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  • mbc07 Mateus B. Cassiano
    2019-08-09 18:22:40 -0300 Thumb picture

    Check-out das férias

    Julho foi meu mês de férias na faculdade e também foi o mês de Xbox Game Pass para PC por 1 real, depois de sair baixando praticamente tudo que tinha no catálogo, me dediquei aos seguintes jogos:

    Lumines Remastered [07/07/2019]

    Sempre fui fã da franquia Lumines porém acompanhando apenas os poucos ports que saíram no mobile, visto que o PC nunca teve um port decente do jogo. Isso felizmente mudou com o lançamento de Lumines Remastered no ano passado, finalmente levando o jogo original em sua totalidade e com gráficos em alta definição para o Nintendo Switch, PC, PS4 e Xbox One.

    Não tenho nem o que dizer, só a trilha sonora (que continua ótima mesmo após todos esses anos) já valeu a compra, juntamente com as pequenas melhorias no gameplay e a vibração do controle em sincronia com suas ações, adicionando um toque especial nesse remaster. Peguei o jogo durante a Summer Sale da Steam e finalizei quase que no mesmo dia da compra. Investi cerca de 10 horas nele e consegui 100% em todos os modos, exceto no modo Puzzle (que sempre achei meio Meh), onde completei somente os puzzles fáceis e larguei. 

    Hellblade: Senua's Sacrifice [11/07/2019]

    Começando com os jogos do Game Pass, o primeiro foi Hellblade. A ambientação nórdica e a direção sonora desse jogo é fantástica, especialmente as vozes na cabeça da Senua, e o enredo consegue prender a atenção do começo ao fim, embora talvez você não saque o final logo de primeira. As mecânicas de exploração e combate são simples mas extremamente polidas e também temos um modo fotografia completando o "pacote". 

    Ah, antes que me esqueça, embora seja apenas uma recomendação do próprio jogo, fones de ouvido aumentam consideravelmente a imersão, especialmente se você estiver utilizando alguma solução de surround virtual. Hellblade me rendeu 10 horas na primeira zerada e mais 4 horas na segunda (que dei uma rushada apenas para encontrar as 2 Lore Stones que deixei passar batido na primeira zerada).

    Sunset Overdrive + todas as DLCs [16/07/2019]

    Ah, o que dizer desse jogo? Sunset Overdrive é, de longe, o melhor jogo que finalizei durante esse ano (pelo menos até agora). Me atrevo até a dizer que o único defeito desse jogo é que ele acaba. Sério, não deixem passar batido, pra quem ainda não jogou, estão perdendo uma pérola da Insomniac Games, mesmo estúdio que também nos trouxe Spyro, Ratchet & Clank e mais recentemente o Marvel's Spider-Man do PS4. Primeiro destaque fica para a dublagem em português, que está sensacional. Tiveram o cuidado de adaptar desde nomes de armas até mesmo as piadas e indiretas de maneira que fizessem total sentido no nosso idioma, e a narrativa do jogo vive quebrando a quarta parede e é cheia de bom humor, mesmo nos momentos mais tensos. 

    Outro ponto de destaque fica para a trilha sonora, composta de músicas próprias em rock e eletrônica que são dinâmicas, se tornando mais intensas ou mais calmas de acordo com seu multiplicador de combos, a movimentação e combate nesse jogo são tão divertidas que mesmo tendo uma opção de Fast Travel disponível, não cheguei a utilizá-la nem sequer uma vez, pois era muito mais satisfatório sair por aí deslizando pelos postes e quicando nos toldos e carros até o próximo destino enquanto matava uns ODs no meio do caminho. Enfim, fiz todas as missões principais do jogo base e de suas duas DLCs e uma parte das missões secundárias, o que me rendeu 18 horas de jogatina e é um jogo que com certeza vou retomar qualquer dia desses para fazer os 100%.

    Vampyr [22/07/2019]

    Londres, 1918. Você é o doutor Jonathan Reid, que acabou de ser misteriosamente transformado em vampiro e que acabou de acidentalmente matar sua irmã. É assim que começamos Vampyr, que passei a considerar como um sucessor espiritual de L.A. Noire após zerá-lo. Os cenários de época e a trilha sonora são fabulosas, e as mecânicas de investigação e diálogo, com escolhas que podem alterar o rumo da história permanentemente (que por sinal é excelente) funcionam muito bem e são os pontos mais altos desse jogo. 

    Nos pontos baixos, temos as mecânicas de combate, que não funcionam tão bem quanto deveriam, e na narrativa do epílogo, que acelera subitamente os acontecimentos e fica meio que feito nas coxas, especialmente se comparado com o andamento cuidadoso e intrigante dos capítulos anteriores do jogo. Como eu comentei, suas escolhas afetam permanentemente o rumo da história, o que pode te levar a um dos 4 finais diferentes (1 bom, 1 neutro e 2 ruins). Após 32 horas de jogo, cheguei no final neutro, que descobri depois que poderia ter sido o final bom se não tivesse cometido um deslize com um personagem importante, próximo do final do jogo.

    Ah, fica o aviso sobre um bug sério que presenciei (não encontrei outros relatos dele então acredito que possa ter sido um caso isolado): resumidamente, faça um backup do seu save caso pretenda resetar a "build" do personagem (opção disponível em qualquer um dos esconderijos). Fiz isso durante a missão final do capítulo 3 (O Santo Triste de East End) e não subi para o nível 2 após liberar a habilidade autofagia, como normalmente deveria acontecer, o que me deixou preso no nível 1 mesmo tendo mais de 11 mil de XP. Junte isso ao fato de que o jogo salva automaticamente quase a todo momento e tive que recomeçar do zero, perdendo cerca de 14 horas de progresso. Ouch!

    Tetris Effect [24/07/2019]

    Tetris Effect foi lançado somente para PS4 no ano passado mas finalmente chegou em Julho ao PC, mas pro meu desgosto chegou como um exclusivo temporário daquele projeto de loja da Epic Games. Um ponto que chega a ser cômico, é que assim como no PS4, o port pra PC conta com um modo VR opcional, mas que exige ter o SteamVR instalado para funcionar. Sim, isso mesmo que você leu, um jogo exclusivo da Epic Store que requer o launcher da concorrência pra acessar o modo VR ¯\_(ツ)_/¯

    Mas enfim, sobre o jogo, estava hypado por ele desde que foi anunciado na E3 de 2018. A trilha sonora interativa feita pro Tetris Effect (especialmente nos estágios com vocais), na minha sincera opinião, é de longe o melhor trabalho do Tetsuya Mizuguchi até então, superando com louvor o Rez e o Lumines, e a nova mecânica de zona, juntamente com os visuais fantásticos e o modo VR opcional completam o pacote, revitalizando o Tetris de um jeito que eu nunca imaginei ser possível. Terminei o modo principal (Journey) em cerca de 3 horas, mas tenho jogado com frequência os modos alternativos (Effects), principalmente nos eventos comunitários que acontecem nos finais de semana.

    Dead Rising 4 [25/07/2019]

    Esse foi meu primeiro contato com a franquia Dead Rising e achei mediano. O jogo em si é bem feito, ótimos gráficos, trilha sonora e dublagem (não só em português mas em diversos outros idiomas), as mecânicas de combate funcionam bem, a engine é capaz de colocar centenas de zumbis na tela ao mesmo tempo sem dificuldades e é possível construir diversas armas e veículos muito inusitados, mas os pontos positivos terminam por aí. 

    O personagem principal tem zero carisma e a história, juntamente com os outros personagens presentes nela, são tão rasos e sem sentido que prefiro nem comentar. O ápice, no entanto, fica para o desfecho da campanha, que é péssimo e que nem é o verdadeiro final, pois esse você só tem acesso através de uma DLC de história separada e paga (Capcom fazendo escola com a EA), mas mesmo no final da DLC o desfecho não melhora muito.  

    Uma surpresa positiva foi o modo Capcom Heroes, que resumidamente transforma a campanha do jogo em um Musou. Fliperamas são espalhadas pelo mapa e através delas você pode se transformar temporariamente em personagens clássicos da Capcom, como Megaman, Ryu, Dante, Morrigan, entre outros, tendo acesso a combos baseados nas armas e poderes do personagem em questão. Enfim, a campanha do Dead Rising 4 me rendeu cerca de 11 horas e investi mais umas 3 horas no modo Capcom Heroes (mas não cheguei a terminar a campanha novamente nesse modo).

    The Messenger + DLC Picnic Panic [04/08/2019]

    Pense num indie que começa como uma homenagem aos jogos de plataforma em 8-bit, mas que de repente vira um plataforma em 16-bit e em seu ato final se transforma em um Metroidvania com mecânicas baseadas em viagens no tempo (que são refletidas através das transições entre o mundo em 8-bit e 16-bit). Pois bem, esse é o The Messenger, jogo que me deixou surpreso a cada novidade.

    A história dele se desenrola em um ótimo ritmo, os personagens encontrados ao longo dela são memoráveis e os diálogos com o logista às vezes quebram a 4ª parede, me rendendo cerca 14 horas de jogatina (relativamente longo pra esse tipo de jogo). Aí entra a DLC gratuita, Picnic Panic, que é a primeira de 3 DLCs que planejam ser lançadas pro The Messenger dependendo da reação do público, segundo o desenvolvedor.

    Na DLC você é transportado para um universo paralelo e em adição às mecânicas já introduzidas no jogo base, a DLC experimenta sem medo em alguns mini-games com jogabilidade diferente, alguns claramente inspirados em outros jogos clássicos como Punch Out! e Excite Bike. A primeira DLC rendeu mais 4 horas e um cliffhanger que não vejo a hora de sair a próxima DLC pra saber no que vai dar. Indie altamente recomendado!

    Coincidentemente, terminei o The Messenger no mesmo dia que a minha assinatura do Game Pass expirou. Optei por não renová-la até porque só vou ter tempo para aproveitar bem nas próximas férias durante o final do ano, e até lá dá tempo da Microsoft resolver alguns problemas com o Game Pass no PC, visto que ainda está em beta. O catálogo é bem vasto e cheguei a jogar outros jogos, mas que acabei abandonando por um motivo ou outro:

    Thumper: me lembrou bastante Audiosurf, mas a trilha sonora é fraca e acabei abandonando após a segunda fase.

    Sea of Thieves: gráficos bacanas, porém tudo que encontrei foram sessões quase sempre vazias e quase nada pra fazer no mapa imenso.

    Snake Pass: movimentação zoada, um jogo que provavelmente faria muito mais sucesso se tivesse saído para smartphones. Abandonado após as primeiras fases.

    The Surge: me pareceu bacana, mas as similaridades com o Dark Souls (principalmente no combate e os check-points lá na PQP) me fizeram largar após poucas horas.

    State of Decay 2: similar ao Dead Rising 4, personagens e história rasos e sem graça, porém diferente do Dead Rising 4, nem a jogabilidade se salva nesse, que é bem meh. Abandonado após algumas missões para estabelecer a base.

    Supermarket Shriek: jogo super inusitado, controle um carrinho de supermercado fazendo uma cabra e um homem gritarem. Divertido, mas enjoa rápido, abandonei após as primeiras fases.

    Super Lucky Tales: jogo bonitinho, personagem carismático, mas nada realmente excepcional ou que prendesse meu interesse a ponto de terminá-lo. Larguei logo após concluir o primeiro mundo.

    Shenmue 1 & 2: esse aqui foi mais pra ver como ficou no PC, visto que são jogos longos demais pra se terminar em apenas um mês. Infelizmente é um remaster feito nas coxas e só devo comprá-lo quando aparecer com um bom desconto, pelo preço atual, sem chances.

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      mastermune · 16 days ago · 2 pontos

      Caraca, bastante jogatina nessas férias, muito bom mano ^^

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      salvianosilva · 16 days ago · 2 pontos

      Hellblade foi um dos melhores jogos que ja zerei <3

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      dan8d · 15 days ago · 2 pontos

      Mano Sunset Overdrive é foda demais, geral devia conhecer ele melhor, é muito bom

  • mbc07 Mateus B. Cassiano
    2019-06-12 02:55:15 -0300 Thumb picture

    Ranking pessoal / review da E3 2019

    É estranho descrever a E3 desse ano pois ao mesmo tempo em que tivemos grandes novidades ficou aquela sensação de regressão por conta de um foco maior em assinaturas e streaming e também pela maior parte dos trailers focar mais em cenas de computação gráfica com pouco ou nenhum gameplay (que afinal é o que importa), mas vamos lá, meu ranking nesse ano ficou assim:

    1) Nintendo
    2) PC Gaming Show
    3) Square Enix
    4) Ubisoft
    5) Microsoft
    6) Devolver Digital
    7) Electronic Arts
    8) Bethesda

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    A Nintendo continua seguindo com seu roteiro de uma Direct seguido da Treehouse, e embora eu tenha sentido falta de alguma novidade sobre o Metroid 4 e da revisão do Nintendo Switch (que segundo rumores já é iminente), teve anúncios suficientes pra suprir essas ausências. O levanta hype pra mim foi o Luigi's Mansion 3 que tá simplesmente sensacional e a sequência de Zelda Breath of the Wild. O remake do Link's Awakening DX, Astral Chain e Cadence of Hyrule também merecem uma menção.

    A PC Gaming Show no geral seguiu no mesmo ritmo do ano anterior, jogo atrás de jogo e as vezes com um breve comentário do desenvolvedor, porém não sei se curti muito os trocadilhos e piadinhas da nova co-apresentadora e também achei meio desnecessário dedicar 5 minutos apenas pra anunciar um monitor gamer. De qualquer forma, teve jogo pra todos os gostos e me interessei bastante na continuação do Vampires: The Masquerade, Starmancer, Midnight Ghost Hunt, Telling Lies, El Hijo e Cris Tales.

    A Square Enix foi, de longe, a conferência que mais "evoluiu" em relação ao ano anterior, que se resumiu apenas a uma série de trailers repetidos e sem novidades, que inclusive já haviam sido mostrados nas conferências das outras empresas. Neste ano foram bem diretos, já mostrando logo de cara o gameplay dos seus próximos projetos, às vezes com um breve comentário dos desenvolvedores e também se arriscando com jogos independentes. Os destaques foram Final Fantasy 7 Remake, Marvel's Avengers, Life's Strange 2 e Dying Light 2 pra mim.

    A Ubisoft mostrou alguns jogos novos e uma porrada de DLCs e expansões pra jogos existentes mas que infelizmente eu não poderia me importar menos (*cof cof* franquia Tom Clancy's *cof cof*). O que salvou a conferência (e que me deixou mega hypado) foi o gameplay do Watch_Dogs Legion, embora também tenha me interessado no Gods & Monsters e no Roller Champions.

    Na conferência da Microsoft tivemos a maior quantidade de jogos anunciados, no entanto muito do que foi mostrado não me chamou a atenção e me incomodou um pouco o uso e abuso de GC na maioria dos anúncios, salvo pouquíssimas exceções. Os pontos altos pra mim foram Cyberpunk 2077 e Keanu Reeves no palco (óbvio), Battletoads, Ori and the Will of the Wisps e o lançamento do Xbox Game Pass no PC.

    A cada ano que passa a conferência da Devolver Digital prende mais a minha atenção, dificilmente eles mostram jogo novo, mas as sátiras com a indústria dos jogos são ótimas e o fato da conferência do ano atual seguir exatamente do ponto onde terminou a conferência do ano anterior só aumenta mais o interesse. Como habitual, teve um stream ao vivo de várias horas mostrando os indies da Devolver,  logo após a "Devolver Direct" desse ano, e vários jogos mostrados entraram em promoção. Não posso deixar de mencionar a bela alfinetada na loja bugada da Epic com o "Devolver Bootleg".

    A EA teve uma abordagem diferente esse ano, já divulgando logo no início o que seria mostrado e quando seria mostrado, o que foi útil pra decidir quais segmentos assistir. Assisti o segmento do Star Wars Jedi: The Fallen Order, que voltou a ser um action-adventure single player e me interessou bastante, porém continuo receoso de ter lootbox ou micro-transação em algum canto, visto que estamos falando da EA. Já os segmentos restantes, pulei com gosto (interesse zero em APEX, Battlefield, FIFA e Madden), embora tenha lido mais tarde um resumo da nova expansão do The Sims 4.

    E por fim, tivemos a Bethesda, que foi mais uma que abusou das CGs nos trailers, sem contar da platéia irritante que parecia ter um orgasmo a cada segundo, chegando a atrapalhar até mesmo o apresentador que estava no palco. Vale mencionar a expansão gratuita pro Fallout 76, com conteúdo que honestamente já deveria estar no jogo desde o seu lançamento e também o teaser de Ghostwire Tokyo, único jogo da conferência da Bethesda que me interessou ¯\_(ツ)_/¯

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      andre_andricopoulos · 2 months ago · 2 pontos

      Achei a Nintendo a melhor também mas...
      PC em segundo? Horrível os jogos mostrados...

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      jorgegt · 2 months ago · 2 pontos

      Só gostei de Elden Ring e Minecraft Dungeons. XD

  • supermarcosbros マルコス・アントニオ
    2019-05-28 15:52:07 -0300 Thumb picture
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  • mbc07 Mateus B. Cassiano
    2019-03-14 16:04:23 -0300 Thumb picture

    Jogos finalizados em Fevereiro

    Continuando os check-outs da postagem anterior, dessa vez com os jogos finalizados em Fevereiro:

    Panoramical [03/02/2019]

    Panoramical é um jogo um tanto quanto peculiar, eu o definiria mais como uma experiência musical interativa do que como um jogo propriamente dito. Cada "fase" é composta de uma trilha musical em que o jogador tem o controle de determinados instrumentos e efeitos sonoros. Cada um desses controles tem um efeito visual associado, que vão se formando e se misturando com os outros elementos já presentes, ao mesmo tempo que reagem com a música.

    O jogo tem uma funcionalidade embutida para gravar pequenos trechos da sua experiência e compartilhar os pequenos vídeos em algumas redes sociais ou em um arquivo local no seu computador. A duração da campanha é bem variável e depende de quanto tempo você investe em cada fase, e no meu caso eu gastei cerca de uma hora e meia para percorrer todas as "fases".

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    Never Alone + DLC Foxtales [10/02/2019]

    Aqui temos um exemplo de jogabilidade ruim estragando um jogo que era pra ser excelente. Never Alone segue uma pegada no estilo de Valiant Hearts, onde a história é baseada em fatos reais e os colecionáveis do jogo liberam mais informações. No caso de Never Alone, cada colecionável libera um pequeno vídeo, que juntos formam uma espécie de documentário a respeito da vida do povo Inupiaq, nativos do Alaska.

    O jogo é de plataforma 2.5D com alguns puzzles, mas os controles e movimentação dos personagens são tão imprecisos e tão bugados, muitas vezes resultando em mortes injustas, que eu sinceramente só não abandonei por causa do enredo e dos vídeos que os colecionáveis liberavam. Também joguei a DLC, que não melhora em nada a jogabilidade mas que pelo menos conta com mais uma história própria e mini documentário. Enfim, o jogo e a DLC me renderam cerca de 6 horas de entretenimento e também de ódio dos controles bugados.

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    Pony Island [11/02/2019]

    Se você gosta de jogos que quebram a quarta parede, não deixe de conferir Pony Island. No início parece ser um simples indie em que você bagunça com a programação dele pra seguir adiante, mas no decorrer do jogo você descobre que as coisas não são exatamente o que aparentam e um determinado "boss" usará até mesmo sua lista de amigos do Steam pra te distrair e atrapalhar.

    Editar o save externamente também provoca reações específicas dentro do jogo, o único ponto negativo é que ele acaba, e relativamente rápido (cerca de 5 horas, no meu caso).

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    Odallus: The Dark Call [12/02/2019]

    Temos aqui um indie brasileiro muito bem feito, inspirado fortemente nos Castlevanias do NES. Mesmo sendo um jogo relativamente recente, é visível o apreço dos desenvolvedores em cada detalhe, todas os sprites, sons, efeitos gráficos e músicas tem essa vibe que os consoles de 8-bits passavam na época, ao mesmo tempo em que também implementaram recursos que eram pouco viáveis na época, com direito a cutscenes elaboradas e fases bem grandes e detalhadas com diversos caminhos a seguir.

    A dificuldade do jogo é alta e aumenta progressivamente, e novas relíquias, armaduras e armas secundárias, cuidadosamente escondidas nas fases, se encarregam de facilitar um pouquinho no combate (mas não muito) e de conceder novas habilidades pra acessar áreas que antes eram inacessíveis. Terminei todas as fases no modo normal, o que rendeu 7 horas e muitas mortes ao longo da aventura.

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    Undertale + Deltarune: Chapter 1 [15/02/2019]

    Quando decidi jogar Undertale, estava um pouco receoso do jogo não ser tudo isso e ser apenas hype, mas felizmente, não foi o caso aqui, a trilha sonora é sensacional, o enredo é ótimo, cheio de personagens carismáticos e seu sistema de batalha corrigiu praticamente todos os pontos que considero massantes nos RPGs clássicos por turno. Junte isso com os 3 finais diferentes e com as quebras da 4ª parede onde suas ações em jogadas anteriores podem alterar completamente alguns diálogos e até mesmo o rumo da história e posso dizer que o jogo realmente merece esse hype todo que teve no lançamento. Obtive os finais neutro, pacifista e genocida (nesta ordem), o que rendeu 20 horas de jogatina.

    Assim que terminei Undertale, já parti para o capítulo 1 do Deltarune, e gostei bastante das mudanças, pra mim evoluíram as mecânicas todas para melhor. Os gráficos estão mais detalhados mas sem perder o visual pixelado inspirado no Earthbound, a trilha sonora continua fantástica e o novo sistema de batalhas, com vários inimigos e personagens, funciona muito bem, sem deixar de lado as características que diferenciavam o Undertale da multidão. O capítulo 1 me rendeu mais 3 horas de jogo e embora vá demorar um pouco pra sair o jogo completo, pretendo comprar a versão final do Deltarune assim que for lançada.

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    Contrast [18/02/2019]

    O carro chefe do Contrast fica na habilidade da protagonista, que consegue entrar e sair das sombras para acessar locais antes inacessíveis e para resolver puzzles de maneiras criativas, mas a impressão que fica é que acabou a grana durante o desenvolvimento e entregaram o que deu tempo de fazer.

    Os visuais não são lá essas coisas e a trilha sonora casa muito bem com a ambientação do jogo, mas o mundo em si é bem vazio e a campanha é curta demais (levei cerca de 4 horas pra terminar), quando a história começa a ficar boa e os puzzles começam a ficar mais elaborados... o jogo acaba ¯\_(ツ)_/¯

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    Vanquish [04/03/2019]

    Não finalizei esse em Fevereiro, mas entra como check-out extra. Temos aqui mais um jogo de ação frenética, marca registrada da Platinum Games. Ele peca no enredo e na trilha sonora que são bem fraquinhas, mas compensa (e muito) essas deficiências com suas mecânicas excelentes, misturando tiro em terceira pessoa com as artimanhas tecnológicas da armadura do protagonista e até mesmo com elementos de bullet hell, integrando tudo isso de maneira muito fluída (e rápida!).

    Outro destaque ficam para as batalhas contra os Bosses, que podem ser derrotados de várias maneiras diferentes inclusive com a IA reagindo de formas diferentes dependendo do dano causado pelo protagonista. A campanha infelizmente não é muito comprida, me rendeu 7 horas, mas de qualquer forma é um puta jogaço, pra você que ainda não jogou Vanquish, jogue assim que tiver oportunidade!

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    And that's all, folks. Check-outs regularizados com sucesso :P

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      jorgegt · 5 months ago · 3 pontos

      Eu achei Never Alone bem legal, inclusive obriguei minha mãe a assistir os vídeos comigo. Vanquish e Odallus estão na minha biblioteca, só esperando a hora de jogá-los.

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      santz · 5 months ago · 2 pontos

      Esse Pony Island parece ser bem interessante.

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      andre_andricopoulos · 5 months ago · 2 pontos

      CONTRAST tinha tudo pra ser surpreendente, não?
      Dae vem seu comentário final...que faz jus ao nome do jogo (que CONTRASTE o game ficar interessante bem perto do fim)

  • mbc07 Mateus B. Cassiano
    2019-03-13 02:22:24 -0300 Thumb picture

    Jogos finalizados em Janeiro

    Comecei 2019 com uma abordagem diferente, optando por priorizar jogos curtos, que estão mofando faz tempo no meu backlog quase infinito. E bom, parece que foi super efetivo, pois bastaram cerca de 2 meses pra finalizar praticamente a mesma quantidade de jogos que finalizei no ano passado inteiro. Como deixei os check-outs acumularem, vou focar esse post apenas nos jogos finalizados em Janeiro:

    Super Mario 3D World [30/12/2018]

    Tá, esse aqui na verdade é left-over do ano passado, mas vamos lá. O Mario com power-up de gatinho mescla elementos dos jogos 2D com a movimentação 3D vista no Mario 64/Sunshine/Galaxy e multiplayer estilo New Super Mario Bros e o resultado final é sensacional. Fazia tempo que um jogo do Mario não prendia meu interesse como o 3D World prendeu, a ponto de eu ter praticamente feito 100% no jogo nas 40 horas que dediquei a ele.

    Único ponto um pouco negativo pra mim foi a progressão do jogo, especialmente nos mundos bônus. Terminou os 8 mundos da campanha principal? Parabéns, mas não acabou, liberou o mundo Estrela. E depois o mundo Cogumelo. E depois o mudo Flor. Você pegou todas as estrelas das fases anteriores? E todas as estampas? Alcançou o topo do mastro no final de cada fase? Beleza, agora você pode acessar o mundo Coroa, que se resume à Champion's Road (sério, gastei umas 300 vidas nessa fase). Passou da Champion's Road? Meus parabéns, mas ainda não acabou, faltam 5 estampas (chutei o balde nessa parte).

    As fases dos mundos bônus são todas excelentes e embora algumas reaproveitem o design de fases anteriores com mecânicas diferentes, pra mim muitas dessas fases deveriam fazer parte da campanha principal e não dos mundos bônus (que a propósito acho que não precisava ter tantos), e pro japonês que achou uma boa ideia forçar o jogador a repetir cada uma das fases do jogo com cada um dos 5 personagens jogáveis pra destravar as últimas estampas eu desejo apenas uma morte lenta e dolorosa. Enfim, deixando isso de lado, o jogo é excelente e estou surpreso da Nintendo ainda não ter portado ele pro Switch (como anda fazendo com todos os exclusivos relevantes do Wii U).

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    Crossing Souls [14/01/2019]

    Dá pra definir Crossing Souls como uma salada de ideias e mecânicas que resultaram em um jogo mediano,  rendendo cerca de 10 horas de jogatina. Seu visual em pixel art e a trilha sonora agradam, as cut-scenes em vídeo são bem feitas e o enredo dá uma viajada legal nas partes finais mas de forma geral prende a atenção, embora  alguns acontecimentos sejam um pouco apelativos considerando que os protagonistas são um grupo de crianças e pré-adolescentes.

    As mecânicas se assemelham a RPGs de Ação da era dos 16 bits, o combate mistura elementos de beat'em up e até uma barra de stamina, a exploração tenta incorporar alguns elementos de plataforma no meio dos puzzles e também temos mini-games em determinados pontos da história. O jogo também conta com colecionáveis cheios de paródias e referências aos anos 90, mas que na prática não servem pra nada. Enfim a sensação que fica é a de um indie que faz de tudo um pouco, mas nada direito.

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    Firewatch [20/01/2019]

    Temos aqui um walking simulator mais, digamos, "requintado" do que o que normalmente se encontra em outros jogos do gênero, a ambientação e o estilo gráfico casam bem e os visuais, apesar de cartunescos, são muito bonitos. A história se desenrola de forma natural, acompanhado de uma trilha sonora que agrada, e é contada a partir das conversas por rádio entre o protagonista e sua colega de trabalho, com direito a alguns pequenos plot twists e acontecimentos inesperados.

    Firewatch me rendeu 6 horas de jogatina e ver as fotos tiradas com a câmera do jogo nos créditos, contando até com a possibilidade de encomendar cópias impressas a serem entregues na sua porta (se você estiver nos Estados Unidos, é claro) foi a cereja do bolo pra mim.

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    The Count Lucanor [21/01/2019]

    Esse jogo me cativou desde o seu trailer. A trilha sonora e a maneira como a história é contada, que a princípio parece ser um conto de fadas mas que toma um rumo bem macabro e que pode terminar em finais diferentes são o maior destaque nesse indie, que também conta com elementos de stealth e até mesmo alguns conceitos típicos de jogos survival horror nas suas mecânicas. As únicas possíveis reclamações que eu poderia fazer são em relação à movimentação do personagem, que achei um pouco lenta demais, e que o jogo acaba rápido (fiz todos os finais em 6 horas). 

    Recentemente os desenvolvedores liberaram uma atualização que disponibiliza uma demo do seu próximo jogo, Yuppie Psycho, que aparenta utilizar a mesma engine do Count Lucanor mas com melhorias pontuais (agora é possível correr com o personagem, YAY!) e uma nova história, aparentemente tão intrigante quanto a do Count Lucanor. Não foi lançado ainda mas entrou pra minha wish list assim que terminei a demo. 

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    Brothers: A Tale of Two Sons [27/01/2019]

    Dois irmãos partem em busca de um medicamento para seu pai, que se encontra a beira da morte, e você controla ambos durante a aventura. A jogabilidade e os puzzles são simples mas funcionam muito bem, a trilha sonora é sensacional e o estilo gráfico agrada bastante, mas fiquei com muita pena do irmão menor pois como fica evidente no final do jogo, sua infância é cercada de perdas e tragédia.

    O jogo rendeu cerca de 7 horas de jogatina e, embora as mecânicas de controlar cada irmão com um analógico do controle gritem "CO-OP LOCAL", não se engane, pois ele é totalmente single-player.

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    Pra Janeiro, isso é tudo. Em breve farei outro post com os jogos de Fevereiro, pra deixar os check-outs em dia novamente...

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      santz · 6 months ago · 1 ponto

      O Super Mario 3D World você zerou no Wii U mesmo ou em emulador?

      4 replies
  • mbc07 Mateus B. Cassiano
    2018-12-31 22:15:28 -0200 Thumb picture

    Jogos finalizados em 2018

    Pra não quebrar a tradição, postando a lista de jogos finalizados em 2018. Neste ano foram 11, um aumento de 2 jogos em relação ao ano anterior e com uma predominância maior de jogos mobile ou emulados.

    Terminei o ano com Super Mario 3D World, mas o post de check-out vai ficar pra 2019 mesmo :P

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      jorgegt · 8 months ago · 3 pontos

      Estava empolgado pra fazer uma dessas também, mas não joguei nada nesse último semestre do ano. A lista que fiz no meio do ano já serve. XD

  • mbc07 Mateus B. Cassiano
    2018-12-05 17:36:14 -0200 Thumb picture
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    Post by mbc07: <p>Check-out. Sabe quando você vê uma propaganda de
    The Legend of Zelda: Breath of the Wild - The Champions' Ballad DLC

    Platform: Wii U
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    Check-out. Sabe quando você vê uma propaganda de praticamente qualquer rede de fast food, onde eles mostram uma foto perfeita do produto, mas quando você finalmente compra o produto a aparência é meio duvidosa? Então, acho que é a melhor forma de descrever essa segunda (e última) DLC do Zelda Breath of the Wild.

    A DLC tem boas ideias mas a execução delas derrapa um pouco, podemos dividi-la em 3 partes. Primeiramente, para acessar essa DLC você precisa ter completado todas as 4 Divine Beasts e ter finalizado o jogo pelo menos uma vez (EDIT: erro meu, não precisa ter finalizado o jogo), feito isso você pode ir na Shrine of Resurrection pra iniciar a primeira parte da DLC colocando o Sheikah Slate no terminal, o que te dá acesso ao One-Hit Obliterator, uma arma inquebrável e que pode matar qualquer inimigo do jogo com apenas 1 hit, mas em compensação o Link também morre com apenas um hit.

    Nessa parte você precisa eliminar 4 bases de inimigos, todas localizadas no Great Plateau, área inicial do jogo. Uma nova shrine (as mini dungeons do Breath of the Wild) é revelada ao eliminar cada base inimiga, garantindo mais 4 Spirit Orbs. Você termina essa primeira parte da DLC ao completar a última shrine (não tem uma ordem específica), o que retornará o One-Hit Obliterator para a Shrine of Ressurection e marcará 4 pontos específicos no mapa do jogo.

    Aqui começa a parte mais tediosa e repetitiva de toda a DLC. Em cada ponto que foi marcado no mapa brota um monumento como o da screenshot acima, e você vai encontrar o Kass tocando sua sanfona em todos eles. A música do Kass é diferente em cada monumento, mas os versos dela sempre darão 3 dicas beeeeeem vagas do que fazer/onde ir. Ao completar cada tarefa, uma nova shrine brotará no mapa, mas a recompensa ao completá-la será um emblema referente à Divine Beast citada na música e não um Spirit Orb, como o habitual. 

    Completando as 3 shrines você ganha acesso novamente à Divine Beast em questão, mas a diferença é que você vai cair diretamente na luta com o mesmo boss, porém limitado apenas a um conjunto de equipamentos pré-definidos. Sua recompensa vai ser uma cutscene de 2 ou 3 minutos que supostamente era pra revelar mais sobre o back-story dos campeões mas que na prática não tem nada de útil pro enredo do jogo e um pequeno upgrade na habilidade do campeão em questão, que agora recarrega na metade do tempo. Terminou? Agora repita tudo isso mais 3 vezes para os outros campeões/Divine Beasts.

    Algumas das tarefas necessárias pra revelar as shrines dessa parte são divertidas, como a de enfrentar um Molduking ou um Igneo Talus Titan (versões mais poderosas e fortes do Molduga e do Igneo Talus, respectivamente) ou a de descer a Hebra Mountain com Shield Surfing, passando em checkpoints específicos, mas outras são MEGA tediosas, como ir em um ponto específico no mapa e ficar parado fazendo vários nadas esperando um anel de luz brotar na água ou a boa vontade do Great Dragon aparecer.

    Tendo completado a parte dos monumentos, você deve retornar à Shrine of Resurrection para começar a última (e melhor) parte da DLC. Usando o Sheikah Slate no terminal te dará acesso a um nível subterrâneo onde se encontra uma Divine Beast escondida, com tudo que se tem direito. Nesse jogo o que mais se aproxima das dungeons clássicas são as Divine Beasts e ter acesso a uma inteiramente nova com certeza é algo muito bem vindo, especialmente considerando que o jogo base contém apenas 4.

    Os puzzles da nova Divine Beast são mais elaborados e você precisa utilizar tudo que aprendeu ao longo do jogo para resolvê-los, temos também um boss novo que me atrevo a dizer ser muito mais interessante e desafiador que as reciclagens variações do Ganon que apareceram nas Divine Beasts do jogo base, e ao vencê-lo temos acesso a uma ótima recompensa, a Master Cycle Zero, a motocicleta do Link que também apareceu no Mario Kart 8 Deluxe.

    A Master Cycle Zero é acessível através de uma nova runa no Sheikah Slate, permitindo que você a invoque em virtualmente qualquer lugar do jogo, além de possuir um farol relativamente forte e ser mais rápida que uma grande parte dos cavalos disponíveis, sem contar que você pode cair de praticamente qualquer altura com ela sem que o Link sofra dano. Como todo veículo automatizado, a motoca possui um tanque de combustível, que pode ser reabastecido com praticamente qualquer material coletável (frutas, partes de monstros, minerais, etc).

    Isso basicamente resume o conteúdo principal da DLC 2 do Zelda Breath of the Wild. Outras adições incluem o diário de cada campeão, acessível em sua respectiva "cidade-natal", contendo alguns detalhes do back-story deles, mas assim como as cutscenes dos monumentos não adicionam nada de útil para o enredo geral do jogo. Já na parte das side-quests você encontra algumas roupinhas cosméticas com referências a outros jogos da franquia (não fui atrás) e uma muito útil que te recompensa com o Ancient Horse Gear. 

    O Ancient Horse Gear é composto de dois itens que dão um belo upgrade em um cavalo registrado de sua preferência, o Ancient Saddle permite chamar o seu cavalo em qualquer parte do mapa (e não apenas no continente do mapa específico em que você o largou da última vez), e o Ancient Bridle adiciona mais 2 "turbos" no seu cavalo. Outra parte interessante é que você não precisa necessariamente equipar ambos no mesmo cavalo.

    Enfim, apesar dos seus altos e baixos, a segunda DLC me rendeu mais 13 horas de jogatina, totalizando meu progresso no Zelda Breath of the Wild em 78 horas (incluindo o jogo base e a primeira DLC). A Korok Mask que obtive na primeira DLC se provou extremamente útil, pois sem muito esforço consegui praticamente dobrar a quantidade de Korok Seeds que havia coletado durante a jogatina do jogo base, o que aliviou bastante a limitação na quantidade de armas que o Link pode carregar, uma das minhas principais reclamações. Meu progresso geral terminou assim:

    Nessa segunda DLC a Nintendo fez o mínimo pra entregar o que prometeu, ficou meio que feito as coxas. No anúncio prometeram novos bosses: entregaram apenas 1 novo boss (muito bom por sinal) e reciclaram mais uma vez os que já tinham. Prometeram também novos detalhes do enredo: entregaram uma meia duzia de cutscenes pequenas e o diário dos campeões, mas só tem filler e nenhuma adição útil ou importante para o enredo. Ponto mais alto, não prometeram uma nova Divine Beast, mas entregaram (de longe a melhor parte dessa DLC). E pra mim o ponto mais baixo, prometeram novas shrines e entregaram, porém tirando o principal objetivo delas, que é aumentar a quantidade máxima de vida ou stamina. 

    A segunda DLC adiciona 16 novas shrines, o que somado com as 120 shrines do jogo base seriam suficientes para conseguir o máximo de vida (30 corações) e também o máximo de stamina (3 rodas completas) caso resolvesse platinar o jogo. No entanto, 12 das novas shrines não te recompensam com Spirit Orbs, o que te limita a no máximo 28 corações e 3 barras de stamina ou então 30 corações e 2 barras e meia de stamina. Tirar o principal objetivo das novas shrines só aumentou mais minha sensação de tédio e repetição na parte dos monumentos, pois foi resumidamente decifrar e completar tarefas chatas (salvo algumas exceções) pra liberar shrines que NÃO me recompensam com Spirit Orbs pra então liberar uma batalha com um boss repetido do jogo base e assistir uma cutscene breve que não adiciona nada de útil no enredo. 

    O que (parcialmente) salvou a parte chata dos monumentos foi o upgrade na habilidade do campeão, mas que nessa altura do jogo não é tão útil assim visto que você já estará bem forte quando atingir os requisitos pra iniciar a segunda DLC. Dito isso, poderiam ter melhorado bastante o andamento dessa DLC pulando da parte do One-Hit Obliterator diretamente para a parte da nova Divine Beast, por fim oferecendo o upgrade das habilidades dos campeões através de side-quests, mas paciência ¯\_(ツ)_/¯

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      manoelnsn · 9 months ago · 1 ponto

      Uma pequena correção: você não precisa ter terminado o jogo pra completar as DLCs, apenas ter passado as 4 divine beasts.

      Apesar da DLC se chamar Champion's Ballad ela não adiciona nada muito novo pros personagens, apenas mais background pra... Zelda! E tu também se esqueceu de falar do desafio da Master Sword, que infelizmente só adiciona alguma dificuldade limitando seu personagem, assim como a rebatalha contra os minions do Ganon usando um equipamento específico(que neste caso é mais do que suficiente pra derrubar esses babacas).

      Eu acho que a Nintendo deveria lançar mais uma DLC de BOTW. Seria duca ter uma missão pós game junto com a Zelda por exemplo, ou mesmo uma batalha decente contra o Ganon.

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  • mbc07 Mateus B. Cassiano
    2018-09-01 01:00:00 -0300 Thumb picture
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    Post by mbc07: <p>Nesta semana, procrastinando no YouTube, fiquei
    Super Mario World

    Platform: SNES
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    Nesta semana, procrastinando no YouTube, fiquei sabendo da existência do Super Mario World Redrawn, um pacote de sprites redesenhado no estilo dos jogos clássicos do GBA e Nintendo DS. O estilo visual me pareceu bem interessante, então resolvi aplicá-lo na ROM original e ver com meus próprios olhos:

    O pack gráfico é completo, todos os sprites do jogo foram redesenhados. Aproveitando a deixa de estar testando um visual alternativo, pra ter algo mais "autêntico" do que teria se estivesse jogando em uma TV CRT, optei pelo filtro NTSC do blargg (bastante elogiado pelos puristas) ao invés de utilizar o 2xSal de sempre, e o resultado final ficou excelente, mesmo jogando numa LCD de 40 polegadas (o filtro não fica tão aparente nas screenshots, recomendo testar diretamente no emulador).

    Outro ponto positivo do pack gráfico é que o autor aproveitou pra redesenhar alguns inimigos (destaque para os Goombas, Hammer Bros e os Beach Koopas), deixando-os muito mais consistentes com o visual adotado nos jogos subsequentes do Mario ao invés das escolhas um tanto quanto peculiares do Super Mario World original (*cof cof* Goomba que parece uma bolita marrom *cof cof*). Ah, os sprites do Bowser também tiveram melhorias, a principal foi abandonar aquela paleta de cores quase totalmente verde (YAY).

    No entanto, alguns sprites poderiam melhorar um pouquinho mais. O principal é o Fire Mario, que no pack gráfico é idêntico ao Super Mario, apenas com um tom de cor mais puxado pro laranja. Não ficou ruim, mas a semelhança com o Super Mario é muito grande, tanto que em vários momentos fiquei confuso sobre estar ou não com a Fire Flower ativa. Outra mudança que me pareceu completamente sem sentido foram os Ninji (aqueles inimigos parecidos com gatos que aparecem no castelo do Bowser), em todos os jogos em que estão presentes eles são pretos ou então um roxo bem escuro, mas no pack gráfico eles ficaram... vermelhos? Ok.

    Também notei pequenos glitches em alguns sprites do mapa e no background semi-transparente de algumas fases aquáticas, no entanto estou dando o benefício da dúvida ao pack gráfico visto que tive que aplicá-lo manualmente na ROM original e suspeito que posso ter feito alguma caca durante o processo. De qualquer forma, zerei sem problemas 100% do jogo mais uma vez, liberando todas as suas 96 saídas em aproximadamente 4 horas.

    Enfim, se um dia você for revisitar esse clássico e quiser algo um pouquinho diferente mas ainda assim familiar, recomendo fortemente dar uma chance ao Super Mario World Redrawn (especialmente quando combinado com o filtro NTSC do blargg). Pra quem quiser ver um pouco mais, também fiz upload no Imgur de um álbum com diversas screenshots mostrando o pack gráfico em ação. Aproveitem!

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      tassio · 12 months ago · 2 pontos

      Esse NTSC blargg é bem legal mesmo.

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      danialmeida182 · 12 months ago · 2 pontos

      Ficou show. Mano, como eu odeio aquele inimigo magico. rs

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      tiagotrigger · 12 months ago · 2 pontos

      Aproveita e aplica a mudança das músicas, com o MSU1. Esse MSU-1 tem as músicas em qualidade alta. No SMW tem algumas legais e outras que prefiro a original (a música da fase de água, por exemplo).
      https://www.youtube.com/watch?v=Vxta_tvvXyg

  • mbc07 Mateus B. Cassiano
    2018-07-08 02:15:17 -0300 Thumb picture
    mbc07 checked-in to:
    Post by mbc07: <p>Check-out do joguinho de plataforma de um dos Yo
    PewDiePie: Legend of the Brofist

    Platform: PC
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    Check-out do joguinho de plataforma de um dos YouTubers mais famosos (e também controversos). Após muitas mortes e pouco mais de 10 horas de jogatina, meus resultados foram esses:

    Não acompanho o canal do PewDiePie mas sabia da existência do jogo devido às sugestões da Google Play Store, assistindo o trailer parecia ser apenas mais um indie pixelado de plataforma na multidão (algo a se evitar em smartphones, já que os controles no touch não ajudam), no entanto resolvi adicioná-lo na lista de desejos da Steam quando o port pra PC foi anunciado.

    Um pouco antes da Summer Sale desse ano o jogo entrou em promoção com um belo desconto, então resolvi dar uma chance. Apesar de não estar esperando nada de mais, o jogo foi uma surpresa positiva. A trilha sonora em chiptune agrada, existe co-op local para 2 jogadores, as cutscenes contam com voice-acting (incomum nesse tipo de jogo), os personagens e cenários são bem detalhados, existe uma porrada de referências e até mecânicas inspiradas em jogos clássicos e dá pra perceber que houve atenção especial até para os mínimos detalhes.

    O enredo segue uma linha um pouco clichê, resumidamente uma gangue de barris raptam todos os fãs do PewDiePie com o propósito de adquirir o poder do "Brofist legendário" e o YouTuber tem que salvá-los. Ao longo da jornada, outros YouTubers se juntam à aventura (e também são personagens jogáveis), entre eles Markiplier, CinnamonToastKen, JackSepticEye, Cryaotic e CutiePieMarzia.

    Cada fase pode ser finalizada em até 4 dificuldades diferentes, fácil, difícil, "mano" e modo Pug (liberado ao zerar o jogo), mas não se deixe enganar, o jogo é bem desafiador até mesmo na dificuldade fácil. Nos níveis de dificuldade mais elevados o que muda é a quantidade de inimigos na fase e o dano causado no seu personagem, enquanto no modo "mano" os checkpoints são completamente removidos e no modo Pug você não pode tomar nenhum hit (nem utilizar power-ups).

    Outro ponto interessante é a diversidade das fases, o jogo evita repetição alternando fases com jogabilidade diferenciada entre as fases de plataforma tradicionais, no geral cada nível sempre traz algo novo. Pra mim os destaques ficam com os níveis de sobrevivência, onde você deve manter seu personagem vivo por alguns minutos enquanto hordas e mais hordas de inimigos surgem na tela (a fase do metrô é a minha favorita!) e com as fases dos chefes, que são sempre diferentes umas das outras.

    Mesmo nas dificuldades mais baixas você precisará ter um bom timing, pois enrolar demais pra matar os inimigos ou pra chegar em determinada parte da fase provavelmente resultará em uma plataforma que você não consegue mais alcançar ou uma grande quantidade de inimigos acumulados vindo na sua direção, resultando em uma morte certa ou maiores dores de cabeça. 

    E no meio de todo esse caos, você encontrará a Snappie! Ela é uma câmera-polvo rosa que aparece uma vez por fase e tira automaticamente uma screenshot após 3 segundos, que pode ser salva ou compartilhada ao terminar o nível. As fotos tiradas acabam saindo na maioria cômicas, principalmente nas dificuldades mais altas, e da maneira que foi feito eu achei uma adição muito legal no jogo.

    Também existem colecionáveis espalhados nas fases na forma de patches, que conforme liberados vão formando uma galeria de arte do jogo, com todos os personagens e inimigos. Falando nos personagens, existe uma loja onde você pode comprá-los, assim como power-ups, após terem sido desbloqueados com o decorrer da história do jogo. Os power-ups variam entre ofensivos e defensivos e alguns são restritos apenas a personagens específicos. Também é possível dar um "upgrade" em um personagem já liberado aumentando sua vida máxima, através da compra de novos recipientes de corações .

    Para completar o pacote, cada personagem conta com um ou dois buddies (por exemplo, os pugs do casal caso esteja jogando com o PewDiePie ou CutiePieMarzia ou um olho verde com asas caso esteja jogando com o JackSepticEye) que sempre te acompanham nas fases e podem prevenir até 2 hits de dano ao se sacrificarem automaticamente quando você está prestes a morrer. Você também pode equipar simultaneamente até 2 power-ups pra usar a qualquer momento e que se recarregam conforme você mata inimigos. Embora ajudem bastante, não pensem que o jogo fica mais fácil, pois como comentei anteriormente, o jogo é desafiador até mesmo no fácil!

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    Enfim, PewDiePie: Legend of the Brofist é um jogo sensacional e eu o recomendo fortemente, mas apenas no PC (ou em algum console, caso seja portado pra eles algum dia). Embora eu tire o chapéu pra Outerminds por ter lançado primeiramente nos smartphones um jogo super divertido e bem polido, com um preço super justo (especialmente considerando a quantidade de fases e personagens jogáveis), sem as famigeradas micro-transações e grinding forçado (uma raridade nos dias de hoje), eu honestamente não consigo imaginar alguém zerando isso somente no touch sem passar raiva, muito menos nas dificuldades mais altas como no modo mano e no modo pug...

    8
  • mbc07 Mateus B. Cassiano
    2018-06-12 17:59:02 -0300 Thumb picture

    Ranking pessoal / review da E3 2018

    Ok, a E3 de 2018, no geral, foi mais fraca que a do ano anterior. A Nintendo Treehouse ainda vai rolar por mais uns dias mas as "conferências" já terminaram, depois de assistir todas, avaliando da melhor pra pior, esse é o meu ranking nesse ano:

    1) Microsoft
    2) PC Gaming Show
    3) Ubisoft
    4) Bethesda
    5) Sony
    6) Nintendo
    7) Devolver Digital
    8) Electronic Arts
    9) Square Enix

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    A maior surpresa foi a PC Gaming Show que mudou completamente, seguindo um ritmo constante de trailer atrás de trailer, às vezes com algum desenvolvedor subindo no palco pra fazer um comentário breve e sem enrolação, além de terem mostrado jogo pra todos os gostos ao invés de focar apenas no nicho RTS/MOBA/MMO que é predominante nos PCs. Nada de apresentador fazendo piada ou trocadilho sem graça como nas conferências chatas dos anos anteriores, nem 1823748348 propagandas de hardware a cada minuto, só teve um único anúncio de um cara da Acer (que não durou nem 30 segundos) e o apresentador fazendo uma menção rapidinha dos patrocinadores no final da conferência. Na minha opinião os destaques ficaram com a SEGA trazendo Yakuza Kiwami, Yakuza 0, Valkyria Chronicles 4, Shining Resonance: Refrain e Shenmue 1&2 pro PC e o indie Sable, que me surpreendeu com seu estilo gráfico muito bonito e trilha sonora foda.

    Não entendi pra que a Square Enix se deu ao trabalho de fazer uma conferência própria sendo que de inédito mesmo só tinham o trailer do jogo da Platinum Games (Babylon's Fall) e do The Quiet Man, visto que todo o resto já tinha vazado/sido confirmado antes da E3 ou já tinha aparecido na conferência das outras empresas.

    Microsoft foi a melhor nesse ano porque foi a que mais trouxe jogos (embora quase tudo que foi mostrado ali chegará em outras plataformas na mesma data do lançamento ou um pouco mais tarde, como sempre). Pra mim o destaque ficou com Devil May Cry 5, Battletoads e a DLC do Cuphead.

    A Nintendo começou bem mostrando uma meia dúzia de port e de DLC ou joguinhos inéditos pra Switch mas caiu na repetição de mais do mesmo (Pokémon Let's Go e outras coisas que já tinham mostrado na conferência da Ubisoft) e terminou no Smash Bros Ultimate, seguindo diretamente pra Treehouse. Não acho ruim dedicarem um tempo pro Smash Bros. Ultimate (e o jogo tá bem bacana), mas foi basicamente um Smash Bros Direct ao invés de algo nível E3, como no ano passado. Cadê os detalhes do online pago do Switch que já tá quase aí? Disseram que não abandonaram o 3DS mas cadê jogo novo/port/qualquer coisa?

    Continuando com o hall of shame, Sony teve a incrível ideia de trocar seu público de palco durante a conferência e deixar um povo tagarelando ao vivo enquanto isso acontecia. De novidade só teve o trailer novo do Death Stranding e Resident Evil 2 Remake e o gameplay de Ghost of Tsushima e The Last of Us 2, o resto era mais do mesmo (Spider-Man) ou joguinhos pra VR que pra mim foram irrelevantes ou não eram novidade.

    A Devolver Digital seguiu com a sua ótima conferência satírica, criticando pontos polêmicos ou controversos da indústria de jogos, como as loot boxes e jogos remasterizados. No entanto, trouxeram consideravelmente menos jogos que no ano anterior (apenas 3), onde haviam seguido pra uma transmissão de várias horas (no estilo da Nintendo Treehouse) com uma caralhada de indies após a conferência de 2017EDIT das 19h: OK, abri o site da Steam e estão fazendo uma transmissão nos mesmos moldes do ano anterior, inclusive os jogos mostrados entraram em promoção.

    A conferência da EA foi outra super fraca, um monte de jogo de esporte anual que eu não poderia me importar menos ou apenas mais do mesmo, fora as "novidades" do Anthem que só serviram pra baixar o meu hype. Unravel 2 pareceu apenas mais um plataforma com co-op mas felizmente tivemos o anúncio do Sea of Solitude, que foi o que salvou a conferência pra mim.

    Bethesda teve bons anúncios e fez bonito com o Fallout 76, embora ainda não tenham conseguido me convencer com a sua premissa sempre online. The Elder Scrolls Mobile vai ser mais um free to play entupido de micro-transações (BOO!) e o teaser do The Elder Scrolls 6 eu vi mais como um "já estamos fazendo mas vai demorar, parem de encher o saco" do que como um anúncio digno da franquia, mas paciência ¯\_(ツ)_/¯ , foi melhor que nada (eu acho).

    Por fim tivemos a Ubisoft, abrindo a conferência mais uma vez com o anúncio do próximo Just Dance (já virou clichê) e também não faltou o momento vergonha alheia de cada ano, dessa vez no anúncio do Trials Rising (precisava mesmo chamar um entregador de pizza e botar ele pra quebrar o palco?). O Assassins Creed Odyssey parece promissor, Beyond Good and Evil 2 teve mais um trailer levanta hype (mas de novo, puro CG) e também gostei do que vi no trailer de Transference.

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