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  • papm22 Galard Malvic
    2020-11-22 00:27:40 -0200 Thumb picture

    FINALMENTE FINALIZADO!!!

    http://alvanista.com/papm22/posts/3838353-o-jogo-d...

    Amigos, que trabalho! O laptop apagou metade do que já tinha escrito, o site crashou várias vezes junto do Chorme e no Mozzila tb, enfim. Em contrapartida, eu deixei ele mais denso do que o de costume. Marquem seus amigos que se interessarem pelo tema, bora ajudar com a divulgação ae gente! 

    Sim, quem quiser publicar ele em revistas virtuais GRATUITAS, pode, desde que me creditem e me informem tb. 

    É isso e se entupam de álcool em gel.

    10
  • papm22 Galard Malvic
    2020-11-19 02:32:05 -0200 Thumb picture

    O jogo do ano 2020

    Medium 3838353 featured image

    Salve, salve meus amigos, aqui é o Galard, com a sua reclamação o seu artigo anual sobre a mais querida (?) e importante celebração sobre a indústria dos games ... e ... bem, preciso falar algumas coisas antes.

    A primeira e mais séria, que não tem muita correlação, mas é impossível não comentar também é a pandemia de COVID-19. Inicialmente, queria homenagear aqui todas as vítimas dessa praga. E desejo também minhas condolências para quem estiver lendo esse artigo, no caso de ter perdido alguém. Uma hora vai passar, acreditem e tenham fé, estamos juntos nessa.

    Um segundo ponto é que todos erramos. Sim, eu errei RUDE, como um viking dos motivos de 2019 ter sido meio fraco. 2020 poderia ter sido bem melhor também, e dessa vez eu não sei os motivos, mas me abriu margem para contar uma historinha para vocês.

    Por causa dessa pandemia, por morar com dois idosos e cuidar bastante deles, eu tive de ficar em casa por muiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiito tempo. Como eterno fã dessa mídia, eu acabei comprando uns jogos. A ideia era comprar um Switch assim que voltasse de viagem, fiquei bem frustrado por terem faltado só 20 euros para poder comprar o aparelho. Retornei ao Brasil com uma gana em comprar o aparelho ... até ver que aqueles R$ 1400,00 de preço médio viraram mais de R$ 5000,00!!! E como a minha ânsia para jogar o The Legend of Zelda Breath of The Wild era gigantesca, acabei comprando um Wii U. Junte isso ao fato de ter ganho várias ações de uma só vez, e bem, deu nisso aqui:

    PS: alguém tem um Devils Third sobrando por aí?

    Isso pq ainda sobrou para investir nas minhas coleções de ps3, ps2 e 3ds. 

    Fora que também iniciei uma coleção de psvita

    E uma de GameCube que estou com vergonha preguiça de tirar a foto.

    O fato dessa palhaçada toda é uma só: há muito tempo que eu não me dedicava TANTO aos jogos, e em plataformas tão diferentes, me distanciando um pouco do tradicional ps3 e ps4. É um incentivo meu para todos vocês: se puderem adquirir outra plataforma que tenham algum apreço, mas nunca adquiriram e agora têm algum interesse, se puderem comprar, comprem. Ter diversidade na mídia me abriu bastante os olhos, com diversas sensações, das quais há muito tempo não tinha.

    E tudo isso por causa do bendito Zelda e a frustração de não conseguir comprar um Switch.

    Tá, mas chega dessa babaquice também e bora para o que interessa: TGA!!

    Se ano passado eu joguei todos os principais indicados, mas tive zero tempo para zerar eles, em 2020 a coisa foi diferente. Não satisfeito só em zerar, eu platinei alguns ainda, como Ghost of Tsushima e The Last of Us Part II e alguns eu quaaaaase platinei, como o Doom Eternal (falta só um troféuzinho, o das vidas extras).

    Bem, aí estão os que pude adquirir em mídia física.

    Sobre a estrutura do artigo, dessa vez, zero mudanças na estrutura do evento, continua sendo 10% de peso para o voto popular e 90%  ao júri técnico. É o que diz o regulamento.
     

    De novidade mesmo, é que o show será todo à distância por conta da COVID-19 e acresceram uma categoria MUITO BEM VINDA (no momento certo, falo dela).

    Quem quiser votar, aí está o link: https://thegameawards.com/nominees

    Quem quiser conferir os meus artigos dos anos anteriores, segue os links abaixo:

    O jogo do ano 2019

    O jogo do ano 2018

    O jogo do ano 2017

    O jogo do ano 2016

    O jogo do ano 2015

    Tenho outros artigos que discutem um pouco sobre os motivos de eu não ter gostado nem um pouco do ano de 2014, que fiz em estrutura de retrospectiva e não de análise de uma premiação específica; outro sobre algumas características que eu creio que sejam comuns entre os gotys, usando o gotypicks como parâmetro; e por fim uma opinião que acabei acertando, que fora sobre a importância de 2017 para esta geração:


    O ano em foco - 2014: o pior ano dos games?

    O jogo do ano: o que faz de um jogo um goty??

    Galard Opina: 2017 será um ano decisivo para a 8ªgeração?

    E como sei que está ruim para todo mundo, segue meu artigo em que dou umas dicas para você jogar bem, pagando pouco, sem ter de apelar para a pirataria (ou não, quem sabe, clica lá). 

    Bom, vamos lá aos indicados.

    Melhor Narrativa

    13 Sentinels: Aegis Rim (George Kamitani)Final Fantasy VII Remake (Kazushige Nojima, Motomu Toriyama, Hiroki Iwaki, Sachie Hirano)Ghost of Tsushima (Ian Ryan, Liz Albl, Patrick Downs, Jordan Lemos)Hades (Greg Kasavin)The Last of Us Part II (Neil Druckmann, Halley Gross)

    Ano bom para quem curte uma boa história né? Confesso que o 13 Sentinels eu nunca havia ouvido falar e essa é uma ótima notícia, já que o TGA está aí me surpreendendo bastante. Agora é mais um jogo que eu gostaria de testar. Quem sabe um dia. 

    FF VII Remake já esperava a indicação ... mas, apesar de gostar do jogo, gostar da narrativa, entendo que ele ainda é um game episódico e por melhor que seja a narrativa, ela continua picotada, o que sinceramente, foi o principal motivo de ter deixado ele de lado temporariamente.  

    Hades eu realmente não posso opinar, comecei a jogar ele HOJE de manhã, já esperando a sua eventual indicação.

    Assim sobraram dois dos meus jogos favoritos do ano: tlou II e GoT. 

    GoT traz uma narrativa "Kurosawana" simples e previsível. E eu amei isso, pelo fato do momento carregado de problemas mundiais, como crises econômicas e a pandemia, conhecer as lendas de Tsushima, ver uma história simples e gratificante de vingança, superação e até redenção, veio em bom momento. Mas apesar disso ...

    ... ninguém tira esse prêmio de TLoU Part II! A narrativa densa, pesada, fúnebre e única desse jogo me cativou por completo. E o plot principal NÃO É SOBRE VINGANÇA!! Isso me deixou MUITO satisfeito, já que o game fala sobre o ciclo do ódio! E numa era de preconceitos, exceções, guerras políticas, líderes malucos, posso dizer com certeza de que nenhum outro produto de entretenimento conseguiu reunir todos esses temas e sem maniqueísmo algum. É o motivo principal pelo qual eu amei o jogo.  E que maturidade para expor tal mensagem, um tema tão delicado, tão importante e o principal, tão relevante. E o principal motivo de ter ficado irritado com a ausência dele em ouuuutra categoria...

    Melhor Direção de Arte

    Final Fantasy VII Remake (Square Enix)Ghost of Tsushima (Sucker Punch/SIE)Hades (Supergiant Games)Ori and the Will of the Wisps (Moon Studios/Xbox Game Studios)The Last of Us Part II (Naughty Dog/SIE)

    Aqui as coisas começam a ficar bem complicadas, já que todos estão excelentes nesse quesito. Particularmente, eu amei todos. Mas vamos às peculiaridades:

    FFVII Remake - é ótimo poder revisitar os cenários marcantes de outrora. É assim que se faz uma reimaginação! É assim que se reconstrói um mundo vivo, mítico e inspirador. Gaia é um lugar magnífico de se explorar por conta de sua direção de arte (não pelo mapa em si, mas aí é outra história). Os únicos problemas aqui são umas texturas de péssima qualidade, que não renderizam, com sinais de crunch na produção

    (porra de porta feia).

    Hades é um belo jogo. Tem um excelente trabalho artístico em 2D, cheio de personalidade, que carrega uma palheta de coloração bem ousada. Não erra em nada, mas também ele não vai muito além do estilo que os demais jogos da Supergiant traz. E passa aquela sensação de que está vendo algo perigosamente familiar com Bastion, Transistor e um pouquinho diferente de Pyre. Não, não há nada de errado nisso, eu só gostaria de ter visto algo mais único... mas dentre os indicados, esse é o que menos joguei, logo é só mera impressão inicial. 

    E isso vale para o Ori and The Will of The Wisps também. Joguei bem pouquinho, mas o estilo dele já era tão bom antes, que não consigo considerar com o mesmo peso que a familiaridade de Hades com seus antecessores. Enfim, não me espantaria em nada se ele ganhasse. 

    O que já não posso posso dizer do meu escolhido: Ghost of Tsushima. Não é novidade alguma que eu goste dessa temática do Japão feudal, mais voltado para o realismo, esse foi um dos pontos que eu elegi Sekiro como meu favorito nessa categoria no TGA 2019. Mas aqui é OUTRO nível. Ao mesmo tempo que os filtros trazem um realismo mítico que agradam até o mais chato dos historiadores dessa era. Ao mesmo tempo que o mundo expansivo, vivo, e O VENTO CARA, O VENTO!! E sabe o que é o melhor nisso tudo? É que a arte do jogo SERVE ao gameplay! Seja o vento guia, seja para diferenciar inimigos , estilizar o Jin. Acho que talvez ele leve essa categoria, mas não espere tanto reconhecimento por parte da academia. A excelência nem sempre é reconhecida de imediato.

    E o TLOU II? Bem, ele é o meu segundo favorito, mas é uma direção de arte mais voltada para o realismo bruto, duro, cru. Sujo. E violento. É aí que ele brilha, na morbidez com o realismo de sua violência, algo que nunca vi num jogo. Ele também poderia ganhar, mas conhecendo a academia, que tem o histórico de premiar as direções de arte mais diferentonas, acho bem improvável. Mas para quem curte gráfico potente e realista, ele e RDR 2 são insuperáveis nessa geração!

    Melhor Trilha e Música

    DOOM Eternal (Mick Gordon)Final Fantasy VII Remake (Nobuo Uematsu, Masahi Hamauzu, Mitsuto Suzuki)Hades (Darren Korb)Ori and the Will of the Wisps (Gareth Coker)The Last of Us Part II (Gustavo Santaolala, Mac Quale)

    Ai Ai, esse ano é a minha categoria favorita. Qualquer um aqui poderia levar o caneco! Mas tenho uma reclamação antes: apesar do belo nível de excelência, não tem nada de novo aqui.

    Doom Eternal traz o melhor do metal industrial, vívido, pulsante e estimulante. Ele serve perfeitamente para motivar o jogador a estripar e dilacerar, manter-se ágil, em movimento, nunca falhando na contribuição dessa perfeita fantasia de poder. É um dos principais pilares desse ballet de violência e emoção.

    E curiosamente Hades faz a mesma coisa, e ainda com o MESMO estilo musical de metal industrial. Inclusive, estou viciado na OST do jogo:

    Caralho, melhor ideia do mundo em unir isso com um dungeon crawler! Supergiant, como que vocês sempre conseguem me cativar com as suas OSTs? Estou digitando com os pés aqui, pq as mãos estão aplaudindo, logo: t9mar24    qu9 ewasa p09orrra vcvdençsa!

    PS: ouçam a faixa 9, Good Riddance e vejam se não irão se lembrar de um certo muro sendo construído ...

    Ori e FF VII Remake são um caso a parte, pelo fato de serem as mais variadas. O problema é que eu ainda assim achei um pouquinho familiares com os seus antecessores. Mas são boas DEMAIS! Ouço elas até lavando louça, tomando banho, etc. Mas Nobuo Uematsu, ainda gosto mais do teu trabalho em retroost, falou?

    Já o TLoU II ela é a mais única de todas, e mesmo assim remete-se bem à ost do antecessor. Contudo, há uma peculiaridade aqui, que ela é ótima para te fazer refletir a cada segundo, sobre as ações, tanto da Ellie e Abby, mas nunca te botando para cima, afinal, o jogo é uma tragédia (no sentido mais literal possível) funesta. Por ser a mais artística, talvez ganhe. Era a minha favorita, até a porra da Supergiant me lembrar do motivo de ouvir as trilhas de Bastion e Transistor até hoje.

    Ah, e recomendo fortemente o restante do trabalho do Gustavo Santaolalla, afinal não é todo dia que um compositor de música de games têm premiações também na indústria cinematográfica e musical com baftas, oscares e globos de ouro. O cara é foda, sem mais.

    OBS: senti a falta de um sexto indicado aqui, o Ghost of Tsushima, que traz o melhor de uma trilha sonora oriental realista para um jogo. E como empolga, como te emociona, te instiga e te faz realmente sentir no meio de Ran (o que é tão bom quanto apreensivo, na real), magnum opus de Akira Kurosawa.

    Melhor Design de Som

    DOOM Eternal (id Software/Bethesda)Half-Life: Alyx (Valve)Ghost of Tsushima (Sucker Punch/SIE)Resident Evil 3 (Capcom)The Last of Us Part 2 (Naughty Dog/SIE) 

    Pois é, categoria enrolada essa né? Categoria extremamente técnica, geralmente é escolhido jogo que melhor usa o áudio como mecânica de jogo. Então, temos 2 jogos que utilizam de modo tradicional: a chatice do RE3 Remake e o fantástico TLoU II. Ouso dizer, que perto da acessibilidade que a ND fez com o áudio, deixa a Capcom chupando dedo com louvor! Acho que irá ganhar, inclusive, a Ellie parece o John Wick mexendo nas armas até de tão bem feito!

    Todavia, trago umas ressalvas:

    Doom Eternal é primoroso nesse aspecto, pois teve de criar sons que não existem, e com ampla variação, afinal, demônios não existem, ainda mais nessa ampla variação, assim como seus pedaços batendo na parede, espirrando suas entranhas nos cenários de arquitetura orgânica e industrial... violência auditiva de qualidade. 

    Curiosamente, GoT é bem parecido nesse aspecto, só que o destaque aqui é para o vento e os trovões. É um design de áudio perfeitinho e redondinho.

    E Half-Life Alyx, bem, alguém tem um VR para me emprestar aí? São muito populares esses utensílios né? Todo mundo tem em casa né? Ah bom.

    Melhor Performance

    Ashley Johnson como Ellie, The Last of Us Part IILaura Bailey como Abby, The Last of Us Part IIDaisuke Tsuji como Jin Sakai, Ghost of TsushimaLogan Cunningham como Hades, HadesNadji Jeter como Miles Morales, Marvel’s Spider-Man: Miles Morales

    Sony vs Sony por aqui. Aliás, Naughty Dog vs Naughty Dog. E fica difícil competir com o mocap deles, junte isso com uma das MELHORES intérpretes da área, que é a Laura Bailey, e temos a vencedora (ainda que goste mais um pouquinho da Ellie por causa de TLOU I). 

    (Mulherão talentosa da porra - Laura Bailey)

    Há um diferencial aqui: Abby é uma frankenstein. Pq ela leva o rosto de uma pessoa (Jocelyn Mettler), o corpo de uma atleta de crossfit (Colleen Fotsch) e a interpretação e personalidade da Laura. Mas não fosse pela interpretação dela, TLoU II não funcionaria tão bem!

    Claro, a Ashley Johnson não fez nada de errado também e aquele grito que ela da logo no início do jogo, no chão, pqp, é de vibrar a alma.

    Daisuke, apesar de adorar o jogo, e até gostar da jornada do protagonista, reconheço que o Jin Sakai parece um robô estereotipado. Aliás, o mocap nem é dele, ele só empresta a aparência e a voz na dublagem japonesa, que saiu toda dessincronizada, isso não ajuda em nada. 

    Eu não joguei o novo Spiderman, mas pelas cenas que assisti, Nadji Jeter, não fez nada de novo. 

    E um salve a versatilidade de Logan Cunningham, parece que ele dublou o jogo inteiro sozinho, pqp! Sujeito MUITO promissor!

    Jogo de Impacto

    If Found… (DREAMFELL/Annapurna)Kentucky Route Zero: TV Edition (Cardboad Computer/Annapurna)Spiritfarer (Thunder Lotus Games)Tel Me Why (Dontnod Entertainment/Xbox Game Studios)Through the Darkest of Times (Paintbucket Games)

     É aqui que eu senti muita falta de TLOU II. Confesso que isso me frustrou demais, já que poderia ser a primeira vez em que um AAA poderia levar esse prêmio e com uma mensagem superimportante. Fiquei tão chateado que nem vou comentar essa categoria (até pq só conheço o Kentucky Rote Zero, e nem sei se é o mesmo jogo que os episódios).

    (Mas ainda acho que Spiritfarer vai levar)

    Melhor Jogo Contínuo

    Apex Legends (Respawn/EA)Destiny 2 (Bungie)Call of Duty Warzone (Infinity Ward/Activision)Fortnite (Epic Games)No Man’s Sky (Hello Games)

    e

    Melhor Suporte de Comunidade

    Apex Legends (Respawn/EA)Destiny 2 (Bungie)Fall Guys (Mediatonic/Devolver)Fortnite (Epic Games)No Man’s Sky (Hello Games)Valorant (Riot Games)

    Sério, essas duas categorias parecem que foram feitas para homenagear sempre os mesmos jogos, até pq nem todo jogo tem essa atualização constante ou mesmo recebe suporte com tanta intensidade. Eu sempre comentava tais categorias, mas na boa mesmo? É inútil fazer isso. além de serem sempre os mesmos, quando essa porcaria de categoria poderia privilegiar algo diferente, ela não o faz. De quem estou falando? Ah, vocês sabem ...

    Ah e quem é Valo ... o que? Hã? 

    Melhor Jogo Independente

    Carrion (Phobia Game Studio)Fall Guys: Ultimate Knockout (Mediatonic/Devolver)Hades (Supergiant Games)Spelunky 2 (Mossmouth)Spiritfarer (Thunder Lotus Games)

    De volta aos carne de vaca (ainda bem).

      Spelunky 2 foi feito para te irritar. Como eu já sou puto o suficiente, não sou o público-alvo e me recuso a jogar isso.

     Spiritfarer eu realmente conheci agora, queria saber mais sobre para poder opinar, já que parece ser do estilo de jogo que gosto ... é a personagem do Journey ali?

    Fall Guys têm chances aqui, remotíssimas, mas tem. Só que vamos falar dele depois, na sua própria categoria, certo?

    Sendo assim, o duelo fica entre Carrion (my wayward son?), com uma ideia inovadora porém não tão bem executada assim e Hades, que foi indicado em outras 7 categorias, dando uma "leve" vantagem para ele. Nem preciso dizer quem eu acho que irá levar né? Próxima.

    (Imagem: gameplay de Carrion)

    Melhor Jogo Indie de Estreia

    Carrion (Phobia Game Studio/Devolver) Mortal Shell (Cold Symmetry/Playstack) Raji: An Ancient Epic (Nodding Heads Games) Röki (Polygon Treehouse/CI Games) Phasmophobia (Kinetic Games)

    Eu não iria comentar essa categoria não, mas como sou um chato perfeccionista, por que não falar do pouco que sei? Então, Carrion (my wayward son... é mais forte que eu, malz ae) ele consegue entregar quase tudo o que promete, com essa proposta inovadora em controlar aquela gosma que parece uma cruza dos cenários de Axion Verge com o conceito da criatura no filme The Thing. É bem legal poder controlar cada inimigo, enganá-los, se sentir OP. O problema é que senti uma linearidade que não esperava. Carrion não se trata de um metroidvania, ainda que traga alguns elementos. É imperfeito? Sim, mas gostei muito e é meu voto.

    Já Mortal Shell é bem surpreendente, não parece nem que teve um custo relativamente baixo para um soulslike, e ainda inova no gênero. Pode ser a escolha da academia e levar um troféu de querubim para casa.

    Já os outros, eu realmente não sei absolutamente nada deles dessa vez.

    Inovação em Acessibilidade

    Assassin’s Creed Valhalla (Ubisoft Montreal/Ubisoft)Grounded (Obsidian/Xbox Game Studios)HyperDot (Tribe Games)The Last of Us Part II (Naughty Dog/SIE)Watch Dogs Legion (Ubisoft Toronto/Ubisoft)

    Essa é a nova categoria antes de mais nada, preciso colocar aqui um breve discurso de Steve Saylor, consultor de acessibilidade e gamer cego:

    Foi para isto que eu e outras pessoas na comunidade de acessibilidade demos duro; isto significa tanto. É por isto que eu faço o que eu faço. É por isto que eu trabalho tanto para promover acessibilidade. É por isto! Por que isto é importante!

    Eu realmente estou extremamente feliz com isso e me emocionei, tanto quanto o próprio Steve. A luta de pessoas com deficiência (e não "portador de necessidades especiais") é algo que me toca desde criança, pois a minha avó era uma, ela sofria de uma branda esquizofrenia e mesmo sendo quase analfabeta, descendente de negros e indígenas numa época de muito preconceito, tendo seus surtos periódicos, ela conseguiu criar 3 filhos, colocou todos em ótimas graduações e o seu neto que aqui escreve esse besta artigo, agora pode lhe homenagear e contribuir pela causa, dando aulas sobre o tema em alguns cursos. Seja onde estiver, espero que esteja recebendo essa breve homenagem.

    Obviamente, esse prêmio vai para The Last of Us Part II.

    Caso tenham alguma dúvida, segue aqui a lista com o rol de acessibilidades do jogo: https://www.playstation.com/en-us/games/the-last-o...

    É revolucionário, inclusivo e altamente respeitoso. Sem piadas nesse momento dado a seriedade do tema.

    Melhor Jogo VR/AR

    Dreams (Media Molecule/SIE)Half-Life: Alyx (Valve)MARVEL’s Iron Man VR (Camoflaj/SIE)STAR WARS: Squadrons (Motive Studios/EA)The Walking Dead: Saints & Sinners (Skydance Interactive)

    Em contrapartida, aqui eu não vou ser sério um único minuto também.

    Dreams é aquela engine gamificada foda para caralho que deveria ter tido outras indicações. É uma pena que ele tenha sido reconhecido só por causa de uma atualização que acrescentou essa função para ele. 

    Por isso, segurem meu cabeção aí! 

    Iron Man VR parece uma lata de sardinha cheia de droga numa rave de fundo de quintal.

    Star Wars é ruim pq não tem o baby yoda e é da EA, e mesmo quando eles acertam, eles erram, e quando erram, acabam criando o anticristo ... literalmente: https://play.google.com/store/apps/details?id=com....

    The Walking Dead eu nem sabia que tinha sido lançado, aliás, acho que essa temática de zumbis tá meio morta-viva já né? 

    E aí sobra a trollagem do gênio do mal, o Gilmar Mendes do mundo dos joguinhos, bilionário excêntrico, o sentador de válvulas, Gabe Newell, que depois de quase 16 anos, resolveu contar até 3 e lançar um novo Hal... pera, VR, FILHA DA PUTA?

    Tá, já sabemos o vencedor dessa categoria, Gabe babaca do caralho.

    Melhor Jogo de Ação

    DOOM Eternal (id Software/Bethesda)Hades (Supergiant Games)Half-Life: Alyx (Valve)Nioh 2 (Team Ninja)Streets of Rage 4 (DotEmu)

    Voltando para a seriedade, aqui está fácil. Doom Eternal né gente? É o melhor fps da geração, DE LONGE, há uma ótima estratégia para manter a carnificina, ótimo uso de memória muscular, Doom respira ação, e talvez ressignifique o uso do termo nos games. O grande diferencial aqui é que Eternal tem uma fluidez em sua gameplay, que quando se pega o jeito,  uau, você é o cara, e ninguém te para. Todos te temem e o elo entre jogador e personagem de fantasia de poder torna-se um só. Foda-se, que jogo bom!

    É minha escolha, é o melhor jogo em todos os aspectos, melhor elaborado e não te obriga a comprar uma merda de um acessório caríssimo. #chupagabe.

    Nioh 2 foi COMPLETAMENTE obliterado pelo esquecimento, ninguém prestou atenção nele, enfim, deixe aqui a sua risada pelo mais perfeito timming de lançamento de um jogo. 

    Hades e Street of Rage 4 felizmente foram lembrados nessa categoria. Realmente não saberia aonde mais encaixá-los, creio que o foco deles seja a porradaria mesmo ... aliás, é mesmo um beat`n up por aqui e um dungeon crawler por aqui? Não poderia estar mais feliz.

    #chupagabedenovo

    Melhor Jogo de Ação/Aventura

    Assassin’s Creed Valhalla (Ubisoft Montreal/Ubisoft)Ghost of Tsushima (Sucker Punch/SIE)MARVEL’s Spider-Man: Miles Morales (Insomniac Games/SIE)Ori and the Will of the Wisps (Moon Studios/Xbox Game Studios)Star Wars Jedi: Fallen Order (Respawn/EA)The Last of Us Part II (Naughty Dog/SIE)

    Aqui as coisas voltam a se complicar. Não, os indicados não estão ruins, pelo contrário, mas temos uns bagulhos estranhos...

    A começar pela descrição da categoria: FOR THE BEST ACTION/ADVENTURE GAME, COMBINING COMBAT WITH TRAVERSAL AND PUZZLE SOLVING.

    Então, eu nunca entendi muito bem isso, se é para ter exploração, combate e resolução de puzzles  com muita qualidade, se é para ter só dois desses aspectos, enfim, vai saber.

    Outra coisa estranha é a presença de Fallen Order por aqui: ele curiosamente, é o que melhor equilibra todas as três categorias, mas olha a data de lançamento dele: 15/11/2019. Ok, tá certo de que o TGA tem um ano fiscal para lá de estranho, e ele ""poderia"" entrar no TGA 2020, mas aí vem essa informação aqui do faq direto do site do TGA 2020:

    WHAT IS THE CUTOFF DATE FOR GAMES TO BE ELIGIBLE THIS YEAR?

    Games eligible for The Game Awards this year must be available for public consumption on or before November 20, 2020. Titles that are released after this date will be eligible for The Game Awards ceremony in 2021. (Similarly, games that were released in December 2019 are first eligible for this year’s awards).

     Estranho né? Por essa regra, ele poderia ter entrado na premiação de 2019. Mas calma que piora, porque ele entrou na votação, só que numa categoria exclusivamente popular.

    http://media.alvanista.com/uploads/timeline_image/20...(img)

     E segundo a descrição da mesma página: "Qualquer jogo lançado entre dezembro de 2018 até 15 de novembro de 2019 era elegível para consideração.". Só jogar um "ctrl+f" e procurarem.

    E aí vem outros problemas:

    Valhalla, TLOU II, Spiderman não cumprem muito bem a parte de bons puzzles.

    Ori eu pouco joguei, mas é um metroidvania né? O foco é mais na exploração do que os demais aspectos.

    Assim, dentre os indicados, eu acho que Ghost of Tsushima levar essa categoria seria o mais justo, só que eu acho o The Last of Us Part II tão bom nos demais aspectos quanto ele, talvez até mais equilibrado. Enfim, seja lá quem for levar, tá justo, mas acho que a academia deve ficar com TLOU II.


    Melhor RPG

    Final Fantasy VII Remake (Square Enix)Genshin Impact (miHoYo)Persona 5 Royal (Atlus, P Studios)Wasteland 3 (inXile Entertainment/Koch)Yakuza: Like a Dragon (Ryu Ga Gotoku Studio/Sega)

    Bateu umas saudades de 2015 heim! Temos vários problemas aqui

    Persona 5 Royal, apesar de provavelmente ser mesmo o melhor rpg dentre os indicados, é a versão aprimorada de um jogo de 2017. Tá certo que ele têm seus méritos, mas ainda não deixa de ser algo muito bom, nem um pouco novo e que aprimora uma experiência passada. Eu não sei bem o que dizer quanto à essa escolha, já que em 2016, Blood and Wine ganhou o prêmio de melhor rpg, mesmo sendo uma expansão do The Witcher 3.

    Final Fantasy VII Remake, bom ... aqui começa a minha decepção. Compreendam meu ponto: não é que eu não tenha gostado do jogo, pelo contrário, eu achei ele ótimo, mas longe de ser perfeito e com umas falhas que pesaram bastante, como a insistência em utilizar texturas de baixa qualidade.  Já a opção em dividir o jogo por episódios, ao mesmo tempo que contribuiu para uma eventual expansão da história, também soou como uma prática anticonsumidor: é bem chato jogar algo sabendo que não poderá concluir até que a empresa lance o pedaço restante. E isso foi bem frustrante para mim. Mas, ainda assim, FFVII Remake conseguiu ser o melhor rpg de 2020 que joguei e deve levar esse prêmio.    As demais indicações dele irão pesar e a academia provavelmente votará seguro.

    Tá legal, mas calma lá, mas é justo isso? Sim e não. Sim, pois apesar de tudo, ele é um excelente jogo; e não, pois, além de tudo o que já expliquei, creio que isso desprivilegia os concorrentes que não são remakes, que não são expansões e que ainda por cima são jogos completos, sem essa divisão por episódios.

    Feito isso, preciso falar dos outros 3 nomeados:

    Genshin Impact é um fenômeno! E ainda é um f2p com qualidades de AAA, e ainda assim, inspirado em Breath of The Wild. Eu confesso que testei muito pouco, mas mesmo assim, ele teve a façanha de rodar muito bem no meu cel, que é uma bosta francesa da Alcatel. Fora o estardalhaço que ele fez no seu lançamento, com a desenvolvedora tocando o berrante chamando a atenção do povo.

    http://media.alvanista.com/uploads/timeline_image/20...(img)

    (imagem de um dos desenvolvedores)

    Mas temos 3 fatores aqui que podem tirar esse prêmio dele, além do que já falei:

    1º é um f2p, logo, é questão de tempo até que ele possa ter alguma prática abusiva anticonsumidor. Não sei se pesaria tanto, mas enfim.

    2º é um jogo chinês, e isso provavelmente não é bem visto por lá, se bem que em 2017 tivemos a categoria "melhor fangame chinês".

    3º é um jogo debutante que está competindo com verdadeiros monstros da área, como Final Fantasy e Persona, e esses nomes PESAM na escolha.

    Correm por fora Wasteland 3 e Yakuza: Like a Dragon, que apesar de serem bons jogos, que eu não testei, a mídia gostou, mas não tiveram tanto genshin impacto. 

    Enfim, mesmo achando que o FF VII Remake irá levar o prêmio, pode ter uma pontinha de chance com Genshin Impact. Próxima!

     Melhor Jogo Mobile

    Among Us (InnerSloth)Call of Duty Mobile (TiMi Studios/Activision)Genshin Impact (miHoYo)Legends of Runeterra (Riot Games)Pokémon Café Mix (Genius Sonority)

    Isso vai ser divertido e confuso. hehehhe

    De baixo para cima, Pokemon Café Mix é mais um jogo f2p da Nintendo para os celulares, não inova muito, mas têm suas qualidades (afinal é Nintendo, o que ela tem de filha da puta, tem de competente, pelo menos).

    Legends of Runeterra está incompleto, cópia chata de Hearthstone, mal otimizado e nem parece que saiu da beta. Nem deveria estar aqui.

    E agora vamos complicar um pouco:

    CoD Mobile tem um pequeno detalhe ... ele é de 2019, competiu no TGA e por acaso, GANHOU essa mesma categoria que ele compete NOVAMENTE! Gente, que porra é essa?

    Caso não confiem em wikipedia, o que eu entendo perfeitamente, toma aí a página com os vencedores no The Enemy, um dos jornais que foi convidado para ser jurado:

    Mas me permitam ser um pouquinho hipócrita agora? Nessa categoria temos o meu xodó do Among Us, que é de 2018.

    http://media.alvanista.com/uploads/timeline_image/20...(img)

    É, mas também o defendo lembrando que ele só explodiu esse ano e é um indie de um estúdio MINÚSCULO, a Innersloth. Quem quiser conferir o site deles, para dar uma força, tá ae: http://www.innersloth.com/About.php

    Eu só não vou comentar sobre ele agora por preferir falar dele em outra categoria. Tá, mas ele merece vencer? O jogo é foda né? Então ... no âmago do meu coraçãozinho gelado, sim, mas sendo justo, Genshin Impact é quem deveria levar, é um jogo desse ano e os motivos eu acabei de falar acima: é um f2p inspirado em BoTW e ainda por cima roda bem em qualquer celular. Quanto mais acessível um jogo é, melhor! E isso poucos conseguiram tão bem e com essa qualidade técnica. 

    Melhor Jogo de Luta

    Granblue Fantasy: Versus (Arc System Works/Cygames)Mortal Kombat 11/Ultimate (NetherRealm Studios/WB Games) 2019Street Fighter V: Champion Edition (Dimps/Capcom) 2016One Punch Man: A Hero Nobody Knows (Spike Chunsoft/Bandai-Namco) Jump Force 2?UNDER NIGHT IN-BIRTH Exe: Late[cl-r] (French Bread/Arc System Works)

    E de volta à categoria mais bagunçada do evento, para variar ...

    Temos aqui a versão completa de MK11, que é do ano passado, amargurado com a derrota para Super Smash Bros Ultimate;

    Mais uma expansão de Street Fighter V, que é de 2016 e venceu o prêmio naquele ano.

    Nem preciso dizer que meu posicionamento sobre isso é sempre o mesmo. Não concordo, ainda mais quando estão reciclando produtos na cara de pau.

    O jogo do One Punch Man, por puro acaso, fui dar uma olhada na gameplay dele e sério??????? Parece um jogo genérico do naruto com jump force, só que não consegue fazer nada muito certo, e ficou até pior que esses dois jogos, que já não costumam agradar muito além de seu nicho. 

    Sendo assim, só faltou um Blazblue para a Arc System levar a tríplice indicação. Enfim, joguei nada, mas acho que um deles vai vencer.

    Melhor Jogo de Esporte/Corrida

    Dirt 5 (Codemasters Cheshire/Codemasters)F1 2020 (Codemasters Birmingham /Codemasters)FIFA 21 (EA Vancouver/EA Sports)NBA 2K21 (Visual Concepts/2K)Tony Hawk’s Pro Skater 1+2 (Vicarious Visions/Activision)

    POIZÉ. Olha eu de novo aqui me contradizendo e jogando uma meaculpa pro remake do Tony Hawk. É o meu voto, achei de longe o melhor jogo, em todos os aspectos, sendo extremamente divertido, e por acaso, dentre os esportes listados, é o meu preferido. O fator nostalgia veio forte aqui!

    E ainda trouxe "Confisco" na trilha sonora. Vocês realmente acham que votaria em outro jogo?

    obs: F1 2020 é um ótimo jogo no seu gênero, a academia pense em até premiar ele, sendo o principal competidor do Antônio Falcão. Na verdade, poderia até estar em outra categoria também, uma nova...

    Melhor Jogo de Estratégia/Simulação

    Crusader Kings III (Paradox Development Studio/Paradox)Desperados III (Mimimi Games/THQN)Gears Tactics (Splash Damage/The Coalition/Xbox Game Studios)Microsoft Flight Simulator (Asobo/Xbox Game Studios)XCOM: Chimera Squad (Firaxis/2K)

    ... e que por acaso também não faz o menor sentido. O que estratégia tem a ver com simulação? Bom, tanto faz, só estão repetindo a bizarrice de 2014, quando anunciaram a categoria de corrida/esportes e deram o prêmio para o Mario Kart 8 e em 2015 para Rocket League, provando que ninguém pode ser tão troll quanto o próprio acaso.

    Certo, e os indicados? De antemão, a briga vai ser feia entre Crusader Kings III e Flight Simulator: de um lado, temos o melhor jogo de estratégia medieval da história recente; do outro, o melhor simulador já lançado, em seu sentido mais puro. Como eu não joguei nenhum dos indicados (ainda) esse ano, a minha opinião de fã velho de Age II, é completamente passional ao Crusader, mas Flight Simulator renasceu das cinzas  e deve ser ele o vencedor. Mas acho que está bem em aberto ainda.

    Menção aqui aos Desperados III, que é de um estilo de estratégia, igual a Comandos, que eu adoro e parece que o jogo veio muito bom!!

    Melhor Jogo para Família

    Animal Crossing: New Horizons (Nintendo)Crash Bandicoot 4: It’s About Time (Toys for Bob/Activision)Fall Guys: Ultimate Knockout (Mediatonic/Devolver)Mario Kart Live: Home Circuit (Velan Studios/Nintendo)Minecraft Dungeons (Mojang/Double Eleven/Xbox Game Studios)Paper Mario: The Origami King (Intelligent Systems/Nintendo)

    Esse ano essa categoria está particularmente especial para mim, já que voltei a jogar de forma mais casual, mais jogos da Nintendo e até mesmo com a minha família (o que não faz a quarentena né mesmo?). Dito isso, vamos aos indicados.

    Animal Crossing é o favorito, de longe. Além de ter sido indicado ao goty, o que reflete bastante nas demais categorias, ele cumpre perfeitamente a descrição da categoria: FOR THE BEST GAME APPROPRIATE FOR FAMILY PLAY, IRRESPECTIVE OF GENRE OR PLATFORM. Ou seja, apropriado para qualquer um, independentemente de idade. Há ainda outros fatores que ajudam ele, só que pretendo falar apenas quando for comentar os indicados ao goty. Apenas duas palavras: timming e social.

    Apesar da extrema vantagem do Animal Crossing,  esse ano essa categoria veio mais forte que o de costume.

    Fall Guys é hilário, incrível, zoado, divertido, perfeito para se jogar com os amigos e ainda tem uma musiquinha chiclete ótima. Por ter sido o jogo que mais joguei nessa lista, é o meu voto pessoal.

    Mario Kart Live: Home Circuit é a Nintendo mostrando o que ela sempre gostou de fazer: brinquedos para todas as idades. Nem preciso dizer que não gastei uma fortuna num carrinho do Mario né? Mas a iniciativa é bacana ... se você estiver lendo isso da Suíça, talvez se divirta com essa nintendisse.

    Crash 4 me pareceu um bom jogo, um pouco distante que seus 3 irmãos do ps1, eu ainda não pude testar o jogo, mas me pareceu um ótimo colect a ton.

    Sei nada de Minecraft Dungeon, mas só por ser um dungeon crawler, eu já fico satisfeito.

    E agora, meu xodó que nunca joguei, mas só porque me apaixonei pelos antecessores, Paper Mario: The Origami King! Eu realmente me apaixonei pela série quando comecei a jogar o Color Splash (sim, acabou que achei um com preço justo! Muito obrigado pela ajuda!), por conta de sua leveza, trilha sonora excelente e extrema casualidade. Até a sua história para lá de babaca me agradou bastante. Bom sei que o Origami King segue a mesma linha e que a série se transformou após o Sticker Star.

    "Aiinn, bom era só os antigos, de GameCube e 64, mimimi"

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     Bons não, excelentes. E se tudo der certo, pego um Sticker Star ainda esse mês (ALGUÉM VENDENDO A PREÇO DE DESAPEGO AÍ??).

    Para que essa palhaçada toda? Simples, todo ano eu mal falo sobre os jogos casuais, com temas mais infantis, mais leves, e até sistemas mais simples (não me limito ao Paper Mario aqui). Com a pandemia e mais tempo livre pude experimentar outros estilos, gêneros, adquirir novos consoles e assim diversificar um pouco meu eixo, que se apegava demais no ps4, ps3, etc.

    E termina aqui a minha singela homenagem aos jogos family friendly...

    Melhor Jogo Multiplayer

    Animal Crossing: New Horizons (Nintendo)Among Us (InnerSloth)Call of Duty: Warzone (Infinity Ward/Raven/Activision)Fall Guys: Ultimate Knockout (Mediatonic/Devolver)Valorant (Riot Games)

    ... mas continuo a falar deles por aqui. E não poderia estar mais feliz do que nunca com essa categoria!

    Entendam: pandemia é uma coisa bem ruim, pois além das piores desgraças envolvendo a sua saúde física, a sua saúde mental também é prejudicada. E muito. Então, nada como um bom multiplayer para rever seus amigos, o que não é a mesma coisa, mas ajuda muito.

    Quer dizer, quase. Três jogos dessa lista realmente transcenderam as barreiras físicas (só dois para mim, não pude testar o Animal Crossing ainda) e me senti como se estivesse num sofá de casa jogando lado a lado com meus amigos, e estes foram Fall Guys e principalmente, Among Us. É, estou sendo hipócrita novamente em privilegiar um game de 2018 né? Mas abrindo essa ÚNICA exceção, ele é meu voto e provavelmente, deve ser o vencedor esse ano. MESMO com Animal Crossing e Fall Guys.

    Fall Guys, por conta de toda sua aleatoriedade, seja no conceito, seja nas próprias mecânicas, traz uma proposta tão única quanto agradável. É hilário você ver teu colega vestido de frango, dando um olé no bicho roxo e sendo derrubado por um pinguim, enquanto você mesmo, vestido de golfinho é derrubado por um triceratops roxo com olhar de quem tá chapado de cocaína. É hilário do início ao fim.

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    Animal Crossing chegou no melhor momento possível, em que as relações humanas estavam todas minadas por causa da COVID-19, todo mundo em quarentena, achou nesse jogo bobo de fazendinha um local de convívio agradável. Some isso a uma ampla variedade de público, que vai de Machete até a Capitã Marvel,  e temos a nossa vida normal de volta, em sociedade (se você for um ser antropomorfo com uma cabeça maior que um balão a vapor, melhor ainda).

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    Machete 2: Machete joga

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    E a Brie Larson, provando que saiu do quarto de Jack sem muitos danos psicológicos.

    É por essa união globalizada em torno de um jogo de bichinho cabeçudo, que provavelmente será esse o voto do TGA.

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    Agradou até a concorrência!

    Among Us é o meu voto, pois ele conseguiu me trazer duas sensações únicas em um jogo: a de um suspense social e de uma jogabilidade que perpassa as próprias limitações técnicas para um jogo de videogame, expandindo e muito o que ele tem a oferecer. Isso ocorre, pois, o objetivo do jogo em localizar um impostor é solucionado fora dos limites do game, encontrando apenas uma solução social, com contato humano, ainda que fisicamente todos estarem longe uns dos outros. Isso é único, jamais havia visto isso antes e de forma tão criativa, simples e acessível.

    E os outros?

    Bom, Call of Duty: Warzone é um f2p, de ótima qualidade, mas continua sendo um jogo mercenário da Activision, só que mais ganancioso do que nunca. Em todo caso, é uma ótima oportunidade em manter um CoD sempre atualizado para quem não pode ficar comprando o mesmo jogo anualmente e assim poderem lucrar com as microtransações de quem não se submete a isso, mas que acaba comprando uma skin baratinha ou outra. Certo, Pinky?

    (Espaço reservado para a sua rir de Valorant).

    Sobre as demais categorias:

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    E finalmente, as categorias principais: melhor direção e goty:

    Melhor Direção de Jogo

    Final Fantasy VII Remake (Square Enix) Ghost of Tsushima (Sucker Punch/SIE) Hades (Supergiant Games) Half-Life: Alyx (Valve) The Last of Us Part II (Naughty Dog/SIE)

    Aqui eu faço questão de colar a descrição da categoria: AWARDED FOR OUTSTANDING CREATIVE VISION AND INNOVATION IN GAME DIRECTION AND DESIGN. Ou seja, um prêmio com foco na visão criativa e inovadora na direção de um jogo e em seu design. Basicamente, é o grande diferencial do produto.

    Primeiramente, tem uma coisa que não entendi: se agora eles praticamente tornaram a 6ª vaga como cativa na categoria de goty, por que não adicionaram também uma na categoria de melhor direção? É uma categoria importantíssima e pelo menos deveriam parar de se espelhar nos Oscares e ampliar logo de vez isso. Quanto mais celebrados, mais visibilidade.

    E é aí que entra a minha principal reclamação: cadê Doom Eternal aqui? Ele é um jogo superior em TODOS os aspectos em relação ao seu antecessor, e ele concorreu nessa categoria em 2016: https://pt.wikipedia.org/wiki/The_Game_Awards_201...

    Ainda assim, também entendo que uma categoria não é para ser espelho da outra. Eu só realmente queria entender essa decisão sem sentido.

    Eternal merecia a indicação, pois , mesmo sendo um jogo mais evolucionário do que revolucionário, ele fez TUDO certo neste quesito: o combate conseguiu ficar melhor do que nunca, as sessões de plataforma, que muitos não gostaram, são interessantes como meios de quebrar o ritmo do jogo. E Doom é isso: ritmo e combate. Até coletar os colecionáveis nesse jogo é maravilhoso. Ah, e a história é daquele jeito que amamos: galhofa e um verdadeiro tributo ao doomguy (tem até plot twist oO).

    Mas e ae, os demais mereceram as indicações? Bom, é lógico! E digo isso mesmo não jogando o HL Alyx, visto que eu já conheço a qualidade de seus antecessores, e a tradição da Valve em só lançar um jogo quando ele revolucionar em algum quesito. Porém, geralmente, quem não é indicado tanto para melhor direção e goty simultaneamente, não leva nenhuma das duas. Isso sem falar que para um jogo restrito a um nicho minúsculo, só de estar indicado já é um grande avanço. Mas sabe como essa galera é HL, é um paga pau do cacete, então talvez exista uma remota chance aí. Ah, e isso também vale para o Animal Crossing também.

    Sendo assim, temos 4 concorrentes efetivamente concorrendo e ironicamente, não achei nenhum deles com a direção inovadora, o que não quer dizer não sejam ruim. Pelo contrário, eu vi foi um verdadeiro primor em quase todas.

    Hades conseguiu me fazer ficar impressionado: ele não é muito inovador, mas tudo o que ele faz, meu deus, é incrível! Manja aquele indie nota 10? É ele. E também rompeu uma barreira, pois é o primeiro indie a ser indicado nessa categoria e ao goty! Parabéns Supergiant, se agigantaram mesmo! A direção dele se destaca aqui por conseguir fazer uma geração procedural funcionar muito bem, nunca deixando o jogador na mão (pelo menos nos 10 níveis que joguei antes de morrer, afinal é um rogue lite). E de certa forma, essa gameplay consegue combinar com a história, que o filho do Hades quer ascender ao Olimpo. Superação, dificuldades, enfim, a pegada de um bom jogo do gênero. Eu não creio que deva levar a categoria, pois, a academia têm privilegiado uma direção que foca em conseguir uma narrativa que justifique a gameplay, mas sem deixar de saber contar uma ótima história, e temos 3 pedregulhos no caminho de Hades, que são melhores que ele neste quesito.

    O grande diferencial de Final Fantasy VII Remake é o seu combate, único e excelente para até justificar o remake. Mas é só isso que eu vi de inovador e criativo, o resto, é muito bom, mas esbarra aí. Acho difícil dele levar também.

    Sendo assim sobraram Ghost of Tsushima, que é um jogo com umas ideias interessantes, mas nada de muito inovador, mas apesar disso, sabe aquele feijão com arroz muito bem feito? Pois é. GoT tem uma gameplay maravilhosamente divertida, um mundo lindo, mas em sua essência ele soa mais como uma história bem previsível, formulaica, divertida e sem muita essência, cujos dilemas parecem um pouco distanciados de nossa cultura, mas ELE FAZ ISSO TÃO bem, o que justifica a indicação.

    É, acho que o passe é livre para The Last of Us Part II né? É difícil discordar aqui: a Naughty Dog sabe muito bem onde posicionar a câmera, e por saber que tem a engine com a melhor expressão fácil, eles usam e abusam disso. Esse jogo é uma aula de cinematografia para muito blockbuster aí. GoT também faz isso muito bem, só que também entra o dedo do diretor-roteirista aqui como o desempate técnico. Essa temática forte, dura, crua. Pesada. Esse é o grande diferencial de tlou II. E a gameplay? É, é quase o de sempre, mas finalmente acertaram a mão (já haviam acertado muito com Uncharted 4), mas aqui é outro nível também: mais movimentos, mais técnicas únicas para Ellie e Abby, melhor balanceamento de mira, aliás ... as opções de acessibilidade, isso é sim um toque da direção. Até mesmo o posicionamento dos objetos, os olhares das personagens, OS OLHARES GENTE! Não é possível, tem que ter um Black Mirror rolando ali dentro! Enfim, por ser o único jogo que me fez ter uma empatia humana com os personagens, e saber adequar bem isso nas mecânicas simples, tlou II é a prova de que uma gameplay com poucas mecânicas, mas sabendo utilizar o que tem ao seu favor, é o que um game diretor tem de saber fazer. E esse jogo virará objeto de estudo. A direção é boa a esse nível.

    E finalmente: goty! Vamos aos candidatos:

    Jogo do Ano

    Animal Crossing: New Horizons (Nintendo) DOOM Eternal (id Software/Bethesda) Final Fantasy VII Remake (Square Enix) Ghost of Tsushima (Sucker Punch/SIE) Hades (Supergiant Games) The Last of Us Part II (Naughty Dog/SIE)

    Até aqui, creio, já ter esgotado quase tudo sobre todos os 6 concorrentes. Quase. Mas preciso partir de um ponto de vista diferente esse ano.

    A pandemia de COVID-19 mudou a minha percepção sobre essa mídia. Eu achava que já havia explorado todas as possibilidades de se aproveitar um jogo, mas não. Essa praga, além das barreiras físicas, fragiliza as relações. O contato humano não pode ser apenas virtual, é muito complicado de explicar, só sei que senti.

    E o que joguei, eu também vivi. Há muito tempo não aproveitava uma forma de arte tão intensamente, como em 2020. E eu tive o prazer de ter toda as sensações possíveis que a minha imaginação contribuía. Pensava que estava meio paranoico, quando entrelaçava a pandemia com todo que jogava, e em cada game, era de uma forma diferente.

    Seja em Doom Eternal, imaginando a covid sendo uma invasão demoníaca a ser combatida, para impedir mais vítimas;

    Seja lutando com todas as minhas forças em Final Fantasy VII Remake para que não matassem o próprio planeta;

    Seja duelando com o fantasma de Tsushima, em que poucos movimentos me matariam;

    Seja incorporando, literalmente, o filho do capeta, que está cansado de seu próprio Reino de Hades, lar dos mortos, o Tártaro, com a principal mecânica de jogo sendo morrer eternamente, para que aprenda e retorne mais forte. Ou sucumba tentando.

    Seja em Animal Crossing: New Horizons, é novos horizontes! É o renascimento dentro de uma nova vida, com mais liberdade, mais bobinha, sem as preocupações convencionais, mas também com as preocupações mundana. Mas daquele mundo;

    Seja como um sobrevivente em The Last of Us Part II, num mundo pós e pandêmico, em que poderia morrer a qualquer momento, sem conseguir completar o meu objetivo nem um pouco moral. Imoral. Amoral... humano e mortal.

    Memento mori – você é finito, lembre-se disto.

    A arte sempre vai te lembrar disso, independente de qual seja, ela quer que todos saibam disso, para que aprendam a conviver com esse fato. Mas para que apreciem melhor os momentos de suas vidas mundanas. Gastando mais tempo com quem gosta, tendo menos ódio ... ou isso pode se voltar contra você.

    Deu para perceber qual é o meu goty despois disso tudo né? The Last of Us Part II, que foi o jogo que mais transcendeu na minha vida. É uma lição tão forte que esse jogo tem, e tão bem feita, em todo e qualquer linha de diálogo, aspecto técnico, é uma bomba de emoções em forma de um áudio visual interativo. Eu realmente senti MUITA RAIVA com a Ellie. E gente, isso era desgastante. A ND sabe disso. E brinca com as suas emoções, te colocando de cabeça para baixo com a outra cabeça da dama, a Abby, vivendo outro tipo de ciclo, e me deixava empolgado, e até empático com uma personagem que eu odiava, colocando todas as certezas do jogador em cheque. Nesse momento, você está tão anestesiado que acha que mais merda alguma vai te surpreender e sim, ele ainda te surpreende me lembrando de como qualquer sentimento genuíno de amor faz tudo valer a pena...

    A trilha sonora ainda nos deixa bem claro sobre esse tema, olha os nomes das músicas:

    The Cycle of Violence

    Restless Spirits

    The Obsession

    The Cycle Continues

    Por isso, pouco nos importa a sexualidade de uma boneca virtual (que todo mundo já sabia que era lésbica por causa de Left Behind). Aliás, não. até nisso eles brincam sutilmente, logo no início do jogo. Num mundo de extremos, quando algo te devolve a lucidez da tolerância, quer dizer que isso é especial.

    E que impacto esse jogo teve heim, seja bom ou ruim, todos falaram dele.

    Vários youtubers de cinema:

    A própria modelo facial da Dina, que não jogava nada, passou a jogar

    Alterou o sistema de avaliação do Metacritic:

    https://meups.com.br/noticias/the-last-of-us-2-mudado-analises-metacritic/

    Até o metaforando, que não absolutamente porra alguma a ver com games, decidiu fazer um vídeo especial, por causa do jogo:

    Isso porque não comentei tudo que o jogo trata: intolerância religiosa, transexualidade, amizade, contemplação, etc.

    É gente, tlou II é uma obra-prima que será lembrada.

    Epílogo.

    Bom, ano complicado esse né? Assim, eu não posso dizer que estou satisfeito com tudo isso, mesmo com alguns lançamentos ótimos que se destacaram muito positivamente, novamente, eles foram bem escassos. O próprio prêmio deu essa dica, com vários dos indicados se repetindo demais. Claro, é inegável dizer que Cyberpunk 2077 fez muita falta, frustrou um pouco a competição, que seria melhor ainda. O que não quer dizer que é certo o prêmio de goty 2020 ao tlou II (que por acaso, já queimou a largada: https://gotypicks.blogspot.com/ - 4 prêmios já, sendo dois brasileiros ainda por cima) por conta de toda essa instabilidade coma recepção do público, que pode pender para outro jogo e ser verdadeiramente um diferencial de desempate. Claro que acho que o tga vai dar o goty para ele. Senti falta de jogos AAA que não fossem exclusivos, mas só teve o Doom Eternal ali para me representar nesse aspecto. Por isso que em nada me surpreenderia se por acaso ele levasse o prêmio no lugar de tlou II. Não seria injusto, pois seria um representante bem digno também.

    Essa droga de pandemia também atrapalhou bastante, gerando instabilidade nas datas de lançamento, crise econômica, atrasos, confusão no público. Junte isso aí com o surreal reajuste nos preços dos jogos e o lançamento de uma nova geração, com o seu roteador tamanho família e um frigobar (meu deus, que design bosta, nenhum se salva rsrs). E caro, lógico. Razão óbvio pela qual não pretendo comprar nenhum dos dois tão cedo assim. É um abuso com o consumidor do qual me recuso a contribuir (pelo menos agora, vai).

    É, mais um ano terminando, eu realmente gostaria que tivessem mais lançamentos, confesso que criei umas expectativas e por isso me frustrei um pouco, mas aí é responsabilidade minha também. Claro, achei mil vezes melhor que a ladainha que foi 2019 para essa mídia, mas beeeeeeeeeeem inferior a 2015 e muito mais inferior que 2017, tem nem comparação. Mas fica a lição aí: são poucos que farão a diferença, mas não é que fizeram mesmo?

    Um abraço para todos e se cuidem.

    The Last of Us Part II

    Platform: Playstation 4
    814 Players
    246 Check-ins

    27
    • Micro picture
      kess · 2 months ago · 3 pontos

      Parabéns pelo seu artigo, bem trabalhado e muito detalhado...

    • Micro picture
      artigos · 2 months ago · 2 pontos

      Parabéns! Seu artigo virou destaque!

      1 reply
  • papm22 Galard Malvic
    2020-04-25 02:48:04 -0300 Thumb picture
    11
  • papm22 Galard Malvic
    2020-04-24 23:58:26 -0300 Thumb picture
  • papm22 Galard Malvic
    2020-04-12 00:16:33 -0300 Thumb picture
  • papm22 Galard Malvic
    2019-11-20 02:55:06 -0200 Thumb picture

    O jogo do ano 2019

    Medium 3758356 featured image

    Salve, salve galera! Aqui é o Galard, com o que (espero que seja) querido artigo anual sobre os indicados ao TGA. Sendo curto e grosso, aqui está a minha reação deste "querido" ano:

    É ... já sabem que lá vem alguns pitacos tão controversos quanto algumas das indicações. 2019, foi um ano CONSIDERAVELMENTE inferior aos anos de 2015, 17 e 18, talvez empatando (ou perdendo por pouco) de 2016, em termos de qualidade de lançamentos e até mesmo em volume. Só não achei tão fraco quanto 2014, por não ter tantas decepções assim. Mas fácil não foi não, sinceramente.

    Não quer dizer que as indicações foram injustas (vamos digerir isso melhor mais para frente), e nem que tenhamos grandes ausências (talvez Disco Elysium no goty?), mas que o nível dos indicados eu realmente achei bem fraco, se compararmos com outros lançamentos de anos anteriores.

    Contudo, tenho alguns palpites para isto ocorrer: 
    1) é o penúltimo ano de uma geração. E desde 2012, vejo que a indústria guarda o melhor possível para dar o "sprint final" no último ano da geração, tal qual fora em 2013. 

    2) tivemos bons jogos sim, mas tal qual ano passado, foram poucos, e quando tem, são apenas um ou dois que se destacam no gênero. 

    3) o penúltimo ano de uma geração costuma ser um período formulaico, especulativo e de pouca inovação. Seria como a indústria estivesse se preparando para uma grande despedida e transição.

    E vejam bem, não fui o único a reclamar: observei inúmeros comentários nas comunidades "PS4 Brasil" do facebook (que só tenho usado para isso, ultimamente), canais gringos, canais brasileiros, como o The Enemy, catando bons lançamentos como se catasse tatuí na areia seca:

    PS: o vídeo é vergonhoso, para variar.

    Bom, lembro que no meu artigo passado, o clima foi de despedida, por estar bem focado nos estudos, e etc. E continua sendo, mas como não quis parar pela metade da geração, fiz novamente um grande esforço, novamente adquiri e joguei diversos lançamentos do ano, só que dessa vez, infelizmente não pude zerar nenhum. Mas joguei o bastante de cada um deles para fazer uma análise em relação às suas indicações, em cada categoria.

    Uma não recomendação: eu comprei o meu The Outer Worlds em pré-venda pela submarino, mas eles me entregaram o jogo errado e eu tive de comprar outro!  Esse daí é o segundo que comprei, pois o primeiro até agora não recebi. 

    Novamente a estrutura do artigo, terá pequenas mudanças: exibirei um comentário do que conheço dos indicados, comentando algumas presenças ou ausências, em quem eu votei (trouxeram de novo a possibilidade de votar, naquele mesmo percentual, 10% para o público e 90 aos juízes convidados. Prefiro assim ou sempre os jogos mais populares seriam os vencedores de tudo.) e quem eu acho que vai ganhar e o porquê disso. Mas não farei isso em todas as categorias dessa vez, pois há MUITA peculiaridade em algumas situações. 

    Quem quiser conferir os meus artigos dos anos anteriores, segue os links abaixo: 

    O jogo do ano 2018

    O jogo do ano 2017
    O jogo do ano 2016
    O jogo do ano 2015

    Tal qual ano passado, indico também outros artigos (JABÁ DETECTED), que discutem um pouco sobre os motivos de eu não ter gostado nem um pouco do ano de 2014, que fiz em estrutura de retrospectiva e não de análise de uma premiação específica; outro sobre algumas características que eu creio que sejam comuns entre os gotys, usando o gotypicks como parâmetro; e por fim uma opinião que acabei acertando, que fora sobre a importância de 2017 para esta geração:


    O ano em foco - 2014: o pior ano dos games?

    O jogo do ano: o que faz de um jogo um goty??

    Galard Opina: 2017 será um ano decisivo para a 8ªgeração?

    E seguem algumas fontes importantes:

    -Site do TGA2019: https://thegameawards.com/

    -As regras do evento (sim, preciso delas para a minha análise, este ano): https://thegameawards.com/faq

    -Link com os jurados do evento: https://thegameawards.com/voting-jury

    Sites com as médias:

    -gamerankings: https://www.gamerankings.com/browse.html?site=&cat...

    -metacritic: https://www.metacritic.com/browse/games/score/meta...

    E de novo, o site do gotypicks para vocês acompanharem o saldo geral dos gotys, para ver quem será o "The Big Winner" deste ano: https://gotypicks.blogspot.com/

    OBS: a tradução direta das categorias eu retirei do site do Voxel, que será um dos jurados. 

    https://www.voxel.com.br/noticias/tga-death-stranding-control-outros-indicados-goty-veja_846570.htm

    Enfim, vamos logo começar essa joça (vai ser difícil ...).

    Melhor NarrativaA Plague Tale: Innocence (Asobo/Focus Home)Control (Remedy/505)Death Stranding (Kojima Productions/SIE)Disco Elysium (ZA/UM)The Outer Worlds (Obsidian/Private Division)


    Essa categoria, provavelmente é uma das que mais me agradou. Não tem um indicado ruim, todos são ótimos nesse aspecto. O único que não pude jogar, foi A Plague Tale: Innocence, que pelas gameplays que pude ver, é o ponto mais alto do jogo.

    Control é uma salada de frutas de influências, tendo como o gênero literário "new weird" (para ter uma ideia, recomendo aquele filme da Netflix, "Aniquilação") e as obras de David Lynch (especificamente, Twin Peaks) como principal referência. Isso sem conta na propria autoreferenciação da Remedy aos seus jogos anteriores. Notei isso desde o início do jogo. Ele te conquista pelo estranho, peculiar, incomum, macabro, sombrio, alem de unir muito bem isso à jogabilidade com a Arma de Serviço, que é um objeto vivo e até então, quase que senciente. A única coisa que não curti muito foi o elenco de apoio, que é um tanto sem sal. Ainda bem que a Jesse segura as pontas. Me surpreendeu bastante!

    Death Stranding é Kojima na veia! Enredo que se desenvolve beeeeem lentamente, através de sua curiosidade, autoexplicativo e misterioso na medida certa. Os personagens são incríveis, bem interpretados (vejam os comentários na categoria de melhor atuação), a história intrigante favorece a estranheza deles, inclusive. Fora que a direção é primorosa, os ângulos de câmera são certeiros e mesmo sendo um jogo longo, não vi uma cutscene sem necessidade. todas serviram muito bem à narrativa da trama. Por isso, que eu acho que será a escolha do TGA. É um jogo tecnicamente impecável nesse aspecto.

    Disco Elysium é ÚNICO! Pensem em uma versão "neonoir" de "Divertida Mente", só que muito mais niilista, engraçada na medida certa, com ótimas falas. Isso, sem falar que a mecânica principal do jogo são os diálogos, você evolui (literalmente) o seu personagem através das conversas, a narrativa e jogabilidade se influenciam de modo único neste jogo. Pode ser que surpreenda e seja leve essa categoria (acho até melhor que o Death Stranding neste aspecto).

    Mas meu voto pessoal e sentimental é para The Outer Worlds. Simplesmente por ser um jogo leve, suave, engraçado, divertido e com diversas histórias. Caiu como uma luva para o meu momento complicado de concurseiro e sempre que jogo, saio rindo. Mas reconheço que não é lá muito original, por ser MUITO parecido com os primeiros Fallouts ... mas como são os mesmos criadores da série,  não vejo problema.  Melhor Direção de ArteControl (Remedy/505)Death Stranding (Kojima Productions/SIE)Gris (Nomada Studio/Devolver)Sayonara Wild Hearts (Simogo/Annapurna)Sekiro: Shadows Die Twice (From Software/Activision)The Legend of Zelda: Link's Awakening (Grezzo/Nintendo)

    Essa é uma categoria que eu costumo gostar muito, mas este ano, ela me chamou mais a atenção pela estranheza do que beleza.

    Control oscila entre escritórios simplistas, algumas vezes até minimalistas, com uma confusão lógico-espacial que me lembra uma obra do Escher. É esquisito, mas gostei.

    Death Stranding é aquela direção de arte que tende ao realismo máximo, contudo, há um excessivo foco no vazio intencional, muito comum na cultura japonesa.  É o que eles chamam de "Ma". para entender melhor, recomendo este vídeo do Entreplanos:

    Gris e Sayonara são similares e diferentes em diversos aspectos, tendendo a um minimalismo mais artístico. Contudo, por conta do traçado fino e melhor trabalhado de Gris, acho que este sai em destaque e pode ser o voto do TGA.


    Eu ADOREI as escolhas artísticas em The Legend of Zelda: Link's Awakening ! Criativa, inovadora, lembra um brinquedo vivo! Nunca vi isso antes e fiquei bem feliz com isso.  Excelente reimaginação para um clássico desses! É a melhor coisa desse jogo. E também pode ser a escolha da academia! Se ganhar, será merecidíssimo.

    Mas não me surpreenderia em nada se a academia escolhesse que nem eu: Sekiro! É impressionante, como uma atmosfera oriental, que costuma nos remeter a uma tranquilidade e relaxamento, passe uma sensação de um presságio pulsante e pungente de uma inevitável morte, sendo macabro nos mínimos detalhes, seja numa madeira meio quebrada, um telhado decadente... Isso sem falar no design grotesco dos inimigos, que alguns conseguem ser até realistas, como o Gyobu, enquanto que outros como o Demônio do Rancor, não aprecem nem conseguir se soerguer (mas que vai te matar com um ou dois golpes). Apesar de que, a From Software não me incomoda pelo design, mas por outros motivos ...   

    Melhor Trilha Sonora/MúsicaCadence of Hyrule (Brace Yourself Games/Nintendo)Death Stranding (Kojima Productions/SIE)Devil May Cry 5 (Capcom)Kingdom Hearts III (Square Enix)Sayonara Wild Hearts (Simogo/Annapurna)

    Aqui as coisas já complicam um pouco para o meu lado, pois não joguei muito desses jogos. Mas pude ouvir um cadinho da ost de alguns dos candidatos. De longe, os que mais gostei, foram DMC V e Death Stranding. Meu voto e da academia: Death Stranding, sem dúvidas! Reúne a melhor ost e melhor trilha licenciada do ano! Mas eu tenho uma ressalva: o tema de DMC V, "Devil Trigger" é o melhor do ano! Empolga que é uma beleza pra matar demônios. 

    Melhor Design de ÁudioCall of Duty: Modern Warfare (Infinity Ward/Activision)Control (Remedy/505)Death Stranding(Kojima Productions/SIE)Gears 5(The Coalition/Xbox Game Studios)Resident Evil 2(Capcom)Sekiro: Shadows Die Twice(From Software/Activision)




    Aqui é aquilo né: categoria que ninguém liga muito, mas eu gosto quando é bem utilizado nas mecânicas de gameplay do jogo. E adivinha qual jogo faz isso melhor? Sim, Resident Evil 2 remake! Sem dúvidas, voto do TGA, meu voto, etc. Mas como que ele usa? Simples, para criar atmosfera e causar medo no jogador. Isso não é o que se espera de um survival horror? Então ... é um jogo para se jogar com o ouvido, prestar atenção em cada ruído, que pode ser um zumbi na espreita. 

     Outro jogo que faz um pouquinho disso, só que com menor intensidade é o Death Stranding com as EPs. Mas nem chega perto de RE2.

    Só uma ressalva: quando o jogador acaba com um inimigo no stealth em Sekiro, faz um barulhinho bom demais! Não da para explicar, só jogando.

    Melhor AtuaçãoAshly Burch como Parvati Holcomb, The Outer WorldsCourtney Hope como Jesse Faden, ControlLaura Bailey como Kait Diaz, Gears 5Mads Mikkelsen como Cliff, Death StrandingMatthew Porretta como Dr. Casper Darling, ControlNorman Reedus como Sam Porter Bridges, Death Stranding

    Aqui já começa a ficar difícil de falar, mas basicamente, acho que é Death Stranding concorrendo contra ele mesmo. Isso pq o jogo favorece muito a atuação, o foco é esse! A engine favorece a atuação demais, da para reparar em cada nuance (tanto é que o próprio TGA nem fez questão de colocar as fotos reais dos atores de tão bom que são os gráficos desse jogo).

    Então creio que o TGA deva dar o prêmio para o Norman Reedus, por ser o protagonista e aparecer mais. Já eu, fico com o Mads Mikkelsen, por achar um ator mais competente, com mais nuances.

    Mas preciso fazer alguns apontamentos:

    Courtney Hope CARREGA o jogo nas costas, só que a sua atuação começa a ficar meio monótona depois de um tempo, a Jesse tá sempre no mesmo tom e se questionando. Sei que não deve ser culpa dela, mas poderia ser melhor.

    Eu gosto bastante da Ashly Burch e Laura Bailey, são excelentes dubladoras, até estão bem, mas dessa vez não notei um grande diferencial nas atuações. Já performances melhores delas em Horizon Zero Dawn e Tales From Borderlands.

    E por fim, Matthew Porretta ... merecia meu voto só por causa desse nome HAHAHAHHAHAHAHA.

    Jogos de Impacto (mensagens sociais legais ou impactantes)Concrete Genie (Pixelopus/SIE)Gris(Nomada Studio/Devolver)Kind Words(Popcannibal)Life is Strange 2(Dontnod/Square Enix)Sea of Solitude(Jo-Mei Games/EA)


    Normalmente,eu fico meio perdido com essa categoria, e costumo só saber de um ou dois jogos, mas dessa vez, só tenho um mínimo de noção de Gris (que por sinal é de 2018, mas que entrou no ano fiscal de 2019) e Concrete Genie. Por isso que não tenho como dizer muito e meu voto, deve ser no escuro em Griss. #saudadesceleste. Próxima.

    Melhor Jogo Contínuo (jogos de serviço)Apex Legends (Respawn)Destiny 2 (Bungie)Final Fantasy XIV (Square Enix)Fortnite (Epic Games)Tom Clancy's Rainbow Six Siege (Ubisoft Montreal/Ubisoft)

    Já deixei claro nos outros anos que não gosto dessa categoria, mas ao menos tivemos dois candidatos de peso neste ano: Apex e FF XIV.  Acho que irá para algum desses dois (espero que não seja Fortnite, mas que tá com um futm de ser ele, isso tá). Torço para FF XIV, só por conta de sua história peculiar de renascimento das cinzas, mas não tenho voto certo não.

    Melhor Jogo de AçãoApex Legends(Respawn/EA)Astral Chain(Platinum Games/Nintendo)Call of Duty: Modern Warfare(Infinity Ward/Activision)Devil May Cry 5(Capcom/Capcom)Gears 5(The Coalition/Xbox Game Studios)Metro Exodus(4A Games/Deep Silver)

    Aqui a coisa começa a complicar de verdade. Observem a descrição dessa categoria: "FOR THE BEST GAME IN THE ACTION GENRE-FOCUSED PRIMARILY ON COMBAT."

    Então, sinceramente, sabe de quem foi o melhor combate do ano? SEKIRO! Isso é quase indiscutível, foi inovador, com a retirada da barra de stamina para uma barra de postura, bom uso dos parrys e ainda acho que o jogo tem muito mais foco na ação e combates do que qualquer outro lançado neste ano ... quase...

    Em se tratando de inovação de combate, Sekiro é o melhor, mas em se tratando de ação frenética e ininterrupta, aí temos alguém que foi melhor: Devil May Cry 5. Embora não seja o jogo mais inovador nesse aspecto, ele faz TUDO certo em seu combate: mistura muito bem jogabilidade, trilha sonora, efeitos de luz, de som. É muito prazeroso lutar nesse jogo, e há anos que não sinto tanta satisfação com um hack n slash. Meu voto e voto do TGA.

    Mas essa categoria têm uns poréns:

    Apex Legends conseguiu inovar nos Battle Royale. Apesar de não jogar esse estilo de jogo, reconheço seu mérito.

    Astral Chain conseguiu inovar bastante no hack n slash, com aquela mecânica de sempre controlar dois personagens simultaneamente nos combates. Não seria surpresa se o TGA votasse nesse jogo e não no DMC V.

    CoD, Gears 5 são mais do mesmo, só que mais refinados. E Metro Exodus, ahh Metro Exodus, que pena terem te indicado só nessa categoria! Justo na que ele menos se destaca =/. Poderia ter sido indicado em melhor performance com a Anna, melhor direção de arte, melhor direção de áudio, narrativa, mas tinha que ser justo na de ação? O jogo é muito cadenciado para estar aqui. Acho que só foi indicado pois essa categoria substituiu a antiga categoria "best shooter". Mas eu preferia ter visto era outro shooter nessa categoria no lugar do Metro ... 

    Melhor Jogo de Ação e AventuraBorderlands 3(Gearbox/2K)Control (Remedy/505 Games)Death Stranding(Kojima Productions/SIE)Resident Evil 2(Capcom)The Legend of Zelda: Link's Awakening(Grezzo/Nintendo)Sekiro: Shadows Die Twice(From Software/Activision)

    Essa categoria costumava ser a melhor. Em 2017 e 2018 praticamente repetiam os indicados ao goty. Ainda está boa, mas já esteve melhor.

    Primeiro, a descrição: "FOR THE BEST ACTION/ADVENTURE GAME, COMBINING COMBAT WITH TRAVERSAL AND PUZZLE-SOLVING."

    Bom, se é para combinar resolução de puzzle com combate, o que Borderlands 3 tá fazendo aqui? O jogo tem a sua exploração, mas é só combate, zero puzzles! Preferia que ele tivesse trocado de categoria com o Metro Exodus.

    Control realmente se destaca muito no combate, mas ele não é muito equilibrado em termos de puzzles. Só mesmo nos chefes.

    Death Stranding está aqui simplesmente por ter de estar em alguma categoria de gênero, enquanto não criam a "best strand game". O foco do jogo é a exploração do mundo, o mapa é um grande puzzle. Mas como o próprio Kojima diz, ele quer utilizar a corda e não o bastão como mecânica principal. Por isso, o combate não tem muito o que oferecer, sendo mais funcional do que algo que tenha destaque.

    Resident Evil 2 é ótimo na parte de puzzles (apesar de ter 0 inovação, é um remake né), mas o seu combate foi pensado para ser impreciso, travado. Claramente o foco do jogo não é esse. Ainda bem.

    The Legend of Zelda: Link's Awakening , tecnicamente falando, é o que melhor representa essa categoria, sendo extremamente equilibrado entre combate e resolução de puzzles, só que igual ao  Resident Evil 2, é um remake tb, então não é lá muito inovador. Pode ser o voto do TGA.

    Aproveito a brecha e dou logo a minha opinião sobre remakes participarem das premiações:  tal qual foi com PUBG em 2017, eu não sou totalmente contra a indicação, mas já em premiar, eu tenho minhas reservas. Pelo simples motivo de que acho um certo desprestígio com os jogos 100% originais lançados no ano. Ah, "mas trouxeram inovações". Sim, de fato. Mas inovar em algo, que já teve a sua chance em anos posteriores, e que de fato se destacaram naquela época, é complicado.  Acredito que essas obras poderiam sim ter um lugar próprio numa categoria, tal qual era a bendita da "best remaster" em 2014. Esses jogos, ainda que se esforcem ao máximo, nunca irão ter toda liberdade criativa do mundo que nem um jogo 100% original. Eu ainda vou falar mais sobre isso lá pra frente. 

    Sendo assim, sobrou Sekiro. Por exclusão, é o meu voto. Tb pode ser voto da academia. A exploração do jogo, verticalizada, é muito boa (mas ainda acho mais genial o modo como os mundos de Dark Souls e Bloodbonre se interligam), o combate é excelente, tanto é que por isso que acho que esse jogo deveria estar em outra categoria, a de melhor jogo de ação. E os puzzles? Que puzzles? Digo eu. O máximo que vi de puzzles são os malabarismos para obter todos os finais (que é mais esforço e tentativa do jogador do que um level design intuitivo), ou como derrotar os macacos do biombo. Acho o jogo meio fraco nesse sentido.

    Enfim, não gostei muito dessa categoria dessa, pois, apesar de gostar dos jogos dela, não creio que eles a representem muito bem.

    Melhor Jogo de RPGDisco Elysium(ZA/UM)Final Fantasy XIV(Square Enix)Kingdom Hearts III(Square Enix)Monster Hunter World: Iceborne(Capcom)The Outer Worlds(Obsidian/Private Division)

    A categoria do meu gênero favorito, anda bem capenga ultimamente...
    Na sua descrição temos: "FOR THE BEST GAME DESIGNED WITH RICH PLAYER CHARACTER CUSTOMIZATION AND PROGRESSION, INCLUDING MASSIVELY MULTIPLAYER EXPERIENCES.". Tecnicamente falando , sem problemas FF XIV competir né?  Ouso discordar: acho que houve uma falha na digitação e esqueceram de colocar um "shadowbringers" ali, pois o que foi lançado este ano fora a expansão do FFXIV. E não da para entender isso, já que no Monster Hunter World, eles acertaram e colocaram a "Iceborne" ali no título

    Como são expansões de jogos já lançados em anos anteriores, eu prefiro dar crédito que for 100% um jogo novo e não expandindo algo que já teve a sua chance antes. Mantenho a mesma opinião de quando The Witcher 3: Blood and Wine fora indicado em 2016 (que por sinal, ainda que concordasse com a sua vitória pela qualidade do jogo, por outro lado eu discordei, por querer dar espaço a um jogo novo), principalmente em relação a Iceborne, que veja bem, é incrível também, quase que um jogo novo.

    Mas vamos ser fieis à descrição da categoria? Então, lamento fãs de KH3, mas nem de longe ele se aproxima do que a categoria procura para premiar.

    Assim, sobraram Disco Elysium e The Outer Worlds, que cumprem MUITO bem o role playing. 

    Creio que Disco Elysium leva essa, se o TGA seguir à risca a descrição da categoria: esse jogo leva o role play tão a sério a ponto de ser a própria árvore de habilidades e evolução do personagem. Eu nunca vi isso antes, é inovador, é criativo e único. As suas escolhas se amoldam ao seu personagem, que se amolda à história, de forma completamente orgânica. Recomendo a todos que gostam de um rpg no seu sentimo mais literal possível.

    Mas, passionalmente, eu discordo. The Outer Worlds, apesar de ser bem familiar, ele é um jogo excelente, utiliza muito bem o role play, a interpretação, os diálogos. É divertido conversar nesse jogo, você sempre quer saber do "e se". E se tivesse escolhido diferente? E se tivesse matado fulano? E se meu personagem fosse um completo imbecil? é muita liberdade para a sua interpretação, só que diferente de Disco Elysium, que acaba por ser um jogo mais nichado e pesado, The Outer Worlds é mais abrangente e leve. Por isso me conquistou tanto e é meu voto (que novamente, não me surpreenderia se a academia escolhesse este jogo também).
     

    Melhor Jogo de LutaDead or Alive 6(Team Ninja/Koei Tecmo)Jump Force(Spike Chunsoft/Bandai Namco)Mortal Kombat 11(NetherRealm/WBIE)Samurai Showdown(SNK/Athlon)Super Smash Bros. Ultimate(Bandai Namco/Sora/Nintendo) 

    Aqui começa a putaria, como diria o saudoso Mr Catra (cujo inventário me traz uma curiosidade sem limites). Vamos por partes:

    Dead or Alive 6 é um jogo medíocre, sem graça. Não tem nada demais. Nunca gostei dessa série e não vai ser agora que vou gostar.

    Jump Force é DE LONGE, o pior jogo indicado em TODAS as categorias do TGA 2019. Não faz sentido a sua presença e chega a ser uma ofensa aos concorrentes. A Bandai deveria era ser processada por propaganda enganosa, isso sim.

    Sendo assim, sobraram 3 controvérsias no formato de jogos:

    MK 11 e as suas microtrasações terríveis, seu preço sem sentido, cheio de polêmicas desnecessárias. Para entenderem melhor, vejam esse vídeo aqui:

    Não me levem a mal, o jogo é bom sim, e se não fosse isso (e outro sujeito indicado...), arrisco dizer que seria a escolha mais óbvia. Mas essa atitude foi uma AFRONTA aos fãs mais fieis dessa série. Não merece nem ganhar eleição síndico do prédio.

    Ainda bem que os fãs responderam de modo gentil e cortês:

    Samurai Showdawn, se não fosse o super smash, provavelmente levaria. Mas esse jogo me incomoda um pouco em sua narrativa, algo que o troço do MK11 faz muito bem. Parece que não se atualizou muito e manteve as suas raízes. Bom por um lado, que agrada de forma certeira seu público-alvo, ruim por outro, que vai ser difícil de arrumar novos fãs. Pelo menos participou da evo.

    E por fim, meu voto e voto da academia: Super Smash Bros. Ultimate. É o jogo mais aclamado, sem muitos problemas, otimizado, bem elaborado, para quem curte notinha, tá com média 93 no metacritic da mídia especializada e 8.7 dos jogadores, tudo certo né? Quaaaase. O jogo é sim EXCELENTE, mas lembra lá de 2014? É do super smash bros WiiU? Então, não da pra negar que o Ultimate é quase que uma versão remasterizada e expandida da versão do WiiU. Tem coisa nova? Sim, mas poderia ter beeeeem mais. Ah, e só para lembrar:  foi lançado em 7/12/18,  porém, ainda no ano fiscal do TGA 2019:

    WHAT IS THE CUTOFF DATE FOR GAMES TO BE ELIGIBLE THIS YEAR?

    Games eligible for The Game Awards this year must be available for public consumption on or before November 15, 2019. Titles that are released after this date will be eligible for The Game Awards ceremony in 2020. (Similarly, games that were released in December 2018 are eligible for this year’s awards).

    éééé... não gosto muito disso, mas falemos disso depois.

    Melhor Jogo para famíliaLuigi's Mansion 3(Next Level Games/Nintendo)Ring Fit Adventure(Nintendo EPD/Nintendo)Super Mario Maker 2(Nintendo EPD/Nintendo)Super Smash Bros. Ultimate(Bandai Namco/Sora/Nintendo)Yoshi's Crafted World (Good-Feel/Nintendo)

    Ou seria, melhor jogo da Nintendo? O Doritos até comenta essa "curiosidade" no vídeo de revelação dos indicados:

    4:27, para verem com seus olhos.

    E bem, essa categoria, sempre foi confusa para mim. Pq na descrição cosnta: "FOR THE BEST GAME APPROPRIATE FOR FAMILY PLAY, IRRESPECTIVE OF GENRE OR PLATFORM.".

    Então não sei se é um jogo para todo mundo da família jogar junto, tipo ... em família né!??!!? Ou se é um jogo que independe de classificação etária e todo mundo poderia jogar tranquilamente?

    Seja lá qual for o significado disso, a escolha para ambas as opções é uma só: Super Smash Bros. Ultimate. Da para toda a família, independente de idade, se matar em paz e harmonia na frente da tv da sala (e é ótimo isso).

    Melhor Jogo de EstratégiaAge of Wonders: Planetfall(Triumph Studios/Paradox)Anno 1800(Blue Byte/Ubisoft)Fire Emblem: Three Houses(Intelligent Systems/Koei Tecmo/Nintendo)Total War: Three Kingdoms(Creative Assembly/Sega)Tropico 6(Limbic Entertainment/Kalypso Media)Wargroove (Chucklefish)

    Essa categoria já foi melhor antes e eu já fui mais interessado nela. Tanto é que não joguei nenhum dos indicados, mas pelo pouco de conhecimento que tenho, acho que o TGA irá oscilar entre Fire Emblem: Three Houses e Wargroove. Eu votaria no Wargroove, só por gostar de favorecer os indies. Mas nem arrisco em nada aqui dessa vez. Próxima!

    Melhor Jogo de Esportes/CorridaCrash Team Racing Nitro-Fueled(Beenox/Activision)DiRT Rally 2.0(Codemasters)eFootball Pro Evolution Soccer 2020(PES Productions/Konami)F1 2019(Codemasters)FIFA 20(EA Sports)

    É impressionante a falta que um forza faz por aqui! Dos 3 jogos de corrida indicados, só o remake é mais eclético. A surpresa para mim foi não indicarem um jogo de basquete e pes voltar a ser indicado. Pra mim tanto faz, não gosto muito de nenhum dos indicados, exceto o estilo de corrida mais arcade do Crash. Não faço ideia de como a academia irá votar por aqui, mas meu voto é no Crash, por pura empatia e ... ah, é remake de novo? Esquece...

    Em tempo: sabiam que a Beenox, que produziu o remake do Crash Tem Racing Nitro-Fueled é conhecida pelos seus ports de má qualidade, em especial aquele do spiderman 3 de pc, que tem as melhores mortes não intencionalmente engraçadas já vista num jogo?

    Assistam, é hilário!

    Melhor Jogo MultiplayerApex Legends(Respawn/EA)Borderlands 3(Gearbox/2K)Call of Duty: Modern Warfare(Infinity Ward/Activision)Tetris 99(Arika/Nintendo)Tom Clancy's The Division 2(Massive Entertainment/Ubisoft)

    Esse ano essa categoria me trouxe uma dúvida: Death Stranding deveria ou não ter sido indicado? Pq o foco do jogo é o seu multiplayer assimétrico e inovador. Por outro lado, você só joga no single player. Seria o tal do "strand game" um limbo entre o single player e multiplayer? Bom, deixo a indagação ao amigo leitor para refletir sobre isso, junto do sentido da vida e o porquê de o Kojima ser tão ... Kojima.

     No que sobrou: CoD e The Division 2, apesar de serem muito bons nesse sentido, eles não inovam muito. Só evoluem uma fórmula já vista. 

    Menos ainda fez Borderlands 3, que nem inovou nesse aspecto, até involuindo o multiplayer local ... só que eu simplesmente amo jogar o coop local desse jogo e passionalmente é o meu voto. É mais forte que eu, malz ae.

    Mas creio que o voto da academia deve ser pelas inovações que Apex Legends e Tetris 99. Ambos são battle royales, mas acho que só por trazer o universo de tetris nesse gênero, acho que Tetris 99 deve ganhar o voto da academia.

    Melhor Jogo IndieBaba Is You(Hempuli)Disco Elysium(ZA/UM)Katana ZERO(Askiisoft/Devoler)Outer Wilds(Mobius Digital/Annapurna)Untitled Goose Game(House House/Panic)

    Olha, os indicados merecem esse reconhecimento, mas na boa: cadê Slay The Spire? É o segundo melhor indie do ano em termos de média! Merecia ser lembrado, poderia ser um sexto indicado.

    Mas já que não foi, temos um problema aqui: tirando Baba Is You, que não gostei muito, todos os 4 que sobraram são de excelência. E aqui eu vou pela diversão, claro que tem que ser o jogo do ganso!! Untitled Goose Game é o melhor indie do ano para mim, em termos de diversão. Mas em termos de qualidade técnica e proposta, Disco Elysium, que deve ser o voto do TGA.

    Mas, um adendo: Outer Wilds (e não The Outer Worlds!) é um jogo INCRÍVEL também. Vejam a análise do Nautilus para entenderem melhor a proposta única do jogo:

    Melhor Jogo MobileCall of Duty: Mobile(TiMi Studios/Activision)GRINDSTONE(Capybara Games)Sayonara Wild Hearts(Simogo/Annapurna)Sky: Children of Light(Thatgamecompany)What the Golf?(Tribland)

    Eu não sou o público alvo dessa categoria, nem deveria comentar ela, na verdade, mas faço uns apontamentos rápidos:

    CoD mobile é um milagre! Esse deve ser o voto do TGA. E o meu também, na verdade. O jogo parece exatamente com as suas mil versões de console e pc.

    What the golf é hilário.

    Sky=Journey no ar.

    Sayonara é um negócio estranho

    E não conheço Grindstone. Valeu. Próxima.

    Melhor Suporte para ComunidadeApex Legends (Respawn/EA)Destiny 2(Bungie)Final Fantasy XIV(Square Enix)Fortnite(Epic Games)Tom Clancy's Rainbow Six Siege(Ubisoft Montreal/Ubisoft)

    Eu não vou comentar dessa categoria, mas queria ressaltar uma dúvida: se essa categoria existisse em 2015, a CD Projetk Red teria ganho.

    Melhor Jogo VR/ARAsgard's Wrath(Sanzaru Games/Oculus Studios)Blood & Truth(SIE London Studio/SIE)Beat Saber(Beat Games)No Man's Sky(Hello Games)Trover Saves the Universe(Squanch Games)

    Eu, como todo e qualquer brasileiro, não somos o público-alvo desse troço, mas dessa vez eu PRECISO comentar sobre os indicados:

    Asgard's Wrath é tipo o Skyrim que deu certo no VR, é um rpg denso, com os melhores gráficos já vistos num jogo de VR. Acho que ele ganha, inclusive.

    Blood & Truth é o Uncharted que deu certo no VR.

    Beat Saber é o Fruit Ninja musical que deu certo no VR.

    No Man`s Sky saiu do inferno e literalmente, com perdão do trocadilho, foi parar no céu da realidade virtual. Também deveria ter sido indicado na categoria de ongoing game.

    Trover Saves the Universe é o Rick and Morty que deu certo no VR.

    Esse ano, foi o melhor ano para a realidade virtual, sem dúvidas! 

    Para as demais categorias de esports, jogo deputante, criador de conteúdo que ninguém liga e etc:

    E finalmente as duas últimas categorias: game direction e o goty.

    Melhor Direção de JogoControl (Remedy/505 Games)Death Stranding (Kojima Productions/SIE)Resident Evil 2 (Capcom/Capcom)Sekiro: Shadows Die Twice (From Software/Activision)Outer Wilds (Mobius Digital/Annapurna)

    Vamos por partes:

    Essa categoria significa o que afinal? Eu, sempre pensei que era sobre o game design, pois a descrição diz: "AWARDED FOR OUTSTANDING CREATIVE VISION AND INNOVATION IN GAME DIRECTION AND DESIGN."

    Só que também fala em "direção de jogo" separado de "game design". Então é mais próximo de que? Da direção de um filme ou projeção de game design? Fica confuso né.

     A verdade, é que se tem um sujeito que acaba com essa minha dúvida é o Kojimão da massa! Tanto num sentido de conduzir a narrativa quanto de elaboração de game design, acho que Death Stranding foi quem mais inovou nesse aspecto. Seja na narrativa, em que Kojima evolui ao máximo a sua própria fórmula ou mesmo no game design em estrito senso. Por isso que é o meu voto e deve ser o voto do TGA também.

    Contudo, reconheço de que em se tratando de level design, Sekiro é maravilhoso nos combates; Control é excelente tanto nos combates quanto na exploração, usando muito bem a fórmula metroidvania num tps; Outer Wilds explora o tempo como uma mecânica interessante, não burocrática e Resident Evil 2 conseguiu se reinventar muito bem, atualizando as suas mecânicas.

    E finalmente: GOTY

    Game of the Year (GOTY)Control (Remedy/505 Games)Death Stranding(Kojima Productions/SIE)Super Smash Bros. Ultimate(Bandai-Namco/Sora/Nintendo)Resident Evil 2(Capcom/Capcom)Sekiro: Shadows Die Twice(From Software/Activision)The Outer Worlds(Obsidian/Private Division)

    Até então, o artigo seguiu o padrão que eu costumo trabalhar. Mas no caso do goty, vai ter de ser diferente...

    Primeiro, a descrição: "RECOGNIZING A GAME THAT DELIVERS THE ABSOLUTE BEST EXPERIENCE ACROSS ALL CREATIVE AND TECHNICAL FIELDS."

    Melhor experiência do ano, né? Então, eu entendo, mas é bem difícil de concordar com o Super Smash Bros Ultimate sendo indicado, pelo simples fato dele não ter tido impacto algum nesse ano.  Fora do fato de EU, não concordar muito em um jogo com um certo nicho levar o prêmio. Mas nada disso me incomoda tanto quanto do fato de o Ultimate ser uns 70% reciclagem do Super Smash Bros do WiiU. É quase que uma remasterização (de excelente qualidade, frise-se), neste caso. É mais evolucionário do que revolucionário.

    The Outer Worlds, parece sofrer de um mal um pouquinho semelhante, só que menos. Esse jogo, vejam bem, é um Fallout no espaço, só que reduzido a um orçamento de AA e infinitamente melhor polido. Em minhas quase 30h de jogatina, não tive um único bug! Ele faz tudo certo, é um jogo nota 10 em sua proposta, a história é criativa, a jogabilidade é excelente, seu role play é divertidíssimo, os diálogos são hilários, a trilha sonora é cativante, os gráficos são lindos (apesar de simples), mapas muito bem construídos, estilo próprio, etc. Mas devo, quase que a contragosto, dizer que ele peca em um ponto, que é a inovação. Não que não tenha algumas inovações, mas de modo geral, é um jogo familiar. Apesar de tudo, este é o meu goty pessoal. #thegotyworlds! Parabéns à Obsidian! 

    O problema mesmo é o voto do TGA ...

    A verdade é que ele nunca fora tão imprevisível. Bom, se tivesse de arriscar e seguir a lógica que ocorre desde 2015, quem leva o prêmio de melhor estúdio/melhor direção de jogo, ganha o goty.

    Só que dos 4 jogos que temos:

    Death Stranding: é um jogo MUITO controverso, divisor de opiniões, as na minha opinião, ele tem sim tudo para ser um goty bem digno. O problema é: será que a academia vai querer manter a sua credibilidade? Porque esse jogo tem o Geoff Keighley, simplesmente o idealizador e o host do evento como NPC! E sabemos de sua relação com o Kojima:

    https://twitter.com/geoffkeighley/status/1007114976102772736

    Eles são bem amigos. Isso sem falar que Death Stranding tem muita bajulação estadounidense também. Mas dando créditos aos bois, a inovação desse jogo é gigantesca, o que o faz ser um merecedor de um goty. Se o Kojima não tivesse colocado toda a sua gangue para fazer cameos no jogo, talvez eu não pensasse dessa forma. e por conta disso, talvez os jurados pisem no freio. Ou não: o troço tem muita qualidade técnica também, é um excelente jogo. É de longe, o jogo mais inventivo e inovador do ano. Finalizando o assunto Death Stranding, ele ainda tem um probleminha: é um jogo de nicho, para aquele jogador que curte algo mais contemplativo, introspectivo, reflexivo.

    Falando em qualidade técnica, Resident Evil 2 tem de sobra também: gráficos, áudio, jogabilidade reformulada ... mas, mantendo o que disse antes: ainda assim é um remake, e o original já teve a sua chance em 1998. Inclusive, ele foi aclamado desde aquela época. Não posso dizer que foi um produto que falhou em seu momento originário: pelo contrário, alavancou a série em graus astronômicos. E a pergunta que se faz é: porque esse jogo precisava existir? Claro que a Capcom (inclusive, parabéns para ela, melhor estúdio do ano, disparado, lançou dois grandes jogos e uma das melhores dlcs da história! Nem parece a mesma Capcom mercenária de uns anos atrás) quis fazer um cashback, mas Resident Evil 2 já era um jogo de sucesso na época e é um clássico consagrado no tempo. Sigo a lógica de que um remake precisa justificar a sua existência.

    Querem um exemplo similar? Lembram daquele filme de 2002, o  Mou Gaan DouNão? A tradução dele aqui no Brasil te ajuda? "Conflitos Internos".  Não faz muito sentido ainda né? Mas se formos falar da refilmagem dele, "Os Infiltrados", de Martin Scorsese, feita em 2006, e ganhador do óscar de melhor filme em 2007? Faz mais sentido né. É um exemplo claro de um remake que SERVIU à obra original. Serviu para torná-la popular ao resto do mundo e atingir ao seu sucesso. E naquela época, o óscar de melhor filme se justificou pois ele realmente era o melhor filme dentre os indicados. Era uma superioridade clara. O que sinceramente, não acho que seja o caso do Resident Evil 2.

    É a mesma coisa com "Scarface", do Brian de Palma (ainda mais similar ao caso do Resident Evil 2), de 1983, que é um remake  do filme de 1932. Aqui mudou MUITA coisa da história original, reconsagrando um filme que já era bem conceituado naquela época.

    Esse rodeio todo é para dizer que não sei o que dizer sobre Resident Evil 2 ganhar o goty. Acho que preferia ver uma produção 100% original levando. E por conta dessa controvérsia toda, e querendo manter a credibilidade, talvez a academia pense dessa forma também (ou não, vai saber).

    E assim restam dois:

    Sekiro Shadows Die Twice, é uma escolha quase segura. Digo isso, pois esse jogo têm características de goty, é inovador, bem feito, acessível (já falo sobre isso) na medida do possível, divertido, excelente jogabilidade, etc. Só que manja a "acessibilidade"? Bom, isso ele é, nas suas mecânicas, porque na sua dificuldade... VIXE! É de longe o jogo mais difícil da geração. E não tem nada de errado com isso, ele só não tem a principal característica de um goty: universalidade de público. pelo contrário, ele é bem excludente até. E isso causou uma série de questionamentos:

    https://www.forbes.com/sites/davidthier/2019/03/28/sekiro-shadows-dies-twice-needs-to-respect-its-players-and-add-an-easy-mode/#41329cd71639 como este artigo famoso da Forbes, sobre a necessidade de um "easy mode" em Sekiro.

    O que é claro que o gênio do mal, jamais iria adicionar, certo?

    É a minha principal crítica em relação aos Soulsborne. E tenho a minha experiência pessoal nessa opinião: eu não consegui zerar o Sekiro até agora. Não por desistir por causa de sua dificuldade, mas que por causa dela, eu gasto muito tempo, e esse é meu bem mais precioso, ultimamente. Isso que me faz ter essa birra com esse gênero. Isso sem contar com a dificuldade, que para mim, retira um pouco da diversão do jogo.

    É algo muito pessoal a minha experiência pessoal com Sekiro. Seria meu goty pessoal se não fosse The Outer Worlds.

    Contudo, ainda que uma escolha arriscada, para fins de mídia e credibilidade, não duvido em nada que a academia presenteie o goty ao Sekiro: jogo aclamado, de notória qualidade, tem a médiazinha café com leite boa de 90 no metacritic, essas besteiras.

    E finalmente (pq já to caindo de sono aqui tb): Control. É a maior surpresa do ano para mim, eu não imaginava as 8 indicações que esse jogo recebeu, mas sempre confiei na Remedy. Creio que esse jogo só tenha se saído pior nas análises por conta de sua PÉSSIMA otimização no lançamento: 

    Tudo bem que tudo ficou ótimo depois do patch 1.03:

    Sinceramente, o que separa esse jogo do goty é o peso que os demais concorrentes possuem, pois este sim: de todos os demais indicados, ele têm características de um goty, é acessível, abrange ao maior público-alvo possível, tem uma história pouco convencional que te prende muito, jogabilidade redondinha. 

    E ele já queimou a largada levando nada mais que o goty pelos críticos do golden joystick awards 2019: https://www.gamesradar.com/uk/Golden-Joystick-awards-2019-winners/

    E a Remedy merece esse reconhecimento: se a From Software é reconhecida pela dificuldade incomum em seus jogos, a Remedy deveria ser mais reconhecida pelas melhores mecânicas de tiro em 3ª pessoa e suas histórias enigmáticas. Eu só não digo que essa é de fato a escolha mais segura para os críticos jurados do TGA por conta do peso que os nomes de Sekiro e Death Stranding carregam.

    Ufa! Acho que fui claro né? Por isso que não da para ter um chute certeiro dessa vez, só que eu vejo uma leve vantagem desses 4 jogos, cada um por conta desses fatores que já disse. E diferente do que vem sido dito, eu não discordo das indicações não, acho que foram merecidas. Mas fico triste por não abrirem mais espaço para o Metro Exodus ou o Gears 5, por exemplo.

     E com isso, mais um ano se encerra para essa mídia. Infelizmente, um ano bem medíocre e abaixo da média. Cabe a nós, consumidores, esperarmos por lançamentos melhores em 2020 (Cyberpunk 2077 e The Last of Us Part II prometem! Além de Ghost of Tsushima e outros),  sem que nos acomodemos, aceitemos práticas abusivas, como loot boxes, microtransações sem noção, etc. E para vocês, quais os seus palpites? O que acharam dos lançamentos do ano? Quais as suas ausências que foram sentidas? Comentem aí embaixo já que com o diálogo, todo mundo cresce junto! Um abraço e até a próxima!
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    Esse deu trabalho ...

    Sekiro: Shadows Die Twice

    Platform: Playstation 4
    231 Players
    113 Check-ins

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    • Micro picture
      guicarneirol · about 1 year ago · 3 pontos

      @papm22 muito irado a tua postagem, se não se importar quero te deixar um convite ;D

      Eu montei faz 4 meses uma rede social para Gamers (Pyre) e acredito que o pessoal lá amaria tuas postagens. Dá uma chegada lá e compartilha os teus textos e check-inks ;D

      https://pyre.gg

      3 replies
    • Micro picture
      kratos1998 · about 1 year ago · 2 pontos

      Adorei seu texto!! N joguei quase nenhum jogo da lista e gostei de acompanhar sua opinião sobre os jogos. Estou jogando Death stranding e amando cada segundo, eu previ as indicações q ele recebeu pq realmente merece, o grande problema é isso q vc falou mesmo, se ganhar, os haters vão falar q é por causa da trupe de amigos do Kojima.
      Até a premiação quero jogar Sekiro e Re2 pelo menos, e claro finalizar Death Stranding, afinal, pelo q já vi, o prêmio máximo fica entre eles três mesmo!

      3 replies
    • Micro picture
      msvalle · about 1 year ago · 2 pontos

      Parabéns pela análise detalhada das categorias! Apesar de (ainda) não ter jogado nenhum dos indicados, gostei do modo como você fundamentou suas opiniões sobre seus preferidos e o que você acha que pode ser o ganhador.

      1 reply
  • papm22 Galard Malvic
    2019-10-28 16:20:07 -0200 Thumb picture

    Golden Joysticks Awards 2019

    Numa edição bem rápida (e excepcional, pq não comento nenhuma outra premiação a não ser a do tga) venho aqui tecer uns comentários rápidos sobre os indicados deste fraco ano de 2019.

    https://www.gamesradar.com/goldenjoystickawards/#ultimate-game-of-the-year

    ...

    Untitled Goose Game é o goty! Fim de papo!

    1
  • papm22 Galard Malvic
    2018-11-14 02:00:12 -0200 Thumb picture

    O jogo do ano 2018: Opiniões

    Medium 3685033 featured image

    Salve, salve galera, aqui é o Galard trazendo novamente o seu pitaco anual sobre os indicados ao TGA! Estou um pouco empolgado, mas com algumas ressalvas que serão explicadas ao longo do artigo.

    Se fosse para traduzir em uma expressão o que achei deste ano, seria marromeno assim: 

    Feliz, porém um pouquinho desapontado... Calma, vou explicar antes que me crucifiquem: os indicados foram bons sim, e teve até uma certa variedade, ainda que inferior aos anos de 2015 e 2017. Mas foram poucos jogos para muito ano, ou seja, poucos foram os títulos que realmente valeram a pena a compra. Geralmente é assim, mas nem tanto. Basta observarmos os anos que eu mencionei: se quisesse jogar algum gênero, existiam escolhas o suficiente para agradar à maioria. Já este ano, foram poucos os jogos que se destacaram o suficiente e quase todos eles foram indicados. Acho que tirando Unavowed em melhor narrativa e Iconoclasts e Subnautica em indies, não senti muita falta de ninguém. Pelo contrário, eu limaria algumas categorias com jogos que não mereciam ser indicados.

    Mas felizmente, este ano estão bem justas as indicações, fiquei bem satisfeito com todas as categorias da qual eu sou público alvo. Então, já sabem que esports não é a minha praia e não entendo nada, razão pela qual não irei comentar essas categorias. E as categorias em que souber menos, vou explicar alguns pontos relevantes, sem deixar de dar a minha opinio gamer.

    Desta vez, eu tenho uma pequena surpresa para vocês: consegui jogar muito TODOS os principais indicados! Duvidam? Aqui ó:

    Mas não foi muito a atoa que fiz isto: como já havia mencionado em algumas publicações anteriores, eu sou concursando (o livro de processo civil do Daniel Amorim ali atrás não me deixa mentir rsrs) e precisava de um hobby. Como este ano a crise me pegou e não poderia gastar tanto, fiz um grande esforço financeiro para conseguir adquirir todas as cópias dos jogos que eu acreditava que seriam indicados. Dei um pouco de sorte, mas está aí. 

    E também, queria fazer isto como uma breve despedida minha do mundo dos artigos aqui do Alvanista e da internet. Mas... nem tanto! Como vocês já devem ter percebido, sempre fiz uma análise focada nas minhas experiências pessoais, na minha experiência de anos analisando o mercado e a mídia gamer, e talvez por isso que sempre consegui fazer um bom palpite. Isso não vai mudar muito, mas a intensidade irá diminuir, devido ao meu tempo escasso que a vida adulta me traz. E por isso que tentei jogar o máximo que pude este ano, dos jogos que eu apostei que seriam indicados e dos jogos que eu gostaria de jogar mais. Assim, o intuito fora tentar ter o máximo de experiências para poder passar ao máximo de meu provável último ano de dedicação intensa aos games. 

    Então, que comecemos com uma mini-retrospectiva do ano até agora: como havia dito anteriormente,  eu achei o ano meio fraco por não só ter poucas opções, mas também por conta dessa janela de lançamentos confusa. Eu sei que há meses do ano em que as coisas ficam melhores e em que as coisas ficam mais mornas, mas em 2018, foram muitos meses com quase nenhum lançamento de muita qualidade: fevereiro e de maio até agosto, mal tivemos bons jogos. Sendo que em abril, só tivemos dois jogos decentes, que foram GoW e Frostpunk, por exemplo. Não digo que todo o resto fora ruim, mas que fiquei um pouquinho mal acostumado com 2015 e 2017. E não sou só eu quem reclamou desse 1º semestre, mas alguns canais que sempre fazem as suas listas de "best games so far" também tinham quase sempre os mesmos jogos. Fora que senti uma falta de variedade também, mesmo em gêneros extremamente populares, como fps. Aqui está um comparativo da wikipédia (sim, para enumerar lançamento, ela é o melhor site!) sobre o ano de 2018 para o mundo dos jogos.

    Contudo, isto é mais um desabafo pessoal, pois tivemos jogos excepcionais tb. E este artigo tá aqui para dizer isso! Vamos lá então!

    A estrutura do artigo, terá algumas mudanças:  exibirei um comentário do que conheço dos indicados, comentando algumas presenças ou ausências, em  quem eu votei (trouxeram de novo a possibilidade de votar,  naquele mesmo percentual, 10% para o público e 90 aos juízes convidados. Se bem que prefiro assim ou sempre os jogos mais populares seriam os vencedores de tudo.) e quem eu acho que vai ganhar e o porquê disso. Quem quiser conferir os meus artigos dos anos anteriores, segue os links abaixo:

    O jogo do ano 2017
    O jogo do ano 2016
    O jogo do ano 2015

    Indico também outros três artigos, que discutem um pouco sobre os motivos de eu não ter gostado nem um pouco do ano de 2014, que fiz em estrutura de retrospectiva e não de análise de uma premiação específica;  outro sobre algumas características que eu creio que sejam comuns entre os gotys, usando o gotypicks como parâmetro; e por fim uma opinião que acabei acertando, que fora sobre a importância de 2017 para esta geração:


    O ano em foco - 2014: o pior ano dos games?

    O jogo do ano: o que faz de um jogo um goty??

    Galard Opina: 2017 será um ano decisivo para a 8ªgeração?

    E finalizando esta longa introdução (calma, já está acabando!), deixo aqui também algumas fontes que considero importantes:

    -Site do tga 2018 ensinando aonde acompanhar o evento ao vivo:https://thegameawards.com/how-to-watch/

    -Site do TGA 2018 com os indicados: https://thegameawards.com/awards/ e a sua versão em vídeo   

    Sites com as médias: 

    -gamerankings: https://www.gamerankings.com/browse.html?site=&cat...

    -metacritic: https://www.metacritic.com/browse/games/score/meta...

    E de novo, o site do gotypicks para vocês acompanharem o saldo geral dos gotys, para ver quem será o "The Big Winner" deste ano: https://gotypicks.blogspot.com/

    OBS: a tradução direta das categorias eu retirei do site do The Enemy, que será um dos jurados. 

    https://www.theenemy.com.br/pc/veja-a-lista-comple...

    Agora sim, vamos aos indicados!

    MELHOR NARRATIVA


    Detroit: Become Human (Quantic Dream / SIE) God of War (Sony Santa Monica / SIE) Life is Strange 2: Episode 1 (Dontnod Entertainment / Square Enix) Marvel’s Spider-Man (Insomniac Games / SIE) Red Dead Redemption 2 (Rockstar Games)

    A surpresa para mim aqui fora a ausência de Unavowed e Return of The Obra Dinn, mas de um modo geral, gostei bastante dos indicados. O único que não joguei bastante fora o Detroit, tendo jogado mais na casa de um amigo e zerado a demo. É na narrativa que este jogo tem o seu ponto mais forte, ainda que seja mais evolucionária do que revolucionária (ainda gostei um pouquinho mais do que vi em Heavy Rain, que também é da Quantic). Life is Strange 2 - Episode 1 segue a mesma linha de uma história importante e impactante, mas sem muitas novidades em sua narrativa, como o primeiro conseguiu fazer tão bem. Já Spiderman, apesar de ser bem contada a história, não vejo nada de excepcional. Pelo contrário, achei o jogo empolgante por conta de sua jogabilidade, mas um tanto tedioso na sua narrativa por demorar muito a ocorrer algo. Mas quando ocorre, é sensacional! 


    God of War, sinceramente, dispensa mais comentários: tem uma narrativa brilhante, porém uma história simples e impactante, toda contada como se fosse um excepcional plano-sequência (quando a câmera não tem cortes e parece está sempre acompanhando o personagem). Foi uma atitude arriscadíssima da Santa Monica e do Cory Barlog, que envolvei inclusive uma mudança na jogabilidade já consolidada desta série.

    Já Red Dead Redemption 2, olha ... é um jogo bem mais calmo do que eu imaginava, que demora para ocorrer cenas com mais ação . Só que eu não reclamo disso, pelo contrário, estou gostando muito, e na verdade, eu sempre me surpreendo com este jogo. Cada conversa, cada coisinha que ocorre como evento aleatório, a narrativa emergente deste jogo é uma dar melhores dessa geração, sem dúvidas! Ainda prefiro The Witcher 3 neste quesito, mas RDR2 não deixa a desejar em nada.

    Por isso que para mim, esta é uma categoria com uma grande incógnita e não consigo separar estes dois jogos. Eles estão em pé de igualdade e para mim ambos são os melhores do ano neste quesito. Mas quem eu acho que vá ganhar é: GoW. Pq o maior foco do GoW é a sua narrativa, mudaram tudo no jogo para favorecer este quesito e eu acho que isso irá pesar bastante. Mas por muito pouco RDR2 não deve levar, creio que seja por ele ser mais focado na construção do mundo, nas narrativas emergentes sob a sua narrativa embutida, enfim, só por não ter alterado tanto a narrativa quanto o que GoW fez. 

    MELHOR DIREÇÃO DE ARTE

    Assassin’s Creed Odyssey (Ubisoft Quebec / Ubisoft) God of War (Sony Santa Monica / SIE) Octopath Traveler (Square Enix / Acquire / Nintendo) Red Dead Redemption 2 (Rockstar Games) Return of Obra Dinn (3909 LLC)

    Que categoria! Tivemos jogos ousados artisticamente, como Obra Dinn com seu visual meio em sépia-grafitado, remetendo-se à alguns clássicos pixelados pela sua limitação de hardware, como Phatasmagoria; e Octopath Traveler, em seu estilo  jrpg das antigas em HD. São bem inovadores, mas desta vez eu vou preferir os outros três, pelo abuso de qualidade técnica em ambos.

    Odyssey traz uma reprodução sublime da Grécia antiga, extremamente detalhada e no fundo, a Ubisoft sabia disso, tanto é que é quase uma mecânica de jogo esse incentivo exacerbado à exploração. Sério, o mapa é gigantesco e supervariado! Não é nenhuma mentira em dizer que é de longe a sua melhor qualidade técnica.

    GoW ganha pela potência técnica: tudo tem textura da mais alta qualidade, cada detalhezinho foi bem pensado e planejado para estar naquele lugar. Os monstros também são bem legais, apesar de não tão inventivos assim.

    Mas ... tenho que ficar com Red Dead Redemption 2, tanto para minha escolha como provável ganhador dessa categoria.Ele une toda potência técnica com beleza gráfica e interatividade: sério, os detalhes desse jogo são impressionantes, cada arma  tem uma gama de customizações que alteram a sua aparência, cada animal se movimenta realisticamente, cada detalhe que nunca vi num jogo antes, como a decomposição de cadáver dos inimigos, animais. Tudo neste mundo parece vivo. E como é bem ambientado, o velho oeste nunca esteve tão parecido com os melhores filmes de Leone. Chega a ser revolucionário neste quesito. Mesmo com outros concorrentes fortíssimos, este prêmio é do RDR2, sem sombra de dúvidas.  

    MELHOR TRILHA SONORA

    Celeste (Lena Raine) God of War (Bear McCreary) Marvel’s Spider-Man (John Paesano) Ni No Kuni II (Joe Hisaishi) Octopath Traveler (Yasunori Nishiki) Red Dead Redemption 2 (Woody Jackson)

    Bom, aqui começa a complicar um pouquinho as coisas ...

    Celeste tem uma trilha sonora impecável, que te move e incentiva a querer continuar a jogar, mesmo com a sua enorme dificuldade. 

    GoW tem um tema principal bem marcante e envolvente, mas durante o jogo, eu só consegui prestar mais a atenção nesta única faixa. O jogo não sai muito disso. Apesar de ser muito bem trabalhada, ela é escassa e poderia ser um pouco mais marcante, como o tema principal de Skyrim, por exemplo. 

    Spiderman tem uma trilha sonora com um único objetivo: te fazer se sentir como o herói. Ela é empolgante, gostosa de ouvir durante o jogo, mas é perigosamente parecida com as trilhas do filme do Sam Raimi, sempre me puxando para aquele lugar comum do "já ouvi isso antes". 

    Octopatch Traveler faz algo parecido, mas com um áudio mais pixelado. Só que desta vez a qualidade não acompanha tanto à sua inspiração e ainda prefiro as trilhas de FFVI e Chrono Trigger, do auge da carreira do Uematsu...

    E por fim, sombram os dois melhores: Ni No Kuni II e RDR2. O primeiro pega muito das melhores inspirações de um dos maiores compositores do mundo, Joe Hisaishi. Do mundo, digo de todas as áreas artísticas, ele é o compositor dos melhores filmes do melhor estúdio de animação existente foda-se a Disney e a Pixar!!!!  que é o estúdio Ghibli. Aqui ele continuou bem inspirado, como sempre, e sinceramente, talvez até melhor que no primeiro jogo! Já RDR2 traz o melhor do western, lembrando em muito a obra do Enio Morricone, sendo igualmente bem produzida. Então, talvez me odeiem por isso, mas não consigo decidir qual é a melhor para mim, sendo ambas as melhores do ano. Mais um empate técnico.

    Para entenderem um pouco mais sobre a importância de Morricone e Hisaishi, recomendo muito estes vídeos do canal "Entreplanos":

    E este daqui para entenderem a importância de uma boa trilha sonora para um bom western: 

    Só que para o TGA2018, acho que RDR2 terá um lobby maior, até por ser um jogo melhor produzido, mais importante para a indústria, pelo menos para este ano. Então, creio que vai dar ele mais uma vez. Mas não me surpreenderia em nada se Ni No Kuni II levar este prêmio ... de novo, pq no VGX 2013 ele levou.

    Trilhas sonoras que falei:

    MELHOR DESIGN DE ÁUDIO

    Call of Duty: Black Ops 4 (Treyarch Studios / Activision) Forza Horizon 4 (Playground Games / Turn 10 Studios / Microsoft Studios) God of War (Sony Santa Monica / SIE) Marvel’s Spider-Man (Insomniac Games / SIE) Red Dead Redemption 2 (Rockstar Games)

    Aqui a história já muda e vejo RDR 2 como bem superior aos demais! E o TGA2018 também deverá concordar comigo. A resposta é simples: por tudo no jogo ser vivo, interativo, audível, sendo planamente possível a distinção entre o barulho de cada tirinho, e as suas variações sonoras (experimente atirar num canyon para ouvirem a diferença de barulho em relação à uma área aberta para entenderem), cada animal tem o seu grunido, cada passo em cada superfície... tudo é extremamente detalhado, até no áudio!

    Mas eu queria antes de passar par a próxima, tecer uns comentários:

    - em FH4, da para sentir muita diferença entre os motores e os pneus nas diversas superfícies. Do ronco do motor até o esforço do pneu para se manter na superfície;

    - em Spiderman, Peter tem entonações diferentes: uma para ele sem esforço e outr apara quando estiver balançando nas teias. Boa sacada, Insomniac!

    - em GoW, a respiração de Kratos se torna um pouco audível quando está em spartan rage.

    - em CoD ... tem nada que preste. Mais do mesmo e não deveria ter sido indicado! Monster Hunter World deveria estar em seu lugar, pois a direção de áudio dos rugidos e grunidos dos monstros é excelente!

    MELHOR ATUAÇÃO

    Bryan Dechart (Connor, Detroit: Become Human) Christopher Judge (Kratos, God of War) Melissanthi Mahut (Kassandra, Assassin’s Creed Odyssey) Roger Clark (Arthur Morgan, Red Dead Redemption 2) Yuri Lowenthal (Peter Parker, Marvel’s Spider-Man)

    Aqui já é uma categoria que eu já não gostei muito por crer que este ano fora nivelado por baixo. Não é que não tenha gostado das atuações, até creio que fora bem justa. Apesar de gostar da atuação da Camilla Luddington como a Lara ... se não fosse um roteiro tão ruim, talvez ela fosse indicada.

    Sendo rápido aqui: Roger Clark. Meu candidato e escolha do TGA2018 também. Por que? Pela variedade de atuação que ele empregou. Não considero nem a melhor do ano, prefiro inclusive a do Dutch e da Sadie no lugar dele, mas por conta do esforço e qualidade interpretativa, no papel de Arthur, fico com ele.

    Tá, e por que não os outros? 

    -Kratos, mesmo estando melhor do que nunca, continua sendo personagem de poucos tons e mesmo sendo uma boa atuação, não é o suficiente para ser considerada a melhor. Ponto extra para a fisicalidade do personagem!

    -Peter está ótimo,me lembra muito o que já vi nos filmes, nos desenhos e ... em tudo do homem-aranha. Tá familiar demais. Faltou algo mais ousado. Apesar disso, está muito boa no que se pretende ser, que é um herói no auge de sua juventude e experiência.

    -Kassandra: olha, apesar de estar jogando com ela e não o Alexios, está idêntica a ele. Sem falar que tirando o sotaque maneiro, de um inglês enrolado cheio de sotaque, não está muito diferente ou único. Tanto é que o Alexios está igualmente dublado, só que na versão masculina. Faltou aquele toque único que a Aloy e a Senua tinham. 

     -Connor: a qualidade técnica do jogo é tão boa que acaba prejudicando um pouco a atuação dele.  Assim, é um robô né? Tudo bem que o jogo foca na sua humanização, mas senti falta de mais nuances, como aquele coçar de nariz que o Drake faz em Uncharted 4. 

    MELHOR JOGO CONTÍNUO

    Destiny 2 (Bungie / Activision) Fortnite (Epic Games) No Man’s Sky (Hello Games) Overwatch (Blizzard) Tom Clancy’s Rainbow Six Siege (Ubisoft Montreal / Ubisoft)

    Continuo não gostando muito dessa categoria, mas eu pelo menos a entendo agora (o que talvez me faça desgostar menos dela, sei lá).  É uma categoria voltada para a evolução de um jogo ao longo do tempo, tal qual a sua descrição diz:

    "Awarded to a game for outstanding development of ongoing content that evolves the player experience over time."

    Se por um lado isso me parece um incentivo a lançarem mais jogos dependentes de correções e atualizações, por outro, eu gosto mais um pouco desta categoria, pois traz a chance de redenção. Então, pensando desta forma, qual é o único jogo aí que precisou se redimir de algo? É, No Man’s Skypor isso que fico com ele. Agora ele está jogável e um pouquinho divertido.  E ainda acertaram no momento de lançarem a sua atualização, num vazio de lançamentos. Foram espertos. Já os outros indicados, bem eles estão sempre evoluindo, então não vejo nada tão espetacular assim. Creio que por trazer mais novidades, ainda que deteste o jogo, Fortnite deve ganhar essa categoria.

    GAMES FOR IMPACT

    11-11 Memories Retold (Digixart / Aardman Animations / BANDAI NAMCO Entertainment) Celeste (Matt Makes Games) Florence (Mountains / Annapurna Interactive) Life is Strange 2: Episode 1 (Dontnod Entertainment / Square Enix) The Missing: JJ Macfield and the Island of Memories (White Owls / Arc System Works)

    Aqui eu só joguei dois: Celeste e Life is Strange 2. E a experiência que me trouxe muito mais impacto e reflexão foi Celeste, sem dúvidas! ainda que Life is Strange 2 traga uma ótima discussão sobre etinofobia, a reflexão sobre cumprir os seus objetivos e o porquê de ter de cumpri-los é bem mais memorável. Meu voto e ganhador absoluto desta categoria: Celeste!!!!

    MELHOR JOGO INDEPENDENTE

    Celeste (Matt Makes Games) Dead Cells (Motion Twin) Into the Breach (Subset Games) Return of the Obra Dinn (3909 LLC) The Messenger (Sabotage Studio)

    Ótima categoria com ótimos indicados! Eu só acresceria um sexto indicado aí, que seria Frostpunk no lugar de Dead Cells, por gosto pessoal, mas do jeito que está, tá ótimo. Meu voto e do TGA: CELESTE! Não da para menosprezar os outros, mas acho que Celeste têm algumas vantagens que o coloca um nível acima dos demais:

    -é o jogo com a maior média (sendo o 3º do ano no Metacritic) e quer queira ou não, isso influencia os juízes;

    -é um jogo extremamente bem polido em todos os aspectos (não que os outros não sejam, mas Celeste é um pouco a mais;

    -traz uma mensagem incentivadora e importante;

    -é o que agrada a um público maior.

    Sério, posso colocar esse indie nos mesmos patamares de Inside e The Witness, sem pestanejar.

    MELHOR JOGO PARA MOBILE

    Donut County (Ben Esposito / Annapurna Interactive) Florence (Mountains / Annapurna Interactive) Fortnite (Epic Games) PUBG MOBILE (Lightspeed & Quantum / Tencent Games) Reigns: Game of Thrones (Nerial / Developer Digital)

    Olha, eu não ligo muito para jogar no mobile e até digo que o mobile foi um dos responsáveis por lacrar o caixão dos portáteis (tanto é que essa categoria nem existe mais). Ainda mais num ano ausente da Nintendo, o que fez ele ficar bem mais fraco do que o de costume.. mas enfim,  vamos lá.

    Meu candidato: Donut County. É o único jogo que joguei ou conheço o suficiente para dizer que merece algum prêmio. Gostaria de jogar Florence um dia, por parecer ser bem diferente, mas creio que não supere o caráter único de ser ... um buraco. Sério, é uma ideia biruta que deu muito certo. Ponto para a ousadia! Talvez até ganhe, mas eu acho mais fácil algum dos ports de PUBG ou Fortnite levarem. Aposto mais em PUBG.

    Análise do jogo feita pelo canal Nautilus: 

    MELHOR JOGO PARA REALIDADE VIRTUAL/AUMENTADA

    ASTRO BOT Rescue Mission (SIE Japan Studio / SIE) Beat Saber (Beat Games) Firewall Zero Hour (First Contact Entertainment / SIE) Moss (Polyarc Games) Tetris Effect (Resonair / Enhance, Inc)

    Mais uma categoria que não tenho acesso e não pretendo ter tão cedo. Mas indo pelas médias, repercussão na mídia, seria muito interessante ver o Tetris Effect levar esta. Acho que a disputa está entre ele e Moss e no fim, quem leva é ele.

    MELHOR JOGO DE AÇÃO

    Call of Duty: Black Ops 4 (Treyarch / Activision) Dead Cells (Motion Twin) Destiny 2: Forsaken (Bungie / Activision) Far Cry 5 (Ubisoft Montreal / Ubisoft) Mega Man 11 (Capcom)

    Seguindo o parâmetro focado no combate, "For the best game in the action genre focused on combat.", eu jurava que RDR2 iria entrar nesta categoria, já que ele tb tem um foco bom em combate. Mas admito que não é tanto quanto os indicados.

    Para ser sincero, achei a categoria mais fraca, que mais se nivelou por baixo. 

    CoD só apresentou uma "novidade" que é um battleroyale manjado. Não deveria ter aparecido!

    Dead Cells é um bom jogo indie, um bom jogo de ação, mas não achei ele tão bom no combate a ponto de ganhar esta categoria. 

    Destiny 2: Forsaken é uma expansão, que mantem o combate manjado da franquia. Nem deveria estar aqui! 

    Far Cry 5 eu gostei bastante até. Reconheço algumas de suas falhas, mas achei um ótimo jogo, tentou arriscar, tem um conteúdo bem extenso que eu não senti pesar tanto quanto o que a crítica falou. Lutar, atirar, combater neste jogo é mais fluído do que nunca e este ponto nunca fora tão bom nesta série. É o meu candidato e deve levar a estatueta para casa também, merecidamente.

    Mega Man 11: olha, muito da minha opinião está contida nessa análise do Nautilus também, mas o que me deixou bem incomodado foi o fato de usarem muito mal as novas mecânicas, o que atrapalha bastante o combate do jogo. E como o foco dessa categoria é justamente o combate, não merece estar ganhar.

    Análse do Nautilus do Mega Man 11:

    E antes de partir para a próxima, digo que nesta categoria poderiam colocar muito bem Monster Hunter World: o combate desse jogo é bom demais! É de longe, o melhor combate do ano!

    MELHOR JOGO DE AÇÃO/AVENTURA

    Assassin’s Creed Odyssey (Ubisoft Quebec / Ubisoft) God of War (Sony Santa Monica / SIE) Marvel’s Spider-Man (Insomniac Games / SIE) Red Dead Redemption 2 (Rockstar Games) Shadow of the Tomb Raider (Eidos Montreal / Crystal Dynamics / Square Enix)

    Agora sim! Essa categoria têm 4 dos melhores jogos do ano! É isso que espero de uma boa competição! Mas vou começar pelo pior logo: Shadow of The Tomb Raider. Sério?  Cadê Celeste? Guacamelee 2? Yakuza 6, que foi esnobado  em outras categorias??? Hitman 2 que está mil vezes mais funcional do que Shadow. Chega a ser uma afronta comparar um jogo tão medíocre com 4 jogões. Colocaram o jogo por conta das tumbas, eu sei. E tb por ser uma franquia clássica no gênero, mas na boa, pecou muito na parte de ação e só a exploração de tumbas que está divertido. Por isso que disse que é um jogo medíocre, não ruim. Tá na média.

    Então, excluindo justificadamente da disputa o Shadow of The Tomb Raider, vamos aos indicados: aqui acho que há uma barreira de qualidade bem alta entre dois deles - GoW e RDR2 como os melhores - e Odyssey e Spiderman como jogos excelentes.

    Odyssey é um jogão, com muita exploração, ação, tem uns puzzles familiares. Não faz nada de errado, inova um pouquinho aqui, ali, mas ainda é uma estrutura bem familiar. O que eu gostei mesmo é que houve um esforço por parte da Ubisoft em querer polir bem o produto adicionando uma gama bem grande de missões interessantes, deixando até as procedurais com uma pequena história. Bem legal isso!

    Spiderman é de longe o que tem o mundo aberto mais familiar, com pontos de interesse bem definidos, fast travel, missões que se repetem, porém , é um jogo bem divertido e polido! Mereceu a vaga principalmente pela diversão.

    E agora que entra a maior dificuldade por conta da paridade de armas: GoW e RDR2! É até difícil de escolher aqui, pois ambos são quase perfeitos no que se propõe a ser, têm mecânicas de ação e combate incríveis e ótimos puzzles. Sinceramente, por mim tanto faz, ambos são espetaculares e qualquer um que ganhar vai ser justo! Mas o TGA2018, deve premiar o GoW, só por se aproximar um pouquinho mais da parte puzzle desta categoria e por ter um level design ligeiramente melhor polido (é quase como comparar o 9,9999999998 do RDR2 com o 9,9999999999 do GoW aqui.). 

    MELHOR JOGO DE RPG

    Dragon Quest XI: Echoes of an Elusive Age (Square Enix / Square Enix) Monster Hunter: World (Capcom) Ni no Kuni II: Revenant Kingdom (Level 5 / BANDAI NAMCO Entertainment) Octopath Traveler (Square Enix / Acquire / Nintendo) Pillars of Eternity II: Deadfire (Obsidian Entertainment / Versus Evil)

    Detentora dos melhores indicados de outrora, a categoria dos melhores RPGs parece estar querendo voltar ao oriente. Não que sejam jogos ruins, mas sim que são bem familiares e alguns aprecem idolatrar bastante a era de ouro dos JRPG.  Não é que esteja ruim, mas sabe aquela comida boa, bem preparada, mas que fica sem graça com o tempo por já estar comendo aquilo há anos? Então, o tempero que se destaca é o Monster Hunter: World, franquia esta que nunca esteve tão boa quanto agora. Meu candidato e deve levar a estatueta!

    Só que, ele deve ganhar pelos motivos errados. Eu explico: observem a descrição da categoria - "For the best game designed with rich player character customization and progression, including massively multiplayer experiences." . Tirando a parte do multiplayer, MHW não faz muito de diferente no resto. E bem, o resto é o que mais importa num rpg, que é o foco no personagem. Manja, Geralt? Então é isso. No MHW você é um boneco engraçado genérico. Nada contra, eu gosto disso, mas cadê o desenvolvimento de personagem? Cadê o Sheppard, Inquisidor? E fora que a progressão do jogo é muito mais baseada num loot extremo (e muito divertido) do que uma progressão com base na narrativa. É isto que espero de um rpg. Entendo que essa nunca fora a maior qualidade da série, mas colocaram na categorias de rpgs por pura comodidade. Uma pena, poderia figurar muito bem a de ação, ganhando por lá, inclusive!

    Já os demais:

    Dragon Quest  XI: é o JRPG mais raiz de todos, inclusive em ter uma história bem simplista. Bom, mas não o suficiente para se destacar alem do fator nostalgia e do seu sistema de combate em turnos.

    Pillars of Eternity II: Deadfire: aqui sim! Este título leva a construção de personagens através da narrativa de uma forma excelente. Poderia ganhar se não fossem dois problemas (para mim): é uma expansão e MHW é um jogo bem melhor, têm mecânicas bem melhores.

    Octopath Traveler: parece sofrer dos mesmos problemas do Dragon Quest XI ao se apegar demais ao passado e confiar demais na sua estética ousada. É um jogo legal, mas não mais que isto.

    Análise de Octopatch Traveler : 

    Ni no Kuni II: Revenant Kingdom: único concorrente de peso que talvez, ainda que remotamente, desbanque o MHW. Têm ótimas mecânicas, estética, narrativa, construção de personagens... é o melhor "rpg com características de rpg" do ano. Mas ele ainda têm de superar o lobby do combate excelente do MHW, o que é uma tarefá hercúlea e acho pouco provável que consiga. Se fosse uma novidade, como foi o primeiro, em 2013, talvez até conseguisse desbancar.

    MELHOR JOGO DE LUTA

    BlazBlue: Cross Tag Battle (Arc System Works) Dragon Ball FighterZ (Arc System Works / BANDAI NAMCO Entertainment) Soul Calibur VI (Bandai Namco Studios / BANDAI NAMCO Entertainment) Street Fighter V Arcade (Dimps / Capcom)

    Ai, ai, chega a ser ridículo isso: é a Namco contra ela mesma aqui! SFV Arcade nem deveria estar aqui! É um jogo de 2016 com personagens extras. Porra, Capcom, não volte a ser a caça-níquel da 7ª geração não! Estava indo tão bem, com RE7, MHW ...

    Então só sobram 3 jogos: Blazblue não deve ganhar. É um jogo legal até, um bom fighter das antigas, mas teve pouco destaque e isso vai contar. DB FighterZ é um outro fighter, bem mais badalado, polido e com personagens mundialmente conhecidos, já participou de EVO, inclusive. Deve levar a estatueta. 

    Mas meu coração não me engana: sempre amei a série Soul Calibur e mesmo reconhecendo que ela não anda nos seus tempos de glória do ps2, meu voto continua sendo dele! É passional mesmo, não sinto o mesmo por nenhum outro jogo de luta (a não ser Smash Bros).

    MELHOR JOGO PARA A FAMÍLIA

    Mario Tennis Aces (Camelot Software Planning / Nintendo) Nintendo Labo (Nintendo EPD / Nintendo) Overcooked 2 (Ghost Town Games / Team 17) Starlink: Battle for Atlas (Ubisoft Toronto / Ubisoft) Super Mario Party (NDCube / Nintendo)

    Agora é o momento perfeito para falar da ausência da minha querida Nintendo este ano. Eu fico bem triste quando ela desaparece e sobrevive no automático, pois o ano enfraquece e tem menos inovações. O engraçado é que parece que ela acabou "tomando para si" esta categoria no lugar da de portáteis. Eu confesso que não sou muito o público - alvo desta categoria, então vou fazer uma aposta com base na mídia. Acho que Mario Tennis Aces deve levar esta, não por ser um jogo espetacular, mas pela pouca inovação ou falta de qualidade dos outros (pelo amor de deus, papelão, Nintendo???)

    MELHOR JOGO DE ESTRATÉGIA

    BATTLETECH (Harebrained Schemes / Paradox Interactive) Frostpunk (11 bit studios) Into the Breach (Subset Games) The Banner Saga 3 (Stoic Studio / Versus Evil) Valkyria Chronicles 4 (Sega CS3 / Sega)

    Ironicamente, numa categoria meio esquecida, não tem nenhum jogo ruim ou medíocre. Todos são bons jogos, apesar de só ter jogado um pouco de dois deles. Mas se formos analisar as médias e repercussão na mídia, deve ir para um deses dois: Into the Breach ou Frostpunk. E aqui vai algo mais pessoal: eu prefiro Frostpunk, por ser uma estratégia toda voltada para o lado social da sobrevivência de uma sociedade. E não tem nada igual a isto no mercado! O único jogo que se aproxima um pouquinho é justamente o jogo anterior dessa produtora, o This War of  Mine, excelente e inovador jogo,m por sinal.

    Mas talvez o prêmio deva ficar com Into the Breach, por ter uma média maior, mais indicações, ter um lobby maior. Ótimo jogo também e não será injusto se ele levar.

    MELHOR JOGO DE ESPORTE E CORRIDA

    FIFA 19 (EA Vancouver / EA Sports) Forza Horizon 4 (Playground Games / Turn 10 Studios / Microsoft Studios) Mario Tennis Aces (Camelot Software Planning / Nintendo) NBA 2K19 (Visual Concepts / 2K Sports) Pro Evolution Soccer 2019 (PES Productions / Konami)

    Categoria cansativa. A única coisa diferente aí é o Mario Tennis Aces. E mesmo sabendo que ele não tem a menor chance contra Forza Horizon 4, gostaria bastante de vê-lo ganhando. Mas deve ir para o FH4, o que não é nenhuma injustiça. Entendam meu ponto: são 3 séries anuais, com poucas mudanças, que brigam anualmente por sua grana, sendo que poderia facilmente resolver o problema com uma atualização e uma série bianual, que só é bianual por alternar com a sua versão "menos divertida e mais realista", a "Motorsport".  Caso queiram comparar com a sazonalidade de Assassins, aguardem, pois já vou explicar isso...

    MELHOR JOGO MULTIPLAYER

    Call of Duty: Black Ops 4 (Treyarch / Activision) Destiny 2: Forsaken (Bungie / Activision) Fortnite (Epic Games) Monster Hunter: World (Capcom) Sea of Thieves (Rare / Microsoft Studios)

    Essa categoria está excepcionalmente decepcionante para mim, não só pelos indicados, mas pelo fato de que se os nomeados fossem revelados mais para o final do mês, teríamos talvez um Red Dead Redemption Online, Fallout 76, Battlefield V, Super Smash Bros Ultimate. Fora que ... CADÊ A WAY OUT??? Cadê Overcooked 2?? Eles simplesmente cagaram para o multiplayer mais inovador do ano e para o outro multiplayer que quase ganhou esta categoria em anos anteriores.

    Fora que, olha essas MERDAS de indicados!

    CoD - igual ao de sempre, host todo cagado, cai o tempo todo, lag, mal otimizado, modo blackout que é a grande inovação é reciclado.

    Destiny 2: Forsaken - essa expansão não deveria estar aqui! Alem de ser uma expansão, não muda a fórmula, sendo igual ao do ano passado. Já teve a sua chance, pqp!

    Fortnite: SÉRIO? É SÉRIO ISSO? VÃO REPETIR O JOGO QUE FORA INDICADO ANO PASSADO??? Ele já tem uma categoria para ele fazer a cagada dele, que é a dos "Ongoing Games". Da qual nunca deveria ter saído, inclusive.

    Sea of Thieves: até jogo incompleto figura nessa categoria. Vão catar galinha na pqp, cacete!

    O único lado positivo nisso é que agora virou a categoria mais manjada de todas: passe livre para Monster Hunter World. É o ponto mais alto do jogo, mais polido, mais divertido e etc. Sem mais.

    MELHOR ESTREIA DE JOGO INDIE

    Donut County (Ben Esposito / Annapurna Interactive) Florence (Mountains / Annapurna Interactive) Moss (Polyarc Games) The Messenger (Sabotage Studio) Yoku’s Island Express (Villa Gorilla)

    Eu não ia comentar essa categoria, mas acho bem legal incentivarem os estúdios pequenos dessa forma. Ainda mais os que estão iniciando. Por ser só escolha do público, eu votarei no que gostei mais, que foi o joguinho do buraco, Donut County. Mas como é estritamente pessoal, vai da escolha de cada um de vocês. Incentivem aí, galera!!

    A categoria de MELHOR JOGO ESTUDANTIL, Prêmios de eSports  e de CRIADOR DE CONTEÚDO DO ANO,eu vou me abster. Não sou capaz de opinar. 

    E agora, finalmente, vamos para as duas categorias mais esperadas: Direção e Jogo do Ano!

    MELHOR DIREÇÃO

    A Way Out (Hazelight Studios / EA) Detroit: Become Human (Quantic Dream / SIE) God of War (Sony Santa Monica / SIE) Marvel’s Spider-Man (Insomniac Games / SIE) Red Dead Redemption 2 (Rockstar Games)

    Categoria um pouco polêmica. Detroit e A Way Out parecem ter entrado aí mais por se aproximarem de uma direção de cinema muito bem feita, só que adaptada a um jogo. É estranho não termos figuras como a Matt Makes Games de Celeste, a Ubisoft Quebec ou mesmo ... a Capcom! Sim, a extremamente criticada Capcom de outrora, agora merecia muito estar nessa categoria! O MHW é excelente, principalmente pelo game design excelente dele! Eu não entendi essa ausência, não faz o menor sentido.

    Sendo que este ano houveram seis indicados ao goty. Poderiam ter estendido para a direção também. Não da para entender. Dito isto, não é que não tenha gostado dos indicados, só acho que dois deles não tenham feito tanto quanto estes que falei. 

    Assim, sobraram 3:

    Spiderman: o dedo de ouro da diversão da  Insomniac Games fez a diferença aqui. Creio que talvez seja a especialidade deles também, em manter uma movimentação surreal e diferenciada com muita diversão. É o melhor jogo que já joguei eles e olha que passei a maior parte da minha infância jogando os 3 Spyros na casa dos meus amigos quando era moleque e ainda assim, gostei muito do que vi. Indicação bem merecida.

    E novamente, os dois melhores da noite: GoW e RDR2. Seguindo a lógica da descrição, "Awarded to a game studio for outstanding creative vision and innovation in game direction and design.", acumulando inovações, criatividade, e o dedo de midas da direção de jogo, fico com Red Dead Redemption 2, e acho que o TGA2018 irá prestigiar a Rockstar também

    Maaaaas, tenho uma ressalva: o level design do God of War é impecável! No sentido literal da palavra, "confiança" no level design como pouquíssimos jogos me ofereceram! Nesta geração, acho que só ele e o Zelda BOTW fizeram isso! E o mais engraçado é que ele parece que vai quebrar a todo momento, mas não. Aquilo tudo fora pensado meticulosamente! Se fosse estritamente pelo level design, GoW DARIA UMA SURRA PESADA EM RDR2! E olha que estou falando de um dos jogos que mais gostei de jogar da geração! Mas estou seguindo os parâmetros que o site do evento me disponibilizou, então, RDR2 ficou melhor neste quesito.

    E finalmente: jogo do ano!

    JOGO DO ANO

    Assassin’s Creed Odyssey (Ubisoft Quebec / Ubisoft) Celeste (Matt Makes Games) God of War (Sony Santa Monica / SIE) Marvel’s Spider-Man (Insomniac Games / SIE) Monster Hunter: World (Capcom) Red Dead Redemption 2 (Rockstar Games)

    Vou fazer meu ranking pessoal, como sempre adorei fazer. Seguindo os parâmetros do TGA 2018, "Recognizing a game that delivers the absolute best experience across all creative and technical fields." então, do que menos gostei (mas ainda assim gostei pra cacete)NA MINHA VISÃO PESSOAL. Mas ao final farei um "ranking técnico" também:

    6º - Celeste: como havia dito anteriormente, é um indie delicado, único e para poucos. Mas que todos deveriam desfrutar. Cada segundo que passei jogando Celeste, me fazia refletir sempre o porquê de estar fazendo aquilo. Por que estou subindo aquela montanha? Por que eu estou jogando isto? Por que eu fiz tais escolhas? E junto de todas estas questões me via repensando muito mais do que um simples jogo, mas uma reflexão sobre a minha própria vida. E isso por causa de um joguinho pixelado, fui retirado da minha caixinha e convidado a pensar fora dela. Sério, isso é incrível! E vibrei demais por sua indicação! 

    OBS: sabiam que é a segunda versão de Celeste? Tem uma versão bem mais simples de 2015! O.O

    http://www.mattmakesgames.com/

     5º - Monster Hunter: World : multiplayer. Sério, eu não sou um jogador de multiplayer e fui dragado por este jogo. Xinguei pra cacete essa droga, mas sabia que nunca era por problema do jogo. Não, o level design refinadíssimo de MHW nos tira da nossa zona de conforto, quase que nos obrigando a aprender um novo dialeto. E todo pautado nas mecânicas de jogo, como a memorização de frames de animação dos monstros, o aprendizado com cada arma diferente (que também têm os seus próprios frames de animação). jogar Monster Hunter World é quase que aprender a masterizar um jogo de luta, mas no corpo de um RPG de ação muito bem feito!

     4º - Marvel’s Spider-Man:  Movimentação e diversão. Este jogo, meus amigos, ele é divertido. Não é lá muito desafiador como os outros dois, mas caramba, ele conseguiu ser melhor que Arkhan City! Refinou demais as mecânicas de controle de teia (não consigo imaginar nada tão simples e próximo de ser um herói, quando o que este jogo proporciona). Fora as suas qualidades técnicas (que jogo que tem upgrade gráfico hoje em dia?? Quase nenhum, mas este daqui teve!). O melhor é que eu não esperava nada deste game, e quando menos reparei, já se passaram mais de 6 horas jogando agora que havia me surpreendido em todos os aspectos. Deem uma chance ao cabeça de teia, pois ele é realmente o amigo da vizinhança!

    3º - Assassin’s Creed Odyssey: É, quem diria. Como um dos maiores críticos da Ubisoft, não só por conta de suas propagandas enganosas, falsas promessas, jogos bugados. Também. Mas meu maior problema com a Ubi foi sempre quanto à anualidade de algumas franquias e de como ela se tornou uma empresa mercenária por causa disso. Assassin’s  nunca foi uma série que caiu no meu gosto. O mais próximo que eu cheguei de gostar um pouco, fora o black flag. E até mesmo ele, com tudo de bom que este jogo me oferecia, a sensação de pirataria, liberdade, era meio enjoativo, mecanizado e depois de um curto período ficava chato. E sério, eu tentei gostar de Assassin’s, joguei muito de todos, mas nenhum havia me convencido. Eu já tinha criado uma certa ojeriza  à saga por terem matado a franquia do Prince of Persia (sands of time ainda é um dos meus jogos favoritos da Ubisoft). Eu confesso que a própria Ubisoft como um todo me deixou bem triste  ao longo destes anos, com a mudança de postura deles, mas no fundo já havia me acostumado. Depois de 2014, a qualidade de seus jogos caiu bastante, tendo o seu pior ano, o que já expliquei no meu artigo anterior precisando de uma grande reformulação. E nessa onda de melhorar os seus produtos, entrou a questionada anualidade da série, que teve um hiato em 2016, retornando com Origins em 2017. E para a minha surpresa, quando eu vi as primeiras gameplays, me surpreenderam bastante, reformularam bem o sistema de combate (que ainda era muito problemático, as ficou divertido), a exploração e etc. E isso tudo começou a ser questionado quando anunciaram na cara dura uma reskin do jogo, que era o Odyssey. Ainda bem que mudei de ideia quando vi as primeiras gameplays reais e percebi que aquilo ali seria grande. Arrisquei num produto anual e me surpreendi demais: mapa muito maior que o de Origins, um sistema de combate que ainda não está 100%, mas que melhorou MUITO, upgrade gráfico leve, tornaram o jogo bem mais fluído, bem menos bugado, e o principal: leve, divertido. Então, acho que por conta de uma insistência minha com Origins e também ter arriscado com o Odyssey, posso dizer que a Ubisoft está voltando aos trilhos, sendo Assassin’s Creed Odyssey o Pandora Tomorrow desta geração (em termos de salto de qualidade técnica). Sério, deem uma chance a ele!

    E agora vem a parte mais complicada: os dois melhores do ano.

    2º God of War: por muito pouco, mas muito pouco ele não ficou em 1º. e não foi por incompetência. Longe disso. Já estou elogiando o jogo desde o início do artigo. GoW é uma obra prima em todos os aspectos técnicos, principalmente em seu level design primoroso que não falha com o jogador, a sua excelente otimização, a sua ousadia em alterar uma fórmula de sucesso quase inalterada para algo completamente diferente, que aos poucos, organicamente se assemelha ao que já conhecemos. Kratos finalmente voltou a ser um personagem bom, amadurecendo novamente a ideia de ser um anti-herói dentro de uma tragédia grega. Atreus é não só um ótimo personagem, mas uma excelente mecânica de jogo, simples e eficaz. Atacar com os botões R1 e R2 que pareciam ideias ridículas, faz tanto sentido como a Terra ser redonda e a água molhada. E a história, é assim que se trabalha com mitologia! É assim que se usa uma jornada simples para algo extremamente inventivo! E é assim que se expande um universo de um produto! E o leviatã? Que mecânica excelente!!! Até o Mark Brown fez um vídeo próprio para explicar só esta mecânica:

    GoW é tão bom, tão bom, mas TÃO BOM, que arrisco a dizer que ele têm sérias chances de ganhar o goty este ano.

    E deixo aqui estas brilhantes análises do jogabilidade e do overloadr:

    Então, para mim, o GOTY deste ano vai para Red Dead Redemption 2!

    Por muito pouco mesmo, RDR2 não vai perder. GoW é quase perfeito e ele precisaria ser mais "quase perfeito" ainda (se é que isto existe). E ele foi. 

    Todo mundo já sabia que ele seria excelente em diversos aspectos, mas são os detalhes que cativam. É algo único ver o desenrolar orgânico das coisas, de ver como o jogo pode te enganar o tempo todo para roubar o seu dinheiro, exatamente como poderiam te fazer numa época como aquela. 

    Cada personagem ter diversas linhas de diálogo, e isso mudar de acordo com uma escolha besta sua, uma mecânica que serviria muito bem a uma narrativa embutida, mas que funciona perfeitamente como narrativa emergente aqui. É impressionante o fato de cada personagem, cada NPC zé ruela ter uma rotina extremamente complexa. Um exemplo: uma hora eu estava andando pelo mapa atrás de uma pele de guaxinim. Arthur estava cansado, seu cavalo (cujo nome da minha égua puro-sangue árabe é convenientemente "Meu Cavalo")também. Resolvi montar uma fogueira e dormir ali. Mas fui acordado por dois manés dizendo que era para vazar dali pq era a área deles. No outro dia, ignorando o aviso deles, dormi por lá e eles apareceram tentando me matar, saquei minha Vulcanic e matei ambos. Quando fui saquear eles, tinha uma carta, que contava uma mini-história  sobre uma antiga gangue que fora extinta ... e por aí vai. A história base de RDR2 é bem simples, mas o seu desenrolar é único, minucioso. Tudo, tudo sem exceção, neste jogo é orgânico, polido ao extremo e detalhista. Têm mecânicas que parecem desnecessárias, como o banho e a limpeza das armas? Sim, mas através da organicidade do mundo, estas mecânicas se tornam palpáveis a ponto de te instigar a entender mais do jogo ou simplesmente não suportar mais aquela lama que não sai do Arthur e que assim você prefere tomar um banho e melhorar os status dele. Até comer não é meramente para regenerar vida, mas também as demais barras e te dar mais opções (quer um Arthur mais magro que corre mais ou um mais nutrido que tenha mais resistência física?). A complexidade de mecânicas desse jogo tornam a sua curva de aprendizagem um pouco mais complexa do que imaginava, isso é fato, mas a Rockstar é uma empresa que tem a nossa confiança e que conseguiu tornar isso tudo interessante. É claro, que tem aquela galera que achou o jogo lento demais (confesso que no início, até que você entenda qual é a do jogo, ele pode parecer meio monótono, mas depois da parte da neve, como tudo se torna interessante!). Red Dead Redemption 2 é o resultado da soma de suas partes.  

    Enfim, estes são alguns exemplos de como Red Dead Redemption 2 é o resultado de um trabalho triste esforçado da Rockstar e que o fazem ser o jogo primoroso e marcante que ele é. E acho difícil o TGA 2018 não dar este prêmio para ele também.

    E agora um rápido ranking técnico:

    6º Celeste

    5º Assassin’s Creed Odyssey 

    4º Marvel’s Spider-Man

    3º Monster Hunter: World 

    2º God of War

    1º Red Dead Redemption 2

    Posto todos os pontos, acho que por hora é isso. O resultado como um todo para o ano, não fora ruim, mas ele foi bem aquém do que esperava, sendo muitas indicações para os mesmos jogos (é a primeira vez em que temos tantas categorias com os mesmos jogos. Só o GoW e RDR2  juntos foram 16 indicações! ). As categorias novas deram a entender que o evento irá mais para o lado dos esports também. Enfim, ao menos entenderam que rir deles mesmos por conta das gafes passadas é uma ótima estratégia de marketing! 

    Contudo, isto me deixa com um pé atrás sobre a durabilidade desta geração. Estamos no 5º ano de geração, quase no 6º para perceber que cada vez mais os jogos triple A estão escassos (um jogo da bethesda, um da rockstar, um da naughty dog ...), enquanto os indies  estão abundantes e com muita qualidade (já tivemos dois indicados ao goty, Inside e Celeste) . Tudo isto da a entender que o alto valor de produção, apesar de gerar bastante polimento, também demanda muitos recursos humanos, principalmente o tempo. Resta agora saber como a indústria irá se adaptar a isso e nos prepararmos para o que possa vir. 

    É isso, um abraço!

    Red Dead Redemption 2

    Platform: Playstation 4
    760 Players
    318 Check-ins

    33
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      wilford_fernandes · about 2 years ago · 4 pontos

      o.O ovu rpecisar separar um tempo pra ler...

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      jongamezon · about 2 years ago · 3 pontos

      o god of war, eu sinceramente nao consegui gostar da camera, e o estilo de bater. ainda acho melhor no quadrado e triangulo. De resto o game está ótimo.

      1 reply
    • Micro picture
      jongamezon · about 2 years ago · 2 pontos

      gigante texto rsrs

  • papm22 Galard Malvic
    2017-11-14 20:02:31 -0200 Thumb picture

    O jogo do ano 2017 - Opiniões

    Medium 3563726 featured image

    SALVE, SALVE GALERA!! Se preparem pois hoje estou empolgado! Todo ano o TGA se bagunça e se renova um pouco, mas este ano, creio que finalmente acertaram a mão ... pelo menos na maior parte das categorias. Tivemos ótimos indicados, com muita variedade e quase todas as categorias, há pelo menos dois ou três jogos de extrema excelência! E alguns são revolucionários, inclusive. Exatamente como eu falei no meu artigo do meio do ano! Toda a falta de ousadia que 2016 sofreu, 2017 trouxe de sobra e isso me deixa muito feliz. Sem dúvidas, foi o melhor ano da 8ª geração e por isso, selo Geoff Keighley de alegria para vocês: 


    Tá bem ... acho que esse cara não sabe sorrir ... MAS O KOJIMÃO DA MASSA SABE!


    #CHUPAKONAMI!

    A estrutura do artigo, como sempre, exibirei um comentário do que conheço dos indicados, quem eu votei (trouxeram de novo a possibilidade de votar! Bonita sacada TGA!) e quem eu acho que vai ganhar e o porquê disso.   Quem quiser conferir os meus artigos dos anos anteriores, segue os links abaixo:

    O jogo do ano 2016
    O jogo do ano 2015

    E outros dois artigos, que discutem um pouco sobre os motivos de eu não ter gostado nem um pouco do ano de 2014, que fiz em estrutura de retrospectiva e não de análise de uma premiação específica; e o outro sobre algumas características que eu creio que sejam comuns entre os gotys, usando o gotypicks como parâmetro:

    O ano em foco - 2014: o pior ano dos games?

    O jogo do ano: o que faz de um jogo um goty??

    Aproveito para deixar o site do TGA 2017 logo de cara, para quem quiser consultar: http://thegameawards.com/awards/


    Horários do evento por região e onde poderá ser assistido em tempo real: http://thegameawards.com/how-to-watch/

    Outras fontes a serem consultadas, deixarei os links ao longo do artigo. Vamos lá!!

    Melhor Narrativa:

    What Remains of Edith Finch

    NieR: Automata

    Hellblade: Senua's Sacrifice

    Wolfenstein II: The New Colossus

    Horizon Zero Dawn


    Confesso que me surpreendi com os indicados e pela qualidade deles. Se ano passado eu gostar dos indicados, só dois deles eu realmente achava que mereciam o prêmio. Dessa vez o jogo mudou e estamos nivelando por alto. Bem alto na verdade. 

    What Remains of Edith Finch é um "walking simulator" sobre perdas e com uma narrativa bem íntima como Gone Home e o outro jogo da Giant Sparrow,  The Unfinished Swan, sobre memórias e perdas. Eu estava jogando esses dias e achei bem interessante. Já NieR: Automata, segue uma narrativa misteriosa, com uma trama inovadora, como o primeiro. Wolfenstein II, segue o mesmo estilo do The New Order, o que é excelente, mas não muito inovador. 

    Quem eu acho que vai ganhar e meu voto é Hellblade, sem sombra de dúvidas!  Por usar e abusar da interpretação da Melissa e da construção de mundo através do sistema de áudio binaural. Eu gostei bastante disso, apesar de ser um jogo extremamente perturbador e com aquela polêmica da permadeath, que na real, é só uma sacada genial para incitar um pouco de paranoia no jogador e ele entrar mais no clima do jogo. Paranoia esta, que é o principal foco da trama, o que é absurdamente inovador tentar passar esta sensação ao jogador, o que serve muito bem para a imersividade do jogo.

    Deixei o Horizon Zero Dawn por último só por causa de um ponto: apesar de votar e crer na vitória de Hellblade, por conta da ousadia e inovação, deixo claro que não é a minha narrativa favorita, simplesmente por puro gosto. Eu prefiro Horizon por trabalhar uma fórmula de "multinarrativa" muito bem elaborada por alguns dos meus jogos favoritos de todos os tempos, Skyrim e The Witcher 3 e ser bem familiar quanto envolvente. 

    OBS: eu só fiquei meio triste por não terem indicado Get Evean (  ) .

    A história desse jogo é espetacular!

    Melhor Direção de Arte:

    Destiny 2

    Cuphead

    The Legend of Zelda Breath of the Wild

    Persona 5

    Horizon Zero Dawn 


    Ai, ai ... começou a dificuldade agora. Mas estou bem feliz por ela, já que estamos nivelando por alto a premiação. 

    Ouso dizer, que Persona 5 e Destiny 2 estão correndo por fora nesta. Não me levem a mal, adoro o estilo anime de Persona e da série Megami Tensei, mas não é algo lá muito eclético e nem o meu favorito. Destiny 2 é o sci-fi básico bem-feito. 

    Em minha humilde opinião, a direção de arte de Zelda e Horizon, apesar de suas diferenças estão em equivalência. O porquê é bem simples: cada um desses jogos inovou no conceito e qualidade artística de uma forma impecável e até revolucionária. Zelda é o melhor jogo "Ghiblis like" desde o próprio Ni No Kuni (arrisco a dizer que ele é até melhor por interpretar os vazios intencionais ( ) tão bem quanto os filmes do Miyazaki e até utilizar isso como mecânica de jogo!); enquanto que Horizon Zero Dawn nasceu de suas próprias artworks ( ) . Nota 1000 para ambos, maaaaas ... Cuphead  além de ser meu escolhido, é o favorito.  um jogo todo feito à mão, com uma direção de arte inovadora e impecável foi sem dúvidas o que mais chamou a atenção de todo mundo e é o seu principal atrativo. Isso sem falar na jogabilidade impecável dele, mas aí é papo para outro momento.

    Melhor Trilha Sonora / Música:

    Destiny 2

    Cuphead

    NieR: Automata

    The Legend of Zelda Breath of the Wild

    Super Mario Odyssey

    Persona 5 

    Ficou difícil aqui agora pois novamente foi nivelado por alto. Mas a escolha fica um pouco mais fácil dessa vez e desde já informo que NieR: Automata (  ) , além de ser meu escolhido, ele também vai ganhar. Pelo simples fato que ele além de ter uma OST cantada, tem a mesma soundtrack só no instrumental, o que faz toda a diferença. Nada contra o estilo jpop de Persona 5, a tranquilidade de Zelda e Mario, ou os épicos de Destiny 2, mas as melhores trabalhadas pertencem à NieR e Cuphead (que traz o melhor do jazz dos anos 30). E entre esses dois, opto pela variedade e versatilidade sonora de NieR.

    OBS: fiquei um pouco triste de ver Prey fora desta categoria. Mick Gordon fez algo por este jogo, ainda que inferior ao seu trabalho em Doom, uma OST de primeira linha.


    Melhor Design de Áudio:

    Destiny 2
    Hellblade: Senua's Sacrifice
    Resident Evil 7: Biohazard
    The Legend of Zelda Breath of the Wild
    Super Mario Odyssey

    Primeiramente, adorei o fato de terem separado design de trilha sonora. ano passado não fez muito sentido e agora realmente faz! Eu não entendi muito bem o motivo de Mario ter sido indicado e CoD WWII não. A direção de áudio deste jogo é bem simples até. Quem sabe numa outra vez. E de novo ele, Hellblade deve levar o prêmio e é o meu voto também. Simplesmente por utilizar a direção de áudio como uma das mecânicas principais, não só de narrativa, mas de jogo também. Em determinados pontos, vc guia a Senua através do áudio por causa da escuridão, ou quando uma das vozes te guiam para uma esquiva certa. Enfim, quando um aspecto técnico é utilizado para favorecer uma mecânica de jogo, ainda mais de uma forma revolucionária, pra mim é motivo para levar o prêmio. E creio que a academia irá considerar este ponto também. 

    Sobre os demais indicados:

    Zelda usa o design de som para valorizar o vazio e a vida selvagem. Ótimo uso, mas ainda assim serve muito mais como composição de cenário que mecânica.

    Destiny 2 usa o áudio como qualquer outro jogo de tiro: mixagem de som bem trabalhada, guerra, explosões e blablabla ...

    RE7 faz um ótimo uso da direção de som! Em todo o momento o jogador deve localizar bem de onde seu perseguidor atual está, através do som que ele emite, seja o barulho da sua própria voz ou de seus passos! Não é tão inovador assim, mas é uma ótima adição ao gênero!


    Melhor Atuação:

    Melina Juergens, Hellblade (interpretando Senua)
    Laura Bailey, Uncharted: The Lost Legacy (interpretando Nadine Ross)
    Claudia Black, Uncharted: The Lost Legacy (interpretando Chloe Frazer)
    Brian Bloom, Wolfenstein II (interpretando BJ Blazkowicz)
    Ashly Burch, Horizon Zero Dawn (interpretando Aloy)

      
    Aqui temos uma surpresa muito bem vinda que até o Geoff comentou: pela primeira vez temos a  maior parte dos indicados sendo mulheres! Talvez estejamos progredindo na indústria ou simplesmente foi pelo excepcional trabalho das meninas. Parabéns mulheres! E ao Brian tb, já ia esquecendo.

    Adivinhem só quem eu acho que vai levar e também é a minha escolhida? Melina Juergens de Hellblade, a intérprete de Senua, claro! Acho que já disse os motivos para isto acima, mas não custa reiterar: sua atuação é a principal força motriz do enredo e seus pensamentos compõem uma das mecânicas de jogo que o diferenciam de outros jogos no mercado. 

    Mas eu adorei todas as outras interpretações, principalmente a da Aloy, que tem uma voz calma e aconchegante, sem deixar de passar assertividade, independência e ousadia que a personagem necessita ter para desenvolver a trama.

    Já o Brian da ao BJ a função de narrador da história de Wolfenstein II com excelência.

    Por fim, a atuação, sempre impecável, assim como qualquer coisa que a Naughty Dog têm produzido, das protagonistas de Lost Legacy, principalmente a da Chloe que é hilária! Só fiquei um pouco decepcionado com a Nadine ser tão pokerface quanto em Uncharted 4. A Laura já fez trabalhos melhores, como a Fiona de Tales From Borderlands. Enfim, mas aí é mais um problema de enredo mesmo e já estou falando demais.

    Games for Impact (jogos com impacto social):

    Please Knock on my Door

    Night in the Woods

    Life is Strange: Before the Storm

    Bury Me, My Love

    What Remains of Edith Fitch

    Hellblade: Senua's Sacrifice

    Aqui é aquela categoria que ninguém entendia no início, depois entenderam, mas não jogavam os jogos indicados. Dessa vez eu conheço três deles e até reclamo de um que não entrou e deveria ter entrado: ( ) Detention que fala sobre a invasão japonesa em Taiwan.  Recomendo pelo menos o vídeo que linkei.

    Já está ficando maçante, eu sei, mas Hellblade é o meu voto, por tratar de uma enfermidade mental de uma forma nunca vista antes num game: a paranoia.  E o jogo é focado nisso, o que cumpre muito bem o que a descrição da categoria diz "provoking game with a profound pro-social meaning or message". Infelizmente eu não conheço muito a fundo dos outros games citados, mas entre os que conheço, Life is Strange tenho certeza de que não irá levar. Foi bem menos impactante que o anterior e bem fraco também.  Já o What Remains of Edith Fitch, ele tem qualidade, mas não o mesmo impacto que Hellblade. Enfim, categoria sempre confusa e complicada de se prever algo.


    Melhor Game Contínuo (Best Ongoing Game):

    Warframe

    Rainbow Six: Siege

    Overwatch

    Grand Theft Auto Online

    Destiny 2

    PlayerUnknown's Battlegrounds


    E começaram as cagadas: de início, eu não gostei nem um pouco da inclusão desta categoria. Não pelos indicados, mas pelos problemas que ela pode causar. Na sua descrição está "Awarded to a game for outstanding development of ongoing content that evolves the player experience over time." E creio que isso possa incentivar a lançarem mais e mais jogos incompletos para serem incrementados ao longo dos anos, tal qual foram Evolve, Star Wars Battlefront 1 de 2015 e o próprio Rainbow Six: Siege. Este é o principal problema. Felizmente, fizeram de uma forma bem satisfatória, com jogos online, o que tecnicamente justifica a situação ... eu acho.

    Como eu não sou um jogador online assíduo e nem me importo muito com isso, só arrisco o voto dos jurados. Creio que PlayerUnknown's Battlegrounds irá levar esse prêmio. Por dois motivos: 1º ele é um jogo """indie""", que surgiu na raça e na coragem, caindo nas graças do povo e; 2º por ter evoluído muito em termos de conteúdo em tão pouco tempo. Destiny 2 tb evoluiu em pouco tempo? Sim, até menos, mas nem de longe teve o impacto que PUBG teve. E só um detalhe: PUBG está em EARLY ACESS ainda!! Isto por si só já justificaria o prêmio.


    Melhor Game Mobile:

    Super Mario Run

    Old Man's Journey

    Monument Valley 2

    Hidden Folks

    Fire Emblem Heroes: Shadows of Valentia


    Outra categoria que não manjo muito e me abstenho de votar. Mas aposto em Super Mario Run ou Fire Emblem. Dos indicados foram os únicos que joguei e tiveram um bom impacto no mercado mobile. Para algo que a Nintendo planeja entrar, ela começou muito bem ano passado com Pokemon GO e segue bem com esses dois, ainda que não tenham o mesmo impacto.

    Melhor Game para Nintendo 3DS Portátil:

    Poochy and Yoshi's Wooly World

    Monster Hunter Stories

    Metroid: Samus Returns

    Fire Emblem: Echoes

    Ever Oasis


    Primeira categoria que eu não gostei nem um pouco. Não por causa dos indicados (tá, só um pouco, cadê Pokemon Sun and Moon????? Se FFXV entrou, ele também deveria estar aqui!) mas principalmente por se tornar uma categoria exclusiva da Nintendo até porque temos o PSVita ainda ... pera, não. =/

    Enfim, vai para Metroid: Samus Returns. É o de melhor qualidade e média. Isso deve ser levado em consideração. E de novo ... nada de Pokemon Ultra Sun and Ultra Moon né? Enfim, espero que coloquem para 2018 ...


    Melhor Game de VR/AR:

    Superhot VR

    Star Trek: Bridge Crew

    Lone Echo / Echo Arena

    Farpoint

    Resident Evil 7: Biohazard  

    Talvez a categoria mais óbvia de quem irá levar: RE7. É um jogo enorme para os padrões do VR, que ainda está engatinhando, e provavelmente, o melhor jogo já feito para se usar a realidade virtual.


    Melhor Game de Ação:

    Prey

    Nioh

    Destiny 2

    Cuphead

    Wolfenstein II: The New Colossus 


    Se ano passado eu reclamei da mudança da categoria de melhor shooter para melhor jogo de ação, este ano eu adorei o rumo que ela tomou. Conforme a descrição, ela elege o melhor combate nos jogos. Aqui eu já creio que irá ser diferente o meu voto pessoal com os dos jurados.

    Quem eu acho que irá ganhar: Prey. Talvez a aposta mais complicada, e não que eu discorde completamente, mas o combate do jogo é todo focado na criatividade que o jogador tiver para explorar e combater na estação deste imersive sim.  E também porque o TGA ama a Arkhane, elegendo Dishonored 1 e 2 como melhores jogos de aventura, em 2012 e 2016. Não discordaria da escolha e até acho ela bem honesta, na verdade. A ação do jogo é bem inovadora e inventiva. Recomendo a jogatina, inclusive.

    Meu candidato: Nioh. Este jogo me surpreendeu muito. Ele renovou a fórmula souls-borne (que na minha opinião, não funciona pra mim) tornando-a mais inventiva que simplesmente memorizar os padrões dos inimigos. Por me fazer gostar, finalmente desse estilo de jogabilidade, que meu voto vai para o Geralt anglo-nipônico.

    OBS: ironicamente, apesar de achar esses dois os melhores combates de 2017, como um jogo por completo, eu gostei muito mais de Cuphead e Wolfenstein II: The New Colossus, só que eles não foram inovadores o suficiente para ganhar esta categoria. 

    Melhor Game Action/Adventure:

    Uncharted: The Lost Legacy

    Assassin's Creed Origins

    The Legend of Zelda: Breath of the Wild

    Super Mario Odyssey

    Horizon Zero Dawn 

    De longe, a categoria com os melhores indicados. Aqui não tem jogo ruim ou mediano. Só jogos excelentes, inclusive, três deles são indicados ao goty tb, o que só evidencia a qualidade deles.

    Quem eu acho que vai ganhar e meu candidato: eu confesso que não joguei Super Mario Odyssey e só vi gameplays dele na internet (Switch tá caro gente, da não), então não tenho muita competência para dizer que ele iria ganhar... mas de Zelda eu tenho! E dificilmente será outro! Com o foco totalmente voltado para a exploração e resolução de puzzles, de forma ousada e inovadora desde o início do jogo, acho muito complicado outro jogo, senão o Mario tirar este prêmio dele. E olha que eu amei cada um dos outros concorrentes, principalmente o Horizon Zero Dawn que conclui 100% do jogo. E todos os jogo foram bem neste quesito, já que Zelda tem um puzzle em cada canto, das 900 sementes de Korok às Shirines; das máquinas de Horizon, em que cada uma delas é morta de um jeitinho específico com seus pontos fracos determinados; dos puzzles característicos de todo Uncharted (e arrisco a dizer, que Lost Legacy tem os melhores da saga) ou das missões de exploração e investigação de Assassin`s Creed Origns. 

    Melhor RPG:

    Final Fantasy XV

    South Park: A Fenda que Abunda Força

    Divinity: Original Sin 2

    NieR: Automata

    Persona 5 

    Aqui já achei bem melhor que ano passado, mas beeeeem inferior a 2015 e parecido com 2014, já que tivemos um Divinity e South Park como indicados.

    Quem eu acho que vai ganhar: Persona 5. Foi indicado ao goty, alem de ser o rpg de maior expressão no ocidente. Bem,  ele foi lançado originalmente em 2016, mas só chegou por aqui este ano ... e foi de um impacto e tanto. Eu joguei quase nada deste jogo, mas ele parece ser excelente, principalmente para os mais tradicionalistas que curtem um bom JRPG.

    Meu candidato: Divinity: Original Sin 2 . Pra mim, é de longe o melhor dos indicados e sinceramente, só não foi indicado ao goty por sua falta de impacto na mídia e ocupar um nicho bem específico (jogadores old-school dos rpgs ocidentais baseados em D&D). Tudo neste jogo é sem precedentes! De gráficos, à história, criação e customização de personagens, jogabilidade, boa leva de itens ...

    OBS: é aqui que eu reclamo de novo do FFXV. Pq ele entrou e Pokemon Sun and Moon não? Ambos foram lançados em épocas semelhantes, sendo pokemon um jogo até melhor que FFXV. Enfim ...

    Melhor Game de Luta:

    Tekken 7

    Nidhogg 2

    Marvel vs. Capcom: Infinite

    Injustice 2

    ARMS 


    Esta categoria finalmente teve ótimos indicados desde que o novo formato da premiação começou. E apesar de ter gostado bastante dos indicados, gostaria de ter visto outros dois também sendo lembrados: Absolver (que é um jogo de luga/mundo aberto/""""mmo"""") e For Honor (que entendo o motivo de não ter entrado, o jogo não cumpriu às suas expectativas. Mas foi inovador.)

    Dentre os indicados, meu candidato e quem eu acho que irá levar, é Injustice 2, sem dúvidas. O seu modo história contribuiu muito para isto (poderia entrar em melhor narrativa, inclusive), sem contar que as suas mecânicas de customização e jogabilidade estão melhores do que nunca! MvsC e Tekken 7 são bons jogos, mas não tiveram este impacto todo e ARMS, apesar de ser inovador, não vingou. E Nid o que??



    Melhor Game para a Família:

    Splatoon 2

    Sonic Mania

    Mario + Rabbids Kingdom Battle

    Mario Kart 8 Deluxe

    Super Mario Odyssey 

    Aqui ficou difícil escolher. Segundo a descrição, é o melhor jogo para se jogar com a família e que qualquer vovô e vovó podem jogar com facilidade. A escolha que melhor se encaixa nesse sentido é o Mario Kart 8 Deluxe então. Mas eu não concordo nem um pouco com isso, já que é o mesmo jogo de 2014 (que inclusive ganhou nesta categoria naquele ano) com as dlcs e uns modos de jogo a mais. Na essência é o mesmo jogo. Isso é um tanto quanto injusto. Sendo assim, quem eu acho que vai ganhar é o Super Mario Odyssey, por todo o impacto e revolução que ele causou, no gênero. Mas se for para manter coerência, creio que Mario Kart ou Splatoon 2 poderiam ganhar tb (apesar de serem remasterizações dos jogos de WiiU, praticamente). Meu candidato fica com Sonic Mania.  É um jogo que serviria de chamariz para Sonic Forces (que é uma merda) e de mansinho se tornou um dos melhores Sonics já feitos! Quem, assim como eu, jogava muito mega drive quando criança, voltou no tempo com essa pérola, que é ótima para jogar no coop local!

    Melhor Game de Estratégia:

    XCOM 2: War of the Chosen

    Tooth and Tail

    Total War: Warhammer II

    Halo Wars 2

    Mario + Rabbids Kingdom Battle 


    Aqui eu já me enrolo um pouco pois não joguei quase nada dos indicados. Mas não gostei de indicarem de novo uma DLC (XCOM 2) para competir. Dentre os indicados, eu arriscaria dizer que Mario + Rabbids Kingdom Battle tem mais chances de prêmio, mas só fico nesta opinião rasa. Próxima categoria!

    Melhor game de Esporte ou Corrida:

    Project Cars 2

    Pro Evolution Soccer 2018

    NBA 2K18

    GT Sport

    Forza Motorsport 7

    FIFA 18 


    Esta é aquela categoria que é confusa e sempre será confusa. Em 2014, Mario Kart 8 levou. 2015 Rocket League (futebol de carros, nada mais confuso e que combina mais com essa categoria). 2016, FH3. E 2017? Eu não sei, mas este ano poderiam ter desmembrado essa categoria em jogos de esportes e jogos de corrida já que tivemos EXCELENTES JOGOS DE CORRIDA completamente ignorados. Só para citar: F1 2017, Dirt 4, Wipeout: Omega Collection e Mario Kart 8 Deluxe (se entrou nas outras categorias, pq não nesta???)

    Quem eu acho que vai ganhar e meu candidato: Forza Motorsport 7. Preciso nem dizer os porquês, já que além das suas qualidades técnicas, nos anos anteriores, o 5 e o 6 levaram, alem de FH 2 e 3. Enfim, perderam uma ótima oportunidade de melhorar essa categoria, maaaas...

    OBS: GT Sport só entrou por puro lobby da Sony. Não merecia estar aí!

    Melhor multiplayer:


    Fortnite

    Call of Duty: World War II

    Splatoon 2

    Mario Kart 8 Deluxe

    Destiny 2

    PlayerUnknown’s Battlegrounds 


    Vamos por partes: de novo Mario Kart 8 remaster Deluxe?? Já expliquei os motivos de discordar dele nas outras categorias, e bem, são os mesmos nesta (apesar de reconhecer a sua excelência!). Splatoon 2 é praticamente o mesmo jogo do WiiU, com uns temperos a mais. Mesmo caso do Destiny 2, que apesar de ter campanhar e ser melhor balanceado que o 1º, ainda é muito igual. Sendo assim, sobram o novo cod,  Fortnite e PUBG. E nenhum outro jogo fez mais barulho em relação ao multiplayer que este último, por isso que creio que irá levar o prêmio, além de ser o mais jogado dentre os nomeados. Até eu que não sou ligado em multiplayer, adorei. Meu candidato também.

    OBS: senti muita falta de Cuphead aqui! O multiplayer dele é excelente o que mais joguei no ano. Se fosse indicado, seria meu candidato.


    Melhor game independente:

    Pyre

    Night in the Woods

    Cuphead

    What Remains of Edith Finch

    Hellblade: Senua’s Sacrifice 

    Esta é uma das minha categorias favoritas de sempre.  Está inferior aos lançamentos do ano passado, mas ainda assim, está excelente! 
    Dificilmente alguém irá tirar o prêmio de Cuphead! E também é meu candidato. De longe, o indie mais comentado do ano, o que eu mais gostei de jogar com um amigo, bem old- school, inventivo, gráficos inovadores ... enfim, tudo o que já falei à exaustão em outras categorias. E isso pq Hellblade é um jogo extraordinário também! Pode ser que leve o prêmio, mas acho mais difícil.


    E antes de irmos para as categorias mais importantes do evento, vou traçar uns breves comentários sobre as que eram só de votação pública, mas agora nem sei como ficou. 

    1) Coldzera foi indicado DE NOVO como melhor Esports Player. VOTEM NELE, GALERA!
    2) De novo não faço a menor ideia de quem são os Trending Gamers. Só votei na moça por achar ela bonita mesmo nesse mar de gente horrorosa.
    3) Jogo mais antecipado: categoria que só serve para criar hype e ferrar com tudo. O engraçado é que todo ano tem um azarado. O de 2016 foi o Mass Effect Andromeda. 2014, o Batman, 2015, No Man`s Sky (que inclusive, ganhou HAHAHHAHAHA). Enfim, acho que o azarão da vez vai ser o Spiderman e o fodão, Red Dead Redemption 2. Nem sonhando que The Last of Us Part II sai em 2018. Se colocassem Days Gone faria mais sentido. Fazer o que.
    4) Lançaram uma categoria maneira também de melhor estúdio independente debutante. Achei excelente, pois deu mais destaque ainda para os indies e incentiva o trabalho deles. Dentre os indicados, Cuphead é o melhor e vai ganhar. Mas confiram Mr. Shifty e Hollow Knight que não vão se arrepender!
    5) Assim como também deram foco na indústria chinesa de indies! Monument Valley 2 é o favorito nesta!

    6) Não ligo pra esse negócio de  esports. Votei na equipe do cavalinho pois gosto de xadrez.

    Considerações feitas, vamos às duas categorias mais importantes da noite!

    Melhor Direção de Jogo:

    Wolfenstein II: The New Colossus - MachineGames / Bethesda

    Resident Evil 7: Biohazard - Capcom

    The Legend of Zelda Breath of the Wild - Nintendo EPD/Nintendo

    Super Mario Odyssey - Nintendo EPD/Nintendo

    Horizon Zero Dawn - Guerrilla Games / Sony Interactive Entertainment 


    Em primeiro lugar, houve uma mudança sutil nesta categoria ano passado que só fui perceber agora: até 2015 a premiação era a para a desenvolvedora do ano e em 2016 mudou para melhor direção do ano. Qual a diferença? O foco no game design e a nomeação nominal da direção de determinado jogo específico. Sutil e eficiente e ainda evita indicações genéricas como em 2014, que a Nintendo foi a desenvolvedora do ano, mas o jogo dela que concorreu foi Bayonetta 2, que foi produzido pela Platinum Games. Apesar de que este ano isso também faria sentido, por causa do Mario e Zelda.  Agora vamos aos indicados!

    Em primeiro lugar, eu estranhei eles não indicarem a Atlus ou a PUBG Corp.  O corriqueiro do evento é que indiquem para melhor direção, os estúdios que fizeram os indicados ao goty. Mas se for seguir a linha do TGA 2016, que a Playdead não foi indicada (o que achei tremendamente injusto, já que o level design de INSIDE é perfeito!), até que faria um certo sentido. Mas eu indicaria a PUBG Corp. no lugar da Machine Games, por exemplo. Não que ache o level design de The New Colossus ruim. Pelo contrário, ele é fora de série, mas achei a premissa de PUBG mais inovadora e está totalmente atrelada ao game design do jogo. Então esperava que isso fosse mais valorizado. Tirando isso, eu adorei os indicados:

    -Capcom: conseguiu fazer um bom trabalho de ambientação com o RE7 e deu um ar novo para a série com a visão em 1ª pessoa. 

    -Machine Games: é a ID Software da vez. Eu não achei que houve tanta evolução de The New Order para The New Colossus sendo a única que não concordo com a indicação, apesar do bom trabalho que ela fez no jogo.

    -Guerrilla Games: nossa, está de parabéns! Finalmente conseguiu mostrar o seu valor para a Sony! Horizon Zero Dawn é um primor de jogo em todos os aspectos, seja no seu game design, trilha sonora, história, jogabilidade, construção de mundo e polidez de jogo (o ps4 nunca recebeu um jogo tão leve e bem otimizado. Melhor exclusivo dele, de longe!). Ela seria a minha escolha se eu escolhesse pela emoção. Não tem nada de errado no trabalho dela e o prêmio seria para ela ... só que teve alguém que fez melhor ...

    -Nintendo: é a Big N de novo mostrou a que veio e que tem toda qualidade do mundo para revolucionar esta mídia.  DE NOVO. Sendo assim, a disputa vai ficar entre Mario e Zelda ... e sinceramente, por toda repercussão, eu não sei quem vai levar. Chega a ser engraçado o excesso de competência que a Nintendo teve em 2017 para chegar nessa minha dúvida. Mas eu vou arriscar: vai pro Zelda, que também é meu candidato. Eu não conheço o Mario a fundo para dizer qual dos dois é melhor jogo, mas o level design do Zelda me impressionou bem mais que o do Mario, seja por conta do mundo aberto mais orgânico já criado, o total incentivo à exploração, sem subestimar o jogador (pelo contrário, o incentivando a ser criativo, inovar e arriscar!). Isso sem falar no fator "descartabilidade das armas" que sempre te obriga a ser estratégico e cauteloso, tornando um jogo desafiador, sem ser forçadamente frustrante. APRENDE FROM SOFTWARE!! Isso sem falar que o cenário do jogo por si só oferece ao jogador todos os recursos para que ele possa progredir sem a necessidade de usar o minimapa (experimente jogar com a opção "pro" ligado que vão entender o que falo). Junte isto à várias pequenas mecânicas de jogo, como a necessidade de escalar qualquer coisa, sempre tendo em mente o círculo de stamina, vida, em perfeita sincronia com o cenário (escala com chuva, vai! Escala no gelo, vai! Escala no gelo, com chuva e com uma espada nas costas para ver se não vai tomar um relâmpago na cara, vai!!). Tudo isto molda a perfeita mecânica de sobrevivência, puzzle e combate que este jogo oferece. Por esses motivos, arrisco a dizer que este É O MELHOR JOGO QUE A NINTENDO JÁ FEZ E DE LONGE TEM O MELHOR LEVEL DESIGN QUE JÁ VI!  

    Tendo isto em mente, vamos ao GOTY!

    Jogo do Ano:

    The Legend of Zelda: Breath of the Wild

    Super Mario Odyssey

    PlayerUnknown's Battlegrounds

    Persona 5

    Horizon Zero Dawn 


    Arrisco a dizer que gostaria de ter visto Divinity 2 e Cuphead no lugar de Persona 5 e PUBG. Acho que seria mais justo, mas compreendo os motivos dessas indicações: valorização da indústria oriental e inovação. Já não bastasse Overwatch (um jogo exclusivamente multiplayer e sem campanha) ter ganhado ano passado, agora temos um jogo exclusivamente multiplayer e sem campanha e EM EARLY ACESS, o "acesso antecipado". Isto é uma tremenda inovação. Se por um lado eu preferia ver outros dois jogos no lugar destes, por outro tais indicações me deixaram bem satisfeito por conta da ousadia da escolha. 

    Outro ponto bem interessante é que não tivemos nenhum multiplataforma indicado ao goty. Tudo bem que PUBG "foi lançado" para pc e xbox one, mas ainda assim, só para estas duas plataformas, que estão cada vez se tornando uma, podendo ser considerado um exclusivo da Microsoft. Fora isso tivemos dois exclusivos da Nintendo e dois da Sony! É um verdadeiro tapa na cara de quem contou vantagem antes da hora ... né Monolith e BioWare? Por outro lado, é meio triste pois menos pessoas poderão jogar o que considero como alguns dos melhores jogos da geração (de todos os tempos, talvez? Ainda não, mas tá quase).  Quando falo que é de exclusividade que vive a indústria, não estou de brincadeiras.


    Por fim,  além das razões que já citei, também são as que descrevem a categoria "Recognizing a game that delivers the absolute best experience across all creative and technical fields.", ou seja: experiência de jogo em todos os aspectos.  E a Nintendo foi de longe a melhor neste ano. Posso não ter jogado o Super Mario Odyssey, mas garanto que ele provavelmente entraria em 2º ou terceiro colocado do ano, pois o meu goty (e não teria como ser outro) é o The Legend of Zelda: Breath of the Wild. Desde o impacto absurdo que ele fez e contribuiu para que o lançamento do Switch fosse um sucesso, às revoluções de mecânicas. Este jogo irá ser uma referência eterna no gênero de mundo aberto daqui para frente, reconhecido como o melhor jogo de lançamento de console e repetindo, o melhor jogo já feito pela Nintendo até então. Dificilmente a academia irá premiar outro, mas se o fizer, provavelmente será o Mario, com Horizon Zero Dawn correndo por fora em terceiro lugar.

    Bem, é isso gente. 2017 foi um excelente ano para a indústria dos jogos e decisiva para a geração. Por outro lado, também deixou uma dúvida no ar sobre a duração desta: será que o seu fim realmente se aproxima ou ela só está no auge esperando os próximos 3 ou 4 anos de vida? Deixo aqui a pergunta no ar e até dia 7 gente! Espero que tenham gostado do artigo e qualquer coisa, só comentar educadamente aqui embaixo. Quanto mais gente discutindo sobre meu assunto favorito, melhor! Abraços e que 2018 seja ainda melhor!! 

    The Legend of Zelda: Breath of The Wild

    Platform: Wii U
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    • Micro picture
      kratos1998 · about 3 years ago · 3 pontos

      Gostei da indicações, mesmo nunca tendo jogado nenhum desses jogos(Cuphead e Persona 5 eu tenho, mas n joguei muito), afinal ainda n migrei pra atual geração. Só n entendi o motivo de PlayerUnknown's Battlegrounds está concorrendo a jogo do ano, parece que destoa totalmente do resto...

      3 replies
  • papm22 Galard Malvic
    2017-09-29 11:04:40 -0300 Thumb picture

    DIVINITY: ORIGINAL SIN II !!!!!!!!!!!!!!

    Eis que fui procurar a média de Cuphead e tenho esta grata surpresa:

    95 no metascore: http://www.metacritic.com/game/pc/divinity-origina...

    96.76 no gamerankings: https://www.gamerankings.com/pc/179840-divinity-or...

    10 na gamespot: https://www.gamespot.com/reviews/divinity-original...

    RPG das antigas que lembra Planetscape e Baldur's Gate? É sério isso, produção? Tô impressionado e quero opiniões para ver se compro!

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