2018-11-14 22:23:59 -0200 2018-11-14 22:23:59 -0200
jclove José Carlos Featured

Os clones de Resident Evil - Parte 1 (PsOne)

Single 3685261 featured image

Resident Evil não foi exatamente o primeiro jogo do gênero mas estabeleceu padrões para adventures misturando câmeras fixas, cenários pré-renderizados, gerenciamento de itens em inventário, puzzles, movimentação tanque e sustos que a Capcom batizou como Survivor Horror.

Com o sucesso estrondoso dele, várias empresas (incluindo a própria Capcom) tentaram emplacar outros jogos com mecânicas ou visuais parecidos, nem sempre utilizando a temática de "horror" como base.

A grande maioria desses jogos fica entre o medíocre e o muito ruim, mas pra quem era (ou ainda consegue ser) aficionado pelas mecânicas de RE acabava jogando e as vezes até curtindo alguns desses games.

Resident Evil inaugurou a era dos jogos de aventura com cenários pré-renderizados no Playstation, esse tipo de cenário que é composto por imagens estáticas que davam uma impressão de realismo muito maior que o Ps1 conseguiria fazer. Hoje em dia a técnica caiu em desuso porque os consoles atuais já conseguem processar gráficos assim em tempo real.

Particularmente eu ADORO o gênero survivor horror clássico, apesar de detestar/morrer de medo com histórias de terror. Na verdade o que me atrai nesses jogos é justamente os elementos de gameplay, a parte que veio dos adventures point n click misturada com um pouco de ação: ter um ou mais personagem em um ambiente fechado tendo que resolver enigmas e enfrentar (ou não) inimigos muito mais fortes que ele numa narrativa que utiliza câmeras fixas pra dar aquele tom cinematográfico e tal. Por isso quase sempre acabava gostando de qualquer coisa parecida com Resident Evil e não conseguir curtir muito jogos de "terror" em primeira pessoa, que infelizmente são o padrão hoje em dia.

Alguns dos vários jogos que podem ser considerados como clones de RE

Desde o ano passado resolvi me embrenhar por todos os clones possíveis de Resident Evil que encontrasse, principalmente no Playstation 1 e ACHO que já passei pela grande maioria, dai bateu a vontade de fazer esse "catado" com todos num artigo só.

Os critérios pra entrar nessa lista são baseados em elementos básicos do gameplay de RE:

-Ser em 3ª pessoa (existem vários "survivor horror" no PS1 em 1ª pessoa mas pra mim perde o charme, então estão fora -sorry Echo Night)

-Ter câmera fixa, ou ângulos fixos em alguns momentos

-Ter cenários pre-renderizados de preferência

-Ter movimentação "tanque"

-Dublagem tosca não intencional, não é obrigatória, mas deixa a coisa mais divertida.^^

Se tiver ao menos 3 elementos desses ai já encaixo nesse conceito de clone. Não ouso chama-los de Survivor horror porque vários são jogos de ação mesmo, sem nenhuma pitada de suspense ou terror no enredo ou clima. 

Separei em 3 categorias: os bons, os ruins e os MUITO ruins (e algumas menções honrosas que não se encaixam exatamente no modelo mas valem pela curiosidade-ou não XD):

//////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////

Os Bons: Esses tem todos os elementos bons de RE e alguns elementos originais, em alguns casos fugindo completamente da temática de horror e partindo pra ação, hack n slash ou RPG. São os que eu considero melhores e ainda bem jogáveis hoje em dia, se você não for daqueles que torcem o nariz pros polígonos quadrados do PS1 e a texturas em baixa resolução.

Vou deixar um comentário breve em cada porque provavelmente já tem link do Youtube suficiente pra quebrar a alva nesse post gigantesco^^.

Dino Crisis (1999)

Começando com um dos clones feitos pela própria Capcom e pela equipe dos REs originais. Dirigido por Shinji Mikami, DC trocava a temática de zumbis criados por vírus e armas biológicas pra uma ilha que acabou transportada pro período jurássico após um experimento que deu "errado". No controle de Regina, uma das agentes enviadas ao local para capturar o Dr. Kirk, gênio responsável pelo desastre, o jogador precisa encarar dinossauros que são muito mais espertos e difíceis de enfrentar que os zumbis de RE, e uma montanha de puzzles complicadinhos e códigos, muitos códigos em portas!

DC trazia várias novidades a fórmula de Survivor horror: Cenários texturizados em tempo real ao invés dos pré-renderizados, Podia-se andar empunhando a arma, tinha trechos com escolhas e QTEs básicas em vários momentos também. Era BEM mais difícil que RE pela falta de munição e resistência dos dinos. Os raptors abriam até portas se você fugisse.

Dino Crisis 2 (2000)

Lançado um ano depois do original, DC 2 foi ainda mais experimental que o primeiro. Provavelmente com base nas reclamações dos jogadores do primeiro, a equipe resolveu mudar completamente o foco do game. Sai o "survivor panic" cheio de puzzles e itens escassos e entra um jogo de ação bem arcade, com direito a pontuação e combos que incentivavam a matança desenfreada dos dinos. 

Bem diferente do que se esperava, mas muito divertido de se jogar. O gameplay dele é de longe o melhor em jogos de ação com movimentação tanque. Tanto a Regina quanto o novato Dylan são rápidos e tem uma game de ataques e armas interessantes. A história continua direto do original, dessa vez numa cidade inteira que acabou sendo engolida pelo fenômeno iniciado no primeiro jogo.

Parasite Eve 2 (1999)

O primeiro Parasite Eve não considero como survivor horror nem como clone de RE. Apesar de algumas semelhanças o gameplay é bem mais action RPG (o cinematic RPG, como a Squaresoft gostava de chamar), com muitas áreas abertas e tal.

O segundo jogo no entanto, teve ex-funcionários da Capcom que trabalharam em Resident Evil 2 na equipe de desenvolvimento e se transformou num belo clone do jogo da Capcom, sem tentar disfarçar nem um pouco, MAS ainda mantendo alguns elementos de RPG do original. 

Existem batalhas aleatórias, forte foco em evolução da personagem matando inimigos infinitamente, gestão de inventário, upgrade de armas e equipamentos e por ai vai. A história se passa 2 anos após os eventos do primeiro jogo e a ex-policial Aya Brea agora é agente do FBI e investiga um incidente envolvendo criaturas geneticamente modificadas que tem raizes muito maiores que ela imagina.

Koudelka (2000)

Desenvolvido pela finada Sacnoth e publicada pela gigante dos jogos de luta SNK, Koudelka era uma mistura bizarra de survivor horror fortemente baseado em Resident Evil, com RPG Tático com batalhas por turnos. Muito estranho, mas muito bem feito também. As batalhas são simples de entender mesmo que nunca tenha jogado nada do gênero e fora delas temos um autêntico Survivor horror com temática sobrenatural cuja história se passa no monastério mais sinistro da Europa virtual. No Controle de médium Koudelka e de seus inusitados parceiros Edward e padre James o jogador precisa descobrir como impedir a fonte do mal que habita no lugar se espalhe.

Fear Effect (1999)

Fear Effect chamou muita atenção na época, pelos aspectos técnicos, sendo um dos primeiros jogos (bem) feitos com a técnica cell shading, (que consiste em dar aos polígonos uma cara de "desenho animado", surpreendente na época) e pela temática om uma história situada num futuro distópico onde o grupo de mercenários composto por Hana, Glas e  Deke se veem numa sucessão de eventos de vida e morte bizarros enquanto tentam resgatar a filha desaparecida de um chefão da tríade. Além do visual fantástico o jogo se destacava pela dificuldade e pelos 4 CDs, necessários pra rodas as dezenas de animações em CGI que compunham o game.

Fear Effect 2 (2001)

A sequência de FF na verdade era uma prequel do jogo original narrando eventos que uniram Hana Deke e Glas, além de trazer uma nova personagem, a sexy Rain, que era namorada da protagonista. O jogo chamou ainda mais atenção pelas cenas sugestivas com as duas que pelo gameplay em si.

Tecnicamente e em termos e jogabilidade não trazia nada de muito diferente do original. Muitos puzzles difíceis e tiroteios hardcore.

Silent Hill (1999)

Silent Hill dispensa apresentações. Na verdade é até meio cruel reduzir ele apenas a um "clone" de Resident Evil porque apesar da óbvia inspiração, o jogo da Konami trazia uma pegada diferente, muito mais focada no terror psicológico, muito mais perturbador que qualquer outro jogo do gênero na época.

Tecnicamente ele tinha diferenças também. assim como Dino Crisis, os cenários nele não eram pré-renderizados e sim texturizados em tempo real. A cidade que da nome ao jogo era coberta por uma densa neblina, que era uma forma muito esperta dos desenvolvedores contornarem as limitações do PS1 e que acabou virando marca registrada da série.

No controle do escritor Harry Mason o jogador deve se embrenhar pela assustadora cidade fantasma de Silent Hill em busca da filha dele que sumiu após um acidente de carro. Se curte jogos de terror e nunca jogou isso, está cometendo um erro maior que Harry entrar na cidade desarmado.

Alone in the dark The New Nightmare (2001)

Alone in the Dark foi o primeiro jogo de terror em 3d com os elementos que fariam de RE um sucesso. Lá em 1993 quando saiu o primeiro jogo era a coisa mais surpreendente e assustadora que se podia imaginar. Quem diria que anos depois a Infogrames iria passar a copiar as mecânicas do jogo da Capcom e dar uma cara totalmente Resident Evil pro seu 4 jogo.

Lançado também pra Dreamcast e PC (dublado em português inclusive). New Nightmare trazia um novo Detetive Carnby que dessa vez dividia o protagonismo com a antropóloga Aline Cedrac, cada um com sua própria campanha, tentando solucionar o mistério de uma mansão assobrada por criaturas sensíveis a luz.

Covert Ops - Nuclear Dawn (2000)

Saindo de vez do survivor horror, Covert Ops (Chase the Express no Japão) coloca muita ação na fórmula de RE. Se passando inteiramente num trem militar, o jogador precisa controlar o agente da OTAN Jack Morton numa perigosa corrida contra o tempo pra salvar o embaixador Francês que foi sequestrado enquanto viajava no trem pela Rússia e conter o ataque terrorista que pretende ameaçar o mundo com mísseis nucleares.

Se as mecânicas e visual lembra Resident Evil, o clima e ação lembram Metal Gear e Shypon filter. Apesar da movimentação tanque, é simples combater os terroristas mas ainda tem gestão de inventário e alguns puzzles, além de vários finais que dependem de ações chave que se toma durante o jogo.

Soul of Samurai (1999)

Esse é um daqueles jogos que mereciam mais reconhecimento na época. Lançado pela Konami em 99, Soul of Samurai era a coisa mais parecida com Onimusha antes de Onimusha existir. Ao invés de terror e zumbis a parada aqui é samurai e ninja contra seres do mal que estão aterrorizando uma cidadezinha do Japão feudal. Os cenários pré-renderizados são na mesma pegada de RE, ainda tem inventário e puzzles simples, mas a movimentação tanque é mais rápida e tem um leve toque de rpg com várias sidequests e espadas escondidas.

O jogo trazia dois personagens, cada um com sua campanha, que encontravam em várias partes dela. e tinha uma historinha bem bacana.

//////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////

Os Ruins: Esses ficam entre o medíocre e o ruim, MAS ainda tem algum elemento que os fazem especiais de alguma forma. Também são jogáveis com um pouco (ou muito) mais esforço que os da categoria anterior, mas da pra se divertir.

Galerians (1999)

Da uma tristeza colocar Galerians entre os ruins, afinal o jogo tinha muita coisa única na época: O enredo é bem dark e é provavelmente a coisa mais parecida com um jogo baseado no clássico mangá Akira  (misturado com Matrix) até hoje já que o protagonista Ash, assim como Tetsuo, tem poderes paranormais e todo combate do jogo é baseado neles.

O jogo é super violento e tem cenas bem pesadas, com um enredo muito doido e interessante. O problema é a jogabilidade. A movimentação do Ash é uma das piores dos jogos listados aqui e é preciso carregar cada golpe que ele dá, o que deixa as constantes batalhas muito difíceis. os bosses em especial são um exercício de paciência e autocontrole pra não jogar o PS1 na parede. Outro problema é o inventário extremamente limitado que força o jogador a escolher que item pegar o tempo inteiro e como os poderes do protagonista consomem a energia vital dele, é muito possível chegar em um ponto onde não se tem nem item de ataque nem de recuperar HP e inutilizar o save. É um jogo bem bacana, mas muito difícil de recomendar hoje em dia.

Chaos Break (2000)

Sequência obscura do ainda mais obscuro arcade Chaos Heat, Chaos Break era a tentativa da Taito de atrair os fãs de survivor horror. Porém, assim como em Dino Crissis 2, o foco aqui era bem mais na ação que no terror, praticamente inexistente na verdade. 

No controle de um dos dois agentes veteranos no controle de pragas biológicas, Mituki ou Rick, o jogador deve tentar conter uma praga que assolou um laboratório privado que tentava fazer uso do parasita alienígena que causou o desastre do jogo original. Tem bastante ação mas ainda traz elementos de survivor horror, com alguns puzzles simples e munição que começa farta mas se se empolgar fica sem nada perto do final (quando realmente precisa dela).

Se alguém souber como faz o final bom, me conta ai porque terminei 4x seguidas, fazendo 100% na ultima e ainda cai no final ruim. Mas é um jogo divertido.

Enigma (1998)

Lançado apenas no Japão, Enigma traz uma mistura de survivor horror com Indiana Jones, com uma pegada de aventura e caça ao tesouro. Temos 3 personagens se alternando nas longas fases do jogo, em várias partes do mundo, enfrentando muitas criaturas muitas vezes na base do soco. Tem mais ação mas muitos puzzles também. Esse nunca consegui terminar...

Overblood (1997)

Overblood foi um dos primeiros clones de Resident Evil. lançado uma ano depois que o jogo da Capcom, o jogo da desconhecida Riverhillsoft trazia muitos elementos que o faziam bem distinto. foi o primeiro survivor horror com cenários gerados em tempo real e o jogador precisava guiar o protagonista Raz e sua parceira a entender o que aconteceu de errado na base subterrânea onde estavam instalados (eu jurava que o jogo se passava no espeço quando joguei pela primeira vez, ja que o cara acorda de um dispositivo de criogenia.)

Overblood 2 (1998)

Aparentemente sem ligação com o jogo original, a sequência trazia uma nova história envolvendo uma capsula que colidia em East Edge City.

Os gráficos eram bem melhores que o primeiro jogo, o que não quer dizer muita coisa hoje, mas a jogabilidade é ainda mais travada.

TRAG/Hard Edge (1998)

Outro jogo de ação com cara de Resident Evil. O diferencial de TRAG era o bizarro visual de anime realista. O jogo se passa num prédio tomado por terroristas e dois agentes do grupo TRAG (Tactical Rescue Assault Group) são os únicos (até aparecem mais dois personagens) que podem impedir uma tragédia megalomanícaca envolvendo ciborgues. Apesar do plot genérico e da dublagem hilária (que era meio que padrão na época) é um jogo bem legal até. 

Vampire Hunter D (1999)

Imagine se existisse Devil May Cry no PS1...

Não existiu, mas graças a Jaleco tivemos um jogo do meio vampiro caçador de vampiros dos animes D que foi a coisa mais próxima disso.

Vagamente baseado no excelente  OVA Bloodlust, o jogo era uma mistura de survivor horror com hack n slash ja que D não usava armas de fogo e sim ataques de espada e magias, além de poder correr, pular e defender ataques.

É meio travadão mas depois que se pega o jeito vira um jogo bem interessante. 

//////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////

Os MUITO ruins: Esses dataram demais ou já eram quebrados/ruins na época do lançamento. Só sendo MUITO fã de RE pra encarar hoje em dia.

Alone in the dark  - One Eyed Jack's Revange (1996)

Único jogo da trilogia original a ser portado pro PS1, Alone in the Dark 2 ganhou nesta versão uma bela melhoria gráfica já que os polígonos tem texturas, dando um visual muito mais agradável que no PC. 

De resto é o mesmo jogo de 94. É o mais difícil dos Aitd originais pra mim. Com movimentação extremamente truncada, erros de colisão constantes, puzzles muito difíceis de entender e muitos, mas muitos combates.

Countdown Vampires (1999)

Assim como Dino Crisis trocou zumbis por dinossauros, Countdown Vampires como o nome indica é um clone de Resident Evil 1 com vampiros e outros monstros. A diferença é que Dino Crisis fez isso bem enquanto que o jogo da Bandai é uma cópia mal feita do primeiro survivor horror da Capcom (quando ja existia o RE 3), com cenários em baixa resolução, jogabilidade horrorosa e história péssima. Da pra jogar se você for MUITO fã de RE 1 mas estressa mais que diverte.

Man in Black: The Game (1997)

Vagamente baseado no primeiro filme da série dos Homens de preto, o jogo (também com port pra PC) trazia versões poligonais quadradas de Will Smith e Tommy Lee Jones encarnando os agentes J e K, tendo a agente L selecionável também.

O Game era um Resident Evil com mais foco na ação, tendo possibilidade de lutar com socos e chutes e também pular, mas tudo era muito travado e pouco atrativo.

A história era uma releitura do recrutamento do J e suas primeiras missões em vários locais do mundo caçando aliens fujões. Seria legal se não fosse tão quebrado.

Evil Dead hail to the King (2000)

Esse foi o primeiro jogo baseado na série de filmes Evil Dead e era natural ser um survivor horror. De bom ele traz o carismático ator Bruce Capbell, que encarna o protagonista Ash nos filmes, narrando o jogo e dublando sua versão digital. 

O resto todo é uma bomba. Os gráficos até que eram passáveis mas a jogabilidade é péssima com inimigos dando respawn imediatamente após mata-los (estilo Ninja Gaiden no NES), movimentação e colisão quebrados e dificuldade artificialmente alta demais. Só sendo maluco pelos filmes pra encarar.

Martian Ghotic: Unification (2000)

Pensado como um point n click tradicional, esse jogo acabou assumindo as mecânicas de Survivor horror porque os produtores acharam que ficaria mais vendável. O problema é que os desenvolvedores não tiveram tempo pra ajustar as mecânicas e o game acabou ficando excessivamente difícil e complicado.

O enredo se passa numa base em marte onde um virus letal transformou quase todos os habitantes do local em zumbis. apenas os 3 protagonistas permanecem humanos e precisam arrumar um jeito de escapar mas não podem se cruzar durante o jogo porque se entrarem em contato direto se infectam e morrem. O jogador precisa controlar alternadamente os 3 personagens resolvendo puzzles e gerindo a pouquissima munição que eles encontram.

//////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////

Menções honrosas: Os jogos listados abaixo pendem mais pro point n click clássico ou pro adventure em primeira pessoa (ou beat'em ups) mas ainda tem algum elemento que lembra os clones de RE também. Alguns muito obscuros, outros até um pouco acima da média, mas a maioria, ruinzão.

Discworld Noir (1999)

Terceiro jogo baseado nos livros da série homônima do escritor inglês Terry Prachet, Discworld Noir se destaca por sair da pegada de desenho animado medieval colorido dos anteriores pra uma aventura de detetive noir bem legal. É um point n click com cenários pré-renderizados bem obscuro mas amado por quem jogou. Existe uma versão pra PC que infelizmente não funciona em versões atuais do Windows, nem tem relançamento em plataformas digitais.

A versão do PS1 é bem inferior graficamente e ainda mais difícil de achar. No Ebay, o disco não sai por menos de 49 dólares e até a ISO europeia (não foi lançado nos EUA) é bem difícil de encontrar pra baixar em inglês.

The City of lost children (1997)

Baseado no filme francês de mesmo nome, o jogo era uma adventure point n click sem a parte de apontar e clicar ja que se tem o controle da pequena protagonistas com movimentação tanque. O jogo teve certo destaque na época pelos visuais e pelo fato de consumir todos os 15 blocos do Memory Card do PS1 pra salvar o jogo.

Clock Tower (1997)

O primeiro Clock Tower na verdade foi lançado no Super Nintendo pela Human em 94, ms ficou apenas no Japão, dai quando ela resolveu lançar o segundo jogo no ocidente ele saiu como se fosse o original.

O primeiro Clock tower foi relançado pro PS1 mas ficou apenas no Japão também, só a Human sabe porquê, ja que de longe é o melhor da série.

Esse se passa um ano após o jogo do Snes e temos a traumatizada protagonista Jennifer de volta mas dividindo o jogo com sua terapeuta, que se veem sendo perseguidas novamente pelo assassino da tesoura gigante. Dependendo das escolhas que faz no começo a rota da história e a protagonista muda. Praticamente tudo que se faz no jogo muda um dos vários finais dele. 

Difícil é aguentar até chegar lá, porque a transição de sprites pro 3d não foi bonita. Na época ele ja era bem feinho e os controles point n click eram lentos demais. É uma ideia interessante mas muito ruim de jogar hoje em dia.

Clock Tower 2 - The Struggle Within (1998)

O ultimo jogo da série clássica no PS1 na verdade não era o CT2 e sim um spin off sem ligação com os 2 anteriores. É considerado pela fanbase como o pior por causa da jogabilidade ruim e da história maluca MAS pessoalmente achei ele bem melhor que o anterior. Ainda é ruim e quebrado mas tem umas idéias legais como uma menina de 7 anos endemoniada esquartejando a irmã e te perseguindo e uma protagonista colegial normal que assume a personalidade de um homem violento e badass quando solta o amuleto que leva sempre consigo.

Echo Night (1998)

A série Echonight é uma espécie de survivor horror sobrenatural mas sempre em primeira pessoa, o que o tornava bem menos atrativo pra mim, mas tem muitos fãs até hoje. O jogo se passa com o protagonista Richard tentando encontrar seu pai num misterioso navio que aparentemente está abandonado (mas cheio de fantasmas)

Echo Night 2 (1999)

O segundo jogo da série mantem a estética do original, mas agora se passa numa mansão assombrada. O protagonista não usa nenhum tipo de arma de fogo e sim luz pra se defender e comunicar com os fantasmas do lugar. Alguns inofensivos, outros já mais mal intencionados pro seu lado.

Hellnight (1998)

Produzido pela Atlus, esse survivor horror em primeira pessoa lembra bastante os dois Echo Night (que eram da From Software) e se passa numa realidade distópica onde a colegial Naomi Sugiura e outros sobreviventes de um desastre de trem precisam escapar por um labirinto subterrâneo na forma de esgoto enaunto fogem de criaturas bizarras e uma seita nada amistosa.

D (1995)

Clássico "filme" interativo de terror do 3do, D foi o primeiro jogo do Diretor Keiji Eno e trazia uma viagem insólita por um hospital que virava sem mais nem menos um castelo medieval cheio de puzzles e perigos enquanto a jovem Laura tentava descobrir o que levou seu pai, um respeitável médico da cidade a sair matando geral.

O jogo lembrava mais Myst que Resident Evil, mas é um clássico, eu tinha de mencionar, sem falar tinha vistosos 3 discos pra 30 minutos de jogo (se você soubesse o que fazer) porque as CGis comiam o espaço todo da mídia.

Uma curiosidade que em todos os jogos da Warp sempre tem uma protagonista loira chamada Laura, Tanto no D2 (que é bem clone de RE no Dreamcast) quanto no criativo Enemy Zero do Saturn.

The Witch of Salzburg (1997)

Esse é realmente obscuro. Descobri enquanto pesquisava pra escrever esse artigo e nunca tinha ouvido falar.

É um adventure com temática sobrenatural e pitadas de terror que pode ser jogado tanto em 3[ quanto em primeira pessoa, mas só saiu no Japão. O enredo envolve lendas sobre bruxas da Austria.

The note (1997)

Esse é outro bem obscuro que só ficou no Japão. (tem versão Europeia em inglês) 

É um survivor horror em primeira pessoa com o repórter especializado em ocultismo (só podia ser no Japão né?) Akira e sua parceira Angela investigando uma mansão assombrada, de onde eles só deveriam tirar fotos pra uma matéria mas acabam se complicando um pouco. Quase um Fatal Frame.^^

//////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////

Acho que com isso englobo todos os clones de Resident Evil e também a maioria dos Survivor horrors do PS1. Se você conhece algum que não foi listado aqui avise que quero ver e adcionar a lista.

Deu um trabalhão pra arrumar e escrever sobre tudo mas curti demais. Em breve continua com Saturn e PS2 (ou não).

Resident Evil (Director's Cut)

Plataforma: Playstation
2232 Jogadores
40 Check-ins

89
  • Micro picture
    emphighwind · 30 dias atrás · 3 pontos

    bom post, queria saber se destes quais não tem saves limitados(tipo o sistema de tinta do RE), é literalmente a mecânica que eu mais me desanima de ir atrás dos RE inclusive.

    2 respostas
  • Micro picture
    artigos · 29 dias atrás · 3 pontos

    Parabéns, seu artigo virou destaque!

    1 resposta
  • Micro picture
    kess · 29 dias atrás · 3 pontos

    Eu já tinha essa ideia de ir atrás dos clones de RE, mas vários desses eu não conhecia... Muito obrigado por essa compilação!

    1 resposta
  • Micro picture
    vinicios_santana_3 · 30 dias atrás · 2 pontos

    Curioso como era mais fácil serem transportados pro passado, que recriar biologicamente dinossauros. A história de Dino Crisis é bem meia boca, mas compensa num jogo ótimo, com um clima tenso e que mesmo sendo mais frenético (2) ainda trás traços do survivor horror.

    7 respostas
  • Micro picture
    _gustavo · 30 dias atrás · 2 pontos

    Eita post foda *-*

    Aí tem muita coisa que eu virei meses jogando desde a época do PS1, principalmente Dino Crisis, Parasite Eve, Silent Hill e o Fear Effect. Koldelka e Galerians são dois que eu nunca cheguei a testar, mas como eu lia muitas revistas de games na época eu via bastante sobre eles. Alone in the Dark eu nunca cheguei a terminar tb.

    1 resposta
  • Micro picture
    mastershadow · 30 dias atrás · 2 pontos

    Nossa eu joguei praticamente 99% dessa lista hhuhuauahua . Eu amo esse genêro, o ultimo que joguei foi o Martian Ghotic,é dificil mas representa demais o estilo e o termo "survivor".

    3 respostas
  • Micro picture
    mastershadow · 30 dias atrás · 2 pontos

    Ah o The Note em zerei em 2016, ele tem versão europeia,eu curti o game, tem check-in meu dele finalizado aqui no alva.

    3 respostas
  • Micro picture
    johnny_bress · 30 dias atrás · 2 pontos

    eu quero fazer um texto falando dos jogos que usaram o sistema de camera fixa que tanto amo.

    1 resposta
  • Micro picture
    johnny_bress · 30 dias atrás · 2 pontos

    rapaz, q textao, comecei ler e pensei, depois eu continuo rsrs

    2 respostas
  • Micro picture
    volstag · 30 dias atrás · 2 pontos

    Caramba, nunca tinha ouvido falar desse Hellnight.

    9 respostas
  • Micro picture
    avmnetto · 30 dias atrás · 2 pontos

    Dino Crisis está no meu top... sei lá... TOP 1 de jogo nada divertido, por pura má execução... um dos poucos que eu parei no meio depois de já ter jogado um cadin...

    4 respostas
  • Micro picture
    raiden · 29 dias atrás · 2 pontos

    Joguei tanto Soul of Samurai assim como joguei Nioh!! Excelente post!!

    1 resposta
  • Micro picture
    jeffroupinha · 29 dias atrás · 2 pontos

    Esse artigo é de deixar de pau duro! Parabéns!

    2 respostas
  • Micro picture
    thorgrin · 29 dias atrás · 2 pontos

    Muito bom. Mas eu não usaria o termo "clone" por parecer tirar algo deles. "alma!?!". Para mim "inspirados" é a palavra. Mas semântica não vende e sim RE fez escola!!

    1 resposta
  • Micro picture
    chimianopao · 29 dias atrás · 2 pontos

    Koudelka parece ser do caralho. Preciso jogar

    1 resposta
  • Micro picture
    jeanzelda · 26 dias atrás · 2 pontos

    (Hellnight) puta jogo que deixava eu de queixo caido com sua trilha sonora, belo póster ...e deu gosto ler todo

    1 resposta
  • Micro picture
    lavosierdq · 18 dias atrás · 2 pontos

    impressionante como no passado era jogo atrás de jogo sendo lançado e hoje é muito escarço .olha o tanto de joogo de terror cara. foda demais.

    1 resposta
  • Micro picture
    tony56 · 17 dias atrás · 1 ponto

    Parabéns, @jclove!
    Aguardando ansiosamente pelo artigo dos SH para PS2 :)

Continuar lendo → Reduzir ←
Carregando...