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  • netobtu João Paulo Bonome Neto
    2017-03-20 21:28:41 -0300 Thumb picture
  • netobtu João Paulo Bonome Neto
    2017-03-20 21:26:18 -0300 Thumb picture
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      mateusmassa · over 2 years ago · 2 pontos

      Caramba, esse é um jogo que vale a pena ter o artbook, os designs são muito bons!

      1 reply
  • netobtu João Paulo Bonome Neto
    2017-03-20 21:10:18 -0300 Thumb picture
    Post by netobtu: <p>Eu queria algo desburocratizado pra postar image

    Eu queria algo desburocratizado pra postar imagens no Alvanista... sei lá, isso de clicar em imagem, inserir o link, depois clicar na imagem pra editar e colocar o link da mesma imagem pra pessoa ver maior... 

    Se a pessoa já cola o link aqui, é pq já quer que apareça a imagem... dá maior preguiça de postar várias imagens...

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      deletado999999 · over 2 years ago · 1 ponto

      Se vc selecionar as imagens como se seleciona um texto, algumas, dependendo do site colam aqui com o link ja anexado.

  • jogadorpensante Jogador Pensante
    2017-03-17 14:06:54 -0300 Thumb picture
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  • netobtu João Paulo Bonome Neto
    2017-03-17 14:03:24 -0300 Thumb picture
    Post by netobtu: Amigos, minha crítica de Breath of the Wild! Aqu

    Amigos, minha crítica de Breath of the Wild!

    Aqui está o link para o Jogador Pensante para quem quiser ver por lá e comentar (por favor comentem lá também!!!):

    https://jogadorpensante.com/2017/03/17/review-the-legend-of-zelda-breath-of-the-wild/

    Open your eyes!

    Review by: @netobtu

    Ah, sim, Zelda! Aquela série que já revolucionou os jogos ao menos duas vezes, e em duas décadas distintas. Em 1986...

    Keep Reading →
    4
  • netobtu João Paulo Bonome Neto
    2017-03-16 17:54:11 -0300 Thumb picture

    Pra comemorar o dia de meu aniversário, a DHL entregou o guia do Zelda

    Maravilhoso, amigos! Eu amo guias e livros de arte de games! E vem um mapão enorme dessa Hyrule maravilhosa, eu nem sabia que vinha! GOTY!







    The Legend of Zelda: Breath of The Wild

    Platform: Wii U
    753 Players
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    16
  • netobtu João Paulo Bonome Neto
    2017-03-16 11:27:23 -0300 Thumb picture

    Meu aniversário

    Prezados,

    Hoje é meu aniversário.

    Congratulem-me, por favor.

    Att,

    Neto

    Fireworks

    Platform: Playstation Vita
    17 Players

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      darlanfagundes · over 2 years ago · 2 pontos

      Aeeee! Feliz contagem regressiva pra morte...oh, aniversário...rsrsrs

      3 replies
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      renatolf · over 2 years ago · 2 pontos

      Prezado,

      Venho por meio desta lhe desejar minhas sinceras congratulações e votos de felicidade.

      Att.

      1 reply
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      sucodelarangela · over 2 years ago · 1 ponto

      Huahuahuam feliz parabéns!

  • netobtu João Paulo Bonome Neto
    2017-03-14 08:23:23 -0300 Thumb picture
    netobtu checked-in to:
    Post by netobtu: <p>#img#[408399]</p><p>Esqueci de comentar que fina
    The Legend of Zelda: Breath of The Wild

    Platform: Wii U
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    Esqueci de comentar que finalizei a missão principal de Breath of the Wild!

    Mas só fiz 13% do jogo... e isso em 51 horas por Hyrule! kkkkkkkkkkk

    Maravilhoso em todos os sentidos! Que jogo excelente demais... é nota 10. Tem problemas, mas são muito pequenos perto do quão bom esse jogo é.

    Review mais pra frente na semana.

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      davidvieira · over 2 years ago · 1 ponto

      "finalizei a missão principal de Breath of the Wild!" então vc tipo terminou o jogo?(A história principal) Sobrou só sidequest e os shrines?

      3 replies
  • netobtu João Paulo Bonome Neto
    2017-03-10 10:08:11 -0300 Thumb picture

    50 horas em Breath of the Wild

    Disclaimer: O texto tem uma ou outra coisa que pode ser considerada spoiler, como nome de uma habilidade, nome de uma localização (e uma breve descrição da mesma)... mas eu acho tranquilo de ler, não tem nada grande de spoiler, nada que vá prejudicar sua experiência de alguma maneira.

    Amigos, é reta final em Breath of the Wild. 50 horas de jogo, não fiz metade dos shrines (até agora foram 58, li que são 120 no total) e tem muita coisa que não investiguei. Mas muita mesmo.

    Além disso, falta uma Divine Beast (o mais próximo de dungeon que o jogo tem), e depois correr para Hyrule Castle combater o Calamity Ganon e finalmente ver a lendária Princesa Zelda (a essa altura eu imagino que ela seja a rainha em exercício de Hyrule, mas enfim).

    Já peguei a Master Sword, e ela, como tudo no jogo, não é obrigatória, e nem mesmo apareceu uma quest para eu ir atrás dela... talvez aparecesse após fazer as quatro Divine Beasts? Não sei, mas eu me aventurei por mim mesmo em uma parte do mapa e encontrei a Master Sword.

    Não foi tão simples encontrar a Master Sword, porque ela fica em uma floresta cheia de névoa, onde a gente tem que achar o caminho certo, ou a névoa nos engole e voltamos lá pra trás. Sim, é Lost Woods, a lendária, que tem quase em todo Zelda.

    Só ontem que "abri" todo o mapa, subindo na última Sheikah Tower que faltava... foi a mais difícil de achar, fica muito escondida, mas foi legal procurar ela, porque nessa jornada acabei encontrando um novo inimigo (que me matou facilmente), um boss, bastante animal pra caçar, acampamentos de inimigos, novas plantas e cogumelos... Nisso também acabei encontrando alguns shrines, que sempre me fazem desviar de minha rota e entrar neles.

    O que faz os shrines serem tão atraentes é que todos são diferentes e baseados em um conceito. Esses conceitos giram em torno da engine e física do jogo, sempre, e vários temos mais de uma solução... por exemplo, eu estive em um que eu tinha que queimar umas folhas, mas eu não estava conseguindo pelo método "convencional" que o design do dungeon sugeria, peguei uma flecha de bomba que eu tinha e queimei tudo dessa forma. Eu adoro isso.

    Mas os meus shrines favoritos são os que o desafio acontece fora deles. Que ficam escondidos até que você cumpra alguma missão diferente, mesmo que implícita.

    Eu também gosto de quando algo bem diferente acontece. Por exemplo, eu estava jogando essa semana (ou semana passada, não sei) e vi um cavalo branco. Não tinha visto nenhum até o momento, e aquilo me encantou. Antes tirei uma foto e o Hyrule Compendium, do Sheikah Slate, me disse que os cavalos brancos são da linhagem real de cavalos de Hyrule.

    Aquilo eu li e falei "eu tenho que pegar o cavalo e domá-lo". Demorei mais de 10 minutos, porque ô bicho bravo que me derrubava! E aí o estábulo mais próximo para eu registrá-lo ficava muito longe, e o caminho até lá foi uma jornada, porque eu tive que passar perto do Hyrule Castle... foi inclusive a primeira vez que cheguei perto de lá. Que medo, Deus do céu, não de morrer, mas de perder o cavalo de alguma forma... cruzei boa parte de Hyrule a cavalo, no pelo, até chegar ao estábulo e registrá-lo.

    Essas "pequenas jornadas" completamente fora de quaisquer scripts são maravilhosas e te fazem perceber como esse mundo é vivo, chamativo, imersivo. Não tinha nenhum marcador para onde esse cavalo estava, eu simplesmente o encontrei. Foi uma descoberta minha, própria, ninguém nem tinha citado o mesmo no jogo.

    Ontem, dias depois de domá-lo, encontrei um cara em um estábulo que, ao ver o meu cavalo (dei-lhe o nome de Scadufax), o reconheceu como da linhagem lendária de cavalos reais e me deu uma sela real também, para usar com meu Scadufax. Nisso pipocou uma missão paralela, mas concluída. Ou seja, o jogo me falaria desse cavalo, mas eu o encontrei antes, e então o jogo reconheceu que eu havia feito a missão, mesmo sem eu saber que era.

    Essa liberdade é sem igual. Em outro jogo de mundo aberto esse cavalo só apareceria após a missão paralela em questão ter sido ativada, e ainda por cima apareceria um marcador perto de onde ele estaria... nesse Zelda poucas missões paralelas mostram onde está o que você deve procurar. Normalmente o NPC te dá pistas do que está ocorrendo ou do que ele quer, com algumas direções, como "após a ponte tal, a Torre forma uma sombra que aponta para o lugar certo a certa hora do dia"...

    Isso me faz lembrar de algo que não sei se falei: se você for um jogador bem atento, você não precisa de minimap. Eu jogo de minimap, porque sou meio desleixado e esquecidão (mas se for missão principal ou paralela o diálogo com o NPC que te incumbiu da missão aparece no menu de missões), mas a imersão sem mini mapa aumenta muito. Todo NPC te dá direções (em The Witcher é assim também). Isso é possível porque cada ponte tem um nome, cada ruína tem um nome, cada cidade, floresta, lago, rio... tudo nesse Zelda possui um nome. O mapa é gigantesco, mas é orgânico, fluido e cheio de localizações únicas.

    Sei que estou com medo de ir encarar o Calamity Ganon. Eu não me sinto preparado. Eu ainda, antes de ir pra lá, vou encarar a última Divine Beast que me falta, e procurar dar upgrade nas minhas armaduras, pra melhorar a minha defesa... ainda perco muito coração contra inimigos comuns, e corro de várias situações... pegar uns 4 inimigos juntos não é fácil, flechas são recurso escasso, que podemos gastar nossas suadas rúpias ou, ocasionalmente, encontrar em baús ou loot de inimigos, as armas quebram... eu me pego sempre planejando como vou atacar um acampamento de Bokoblin, como vou encarar um grupo de Moblins... e corro de todo e qualquer Lynell que encontro, me dá um frio na barriga gigantesco quando vejo um, e sempre penso "fodeu"... pior que matar esse bicho é primordial para conseguir dar upgrade em alguns equipamentos, então mais ora menos ora eu vou encarar de vez.

    E outros amigos que estão jogando me falam de lugares que eu nunca nem cheguei perto! Lugares misteriosos, com desafios diferentes... Breath of the Wild nunca cai na mesmice, um jogo de 50 horas que sempre te apresenta novas situações, novos enigmas (sejam de shrine ou contextuais)... Ontem entrei em uma tempestade de areia que deixou meu minimap fora do ar! E havia um shrine perto, a visibilidade era baixa, o lugar desértico e calorento, com Lizalfos camuflados na areia. Foi outra jornada, e dei sorte de ter o poder de Rivali's Gale, que forma um tufão e me lança pra cima de paraglider, o que me ajudou a encontrar o shrine mais facilmente. Quando saí, a tempestade havia terminado.

    50 horas e alguns minutos. E o jogo tem muito a me mostrar, eu ainda encontro novas situações. Esse jogo é maravilhoso. Tem uns problemas, que vou relatar no meu review final, mas são irrelevantes perto do que esse Zelda está fazendo não só para a série, mas para os open worlds em geral... ele revoluciona o gênero, tudo é interativo, as físicas interagem entre si a todo momento, formando situações sempre diferentes, mesmo que em um mesmo lugar. É nota 10. Não tem como ser menos. São 50 horas em 9 dias... acho que nunca joguei tanto na minha vida, tão intensamente.

    The Legend of Zelda: Breath of The Wild

    Platform: Wii U
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      jeopaladino · over 2 years ago · 1 ponto

      É verdade o que estão dizendo que é melhor que o ocarina??????

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  • netobtu João Paulo Bonome Neto
    2017-03-05 23:06:26 -0300 Thumb picture

    Hands on The Legend of Zelda: Breath of the Wild

    Amigos, infelizmente poucos de nós estão jogando The Legend of Zelda: Breath of the Wild, então eu me sinto na obrigação de falar um pouco mais do jogo aqui, agora que não estou mais com somente 9 horas de novo, mas com 37 e alguns minutos...

    Há muito tempo que nenhum jogo me prende dessa forma. Acho que desde Bloodborne. O mundo do jogo me prendeu totalmente... em Bloodborne eu queria descobrir mais da lore, daquele mundo, e em Breath of the Wild é o mesmo, mas vai mais além: eu sou livre para explorar onde eu quiser quando eu quiser, desde que eu tenha forças para tanto (Bloodborne tem um caminho mais straight-forward, com algumas bifurcações, além de não ser um open world propriamente dito).

    O mapa é gigantesco, porém não é nem um pouco vazio. Temos lugares mais difíceis, e o caminho "normal" do jogo é mais ou menos bem delimitado, pois tem lugares com inimigos muito fortes e que te dão hit-kill tranquilamente. Mas o jogo não é vazio não por conta de inimigos, mas por conta da quantidade de novidades que cada passo nesse jogo te apresenta.

    Subir no topo de uma montanha ou em uma Sheikah Tower (view point que libera o mapa da região - Assassin's Creed aqui hehe) e visualizar ao longe pontos curiosos é muito, mas muito gratificante, e aguça demais a curiosidade. Pontos vermelhos longe, quando aproximados, revelam-se Shrines (mini-dungeons quase sempre baseadas em resolução de puzzles, porém algumas são focadas em batalha contra um Guardiãozinho Miniboss)... mas é muito mais do que caçar shrines: é encontrar lugares diferentes mesmo.

    Vou dar um exemplo: Ontem subi em uma montanha bem alta e lá na frente, em outra montanha, encravado na pedra estava um desenho de raios. Eu fiquei intrigado com aquilo, e tive que desviar minha rota para passar por lá. O caminho tem inimigos, armadilhas com pedras caindo, mas eu também poderia ter dado a volta, feito um caminho diferenciado. Na rota, um NPC falou comigo sobre aquilo, que parecia ter sido feito por homens, e não pela natureza, e pipocou a sidequest para investigar. Cheguei lá e me frustrei, porque precisava de um tipo de flecha (aparentemente), que eu não tinha, e tive que desligar. Estou até agora pensando naquele ponto, apesar de já imaginar o que libera quando ativado.

    O combate do jogo é o melhor e mais bem bolado da série em 3D. É difícil na medida certa, não é nem Dark Souls e nem Zelda 3D antes desse, onde as lutas eram bem fáceis. Agora os inimigos, quando em bando, adotam posturas bem definidas de grupo... enquanto um espera o momento certo pra te atacar com espada, outro vai à frente com uma lança, um terceiro te manda flechada, e um quarto, ainda, te taca pedra. Com armaduras resistentes e armas fortes, isso não é muito problema... mas vá sem preparo e a morte é certa. Eu vivo correndo de combates, passando longe de acampamentos de inimigos, mesmo sabendo que o loot será bom.

    Tem um pessoal preocupado com armas, arcos e escudos quebrando facilmente... e eu também me remoía com isso no começo. Ficava chateado de uma espada legal quebrar, ainda mais se ela tiver dano elemental... mas hoje eu não ligo. Logo o jogo me providencia outra, e eu uso outros tipos de armas. Tem alguns combates com inimigos fortes que chego a usar três armas, e nisso eu acabo bolando estratégias, trocando de arma antes mesmo de ela quebrar, ou lançando-a na cabeça do bicho para ela quebrar nele, dando um dano maior.

    O jogo te dá todas as ferramentas para sobrevivência logo cedo, na primeira hora de jogo você já tem as quatro runas básicas (que fazem o papel dos itens que as dungeons te dariam antes): bomba (dois tipos), stasis (que para o tempo de algo do cenário), magnesis (que serve como detector de metal e também manipula ele) e cryonis (que faz água virar gelo, criando pontes para você e também auxiliando em alguns puzzles).

    Depois você ganha mais uma runa, uma "máquina de fotos". Lembram em Ocarina of Time que a Navi te falaria sobre determinado inimigo? A câmera faz esse papel: tire uma foto de um inimigo e ele entrará em um bestiário armazenado no Sheikah Slate (espécie de tablet do Link, que armazena mapa, runas e o bestiário). Mas não é só isso (momento Polishop): também serve para tirar fotos de animais selvagens e itens que encontramos pelo mundo, como flores e cogumelos. Isso é importante porque mostra onde encontramos mais facilmente estes, visto que são imprescindíveis para a sobrevivência em Hyrule: não dá para sair na jornada despreparado de forma alguma! De repente você entra em uma área muito fria ou muito quente, e sem uma refeição que te esquenta ou refresca a coisa vai ficar ruim pro seu lado. Os animais dão carne de variadas qualidades, que, quando cozidas, fazem pratos que recuperam corações, e ainda podem ser combinadas com outros itens para efeitos especiais, como boost de velocidade, defesa, ataque, recuperação de stamina, entre outros... também é possível cozinhar insetos e pequenos animais junto com partes de monstros para elixires poderosos que dão vários efeitos especiais.

    O difícil, às vezes, é encontrar, no meio da jornada, uma panela em cima de uma fogueira. Encontramos muitas vezes nos acampamentos ou em grupos de inimigos... muitas vezes dei graças a Deus por encontrar, pois estava longe já de um warp point (que ficam em shrines, laboratórios e em Sheikah Towers), e estar precisando de novos elixires e comida.

    E tudo isso está orgânico na jornada... quanto mais avançamos, mais animais encontramos para caçar, mais inimigos para pegar loot e encontrar fogueiras... também podemos armar nossas próprias, mas até agora não sei se tem como eu carregar uma panela comigo. E também contratempos começam a acontecer, várias vezes praguejei por começar a chover e trovejar, pois se eu estiver usando escudo e espada de metal eles atraem raios, que causam dano, e me via obrigado a usar itens mais rústicos, como escudos de Bokoblins e espadas deles, que são feitas de madeira e ossos. Mais fracas, mas também servem. Ou eu também poderia simplesmente esperar passar... ah, e na chuva as fogueiras se apagam, e não dá para acender uma nova, a não ser que eu fique embaixo de uma cobertura, que não é encontrada tão facilmente no mundo aberto. Se anoitecer, a coisa também complica, pois inimigos mortos começam a voltar em forma de esqueletos (os chamados Stalfos, genericamente). Chuva forte à noite é uma condição extremamente adversa. Por outro lado, há determinados cogumelos e flores que só aparecem nesse tipo de condição.

    O jogo não tem dungeons normais da série. Eu acredito que essa é a maior diferença e o maior turning point da série nesse jogo. Mas, tudo isso é muito bem substituído com os Shrines e com o que mais se aproxima das dungeons nesse jogo: as Divine Beasts, enormes colossos antigos que ajudam a enfraquecer Calamity Ganon, o chefe final do jogo. Nessas Divine Beasts, temos que ativar vários terminais para que ela volte a ficar ativa, pois está corrompida e causando problemas para a população perto. No jogo há quatro, e cada uma tem uma mecânica diferente.

    Por enquanto fiz apenas duas (são quatro): Divine Beast Vah Ruto, um elefante mecânico que tem em sua mecânica principal mover sua tromba para girar complexos mecanismos, e a Divine Beast Vah Naboris, um camelo mecânico que tem uma mecânica de mover o meio do corpo em círculos para acessar áreas mais altas da mesma.

    Tudo parece simples, mas é muito engenhoso e inventivo. Uma enorme e bem-vinda modificação na série. Os puzzles, agora, também são muito bem bolados e bem menos óbvios do que antes, e isso é graças à ausência de "itens de dungeon". Tudo gira em torno das bombas, cryonis, stasis, magnesis, armas e flechas, interagindo com o cenário. Temos shrines bem curtas, com puzzles rápidos e óbvios, porém outros já me fizeram pensar, além de serem bem longos e requererem uma boa perícia... e várias vezes os puzzles têm mais de uma resolução. Alguns itens da série estão disponíveis ainda, mas em forma de arma, como uma espada-boomerangue, que pode ser lançada num arco que volta para você.

    Já falei sobre os gráficos na outra publicação, e continuo dizendo que são ótimos e a Nintendo acerta em fazer jogos artisticamente bonitos do que mais realistas. O Nintendo Wii U (e o Switch, agora) não é forte e a direção de arte é o que vai falar alto mesmo. Todos os pontos são únicos, a arquitetura de cada lugar é diferente (os clássicos Zora têm uma cidade completamente diferente das brutas Gerudo). É bonito, mesmo tendo serrilhados, texturas não tão bonitas, rodar em 720p... Não tenho reclamações... isso é o que o Wii U aguenta, e acho milagroso aguentar tanto, o mundo é gigantesco e não tem um loading no mundo aberto entre regiões e construções (só há loadings para entrar em shrines, Divine Beasts e fast travel).

    Imagens estão inclusas aí, porém levem em conta que o Facebook prejudica demais as imagens vindas direto do Wii U: o jogo é muito mais bonito do que isso.

    Amigos, esse jogo é um milagre. É o jogo mais RPG da série, ficam claras as influências de vários medalhões do gênero, tanto WRPG quanto JRPG (Skyrim e Xenoblade são duas grandes influências), com crafting, status, buffs, diferentes armas, equipamentos... E ao mesmo tempo é o jogo mais Zelda em 3D já lançado. Finalmente a sombra de Ocarina of Time foi deixada para trás, porque a série desde lá caminhava a passos largos para a irrelevância. Afinal, Twilight Princess e Skyward Sword influenciaram quem?

    Ao mesmo tempo em que tudo nesse jogo é familiar, tudo é novo. É super Zelda, inteiramente Zelda, é o Zelda que mais entende o que é ser Zelda, mais calcado nas raízes da série... descobrir algo, explorar uma região nova é uma aventura por si só, me traz sempre um sorriso encontrar algo novo e ser recompensado por isso.

    É dever do legado da série The Legend of Zelda influenciar, ditar tendências. Isso não era feito desde 1997. Demorou 20 anos, mas a série novamente atingiu o patamar mais alto dos videogames. Revolucionou na década de 80, revolucionou na década de 90, e está revolucionando em 2017. Eu tenho certeza que os jogos de aventura com toques de RPG não serão mais os mesmos após Breath of the Wild. E nem a série Zelda.

    Ainda bem.

    (Ah, e acham que escrevi muito? Vocês nem imaginam o TANTO que eu deixei de fora!)

    The Legend of Zelda: Breath of The Wild

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      nickzim · over 2 years ago · 4 pontos

      O jogo parece sensacional, mas revolucionar a indústria acho que é um pouco demais. Ao contrário, o jogo que foi influenciado pela industria, como você mesmo disse as influências dos RPGs atuais são claras e o que vier pra frente dificilmente deve ser influenciado por esse Zelda, que querendo ou não ainda vai ficar na sombra (como influenciador) de Skyrim, The Witcher 3 e outros. Ótima resenha a propósito.

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      hdpatrick · over 2 years ago · 2 pontos

      Que texto bom.

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      leandro · over 2 years ago · 2 pontos

      Lendo isso da vontade de jogar o mais rápido possível. E tipo você citou o lance da dificuldade e como os inimigos estão inteligentes e teve um camarada que disse. em um grupo do jogo, la no face, que meio que lembrou os embates em Dark Souls. E parabéns ai por citar os detalhes do jogo com cada ponto importante.

      1 reply
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