renan_de_souza

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  • renan_de_souza Renan de Souza
    2017-12-19 18:17:48 -0200 Thumb picture

    Quanto eu gastei com jogos em 2017?

    Inspirado numa postagem do @lucas_rocha_9803 decidi fazer o balanço de 2017 para ver quanto eu gastei com jogos neste ano. A conta vai ser confusa, visto que esse ano adquiri mais de 80 jogos novos, porém muitos destes foram de graça na Steam/GOG, então não contarei estes pois não paguei nada. Contarei apenas aqueles que eu paguei e farei uma conta para o valor do jogo em si, e o que paguei de frete. Alguns destes jogos eu acabei até revendendo porque eu já tinha repetido, então isso também entrará em conta. Além de jogos, ainda comprei alguns consoles novos, mas não incluirei aqui para não tornar a lista ainda mais complicada. Pois bem, num ano excelente para colecionar PS3, eis minha lista com exatos 50 jogos (que paguei):

    Delta Force (PC) - R$ 14,90 (frete R$ 9,90)

    Tomb Raider III: The Lost Artifact (PC) - R$ 15 (frete R$ 9,90)

    Tomb Raider: Anniversary (PC) - R$ 9,90 (frete R$ 7,30)

    Legacy of Kain: Soul Reaver (PC) - R$ 10 (frete R$ 8)

    Tomb Raider: Unfinished Business (PC) - R$ 39 (frete grátis)

    Tomb Raider II: The Golden Mask (PC) - R$ 24,90 (frete grátis)

    Midway Arcade Origins (PS3) - R$ 13 (frete R$ 11,90)

    Worms Collection (PS3) - R$ 35 (frete R$ 9,90)

    Need for Speed: Pro Street (PS3) - R$ 15 (frete R$ 10,90)

    Need for Speed: Shift (PS3) - R$ 20 (frete R$ 11,90)

    Need for Speed: Shift 2 Unleashed (PS3) - R$ 20 (frete R$ 11,90)

    Dead Space 2 (PS3) - R$ 20 (frete R$ 9,90)

    Virtua Fighter 5 (PS3) - R$ 20 (frete R$ 11,90)

    Skate 2 (PS3) - R$ 35 (frete grátis)

    Deadly Premonition (PS3) - R$ 20 (frete R$ 10,90)

    Lollipop Chainsaw (PS3) - R$ 25 (frete R$ 12,90)

    Dead Space 3 (PS3) - R$ 25 (frete R$ 12,90)

    Soul Calibur V (PS3) - R$ 27 (frete R$ 10)

    No More Heroes: Heroes' Paradise (PS3) - R$ 35,90 (frete grátis)

    Mortal Kombat: Komplete Edition (PS3) - R$ 20 (frete R$ 11,90)

    Resident Evil: Operation Raccoon City (PS3)*

    Super Street Fighter IV (PS3) - R$ 15 (frete grátis)*

    E ainda tem aqueles que comprei em pacotes, então foi um valor por tudo (nada definido por item) e que contava com um frete só, como:

    Driver: San Francisco (PS3)

    Need for Speed: The Run (PS3)

    R$ 40 (frete R$ 14,90)

    Mirror's Edge (PS3)

    Hitman Absolution (PS3)

    R$ 40 (frete R$ 12,90)

    Dead Space (PS3)

    Condemned 2: Bloodshot (PS3)

    R$ 55 (frete R$ 11,90)

    Soul Calibur II (PS2)

    Tekken 4 (PS2)

    Tekken Tag Tournament (PS2)

    R$ 86,70 (frete R$ 7)

    Harry Potter e a Pedra Filosofal (PC)

    Harry Potter e a Câmara Secreta (PC)

    Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban (PC)

    R$ 35 (frete R$ 13,90)

    Tomb Raider: Starring Lara Croft (N-Gage)

    Puyo Pop (N-Gage)

    Moto GP (N-Gage)

    Half-Life (PC)

    Smuggler's Run (PS2)

    R$ 70 (frete R$ 9,90)

    Resistance: Fall of Man (PS3)

    Resistance 2 (PS3)

    Resistance 3 (PS3)

    The Fight: Light's Out (PS3)

    3D Dot Game Heroes (PS3)

    Namco Shooting Collection (PS3)

    Uncharted 3: Drake's Deception (PS3)

    Bioshock (PS3)

    Bioshock 2 (PS3)

    Bioshock: Infinite (PS3)

    Top Spin 4 (PS3)

    R$ 230 (frete R$ 27,80)

    Então, se for para ser simples, eu gastei nesse ano R$ 986,30 só com jogos, e mais R$ 270,30 só com frete, totalizando R$ 1256,60 nesses 50 títulos. Porém, é aí que as coisas começam a ficar complicadas, pois muitos destes jogos eram repetidos, e comprei para vender ou trocar. Esse último grande pacote eu comprei só por causa do 3D Dot Game Heroes, por exemplo, que geralmente custa quase esse preço, então comprei tudo por apenas um jogo e o restante eu vendi ou troquei por algo do meu interesse.

    Se eu descontar que a trilogia Resistance eu vendi a R$ 75, The Fight: Light's Out por R$ 15, Top Spin 4 por R$ 25, Uncharted 3: Drake's Deception (repetido) troquei por Resident Evil: Operation Raccoon City, Namco Shooting Collection e Super Street Fighter IV troquei por Bioshock 2 e Bioshock Infinite e que, por conta disso, ainda tenho os três Bioshocks e o Dead Space 3 para vender aqui (R$ 120 por tudo), isso ajuda a diminuir o valor um pouco.

    Isso tudo faria o meu gasto (bruto) cair para R$ 750 (R$ 1020 com frete). Ainda é muito, mas considerando que foram por volta de 50 jogos, cada um sairia em uma média de R$ 15 cada (ou R$ 20, já com frete). Nada mal. Se for somar os consoles que comprei e, posteriormente, revendi (obtendo lucro), o meu gasto com videogames esse ano cairia para uns R$ 500. Pouca coisa considerando a quantidade de jogos novos + consoles novos que ainda mantive.

    2
  • renan_de_souza Renan de Souza
    2017-06-18 20:19:39 -0300 Thumb picture

    Jogos de PS3 (Venda ou Troca)

    Estou pondo a venda esses quatro jogos de PS3 da minha coleção. Também pode realizar troca, caso alguém tenha algum jogo que me interesse desta lista aqui (qualquer plataforma vale). No caso de troca, sou da Zona Oeste do RJ, para quem quiser marcar um local para trocarmos. No caso de venda, os preços são os seguintes (mais frete por conta do comprador):

    Bioshock 1 - R$ 35

    Bioshock 2 - R$ 35

    Bioshock: Infinite - R$ 40

    Dead Space 3 - R$ 40

    Eu tenho preferência por vender a trilogia Bioshock de uma só vez. Então, para isso, eu posso fazer os três jogos por R$ 90, pagando apenas um frete, claro. E se o comprador quiser levar os quatro de uma vez, faço por R$ 120, mais apenas um frete. Quem tiver interesse, posso criar anúncios no Mercado Livre para facilitar o seu pagamento. O frete para apenas um jogo é de R$ 10 para qualquer lugar do Brasil. De dois ou mais, prefiro mandar por Mercado Envios, por segurança. Para quem quiser mais detalhes, falarei de cada jogo individualmente a seguir:

    Bioshock 1 (versão Greatest Hits) - Tudo completo e em perfeito estado.

    Bioshock 2 - Tudo completo e em perfeito estado. A case de plástico tem um pequeno quebrado no meio, como pode ser visto na foto, mas nada que não possa ser trocado, ou muito menos que interfira no funcionamento do jogo.

    Bioshock: Infinite - Case, capa e disco em perfeito estado. Não possui manual.

    Dead Space 3 - Completo e funcionando perfeitamente. Vai com o manual (se dá para chamar aquela coisa da EA de "manual", né rsrs) e os vouchers de DLCs. A capa possui marcas de água, mas nada que atrapalhe.

    Para quem ainda tiver receio de comprar comigo, eu já fiz vendas de alguns jogos aqui no Alvanista para o @bulwordy e o @rathmabrasilidade (se eu estiver incomodando marcando vocês, por favor, me avisem que eu retiro a menção de vocês no post :/).

    Enfim, quaisquer dúvidas que tenham sobrado, não hesitem em perguntar! :D

    @trocavenda

    BioShock

    Plataforma: Playstation 3
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    9
  • renan_de_souza Renan de Souza
    2016-06-08 23:34:48 -0300 Thumb picture
    renan_de_souza fez um check-in em:
    <p>Há pouco, finalizei este jogo, numa boa jogatina - Alvanista
    Gone Home

    Plataforma: Playstation 4
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    Há pouco, finalizei este jogo, numa boa jogatina que levou exatas 3 horas. A história é bem interessante, porém tudo que eu e meu primo fomos prevendo, de fato acontecia. Para o meu primeiro "walking simulator", a experiência foi relativamente positiva. Só que assim como em outros jogos, eu preferia que a protagonista não falasse nada e deixasse que meus pensamentos juntassem as peças que compõem o enredo. Ainda mais porque ela aparecia só para falar o óbvio, e o que a gente já tinha descoberto ou imaginado. Na minha opinião, não vale uma compra, mas estando de graça na PlayStation Plus, recomendo muito que baixem! Só acho que isso poderia muito bem ser um livro ou um filme, que não haveria perda alguma, já que a interação é bem baixa.

    2
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      lucas_rocha_9803 · mais de 2 anos atrás · 2 pontos

      Quando será que o Netflix vai botar este filme? :v

  • renan_de_souza Renan de Souza
    2016-02-08 20:33:54 -0200 Thumb picture

    Desafio Troll come Save

    Inspirado em uma postagem do @jokenpo e em um comentário do @dantedias, desafio proposto pelo @roberto_monteiro

    O negócio é: compartilhe o save que você perdeu que mais doeu.

    --------------------------------------------------------------------------------------

    Preparando o terreno para o caos

    Certo dia em janeiro de 2004, por volta dos meus 11 anos, eu estava na casa do meu primo @lucas_rocha_9803 passando as férias de início de ano, como sempre. Eu que mais de um ano antes, em julho de 2002, na casa de um outro primo, havia descoberto o PlayStation e a série Resident Evil, estava apaixonado pelo gênero de terror em games.

    Em junho de 2003, este meu primo também adquire um PlayStation. Eis que nessa visita, eu me deparo com uma caixa de sapatos no alto do armário dele repleta de jogos de PS1 que eu ainda não havia jogado. A maioria estava lá porque o disco não funcionava, mas dentre eles estava um jogo que me chamou a atenção unicamente pela capa; Silent Hill.

    Eu não sei se eu já tinha ouvido falar do jogo, ou se o nome me atraiu, mas ele tinha toda a cara de ser um jogo de terror, para mim. Eu queria testar aquele jogo, mas... eu não tinha um PlayStation. Como o meu primo vinha me visitar praticamente todos os sábados do ano, essa era a minha oportunidade de jogar aquele jogo.

    Inicialmente eu não entendia por que o jogo estava nessa caixa, já que ele rodava sem problemas no PS1, diferente dos outros jogos que lá estavam. Então meu primo me explicou que ele estava lá porque ele não havia conseguido passar da primeira porta do jogo. Pois é, a primeira. E isso por um motivo bem peculiar.

    Como nós estávamos acostumados a jogar Driver 2, o botão para abrir a porta dos carros naquele jogo era cima e triângulo. Por conta disso, quando meu primo viu a primeira porta, o que ele fez? Apertou cima e triângulo. Obviamente a porta não abriu, pois o botão de ação em SH era o X, e aí após tanto tentar sem conseguir nem abrir a primeira porta, ele desistiu do jogo. E por causa dessa curiosidade impressionante é que ele ficou jogado de lado, o que me deu a chance de jogar por conta própria.

    Pois bem, durante todo o ano de 2004, eu jogava SH por cerca de 1h por semana. Eu não jogava pouco tempo apenas porque era o que eu tinha disponível, mas também porque era um jogo que me dava medo demais, e que boa parte desse tempo eu gastava ou sem saber o que fazer, ou me "escondendo" dos monstros numa sala segura.

    Há males que vem para o bem

    Em outubro de 2004, quando meu primo e eu estávamos jogando Beyblade em meio a uma tempestade, de repente falta luz. Após a luz piscar e voltar, nós ligamos novamente o console para poder continuar o jogo. Porém, nada do leitor ler o disco. O PlayStation do meu primo era o primeiríssimo modelo, o SCPH-1001, conhecido não só por ter a melhor qualidade de áudio entre todos, mas também por ter o pior leitor.

    Não entrarei em detalhes neste texto, mas vários motivos fazem dele o menos confiável dentre todas as revisões do PS1. O meu primo já era o segundo dono do console, no mínimo, e o antigo dono, o vizinho dele, já havia trocado o leitor ao menos uma vez. E o meu primo, em pouco mais de um ano de console, já havia trocado-o mais duas vezes, pelo menos.

    A gota d'água foi nesse dia do Beyblade. Ou ele trocava pela terceira vez, o que era caro, ou comprava um console novo. Então ele adquiriu um PSone e deixou o PS1 Fat encostado. Até que em janeiro de 2005, quando minha mãe e minha irmã visitaram a casa dos meus tios, o meu primo decide me dar aquele PS1 que não lia mais discos.

    Tive uma grata surpresa quando elas chegaram em casa com o console que, embora precisasse de mais uma troca de leitor, já veio junto com alguns jogos que meu primo não jogava mais, ou que eu sempre pedia emprestado. Dentre eles, o Silent Hill 1, que eu nunca havia terminado até então.

    Sem demorar muito, eu levo o meu PS1 para trocar o leitor e aproveito para comprar alguns jogos que a muito tempo queria jogar, como Tony Hawk's Pro Skater 3. Como eu ficava jogando ele e nunca terminava porque não tinha como salvar, eu compro um memory card qualquer no camelô, mesmo morrendo de medo da qualidade dele ser questionável, por ser um memory card pirata.

    O começo do fim

    Esse novo leitor estava tão bom que até mesmo alguns daqueles jogos daquela caixa de sapatos estavam entrando dessa vez, mesmo que raramente. E aí, de pouco a pouco cada noite, eu começo a jogar Silent Hill novamente. Um jogo que eu não havia ido muito longe não só pelo pouco tempo de jogo, mas também pela minha incapacidade de entender inglês, e também pela minha burrice para decifrar os puzzles.

    Agora, com um péssimo detonado em mãos, porcamente traduzido do inglês para português, sem fotos e faltando itens importantes para prosseguir no jogo, eu finalmente comecei a jogar SH1 de verdade. Mesmo que muitas vezes eu levava minutos até criar a coragem de apertar o botão power para sequer começar o jogo, de pouco a pouco eu ia avançando na história.

    Dessa vez, o medo era ainda maior porque não só eu estava jogando a noite, como também estava jogando sozinho, sem a presença do meu primo ao meu lado. Com isso, eu levei meses e mais meses até passar da escola e chegar até o hospital, que era facilmente a coisa mais assustadora que eu já havia enfrentado num jogo na vida.

    Nesse meio tempo, eu tive de trocar de leitor mais uma vez (é a quinta só naquele console, caso tenha perdido a conta) para continuar o jogo. Ao mesmo tempo, eu estava jogando outro jogo dificílimo de zerar: Yu-Gi-Oh! Forbidden Memories. Ele era complicado não só porque as regras eram confusas e diferentes do jogo real, que eu já estava acostumado, mas como alguns duelos eram puramente injustos contra o jogador.

    Por várias vezes eu chegava até o último chefe do jogo, mas os duelos eram tão apelões, que os quesitos para derrotá-lo necessitavam não só de muito entendimento, como também uma boa dose de sorte. Cada tentativa, além de levar horas, era sempre muito frustrante no final.

    E aí que chega o ponto principal deste texto: lá pelo final de 2005, com o meu memory card já praticamente cheio, eu tive de comprar um segundo memory card. Pensei até em usá-lo inicialmente como backup dos meus saves mais importantes do memory card principal, mas julguei não ser necessário.

    E foi aí que num determinado dia, quando ligo o meu console para tentar (ênfase em tentar) avançar no Silent Hill, percebo que o jogo não está me dando a opção de carregar o meu save. Eu penso ser um mal-contato e movo o memory card, mas nada acontece. Tento outro jogo, e nada. Começa a me bater o desespero, eu não podia ter perdido tudo que levei um ano para conseguir.

    Coloco o Yu-Gi-Oh! e o que eu mais temia havia acontecido: nenhum save. Entro na "dashboard" do PlayStation, acesso o meu memory card e nada. Tudo havia sido apagado, sem a menor explicação. Perdi o meu save do Silent Hill com horas e horas de progresso, que eu covardemente havia conseguido após meses, perdi o meu save do Yu-Gi-Oh! Forbidden Memories que estava pertíssimo do final e levei o ano inteiro para montar um baralho forte.

    Perdi o save do Tony Hawk's Pro Skater 2 que eu havia zerado 100% com absolutamente todos os skatistas (quem fez, sabe que leva horas para fazer 100% com cada um, então multiplique isso pelos mais de uma dúzia de skatistas que o jogo oferecia, e veja quanto do meu tempo foi jogado no lixo).

    Perdi save do THPS3 100%, do primeiro Need for Speed 100%, e de tantos outros jogos que nem consigo mais me lembrar. Mas nenhum deles pesou tanto quanto SH1 e Yu-Gi-Oh!, por tudo que eu havia passado e enfrentado em cada um desses jogos.

    Ao ter essa realização de que tudo que eu fiz já era, eu comecei a chorar copiosamente. Hoje vejo o quão idiota foi isso, mas pensando com a minha cabeça de 12 anos novamente, eu até consigo entender o meu nível de frustração na hora, e o quão triste eu fiquei.

    O desfecho

    O destino de cada um destes itens foi diferente: após eu ganhar o meu PS2 em novembro de 2006, eu achei que não havia mais necessidade de ter um PS1. Eu ia vender o meu PS1, mas... advinha: ele queimou o leitor pela sexta vez no exato dia que a minha mãe levou o console para o comprador. Como o comprador obviamente desistiu de comprar, eu acabei dando o videogame para um menino da minha rua que não tinha videogame.

    Quando o meu primo ganhou o PS2 dele em janeiro de 2007, ele também decidiu dar o PSone dele com alguns jogos para um outro menino. Eu aproveitei e dei alguns dos meus jogos que eu havia comprado também, incluindo o Yu-Gi-Oh! Forbidden Memories, que desde aquele fatídico dia, eu nunca mais havia jogado e, até hoje, nunca mais joguei, sequer jamais terminei.

    Em junho de 2007, durante as férias de meio de ano que passei na casa desse primo, eu zerei o SH2 e, com isso, tive vontade de voltar e rejogar o SH1. Dessa vez, em julho de 2007, eu finalmente zerei e pude encerrar aquela "macumba" que havia me acontecido com este jogo anos antes. Obviamente, dessa vez, eu usei o meu segundo memory card, já que o primeiro eu havia "aposentado".

    Eu tentei voltar a usar aquele memory card em 2008, e ele até salvava algumas coisas, mas após desligar o console, ele perdia tudo que estava salvo novamente. Dessa vez, como foi apenas um teste, nada de importante foi perdido.

    Eu me desfiz dele há dois anos, quando o vendi no Mercado Livre por meros R$ 10. O mais surpreendente foi que alguém quis comprar um memory card que não salvava nada, e o comprador nem reclamou quando recebeu o produto, mas... cada um com seu cada um.

    Lição aprendida

    E é isso. Essa é a minha história mais "dolorosa" de perda de save. Eu já tive outras, como um save do RE4 ter corrompido no PS2 com mais algum outro jogo que não lembro, mas nesse caso não foi problema, pois eram jogos que eu já havia terminado. Também perdi recentemente o meu save de Shadow Man, Cruis'n USA e Mario Tennis no Nintendo 64, mas também não foi uma grande perda, até porque o Shadow Man eu havia acabado de terminar.

    Essa história toda ao menos me fez aprender uma lição de vida muito importante: sempre faça backup dos seus arquivos importantes, porque nada está a salvo, e nada jamais durará para sempre.

    E quanto ao Silent Hill 1... Pois é, digamos que até hoje, após esses mais de 10 anos, eu nunca devolvi ao meu primo esse joguei que peguei "emprestado" rs.

    Silent Hill

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      jokenpo · 3 anos atrás · 2 pontos

      Essa foi bem triste viu :(
      Um ano jogando o jogo e depois perde o save...

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      dantedias · 3 anos atrás · 2 pontos

      Triste, meu jogo favorito silent hill, sobre Yu-Gi-Oh eu também perdi o meu save, mas graças a Deus meu amigo tinha o backup com todas as minhas cartas.
      Excelente texto

      2 respostas
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      smoothpoffin · 3 anos atrás · 2 pontos

      Eu tenho uma maldição com a franquia Zelda inteira para perder save. Já perdi 3 em OOT (um perto do final, outro no meio, outro bem no início), um em wind waker no finalzinho (pegando os pedaços da triforce) e outro em Twilight Princess lá pela metade~fim.

      1 resposta
  • renan_de_souza Renan de Souza
    2016-01-05 19:21:22 -0200 Thumb picture

    Side Crawler - Divagando #1

    E aqui está, o meu primeiro vídeo no canal novo. Ele é uma adaptação audiovisual do meu primeiro artigo autoral aqui no Alvanista. Tendo isso em mente, há de se destacar que o que foi dito nele está parcialmente desatualizado, pois ele foi escrito em uma época onde o Revelations 2 ainda não havia sido lançado. Por conta disso, alguns pontos foram alterados desde então, mas a minha opinião geral continua a mesma, agora que tive a oportunidade de jogar o jogo em sua versão final.

    Gostaria também de pedir àqueles que forem assistir que comentem aqui, ou preferivelmente na área de comentários do vídeo em si, críticas e sugestões sobre o que você acha que deve melhorar para o vídeo seguinte. Como esse foi o meu primeiro vídeo nesse estilo, ainda há muito o que pode ser aperfeiçoado para conteúdos futuros.

    PS1: Eu sei que a minha narração é bem fraca, quase robótica. Vou tentar me soltar mais nas próximas;

    PS2: Sei que minha voz é péssima. Dá nervoso de ouvir eu falar;

    PS3: O áudio do meu microfone é bem ruim, mas esse é o melhor que posso fazer com um microfone de R$ 10 comprado em 2006;

    PS4: Não tenho, mas quem quiser comprar um para mim, eu aceito! :D

    Resident Evil: Revelations 2

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      jclove · 3 anos atrás · 2 pontos

      Ficou muito bom. Sua voz não é (tão) ruim assim rapaz!hehe
      A edição tá legal com as cenas ilustrando o que está sendo explanado no momento. Só discordo de que ter os itens escondidos no cenário era legal...Em Resident e SH a maioria dos itens tinha certo destaque na tela por serem texturizados em tempo real, só Siren que era perverso pra cacete e deixava tudo invisível.U_U
      E ai, curtiu o revelations?

      5 respostas
  • renan_de_souza Renan de Souza
    2016-01-04 21:45:39 -0200 Thumb picture

    Side Crawler (prévia do primeiro vídeo)

    Medium 227085 3309110367

    Finalmente! Após quatro dias seguidos, horas e mais horas todos os dias, finalmente o primeiro vídeo está pronto... ou quase. Agora só preciso esperar até 2017, a previsão de quando vai terminar de renderizar.

    Resident Evil: Revelations 2

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  • renan_de_souza Renan de Souza
    2016-01-01 18:23:51 -0200 Thumb picture

    Side Crawler (canal novo no YouTube)

    Ano novo, objetivos novos.

    Para começar 2016, eu decidi criar um canal de games no YouTube (uau, que inovador). Isso é algo que eu já vinha pensando a mais de um ano, mas só agora irei me dedicar de verdade a ele.

    Tenho conta no YouTube desde o início de 2006, quando o site tinha apenas meses de vida, mas nunca levei esse canal pessoal muito a sério (esse é o canal, para quem tiver interesse).

    Então, agora criei uma nova conta onde tratarei discussões sobre diversos temas referentes a videogames (sorry, sem gameplays de Minecraft :/). E o nome do canal é Side Crawler (um beijo para quem entendeu a referência).

    No momento que escrevo este texto, ainda não tem vídeos no canal, mas inicialmente a ideia é adaptar os meus dois primeiros textos (Divagando #1Divagando #2) publicados aqui no Alvanista em formato de vídeo, apenas para "testar a água".

    Para terem uma ideia de como será o conteúdo do canal, recomendo que vejam os canais Satchbag's GoodsMatthewmatosisSuper Bunnyhop e até Every Frame a Painting (só que voltado a games, obviamente).

    Depois, pretendo continuar com conteúdos exclusivos lá, mas sem deixar de criar textos autorais aqui no Alvanista (até porque amo escrever, e esperar um vídeo renderizar é um saco).

    Então o melhor a se fazer para quem quer acompanhar tudo meu é me seguir aqui no Alvanista para os conteúdos em texto e se inscrever no meu canal (momento daquelas mendigagens que vemos por aí, que não farei nos meus vídeos) para quem quiser assistir os vídeos assim que eles forem saindo.

    O primeiro já deve sair nos próximos dias (PC da Xuxa é assim, depende de quando ele vai terminar o render sem explodir) e assim que ficar no ar, avisarei. Por enquanto é só (aquele momento quando você não sabe como terminar um texto...).

    Resident Evil: Revelations 2

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      jclove · 3 anos atrás · 2 pontos

      Puxa, vou acompanhar. Seus vídeos do Siren me salvaram muitas vezes (mesmo assim arreguei e nã terminei U_U ) hehe

      3 respostas
  • renan_de_souza Renan de Souza
    2015-05-20 22:43:55 -0300 Thumb picture
    <p>Por conta de todos os problemas que vêm acontece - Alvanista

    Por conta de todos os problemas que vêm acontecendo na UFRJ ultimamente, eis que minha amiga (que estuda lá) me manda a seguinte foto:

    Hahaha! Porque BR é BR. :3

    Detalhe que ainda "restam" dois Bulbassauros e um Squirtle. Ou seja, todos os Charmanders já foram escolhidos. Provando mais uma vez qual a escolha certa a se fazer. :D

    Pokemon Y

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      pokemon_niilista · quase 4 anos atrás · -1 pontos

      Tolo daquele que pensa ter escolhas. Feliz daquele que escolhe entre três opções que não existem.

      Pokémon: um pedaço de papel não te previne de ser esfaqueado. Cuspa em seu agressor, queime seu dinheiro, deixe a lâmina penetrar no que restou e aproveite a viagem.

  • renan_de_souza Renan de Souza
    2015-05-01 17:02:57 -0300 Thumb picture

    [Divagando #2] A saturação do mercado ao longo dos anos

    Medium 3061338 featured image

    ou (estamos fartos de first person shooters?)

    Durante a era 16-bits, o gênero que reinava absoluto era o de jogos de plataforma em 2D side-scroller. Embora tivéssemos nossas garantias de bons jogos, como Super Mario World, Sonic the Hedgehog e Donkey Kong Country, sempre havia aqueles que tentavam apenas pegar carona no sucesso, como Aero the Acro-Bat, Bubsy e tantos outros.

    O começo de uma nova era

    Com a popularização dos jogos em 3D durante a geração 32/64-bits, estas mesmas séries tentaram se adaptar à nova dimensão. Algumas franquias conseguiram manter a mesma fórmula, como é o caso de Mario e Donkey Kong, enquanto outras simplesmente se perderam na transição, como Sonic, Castlevania e Mega Man (não irei citar Bubsy 3D, porque este já era ruim mesmo com duas dimensões).

    Por conta da quase “obrigação” de utilizar o novo hardware, o número de jogos de plataforma em 2D diminuiu vertiginosamente em apenas uma geração. Graças a isso, excelentes jogos acabaram sendo esquecidos e até negligenciados, como Mischief Makers, ou sequer lançados fora do Japão, como Hermie Hopperhead: Scrap Panic e The Adventure of Little Ralph.

    Quando um jogo de plataforma era lançado, no início ainda não se tinha ideia de como trabalhá-lo no ambiente em três dimensões, como podemos ver em Jumping Flash! (e suas duas sequências). Por conta disso, começamos a ver cada vez mais os famigerados “2.5D”, como Bug!, Pandemonium!/Magical Hoppers e Tomba!, cada um tendo apenas uma sequência.

    Embora Tomba! hoje tenha virado um cult classic “raro”, algumas séries contemporâneas ao menos tiveram mais sorte, como é o caso de Klonoa. De qualquer forma, é inegável que o foco agora era em séries como Banjo-Kazooie, os populares collect-a-thons. Por mais que a Rareware tenha feito alguns dos melhores jogos durante aquela geração, ela também foi a responsável por desgastar muito rápido o gênero, culminando no jogo com a maior quantidade de itens para se colecionar; Donkey Kong 64.

    E assim, em apenas questão de anos, jogos de plataforma deixaram de ser o foco da indústria, tal qual os jogos de luta também foram durante os anos 90. Ainda tivemos o ótimo Conker's Bad Fur Day, que infelizmente não vendeu tanto quanto deveria por uma combinação das pessoas estarem cansadas de “mais do mesmo” (jogos coloridos com animais como protagonistas, que inclusive foi o motivo da mudança drástica de Conker's Quest/Twelve Tales: Conker 64 para o que conhecemos hoje como CBFD) e a própria Nintendo não dando muito suporte no marketing para promover o jogo, por ser um título para adultos, algo incomum para o perfil da empresa.

    Depois disso ainda tivemos até algumas grandes tentativas no gênero, como o primeiro jogo da série Jak and Daxter (este inspirado em Super Mario 64), mas o foco da indústria já havia mudado para jogos mais rápidos, jogos com mais ação (influência vista em jogos de até outros gêneros, como o survival horror, com Resident Evil 4 e demais títulos que vieram após o sucesso deste).

    Talvez se a Rare continuasse a trabalhar para a Nintendo, este gênero não teria morrido, ou talvez se o remake de Conker, Live & Reloaded, não tivesse saído para Xbox, console este cujo público alvo claramente não era o mesmo que compraria este tipo de jogo na Nintendo, ou talvez uma junção da tamanha censura (irônica para um jogo que se chamaria “Live and Uncut”) com um timing ruim para o lançamento deste jogo. Talvez a hora desse tipo de jogo no mercado já havia passado. Talvez.

    Um novo foco para a indústria

    Anos se passaram, cada vez mais jogos de ação sendo lançados numa mídia com uma faixa etária cada vez mais velha. Os jogos começaram a ficar mais “sérios”, mais “cinematográficos”. Cada vez com menos trechos de jogabilidade, mais “de massa” e, com isso, cada vez insultando mais e mais a inteligência do jogador (mas isso é assunto para outro dia).

    Uma combinação de fatores fez com que séries como Call of Duty e Battlefield chegassem à patamares nunca antes vistos. Mais pessoas comprando levou a mais jogos sendo lançados. Com isso, não só houve a péssima “anualização”, como também outras empresas tentaram pegar uma parcela desse mercado lançando os seus próprios FPS.

    As pessoas continuavam comprando e as empresas continuavam lançando. E daí que o jogo não é bom? E daí se ele não traz nenhuma inovação? E daí que ele é exatamente o mesmo jogo do ano passado? E daí que o modo single player é cheio de clichês e não dura mais do que umas 4 horas? Ou mais alguém aqui joga os jogos apenas pelo modo história? Só eu? Espero que não.

    Porque o que parece que importa agora são outras questões. O multiplayer é bom? O jogo continuará sendo “atualizado” com DLCs abusivos de mapas e armas constantemente? Então já vale a compra. Isso pode estar parecendo um ataque aos FPSs modernos, mas na verdade é apenas uma crítica à falta de interesse por novidades de tanto as desenvolvedoras quanto o próprio público. E não os culpo pela falta de inovação, hoje em dia é muito mais arriscado apostar numa ideia nova que pode não vingar e acabar afundando a companhia em prejuízos, devido ao custo de produção dos jogos também ter aumentado.

    Embora o gênero em si não seja algo que me cative, eu não tenho nada a reclamar com quem gosta desse tipo de jogo. Eu mesmo passei ótimos momentos jogando Doom, Quake, GoldenEye 007, Delta Force, XIII e Black. Também não tenho nada contra a perspectiva em si, já que tenho bastante apreço a jogos como System Shock, Half-Life e Echo Night (embora sim, eu prefira jogos em terceira pessoa).

    O objetivo deste texto nunca foi dizer a você que você “não pode” gostar de FPSs, ou dizer que se você comprar o seu COD todo ano está “estragando” a indústria dos videogames. O objetivo deste texto sempre foi o de mostrar como certas coisas nunca morrem. De fato, era para este artigo ter saído há alguns meses, mas ele foi posto “em espera” para poder coincidir com um jogo que irei falar em alguns parágrafos mais a frente.

    Quem precisa de publishers?

    De alguns anos para cá, os chamados jogos independentes têm trazido de volta o charme de se jogar um jogo de plataforma 2D, especialmente aqueles com temáticas visuais em 8-bits. Esse interesse dos jogadores por jogos nesse estilo fez as grandes publishers perceberem que sim, ainda existe público querendo este tipo de jogo.

    E isso acabou proporcionando com que até os nomes mais prestigiados da indústria decidissem seguir esse caminho “indie”. Provavelmente o primeiro grande nome a conseguir financiar o seu projeto coletivamente foi Tim Schafer, com o seu Broken Age, um adventure, estilo que também podia se dizer estar morto.

    Depois disso tivemos outros projetos tão bem sucedidos quanto, como Mighty No. 9, de Keiji Inafune. Projeto este que veio na melhor hora, após quatro Mega Mans cancelados, e fãs implorando por mais um jogo da série. Por conta disso, é possível ver que apostar em novas ideias, enquanto ainda mantém a qualidade de outrora é um tiro certo.

    Eu mesmo sempre tive uma lista de jogos que eu gostaria de voltar a ver, e pouco a pouco eles parecem estar se tornando realidade, como Monster Boy and the Wizard of Booze, um projeto do criador de Wonder Boy/Monster World, Ryuichi Nishizawa, que começou como outro jogo no Kickstarter, ganhou popularidade, adquiriu uma publisher e hoje serve como um “sucessor espiritual” da antiga série (acostume-se, você ainda irá ler mais vezes esse termo daqui para frente).

    Outro que despertou após longos anos de hiato foi NightCry (Project Scissors), mais um Kickstarter bem sucedido, do criador original da série Clock Tower, Hifumi Kouno, com o designer de monstros de Silent Hill, Masahiro Ito, e o diretor de excelentes filmes de terror japoneses como Ju-On (O Grito), Takashi Shimizu que, aliás, tirou do próprio bolso para bancar os teasers que ele mesmo dirigiu e produziu, e que ajudaram na campanha do projeto.

    Falando em jogos de terror, este era outro gênero que há tempos estava morto. E não, não considero jogos de tiro que acham que te assustam (Dead Space 3), ou pique-esconde (esconde-esconde) com monstros (Slender e seus milhares de clones) como verdadeiros survival horror.

    Os exemplos para a volta com tudo deste tipo de jogo estão por toda a parte, como a versão remasterizada em HD do remake de Resident Evil vendendo muito bem (inclusive sendo o jogo mais vendido do seu mês de lançamento na PSN, mesmo tendo sido lançado no final do mês, ou até mesmo por ser o jogo em formato digital mais rapidamente vendido na história da Capcom).

    Tínhamos também o até então vindouro Silent Hills, que finalmente colocaria a série de volta às origens, com Hideo Kojima e Guillermo del Toro, após uma publicity stunt tão bem feita com P.T. que conseguiu chamar a atenção até de quem não gosta de jogos de terror. Infelizmente, desde então, a Konami fez o que sabe fazer de melhor: desapontar os fãs, conseguindo fazer com que sua falecida série continue morta.

    Isso não só mostra para as empresas, como também para os indivíduos que ainda detém direitos sobre as suas séries. Jace Hall, fundador da Monolith, ofereceu publicamente em seu Facebook o direito de trabalhar num novo jogo da série de survival horror Condemned para a equipe indie que se provasse capaz de continuar o legado da franquia.

    Talvez graças a atos como este, podemos ver isso tendo influência até nas maiores das companhias, como o programa que a Square Enix lançou para que empresas menores criem novas ideias para trabalhar em franquias dormentes que ela possui, como um novo Gex ou um novo Fear Effect, por exemplo.

    Até mesmo em fanforums é possível ver interesse dos criadores originais de suas obras querendo voltar a desenvolver mais jogos. Num fórum de Shadow Man, criado pelas pessoas que trabalharam nos jogos, podemos ver Tim Haywood (compositor) e Trevor Storey (game designer) falando avidamente com os fãs sobre o quão empolgados eles estão sobre desenvolver um remake extremamente fiel para a nova geração de consoles ou, no mínimo, um novo jogo da série. Eles demonstram abertamente o quanto gostam do que criaram, incluindo compartilhando novas ideias e até mesmo possíveis roteiros, escritos em seu tempo livre.

    Going full circle (what goes around, comes around)

    Mas agora é hora de voltar ao tópico inicial desta postagem. Assim como a indústria dos games está fazendo, pelos indícios apresentados acima, permita-me go full circle e voltar a falar sobre jogos de plataforma. Se as grandes empresas não querem, porque não deixar os criadores trabalharem em suas criações novamente?

    Foi isso que fez o novo ToeJam & Earl (Back in the Groove) em seu Kickstarter. Ou até mesmo jogos ainda mais de nicho, como Boogerman, que (in)felizmente não foi bem sucedido (até porque eu realmente não conheço alguém que simpatizava com o jogo original). E por mais que eu tenha tudo contra a pessoa que é Doug TenNapel, criador dos excelentes Earthworm Jim e The Neverhood, eu ainda torço pelo sucesso de seu novo jogo, Armikrog.

    Para terminar, vamos finalmente falar sobre o motivo que me fez adiar tanto este texto: a volta em grande estilo dos jogos de plataforma em 3D. Desde que A Hat in Time conseguiu apoio massivo no Kickstarter (até mesmo tendo a honra de ter algumas de suas trilhas compostas pelo grande Grant Kirkhope, de Banjo-Kazooie e tantos outros), eu pude perceber quanta gente ainda estava interessada por collect-a-thons.

    E não deu outra. Desde então, tivemos outros bons exemplos com jogos como Clive 'N' Wrench, Spooky Poo's Happy Hell, FreezeME, Lucky's Tale e The Legend of el Lobodestroyo vs la Liga de los Villanos. Todos vindos de pessoas que cresceram com o Nintendo 64, e financiados por este mesmo tipo de pessoa.

    Uma Rare-união

    Porém, mesmo assim nada conseguiu chegar perto do real deal: Yooka-Laylee. Originalmente conhecido como Project Ukulele (...eu vi o que vocês fizeram aí, hein), Yooka-Laylee é o que todo fã do gênero sempre sonhou. Formado inicialmente por seis dos mais importantes ex-funcionários da Rare, eis que surge Playtonic Games. A meta: criar o sucessor espiritual (falei) de Banjo-Kazooie.

    Promessa feita é promessa cumprida. Não me lembro a última vez que fiquei verdadeiramente animado e esperando por um novo jogo sair. Contando com o talento de Chris Sutherland (com quase 30 anos de Rare, tendo sido um dos responsáveis por Banjo-Kazooie, e suas vozes, além de ser o narrador original de Killer Instinct), Gavin Price (Banjo-Kazooie, entre outros, além de ter servido como beta tester de Donkey Kong 64... coitado), Steve Mayles (irmão menos famoso, porém não menos importante, de Gregg Mayles, responsável pelo design de personagens de Banjo-Kazooie e do visual moderno dos gorilas da Nintendo, originado em Donkey Kong Country), além das trilhas fantástica de Grant Kirkhope (Banjo-Kazooie, GoldenEye 007) e David Wise (Donkey Kong Country).

    E toda essa empolgação se transformou em números bem concretos. Em menos de 40 minutos, o projeto já estava devidamente financiado no Kickstarter, alcançando a sua meta inicial de 175 mil libras esterlinas. Pessoalmente, não me lembro de outro projeto ter sido tão rápido assim. Em apenas três horas e meia, o projeto já tinha meio milhão de libras (convertendo para Real: dinheiro pra caramba).

    Por fim, acredito e espero que este texto mostre que não precisamos de um outro crash da indústria, como em 1983, por causa da falta de inovação, jogos com qualidade questionável e muito jogo parecido. Nós, fãs de determinados gêneros e franquias, ainda podemos muito bem votar com as nossas carteiras e decidir o que queremos jogar e ver sendo feito. Como um extremo pessimista de videogames durante a sétima geração de consoles, agora, na oitava, me permito dizer: nunca foi tão bom ser um gamer.

    Banjo-Kazooie

    Plataforma: N64
    4235 Jogadores
    98 Check-ins

    87
    • Micro picture
      cristian_neves · quase 4 anos atrás · 4 pontos

      Excelente. Parabéns pelo texto feito com tanto esmero!

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      felipefabricio · quase 4 anos atrás · 4 pontos

      Ainda acredito que os Indies, o Kickstarter são um futuro para os games. Eles indicam, basicamente, do que as pessoas querem. Normalmente, se você for tentar fundar um game já saturado pelo público, ele não será aprovado. Talvez, futuramente, por exemplo, estaremos saturados de jogos de Estratégia (sei lá, né). Um jogo de Estratégia não iria vingar em sites como o Kickstarter. Acho que ele aponta o que as pessoas querem.

      E aliás, apesar de crer muito em Indies e adorá-los (estou mais ansioso por Mother 4 e Terraria OtherWorld por que qualquer outro jogo AAA, talvez Fire Emblem If), acho que pode estar havendo uma saturação neles, também - nos Roguelikes. Já viram o tanto de Roguelike indie lançado? É surpreendente, é alto pra caramba, é o gênero que mais se destaca. Mas ainda assim, cada Roguelike é diferente. Pega Crypt of the Necrodancer, Risk of Rain, Rogue Legacy. Cada um tem seu estilo, mesmo estando no mesmo estilo. É impressionante.

      ---e also se jogos de estratégia virassem febre eu ia ser tão filiz

      3 respostas
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      kess · 1 ano atrás · 3 pontos

      Com certeza sofremos com uma saturação em certos tipos de games, mas ainda bem que temos cabeças novas nos trazendo um pouco de diversidade nos games, ao invés de só ficarmos na mesma coisa de sempre. Mas certamente estamos longe de um novo crash da indústria.

  • renan_de_souza Renan de Souza
    2014-12-09 19:42:07 -0200 Thumb picture

    ​Minha história com o Super Nintendo

    Depois de uma longa pausa, finalmente falarei sobre o segundo e último console de 16-bits que tive contato (me desculpa, TurboGrafx-16). Embora não tenha sido o primeiro videogame da Nintendo que eu joguei, este foi sem dúvida um dos que mais me divertiu. Então preparem-se, pois a jornada nostálgica será longa.

    Pois bem, como dito na primeira parte, o Mega Drive foi o primeiro console que joguei na vida. Tendo gostado tanto da experiência, eu implorei para meus pais que me comprassem um videogame também. Este videogame veio apenas em 1999, o Nintendo 64, mas não falaremos dele agora. Então por que mencioná-lo?

    Acontece que meu primo @lucas_rocha_9803 vinha para a minha casa todo sábado e, numa dessas vindas, ele teve seu primeiro contato com um videogame. Conversa vai, conversa vem, e no ano seguinte os meus tios compraram para ele um SNES “baby” (modelo SNS-101 da Playtronic, para ser correto), que vinha com um cartucho de Super Mario World incluso na caixa.

    Lembro de meu pai achar que o Super Nintendo dele era melhor que o meu Nintendo 64 apenas por carregar a palavra “Super” no nome. Talvez uma tática de marketing da Nintendo no início dos anos 90 que deva ter convencido alguns pais a pensar o mesmo, ao invés de comprar um Sega “Genesis”.

    Apesar de não ser o mesmo modelo da foto acima, eu prefiro este ao redesign. Enfim, ainda em 2000, os cartuchos eram muito caros de se comprar, mesmo os de Super Nintendo. A solução achada foi usar a locadora da rua de trás para dar mais variedade ao console. Não que SMW não fosse o bastante, até porque ele não viraria o meu terceiro jogo favorito de todos os tempos a toa, mas os demais jogos que pudemos conhecer foram excelentes.

    Embora eu já me considerasse um fã da Sega e de Sonic, eu rapidamente virei a casaca ao conhecer Mario. A sensação de jogar naquele controle era perfeita. A inovação do L e do R nos dedos indicadores parecia algo tão natural que eu me perguntava como isso nunca tinha sido feito antes, embora no SMW era mal aproveitado (mexer a câmera para frente e para trás num jogo 2D? Acho que usei essa feature uma vez na vida só para ver como era e depois nunca mais).

    Além disso, o fato do Y e do X serem côncavos e do B e do A serem convexos era perfeito, especialmente em SMW, onde você podia simplesmente “descansar” o dedo no Y para correr e apenas dar rápidos toques no B para pular. Literalmente desenhado para acomodar o seu dedo da melhor forma possível, me fazendo preferir rapidamente este controle sobre o do Mega Drive, embora ainda não tanto quanto o do Nintendo 64.

    E o console só foi me conquistando cada vez mais ao passo que alugávamos jogos como “Futebol Brasileiro 96” (versão hack do glorioso International Superstar Soccer Deluxe), Donkey Kong Country, Top Gear 3000, Kyle Petty's No Fear Racing, "Ayrton Senna F-1 Racing" (hack do jogo Nigel Mansell's World Championship Racing), Newman-Haas Indy Car Featuring Nigel Mansell, The Jungle Book, Toy Story, "Sonic the Hedgehog 4" (hack de Speedy Gonzales: Los Gatos Bandidos), entre outros.

    Esse hack do Sonic, inclusive, foi provavelmente o turning point para mim, pois por mais que eu gostasse do SNES, ele não tinha Sonic, um personagem que eu gostava tanto e já estava acostumado, então ao saber que também tinha Sonic para Super Nintendo, eu não precisava de mais nada para estar completo, embora eu não entendesse como ou porque dava para jogar Sonic num console da Big N (eu ainda não entendia o conceito de exclusividade, muito menos de pirataria), eu adorava aquele jogo, mesmo assim.

    Porém, não foi apenas com este primo que pude vivenciar o SNES. Eu também tinha outro primo que ganhou um Super Nintendo, dessa vez o primeiro modelo, que na época eu achava muito esquisito pelo fato dele ser diferente daquele que eu conhecia. Com ele, pude jogar excelentes jogos como o primeiro Top Gear, Hyper V-Ball, o viciante Side Pocket, um shmup que infelizmente não lembro o nome, entre outros.

    Eu ainda poderia mencionar aqui anos depois, quando comecei a jogar SNES no emulador com o Lucas, mas aí seriam muitos jogos e muitas histórias para contar, como o caso do “save da morte”, onde ele deu um save state em um momento errado da corrida no Top Gear 3000, de modo que sempre que recarregávamos o save, era simplesmente impossível de ganhar. Ou o caso de nunca ter jogado o primeiro Killer Instinct na infância porque ele tinha “medo” de baixar um jogo que vinha zipado em duas partes.

    Como pontos positivos, posso me lembrar da minha festa de aniversário de 2002, onde chamei vários primos e vizinhos para jogarmos videogame na minha casa. Além do meu N64, também jogamos o SNES do meu primo e, justamente no dia, não conseguimos alugar o ISSD, pois minha mãe pegou o jogo de futebol “errado”.

    O jogo em questão era o FIFA 97 que, embora muito diferente, serviu como um excelente quebra-galho, pois ele também era ótimo, especialmente pelo seu modo “futsal” (indoor). Graças a ele e outros jogos, essa foi até hoje a minha melhor festa de aniversário de todas.

    Por falar em esportes, também me lembro com carinho de ter alugado NBA 97, que hoje tenho para o Mega Drive. Embora eu não goste de basquete, devo admitir que este jogo também era extremamente divertido. E continuando os pontos positivos, eu adorava as vezes que meu primo simplesmente deixava o SNES aqui comigo durante o fim de semana, pois assim eu podia aproveitar totalmente as regras da locadora, de “pegue no sábado e entregue só na segunda de manhã”.

    Como ponto negativo, tenho apenas o fato de que a versão nacional do “baby” não possuía saída de vídeo composto ou, se tinha, nós não possuíamos o cabo. Conclusão: éramos obrigados a jogar usando a antena RF. E não reclamo aqui da qualidade, até porque isso é um fator que nunca me incomodou, nem mesmo hoje em dia, reclamo aqui da dificuldade imensa que era para conseguir imagem no console. Após alguns usos, o pino do cabo entortava, o que dificultava o contato com a TV, para gerar sinal. O que só proporcionava vários minutos de tentativa e erro até que o console “pegasse”.

    Mas o que mais me marcou mesmo neste console foi a infinita tentativa de zerar Super Mario World. Não me perguntem por que, mas nem eu, nem meu primo jamais salvávamos o SMW quando jogávamos. Talvez por não entender inglês, talvez por pura burrice mesmo, mas sempre que desligávamos o console, perdíamos todo o progresso.

    E isso não é por cartucho pirata (sem bateria), pois o jogo era original e de primeira mão, até mesmo porque o manual, achado novamente anos depois, dizia em bom e claro português como salvar o jogo, mas acho que ignorávamos isso, assim como a técnica do Mario de voar infinitamente (algo que fico feliz que ignoramos, pois isso tira toda a graça do jogo).

    Por conta disso, tínhamos que deixar o console ligado durante o sábado inteiro, para podermos parar para assistir Clube do Chaves, para pordermos ir brincar no quintal, para jogarmos N64, para brincarmos de carrinho, etc. Graças a isso, dois fatos foram gerados.

    O primeiro é que no dia da minha festa de aniversário de 2001, estávamos relativamente bem avançados em SMW, lá na Vanilla Secret 1, e já devidamente arrumados para poder ir para a festa propriamente dita, quando um vizinho meu, que na época ainda era bem novo, entrou no quarto.

    Ele deveria ter menos de um ano na época e, por conta disso, não sabia andar direito. Ele foi chegando perto da gente, provavelmente para ver o que estávamos fazendo, quando acidentalmente tropeçou no SNES. Como é um console de cartucho, esse esbarrão foi o suficiente para travar o jogo e, consequentemente, ter que recomeçar do zero.

    Até aquele ponto, nunca havíamos avançado tanto no jogo, parte por sermos muito jovens e parte por sermos muito ruins mesmo, e após horas e horas ter de perdê-lo daquele jeito foi um momento bastante frustrante. Tanto que até hoje o meu primo afirma que o garoto chutou o console propositalmente.

    O segundo fato é que nos anos seguintes, tentamos de tudo para conseguir zerar SMW 100% (naquela época, ainda não conhecíamos a Star Road, então pegávamos o caminho mais longo que, honestamente, é muito mais divertido). Entre as tentativas, incluíam deixar o Luigi no primeiro mundo só para “farmar” vidas e mandá-las para o Mario, entre outras. Graças a isso ele ficou eternamente conhecido entre nós dois como o “número 2”.

    Após anos, eventualmente mudamos de console, com meu primo tendo comprado um PlayStation, o que acabou deixando o SNES de lado, devido a enorme possibilidades de novos jogos no PS1, “graças” a pirataria. Infelizmente, ele acabou ficando guardado e abandonado dentro de uma estante antiga que, eventualmente, acabou sendo jogada fora, provavelmente junto com o SNES.

    Diversas tentativas falhas para finalmente por um fim ao SMW foram feitas, como meu primo tentar zerá-lo usando emulador, save state e um site não-oficial em português, que contava todos os segredos do jogo, incluindo a Star Road. Bem perto dele finalmente zerar o jogo, ele teve a ideia de, por algum motivo, renomear o arquivo save, o que como devem imaginar fez seu progresso inteiro ser apagado e assim desistido de vez do “sonho” de terminar Super Mario World... Ou será que não?

    Anos mais tarde, meu pai achou um palmtop no trabalho que, após insistentemente tentarmos achar um dono, o mesmo não pode ser localizado. Sem muito uso para ninguém aqui em casa, decidi colocar vários emuladores nele e levar para o colégio, para poder matar o tempo. Obviamente, SMW tinha que fazer parte dessa lista de ROMs. Após pouco tempo, vergonhosamente usando save states, finalmente terminei o jogo pela primeira vez na vida, “apenas” oito anos após o contato inicial.

    Mas ainda assim eu não estava feliz. Usar emulador não parecia certo para quem conhecia o jogo e o jogou por tantos anos num console de verdade, com o controle adequado. E foi aí que no dia 7 de maio de 2013, mais de 13 anós após ter jogado Super Nintendo pela primeira vez, decidi comprar o meu próprio SNES numa barraquinha aqui perto de casa.

    Pelo valor de R$ 100, pude comprar o console, com os cabos, um controle e, claro, o cartucho de Super Mario World, tudo original. O vendedor inicialmente tinha dito que eu poderia levar três jogos (que eu iria incluir The Legend of Zelda: A Link to the Past e Star Fox), mas depois ele veio de conversa fiada e falou que poderia ser apenas um, mas enfim...

    Havia chegado o momento de finalmente terminar SMW de forma honesta. Feito que não demorou muito para ser concluído, mas que deu uma grande sensação de dever cumprido. Pouco tempo depois foi a vez de zerarmos em dupla, eu e meu primo, como nos bons e velhos tempos.

    Desde então, pude comprar jogos que fizeram parte da minha infância, como no dia que comprei de um vendedor de uma feirinha aqui de perto de casa que fez questão de vir pessoalmente até aqui me trazer o FIFA 97 (R$ 10), Killer Instinct (R$ 15), além de dois controles extras (R$ 30), tudo original.

    Sei que deixei de fora diversos momentos memoráveis, além de grandes jogos também, mas é simplesmente impossível não ter o que falar de um dos melhores videogames já feitos, que com certeza marcaram demais uma grande parte da minha infância e dos sábados cheios de diversão que passei ao lado do meu primo.

    Super Mario World

    Plataforma: SNES
    26060 Jogadores
    354 Check-ins

    13
    • Micro picture
      renan_de_souza · 4 anos atrás · 2 pontos

      rs não chutou, primeiro porque nem consciência ele tinha, e segundo porque era o movimento normal de andar, e não o de chutar (puxando a perna para trás) XD

    • Micro picture
      lucas_rocha_9803 · 4 anos atrás · 0 pontos

      ... e ele chutou mesmo de propósito hahaha E ao menos o snes atual é com cabo av.

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