lordsearj

Jogando desde o Atari 2600, amante da emulação e hoje mais PC Gamer, mas ainda curto meus consoles.

Você não está seguindo lordsearj.

Siga-o para acompanhar suas atualizações.

Seguir

  • 2018-12-12 07:19:08 -0200 Thumb picture
    9
    • Micro picture
      thecriticgames · 6 dias atrás · 2 pontos

      Quer uma confissão honesta? Depois de duas fases gigantescas e do jogo travar o personagem do meu amigo pela segunda vez eu decidi usar um código e ir pra ultima fase, e ainda sim foi dificil pakarai chegar no fim e zerar essa birosca.

    • Micro picture
      lordsearj · 6 dias atrás · 2 pontos

      Rsrsrs

  • andredotexe André Souza
    2018-11-23 18:33:09 -0200 Thumb picture
    Thumb picture

    CFX precisa de ajuda!

    O CFX (ou Cosmic Effect) é o meu canal de games favorito e é triste ver como o Eric está passando por uma barra pesada... Mas o cara é mesmo bem reservado e deixa o canal somente focado em games, esse é um vídeo atípico pq realmente o cara precisa.

    Uma pena estar sem grana pra ajudar agora... Força CFX!

    Cosmic Ark

    Plataforma: Atari 2600
    87 Jogadores
    1 Check-in

    17
  • _gustavo Luis Gustavo Da Luz
    2018-11-21 13:13:44 -0200 Thumb picture
    Thumb picture

    Steam Link será descontinuado, queima de estoque de 95%

    Criado com a intenção de levar para a sala de TV a experiência de jogatina no PC reservada a quartos e escritórios, o Steam Link é considerado por muitos como o experimento mais bem-sucedido da Valve no campo dos hardwares. No entanto, isso não impediu que a companhia anunciasse esta semana que vai parar de fabricar e vender o aparelho.

    Lançado em novembro de 2015, o dispositivo usa conexões de internet com cabo ou Wi-Fi para transmitir as imagens geradas pelo computador a uma televisão. Embora a solução funcione bem dependendo das condições, o uso de conexões abaixo do ideal faz com que a jogatina enfrente problemas de input lag, o que acabou diminuindo a popularidade do gadget.

    Na mensagem que anunciou o fim do Steam Link, a Valve afirmou que os estoques do aparelho já se encerraram na Europa e estão próximo disso nos Estados Unidos, onde o preço está com 95% de desconto na acquisição . Embora não planeje mais fabricar o hardware, a companhia se diz comprometida em dar suporte contínuo aos consumidores que já o adquiriram.

    Portal 2

    Plataforma: PC
    13199 Jogadores
    291 Check-ins

    27
    • Micro picture
      edknight · 27 dias atrás · 1 ponto

      Dei uma pesquisada na net e o preview diz que esle está sendo vendido a 2,50 trumps. Na boa, provavelmente seria inútil pra mim, mas a esse preço eu comprava fácil.
      Mas já acabou, pelo menos é o que o Steam diz.

      1 resposta
    • Micro picture
      filipessoa · 26 dias atrás · 1 ponto

      Não sei... ainda acho que eles vão "repensar" essa ideia da TV mais pra frente.

    • Micro picture
      lordsearj · 26 dias atrás · 1 ponto

      Tenho um. Só funcionou depois que saí da NET. Minha Internet é de 100 mb e em 720p roda de boa. Em. 1080p, dependendondo jogo da uma engasgada. Pena que no Brasil sempre foi muito caro. O melhor para streaming de jogos são mesmo o NVidia Shield TV e o Yoka TV

  • joanan_van_dort Joanan Oliveira Batista
    2018-11-13 09:22:43 -0200 Thumb picture
    Thumb picture

    O cara que produziu os games piratas de 'International SuperstarSoccer

    https://www.vice.com/pt_br/article/nepv8m/o-cara-q...

    -----------------------------------------------------------------------------------

    O mais incrível aí são duas coisas. A paixão deles por programar e codificar jogos e como eles conseguiam isso! Chegaram a produzir as próprias ferramentas pra Super Nintendo! Que demais!

    E, caras! Como eu AMO os mods de ISS e ISS Deluxe! Futebol Brasileiro 95 e 96, Ronaldinho Soccer 96, 97 (meu favorito) e 98, além do France WC 98. Ah! Se me der um controle de SNES pra jogar eu vou ficar chutando do meio campo e das laterais das áreas até fazer gols e mais gols hahahaha
    Joguei MUITO! Muito mesmo! Incontáveis horas da minha infância e adolescência! Todo dia jogava pelo menos um Campeonato Brasileiro inteiro com um time diferente. Chegou um momento que pra ter graça eu jogava só com time fraco, como o União São João de Araras, Portuguesa, Juventude ou Criciúma, por exemplo. Ou então eu me propunha desafios, como jogar sem correr com a bola, só no toque de primeira e lançamentos precisos. Numa época em que não existia o botão de enfiada de bola, eu apertava o d-pad em diagonal, pra frente e pra cima ao mesmo tempo, por exemplo, pra fazer o passe em profundidade no meio da marcação e já movia manualmente para a bola o jogador que precisava receber o passe. Fazia gol de B... era um fanfarrão. ADORAVA! =D

    Confiram a entrevista que ele deu pro Vice:

    --------------------------------------------------------------------------------------------

    O cara que produziu os games piratas de 'International Superstar Soccer' Nos anos 90, o peruano Lobsang Alvites formou uma geração de viciados em games de futebol com clássicos como "Ronaldinho Soccer" e "Campeonato Brasileiro". 

    Se você cresceu nos anos 90 e na época gostava de futebol e de videogame, possivelmente tem muito a agradecer a Lobsang Alvites. Foi este peruano o líder da equipe de programadores que produziu uma série de versões piratas do gameInternational Superstar Soccer que alcançaram incrível sucesso na América do Sul.

    Um parêntese para quem não viveu aquela década. Precursor do atual Pro Evolution Soccer (PES), o International Superstar Soccer (ISS) foi lançado em 1995 para o console Super Nintendo. Era um jogo de futebol avançado para o seu tempo, reunindo seleções com nomes de jogadores fictícios como o italiano Galfano e o brasileiro Allejo. Em Lima, no Peru, uma turma de jovens achava que o game poderia ir além.

    Eles faziam parte do grupo (TEG), fundado em 1989. A rotina deles era fazer modificações em jogos — os hacks. Assim, as seleções do ISS viraram clubes de países da América do Sul, e os jogadores ganharam nomes reais e uniformes e fisionomias aproximadas de atletas do continente. Finalmente, era possível jogar videogame com times brasileiros.



    Tela de 'Campeonato Brasileiro'. Pela primeira vez era possível jogar com times e ídolos do futebol brasileiro (Foto: Reprodução/ YouTube)

    O trampo era comandado por Lobsang, o Mr.Byte, fera do computador Commodore 64 e fundador do TEG. Graças a sua equipe, nasceram hacks comoFutebol Brasileiro e Ronaldinho Soccer, voltados para gamers do Brasil, além deFutbol Excitante e versões dedicadas a ligas hispânicas, como Futbol Argentino,Futbol Colombiano e, claro, Futbol Peruano.

    O mais impressionante era que, na época, a internet nem estava disponível no Peru. "Todas as ferramentas foram desenvolvidas internamente, como programas de edição, conversores de som e compressores de dados. A primeira versão dos hacks demorava dois a três meses, mas versões subsequentes apenas uma a duas semanas", relembra Lobsang, desenvolvedor e analista de software.

    Quando fundou o Twin Eagles Group, Lobsang tinha 16 anos. Depois de 18 anos na produção independente de games, ele virou desenvolvedor e analista de software Java ME, Android, Java e C++. Curiosamente, o responsável por hacks de games de futebol que se tornaram célebres não é fã de futebol e nem possui time de coração. Nem mesmo o International Superstar Soccer é seu game de futebol preferido, mas sim o mais antigo Sensible Soccer, do Amiga. "Amo demais!", contou.

    Em entrevista a VICE Brasil, o peruano hoje com 45 anos resgata o improviso na produção dos hacks do Superstar Soccer, quando comparada à moderna indústria de games. Sabe, por exemplo, quem era o narrador imortalizado pelos gritos "Graaande Djogada" e "Fooorte bombaaa"? O mesmo cara que gerenciava a venda de cartuchos. Sim, era na base do improviso.

    Lobsang Alvites, o Mr.Byte, foi um dos precursores das modificações de games (Foto: Reprodução Mr.Byte/YouTube)

    "Hoje é fácil personalizar o 'International Superstar Soccer'"

    VICE - Quando o Twin Eagles Group começou a fazer versões do International Superstar Soccer?MR. BYTE - Os primeiros jogos do Super Nintendo hackeados, como Descentralizado 1993, foram lançados anonimamente ou sob a assinatura de Lai Pen ou Nasca Team, para evitar processos da Indecopi, a agência peruana de proteção à propriedade intelectual (fundada em 1992). Mais tarde, algum tipo de referência ao TEG foi ocasionalmente incluído, como uma águia em Futbol Excitante e Futbol Peruano ou com as etiquetas Eagle Soft e Mirfus Soft (Mirfusila era meu gato).

    Além do Peru e do Brasil, vocês também fizeram versões do Superstar Soccer com quais ligas nacionais?Futbol Argentino, Futbol Colombiano... Foram muitas versões, é difícil lembrar, mas só para o Brasil houve Futebol Brasileiro, Campeonato Brasileiro, Ronaldinho Soccer 98 e Ronaldinho Soccer N64, por exemplo.

    Esses hacks do ISS foram produzidos para quais videogames?Games de futebol hackeados eram feitos principalmente para Super Nintendo e Playstation. O Ronaldinho Soccer foi para Nintendo 64, mas nesse eu só fiz a abertura. Existiram outros games hackeados para Game Boy e Super Nintendo, como Cavaleiros do Zodíaco, Sonic, Sextris, Homens de Preto, Dálmata e mais algumas dezenas.

    PUBLICIDADE

    Quais programas vocês usavam para produzir esses games hackeados?Todas as ferramentas foram desenvolvidas internamente, como programas de edição, conversores de som e compressores de dados. Fizemos até mesmo o hardware para despejar o ROM (arquivo) modificado nos cartuchos, porque os dispositivos de backup comerciais para Super Nintendo ainda não estavam disponíveis no início dos anos 90.


    O Twin Eagles Group era formado por uma turma de programadores de games do Peru (Foto: Acervo pessoal)

    Era um trabalho difícil com a tecnologia de 25 anos atrás?Na época, não havia documentação de programação do Super Nintendo. Além disso, a internet não estava disponível no Peru, então a única maneira de aprender a hackear era realizando engenharia reversa do código de montagem do jogo comercial, e fazer tentativas de acerto e erro. Hoje é fácil personalizar o ISS usando editores como o Fecic. Até mesmo codificar no Super Nintendo é fácil, considerando as toneladas de documentos e ferramentas disponíveis na internet.

    Quantas pessoas trampavam na criação dos hacks?Eram três caras dedicados a hackear games. Cada hack poderia requerer uma ou duas pessoas, um codificador e um designer gráfico, dependendo das mudanças. A primeira versão demorava dois a três meses, mas versões subsequentes apenas uma a duas semanas. Eu implementei ferramentas para decodificar e codificar dados, além de compressores de dados, conversores de som, editores de blocos e gráficos e produção de animações (usando um computador Amiga 1200).

    PUBLICIDADE


    https://www.vice.com/pt_br/article/nepv8m/o-cara-q...

    International Superstar Soccer Deluxe

    Plataforma: SNES
    4981 Jogadores
    37 Check-ins

    20
    • Micro picture
      jack234 · 1 mês atrás · 2 pontos

      Mto bacana! Essas histórias me cativam não só por serem da minha época, mas por pensar que com toda a dificuldade, tem muita gente boa no mundo dos games, mesmo em países menores. Show!

  • papm22 Galard Malvic
    2018-11-14 02:00:12 -0200 Thumb picture
    Thumb picture

    O jogo do ano 2018: Opiniões

    Medium 3685033 featured image

    Salve, salve galera, aqui é o Galard trazendo novamente o seu pitaco anual sobre os indicados ao TGA! Estou um pouco empolgado, mas com algumas ressalvas que serão explicadas ao longo do artigo.

    Se fosse para traduzir em uma expressão o que achei deste ano, seria marromeno assim: 

    Feliz, porém um pouquinho desapontado... Calma, vou explicar antes que me crucifiquem: os indicados foram bons sim, e teve até uma certa variedade, ainda que inferior aos anos de 2015 e 2017. Mas foram poucos jogos para muito ano, ou seja, poucos foram os títulos que realmente valeram a pena a compra. Geralmente é assim, mas nem tanto. Basta observarmos os anos que eu mencionei: se quisesse jogar algum gênero, existiam escolhas o suficiente para agradar à maioria. Já este ano, foram poucos os jogos que se destacaram o suficiente e quase todos eles foram indicados. Acho que tirando Unavowed em melhor narrativa e Iconoclasts e Subnautica em indies, não senti muita falta de ninguém. Pelo contrário, eu limaria algumas categorias com jogos que não mereciam ser indicados.

    Mas felizmente, este ano estão bem justas as indicações, fiquei bem satisfeito com todas as categorias da qual eu sou público alvo. Então, já sabem que esports não é a minha praia e não entendo nada, razão pela qual não irei comentar essas categorias. E as categorias em que souber menos, vou explicar alguns pontos relevantes, sem deixar de dar a minha opinio gamer.

    Desta vez, eu tenho uma pequena surpresa para vocês: consegui jogar muito TODOS os principais indicados! Duvidam? Aqui ó:

    Mas não foi muito a atoa que fiz isto: como já havia mencionado em algumas publicações anteriores, eu sou concursando (o livro de processo civil do Daniel Amorim ali atrás não me deixa mentir rsrs) e precisava de um hobby. Como este ano a crise me pegou e não poderia gastar tanto, fiz um grande esforço financeiro para conseguir adquirir todas as cópias dos jogos que eu acreditava que seriam indicados. Dei um pouco de sorte, mas está aí. 

    E também, queria fazer isto como uma breve despedida minha do mundo dos artigos aqui do Alvanista e da internet. Mas... nem tanto! Como vocês já devem ter percebido, sempre fiz uma análise focada nas minhas experiências pessoais, na minha experiência de anos analisando o mercado e a mídia gamer, e talvez por isso que sempre consegui fazer um bom palpite. Isso não vai mudar muito, mas a intensidade irá diminuir, devido ao meu tempo escasso que a vida adulta me traz. E por isso que tentei jogar o máximo que pude este ano, dos jogos que eu apostei que seriam indicados e dos jogos que eu gostaria de jogar mais. Assim, o intuito fora tentar ter o máximo de experiências para poder passar ao máximo de meu provável último ano de dedicação intensa aos games. 

    Então, que comecemos com uma mini-retrospectiva do ano até agora: como havia dito anteriormente,  eu achei o ano meio fraco por não só ter poucas opções, mas também por conta dessa janela de lançamentos confusa. Eu sei que há meses do ano em que as coisas ficam melhores e em que as coisas ficam mais mornas, mas em 2018, foram muitos meses com quase nenhum lançamento de muita qualidade: fevereiro e de maio até agosto, mal tivemos bons jogos. Sendo que em abril, só tivemos dois jogos decentes, que foram GoW e Frostpunk, por exemplo. Não digo que todo o resto fora ruim, mas que fiquei um pouquinho mal acostumado com 2015 e 2017. E não sou só eu quem reclamou desse 1º semestre, mas alguns canais que sempre fazem as suas listas de "best games so far" também tinham quase sempre os mesmos jogos. Fora que senti uma falta de variedade também, mesmo em gêneros extremamente populares, como fps. Aqui está um comparativo da wikipédia (sim, para enumerar lançamento, ela é o melhor site!) sobre o ano de 2018 para o mundo dos jogos.

    Contudo, isto é mais um desabafo pessoal, pois tivemos jogos excepcionais tb. E este artigo tá aqui para dizer isso! Vamos lá então!

    A estrutura do artigo, terá algumas mudanças:  exibirei um comentário do que conheço dos indicados, comentando algumas presenças ou ausências, em  quem eu votei (trouxeram de novo a possibilidade de votar,  naquele mesmo percentual, 10% para o público e 90 aos juízes convidados. Se bem que prefiro assim ou sempre os jogos mais populares seriam os vencedores de tudo.) e quem eu acho que vai ganhar e o porquê disso. Quem quiser conferir os meus artigos dos anos anteriores, segue os links abaixo:

    O jogo do ano 2017
    O jogo do ano 2016
    O jogo do ano 2015

    Indico também outros três artigos, que discutem um pouco sobre os motivos de eu não ter gostado nem um pouco do ano de 2014, que fiz em estrutura de retrospectiva e não de análise de uma premiação específica;  outro sobre algumas características que eu creio que sejam comuns entre os gotys, usando o gotypicks como parâmetro; e por fim uma opinião que acabei acertando, que fora sobre a importância de 2017 para esta geração:


    O ano em foco - 2014: o pior ano dos games?

    O jogo do ano: o que faz de um jogo um goty??

    Galard Opina: 2017 será um ano decisivo para a 8ªgeração?

    E finalizando esta longa introdução (calma, já está acabando!), deixo aqui também algumas fontes que considero importantes:

    -Site do tga 2018 ensinando aonde acompanhar o evento ao vivo:https://thegameawards.com/how-to-watch/

    -Site do TGA 2018 com os indicados: https://thegameawards.com/awards/ e a sua versão em vídeo   

    Sites com as médias: 

    -gamerankings: https://www.gamerankings.com/browse.html?site=&cat...

    -metacritic: https://www.metacritic.com/browse/games/score/meta...

    E de novo, o site do gotypicks para vocês acompanharem o saldo geral dos gotys, para ver quem será o "The Big Winner" deste ano: https://gotypicks.blogspot.com/

    OBS: a tradução direta das categorias eu retirei do site do The Enemy, que será um dos jurados. 

    https://www.theenemy.com.br/pc/veja-a-lista-comple...

    Agora sim, vamos aos indicados!

    MELHOR NARRATIVA


    Detroit: Become Human (Quantic Dream / SIE) God of War (Sony Santa Monica / SIE) Life is Strange 2: Episode 1 (Dontnod Entertainment / Square Enix) Marvel’s Spider-Man (Insomniac Games / SIE) Red Dead Redemption 2 (Rockstar Games)

    A surpresa para mim aqui fora a ausência de Unavowed e Return of The Obra Dinn, mas de um modo geral, gostei bastante dos indicados. O único que não joguei bastante fora o Detroit, tendo jogado mais na casa de um amigo e zerado a demo. É na narrativa que este jogo tem o seu ponto mais forte, ainda que seja mais evolucionária do que revolucionária (ainda gostei um pouquinho mais do que vi em Heavy Rain, que também é da Quantic). Life is Strange 2 - Episode 1 segue a mesma linha de uma história importante e impactante, mas sem muitas novidades em sua narrativa, como o primeiro conseguiu fazer tão bem. Já Spiderman, apesar de ser bem contada a história, não vejo nada de excepcional. Pelo contrário, achei o jogo empolgante por conta de sua jogabilidade, mas um tanto tedioso na sua narrativa por demorar muito a ocorrer algo. Mas quando ocorre, é sensacional! 


    God of War, sinceramente, dispensa mais comentários: tem uma narrativa brilhante, porém uma história simples e impactante, toda contada como se fosse um excepcional plano-sequência (quando a câmera não tem cortes e parece está sempre acompanhando o personagem). Foi uma atitude arriscadíssima da Santa Monica e do Cory Barlog, que envolvei inclusive uma mudança na jogabilidade já consolidada desta série.

    Já Red Dead Redemption 2, olha ... é um jogo bem mais calmo do que eu imaginava, que demora para ocorrer cenas com mais ação . Só que eu não reclamo disso, pelo contrário, estou gostando muito, e na verdade, eu sempre me surpreendo com este jogo. Cada conversa, cada coisinha que ocorre como evento aleatório, a narrativa emergente deste jogo é uma dar melhores dessa geração, sem dúvidas! Ainda prefiro The Witcher 3 neste quesito, mas RDR2 não deixa a desejar em nada.

    Por isso que para mim, esta é uma categoria com uma grande incógnita e não consigo separar estes dois jogos. Eles estão em pé de igualdade e para mim ambos são os melhores do ano neste quesito. Mas quem eu acho que vá ganhar é: GoW. Pq o maior foco do GoW é a sua narrativa, mudaram tudo no jogo para favorecer este quesito e eu acho que isso irá pesar bastante. Mas por muito pouco RDR2 não deve levar, creio que seja por ele ser mais focado na construção do mundo, nas narrativas emergentes sob a sua narrativa embutida, enfim, só por não ter alterado tanto a narrativa quanto o que GoW fez. 

    MELHOR DIREÇÃO DE ARTE

    Assassin’s Creed Odyssey (Ubisoft Quebec / Ubisoft) God of War (Sony Santa Monica / SIE) Octopath Traveler (Square Enix / Acquire / Nintendo) Red Dead Redemption 2 (Rockstar Games) Return of Obra Dinn (3909 LLC)

    Que categoria! Tivemos jogos ousados artisticamente, como Obra Dinn com seu visual meio em sépia-grafitado, remetendo-se à alguns clássicos pixelados pela sua limitação de hardware, como Phatasmagoria; e Octopath Traveler, em seu estilo  jrpg das antigas em HD. São bem inovadores, mas desta vez eu vou preferir os outros três, pelo abuso de qualidade técnica em ambos.

    Odyssey traz uma reprodução sublime da Grécia antiga, extremamente detalhada e no fundo, a Ubisoft sabia disso, tanto é que é quase uma mecânica de jogo esse incentivo exacerbado à exploração. Sério, o mapa é gigantesco e supervariado! Não é nenhuma mentira em dizer que é de longe a sua melhor qualidade técnica.

    GoW ganha pela potência técnica: tudo tem textura da mais alta qualidade, cada detalhezinho foi bem pensado e planejado para estar naquele lugar. Os monstros também são bem legais, apesar de não tão inventivos assim.

    Mas ... tenho que ficar com Red Dead Redemption 2, tanto para minha escolha como provável ganhador dessa categoria.Ele une toda potência técnica com beleza gráfica e interatividade: sério, os detalhes desse jogo são impressionantes, cada arma  tem uma gama de customizações que alteram a sua aparência, cada animal se movimenta realisticamente, cada detalhe que nunca vi num jogo antes, como a decomposição de cadáver dos inimigos, animais. Tudo neste mundo parece vivo. E como é bem ambientado, o velho oeste nunca esteve tão parecido com os melhores filmes de Leone. Chega a ser revolucionário neste quesito. Mesmo com outros concorrentes fortíssimos, este prêmio é do RDR2, sem sombra de dúvidas.  

    MELHOR TRILHA SONORA

    Celeste (Lena Raine) God of War (Bear McCreary) Marvel’s Spider-Man (John Paesano) Ni No Kuni II (Joe Hisaishi) Octopath Traveler (Yasunori Nishiki) Red Dead Redemption 2 (Woody Jackson)

    Bom, aqui começa a complicar um pouquinho as coisas ...

    Celeste tem uma trilha sonora impecável, que te move e incentiva a querer continuar a jogar, mesmo com a sua enorme dificuldade. 

    GoW tem um tema principal bem marcante e envolvente, mas durante o jogo, eu só consegui prestar mais a atenção nesta única faixa. O jogo não sai muito disso. Apesar de ser muito bem trabalhada, ela é escassa e poderia ser um pouco mais marcante, como o tema principal de Skyrim, por exemplo. 

    Spiderman tem uma trilha sonora com um único objetivo: te fazer se sentir como o herói. Ela é empolgante, gostosa de ouvir durante o jogo, mas é perigosamente parecida com as trilhas do filme do Sam Raimi, sempre me puxando para aquele lugar comum do "já ouvi isso antes". 

    Octopatch Traveler faz algo parecido, mas com um áudio mais pixelado. Só que desta vez a qualidade não acompanha tanto à sua inspiração e ainda prefiro as trilhas de FFVI e Chrono Trigger, do auge da carreira do Uematsu...

    E por fim, sombram os dois melhores: Ni No Kuni II e RDR2. O primeiro pega muito das melhores inspirações de um dos maiores compositores do mundo, Joe Hisaishi. Do mundo, digo de todas as áreas artísticas, ele é o compositor dos melhores filmes do melhor estúdio de animação existente foda-se a Disney e a Pixar!!!!  que é o estúdio Ghibli. Aqui ele continuou bem inspirado, como sempre, e sinceramente, talvez até melhor que no primeiro jogo! Já RDR2 traz o melhor do western, lembrando em muito a obra do Enio Morricone, sendo igualmente bem produzida. Então, talvez me odeiem por isso, mas não consigo decidir qual é a melhor para mim, sendo ambas as melhores do ano. Mais um empate técnico.

    Para entenderem um pouco mais sobre a importância de Morricone e Hisaishi, recomendo muito estes vídeos do canal "Entreplanos":

    E este daqui para entenderem a importância de uma boa trilha sonora para um bom western: 

    Só que para o TGA2018, acho que RDR2 terá um lobby maior, até por ser um jogo melhor produzido, mais importante para a indústria, pelo menos para este ano. Então, creio que vai dar ele mais uma vez. Mas não me surpreenderia em nada se Ni No Kuni II levar este prêmio ... de novo, pq no VGX 2013 ele levou.

    Trilhas sonoras que falei:

    MELHOR DESIGN DE ÁUDIO

    Call of Duty: Black Ops 4 (Treyarch Studios / Activision) Forza Horizon 4 (Playground Games / Turn 10 Studios / Microsoft Studios) God of War (Sony Santa Monica / SIE) Marvel’s Spider-Man (Insomniac Games / SIE) Red Dead Redemption 2 (Rockstar Games)

    Aqui a história já muda e vejo RDR 2 como bem superior aos demais! E o TGA2018 também deverá concordar comigo. A resposta é simples: por tudo no jogo ser vivo, interativo, audível, sendo planamente possível a distinção entre o barulho de cada tirinho, e as suas variações sonoras (experimente atirar num canyon para ouvirem a diferença de barulho em relação à uma área aberta para entenderem), cada animal tem o seu grunido, cada passo em cada superfície... tudo é extremamente detalhado, até no áudio!

    Mas eu queria antes de passar par a próxima, tecer uns comentários:

    - em FH4, da para sentir muita diferença entre os motores e os pneus nas diversas superfícies. Do ronco do motor até o esforço do pneu para se manter na superfície;

    - em Spiderman, Peter tem entonações diferentes: uma para ele sem esforço e outr apara quando estiver balançando nas teias. Boa sacada, Insomniac!

    - em GoW, a respiração de Kratos se torna um pouco audível quando está em spartan rage.

    - em CoD ... tem nada que preste. Mais do mesmo e não deveria ter sido indicado! Monster Hunter World deveria estar em seu lugar, pois a direção de áudio dos rugidos e grunidos dos monstros é excelente!

    MELHOR ATUAÇÃO

    Bryan Dechart (Connor, Detroit: Become Human) Christopher Judge (Kratos, God of War) Melissanthi Mahut (Kassandra, Assassin’s Creed Odyssey) Roger Clark (Arthur Morgan, Red Dead Redemption 2) Yuri Lowenthal (Peter Parker, Marvel’s Spider-Man)

    Aqui já é uma categoria que eu já não gostei muito por crer que este ano fora nivelado por baixo. Não é que não tenha gostado das atuações, até creio que fora bem justa. Apesar de gostar da atuação da Camilla Luddington como a Lara ... se não fosse um roteiro tão ruim, talvez ela fosse indicada.

    Sendo rápido aqui: Roger Clark. Meu candidato e escolha do TGA2018 também. Por que? Pela variedade de atuação que ele empregou. Não considero nem a melhor do ano, prefiro inclusive a do Dutch e da Sadie no lugar dele, mas por conta do esforço e qualidade interpretativa, no papel de Arthur, fico com ele.

    Tá, e por que não os outros? 

    -Kratos, mesmo estando melhor do que nunca, continua sendo personagem de poucos tons e mesmo sendo uma boa atuação, não é o suficiente para ser considerada a melhor. Ponto extra para a fisicalidade do personagem!

    -Peter está ótimo,me lembra muito o que já vi nos filmes, nos desenhos e ... em tudo do homem-aranha. Tá familiar demais. Faltou algo mais ousado. Apesar disso, está muito boa no que se pretende ser, que é um herói no auge de sua juventude e experiência.

    -Kassandra: olha, apesar de estar jogando com ela e não o Alexios, está idêntica a ele. Sem falar que tirando o sotaque maneiro, de um inglês enrolado cheio de sotaque, não está muito diferente ou único. Tanto é que o Alexios está igualmente dublado, só que na versão masculina. Faltou aquele toque único que a Aloy e a Senua tinham. 

     -Connor: a qualidade técnica do jogo é tão boa que acaba prejudicando um pouco a atuação dele.  Assim, é um robô né? Tudo bem que o jogo foca na sua humanização, mas senti falta de mais nuances, como aquele coçar de nariz que o Drake faz em Uncharted 4. 

    MELHOR JOGO CONTÍNUO

    Destiny 2 (Bungie / Activision) Fortnite (Epic Games) No Man’s Sky (Hello Games) Overwatch (Blizzard) Tom Clancy’s Rainbow Six Siege (Ubisoft Montreal / Ubisoft)

    Continuo não gostando muito dessa categoria, mas eu pelo menos a entendo agora (o que talvez me faça desgostar menos dela, sei lá).  É uma categoria voltada para a evolução de um jogo ao longo do tempo, tal qual a sua descrição diz:

    "Awarded to a game for outstanding development of ongoing content that evolves the player experience over time."

    Se por um lado isso me parece um incentivo a lançarem mais jogos dependentes de correções e atualizações, por outro, eu gosto mais um pouco desta categoria, pois traz a chance de redenção. Então, pensando desta forma, qual é o único jogo aí que precisou se redimir de algo? É, No Man’s Skypor isso que fico com ele. Agora ele está jogável e um pouquinho divertido.  E ainda acertaram no momento de lançarem a sua atualização, num vazio de lançamentos. Foram espertos. Já os outros indicados, bem eles estão sempre evoluindo, então não vejo nada tão espetacular assim. Creio que por trazer mais novidades, ainda que deteste o jogo, Fortnite deve ganhar essa categoria.

    GAMES FOR IMPACT

    11-11 Memories Retold (Digixart / Aardman Animations / BANDAI NAMCO Entertainment) Celeste (Matt Makes Games) Florence (Mountains / Annapurna Interactive) Life is Strange 2: Episode 1 (Dontnod Entertainment / Square Enix) The Missing: JJ Macfield and the Island of Memories (White Owls / Arc System Works)

    Aqui eu só joguei dois: Celeste e Life is Strange 2. E a experiência que me trouxe muito mais impacto e reflexão foi Celeste, sem dúvidas! ainda que Life is Strange 2 traga uma ótima discussão sobre etinofobia, a reflexão sobre cumprir os seus objetivos e o porquê de ter de cumpri-los é bem mais memorável. Meu voto e ganhador absoluto desta categoria: Celeste!!!!

    MELHOR JOGO INDEPENDENTE

    Celeste (Matt Makes Games) Dead Cells (Motion Twin) Into the Breach (Subset Games) Return of the Obra Dinn (3909 LLC) The Messenger (Sabotage Studio)

    Ótima categoria com ótimos indicados! Eu só acresceria um sexto indicado aí, que seria Frostpunk no lugar de Dead Cells, por gosto pessoal, mas do jeito que está, tá ótimo. Meu voto e do TGA: CELESTE! Não da para menosprezar os outros, mas acho que Celeste têm algumas vantagens que o coloca um nível acima dos demais:

    -é o jogo com a maior média (sendo o 3º do ano no Metacritic) e quer queira ou não, isso influencia os juízes;

    -é um jogo extremamente bem polido em todos os aspectos (não que os outros não sejam, mas Celeste é um pouco a mais;

    -traz uma mensagem incentivadora e importante;

    -é o que agrada a um público maior.

    Sério, posso colocar esse indie nos mesmos patamares de Inside e The Witness, sem pestanejar.

    MELHOR JOGO PARA MOBILE

    Donut County (Ben Esposito / Annapurna Interactive) Florence (Mountains / Annapurna Interactive) Fortnite (Epic Games) PUBG MOBILE (Lightspeed & Quantum / Tencent Games) Reigns: Game of Thrones (Nerial / Developer Digital)

    Olha, eu não ligo muito para jogar no mobile e até digo que o mobile foi um dos responsáveis por lacrar o caixão dos portáteis (tanto é que essa categoria nem existe mais). Ainda mais num ano ausente da Nintendo, o que fez ele ficar bem mais fraco do que o de costume.. mas enfim,  vamos lá.

    Meu candidato: Donut County. É o único jogo que joguei ou conheço o suficiente para dizer que merece algum prêmio. Gostaria de jogar Florence um dia, por parecer ser bem diferente, mas creio que não supere o caráter único de ser ... um buraco. Sério, é uma ideia biruta que deu muito certo. Ponto para a ousadia! Talvez até ganhe, mas eu acho mais fácil algum dos ports de PUBG ou Fortnite levarem. Aposto mais em PUBG.

    Análise do jogo feita pelo canal Nautilus: 

    MELHOR JOGO PARA REALIDADE VIRTUAL/AUMENTADA

    ASTRO BOT Rescue Mission (SIE Japan Studio / SIE) Beat Saber (Beat Games) Firewall Zero Hour (First Contact Entertainment / SIE) Moss (Polyarc Games) Tetris Effect (Resonair / Enhance, Inc)

    Mais uma categoria que não tenho acesso e não pretendo ter tão cedo. Mas indo pelas médias, repercussão na mídia, seria muito interessante ver o Tetris Effect levar esta. Acho que a disputa está entre ele e Moss e no fim, quem leva é ele.

    MELHOR JOGO DE AÇÃO

    Call of Duty: Black Ops 4 (Treyarch / Activision) Dead Cells (Motion Twin) Destiny 2: Forsaken (Bungie / Activision) Far Cry 5 (Ubisoft Montreal / Ubisoft) Mega Man 11 (Capcom)

    Seguindo o parâmetro focado no combate, "For the best game in the action genre focused on combat.", eu jurava que RDR2 iria entrar nesta categoria, já que ele tb tem um foco bom em combate. Mas admito que não é tanto quanto os indicados.

    Para ser sincero, achei a categoria mais fraca, que mais se nivelou por baixo. 

    CoD só apresentou uma "novidade" que é um battleroyale manjado. Não deveria ter aparecido!

    Dead Cells é um bom jogo indie, um bom jogo de ação, mas não achei ele tão bom no combate a ponto de ganhar esta categoria. 

    Destiny 2: Forsaken é uma expansão, que mantem o combate manjado da franquia. Nem deveria estar aqui! 

    Far Cry 5 eu gostei bastante até. Reconheço algumas de suas falhas, mas achei um ótimo jogo, tentou arriscar, tem um conteúdo bem extenso que eu não senti pesar tanto quanto o que a crítica falou. Lutar, atirar, combater neste jogo é mais fluído do que nunca e este ponto nunca fora tão bom nesta série. É o meu candidato e deve levar a estatueta para casa também, merecidamente.

    Mega Man 11: olha, muito da minha opinião está contida nessa análise do Nautilus também, mas o que me deixou bem incomodado foi o fato de usarem muito mal as novas mecânicas, o que atrapalha bastante o combate do jogo. E como o foco dessa categoria é justamente o combate, não merece estar ganhar.

    Análse do Nautilus do Mega Man 11:

    E antes de partir para a próxima, digo que nesta categoria poderiam colocar muito bem Monster Hunter World: o combate desse jogo é bom demais! É de longe, o melhor combate do ano!

    MELHOR JOGO DE AÇÃO/AVENTURA

    Assassin’s Creed Odyssey (Ubisoft Quebec / Ubisoft) God of War (Sony Santa Monica / SIE) Marvel’s Spider-Man (Insomniac Games / SIE) Red Dead Redemption 2 (Rockstar Games) Shadow of the Tomb Raider (Eidos Montreal / Crystal Dynamics / Square Enix)

    Agora sim! Essa categoria têm 4 dos melhores jogos do ano! É isso que espero de uma boa competição! Mas vou começar pelo pior logo: Shadow of The Tomb Raider. Sério?  Cadê Celeste? Guacamelee 2? Yakuza 6, que foi esnobado  em outras categorias??? Hitman 2 que está mil vezes mais funcional do que Shadow. Chega a ser uma afronta comparar um jogo tão medíocre com 4 jogões. Colocaram o jogo por conta das tumbas, eu sei. E tb por ser uma franquia clássica no gênero, mas na boa, pecou muito na parte de ação e só a exploração de tumbas que está divertido. Por isso que disse que é um jogo medíocre, não ruim. Tá na média.

    Então, excluindo justificadamente da disputa o Shadow of The Tomb Raider, vamos aos indicados: aqui acho que há uma barreira de qualidade bem alta entre dois deles - GoW e RDR2 como os melhores - e Odyssey e Spiderman como jogos excelentes.

    Odyssey é um jogão, com muita exploração, ação, tem uns puzzles familiares. Não faz nada de errado, inova um pouquinho aqui, ali, mas ainda é uma estrutura bem familiar. O que eu gostei mesmo é que houve um esforço por parte da Ubisoft em querer polir bem o produto adicionando uma gama bem grande de missões interessantes, deixando até as procedurais com uma pequena história. Bem legal isso!

    Spiderman é de longe o que tem o mundo aberto mais familiar, com pontos de interesse bem definidos, fast travel, missões que se repetem, porém , é um jogo bem divertido e polido! Mereceu a vaga principalmente pela diversão.

    E agora que entra a maior dificuldade por conta da paridade de armas: GoW e RDR2! É até difícil de escolher aqui, pois ambos são quase perfeitos no que se propõe a ser, têm mecânicas de ação e combate incríveis e ótimos puzzles. Sinceramente, por mim tanto faz, ambos são espetaculares e qualquer um que ganhar vai ser justo! Mas o TGA2018, deve premiar o GoW, só por se aproximar um pouquinho mais da parte puzzle desta categoria e por ter um level design ligeiramente melhor polido (é quase como comparar o 9,9999999998 do RDR2 com o 9,9999999999 do GoW aqui.). 

    MELHOR JOGO DE RPG

    Dragon Quest XI: Echoes of an Elusive Age (Square Enix / Square Enix) Monster Hunter: World (Capcom) Ni no Kuni II: Revenant Kingdom (Level 5 / BANDAI NAMCO Entertainment) Octopath Traveler (Square Enix / Acquire / Nintendo) Pillars of Eternity II: Deadfire (Obsidian Entertainment / Versus Evil)

    Detentora dos melhores indicados de outrora, a categoria dos melhores RPGs parece estar querendo voltar ao oriente. Não que sejam jogos ruins, mas sim que são bem familiares e alguns aprecem idolatrar bastante a era de ouro dos JRPG.  Não é que esteja ruim, mas sabe aquela comida boa, bem preparada, mas que fica sem graça com o tempo por já estar comendo aquilo há anos? Então, o tempero que se destaca é o Monster Hunter: World, franquia esta que nunca esteve tão boa quanto agora. Meu candidato e deve levar a estatueta!

    Só que, ele deve ganhar pelos motivos errados. Eu explico: observem a descrição da categoria - "For the best game designed with rich player character customization and progression, including massively multiplayer experiences." . Tirando a parte do multiplayer, MHW não faz muito de diferente no resto. E bem, o resto é o que mais importa num rpg, que é o foco no personagem. Manja, Geralt? Então é isso. No MHW você é um boneco engraçado genérico. Nada contra, eu gosto disso, mas cadê o desenvolvimento de personagem? Cadê o Sheppard, Inquisidor? E fora que a progressão do jogo é muito mais baseada num loot extremo (e muito divertido) do que uma progressão com base na narrativa. É isto que espero de um rpg. Entendo que essa nunca fora a maior qualidade da série, mas colocaram na categorias de rpgs por pura comodidade. Uma pena, poderia figurar muito bem a de ação, ganhando por lá, inclusive!

    Já os demais:

    Dragon Quest  XI: é o JRPG mais raiz de todos, inclusive em ter uma história bem simplista. Bom, mas não o suficiente para se destacar alem do fator nostalgia e do seu sistema de combate em turnos.

    Pillars of Eternity II: Deadfire: aqui sim! Este título leva a construção de personagens através da narrativa de uma forma excelente. Poderia ganhar se não fossem dois problemas (para mim): é uma expansão e MHW é um jogo bem melhor, têm mecânicas bem melhores.

    Octopath Traveler: parece sofrer dos mesmos problemas do Dragon Quest XI ao se apegar demais ao passado e confiar demais na sua estética ousada. É um jogo legal, mas não mais que isto.

    Análise de Octopatch Traveler : 

    Ni no Kuni II: Revenant Kingdom: único concorrente de peso que talvez, ainda que remotamente, desbanque o MHW. Têm ótimas mecânicas, estética, narrativa, construção de personagens... é o melhor "rpg com características de rpg" do ano. Mas ele ainda têm de superar o lobby do combate excelente do MHW, o que é uma tarefá hercúlea e acho pouco provável que consiga. Se fosse uma novidade, como foi o primeiro, em 2013, talvez até conseguisse desbancar.

    MELHOR JOGO DE LUTA

    BlazBlue: Cross Tag Battle (Arc System Works) Dragon Ball FighterZ (Arc System Works / BANDAI NAMCO Entertainment) Soul Calibur VI (Bandai Namco Studios / BANDAI NAMCO Entertainment) Street Fighter V Arcade (Dimps / Capcom)

    Ai, ai, chega a ser ridículo isso: é a Namco contra ela mesma aqui! SFV Arcade nem deveria estar aqui! É um jogo de 2016 com personagens extras. Porra, Capcom, não volte a ser a caça-níquel da 7ª geração não! Estava indo tão bem, com RE7, MHW ...

    Então só sobram 3 jogos: Blazblue não deve ganhar. É um jogo legal até, um bom fighter das antigas, mas teve pouco destaque e isso vai contar. DB FighterZ é um outro fighter, bem mais badalado, polido e com personagens mundialmente conhecidos, já participou de EVO, inclusive. Deve levar a estatueta. 

    Mas meu coração não me engana: sempre amei a série Soul Calibur e mesmo reconhecendo que ela não anda nos seus tempos de glória do ps2, meu voto continua sendo dele! É passional mesmo, não sinto o mesmo por nenhum outro jogo de luta (a não ser Smash Bros).

    MELHOR JOGO PARA A FAMÍLIA

    Mario Tennis Aces (Camelot Software Planning / Nintendo) Nintendo Labo (Nintendo EPD / Nintendo) Overcooked 2 (Ghost Town Games / Team 17) Starlink: Battle for Atlas (Ubisoft Toronto / Ubisoft) Super Mario Party (NDCube / Nintendo)

    Agora é o momento perfeito para falar da ausência da minha querida Nintendo este ano. Eu fico bem triste quando ela desaparece e sobrevive no automático, pois o ano enfraquece e tem menos inovações. O engraçado é que parece que ela acabou "tomando para si" esta categoria no lugar da de portáteis. Eu confesso que não sou muito o público - alvo desta categoria, então vou fazer uma aposta com base na mídia. Acho que Mario Tennis Aces deve levar esta, não por ser um jogo espetacular, mas pela pouca inovação ou falta de qualidade dos outros (pelo amor de deus, papelão, Nintendo???)

    MELHOR JOGO DE ESTRATÉGIA

    BATTLETECH (Harebrained Schemes / Paradox Interactive) Frostpunk (11 bit studios) Into the Breach (Subset Games) The Banner Saga 3 (Stoic Studio / Versus Evil) Valkyria Chronicles 4 (Sega CS3 / Sega)

    Ironicamente, numa categoria meio esquecida, não tem nenhum jogo ruim ou medíocre. Todos são bons jogos, apesar de só ter jogado um pouco de dois deles. Mas se formos analisar as médias e repercussão na mídia, deve ir para um deses dois: Into the Breach ou Frostpunk. E aqui vai algo mais pessoal: eu prefiro Frostpunk, por ser uma estratégia toda voltada para o lado social da sobrevivência de uma sociedade. E não tem nada igual a isto no mercado! O único jogo que se aproxima um pouquinho é justamente o jogo anterior dessa produtora, o This War of  Mine, excelente e inovador jogo,m por sinal.

    Mas talvez o prêmio deva ficar com Into the Breach, por ter uma média maior, mais indicações, ter um lobby maior. Ótimo jogo também e não será injusto se ele levar.

    MELHOR JOGO DE ESPORTE E CORRIDA

    FIFA 19 (EA Vancouver / EA Sports) Forza Horizon 4 (Playground Games / Turn 10 Studios / Microsoft Studios) Mario Tennis Aces (Camelot Software Planning / Nintendo) NBA 2K19 (Visual Concepts / 2K Sports) Pro Evolution Soccer 2019 (PES Productions / Konami)

    Categoria cansativa. A única coisa diferente aí é o Mario Tennis Aces. E mesmo sabendo que ele não tem a menor chance contra Forza Horizon 4, gostaria bastante de vê-lo ganhando. Mas deve ir para o FH4, o que não é nenhuma injustiça. Entendam meu ponto: são 3 séries anuais, com poucas mudanças, que brigam anualmente por sua grana, sendo que poderia facilmente resolver o problema com uma atualização e uma série bianual, que só é bianual por alternar com a sua versão "menos divertida e mais realista", a "Motorsport".  Caso queiram comparar com a sazonalidade de Assassins, aguardem, pois já vou explicar isso...

    MELHOR JOGO MULTIPLAYER

    Call of Duty: Black Ops 4 (Treyarch / Activision) Destiny 2: Forsaken (Bungie / Activision) Fortnite (Epic Games) Monster Hunter: World (Capcom) Sea of Thieves (Rare / Microsoft Studios)

    Essa categoria está excepcionalmente decepcionante para mim, não só pelos indicados, mas pelo fato de que se os nomeados fossem revelados mais para o final do mês, teríamos talvez um Red Dead Redemption Online, Fallout 76, Battlefield V, Super Smash Bros Ultimate. Fora que ... CADÊ A WAY OUT??? Cadê Overcooked 2?? Eles simplesmente cagaram para o multiplayer mais inovador do ano e para o outro multiplayer que quase ganhou esta categoria em anos anteriores.

    Fora que, olha essas MERDAS de indicados!

    CoD - igual ao de sempre, host todo cagado, cai o tempo todo, lag, mal otimizado, modo blackout que é a grande inovação é reciclado.

    Destiny 2: Forsaken - essa expansão não deveria estar aqui! Alem de ser uma expansão, não muda a fórmula, sendo igual ao do ano passado. Já teve a sua chance, pqp!

    Fortnite: SÉRIO? É SÉRIO ISSO? VÃO REPETIR O JOGO QUE FORA INDICADO ANO PASSADO??? Ele já tem uma categoria para ele fazer a cagada dele, que é a dos "Ongoing Games". Da qual nunca deveria ter saído, inclusive.

    Sea of Thieves: até jogo incompleto figura nessa categoria. Vão catar galinha na pqp, cacete!

    O único lado positivo nisso é que agora virou a categoria mais manjada de todas: passe livre para Monster Hunter World. É o ponto mais alto do jogo, mais polido, mais divertido e etc. Sem mais.

    MELHOR ESTREIA DE JOGO INDIE

    Donut County (Ben Esposito / Annapurna Interactive) Florence (Mountains / Annapurna Interactive) Moss (Polyarc Games) The Messenger (Sabotage Studio) Yoku’s Island Express (Villa Gorilla)

    Eu não ia comentar essa categoria, mas acho bem legal incentivarem os estúdios pequenos dessa forma. Ainda mais os que estão iniciando. Por ser só escolha do público, eu votarei no que gostei mais, que foi o joguinho do buraco, Donut County. Mas como é estritamente pessoal, vai da escolha de cada um de vocês. Incentivem aí, galera!!

    A categoria de MELHOR JOGO ESTUDANTIL, Prêmios de eSports  e de CRIADOR DE CONTEÚDO DO ANO,eu vou me abster. Não sou capaz de opinar. 

    E agora, finalmente, vamos para as duas categorias mais esperadas: Direção e Jogo do Ano!

    MELHOR DIREÇÃO

    A Way Out (Hazelight Studios / EA) Detroit: Become Human (Quantic Dream / SIE) God of War (Sony Santa Monica / SIE) Marvel’s Spider-Man (Insomniac Games / SIE) Red Dead Redemption 2 (Rockstar Games)

    Categoria um pouco polêmica. Detroit e A Way Out parecem ter entrado aí mais por se aproximarem de uma direção de cinema muito bem feita, só que adaptada a um jogo. É estranho não termos figuras como a Matt Makes Games de Celeste, a Ubisoft Quebec ou mesmo ... a Capcom! Sim, a extremamente criticada Capcom de outrora, agora merecia muito estar nessa categoria! O MHW é excelente, principalmente pelo game design excelente dele! Eu não entendi essa ausência, não faz o menor sentido.

    Sendo que este ano houveram seis indicados ao goty. Poderiam ter estendido para a direção também. Não da para entender. Dito isto, não é que não tenha gostado dos indicados, só acho que dois deles não tenham feito tanto quanto estes que falei. 

    Assim, sobraram 3:

    Spiderman: o dedo de ouro da diversão da  Insomniac Games fez a diferença aqui. Creio que talvez seja a especialidade deles também, em manter uma movimentação surreal e diferenciada com muita diversão. É o melhor jogo que já joguei eles e olha que passei a maior parte da minha infância jogando os 3 Spyros na casa dos meus amigos quando era moleque e ainda assim, gostei muito do que vi. Indicação bem merecida.

    E novamente, os dois melhores da noite: GoW e RDR2. Seguindo a lógica da descrição, "Awarded to a game studio for outstanding creative vision and innovation in game direction and design.", acumulando inovações, criatividade, e o dedo de midas da direção de jogo, fico com Red Dead Redemption 2, e acho que o TGA2018 irá prestigiar a Rockstar também

    Maaaaas, tenho uma ressalva: o level design do God of War é impecável! No sentido literal da palavra, "confiança" no level design como pouquíssimos jogos me ofereceram! Nesta geração, acho que só ele e o Zelda BOTW fizeram isso! E o mais engraçado é que ele parece que vai quebrar a todo momento, mas não. Aquilo tudo fora pensado meticulosamente! Se fosse estritamente pelo level design, GoW DARIA UMA SURRA PESADA EM RDR2! E olha que estou falando de um dos jogos que mais gostei de jogar da geração! Mas estou seguindo os parâmetros que o site do evento me disponibilizou, então, RDR2 ficou melhor neste quesito.

    E finalmente: jogo do ano!

    JOGO DO ANO

    Assassin’s Creed Odyssey (Ubisoft Quebec / Ubisoft) Celeste (Matt Makes Games) God of War (Sony Santa Monica / SIE) Marvel’s Spider-Man (Insomniac Games / SIE) Monster Hunter: World (Capcom) Red Dead Redemption 2 (Rockstar Games)

    Vou fazer meu ranking pessoal, como sempre adorei fazer. Seguindo os parâmetros do TGA 2018, "Recognizing a game that delivers the absolute best experience across all creative and technical fields." então, do que menos gostei (mas ainda assim gostei pra cacete)NA MINHA VISÃO PESSOAL. Mas ao final farei um "ranking técnico" também:

    6º - Celeste: como havia dito anteriormente, é um indie delicado, único e para poucos. Mas que todos deveriam desfrutar. Cada segundo que passei jogando Celeste, me fazia refletir sempre o porquê de estar fazendo aquilo. Por que estou subindo aquela montanha? Por que eu estou jogando isto? Por que eu fiz tais escolhas? E junto de todas estas questões me via repensando muito mais do que um simples jogo, mas uma reflexão sobre a minha própria vida. E isso por causa de um joguinho pixelado, fui retirado da minha caixinha e convidado a pensar fora dela. Sério, isso é incrível! E vibrei demais por sua indicação! 

    OBS: sabiam que é a segunda versão de Celeste? Tem uma versão bem mais simples de 2015! O.O

    http://www.mattmakesgames.com/

     5º - Monster Hunter: World : multiplayer. Sério, eu não sou um jogador de multiplayer e fui dragado por este jogo. Xinguei pra cacete essa droga, mas sabia que nunca era por problema do jogo. Não, o level design refinadíssimo de MHW nos tira da nossa zona de conforto, quase que nos obrigando a aprender um novo dialeto. E todo pautado nas mecânicas de jogo, como a memorização de frames de animação dos monstros, o aprendizado com cada arma diferente (que também têm os seus próprios frames de animação). jogar Monster Hunter World é quase que aprender a masterizar um jogo de luta, mas no corpo de um RPG de ação muito bem feito!

     4º - Marvel’s Spider-Man:  Movimentação e diversão. Este jogo, meus amigos, ele é divertido. Não é lá muito desafiador como os outros dois, mas caramba, ele conseguiu ser melhor que Arkhan City! Refinou demais as mecânicas de controle de teia (não consigo imaginar nada tão simples e próximo de ser um herói, quando o que este jogo proporciona). Fora as suas qualidades técnicas (que jogo que tem upgrade gráfico hoje em dia?? Quase nenhum, mas este daqui teve!). O melhor é que eu não esperava nada deste game, e quando menos reparei, já se passaram mais de 6 horas jogando agora que havia me surpreendido em todos os aspectos. Deem uma chance ao cabeça de teia, pois ele é realmente o amigo da vizinhança!

    3º - Assassin’s Creed Odyssey: É, quem diria. Como um dos maiores críticos da Ubisoft, não só por conta de suas propagandas enganosas, falsas promessas, jogos bugados. Também. Mas meu maior problema com a Ubi foi sempre quanto à anualidade de algumas franquias e de como ela se tornou uma empresa mercenária por causa disso. Assassin’s  nunca foi uma série que caiu no meu gosto. O mais próximo que eu cheguei de gostar um pouco, fora o black flag. E até mesmo ele, com tudo de bom que este jogo me oferecia, a sensação de pirataria, liberdade, era meio enjoativo, mecanizado e depois de um curto período ficava chato. E sério, eu tentei gostar de Assassin’s, joguei muito de todos, mas nenhum havia me convencido. Eu já tinha criado uma certa ojeriza  à saga por terem matado a franquia do Prince of Persia (sands of time ainda é um dos meus jogos favoritos da Ubisoft). Eu confesso que a própria Ubisoft como um todo me deixou bem triste  ao longo destes anos, com a mudança de postura deles, mas no fundo já havia me acostumado. Depois de 2014, a qualidade de seus jogos caiu bastante, tendo o seu pior ano, o que já expliquei no meu artigo anterior precisando de uma grande reformulação. E nessa onda de melhorar os seus produtos, entrou a questionada anualidade da série, que teve um hiato em 2016, retornando com Origins em 2017. E para a minha surpresa, quando eu vi as primeiras gameplays, me surpreenderam bastante, reformularam bem o sistema de combate (que ainda era muito problemático, as ficou divertido), a exploração e etc. E isso tudo começou a ser questionado quando anunciaram na cara dura uma reskin do jogo, que era o Odyssey. Ainda bem que mudei de ideia quando vi as primeiras gameplays reais e percebi que aquilo ali seria grande. Arrisquei num produto anual e me surpreendi demais: mapa muito maior que o de Origins, um sistema de combate que ainda não está 100%, mas que melhorou MUITO, upgrade gráfico leve, tornaram o jogo bem mais fluído, bem menos bugado, e o principal: leve, divertido. Então, acho que por conta de uma insistência minha com Origins e também ter arriscado com o Odyssey, posso dizer que a Ubisoft está voltando aos trilhos, sendo Assassin’s Creed Odyssey o Pandora Tomorrow desta geração (em termos de salto de qualidade técnica). Sério, deem uma chance a ele!

    E agora vem a parte mais complicada: os dois melhores do ano.

    2º God of War: por muito pouco, mas muito pouco ele não ficou em 1º. e não foi por incompetência. Longe disso. Já estou elogiando o jogo desde o início do artigo. GoW é uma obra prima em todos os aspectos técnicos, principalmente em seu level design primoroso que não falha com o jogador, a sua excelente otimização, a sua ousadia em alterar uma fórmula de sucesso quase inalterada para algo completamente diferente, que aos poucos, organicamente se assemelha ao que já conhecemos. Kratos finalmente voltou a ser um personagem bom, amadurecendo novamente a ideia de ser um anti-herói dentro de uma tragédia grega. Atreus é não só um ótimo personagem, mas uma excelente mecânica de jogo, simples e eficaz. Atacar com os botões R1 e R2 que pareciam ideias ridículas, faz tanto sentido como a Terra ser redonda e a água molhada. E a história, é assim que se trabalha com mitologia! É assim que se usa uma jornada simples para algo extremamente inventivo! E é assim que se expande um universo de um produto! E o leviatã? Que mecânica excelente!!! Até o Mark Brown fez um vídeo próprio para explicar só esta mecânica:

    GoW é tão bom, tão bom, mas TÃO BOM, que arrisco a dizer que ele têm sérias chances de ganhar o goty este ano.

    E deixo aqui estas brilhantes análises do jogabilidade e do overloadr:

    Então, para mim, o GOTY deste ano vai para Red Dead Redemption 2!

    Por muito pouco mesmo, RDR2 não vai perder. GoW é quase perfeito e ele precisaria ser mais "quase perfeito" ainda (se é que isto existe). E ele foi. 

    Todo mundo já sabia que ele seria excelente em diversos aspectos, mas são os detalhes que cativam. É algo único ver o desenrolar orgânico das coisas, de ver como o jogo pode te enganar o tempo todo para roubar o seu dinheiro, exatamente como poderiam te fazer numa época como aquela. 

    Cada personagem ter diversas linhas de diálogo, e isso mudar de acordo com uma escolha besta sua, uma mecânica que serviria muito bem a uma narrativa embutida, mas que funciona perfeitamente como narrativa emergente aqui. É impressionante o fato de cada personagem, cada NPC zé ruela ter uma rotina extremamente complexa. Um exemplo: uma hora eu estava andando pelo mapa atrás de uma pele de guaxinim. Arthur estava cansado, seu cavalo (cujo nome da minha égua puro-sangue árabe é convenientemente "Meu Cavalo")também. Resolvi montar uma fogueira e dormir ali. Mas fui acordado por dois manés dizendo que era para vazar dali pq era a área deles. No outro dia, ignorando o aviso deles, dormi por lá e eles apareceram tentando me matar, saquei minha Vulcanic e matei ambos. Quando fui saquear eles, tinha uma carta, que contava uma mini-história  sobre uma antiga gangue que fora extinta ... e por aí vai. A história base de RDR2 é bem simples, mas o seu desenrolar é único, minucioso. Tudo, tudo sem exceção, neste jogo é orgânico, polido ao extremo e detalhista. Têm mecânicas que parecem desnecessárias, como o banho e a limpeza das armas? Sim, mas através da organicidade do mundo, estas mecânicas se tornam palpáveis a ponto de te instigar a entender mais do jogo ou simplesmente não suportar mais aquela lama que não sai do Arthur e que assim você prefere tomar um banho e melhorar os status dele. Até comer não é meramente para regenerar vida, mas também as demais barras e te dar mais opções (quer um Arthur mais magro que corre mais ou um mais nutrido que tenha mais resistência física?). A complexidade de mecânicas desse jogo tornam a sua curva de aprendizagem um pouco mais complexa do que imaginava, isso é fato, mas a Rockstar é uma empresa que tem a nossa confiança e que conseguiu tornar isso tudo interessante. É claro, que tem aquela galera que achou o jogo lento demais (confesso que no início, até que você entenda qual é a do jogo, ele pode parecer meio monótono, mas depois da parte da neve, como tudo se torna interessante!). Red Dead Redemption 2 é o resultado da soma de suas partes.  

    Enfim, estes são alguns exemplos de como Red Dead Redemption 2 é o resultado de um trabalho triste esforçado da Rockstar e que o fazem ser o jogo primoroso e marcante que ele é. E acho difícil o TGA 2018 não dar este prêmio para ele também.

    E agora um rápido ranking técnico:

    6º Celeste

    5º Assassin’s Creed Odyssey 

    4º Marvel’s Spider-Man

    3º Monster Hunter: World 

    2º God of War

    1º Red Dead Redemption 2

    Posto todos os pontos, acho que por hora é isso. O resultado como um todo para o ano, não fora ruim, mas ele foi bem aquém do que esperava, sendo muitas indicações para os mesmos jogos (é a primeira vez em que temos tantas categorias com os mesmos jogos. Só o GoW e RDR2  juntos foram 16 indicações! ). As categorias novas deram a entender que o evento irá mais para o lado dos esports também. Enfim, ao menos entenderam que rir deles mesmos por conta das gafes passadas é uma ótima estratégia de marketing! 

    Contudo, isto me deixa com um pé atrás sobre a durabilidade desta geração. Estamos no 5º ano de geração, quase no 6º para perceber que cada vez mais os jogos triple A estão escassos (um jogo da bethesda, um da rockstar, um da naughty dog ...), enquanto os indies  estão abundantes e com muita qualidade (já tivemos dois indicados ao goty, Inside e Celeste) . Tudo isto da a entender que o alto valor de produção, apesar de gerar bastante polimento, também demanda muitos recursos humanos, principalmente o tempo. Resta agora saber como a indústria irá se adaptar a isso e nos prepararmos para o que possa vir. 

    É isso, um abraço!

    Red Dead Redemption 2

    Plataforma: Playstation 4
    388 Jogadores
    103 Check-ins

    31
    • Micro picture
      wilford_fernandes · 1 mês atrás · 4 pontos

      o.O ovu rpecisar separar um tempo pra ler...

    • Micro picture
      johnny_bress · 1 mês atrás · 3 pontos

      o god of war, eu sinceramente nao consegui gostar da camera, e o estilo de bater. ainda acho melhor no quadrado e triangulo. De resto o game está ótimo.

      1 resposta
    • Micro picture
      johnny_bress · 1 mês atrás · 2 pontos

      gigante texto rsrs

  • taironecass Tairone Santos
    2018-11-13 11:57:50 -0200 Thumb picture
    Thumb picture

    Stan Lee - Morre o criador, nasce a lenda.

    O ano de 2018 está perto do fim e no dia de ontem nos trouxe uma perda que ninguém imaginava pra agora: a partida de Stan Lee. Ele, o cara que praticamente definiu o gênero de entretenimento que mais curto na minha vida, que são os super heróis na correria da vida comum.

    Homem-Aranha, Hulk, Quarteto Fantástico, e tantos outros heróis da Marvel nasceram de ideias ou parcerias desse gênio. Suas cômicas e tão esperadas aparições em praticamente todos os filmes da marca ficarão marcadas pra sempre em nossa memória. A indústria do entretenimento tem uma grande dívida pelo legado que ele deixou e pela contribuição que ele ofereceu ao mercado; e nós somos gratos por todos esses anos de diversão vendo suas criações.

    Excelsior! Descanse em paz, Stan Lee.

    Créditos aos sites Legião de HeróisOmelete pelas imagens.

    X-Men: Mutant Apocalypse

    Plataforma: SNES
    4113 Jogadores
    29 Check-ins

    23
  • hidatte Hidatte
    2018-11-08 12:44:05 -0200 Thumb picture
    Thumb picture
    <p>#img#[596863]</p> - Alvanista

    39
    • Micro picture
      andre_andricopoulos · 1 mês atrás · 3 pontos

      kkkkkkkkkkkkk

    • Micro picture
      avmnetto · 1 mês atrás · 2 pontos

      Putz... A treva. Tenho um conjunto de controles bostas aqui só pra dar na mão de pirralho em caso de necessidade, kkk

    • Micro picture
      cowtonete · 1 mês atrás · 2 pontos

      the horror

  • luizkorynga Luiz Henrique Santos
    2018-11-05 21:28:14 -0200 Thumb picture
    Thumb picture
    luizkorynga fez um check-in em:
    <p>Começando</p><p>#img#[596340]</p> - Alvanista
    Dragon Quest V

    Plataforma: SNES
    251 Jogadores
    2 Check-ins

    Começando

    22
    • Micro picture
      _gustavo · 1 mês atrás · 3 pontos

      Um dos melhores da série, mas a versão do PS2 e do DS são melhores, a do PS2 tem várias mudanças no core do jogo além de gráficos a par para o console (o remake saiu pouco antes do VIII) , a do DS tem mais dungeons, monstros, além de uma terceira pretendente que a versão do SNES e PS2 não tem

      2 respostas
    • Micro picture
      reasel · 1 mês atrás · 2 pontos

      jogo bom, mas como eu tava tentando fazer 100%, acabou ficando enjoativo pra caralh-
      parei no segundo mundo

    • Micro picture
      le · 1 mês atrás · 1 ponto

      Sabe que tem uma versão (traduzida por fãs) pro PS2, né?

      4 respostas
  • 2018-11-05 11:12:12 -0200 Thumb picture
  • 2018-10-24 17:55:15 -0200 Thumb picture
    lordsearj fez um check-in em:
    <p>#img#[594073]</p><p>Mais um puzzle "queima mufa" - Alvanista
    Lufia II: Rise of the Sinistrals

    Plataforma: SNES
    510 Jogadores
    17 Check-ins

    Mais um puzzle "queima mufa" (na foto já resolvido). O joguinho cresce muito. Só estou curioso que já se vão quase 18 horas e nada de Sinistrals... 

    14
    • Micro picture
      manoelnsn · 2 meses atrás · 2 pontos

      Eles demoram pra aparecer mesmo, agora mesmo vem o primeiro

    • Micro picture
      santz · 2 meses atrás · 2 pontos

      Os puzzles nesse jogo até que não muito complicados.

    • Micro picture
      lordsearj · 2 meses atrás · 1 ponto

      Parabéns? Ah, então um já foi....

Continuar lendo &rarr; Reduzir &larr;
Carregando...