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<p>[Primeiras impressões] The Legend of Zelda: Brea - Alvanista
The Legend of Zelda: Breath of The Wild

Plataforma: Wii U
731 Jogadores
504 Check-ins

[Primeiras impressões] The Legend of Zelda: Breath of the Wild

Bom, amigos, só hoje eu joguei mais de 9 horas do novo Zelda.

E eu sinto como se não tivesse nem triscado a superfície desse jogo. Tudo aparenta ser absolutamente profundo e misterioso. Já tive diversas vezes que algum NPC me falou "em tal lugar tem algo legal, passe pelas montanhas ao norte e siga o caminho a oeste na bifurcação", e isso não aparece no mapa, ou você lembra disso ou já era. Isso é super Zelda 1, isso é coisa de uma época em que os amigos vinham com uns rumores loucos de que "em tal lugar, se você rodar 50 vezes pra direita aparece um negócio".

É o jogo de Zelda com o combate mais difícil que eu já vi, em 3D. Bom, vence os 2D também nesse quesito, porque a profundidade do combate é bem maior. As armas não duram nada e você tem que se virar com o que tem à mão, guardado no inventário, ou pegando arma de inimigo que acabou de derrotar. Eu espero que haja armas com longa durabilidade em algum momento do jogo, porque quando eu começo a gostar de uma arma eu tenho que trocar, porque ela quebrou (literalmente estraçalha na cara de algum bicho).

Mas não é por isso que o combate é difícil. É difícil porque atacar um bando não é tão simples. Eles se organizam, te cercam, e todos te atacam. Joguei esses dias um pouco do péssimo Skyward Sword pra dar uma lembrada antes desse, e pelo amor, podiam vir 20 Bokoblins pra cima que cada um atacava ao seu tempo, facilitando muito. Nesse, não. Um fica atrás mandando flecha, o outro vem com uma lança, outro com uma espada e escudo e por fim um quarto encontra uma pedra e taca em você. Nisso, você vai morrer. Sério. Eu fugi de tanta batalha nesse jogo que não tá escrito no livro. Vários inimigos te dão hit kill. Armaduras são escassas no jogo, até agora usei só a minha roupinha inicial e uma outra que comprei na primeira vila do jogo (e nisso vendi uns itens que depois um NPC me pediu pra melhorar meus equipamentos - bosta), além de uma terceira túnica que recebi agora em uma missão principal, a qual não vou abordar.

Eu não sei como vão ficar os itens. Até agora não encontrei nenhuma dungeon e começo a pensar se elas existem nesse Zelda... eu creio que sim, e creio estar próximo de uma. Se não estiver, acho difícil ter, talvez uma dungeon final? Até agora só tenho uns poucos itens, que são as runas, que ganhamos nas primeiras shrines... depois dessas, nada. Não que seja necessário, na verdade.

No lugar delas, temos os já famosos shrines, mini templos dedicados a, primariamente, resolução de puzzles. Em troca de fazer corretamente recebemos um Spirit Orb, que a cada 4 podemos trocar nas estátuas da deusa Hylia ou por mais um coração ou por mais stamina. Nunca sei o que upar, os dois são muito importantes - um para batalha, outro para explorar mais facilmente... e são duas coisas importantíssimas.

Breath of the Wild não me deixa seguir a missão principal. Lá do alto eu acabo avistando alguma coisa bem diferente do trivial... um estrutura lá longe, que parece uma formação de ossos, e lá vou eu no caminho oposto de alguma missão na qual estou engajado. Esse mundo misterioso, essa curiosidade que me aguça é algo sem igual desde, sei lá, A Link to the Past. Ocarina of Time foi uma enorme revolução e é um jogo espetacular, mas não é nem um pouco livre como esse. Podemos ir para qualquer lugar, a qualquer hora. Aliás, se quiser tentar a sorte, corre pro Calamity Ganon, o chefe final (eu não o fiz, mas outros fizeram - e saíram correndo, mas logo vão surgir os mitos nos speed runs).

Outra sensação de descoberta que eu tenho é com algumas armas... o jogo te deixa jogar sua arma no bicho, causando mais dano nele, mas também piorando sua arma na durabilidade... e todas você só lança e já era. Eu peguei uma arma que chamava Boomerang, mas era uma espadinha mesmo. Aí eu joguei ela na cabeça dum inimigo, e ela voltou que nem um bumerangue mesmo. Achei sensacional, porque substitui o icônico item da série (que até agora não apareceu).

Eu me vejo, direto a reto, agindo com bastante cautela. Vejo um grupo de inimigos ao longe e prefiro atacar com meu arco, de longe, e depois de matar os arqueiros, partir pra cima... ou esperar a noite chegar, com os bichos dormindo, e fazer um ataque surpresa, de mansinho (tem stealth no jogo). Ou tacar uma bomba perto da fogueira em que eles estão em volta, e ver tudo explodir... partir pro combate franco é basicamente suicídio.

A trilha sonora é maravilhosa quando aparece, com alguns NPCs em específico e em alguns lugares. Há algumas músicas incidentais em um piano bem sutil enquanto cavalgando, correndo por aí, em batalha... No vídeo aí eu fui atraído pra esse lugar pelo som da sanfona, eu tava indo para outro lado, mas resolvi seguir o som, cada vez mais alto, e encontrar esse pitoresco ser. Aliás, ele canta um puzzle, que eu devo resolver para aparecer um shrine... sim, além do puzzle do shrine muitas vezes temos que resolver algo para sequer poder entrar nele.

Nenhum puzzle até agora foi enfadonho, aliás. Os shrines são rápidos e os puzzles curtos, o que não me fez ter aquela preguiça de entrar em um.

Os gráficos são bons, para o Wii U e para o tamanho desse jogo. Tem serrilhados, tem textura borrada, mas a arte salva tudo. Os personagens são extremamente carismáticos no design, têm expressões faciais super legais, o que garante enorme carisma ao jogo. Framedrops terríveis dentro das vilas, mas que comecei a aceitar, porque fico pouco tempo nelas, e nelas não tem combate. De vez em quando o frame cai no campo aberto também, mas logo estabiliza.

Só que eu entrei tão forte nessa Hyrule de 2017, 100 anos após o ataque mortal de Calamity Ganon, que esses slow downs pouco me importam. Eu já nem os sinto.

A história é excelente e cheia de mistérios. O jogo te convida a conhecer a história, e de forma extremamente livre. Aqui a característica é inteiramente Zelda, com os personagens contando suas vidas e acontecimentos, te ensinando sobre a lore do jogo e da série em si. E poder fazer as missões na ordem que quiser, sem restrições, é algo sensacional para a série.

O jogo incluiu missões paralelas em grande número, e muitas são extremamente relevantes, pois aumentam algum atributo importantíssimo ao Link, como armazenamento de item (acredite, é um problemão para armazenar armas, escudos e arcos). Também tem random encounters pelo mapa, com personagens para você salvar de inimigos e uns inimigos disfarçados de NPCs que querem te matar (eu adoro essas batalhas contra esses caras). Além do que os NPCs têm tarefas próprias dependendo da hora do dia (herança de Majora's Mask, talvez?).

Outra coisa a se notar é que o Link sente frio e calor. Fui pra uma região fria sem preparação e morri duas vezes... fiquei pensando no que fazer, não encontrava uma roupa quente, até que achei umas pimentas e fiz um pratão de pimenta quente, que me deu 10 minutos de resistência contra o frio... e assim eu pude caminhar em terras geladas. O mundo de Breath of the Wild é assim: hostil.

É certamente o Zelda 3D menos acessível de todos, porém é fácil o que eu mais recomendaria. Em poucas horas eu já percebi que esse é o melhor Zelda já feito. Mesmo sem nenhuma dungeon até agora, eu me sinto inteiramente em um Zelda, a influência das origens da série, lá no 2D, é sentida a todo momento.

Não que eu não goste de Ocarina of Time, Majora's Mask, Wind Waker, Twilight Princess e Skyward Sword (tá, esse último eu não gosto mesmo)... até porque todos eles estão em Breath of the Wild... mas é que esses jogos foram tendo menos e menos do que a série foi no passado... e ela foi caminhando cada vez mais à irrelevância.

É isso, galera. Tenho mais coisas pra contar, mas por enquanto é isso.

Abraços.

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    alternateblue · 2 anos atrás · 2 pontos

    Ler tudo isso deu vontade de jogar!! Ahaha

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    fonsaca · 2 anos atrás · 2 pontos

    Não joguei muito pra dar o veredito se é o melhor Zelda (nem joguei tantos games da série), mas senti quase tdo que falou sobre o jogo.
    Concordo plenamente quando diz que o jogo lembra 'coisa de uma época em que os amigos vinham com uns rumores loucos de que "em tal lugar, se você rodar 50 vezes pra direita aparece um negócio".'
    Bem curioso que games antigos davam vazão pra isso e faziam anos que não aparecia um jogo como esse novo Zelda, que dá essa mesma sensação de poder achar/dizer/imaginar que existem muitas coisas ocultas.

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    manoelnsn · 2 anos atrás · 1 ponto

    Para de ficar passando vontade na gente, aheuahuehuah

    Enfim, o jogo parece sr muito bom mesmo, eu vou esperar um pouco pra adquirir algum dos dois consoles que o rode

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    rafaschiabel · 2 anos atrás · 1 ponto

    Com certeza, por mais que se explore, esse mundo sempre vai ser superficial!
    Eu tô fugindo de toda e qualquer batalha. Não tem como, enfrentar qualquer bicho é morte na sua cara. Espero muito que tenha equipamentos mais duradouros. E é difícil chegar nas torre, hein?! Além de longes, cada uma tem inimigos diferentes pra atrapalhar a chegada até elas.
    Gostei muito do esquema da câmera, para ativar as lembranças!
    Acho que não terão dungeons, só as shrines, pelo que lembro dos anúncios nos últimos meses, mas nunca se sabe.
    Qual missão você está fazendo? Acabei de chegar nos Zoras para ativar a primeira beast.
    É um jogo difícil, mas não dá pra parar de jogar!

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    chimianopao · 2 anos atrás · 1 ponto

    Show, hein

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    leandro · 2 anos atrás · 1 ponto

    Esse dai tem cara de game que vai ser jogado e lembrado por muito tempo. Acho que o reinado de Ocarina Of Time já esta com os dias contados

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    batatadark · 2 anos atrás · 1 ponto

    Unico zelda wue trnho paixao absurda foi aquele de super Nes ,The link of pass, se este conseguir me motivar muito jesus compro um Sw de natal para min . Continue com sua analise estou no aguardo 0/

    1 resposta
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