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Sound Novel: Banshee’s Last Cry (disponível em inglês)

O gênero Sound Novel não é super popular fora do Japão, ou é, se você considerar Visual Novels, que também são jogos baseados em texto; porém, em Visual Novel, temos muito mais uso de gráficos; onde existem infinidades de personagens, todos desenhados, com mudanças de expressão, diversos cenários, dublagens e cenas cg.

Em Sound Novel, o uso de sons e texto acaba sendo o foco, onde as músicas e sons de ambiente são indispensáveis para criar a atmosfera do jogo. Não que não tenham imagens, elas existem, mas não com a frequência e altos detalhes de um Visual Novel, pois como os próprios nomes já dizem, um é visual e o outro é sonoro.

Na maioria das Sound Novels, os cenários existem, mas os personagens acabam não sendo detalhados como em um Visual Novel. Na maioria das Sound Novel que eu joguei, os personagens tinham apenas suas silhuetas, como se fossem sombras, só que coloridas (azul, vermelho, roxo, etc); e eles não têm expressões faciais, apenas o formato do corpo e cabelo.

Em ambos os gêneros, existe muito texto a ser lido, são como livros interativos.

Aqui vou falar sobre uma das Sound Novel que mais fez sucesso no Japão, a ponto de ter continuações, ports e um remake (que virou um Visual Novel).

Kamaitachi no Yoru (Banshee’s Last Cry) começou no Super Nintendo (Super Famicom, para ser mais exata, já que só lançou no Japão). Gira em torno de dois amigos (um garoto e uma garota), que se hospedaram em um chalé em um lugar repleto de neve, onde as pessoas costumam ir para esquiarem.

O dono do chalé, se não me engano, é tio da garota que acompanha o protagonista até a viagem, e é ela quem o convida. O dono e sua esposa cuidam do chalé e ficam junto de seus hóspedes, que são atraídos ao lugar pela atividade de esqui e a fama que o proprietário tem de cozinhar extremamente bem.

Porém, em uma noite, teve uma névoa tão forte, que não só bloqueou saídas e entradas, como parece impossível e perigoso sair do chalé, fazendo com que todos acabem trancados, esperando que tudo passe.

Os donos e todos os hóspedes , apesar de preocupados, agem com certa tranquilidade perante ao ocorrido, pois não deixa de ser um acontecimento da natureza, que pode afetar lugares com muita neve.

Todos que estão hospedados acabam por curtir a estadia, mesmo sem possibilidade de sair. Acabam conversando entre si, ficando em seus quartos e tomando chocolate quente enquanto esperam o jantar. Tudo parece correr bem, até que um dos hóspedes é encontrado em circunstâncias macabras, fazendo com que todos que estão no chalé fiquem confusos e em pânico.

Um dos maiores pontos fortes de Banshee’s Last Cry é mexer com o medo do desconhecido. Nada pior que um perigo que você não sabe como ele se parece, como age, de onde veio, por onde saiu e o que é: Humano?Monstro? Espírito? Um bicho?

A jogabilidade não é apenas ler e clicar para que a história continue, você deve fazer escolhas e investigar situações, que afetam demais o final e o estado dos hóspedes do chalé; onde tudo pode ir por água abaixo.

O jogo e praticamente todos os seus ports foram lançados apenas em Japonês, e é um parto traduzir, pois leva tempo e muito. 

Remake do jogo para Psvita:

Mas, por sorte de vocês, para quem tem um smartphone, tablet ou um Emulador de Android no Pc (tipo o Nox) consegue o jogo traduzido, pois foi lançada uma versão totalmente em Inglês e com algumas mudanças. 

Ela é menos detalhada visualmente que outras versões, mas ainda assim vale a pena. Infelizmente é um jogo pago, mas vale cada centavo para quem curte o gênero. 

Kamaitachi no Yoru

Platform: SNES
2 Players

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    lukenakama · about 2 months ago · 3 pontos

    As primeiras imagens não saíram.

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    a2 · about 2 months ago · 3 pontos

    uma boa gem do console, outra boa não é sound novel mas é legal tambem é o jogo Radical Dreamers. saiu no serviço de jogos a rádio no addon Satella view.

    É BOM PRA PORRA. ele é considerado prototipo de Chrono Cross e faz parte da historia maior de Chrono Trigger. vale a pena conferir tambem.

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    riki_samejima · about 2 months ago · 2 pontos

    Há uma confusão sobre o que é visual novel e o que não é. E muitas coisas que chamam de visual novel, na verdade não são. Snatcher mesmo não seria um visual novel. A wikipedia japonesa cita ele apenas como "adventure game".
    Jogos como Snatcher, a franquia Famicom Detective club, Portopia e J.B. Harold Murder club seriam "adventures no estilo japonês", que são derivações dos antigos adventures de texto. Por alguma razão, os japoneses resistiram ao uso do mouse em adventures, mas ao invés de se manterem escrevendo as ações no teclado, como nos antigos adventures de texto, eles optaram por dar opções para o jogador escolher.
    O visual novel de verdade vc nem tem inventário(visível ou não) e nem nada, são só conversas, longos textos e um número bem reduzido de ações, como esse jogo aí, por exemplo.
    A diferença entre sound novel e visual novel era só uma questão besta de direitos autorais, pois a Chunsoft patenteou esse gênero, então, os outras devs tiveram que usar o nome de visual novel, mas depois sound novel acabou virando um gênero distinto mesmo, com as particularidades que vc explicou aí.

    9 replies
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