massahiro

Escritor, game designer, jornalista, leitor e gamer compulsivo.

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  • massahiro Felipe Massahiro
    2014-07-25 11:11:21 -0300 Thumb picture

    Nightmare

    Recebi um e-mail da Bioware hoje de madrugada que com o título "You've been choosen." O conteúdo era simples, misterioso e uma jogada de marketing instigante e genial. A indústria de games traz muitas campanhas bastante criativas (lembram-se de The Secret World?).

    Enfim, tudo que recebi foi um vídeo e um texto: 

    "The time is near
    They are watching
    Your power is rising
    Cologne, Germany
    You’ve Been Chosen
    "

    Mais mistério. Cologne vai ser a sede da GamesCom desse ano que acontece em agosto. 

    Seria essa uma chamada da Bioware e da EA convidando todos para a GamesCom em um novo IP da empresa?

    Por enquanto o mistério continua, mas o trailer, como já é de se esperar da Bioware, nada mais é do que fantástico, deixando a industria cinematográfica com bastante inveja.

    Confiram o trailer e acessem ao link no final do vídeo:

    5
    • Micro picture
      wreal · mais de 4 anos atrás · 0 pontos

      WHAAAAAAT!?
      É Biwoare, então será bom.

    • Micro picture
      massahiro · mais de 4 anos atrás · 0 pontos

      Tem EA... então resta dúvidas

    • Micro picture
      wreal · mais de 4 anos atrás · 0 pontos

      Problema da EA são os executivos. Os estúdios são excelentes, principalmente a Bioware. Pode ver que por 2 anos seguidos ela ganhou o prêmio de pior empresa americana por causa de suas atitudes com o consumidor.

  • massahiro Felipe Massahiro
    2014-07-21 12:38:10 -0300 Thumb picture

    A comunidade brasileira nos jogos online

    Esse assunto não é qualquer novidade. Jogo jogos online há muitos anos, nasci no servidor da Mystara de Ultima Online, ingressei no Ragnarok Online ainda em alpha no servidor internacional e, durante esse tempo, experimentei uma série de MMOs e atualmente, jogo League of Legends.

    Uma coisa que reparei durante todo esse tempo é a evolução – ou degradação – da comunidade brasileira dentro de jogos online. A fama não é uma surpresa para os jogadores que já estiverem em diversos servidores estrangeiros com uma quantidade significante de brasileiros. O famoso “hu3hu3hu3” não é algo exclusivo de League of Legends. Os trolls como são conhecidos, não são exceção para nós, tornando os bons jogadores – e não me refiro a jogadores bons no jogo, mas sim educados – uma exceção a regra.

    Escrevo esse artigo não como uma reclamação, mas como uma forma de reflexão a entender o motivo por esse avanço negativo na cultura brasileira de jogos online.

    Quando iniciei em Ultima Online, que devo ter jogado por mais de 200 horas na época, não haviam muitos trolls, mesmo porque a mecânica do jogo trazia uma liberdade muito interessante. Ou você podia matar outros players (PKs), defender os players (APKs) ou simplesmente viver a sua vida como quisesse. Isso possibilitou a criação de inúmeros grupos que hora se ajudavam, hora se matavam. Uma guild PK poderia dominar uma cidade com diversos players iniciantes, matando-os e roubando-os constantemente, até que uma guild APK viesse para trazer justiça e libertar a cidade.

    Mesmo com uma mecânica livre, a ausência de muitos trolls também pode ser atribuída a outro fator: na década de 90 jogos online não eram uma “febre” como é hoje em dia. O acesso a esses jogos era muito restrito e quem podia ter uma internet conectada a maior parte do tempo por um modem 14k ou 56k era bastante difícil. Não creio que muitos entrariam em jogos hoje para “trollar” sabendo que a conta de telefone chegaria em torno dos 300 reais. E acreditem, na época tive discussões feias com a minha família por causa do uso da linha telefônica.

    Já no Ragnarok Online, os brasileiros formaram uma comunidade híbrida. Haviam aqueles que se ajudavam e, inclusive, estrangeiros que pertenciam a grupos de brasileiros que procuravam auxiliar com tudo que podiam. Nesse período eu conheci muitas pessoas que, inclusive, migraram para o servidor nacional quando lançou.

    Lembrar desse período é estranho hoje, especialmente quando a fama dos brasileiros mudou tanto. Hoje participo de diversas comunidades estrangeiras de gamers e notei como vem sendo difícil, dentro de jogos MMOs, para um brasileiro ser reconhecido como exceção à regra da falta de respeito tão característico.

    Não é de hoje que constantemente me pergunto o motivo para tamanha falta de respeito com outros jogadores. Pensei em diversos motivos, mas alguns deles me chamaram a atenção e todos, ou pelo menos a grande maioria, acaba se voltando ao ambiente externo da realidade brasileira.

    O primeiro motivo vejo como a falta de impunidade. Não é uma questão da falta de impunidade interna a um jogo que pode muito bem existir, mas me refiro ao ambiente externo. Vivemos a princípio em um país onde a impunidade é uma realidade constante e não uma exceção a falha de um sistema judiciário.

    Intolerância e falta de opinião seriam outros bons motivos para tamanha falta de educação. É simples, se você é comandado por líderes que estão, em sua maioria, indiferentes com a condição dos liderados, porque você deveria se importar com os outros? Se você não consegue o que quer, é melhor literalmente ferrar com a diversão de todos os outros. Esse comportamento prejudica muitos jogos que necessitam de equipe. Vide League of Legends e Dota 2.

    Brasileiro busca diversão para si e não diversão para todos. Some aos três motivos anteriores e essa é um excelente novo tópico. Se eu não posso me divertir, ninguém mais pode. É simples, “eu quero prejudicar os outros porque é legal e aqui ninguém pode me prejudicar, qualquer coisa eu crio outro conta.” Não há o sentimento de solidariedade, de conseguir se divertir com os outros. Lembram-se disso aqui: “A bola é minha e se eu tiver que ficar no gol levo ela embora”? Isso expressa bem o que é a comunidade brasileira nos jogos online hoje em dia.

    O ambiente externo, ou seja, um ambiente em que a intolerância e realidade, a impunidade um fato constante e os líderes, irresponsáveis pelo bem estar de outros, faz com que o comportamento dentro de um jogo online, onde a princípio é algo livre de qualquer regra, lei ou liderança, o próprio jogador possa fazer aquilo que não consegue em seu cotidiano: ser como seus líderes.

    Muitos estudos apontam para os jogos como uma forma de relaxamento, uma fuga da realidade que permite liberdades impossíveis no mundo real. Nada mais verdade, no entanto quando colocamos o universo online as regras sofrem algumas mudanças que não foram acompanhadas por muitos jogadores.

    Alguém se lembra do “quem perder passa o controle e quem ganhar mais de 3 vezes seguida também”? Essa regra criada por necessidade gerava conflitos, mas na grande maioria, os amigos se revezavam tranquilamente e se divertiam. Estavam lá, lado a lado para se divertir juntos. A impessoalidade, proporcionada pela internet com estranhos distanciou essas regras “da casa”. Hoje em dia o controle é meu e faço com ele o que quiser (olha a bola aí!).

    Eu vejo os jogos online como uma maneira nova de se estudar o crescimento de comunidade. O universo online (sejam em jogos ou mesmo em redes sociais) proporcionam a comunicação e relacionamento entre pessoas de todo o mundo, não apenas no Brasil. E é justamente essa liberdade que acarreta problemas.

    O brasileiro não sabe lidar com a liberdade. Não somos uma cultura – aliás, não existe cultura puramente brasileira e isso é muito bom, somos uma miscigenação que aprendeu a conviver uns com os outros em certa escala – com tradição de liberdade. Ainda estamos aprendendo. Perguntem para qualquer especialista de história ou política, o Brasil é um país que ainda engatinha. Por quê? Simples, acabamos de sair de uma ditadura. Mais de 25 anos pode parecer muito tempo, mas não é. Tente mudar a cultura de uma nação tão misturada quanto é o Brasil, e verá que é um processo bastante dispendioso.

    A tendência para o amanhã é piorar e muito, até melhorar. Vejam o nosso governo, vejam os nossos chefes, vejam os nossos colegas de serviço. Sempre existirá aquele que se aproveita além da liberdade dada para prejudicar os outros. SEMPRE, mas até que o geral se torne exceção, cabe aos poucos jogadores brasileiros educados a tolerar essa transição que, muito provavelmente, não veremos tão cedo.

    Além de tudo, vejo um outro problema, o brasileiro em geral enxerga os jogos apenas como um jogo. Isso é em qualquer lugar do mundo, no entanto quando voltamos o olhar para o mercado de jogos, em especial os jogos online, em muitos países é visto como um esporte não diferente de futebol.

    Os eSports estão entrando no Brasil e, nesses últimos anos, vimos essa profissão se consolidando, apesar de grandes preconceitos e falta de incentivo, como o é com qualquer outro esporte tradicional em território nacional. A cultura está mudando a passos rastejantes, mas em direção a uma visão mais séria dessa modalidade. Ao passo que as novas gerações aprendem a lidar com a liberdade, também aprenderão – assim espero – a lidar com a diversão de todos, de que o que é bom para um em um jogo online talvez não seja tanto assim.

    Aprender a aceitar os outros em um universo livre, a respeitar e ser o minimamente educado, ainda é uma arte que, apesar de demorar, não é impossível. A chegada dos eSports no Brasil que antes era muito restrito e hoje até a ESPN transmite esses campeonatos, prova que caminhamos para uma direção promissora.

    Lentamente, mas estamos aí.

    Trolls sempre irão existir, sejam nas fábulas (Hu3Hu3Hu3) ou nos jogos, isso é universal, mas quando eles se tornarem minoria, jogar ao lado de compatriotas em jogos online, será um prazer inestimável e poderemos, aqueles poucos respeitosos, lembrar-nos de uma época onde era enervante jogar em servidores com brasileiros.

    2
  • massahiro Felipe Massahiro
    2014-07-14 15:34:49 -0300 Thumb picture
    massahiro fez um check-in em:
    Tentando terminar esse treco... comecei mais de 10 - Alvanista
    Kingdoms of Amalur: Reckoning

    Plataforma: PC
    976 Jogadores
    50 Check-ins

    Tentando terminar esse treco... comecei mais de 10 vezes, no PC e no PS3... uma hora eu tenho que terminar, pelo menos a main story D=

    0
  • massahiro Felipe Massahiro
    2014-07-14 15:30:28 -0300 Thumb picture

    Garrus na nova temporada de Doctor Who?

    Não acompanho o novo Doctor Who, mas assisti a alguns episódios da antiga série que passava no canal Multishow, se não me falha a memória.

    Muitos amigos me indicaram a essa série, mas como não sou muito de assistir séries, filmes e afins, é meio complicado eu seguir alguma coisa do começo ao fim... a não ser que já tenha terminado.

    Contudo, após ver a matéria na Polygon e assistir ao trailer, fiquei bastante curioso. É interessante ver um personagem, ainda que não seja oficial até agora, de um jogo famoso que mudou bastante o contexto de Sci-Fi nos games de hoje, especialmente com um universo, história e imersão já bastante conhecida de Mass Effect, indo às séries... ainda que possa ser apenas uma cópia descarada do senhor Garrus.

    Fonte: Polygon

    Mass Effect

    Plataforma: PC
    2324 Jogadores
    194 Check-ins

    0
  • massahiro Felipe Massahiro
    2014-07-14 11:14:16 -0300 Thumb picture

    Sejam bem vindos!

    Para todos que estão lendo isso - seja por curiosidade, milagre ou mera coincidência (apesar de não acreditar nisso), - Sejam bem vindos a minha página aqui no Alvanista.

    Meu nome é Felipe Massahiro, sou escritor de romances, contos, roteiros para animações e games, além de, atualmente, cursar Jornalismo. Também cursei Design de Games, tendo realizado alguns projetos acadêmicos e ainda discutir com velhos amigos em uma mesa de bar sobre possíveis jogos (quem sabe um dia um deles saia de nossas cabeças), também passei por Engenharia da Computação e Ciências da Computação, apesar de programação não ser exatamente meu forte. Sempre gostei do ofício da escrita.

    Trabalhei como redator publicitário, coordenador de criação em redação para uma pequena agência de marketing digital e auxiliei em desenvolvimento de estratégias para campanhas de clientes. Também sou autor de dois contos publicados, um pela editora Andross sob a antologia "Entrelinhas" e o segundo pelo curso de letras da PUC-Campinas "Kyrial".

    Hoje estou me ocupando com o Alvanista enquanto jogo e procuro por um novo emprego, também realizando um projeto de um jogo para ver se sai da cabeça para o papel, pelo menos.

    Sempre fui viciado em games e literatura, então comecei a unir as duas coisas já há algum tempo, no meu próprio perfil no Facebook e um antigo e pequeno blog que alimentei-o por algumas semanas. Normalmente me pedem opiniões sobre algum jogo (ainda que eu não o tenha jogado... O.o pois é) já que games sempre foi também um objeto de pesquisa para saciar minhas curiosidades.

    A tecnologia me fascina, mas os games são como uma obsessão. A estrutura narrativa, a interatividade gerada por uma mecânica, a imersão e a suspensão do descrédito, me fizeram ver nos games o futuro para muitos mercados. A prova disso está nos chamados "serious games". A descoberta de uma possível solução para a cura do vírus da Aids foi avançada drasticamente por causa de um jogo - segundo uma palestra da Microsoft com o Alex Games.

    Não apenas isso, mas os games são utilizados na medicina para auxiliar em tratamentos, as escolas passaram a ver nos games o futuro da educação... vide o infográfico e os games faturam relativamente mais em relação ao cinema hollywoodiano.

    Outra grande mudança provocada pelos games na cultura mundial é na área da publicidade. A interatividade em campanhas publicitárias que transcendem o universo online-offline estão cada vez maiores. Não é a toa que quando falamos de convergência de mídia e transmídia, a interatividade e comunicação entre as mídias acabam destacando os games, cinema e quadrinhos. Nunca antes os gamers foram tão requisitado em diferentes áreas do mercado.

    Vou aproveitar esse espaço para colocar minhas reviews, críticas e novidades. As reviews serão as mesmas que coloco ocasionalmente na minha conta Steam. As críticas e novidades serão exclusivas para esse espaço (ou até eu ter saco de criar um blog, um portal ou fanpage... ou quem sabe, até ser contratado por um veículo da área, não?). 

    Devo lembrá-los a todos que reviews são opiniões expressas por um autor que se fundamenta sob aquilo que foi jogado. Muitas vezes uma review pode divergir da opinião de outros jogadores. Esse é o charme desse universo, não é mesmo? 

    Por isso mesmo, fiquem todos livres para comentar e expressas suas opiniões a respeito, afinal, esse espaço é para isso!

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