• anduzerandu Anderson Alves
    2018-12-20 11:31:11 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Dragon Quest VII: FotFP

    Zerado dia 19/12/18

    FINALMENTE!

    Comecei a jogar Dragon Quest VII: Fragments of the Forgotten Past há meses e com um novo emprego e preocupações, acabou que depois de 10 horas de jogo, a aventura estava sendo levada pra frente aos poucos, com dias e semanas sem sequer pegar no 3DS. O pior disso tudo é graças a essa falta de vontade de terminar logo o ultimo DQ que eu estava devendo (fora o recente XI), é que eu acabei começando um jogo aqui e outro ali meio que sem querer.

    A motivação só veio de vez quando um amigo quis trocar um New 3DS XL comigo e eu resolvi correr contra o tempo pra terminar o jogo no meu velho 3DS XL comum e passar as coisas pra esse (acabei nem precisando pois achei uma forma de passar meu save pro novo videogame).

    A primeira coisa que eu tenho que avisar é que sou fã da franquia, e isso se deu principalmente pela minha experiência com os jogos de DS (IV, V, VI e IX) e depois da tão esperada versão ocidental do VII ser lançada, ela ficou um bom tempo no meu Nintendo 3DS esperando a hora certa de ser jogada e foi exatamente um rápido review do XI no PS4 que meu deu o hype de ir logo atrás dessa grande pendência.

    O meu contato com esse título se deu há alguns anos com a versão original de PS1: Dragon Warrior VII. Joguei no PS2 na casa de um amigo (a gente costumava zerar altos jogos longos na casa dele) já que esse é um dos poucos jogos que dão problema pra rodar no PSP.

    A experiência foi chata e ainda durou 6 horas antes de eu desistir e colocar algo mais casual pra gente se divertir.

    A estória conta de um grupo de garotos que tem uma vida normal em um reino e encontram partes de um tablete de pedra, que se encaixam perfeitamente em um altar de um templo esquecido perto de onde moram. Ao montar o quebra-cabeça, eles são levados à um lugar novo, onde o mal reina e após resolver os problemas daquele lugar, ele aparece na realidade de onde eles originalmente vivem como uma nova ilha!

    Tendo ajudado tanta gente e expandido o seu mundo, eles resolvem ir atrás de mais fragmentos para preencher os demais pedestais do templo, o que nos leva a diversas aventuras diferentes, personagens para conhecer e recrutar, monstros novos, armas e habilidades para aprender. Uau!!

    O mais próximo que consigo relacionar à isso é One Piece, onde cada ilha é uma estória completamente diferente, mas todas tem uma certa conexão.

    Infelizmente a execução da ideia não é tão boa assim, uma decepção pra série visto que os contos são sempre muito bem escritos e executados, como em DQ IV. São muitas ilhas, muitos fragmentos e muitas aventuras diferentes, mas poucas são realmente criativas. Algumas seguem a medida certa, mas outras são longas demais ou ainda curtas demais.

    Uma das minhas maiores desmotivações era ver que eu tava na segunda ou terceira ilha e tinham tantos pedestais de ilhas ainda pela frente. É definitivamente um jogo lento.

    Pra se ter uma noção, eu levei cerca de 5 horas pra ter a primeira batalha! Isso acontece bastante no início e até mais pra frente de vez em quando: muita estória e muito texto. Quantas vezes eu não passei diálogo sem ler? Só deus sabe.

    A verdade é que DQ VII é a melhor definição de montanha-russa de um jogo possível: incrível em certos momentos, totalmente tedioso e dispensável em outros. 

    Já uma coisa que é muito legal aqui é o sistema de profissões/classes/jobs/vocations, que eu geralmente odeio (tô olhando pra vocês, FF III, V e Bravely Default). Após várias horas de jogos, esse sistema dá as caras e cada personagem tem várias opções para escolher: guerreiro, mago, padre, dançarino, ladrão etc etc etc.

    A cada certo número de batalhas vencidas, cada classe ganha um nível (sendo que 8 é o máximo) e aprende novas habilidades. Você vai querer masterizar todas, mas demora um bocado pra cada.

    Algumas classes, quando masterizadas em conjunto, desbloqueiam classes mais avançadas para aquele personagem, por exemplo:

    -Masterizar Mage e Priest (classes básicas) desbloqueia Sage (classe intermediária).

    Maximizar certas duas ou 3 classes intermediárias ainda desbloqueia alguma classe avançada. Inclusive, grande parte da minha jogatina foi no final, fazendo batalhas aleatórias para upar classes (devo ter ficado umas 4 horas só fazendo isso ontem e os personagens ficaram meio fortes demais).

    O sistema de batalhas ainda é o mesmo, como já era de se esperar: poucos menus e simplicidade. Diferentemente de Final Fantasy, os valores são baixos (causar 200 é muito!) e o jogo no geral não é muito punitivo, com exceção de que um personagem morrer é algo muito sério! Itens para ressuscitar são escassos, magias com esse fim tem boa chance de não funcionarem e nas muitas primeiras horas, um jogador sem cuidado terá que pagar às igrejas para trazer seus companheiros de volta!

    Uma coisa confusa é que no começo ninguém tem habilidades ou um personagem tem uma ou outra, enquanto um ou outro tem magia e fica um bocado de menu só atrapalhando (tanto spell quanto ability tem submenus com ofense, defense e other).

    A bagunça fica maior quando você começa a maximizar muitos jobs e aprende muitas magias e habilidades (ou esquece porquê algumas são exclusivas daquela profissão). O resultado é: você passando páginas e páginas procurando algo específico sem nem saber se o personagem ainda sabe fazer aquilo.

    Resumindo: Dragon Quest VII: Fragments of the Forgotten Past é um RPG da época do PS1 refeito pro 3DS e mantendo bastante da sua essência, ou seja, não é bem um jogo para jogadores mais casuais, mas também não envelheceu tanto ou chega a ser frustrantes como algumas experiências que tive com Shin Megami Tensei ou mesmo Final Fantasy V ou VIII. Eu acredito que eles poderiam ter cortado um pouco o conteúdo e tê-lo deixado mais amigável e mais curto (levei 80h, contra 60h dos DQ VI e VIII!).

    De bom: o jogo é bem colorido e simples de entender. Sistema de classe original que dá até vontade de maximizar tudo. Muito conteúdo, muitos lugares pra ir, pra explorar, muitos monstros pra batalhar e adicionar ao bestiário ou recrutar para uma ilha e conteúdo post-game pra quem curtir um desafio ou quiser ir além. Adoro a trilha sonora clássica de RPGs mais antigos. O jogo tem carisma.

    De ruim: achei que tem muita estória a ser contada e ainda assim os personagem principais são tiveram muito background e foram me conquistando só com a convivência mesmo. Ilhas demais e muitos sem conteúdo interessante. Muitas horas fiquei perdido e nem falando com o grupo eu sabia o que fazer exatamente (e o mundo fica muito expandido). Começo super lento e a campanha fica repetitiva com frequência. Membros deixam o grupo e nem sempre voltam, bem tenso. A estória não é lá essas coisas.

    No geral, DQ VII não é um jogo pra qualquer um justamente por partes fracas e por pouco não é um RPG que eu recomendaria para fãs do gênero e para meus amigos (que jogaram DQ IX). Não é casual nem hardcore, mas chatinho e sem sal as vezes. Mesmo para um fã da série, é um caso a se pensar. Se você está jogando ou pensa em jogar a minha recomendação é: aguenta que fica bem mais interessante no final e foca em upar classes e já monta a sua programação de quem vai ser o quê no futuro!

    Dragon Quest VII

    Platform: Nintendo 3DS
    330 Players
    11 Check-ins

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    • Micro picture
      bye · almost 2 years ago · 2 pontos

      Olha... eu tava com saudade desses registros super organizadinhos ^^ Parabéns @anduzerandu!

      1 reply
    • Micro picture
      topogigio999 · almost 2 years ago · 1 ponto

      sei que esta série é super conhecida e prestigiada, mas que eu lembre eu só joguei um do gameboy color e ainda em japonês, mas nem lembro se cheguei a fechar na época. Tenho curiosidade em pegar um a sério para conhecer. Já que você é super fã, qual você recomendaria para eu adentrar na série?

      2 replies

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