ligadosescritores

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  • 2018-05-06 17:40:53 -0300 Thumb picture
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    chiuauadospampas checked-in to:
    Post by chiuauadospampas: <p><a href="https://i.imgur.com/miY9IDD.jpg" target
    Horizon Zero Dawn the Frozen Wilds

    Platform: Playstation 4
    67 Players
    24 Check-ins

    Finalizado!

    Esse DLC agrega muito ao jogo original, sendo praticamente indispensável para quem já jogou o jogo. 

    Durante a jogatina ele irá adicionar novas histórias do mundo de Horizon e que irá enriquecer muito a experiência do Gamer. Ele também irá mostrar muito do potencial da franquia para frente, acho que podemos esperar no minimo mais dois jogos fabulosos como esse! 

    A Guerrilha Games não teve medo de abordar temas como: Ecologia, IA, conflitos sociais neste DLC de uma melhor que até mesmo no jogo principal. Acho que a desensolvadora viu as criticas ao jogo e mostrou que entendeu o publico. Não vi perca de tempo como abordar a sexualidade da Aloy nesse jogo, e sim uma tratativa muito mais profunda sobre um futuro distópico e a importância de aprendermos a viver como irmãos.

    Eles abordam conceitos de IA e como iremos lidar com isso no futuro, além de uma critica forte por não valorizarmos  oque temos no nosso tempo atual.

    Por fim, recomendo muito esse DLC para quem não costuma jogar DLCs (também não faço isso), mas esse DLC adiciona um bom conteúdo e mais umas 12 horas de jogo muito bem aproveitadas. 

    Confiram umas fotos que tirei! 

    31
  • 2018-03-11 14:53:33 -0300 Thumb picture
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    BEM-VINDO AO NONO MUNDO

    Houve oito mundos anteriores. 

    Você pode se referir a eles como idades, éons, épocas ou eras, mas não é errado pensar em cada um como um mundo próprio e ímpar. Cada mundo anterior se estendeu por vastos milênios. Cada um acolheu uma raça cujas civilizações ascenderam à supremacia, mas, por fim, morreram ou se dispersaram, desapareceram ou transcenderam.

    Durante a época em que cada mundo floresceu,aqueles que os governaram falaram com as estrelas,recriaram seus corpos físicos e dominaram forma e essência, todos à sua própria maneira. Cada um deixou vestígios para trás. O Nono Mundo é construído sobre os ossos dos oito anteriores e, particularmente, dos últimos quatro. Toque o pó, e você descobrirá que cada partícula foi manuseada, manufaturada ou cultivada e, então, triturada de volta a drit — um solo fino e artificial — pelo poder inexorável do tempo. Olhe para o horizonte — aquilo é uma montanha ou parte de um impossível monumento para o imperador esquecido de um povo perdido? Sinta essa sutil vibração sob seus pés e saiba que esses motores antigos — grandes máquinas do tamanho de reinos — ainda operam nas entranhas da terra. O Nono Mundo é sobre descobrir as maravilhas de mundos que vieram antes, não por causa deles em si, mas como meios de melhorar o presente e construir um futuro. 

    Cada um dos oito mundos anteriores, a seus próprios modos, é muito distante, muito diferente,muito incompreensível. A vida de hoje é muito perigosa para se insistir em um passado que não pode ser entendido. As pessoas escavaram e estudaram as maravilhas das épocas anteriores apenas o suficiente para ajudá-las a sobreviver no mundo que lhes foi dado. Elas sabem que energia e conhecimento estão suspensos invisivelmente, no ar, que continentes remodelados de ferro e vidro — sob, sobre e acima da terra — guardam grandes tesouros e que portais secretos para as estrelas e outras dimensões e reinos oferecem poder, segredos e morte. Às vezes eles chamam isso de magia, e quem somos nós para dizer que estão errados? Muitas vezes, no entanto, quando encontram restos dos velhos mundos — os dispositivos, os grandes complexos de máquinas, as paisagens alteradas, as mudanças causadas em criaturas vivas por energias antigas, os nanoespíritos que pairam no ar em nuvens chamadas Ventania de Ferro, a informação transmitida no interior da assim denominada esfera de dados e vestígios dos visitantes de outras dimensões e planetas alienígenas — eles chamam essas coisas de a numenera. No Nono Mundo, a numenera é tanto uma dádiva quanto uma maldição. Isso torna a vida muito diferente do que era em qualquer outra época na Terra.

    Fonte: Livro Numenera, 

    http://newordereditora.com.br/loja/rpg/numenera/

    Torment: Tides of Numenera

    Platform: PC
    17 Players
    2 Check-ins

    23
  • caco02 Marco Antônio
    2017-12-30 11:23:31 -0200 Thumb picture
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    Games, libido e a arte de ganhar em cima.

    Medium 3582509 featured image

    Ontem eu tomei coragem e resolvi ler o famigerado artigo que mexeu tanto com o @gradash e @juninhonash e ao abrir o artigo já vi que o(a) escritor(a) quis levantar seus pontos mas estava mais desesperado(a) para gerar polêmica do que transmitir sua ideia, tanto pelo nome do autor(a) que já incita uma divisão, não que a ideia do artigo seja ruim, mas é muito mal executada. O começo traz uma introdução forte falando sobre a dinâmica de criação de um(a) personagem.

    Antes de trazer a tona seu primeiro exemplo de um character design ruim, ela fala sobre o Hate que uma personagem que foge aos padrões comuns e realistas vai gerar com quem acha aquilo errado. Porém é um backlash mais feminino do que masculino. ( Nunca vi ninguém reclamando do Zangief ou do Sephiroth)

    Em seu primeiro exemplo temos a volta de um fantasma do passado em forma de Quiet. A sniper dos Diamond Dogs que gerou tanta controvérsia, realmente o design de Quiet é realmente chamativo e a história do respirar pela pele foi algo bem fraco mesmo, mas em relação ao seu comportamento temos algo funcional. Quiet é uma assassina altamente treinada, sua função é eliminar o seu alvo sem remorso, as vezes agindo com um instinto quase que animalesco. Algo que remete bem a temática de Quiet seria Conan, Mad Max, personagens que contam com a barbárie e selvageria, um instinto primitivo que reflete em sua roupa e caso esteja realmente importunando o Player você pode sempre colocar a roupa de combate. #CrisisAdverted

    O assunto de no caso a Quiet ser a unica mulher entre os membros dos Diamond Dogs se vestindo assim também foge um pouco do que realmente acontece, nos é mostrado que mesmo com roupas totalmente descabidas Quiet não precisa temer nada, na Mother Base facilmente vemos ela derrubando 4 soldados treinados como se fossem vassouras e na cena aonde ela é capturada e tentam abusar dela em uma cena tangível com a realidade da guerra ela simplesmente destruiu o acampamento todo sozinha enquanto algemada. 

    Pois se o caso de Hideo fosse a erotização banal da atiradora de elite em roupas disfuncionais, teríamos Sniper Wolf de maiô no frio da Antártida, a Boss lutando de Lingerie no campo florido, Naomi Hunter de Tiazinha, Para-Medic como enfermeira de filme pornô, Meryl tirando a roupa quando controlada por Psycho Mantis.

    O contrapeso usado é Widowmaker de Overwatch, nas palavras do artigo é dito que a personagem é sexualizada, porém não hipersexualizada, a diferença entre Widowmaker e Quiet é o quanto de roupa esta cobrindo a personagem, levando 2 personagens femininas de alta qualidade tanto em personalidade quanto em desenvolvimento rebaixando elas a um concurso de quem mostra mais o que.

    São duas personagens com psique e motivações diferentes, a semelhança está no armamento e acaba ai, Widowmaker é a famosa Femme Fatale, uma mulher linda, misteriosa e cativante que irá atrair sua presa para a teia e irá mata-lá sem o minimo esforço, seus movimentos são suaves, sua pose enquanto no rapel é graciosa e é silenciosa como as sombras que a envolve. Quiet segue a mesma premissa, porém ela não tem medo de se lançar ao perigo em uma investida selvagem e destrutiva, sem medo de levantar a atenção, ela é brusca e indomável seguindo seu instinto mesmo sobre ordens.

    As próximas acusadas são Ying, Katana, Laura e 2B, sendo que não conheço as duas primeiras irei me focar em Laura e 2B nessa parte do texto. Laura a nossa linda carioca judoca que senta a manjeba sem dó, a polêmica da personagem rolou muito em relação a sua roupa alternativa que consiste em um top e um shortinho ao melhor naipe baile funk. A roupa dela foi baseada em uma roupa comum para o povo e mulheres brasileiras que possuem um gosto igual ao de Laura, é algo baseado no costume brasileiro, na própria cultura do funk. Porque é errado quando é uma personagem de um jogo de luta mas não quando a TV mostra a Annita no programa de TV e no clipe com a polpa da bunda a mostra? E porque nunca se vê ninguém reclamando do Zangief só de sunga expondo todo seu corpo e na proporção irrealista de seu corpo com uma caixa torácica maor que um engradado de cerveja?

    No caso da 2B o problema é algo mais ocidental do que tudo, pelo fato da nossa sociedade ter uma base católica-romana associamos muitas vezes a erotização ao pecado da Luxuria e sempre houve a repressão durante a infância do próprio sexo e sexualidade, enquanto no oriente é explorado mais a evolução do ser, então a sexualidade e libido estão lá, mas não como um objetivo ou pecado, ele só existe e as pessoas estão OK com isso.  Mesmo que muitas vezes a 2B se mostre um pouco desnuda e o jogador possa usar a câmera para ver aqui e ali, a jornada é muito mais importante que o corpo da Ciborgue. A incrível história da ciborgue que começa como uma maquina apenas seguindo sua diretriz, porém ao observar o mundo ao seu redor e a "vida" sendo criada entre o orgânico e o mecânico acaba criando uma consciência sobre o que é a vida e o que está a sua volta.

    As vezes em busca de um motivo para desavença acabam diminuindo a personagem ao que ela veste e suas curvas, um grande nome vem a mente quando penso nisso: Bayonetta!

    A bruxa de Umbra, uma mulher tão poderosa, empoderada quanto sexy. Alem da sua personalidade forte a ponto de ser mais interessante que Dante, temos uma mulher inteligente, extremamente poderosa, uma hábil guerreira capaz de usar diversas armas e que bater de frente tanto com deuses quanto com demônios, um dos poucos títulos a levar 40/40 da Famitsu. Todos esses motivos são ótimos para exaltarmos Bayonetta como uma personagem incrível, porém sempre apontam a falha de como seu cabelo se comporta durante seus Summons. Porque uma mulher tão independente, poderosa, segura de si e confiante na vida real teria vergonha de usar seu poder máximo? O problema está no personagem ou em quem está jogando?

    Outro grande problema é diminuir as personagens que tem poder para algo minusculo apenas por que seu papel parece inferior. Por exemplo temos a Princesa Peach, todos amamos ela, ela é engraçada, é uma personagem carismática e extremamente poderosa, porém é sempre capturada pelo vilão Bowser e para resgata-lá controlamos o oposto de qualquer herói, ele não é alto, não é forte e não é charmoso nem mesmo é um príncipe, ele é o Super Mario um encanador, baixinho, gordo. Reduzir a Peach a simples donzela em perigo é algo que a mídia vive fazendo. Porém a mesma é alvo exatamente por ser tão poderosa, e porque nunca mais se falou da Pauline nessa mesma mídia, a antiga captiva de Donkey Kong hoje prefeita da "Nova York" de Mario Odissey. A Nintendo sempre foi campeã em trazer ótimas personagens. Zelda, Samus, Peach, Rosalina, Sheika, as mulheres Gerudo. Porém todas são deixadas de lado pois não geram polêmica.

    Algo que me deixa muito triste é ver como esse pessoal que clama por uma heroína incrível segue e clama apenas o Mainstream, Remember Me floppou de tal maneira que parecia um tijolo caindo do ultimo andar de um prédio, Alien Isolation é o que? é de comer?

    O que mais me deixa triste é o caso de Hellblade: Senua's Sacrifice. O jogo é lindo, a trilha sonora é um prazer aos ouvidos, a história é cativante, emocionante e uma luz no fim do túnel para pessoas com dificuldades psicológicas e emocionais. Agora porque um jogo com uma personagem tão complexa e bem desenvolvida, com um ótimo crescimento dentro da história floppou tanto? Você sabe que algo está errado quando os troféus de capitulo apresentam a classificação de Muito Raro.

    O que me deixa tanto puto quando triste com isso é porquê não importa, no final do dia a personagem mais incrível pode surgir porém o que ira gritar mais alto na boca e na mente daqueles que não querem se sujeitar a procurar conhecer o personagem será o tamanho da roupa da personagem e o tamanho de sua pretensão e ego em busca de motivos para gerar discórdia. Não porque o que é apresentado é ruim, mas sim porquê muitas vezes não aceitam que algo bonito e bem feito pode ser feito fora do que você acha certo.

    O que importa é a briga e a divisão do publico, é necessário que haja sempre polêmica e briga, existem personagens sim que são criadas com intuito disso. Porém as que realmente importam sempre serão descartadas e deixadas de lado pelo simples fato de não gerarem polêmica.

    Hellblade: Senua’s Sacrifice

    Platform: Playstation 4
    372 Players
    114 Check-ins

    69
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      seufi · almost 2 years ago · 6 pontos

      Sexualizar o personagem chamando atenção para peito, bunda, é fácil, difícil é evoluir a personalidade dele/dela. E quando isso acontece, como disse o artigo, o personagem se resume a sua design físico, sendo que o mais importante está fora da superficialidade. História, desenvolvimento, diálogo... Isso constrói um personagem de verdade, torna ele maior do que o jogo. Infelizmente, muito se atém à superficialidade gráfica, em detrimento da "alma" do personagem...

      1 reply
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      jacaregames · almost 2 years ago · 6 pontos

      Realmente gostei do seu artigo, vou apenas fazer algumas observações: Existe diferenças culturais que dão outro significado ao um zangief ou conan semi nus e a personagens femininas, no caso de homens , as coisas estão ligadas a masculinidade, ao macho alfa, ao poder e não submissão, no caso feminino(não nos que vc citou, deixo claro isso ) esta mais relacionado ao corpo como objeto, como algo apenas de desejo, um exemplo claro disso foi no filme , que sou muito fã, de star trek darkness, onde a doutora aparece semi nua por nenhum motivo a não ser aparecer. No caso particular que citastes tem o porem que todas essas mulheres são extremamente poderosas fisicamente, o que infelizmente não se emula na realidade.
      ps: Remeber me e senua são jogões.

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      gradash · almost 2 years ago · 6 pontos

      Artigo foda pra cacete manolo! Segura este like!

      Sobre porque ignoram as personagens fodas e focam sempre na mesma coisa? A resposta é absurdamente simples. Feminazis NÃO JOGAM, não CONSOMEM, não PARTICIPAM DE NADA, são pessoas completamente fechadas em seu mundinho de Medium, Tumblr e Facebook em bolhas absurdas (afinal estas plataformas fecham você em bolhas). Por que elas reclama sempre da mesma coisa? Por que só veem a mesma coisa.

      Normalmente estes grandes games mainstream são tão grandes que vazam da mídia gamer e é por isto que estas pessoas veem. Eu sempre digo, se você pegar um jogo de PC foda pra caralho e sexualizar pra caralho as personagens femininas e ele vender pra caralho, você não vai ver feminazi enchendo o saco, mas basta um jogo de console fazer o mesmo que elas piram. O motivo? Jogos de console chegam mais facilmente a elas que não consomem enquanto PC consegue se manter away do universo fechado delas.

      Existem feminazis que jogam? Sim, mas pode ver que reclamam mas sempre jogam a MESMA COISA. Procurar outros jogos, gêneros e estilos? Nem fudendo pois é mais fácil reclamar de algo que procurar o que é feito pra você.

  • 2017-12-29 15:04:33 -0200 Thumb picture
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    ​ Melhores do Ano – 2017

    Medium 3582200 featured image

    Buenas meu povo, fizemos uma live esses dias antes do natal aonde falamos muitas coisas que jogamos e gostamos nesse ano de 2017, eu e o @brayan_souza.

    Neste post eu vou destacar os jogos que mais me chamaram a atenção no ano e também as boas expectativas que tenho para o próximo ano!

    1-Horizon Zero Dawn

    Não podia ser diferente, Aloy surpreendeu demais! Acho que das novas IPs a que me apresentou um mundo que fiquei mais curioso de todos foi o mundo aonde a Aloy está. Sem dúvidas foi o jogo que fiquei com maior expectativa a maior parte do tempo tentando descobrir o que havia acontecido ali.

    2 –Titanfall 2

    Ninguém fala dele, também aEA não ajudou lançando ele um mês antes do BF1, porém a campanha do jogo é muito boa. Sério, eles fizeram o que deviam ter feito desde sempre: uma história descente para umjogo com uma ambientação foda.

    O Multiplayer não me chamou atenção, afinal tenho coisas que me chamam mais atenção no momento (BF1 e PUBG, mas isso é questão de gosto). Não que essa parte do jogo esteja ruim, só não vale o eu destaque por ser mais do mesmo na franquia, já que era algo muito bom.

    3 – Life is Strange

    Gostei muito do que esse jogo faz com o emocial do gamer, ao menos comigo ele me fez pensar em varias situações com meus amigos, em coisas que a gente deixa passar na vida e que temos sempre que tentar fazer o melhor, porque na vida real não temos o poder da Maxx né.

    4 – PUBG

    O que dizer desse crack viciate pra caracas?

    5 – 7 Days to Die

    Cheio de bugs e tal... mas é muito viciante. Tenho muitas horas, mas jogar em coop com os amigos em um game survivor é muito bacana. O Ponto negativo só é que não há história ou objetivo, apenas sobreviver. Depois de 160 horas enjoa.

    Expectativas 2018

    Vou deixar os trailers aqui...deliciem-se:

    Anthem - Bioware  

    DEEEELICIIIIIA CARA! VEM NI MIM!!  Se for melhor que o Dragon Age Inquisition já vai ser top! Só espero que não seja mais um Destiny.

    Red Dead Redemption 2

    RDR né cara! Sem comentários. Compra obrigatória de first day!

    Metro Exodus

    Artyyooon is back bitches!


    State of Decay 2

    Gostei muito do primeiro que joguei no PC. Espero que esse tenha coop e seja ao mesmo estilo TWD, isso já bastará pra ser um ótimo jogo!

    Tá na mão @chimianopao !

    Red Dead Redemption

    Platform: XBOX 360
    6736 Players
    283 Check-ins

    27
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      chimianopao · almost 2 years ago · 3 pontos

      Vish, cara, esquece esse Anthem. Vai ser um destiny com certeza kkk

      E esses jogo online tão te sugando, véi! Mas pelo menos tem horizon e life is lésbica, que são duas delícias maravilhosas. xD

      4 replies
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      zurinengland · almost 2 years ago · 2 pontos

      Passou o ano todo convidando pra jogar BF1 e nem fez menção ao jogo ? kkkkkkk

      1 reply
  • 2017-12-29 10:06:23 -0200 Thumb picture
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    Finalizados em 2017 – GOTY Edition

    Medium 3582095 featured image

    Adeus ano velhoooo, feliz ano nooooovooooooo... que você finalize tudo que você começou!

    #bestwishes

    Seguindo as tradições aqui do nosso Alva delicinha (mesmo esse ano eu sendo humilhado pelo @chimianopao, esperem a lista dele).

    Comparando com o ano passado... esse ano eu Não terminei NADA praticamente, logo sou um fracasso!

    Vamos a lista:

    1- Rocketbirds Hardboiled Chicken - Campanha Coop @chimianopao - PSVita em 01/2017

    Esse foi finalizado durante um feriado de chuva na praia. Da hora coop local(adhoc) no glorioso VITA!

    2- Fallout 4: Far Harbor DLC - Xbox One em 01/2017

    Fallout é amor, Fallout é vida, Fallout é tudo que existe de melhor no mundo. Esse DLC é uma delícia das delicias. Tem uma história muito top que se prolonga por umas 20 horas... poderia facilmente ter sido melhor elaborado para durar um pouco mais. De qualquer modo, é um jogo DLC muito honesto. Vale os temers que você pagará por ele.

    3- Ride - PS4 em 02/2017 (Platinado)

    Então... Esse jogo tem um ligar especial no meu coração agora, porque ele só fez voltar um amor muito forte em mim que ficou adormecido por muito tempo! Depois de terminar esse jogo me motivei a economizar grana mais freneticamente (nem tomei mais banho e deixei de ir no petshop) para tirar minha CNH A e comprar um moto. Uma das grandes conquistas de 2017 na minha vida off-line.

    4- The Walking Dead Michonne - PC em 03/2017 (100%)

    Então, gostei e tal, mesma forma de contar a história e é bacana e tal. Mas poderia ser sabe, apesar da Michonne ser muito badass aqui deixou ela com uma conotação de biruta das ideias. Sei não hein.

    5- Gears of War 2 - Xbox 360 Coop Local @chimianopao em 03/2017

    GEAARS MOTHER FUCKER, isso nem Sonysta consegue torcer o nariz e não se divertir jogando! Se eu gostei do primeiro e do spin-off, esse não deixou em nada a desejar. Entendo agora o porquê o jogo foi tão foda na época que saiu. Pena que a Microsoft parece que esqueceu como de fazer jogos assim. To esperando o Chimia aparecer pra terminarmos o Gears 3.

    6- Alien: Isolation - Xbox One Coop local em 04/2017

    Checklist para jogatinas a noite com amigos no sofá:

    - Pizza

    - Coca-cola pra caraleo

    - Chocolate

    - Som alto pra porá

    Não tem como não se deliciar no Alien, que jogaço. Até tentamos começar outros jogos depois dele como: Amnesia, Outlast, e teve mais um que nem fiz questão de tomar nota. Alien: Isolation é uma máster piece que entrega MUITO desafio e totalmente imprevisível. É muito desafiante e tenso, um jogo de terror muito único, além de ter um sonorização incrível e ótimos gráficos. Esse jogo faz o último filme parecer uma piada de mau gosto.

    7- Tom Clancys: The Division - Xbox One em 04/2017(História principal)

    Joguei, bacana... legal divertido. Joguei com o @brayan_souza e com o @zurinengland. Mas não me prendeu, é um Só mais um MMORPG né, tinha mais potencial.

    8- Horizon Zero Dawn - PS4 em 07/2017 (70 horas \o/)

    Aloy sua linda, to com o DLC pendurado aqui por culpa do PUBG(depois falo dele). Não vou textar muito aqui porque tenho vídeo analise e texto, segue links: (SE VOCÊ não Leu/Assistiu, o conteúdo de ambos é diferente, então vale a pena conferir)

    Link analise:http://alvanista.com/ninguemplayer/posts/3525469-de-frente-com-o-chiuaua-horizon-zero-dawn-vale-a-pena

    Vídeo está no texto.

    9- Forza Motorsport 6 - Xbox One em 08/2017 (campanha)

    Forza é de longe o melhor simulador que joguei recentemente de corrida. Mas como estou faísca atrasada, já recomendaria comprar o Forza 7 direto. O que gostei desse novo Forza 6 é a engine gráfica, que está linda demais!

    10- Titanfall 2 - Xbox One em 08/2017

    A grande surpresa dos renegados pra mim esse ano foi TitanFall 2, gostei muito da campanha dele. Nem me prestei a jogar o Multiplayer, se fosse pra jogar isso ficava no BF1 ou no PUBG. Mas falando sobre o titanfall 2, finalmente a EA resolveu aproveitar o excelente universo que eles criaram para o jogo. Quem tem EA Access pode jogar na faixa.

    Link:http://alvanista.com/chiuauadospampas/posts/3545823

    11- Until Dawn - PS4 em 09/2017 (coop local de sofá)

    Mais um da série de terror com amigos. O mais legal é que cada ação muda completamente o final, muito legal. O mistério todo e tal. Muito digno da fama que recebeu.

    12- PlayerUnknown's Battlegrounds - PC em 11/2017 (Chicken Dinner)

    O primeiro Chichen Dinner a gente nunca esquece. Depois dele vieram outros e mais muitas horas de jogatina. Esse jogo sem fim é o segundo grande culpado por eu não ter finalizado muitos jogos em 2017. Não tem muito o que falar.. quando você chega no rank dos melhores da América Latina você vicia, não adianta.

    Link:http://alvanista.com/chiuauadospampas/posts/3563907

    13- Life is Strange - Xbox One em 12/2017

    A Srta Max e sua best Chloe me deixaram em vários momentos com um nó na garganta sobre amizade, sobre o que deixamos para trás e etc. Esse jogo é demais. Os primeiros episódios não consegui jogar na sequência, precisave de um tempo entre um e outro pra digerir tudo. Esse é um daqueles games que você deve jogar um dia na sua vida, um daqueles que pode melhorar você como pessoa.

    Culpados por não finalizar jogos em 2017:

    1- Trabalho e estudo: fazer o que né... comecei a viajar a trabalho e tal e estudando não dá. Não consigo nem ler meus lindos livros que tenho comprado.

    2- 7 Days to Die: Crafting, survivor, mineração e coop com amigos infinito. 164 horas jogadas.

    Link:

    3- PUBG - PlayerUnknown's Battlegrounds: Mais de 90 horas no PC e agora jogando no Xbox com meu amigo @brayan_souza. Já era, vicio total. Nunca vou terminar meu The Witcher 3 assim. Kkkkkk

    Meus portáteis, meu Kindle meus livros ficaram totalmente esquecidos esse ano =(

    Nova categoria - Flopados no ano 2017:

    1- Wolfenstein: the New order - PC em 07/2017 (Desisti do jogo, sem vontade continuar)

    2- Super Meat Boy – PSVita em 12/2017 (ah foda-se.. vou instalar outra coisa mais legal).

    Eu até teria mais jogos para essa categoria... mas quero dar mais uma chance.

    -------------------------------

    Bem, foi isso. Espero que 2018 seja muito melhor para minha vida gamer.

    Se quiserem me sumonar nas listas de vocês, ficarei feliz em ver o que vocês estão jogando!

    Boas festas e que 2018 seja melhor para todos nós!

    Abraços caninos, 

    Chiuaua.

    Horizon Zero Dawn

    Platform: Playstation 4
    1453 Players
    783 Check-ins

    18
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      chimianopao · almost 2 years ago · 3 pontos

      o fodasse no supermeat boy auhhauauahuhua
      Ah, então é por causa do ride que tu virou motoboy. huahuahua
      Cara, eu tava pensando em botar uns comentários em cada jogo que joguei. Mas como são 47.... acho que vai só a lista mesmo. É muito trabalho pra pouca gente se prestar a ler kkkk

      5 replies
  • darlanfagundes Darlã Fagundes
    2017-11-29 09:38:39 -0200 Thumb picture
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    Bioshock, e suas implicações ao real.

    Medium 3532156 featured image

    Bioshock, como todo mundo sabe, é um jogo de tiro em primeira pessoa(FPS) desenvolvido pela empresa Irrational Games e lançado em diversas plataformas no ano de 2007 e posteriores. O Jogo alcançou diversos prêmios e figura como um dos melhores jogos do gênero, além disso ganhou uma continuação que em nada perde em importância e jogabilidade e melhora mecânicas do anterior. A história do jogo foi melhor elaborada e revisitada em livro do autor John Shirley(do qual faremos uso nesse artigo de alguns pontos) mas tem aspectos anteriores bem interessantes: Inicialmente a história seria sobre um desprogramador de cultos, uma pessoa que basicamente ajuda as pessoas a vencerem a influência de religiões em sua vida, principalmente cultos que são radicais e possuem regras sociais rígidas, e se tornarem pessoas normais. A história se passaria no regime nazista ou numa espécie de distopia do mundo que conhecemos com o nazismo tendo ganhado a Segunda Grande Guerra. Lavine(principal nome por trás do desenvolvimento do jogo) nos conta uma dica pra nossa abordagem daqui pra frente. Ao ser questionado sobre a história e aspectos do cenário ele disse o seguinte: "Tenho comigo o inútil diploma em Artes Liberais, e por isso já li sobre Ayn Rand e George Orwell, e todo o gênero de escritas sobre utopias e distopias do séc. XX, as quais eu considero fascinantes."
    Ao que tudo indica Lavigne e a equipe responsável pelo desenvolvimento de Bioshock sofreram diversas influências desses autores e desenvolveram um jogo que é um tratado acerca das distopias, utopias e o caráter humano. Em muitas pessoas que jogaram essa série e possivelmente entre muitos que ainda jogarão provavelmente algumas das contribuições mais positivas do jogo passem despercebidas e a intenção desse artigo(megalomaníaca, alguém diria) é lançar luz sobre esses pontos culturais muito legais em Bioshock. A partir desse ponto temos alguns spoilers da história do jogo.


    O primeiro ponto pra perceber as contribuições de que falamos é analisar os personagens e sua relação com o real. Os personagens principais da história tem um papel muito interessante na elucidação a que nos propomos. Aqui é necessário lembrar que trataremos dos personagens somente presentes no livro e no primeiro jogo da série.


    Provavelmente se pode saber quase qualquer coisa a respeito do jogo ao analisarmos a pessoa e a psiqué do personagem que deu asas a toda essa obra. Andrew Ryan nasceu na Rússia durante o período chamado de Revolução Russa, quando aquele país se tornou o primeiro país do mundo a sustentar a crença nas idéias socialistas e institui a famigerada revolução do proletariado. Ele saiu daquele país ainda bem jovem(no livro, durante a sua partida com o seu pai para a América, ele vê um dos amigos deste ser assassinado por membros do exército vermelho)e aportou na 'terra das oportunidades', os Estados Unidos da América e se tornou com o tempo um magnata da indústria petroleira e de investimentos sob a direção de ninguém menos do que ele mesmo... Sendo assim Ryan se torna dono de seu próprio destino desde bem jovem e faz disso o pano de todos os seus ideais... Uma de suas frases famosas diz: 'O que difere um homem de um escravo?! Dinheiro? Poder? Não ... Um homem escolhe, um escravo obedece!' Essa frase indica boa parte de sua filosofia e ideais. Ryan é um adepto do que conhecemos hoje como Objetivismo, uma filosofia que declara, entre outras coisas, que o homem só poderia ser feliz sob um regime capitalista Laissez-faire com pouca, ou nenhuma interferência  do governo e com leis que protejam somente o direito a propriedade. E partindo dessa filosofia Ryan se decepciona com o mundo inteiro... Religiões atrasam o desenvolvimento da ciência, escravizam seus fiéis a pagamento de tributos sobre suas rendas e declaram que o homem deve ser um altruísta dividindo o que é seu, o governo rouba o povo por meio de impostos e a guerra mata pessoas em nome de um Estado de direito que talvez nem as contemplem. Há no mundo a tensão da guerra nuclear que parecia iminente. Tudo isso somado urge uma solução e Ryan então tem a grande idéia: construir uma cidade longe disso tudo, protegida por uma barreira natural impenetrável, o oceano e regida pelas idéias de seu capitalismo puro. Eis que surge Rapture, a Atlântida real, escondida de influências da fraqueza humana. Um lugar somente para os fortes e empreendedores, pessoas capazes de fazerem seu próprio destino, um lugar onde as melhores pessoas poderiam se tornar aquilo que nasceram pra ser. E nessa cidade Ryan descansaria seus dias e terminaria sua jornada nesse mundo.
    Duas ideologias ainda sustentam a psiqué desse homem admirável. Ele acredita em darwinismo social uma teoria que foi empregada para tentar explicar a inconstância pós-revolução industrial, sugerindo que os que estavam pobres eram os menos aptos (segundo interpretação da época da teoria de Darwin) e os mais ricos que evoluíram economicamente seriam os mais aptos a sobreviver, por isso, os mais evoluídos. Durante o século XIX, as potências europeias também usaram o darwinismo social como justificativa para o imperialismo, sendo o outro viés das tendências de Ryan o liberalismo com sua busca principalmente as idéias de propriedade privada, individualismo e uma versão do igualitarismo, que Ryan chamava de A Grande Corrente.

    Nos primeiros anos Rapture tornara-se a jóia do oceano idealizada por Ryan e seus amigos. A cidade rapidamente desenvolvera um senso de mercado e competição apurado, novos moradores chegavam com novas idéias e a ciência podia se desenvolver tendo a liberdade ética que no mundo acima não possuía. Os representantes dessa nova ciência mais geniais foram Tenenbaum e Suchong.


    Brigid Tenenbaum e Yi Suchong tem um profundo laço com a história, ascensão e decadência de Rapture. Tenenbaum inicialmente veio a cidade justamente devido as promessas de não-restrição ética pra o desenvolvimento de suas pesquisas científicas. Poucos lugares do mundo aceitavam a idéia de usar indivíduos humanos em experimentos como os compatriotas nazistas dessa doutora. Aqui em Rapture ela poderia comprovar sua teoria de que manipulação genética construiria o ser humano mais pleno. O doutor Suchong por sua vez discorda dessa teoria e pretende demonstrar que a indução e controle mentais são a chave pra libertação e limitação humana. 
    A doutora Tenenbaum, já sem dinheiro e sem crédito pra suas pesquisas devido a pequenos incidentes, descobre uma lesma capaz de fazer alterações genéticas profundas. Surgem assim os conhecidos plasmids. Substâncias retiradas dessas lesmas que possuem duas cargas, uma induzindo poderes a se manifestarem e a outra energização pra uso desses poderes, Adão e Eva respectivamente rapidamente se tornam a descoberta mais notável da ciência em Rapture... e o início de sua decadência. 
    A coisa mais interessante a notar sobre esses dois é que eles são adeptos de duas correntes muito fortes da ciência da época: as descobertas de Mendel sobre genética e as idéias sobre o inconsciente de Freud e Jung, além claro, das idéias do já citado darwinismo social.
    A busca pelo individuo perfeito desses dois é sem limites e eles recebem investimentos iniciais de um concorrente das Indústrias Ryan, a Futurismos Fontaine e acabam por quebrar diversos paradigmas científicos e fazerem assim a evolução nas áreas de medicina, manipulação genética e  e mental alcançarem níveis astronômicos na pequena cidade laboratório de Rapture. Sua obra mais notável no entanto é terem tido acesso a um certo feto, o manipulado geneticamente pra que não sofresse os efeitos colaterais dos plasmids e por fim, terem criado o seu próprio Frankenstein, o J.A.C.K.


    Jack é duas coisas: A prova maior da capacidade humana de manipulação e melhoramento humano e um homem que precisa entender a sua história. Ele chega a cidade pelas mãos do jogador externamente graças a um estranho acidente aéreo em que acaba encontrando o farol que conduz a Rapture, inicialmente ele recebe a ajuda de um homem que parece ser uma lenda da resistência e valores de Rapture, Atlas o conduz pra que fique vivo e saia da cidade a salvo, pedindo em troca que ele ajude a sua família que também precisa sair. 
    Na cidade parece que anda tudo em colapso. Buracos de vazamentos já não recebem manutenção, há caos nas ruas e um grupo geralmente armado de pessoas parece querer de qualquer forma acabar com nosso protagonista. São os viciados em plasmids que atendem pelo nome de Splicers. Esses indivíduos, outrora membros comuns ou distintos da sociedade em Rapture agora parecem somente monstros caóticos e lunáticos que andam pelas paredes, atiram bombas e até se teletransportam. 
    Jack, de maneira manipulada ajuda Atlas a realizar o plano de tomar o controle da cidade e acabar com a tirania do suposto vilão Ryan. Por meio de melhoramentos genéticos encontrados ao longo de sua jornada o nosso quase herói evolui em pouquíssimo tempo de um homem confuso e indefeso a uma máquina de destruição geneticamente modificada e após uma dificuldade imensa descobre que quase tudo não passou de um jogo  realizado pelo verdadeiro vilão na história.
    Atlas não era quem dizia ser...

    Entre as coisas que Ryan detestava e as que ele gostava havia um homem com quem mantinha uma relação bem complicada, Frank Fontaine chegara a cidade após diversos esforços pra se tornar um empreendedor na área de alimentação, mais especificamente uma inovadora captura de peixes com o uso de submarinos, primeiro ele eliminara a concorrência acima do mar e se tornara único fornecedor de Ryan e Rapture acima do mar, atitude competitiva que Ryan admirou bastante e com sua nova idéia o permitiu adentrar a cidade subaquática. 
    Dentro de Rapture um homem como Fontaine tornara-se em pouco tempo um grande empresário e então começou a mostrar suas garras: investira o que ganhava em 'ajudar' as pessoas de Rapture a adquirirem artigos religiosos, de maneira ilegal ele contrabandeava Bíblias e outros artigos, pois enquanto Ryan detestava religiões ele apenas as achava engraçadas. 
    A personalidade de Fontaine pode ser descrita como predadora, ele simplesmente só pensava em si mesmo e em seus benefícios, logo se tornando o competidor feroz das Indústrias Ryan, ele fundou um centro de pesquisas chamado Futurismos Fontaine e, após cooptar os cientistas Tenenbaum e Suchong começou a série de pesquisas nada éticas que deram início aos plasmids e, mesmo com as ressalvas de vício e mania dos usuários como efeitos colaterais, ele começou a distribuição venda do produto na cidade, o que resultou num caos e polarizou a população ainda mais.Ainda com a ajuda dos cientistas ele criara um monstro que chamava de 'a carta na manga' contra Ryan e enviara Jack à superfície por um tempo.
    Agora as pessoas mais abastadas e poderosas apoiavam Ryan e a parte do povo mais pobre e maioria, apoiavam Fontaine. 
    Assim configurada a cidade entrou em uma Guerra Civil e nessa guerra Fontaine supostamente morrera após um ato estranhamente heroico em que saiu distribuindo bala contra seus inimigos.
    Acalmados os ânimos Suchong, Tenenbaum e até mesmo a Futurismos Fontaine e suas pesquisas bizarras com crianças passaram a ser controladas pela mão do Sr. Ryan, que julgou prudente simplesmente continuar os negócios, afinal, como todo liberal ele sabia que o 'mercado se ajustaria'...
    Ryan nessa época passara de empreendedor livre à mão estatal, inclusive com regulação de produtos,policiamento e cerceamento de liberdades tudo de que o Ryan fugira ao sair do mundo na superfície.Fontaine como todo bom jogador pilantra usou isso contra o próprio Ryan simplesmente criando um personagem baseado nas idéias de uma outra adversária de Ryan, a doutora Lamb, de quem trataremos num artigo específico. 
    As idéias comunistas de Lamb logo foram enxergadas como um  meio perfeito de alcançar a população e manipular os resultados dos acontecimentos... Surgiu nos escombros e favelas de Rapture um sujeito de grande porte, suspensórios de trabalhador e sotaque irlandês: Atlas era agora a nova carta do baralho e vinha pra derrubar o rei. 
    E o resto da história todos nós conhecemos...

    As Implicações ao Real e o que fez Rapture sucumbir?!

    Rapture é realmente um dos melhores laboratórios sociais que se tem notícia desde a criação do jogo Bioshock. É singular a maneira em que o controle social e político da cidade passará de uma ordem capitalista e seus erros, sob a liderança de Andrew Ryan a uma ordem comunista e seus erros sob a liderança da Senhorita Lamb, nos permitindo uma análise interessante sobre os sistemas citados. 
    Alguns aspectos da cidade demonstram bem como esses dois sistemas estão ainda muito aquém daquilo que necessita o homem. Aqui trataremos somente do capitalismo sem limites de Ryan e Rapture, uma análise mais profunda sobre o comunismo em Rapture será feita em outro artigo quando tratarmos da senhora Lamb e o segundo jogo da franquia.

    No livro notamos que Rapture é uma cidade sem leis muito especificas e inicialmente isso pode parecer algo bom, mas é preciso lembrar que as pessoas que habitariam a cidade não seriam nascidas lá, a maioria recebera um convite ou porque possuía atributos necessários ao desenvolvimento (os cientistas, trabalhadores braçais e intelectuais nesse quadro) e/ou entretenimento na cidade( os artistas, cirurgiões, etc). Mas não havia nenhum tipo de análise de histórico social ou testes pra adentrar a cidade. Alguns cidadãos vieram com diversos problemas( pra citar um  temos o cirurgião Dr. Steinman que já veio da superfície com desejos assassinos e supostamente conversava com Afrodite) e esses problemas se agravavam na cidade com seu isolamento e o uso de plasmids. Sem leis a cidade propagava a idéia de sem punições e homens como Steinman, Suchong e Fontaine tinham liberdade plena pra fazer o que suas mentes doentias queriam. Por não serem nascidas em Rapture muitos desses homens simplesmente reproduziriam o que viviam na superfície ou dariam vazão a seus desejos bizarros.
    É também uma idéia muito ingênua do liberalismo que o mercado irá se autorregular quando o mercado é uma atividade humana, e os humanos tem diversos problemas de ordem genética e instintiva com seu egocentrismo. Mesmo sendo um ser social o homem ainda não compreende a força que existe em comunidade e utiliza esses valores somente como meio de manter sua integridade egoísta. Há um exemplo no livro emblemático sobre o liberalismo e a suposta livre concorrência. Enquanto Ryan e um de seus funcionários saem pelas ruas dois homens os abordam e têm um problema: o homem mais magro tem bastante lixo em frente ao seu empreendimento enquanto o gordo tem tudo limpinho, o magro aborda Ryan pedindo ajuda porque o gordo teria comprado todo o sistema de coletas de lixo da região e colocara um preço absurdo pra limpar a frente da loja do outro. Após Ryan se irritar com a suposição de que o Estado teria que fazer a coleta e dizer ao magro que se não pode concorrer deveria fechar as portas o homem gordo satisfeito caçoa do outro, porque sabia que aquele estava acabado, e num ato desesperado o magro assassina o gordo e se mata, afim de resolver o problema.
    Ryan e sua aversão ao altruísmo e a exaltação do egoísmo como uma virtude suprema possuem uma origem muito interessante:

    A mãe do objetivismo, Ayn Rand(de quem surgiu o nome de Andrew Ryan)  acreditava que somente o egoísmo extremo conduzia a verdadeira felicidade. Sua filosofia e sua ficção enfatizam, sobretudo, suas noções de individualismo, autossustentação e capitalismo. Seus romances preconizam o individualismo filosófico e a livre iniciativa econômica. Para ela o mundo é dividido entre a elite rica e os parasitas. A elite rica é uma minoria que empurra o mundo adiante, com sua criatividade incansável da qual deriva sua justificada fortuna. Parasitas somos todos nós, que sugamos o sangue dos melhores. É uma inversão curiosa do conceito consagrado pelo movimento Ocupe Wall Street: o 1% é glorificado e os 99% desprezados.
    Rand defendeu o egoísmo como a virtude suprema da elite. Pense em você, em você e ainda em você. “Eu” era a palavra sagrada para ela. “Nós”, uma abominação. Ela levou a extremos um clássico pensamento de Adam Smith, o filósofo do livre mercado. Smith, em A Riqueza das Nações, de 1776, disse que o bem estar da comunidade depende do interesse pessoal do leiteiro, e do padeiro etc. Eles fazem o que fazem pensando em si mesmos, e a sociedade se beneficia disso. Mas havia uma diferença profunda entre Rand e Smith. É um pensamento dele: “A disposição de admirar, e mesmo louvar, os ricos e os poderosos, e desprezar, ou pelo menos negligenciar pessoas de poucos recursos, é a maior e mais universal causa de corrupção dos nossos sentimentos morais”.

    Então chegamos assim a alguns fatores que podem explicar o colapso de Rapture:
    Concentração do poder econômico e estatal nas mãos de Ryan e sua indústria;
    A distribuição dos famigerados plasmids, que causavam problemas extremos de conduta e caráter na população;
    O autoritarismo, chegando ao ponto de discordantes serem enforcados e pendurados em praça pública;
    Controle ideológico de religiões e idéias de reuniões sendo abominadas por Ryan;
    Estatização de empresas concorrentes e até mesmo da floresta em Arcadia;
    Insatisfação geral dos moradores com o confinamento total e forçado em Rapture;
    Falta de leis que defendessem os injustiçados e medidas de prisão sendo tomadas de maneira puramente política(mais tarde Lamb usaria isso a seu favor).

    Mas, mesmo após essas conclusões será que poderíamos chegar a um consenso sobre o que levou Rapture ao colapso?! Será que o capitalismo extremo de Ryan e seu objetivismo poderia permitir ou coibir uma continuação daquela sociedade?! Ou seriam as condições naturais influentes? Ou as sociais?! Seria a natureza humana aquilo que derrocou aquele sonho embaixo do mar?! Seriam todos os fatores juntos?! O que teria levado a uma distopia?! Uma sociedade como Rapture ainda é possível?!
    No próximo artigo abordaremos a solução Lamb e seu coletivismo.

    BioShock

    Platform: PC
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      mateusfv · about 2 years ago · 4 pontos

      Would you kindly continue this article

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      artigos · about 2 years ago · 3 pontos

      Parabéns! Seu artigo virou destaque!

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      jacaregames · about 2 years ago · 3 pontos

      Eu acho que se esse jogo fosse lançado hoje em dia, em tempos tão polarizadamente burros, seria considerado propaganda esquerdista,

      1 reply
  • 2017-09-30 10:52:01 -0300 Thumb picture
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    chiuauadospampas checked-in to:
    Post by chiuauadospampas: <p>Vamos falar de um jogo que foi muito ignorado?</
    Titanfall 2

    Platform: Xbox One
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    Vamos falar de um jogo que foi muito ignorado?

    (Para ampliar as imagens basta clicar).

    Como já disse no começo do texto, eu também fui um dos que ignorou completamente o Titanfall 2 quando ele foi lançado, e mesmo recebendo ele no EA Vauit não tive animo para baixar ou tentar jogar. O meu amigo @zurinengland e o @brayan_souza insistiram para que eu jogasse e assim eu fui iniciar a campanha do game em sábado chuvoso, igual hoje.

    Graficamente Titanfall 2 está impecável. Ainda traz os mesmos níveis de detalhes e qualidade que já tínhamos no primeiro jogo, além de algumas melhorias nos ambientes que agora estão mais amplos.

    Sonorização continua com o mesmo nível de qualidade do jogo anterior, tendo apenas como grande destaque para mim as novas dublagens das Ias dos robôs. Essas sim melhoraram muito!

    Jogabilidade está ótima, obrigado. Quando o primeiro Titanfall chegou, inovou muito na jogabilidade, e apesar de alguns desavisados acharem que correr nas paredes é coisa que COD inventou, não foi. Vale apenas citar aqui que a jogabilidade com o Titan está bem melhor que no primeiro game. Eles conseguiram deixar ela menos mecânica e bem mais fluida.

    História, eis aqui o grande diferencia deste jogo. Havia uma grande chance da campanha ser uma bela porcaria, porém a EA fez o dever de casa. Titanfall 2 traz uma história tensa, aonde o personagem luta para sobreviver em um ambiente hostil, quem joga Halo ou Killzone irá se sentir em casa com essa ambientação e desenvolvimento de história. O pouco que a EA nos mostrou do universo de Titanfall 2 neste game, me deixou muito curioso sobre como as coisas evoluíram, sem dúvida que eles poderiam explorar esse mundo com outros games.

    Há algumas coisas que não mencionei nesta breve resenha sobre o título para manter a surpresa e a diversão de vocês, mas minha recomendação é para que deem uma chance para Titanfall 2, aproveitem que ele aparece direto em promoções, o game vale a pena. (Pra mim, bem mais que COD).

    --------------------

    Se você gosta deste tipo de conteudo, dê uma ollhada na @ligadosescritores e também no meu canal @ninguemplayer.

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      mateusmassa · about 2 years ago · 3 pontos

      Desde que foi lançado eu só escuto elogios para a campanha singleplayer, teve gente que disse que até que é a melhor de um FPS desde HL2
      Só não compro porque ele não rodaria no meu PC =/

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      msvalle · about 2 years ago · 3 pontos

      Peguei na promoção da PS Store. Só me falta tempo (como sempre rs)

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      raiden · about 2 years ago · 3 pontos

      Jogaço!!!!

      1 reply
  • 2017-08-09 11:04:28 -0300 Thumb picture
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    De frente com o Chiuaua: Horizon Zero Dawn – Vale a pena?

    Medium 3525469 featured image

    Em fevereiro de 2017 o novo exclusivo de PS4 finalmente chegou, estávamos ansiosos, não só pelo fato de ser um exclusivo mas também por ser uma nova IP, algo difícil hoje enquanto as empresas buscam por alimentar suas franquias consagradas.

    Lembro-me que quando vi o jogo ser anunciado na E3, a primeira coisa que pensei era que o jogo seria atrasado ao infinito e além por ter muitos elementos novos e um mundo incrível. Eu não imaginava, mas Horizon Zero Dawn causou uma revolução na indústria de games, aonde já vimos declarações do tipo: “Microsoft já prepara o seu Horizon Zero Dawn”.

    A verdade é que, desde Tomb Raider (2013), um jogo novo não tem tamanha qualidade em contar a história de sua personagem. Horizon Zero Dawn se faz valer de uma nova engine, incrivelmente otimizada para o PS4, capaz de criar gráficos incríveis com toque cartoon, o que vai fazer o jogo envelhecer muito bem.

    Na vídeo análise anexa a este post, comento que para mim a Guerrilha Games chegou ao nível da Naughty Dog com o Horizon. A qualidade do acabamento, o carinho que eles tiveram com cada detalhe do jogo faz dele o melhor jogo do ano, sem até o momento, nenhum concorrente à altura.

    Digamos que você decida explorar um pico de uma montanha e chegando lá, pule de um lugar mais alto do que o ideal porém sem levar dano, isso não vai te deixar isento de ouvir uma reclamação ou comentário da Aloy. O mais legal nesse caso, é que eu pude ouvir o eco da fala da Aloy pela montanha. Isso é um exemplo dos pequenos detalhes que eles tiveram o cuidado de implementar no jogo. Este esforço da Guerrilha em cuidar dos detalhes sonoros e animações dos personagens reforçou muito a personalidade da Aloy, criando uma heroína forte, delicada e com muitas dúvidas à serem tiradas a limpo.

    Neste ponto, tenho que dar os parabéns a produtora, pois foi uma das melhores evoluções de personagem que já tive o prazer de jogar e porque não, construir junto com a Aloy. Tudo que a Aloy entende por mundo é apresentado a ela e ao jogador ao mesmo tempo, colocando os dois na mesma página. Quando saímos do prologo, estamos totalmente cheios de dúvidas e com um mundo vasto e hostil pela frente, repare que falo nós (eu o jogador e ela, Aloy).

    A condução da história e a estratégia adotada pelo diretor foi tão bem executada, que a Aloy tem uma personalidade tão forte e clara para quem joga com ela, que é muito fácil tomar as decisões em momentos críticos baseado no que ela faria.

    Por hora, vamos parar de falar da Aloy e falar em mecânicas de jogo: caçar máquinas é divertido para caral**! Dane-se que estamos usando uma lança e um arco com flechas, pois isso é videogame, certo? A mistura de elementos RPG com um game de ação ficou perfeita em Horizon Zero Dawn, claro que o combate contra humanos não é tão bom quanto o combate com máquinas, mas isso não se torna muito significante quando você consegue mais armas. O design de armas e armaduras ficou demais, existem armas para cada tipo de jogador, do mais stealth até ao melhor estilho bárbaro!

    Os robôs, inimigos difíceis de lidar, são diversos e um mais maneiro que o seu anterior. A inspiração para criação de cada tipo de robô também é explicado no desenvolver da história, o que deixa ainda melhor e mais interessante o formato escolhido das maquinas.

    E o que seria de Horizon Zero Dawn sem o seu belíssimo trabalho de áudio? Ótimas trilhas sonoras, dublagem no nível da Microsoft (huehuheu) já que a dona Sony tem dificuldades para fazer uma boa dublagem em seus jogos né. Fora a zueira, a dublagem está ótima, poucos os títulos da Sony tem um trabalho tão bom, que somado a trilha sonora escolhida e aos sons ambientes criam uma atmosfera única. O último jogo que teve um mundo com essas combinações para mim foi o Tomb Raider de 2013, essas características normalmente são difíceis de serem acertadas com tamanha precisão, mas quando acontece o jogo acaba por registrar seu espaço na história da geração com total certeza.

    O game aborda assuntos de preconceito, superação, amor, valores de vida, sobre o que é certo e o que é errado, sobre o quão longe devemos ir por algo. O único item que achei um erro foi colocar questões de tom sexual à Aloy, claro que são observações que talvez uma criança não notaria, já um adulto pode se sentir desconfortável ou de mesma forma que eu, achar que isso foi uma adição completamente desnecessária a uma personagem tão incrível como a Aloy. Essa abordagem que me refiro, é que alguns personagens no decorrer da trama irão fazer “cantas” para a Aloy, personagens de ambos os sexos. A produtora não deixou clara qual a opção da Aloy, mas honestamente: porque isso importa? Lembram que eu disse que o personagem e o jogador estão na mesma página desde o começo? Tanto para a personagem quanto para o jogador, a opção sexual dela ou o crush no jogo são completamente irrelevantes. A história e a Aloy são tão maiores e mais importantes do que isso, que no momento em que houve a primeira cantada a minha reação foi: “é sério isso? Maior treta pegando e o NPC aqui tá paquerando a Aloy?”. Claro que se você simplesmente ignorar isso não vai manchar o jogo, mas registro isso aqui como um protesto, pois foi algo complemente desnecessário em um jogo tão impecável.

    Voltando a falar da história, temos a história da Aloy e de seu novo mundo digamos assim, e a história do nosso mundo. Tudo é explicado no decorrer do jogo, mas se você fizer as side-quests ficará melhor ainda. Ao final do jogo, a história será fechada, mas acho que poderemos ter um novo jogo, para nossa alegria!

    Há muitos textos no melhor estilo códice, muito semelhante ao que achamos em Dragon Age: Inquisition. Textos sobre o passado e sobre o mundo atual, crenças e lendas. Acho que muitos destes textos poderiam ser quests alternativas, pois adicionariam muito mais ao jogo do que um simples texto que pode ser facilmente ignorado.

    Horizon Zero Dawn tem uma platina com nível normal, nada muito difícil, e com mais ou menos 80 horas de jogo é possível de alcançar. A mecânica de exploração, combate e história não vai punir nenhum tipo de player, porém os exploradores se darão melhor nesse jogo!

    Horizon Zero Dawn é um exclusivo de PS4, e já pode ser encontrado por preços bem bacanas em grandes lojas. Temos um DLC anunciado, The Frozen Wilds já para 2017.

    Vale a pena? Essa é uma pergunta que não precisa de resposta ;)
    Ah, e não se esquece de ver o vídeo da analise!

    Horizon Zero Dawn

    Platform: Playstation 4
    1453 Players
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    19
  • 2017-07-10 10:56:58 -0300 Thumb picture
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    GAMEscola sede física

    Olá, estávamos sumidos da rede...

    Agora voltando com gás total por aqui, queremos compartilhar algumas fotos da nossa sede física, lembrando que também temos cursos online e quem quiser conhecer mais da GAMEscola pode acessar:

    www.gamescola.com.br

    www.facebook.com/gamescola

    39
  • joanan_van_dort Joanan Oliveira Batista
    2017-02-27 09:02:19 -0300 Thumb picture
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    Inventor do videogame também foi um dos criadores da bomba atomica

    https://jogos.uol.com.br/ultimas-noticias/2017/02/...

    Inventor do primeiro videogame também foi um dos criadores da bomba atômica

    Uma versão moderna de "Tennis for Two", conhecido popularmente como o primeiro videogame do mundo

    Para quem nasceu na década de 1970 para cá, videogames têm sido uma parte relativamente corriqueira de suas vidas, de uma forma ou de outra.

    Seja por meio de fliperamas, consoles, portáteis ou celulares, jogos eletrônicos têm sido uma forma de distração e diversão para centenas de milhões de pessoas no mundo, em muitos casos de relativo fácil acesso.

    Ainda assim, há pouco mais de 60 anos atrás, quando a maioria dos computadores era do tamanho de uma sala, jogos interativos eletrônicos eram sonhos digno de ficção científica, enquanto cientistas procuravam entender e avançar cada vez mais as tecnologias de computação.

    Alguns destes cientistas, em particular, estudavam como estas máquinas poderiam funcionar como formas de entretenimento, e entre eles estava o físico William "Willy" Higinbotham.

    De bombas atômicas a tênis virtual

    Nascido em 1910, Higinbotham possuía um currículo invejável: nos anos 40, trabalhou no Laboratório de Los Alamos, sendo líder de grupo da divisão de eletrônicos do Projeto Manhattan, colaborando com J. Robert Oppenheimer na criação da bomba atômica.

    "Ele era um homem carismático", disse Higinbotham. "Pessoas ou o idolatravam ou o detestavam. Eu não fazia nenhum dos dois. Mas, ele era um homem brilhante. Não há dúvidas disso."

    Reprodução

    William A. "Willy" Higinbotham

    Durante seu tempo no Projeto, Higinbotham foi responsável pela criação dos circuitos de contagem regressiva da bomba, que definiam sua detonação em termos de milissegundos.

    Como outros membros do Projeto Manhattan, ele presenciou a detonação da primeira bomba atômica em Los Alamos, um evento que redefiniu seus objetivos de vida.

    Depois da destruição de Hiroshima e Nagasaki, que marcou o fim da Segunda Guerra, ele e outros cientistas do Projeto Manhattan formaram a Federação de Cientistas Americanos, criada para evitar a proliferação de armas atômicas pelo mundo, e em defesa ao uso consciente da tecnologia nuclear.

    Ah, e além disso ele é popularmente conhecido como o inventor do videogame.

    Reprodução

    Está vendo a máquina à esquerda, com uma telinha e controles do lado?

    Um pouco de contexto: em 1958, Higinbotham trabalhava no Laboratório Nacional de Brookhaven, em Nova York. Todos os anos, o governo organizava uma exibição ao público, o que em geral significava ficar olhando para máquinas gigantes e estáticas.

    Tentando encontrar uma forma de deixar a exibição menos chata, o cientista descobriu via um manual que um computador no laboratório era capaz de calcular a trajetória de um míssil. Reprogramando a máquina, ele conseguiu criar um jogo de tênis virtual no osciloscópio do aparelho.

    Assim, "Tennis for Two", como o projeto acabou sendo conhecido, serviu para capturar a imaginação das pessoas que visitaram o laboratório, em especial com o público adolescente, que nunca havia visto algo parecido.

    A atração foi tão popular que voltou a ser demonstrada em 1959, agora com uma tela de 17 polegadas para mostrar a partida mais claramente.

    Reprodução

    Segunda versão de Tennis for Two, disponível para testes no Laboratório de Brookhaven em 1959

    "Sabíamos que era algo divertido, e vimos potencial na época, mas não era nada de interesse do governo" disse, décadas depois, para a revista Creative Computing. "O que acabou sendo bom. Hoje todos os designers de games teriam que licenciar os jogos pelo governo federal!"

    Graças a esta criação, Willy Higinbotham é popularmente conhecido como o "avô dos videogames", o que é certamente verdade...

    ... Dependendo da sua perspectiva.

    Reprodução/Life

    Criado em 1950, "Bertie the Brain" também é um forte candidato a primeiro videogame do mundo

    Contrapontos

    Como é o caso de muitas invenções, a questão de quem criou o videogame tem sua própria parcela de controvérsia, com vários possíveis candidatos e definições diferentes.

    Willy Higinbotham criou "Tennis for Two" em 1958, mas ele não foi nem de longe o primeiro a pensar em como usar computadores para entretenimento. Em 1947, Thomas T. Goldsmith e Estle Ray Mann patentearam o "dispositivo de entretenimento por tubo de raios catódicos", que apesar de não utilizar um computador é visto como um predecessor do videogame moderno.

    Três anos depois, o canadense Josef Kates criou "Bertie the Brain", um computador capaz de jogar partidas de jogo da velha com pessoas - sendo possível até programar diferentes dificuldades. Embora seja visto por alguns como o primeiro videogame, "Bertie" usava lâmpadas ao invés de um display digital.

    Em 1952, Alexander "Sandy" Douglas criou "OXO", um programa de jogo da velha para o computador EDSAC que reproduzia imagens por uma tela eletrônica. Ao contrário de "Tennis for Two", porém, "OXO" não foi propriamente criado para o divertimento do público, e mais para mostrar o poder de processamento da máquina

    Estes, entre vários outros candidatos, podem ser considerados o primeiro videogame por certa definição.

    Além disso, há também a questão de influência: de 1959 até a década de 70, poucos ouviram falar de "Tennis for Two", e o jogo não teve o impacto na mente de futuros designers como "Spacewar!", de 1962.

    O maior ponto em favor de "Tennis for Two" é seu reconhecimento um tanto tardio: durante uma série de processos entre a Magnavox e o inventor do Odyssey - e popularmente considerado como o "pai do videogame" -, Ralph Baer, Higinbothan fez depoimentos sobre seu projeto, e ganhou ainda mais atenção nos anos 80 com artigos como o da Creative Computing.

    Seja fonte de discussão ou não, o título de "avô do videogame" sempre foi uma preocupação secundária para Willy, que preferiu focar sua atenção em formas de impedir a proliferação de armas nucleares no planeta, causa que defendeu avidamente até sua morte por enfisema em 1994.

    Ainda assim, é graças aos esforços de cientistas como Higinbotham, Kates, Douglas e Baer que videogames existem e podem ser apreciados por milhões de pessoas, e cada um merece ao menos um pouco de reconhecimento por suas contribuições para esta mídia.

    https://jogos.uol.com.br/ultimas-noticias/2017/02/...

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    • Micro picture
      darlanfagundes · almost 3 years ago · 2 pontos

      Texto muito bom! Tem uma aparência de informações diferentes reunidas e coladas mas é bem informativo... na dividida com os outros dois citados a idéia dele de Tennis for Two é bem mais moderna e mais clara no quesito entretenimento para o público, então eu daria o título a ele de inventor do videogame... E graças ao universo ele ter lutado contra as bombas atômicas!

      1 reply
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