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Resumão da segunda geração

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Em uma era onde consoles disponíveis no mercado eram máquinas que rodavam Pong e algumas variantes, a Fairchild , em 1976, traz o seu Channel F com dois novos conceitos: um videogame equipado com um microprocessador e jogos gravados em cartuchos ao invés de já vir na memória do aparelho. A gigante dos Arcades, Atari, viu ali uma oportunidade de ouro e começou a desenvolver seu próprio console. Foi um processo tão caro que a Atari teve de ser vendida para a Warner Communications para finalizar com o projeto. Em 1977, o Atari VCS chega ao mercado, trazendo 9 cartuchos e cada um deles com vários jogos e variantes dentro um único hardware. Rapidamente, o console se tornou extremamente popular nos Estados Unidos.

 Os programadores da Atari não recebiam nenhum crédito por suas obras, o que culminou na formação da primeira third party da história, a Activision, fundada por ex-funcionários da Atari, em 1979. Em 1980, a Mattel entra para o mercado de consoles domésticos com o seu Intellivision. A primeira guerra de consoles tem início, mas mesmo com a superioridade gráfica e sonora, o console da Atari ainda vendia muito mais, devido ao seu preço e oferta de jogos, em especial os ports de sucessos de Arcades jogos da Activision. O Odyssey² também disputava liderança no mercado, mas dispunha de hardware mais modesto. O Colecovision veio trazendo a ideia de ports perfeitos de Arcades e balançou o mercado, mas devido ao seu alto preço, o console teve um breve período de vida.

 Depois da Activision, surgiram várias empresas para desenvolver jogos para os sistemas no mercado, em especial, para o Atari 2600, que resultou em uma enxurrada de jogos com baixa qualidade. Várias empresas do ramo da eletrônica também resolveram se aventurar neste mercado, abastecendo o mercado com vários videogames clones e de qualidade duvidosa. Os computadores pessoais começaram a ganhar mercado e se tornaram acessíveis. Essa mistura culminou no Crash de 1983 para o mercado norte americano, onde os consumidores e a mídia começaram a negligenciar esses produtos e migrando em massa para os Arcades e seus games japoneses ou para os computadores e suas épicas aventuras.

 A segunda geração foi marcada pela introdução de jogos em cartuchos, até 3 canais de áudio, games com IA e com múltiplas telas. Nos consoles, o Atari 2600 foi predominante. Nos Arcades, os jogos japoneses reinaram, trazendo gráficos coloridos e gameplay simples, voltado para o público infantil. Pac-Man e Donkey Kong foram os maiores expoentes nessa era. Os computadores 8-bits se alastraram nas casas dos consumidores, como o Apple II, Commodore 64 e ZX Spectrum, trazendo jogos com enredos elaborados e aventuras complexas, como Ultima e King’s Quest. Os portáteis também tiveram jogos em cartuchos, como o Microvision, mas o campeão de vendas eram os portáteis Game & Watch da Nintendo, trazendo jogos em LCD simples e viciantes, como Fire Attack, Helmet e Lifeboat.

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    old_gamer · 23 dias atrás · 7 pontos

    Comecei minha jornada pelos games nesta geração , tenho ótimas lembranças e ainda jogo Atari 2600. Hoje tenho o prazer de colecionar este console : )

    12 respostas
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    leandro · 23 dias atrás · 3 pontos

    Eu cheguei a pegar a primeira geração, jogando em um Tele Jogo uma versão do Pong. Mas foi na segunda que eu comecei a jornada, através de um clone do Atari 2600, la pelos idos de 84/85

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    jade_archer · 23 dias atrás · 3 pontos

    Cheguei a jogar Atari 2600 em casa de parentes, onde joguei Pac-man e um jogo de tênis. Mas só entrei mesmo nesse mundo na terceira geração com um clone do nintendinho, o Dynavision III. Bons tempos.

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    artigos · 23 dias atrás · 2 pontos

    Parabéns! Seu artigo virou destaque!

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    geekgalatico · 23 dias atrás · 2 pontos

    Adorei o artigo lembro que o que me viciou em games foi um atari 2600 que meu pai me deu, eu era apaixonado e só tinha um cartucho na época que era o Spice invaders tanto que tenho hoje uma tatuagem de um dos personagens do jogo.
    Parabéns pelo artigo!!!

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    andre_andricopoulos · 23 dias atrás · 2 pontos

    Foi uma certa "bagunça" e falta de maturidade e conhecimento acerca a indústria... o comentado sobre a falta de reconhecimento.
    ---
    Enfim...vivendo e aprendendo...

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    fredson · 22 dias atrás · 2 pontos

    Coloca meu nome na lista de marcação. Por favor.

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    lordsearj · 1 dia atrás · 2 pontos

    Tive um ATARI, volta e meia trocava com um amigo que tinha um Odisey, um primo meu teve um PONG que queimou rapidinho (esse eu era bem pequeno) e outro primo da minha idade teve um Colleco Vision que não gostou e DEU ele. Hoje deveria valer um bom dindin. O Atari foi meu início como Gamer. Apesar de na época não me apegar a nada como Enredo, jogabildade e tal (até pq nem dava né? Rs) mas foi o despertar da minha paixão por jogos eletrônicos, que perdura até hoje. Joguei a maioria das "pérolas" do console como Pitfal, Montezuma´s Revenge, Megamania, River Raid, Enduro, Pole Position, Moon Patrol, Missile Command (que vinha no VG), Hero, Pac Man, Keystone Keppers, Seaquest, Decathlon (o famoso "quebra-controle"), Q-Bert, Snoopy, Smurf, Putz, viajei agora... Rs O mais engraçado é que os jogos não tinham "fim". Não que eu me lembre. A onda era quem fazia a maior pontuação. Bom, depois veio o Nintendinho e... Aí já é outra estória.

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