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  • 2015-07-14 12:36:47 -0300 Thumb picture
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    Cast Potion #33 – The Final Hype 7

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     LINK DO CAST! http://megapotion.com.br/potions/cast-potion-33-the-final-hype-7/

    De repente roupas no chão.

    Uma imagem, uma estrada, um lifestream.

    FINAL FANTASY 7.

    Nesse podcast, Felipe Lins e Ryan Sales, junto dos catedráticos Caio Nogueira e Eduardo Porto, recebem também Anderson “Saelind” Canafistula, que recebeu durante a SBGames, após apresentação de um artigo durante o evento, o título de "Estudioso Oficial de Final Fantasy", para conversarem sobre um pouco de TUDO do universo de Final Fantasy 7. Uma viagem desde sua produção, rumores antigos e claro muito hype pelo remake!

    Duração: 103min

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    Dúvidas, erratas, sugestões??
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    Final Fantasy VII

    Platform: Playstation 4
    351 Players
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    15
  • saelind Anderson Saelind Canafistula
    2015-06-25 22:03:14 -0300 Thumb picture

    A Reunião: Análise e Especulação Acerca do Remake de Final Fantasy VII

    Medium 3101841 featured image

    Na noite da segunda-feira passada, enquanto estava trabalhando, meu celular não parava de tocar. Eu recebia diversas mensagens e algumas ligações de amigos que não pude atender devido ao trabalho. Mas reconheci o horário. Tinha certeza de que se tratava de algo sobre a conferência da Sony. Sabem, sou um grande, grande fã de Final Fantasy. Talvez mais do que seja saudável, diga-se de passagem. Não havia dúvidas de que deveria ser algo sobre os rumores que corriam na Internet horas antes da conferência.

    "Meu Deus", pensei. "então é verdade".

    Depois de algumas horas, sentado sozinho no chão de um shopping às duas da manhã, eu assisti o trailer. E foi assim que descobri que a Square-Enix estava trabalhando no remake de Final Fantasy VII.

    É extremamente refrescante e excitante saber que um de seus jogos favoritos está recebendo um tratamento como esse. E, se as reações da Internet são algum indicativo, esse tratamento era esperado por muitas pessoas. Evidentemente eu não posso olhar a alma de todos com uma lupa, mas eu tenho certeza que esse era o anúncio mais esperado pelos jogadores ao redor do mundo. Provavelmente até mais do que o anúncio de Half-Life 3.

    Mas junto com essa alegria, há também uma certa ansiedade. E se eles fizerem errado? E se eles mudarem aquele momento de que gostei? E se... for ruim?

    Algumas informações novas apareceram logo em seguida e, previsivelmente, a fanbase e sites especializados explodiram com suas especulações. Mas, de alguma forma, eu sinto que essas teorias não correspondem aos meus sentimentos em relação ao remake.

    Escrevo esse artigo para analisar o sucesso e a criação do jogo, um pouco da trajetória da empresa ao lidar com situações similares na franquia, a origem desse hype lendário e para, munido de todas essas informações, tecer uma especulação coerente e embasada acerca do projeto. Esse artigo não tem a intenção de ser uma leitura leve e gosto de me demorar em minhas explicações. Peço perdão àqueles que esperavam diferente.

    O Jogo

    O sétimo título numerado da franquia, Final Fantasy VII, foi lançado no dia 31 de janeiro de 1997 no Japão e no dia 7 de setembro do mesmo ano na América do Norte.

    Embora não tenha sido o mais lucrativo ou o que teve a venda mais rápida, essas posições sendo ocupadas por Final Fantasy XI e XIII respectivamente, Final Fantasy VII é, de longe, o título mais popular e com o maior número de unidades vendidas da franquia. A série sempre gozou de popularidade, mas Final Fantasy VII a tornou mundialmente conhecida. Essa popularidade massiva se provaria ao longo dos anos uma grande maldição para a empresa. A Square continuaria a procurar sua galinha dos ovos de ouro nos anos seguintes em cada um de seus jogos.

    Final Fantasy VII apresenta diversas diferenças notáveis em relação aos seus antecessores. Foi o primeiro da franquia a ser lançado para um aparelho de uma empresa que não a Nintendo. Yoshitaka Amano não era mais o principal character designer, tendo essa posição sido ocupada por Tetsuya Nomura. A presença de sangue e uma ambientação mais predominantemente futurista, realista e obscura também apareciam pela primeira vez. Por fim, foi o primeiro a usar gráficos em 3D e a apresentar FMVs.

    É importante lembrar que Final Fantasy VII não é apenas um bom jogo. É um jogo extremamente vital para a forma como vemos e fazemos jogos hoje em dia. É uma daquelas obras que definem épocas e inspiram gerações seguintes. Na minha opinião, um dos principais motivos desse sucesso estrondoso se deve ao quão adequado o jogo era a sua época.

    Uma temática extremamente presente no jogo é a preservação ambiental. A premissa é a de ecoterroristas que planejam um atentado a uma companhia elétrica. Essa noção ressoava diretamente com o espírito dos anos 90. O meio-ambiente era um assunto comum a todos e a ideia de destruir o que o ameaça servia como uma luva.

    Nessa mesma época, animes e mangás estavam com uma popularidade já estabelecida fora do Japão. O demográfico shonen gozava da maior popularidade entre eles e foi uma época em que a circulação de mangá estava no seu topo. Isso fez com que a arte de Nomura fosse imediatamente aceita entre os jovens da época, que já eram familiarizados com o estilo levemente caricato.

    Finalmente, a indústria de jogos começava a levar seus roteiros mais a sério. Mas havia a necessidade de... tomar riscos[1]. A decisão de fazer um roteiro mais trágico foi tomada, o que resultou em uma cena que é considerada até hoje a mais chocante da história dos jogos. Final Fantasy VII mudou a forma como vemos roteiros de jogos para sempre[2]. Tudo isso, aliado a inúmeras inovações tecnológicas e um gameplay simples e elegante, foi importante para a criação de um jogo que tinha um apelo tão grande, que refletia o Zeitgeist, ou espírito da época, como nenhum outro conseguia. A Sétima Fantasia se tornou um fenômeno que nenhuma indústria de entrentenimento poderia ignorar.

    A Empresa

    Final Fantasy VII não é o único jogo da franquia a ter remake ou uma homenagem similar. Remakes em versões mais modernas dos Final Fantasies I, II, III e IV já foram produzidas, além de remasters e ports melhorados de diversos outros títulos.

    Particularmente, eu sou um grande fã de como a Square tenta preservar a identidade e o espírito dos jogos em suas novas versões. Eu sou ainda mais fã de como ela não deixa isso interferir quando mudanças precisam ser feitas.

    Vamos tomar os remakes de Final Fantasy III e IV para o Nintendo DS como exemplo. Há uma preocupação em manter as proporções que os jogos tinham em suas versões originais e também em dar ao jogador a opção de ouvir a trilha sonora original. Além disso, com a nova tecnologia, visuais mais fiéis às ilustrações de Amano se tornam possíveis. Porém, isso não impediu a empresa de incluir dublagens e fazer mudanças e adições no gameplay e roteiro que se mostravam necessárias. Cenas foram expandidas, novos desafios apareceram, personagens ganharam um passado mais elaborado (no caso de Final Fantasy III, os protagonistas viraram personagens completos!). É inegável que houve um cuidado todo particular com as obras e com a marca.

    Um esmero similar aparece em versões de aniversário ou homenagens a outros jogos. Em Final Fantasy IX, de forma semelhante aos jogos citados no parágrafo anterior, a proporção é mantida no estilo super-deformado que era utilizado nos seis primeiros jogos, evocando muito bem o sentido de nostalgia que o jogo pretendia provocar. A quantidade de referências encontradas em Dissidia Final Fantasy, um jogo de comemoração dos 25 anos da série, é absurda, ao ponto de até mesmo a forma como personagens ficam de pé se tornar uma referência. Mas tais alusões só são úteis na medida em que enriquecem o produto. A tradição jamais ficará para trás da inovação ou vice-versa. Em Final Fantasy, elas caminham juntas.

    O Hype

    Verdade seja dita: a popularidade não é o único fator que fez com que tanta expectativa tenha sido criada. Durante anos, outros anúncios não relacionados ao remake acompanhavam rumores da sua suposta produção. De uma forma quase cômica, os fãs sempre esperaram que na próxima vez o tão esperado anúncio seria feito. E sempre voltavam decepcionados.

    Em 2002, a Square anunciava que o mundo e o enredo de Final Fantasy VII seriam expandidos em sua própria subfranquia, chamada de Compilation of Final Fantasy VII. Com o anúncio de uma sequência em forma de filme e outros produtos menores, o embrião do hype que duraria mais de uma década foi criado.

    Na época, o rumor não era tão forte... mas em 2005, um tech-demo que mostrava a cena de abertura do jogo com gráficos atuais foi mostrada na E3 para demonstrar as capacidades gráficas do PS3. Durante dois anos o rumor persistia de forma tão intensa que só foi colocado pra descansar quando o então presidente da companhia declarou expressamente que o rumor não tinha base lógica.

    Por algum tempo, as coisas estavam calmas, até que Crisis Core: Final Fantasy VII foi lançado. Crisis Core é uma prequel que termina com a frase "TO BE CONTINUED IN FINAL FANTASY VII". O que era evidente, dado que o jogo se passa antes da aventura de Cloud.

    Rumores sobre o remake nunca deixaram de existir. Todas as vezes em que a empresa deixava escapar algo sobre algum jogo "novo, chocante e muito esperado", os boatos voltavam à tona, especialmente se envolviam Nomura. O assunto nunca passou despercebido pela Square-Enix, que o citou em diversas entrevistas de 2009 a 2012, geralmente sob uma ótica negativa, mas como uma possibilidade.

    Outro evento que fez com que os fãs ficassem realmente irritados foi o anúncio de um port do jogo para PC e outro para PS4. Ambos foram anúncios separados e foram feitos como grandes notícias.

    Neste ano, o site especializado Siliconera postou o "furo" de que a empresa estaria trabalhando no remake e que seria anunciado em poucos dias na E3. A reação de muitas pessoas foi ignorar, pois essa isca já foi mordida diversas vezes.

    Até que, pegando todos de surpresa, no dia 15 de junho de 2015, a produção do remake de Final Fantasy VII foi anunciada com um trailer. 

    O Remake

    "Há muito tempo, nós olhávamos para o céu com agouro. A memória da estrela que tudo ameaçava está gravada eternamente em nossos corações. Com o seu despertar, veio uma era de silêncio. Mas com cada doce lembrança, nós sabíamos que aqueles que encontramos não foram esquecidos, que algum dia nós os veríamos de novo. Talvez estivéssemos apenas nos enganando. Mas depois de uma longa calmaria, temos o princípio de uma tempestade. A Reunião que está por vir talvez traga felicidade... talvez traga medo... mas vamos abraçar o que quer que ela traga. Pois eles estão voltando. Enfim, a promessa foi feita."

    E é com essas palavras que somos levados de volta a Midgar. De início, eu achava que esse texto falava sobre o Meteoro, mas estou convencido de que a estrela mencionada é o próprio Final Fantasy VII.

    O que esperar desse projeto? De alguma forma, parecia um sonho tão distante que, agora que é finalmente real, somos deixados com mais perguntas do que respostas...

    Mas uma coisa é certa: A Square vai se manter fiel ao espírito do original sem deixar que isso impeça o crescimento do remake. Mudanças acontecerão. São inevitáveis e saudáveis, se feitas respeitando a regra auto-imposta.

    Ouvi algumas pessoas comentando de escolhas no rumo da história e mundo aberto, mas não acredito que isso vá acontecer. Especialmente as escolhas. Mudar o rumo e o "núcleo" de um enredo tão brilhante e icônico só traria problemas e nenhum benefício. Acredito que mundo aberto não é adequado ao cenário, mas consigo ver um mundo semi-aberto se desenrolando pelas ruas de Midgar. Não consigo ver a Square se livrando do world map, também. Ao menos, não completamente. Não consigo imaginar como seria diferente do modelo atual, mas definitivamente não acho que abandoná-lo seja algo positivo.

    Eu acho impossível a noção de que o sistema ATB seja completamente abandonado, assim como acho igualmente absurdo que ele se mantenha da forma original. Um sistema de batalha cujos encontros sejam em tempo real, com um combate rápido e fluido seria um caminho. Final Fantasy X-2 tem um sistema de batalha similar a esse, só que deveria ser ainda mais rápido. Crisis Core propõe um sistema que é quase action, mas ainda não funcionaria devido a ter apenas um personagem jogável (e não acho nada provável que isso aconteça). Minha sugestão seria encontrar um híbrido entre os sistemas de batalha de Crisis Core, X-2, XII e XIII. Rápido, baseado em tempo, encontros em tempo real e podendo controlar mais de um personagem. Isso tornaria o sistema realista, atual, mas ainda conteria ecos do sistema ATB.

    A mudança no sistema de batalha obviamente acarretará mudanças no sistema de materia. Na minha opinião, só se tem a ganhar. Provavelmente as cores das materias sofreriam uma leve alteração para se adequar às mudanças de Crisis Core.

    Uma melhor tradução é algo que é 100% certo. A tradução original continha muitos erros de gramática e localização, o que muitas vezes gerava um forte efeito cômico. É possível que algumas piadas que alcançaram status memético permaneçam, já que o mesmo aconteceu com Final Fantasy I e Final Fantasy IV.

    Sem dúvida teremos uma remasterização da trilha sonora original e, possivelmente, teremos a opção de ouvir a antiga também.

    Me preocupo bastante com gráficos e visual, porém. Em seu desenvolvimento, houve uma enorme preocupação com cor. Foi decidido que o jogo seria mais obscuro e urbano do que os jogos passados, então um protagonista loiro de roupas roxas foi decidido por ser facilmente reconhecível na tela. Além disso, as cores de Sephiroth e Zack foram escolhidas para serem complementares às de Cloud. Acredito que essa vai ser uma preocupação importante: como reforçar a iluminação para que os personagens continuem identificáveis num ambiente escuro e o contraste entre eles ainda seja identificável?

    Outro ponto interessante é notar que, embora os gráficos estejam renovados, algumas coisas vão ser mantidas. É possível ver no trailer, por exemplo, que os braços de Cloud continuam finos, mas definidos, dando uma certa desproporcionalidade (uma decisão de design que foi mantida em Dissidia Final Fantasy).

    Foi dito que os momentos bobos serão mantidos e haverá alterações na história. Acho provável que os momentos bobos não sejam mais tão caricatos, para acomodar os gráficos mais "sóbrios". A maioria das alterações provavelmente terá a ver com a inclusão de certos elementos de outros títulos da Compilation of Final Fantasy VII e alusões a futuros títulos de tal compilação. Yuffie e Vincent provavelmente terão uma pequena parte de suas introduções mudadas. Não acredito que eles continuem sendo personagens secretos. Acho provável que certas cenas sejam expandidas, cenas opcionais sejam adicionadas e que aquele maldito baú em Kalm possa finalmente ser aberto.

    A minha maior preocupação, porém, é com momento. Como expliquei, acredito fortemente que um dos motivos que fez o jogo ser tão icônico é o fato de que ele tratava de um tema, então, muito atual e comum no dia-a-dia. Obviamente o tema não será mudado, mas consigo ver certos elementos sendo adicionados para deixar o roteiro mais atual. Seria interessante, por exemplo, ver a AVALANCHE se deparar com as consequências negativas de seu próprio terrorismo, o que adicionaria alguns tons de cinza à moralidade do roteiro. Outra possibilidade seria explorar com mais afinco os experimentos humanos e os efeitos que a exposição a mako teria nos moradores de favelas, fazendo um paralelo similar com o abuso de drogas. Provavelmente a personalidade exibida por Cloud ao final do jogo será mais próxima da sua aparição em Advent Children. Essas cenas cabem como adições no roteiro, sem atrapalhar ou alterar o fluxo da história como um todo, mas cumprindo o papel de enriquecer e atualizar o cenário de Final Fantasy VII. Importante lembrar que o foco em experimentos humanos já andava acontecendo nos jogos recentes da Compilation, então é uma possibilidade interessante.

    Também tenho em mente duas possíveis datas de lançamento: 31 de janeiro de 2017 e 7 de setembro de 2017. Como já foi dito que o remake foi feito em homenagem aos 20 anos do jogo e como Dissidia Final Fantasy foi lançado no dia do aniversário de 25 anos da franquia, é provável que a empresa já tenha essa data em mente. É importante lembrar também que possivelmente haverá um tempo considerável entre o lançamento do remake, o lançamento de Final Fantasy XV e o anúncio do possível Final Fantasy XVI, já que não seria vantajoso pra Square que seus produtos compitam entre si.

    O profético texto do anúncio traduz os meus sentimentos para esse jogo perfeitamente: felicidade e medo. Mas confio na Square e nos seus artistas e entendo a necessidade de mudanças. Abraçarei o que quer que esta reunião nos traga. Afinal… não há como sair desse trem antes da linha de chegada, certo?

    Referências

    1. Editores da EDGE magazine, ed. (2003). Edge, Maio 2003.Future plc. pp. 112–113.

    2. Lebowitz, J., & Klug, C. (2011). Interactive storytelling for video games a player-centered approach to creating memorable characters and stories (p. 141~143). Burlington, MA: Focal Press.

    Final Fantasy VII

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      fredson · almost 4 years ago · 3 pontos

      Se estão tentando reunir as pessoas do time de desenvolvimento do original, não tem como dar errado. Seria legal chamarem o Mr. Sakaguchi de volta também, hehehehe.

      2 replies
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      gogobrasil8 · almost 4 years ago · 3 pontos

      sobre o jogo, é, compraria um ps4 só pra jogar. se eu tivesse dinheiro.
      feliz dia do pobre
      nunca

      2 replies
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      andre_andricopoulos · almost 4 years ago · 2 pontos

      NÃO FARÃO ERRADO... eles estão com a mente de TENTAR SUPERAR O CLÁSSICO. Isso jé é o suficiente. TENHO CERTEZA que não será ruim!!!

      2 replies
  • saelind Anderson Saelind Canafistula
    2015-06-25 22:02:11 -0300 Thumb picture

    A Reunião: Análise e Especulação Acerca do Remake de Final Fantasy VII

    Medium 3101840 featured image

    Na noite da segunda-feira passada, enquanto estava trabalhando, meu celular não parava de tocar. Eu recebia diversas mensagens e algumas ligações de amigos que não pude atender devido ao trabalho. Mas reconheci o horário. Tinha certeza de que se tratava de algo sobre a conferência da Sony. Sabem, sou um grande, grande fã de Final Fantasy. Talvez mais do que seja saudável, diga-se de passagem. Não havia dúvidas de que deveria ser algo sobre os rumores que corriam na Internet horas antes da conferência.

    "Meu Deus", pensei. "então é verdade".

    Depois de algumas horas, sentado sozinho no chão de um shopping às duas da manhã, eu assisti o trailer. E foi assim que descobri que a Square-Enix estava trabalhando no remake de Final Fantasy VII.

    É extremamente refrescante e excitante saber que um de seus jogos favoritos está recebendo um tratamento como esse. E, se as reações da Internet são algum indicativo, esse tratamento era esperado por muitas pessoas. Evidentemente eu não posso olhar a alma de todos com uma lupa, mas eu tenho certeza que esse era o anúncio mais esperado pelos jogadores ao redor do mundo. Provavelmente até mais do que o anúncio de Half-Life 3.

    Mas junto com essa alegria, há também uma certa ansiedade. E se eles fizerem errado? E se eles mudarem aquele momento de que gostei? E se... for ruim?

    Algumas informações novas apareceram logo em seguida e, previsivelmente, a fanbase e sites especializados explodiram com suas especulações. Mas, de alguma forma, eu sinto que essas teorias não correspondem aos meus sentimentos em relação ao remake.

    Escrevo esse artigo para analisar o sucesso e a criação do jogo, um pouco da trajetória da empresa ao lidar com situações similares na franquia, a origem desse hype lendário e para, munido de todas essas informações, tecer uma especulação coerente e embasada acerca do projeto. Esse artigo não tem a intenção de ser uma leitura leve e gosto de me demorar em minhas explicações. Peço perdão àqueles que esperavam diferente.

    O Jogo

    O sétimo título numerado da franquia, Final Fantasy VII, foi lançado no dia 31 de janeiro de 1997 no Japão e no dia 7 de setembro do mesmo ano na América do Norte.

    Embora não tenha sido o mais lucrativo ou o que teve a venda mais rápida, essas posições sendo ocupadas por Final Fantasy XI e XIII respectivamente, Final Fantasy VII é, de longe, o título mais popular e com o maior número de unidades vendidas da franquia. A série sempre gozou de popularidade, mas Final Fantasy VII a tornou mundialmente conhecida. Essa popularidade massiva se provaria ao longo dos anos uma grande maldição para a empresa. A Square continuaria a procurar sua galinha dos ovos de ouro nos anos seguintes em cada um de seus jogos.

    Final Fantasy VII apresenta diversas diferenças notáveis em relação aos seus antecessores. Foi o primeiro da franquia a ser lançado para um aparelho de uma empresa que não a Nintendo. Yoshitaka Amano não era mais o principal character designer, tendo essa posição sido ocupada por Tetsuya Nomura. A presença de sangue e uma ambientação mais predominantemente futurista, realista e obscura também apareciam pela primeira vez. Por fim, foi o primeiro a usar gráficos em 3D e a apresentar FMVs.

    É importante lembrar que Final Fantasy VII não é apenas um bom jogo. É um jogo extremamente vital para a forma como vemos e fazemos jogos hoje em dia. É uma daquelas obras que definem épocas e inspiram gerações seguintes. Na minha opinião, um dos principais motivos desse sucesso estrondoso se deve ao quão adequado o jogo era a sua época.

    Uma temática extremamente presente no jogo é a preservação ambiental. A premissa é a de ecoterroristas que planejam um atentado a uma companhia elétrica. Essa noção ressoava diretamente com o espírito dos anos 90. O meio-ambiente era um assunto comum a todos e a ideia de destruir o que o ameaça servia como uma luva.

    Nessa mesma época, animes e mangás estavam com uma popularidade já estabelecida fora do Japão. O demográfico shonen gozava da maior popularidade entre eles e foi uma época em que a circulação de mangá estava no seu topo. Isso fez com que a arte de Nomura fosse imediatamente aceita entre os jovens da época, que já eram familiarizados com o estilo levemente caricato.

    Finalmente, a indústria de jogos começava a levar seus roteiros mais a sério. Mas havia a necessidade de... tomar riscos[1]. A decisão de fazer um roteiro mais trágico foi tomada, o que resultou em uma cena que é considerada até hoje a mais chocante da história dos jogos. Final Fantasy VII mudou a forma como vemos roteiros de jogos para sempre[2]. Tudo isso, aliado a inúmeras inovações tecnológicas e um gameplay simples e elegante, foi importante para a criação de um jogo que tinha um apelo tão grande, que refletia o Zeitgeist, ou espírito da época, como nenhum outro conseguia. A Sétima Fantasia se tornou um fenômeno que nenhuma indústria de entrentenimento poderia ignorar.

    A Empresa

    Final Fantasy VII não é o único jogo da franquia a ter remake ou uma homenagem similar. Remakes em versões mais modernas dos Final Fantasies I, II, III e IV já foram produzidas, além de remasters e ports melhorados de diversos outros títulos.

    Particularmente, eu sou um grande fã de como a Square tenta preservar a identidade e o espírito dos jogos em suas novas versões. Eu sou ainda mais fã de como ela não deixa isso interferir quando mudanças precisam ser feitas.

    Vamos tomar os remakes de Final Fantasy III e IV para o Nintendo DS como exemplo. Há uma preocupação em manter as proporções que os jogos tinham em suas versões originais e também em dar ao jogador a opção de ouvir a trilha sonora original. Além disso, com a nova tecnologia, visuais mais fiéis às ilustrações de Amano se tornam possíveis. Porém, isso não impediu a empresa de incluir dublagens e fazer mudanças e adições no gameplay e roteiro que se mostravam necessárias. Cenas foram expandidas, novos desafios apareceram, personagens ganharam um passado mais elaborado (no caso de Final Fantasy III, os protagonistas viraram personagens completos!). É inegável que houve um cuidado todo particular com as obras e com a marca.

    Um esmero similar aparece em versões de aniversário ou homenagens a outros jogos. Em Final Fantasy IX, de forma semelhante aos jogos citados no parágrafo anterior, a proporção é mantida no estilo super-deformado que era utilizado nos seis primeiros jogos, evocando muito bem o sentido de nostalgia que o jogo pretendia provocar. A quantidade de referências encontradas em Dissidia Final Fantasy, um jogo de comemoração dos 25 anos da série, é absurda, ao ponto de até mesmo a forma como personagens ficam de pé se tornar uma referência. Mas tais alusões só são úteis na medida em que enriquecem o produto. A tradição jamais ficará para trás da inovação ou vice-versa. Em Final Fantasy, elas caminham juntas.

    O Hype

    Verdade seja dita: a popularidade não é o único fator que fez com que tanta expectativa tenha sido criada. Durante anos, outros anúncios não relacionados ao remake acompanhavam rumores da sua suposta produção. De uma forma quase cômica, os fãs sempre esperaram que na próxima vez o tão esperado anúncio seria feito. E sempre voltavam decepcionados.

    Em 2002, a Square anunciava que o mundo e o enredo de Final Fantasy VII seriam expandidos em sua própria subfranquia, chamada de Compilation of Final Fantasy VII. Com o anúncio de uma sequência em forma de filme e outros produtos menores, o embrião do hype que duraria mais de uma década foi criado.

    Na época, o rumor não era tão forte... mas em 2005, um que mostrava a cena de abertura do jogo com gráficos atuais foi mostrada na E3 para demonstrar as capacidades gráficas do PS3. Durante dois anos o rumor persistia de forma tão intensa que só foi colocado pra descansar quando o então presidente da companhia declarou expressamente que o rumor não tinha base lógica.

    Por algum tempo, as coisas estavam calmas, até que Crisis Core: Final Fantasy VII foi lançado. Crisis Core é uma prequel que termina com a frase "TO BE CONTINUED IN FINAL FANTASY VII". O que era evidente, dado que o jogo se passa antes da aventura de Cloud.

    Rumores sobre o remake nunca deixaram de existir. Todas as vezes em que a empresa deixava escapar algo sobre algum jogo "novo, chocante e muito esperado", os boatos voltavam à tona, especialmente se envolviam Nomura. O assunto nunca passou despercebido pela Square-Enix, que o citou em diversas entrevistas de 2009 a 2012, geralmente sob uma ótica negativa, mas como uma possibilidade.

    Outro evento que fez com que os fãs ficassem realmente irritados foi o anúncio de um port do jogo para PC e outro para PS4. Ambos foram anúncios separados e foram feitos como grandes notícias.

    Neste ano, o site especializado Siliconera postou o "furo" de que a empresa estaria trabalhando no remake e que seria anunciado em poucos dias na E3. A reação de muitas pessoas foi ignorar, pois essa isca já foi mordida diversas vezes.

    Até que,  , no dia 15 de junho de 2015, a produção do remake de Final Fantasy VII foi anunciada com um .

    O Remake

    "Há muito tempo, nós olhávamos para o céu com agouro. A memória da estrela que tudo ameaçava está gravada eternamente em nossos corações. Com o seu despertar, veio uma era de silêncio. Mas com cada doce lembrança, nós sabíamos que aqueles que encontramos não foram esquecidos, que algum dia nós os veríamos de novo. Talvez estivéssemos apenas nos enganando. Mas depois de uma longa calmaria, temos o princípio de uma tempestade. A Reunião que está por vir talvez traga felicidade... talvez traga medo... mas vamos abraçar o que quer que ela traga. Pois eles estão voltando. " .

    E é com essas palavras que somos levados de volta a Midgar. De início, eu achava que esse texto falava sobre o Meteoro, mas estou convencido de que a estrela mencionada é o próprio Final Fantasy VII.

    O que esperar desse projeto? De alguma forma, parecia um sonho tão distante que, agora que é finalmente real, somos deixados com mais perguntas do que respostas...

    Mas uma coisa é certa: A Square vai se manter fiel ao espírito do original sem deixar que isso impeça o crescimento do remake. Mudanças acontecerão. São inevitáveis e saudáveis, se feitas respeitando a regra auto-imposta.

    Ouvi algumas pessoas comentando de escolhas no rumo da história e mundo aberto, mas não acredito que isso vá acontecer. Especialmente as escolhas. Mudar o rumo e o "núcleo" de um enredo tão brilhante e icônico só traria problemas e nenhum benefício. Acredito que mundo aberto não é adequado ao cenário, mas consigo ver um mundo semi-aberto se desenrolando pelas ruas de Midgar. Não consigo ver a Square se livrando do world map, também. Ao menos, não completamente. Não consigo imaginar como seria diferente do modelo atual, mas definitivamente não acho que abandoná-lo seja algo positivo.

    Eu acho impossível a noção de que o sistema ATB seja completamente abandonado, assim como acho igualmente absurdo que ele se mantenha da forma original. Um sistema de batalha cujos encontros sejam em tempo real, com um combate rápido e fluido seria um caminho. Final Fantasy X-2 tem um sistema de batalha similar a esse, só que deveria ser ainda mais rápido. Crisis Core propõe um sistema que é quase action, mas ainda não funcionaria devido a ter apenas um personagem jogável (e não acho nada provável que isso aconteça). Minha sugestão seria encontrar um híbrido entre os sistemas de batalha de Crisis Core, X-2, XII e XIII. Rápido, baseado em tempo, encontros em tempo real e podendo controlar mais de um personagem. Isso tornaria o sistema realista, atual, mas ainda conteria ecos do sistema ATB.

    A mudança no sistema de batalha obviamente acarretará mudanças no sistema de materia. Na minha opinião, só se tem a ganhar. Provavelmente as cores das materias sofreriam uma leve alteração para se adequar às mudanças de Crisis Core.

    Uma melhor tradução é algo que é 100% certo. A tradução original continha muitos erros de gramática e localização, o que muitas vezes gerava um forte efeito cômico. É possível que algumas piadas que alcançaram status memético permaneçam, já que o mesmo aconteceu com Final Fantasy I e Final Fantasy IV.

    Sem dúvida teremos uma remasterização da trilha sonora original e, possivelmente, teremos a opção de ouvir a antiga também.

    Me preocupo bastante com gráficos e visual, porém. Em seu desenvolvimento, houve uma enorme preocupação com cor. Foi decidido que o jogo seria mais obscuro e urbano do que os jogos passados, então um protagonista loiro de roupas roxas foi decidido por ser facilmente reconhecível na tela. Além disso, as cores de Sephiroth e Zack foram escolhidas para serem complementares às de Cloud. Acredito que essa vai ser uma preocupação importante: como reforçar a iluminação para que os personagens continuem identificáveis num ambiente escuro e o contraste entre eles ainda seja identificável?

    Outro ponto interessante é notar que, embora os gráficos estejam renovados, algumas coisas vão ser mantidas. É possível ver no trailer, por exemplo, que os braços de Cloud continuam finos, mas definidos, dando uma certa desproporcionalidade (uma decisão de design que foi mantida em Dissidia Final Fantasy).

    Foi dito que os momentos bobos serão mantidos e haverá alterações na história. Acho provável que os momentos bobos não sejam mais tão caricatos, para acomodar os gráficos mais "sóbrios". A maioria das alterações provavelmente terá a ver com a inclusão de certos elementos de outros títulos da Compilation of Final Fantasy VII e alusões a futuros títulos de tal compilação. Yuffie e Vincent provavelmente terão uma pequena parte de suas introduções mudadas. Não acredito que eles continuem sendo personagens secretos. Acho provável que certas cenas sejam expandidas, cenas opcionais sejam adicionadas e que aquele maldito baú em Kalm possa finalmente ser aberto.

    A minha maior preocupação, porém, é com momento. Como expliquei, acredito fortemente que um dos motivos que fez o jogo ser tão icônico é o fato de que ele tratava de um tema, então, muito atual e comum no dia-a-dia. Obviamente o tema não será mudado, mas consigo ver certos elementos sendo adicionados para deixar o roteiro mais atual. Seria interessante, por exemplo, ver a AVALANCHE se deparar com as consequências negativas de seu próprio terrorismo, o que adicionaria alguns tons de cinza à moralidade do roteiro. Outra possibilidade seria explorar com mais afinco os experimentos humanos e os efeitos que a exposição a mako teria nos moradores de favelas, fazendo um paralelo similar com o abuso de drogas. Provavelmente a personalidade exibida por Cloud ao final do jogo será mais próxima da sua aparição em Advent Children. Essas cenas cabem como adições no roteiro, sem atrapalhar ou alterar o fluxo da história como um todo, mas cumprindo o papel de enriquecer e atualizar o cenário de Final Fantasy VII. Importante lembrar que o foco em experimentos humanos já andava acontecendo nos jogos recentes da Compilation, então é uma possibilidade interessante.

    Também tenho em mente duas possíveis datas de lançamento: 31 de janeiro de 2017 e 7 de setembro de 2017. Como já foi dito que o remake foi feito em homenagem aos 20 anos do jogo e como Dissidia Final Fantasy foi lançado no dia do aniversário de 25 anos da franquia, é provável que a empresa já tenha essa data em mente. É importante lembrar também que possivelmente haverá um tempo considerável entre o lançamento do remake, o lançamento de Final Fantasy XV e o anúncio do possível Final Fantasy XVI, já que não seria vantajoso pra Square que seus produtos compitam entre si.

    O profético texto do anúncio traduz os meus sentimentos para esse jogo perfeitamente: felicidade e medo. Mas confio na Square e nos seus artistas e entendo a necessidade de mudanças. Abraçarei o que quer que esta reunião nos traga. Afinal… não há como sair desse trem antes da linha de chegada, certo?

    Referências

    1. Editores da EDGE magazine, ed. (2003). Edge, Maio 2003.Future plc. pp. 112–113.

    2. Lebowitz, J., & Klug, C. (2011). Interactive storytelling for video games a player-centered approach to creating memorable characters and stories (p. 141~143). Burlington, MA: Focal Press.

    Final Fantasy VII

    Platform: Playstation 4
    351 Players
    51 Check-ins

    0
  • katiucha Katiucha Barcelos
    2013-06-11 01:49:13 -0300 Thumb picture
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    Post by katiucha: Muito divertido assistir a E3 ao vivo, com gente qu

    Muito divertido assistir a E3 ao vivo, com gente que entende sua empolgação. Gritos, palavrões e muita felicidade!
    Aí estamos eu, @felipellins, @andreycout, @raphaelbelmont, @gabrielsousa42, @patrickroberto, @saelind, @mamotromico ... E mais um monte de gente!

    Ah, e quanto aos consoles, claro que nunca há um consenso... OH WAIT!

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    • Micro picture
      mamotromico · almost 6 years ago · 0 pontos

      PS4mind

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      kyvia · almost 6 years ago · 0 pontos

      Photoshoparam a foto de cima...

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      mbomnis · almost 6 years ago · 0 pontos

      Hive Mind bizarra

  • sucodelarangela Angela Caldas
    2013-05-09 18:16:40 -0300 Thumb picture
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    Post by sucodelarangela: FATUROU! http://media.alvanista.com/uploads/timeli

    FATUROU!

    Kingdom Hearts

    Platform: Playstation 2
    6715 Players
    169 Check-ins

    104
    • Micro picture
      harrylee · about 6 years ago · 0 pontos

      kkkkkk

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      sucodelarangela · about 6 years ago · 0 pontos

      @arthureloi115 Eu ri desse teu comentário, auhauahuahuahua,

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      overdrive · about 6 years ago · 0 pontos

      haha, cade os 'haters' pra dizerem que isso é mensagem subliminar da Disney XD

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