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  • kahmundongo Karla Pinheiro
    2020-06-18 13:56:41 -0300 Thumb picture

    Um Dia/Um Game - Jogos Curtos, Porém Memoráveis

    Medium 3806966 featured image

    E se te restasse somente um dia para jogar qualquer coisa? Seja porque você vai ficar um tempo longe dos consoles devido alguma viagem, estudos ou por.. sei lá… o fim do mundo talvez? Er.. Nunca se sabe. De qualquer forma, você só pode escolher um game, mas entre tantos bons títulos disponíveis, seria muito provável que você começasse algum jogo mas não conseguisse terminá-lo, não usufruindo da experiência completa, entretanto, alguns games podem ser terminados em apenas um dia, alguns até em uma tarde, são games curtos porém com alguma história (ou intenção dela), para os aprofundar satisfatoriamente e com um bom uso da jogabilidade em prol da mesma.

    Pegue uns snacks, aquela água ou suco para matar a sede durante a jornada, se aconchegue bem no sofá e aproveite a experiência.

    Brothers: A Tale of Two Sons

    O game tem como subtítulo “Um Conto de Dois Filhos” não por acaso, nele jogamos com esses dois personagem e temos que nos reimaginar a cada instante, levando em conta com quem estamos jogando e o cenário em qual estamos no momento, pois se jogamos com o irmão mais velho somos mais fortes e hábeis para desafios físicos, já com o menor, nos tornamos mais úteis para puzzles, abrindo passagens para ambos ao se utilizar do nosso peso ou estatura. E o visual do game é realmente charmoso, apelando para um tom mais sóbrio e fantasioso.

    Prometendo a época uma jogabilidade um tanto incomum, ao nos fazer controlar durante todo o game, ambos os protagonistas ao mesmo tempo, Brothers, surpreende também entregando uma narrativa solida sobre perdas e amadurecimento durante o tempo que nos é oferecido por ele, entregando uma junção muito coesa e em determinado momento do jogo, genial, de como usar a jogabilidade proposta, em prol da sua história e do sentimento que se quer passar.

    Disponível para PC, Xbox 360 e One, Playstation 3 e 4, IOS, Android e Windows Phone.

    Trailer:

    Rime

    Pra quem gosta de direção de arte colorida e minimalista, Rime, se torna um prato cheio. O game é visualmente muito bonito, só devendo bastante na sua versão de Nintendo Switch onde não foi muito bem portado. E não é só de beleza que é feito Rime, em sua jornada cheia de exploração e puzzles, há espaço para uma interessante e tocante narrativa da qual é possível ir juntando as peças conforme nos aproximamos do seu fim, teorizando o que teria acontecido e sobre o que o game se trata.

    Rime tem em sua essência, beleza similar a seus visuais e design. Sua arte é minimalista, sua mensagem e história são minimalistas, mas como dizem, as vezes menos é mais e o jogo consegue trazer na delicadeza de pequenos grandes momentos, um bom exemplo desse feito.

    Disponível para PC, Xbox One, Playstation 4 e Nintendo Switch.

    Trailer:

    Inside

    Também minimalista, porém mais sombrio e introspectivo. Tem uma história e atmosfera única, mantendo sempre a tensão e a sua curiosidade e se mostrando cada vez mais bizarro conforme se avança ao nos entregar diversos momentos mind blowing, deixando a seu cargo interpretar o que está sendo mostrado em tela. Somado a isso, o jogo possui ótimos efeitos sonoros e uma das melhores coisas animadas em games do tipo em sua reta final.

    Inside, consegue ser muito bonito dentro do que lhe é proposto, sendo bem brutal quando quer, tanto pelas suas animações muito bem polidas quanto pelo seu visual macabro. Algo que é de bom tom ressaltar, pois o game no geral não poupa nas mortes, que são até bem gráficas, podendo causar desconforto para aqueles que são mais sensíveis a isso, para todos os outros, apenas joguem!

    Disponível para PC, Xbox One, Playstation 4 e Nintendo Switch.

    Trailer:

    What Remains of Edith Finch

    Ganhador da melhor narrativa no The Game Awards de 2017, What Remains of Edith Finch é um jogo de aventura em primeira pessoa, tendo a condução dos acontecimentos e a inserção dos textos em suas telas como um diferencial.

    O game é composto por mini histórias, cada uma contada de uma maneira diferente, tanto narrativamente quanto visualmente, cabendo alternar até a estética artística empregada, tendo o significado e a interpretação das coisas muitas vezes cabendo a você, pois cada história é abordada de um jeito. Podendo ser direto, lúdico, metafórico e até, poético.

    Atualmente disponível para PC, Playstation 4, Xbox One e Nintendo Switch.

    Trailer:

    Sayonara Wild Hearts

    Sayonara Wild Hearts, trás no cerne da sua belíssima direção artística, uma coletânea de referencias da cultura pop como Sailor Moon, F-Zero, Punch Out e tantas outras inspirações perceptíveis. O game tem a proposta de ser como um álbum de música Pop interativo, em que nós não só podemos escutá-lo como jogá-lo, sendo quase como se o nosso gameplay fosse a sua coreografia e com uma narrativa sutil, nos oferece a experiência de mergulhar no subconsciente para enfrentarmos o medo de lidar com a dor de se ter o coração partido.

    O jogo oferece uma mescla de mecânicas diferentes que mudam o tempo todo, para exigir novas habilidades logo em seguida, nunca ficando cansativo ou deixando diminuir seu ritmo. Somado a um excelente level design, que te faz experimentar diversos tipos de intensidades a todo instante. Sayonara Wild Hearts se torna um jogo neon psicodélico, mecanicamente eletrizante, artisticamente estonteante e surpreendentemente, tocante.

    Disponível para PC, Xbox One, Playstation 4, Nintendo Switch e IOS.

    Trailer:

    Todos os jogos acima, cada um à sua maneira, cumprem o requisito de ser fechado em si mesmo, oferecendo poucas, mas boas horas de jogatina, tanto em mecânicas quanto em narrativa, junto a um level design quase sempre bem equilibrado e de acordo com o tempo oferecido. Experiências únicas e completas, podendo ainda ficar na sua memória, por bastante tempo.

    Brothers: A Tale of Two Sons

    Platform: PC
    938 Players
    95 Check-ins

    49
    • Micro picture
      andre_andricopoulos · about 2 months ago · 2 pontos

      Brothers e Rime...obras de arte ❤️

      1 reply
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      artigos · about 2 months ago · 1 ponto

      Parabéns! Seu artigo virou destaque!

    • Micro picture
      arakisan · about 2 months ago · 1 ponto

      Brothers: A Tale of Two Sons é um jogo dos que mais gostei de jogar. Sua simplicidade e gameplay condizem muito

  • jugemu 寿限無
    2020-06-17 08:48:39 -0300 Thumb picture
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  • kahmundongo Karla Pinheiro
    2020-06-12 16:36:15 -0300 Thumb picture

    PS5 - Sobre Alguns dos Jogos Anunciados | Meus Favs

    Eu, assim como a maioria, também fiquei muito feliz com o novo Horizon Zero Down que parece lindo e mais amplo do que já era o seu antecessor, animada com jogos como Pragmata ou o novo jogo, expansão, DLC, standalone, o indeciso jogo que não sabia o que era do Spiderman com o Miles Morales (Yes!), e também o Project Athia, que apesar de parecer que vai demorar um pouco para vermos algo mais concreto dele, já se mostra interessante e dos quatro citados é o que eu mais vou aguardar por. Mas, sou eu né, e como era de se esperar...

    Por isso eu vou citar aqui o que de fato chamou mais a minha atenção em toda a apresentação do Playstation.  Magias, cores, bizarrice, proposta diferentona e tudo o que há de bom! Esses foram os ingredientes escolhidos para criar o jogo perfeito (para mim), então, sigam me os bons!


    Stray

    Nós tivemos há pouco tempo o jogo do ganso e agora estamos prestes a sermos contemplados pelo jogo do gato! Sim! Um gato! O trailer não mostra muito, a ambientação de uma cidade que parece estar bem bonita e interessante dentro da proposta, uma comunidade de robôs e um gato de mochila (fica cada vez melhor rs)? E durante toda a apresentação eu só pensava... "pow... a gente bem que podia jogar com o gato agora né?" E, aparentemente, é isso mesmo. Quero muito saber mais sobre o jogo, suas mecânicas e mundo. Interessados?

    Trailer:


    Solar Ash

    Solar Ash, dos mesmos criadores de Hyper Light Drifter, que eu tenho mas por acaso eu não joguei ainda, mas aproveitarei essa oportunidade e reservarei um tempinho para ele antes do lançamento deste. O jogo está parecendo muito bonito, dinâmico, apesar de ainda não dá pra ver muito da gameplay, parece muito bem adaptado e ambientado para 3D... Vamos ver... Tem minha curiosidade. 

    Trailer:


    Little Devil Inside

    Curioso... é o que eu tenho a dizer sobre o game. O jogo parece ter uma vibe meia nonsense  com um design artístico mais voltado para o cartoon. Parece uma aventurinha com elementos de survivor e umas pitadas de humor. Definitivamente tem minha atenção. 

    E me diz que esse bichão da segunda foto não lembra o gato de Alice in Wonderland?

    "We are mad here?"

    Trailer:


    Kena - Bridge of Spirits

    Assim que bati o olho senti uma vibe meio Zelda e não deu outra. Parece que é feito pela mesma galera que fez aquele incrível e conhecido vídeo  fanmade de Majora's Mask um tempo atrás. Só falta agora sabermos se essa equipe consegue ser tão boa criando a jogabilidade quanto são com  animação. O jogo parece lindo e bem expressivo, tem uma vibe meio Pixar também, colorido e com mecânicas que apesar de não termos visto muito, já se mostram interessantes! É o game que chamou mais a minha atenção!

    Trailer:

    No geral, foi uma boa apresentação, com jogos diversos e para todos os gostos! E é isso.. ou melhor.. é isso nada! Escolher os jogos must have do PS5 entre os mostrados até agora foi fácil! Difícil mesmo é escolher qual orgão separar para venda quando sair o preço do console no BR... /cry

    (Massss, lembrando que alguns jogos da lista também sairão para PC então...)

    Hyper Light Drifter

    Platform: Playstation 4
    40 Players
    2 Check-ins

    6
    • Micro picture
      thiagoreis · 2 months ago · 1 ponto

      Esse Kena parece ser bem interessante mesmo..

  • kahmundongo Karla Pinheiro
    2020-05-27 22:03:55 -0300 Thumb picture

    Dando um Tempo  -  Aprendendo a ficar “de buenas”

    Medium 3801652 featured image

    Já colocou uma música mais calma para dar uma respirada daquele rock pesado e frenético? Ou na hora de estudar para alguma prova, já intercalou matérias mais difíceis com outras que considerava mais leves? Igualmente, as vezes, a nossa cabeça só precisa de um tempo, uma pausa dos problemas ou das notícias diárias para se recompor e em alguns casos, uma pausa até de outros jogos que em sua maioria, costumam exigir muito de nós, o que nós é claro, gostamos muito! Seja uma jogabilidade e mecânica que nos cobrem habilidade e dedicação para dominá-la ou mesmo uma história complexa que nos faz pensar sobre por dias. No entanto, há momentos em que só queremos descansar a cabeça, relaxar a mente e se perder em algo que nos exija menos. Que nos faça se sentir bem.. mas de outro jeito. Que nos dê conquistas mas… de outra forma.. que nos faça nos dedicar.. mas sem sentir muito que estamos fazendo isso.. pra quando percebermos, já estarmos completamente rendidos, por horas e horas.

    Não é a toa que no meio de uma pandemia, os jogos se destacam ao desempenhar esse papel, ao ser um refúgio, uma pausa da nossa realidade. Algo que nos relaxa e nos revigora, recuperando nossas energias e até mesmo, um pouco da nossa saúde mental. Então seja como algo para intercalar com aquele outro jogo mais frenético ou apenas para fugir para algum lugar longínquo e menos conflituoso que o nosso mundo real em meio a essa quarentena, segue-se essa lista com joguinhos mais “de buenas”, que pode talvez suprir essa necessidade ou apenas lhe trazer bons momentos.. assim como todo game.

    Yonder: Cloud Catcher Chronicles (ou o jogo do quase mundo aberto)

    Yonder é um jogo bem amigável, você pode ter não só uma, mas várias micro (bem micro) fazendinhas, fazer quests para os NPCs, ter um sistema simples porém eficaz, de companions onde você faz amizade com criaturinhas, cada uma com uma personalidade e habilidade específica para te ajudar no caminho e o melhor.. sem combate! Se você quer um jogo sem complicações ou sem stress de nenhum tipo.. Esse é seu cup of the tea! Ou da bebida que você preferir. Bom, a não ser que você tenha problemas com mapas pois esse game não tem e essa, talvez seja uma das melhores coisas nele? Fora que seu mundo.. é bem bonito. Talvez não seja tão incrível graficamente mais artisticamente com certeza é. A proposta aqui é emersão, se perder no começo por não ter um mapa para lhe guiar, ter que ir conhecendo e decorando os ambientes e a geografia desse lugar usando apenas uma bússola, que vai te indicando o caminho para onde se quer ir. E não se engane! O mundo de Yonder é relativamente bem grande para jogos do tipo. Só que, aí é que está, a principal narrativa do game é livrar essa terra que inicialmente está sendo consumida pelas trevas, uma espécie de campo e névoa estranha e maligna que está cobrindo várias áreas, áreas estas que logicamente, você não terá acesso de começo, mas terá que ir limpando e desbloqueando para seguir adiante até que possa finalmente ver este mundo em sua plenitude.

    Gênero: Aventura

    Desenvolvedor: Prideful Sloth

    Plataformas: PS4, Xbox One, Nintendo Switch, PC

    Trailer: 

    Fantasy Life (ou o jogo do “teste vocacional? Pra quê?”)

    “Tudo pode ser, se quiser será, o sonho sempre vem pra quem sonhar. Tudo pode ser, só basta acreditar, tudo que tiver que ser, será” - Lua de Cristal, Xuxa

    Se você é um amante de jogos de RPG onde existem várias classes e profissões mas volta e meia tem aquela vontade de transitar entre elas, absorvendo o melhor de cada, vivendo todos os mundos sem precisar começar um novo save, então esse jogo é pra você! Fantasy Life cumpre o que promete em seu título e esse talvez seja o maior trunfo dele, te proporcionar uma vida de fantasia onde você pode escolher ser um arqueiro e um mago ao mesmo tempo ou mesmo todas as profissões do game caso queira.

    A ideia é simples, no começo do jogo você escolhe a profissão desejada digamos, que queira ser um mago! Você começa aprendendo as mecânicas do ofício, as magias, conhecendo a história e os NPCs que interagem com quem é desta categoria. E se você precisar de comidas para aumentar a sua vida, bom, então você pode trocar para um cozinheiro! Roupas? Alfaiate! Armas? Ferreiro! Aff, cansei de ser mago! Quero tankar todo mundo na porrada.. voilá! Um paladino! E assim vai. Você escolhe o quê e quando ser, pois muitos jogos podem oferecer uma vida de fantasia mais esse, oferece várias!

    Gênero: RPG, simulador

    Desenvolvedor: Level 5

    Plataformas: Nintendo 3DS

    Trailer: 

    Moonlighter (ou o jogo do empreendedorismo avançado)

    Esse talvez seja o game que mais foge a regra do “ficar de buenas” dessa lista, mas se você faz parte do grupo que acha que brincar de fazendinha e similares pode ser um tanto sem graça.. bem, e que tal abrir uma loja? (ENQUANTOENTRAEMDUNGEONSEMATAMONSTROSDURANTEANOITE!)

    Moonlighter é as duas coisas, a Hanna Montana dos games lhe oferecendo “o melhor dos dois mundos”. Aqui você encarna um personagem que durante a noite, sai em busca de aventura se embrenhando em dungeons procedurais e enfrentando monstros e chefes que exigem um pouco mais de atenção para saber como derrotá-los. Ué, mas e a parte “de buenas”? Então caro padawan, eis que seu personagem é alguém muito empreendedor e resolve pegar os itens que você coleta de inimigos para vender em sua loja ao quão abre durante o dia, e a diversão está em fazer tudo isso enquanto administra essa vida dupla.

    O jogo trás consigo algumas mecânicas para tornar tudo mais interessante através de um sistema, que dificulta um pouco as coisas ao limitar não só a quantidade de itens que você pode levar pra fora da dungeon, mas também ao criar regras com alguns itens amaldiçoados que quando postos no seu inventário, quebram itens próximos, excluem itens da sua bolsa, substituem um item por outro dele mesmo, etc, te fazendo manejar o que leva pra não ter prejuízo no dia seguinte, afinal ao abrir a loja você também vai ter que administrar as coisas. Seus deveres nela consistem em decidir quais itens vender por qual preço, pois não se sabe a base de mercado pra cada coisa. O jogo nos faz descobrir preços justos através dos clientes que esboçam desagrado caso o item esteja muito caro, não comprando o produto, contentamento se o encontram barato demais, comprando mas te deixando no prejuízo, ou satisfação quando o preço está ok, deixando todos felizes. Há também ladrões que se disfarçam de clientes para afanar um item ou outro enquanto você está distraído atendendo a clientela, portanto temos que ser rápidos para enxotá-los se não quisermos perder a mercadoria conseguida com o custo do nosso soninho de princesa.

    Ter a chance de ser um herói de um jogo de ação mas poder ter essa pausa para respirar dentro do próprio game, é o diferencial desse jogo mas mais do que isso! Há uma certa satisfação estranha em estar naquela lojinha? Como se depois de um dia, ou no caso, uma noite de trabalho, dar um de comerciante deixando clientes felizes enquanto administra produtos adquiridos por você mesmo de alguma forma, te desse um sentimento ainda maior e gostoso de crescimento.

    Acreditem nos seus sonhos! Ou melhor, capitalizem eles!

    Gênero: RPG, Ação/Aventura

    Desenvolvedor: Digital Sun

    Plataformas: PS4, Xbox One, Nintendo Switch, PC

    Trailer:  

    Stardew Valley (ou o jogo desacreditado)(desculpa!)

    Eu quero dizer, que comprei esse jogo por duvidar dele. Minha história com Stardew Valley é um tanto quanto engraçada. Tenho o costume de olhar volta e meia os jogos mais vendidos da eshop no meu Nintendo Switch, e esse game não saia de lá. Estava um ano atrás, estava ontem, está agora enquanto você lê esse texto e muito provavelmente vai estar amanhã e daqui a sei lá mais quanto tempo. Eu aprendi a nunca mais duvidar dele de novo. Eu lembro de pensar “esse jogo não sai dos mais vendidos. Não pode ser tão bom (pode?)”, “hm.. o que será que esse jogo tem que todos amam.. é só mais um jogo de fazendinha certo?”, “o que é que estou perdendo?”, “o que é que não estou vendo?”. Eu havia o comprado meio desacreditada, mal sabendo eu que seria ele, o game que me faria passar mais horas jogando naquele console. Zelda? Fichinha.. o mais badalado era mesmo Stardew Valley!

    O game segue o típico e tradicional conceito de jogos de simulação onde você herda uma fazenda de um familiar e tem que erguê-la do zero. Vai cuidando da sua colheita, fazendo um dinheiro, conhecendo a cidade onde mora e as pessoas que ali habitam. E nesse processo você vai cultivando bem mais que abóboras e batatas! Aos poucos vamos conhecendo o background de cada NPC e tendo a chance de aumentar os laços com cada um deles, chegando até a poder casar com aquele de nossa preferência, não importando o gênero. Você vai melhorando sua fazenda seja com vacas, galinhas e porcos ou maquinários que facilitam a vida tornando os afazeres diários menos demorados. De início você também pode escolher o mapa que possui várias opções de terreno, alguns com mais lagos, outros mais montanhosos e vai vendo pouco a pouco a fazenda que você almeja tomando forma. Outra coisa que o jogo tem é um sistema de dungeon, é bem simplista mas é nele que pegamos minérios que são indispensáveis para forjarmos certos equipamentos e armas que vamos melhorando conforme pegamos minérios melhores ao adentramos e nos aprofundarmos em seus níveis e quanto mais profundo, mais monstros perigosos estarão a frente!

    Mas o que Stardew Valley tem de tão especial então? Muitas das coisas aqui citadas que ele oferece, já foram vistas em outros jogos. O que ele tem de especial? E o mais importante.. porque ele não sai dos mais vendidos do e-shop afinal??? E a resposta é: EU-NÃO-SEI! Só sei que eu esqueci completamente que buscava essa resposta enquanto jogava.. Eu esqueci completamente de qualquer coisa.. então eu acho que seja lá qual for o motivo, o game em si já cumpriu o seu papel!

    Gênero: RPG, simulador

    Desenvolvedor: ConcernedApe

    Plataformas: PC, Playstation 4, Xbox One, Nintendo Switch, Android e IOS

    Trailer: 

    My Time at Portia (Ou o jogo do Do it Yourself elevado)

    My Time at Portia é um jogo que leva o conceito de DIY um pouco a sério.. O game segue o mesmo principio de outros jogos do gênero, mas substitua fazenda por oficina e colheita por fabricação e você terá entendido a ideia. Em Portia você pode plantar e cultivar legumes em um sistema simples de plantio. Também pode se relacionar com todos os NPCs, que são muitos até, cada um com sua personalidade, backgrounds e quests próprias, algumas até bem mais trabalhadas do que a maioria de jogos assim. E se casar pode? Claro! Com aquele que seu coração mandar, e assim como em Stardew Valley, podendo ser ele ou ela, não importando o gênero. Na verdade, se nota um esforço para criar mecânicas de relacionamentos um pouco mais encorpadas em Portia. Seja com presentes diários já costumeiros ou com mini games como pedra, papel e tesoura e damas. Há também pedidos para passear juntos, encontros e até mesmo brigas para os nossos desafetos. Fora que podemos tirar fotos seja nos dias normais ou em eventos próprios e sazonais existentes no game. Portia acaba sendo um game muito sobre a comunidade daquele microuniverso e o que aconteceu com esse lugar distópico onde as pessoas se dividem em quem acredita na religião e quem acredita na ciência em meio a restos de peças e cacarecos deixados pra trás por tempos de outrora e inimigos que se dividem entre robóticos e fofos..

    Aaah, mas seria tão bom se houvesse alguém que pudesse usar dessas criaturas e peças, para construir coisas que pudessem reerguer esse mundo aos poucos, assim melhorando a vida de todos não é mesmo??? Pois é bucha, é você mesmo! Lembra que eu falei sobre oficina, fábrica, etc? Então, é aqui que consiste a maior parte do gameplay de Portia. Você será aquele que vai coletar o material para construir o que for necessário e quando digo o que for necessário, é o que for necessário MESMO. Desde um guarda chuva ou um irrigador para a fazenda vizinha a uma ponte que abre uma nova área e toda uma linha de ônibus para revitalizar a cidade. Enquanto em outros jogos vemos a nossa fazenda crescer e ampliar, Portia não só nos permite o mesmo com nossa oficina mas também com o resto do mapa. Vemos o progresso da cidade e fora dela, pouco a pouco conforme evoluímos no jogo e passamos a conseguir produzir mais coisas. De itens pequenos e simples a estruturas enormes e mais complexas pra cada habitante daquele lugar. Tem até uma guilda onde você pode pegar missões diárias e um rival, com a mesma profissão que a sua, que compete com você para ver quem é o melhor de Portia o fazendo se manter em dia e descolando até prêmios a-la funcionário do mês.

    Gênero: RPG, Simulação

    Desenvolvedor: Pathea

    Plataformas: PS4, Xbox One, Nintendo Switch, PC

    Trailer: 

    Dragon Quest Builders 2 (ou o jogo do minecraft, que não é minecraft e que tá longe de ser minecraft).. (mas parece)

    Dragon Quest Builders, série derivada da série clássica Dragon Quest, é para muitos que batem o olho nele, também uma outra derivação.. só que de Minecraft.. e todos não poderiam estar mais errados.

    Se você gosta da franquia principal de Dragon Quest saiba que o Builders importa o que há de melhor da série ao nos presentear com personagens únicos e cativantes, que te fazem querer construir o mundo pra eles. Isso somado as músicas clássicas já conhecidas e a arte de Akira Toriyama, do mais popularmente conhecido Dragon Ball (e espere ver uma penca de derivações de Gokus aqui) no character Design e uma gama de inimigos e seres já conhecidos desse mundo.

    O game assim como Minecraft e jogos desse gênero consiste em blocos, onde tudo nele é feito deles, com algumas exceções como o seu personagem, que pode ser tanto um garoto quanto uma garota. Junto de você encontramos Lulu, uma moça otimista porém um tanto esnobe e Malroth, um rapaz um tanto impulsivo e inquieto sem jeito aparente para construção, que se torna seu principal companion durante toda a jornada.

    Você desempenha o papel de construtor, podendo lutar quando precisa embora essa não seja a sua maior habilidade. Já Malroth, o guerreiro, é mais como o tanker do jogo. E é quem você costuma upar para lutar contra monstros e inimigos. A história desse game é curiosa. Se passa num mundo onde a construção passou a ser vista como algo ruim e a destruição se tornou o centro de todas as coisas de forma meio que religiosa. Por conta disso as pessoas tem medo de construírem qualquer coisa que seja e a consequência é um ambiente de calamidade e ruínas a perder de vista.

    O jogo acaba sendo como uma mistura de Dragon Quest, Minecraft e Pikmin. Pois o que as pessoas podem fazer aqui vai além de craftar! Você pode administrar exércitos em batalhas contra monstros diversos, fazendeiros para a colheita ajudando a alimentar todo uma vila e até mesmo mineradores, que depois de um dia longo e árduo de trabalho, só querem ver uma garota dançar.. Talvez a diferença mais significativa entre o Builders e o Minecraft, é ele ser muito mais um RPG do que um jogo de craft, é ter um enredo e uma história que vai se mostrando bem interessante de se seguir, fora quests e personagens carismáticos e poder acompanhá-los se transformarem em pequenos construtores e se apaixonarem por essa arte já muito abandonada na mitologia daquele mundo é muito recompensador! É realmente satisfatório vê-los ir de um lugar vazio para mini fazendas ou cidadezinhas e irem construindo de pequenas a grandes estruturas e mantendo-as por conta própria. Com o tempo você percebe que tudo que você faz é por eles. Pelo sonho deles. Você se vê construindo uma casa para um NPC específico de que gosta, ou colocando outros tipos de estabelecimentos, pois era o sonho de alguém. Você começa a deixar de administrar blocos e passa a administrar a felicidade deles, e aquelas pessoinhas feitas de números e pixels se tornam seu combustível para reerguer um mundo e levantar arranha céus. Muitos poderiam dizer que isso tira a graça de um jogo assim, que isso deixa fácil demais, que você deixa de fazer tudo sozinho, mas acredito que Dragon Quest Builders nunca foi sobre isso. É muito mais sobre se trabalhar em equipe e estar em uma comunidade fazendo-a prosperar junto de todos e é nela, que se encontra a diferença do game e o que o torna tão apaixonante!

    Ah! e sobre a parte “de buenas” do jogo? Bem assim como Moonlighter, ele te oferece o melhor dos dois mundos, intercalando batalhas frenéticas com inimigos que vão escalando cada vez mais a momentos pacíficos, onde você só tem que pegar alguns blocos para construir o que te der na telha. E eu já falei que depois de “terminar o jogo” você ainda tem a sua própria ilha pra criar do zero? É aí que a parte relax de verdade começa. Encontre o arquiteto que habita em você e boa sorte! E boa quebradeira..!

    “Tira casaco, bota casaco, tira casaco, bota casaco…”

    Gênero: RPG, Ação/Aventura

    Desenvolvedor: Square Enix

    Plataformas: PS4, Nintendo Switch, PC

    Trailer: 

    Animal Crossing (ou o jogo do capitalismo disfarçado”)

    Todo mundo precisa de um tempo das coisas, um respiro. Não é a toa que Animal Crossing saiu coladinho com Doom a ponto disso viralizar em toda a internet e gerar memes e vídeos hilários com esses dois games que não poderiam ser mais diferentes um do outro. Mas não é disso que se beneficiou o lançamento de Animal Crossing, mas sim do momento em que ele veio ao mundo pois ninguém imaginou o surgimento de uma pandemia, não é o tipo de coisa que você marca na agenda e sim algo que você espera que nunca aconteça. Mas aconteceu mesmo assim e muitos se viram vivendo o que não estavam preparados para viver e em meio a isso, nunca necessitamos tanto de uma distração para abstrair da realidade. Eis que surge Animal Crossing e ele com certeza é o jogo mais “de buenas” dessa lista.

    New Horizon é o novo jogo da franquia, que consiste em um jogador, humano, vivendo em uma micro cidadezinha repleta de vizinhos animaizinhos fofos! Tom Nook, esse grande agiot.. er.. quer dizer.. esse grande empreendedor não é mesmo? Resolveu investir em uma ilha deserta e abri-la para quem quisesse usufruir de uma vida tranquila em meio a natureza. Tudo no jogo é feito para te dar a sensação de viajar de férias, desde a sua ida ao aeroporto à um sistema de milhas, uma novidade desta versão, que você pode adquirir por realizar tarefas básicas, seja coletar madeira e tirar ervas daninhas à pescar peixes e capturar insetos! E falando em insetos, a ilha tem o seu próprio museu que se torna quase um coletável das criaturas capturadas durante o game e é um dos lugares mais lindos que você vai encontrar se equiparando a sensação de estar em um museu de verdade, e um dos mais bonitos. Você começa o jogo com Tom Nook e seus pupilos mirins Timmy e Tommy e mais dois villagers aleatórios. Você pode ter até 10 villagers e só pra constar, o jogo possui uns 400 bichinhos então tem pra todos os gostos. Você pode interagir com eles e aumentar a amizade em um sistema bem simples de relacionamento mas ainda assim, agradável. Outra novidade dessa versão é o craft.. sim, tem craft. Em New Horizon você pode fazer uma gama de DIYs! Nada como nos jogos anteriores mas o suficiente para ser satisfatório dentro da proposta do novo game que é em parte, decorar a sua ilha com móveis, objetos e estruturas, podendo criar lanchonetes, academias ou o que imaginar que caiba bem do lado de fora pois no meio de tudo isso, você ainda terá que decorar a sua casa e expandi-la.. O que é melhor do que esquecer dos boletos pra pagar na vida real do que… mais boletos não é mesmo? Além disso agora temos um sistema de terraforming e em determinado momento podemos meio que “editar” a ilha a nossa bel vontade, derrubando ou subindo áreas inteiras ou mesmo criando e mudando o curso de rios e cachoeiras, fora várias opções de pavimentação. Também temos como customizar itens, comprar roupas existentes no game e criar as nossas próprias, do jeito que a criatividade mandar, visitar ilhas longínquas de amigos em um multiplayer local ou online ou convidá-los para a nossa. O jogo também se baseia no horário real então se onde você mora é 11hs da manhã, é 11hs da manhã no jogo também e os estabelecimentos já abriram, mas se são 11hs da noite agora, é 11hs da noite no jogo e os estabelecimentos já fecharam mas não fique triste! Há peixes e insetos que só podem ser capturados em horários específicos e com sorte, você pode encontrar também até alguns NPCs. Esse sistema de horário também funciona com as estações, que vão mudando assim como o nosso mundo e com elas, trazendo diferentes climas, DIYs e eventos como o Halloween e o Natal!

    Mas afinal, no meio disso tudo.. o que é Animal Crossing? Essa é a pergunta que muitos fazem pois se as vezes ele parece ser um jogo com muito a se fazer, as vezes ele pode parecer como um jogo de não se fazer nada. Talvez nem todos entendam, mas no final Animal Crossing é o que você quiser! É muito menos sobre o que o jogo te dá e mais do que você consegue extrair dele. Pois em meio a essa pandemia que nos encontramos, lembremos do que um grande sábio já disse uma vez:

    “Assim como todos que testemunham tempos sombrios como este, mas não cabe a eles decidir, o que nos cabe é decidir o que fazer com o tempo que nos é dado.”- Gandalf.

    Gênero: Simulador

    Desenvolvedora: Nintendo

    Plataformas: Nintendo Switch

    Trailers: 

    Extras:

    Alguns jogos do meio que estão para serem lançados que podem valer a pena ficar de olho:

    Ooblets 

    Descrito por seus desenvolvedores como um jogo de fazenda e de coleta de criaturas. Promete ser um jogo vibrante e um tanto quanto.. peculiar.

    Gênero: Simulador

    Desenvolvedor: Glumberland

    Plataformas: Confirmado para Xbox One e PC

    Site: https://ooblets.com/

    Trailer:

    Summer in Mara

    Os desenvolvedores prometem uma aventura de verão para os jogadores. Uma ilha para cuidar, cultivar a terra, criar ferramentas para sobreviver, enquanto conhece novos personagens e explora esse pequeno universo.. até o oceano lhe chamar de novo...

    Gênero: Aventura com elementos de crafting e exploração

    Desenvolvedor: CHIBIG, S.L.U.

    Plataformas: Confirmado para Nintendo Switch, PS4 e PC

    Site:https://chibig.com/summer-in-mara/

    Trailer:

    Witchbrook 

    Esse jogo está nessa lista porque realmente parece muito promissor mas o “para serem lançados” pode significar um pouco mais próximo do que esse game parece estar para chegar até nossas mãos. Não há data prevista e a sua produtora, a mesma de Starbound e Eastward, se orgulha em ser um estúdio de zero crunch, o que significa que isso poderá levar mais tempo do que o habitual para vir a luz, mas ter essa filosofia ainda mais hoje em dia, já é um motivo a mais para termos paciência e esperarmos por esse game! Eles prometem trazer o que parece ser uma mescla de Stardew Valley, também de seu catálogo, com Harry Potter, então espere um simulador da vida real com vários NPCs carismáticos e muitas poções e magias!

    Gênero: Simulação

    Desenvolvedora: Chucklefish

    Plataformas: Ainda sem confirmação para plataformas.

    Site: https://www.witchbrook.com/

    *Ainda sem trailer

    Com certeza há outros jogos que poderiam ser indicados aqui e que acabaram ficando de fora dessa lista como Farm Together ou Doraemon Story of Seasons. Ou mesmo franquias já conhecidas e adoradas por muitos como Rune Factory e Harvest Moon. Há uma gama de games do gênero por aí e o que vemos, é que com certeza há público para cada um deles e nunca houve melhor momento para descobri-los, do que o agora.

    Nota: A todos vocês que leram essa bíblia até aqui, saibam que são todos uns "guerreirinhos"! Se cuidem, fiquem em casa (se puderem), joguem joguinhos e lavem bem as mãos! E até! o/

    Animal Crossing: New Horizons

    Platform: Nintendo Switch
    59 Players
    69 Check-ins

    72
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      jaquearan · 3 months ago · 5 pontos

      Stardew Valley é minha paixão, consegui fazer quase tudo no jogo e me ajudou bastante num momento difícil. Agora é o Animal Crossing que tem me ajudado, ele é relaxante, uma delícia de jogar. Minha filha de 7 anos tbm joga comigo é uma gracinha ela usando a imaginação no jogo.
      Amei sua postagem e adorei saber que tem mais jogos assim, pra relaxar...

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      miguelpardal · about 2 months ago · 3 pontos

      moça como vc jogou stardew valley no 3ds ?

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      volstag · 3 months ago · 2 pontos

      Uau! todos parecem ser ótimos, mas o Yonder foi o que mais me cativou eu acho.
      O Stardew Valley eu tenho pra pc, mas nunca nerm unstalei.
      E o Dragon Quest Vuilders, bem, esse é obra de arte né, só joguei o 1, mas adoro demais!!
      Um que talvez você goste é o Terraria, é como Minecraft ou DQB, mas em 2D, e sem história, só objetivos, porém, você faz eles ou não, podendo jogar eternamente em mundos criados randomicamente, é uma preciosidade de jogo!!

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  • jugemu 寿限無
    2019-03-13 05:46:24 -0300 Thumb picture
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      gradash · over 1 year ago · 7 pontos

      Tem uns ai que o velhor é um jogo muito melhor que o novo kkkkkk

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      kipocalia · over 1 year ago · 4 pontos

      Acho que Lara Croft e Final Fantasy mudou pra pior (só tem gráficos ali)

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      tsutomu · over 1 year ago · 3 pontos

      achei meio forçado por um spinoff no "atual" do pokemon, mas ta ok né

      1 reply
  • kahmundongo Karla Pinheiro
    2018-12-12 18:36:34 -0200 Thumb picture
    kahmundongo checked-in to:
    Post by kahmundongo: <p><strong>Hollow Knight, Na Mesma Praça, No Mesmo
    Hollow Knight

    Platform: Nintendo Switch
    182 Players
    57 Check-ins

    Hollow Knight, Na Mesma Praça, No Mesmo Banco e o Capitalismo Desenfreado!

    Imaginem uma pessoa desatenta e ansiosa.. Agora imaginem essa pessoa jogando um metroidvania da vida, mais precisamente Hollow Knight Imaginaram? Pois saibam, essa pessoa sou eu e eu vou QUEBRAR o meu Nintendo Switch a qualquer momento (um momento de fúria para ser mais exata). E é com esse início meus caros, que eu começo esse Check In! (Eu n aguento mais morrer e voltar no mesmo banco perdendo meu Geo tudo e ter que lutar com a minha própria sombra! Aaaah) (Essa deveria ser a verdadeira síndrome de Peter Pan hm?)(HMN???)

    Hollow Knight é figurinha conhecida pela maioria mas para mim? Nem tanto. Nunca havia jogado apenas, o conhecia de vista e estava presente na minha wishlist, só esperando ficar bem baratinho (como se o game já não fosse) (sim, sou muquirana mesmo) pois eu o queria no meu Switch (mais conhecido como: Nintendo + todos os indies que você encontra na Steam só que muito mais caro sua trouxa!) que acho perfeito para esse tipo de jogo (de novo, sua trouxa!)! Eis que o momento chegou (20-PILAS-COMPRANDO-PELA-ARGENTINA-OBRIGADO-HERMANOS-QUE-TÁ-MUITO-BARATO-ISSO-AMÉM!) (só uma dica, na data de hoje, 12/12.. ainda está) e apesar de feliz pela pechincha que foi pois o jogo é muito bom mesmo, agora estou um tanto quanto triste tê-lo encontrado tão barato já que, sendo repetitiva: o jogo é muito bom mesmo! É algo que acontece comigo, Hollow Knight ainda tem a desculpa de já ter saído há um tempinho mas, vejo joguinhos tipo The Messenger (também na minha wishlist), que ainda vai receber uma DLC 0800 e fico poxa, talvez eles devessem cobrar por isso? O engraçado, é que nos comentários do vídeo da DLC no canal da Nintendo a maioria das pessoas parecem ter o mesmo sentimento. Não foram poucos os comentários que vi do tipo “De graça? Eu facilmente pagaria por isso!”. Eu sei que são games menores, e que a maioria de nós, principalmente BRs não temos tanta grana assim devido ao preço encarecido que pagamos por quase tudo mas, sempre me bate uma mescla de felicidade ao pegar um jogo tão barato, com uma ponta de tristezinha pelo mesmo motivo, ou quando eles não são tão falados quanto mereciam mas esse último ao menos, não parece ser o caso desses dois.

    Há muito me interessei pelo Hollow Knight pela arte (direção artística é realmente meu calcanhar de aquiles) e nossa.. como esse jogo é lindo! Tanto pelas suas cores (ou falta de muitas delas) quanto pelo detalhamento e polimento postos nele. A sensação de profundidade também é muito imersiva, graças a todo cuidado em transpassar esse sentimento pelo seu background. Também temos detalhes de chuva, névoa e coisinhas aqui e ali. Gosto muito do character design das criaturas que são, em suma, insetos olha só (nunca pensei que fosse gostar tanto desses bichinhos do capeta)! Tudo isso somado à uma trilha sútil e às vezes nula mas, que te fazem entrar no clima e te vender a idéia desse lugar melancólico e a princípio, enigmático.

    A jogabilidade também está sendo bastante atrativa, gosto de ver, pelo menos até então, inimigos variados. Bosses e inimigos maiores, oferecem batalhas onde é exigido prestar atenção em seus movimentos para então revidar. De certo que esse tipo de mecânica não é nenhuma novidade mas Hollow Knight faz isso tão bem que é preciso destacar, assim como seu pulo que é tão gostosin.. que acaba entre os jogos com o pulo mais aprazível que já encontrei.

    No mais, me parece ser um jogo razoavelmente grande, que demanda paciência e atenção, duas coisas que eu não tenho em demasia masssssss seguimos por mapas que prometem se expandir cada vez mais, lhe fazendo decidir entre seguir em frente ou voltar todo o caminho para ver o que deixou para trás só para descobrir que, retornar e prosseguir nesse tipo de jogo muitas vezes quer dizer a mesma coisa, mecânica essencial para descobrir segredos da história, poderes ou habilidades novas para uma melhor progressão como é de praxe.

    No começo, a prioridade que coloquei para mim era única e exclusivamente devolver os “Caterpie” pro pai deles (aquele bichinho que fica chorando)(ô dó) e fazer uma família feliz! Mas agora, avançando no jogo.. Eu só quero ficar rica e comprar todas as coisas ha haa! Opa! Olha ali mais um bicho que me dá dinheiros! Chuin chuin e fez se a grana no meu bolso olé! (só pra eu morrer na tela seguinte de novo êêê lá ia!)! Mas confesso, eu me sentia bem mal no começo pq tem uns bichinhos que parecem só estar ali de boa, sem fazer mal a ninguém, uns "voandinho" à paisana por ali, uma mãe de família tirando um cochilo... Mas esse sentimento logo passou para dar lugar a cobiça, a ganância e a luxúria MuaHaHaHa er… eu bem acho que foi assim que o povo de lá sucumbiu e se perdeu nas profundezas… Mas enquanto isso não acontece comigo! Pode vir a RIQUEZA!!!! (e por favor mais espaços pra charms pelamor!)

    Por enquanto, abri apenas quatro mapas que são: Dirtmouth, Encruzilhada Esquecida, Caminho Verde e Ermos Fúngicos (tô jogando em PT-BR). Tendo isso em vista, um destaque especial para:

    Bichinhos do demônio para passar raiva!:

    -Soldadinho que dá a cara pra bater

    -A traíra que se faz de NPC boazinha e te pega com a agulha

    -O cospe-cospe bomba caseira

    Locais "malégnos" para passar raiva!:

    -Pocilga de ácido dos infernos

    -“Pirulitos” pula-pula do capeta

    NPCs amorzinhos:

    -A escavadeira cantante

    -O “Tingle” do jogo

    -O Senhorzinho anfitrião forever alone

    -O “Teleport-graças-aos-céus-eu-te-encontrei” desse jogo

    Sim, é tudo em codinome mesmo para não dar spoiler demais pra quem ainda quer jogar. Vá pequeno gafanhoto e se ferre também por conta própria!

    Bons joguinhos e até o/

    Nota: Tudo está ainda mais desafiante pq estou com aquele probleminha no analógico do Switch Aaaaah scrr! ;.;

    7
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      rendrick_duarte · over 1 year ago · 1 ponto

      Se você já tá passando raiva abrindo 4 mapas, espera avançar mais um pouco pra ver hahaha mas é um baita jogão. E grande hein! Tô jogando há quase 2 meses e só agora que pareço estar perto do fim (mas só parece mesmo, porque desse jogo só espero surpresas)

      1 reply
  • kahmundongo Karla Pinheiro
    2018-12-12 18:27:15 -0200 Thumb picture

    ​Check-in: Até Mais e Obrigada Pelos Joguinhos!

    Há muitos sites do qual já fiz parte, sejam os focados em filmes como o Filmow, em livros como o Skoob ou em tretas como o facebook! rs E talvez eu não tenha interagindo o suficiente, talvez eu não tenha sido ativa o suficiente (o que é bem comum rs) mas, diferente de outras redes nunca, nunca vi as pessoas daqui agirem de outra forma que não fosse ser amigável e agradável umas com as outras e sem contar, deixar de demonstrar o que de fato todos estamos aqui para: o amor aos joguinhos! Não era incomum em período pré e pós E3, TGA, BGS, etc, ver o lugar explodir de comentários, compartilhamentos e emoções! Em lançamentos de games, er.. tb em adiamentos de games.. rs Todos faziam questão de demonstrar seu empolgamento ou mesmo, frustração. Sempre fomos como uma grande festa! E assim, como uma sala precisa, o Alva se tornou esse lugar comum para todos que estavam carentes de um ambiente assim. Hoje, como muitos aqui, ou poucos pois, nem de longe o fluxo corresponde ao que foi em seu momento de glória, vejo o Alvanista se esvaindo.. Mas o Alva em seus primórdios era um local ideal, seja com seu visual clean e intuitivo, seja com sua mascote que já rendeu várias fan arts por aqui, seja com os seus LvLs, Críticas, Personas, Vidas Recebidas, Troféus, Categorização de Jogos, Matérias e afins, tudo projetado para ser familiar e assim, foi. Agora, a casa tem estado cada vez mais vazia, e apesar de não querer vê-la fechar as portas é impossível não notar a base ruir e os moradores que ainda a habitam irem de pouquinho em pouquinho, se mudando para construções de aparência mais duradoura. Porém nenhuma delas, chega aos pés do aqui de outrora. E se esse for o caminho para qual de fato está em curso o Alvanista: o fim, ficarei sinceramente triste pois, muito se fala de games mas na prática, pouco espaço é dado para discuti-los de forma conjunta e de maneira saudável como é aqui. Como sempre foi aqui.

    Por isso, não escrevo para um adeus definitivo, mas para um possível adeus definitivo! Que assombra e ameaça como um boss desafiador! Escrevo para dizer que fui feliz, pelas pessoas que conheci e pelo tempo passado aqui e espero que haja mais deste tempo adiante mas, se realmente não houver, também escrevo, para deixar registrado a minha tristeza e gratidão por uma casa que assim como a muitos, me acolheu pelo tempo que durou. 

    Mas por hora,  até mais e obrigada pelos joguinhos!

    Obrigada Alvanista! Espero que você continue viva e essa seja apenas uma fase ruim do jogo da vida…

    Hope.

    Save: Kahmundongo, LvL 25

    17
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      roberto_monteiro · over 1 year ago · 1 ponto

      Não vou falar "fica" por que eu mesmo tenho entrado bem pouco, mas não apaga a conta não, vai que as coisas melhoram!
      E quando você precisar, o Alva vai estar aqui =D

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      kess · 2 months ago · 1 ponto

      O Alva, pelo menos para mim, ainda tem muito o que render, mas como rede social, está nos seus momentos finais. Mas vou dizer, não acompanho nenhuma outra, e nas poucas incursões que fiz para tentar achar uma substituta, nenhuma conseguiu me cativar de verdade. Tanto que não só tenho o alva sempre aberto, como inúmeras páginas de várias coisas que estou lendo e interagindo por aqui sempre estão aqui quando abro meu navegador.

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      matsu · about 1 month ago · 1 ponto

      Essa rede aqui foi o que me fez acumular tantas horas de jogo em pokemon X e Y. Comprei meu 3ds só por causa do lançamento do jogo , e vi o hype aqui na rede e fui embora com o lançamento do sun e moon.

      Hoje, por causa da DLC de pokemon Sword voltei, surpreso pela rede ainda estar viva. Não conheço nenhuma outra rede como essa, e sinto como se nada mudou e com a nostalgia de ver velhos amigos de 5 a 6 anos atras.

      Espero que ainda tenha muito chão aqui, e espero que a rede sobreviva por muito mais tempo !

  • kahmundongo Karla Pinheiro
    2018-10-02 00:46:26 -0300 Thumb picture

    Fanarts de The Dragon Prince <3

    Alguém aí conhece The Dragon Prince? Fiz umas artes marotas desse desenho que lançou a pouco e já considero pacas! O que tem haver com games? Explico abaixo (mas na verdade era só pq faz tempo que eu não posto nada aqui e queria postar alguma coisa pq tava com preguiça de escrever review, etc  kkkk) 

    -Principe Callum e a Rocha Primária

    -Principe Ezran, Isca e os doces do castelo

    -Rayla, A Elfa da lua

    Avatar: A Lenda de Aang é uma das minhas animações favoritas! Korra também foi muito bom! Agora saiu O Príncipe Dragão pela Netflix com alguns dos mesmos criadores! O curioso é que também estão desenvolvendo um game ambientado no mesmo universo (um dos caras parece que trabalhou em Uncharted) (dafuq?)(confirma isso produção?). Tomara que dessa vez saia umas coisinhas maneiras daí. Curiosa.

    Ah (momento jabá xD), a quem interessar qualquer coisa, segue meu insta/twitter abaixo que volta e meia vou tentar postar mais artes de alguma coisa top (ou não) por lá: @kahmundongo 

    Avatar: The Last Airbender

    Platform: Playstation 2
    588 Players
    1 Check-in

    11
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      kahmundongo · almost 2 years ago · 2 pontos

      Vcs são mt bonzinhos comigo ha haa Obrigada a todos <3

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      volstag · almost 2 years ago · 1 ponto

      Pelas barbas do camarão, você não desenha, você faz humilhação em forma de traços e cores, que isso!!!

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      mattfenrir · almost 2 years ago · 1 ponto

      Não conhecia, fui pesquisar e seu traço é muito parecido :O!

  • kahmundongo Karla Pinheiro
    2018-07-22 05:04:58 -0300 Thumb picture

    TAG: Desafio dos 10 Jogos Marcantes - Jogo 4

    #4 - Battle City, O Clone e a Era do PC Parte 1

    *Eu, bem diferentona que sou, quis aproveitar esta TAG para, em ordem cronológica, contar um pouco de mim e da minha história adentrando no mundo dos joguinhos para quem quiser, poder me conhecer um pouco melhor (só para logo depois, se arrepender disso xD).

    "Computador, máquina capaz de variados tipos de tratamento automático de informações ou processamento de dados. Um computador pode possuir inúmeros atributos, dentre eles armazenamento de dados, processamento de dados, cálculo em grande escala, desenho industrial, tratamento de imagens gráficas, realidade virtual, entretenimento e cultura" -Wikipedia

       Quem nunca quis um computador? Mesmo antes de saber o que fazia de fato, mesmo sabendo o quanto esse nome era feio, quem nunca? Houve um período em que eu comecei a ouvir falarem com muito mais frequência dos tais computadores e mesmo que, eles ainda não fossem uma realidade muito palpável para a maior parte da população da época, estava começando a cair no gosto das pessoas a simples possibilidade de ter o seu próprio afinal, os que o possuíam, sempre pareciam contentes com a compra e muito bem dispostos a falar sobre o que parecia, aos meus olhos juvenis, um novo tipo de status social. Para mim, que já havia ouvido a palavra “computer” aqui e ali dentro de casa, estava começando a sentir uma fisgadinha de esperança e se tornava cada vez mais difícil me convencer do contrário, até que um dia, ele chegou e vejam só.. pensei que não seria trouxa, fui trouxa!

       Em Harry Potter e o Cálice de Fogo (sentiu esse gancho?), quarto livro da franquia, o professor de Defesa Contra as Artes das Trevas da vez, usa um feitiço Imperius obrigando Harry a pular uma cadeira ao que ele tenta quebrar o feitiço desobedecendo mas, só consegue o meio termo, bater os joelhos e se arrebentar todo junto da mobília. Geralmente, é nisso que eu penso quando ouço a frase “fazer as coisas pela metade” e, naquele momento vendo o que estava presente na minha frente, talvez o meu antigo eu imaginasse o mesmo se já tivesse acesso a essa obra pois, entre muitos componentes de suma importância que constituem um computador, minha mãe parecia ter escolhido me presentear com apenas um: O teclado. Cheguei a cogitar perguntar onde estava o restante da máquina mas a resposta logo veio, dispensando minha indagação. Estava diante de um Magic Computer PC - 95 o que vim a descobrir um pouco mais adiante desta linha do tempo, ser um dos conhecidos Famiclones da época, uma versão brasileira do ASDER PC95, de uma empresa taiwanesa, de mesma finalidade, que além de fabricar cópias e clones sem medo de ser feliz ainda tinham como nome NTDEC que significava: Nintendo Eletronic Co (pois se é pra copiar, vamos fazer direito), ou seja, era quase um clone.. DE UM CLONE! Era tipo a Zooey Deschanel, a Katy Perry e a Emily Blunt. Eu estava diante, de uma armada de Connors da era 8-Bits.

       Magic Computer PC - 95, foi um dos muitos clones de Nes produzido e distribuído pela Dynacom que era coruja velha nesse tipo de serviço. O teclado tinha em si uma entrada para cartucho 60 pinos (porém vinha um adaptador para jogos americanos de 72). Já vinha com programas básicos como editor de texto, calculadora, teste de matemática, compositor de música, um cursinho básico de datilografia, ferramentas de programação (o G-Basic e o F-Basic) e no meio de tudo isso ainda tinha uns joguinhos como Magic Carpet, Balloon Monster e Porter. Era tipo hoje, quando você compra um smartphone e vem com um monte de Apps nativos só para ocupar espaço só que, naquela época, pra quem não tinha nada, tudo isso era muito bem vindo!

       Junto com o console ainda vinham dois cartuchos, um para salvar o save (sim, salvar o save, não é um mero pleonasmo, era exatamente isso que fazia pois não havia espaço na memória do próprio console para o feito), e outro cartucho que vinha com alguns jogos, dentre eles meus favoritos eram sem dúvida Excite Bike e o Ice Climber apesar de eu ter jogado bastante outros presentes assim como Circus Charlie (do qual eu sempre morria na parte do pônei) e o Duck Hunt (do qual consistia em atirar em pobres patinhos que fugiam da morte inevitável voando pela tela da TV desesperadamente e, como se isso não fosse divertido o bastante, ainda vinha uma arma junto com o console! Ou compraram a parte.. não me lembro) que adquiri de um outro cartucho, assim como Contra que também era massa. 

       Mas o jogo que galgou um lugar nessa lista não está entre eles. Ele está aqui por ser inesquecível de outro modo, por me ensinar pela primeira vez na vida, o que hoje conhecemos por bad vibes. Estou falando de Battle City.

       Battle City (ou Battle Tank ou O Tank 1990 como também é chamado, devido a países onde clones Famicom foram amplamente distribuídas gerando a falsificação desses cartuchos) era exatamente como o seu título sugere, um jogo onde você controlava um tanque de guerra mas, o que me fascinava não era bem isso. O jogo fazia algo que eu nunca tinha visto até então, na opção "Construction" encontrada no menu do game, te dava acesso a um modo de edição onde você podia criar níveis personalizados (e é claro que o jogo lhe dava tudo pronto, sem necessidade de nenhuma programação. Algo como um Mario Maker da vida). Foi o meu primeiro contato com este tipo de mecânica, a possibilidade de criação! Depois de sentir o gostinho daquilo, decidi criar o meu próprio jogo afinal, havia sido fácil até então! Imagina, criar um jogo do zero? Fichinha… né? (a propósito, é uma pergunta retórica, acho que sabemos a resposta.. embora eu não soubesse na época).

       Eu lembro de pedir constantemente para o único parente que eu achava ser entendido dessas coisas (e realmente era), para que me ensinasse, me explicasse como se fazia isso. Até que um dia, cansado de minhas investidas, ele veio, jogou o manual que acompanhava o console que eu nem sabia que existia em cima de mim, e disse algo como “Toma. Tá tudo aí”. Eu comecei a folhear aquele manual não entendendo absolutamente nada do que havia ali. Vários termos e códigos e nada fazia sentido e então.. comecei a entender.. Confesso, nós nunca tivemos muita afinidade  e o meu pedido e o que eu achava ser a criação de um jogo, vinham de uma visão bem torta graças ao Battle City, isso, somado ao fato que eu era uma mera criança curiosa mas, percebi com um pouco de tristeza que essa atitude veio do simples motivo de não querer desperdiçar o seu tempo junto a uma manobra astuta de desmotivar futuras novas investidas da minha parte. Depois disso, eu usei essa experiência como motivação, absorvi tudo o que aquele aprendizado tinha a me oferecer e dali em diante, vivi estudando tudo o que podia, para aplacar minha sede inabalável por conhecimento e hoje, estou aqui para divulgar finalmente o game sucesso que eu consegui produzir apenas.. com a minha força de vontade... SQN!

        Eu adoraria contar essa versão dos fatos mas prometi me ater a verdade, por mais chata e decepcionante que ela seja. Sim. Essa é uma história de derrota. Porque histórias de derrota também são importantes para produção de dramas na indústria do cinema e com ela garantia de emprego futuro para atores/comediantes que já viram dias melhores, assim como Jim Carrey. Afinal, como diria um grande filósofo e ex esportista brasileiro de renome: “Se você quiser, se você se esforçar, se você treinar, se você entrar de cabeça, se você se concentrar, nada garante que você vai conseguir” - Daniel, Craque (Falha de Cobertura).

       A história de hoje, foi menos história e mais informação. Informação essa que, pode ou não estar correta pois confesso, muita coisa eu não lembrava ou não sabia e tanto para contextualizar quanto para melhor compartilhar essa pesquisa, utilizei como meio de busca uma fonte super confiável, incontestável e fidedigna: A Internet! Mais precisamente o Wikipedia ou seja, sem margem de erros como todos sabemos ;) Para quem quiser relembrar um pouco da história da Dynacom e seus consoles e clones, recomendo esse vídeo que encontrei garimpando o Youtube em busca de lembranças de meu estimado cloninho, hoje, apelidado carinhosamente por mim de.. Murilo Benício. Pois quando achávamos que a Dynacom já tinha ido “longe demais dessa vez”, eis que, em 2008, a empresa lança o PC Game, um clone cuja aparência lembrava uma CPU. E lá ia ela novamente, provando para todos que ainda era possível surpreender! Dynacom.. A Pablo Vittar de uma geração! Felicidade de muitas jogatinas dos mais humildes e da tristeza de muitas crianças que só queriam ganhar um Playstation no Bom Dia & Cia! pois a vida não é justa e universo precisa ser equilibrado. Segue o link: 

    Marcando o @volstag que quer acompanhar essa saga! Para todos, até o jogo número 5 da lista o/ 

    Jogos anteriores: Jogo 1Jogo 2Jogo 3

    *Os jogos dessa lista são jogos que me marcaram assim como manda a tag original portanto, não necessariamente são os meus jogos favoritos da vida embora, eu nutra um sincero carinho por todos eles <3

    *As descrições aqui contém a verdade, somente a verdade, nada mais que a verdade porém, em uma versão bem humorada de situações que facilmente, valeriam um tapa na cara vide OUPDM : )

    Battle City

    Platform: NES
    215 Players
    2 Check-ins

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      volstag · about 2 years ago · 1 ponto

      Que saudade que eu tava de ler essas histórias!!
      Uma vez, por volta de 87 eu acho, um amigo apareceu com uma fita de atari diferente, ela parecia uma chave de ignição daquelas coisas que explodem dinamite, mas era uma fita de atari, da taito, e o nome e o jogo era esse!! apenas o gráfico era bem inferior né, mas a jogabilidade e tal era praticamente a mesma.
      Jogávamos muito aquilo, ja essa versão ai eu e demorei pra caramba pra conhecer, mas bem melhor o gráfico.

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      caramatur · about 2 years ago · 1 ponto

      Adorava jogar Battle City! <3

  • kahmundongo Karla Pinheiro
    2018-07-03 03:59:23 -0300 Thumb picture

    TAG: Desafio dos 10 Jogos Marcantes - Jogo 3

    #3 - Super Mario World e a Penetra Boa de Bico

    *Eu, bem diferentona que sou, quis aproveitar esta TAG para, em ordem cronológica, contar um pouco de mim e da minha história adentrando no mundo dos joguinhos para quem quiser, poder me conhecer um pouco melhor (só para logo depois, se arrepender disso xD).

       Era verão quando veio a notícia de que todos em casa iriam trabalhar e na palavra deles, por ser ainda muito criança, a partir daquele momento eu iria para uma creche. Eu sabia que nem toda a comida era como a da minha casa, nem toda a cama era como a da minha casa, nem todo o tratamento era como o da minha casa, eu queria protestar contra aquilo no mesmo instante mas, tinha consciência que fazendo isso, iria atestar que eu era mesmo uma criança, mas oras! O que tinha demais eu ficar em casa sozinha? Não era como se eu fosse encarnar o Macaulay Culkin e deixar dois bandidos estagiários entrarem em casa.

       A creche era.. uma creche, um monte de crianças menores… e eu. O que me fazia sentir como se fosse uma ilha, uma criança mais velha cercada por um monte de bebês. Foi em uma excursão à floresta vizinha, mais conhecida como quintal, que eu percebi que a creche tinha uma saída para outra casa, a casa da dona! Eu já conhecia o filho dela, era quase da minha idade, brincava e falava casualmente com ele, mas ele não ficava na creche direto, não como as outras crianças, ele ia para casa. Um dia, iriam me buscar mais tarde e a dona me levou para a própria casa pois, já estava anoitecendo e todos já haviam ido embora. E foi aí, ao entrar no quarto do filho, e visualizá-lo enquanto o menino, de olhos vidrados, apanhava um pouco do objeto de sua atenção, que eu percebi. Nem toda a comida era como a da minha casa, nem toda a cama era como a da minha casa, nem todo o tratamento era como o da minha casa e.. nem todos os objetos eram como o da minha casa! Como eu havia esquecido! O raio do Super Nintendo (referenciado no texto do jogo 2)! Eu imediatamente me sentei no chão perto do menino e fiquei vendo ele jogar Super Mario World na minha frente, estava acontecendo! Ao terminar a fase, perguntei esperançosa se podia tentar também, ao que ele me disse que não, porque era menina e por isso iria morrer, perdendo parte do progresso que ele tinha feito até então. Se o termo “pistola” já existisse naquela época.. Ele caridosamente disse que, no entanto, eu poderia olhar ele jogar. Eu, orgulhosa que era, disse que só pedi para jogar pois ele parecia estar penando para passar de fase. Que só estava ali esperando a minha mãe que já ia chegar e, para coroar: “Eu já tive um videogame também tá. Eu tinha um Atari!”. Ele riu, eu bufei, e fiquei esperando minha mãe… #chatiada. Eu reconhecia que deveria ser realmente um saco ter de voltar no mapa e refazer tudo mas, o que me deixou com raiva, além dele ter subestimado a minha capacidade, foi ele ter dito que eu não podia jogar “porque era menina”.

       Nos dias que se seguiram, descobri que aquela seria uma experiência rotineira devido a mudança de horários lá em casa. Então aquela situação, onde ele jogava e eu assistia (pq no fundo eu queria sim ver o jogo, mesmo que dissesse que só estava jogando um feitiço com o meu olhar para que ele perdesse), se repetiu por uma semana, com leves mudanças como o irmão mais velho se juntando ao menino volta e meia. Eu não tinha muito contato com esse, ele era adolescente na época portanto, causava respeito nos menores (nele não joguei o meu feitiço por puro medo de que me descobrisse), apenas observei ele jogar e.. ele era bom! Mas em certo momento, também chegou em uma fase e empacou.. Era uma das fases dos Boos!

       O mais novo tentava dar dicas do que fazer e até mesmo eu, sem perceber, comecei a palpitar também, até que depois dos dois tentarem, morrerem e nada conseguirem, o mais velho se virou para mim e disse: “Quer tentar?”. Para minha surpresa, o mais novo não interviu mas, percebi pela sua expressão que tinha se sentido traído pelo seu irmão muito embora, preferiu se calar. Eu peguei o controle, me aconcheguei, suprimi um sorriso e, FINALMENTE JOGUEI O F* MARIO… e morri. Eles tinham razão, eu era muito ruim e pior, tinha acontecido exatamente o que me havia sido dito. Eu perdi na última vida e eles teriam que voltar no mapa. Eu olhei para o mais velho como quem pede desculpas ao que ele disse sonolento: “Continua, quer ir de novo?”. Não sei se pelo bom coração do rapaz ou por ele ter se cansado de jogar depois de empacar na fase mas, eu estava tendo mais uma chance de continuar jogando enquanto olhava meio embasbacada para o mais novo que, a essa altura, estava se sentindo trocado. Eu só lembro de fazer questão de continuar e só passar o bastão bem na fase em que eu havia perdido. A dos Boos! Com um ar de, “estamos quites” ofereci o controle de volta para o menor, que resmungou algo como “ué, agora termina se é boa”. Ah se eu levasse os meus deveres de hoje tão a sério quanto eu levei esse desafio aquele dia! Venci a fase labiríntica dos malditos Boos! Achei o raio da saída certa e lembro de virar a minha cabeça igual uma coruja para trás e dar um sorriso de vitória antes de vislumbrar o rosto do meu colega, que para a minha surpresa, sorria. “Agora a gente finalmente vai poder ver as outras fases!” e veio sentar do meu lado para jogar comigo. Eu abri um sorriso na hora e disse que a gente ainda ia terminar o jogo todo! O irmão mais velho, que a essa altura tinha dado uma cochilada ao redor, pareceu acordar e se motivar de novo. E a partir dali, a santíssima trindade estava feita!

       Quem dera se todos os adultos, deixassem seus preconceitos bobos de lado como deixamos. Eu tive que me provar mas no fim do dia, todos jogamos juntos. Nos dias que se seguiram, depois de muitas fases e inimigos, diga-se muito piores que os Boos, que começamos a encontrar de forma ainda mais recorrente, pudemos chegar no castelo do Bowser, ou Koopa para os nostálgicos, e CHUTAR A BUNDA DELE! Nós terminamos o jogo! Descobrimos os extras e concluímos também! Foi um sentimento de dever cumprido, quando olhamos um para o outro. Depois disso, eu e o filho da dona da creche brincamos muito mais juntos. O irmão mais velho, ainda tinha um ar intimidador mas eu sempre dava um “olá!” e falava com ele quando o via, o que fazia as outras crianças me olharem com admiração pois, na visão delas, eu tinha amizade com “adultos”.

       Super Mario World foi um jogo muito incrível pra época e, como tantas outras coisas eu só pude jogá-lo bem depois. Ainda assim, foi um game marcante pois eu ansiava por ele, e não me decepcionei. Apesar de muitas frustrações e mortes pelo caminho, foi a coisa mais emocionante que fiz naquela época, olha que isso incluía descer ladeira abaixo com uma bicicleta sem freios e sair viva para contar história (crianças, não façam isso em casa). Mas mais ainda, por ter alcançado o meu lugar junto dos meninos e que, de uma garota que realmente não sabia jogar, não por ser garota mas, por não ter tido a oportunidade que muitas vezes é negada a uma, poder se tornar alguém que jogava de igual para igual junto com aqueles que acabariam por se tornar meus amigos naquele verão.

    Marcando o @volstag que quer acompanhar essa saga! Para todos, até o jogo número 4 da lista o/

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    *Os jogos dessa lista são jogos que me marcaram assim como manda a tag original portanto, não necessariamente são os meus jogos favoritos da vida embora, eu nutra um sincero carinho por todos eles <3

    *As descrições aqui contém a verdade, somente a verdade, nada mais que a verdade porém, em uma versão bem humorada de situações que facilmente, valeriam um tapa na cara vide OUPDM : )

    Super Mario World

    Platform: SNES
    27002 Players
    376 Check-ins

    12
    • Micro picture
      volstag · about 2 years ago · 1 ponto

      Mais uma boa história, já pensou em escrever um livro?
      O jeitinho que você conta é único!!
      Esse console foi o único que eu ganhei quando lançou, o resto sempre foi quando deu, e SE deu um dia né hahaha, então posso dizer que foi talvez o console que mais joguei, mas por anos tive só o Super Mario, até que um dia ganhei um Street Fighter 2 japonês, eu acredito que era pirata inclusive, foi uma época complicada pois eu sou filho único, e a minha mãe me criou sozinha, só tinha a companhia da minha avó, e apesar de todo o carinho que ela me deu, ela não era uma criança da minha idade né.
      Pra piorar, eu peguei catapora e não podia sair na rua hahahaha, ou seja, devo ter virado um mestre das jogatinas, me lembro de desligar o console porque estava enjoado, olhar ao redor e não ter mais nada pra fazer, e ligar novamente o diacho do jogo... mesmo assim, até hoje eu considero esse o melhor jogo do Mario.

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