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Registro de finalizações: Ninja Gaiden

Zerado dia 24/12/2018

Feliz natal à todos do Alvanista! Gosto muito das pessoas que conheço e interajo por aqui e mesmo de outras que apenas acompanho os posts. É um grande prazer fazer parte dessa rede social mais um ano, e espero que seja por muitos outros que virão!

Bem, pagar anuidade do Nintendo Switch Online ainda não parece ser muito vantajoso (a não ser que você ainda jogue Mario Kart 8 ou Splatoon 2 ou arrisque o do Super Smash Bros.) mas a coleção de jogos de NES, ignorada por muitos, tem sido razoavelmente interessante pra mim. Acho que jogar a coisa original ou poder levar pra qualquer lado graças a portabilidade do console deixa a experiência muito mais bacana.

E a qualidade? A tela grandona do Switch, toda bonita com os pixels coloridos dos jogos da época, sem efeitos, sem blur. Parece um jogo lançado recentemente!

Com ótimas experiências recentes com Ghosts 'n Goblins, Dark Souls e outros jogos mais difíceis, estou quase convencido que nenhum jogo é completamente difícil pra mim, quanto mais impossível, mas qualquer um pode ser muito pior que isso, sendo longo demais e frustrante com suas mecânicas. Ghouls 'n Ghosts? Adorei! RPGs que se arrastam demais? Por favor, não!

Ninja Gaiden é um dos jogos que tinha vergonha de dizer que mal havia jogado. É um daqueles que aparecem em vários canais que sigo e são mencionados com frequência por toda a internet. Um mega clássico do NES, que teve sequências até na geração do Xbox 360 e uma série que continua sendo famosa pela elevada dificuldade.

Quando eu soube que ele estaria vindo em dezembro do serviço do Nintendo Switch, eu fiquei mais empolgado do que eu imaginaria, mesmo tendo o jogo esperando pra ser emulado no meu PSP há eras!

Começando a aventura, me senti familiarizado com a primeira fase, que como eu já disse, sempre aparece em todo canto. A jogabilidade é simples: você anda, pula e ataca com sua espada.

Ryu Hayabusa, o protagonista, tem uma jogabilidade parecida com os caras de Contra, mas um pouco mais travada e com ataques de curta distância como em Castlevania, com o chicote curto. É basicamente um meio termo entre os dois.

O básico de NG é aprender a, sobretudo, atacar. Conheça o alcance da sua espada. Digo isso porque assim que o inimigo aparecer na tela, você tem um tempo para atacá-lo e derrotá-lo, o que deixa as fases num ritmo rápido e bem de acordo com a proposta do jogo, do ninja veloz, derrotando tudo sem tomar dano. Por outro lado, um ataque errado te deixa bem aberto para tomar dano.

Mia rápido do que eu imaginava, eu aprendi as primeiras fases e a posição dos itens que poderiam ser coletados e o que significavam. Pois é, existem objetos a serem quebrados como em Castlevania que derrubam coisas que te dão pontos, te dão "mana", recuperam um pouco da sua barra de vida, param o tempo ou te dão uma sub-weapon.

Uma das sub-weapons é uma estrela ninja, tipo a faquinha do Simon Belmont. Outra é uma estrela-bumerangue, mais ou menos como a cruz do Simon. Tem uma que é um bocado de bolas de fogo que sobem diagonalmente etc.

Você vai perceber a utilidade dessas armas alternativas sobretudo nas batalhas contra os chefes de cada fase. Cada estágio é dividida em partes, como 1-1, 1-2, 1-3, e no final há sempre uma batalha contra um chefão. Eles geralmente são bem tranquilos e quando você pega o jeito, chegam a ser ridículos. Um bom exemplo disso é o último boss, que apanhei muito e tava achando quase impossível, mas bolei uma tática que me fez vencer quase sem perder HP.

No final das contas, nenhum inimigo é realmente difícil no jogo, apesar de alguns dos últimos chefes parecerem nas primeiras tentativas, mas a dificuldade em si está no conjunto de inimigos, quando vários se juntam. Uns no chão, outros no andar de cima, outros voando e tudo de uma vez. Seja rápido!

NG é ainda famoso por uma falha escrota: o contínuo respawn de inimigos. Imagine uma trilha de pixels horizontal na tela. Quando você anda e um desses pixels entrar em cena, o inimigo aparece. Até aí tudo bem, mas enquanto você não fizer todos os pixels dessa trilha aparecerem, o inimigo continua reaparecendo sempre que você o matar ou desviar dele! Além disso, mover a tela pra esquerda ou direita e voltar a essa trilha, fará com que ele volte também. Agora lembre-se que as fases tem muitos inimigos, as vezes de uma só vez e em partes cheias de plataformas e buracos. Você não vai querer ficar indo e voltando e se esquivando de inimigos onde você sabe que inimigos aparecem. Continue andando!

Esse problema de respawn se tornou muito frustrante no final com tantos obstáculos, inimigos chatos, armadilhas e partes sem sub-weapons (você a perde quando perde uma vida).

Resumindo: Ninja Gaiden é um jogão que me faz feliz em saber que existem tantos jogos bons no NES. Certamente um dos jogos que eu obrigatoriamente teria na minha coleção se eu tivesse o console e que felizmente veio pro serviço do Nintendo Switch. O jogo tem seus problemas e que o impediram de ser uma experiência perfeita, mas ainda assim valeu a pena (savestate no final me ajudou a manter o meu cérebro funcionando).

De bom: é um jogo muito bonito e funcional, com jogabilidade rápida e responsiva. Cutscenes incríveis. Sério, alguém já tinha feito cutscenes antes? Ou pelo menos tão boas quanto essas? É tudo muito bem animado e bonito, estilo anime dos anos 80 e ainda contam uma estória muito bacana. Sub-weapons e habilidades ajudam o jogo a ter maior variedade. Checkpoints a cada parte de fase que você passa e que se mantem mesmo com Game Over.

De ruim: respawn bizarro frequente vai te fazer querer sumir de perto dos spawn points pra evitar isso. O checkpoint da última missão, 6, é o começo da 6-1, diferentemente de todo o resto do jogo, então morrer sua última vida no último chefe te joga pra 6-1 ao invés da 6-4 ou sei lá. Isso é bizarro porque a reta final tem umas partes bem chatas (recomendo o savestate na última parte ou último chefe). Em algumas partes você quer pular pra esquivar de um ataque e o personagem gruda nas paredes, te deixando em posições ainda piores. Pular com Ryu faz com que ele se posicione sempre em direção ao lado que estava olhando quando pulou. Basicamente, se você pula, você só poderá atacar pro lado que pulou, mesmo pulando em reto pra cima e e um inimigo vier por trás, não tem como atacá-lo (só jogando pra ver a diferença que isso faz).

No geral, é um jogão bacana que dura pouco tempo e que poderia ser bem mais difícil (se não tivesse checkpoint por exemplo). Uma experiência obrigatória do console e pra quem gosta muito de videogames. Vale a pena jogar outros da série? Nunca pensei muito em jogá-los como penso nos Shinobis.

Ninja Gaiden

Platform: NES
1447 Players
31 Check-ins

31
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    darlanfagundes · 7 months ago · 2 pontos

    Ótima análise desse jogo maldi... ops, bonito...oijasiojasas.... me fez lembrar eu sofrendo nesses respawns infinitos do inferno nos idos anos 90...rsrsrs

    1 reply
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    filipessoa · 7 months ago · 2 pontos

    Parabéns e Feliz Natal!

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    gus_sander · 7 months ago · 2 pontos

    Feliz Natal!! =)

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    luis_fajardo · 7 months ago · 2 pontos

    "Poderia ser bem mais difícil"..?! Loucura! Nos meus melhores tempos de bom e paciente jogador, consegui terminar apenas o terceiro episódio. Os dois primeiros fiz apenas em emuladores e graças ao Save State. É um excelente jogo mesmo, mais um título da enorme biblioteca do Nes que deixava os donos de Master System com inveja (o console 8 Bits da Sega ganhou apenas uma versão e depois da trilogia no Nintendo ficar consagrada). Existe um longa metragem anime baseado na história do III...

    3 replies
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    caramatur · 7 months ago · 2 pontos

    Feliz Natal! ^^

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