faltam algumas. Rejoga. Peguei mais duas mas não achei uma. Rejoga. Agora a versão "flip". Opa, achei os três câezinhos mas fora do tempo. Rejoga. Finalmente próxima fase!

    Opa, tenho que achar souvenirs. O robô pede alguma coisa, volto naquela fase, depois ele pede outra, mas no lado flip. Rejogo. Agora ele pediu outra coisa na mesma fase. Rejogue.

    Sério, as vezes é bem tenso terminar um mundo, mesmo ele tendo apenas 3 fases no máximo.

    Depois de umas 5 horas de jogo, cheguei onde eu achei que seriao final, e estava satisfeito, provavelmente de tanto rejogar e descobrir coisas nos três mundos. Matei o chefe e se abriram mais 11 mundos! 11!

    Se cada um tiver 3 fases + seus flip sides, serão 66 fases!

    O pior nem é ter mais 33 estágios, mas ter mais 10 margaridas, 3 moedas vermelhas, terminar com a vida cheia, caçar 3 poochies no tempo e mais um bocado de souvenir e repetição.

    Nessa parte eu não sabia muito o que pensar, mas fui jogando e fazendo as coisas com calma e quando enjoava, parava. Fazia um mundo 100% de manhã, outro a noite depois do trabalho. Dificilmente conseguia ir além disso.

    Quanto menos mundos faltavam, mais eu ficava disposto a continuar jogando e fechar logo a aventura. Pra falar a verdade, eu estava curtindo a jogatina. Não é um jogo ridiculamente fácil como Kirby, mas fica entre ele e a dificuldade mais elevada de um Mario. Ainda assim, é um bom jogo pra jogar casualmente, sem pegar tudo ou mesmo com o "Mellow Mode" ativado, que deixa super fácil. Vale lembrar ainda que o jogo não tem sistema de vidas e ao morrer, você volta ao último checkpoint coletado.

    Fechei em umas 25 horas. Fico imaginando se eu tivesse jogado explorando menos e indo mais direto pro final em quanto tempo eu teria o terminado. 5 horas? 8 talvez por conta das margaridas.

    Algumas das maiores motivações em continuar jogando é a grande variedade de mecânicas, temas e originalidade do level design como um todo. Mesmo fases verdes no mesmo mundo ou mundos diferentes são únicas, cheias de desafios exclusivos, usando papelão de formas diferentes e divertidas. Sempre foi um prazer explorar esses estágios.

    Há ainda roupas de papel para comprar em máquinas de venda com as moedas que você acumula pelo jogo, dando mais motivos para coletar as douradinhas.

    É muito conteúdo!

    Após terminar o jogo, são abertas mais fases extras que devem ser liberadas com margaridas (bem ao estilo do que as moedas bônus faziam nos Donkey Kong Country). Mas meu conselho talvez seja jogar tranquilamente e voltar nas fases com o tempo para evitar toda a repetitividade que eu gerei.

    Resumindo: Yoshi's Crafted World é uma incrível surpresa, sendo que eu esperava um jogo mais bobo e fácil. Definitivamente o jogo se reinventa muito nas fases e mecânicas e dá muitos motivos pra você jogar no mínimo umas 30 horas para fazer 100%.

    De bom: level design muito bacana. Trilha sonora muito boa também (amei a da casa assombrada). Muitas mecânicas diferentes, como Donkey Kong Country: Tropical Freeze faz. Bom nível de dificuldade. Visual deslumbrante. Inclui modo para dois jogadores (que deve facilitar também na coleta das coisas se ambos forem jogadores no mínimo medianos) e modo mais fácil. Achei um bom jogo pra qualquer pessoa que ame videogames. Muito conteúdo. Boas cinemáticas.

    De ruim: poucas músicas. Desafios meio repetitivos e previsíveis em todas as fases (você acaba fazendo algumas coisas sempre do mesmo jeito). Alguns coletáveis eu achei meio mal posicionados ou frustrantes de serem alcançados. Não curti a coisa de ir de leve mundo após mundo e de repente se abrirem mil novos outros. Achei que o jogo poderia ter sido um pouco mais curto no final, tipo 1/5 menor, por ter se estendido um pouco demais.

    No geral, amei a experiência e se soubesse teria até comprado o jogo. Mas depois de fazer tudo por tantos dias, eu não sinto a menor vontade de jogá-lo novamente. Valeu demais! Meu jogo favorito dele disparado e já tô até achando que vale os US$60.

    Yoshi

    Platform: Nintendo Switch
    70 Players
    2 Check-ins

    23
  • 2019-06-08 01:44:36 -0300 Thumb picture

    ANALISE: Ryse: Son of Rome. Viva a grande Roma!

    Ryse é um jogo criado pela Crytek e distribuído pela Xbox Studios sendo um exclusivo para o Xbox One. O jogo foi um dos principais anunciados para a chegada do Xbox, sendo fortemente divulgado na época. Infelizmente ao meu ver o jogo foi injustiçado, não tendo ganho a crítica, recebeu notas abaixo do esperado.

    Em Ryse Son of Rome controlamos Marius (Mario na tradução), um centurião romano que está lutando contra bárbaros que estão invadindo Roma. Não só controlamos Marius, mas ainda somos capazes de dar ordens a nossas tropas para enfrentarmos os inimigos no campo de batalha. A história nos leva até a Roma antiga, quando Nero detinha o título de imperador. Porém nem tudo segue os fatos históricos neste jogo, pois temos Roma invadindo York (Inglaterra), de onde vem os bárbaros e não só isso, como temos também a intervenção dos deuses acalorando as disputas humanas. Passamos por várias fases da vida de Marius, desde quando ele se torna um soldado até sua ascenção máxima no império e otras cositas más...

    A história é dividida em oito curtos capítulos, o que eu pode ser bom ou ruim, depende do seu ponto de vista. O jogo tem bastaste Cutscenes o que diminui um pouco nossas horas de jogo. Mas o enredo nos mantem empolgados conforme jogamos, mesmo parecendo que a história é contada de modo um tanto quanto rápido.

    Ryse tem uma jogabilidade ótima, acreditem em mim! Você ataca, se defende, esquiva, contra ataca e abre a guarda dos inimigos usando o escudo muito bem. Sem atrasos nos comandos ou demora nos movimentos do personagem em si. Funciona muito bem e é fácil de executar os comandos, demandando precisão moderada a alta para executa-los dependendo dos golpes e inimigos eu enfrentamos.

    Temos a opção de executar nossos inimigos depois de causar um certo dano neles. Uma caveira aparece em cima de suas cabeças e ao usarmos o RT podemos realizar uma execução. Nessas execuções nós podemos mutilar, decapitar, furar, esmagar e muito mais! É um verdadeiro banho de sangue muito satisfatório, ao melhor estilo soldado romano. É bem “like (como)” THIS IS SPARTA!

    As execuções acontecem em câmera lenta, e uma “aura” na cor azul (X) ou amarela (Y) brilha no inimigo, para que você aperte o botão certo. Quanto mais rápido você o fizer maior será a sua pontuação, variando de recruta, soldado, centurião e lendário, dependendo da sua precisão e rapidez ao executa-los.

    Isso aumenta o ganho da habilidade que você está usando no momento e a nossa experiência também.

    Temos uma boa gama de habilidades para ir melhorando, onde vão bem além de só melhorar nossa vida e dano por exemplo. Aproveitando que toquei no assunto das habilidades, vamos descreve-las. Temos vida, dano, foco e ganho de xp. Essas habilidades podem ser ativadas durante o combate usando os direcionais, cada direção (Cima, Baixo, Direita e Esquerda) representam uma delas. Sempre que completamos uma execução ganhamos uma quantidade da habilidade que escolher. Vida, faz com que nossa barra de vida encha, ganhando vida a cada execução. Foco, aumenta nossa barra de foco (Jura?), que é uma espécie de “poder” que temos, ao ativa-lo tudo a nossa volta fica em câmera lenta e podemos matar os inimigos mais rápido e fácil. Com o dano ganhamos cada vez mais “força” para matar os inimigos mais rapidamente. E por fim o ganho de xp, que é exatamente isso, ganhamos mais experiência a cada execução. Experiência essa que usamos para melhorar essas habilidades que eu já citei.

    Para melhorar nossas habilidades nós podemos usar ouro, que compramos direto na loja da Microsoft ou então juntar heroísmo, que conseguimos matando os inimigos durante o jogo, o que seria nossa experiência ganha durante o jogo.

    Uma coisa bem legal é que ao comprar os golpes das execuções, eles vão liberando alguns “quadrados” com partes de uma imagem, e ao comprarmos todos os golpes formamos a imagem inteira.

    Durante nossa aventura não apenas lutamos e matamos qualquer um que entrar em nosso caminho, mas também precisamos muitas vezes chegar até eles. E enquanto fazemos isso nosso caminho é marcado geralmente por panos azuis ou vermelhos, que nos indicam a direção correta. Não que seja um mapa muito amplo que possamos nos perder, mas isso ajuda a não perder tempo, ou se sairmos fora do caminho para pegar algum colecionável, é fácil saber para onde devemos continuar. Maaaaaas assim, o mapa é bem linear na verdade então...

    Porém com tudo isso as vezes o jogo acaba ficando um pouco monótono por não ter grande variação em sua jogabilidade, é sempre o mesmo, explorar um pouco e matar inimigos.

    Existe um menu de seleção de capítulos, que podemos escolher a dificuldade em que jogar, onde temos recruta (fácil), soldado (médio), centurião (difícil) e lendário (muito difícil). Isso influencia no tempo em que os inimigos nos atacam, a força e os golpes que eles usam e a vida que tem, fazendo com que tenhamos que dar mais ou menos golpes para mata-los.

    Uma coisa muito bacana desse jogo são os colecionáveis, que conforme vamos encontrando durante o jogo vamos desbloqueando coisas na “galeria”. Conseguimos os perfis dos personagens, musicas, vistas, que seriam algo como a arte conceitual do jogo e as crônicas de Roma, que são histórias em quadrinhos contando mais sobre o enredo do jogo e os personagens, que devo mencionar é bem bacana, vale a pena caça-las pelos cenários.

    Algumas dessas coisas já vamos desbloqueando conforme jogamos, outras encontramos espalhadas pelos cenários, nos corpos dos inimigos ou de nossos aliados.

    Durante o jogo não há muitas telas de carregamento longo, mas sempre que você inicia a campanha ou algum modo do jogo, pode relaxar e esperar pois vai demorar.

    Tirando a campanha temos um outro modo de jogo também, o Gladiador, onde você deve sobreviver o máximo que conseguir enquanto completa objetivos durante a partida. Que podemos jogar sozinhos ou online, se juntando a outros jogadores para cumprirmos tais objetivos.

    Você pode ainda personalizar a armadura de seu gladiador, na aba herói. Conforme ganha níveis jogando no modo gladiador, isso vai desbloqueando partes das armaduras que lhe concedem melhores atributos e mudam a aparência de seu gladiador. Obviamente você ainda pode comprar Skins na loja da Microsoft para personalizar ainda mais seu gladiador.

    Muitos mapas e modos diferentes de sobrevivência devem ser adquiridos na loja da Microsoft, ou seja, vai ter que gastar uma boa grana comprando os mapas mais legal e as armaduras também.

    Uma coisa bem interessante é que o menu inicial é o mesmo do menu de pause (Pausa), ou seja, não temos que usar aquele famoso “Sair para o menu principal?” para voltarmos as configurações, ou olhar a galeria, ou ir até mesmo para outro modo de jogo. Basta dar pause e ai escolher o que quer fazer. Literalmente tudo está ai neste menu, seja na tela inicial quando entramos no jogo ou na hora que damos pause.

    Quanto aos cenários, eles são bonitos e bem construídos deixando a gente babando em algumas partes. Passamos por cenários desde cidades, florestas, pântanos, a coliseus e palácios, é cada lugar mais incrível que o outro, acreditem. Os inimigos e personagens também são bem feitos, porém no caso dos inimigos não existe grande variação deles, são sempre os mesmos “modelos” por assim dizer. Mas os detalhes nas Cutscenes principalmente estão formidáveis, lindo de se ver!

    Uma das coisas mais marcantes de um jogo com certeza é sua dublagem, e olha galera, essa dublagem de Ryse está simplesmente INCRIVEL! Repleta de dubladores profissionais e grandes nomes da NOSSA dublagem, sim minha gente totalmente dublado e legendado em português. Dentre esses nomes que disse temos Miriam Ficher, que dublou diversas vezes as atrizes Nicole Kidman e Drew Berrymore, Winona Ryder entre outras, fora ter feito a detetive Lily Rush em arquivo morto, Jane no desenho do Tarzan, Botan em Yu Yu Hakusho entre vários outros personagens. Temos também Marcio Simões, um grande veterano e imenso talento da nossa dublagem, conhecido por dublar Samuel L. Jackson, Wesley Snipes, Alec Baldwin em diversos filmes e ainda fez a dublagem de personagens como Hercules no seriado de mesmo nome (Aquele que foi derivado de Xena a princesa Guerreira), Tyrion Lannister em Game Of Thrones (Até a 5ª temporada), Patrick Jane em The Mentalist. Tambem já tinha feito outras dublagens em games, como o personagem Nathan Dawkins (Willem Dafoe) em Beyond Two Souls, Tyrael em Diablo 3, Shaco em League of Legends e ainda é a voz do Patolino nos desenhos pra quem não lembra (Ou não sabe)! Não vou citar todo o elenco pois ficaria muito extenso, mas todos merecem estaque! A dublagem e localização ficou a cargo do Loga Studio, um estúdio do Rio de Janeiro especializado em dublagem e localização de games. E olha fizeram um ótimo trabalho!

    Ah sim, e por fim, mas não menos importante temos a trilha sonora! Que olha está muito boa também! As melhores partes das músicas deste jogo com certeza são quando estamos em algum momento de tensão, enfrentando algum inimigo importante ou parte decisiva do jogo. O melhor de tudo com certeza é poder conferir no menu as músicas de cada parte que passamos do jogo e é uma melhor que a outra! Infelizmente a trilha sonora não está disponível no Spotify para podermos deleitar delas a qualquer momento.

    Ryse: Son of Rome

    Platform: Xbox One
    1461 Players
    105 Check-ins

    0
  • anduzerandu Anderson Alves
    2019-01-01 23:33:38 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: The Last Guardian

    Zerado dia 01/01/19

    Olha aí o primeiro jogo terminado do ano! A verdade é que eu corri pra terminá-lo ontem antes do Ano Novo e de certa forma eu consegui, mas ainda rolou zeramento e tal depois da hora e no fim das contas, o jogo acabou mesmo hoje, logo após os fogos estourarem nos céus.

    The Last Guardian é um dos 4 jogos que peguei emprestado com um amigo, Lucas. Ele vem pensando em vender o Playstation 4 e tem um bom bocado de jogo, sendo que vários deles eu nem me preocupei em comprar porque já sabia que pegaria com ele. Fiz uma jogatina aqui em casa e pedi que o dito cujo os trouxesse. Resultado: tô jogando esses jogos pra zerar logo e devolver rápido, como gosto de fazer.

    Como eu havia acabado de fechar o God of War, escolhi algo mais diferente e rápido pra começar. The Last Guardian (TLG) é outro título criado pelo Team ICO, de ICO e Shadow of the Colossus. Eu já disse isso no passado, mas não sou muito fã desses jogos.

    TLG começa com um garoto conhecendo uma fera gigante que é basicamente um cachorro com orelhas e agilidade de um gato, penas ao invés de pelo, um rabo meio que de roedor, asas, um focinho parecido com o de um pastor alemão e com um formato meio que de bico, patas de pássaro e um par de chifrinhos. Apesar de toda a estética bizarra misturada, a criatura é basicamente um dogão.

    O começo totalmente aleatório numa caverna com o primeiro encontro deles depois de acordar é tão... forçado. Ou foi o que eu achei no início.

    Essa parte serve como um tutorial dos comandos e coisas básicas que você pode fazer, como alimentar a fera jogando barris brilhosos perto dela ou chamá-la para perto. Os comando ainda incluem puxar alavancas, escalar e essas coisas.

    Se você jogou ICO, já pode imaginar um jogo bem semelhante: cheio de ruínas e áreas verdes aqui e ali com um pouco de árvore e grama. Cada lugar alcançado é como um puzzle. Como sair dali? Pra onde eu vou?

    O jogo flui bem no início mas logo fica repetitivo, com cenários parecidos e poucos elementos novos. Mas TLG se torna frustrante a partir do ponto que a jogabilidade e os controles do personagem parecem não funcionar e você se sente controlando uma ragdoll zoada. As vezes parece que os botões não respondem nas partes de plataforma. Pula! PULA!

    Logo cedo você aprende a escalar na fera, que se chama Trico, para alcançar áreas mais altas ou mesmo ser levada por ela para outros lugares. Imagine um mini-você em cima de um gato que pula em cima da pia, depois em cima da geladeira. É tipo isso.

    A parte de subir em Trico chega a ser frustrante como em Shadow of the Colossus. Que jogabilidade TENSA! Sobretudo quando ele está inquieto.

    Mais pra frente você aprende a dar comandos específicos à ele, como pular pra cima de um lugar que estiver olhando, sentar e deixar o rabo pendurado e mesmo atacar, embora ele já faça isso sozinho de qualquer forma.

    Pois é, há combate no jogo pois em diversas partes armaduras possuídas tentam te pegar e levar para um portal, fazendo você perder o jogo, aparentemente (é bem fácil se livrar delas quando elas conseguem te pegar). Apenas Trico pode destruir esses inimigos e há várias partes onde você estará sozinho e precisará abrir um portão pro seu amigo entrar e acabar com todos, mas é um saco puxar alavancas enferrujadas e carregar peso pra fazer sua missão com os inimigos no sue pé.

    Mais tarde você consegue um escudo que projeta uma luz e faz com que raios saiam do rabo do dogão e destruam o que quer que você estiver mirando.

    Eu joguei basicamente metade do jogo em uma longa sentada e dei uma enjoada. Não aguentava mais tantas ruínas, jogabilidade zoada, esperar meia hora pra Trico executar uma ação que mandei (depender de IA é sempre uma bosta) e o visual que é quase sempre como um remaster de PS3 de um jogo de PS2.

    No segundo dia, eu voltei e com uns 10 minutos de jogatina, eu quase desliguei o PS4. Esse jogo já tinha me cansado de um jeito inédito.

    Mas uma coisa que não vou mentir é que fui me apegando a amizade dos personagens e principalmente ao Trico (sou meio fanzete de animais). Chegam partes que eles estão escalando torres, correndo por pontes quebradas e sobrevivendo por um fio que faziam meu coração disparar. Hummmm... inesperado.

    Todas essas ruínas e cenários estão dentro de um vale, como um vulcão gigante (mas sem lava) e de vez em quando você acaba voltando de alguma forma para uma área visitada há bastante tempo. "Cacete! Eu lembro desse lugar! A gente tinha passado por essas portas, e agora caímos aqui pelo teto depois de um acidente!"

    Chegou um momento que, apesar da jogabilidade estranha, eu tava gostando de pra onde a estória estava indo. Cinemáticas lindas são mostradas e contam a estória das coisas, inclusive o início de tudo e como eles foram parar lá. Nesse momento eu já estava dizendo: esse jogo é bom, apesar de eu ainda ter preferido Shadow of the Colossus.

    Inimigos e acontecimento ameaçam a vida da dupla. Muitas vezes achei que Trico iria morrer e eu estava sentindo como se um cachaceiro da rua tivesse chutado o meu cachorro de estimação e o deixado bem mal no veterinário. Uma mistura de dó e raiva e... pera, é só um jogo. Um jogo esquisito.

    Tem uma parte que nós chegamos num lugar bonito e o seu amigão até deita e tira um cochilo. Umas duas horas depois nós despencamos lá depois de uma feroz batalha por "coincidência" e dessa vez Trinco está completamente acabado. Que contraste legal e que só jogando pra saber.

    Vamos ajudá-lo a se recuperar dando mais barris para comer! Ele te salvou taaaantas vezes, esse lindo!

    Amigos, no último "capítulo" do jogo, a dupla estará próximo de seu objetivo, numa torre bacana. Inclusive os momentos finais são os graficamente mais bonitos de todo o jogo.

    É ainda que as últimas revelações são feitas e os ares ficam muito ruins. Ambos são judiados e injustiçados tentando ajudar um ao outro e depois de fazer o último puzzle no calor do momento, entram as cenas finais.

    A partir daí, TLG se tornou uma EXPERIÊNCIA INCRÍVEL. Eu não conseguia piscar com tudo o que estava acontecendo e como a estória estava sendo levada. Segurei as lágrimas e já tava até quase me dando dor de cabeça. Mas não, nem jogando você consegue imaginar o final surpreendente desse título. Esse zeramento fez tudo valer a pena, cada parte fez sentido! Depois de tudo isso, entram os créditos com uma música bonita e relembrando várias partes da aventura. EU ESTAVA ACABADO. Que experiência, senhores!

    Depois dos créditos, há uma cena que resolve e explica o que faltou. Aí eu não aguentei. Chorei mesmo, como uma garotinha! Que estória bem contada!!

    Logo depois a família entra no meu quarto desejando tudo de bom e eu só ouvia, todo sensível, com medo de falar e repararem no meu estado emocional. No final das contas eu respirei, peguei a capa do jogo e apreciei a arte. Uau!

    Resumindo: The Last Guardian, criado pelo mesmo time que produz uns jogos que nem sou muito fã, me surpreendeu MUITO. Comecei com a expectativa de ser melhor que ICO e terminei pessoalmente achando a experiência muito superior à minha em Shadow of the Colossus (PS2).

    De bom: visuais imersivos. Trilha sonora orquestrada (sobretudo em partes cheias de ação) de altíssima qualidade. Personagens amáveis, sobretudo a besta, Trico. Enredo surpreendente e depois, incrível, assim como o final do jogo. As vezes o jogo "se joga sozinho" quando você demora, o que é muito bom pra partes com seu dogão.

    De ruim: alguns comandos não são muito claros (segura R1 e aperte triângulo para mandar Trico pular) e nunca há a certeza que ele ouviu. Dependência da IA chata e as vezes ela demora um século para executar uma ação. As vezes não há a certeza de pra onde ir e você fica tentando fazer algo impossível. Não dá pra confiar na jogabilidade, principalmente os pulos. Em certas situações você só quer descer de Trinco mas o garoto fica se grudando nele ou nas paredes e EU SÓ QUERO IR PRO CHÃO!

    No geral, eu super recomendo a aventura, que deve durar umas 10 horas, sobretudo se você gosta dos jogos do Team ICO. Já tô até buscando miniaturas da dupla depois desse enredo. Uau! Fazia tempo que um jogo não mexia tanto comigo...

    The Last Guardian

    Platform: Playstation 4
    833 Players
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      gossouza · 11 months ago · 3 pontos

      Quem não quer ter um trico em ksa? ^^

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      gossouza · 11 months ago · 2 pontos

      A experiência desse jogo é realmente muito profunda.... no começo a gente fica frustado com o andamento, pensa em largar pra lá, mas isso é tudo proposital porque no final tudo faz sentido, recebemos um soco na cara e choramos igual uma criança... kkk

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      filipessoa · 11 months ago · 2 pontos

      E já começou com um jogão! Parabéns! Acho que é consenso que todo mundo diga que o começo é frustrante, mas quase ninguém mantém esse argumento até o fim de jogo kk

      2 replies
  • jessicagdsantos Jessica Gonçalves Dos Santos
    2018-08-26 21:45:59 -0300 Thumb picture
    jessicagdsantos checked-in to:
    Post by jessicagdsantos: <p><strong>E aew, pessoal... Trago aqui brevemente
    Horizon Zero Dawn the Frozen Wilds

    Platform: Playstation 4
    67 Players
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    E aew, pessoal... Trago aqui brevemente algumas considerações sobre essa DLC.

    OBS: Não contém spoilers, apenas comentários sobre o que é acrescentado. Evitei comentar sobre as missões presentes nela.

    Comecei a desfrutar da única DLC de Horizon Zero Dawn. Desde que ela foi lançada eu queria jogar, mas como a grana sempre tá curta, nunca deu pra comprar. Mas, ontem, dei início a ela devido a uma boa ação do parceiro @diegolvf que, gentilmente, me disponibilizou a DLC. MUITO OBRIGADA, CARA <3

    Bom, vou falar um pouquinho dos detalhes e novidades dela... Ainda estou com 25% de progresso, caminhando pra 65 horas de jogo (tinha parado com 56h), mas já digo com firmeza, se você gostou desse jogo, gostou do estilo de exploração, compre sem medo! A DLC acrescenta alguns conteúdos interessantes, parte deles é bem o estilo visto no jogo base, porém numa região nova e com novas máquinas. Ela deve durar em torno de umas 8h de enredo (sem contar a exploração) e, na minha opinião, um conteúdo adicional durar tudo isso e ainda acrescentar mais elementos ao enredo principal, acho que vale os 30 reais que estão sendo cobrados atualmente. Afinal, essa quantidade de horas é a duração da maioria dos FPS mais característicos que vemos por aí e olhe lá.

    Agora, aos pequenos detalhes. Como falado anteriormente, a DLC acrescenta conteúdos semelhantes do jogo base, então temos:

    Dados de áudio e texto:

    Tem gente que acha maçante, mas eu gosto muito de ler e ouvir o conteúdo dos "antigos".

    Aqui também temos novos coletáveis que acrescentam novas missões secundárias:

    Novas máquinas:

    Inclusive as máquinas agora podem ser encontradas na forma demoníaca, que seria semelhante à forma corrupta, porém seus detalhes são na cor roxa, além de serem mais fortes e mais difíceis de matar. E esse é um dos pontos principais que gira a história da DLC: O que vem tornando elas demoníacas? De onde surgiram? Aloy, claro, vai atrás de informações nas terras geladas, entrando em contato direto com o povo Banuk. Essa tribo tem uma tara por pedras azuis (seriam metanfetaminas fabricas por Walter White?) . Inclusive muitos deles possuem uns cabos incrustados no corpo. Quem jogou Horizon, se lembra que Sylens é um dos que possui essas estranhas marcas corporais. Agora não sei dizer se a DLC vai explicar isso, eu espero que sim haha 

    O mapa acrescentado:

    Optei por tirar uma screen antes de derrubar o Pescoção para não deixar à mostra pro pessoal que ainda não jogou. Dá pra perceber que é uma região relativamente grande e com diversos elementos a serem explorados (alguns nem estão sendo mostrados aí).

    Além de todo esse conteúdo, ainda temos acesso à novas armas, roupas e o level agora vai até 60. Creio que minhas considerações se encerram por enquanto... Só tive impressões positivas até agora dessa DLC e super recomendo sem sombra de dúvidas. Estou amando como amei jogar o jogo principal.

    Por fim, pra quem tiver curiosidade e quiser dar uma olhada, segue o vídeo de uma gameplay minha atrás das peças para converter o Pescoção da região:

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      igor_park · over 1 year ago · 1 ponto

      Muito irá se aprender sobre o Sylens e outros aspectos do jogo nessa DLC, gostei bastante dela queria outra, agora só esperar a sequência.

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      batatadark · over 1 year ago · 1 ponto

      jogo não e maçante mas ele pelo menos no nivel máximo e bem fácil , mas dizem que a dlc e bem desafiadora ainda não pude jogar para dizer , o jogo completo mais a dlc estava este dias a 65 reais ou menos que isto faz tempo que nao entro na loja .

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      filipessoa · over 1 year ago · 1 ponto

      Uau deve tá uma DLÇ com Ç mesmo huehue é muito bom quando essas DLCs agregam ao jogo base de forma relevante não ficando só naquelas porcarias de cosméticos. No mais, boa exploração na tribo do Sr. White aê!

  • jessicagdsantos Jessica Gonçalves Dos Santos
    2018-07-07 00:45:33 -0300 Thumb picture

    Considerações sobre God of War 4

    Bom, eu fiquei de escrever minhas considerações sobre o God of War 4 assim que platinei o jogo há uns dois meses atrás. Infelizmente acabei deixando o tempo passar, mas, mesmo assim resolvi escrever um pouco do que eu achei do jogo. Ninguém vai perceber meu leve delay.

    Quem tiver paciência de ler e quiser comentar, fique a vontade.

    Vamos lá.

    O novo título mudou completamente os ares do que conhecíamos da franquia e isso todo mundo já sabe haha o gênero hack n’ slash morreu em GoW e, apesar de gostar muito do gênero, a mudança não condenou o jogo ao fracasso. Muito pelo contrário. Abriu novas perspectivas na aventura de Kratos. O estilo mais levado para o RPG com a câmera nas costas do personagem acabou caindo muito bem. Soma-se um mundo vasto de exploração (que é um dos pontos fortes do jogo) e curiosidade sobre a história, temos aí uma combinação viciante de uma continuação tão esperada.

    Os controles modificaram totalmente e até que são interessantes, mas eu optei por deixar mais parecido com o clássico, modificando no menu, por exemplo, o ataque finalizador para bolinha, lançar o machado com L2 e ataque leve com quadrado, pesado com triângulo... Isso acabou deixando a gameplay mais suave pra mim, mais próxima do que eu estava acostumada. Até porque eu detesto abusar dos gatilhos de L2 e R2 (já uso eles demais em FPS).

    Graficamente falando, está muito bonito, rico em detalhes, textura e iluminação variada. Dá pra perceber os cuidados com cada elemento no cenário, nos personagens, suas expressões. Os ambientes são muito bonitos. Não cheguei a ver ele funcionando no Pro, mas farei isso em breve e ouvi relatos de que estava maravilhoso haha

    Quanto aos personagens, bem, Kratos já é um velho conhecido nosso. Mas aí, como ele foi parar em terras nórdicas? Como conheceu a mãe de Atreus? Bem... O jogo não explica praticamente nada disso haha o que acaba sendo um pouco frustrante mas, certamente, os produtores deram essa enrolada pra dar um hype na galera pra esse jogo e, claro, pra render mais títulos futuramente. O que acaba explicando, também, um final meio morno na minha opinião. Eu esperava um encontro mais interessante, uma batalha mais épica, mas ok... Como um todo, a Santa Monica fez um grande trabalho.

    Um ponto interessante do jogo é o relacionamento de Kratos com Atreus que vai se modificando ao longo da jornada. Quem jogou ou jogará futuramente, percebe isso claramente. Não vou entrar em muitos detalhes pra não dar spoilers.

    Agora, algo que poderia ser melhor foram os puzzles. Tá, os baús são interessantes e tal, mas são poucos que são realmente desafiadores. É só um pouquinho de paciência pra você pegar o jeito e o tempo certo. Faltaram aí uns mais elaborados, que nos fizessem pensar mais, algo que usasse o cenário como puzzle e não só mais do mesmo espalhado pelo mundo afora.  Nos jogos anteriores os puzzles eram únicos e, normalmente, utilizávamos elementos do cenário para alcançar algum ítem especial ou prosseguir com a jornada. 

    Outra questão que faltou um pouco de trabalho foi a trilha sonora. Muito fraca. Não no sentido de ser ruim, mas ela toca em poucos momentos do jogo e acabou não sendo de maneira marcante, pelo menos pra mim. Nos títulos anteriores, a música era constante e tínhamos algumas icônicas de acordo com o ambiente, chefes, enfim...

    Sobre a dublagem do jogo, eu não tenho muito o que falar porque zerei em inglês. Só posso dizer que, dublado, a voz do Kratos casou bem, mas a do Atreus ficou horrível. Em idioma nativo soa muito mais natural.

    Por fim, a história poderia ser mais longa. Mas como assim, o jogo não rende umas 20 horas pra zerar? Por aí... Mas o que dá tantas horas de jogo é puramente a exploração dos lugares, dando a leve impressão de uma história longa quando, na verdade, ela não é. Se cancelar tudo isso, temos poucas horas de missão principal, o que é um pouco triste para um jogo com infinitas possibilidades de enredo. Além disso, ainda faltou um fator replay no jogo. Ao terminar, se já tivermos explorado tudo, feito todas as sidequests, não tem mais o que fazer. Ainda não há um New Game + e a experiência encerra-se por aí. Ficamos lá com uma armadura incrível, inúmeros pontos de XP e dinheiro sem muita utilidade hahaha não temos nem mais aquelas armaduras engraçadas e esquisitas dos títulos anteriores que conferia algumas habilidades únicas durante a gameplay. Tudo bem, o jogo está bem mais sério agora (nem meretrizes encontramos mais haha), mas ainda tá faltando algo que nos faça jogar novamente ou reaproveitar os ítens que sobram no fim da jornada.

    Maaas, apesar disso, God of War 4 é um título que veio pra dar uma repaginada na série, um novo fôlego pra trazer mais títulos, onde, juntando todos os elementos, torna-se um exclusivo obrigatório pra qualquer dono de PlayStation 4.

    Foi uma aventura marcante e viciante e que valeu muito a pena mesmo. Quem não jogou, quando tiver a oportunidade, não pense duas vezes. 

    Acho que foi só isso mesmo. Não cheguei a testar o modo foto, então não poderei dar uma opinião sobre, mas me parece que fizeram algo bem legal, principalmente nas expressões do Kratos. Se eu lembrar de mais alguma coisa, eu edito esse textão kkk

    God of War

    Platform: Playstation 4
    1145 Players
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      msvalle · over 1 year ago · 3 pontos

      Ótima análise! Poderia transformar em uma crítica, o que acha?

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      diegolvf · over 1 year ago · 2 pontos

      Gostei muito do seu texto, ficou muito bom e coerente, apesar de eu ainda não ter jogado o GoW, achei o seu texto bem sóbrio e esclarecedor, não puxou sardinha e nem escrachou o jogo! Tá na minha listinha, quando irei jogar ainda não sei, mas espero que em breve!
      O seu texto foi uma crítica, vc poderia ter feito um artigo!

      2 replies
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      mattfenrir · over 1 year ago · 2 pontos

      Nossa, um monte de coisa que não sabia sobre o jogo. Deu até uma desanimada :x

      1 reply
  • anduzerandu Anderson Alves
    2017-06-23 18:05:35 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Dead Rising 3

    Zerado dia 22/06/17

    Bom, nunca dei muita bola para a série Dead Rising, por algum motivo. Acho que tive um pouco de trauma ao tentar jogar o primeiro no Wii, que desisti logo no início por achar o jogo meio confuso (provavelmente por conta dos motion controls, mesmo motivo que me desanimou de Bully). Bom, quase deixei o 3 passar, mas resolvi fazer uma forcinha e jogar o exclusivo do XONE antes de passar o console pra frente.

    Antes de comprar finalmente o jogo, um amigo que sempre critica todos os jogos lembrou de como este era provavelmente uma bomba. De fato eu vi gente criticando o jogo na época do lançamento, mas nem lembro o porquê.

    Comprei, guardei e agora, como um dos últimos pra jogar, comecei. Primeira horinha de jogo e eu estava AMANDO Dead Rising 3.

    A imagem que eu tinha do jogo era a acima. Um cara na rua com dezenas de zumbis pra todo lado em um título bem mais sério do que os da época do Frank West. Nhé, mais enganos.

    O jogo tem mesmo muitos zumbis por seu mapa, afinal, ele acontece num apocalipse dessas criaturas, mas o jogo em si mistura situações mais realistas com outras mais exageradas e humorísticas.

    De cara, DR3 nos mostra a coletar itens e os usar. É muito legal como quase todos os objetos de qualquer lugar podem ser pegos (sinalizados com um marcados acima deles) e ser usados como armas! Facas, pedaços de madeira, microfones, televisões, tacos de beisebol etc.

    Uma de suas mecânicas mais interessantes é a de combinação desses itens para formar um terceiro, mais forte e resistente (a capa do jogo mesmo exalta uma dessas combinações: da marreta com uma serra).

    Os aglomerados de zumbis são comuns pelo mundo aberto do jogo, e enfrentá-los sem armas no mínimo decentes pode resultar em muitos danos e, ocasionalmente, a morte.

    O jogo mesmo encoraja a matar a maior quantidade de zumbis, seja combando em cima de grandes números, os atropelando com veículos ou matando espécies diferentes. O fato é que nós temos um sistema de level e pontos de habilidade para serem distribuídos em diversas melhorias e seus graus. Eu zerei no nível 18, mas fiquei com uma vontade louca de maximizar tudo!.

    Enfrentar inimigos, porém, não é tão simples. As armas tem durabilidade e podem quebrar rapidamente ao matar algumas poucas dezenas de zumbis, o que pode ser fácil em grandes multidões. Esteja sempre preparado!

    Entretanto, o jogo não é só matar as criaturas, mas acaba sendo um sandbox similar a GTA, mas com um mapa menor e muito mais personagens e destruição pela cidade.

    Pelos 7 + 1 capítulos n´s temos missões principais bem sórdidas e muitas cutscenes para contar a estória. É um jogo bem completo e bem feito.

    O enredo conta com muitos personagens e localidades bem  características. E quanto mais você joga, mais armas e combinações diferentes você acha e faz, como uma vez que combinei uma cabeça dragão com uma katana e um guarda-sol e o personagem ficou com um capacete, luvas com garras e asas (terminava a sessão de cortes com um ataque que ele meio que voava pelos inimigos os matando).

    Gostei muito ainda do protagonista, Nick Ramos, que é engraçado, mas sem exagero.

    Além das combinações de armas, tem como combinar também veículos, mas ambos devem ter o "blueprint" antes para tornar aquilo possível. Felizmente, o jogo faz questão de colocar os itens a serem combinados junto a esses manuais, que se encontram levemente escondidos pelo mapa.

    Outro fator interessante do jogo é a questão dos chefes. Todo capítulo basicamente tem um e as vezes até mais. Esses bosses muitas vezes requerem estratégias diferentes tanto para atacar quanto para sobreviver e estão relacionados a história.

    O enredo é meio enroladão mas é até divertido, meio Sessão da Tarde as vezes, mas em outras meio "gore".

    Resumindo: Dead Rising 3 é um jogo super completo e uma grande surpresa pra mim. Já ouvi gente falando que os outros são melhores, e eu espero que sim, pois aparentemente eu comecei bem por ter me iniciado pelo 3. Pessoalmente eu detesto o gênero "musou", mas essa versão americana é puro amor!

    De bom: bonito, cheio de inimigos como um apocalipse zumbi deve ser, ainda mais num mundo aberto como esse. O jogo não trava ou dá lag com tantos inimigos na tela, o que é ótimo! Estória meio clichê, mas que justifica as suas voltas pela cidade seja para buscar alguém, seja para coletar gasolina para um avião. É possível usar muitas coisas como armas, incluindo bizarrices tipo dildos e ainda é possível fazer muitas combinações, como o dildo e um soprador de folhas num atirador de consolos ou um sabre de luz. Humor sem exageros (eu imaginei que fosse algo mais absurdo, como No More Heroes, mas felizmente não é). Várias sidequests pra quem quiser mais.

    De ruim: é o tipo de jogo que enrola para continuar a narrativa, como: você deve ir pedir um item a alguém, daí quando chega lé a pessoa diz que só te dá aquilo se você buscar algo pra ela, ai quando vai buscar tem outro empecilho no caminho e assim por diante, ou seja, uma missão dentro de outra. Isso pode ser enjoativo em relação a estória. Os carros explodem muito rápido! Me vi me livrando dos meus várias vezes em meio a muitos zumbis e pouca vida. Existem road blocks que aparentemente surgem com o prosseguir do jogo, e te fazem procurar outras rotas de vez em quando. Tem certas partes da campanha que os NPCs impedem a sua continuação com a desculpa da "espera": -vou limpar a garagem, volte daqui algumas horas- e você deve ficar fazendo nada até o personagem resolver que já deu tempo de voltar. Impossibilidade de prosseguir com o seu save depois de zerar o jogo.

    No geral, gostei muito do jogo e já até comprei outros. Bão de mais! E pensar que quase deixei ele passar!

    Dead Rising 3

    Platform: Xbox One
    1210 Players
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  • anduzerandu Anderson Alves
    2017-05-14 12:09:07 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Super Bomberman R

    Zerado dia 14/05/17

    Peguei o jogo ontem a tarde e comecei a noite, pra terminar no início da madrugada sem o menor problema. Esse foi o Modo História de Super Bomberman R, para Nintendo Switch.

    Olha, eu fiquei até surpreso quando a Konami anunciou esse exclusivo de NS, mas as animações meio bobas 3D, as notas baixas, defeitos relatados e o fato de o jogo já ter meio que caído no esquecimento em tão pouco tempo (com exceção para os curiosos que ainda não jogaram), me fizeram poupar o trabalho e o dinheiro para comprar o título.

    Bom, um amigo que ama a série me emprestou e eu aproveitei para terminá-lo e experimentar o multiplayer (por enquanto só rolou com bots), e a turma do encontro de Switch de Brasília não se animou muito em dar uma chance ao jogo comigo, o que nem me espanta.

    Bom, o que me espantou mesmo é o jogo ter todos os textos em português. Não sei se isso faz muita diferença num jogo como esse, mas ao menos todo mundo conseguirá acompanhar a estória contada.

    A primeira coisa que fiz após atualizar o jogo e abrir, foi ir no modo campanha, que pode ser jogado de até 2 jogadores e isso me faz até ter vontade de rejogá-lo.

    Nota-se algumas "modernizações" já de cara, como os gráficos 3D e a visão isométrica do cenário (que aparentemente uma atualização permite você mudá-la de leve).

    Os visuais estão mais realistas, principalmente dos blocos no estágio, o cenário fora da arena de jogo, luzes, sombras, explosões etc. De certa forma, tudo isso me lembra um pouco jogos como The Wonderful 101 do Wii U.

    Não sei se gosto muito de muitas dessas mudanças, pois, para mim, Bomberman é um jogo que deve ser bem colorido e alegre, e embora SBR não seja um jogo sério, esse visual mais realista muitas vezes deixa tudo muito cinza.

    Bizarramente, não me lembro como funcionavam exatamente os jogos na época do SNES, mas aqui cada fase é uma missão. As vezes, para abrir o portal de saída, é necessário derrotar todos os inimigos, outras vezes apertar todos os botões ou coletar todas as chaves. Alguns estágios incluem ainda recrutar NPCs para determinada área ou sobreviver grandes ondas de inimigos por alguns minutos.

    As vezes essas missões levam um tempinho, mas geralmente são bem curta e rápidas. O fato de os inimigos e elementos novos não variarem muito faz com que você pegue o jeito do jogo rapidamente e logo os 8 primeiros cenários de um mundo se vão, mas rápido do que você percebe.

    Após esses 8 primeiros, é iniciada a batalha contra um chefe, geralmente um personagem semelhante a você e que usa bombas diferentes, mais ou menos como era em Super Bomberman 4. Ao derrotá-lo, ele "apela" e temos uma batalha contra um chefe gigante, coisa que eu amava em Super Bomberman 3.

    Derrotando o grandão, passamos finalmente par ao próximo planeta, com temática diferente.

    Entre esse mundos, e as vezes entre as fases, o jogo passa cinemáticas contando o enredo, cheio de humor infantil japonês e com aquela animação meio que de jogos indie, que tá na moda. Não funciona pra mim, mas tudo bem.

    Uma coisa curiosa sobre SBR é que iniciamos o jogo com muitas vidas, cerca de 7. Ao perder todas elas, o jogo te dá a chance de continuar exatamente de onde morreu (e não do início daquele desafio) e com novas 7 vidas ao custo de algumas moedas, que aparentemente vamos juntando conforme passamos de estágios, não sei ao certo.

    Fiquei com bastante medo de perder toda a riqueza que eu aparentemente tinha (o jogo não mantem esse valor na tela), mas sempre que precisava pagar por mais, eu já tinha juntado bem mais do que antes!

    Curioso também que você pode levar todos os power-ups do início ao fim de cada mundo, mesmo morrendo. Perder vida ou usar continues não retira esses benefícios.

    Após terminar a campanha, voltei pro menu principal, onde acessei a loja e vi a importância de não usar continues: comprar mais coisas pro jogo, como apetrechos para diferenciar nossos Bombermen, mais personagens (sobretudo os vilões do modo campanha) e mais fases - não vi os personagens adicionados com a DLC gratuita (Pyramid Head, Simon Belmont e Gradius).

    Ainda não sei se ganhamos essas moedas no modo de batalha, mas é interessante o incentivo a voltar a jogar o jogo e tentar não morrer, visto que as fases praticamente só mudam skins (mesmo tendo tamanhos diferentes, seus elementos dificilmente acrescentam algum desafio ao jogo, como faziam antigamente) e mesmo os inimigos sempre voltam e não inovam.

    Mas voltando ao modo multiplayer, SBR permite a criação da sala e várias regras, como sempre foi. Um dos pontos interessantes é a escolha entre o modo de 4 jogadores ou 8. Joguei um pouco dos dois e a diferença só ficou no número de adversários mesmo, o que é um grande ponto positivo.

    Bom, o modo história foi bacana, mas quando fui pro modo multiplayer é que esse Bomberman realmente mostrou ao que veio. Primeiro que enxergamos o cenário como antigamente, de uma visão mais aérea e segundo que o frenesi de vários personagens procurando itens, se matando e tentando voltar dos mortos à arena faz jus a toda a boa experiência que tivemos com a série no SNES!

    São vários cenários, mais aqueles que você libera jogando, mais 8 personagens básicos de cores e "personalidades" diferentes, mais os extras, além do que já tinha visto na campanha: itens como a bomba de espinhos ou a de água, chutar, socar e jogá-las e assim por diante.

    Esse modo funcionou muito bem, e na versão de 8 jogadores, os outros 4 foram adicionados em pontos mais próximos ao centro, como se houvesse uma arena menor no meio.

    Resumindo: Super Bomberman R não é um jogo excelente e nem se iguala ao conteúdo que tínhamos na época dos 16-bits, mas não é necessariamente um jogo ruim. A experiência da campanha é legal e é possível que eu a jogue mais uma vez de 2 jogadores, mas o modo multiplayer deve ser bem divertido com vários amigos. Ainda assim, devemos lembrar que nesse caso é um Bomberman como qualquer outro. Ou seja, se você já tem algum jogo da série e que joga com os amigos, dificilmente vai ter motivos para comprar esse, ainda mais pelo preço pedido por ele.

    De bom: modo campanha que lembra jogos anteriores da época. Modo multiplayer que vai até 8 jogadores. Customização de personagem e bastante conteúdo a ser desbloqueado, o que o dá algum replay. A existência do modo online. Chefes bacanas e gigantes! Muito bom de se jogar usando apenas joy-cons.

    De ruim: dificilmente jogaria novamente a curta campanha sozinho. Não é um jogo para comprar se você não for jogar com amigos, sinceramente. Gráficos e animações que, de um lado são bobas e simplória, enquanto do outro forçam um realismo desnecessário para a série. Pouquíssima variação de inimigos e elementos de cenário. Faltaram os "yoshis" ou qualquer coisa do tipo. Jogo muito fácil e piedoso, que te dá continues infinitos de onde morreu e tira qualquer preocupação em morrer. Online ruim, de não encontrar pessoas suficientes para fechar uma sala de 4 pessoas. Texturas muito "cruas".

    No geral, o jogo subiu um pouco no meu conceito e já até considero adquiri-lo quando estiver quase dado para jogar multiplayer local. Por enquanto, me mantenho jogando no Switch dos amigos mesmo. Bom, não é atoa que o jogo sequer aparece no eshop. Totalmente passável.

    Super Bomberman R

    Platform: Nintendo Switch
    194 Players
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      jorgegt · over 2 years ago · 2 pontos

      Gostei do texto. Tenho interesse nele por causa da nostalgia mesmo. Mas não pretendo comprar o console só por causa disso.

      1 reply
  • anduzerandu Anderson Alves
    2017-05-12 18:13:19 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: ReCore

    Zerado dia 12/05/17

    Finalmente, hein? Faz uns séculos que não termino um jogo e posto no Alvanista. O fato é que ReCore acabou tomando mais tempo do que eu imaginei, sobretudo por conta das reviravoltas da vida e jogatinas curtas.

    Pra falar a verdade, esse jogo me interessou muito na época que foi mostrado na E3 e foi um dos jogos que eu realmente fazia questão de jogar no XONE. QUESTÃO! Isso porquê o jogo envolve a equipe original por trás da série Metroid: Prime com o criador do Mega Man, Keiji Inafune.

    Quando finalmente obtive o jogo, me senti meio intimidado pelo pouco que eu conhecia dele. A mistura de RPG com open world vindo de uma equipe tão responsável me passou a sensação de ser um jogo que duraria bastante tempo. Sem contar que a série Prime, sobretudo o 1, 2 e Hunters me deixou zanzando pelos mapas e explorando bastante por muitas horas.

    A verdade é que ReCore é um jogo até curto, mas com a opção de durar mais um tempo pra quem quiser ir além. Além do mais, o final da aventura se arrasta e fica bem repetitiva, o que rendeu mais um bom tempo de gameplay (meio forçado), o que direi mais a frente.

    O jogo em si me lembra um pouco Xenoblade Chronicles X. Uma mistura de third-person shooter com RPG e bastante focado na exploração de grandes áreas. A diferença é que ReCore tem um mapa razoavelmente pequeno e limitado por paredes ou o efeito de radiação que tira sua vida quando você resolve explorar além dos limites (bem tosco isso).

    As batalhas se resumem a travar a mira num inimigo e ficar atirando nele. Em XCX, entretanto, o personagem atirava automaticamente, enquanto nesse jogo você só aperta o gatilho quando quiser mesmo.

    O foco e estratégia desses combates se dá na cor dos oponentes e da arma que você está usando. Essas cores devem ser iguais para se ter o efeito de "super efetivo", arrancando mais HP dos robôs inimigos.

    As cores dos inimigos são, basicamente, uma das três: vermelho, azul e amarelo. Você troca de uma para a outra para combinar com eles ao apertar um dos lados do d-pad.

    Claros que esses inimigos não ficam apenas apanhando, eles revidam ou tem escudos para ignorar dano. Aí é que entra as opções de segurar o tiro (que se dá com o botão RB, ao invés do gatilho) ou o uso dos seus robôs companheiros.

    Quando fracos, é dada a opção de puxar o núcleo dos inimigos, uma espécie de minigame de cabo de guerra. Com sorte, a qualquer momento é dada a opção de puxar esses núcleos instantaneamente, sem sequer ter que se esforçar e podendo matar mesmo inimigos bem mais fortes.

    Todos os robôs do jogo se resumem aos "biotipos" dos seus companheiros: humanoide, quadrúpede ou aracnídeo (ou tanque, mas essa forma não está disponível no jogo como amigo, mesmo tendo o espaço dele, bizarramente).

    A diferença é que os inimigos tem formas mais medonhas e espinhosas e os seus companheiros parecem mais inocentes. Um exemplo é o Mack, o cãozinho robô que vemos desde os primeiros trailers andando com a protagonista, Joule. As suas contrapartes do mal tem uma estrutura mais semelhante a lobos.

    Além de cores distintas, esses amiguinhos ainda tem funções diferentes em campo, como o cavar de Mack para achar itens enterrados (como o Rush em Mega Man 7, por exemplo; Seth, a aranha, que escala certos trilhos e Duncan, o "gorilão" que quebra rochedos. 

    Todos esses robôs também tem suas particularidades em combate.

    O mapa do jogo me lembra bastante aquele d'O Despertar da Força: deserto e mais deserto com máquinas e tecnologias abandonadas e destruídas. Outra parte de importância são as cavernas, sempre cheias de cristais e dando aquele ar de exploração abaixo da terra e áreas mais fechadas e escuras, que bate com o estilo de roupa dos personagens.

    Como dito anteriormente, o foco de ReCore é a exploração, sobretudo de ruínas e mais máquinas e templos futuristas, algo como as dungeons da série The Legend of Zelda. Entretanto, puzzles são raros e a maior parte desses desafios gira em torno de combates contra múltiplos inimigos.

    Muitos desses templos envolvem desafios secundários que geram mais recompensas, e que podem ser bem úteis na reta final do jogo.

    Todos esses desertos de Éden Distante contam ainda com mini dungeons "opcionais" que sempre tem como base um tipo de desafio, geralmente apenas um combate em coliseu ou pular de plataforma a plataforma contra o relógio até chegar ao seu fim.

    Esse jogo se baseia muito na coleta dos famosos Núcleos Prismáticos. Esse núcleos saem apenas de inimigos maiores, como chefes na campanha, inimigos opcionais maiores e marcados no mapa (aliás, tudo fora das dungeons é marcado no mapa, e ao por o cursor nela, é mostrado o que foi ou não coletado lá), e recompensas desses desafios, como terminar partes dentro do tempo ou ativar todos os botões escondidos de uma caverna.

    Se você estiver lendo isso e ainda vai jogar esse jogo, VÁ ATRÁS DESSES MALDITOS NÚCLEOS SEMPRE QUE DER. Cheguei ao fim do jogo e ele me obrigou a ter mais núcleos do que eu tinha, e depois mais e mais e mais. No final, você precisa de 45 (vou julgar que o jogo tenha 75 no total). Claro que alguns só poderão ser alcançados quando você tiver conseguido mais habilidades.

    Resumindo: ReCore é um exclusivo sensacional, apesar de alguns defeitos. O mundo é grandinho, mas nada exagerado e que vai te fazer jogar um mês. Na verdade, todas as áreas tem visuais bem únicos e que vão te fazer decorar de tudo, mais ou menos como Metroid: Prime fazia. Sua atmosfera também é bem única e interessante. Você começa a gostar das áreas, das pessoas, dos robôs e tudo mais, apesar de que, em vários aspectos, o jogo pareceu meio incompleto.

    De bom: visual muito bacana, desde os dias pelas areias, braços gigantes de robôs destruídos e formações rochosas até as cavernas escuras com flare e luzes azuis e vermelhas tipo de filmes policiais dos anos 80. Aliás, vários detalhes do jogo tem um charme meio retrô mesmo. Os combates são simples, sendo apenas andar, desviar, pular, atirar, segurar tido e trocar cores da arma, mas são bem legais, até mesmo porque tipos e cores diferentes de inimigos e com uma boa quantidade deles a coisa pode ficar tensa! Exploração divertida e desafios bem feitinhos. Uma das melhores trilhas sonoras num videogame! 100% em português.

    De ruim: alguns bugs, como as partes que eu entrava na areia e ficava abaixo dela. Odeio que forcem o backtracking, o que rolou bastante no final do jogo. Falta do último tipo de robô, super bizarro. Dos três ou quatro robôs que você tem, só pode andar com dois, e tem que alternar entre eles, o que te força a voltar pra base e trocar seus parceiros em muitas situações para acessar novas áreas. Voltar pra base, assim como passar de qualquer mapa para outro, resulta em um loading bem grande. Saco! O enredo prometia tanto, mas acabou sendo meio genérico e deixou muito a querer, inclusive o último chefe e a zeração.

    No geral, valeu muito a pena. Se duvidar, o exclusivo que mais gostei no XONE, e que felizmente foi pro PC também, então você não precisa comprar o console. Interessante o fato de que muitas conquistas meio que obrigatórias apareciam como raras e pouca porcentagem, uma prova de que ninguém joga XONE!

    ReCore

    Platform: Xbox One
    325 Players
    123 Check-ins

    5
    • Micro picture
      lordsearj · over 2 years ago · 2 pontos

      Ótima crítica

  • anduzerandu Anderson Alves
    2017-04-23 13:28:56 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Halo: Reach

    Zerado dia 22/04/17

    Queria fechar Halo: Reach antes do 5, mas não rolou. Comecei a jogar esse jogo com meu primo na casa dele e fizemos o jogo quase todo numa só sentada, mas ficamos um tempo sem jogar e eu tive que pedir pra ele pra gente voltar a ligar o Xbox 360 pois a aventura já estava no finalzão.

    Lembro de ter jogado uma boa parte de Reach uns anos atrás com um amigo e sua namorada e eles jogaram bem além de mim depois. Ela virou fã do jogo e na minha memória esse título era espetacular.

    Bom, quando colocamos o DVD no videogame agora eu achei o jogo MEGA datado. Primeiramente achei que fosse o efeito de ter zerado o 5 agora e o fato  de o 4 ter sido também um espetáculo a visão, mas quando comparamos Reach a outros jogos da série, ele não tem carisma nenhum! Até o 2 que joguei a pouco tempo envelheceu melhor.

    Halo: Reach mal parece um Halo pra dizer a verdade.

    É engraçado dizer isso, pois as armas estão todas lá, as cinemáticas, que não são épicas, estão lá também, os inimigos e os veículos: ghosts, banshees e outros.

    Acho que um ponto que influenciou na visão que fiquei sobre o jogo foram os cenários: florestas, cânions, dentro de prédios ou no meio do nada. É tão genérico que me senti jogando outra coisa. Cadê os robôs, guerras, construções gigantes, batalhas em veículos em movimento. Cadê o futurismo? Ah, houveram algumas pouquíssimas partes com essas coisas, mas no geral é um grupo de guerrilheiros fazendo "broderagens" e piadinhas aqui e ali.

    O combate é similar ao de sempre, mas não tem aquela mira aproximada com o olho (geralmente ativada ao segurar o gatilho da esquerda). Nunca senti tanta falta disso num FPS, pqp!

    Os membros do esquadrão Noble também são super sem graça e de personalidade genérica, assim como eu achei o jogo inteiro, na verdade. Tem o Master Chief de outra cor, o Master Chief bombadão, o Master Chief com caveira no capacete e afins.

    A estória também é super confusa, a ponto de eu não entender quase nada e o final é quase uma lástima! Mas forçaram a barra para fechar o jogo com a morte de um personagem que ficou até legal, apesar de nada demais. Halo sendo Call of Duty...

    No enredo, o seu personagem tem um papel não muito importante, mas a estória sempre foca em você. O bizarro é que eu terminei o jogo no co-op e ambos usam o mesmo personagem, como se ele tivesse um clone.

    Na moral, quando subiu os créditos e meu primo me olhou com a cara de "a gente perdeu tempo com isso?", eu fiquei até com vergonha.

    Pior que o jogo tá mais bonito nessas imagens do que na TV de 42'' dele. Ainda lembro das texturas horríveis de chão e mato.

    Por outro lado o jogo tem suas boas características, apesar de não serem o bastante para eu o recomendar a alguém.

    Dirigir veículos, ainda mais com amigos, é sempre muito divertido! Além do mais, existem novas armas, que meio que são fusões de armas já conhecidas (incluindo o próprio design, como na segunda imagem desse post) que são bem fortes, apesar de não muito comuns.

    O fato de você renascer se seu parceiro estiver num local seguro também faz com que a experiência com Reach seja bem mais tragável e me lembra que eu provavelmente estaria odiando o jogo se tivesse jogado sozinho.

    Uma coisa curiosa, é que você pode coletar itens que trocam a sua habilidade de correr, que é a padrão, por fazer escudos e até mesmo usar um jetpack.  É um diferencial bem interessante e que poderia ter sido mantido nos jogos futuros.

    Outra bizarrice é que o jogo nem tem vilão e eu mal sabia o que estava fazendo nas missões, como eu já disse. Eu só matava inimigos e fazia o que era mandado.

    O lado bom? O jogo não é numerado. Deram o nome Reach pra você realmente saber que é uma coisa aparte, diferente. Gosto da ideia tanto do nome diferente quanto fazerem um jogo diferente, mesmo não tendo curtido muito um dos jogos mais verde-cinza que já joguei. Tenho fé que gostarei mais do Wars.

    Resumindo: Halo: Reach é passável, mas interessante pra quem gosta de Halo (como é o meu caso). É mais um jogo com a possibilidade de ser terminado em co-op, o que já dá mais algum valor ao título. No entanto, até o jogaria novamente, coisa que não faria com o Combat Evolved (1) ou ODST.

    De bom: controles familiares da série. Adição de jetpacks e outras habilidades, além de novas armas. Alguns personagens bacaninhas. Divertido de se jogar com um amigo. Veículos e fases bem abertas que chegam a ser divertidas. Deixaram o Master Chief de lado um tiquinho.

    De ruim: estória confusa. Estágios semelhantes e sem carisma como o jogo quase todo. Tudo muito cinza ou quase isso. Pouca variação de inimigos e os diferentões mal aparecem. Texturas toscas e jogo travado que nem parece um Halo. Ideal pra se jogar antes do 3! Cadê vilão? Cade gratificação por ter zerado (embora a sequencia final tenha sido legal).

    Ainda bem que acabei não esperando esse pra jogar o 5. Acredito que Reach tenha sido o jogo mais fraco da série pra uma geração tão recente. Me decepcionei um pouco e não recomendo a experiência (pra quem espera um FPS diferenciado e único).

    Halo: Reach

    Platform: XBOX 360
    2793 Players
    117 Check-ins

    4
    • Micro picture
      lordsearj · over 2 years ago · 2 pontos

      Tem gente que até o considera o melhor da serie. Quanto aos gráficos a série foi criada pela Bungie, mas a verdade é que a 343 em gráficos é mais competente. Tudo bem que pegaram o escopo pronto, mas seus dois jogos para o 360 (CE Aniversary e 4) são 720p, coisa que a Bungie nunca conseguiu. Aliás, nisso ela tomou um pau da Epic em todos os lançamentos. Os GOW do 360 são belos até hoje. Mas Heach é um prequel e ODST uma estória paralela. Eu curti mais pelo enredo. O meu favorito é o 2, e olha que joguei no PC.

      1 reply

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