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jonomaia João Gabriel Maia Featured

A Crítica "Desespecializada"

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A Crítica "Desespecializada"

É de se pensar: Uma empresa multimilionária realiza o lançamento de um jogo pelo preço padrão da indústria – 60 dólares – fundamentalmente problemático, com questões de balanceamento, performance, bugs, produz falsa propaganda sobre o seu produto vendido e, de alguma forma, parte da “mídia especializada” sustenta a narrativa de que a culpa é, ao final, do próprio consumidor.

Pensemos também: Blizzard e Diablo Imortal. Ignorando completamente os pedidos da própria comunidade, sem o menor tato para suas prioridades, produzindo um jogo de uma das franquias mais aguardadas para uma plataforma distante de seu público de forma barata, reaproveitando Assets de outros jogos já existentes e completamente descaracterizada, a reação do fã é mais do que compreensível. É de se orgulhar. São raras as vezes que nós como público não aceitamos de forma pacífica as piores práticas que povoam hoje o mercado de jogos e que tem a cada dia se tornado mais predatórias. Mas porque, outra vez, grande parte da cobertura especializada mantém-se outra vez ao lado contrário daqueles que são o elo mais fraco e seu público – o consumidor?

O quê acontecera com a “grande mídia” do video game? Kotaku, GiantBomb, IGN entre outras tornaram-se para muitos sinônimo de palco para grandes empresas anunciarem seus jogos, críticas rasas, pontuações esdrúxulas e mercenarismo.

o que deveria ser o standart para uma boa leitura crítica e objetiva dos jogos e das reações da indústria?

A resposta:

Dinheiro. Quando tratamos de empresas gigantescas, informação, lançamentos milionários e a corrida do jornalismo do topo da pirâmide, dinheiro alimenta fundamentalmente sua existência. No caso das desenvolvedoras grandes, até certo ponto, o feedback verbal da comunidade tem peso importante, mas ao fim do dia o agrado aos investidores acaba sendo de maior relevância 90 porcento das vezes.

Já ao abordarmos a mídia especializada, quantidade e velocidade acabam sendo conceitos com maior valor que a qualidade. Manter uma boa relação com as Publishers e garantir a postagem das análises o mais rápido possível é o que garante a “relevância” destas. Obviamente sua qualidade no processo é fortemente comprometida pelo tempo disponível, pela vulgaridade de sistemas de pontuação que conseguem elencar elementos do jogo em notas extremamente abstratas. É realmente cômico tentar entender, por exemplo, a mentalidade por trás de definir a qualidade dos gráficos de um jogo em uma nota como um “8.7”.

O que busco, portanto, discutir neste artigo é: quais elementos deveriam compor TAMBÉM uma boa crítica de jogos de vídeo game e qual a diferença entre Crítica e Opinião.

Opções, Performance e Qualidade:

Geralmente ignorado por grande parte das críticas, a performance do rodar do jogo nas plataformas é um fator extremamente relevante que geralmente não é levada em conta. Problemas de performance e limitação das opções disponíveis podem transformar um bom jogo um grande pesadelo e arruinar a experiência do jogador.

Need for Speed Rivals foi exemplo disso. A limitação para 30 fps do jogo independente da plataforma irritou grande parte dos jogadores. Uma taxa de quadros reduzida em um jogo de corrida de uma franquia que sempre havia permitido aos jogadores do PC o dobro desta, de uma hora para outra em um port feito às pressas e sem o devido cuidado manchou completamente o lançamento do jogo – que já sofria com a “rotina” da franquia e problemas em questão de jogabilidade, física e inovação.

Para muitos, performance é um elemento definidor da compra. Jogadores mais competitivos de jogos como Street Fighter, Mortal Kombat ou FPS como Counter Strike e outros tiram maior proveito da fluidez de um maior número de quadro e de mais opções de customisações de visuais, portanto, é algo que deve ser levado em conta. Personalidades como Total Biscuit (RIP) era conhecido por iniciar todas as suas análises por uma tour pelas opções do jogo, exigindo possibilidade de modificações do FOV, limitação de frames, resolução, modificação do HUD e muitos outros elemente que podem fazer grande diferença e que com a tecnologia e o valor de produção de hoje DEVERIAM SER COMUNS de se ver.

Street Fighter V é um exemplo de jogo que, além do modelo de negócios questionável, sofrera críticas por mudanças significativas em elementos como um maior “input lag” e simplificação de mecânicas que demandavam maior mastering em versões passadas.

Modelo de negócio:

Comum em outros setores de mercado, o preço é sempre levado em conta no classificar do produto. A decisão da crítica sobre um modelo de carro pode cair por terra justamente por custar um preço acima do necessário ou valor de revenda, preço da manutenção.

O modelo de negócios deveria ser algo a se pesar ao se analisar criticamente seja qual for o jogo. Pagar 20 reais em um jogo Indie desenvolvido por um jogo desenvolvido por um sujeito solitário, mesmo que realmente não tenha esse valor, é algo que fazemos pelo apreço ao esforço e trabalho de quem desenvolveu. Já pagar 20 reais em microtransações em um jogo simples de celular desenvolvido por uma empresa milionária chinesa que claramente não deveria custar tal valor é algo completamente diferente subjetivamente mesmo sendo similar objetivamente.

O preço do jogo, as microtransações, a forma como seu conteúdo é disponibilizado, season passes e outras práticas são fatores levados em conta por críticos como Angry Joe em suas análises mas raramente despontam de forma significativa ou impactam na nota de um jogo em sites mais convencionais como IGN.

Dificuldade e Design:

Dificuldades e modos de jogo extras, curva do desafio, inteligência artificial, constância da experiência são também coisas a se pensar. Jogos aclamados como Call Of Duty Modern Warfare 4 é um exemplo perfeito de como as dificuldades complementares como o modo mais difícil – Veteran – se torna uma experiência extremamente frustrante por conta do design de certas partes de mapas onde é basicamente inevitável ser atingido. Neste caso, o aumento da dificuldade apenas amplia a porcentagem de dano dos adversários. O comportamento, posicionamento, número e estratégias destes são as mesmas, o que demonstra uma maneira simplista de pensar no desafio do jogo.

O remake de Doom, por mais brilhante que seja em muitos aspectos também gera uma pequena decepção pela falta da experimentação em comparação com o design dos clássicos e pela repetição do formato do gameplay nos estágios finais.

“1000 Horas de conteúdo!”:

O discurso das infinitas horas de conteúdo, para mim, é uma das maiores perdas de tempo que vemos hoje na indústria. Vemos dezenas de vezes jogos novos chegarem ao mercado anunciando horas e horas de conteúdo jogável mas que, ao final do dia, são apenas uma reciclagem das mesmas missões, elementos e mecânicas que já passamos as primeiras dez horas fazendo. Uma missão bem planejada e marcante deveria pesar muito mais que cinco missões secundárias onde fazemos a mesma coisa sem nenhum real sentido.

Uma campanha de Resident Evil 7 tem muito mais presença que centenas de horas em Metal Gear Survive. Porém o argumento da quantidade parece ter hoje muito mais presença que a qualidade, quando estamos a todo momento tentando justificar nosso dinheiro gasto. No final das contas, jogos diferentes demandam prioridades diferentes.

Histórico:

Como descrito por Videogame Dunkey, um dos problemas de grandes sites de análises é justamente o fato da descaracterização do crítico, ou seja, não sabermos realmente “quem é” aquele que a escreve no sentido de preferências, outras críticas e mais fatores. Sendo assim, alguém como eu que raramente passa tempo jogando jogos de esporte dificilmente faria uma crítica boa e completa sobre estes.

Quando investimos tempo em um gênero, conhecemos mais sobre o que o torna especial. Ao contrário do que muitos dizem, é por gostar muito de jogos de FPS que não me agrado com facilidade com qualquer jogo genérico que gaste meu tempo. Ao conhecer a fundo este, desenvolvemos a habilidade de reconhecer as mecânicas que os definem, os problemas que se repetem constantemente e em quais áreas há possibilidade de arriscar e inovar, nos tornando assim, mais críticos a cada elemento dos jogos que analisamos. 

Proposta X e Proposta Y:

Cada produção deve ser pensada isoladamente até certo ponto. Jogos diferentes possuem propostas diferentes. Por tal motivo, é extremamente errado e cômico quando vemos uma análise de um jogo como Assetto Corsa em que o autor reclama sobre a dificuldade de se dirigir e da física comparada a algo como Forza Motorsport. Enquanto este segundo se molda num pseudo-realismo onde elementos da simulação compartilham espaço com mecânicas mais acessíveis, a simulação completa de Assetto Corsa se mostra algo completamente diferente em termos de jogabilidade. Jogos diferentes, públicos diferentes.

No que diz respeito à continuações, parte da proposta de uma sequência é... ser uma sequência? Justamente por isso que mudanças muito bruscas ou radicais podem não ser bem vindas, descaracterizando e se distanciando demais com relação aos seus antecessores.

Excessão: é importante lembrar que, quando a própria desenvolvedora, pelo seu material de marketing, anuncia um tipo de experiência e o jogo nos apresenta outra distinta, então este argumento passa a realmente ser válido, como foi o caso de Project Cars ao anunciar-se como a maior e mais completa experiência de simulação do mercado – estando, no fim das contas, anos atrás de iRacing, Rfactor 2, Assetto Corsa e outros.

Crítica e Opinião:

Uma crítica pesada e nota baixa em um site não excluio direito de cada um de tirar proveito na obra. Ainda que impossível de reprimir toda a subjetividade, a crítica tem o papel de debater a obra de maneira objetiva, com estudo, argumentos, comparação, tecnicalidades e uma série de palavras bonitas que estão para além da opinião. Led Zeppelin é uma excelente e importante banda mas eu não gosto assim como Stallone Cobra é um péssimo filme e eu amo. A crítica e opinião podem coexistir tranquilamente a partir do momento em que estendamos o lugar de cada uma.

Terminologia:

Uma das palavras que mais me frusta é uma das também mais usadas para descrever jogos: A diversão. “the Fun”.

Obviamente que a princípio não há nada de errado em achar um jogo divertido, descrevê-lo assim ou julgá-lo por isso. O problema é que muitas vezes essa palavra acaba a ocupar espaço demais nas críticas, obscurecendo análises mais profundas.

Como dito antes, cada jogo possui uma proposta. Não necessariamente todo jogo é “divertido”, assim como qualquer outra obra como filmes ou livros. Uns aproveitam do sentimento de frustração para passar uma mensagem, outros o medo ou puramente o desafio. Eu não descreveria as dezenas de horas que passei no modo de treinamento de Mortal Kombat 9 (2011) descobrindo combos e treinando execuções como divertidas. São parte de um esforço competitivo para dominar as mecânicas de certo jogo, estas trazem sim uma satisfação, outros jogos produzem entretenimento sem necessariamente serem “fun”.

Um vocabulário mais amplo e específico não somente enriquece a forma da análise como também torna a mensagem e a própria crítica muito mais clara. Jogos não são SOMENTE brinquedos digitais. São trabalho para uns, entretenimento, experiências, esporte e muito mais AO MESMO TEMPO. Valorizemos isso!

Sistema de notas

Atribuir uma pontuação à obra tem o propósito de condensar a crítica e resumir de certa forma a experiência. É compreensível o seu uso, já que é uma forma de agilizar o processo aos desinteressados. Porém, não deixa de ser problemático. Escalas, por mais diretas que sejam, já possuem problemas, quando elevamos ao padrão extremo de elencar uma “trilha sonora” em um “7.3”, deveria estar claro a questão: o que determina a exclusão de 7 décimos, o que cada décimo significaria em uma situação como essa, como fazer a contagem? É basicamente inexplicável.

Números são objetivos demais para descrever algo que dificilmente se enquadra com tamanha exatidão. Em minha perspectiva um simples “Bom”, “mediano”, “ruim”, “acima da média” indica um padrão de qualidade mas sem engessar a interpretação de quem lê, dando margem a uma subjetividade um pouco maior da crítica.

Uma outra possibilidade é a exemplificada pelo canal “worth a buy”. É simples: vale ou não vale a pena investir o dinheiro e porquê? Aos que não se interessam, vão pelo veredito final, aos que buscam uma razão, ouçam os argumentos.

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Conclusões:

Nem toda crítica convencional é ruim e nem toda crítica complexa é boa. O tipo de plataforma que discutimos aqui hoje existe e existe por um motivo. Visa direcionar o consumidor médio ou então casual à uma possível boa experiência ou ao menos saber se o gastar de dinheiro vale a pena sem precisar ler 6 páginas de artigo ou ver 30 minutos de vídeo. Porém, a crítica especializada também tem um motivo de existir. É por meio desta que os consumidores mais interessados se colocam, discutem os problemas da mídia e seus acertos e podem demandar algum tipo de atenção e evolução, tornando possível um canal de comunicação mais complexo com o desenvolvedor.

No tempo de hoje em que a grande parte da crítica mainstream existe como veículo de anúncio e propaganda, como busca de cliques e outdoor para grandes empresas, àqueles que ainda mantém vivo o real interesse pelo desenvolvimento da mídia possuem cada vez mais relevância nos pequenos nichos e mantém acessa a fagulha do pensamento crítico que permite a mudança e a união das comunidades.

Segue o nosso trampo lá! :)


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Fallout 76

Platform: Playstation 4
11 Players
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76
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    jonomaia · 8 months ago · 3 pontos

    Obrigado pela leitura!
    Eu tambem acompanho desde sempre. Justamente por ser algo bem dinamico e as vezes nos poupar de precisar ler 15 críticas diferentes. Mas quando se trata de algo que eu nunca vi ou algo caro, não dispenso as reviews de 40 minutos ahhaahh

    O "FUN" pode ser extremamente valido especialmente quando acompanha uma boa crítica mesmo. Então, comp num exemplo, um jogo de luta que possua boas mecaniscas de combos, balanceamento, diversidade de rooster e etc, pode ser definido assim. O meu incomodo é mais pela falta de especificidade as vezes hhahjdha

    E vc tem toda razão sobre o opinar. A crítica é um meio de discutir as obras, não proibir ou dificultar seu acesso

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    augus · 7 months ago · 3 pontos

    Primeiramente, excelente texto. Sua linha de raciocínio exemplifica bem a situação da mídia especializada atual. Todos os pontos levantados no texto são bem argumentados. Os exemplos não poderia serem melhores, TotalBiscuit, deixa saudades, e AngryJoe são ótimo reviews que trazem pontos únicos de discursão, poderia acrescentar aqui também a Digital Foundry que é mestre no seu trabalho com hardware e desempenho. Entretanto, gostaria de me apoiar em um trecho de seu texto, e quem sabe prestar o serviço de advogado do diabo, no qual você fala sobre a descaracterização do crítico. Eu sigo alguns grandes site especializados e ao clicar na review que eu quero ler, ou ver o vídeo, a primeira informação que é passada é quem escreveu a análise. Naquele momento, o usuário, que segue aquele portal, deve identifica quais direção aquele texto vai tomar ou, até mesmo, como será escrito. É verdade que muitos não são capacitados para tal, existe muitos escritores que eu me pergunto porque estão ali, contudo existe, sim, bons. Inclusive posso citar exemplos, como a Meghan Sullivan, do IGN, ou o Felipe Gugelmin, do Voxel, e temos os caso ruins como, a moça do "Too much water" na review de Pokemon OR/AS que virou meme.
    Para finalizar, queria parabenizar seu texto de novo, para tirar esse gosto agridoce do meu comentário, e reforça que o sistema de notas é desnecessário e condessa um, muitas vezes, rico texto em número sem sentidos.

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    kess · 7 months ago · 3 pontos

    Faz um tempo que queria escrever algo parecido, mas menos sério que a sua abordagem, muito obrigado pelas ideias. Realmente, o sistema de notas é algo que objetifica uma experiência subjetiva, e que gera discussões colossais entre os fãs e qualquer tipo de jogador, na verdade. E ainda tem aqueles meios sérios, como a Famitsu, que muito raramente dá uma nota máxima para um game, mas já fez isso com NintenDogs, por exemplo...

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    filipessoa · 7 months ago · 3 pontos

    Esse seu texto já ganhou meu ano @jonomaia! Que belíssimo trabalho de argumentação você empregou neste artigo! Gostei bastante de como você expôs a "massificação" de análises de sites mainstreams voltadas para quantidade de cliques e não a qualidade de argumentos e crítica. Não sei você já pensou a mesma coisa que eu mas: já notou que as análises de blogs sobre videogames tendem a ser mais substanciais e ricas do que os textos "secos" dos sites em pauta? Eu não sei por que, mas consigo enxergar melhor o DNA do autor de uma análise em um blog pessoal do que em um site e isso, bem como alguns motivos extras, me inspiraram na criação de um blog sobre videogames que pretendo lançar neste ano, com análises e tudo. E gostaria de aproveitar para agradecer imensamente a você por ter sanado uma dúvida interna que me vinha corroendo a alma que era a questão do sistema de notas. De fato, escalas numéricas não representam precisamente o valor daquela obra (aliás eu sempre achei mais fácil escrever análises do que avaliar os jogos kkkk) mas nunca pensei que quanto mais simples, melhor. Eu penso até que um sistema de 0 a 5 seja mais justo também. Enfim, espero poder seguir o caminho de análises construtivas que você bem apontou sempre opinando e discutindo de forma saudável sobre os jogos sem esses troços de críticas de lançamentos e análises-relâmpago. Obrigado!

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    lordsearj · 7 months ago · 3 pontos

    Excelente texto. Prefiro as críticas de Blogs e sites independentes - Alvanista incluso - do que as especializadas. Sigo um site em. Espanhol há anos, especializado em RPG'S. Chama-se "El primeiro Rincon del RPG's.". Confiram.

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    vlaxtral · 7 months ago · 3 pontos

    No final lembrei do youtuber Zangado, que faz o vale ou não a pena jogar e não dá notinhas e sim deixa ao critério de quem o ouve decidir no fim, se vale ou não a pena a compra de um determinado jogo, demonstrando seus pontos fortes e fracos. E eu acredito que o canal dele se tornou de nicho exatamente por esse motivo. não é midiático, e nem se envolve em polêmicas como uma IGN da vida.

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    gradash · 8 months ago · 4 pontos

    7 - too much text

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    vianna · 8 months ago · 2 pontos
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    igor_park · 8 months ago · 2 pontos

    Muito bom, usarei até algumas observações para quando escrever minhas críticas, mesmo que elas sejam bem informais e opinativas

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    ralfrisi · 8 months ago · 2 pontos

    excelete texto!!!!

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    andre_andricopoulos · 8 months ago · 2 pontos

    Belo debate (reviews/análises). Vejo imagens da IGN e, bem, gosto sempre de assistir opinião IGN e GAMESPOT, dentre outros. É tudo bem sucinto (não estou dizendo confiaveis).
    ...
    Fato é que VOCÊ quem deve opinar após jogar. Concepçoes e visões variam de pessoa pra pessoa.
    ...
    O termo FUN não me incomoda. Basicamente se propoe ao estilo. É um bom rpg? É um bom jogo de luta? É um bom survival?
    ...
    NOTAS também gosto, mas acho desnecessario esses "6.3 e 9.7)... meio em meio ponto é + pratico.
    ...

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    artigos · 8 months ago · 2 pontos

    Parabéns! Seu artigo virou destaque!

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    jacaregames · 7 months ago · 2 pontos

    Primeira coisa, Stalone cobra é um classico herege, ahahaha, de resto grande texto, muito bem explanado, bem fundamentado, lembro da saudosa gamepower, tinha a analise do jogo de alguém que gostava daquele estilo de jogo, depois mais 2 mini analises de pessoas que preferiam ou genero de jogo, dava uma contrabalanceada excelente.

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    amadhark · 7 months ago · 2 pontos

    Exatamente, a mídia como um todo precisa melhorar. Infelizmente o alto consumo unido diretamente ao crescimento pelo imediatismo tanto por parte dos jogadores, quanto dessas empresas, Não cooperam pra uma melhora desse quadro. Além do "fanboyolismo por marcas/empresas ou apenas saudosismo que muitos carregam" que os tornam completamente imparciais em suas avaliações e criticas. Tornado duvidosas e sem crédito as mesmas.

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    ederreloaded · 7 months ago · 2 pontos

    PQP! que belo texto!! parabéns!!! vou compartilhar e divulgar

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    darlanfagundes · 8 months ago · 1 ponto

    Obrigado pelo artigo jovem! Notei que recentemente muitos tem se incomodado com IGN, GAMESPOT e vários canais grandes dentro do jornalismo gamer e isso tem me rendido várias reflexões.
    A primeira delas é que sou grato por nunca me interessar pelo que essa galera tem a dizer... ao refletir como cheguei a essa conclusão eu acho que foi a partir do inicio dos anos 2003 ou 2004 porque foi o ano que percebi o desenvolvimento independente como algo bem melhor do que as grandes empresas do mercado... Vi que os indies estavam se tornando a base do futuro dos videogames com suas novas mecânicas e ideias geniais pra quase tudo... e notei que eles passavam quase despercebidos pela grande mídia...tmbm notei que as grandes empresas de games passaram a adotar as mecânicas que o mercado indie desbravara sem nem se quer dar crédito as pequenas empresas... isso causou um verdadeiro asco em mim da grande mídia e das grandes empresas desse mercado... passei não só a valorizar como a só comprar indies... os outros passei a piratear tudo que pudesse pra poder jogar...uehuehuehe...E desde então eu sou ferrenho defensor do mercado indie e um pirata de empresas grandes...se algo nelas me interessa eu baixo pirata, o que é legal é que não gosto de mais de 80% do que baixo, ao menos não gasto dinheiro à toa...Mas porque será que sempre me interessa algo nessas grandes empresas?! Sim, é a mídia 'desespecializada' e seu jabá, além da propaganda maciça que ainda me levam ao interesse... vc citou um caso aí que rolou comigo. Eu quase compre o Project Cars, pq eu era fã de Gran Turismo(até o quarto jogo) e sentia falta de um bom simulador de carros...ainda bem que seguir a regra de jogar ele pirata primeiro....iushauiashasuihasas...
    Outro ponto que é interessante nisso: eu agora compreendo que o 'hype' é um sentimento de propaganda e consumismo que foi imposto e sobrevive no mundo gamer por conta dessa mesma mídia nefasta!Então eu decido agora não ficar hype e esperar o lançamento e até mesmo correções de certos jogos pra só então jogar...pirata claro. Rsrsrsrrs....
    Eu não sinto culpa de fazer isso por perceber que essa gente tmbm age de má fé conosco, seu público, o tempo todo, parece que nem há nenhuma lei que possa nos proteger desses abusos e alguns deles são tão abstratos que nem dá pra desenvolver o argumento jurídico... eles sabem disso e se aproveitam muito de nós, então não tenho receio em ser sacana com nenhuma dessas empresas...se, e somente se o jogo for realmente bom pra mim eu o compro posteriormente e recomendo a mesma atitude pra todo mundo...ser ético somente com quem é ético...
    Um última coisa que venho pensando... a parte 'críticas' aqui na Alvanista nos jogos podia ser substituida pela palavra 'Opiniões', pois seria muito mais coerente... eu mesmo dou opiniões extremamente pessoais quando falo de algum jogo... coisa que tenho que volta a fazer...rsrsrs

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