2019-03-15 00:03:08 -0300 2019-03-15 00:03:08 -0300
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Post by sergiosamsa: <p><strong>Finalizado!</strong></p><p>Comecei gosta
The Witness

Platform: Playstation 4
131 Players
17 Check-ins

Finalizado!

Comecei gostando muito do jogo e da proposta dele, de verdade. Mas depois, por volta do painel 220 foi ficando tudo muito repetitivo.

Depois desses mais de 200 puzzles você já começa a procurar atalhos.

O jogo possui cerca de 650, mas não é necessário passar por todos para finalizá-lo, metade deles já basta para liberar os caminhos até o fim, então começamos a prestar atenção para não perder tempo com puzzles que não levariam a lugar algum.

Em certos momentos a dificuldade dos puzzles chega a ser desafiadora e o que acaba pesando mais é o nosso cansaço diante de tanto puzzle. Sabe aqueles jogos de celular com níveis sem fim? Pois então, a minha sensação foi mais ou menos essa no final das contas.

Não sei se há a necessidade de o jogo ser grande desse jeito, mas a proposta não deixa de ser interessante. Se ele fosse bem menor e não fizesse a gente gastar tanto tempo em puzzles fáceis e jogassem logo puzzles médios e difíceis e deixassem o jogo mais curto, talvez fosse menos enjoativo.

A ausência de uma linha narrativa também acaba tirando um pouco a nossa curiosidade para seguir adiante, pois é tudo muito disperso e no fim das contas não tem nada. Achei o final bem decepcionante.

De certa forma, acredito que a história que o game quer contar é, na realidade, uma espécie de passeio pela própria concepção filosófica de “epifania”. Não tem como negar, o game investe muito nesses momentos de “eureka!”, e toda a questão da epifania envolve a percepção do início e do fim como uma coisa só, um ciclo. Na base, o fim da epifania é você descobrir o seu início, a linha inicial de algo e chegar a uma conclusão. E quando o jogo termina daquele jeito a única coisa que eu consigo pensar é isso mesmo. É quase como se fosse uma teoria do conhecimento, de como é desencadeado o processo de aprendizado e replicação de resultado na nossa cabeça. É, eu sei, viajei jogando isso. Esse moço entende meu desespero.

Sendo assim, se você vai começar o jogo achando “ah, deixa eu pegar esse joguinho de puzzle aqui pra me distrair porque não estou afim de começar nenhum jogo específico agora, só relaxar",  esquece, vai jogar Tetris, fazer ioga, arranje um jardim zen daqueles com pedrinha, areinha e pazinha pra ficar mexendo pra lá e pra cá porque The Witness vai te tirar do sério em alguns momentos, até você sentir alguma dor de cabeça e achar o caminho certo pra concluir o puzzle.

Não achei o jogo ruim, só poderia ser menor. Gosto muito de puzzles, mas quando o jogo acaba me lembrando mais esses joguinhos de celular de níveis eternos eu não curto muito.

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    filipessoa · 7 months ago · 2 pontos

    Parabéns! Pôxa eu achava que o game possuia uma linha narrativa firme tipo a de Portal que também é um jogo cheio de puzzles mas tem um enredo a ser seguido... não que eu tenha desistido de jogar este The Witness sóa cabei fiquei menos empolgado :-(

    1 reply
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    andre_andricopoulos · 7 months ago · 2 pontos

    São só elogios...
    Eu quem não tenho paciência pra games somente PUZZLES...

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    majimbuu · 5 months ago · 1 ponto

    Eu amo puzzles e digo uma coisa: esse game é um dos melhores do gênero da história. O conceito é simples, só que muitíssimo bem executado, o que torna alguns puzzles muito difíceis. Não dá pra negar que são muito criativos também. O level design é primoroso, pois você sempre pode desviar algum puzzle pra ir resolver outro mais fácil, e a progressão é bem fluída.

    Sobre as críticas, concordo em relação à duração do game. Poderia ser mais curto. Também adiciono outra crítica: ausência de mapa.

    Sobre a dificuldade de alguns puzzles e o final, eu discordo. Acho bem legal essa narrativa abstrata e acho que os puzzles mais fáceis sempre servem para a cruva de aprendizagem.

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