2017-08-21 09:52:35 -0300 2017-08-21 09:52:35 -0300
anduzerandu MardoNES

Registro de finalizações: Perfect Dark

Zerado dia 18/08/17

Sem tempo pra postar aqui no Alvanista, estou atrasando meus registros em dias! Esse mesmo eu fechei na sexta, mas por conta da rotina e tempo que leva pra fazer esse tipo de postagem (e que eu poderia estar usando em casa pra continuar algum jogo) a postagem só saiu hoje, na segunda-feira.

Bom, Rare Replay no XONE mais uma vez me permitindo jogar coisas antigas que eu tenho vergonha de dizer que nunca experimentei ou terminei e dessa vez foi a chance de Perfect Dark, um jogo de N64.

A verdade é que qualquer um pode emular esse jogo hoje em dia no computador, mas tem algo que não me apetece em jogar FPSs antigos e eu tinha a impressão que esse jogo, por algum motivo, tinha envelhecido bem mal. 

Acho que tenho mesmo algum problema com esse gênero quando falamos em jogos da época.

Eu definitivamente estava sendo bem ignorante em relação a PD e não sabia o que estava perdendo. Primeiro que ele saiu 3 anos depois do jogo do James Bond, segundo que a versão de Xbox 360 é um remaster bem bonito, incluindo o uso bem bacana dos dois analógicos do controle e terceiro, que é um jogo super interessante e que merece muito ser jogado.

Acho que finalmente entendi o fascínio de um amigo com esse jogo.

No início, PD já grita ser um título da Rare com toda aquela movimentação e engine, designe das fases, armas, TUDO! E isso inclui aquelas faces realistas dos personagens que são super legais e todo mundo ter mãos fechadas o tempo inteiro.

Assim como no 007, você escolhe uma fase, um dos três níveis de dificuldade e segue cumprindo objetivos e explorando os locais e matando um bocado de gente.

No caso do Goldeneye, eu lembro que jogava com uns 12 anos de idade e não manjava muito de inglês, o que sempre dificultava um pouco entender meus objetivos, que as vezes envolvem coletar alguma coisa ou ativa rum botão, ou se encontrar com alguém ou fazer algo dentro de algum tempo, como chegar a algum lugar ou escapar da fase voltando ao seu início. Inclusive, ainda lembro de um em específico: "Rendezvous with the scientists". Isso não estava incluído no dicionário barato que eu tinha haha.

Hoje eu sou professor de inglês, mas as dificuldades de entender os objetivos continuam e não por conta da linguagem em si, mas por muitos deles serem bem vagos: "ative tal dispositivo". O jeito é andar pela fase até achar alguma coisa.

O problema pra mim é que várias mecânicas não são muito comuns e o jogo sai bastante do que o gênero FPS se tornou, sendo bem focado em exploração, falhar missão por destruir algo ou ser visto e porque as vezes você tem que acessar um menu para selecionar itens que não são armas para poder equipá-los e usá-los.

Em uma das fases mesmo, eu deveria destruir uma antena pequena, tipo de TV por assinatura. Tinha um botão para abaixá-la e eu não entendia o porquê, sendo que eu poderia atirar de longe numa boa. Gastei bastante munição, inclusive bombas e lança-granadas e nada, procurei botões e fiquei andando pelo cenário e nada.

Quando eu finalmente achei a solução: apertar RB, selecionar uma bomba que gruda e colar em um painel de controle. Bem bizarro.

Outras vezes parece que você já viu tudo na missão, mas eras depois acha um botão que abre uma zona nova e o final da dela.

As missões estão todas conectadas por um enredo bem bacana, mesmo sendo meio corrido as vezes e envolve um futuro em que a espiã Joanna Dark se infiltra em bases e prédios e descobre conspirações e alienígenas.

Um desses aliens é Elvis, um ET bem clichê e metido a engraçado que quebra um pouco o clima sério e realista do jogo, que logo se torna algo meio diferente do que eu imaginava também com as primeiras missões, mas você se acostuma quando entende como tudo funciona.

O enredo te prende bastante e os personagens são interessantes, importantes e claro, dublados! É muito amor.

As fases parecem grande a primeira vista, tomando cuidado pra não morrer e explorando pelos objetivos, mas logo tudo se mostra bem rápido, ainda mais quando você tem que refazer a missão por qualquer motivo. Cada fase pode ser dividida em partes, e cada com 3 objetivos. Geralmente isso acontece quando a missão em si vai mais além, como na Area 51, que você explora o lado de fora pra tentar entrar e finalmente consegue. A fase seguinte, é dentro da base (conta como a mesma missão) e depois tem outra saindo do local. Ainda assim, muitas delas são apenas os três objetivos e já se inicia a próxima missão.

No total são 9 delas, e a maioria é de apenas uma fase e seus três objetivos.

Resumindo: Perfect Dark é um FPS interessante, coisa difícil de se ver ultimamente. Uma ótima experiência pra voltar de vez em quando e um jogo quase que obrigatório pra quem nunca jogou. Vale lembrar que é um título baseado em exploração e no próprio enredo. A aventura toda não é muito grande e nem difícil (mas pode ser se você quiser). Eu mesmo deixei o Auto Aim (que já vem habilitado por default) ligado, só pra dar um feeling mais N64. 007 Goldeneye é bom pra caramba, mas PD é incrivelmente único!

De bom: jogo bonito e bem fluído. Grande arsenal de armas. Objetivos diferentes, assim como cada missão. Não há aquele sentimento de claustrofobia como imaginei que teria. Jogo bem balanceado em relação a fases abertas e fechadas e uma boa sensação de liberdade, inclusive ao pilotar umas motos voadoras. Enredo muito legal e "mind-blowing". Fases pequenas e tranquilas assim que você as aprende. Fases extras depois de zerar. Modo multiplayer. Tem uma fase que é pela cidade ao estilo Blade Runner que é muito massa!

De ruim: objetivos nem sempre muito claros e que você vai ter que jogar e rejogar as vezes pra saber. Achei algumas partes meio corridas e sem muita lógica, como em uma fase que você está disfarçado de aeromoça e o avião cai. Na fase seguinte você acorda no gelo e com roupa de frio.

No geral, amei o jogo de verdade. Possivelmente o melhor do gênero daquela geração. Rare Replay está me propiciando muitos bons momentos e até nostálgicos, mesmo com jogos que joguei só agora pela primeira vez. Espero que Perfect Dark 2 seja tão incrível como esse foi! Jogão!

Perfect Dark

Plataforma: XBOX 360
145 Jogadores
7 Check-ins

8
  • Micro picture
    leopoldino · mais de 1 ano atrás · 2 pontos

    Tenho acompanhado as suas postagens e tô achando que você não vai se desfazer do XONE.

    3 respostas
  • Micro picture
    mardones · mais de 1 ano atrás · 2 pontos

    Se tem um jogo que me faria comprar um Xbox one, esse é o Rare replay

    4 respostas
Continuar lendo → Reduzir ←
Carregando...