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  • _gustavo Luis Gustavo Da Luz
    2019-11-13 15:24:40 -0200 Thumb picture
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    _gustavo checked-in to:
    Post by _gustavo: <p>Um update hoje no Gunvolt de 350mb, adicionou vá
    Gunvolt Chronicles: Luminous Avenger iX

    Platform: PC
    3 Players
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    Um update hoje no Gunvolt de 350mb, adicionou vários idiomas, incluindo PT-BR, se chegou no PC, acredito que chegou pros consoles tb o/

    @manoelnsn

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      manoelnsn · about 2 hours ago · 1 ponto

      Ae, bom saber!

  • manoelnsn Manoel Nogueira
    2019-11-12 20:29:50 -0200 Thumb picture
    manoelnsn checked-in to:
    Post by manoelnsn: <p>Quanto tempo de jogo? Sei lá, essa coisa não mar
    EarthBound

    Platform: SNES
    1448 Players
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    Quanto tempo de jogo? Sei lá, essa coisa não marca tempo...

    E as maluquices continuam... Desta vez numa cidade tomada por punks, onde depois de quebrar a cara do líder deles, cheguei num lugar onde tem... Uma pegada gigante? Que adicionou uma música sabe se lá aonde?

    Depois disso cheguei na próxima cidade, onde finalmente parece estar Paula, a próxima membro da party. Mas pra chegar nela tive que dar dinheiro pra um garoto gordo, cujo rato me deu um telefone pai de santo (que só recebe) e depois ganhei um item que destruiu um lápis cromado que estava bloqueando meu caminho...

    E nesse meio tempo também detonei esse Alceu Valença gordo aí...

    E também temos esse Tio San que surge de uma hora pra outra pra tirar fotos do Ness. Com certeza a erva que a galera da Nintendo fumou pra fazer esse negócio foi das pesadas...

    Mas essa não está sendo uma parte ruim do jogo, já que é tudo bem inusitado e talz. A pior parte do game até agora se dá por conta desse sistema de batalha de merda. Não é por ele ser em primeira pessoa e sim por ter a mania terrivelmente irritante de FALHAR hits normais, coisa que não acontece nem com DQ do NES, o que pode tornar as batalhas terrivelmente maçantes. 

    O fato das batalhas não serem random e o aparecimento de inimigos no mapa para poder interagir ser totalmente aleatório também atrapalha na hora do grinding, o que me faz querer pular combates ao invés de lutá-los, coisa que é extremamente rara de acontecer em um JRPG pra mim. Enfim, vou desligar a música do game, ligar o Netinho de Paula e grindar feito um condenado mesmo assim, pra acabar essa trolha o mais rápido possível, ahuahuaha

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      lukenakama · about 21 hours ago · 2 pontos

      O sistema de combate é diferente, mas chato pois é muito nrg, nem tenta usar a maioria das magias pois tu vai errar com certeza.
      E eu curto os inimigos aparecerem no mapa, só que mais pra frente tem uns que não dá pra correr de jeito nenhum, eles ficam muito rápidos.

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      reasel · about 21 hours ago · 2 pontos

      haja paciência pra esse ai hihi

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      emphighwind · about 20 hours ago · 2 pontos

      Pior que não lembro da hit rate ser tão ruim assim quando eu joguei.

      5 replies
  • manoelnsn Manoel Nogueira
    2019-11-11 22:48:50 -0200 Thumb picture
    manoelnsn checked-in to:
    Post by manoelnsn: <p>Tá aí um jogo que nunca tive a menor vontade de
    EarthBound

    Platform: SNES
    1448 Players
    223 Check-ins

    Tá aí um jogo que nunca tive a menor vontade de jogar, mesmo ele sendo um dos RPGs mais famosos do SNES e até o @grindingcast ter um podcast sobre ele... Isso porque tendo a ter asco de children adventures, já que além delas tenderem ou a ser bobinhas demais ou a serem prepotentes pra caralho, JRPGs precisam de protagonistas mais velhos e não mais novos do que os teenagers que costumam ser padrão!

    Mas como escasquetei de maratonar os filmes do Ghibli e nessa brincadeira já vi umas duas child adventures e não me matei (no caso Kiki e Laputa que pariu), bora aproveitar o embalo e jogar logo essa bijursca!

    De cara, gostei dos discos voadores soltando raios do começo do jogo, e depois na tela de nomear os personagens ter uma opção "don't care" porque eu realmente não dou a mínima pra essa parte, todo personagem devia ter um nome por default, detesto customizações até nessas horas, ahauhaua

    A história começa com Ness, aquele fedelho do Smash Bros, acordando de noite por causa de um barulho, no caso um meteoro que caiu na sua vizinhança. Depois de um tempo seu amigo gordo loser aparece e ele sai pra investigar junto com o amigo gordo loser e seu cachorro mais loser ainda (já que o bicho não faz nada nas batalhas), e no meio do caminho encontram corvos de óculos escuros que parecem uma mistura do Jubileu do Pica Pau com o Zé Bonitinho da Praça é Nossa...

    Depois, ao chegarem no meteorito SURGE UM MOSQUITO QUE VEIO DO FUTURO E FALA PRO NESS QUE ELE TEM QUE JUNTAR COMPANHEIROS PRA PODER DERROTAR O GYGAS, E DAÍ APARECE UM ROBÔ DE METAL QUE PARECE TER SAÍDO DO FILME "O DIA EM QUE A TERRA PAROU"...

    E NA BATALHA O MOSQUITO MATA O ROBÔ CROMADO DO FUTURO EM 3 HITS, DAÍ NESS VOLTA PRA CASA DO AMIGO GORDO LOSER PRA DEIXAR ELE E O IRMÃO MAIS LOSER AINDA EM SEGURANÇA, QUANDO DE REPENTE A MÃE DO AMIGO GORDO LOSER QUE TEM UMA CARA DE PSICOPATA MATA O MOSQUITO COM UM ÚNICO TABEFE!

    ESSA PORRA É TÃO PIRADA QUE NÃO CONSIGO DESCREVÊ-LA SEM SER USANDO CAIXA ALTA! Não é raiva nem alegria, é só uma exacerbação da maluquice que esse começo de jogo foi. Também tem outras loucuras, como tu ligar pro seu pai pra poder salvar e pedir dinheiro, e pelo que já vi desse jogo net afora (inclusive no vídeo do AVGN) a coisa só piora. Anyway, o jeito é continuar jogando pra ver no que vai dar, por hora é um jogo inusitadamente maluco... Bem maluco, e só nisso já se sai melhor que muita porcaria 32 bits que joguei por aí...

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      lukenakama · 1 day ago · 3 pontos

      Tu vai adorar, na moral.

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      mateusfv · 2 days ago · 2 pontos

      "Mistura de jubileu do pica pau com zé bonitinho da praça é nossa" foi uma frase que fez eu rir pra caralho kkk.

      Eu joguei até a parte que vc chega no meteoro ai parei kkk, é um jogo que parece legal, porém o fato da glr hypar demais me dá certo asco, mas um dia ainda jogo pra ver

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      vinicios_santana · 2 days ago · 2 pontos

      Esse não tive paciência tbm

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  • manoelnsn Manoel Nogueira
    2019-11-11 22:09:37 -0200 Thumb picture
    manoelnsn checked-in to:
    Post by manoelnsn: <p>Outro dos RPGs que eu tinha na lista que peguei
    Summon Night: Swordcraft Story

    Platform: Gameboy Advance
    447 Players
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    Outro dos RPGs que eu tinha na lista que peguei pra testar...

    E caralhos, que jogo divertido! Logo no começo tu pode escolher o sexo do protagonista, fui com a menina porque a maioria dos vídeos de walktrought que vi no youtube foram com o moleque, daí vai ser interessante comparar as diferenças nos diálogos depois.

    Os portraits são bem expressivos, a trilha sonora é bem animada e os sprites são bem feitinhos e talz. Logo no começo, quando a protagonista invoca uma espécie de guardião que o ajuda nas batalhas eu já rolei no chão de rir, huahaua

    Porque ela invocou essa dona, a Sugar, que encasquetou que a coitada é a noiva dela, hauahuahuahuaha

    Pelo visto o pai da protagonista (um cara bem famoso mundo afora) era parceiro dela a prometeu que seu filho se casaria com a mesma. Engraçado que tava vendo os diálogos com o protagonista masculino e a Sugar não se insinua tanto assim pra ele quando pra ela, huahauha

    Anyway, o sistema de combate é em ação, as batalhas são random e o jogo tem um sistema bem interessante de craft de itens. Não chega a ser um Atelier da vida, mas dá pra ficar um bom tempo craftando ainda mais que, pelo que vi, o jogo é bem curtinho.

    Entrei no torneio e venci a primeira batalha, vou dar uma escarafunchada na dungeon e craftar mais alguns itens XD

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      roberto_monteiro · 2 days ago · 2 pontos

      Esse eu já comecei e parei umas 4 vezes jahahha

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      mateusfv · 2 days ago · 2 pontos

      Esse ai eu zerei ano passado ou retrasado, não me lembro agora kkkk, ele é bem divertido mesmo e a Sugar faz umas boas piadas mesmo com o MC Masculino (mas ela é realmente mais tarada na feminina kk) engraçado que na realidade o jogo pode te dar 1 de 4 guardians diferentes dependendo de como vc responde as perguntas de um cara lá no começo do jogo, mas a gente respondeu parecido pra igual pra ter pego a mesma kkk.

      O plot dele é bem qualquer coisa e me lembra demais Naruto, tanto que se ver meus check-ins dele comentei sobre isso kkk, ele é bem curto então é uma boa de jogar ele, o 2 é um dos jogos mais bonitos do GBA e melhora algumas coisas, o plot fica mais legal e não é cópia descarada de um shounem qualquer kkk, nele da pra ter uma sucubus como guardian, só que o jogo deixa bem mais claro que guardian vc vai escolher.

      Única coisa que acho meio mal é que os únicos jogos da série que foram oficialmente trazidos pra cá foram esses SwordCraft Story que são spin offs da série principal, no 2 tem uns cameos de personagens da série principal que só fui saber depois que acabei o jogo kkk, queria ter feito uma critica dos 2 jogos na época mais hj em dia lembro bem poucos de ambos XD

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      carlospenajr · 2 days ago · 2 pontos

      Nossa, esse jogo eu fechei a uns 10 anos, no emulador de GBA pro PSP XD
      Não lembro de ter feito o caminho da mina, mas quem sabe um dia eu não retorne nele e faça essa versão :P

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  • manoelnsn Manoel Nogueira
    2019-11-11 21:55:32 -0200 Thumb picture
    manoelnsn checked-in to:
    Post by manoelnsn: <p>Lembrei que esse jogo existe, baixei a ISO pra t
    Skies of Arcadia Legends

    Platform: Gamecube
    239 Players
    9 Check-ins

    Lembrei que esse jogo existe, baixei a ISO pra testar no golfinho...

    E parei alguns minutos depois... Primeiro porque o jogo envelheceu muito mal e eu tava me sentindo jogando os primeiros full 3D que saíram e que não se basearam em Super Mario 64, afinal ele é um port direto do Dreamcast, e não mexeram em muita coisa do original pelo visto, como por exemplo os personagens não mexem a boca nas cutscenes...

    Segundo porque as batalhas são lentas pra cacete, até me lembraram Final Fantasy IX e Grandia... E além disso ele tem encontros random, o que nunca é um casamento muito bom...

    E terceiro porque eu tenho outros RPGs pra jogar, e que foram bem mais agradáveis à primeira vista (traduzindo: são em sprites). Então, os piratas bonzinhos vão voltar pra geladeira, uma hora que eu me lembrar de novo dele eu tento terminar...

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      mateusfv · 2 days ago · 2 pontos

      Bem o jogo tá relacionado com a Sega então não é preciso dizer muito kkk

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      carlospenajr · 2 days ago · 2 pontos

      Esse é um que eu to devendo pra jogar ainda, foda que tem muita coisa prioritária, mas ainda dou uma chance pra ele :P

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      marlonildo · 2 days ago · 2 pontos

      A história dos piratas bonzinhos é bem clichê, e as batalhas lentas do jeito que vc falou, mas depois dá uma chancezinha, no fim eu curti. Apesar que eu curto o Grandia também rs
      As batalhas de barcos eram legais até onde eu lembro

      1 reply
  • manoelnsn Manoel Nogueira
    2019-11-11 17:55:50 -0200 Thumb picture
    manoelnsn checked-in to:
    Post by manoelnsn: <p>E... Finalizado!</p><p>#img#[670010]</p><p>Foram
    Super Robot Taisen OG Saga: Mugen no Frontier EXCEED

    Platform: Nintendo DS
    39 Players
    5 Check-ins

    E... Finalizado!

    Foram 37 horas, quase 10 a mais que o primeiro jogo. E não foi só no tempo de gameplay que essa continuação foi melhor, foi MUITA coisa que eles melhoraram aqui, tantas que nem dá pra falar num único check-in, daí amanhã eu faço uma review explicando melhor XD

    A história continua bem maluca, mas ela está mais organizada que a do primeiro, já que tu tem um inimigo em comum logo no começo e talz, e seus adversários do jogo anterior viram seus aliados, o que é bem legal. Como tem personagem pra porra não deu pra desenvolver todos eles e o destaque acabou indo pro casal principal, a elfa peituda Neigi e o shura guerreiro Alady.

    Sem contar que o Alady tem um especial em que ele, junto com um robô gigante, chutam os inimigos pra uma montanha e fazem a mesma explodir! Quer coisa mais épica do que isso? ahauhauha

    Dos personagens convidados a que mais gostei foi a Momo, afinal sou fã de Xenosaga e ver ela bem comportada interagindo com essas donas seminuas foi hilário, ainda mais quando ela ativou o modo "mahou shoujo" dela do primeiro EP01 e todo mundo ficou com poker face, ahauhauhauhaua

    E os comentários da Ashen estavam mais estoicos e hilários do que nunca, ahuahuahuahuaha

    Por fim, é um ótimo jogo, gostaria de agradecer pessoalmente a galera que traduziu essa maravilha pra nós, pobres mortais que não sabemos ler japonês. E que venha o próximo RPG!

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  • 2019-11-09 14:48:43 -0200 Thumb picture
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    O que é JRPG?

    Medium 3756294 featured image

    O que é um JRPG? Essa pode parecer uma pergunta muito trivial e a resposta para a mesma deve estar na ponta da língua de muita gente: JRPG seria a abreviatura de japanese role-playing game, ou seja: um jogo de RPG feito em terras nipônicas. Entretanto, o buraco é bem mais embaixo, e uma solução mais completa para essa questão exige um pouco mais do que apenas bom senso. Pensando nisso, nós, do Grindingcast, decidimos optar por este artigo, e através dele explicar de uma maneira mais prática e simples de como definir esse subgênero do RPG eletrônico. Mas antes disso, viajemos um pouco no tempo pra descobrir e entender como tudo começou…

    Uma pequena introdução ao JRPG

    Os RPGs eletrônicos surgiram na tentativa dos programadores passarem as aventuras de Dungeons & Dragons para um ambiente virtual, e seu início foi em meados da década de 70, com destaque para Wizardry e Ultima, ambos lançados para os PCs da época. Com o advento dos videogames caseiros, não tardou muito para que também pensassem em portar jogos do tipo para os mesmos, e em 1986 surgia no Japão Dragon Quest que, apesar de não ser o primeiro RPG eletrônico feito por japoneses (já que coisas como Hylide surgiram antes), foi o primeiro a fazer um sucesso absurdo e a trazer as primeiras características que serviriam como base para o desenvolvimento de todo o subgênero nos anos vindouros.

    Capa da versão oriental de Dragon Quest (à esquerda) e da ocidental, chamada de Dragon Warrior (à direita), mostrando bem a diferente interpretação de uma aventura épica que cada lado do globo tinha

    Apesar de unir conceitos anteriormente usados em Wizardry e Ultima, Dragon Quest faz mais do que apenas um repeteco de ideias, pois constrói uma aventura épica de capa e espada bem colorida, e com monstros bem característicos desenhados por Akira Toriyama (hoje mundialmente conhecido por sua criação Dragon Ball), onde o jogador precisa salvar o mundo de um poderoso e maligno vilão. O sucesso do jogo foi tamanho que vários outros RPGs surgiram nos 8bits, como Final Fantasy (1987), Mother (1989), Phantasy Star (1987), Crystalis (1990), Ys: The Vanished Omens (1987), dentre tantos outros, que foram cada vez mais solidificando as características do que estava se tornando um subgênero próprio.

    Final Fantasy VI, um dos ápices criativos do gênero

    Com o advento dos 16 bits, em especial com o Super Nintendo, o RPG eletrônico japonês encontrou sua era de ouro, onde o subgênero adquire todas as suas principais características. As franquias advindas da geração anterior puderam explorar ao máximo as possibilidades do novo console, e várias outras surgiram, com os desenvolvedores abusando de sua criatividade, além de despertar os olhares de interesse do público ocidental. Dragon Quest veio com Dragon Quest V (1992) e Dragon Quest VI (1995), porém Final Fantasy chegou chutando o pau da barraca, mostrando que o RPG eletrônico também podia ser usado pra contar narrativas dramáticas com temas mais sérios, seja com Final Fantasy IV (1991) e principalmente Final Fantasy VI (1994). Outros jogos que saíram na geração foram Chrono Trigger (1995), Secret of Mana (1993), Super Mario RPG (1996), Terranigma (1995), Phantasy Star IV (1993), Earthbound (1994), dentre tantos outros que nos encantam e impressionam até hoje.

    Final Fantasy VII e suas summons que explodiram a cabeça de muita gente na época

    Na geração seguinte, especialmente com o console da Sony, o PlayStation, os RPGs japoneses finalmente alcançaram o patamar de jogos mainstream. Com o lançamento de Final Fantasy VII (1997) e seu sucesso absurdo, várias outros jogos foram sendo lançados, e agora aproveitando-se da nova tecnologia que permitia usar polígonos, que então prometiam ser o futuro. Suikoden II (1998), Valkyrie Profile (1999), Breath of Fire III (1997), Final Fantasy VIII (1999), Tales of Eternia (2000) são alguns dos títulos que representam bem essa época, que fizeram muitos adentrarem no gênero, inclusive aqui no Brasil (ainda mais ajudado pela pirataria desenfreada do PS1, onde se podia comprar jogos do console a preço de banana em qualquer camelô).

    Ar Tonelico III, um exemplo de franquia que se perdeu com o advento massivo da tecnologia

    Nas gerações seguintes, mais melhorias tecnológicas foram surgindo, contudo os JRPGs acabaram perdendo público. Outros gêneros de jogos eletrônicos passaram a contar narrativas mais densas, além de terem gameplays mais dinâmicos e intuitivos, o que fez com que coisas como Hack And Slash surgissem e agradassem um número enorme de jogadores. Infelizmente várias franquias de RPG japoneses não souberam utilizar a tecnologia a seu favor, e abriram mão da própria criatividade em prol de um possível lucro maior. Exemplos bons e ruins dessas gerações foram Persona 4 (2008), Atelier Iris (2004), Final Fantasy XIII (2009), Breath of Fire: Dragon Quarter (2002), Dragon Quest XI (2017), Tales of Zestiria (2015), Bravely Default (2012), entre tantos outros, que continuam sendo lançados (isso além de jogos independentes, como os indies), porém que não possuem a mesma lucratividade e appeal com o público como outrora.

    Xenoblade Chronicles, um bom exemplo de narrativa que os JRPGs ainda conseguem fazer

    Os JRPGs atualmente são apenas uma sombra do que foram, seja criativa ou lucrativamente. Empresas apostam em remakes de seus títulos antigos, outras lançam jogos todo ano para um número pequeno de jogadores, contudo cada vez mais o gênero vai se tornando nichado, tal como era nos tempos dos 8 bits. Contudo, antes de conjecturar o que levou a queda dos hoje chamados JRPGs (termo que se popularizou na geração do PS3/Xbox 360), precisamos entender o que leva um jogo a pertencer a esse subgênero. Como dito no começo desse artigo, JRPG não se resume a um selo de onde o jogo foi fabricado e sim a um conjunto de elementos que o diferem dos RPGs eletrônicos ocidentais, e após esse breve resumo de como os role playing games nipônicos se desenvolveram durante a história, vejamos o que leva um JRPG a ser um JRPG.

    Elementos definidores de um JRPG

    1 - Role play

    Role play é o aspecto mais importante de um RPG. Sem ele, as aventuras de Dungeons & Dragons só seriam um amontoado de pessoas jogando dados a esmo e falando coisas sem sentido, e quando o assunto é RPG eletrônico a coisa não é diferente, afinal role play é o faz de conta, a teatralidade, a interpretação que o jogador faz de seu personagem.

    “Mas role play não seria algo relativo? Ou a mesma coisa que imersão?”

    Não. Um bom exemplo seria uma peça de teatro, onde os atores estão a todo momento interpretando o papel de algum personagem em uma narrativa. Ali, o profissional faz o roleplay através de sua habilidade, simulando os trejeitos e dizendo as falas do indivíduo o qual ele está representando, enquanto numa mesa de RPG essa interpretação se dá através da história que está sendo contada pelo Dungeon Master, onde as escolhas que o mesmo te dá pra fazer te guiam pela aventura. Quando decidiram transpassar essa experiência pro RPG eletrônico, os ocidentais decidiram optar pela customização do personagem e pelas múltiplas escolhas que o jogador pode fazer (originando o que viria a ser conhecido como WRPG nos dias de hoje), enquanto os japoneses acharam melhor focar na parte narrativa, fazendo de seus jogos experiências mais lineares, focadas em um enredo principal com um objetivo bem definido.

    Lunar 2, um ótimo exemplo do role play característico dos JRPGs

    Por isso, o role play dos JRPGs se dá pela empatia que o jogador tem com os personagens jogáveis (que nos JRPGs costumam ser mais de um, o que aumenta ainda mais essa estima). Quanto mais carismático, característico e inusitado o personagem for, melhor para que a teatralidade aconteça e para que o jogador realmente se sinta interpretando aquele papel e realmente se importe com o que acontece com aquele indivíduo, ficando alegre em momentos de vitória e triste caso algo aconteça com ele, como uma possível morte. Esse é o principal motivo pelo qual muitos JRPGs de SNES, mesmo possuindo narrativas bem simples, conseguiam cativar os jogadores, a ponto de muitos serem lembrados até hoje, como o Secret of Mana e Chrono Trigger.

    2 - Narrativa

    JRPGs tendem a possuir narrativas lineares (existem raras exceções, como a segunda parte de Final Fantasy VI), focadas em vários personagens jogáveis (também existem exceções, como Vagrant Story mas em suma JRPGs tendem a ter partys, formadas por vários personagens bem distintos), que tendem a ter idades entre 10 e 20 anos. Esse período entre a adolescência e o princípio da idade adulta é visto como a melhor fase da vida para grande parte da sociedade japonesa (já que quando ficam adultos, não possuem liberdade pra fazerem o que querem, sendo pressionados pela sociedade a arrumarem um emprego ou passarem em um vestibular), e isso se reflete em suas histórias, que são quase sempre protagonizadas por jovens cheios de energia, perseguindo um objetivo bem definido (normalmente salvando o mundo de algum grande mal). Seu cast é sempre formado por personagens pré definidos, mesmo quando o protagonista é self insert é visível que ele está longe de ser uma casca vazia no qual o jogador irá se inserir (como acontece em boa parte dos WRPGs), e normalmente já possui background, história, trejeitos próprios ou mesmo uma mãe que o acorda de manhã para que finalmente possa começar sua jornada.

    Persona 2: Eternal Punishment é um raro caso de JRPG cujo cast é formado quase que totalmente por adultos

    Esse foi um dos diferenciais que fizeram os JRPGs ganharem destaque nos 16 e 32 bits, já que devido a sua linearidade e seu foco em vários personagens ao mesmo tempo, eles conseguiam entregar uma experiência narrativa bem cativante, mesmo que a maioria sequer imaginasse que não era que eles fossem narrativas super densas (afinal, ter uma trama protagonizada por crianças/adolescentes acaba limitando a liberdade narrativa que o autor pode ter) e sim que o role play do jogador nelas lhes dava uma imersão que nenhum outro gênero conhecido podia lhe proporcionar, de forma similar com a que os RPGs de mesa conseguiam entregar.

    3 - Gameplay

    Assim como num RPG de mesa as fichas e dados são importantes, nas contrapartes eletrônicas a coisa não é diferente, afinal são as mecânicas, o sistema de progressão de nível e afins que definem a execução de suas ações, e fazem a sua aventura terminar em uma vitória esmagadora ao invés de uma derrota vergonhosa. JRPGs possuem gameplays bem diferentes, indo do Turn Based (onde o JRPG realmente brilha, tendo a maioria de seus melhores jogos nesse sistema de batalha) ao Action (sistema que a maioria esmagadora dos JRPGs atuais adotaram), contudo eles possuem alguns aspectos em comum, como magias espalhafatosas, danos absurdos, overworld com navios e airships, mas sem dúvidas o principal deles é a progressão.

                      Gameplay de Lufia II, um dos melhores JRPGs dos 16 bits  

    A progressão dos JRPGs costuma ser feita através de batalhas, sejam em dungeons repletas de monstros ou enfrentando bosses aterradores que podem quebrar a sua cara em instantes (enquanto sidequests e eventos secundários não costumam ter um grande destaque). A maneira como o jogador adquire skills e equipamentos também segue a mesma linearidade do enredo e coisas como magias super poderosas só são adquiridas quase no final do jogo, aumentando ainda mais o role play e a sensação que o jogador realmente está vivenciando uma aventura, onde os perigos ficam mais desafiadores e as recompensas mais satisfatórias com o desenrolar da sua jornada.

    4 - Ambientação

    No começo dos anos 90 uma onda pitoresca invadia os lares das famílias através da hoje extinta Rede Manchete: o desenho Cavaleiros do Zodíaco. Misturando mitologia grega, astrologia e muita violência, a animação foi um sucesso absurdo e junto com ele vieram vários outros poços de exoticidade com os quais não estávamos acostumados na época: Yuyu Hakusho, Sailor Moon, Dragon Ball, Pokémon, entre vários outros, que prendiam a atenção de milhares de crianças e adolescentes, com muitos pais se perguntando o que tinha de tão incrível naquelas animações violentas com personagens magricelas de olhos grandes…

    As três feiticeiras de Lunar: Silver Star Story, esse tipo de aparência peculiar só se encontra em JRPGs e afins

    Exagerados, exóticos, existem vários adjetivos que podem ser usados pra definir as animações japonesas, e os JRPGs bebem diretamente dessa influência. A narrativa pode acontecer numa época medieval, que as chances de se encontrar um inimigo mecha gigante com lasers serão bem altas, ou mesmo ambientações cyberpunk com os personagens lutando com staffs mágicos e espadas gigantes enquanto soltam cogumelos atômicos com suas magias. Resumidamente: JRPGs são imprevisíveis, um pequeno e caricato monstro pode soltar rajadas de fogo na sua cara, uma casa pode te atirar mísseis, um monge pode dar suplex em um trem, uma ninja pode fazer sinal da cruz, entre várias outras possibilidades, que só jogando JRPGs mesmo pra descobrir.

    5 - Trilha sonora

    One Winged Angel, exemplo conhecido do que os JRPGs podem oferecer, musicalmente falando

    Trilha sonora é algo que todo gênero de jogo eletrônico possui, então o que o JRPG possui de diferente nesse sentido? Como o enfoque desse tipo de jogo é no role play, na interpretação de papéis, a narrativa, a ambientação e a trilha sonora precisam estar de acordo com o que está acontecendo na tela. Por isso os RPGs nipônicos tendem a ter um cuidado todo especial com esse aspecto, possuindo várias músicas diferentes pra cada situação, seja uma batalha, uma cidade, um boss ou mesmo um personagem jogável.

    Seja o tema de um local onde o jogador pode descansar…

    Ou de uma personagem que controla seu mecha dançando com seus leques…

    Ou o tema aterrador de um final boss, o desafio derradeiro que o jogador esperou por tanto tempo! A música mexe com nossos sentimentos, portanto um tema que encaixe com a situação que está ocorrendo naquele momento será certeiro pra ajudar no role play do jogador.

    O que podemos concluir?

    Tendo conhecimento dessas principais características que diferem um JRPG de outro gênero/subgênero de jogo eletrônico, fica simples sacar à primeira vista jogos ocidentais feitos nesse molde. South Park: The Stick of Truth, Child of Light, Cross Code, Cosmic Star Heroine, Lost Odissey, Secret of Evermore, entre vários outros. Também existem jogos como The Witcher 3, cuja narrativa segue o padrão japonês (linear, com protagonista carismático mirando um objetivo bem definido), mas continua sendo um RPG ocidental, já que não possui os outros elementos definidores do subgênero.

    Por fim, isso é JRPG: um subgênero do RPG eletrônico, cuja principal característica se dá por sua narrativa linear, seus personagens exóticos, trilha sonora bem diversificada e ambientação peculiar que se unem pra formar o role play, o faz de conta que o jogador irá vivenciar. É fato que atualmente o JRPG não anda bem das pernas, e que sua interpretação de papeis não chega ao nível de sua contraparte de mesa, contudo isso não significa que são escassas as opções para alguém que queira se aventurar no gênero, vivenciando uma experiência única que dificilmente outro tipo de jogo eletrônico irá permitir.

    Dragon Quest

    Platform: NES
    115 Players
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      artigos · 4 days ago · 3 pontos

      Parabéns! Seu artigo virou destaque!

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      seufi · 4 days ago · 3 pontos

      Fanservice?

      5 replies
    • Micro picture
      kess · 1 day ago · 2 pontos

      Os JRPGs precisam se reinventar para voltarem a ser o que já foram!

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  • manoelnsn Manoel Nogueira
    2019-11-03 12:19:13 -0200 Thumb picture
    manoelnsn checked-in to:
    Post by manoelnsn: <p>Aproximadamente 12 horas de jogo!</p><p>#img#[66
    Super Robot Taisen OG Saga: Mugen no Frontier EXCEED

    Platform: Nintendo DS
    39 Players
    5 Check-ins

    Aproximadamente 12 horas de jogo!

            Os xingamentos da Kyon são os melhores, ahauhauhauhauahuaha

    Avancei bem mais e praticamente toda a equipe está completa. Interessante notar que os personagens do jogo anterior estão com golpes diferentes, não fizeram só ctrl c + ctrl v dos sprites deles, mostrando que eles realmente queriam fazer algo de qualidade aqui.

    KOS-MOS é um bom exemplo: os golpes dela estão bem complicadinhos de configurar pra conseguir fazer um bom combo, mas claro que o esforço vale a pena, afinal ela tem um dos maiores danos do jogo.

    E falando em KOS-MOS, MOMO também apareceu, na sua versão mais velha do 3º Xenosaga. Fico me perguntando como as Realians crescem, mas que se foda, esse design dela é muito duca!

    E veja só, ela é uma moça bem recatada, ao contrário das donas seminuas da sua party, ahauhauhauhauha

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      carlospenajr · 10 days ago · 2 pontos

      Ta curtindo hein XD
      Sim, eles deram uma caprichada no jogo, aprovaitaram algumas coisas mas eles fizeram bastante coisa nova, não tiveram preguiça nisso.
      Quando você conseguir o item que quebra os cristais pretos, me fala a sua reação XD

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      sepul · 6 days ago · 2 pontos

      eu joguei só um pouco do super robot taisen og saga endless frontier, e é bem divertidinho o jogo, preciso continuar jogando ele, mas uma pergunta a KOS-MOS é do xenosaga, que que ela está fazendo ai?

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  • manoelnsn Manoel Nogueira
    2019-10-31 23:12:51 -0200 Thumb picture

    Wallpaper especial de Halloween - Luminous Avenger X

    Acho legal que a galera da Intil Creates sempre lança esses wallpapers temáticos dos personagens do game vigente... E são sempre artes muito bem detalhadas também XD

    Gunvolt Chronicles: Luminous Avenger iX

    Platform: PC
    3 Players
    10 Check-ins

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  • manoelnsn Manoel Nogueira
    2019-10-28 19:53:30 -0200 Thumb picture
    manoelnsn checked-in to:
    Post by manoelnsn: <p>Agora sim, começando pra valer!</p><p>#img#[6676
    Super Robot Taisen OG Saga: Mugen no Frontier EXCEED

    Platform: Nintendo DS
    39 Players
    5 Check-ins

    Agora sim, começando pra valer!

    Interessante que no começo fazem um resumo do que se sucedeu no jogo anterior, e em seguida mostra os dois novos protagonistas: o shura Alady e a elfa Neige, um cara todo certinho e honrado e uma tsundere. Me pergunto a zona que isso vai virar quando ambos juntarem com a galera do jogo anterior, ahuahua

    Kyon também apareceu, boca suja como nunca, hauahua. Interessante que ela agora é uma striker e cada personagem pode ter um específico, o que vai deixar o combate bem interessante de agora em diante...

    Após mostrar os dois novos personagens, o jogo foi pra um prólogo da Ashen, onde ela encontra a KOS-MOS em seu hightech sarcófago branco. Depois o jogo mostrou mais dois personagens novos, ou melhor nem tão novos, já que eles vieram do Super Robot Wars Original Generation, o spin off de qual o Endless frontier derivou, por assim dizer: Axel e Alfimi.

                       Ou seja, mais uma moça seminua pro time, ahuahuaha

    Engraçado é que os dois atacam juntos, como se fossem personagens de Project X Zone, claro que sem a putaria que aquele jogo tem. A dupla está desmemoriada e só lembram de seus nomes, aí topam com o Haken, o cowboy do primeiro jogo, e depois o jogo passa pro shura e a elfa tsundere peituda de novo, com ambos indo encontrar com a Kaguya. E ambas têm uma conversa bem produtiva...

    Senti uma invejinha no ar? Seja como for, Alady não pensa o mesmo...

    O rapaz tem bom gosto, ahauhauhauahuahuaha

    O overworld continua, e tá lindão com os cenários bem detalhados e talz, mas por algum motivo ele tá dividido em setores... Não é exatamente um defeito, mas é algo que não entendo por que fizeram assim... Anyway, até então era só o prólogo do jogo, e a partir de agora que a onça bebe água e já na primeira batalha random um personagem meu morreu, ahuahuahua

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      carlospenajr · 16 days ago · 2 pontos

      HAhahahaahaa, esse jogo é hilário XD Se prepara que vai ter muita conversa nesse esquema.
      Quanto as batalhas, esse esquema do apoio ficou bem legal mesmo, da um esquema diferente e da pra dar uns combos animais, só tem que se acostumar.
      Não sei se você se tocou, mas o Alady é baseado nos Shuras que apareceram no OGG do PS2 (que se me lembro bem, são originais do Compact2 e tb do Impact) e a Neige é baseada na Latoni e na Shine do OG (tanto pelo tema dela como pelo mecha que ainda vai aparecer).
      Quanto ao esquema do mapa, acho que eles mativeram a engine de mapa do primeiro jogo, dai por isso ficou desse jeito, não é ruim, mas realmente é estranho. Mas pelo menos cada território tem a sua própria musica, em vez de ser uma unica musica do mapa mundi e enjoar dela rapido :P

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      vante · 16 days ago · 2 pontos

      Só nas waifu ein kkkkkkkk

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      the_muriel · 15 days ago · 2 pontos

      Vc so tem jogado games de cultura ultimamente

      1 reply
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