2017-12-29 16:38:31 -0200 2017-12-29 16:38:31 -0200
renanmotta Renan M. Sampaio Motta Featured

POR QUE EU ESTOU JOGANDO ISSO?

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A indústria de jogos é bastante recheada e sempre nos vemos num mar de opções, às vezes perdidos no que escolher para jogar. Mas é claro, isso só acontecerá com o “gamer” verdadeiro. Aquele que está aberto a todas as experiências do mercado, ou à maioria delas.

Agora imagina que você tenha escolhido um jogo e começou a testá-lo. E depois de algumas horas de gameplay, você percebe que a experiência não está satisfatória, seja ela por qual motivo for.

Com esse contexto, a pergunta que mais me fiz esse ano foi: Por que eu estou jogando isso?

Durante toda a parte da minha vida eu tive um comportamento: se começo um jogo, eu tenho que zerá-lo. E pior do que isso, de uns tempos para cá, eu me vi engajado em zerar jogos para apenas cumprir metas. Com isso, gastei muitas horas com jogos que não me divertiam nem um pouco. Que não fariam a menor diferença na minha experiência de jogador.

É como se você se flagelasse e ficasse rindo para os que estão em volta, se enganando de que está gostando daquilo.

Normalmente um jogo se torna maçante por não lhe trazer novos desafios. Por não colocar o jogador na zona do desconforto, fazendo-o ter que aprender novas mecânicas ou encarando novas situações. Dificilmente um jogo se tornará chato porque a história não agrada, mas sim porque seu gameplay se tornou repetitivo, sem criatividade, sem inspiração. Essa é a base de todo game: ser minimamente interessante quanto mecânica, quanto gameplay.

Dentro dessa questão, fica muito presente também a relação entre Experiência de jogo X Tempo de jogo. Não quero me estender nisso, pois farei um artigo somente para esse ponto. Mas, de fato, é uma das questões mais vigentes dentro do problema que estou discutindo aqui. Muitos jogos prolongam seu gameplay e esticam essa experiência até que ela rasgue, não sustente a jogatina. Basicamente é ai que entra a repetitividade sem criatividade.

Então tomei uma decisão que no início fora difícil; largar um jogo. Passei a ter a força de desistir de um produto. É triste quando isso acontece, mas é mais louvável largá-lo a ter que zerar apenas para chegar numa quantidade X de jogos zerados na vida. Até porque esses números não querem dizer nada. Se alguém zerou 100 ou 200 jogos durante a vida, não faz dessa pessoa especial. Obviamente, ela terá bastante bagagem para ter uma boa análise de um produto, mas não é necessário terminar um jogo se ele não está te agradando. Simplesmente jogá-lo já é uma forma de acrescentar bagagem.

Esse ponto da diversão é o mais básico do vídeo game. O jogo tem que te divertir, entreter, e isso se traduz em todos os sentidos. Entreter, por exemplo, pode estar relacionado a consumir um drama pesado que vai te deixar mal, mas que você gostou da experiência; ela te divertiu porque tem um bom roteiro ou suas mecânicas são favoráveis.

Enfim, nós estamos acumulados de jogos para jogarmos e por que é que temos que ficar presos numa experiência enfadonha? Joguem aquilo que lhes agrada, dentro de toda a variedade. E claro, muitas vezes podemos não gostar de algo por não estarmos preparados para o produto. Mas creio que isso seja fácil de se identificar.

Me digam nos comentários algum jogo que lhe irritou bastante, se mostrou desinteressante, mas que você foi guerreiro e o zerou. Diga também se você joga para se divertir ou fica buscando metas, querendo zerar o máximo de jogos possíveis.

The Last of Us

Platform: Playstation 3
11533 Players
1156 Check-ins

64
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    marlonfonseca · over 1 year ago · 6 pontos

    A galera que me conhece sabe que sou um zerador frenético. Mas a minha meta é me tornar um jogador mais completo a cada dia, com novas experiências e variação de estilo, consoles, sagas. Coisa pessoal mesmo. Mas diversão é e sempre será acima de tudo o principal e não me canso de falar isso. Quando vejo que estou extrapolando dos limites eu paro e puxo o freio de mão. Não vejo problema algum em abandonar um jogo por não gostar dele mas ainda não tive a serenidade e maturidade de fazê-lo quando simplesmente por algum motivo não consigo superar um desafio. Fica uma sensação de "derrota" que a vida real já me proporcionou muito e não gosto de experimentar nos jogos (isso até está para virar uma postagem mas numa pegada bem humorada em breve). Mas a parada aqui ainda é pessoal também. Mas cada um experimenta o hobby da forma que melhor se enquadra no seu estilo: há o zerador, o platinador/conquistador, o compleicionalista, o casual, etc. Todos são plenamente aceitáveis e nenhum é superior ao outro. A única regra possível é o de tornar os jogos um hobby saudável e divertido.

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    bohmgahrem · over 1 year ago · 4 pontos

    se eu for fazer uma lista de jogos que abandonei

    pegando o mais recente, Mafia 3..significa que seja por qual experiência o jogo quer passar, ela se tornou linear. um jogo é divertido porque você está aprendendo, você aprende encontrando padrões, se você entende que tudo que há para aprender já foi aprendido, o jogo acabou, por isso jogos de luta perduram tanto, por isso esse novo zelda é um modelo a ser seguido, uma verdadeira aula de design, fazendo a industria entender a real diferença entre puzzle e problema.

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    annalynn · over 1 year ago · 4 pontos

    De um modo geral sempre prefiro finalizar os jogos q eu começo tb, assim como conseguir as conquistas que muitos tem, pois isso me dá a sensação de q estou aproveitando o jogo ao máximo, fazendo tudo q ele pode me proporcionar. Mas de uns tempos pra cá passei a deixar de jogar algum jogo justamente quando ele me causa mais frustração do q diversão. Não me sinto mal com isso, muito pelo contrário, assim posso dedicar meu tempo a jogos q me deixam mais feliz.
    Bom, o único jogo q me ocorre agora q me irritou mas que mesmo assim finalizei é o Schein, um jogo de plataforma com uma ideia até q boa, mas q acabou me deixando de saco cheio, não via a hora de terminar :p

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    jessicagdsantos · over 1 year ago · 4 pontos

    Cara, passei exatamente isso com Gears of War 1. Peguei ele remasterizado e nunca havia jogado nada da franquia. Terminar o jogo foi um parto pq só se resumia em avançar, enfrentar hordas e hordas de inimigos, as mesmas armas ruins de sempre, avançar, esconder, ouvir um pouco da "história" e fica nesse looping infinito. Aí veio a pergunta "pq estou jogando isso? Que coisa sem criatividade" kkkk mas acabei terminando mesmo assim com um certo desconforto e olho torto pra franquia. Agora mesmo comecei a jogar o 4 (por alguns motivos não poderei jogar o 2 e o 3) e até que deu uma melhorada pq mudaram algumas coisas. Embora não tenha gostado do primeiro, é difícil eu começar um jogo e não terminar, talvez seja uma mania ou frescura kkkk mas não gosto de largar não. A única coisa que não faço é ficar me frustrando atrás de conquistas, pq tendo pouco tempo pra jogar, quero me divertir enqto estiver fazendo isso, não me irritar com afazeres mirabolantes haha

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    caramatur · over 1 year ago · 4 pontos

    Nunca continuei jogando algo apenas para terminar. O tempo para jogar já é tão pequeno, não posso utilizá-lo dessa forma...

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    mateuskrm · over 1 year ago · 3 pontos

    Muito bom o artigo.
    Um jogo que eu zerei de saco cheio foi Fable III, achei o primeiro jogo da franquia muito bom mas esse não me desceu, zerei mesmo pq estava sem opções de outros jogos mas confesso que quando eu percebi que tinha finalizado soltei um "GRAÇAS A DEUS"

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    artigos · over 1 year ago · 2 pontos

    Parabéns! Seu artigo virou destaque!

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    rcukierti · over 1 year ago · 2 pontos

    Com o pouco tempo que sobra pra jogar e a biblioteca imensa de jogos hoje em dia não me sacrifico muito por nenhum jogo. Se é pra ser durará, senão... next!

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    chimianopao · over 1 year ago · 2 pontos

    Recentemente abandonei sem dó dark souls e assassins creed 3. Muito jogo na fila pra ficar perdendo tempo com jogo que mais me irrita que diverte.

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    jhunvallim · over 1 year ago · 2 pontos

    Concordo plenamente com o ato de abandonar um game que não está agradando. Este ano eu abandonei vários. Um dos que eu fiquei mais cabreio foi o Dishonored (versão do PS3) pois todos os meus amigos diziam que era bom mas eu não gostei mesmo. Outra coisa que abandonei foi jogar games apenas pela platina. Já estou com 33 anos, casado e cheio de responsabilidades. Se eu não souber aproveitar bem o meu tempo de jogatina, acabo não jogando nada. E olha que tenho jogos acumulados aos montes.
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    Parabéns pelo artigo.

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    rafaelssn · over 1 year ago · 2 pontos

    Só jogo por metas quando zero o jogo, antes disso é sempre por diversão, curtindo a história, aprendendo, bem de boa... Eu sou aquele tipo de gamer que gosta de quase tudo, RPGs em turnos é o que menos curto, mas sempre procuro jogar pois tem franquias que curto/tenho curiosidade de conhecer.

    Também sempre costumo zerar os jogos quando começo, 100% ou não, mas ainda não tive o desfortúnio de começar um jogo que eu acabasse odiando depois (é mais fácil eu acabar gostando dele, pois é isso o que acontece na maioria das vezes) porque eu sempre estou a procura de jogos que quero jogar, sei que curto ou tenho uma curiosidade por ele, pois já joguei vários jogos medianos e tem uma opinião bem positiva sobre eles em relação à sites especializados.

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    kadudias · over 1 year ago · 2 pontos

    Eu também pensava assim como você, em começar um jogo e ir até o final. Mas vi que isso não me divertia tanto quanto jogar os jogos que me davam vontade. Vários jogos eu abandonei por essa causa, dentre eles o tão aclamado The Last Of Us (isso mesmo!), vi que o jogo era ótimo, gráficos lindos e boa história, porém não é um tipo de gameplay que me agrada muito. Dentre outros, prefiro jogar o que me dá na telha, sem pressa e sem traçar metas, somente diversão!

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    anzell · over 1 year ago · 2 pontos

    Dois jogos que eu forcei muito o zeramento foi o Killzone: Shadow Fall.
    Foi o primeiro jogo da franquia que eu joguei (e até agora único), eu sei que tem muita gente que gosta, mas depois da primeira hora de jogo, eu não sentia mais aquela vontade de jogar, engatei o piloto automático e zerei ele bem rápido até (na mesma semana que comecei a jogar, pelo tempo que disponho é um grande feito).

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    hizaki · over 1 year ago · 2 pontos

    Passei por uma experiência parecida, havia adquirido algum tempo por troca o game Lost Planet 2, porém não havia jogado, primeiro por pouco tempo disponível e segundo pro causa do Dark Souls 2. Mas ontem dei uma chance ao game, porém a experiência que tive não me agradou, por isso larguei o jogo de mão.

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