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  • 2020-07-30 10:28:54 -0300 Thumb picture
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    #263 - Street Fighter Alpha: Warriors' Dreams [Arcade] 1995

     Depois de várias atualizações da versão de Street Fighter II para Arcade, a Capcom enfim lança um jogo novo da série. A história se passa antes do segundo jogo, mas depois do primeiro. Temos um total de 10 lutadores selecionáveis e 2 secretos, além de M. Bison como chefe final. Os personagens em destaque são Guy e Final Fight e Dan, uma paródia da Capcom para os lutadores genéricos da SNK. O jogo roda na CPS-II e usa o mesmo estilo de arte e animação de Darkstalkers. O jogo apresenta uma série de inovações a jogabilidade, como defesa e agarrão aéreo e  contra-ataque. Além do sistema de combos aprimorados, o jogo utiliza uma barra de energia dividida em 3 níveis, que garante o lutador executar um super combo.

     - Enfim, a Capcom lança um jogo da sua principal série de jogos de luta. Ainda que não seja o terceiro game, traz novidades interessantes. A volta de personagens clássicos, como Birdie e Adon do primeiro jogo é muito bem vinda, além dos novatos Rose e Charlie que contribuem para um elenco bem diversificado, ainda sim, são poucos lutadores se comparado com os jogos da série KoF. As animações dos personagens estão impecáveis e com cores bem aplicadas, porém, o cenário é meio apagado e muito genérico. A nova jogabilidade é excelente, especialmente com a dinâmica dos super combos, que garante um espetáculo visual e acrescenta novas estratégias.

    Nota pessoal: ★★★★☆

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    Street Fighter Alpha Warriors' Dreams

    Platform: Arcade
    328 Players
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      darlanfagundes · 6 days ago · 3 pontos

      Quando esse apareceu aqui na minha cidade eu não tinha mais interesse em jogos o SF, só MK e Samurai Shodown...uma pena...eu só vim a jogar esse esporadicamente depois do Alpha 3 e do 2... mas nunca evolui em nenhum deles...rsrs

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      leandro · 6 days ago · 2 pontos

      Joguei bem mais a versão do Play 1 do que a do Arcade. Já me veio a lembrança aqui de altos campeonatos na locadora de games que trabalhei. Bons tempos

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      lgd · 6 days ago · 2 pontos

      Eu já havia me distanciado doas arcades nesta época, se joguei foram muito poucas vezes, mas achava (ainda acho) lindo os gráficos dele

      3 replies
  • neilson1984 Neilson Lopes De Carvalho
    2020-07-27 19:48:03 -0300 Thumb picture
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    Video novo galera!

    X-Men vs. Street Fighter foi o primeiro jogo de luta crossover da Capcom e causou um alvoroço durante o seu lançamento. Joguei muito o grandioso Street Fighter 2 nos fliperamas durante a minha infância e depois fui para a série Street Fighter Alpha na minha adolescência e veio também X-Men: Children of the Atom. E então, quando saiu X-men Vs Street Fighter nos fliperamas, fiquei hipnotizado com a radicalidade desse novo jogo. Neste jogo de luta em 2D, os personagens de Street Fighter juntam-se aos do X-Men em uma batalha de dois contra dois é um caos intenso. Os personagens do jogo se assemelham às encarnações dos jogos anteriores, mas praticamente todos os movimentos - de saltos a combos especiais são superdimensionados. Ainda me lembro da primeira vez que joguei X-Men Vs SF no fliperama eu fiquei semanas fissurado nesse game até me esquecia de ir na locadora de video games.

    X-Men vs. Street Fighter

    Platform: Sega Saturn
    320 Players
    3 Check-ins

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  • 2020-07-27 09:36:38 -0300 Thumb picture
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    A importância e o desenvolvimento de Donkey Kong Country

    Medium 3816621 featured image

    O estúdio britânico Rare vinha criando uma série de jogos de qualidade para o NES, como R.C. Pro-Am e Battletoads e era uma das companhias mais respeitadas na indústria. Em 1992, ela investiu os lucros de seus jogos em estações de trabalho da SGI, um investimento altamente arriscado devido ao custo elevado de cada máquina. Esses computadores foram utilizados para fazer os efeitos especiais de Jurassic Park, que espantou o público com dinossauros realistas. Naquele momento, a Rare era a companhia com o maior poder tecnológico do Reino Unido. Para testar o novo hardware, a equipe criou Battletoads Arcade e havia começado a desenvolver o jogo de boxe Brute Force, usando modelos 3D incríveis.

     Os jogos da Rare sempre chamaram a atenção da Nintendo e essas demonstrações convenceram ela a comprar 49% da companhia. Na época, a Nintendo estava querendo um jogo para bater de frente com o Aladdin da Sega e ofereceu o catálogo de personagens para a Rare usar. Donkey Kong foi o escolhido, pois a franquia estava abandonada desde o fracasso do terceiro jogo de Arcade. O gorila foi redesenhado e um novo parceiro foi apresentado, Diddy Kong, bom como novos inimigos e um mundo próprio, dando uma nova identidade para a série. A Nintendo teve pouca participação na produção do jogo e Shigeru Miyamoto ajudou com poucos toques de game design. A equipe da Rare era jovem e trabalharam por muitas horas neste projeto.

     O maior desafio da produção do jogo era transformar modelos 3D pré-renderizados em imagens compactas o suficiente para caber num cartucho de SNES. Killer Instinct, teve que vir com um HD para armazenar as imagens do jogo. Quadros de animações e cenários levavam quase um dia para renderizar e consumia uma quantidade massiva de energia. A técnica foi chamada de ACM pela equipe. David Wise ficou responsável por criar as músicas do jogo e se sentiu desafiado a criar composições que iriam surpreender tanto quanto o visual do jogo. Sem utilizar nenhum chip especial, Wise converteu todas suas músicas em linguagem de máquina e foi capaz de criar temas atmosféricos, que mescla sons ambientes com acompanhamos melódicos.

     Donkey Kong Country recebeu uma campanha de marketing absurda para época, onde a Nintendo investiu cerca de 16 milhões de dólares só nos EUA. Durante a demonstração do jogo na CES de 1994, o público achava que estava jogando um game do Ultra 64, mas todos ficaram chocados quando foi revelado que era um cartucho comum de Super Nintendo. Os assinantes da Nintendo Power receberam um VHS mostrando os bastidores de desenvolvimento, o que aumentou ainda mais o hype. O jogo foi lançado em novembro e rapidamente se tornou um dos games mais vendido do SNES. Colocou o aparelho da Nintendo em pé de igualdade frente as novas tecnologias das concorrentes, como 32X, Sega CD e até mesmo 3DO, Sega Saturn e Playstation.

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      thiagobrugnolo · 9 days ago · 5 pontos

      DKC permanece até hoje como um dos jogos mais revolucionários de toda a história dos games, o trabalho feito na primeira metade da década de 90 com todas as limitações técnicas do Snes foi algo impressionante. A equipe da Rare extraiu ao máximo o poderio do console fazendo um jogo que impressiona até hoje.

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      ramonex · 9 days ago · 5 pontos

      Eu lembro da história que o Shigeru Miyamoto ficou com inveja depois que viu o projeto concluido, ficava dando críticas sem sentido, aquelas críticas que é notória que a pessoa ta com inveja hahaahahaha! De longe o jogo é um dos melhores do SNES(SFC), tanto gameplay como as OST's são ótimas. Rare realmente caribou o nome dela na história dos video jogos com esse jogo. Fora a abertura antológica do logo da Rare sendo renderizado em tempo real (já vem até musica na mente) hahahaahaha!

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      artigos · 8 days ago · 4 pontos

      Parabéns! Seu artigo virou destaque!

  • johnny_bress Johnny Bress
    2020-07-20 15:35:42 -0300 Thumb picture
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    Relembrando os bons tempos de locadora no dia do amigo

    Medium 3815184 featured image

    Uma homenagem ao dia do amigo, relembrando aquels bons tempos de locadora

    Uma das coisas mais gostosas da decada de 90 era ir para locadora ou como outros chamam game house, mas não para jogar, e sim para encontrar os amigos e resenhar, bater papo sobre aqueles jogos que estavamos zerando, se havia tido algum progresso naquele game.

    Acordar cedo, tomar café, as vezes até esquecer de escovar os dentes para ir correndo para locadora, apenas para ficar olhando os outros jogar.

    Porque na maioria das vezes não tinha um centavo no bolso, as vezes saia pela cidade catando latinha e panela velha de aluminio torcendo pra dar um kilo que dava 0,50 centavos e assim jogar uma hora. Na hora de comer o vicio era tanto que ia no quintal do outro lado da rua roubar fruta pra poder comer algo e voltar correndo pra locadora.

    Grandes amizades foram feitas nesses momentos onde ficavamos o dia todo apenas olhando pessoas jogar e ficar resenhando sobre diversas coisas, desde aquele jogo novo que tinha acabado de chegar, ou aquele tokusatsu que passava na manchete e que você nem sabia que se chamava Tokusatsu ou para os mais novosfalar sobre o ultimo episodio de dragon ball que tinha passado na TV GLobinho.

    Alguns, aqueles com menos dinheiro, estava ali na esperança de que alguém o convidasse para um multiplayer, pedindo para que colocassem de dois, para poder se divertir com um amigo, ou até mesmo um desconhecido que tinha acabado de conhecer aquela locadora, mas a diversão era unica. Muitas amizades e rivalidades surgiram deste momento gostoso onde por uma hora, uma felicidade diferente se criava dentro daquelas pessoinhas, e quando acabava, restava apenas ficar olhando os outros jogarem. Outros que acabavam juntando conhecimento dentro da locadora, usava essas coisinhas que aprendia, para ganhar um tempo para jogar, "se me der meia hora coloco o código pra você" e dai ja vinham as estrategias de marketing (rs).

    Fora as locadoras tinham as deliciosas conversas na rua, na frente da casa dos amigos, na pracinha, e para muitos, isso acontecia mesmo depois de adulto. Se encontrar para bater papo sobre diversas coisas daquele universo secreto.
    O tempo passou e as locadoras diminuirão e as Lan Houses tomaram lugar, mas o mesmo acontecia, amigos indo se encontrar para conversar ou apenas olhar os outros jogar um MMORPG ou um CS. Muitos corujões aconteceram e grupos de amigos viravam a madrugada jogando Line Age, Counter Striker, Medal of Honor, Tibia entre outros jogos que trouxeram alegria para aquelas pessoas. E depois que virava o dia alguns iam dormir, outros viravam o dia acordados, mas sempre mais tarde todos se reencontravam para relembrar os momentos mais ilários daquelas partidas.

    Esses foram momentos que foram muito bem aproveitados por estes que frequentavam estes estabelecimentos, alguns criaram Famílias e deixaram essa vida, outros mesmo com famílias mantem contato com os amigos para marcar encontros de jogatina,

    E para finalizar tambem relembrar daquele seu amigo que tinha um videogame e vc não via a hora de chegar da escola, comer e chegar a tarde para ir correndo para a casa dele terminar de zerar aquele jogo que estavam jogando, e no dia seguinte este amigo te chama para ir na locadora escolher um jogo  e que só entregaria na segunda, pois era sabado, e jogos pegados no sabado, poderia ficar até a segunda.
    Ou atualmente seu colega te liga dizendo que chegou um jogo novo lançamento na gamepass ou PSN Plus e que iriam tentar zerar esse tal jogo novo, no caminho levam mais dois amigos que ficariam só olhando e jogando conversa fora, e torçendo para você colocar FIFA ou Street Fighter para jogar perder passa o controle.

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      old_gamer · 16 days ago · 2 pontos

      Frequentei de mais locadoras e fliperamas na década de 90, saudades cara !

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      johnny_bress · 15 days ago · 2 pontos

      mas so quero o video rs, pra lustrar

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      mastershadow · 16 days ago · 1 ponto

      Saudades locadoras anos 90/2000! Ia muito pra alugar games de Mega,jogar PS1 e Goldeneye no N64,,ver os outros jogar..Bons tempos!

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  • 2020-05-08 09:18:21 -0300 Thumb picture
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    Sega Saturn: O console de quinta geração da Sega

    Medium 3796813 featured image

    Com o sucesso dos jogos 3D nos Arcades usando a placa Model 1, a Sega se preparava para criar sucessor do Mega Drive, que não era capaz de receber portes de seus novos jogos poligonais. O projeto foi liderado por Hideki Sato que fechou uma parceria com a companhia de eletrônicos Hitachi para desenvolver os novos processadores do console. Tom Kalinske da Sega da América foi contra a arquitetura e o preço, apostando então suas fichas no 32X, mas a Sega do Japão continuou o projeto, incluindo novos processadores para trabalhar com jogos poligonais texturizados e rivalizar com os jogos 3D do futuro console da Sony. Em novembro de 1994, O Sega Saturn foi lançado no Japão por 44.800 yen, cerca de 400 dólares.

     O console era grande e vinha com uma carcaça cinza. Havia uma tampa na parte superior para acomodar o CD e uma entrada para cartuchos de expansão. 2 Entradas para controles e saída de vídeo com cabo AV. Por dentro, o console tinha um total de 8 processadores. 2 CPUs principais Hitachi SH-2 de 28,6 MHz. Um Motorola 68EC000 e um Yamaha FH1 capazes de reproduzir sons com qualidade de CD usando 32 canais disponíveis. As GPU VDP1 trabalhava com sprites, polígonos e texturas enquanto o VDP2 lidava com planos de fundo. O Hitachi SH-1 trabalhava com o leitor de velocidade dupla do CD. Além disso, vinha equipado com 16 Mb de RAM, 12 Mb de VRAM, 4 Mb para som e mais 4 Mb para buffer de CD. Especificações realmente impressionantes.

     O controle do Sega Saturn era uma variante do controle de 6 botões do Mega Drive lançado em 1993. A grande diferença ficava por conta da adição dos dois botões de ombro, semelhante aos controles do Super Famicom. Os botões X, Y, Z e os botões de ombro L e R receberam uma pequena inscrição que apontavam para as funções de multimídia do aparelho, como play, pause, avançar, etc., semelhante ao conceito apresentado no 3DO. Os jogos em CD do Saturn vinham em um estojo de plástico quadrado com uma belíssima arte estampada na parte frontal. O CD vinha com uma arte mais simples ou sem nenhum desenho, apenas com o nome do jogo estilizado, seguindo sempre de uma faixa com os logotipos das empresas do jogo e a logo do sistema na parte de baixo.

     Como o projeto de hardware recebeu mudanças ainda no ano de lançamento do aparelho, os jogos em desenvolvimento foram prejudicados e apenas 2 foram lançados juntos do Sega Saturn. O porte quase perfeito de Virtua Fighter era o maior destaque e era vendido quase em proporção 1 para 1 com o aparelho. Os outros jogos do catálogo também eram portes de outras plataformas, como Rad Mobile dos Arcades, Mahjong Gokū Tenjiku do 3DO e Myst do Windows. Dos jogos originais, havia os adventures WanChai Connection e The Mansion of Hidden Souls, o puzzle 3D Tama: Adventurous Ball in Giddy Labyrinth e o divertido jogo de plataforma Clockwork Knight. Grande parte do catálogo tinha foco em jogos 3D.

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      artigos · 3 months ago · 3 pontos

      Parabéns! Seu artigo virou destaque!

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      andre_andricopoulos · 3 months ago · 3 pontos

      Post em homenagem a @fabiorsodre

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      thecriticgames · 3 months ago · 3 pontos

      Aaaaah Sega Saturn minha tristeza maxima, video game da minha geração preferida (a 32) e com varios jogos que eu jamais joguei e que dispertam minha curiosidade, de dificil emulação sendo o mais inacessivel dos consoles, e que eu tive a sorte de comprar um que explodiu quando testei ele na loja.

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  • katsuragi Jefferson Trindade
    2020-07-12 08:15:58 -0300 Thumb picture
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    Um Adeus a Grimoire of Souls

    Medium 3813193 featured image

    Bom dia/tarde ou noite pessoal!
    Cá tô eu aqui depois de MILÊNIOS fazendo um novo artigo na Alva... sério, deve fazer uns anos aí... mas tanto faz, isso não tem relevância alguma pra postagem.

    "O que é Castlevania Grimoire of Souls ?" alguns devem estar se perguntando. 
    Ele se trata do título mais recente dentro da franquia, trazendo uma estilo gráfico simplesmente lindo e um gameplay clássico e já conhecido, com alguns dos rostos mais favoritos vistos entres os títulos da série e fazendo com que estes lutem juntos contra uma nova ameaça que apareceu diante os tempos atuais. 
    Grimoire of Souls foi anunciado em Abril de 2018 e é um título exclusivo para celulares, seguindo o esquema que muitas outras grandes franquias tem tomado, tornando ele mais um dos jogos de Gacha dentro do mercado mobile. 

                                                                         A História

     Podemos assumir que em termos de ordem canon na franquia, Grimoire of Souls se encontre após os eventos de Aria of Sorrow e antes dos eventos de Dawn of Sorrow por diversas circunstâncias. A primeira é que Alucard toma sua persona de Genya Arikado durante quase todas as cenas de história do jogo e a outra que Soma está presente dentro do jogo e Alucard já o conhece e os personagens novos introduzidos dentro do jogo também. 
    Todo o modo história do jogo é liberado enquanto nos aventuramos nos "Grimórios", que são livros que contém eventos e informações do passado, contando batalhas históricas e feitos realizados por grandes heróis do passado e presente. 

    Estes momentos da história são visitados pelo protagonista que é o Alucard e também com a assistência de Lucy, a personagem que faz parte da organização que cuida desses grimórios históricos. Algum fenômeno está tomando conta dos livros e re-escrevendo as histórias contidas nos eventos e com isso, a possibilidade de heróis serem apagados completamente de suas épocas por serem derrotados pelas alterações feitas por esse fenômenos, é possível acontecer. Cabe a Alucard, com a assistência de Lucy e os outros heróis, investigar o ocorrido dentro dos Grimórios e coletar a alma dos monstros responsáveis pela distorção e retornar a ordem nas devidas épocas.

    Lucy é uma edição extremamente bem-vinda na franquia. Ela é a clássica pesquisadora extremamente inteligente para a sua idade e conseguiu sozinha restaurar toda a pesquisa em relação a como adentrar aos Grimórios pois mais tarde no jogo, é descoberto que essa pesquisa em si havia sido totalmente destruída por uma das membras da organização que acabou se mostrando uma traidora. 
    Ela é cativante e a forma como ela se sente feliz em ajudar e simplesmente emocionada por estar tão perto de tantas figuras heróicas, é como se ela passasse a mesma sensação que nós, os jogadores, provavelmente teríamos ao encontrar esses personagens pessoalmente. 

    Cada Grimório pode ser visto como os Capítulos do jogo, cada um deles representa um jogo dentro da franquia e dentro dos mesmos, estão diversas Stages divididas em pequenas áreas, mas que cada uma representa uma fase ou área dentro do jogo que o Grimório representa. 
    Vamos pular o primeiro Grimório que é o representante do Castlevania original pois ele apenas conta como Stage o já conhecido Castelo, sem nenhum outro detalhe a mais, seu Chefe sendo o já velho e conhecido Vampire Bat. Simon é o representante deste Grimório.
    O segundo livro representa Portrait of Ruin, as áreas representadas no jogo são City of Haze e 13th Street respectivamente e o Chefe representante do jogo é o Dullahan, Charlotte e Jonathan são os personagens representates deste Grimório, Charlotte sendo jogável e Jonathan uma Summon.

    Quando peguei Grimoire of Souls tinham de ver meu ânimo ao ver que Portrait of Ruin estava representado nele e caramba... como fiquei feliz de jogar na City of Haze mais uma vez e ver ela quase que todinha em 3D. Uma pena que reutilizaram duas áreas com cenários similares e não uma totalmente nova, teria sido fantástico se tivessem pego um dos quadros com temática egípcia como Sandy Grave. Mas ainda assim fiquei muito feliz pois Portrait of Ruin é meu Castlevania favorito.

    Vamos agora ao terceiro Grimório.
    Este é representado por Rondo of Blood, tendo Maria como sua personagem jogável e Richter sendo a Summon. 
    As áreas presentes sãoa floresta do Prólogo de Rondo of Blood, onde Richter enfrenta a Death em sua carruagem, e a Stage 1 do jogo, o Vilarejo de Aljiba em Chamas

     Uma surpresa me veio quando pegaram uma sessão tão pequena do jogo e transformaram numa área completa. O prólogo de Rondo of Blood é tão curto e a luta contra a morte você sequer pode perder então eu duvido que muita gente lembre tanto dessa floresta. Mas que é uma abertura impactante pra um jogo simplesmente fenomenal, isso é...
    As Stages em Aljiba deixam um pouco a desejar, não tem nenhum esqueleto pulando de uma janela e nem nada... e pegam duas sessões de Stages inteiras do jogo. Bom, fazer o que. Vamos ao quarto Grimório.

    O quarto livro é representado por ninguém mais ninguém menos que o amado Symphony of the Night, é claro que Grimoire of Souls jamais iria deixar de colocar SOTN e o personagem representante dele obviamente é Alucard. Maria aparecia mais uma vez só que em sua versão adulta desta vez. 
    Este Grimório tem uma pegada mais completa, diferentes dos anteriores onde somente duas Stages dos jogos representados são mostradas, aqui nós temos três. Respectivamente uma sendo a progressão da anterior. Nos aventuramos primeiro pelas Underground Caverns, depois vamos para a Abandoned Mines e por fim, passamos pelas Catacombs

    Ao entrar na primeira sessão de Stages e começar a escutar a belíssima Crystal Teardrops da trilha sonora de SOTN, toda uma onda de nostalgia veio na hora. E por razões do fato que este grimório usou a trilha sonora original em suas Stages, fazem dele o meu favorito apesar de não ser o jogo representado favorito. Eu não sou o maior fã das faixas Arranged da franquia, são boas mas eu geralmente sempre prefiro as originais. Revisitar essas áreas todas em 3D também foi incrível, e eu particularmente gostei mais da sessão da Underground Caverns, a imagem acima deve dizer muito sobre o por que, a atenção nos detalhes é simplesmente fantástica...

    Vamos agora para o quinto e último Grimório, este representado por Order of Ecclesia, também possuindo duas áreas, ambas localizadas no final do respectivo jogo. A Forsaken Cloister e o Arms Depot, este último sendo uma das áreas bem desgostadas por mim até onde minha memória me serve, sendo um coliseu extremamente irritante de se aventurar. Felizmente em Grimoire of Souls ele não é lá tão chato. 

    Eu fiquei um pouco decepcionado por terem pego somente áreas dentro do Castelo para representar OoE. O jogo em questão está num dos pedestais pra mim na franquia por uma razão: variedade de áreas. Eu adoro explorar o Castelo, mas quando o jogo me dá algo além do Castelo em si para me aventurar, é um deleite muito maior ainda...
    Obviamente, os representantes deste Grimório são Shanoa e Albus, ela sendo a personagem jogável e Albus sendo o Summon.

    E com isso cobrimos todos os Grimórios que foram lançados no jogo. O próximo supostamente iria cobrir Aria of Sorrow mas... coisas aconteceram.
    Vamos agora dar uma olhadinha nos Summons do jogo ? São 4 os heróis que vieram nesse formato que infelizmente não são jogáveis por, dentro da história do jogo, ainda não terem sido invocados em seu potencial total, podendo dar apenas um golpe com força total. 

    Cliquem para ampliar a imagem!

     Contando com modelos 3D lindos, estes são os personagens já citados anteriormente que são disponíveis no jogo como Summon. Como o próximo Grimório seria provavelmente de Aria of Sorrow, liberando o Soma como jogável, eu me pergunto quem seria a Summon. Acho que o mais provável é o Julius ou a Yoko. Aaahhh... o que eu daria pra ver o Richter e o resto da galera encontrando o Julius... 

                                 O Gameplay e o Sistema de Equipamentos

     O gamapley de Grimoire of Souls é extremamente simples de se pegar o jeito e não muito foi alterado da fórmula que a anos sempre funcionou e montou o que Castlevania é.
    Ele mistura elementos de Classicvania com alguns sistemas e pegadas Metroidvania. As Stages não são grandes, então o layout que elas possuem lembra um Castlevania clássico e a forma que avançamos nela, também. Mas a forma que jogamos é totalmente a de um Metroidvania, contando com elementos de RPG e até mesmo diversos equipamentos para podermos utilizar e equipar os personagens, estes que são todos divididos numa grade elemental, podendo ser atribuídos entre Fogo, Gelo, Trovão, Trevas, Luz ou Neutro. 

    O sistema de gacha é atribuído aqui. Equipamentos são adquiridos através dele, mas alguns também podem ser obtidos em eventos ou pegando aos poucos em Stages. Cada personagem é atribuído a seu tipo específico de arma, Simon com chicotes, Alucard com espadas, Charlotte usa Livros de magia, Maria com seus animais mágicos e Shanoa usa Glyphs de formato de Foice. Cada arma ou equipamento possui Skills, as de arma podendo ser ativadas durante o Gameplay que executam diversas ações (algumas até clássicas como o Simon executando Grand Cross) ou buffs de Status. Sub-Weapons e Armaduras também possuem Skills, estas passivas e algumas são Skills especiais que só ativam quando equipadas como Armadura Principal e também com os requerimentos necessários obtidos. Equipamentos inicialmente possuem um limite de nível que pode ser quebrado pegando Parchments ("partes" do equipamento) e juntando uma quantia específica. As Skills e Status do equipamento podem aumentar ainda mais com o sistema de "Encantamento", que utiliza do Sistema de Souls, onde, diferente do que é em Aria e Dawn of Sorrow, Souls dos inimigos aqui são utilizadas para encantar equipamentos e deixa-los ainda mais fortes. 

                        Considerações finais e por que o jogo Acabou.

    Grimoire of Souls é um jogo fantástico e repleto de potencial.
    Ele é cheio de Fanservice e possui algumas das melhores interações entre personagens já vistas dentro da franquia. Diálogos extremamente bem escritos e todo um cuidado e detalhe nas interações destes personagens que tanto amamos que simplesmente ninguém iria esperar de um jogo Mobile depois de tantos anos sem nada.
    Yet, ele entrega tudo isso, sem pedir quase nada devolta... e ás vezes, nada. Pois é um jogo gratuito e você só gasta com ele se quiser.

    Eu simplesmente adorei o jogo. Ele trouxe muita coisa nova e expandiu muito personagens já amados, dando personalidade a alguns como o Simon, que nunca teve representação como personagem de verdade em lugar algum.

             Vocês não tem idéia do tamanho do meu sorriso nessa cutscene...

    Ver personagens como o Richter e o Jonathan e a Charlotte, dos quais são provavelmente meus favoritos na franquia, interagindo de uma forma tão wholesome... é uma coisa que só esse jogo pôde me trazer até hoje.
    E... isso vai ficar só no esquecimento agora. Pela pura e simples má forma de como a Konami tratou este jogo com tanto potencial.
    Eu não citie durante todo o resto do artigo, mas o jogo possui alguns outros modos Extras e um deles merece receber essa atenção agora... por que eu acredito que foi ele que levou esse jogo sensacional a ruína.
    E é o Modo Multiplayer.

    Agora, não me levem a mal, eu não vejo nada de ruim no modo Multiplayer em si, ele é divertido e legal, tenta trazer um pouco do divertimento que Harmony of Despair trouxe, colocando 4 jogadores juntos numa Stage enorme e cooperando (competitivamente) pra derrotar todos os inimigos do mapa e no final derrotar o chefe.
    O problema... é que todo evento do jogo é baseado nisso, os jogadores competem competitivamente entre si o tempo todo para ganhar recompensa, o jogo FORÇA você a o tempo todo participar destes modos que não são nem um pouco tão divertidos de se jogar quanto o modo história, que é onde o jogo brilha...
    Com um jogo neste formato, se você vai forçar a sua playerbase a algo que coloca ela a sempre ter que jogar Online com outras pessoas, num grind que leva a exaustidão e que é chato... as coisas só estavam fadadas a irem a pior.
    E é por isso que eu culpo em maior parte o modo Multiplayer do jogo pela morte do mesmo, por que focando só neste modo de jogo, o formato dos eventos se tornaram repetitivos e chatos, que adicionaram a mais outro fator que tornaram a repetição do jogo extremamente chata e mais e mais desinteressando...

    O que é uma pena, por que o potencial era tremendo, se eles apenas tivessem feito as coisas da forma certa...

    É com muita tristeza que dou Adeus a Grimoire of Souls, passei por diversos momentos bons nele e vê-lo fechar deste jeito é, no mínimo... desanimador e agora sabe-se quando vamos ver algo novo de Castlevania. 

    Castlevania: Grimoire of Souls

    Platform: iPhone/iPad
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      artigos · 24 days ago · 3 pontos

      Parabéns! Seu artigo virou destaque!

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      wiegraf_folles_ · 24 days ago · 2 pontos

      Ouvi dizer que ele assim como alguns outros gachas tão fechando as portas, pena que depois de tantos tiros pra todos os lados nesse meio existem jogos desse tipo que legitimamente bons mas como engenharia reversa não é fácil e planejamento desse de tipo de jogo é demoniacamente feito pra quando percebem que o acumulado de powercreep e bugs chegaram a certo ponto entram em um estado de milkagem absurdo, e caso por algum milagre alguém faça um servidor pirata vai vir na lástima que terminou já que esses devs só se importam em fazer o próximo.

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      vinix · 23 days ago · 2 pontos

      Vamos ser honestos Vent... A Konami nem "tentou". O jogo sequer saiu do canadá mesmo sendo 100% jogável e totalmente traduzido para inglês e a qualidade dos eventos é algo que dava para ser resolvida com uma revisão de ideias. Mas não, eles simplesmente decidiram fechar mesmo.

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  • neilson1984 Neilson Lopes De Carvalho
    2020-07-16 16:43:32 -0300 Thumb picture
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  • neilson1984 Neilson Lopes De Carvalho
    2020-07-02 00:36:19 -0300 Thumb picture
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  • neilson1984 Neilson Lopes De Carvalho
    2020-07-13 19:54:51 -0300 Thumb picture
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    Video novo galera!

    O gênero FPS no começo dos anos 90 foi uma explosão depois saiu Doom, dezenas de outros títulos faziam sucesso tanto nos PCs quanto nos consoles, mas infelizmente por toda a década dos anos 90 e até começo dos anos 2000, eu negligencie esse gênero dos vídeo games por puro pré conceito, mas quando fiquei mais velho da adolescência até a fase adulta, mais precisamente quando saiu os consoles de 6 geração os famosos 128 bits como chamávamos na época como Dreamcast, Xbox, PS2 e Game Cube, passei a dar atenção a esses títulos e passar a joga-los com frequência maior, daí voltei a jogar os clássicos da época que eu negligenciei por tanto tempo, eu até conhecia esses games por ver meus amigos jogando na locadora na época. Mas hoje vou falar de 5 jogos que eu acho os melhores FPS do Sega Saturn bora lá e chega de enrolação. 

    Alien Trilogy

    Platform: Sega Saturn
    74 Players
    3 Check-ins

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      thiones · 22 days ago · 2 pontos

      Eu vi que o Tio John tinha compartilhado na Comunidade do canal. Por algum motivo não recebi notificação 🤔

      Enfim, bacana o vídeo. Só os clássicos!

      3 replies
  • neilson1984 Neilson Lopes De Carvalho
    2020-07-14 18:29:45 -0300 Thumb picture
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